Autor: diogo.almeida1979

  • Quando o clube é de uma torcida

     

    Na iminência de Muricy, ao fim de 2015, forcei barra para a vinda de Bauza, outro campeão da LA (San Lorenzo, 2014):

    Verdadeiramente desacreditei em qualquer evolução do futebol do Fla com Ramalho no comando. Nada ali parecia ter empatia. Eu estava correto. O André Amaral – que também escreveu seu testamento em prol da contratação de “El Paton”, três, quatro meses depois, lembrou daquele nosso esforço.

    Perdemos muito tempo acreditando em um medalhão contratado como escudo de uma departamento de futebol ainda muito frágil.

    A surpresa Zé Ricardo até que oxigenou o Flamengo. Esperançou a torcida. A boa campanha no BR-16 trouxe confiança em alguns métodos, mostrou um caminho e avalizou a política de investimentos em infra-estrutura.

    Nenhuma metade de ano mágico, entretanto, se tornou realidade.
     

     
    O segundo semestre de 2016 deixou apenas aquele cheirinho e uma eliminação vergonhosa na Copa Sul-Americana.

    O primeiro semestre de 2017 nos fez herdeiros de mais um vexame na Libertadores. Sem contar campanha abaixo da crítica no Brasileiro.

    Ninguém contava que Zé Ricardo fosse refém de conceitos, jogadores e de sua própria personalidade.

    A chegada de Rueda, tardia (quem pode dizer, fora o próprio Rueda, que assumiria antes?), é um avanço de mentalidade. Do clube?

    Não!

    Desesperados (o trio EBM/FL/RC não esperava revés em casa contra o fraco Vitória, pelo contrário, era o jogo ideal de sobrevida de ZR!) tentaram contratar Roger Machado.
     

     
    A escolha mais óbvia de mercado.

    Mostrando como o Flamengo de EBM é constrangedor quando precisa ser assertivo no futebol.

    O avanço de mentalidade desta vez foi da torcida.

    Se antes, lá em 2015, quando a solução era sair do óbvio e importar da Argentina um Bauza (ou qualquer outro nome que pudesse salvar o Flamengo da boleiragem pantomínica encalacrada há décadas no clube) e a torcida não aderiu, não pressionou, não fez diferença.

    A torcida em 2015 aderiu ao conservadorismo da escolha enfadonha por Muricy Ramalho.

    Hoje a torcida acordou e escolheu seu treinador.

     
    Diogo Almeida é editor-chefe do fla.mundobola.com. Também escreve no coletivo Cultura RN. Siga-o no Twitter: @DidaZico.
     


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    Imagem do post e destacada nas redes sociais: Arte sobre foto de Gilvan de Souza / Flamengo

  • 10 fatos que você precisa saber sobre Reinaldo Rueda

     

    1. 40 anos de carreira e cultura alemã

     

    Foto: Divulgação / Deutsche Sporthochschule Köln

     

    Rueda nunca foi jogador profissional. É formado em Educação Física e com 19 anos começou seu primeiro curso de treinador de futebol. Na década de 90, Rueda fez pós-graduação na Escola Superior de Esportes de Colônia, na Alemanha. Antes, ainda durante a graduação, já vivera um intercâmbio no país. Fala fluentemente alemão.

     

    2. Os grandes mentores de Reinaldo Rueda

     

    Foto: Reprodução

     

    O lendário Franz Beckenbauer e o treinador inglês Bobby Robson são dois mestres que Rueda busca seguir. Pode-se afirmar que o novo treinador do Flamengo segue as tendências táticas do futebol alemão ou a chamada “Escola Alemã”, que desde a década de 90 se reinventa constantemente.

     

    3. Movido a desafios e com ambições diferenciadas

     

     

    Rueda já havia treinado Deportivo Cali e Independiente Medellin – debutou no pequeno Cortuluá –
    quando aceitou trabalhar diferentes seleções colombianas de base. O treinador não considerou essa decisão um passo atrás na carreira e sim uma oportunidade de crescimento.
     


    Leia também: Feliz e assustado, Rueda chega ao Rio e segue para reunião


     

    4. Sucesso também nas categorias de base

     

     

    Em 2003 levou a garotada de seu país ao terceiro lugar do Mundial Sub-20. Melhor resultado da categoria na história. La Tricolor, como é chamada a seleção colombiana, não tinha grandes craques. Dos 20 convocados, apenas um teve projeção internacional relevante: o volante Freddy Guarín, com passagens por Boca Juniors, Porto e Inter de Milão. Macnelly Torres também fazia parte daquele time; os dois voltariam a se encontrar no Atlético Nacional campeão da Libertadores.

     

    5. O Rei da América chega ao trono do maior clube do continente

     

    Foto: @OvacionDigital

     

    “Reinaldo é o melhor pai, o melhor marido, a melhor pessoa que eu conheci no futebol”, definiu Gerardo Pelusso, famoso jogador e treinador uruguaio, ao anunciar o prêmio “El Rey de América” ao novo “Director Técnico” do Mengo.
     

     
    Aos 60 anos, foi eleito pelo jornal uruguaio El País, o melhor treinador sul-americano de 2016. Essa premiação, chamada de Rei da América, é vista como a mais importante honraria futebolística do nosso continente. Sete anos antes, o diário El Espectador o elegeu como melhor técnico da Colômbia. Em 2013, a Federação Internacional de História e Estatística de Futebol (IFFHS) o colocou entre os 10 melhores do mundo. Dois anos depois, em sua terra natal, arrebatou o título de “Mejor Director Técnico” dado pelo jornal El País. Em 2015 e 2016, em votação com os 36 treinadores e capitães de times da Liga Colombiana (Liga Aguilla), e mais o técnico e capitão da seleção da Colômbia, foi eleito o melhor treinador cafetero em atividade.
     


    Leia também: O que esperar de Reinaldo Rueda


     

    6. Nas Eliminatórias, Reinaldo Rueda livrou sua seleção de um vexame

     

    Foto: Reprodução

     

    Após o veterano Francisco Maturana ter conquistado apenas um ponto nas Eliminatórias para a Copa de 2006, Rueda assume difícil tarefa de chegar à Copa da Alemanha. Contudo, ao longo de quase dois anos sob seu comando a Colômbia se reergueu, deu um salto na tabela e brigou ponto a ponto pela vaga na repescagem com o Uruguai. Na rodada final, venceu em Assunção a seleção paraguaia. Entretanto, com a vitória sobre a Argentina em casa, o Uruguai acabou ficando com a vaga. Rueda foi elogiado pela crítica e público colombianos.

     

    7. O Pacificador

     

    Foto: Divulgação

     

    Após 28 anos finalmente Honduras comemorava seu passaporte para outra Copa do Mundo. Em 2009, um país dividido após mais um golpe militar quase colocou todo o trabalho desenvolvido desde 2007 a perder. Rueda administrou um grupo rachado por diferentes posicionamentos políticos. O desafio além das quatro linhas aumentou ainda mais o espírito de liderança do treinador. No fim, o futebol mais uma vez uniu um país cheio de antagonismo: na noite da classificação o povo foi para as ruas comemorar e Reinaldo Rueda ganhou nacionalidade hondurenha.

     

    8. Uma outra La Tri para amar

     

    Foto: Fernando Araújo

     

    O Equador foi a terceira seleção a ser dirigida por Rueda. Comandou “La Tri” com desempenho acima da média histórica em Eliminatórias. Apesar de terminar fora da repescagem pelo saldo de gols, a campanha equatoriana em momento algum pareceu sinalizar que fossem ficar de fora da Copa no Brasil. Já no Mundial, Rueda não conseguiu levar seu time para as oitavas-de-final, em um grupo relativamente fácil, com França, Suíça e Honduras.

     

    9. Um olhar existencialista sobre a rivalidade no futebol

     

    Foto: Reprodução Twitter

     

    “O sentimento é de enorme impotência e de um grande vazio. Foi uma lição de vida e do futebol sobre o valor e a importância do rival. Já tínhamos observado e analisado o time há dois meses e, de repente, estamos sem adversário. O que significou isto para nós? Sem rival, não somos nada, não podemos jogar e não podemos chegar às nossas metas!”, assim Reinaldo Rivera Rueda expressou sua dor ao repórter da revista austríaca “Ballesterer”, Robert Florencio.

     

    10. A complexa mente tática a serviço de Rueda

     

    Foto: Colprensa

     

    O auxiliar técnico do novo técnico do Flamengo é o ex-atacante da lendária seleção colombiana da Copa de 90, Bernardo Valverde Redín. Ao longo de um artigo especial assinado por Joza Novalis, publicado no blog Ninho da Nação e reproduzido aqui no Mundo Bola, Novalis explica a importância de Redín: “As duas mentalidades eram bem diferentes, pois Redín, embora ainda fosse um estudioso do assunto, era já um adorador do futebol ofensivo. O mais lógico era que o assistente fosse influenciado por quem o empregava, mas foi o contrário. Redín modificou a visão de Rueda, mostrando-lhe as vantagens de armar uma equipe voltada para a construção do jogo ofensivo. Rueda já era um profissional atento aos atletas, mas se impressionou com a meticulosidade com a qual Redín percebia os limites de um jogador e criava um plano para corrigi-los. Este foi outro traço do assistente que Rueda assimilou à sua prática profissional. Redín ficou ao lado de Rueda até 2014, quando foi anunciado como técnico do Monagas, da Venezuela. Porém, assim que assumiu o Atlético Nacional, Rueda chamou seu assistente de volta”.
     


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  • Feliz e assustado, Rueda chega ao Rio e segue para reunião

     

    Reinaldo Rueda finalmente chegou ao Rio. Um pouco assustado com a recepção da torcida e talvez esperando um aeroporto menos movimentado nas primeiras horas de uma manhã de domingo, ao batalhão de repórteres respondeu apenas que estava feliz.

    Depois de quase conseguir uma classificação épica da seleção de seu país nas Eliminatórias para a Copa de 2006, Rueda comandou as seleções de Honduras e Equador, nas Copas do Mundo da África do Sul e Brasil, respectivamente. Nos últimos dois anos venceu praticamente tudo à frente do Atlético Nacional, incluindo a última edição da Copa Libertadores da América.
     

     
    Bandeira de Mello junto ao seu staff recepcionou o treinador que seguiu para o clube. As partes terminarão de acertar detalhes do contrato, como a cláusula de liberação automática para a seleção da Colômbia, luvas por títulos e outros benefícios. Contudo, a parte burocrática será toda resolvida ainda esta manhã.

    Antes mesmo do almoço, Rueda e dirigentes seguem para Belo Horizonte, onde o Flamengo visita o Atlético Mineiro no Independência, às 16h. A apresentação do décimo treinador estrangeiro da história rubro-negra deve acontecer amanhã no Ninho do Urubu.
     


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    Foto na imagem destacada no post e redes sociais: Divulgação

  • Árbitro goiano apita Atlético-MG x Flamengo

    No jogo da vigésima rodada do Campeonato Brasileiro de 2017, o Flamengo irá enfrentar o Atlético-MG, neste domingo (13), às 16h, no Independência, em Minas Gerais. Para apitar a partida, a CBF escalou o árbitro Elmo Alves Resende Cunha (GO/CBF) e os auxiliares Fabricio Vilarinho da Silva (GO/FIFA) e Cristhian Passos Sorence (GO/CBF).

    Em 2016, o goiano esteve envolvido em polêmicas, no jogo entre o Flamengo e São Paulo, que terminou em 2 a 2 , naquela ocasião, o árbitro deixou de marcar uma falta no jogador do Rubro-Negro, em um lance que resultou no primeiro gol da equipe paulista.

    Histórico em jogos do Flamengo

    Elmo Alves atuou em apenas dois jogos do Rubro Negro nos últimos anos, sendo dois empates. Nos seus últimos jogos, o arbitro teve uma média de 7,4 cartões por jogo, todos amarelos, apitando jogos da Copa do Brasil e Campeonato Brasileiro.

    O último encontro do árbitro com o Flamengo foi durante o Campeonato Brasileiro de 2016, no duelo contra o Atlético-PR, pela última rodada. No duelo o Mais Querido ficou apenas com o empate na Arena da Baixada.

    Scout do árbitro em jogos do Flamengo

    Vitórias:0

    Empates:2

    Derrotas:0
     


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  • Flamengo está financeiramente sanado

     

    O Flamengo publicou o resultado financeiro consolidado de fechamento do 1º semestre de 2017. São números de encher os olhos! E permitem uma conclusão rápida: o problema da dívida acabou, o Flamengo é um clube economicamente e financeiramente sanado pela gestão Eduardo Bandeira de Melo. Ainda existe dívida, óbvio, não é que ela tenha deixado de existir, mas está totalmente equacionada, com sobra de recursos para finalizar o Centro de Treinamento, construir um estádio próprio, e manter um dos elencos mais fortes do futebol brasileiro. Daqui para frente na história do clube, assim estará enquanto a política interna do clube fizer valer sua Lei de Responsabilidade Fiscal. Como estamos no Brasil, e mais especialmente no Rio de Janeiro, e sabemos que a cultura nacional tem sérias problemas em cumprir regras, não podemos dizer que o problema está definitivamente resolvido, para sempre. Se o que está no papel for respeitado, sim,o clube estará sanado para sempre. Para acompanhar todos os resultados, visite as análises detalhadas feitas aqui neste blog no link Transparência Rubro-Negra.
     


    Leia também: Semestre de ouro


     
    Como sempre, a análise se debruçará sobre indicadores de estoque: Empréstimos de Curto Prazo, Dívida e Razão Dívida/Receita Anualizada (indicadores de estoque são um retrato de momento) e em indicadores de fluxo: Receita Total, Receitas Brutas do Futebol e Resultado Líquido (os indicadores de fluxo são crescentes no exercício, acumulando-se ao longo do ano até o resultado anual final).

    Iniciando-se o termômetro da Saúde Financeira do Flamengo pela situação dos Empréstimos, os volumes de empréstimo de curto prazo mostram que a situação financeira do clube ainda não é totalmente tranquila. Mas os números seguem indicando que 2017 tem tudo para ser o último ano com o fluxo de caixa rubro-negro sob pressão, os empréstimos de longo prazo diminuíram bastante nos últimos trimestres, e os de curto prazo já indicam um rumo bastante declinante. Entrando receita, tem se sanado esta ferida. É preciso manter a trajetória de redução desta exposição para se chegar a uma plena solvência, sem riscos.
     

     

    O nível de receitas do Flamengo continua excepcional. E o que é melhor em 2017: todas as linhas, conforme detalharemos uma a uma abaixo, apresentam melhora de resultado. Os números deste 1º semestre se inflaram com as vendas do lateral-esquerdo Jorge, para o Monaco, da França, e, sobretudo, com a venda do jovem Vinícius Júnior para o Real Madrid, maior transação de um jogador sub-20 da história do futebol!

    É impressionante as escalada do volume de recursos que entraram. O Flamengo teve em 2014 a maior receita da história do futebol brasileiro até então: R$ 334,3 milhões. Fechou 2015 com R$ 339,5 milhões em receitas operacionais líquidas. E em 2016, foi o primeiro clube do futebol brasileiro a fechar as receitas brutas acima de R$ 0,5 bilhão, com a receita líquida, descontados os impostos incidentes sobre receita, fechando o ano em R$ 483 milhões. Só o 1º semestre de 2017 o resultado foi de R$ 394,9 milhões, j´superior aos volumes até então recordes, não só do clube como de todo o futebol brasileiro, obtidos em 2014 e em 2015. O resultado em dois trimestres de 2017 já supera o acumulado nos três primeiros trimestres de 2016.
     

     

     

     

    Não é feita a abertura por rubricas da receita líquida, apenas da bruta. Então, analisamos a seguir, caso a caso, os pontos deste expressivo resultado.

    Abrindo as receitas do futebol, o óbvio, que não poderia deixar de ser, é onde aconteceu esta explosão de crescimento. A receita do futebol no 1º semestre, inflada pela venda do garoto com então 16 anos (quando se fechou o negócio) já representa 86% do total que o futebol arrecadou no ano inteiro de 2016.
     

     
    Em 2016 havia sido o ano de crescimento de receitas sustentado nos resultados obtidos com as Transmissões de TV. As receitas com a televisão haviam crescido muito com o contrato com a TV Globo para o Campeonato Brasileiro que havia entrado em vigor. Em função das luvas recebidas em 2016, e com a perda de importância da Primeira Liga, os resultados deste ano apresentam leve decrescimento frente aos obtidos no ano anterior.
     

     
    As receitas de bilheteria, infladas pela participação rubro-negra na Libertadores, cresceram assombrosamente. Foram R$ 30 milhões só no 1º semestre, mais do que o acumulado em três trimestres de 2016. Os recordes anuais históricos de arrecadação com bilheteria foram: 1º) R$ 48,9 milhões em 2013, 2º) R$ 43,7 milhões em 2015. O clube tem tudo para superar estas marcas em 2017. É sempre bom lembrar como referência também: em 2012 o Flamengo terminou o ano com uma arrecadação de R$ 9,5 milhões em bilheteria. É uma mudança de patamar impressionante! Mas o clube terá que seguir lidando com os argumentos contrários ao estilo “Ilha do Uruburguês”, e aí será uma decisão estratégica de negócio: aspirar fazer frente ao futebol europeu, ou fazer política para pacificar os ânimos?
     

     
    Excepcional a melhora de resulados também com Patrocínios, o que obviamente é uma consequência direta da melhora de todas as outras rubricas. Agora o patrocinador se sente mais confortável e mais seguro em investir no clube, pois o retorno para a marca, não há dúvida, é enorme e garantido. Como referência, porém, há que se lembrar que em 2015 o Flamengo arrecadou R$ 85,5 milhões, seu maior patamar neste quesito. Com a Carabao passando ao patrocínio master da camisa a partir de 2018, o resultado tende a crescer ainda mais. arrecadação de R$ 42 milhões só no 1º semestre, mostra que o clube está no caminho para retomar os resultados aqui, superando o ano difícil que foi 2016 neste quesito.
     

     
    Explodiu também o resultado das receitas com o Sócio-Torcedor, com o Flamengo superando pela primeira vez a marca de 100 mil STs ativos. O fechamento de 2016 foi de R$ 26 milhões, inferior aos R$ 29,6 milhões obtidos em 2015 e aos R$ 30,4 milhões obtidos em 2014. Só no 1º semestre de 2017 a arrecadação já bateu R$ 19,4 milhões. O resultado do ano tende a fechar acima de R$ 35 milhões, em uma rubrica nova, que não existia para as finanças do clube até 2012.
     

     
    Assim, a receita com torcida (Bilheteria + Sócio-Torcedor) volta a ter um resultado esplendoroso! Tudo leva a crer que o Flamengo fechará 2017 com resultados muito superiores aos historicamente obtidos com sua torcida. Em 2014 fechara o ano com R$ 70,5 MM neste tópico, em 2015 o resultado anual foi de R$ 73,3 e representou seu recorde histórico. Em 2016 caiu para R$ 65,8 MM. Só no 1º semestre de 2017 já foram gerados R$ 49,5 MM. Superar a impressionante marca de R$ 100 milhões não é um sonho, é uma possibilidade real.

    É um show, um espetáculo de eficiência sobre as gestões anteriores! Sempre se escutou a máxima: “se cada torcedor do Flamengo desse R$ 1,0 de seu bolso, os problemas financeiros do Flamengo estavam resolvidos”. Pois bem, em 2012, o resultado com torcida equivalia a R$ 0,25 (vinte e cinco centavos) dados por cada torcedor no ano. O número em 2017 equivale a algo como se cada torcedor estivesse dando R$ 3,00 por ano do seu bolso para o clube. É muita diferença! É a máxima de botequim escutada antes, colocada em prática!
     

     
    O Resultado Líquido manteve seu caminho de expressivo superávit, assim como se vem verificando desde 2014, é uma gestão no azul! Só mostra que o aumento dos gastos com a folha salarial do futebol é plenamente sustentável. Ainda assim, tem muito idiota falando besteira na mídia.
     

     
    Excepcional o resultado também referente ao quadro de endividamento. São puras boas notícias! Quantos anos não passamos escutando que na hora de ganhar dinheiro, a boa gestão não podia se empaturrar em gastos desmedidos e tinha que investir nas questões estruturais do clube? A alocação da venda de Vinícius Júnior é mais uma aula desta gestão rubro-negra. É impressionante a redução de dívida no 1º semestre de 2017. É ainda mais impressionante do que a já impressionante redução de endividamento na análise comparativa frente a 2012.
     


    Leia também: Finanças vs futebol: o falso dilema


     
    A dívida bruta ao fim do 1º semestre chegou a R$ 364,4 milhões. Ao fim de 2016 era de R$ 460 milhões. Ao fim de 2012, antes do início da gestão Eduardo Bandeira de Melo, era de R$ 803,7 milhões. Mas os valores reais da dívida são outros (a imprensa se alterna entre a divulgação de uma e de outra, dependendo do que seja mais conveniente para a matéria ou as comparações que o jornalista esteja fazendo). Há que se descontar os “Adiantamentos de Contrato”, que são uma “dívida falsa”, pois são um compromisso a ser honrado meramente contabilmente entre as duas partes envolvidas. Tanto não é dívida, que não há juros sobre eles. Assim o verdadeiro valor do endividamento ao fim de junho de 2017 era de R$ 285,7 milhões! Este valor ao fim de 2012 era de R$ 705 milhões, caiu R$ 79 MM, sendo de R$ 626 milhões no fim de 2013, voltou a cair R$ 49 MM, passando a R$ 577 milhões ao fim de 2014, caiu R$ 96 MM e fechou em R$ 481 milhões em 2015, caiu mais uma vez, desta vez em R$ 91 MM e fechou 2016 em R$ 390 milhões. Nos seis primeiros meses de 2017 já caiu outros R$ 105 MM, a maior queda desde o começo da gestão, chegando aos já citados R$ 285,7 milhões.

    Havendo-se atingido este patamar, é necessário reduzir ainda mais esta dívida? A resposta correta é: havendo fluxo de caixa para isto, por quê não? Dívida gera encargos financeiros, os famosos juros, que no Brasil são pesadíssimos! Se você paga dívida, você diminui a fatia da sua receita destinada a pagar juros, ou seja, sobra mais dinheiro para gastar com coias realmente importantes. Você deixa de transferir recursos para instituições financeiras e/ou bancos, e passa a destinar para investimentos no Centro de Treinamento, num Estádio Próprio, na aquisição de novos jogadores… Não é mais necessário se diminuir a dívida em quase R$ 100 milhões por ano, mas por que não levar este endividamento para um patamar inferior a R$ 150 milhões?
     

     
    A maior evidência de que o Flamengo está financeiramente sanado está num dos principais indicadores de saúde financeira analisados pelo mercado: a razão entre a dívida e a receita operacional anual. Ou seja, quantos anos de receita seriam necessários para se pagar toda a dívida. A razão entre dívida e receita era de 3,6x no fim de 2012, passou a 2,4x no fim de 2013, para 1,7x no fim de 2014, para 1,4x no fim de 2015 e para 0,8x no fim de 2016, mantendo-se num caminho de transição da insolvência para a solvência. No 2º trimestre de 2017 chegou a incríveis 0,36x. Excepcional histórico! A dívida representa mais ou menos um terço da receita anual!

    Obviamente há que se tomar cuidado na análise pelo fato destes números de receita estarem inflados pela venda de Vinícius Júnior, assim como em 2016 estiveram inflados pelo recebimento de luvas pelo novo contrato de televisionamento assinado com a Rede Globo. Ainda assim, um patamar entre 0,6x e 0,7x é plenamente saudável. O Flamengo já pode encher a boca para falar que em termos de endividamento não deixa a desejar frente a nenhum outro clube do futebol brasileiro.
     

     
    O histórico das análises publicadas no blog está em: Gestão Azul: Diário da Revolução Prometida. E o histórico econômico-financeiro em Transparência Rubro-Negra.

     
    Marcel Pereira é economista e escritor rubro-negro, autor do livro “A Nação” (Editora Maquinária).

     


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  • Aconteceu

     

    Antes tarde do que nunca. Esse foi o sentimento de boa parte da Torcida Rubro-Negra ao saber da demissão do Zé Ricardo. Nosso ex-técnico, como já disse aqui, é uma figura simpática e de futuro na profissão, mas que infelizmente passou do prazo de validade no cargo que ocupava. Depois de um início promissor no ano passado, o que vimos foi uma equipe que sistematicamente descarrilhou rumo ao precipício. A verdade é que já havia algum tempo que se tornara evidente que o mandato do Zé Ricardo precisava acabar, só o Bandeira que teimava em mantê-lo. E depois de uma das mais vergonhosas e apáticas atuações que me lembro de ter visto o Flamengo fazer na vida contra o Vitória no sábado passado, nem ele conseguiu mais insistir na turrice. Ao ver nosso Chefe-Maior abandonar fugido a Ilha do Urubu sem dar entrevista depois da peleja, ficou claro que a casa ia cair. E caiu no dia seguinte.
     


    Leia também: O foco


     
    Passado o alívio de ver a necessária mudança finalmente começar a entrar em curso, veio então a apreensão. Quem caralhos o Bandeirão ia escolher para assumir o bonde? Sites esportivos começaram a disparar em todas as direções. FlaTT em polvorosa sugerindo 237 possibilidades. Li até que tirar o Tite da seleção era obrigação. Mentira, não li não. Mas conhecendo nossa torcida não duvido nada que alguns malucos tenham pensado nisso.

    Não demorou e pipocou a notícia que Roger Machado havia sido convidado. Achei deveras esquisito. O cidadão recém-defenestrado do Atlético-MG é uma versão um pouco mais experiente que nosso Zé-Vá-Com-Deus-Ricardo. Seria praticamente o famoso seis por meia-dúzia. Roger eventualmente poderia até servir como uma opção tampão até o fim do ano caso um nome de primeira linha topasse a empreitada apenas a partir de janeiro. Mas convidá-lo para assumir definitivamente?

    Fiquei tenso. Fiquei bolado. Fiquei inquieto.

    Fui pro twitter reclamar e o escambau.
     

     
    Mas então fez-se a luz.
     

     
    Reinaldo Rueda, que nos últimos meses se tornou sonho de consumo de 9 entre 10 Rubro-Negros, havia aceitado o convite e estava negociando detalhes para ser anunciado.

    Puta que pariu, agora vai!, pensamos todos. Quem disser que não entrou na decolar.com pra procurar passagem pra Abu Dhabi em 2018 está mentindo.

    A verdade verdadeira é que nenhum de nós conhece tanto assim o entrenador colombiano.

    Sabemos que venceu a Libertadores, a Supercopa das Américas, chegou na final da Sul-Americana (não jogada contra a Chape), venceu todos os canecos colombianos, treinou duas seleções café-com-leite em Copas do Mundo e quase classificou sua terra natal para outra ao assumir uma campanha desastrosa no meio do caminho.

    Esse curriculum vitae faz dele um gênio da raça?

    Not.

    Todavia, nos deixa esperançosos.

    Ao contrário de certos jovens que, sentadões em seus sofás de casa, preferiram soltar notinha pra imprensa dizendo que “embora orgulhosos, negaram o convite para se valorizar”, mesmo esse convite tendo sido uma mera sondagem como nos garantiu Eduardo-Homem-De-Palavra-Bandeira-Rubro-Negra-de-Melo, o Rueda, aos sessentinha, estava na Alemanha se reciclando quando recebeu e aceitou a convocação rubro-negra.

    É estudioso, famoso por ser um cara bom de grupo, copeiro e fez clubes brasileiros abrirem generosamente seus cofres pra trazerem Berríos e Borjas por boladas astronômicas. Merece crédito, isso é uma façanha e tanto.

    Pode não ser um Sampaoli, mas é evidentemente um nome que merece respeito e o respaldo que nossa atual diretoria planeja dar para que o trabalho seja implementado e, mesmo que não renda frutos imediatos, se sustente a longo prazo.
     


    Leia também: (Já passou) A hora de mudar


     
    Não vai ser fácil. Nunca é. Ruedón já chega em semana de semi-final de Copa do Brasil, contra o Botafogo, e qualquer coisa que não seja a classificação para a final será estopim para crise no Ninho, pedidos de cabeças, Revoltas Flamengas Como Nunca Antes Vistas Que Vemos Quase Todo Ano Pelo Menos Umas Duas Vezes.
     
    Não vai ter tempo sequer de aprender português antes de explicar pros caras que los vacilos não serão tolerados. Mas, como conhece bem o Cuéllar, ao menos temos a esperança que já chegue craque em recitar o belo verso shakespeariano “Fora, Marcio Araújo!”.

    Portanto, seja mais que bem-vindo.

     


    Pedro Henrique Neschling nasceu no Rio de Janeiro, em 1982, já com uma camisa do Flamengo pendurada na porta do quarto na maternidade. Desde que estreou profissionalmente em 2001, alterna-se com sucesso nas funções de ator, diretor, roteirista e dramaturgo em peças, filmes, novelas e seriados. É autor do romance “Gigantes” (Editora Paralela/Companhia das Letras – 2015). Siga-o no Twitter: @pedroneschling

     


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    Foto no post e nas redes sociais: Divulgação / Atlético Nacional

  • Reinaldo Rueda é o novo técnico do Flamengo

    Após a demissão de Zé Ricardo, no último domingo, o Flamengo deve anunciar nas próximas horas o nome que substituirá o antigo comandante. O colombiano Reinaldo Rueda, de 60 anos, multi-campeão pelo Atlético Nacional, foi o escolhido da diretoria rubro-negra.

    De acordo com o Globoesporte.com, clube e treinador resolveram pendências e o anúncio deve ser feito após seu desembarque no Brasil, previsto para o domingo.

    O vínculo com o técnico deverá se estender até o final de 2018. Ele chega ao Fla acompanhado de dois auxiliares de campo. Bernardo Redin, com quem trabalhou no Atlético Nacional, e Carlos Eduardo Velasco, preparador físico.

    Rueda, atualmente, é um dos nomes mais fortes entre os treinadores da América do Sul. Consolidou seu trabalho em clubes com o título da Libertadores de 2016, com o Atlético Nacional (COL). Na equipe colombiana, trabalhou com Orlando Berrío no melhor momento do atacante – que acabou culminando na vinda do atleta para o Flamengo.
     

     

    Rueda esteve no Ninho do Urubu, neste ano, enquanto ainda treinava o Atlético Nacional

     

     

    Em sua carreira, o novo técnico rubro-negro também comandou: Cortuluá, Deportivo Cali, Independiente Medellín, Colômbia (sub-20 e profissional), Honduras e Equador. Com destaque para os dois últimos, onde fez um ótimo trabalhou e acabou classificando as seleções para as Copas do Mundo de 2010 e 2014, respectivamente.

    Advogado de Rueda agita torcida no Twitter

    Antes mesmo da matéria do Globoesporte.com, a FlaTT “descobriu” o perfil de Ramy Abbas Issa, supostamente advogado do treinador. Ramy postou uma foto do Cristo Redentor agitando a bandeira da Colômbia.

    Dias atrás o advogado postou foto com Rueda cuja legenda dava a entender que teria sido tirada em Munique – Reinaldo Rueda estava fazendo cursos e oficinas no gigante alemão Bayern de Munich, antes de começar a negociar com o Flamengo sua volta ao trabalho.

    Gringos no comando do Fla

    O Flamengo volta a ter um técnico estrangeiro comandando sua equipe profissional após 36 anos. O último foi o paraguaio Modesto Bría, um dos destaques na conquista do tricampeonato carioca entre 1942/44 como jogador, também marcou nome como treinador do Flamengo, em 1981. Antes dele, Fleitas Solich, também paraguaio, foi técnico do Fla com belas passagens entre os anos de 1953 e 1971, quando comandou a equipe em 526 jogos. Armando Renganeschi (Argentina), Charles Willians (Inglaterra), Izidor Krüschener (Hungria), Ernesto Santos, Cândido de Oliveira (Portugal), Juan Carlos Bertoni e Ramón Platero (Uruguai) também estiveram à frente do Fla.
     


     


  • Flamengo 1987: A velha alegria de ser rubro-negro

    Blog Fla Pra Valer | Mauricio Neves — Não há como enfrentar o Atlético Mineiro em Belo Horizonte, ao menos para os mais velhos como eu, sem lembrar de 2 de dezembro de 1987. Dizendo aos mais jovens percebo o quanto é difícil colocar em palavras o que foram aqueles dias.

    Porque agora, com a história feita, é muito claro que ganhou o melhor, mas naqueles dias a imprensa esportiva do país tinha uma certeza: o invicto Atlético de Telê Santana passaria pelo Flamengo nas semifinais vencendo os dois jogos, no Rio e em Beagá.

    É bom que se diga, os números justificavam o favoritismo mineiro. O Atlético havia feito gato e sapato de seus adversários desde a goleada na estreia contra o Santos, era um time equilibrado, atacava com dez e defendia com sete, era bonito de se ver o Atlético do Telê.

    O Flamengo havia feito um primeiro turno ruim e um segundo turno razoável, assegurando a vaga na semifinal na última rodada com um hat trick de Zico contra o Santa Cruz. Um show do camisa dez, seu primeiro naquela temporada, mas que havia terminado não tão bem: uma lesão no combalido joelho esquerdo ao comemorar o golaço de falta no último minuto da vitória contra os pernambucanos.

    Zico lutou com o joelho estourado e saiu irritado

    No jogo de ida no Maracanã ficou claro que o joelho de Zico não era o mesmo dos jogos anteriores: foi um jogador menos incisivo e o Atlético só não venceu porque Zé Carlos fez milagres aos pés de Renato e Sérgio Araújo.

    No jogo de ida no Maracanã ficou claro que a genialidade de Zico era a mesma de sempre: um passe de costas, já no fim do jogo, deu a Bebeto o gol da vitória e da quebra do lacre atleticano. O campeonato não tinha mais invictos.

    Zico passou em claro a madrugada de 1 para 2 de dezembro, tratando o joelho no hotel. O Flamengo jogaria pelo empate, mas nem a vitória no Rio fazia a crônica esportiva acreditar que seria possível tirar o Atlético da final.

    Chegavam a dizer que havia sido um grande feito tirar a invencibilidade do adversário, e que isso deveria bastar para orgulhar os rubro-negros.

    Esse era o mesmo sentimento do Mineirão superlotado naquela noite histórica. Um estádio em chamas, movido tanto pelo sentimento de que provariam os atleticanos ter o melhor time do campeonato, quando pelo desejo de vingança dos 5×1 de 1979, do Brasileiro de 1980, da Libertadores de 1981.

    A verdade: o Mineirão tremia de tanto desejar vingança. A porrada comeu solta na arquibancada. Radialistas cariocas eram intimidados nas cabines. Era uma guerra.

    Nos primeiros quarenta e cinco minutos, os idiotas da objetividade tiveram trabalho para juntar seus queixos que caíram ao chão. Comandando por Zico, o Flamengo jogou melhor futebol de toda a Copa União. Um baile inaugurado com uma cabeçada magnífica do camisa 10, que mesmo com o joelho bambo subiu mais alto que os beques e executou, aos costumes de anos passados, a vítima João Leite.

    Bebeto fez 2×0 e o Flamengo poderia ter goleado o desesperado Atlético que, sem conseguir jogar seu futebol, foi violento. Mas o Flamengo não goleou e veio o segundo tempo.

    Jogando a vida, o Atlético empatou em 2×2. O Mineirão balançava e esperava pela estocada final, pelo golpe definitivo, pela virada épica que seria contada por gerações e gerações através dos séculos, tomaria o lugar da Inconfidência nos livros de história, sepultaria ali em solo mineiro o antigo algoz chamado de O Flamengo de Zico.

    Renato Gaúcho comemora gol diante do Atlético Mineiro

    Zico que, depois de muita luta, saiu com o joelho parecendo uma bola de boliche e cuspindo marimbondos, esbravejando contra os gols perdidos, lances que ele criou para os outros desperdiçarem.

    Sem Zico em campo, o Atlético atacava o Flamengo, cercava, encurralava, o Mineirão balançava como uma nau na tempestade em alto mar.

    De repente, Renato Gaúcho.

     
    Uma arrancada gloriosa, definitiva, invencível. Deixou os beques pelo caminho, passou por João Leite como se fosse um goleiro de futebol de botão e deu um tapa displicente pro fundo do gol.

    E então a crônica esportiva esqueceu-se de seus próprios prognósticos burros.

    Como se curada da cegueira, percebeu que aquele time que tinha Zé Carlos, Edinho, Leandro, Leonardo, Andrade em noite de gala, Zico, Bebeto e Renato Gaúcho era o verdadeiro melhor time do país.

    Os últimos minutos da noite de 2 de dezembro de 1987 foram de elogios rasgados ao futuro campeão da Copa União, como se os analistas quisessem se desculpar por ter errado tão grosseiramente nos dias anteriores.

    Mas nós não queríamos ouvir desculpas.

    Queríamos ficar em silêncio, e curtir cada instante daquele que sabíamos ser um dos últimos grandes feitos do Flamengo de Zico, e que seria lembrado a cada vez que o Flamengo fosse a Belo Horizonte enfrentar o Atlético Mineiro, como lembro agora, com saudade daquele Flamengo, de Zico e da velha alegria de ser rubro-negro.

  • Basquete sofre mais um golpe da violência no Rio

     

    Notícia triste para o basquete carioca. Flamengo e Vasco da Gama enviaram ofício à Federação de Basquete do Estado do Rio de Janeiro FBERJ comunicando que não disputarão o Campeonato Estadual de Basquete Adulto de 2017.

    Citam na carta a presença de grupos de torcedores organizados causando confusões nos jogos e prejudicando a segurança. Além disso, os clubes culpam a falta de policiamento adequado nos locais como potencializador de conflitos que inevitavelmente poriam em risco os torcedores e profissionais envolvidos.

    O posicionamento também é um ato de repúdio à ideia de torcida única nos clássicos, medida protetiva que parece não ter solucionado o problema.

    Em 03/10/2016, um Flamengo x Vasco válido pelo último campeonato carioca, uma grande briga entre as próprias torcidas organizadas do Flamengo, dentro do TCC, estarreceu os torcedores que não estavam acostumados com grandes confusões nas arquibancadas do basquete. As duas maiores TO’s fizeram a partida ser paralisada algumas vezes. Jogadores em quadra e famílias inteiras se viram às voltas com a intervenção da polícia e seu spray de gás de pimenta.

    Dois meses depois, depois de uma partida do Flamengo contra a Liga Sorocabana, um grupo de cerca de 70 pessoas foram presas depois de uma briga entre torcidas organizadas do Flamengo na Tijuca. Em mais um episódio lamentável, desta vez sequer envolvendo um grande rival do futebol.

    O Carioca de basquete estava previsto para começar em setembro. Além da dupla Flamengo e Vasco, as equipes do Botafogo e do Tijuca também estavam confirmadas na competição. A FBERJ ainda não se manifestou a respeito da situação.
     

    Veja na íntegra o documento enviado à FBERJ.

     


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  • Sem espaço, Canteros é novamente emprestado pelo Flamengo

    Há um mês que retornou ao Flamengo após curta passagem pelo Velez Sarsfield, onde ele esteve emprestado e disputou 14 jogos, Canteros não teve chances de voltar ao time principal que conta com Rômulo, Arão, Cuéllar, Ronaldo, Diego, Conca e Mancuello podendo cumprir as funções que o argentino normalmente faz.

    Aos 28 anos, Canteros já tem um novo time definido. Com a eminente saída de Andrei Girotto da Chapecoense para o Nantes, da França, o argentino chegar para cumprir a lacuna do camisa 8. No “indião”, ele deve cumprir o mesmo papel de Girotto e pode jogar ao lado de um velho companheiro: Luiz Antônio, com quem jogou entre 2014 e 2015. Ambos podem formar a dupla titular no esquema de Vinícius Eutrópio.

    Hector Canteros tem 88 partidas com o Mantos Sagrado e 5 gols marcados, o mais bonito deles em uma cobrança de falta magnífica contra o Barra Mansa:

    Em 2015 ele balançou as redes contra a própria Chapecoense, este inclusive foi o último tento dele com a camisa vermelha e preta:

    Canteros tem contrato com o Fla até o fim de 2018. Seu empréstimo com a Chape será até maio do ano que vem.
     


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