Autor: diogo.almeida1979

  • Arão lamenta caso de racismo contra a família de Vinícius Júnior: “Tenho pai negro e não gostaria de passar por essa situação”

    No dia seguinte ao ocorrido no estádio Nilton Santos, o volante Willian Arão repudia a atitude do torcedor alvinegro, que efetuou injúrias raciais direcionadas à família do jovem Vinícius Júnior, que ocupava um dos camarotes do estádio.

    “Abominável, lamentável isso em pleno século 21. É até difícil a gente comentar, eu tenho um pai negro e não gostaria de passar por essa situação. Medidas drásticas têm que ser tomadas para ver se a gente aprende e param de uma vez com isso. Se só falar às vezes não se entende. Está provado que o povo brasileiro continua fazendo” – disse.

    Além de comentar sobre o caso, o volante também falou sobre as vaias que a torcida do Botafogo direcionava a ele, todas as vezes que tocava na bola.

    “Sei que muitas pessoas de lá gostam de mim, muitos torcedores me param para agradecer pelo que fiz lá. O importante é eu entrar em campo pensando que defendo o Flamengo. Estou tranquilo. Já superei isso” – afirmou o volante.

    Arão segue confiante na classificação para a final da Copa do Brasil. Além de destacar a boa atuação da equipe, o jogador espera evolução para conseguir avançar na competição.

    “Sabíamos que ia ser muito difícil, ia ter muita competição lá dentro, disputa pela bola. Sabíamos que não teria resultado muito largo e que provavelmente seria decidido na segunda partida. Nada muda para nós. O estádio estará lotado, e isso faz diferença para nós. Se aproveitarmos bem as oportunidades e jogarmos como ontem ou melhor, com certeza vamos passar” – concluiu.

    Antes da segunda partida da semifinal, o Flamengo encara o Atlético-GO no próximo sábado(19), às 19h, no Estádio Ilha do Urubu, em jogo válido pela 21ª rodada do Campeonato Brasileiro.

  • Uma coisa supostamente divertida que eu nunca mais vou fazer

    Desde que nos vimos pela última vez muita coisa aconteceu por aqui. Eu estava saindo de Alamogordo, New Mexico, resolvendo mil tretas com o motorhome.

    Desde então, fui até Bisbee, Arizona, na fronteira do México e me apaixonei pela cidade, fiz 31 anos em Lone Rock Beach, perto do Grand Canyon, acampei no Grand Canyon, dormi em uns 20 postos de gasolina, fiz a trilha mais incrível da minha vida em Zion National Park, acampei em Yosemite, um dos meus lugares favoritos no mundo, comprei um gerador novo que me faz o homem mais feliz do mundo, peguei 49 graus no deserto do Mohave em Death Valley, e ainda por cima fiz uma coisa supostamente divertida que eu nunca mais vou fazer: arrumei tempo de casar com a Marina em Las Vegas.

    Hoje escrevo de San Francisco, California. É bom estar aqui de novo. Depois dos 49 graus no deserto, nada como o verão de SF: 16 graus de dia, 10 graus de noite. São meados de agosto e começo a pensar muito no futuro e no que vem pela frente. De um lado, minha saída iminente dos EUA. Em que direção? Do outro a chegada do Rueda e suas primeiras digitais no nosso Flamengo. Influência que pode mudar nosso clube ou simplesmente comprovar que talvez o problema não seja técnico, mas místico.

    Vou para o México em outubro sair da minha zona de conforto. É a primeira vez que abro isso para vocês. Até agora só quem sabia era eu, Marina e nossos clientes. A idéia é passar alguns meses lá e em algum momento aproveitar passagem por Cancun para ir a Cuba. Fidel dizia que “os homens morrem, mas o Partido é imortal”, e isso é tudo que eu penso atualmente sobre o Flamengo. Aguentei o máximo possível e fui até o final com o Zé Ricardo, mas nada pode ou será maior que nosso Flamengo. Que a trajetória de Rueda a frente de nosso esquadrão seja no mínimo tão longínqua quanto a do Zé.

    Daqui começo a descer a Highway 1, ou parte dela, já que até hoje está em obras, devido ao colapso no começo do ano perto da região de Monterey e Carmel. Já fiz a Highway 1 umas cinco vezes, mas preciso fazer mais uma, dessa vez para os clientes, não para nós. Eu e Marina temos outros planos, e a cada local que vamos de novo temos a sensação de que dessa vez, se não for a última, será a última pelo menos pelos próximos 10, 15 anos. Como falei, temos outros planos. De vida. E eles não incluem tanto a estrada, ainda que incluam demais nosso motorhome Giuseppe. Mas tampouco incluem ver meu Flamengo de perto, morando no Rio de Janeiro ou qualquer cidade grande que o valha.

    E por falar em frases célebres, quotes imortais, termino esse post lembrando de George Orwell e “A revolução dos bichos”. Tenho acampado muito, logo, acabo ficando sem sinal de Internet, o que é bom, pois ando de saco cheio do Twitter. o Twitter é legal até que não é mais. Se você é flamenguista então, ainda mais em tempos de mudança, tem que aturar muita gente querendo seu nível de sangue rubro-negro. Até personagens simpáticos da Fla-TT vem vacilando caindo no alarmismo das massas. No clássico de Orwell, todos os porcos eram iguais, mas alguns eram mais iguais do que os outros. No Twitter, todos os flamenguistas são iguais, mas alguns se acham mais iguais do que os outros. Em tempo de racismo contra jogadores rubro-negros, é de se lamentar falsa camaradagem.

    SRN!

    Sou fotógrafo carioca morando em um motorhome com minha mulher e nossos cachorros, criando conteúdo pra We Are Alive e nossos clientes. Acima de tudo, rubro-negro! Inscreva-se no meu canal http://youtube.com/WeAreAlivenaestrada


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  • Pivô do Flamengo está na lista final de convocados da Seleção Brasileira

    JP Batista disputou, nos dois últimos dias, pela Seleção Brasileira de Basquete contra o Camarões um amistoso de preparação para a Copa América. No primeiro jogo venceram por 91 a 72, ontem (16) bateu o adversário por 70 a 62. A lista final de convocados divulgada inclui o pivô do Flamengo que viajará junto com a equipe na sexta-feira (18) para mais três jogos amistosos na Argentina.

    A respeito de sua convocação, JP expressou sua honra de poder estar novamente disputando um grande torneio pelo seu país -o próprio estava presente na conquista da Copa América de 2009-, frisou a importância da dedicação individual do grupo pois não serão jogos fáceis. Além disso, comentou sobre ser uma oportunidade de manter a forma para a temporada com o Flamengo.

    Os amistosos serão contra o Uruguai, Argentina e Colômbia. A Copa América iniciará no dia 25 de agosto, em Medellín (Colômbia), Montevidéu (Uruguai), Bahia Blanca e Córdoba (Argentina), contará com mais onze seleções. O campeão será consagrado no domingo (3).

     


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  • A série dos doze: 2014

    O ocorrido da edição de 2013 se repetiu no ano seguinte, e novamente o Rio de Janeiro contou com apenas três clubes disputando seu troféu, sendo eles Flamengo, Macaé e LSB. Dessa vez o primeiro e o segundo colocado disputariam diretamente a final, já que na anterior apenas o líder passou sem as semifinais. Infelizmente, a competição ficava mais fraca a cada ano, a falta de investimentos a longo prazo também foi um dos problemas recorrentes.

    Pouco antes o Flamengo já havia sido intitulado como “campeão de tudo” pelos títulos do NBB, Liga das Américas e do Intercontinental de Clubes que até o momento eram chamados de tríplice coroa. José Neto tinha a missão de levar seus jogadores à vitória pela quarta vez enquanto Macaé e LSB deveriam barrá-lo de conquistar o décimo título consecutivo. Mas nada foi capaz de parar o Rubro-negro.

    Fazendo uma série de jogos invictos terminou a fase classificatória no topo da tabela, seguido pelo Macaé, o qual enfrentou nas finais. A primeira partida aconteceu no Ginásio Tênis Clube de Macaé, a última no Ginásio Hélio Maurício contando sempre com a presença da torcida flamenguista.

    Final:

    27 de outubro – Macaé 81 x 93 Flamengo

    28 de outubro – Flamengo 98 x 95 Macaé

    Sem mais dúvidas o FlaBasquete triunfou batendo os adversários nos dois jogos. No final, o capitão Marcelinho Machado exaltou a marca de dez estaduais consecutivos alcançada novamente desde o time do comandante Kanela dos anos 50 a 60. Uma prova também de que o elenco fortaleceu-se durante os outros campeonatos, e que acima disso adquiriu grande experiência nos três jogos de pré-temporada da NBA.

    Time:

    Dedé, Olivinha, Felicio, Gegê, Danielzinho, Meyinsse, Chupeta, Marcelinho, Marquinhos, Nico, Benite e Herrmann

    Téc: José Neto.

     


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  • Exemplos

     

    Na vida, podemos aprender de algumas formas. Podemos ter maravilhosos professores e conselheiros.

    Podemos aprender errando. E podemos aprender observando os erros dos outros. Considerando essa última forma, ontem tivemos uma aula. Na verdade, foi mais um intensivão do que uma aula, tamanha a quantidade de exemplos negativos que o nosso adversário nos proporcionou.

    Começamos aprendendo que devemos cumprir a lei, as regras. Se o estatuto do torcedor estabelece prazos mínimos de disponibilização de ingressos para a torcida adversária, não existe razão nenhuma para não atuar dentro da lei. Não leva a nada. Faz bem fazer o certo.

    Não devemos atirar pedras no ônibus que transporta os jogadores do time adversário. Nunca vi uma atitude idiota e violenta como essa ganhar jogo. Ontem não foi diferente. O máximo que se consegue é ganhar a antipatia dos que pregam o bem.

    Aprendemos ontem que, se a torcida adversária comprou seus ingressos, ela deve ter acesso seguro e organizado ao estádio. Aprendemos que, se o torcedor tem ingresso, ele tem direito de ver o jogo que ele pagou pra ver. É básico. E tem direito também de pelo menos ter luz enquanto espera a liberação das autoridades para deixar o estádio.
     

     
    Aprendemos que, se o jogo é importante, se o Flamengo está em campo, é nossa obrigação esgotarmos os ingressos. Tirar onda e não levar 25 mil torcedores ao estádio, só serve para dar aos torcedores adversários motivos para a zoação. Ter que fazer mosaico só no centro da arquibancada não combina com a nossa Nação.

    Aprendemos que nada, nada justifica o racismo. Não podemos ter, dentro de nossa torcida, nenhuma mácula desse nível. No mundo em que vivemos, qualquer tipo de preconceito é completamente absurdo, antiquado e criminoso. Sejamos exemplos positivos, nunca vexatórios.

    Aprendemos que colocar caixas de som na frente da torcida adversária, para abafar os cantos da mesma, beira o ridículo. Ou expõe a falta de confiança do clube na própria torcida, quando, obrigatoriamente, tal torcida possui 90% dos ingressos à sua disposição.

    Aprendemos uma lição valiosa: se temos uma função de líder de determinada organização, o nosso exemplo tende a ser seguido pelos nossos. Jogadores alvinegros agressivos em campo, a já relatada “recepção” do anfitrião ao Flamengo e a sua torcida e, como cereja nesse bolo, briga entre organizadas… alvinegras!
     

     
    Quanto exemplo negativo para que possamos fazer diferente na próxima quarta.

    Cada um utiliza as armas que possui, de acordo com o seu tamanho. Como gigantes que somos, temos a obrigação de observarmos tudo que ocorreu ontem e fazermos o certo no jogo da volta. Nossa arma é o nosso canto. Nosso time é a gente em campo. A vaga na final será nossa, da maneira certa: brilhando dentro e fora do estádio, dentro e fora do campo. Vamos, Flamengo!
     

    Felipe Foureaux escreve todas as quintas-feiras no Mundo Bola. Siga-o no Twitter: @FoureauxFla
     


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    Imagem destacada no post e redes sociais: Foto: Reprodução

  • Garotos do Ninho saem em desvantagem na decisão do Carioca Sub-20

    Na manhã desta quarta-feira (16), no Estádio Moça Bonita, em Bangu, o Flamengo foi superado por 2 a 1 pelo Vasco, no primeiro jogo da decisão do Campeonato Carioca Sub-20. Paulo Vitor e Alan Cardoso anotaram os tentos do Almirante, enquanto Lincoln descontou para o Mais Querido.

    Os times voltam a encontrar na próxima quarta-feira (23), às 10h, novamente em Moça Bonita. Na final do campeonato não há gol qualificado. Portanto, se o Flamengo vencer por um gol de diferença a decisão será nos pênaltis; empate dá o título ao Vasco.

    O jogo

    O Vasco propôs o jogo na base do toque de bola. Bem postado, o Rubro-Negro deixou claro qual era a estratégia logo no início: contra-atacar. Apesar da boa movimentação de ambos os times, a primeira chance real de gol surgiu aos 21 minutos, em um chute cruzado de Paulo Vitor.

    O Vasco seguiu pressionando pelo meio-campo. Em duas bolas enfiadas no meio da zaga rubro-negra, Evander deixou Paulo Vitor na cara do gol. Na primeira, a arbitragem marcou o impedimento. Já na segunda, o atacante foi desarmado. O Mais Querido respondeu logo em seguida, aos 25 minutos. Numa bela jogada de contra-ataque pelo lado direito, Lucas Silva chegou à linha de fundo e fez o cruzamento visando a área. Sozinho, Lincoln mandou no travessão, na melhor oportunidade do jogo.

    Após o susto, o Vasco voltou a controlar as ações. Aos 31 minutos, Paulo Vitor recebeu mais uma belo lançamento, deixou o lateral Kleber na saudade e tocou por baixo do goleiro Gabriel Batista: 1 a 0 Vasco. A vantagem cruzmaltina, porém, durou pouco tempo. Cinco minutos depois, Kleber cobrou uma falta pela ponta esquerda, Lincoln subiu mais alto que a zaga adversária e igualou o marcador: 1 a 1 no clássico. Após o empate, o jogo perdeu a intensidade e os times foram para o intervalo em iguais condições.

    No primeiro lance da etapa final, o goleiro Gabriel Batista salvou o Flamengo de sofrer o segundo gol. A zaga rubro-negra vacilou, e se não fosse a intervenção do arqueiro, a bola cabeceada por Alan Cardoso teria entrado. Completamente desorganizado, o Rubro-Negro não conseguia trabalhar a bola. O Vasco aproveitou o mau momento do time vermelho e preto e seguiu pressionando. Aos seis minutos, Alan Cardoso desempatou: 2 a 1 Vasco.

    Mesmo em vantagem, o Vasco seguiu atacando. Gabriel Batista apareceu com defesa à queima-roupa, defesa de mão trocada e uma outra defesa milagrosa, no cantinho. Parecia jogo de um time só. Mas os Garotos do Ninho melhoraram após a parada técnica. Lincoln acertou novamente o travessão após cruzamento de Kleber. O Flamengo reagiu, mas não conseguiu o empate.

    Foto: Carlos Gregório Jr / Vasco da Gama 


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  • O último gringo

     

    E Coutinho se foi.

    Um estranho e mal explicado vazamento de uma suposta lista de dispensas sela o destino e finaliza o trabalho de um dos mais relevantes treinadores da história do CR Flamengo. Uma passagem de quatro anos (intercalada por licenças para treinar a Seleção), que resultou na montagem do time Tricampeão Estadual e Campeão Brasileiro. Mas que sucumbiu ao desgaste do tempo.

    Substituir Coutinho é o primeiro desafio da nova Diretoria, eleita para assumir o clube no próximo biênio. Ainda tomando pé das coisas do clube (tarefa facilitada pela continuidade proporcionada pela manutenção do mesmo grupo político no comando), opta-se pela efetivação de um velho conhecido. O paraguaio Modesto Bría.
     

    1 – QUEM É

    Pode-se dizer que Bría é um estrangeiro “da casa”. Brilhante centro-médio (volante) da equipe tricampeã em 42-43-44, jamais se desvinculou do Flamengo após pendurar as chuteiras, sendo utilizado na Comissão Técnica dos profissionais ou das Divisões de Base, onde se radicou. Com esse perfil, tornou-se a indicação natural para assumir o comando técnico da equipe em momentos de hiato. Foi treinador, efetivo ou interino, do rubro-negro em 1959/60, 1967 e 1971. Assim, surge como a perfeita “solução-tampão” para a função, enquanto o clube define suas diretrizes.

    2 – CONTRATO E OBJETIVOS

    Modesto Bría assina por quatro meses, até 30 de abril. A idéia é mantê-lo no comando da equipe durante toda a disputa do Campeonato Brasileiro, cujo objetivo, naturalmente, é a conquista do Bicampeonato. Caso desenvolva um bom trabalho, a Diretoria acena com a possibilidade de extensão do vínculo, aí já tendo em vista os desafios do Segundo Semestre, no caso a Libertadores e o Estadual.
     

     

    3 – ELENCO À DISPOSIÇÃO

    Bría dispõe basicamente do mesmo plantel que terminou a temporada anterior. O ponta de lança Lico, pouco aproveitado por Coutinho, é emprestado ao Joinville e retornará apenas em junho. Para seu lugar o Flamengo traz Peu, revelação do CSA de Alagoas, que já chega com a responsabilidade de emular a trajetória de um antigo ídolo, Dida. Peu vem por empréstimo de um ano.
     

     
    No entanto, o rubro-negro terá três importantes baixas nas duas fases iniciais da competição. Os três principais jogadores da equipe, Zico, Júnior e Tita, estão servindo à Seleção, envolvida com a preparação e disputa das Eliminatórias para a Copa. Sem suas estrelas, o Flamengo pensa em aproveitar a Primeira Fase (em que os jogos são mais fáceis) para dar mais jogo a alguns jovens da base, como os volantes Vítor e Lino, o ponta-esquerda Edson e os centroavantes Anselmo e Ronaldo.

    Mas há jogadores de saída, ou quase. Enfrentando severas dificuldades para manter os salários em dia, a Diretoria vê com bons olhos a venda de algum jogador. O primeiro a ser assediado é Adílio, que interessa ao Los Angeles Aztecs-EUA (novo clube de Coutinho, que o indica). O negócio quase sai (Adílio chega a se declarar “sentindo-se nos States”), mas uma divergência quanto ao pagamento das luvas aborta a transação. O zagueiro Marinho também é tentado pelo clube americano, também balança com a proposta, mas recusa sair do Flamengo por um motivo aparentemente prosaico: sua esposa não quer deixar o país. Por fim, o ponta-esquerda Júlio César, o “Uri Geller”, que inicia o ano fazendo bons jogos, é procurado pelo Talleres-ARG. Dessa vez o negócio acontece, e o irrequieto atacante encerra sua passagem pelo Flamengo, para alívio de uma Diretoria preocupada com as contas do clube.
     

     
    Outro desafio de Bría é recuperar alguns jogadores de bom nível que encerraram 1980 em péssima fase, chegando inclusive a serem barrados por Coutinho. É o caso de Carpegiani, Rondinelli, Nunes e Fumanchu. E Luís Pereira. Mas, irritado por ver o experiente zagueiro se reapresentar oito quilos acima do peso, avisa à Diretoria: “Esse podem vender. Não conto com ele”. Mas o zagueiro é mantido no elenco. E, em princípio, segue na reserva.

    4 – CARACTERÍSTICAS E PERFIL

    De semblante sério mas de bom diálogo, Bría segue a linha “boleira” e intuitiva. Não costuma inventar muito nas escalações, embora às vezes opte por algumas improvisações extravagantes. Precisa que os jogadores “corram pra ele”, para que seus esquemas, normalmente pouco sofisticados, funcionem. Um ponto fraco de sua linha de trabalho é a disciplina, o que o faz ter dificuldades com jogadores rebeldes.

    5 – NÍVEL DE INFORMAÇÃO E ATUALIZAÇÃO

    Bría acredita que, tendo sua equipe adestrada a executar o que foi treinado, a imposição pela capacidade técnica se dará naturalmente. Gosta de fazer o time entrar mais cauteloso no início das partidas, para “estudar o adversário”, soltando-o depois de uns vinte ou trinta minutos, agora mais ambientado com a movimentação da outra equipe.

    É adepto da tese, “os outros que devem se preocupar com o Flamengo”, o que gera situações inusitadas e mesmo pitorescas. Antes da estréia no Brasileiro, contra o Santos no Maracanã, é perguntado sobre o adversário: “Dizem que está em um mau momento. Tomara que seja verdade”. Em Manaus, antes de uma partida contra o Nacional local, exibe desconcertante sinceridade, “Eles ganharam do Cruzeiro, não é? Então devem ter um bom time”. Antes do encontro com o Itabaiana, em Aracaju, crava: “Não sei nada sobre o time deles. Mas não estou preocupado. Meu amigo Dequinha é de lá, quando chegar a Sergipe eu vou pegar informações com ele”. Por fim, sobre o Uberaba, já na Segunda Fase, disserta: “Disseram-me que o zagueiro, o meia e o centroavante deles são bons, de certa categoria. Vamos ver isso na hora”.

    6 – OS PROBLEMAS

    A passagem de Bría é conturbada, marcada por diversos problemas na gestão do elenco. O primeiro deles estoura na zaga. Bría, como já indicara, inicia o Brasileiro com Rondinelli e Marinho formando a dupla titular. No entanto, o Deus da Raça é expulso em um jogo em Belém. Com isso, Bría pretende utilizar Luís Pereira no compromisso seguinte, contra o Sampaio Correa, no Maracanã. Luís Pereira, que já vinha reclamando nos jornais (“Sou um zagueiro consagrado, de Seleção. Não vou aceitar ficar na reserva, não condiz com um profissional da minha categoria”), aproveita para capitalizar o momento. “Veja bem, eu preciso ver com o Professor essa situação. Porque tenho outras propostas, estou inclusive negociando com uma equipe grande. Se entrar em campo e assinar a súmula, não poderei mais me transferir. Mas ficar aqui como reserva, como tapa-buraco, também não vai ser. O clube também precisa ver o meu lado. A coisa precisa ficar ajeitada para todos.” Sabe-se lá o que é resolvido, mas Luís Pereira entra em campo. E não perde mais a vaga até o fim do Brasileiro.
     

     
    O outro zagueiro, Marinho, também resmunga. Liberado de uma partida para resolver sua situação com o Los Angeles Aztecs, é reintegrado após o fracasso das negociações. Mas volta atirando: “Saí daqui como titular, quero voltar como titular. Não vou aceitar perder a posição no grito”. Para “sorte” de Bría, Rondinelli se lesiona e fica de fora por algumas rodadas. E, experiente e sabedor das coisas flamengas, volta quieto, sem reclamar da momentânea reserva (vai recuperar a posição poucos meses mais tarde).

    Resolvido o problema da zaga, estoura outra crise. Após a magra vitória contra o Sampaio Correa (2-0), em que o time joga muito mal, Nunes, que desperdiça uma carreta de gols, é ostensivamente vaiado. Irritado, explode em uma entrevista bombástica a uma revista. Dizendo-se perseguido, avisa que quer sair do Flamengo, ser negociado. “Há uma panela aqui dentro me boicotando”, “os jogadores ‘da casa’ não me suportam”, “eles me jogam contra a torcida”, entre outras declarações fortes. “Isso é paranoia dele. Está nervoso com as vaias”, contemporizam alguns líderes do elenco. A revolta de Nunes é recebida com naturalidade pela Diretoria, que já tem o diagnóstico: “quando ele voltar a fazer gols, isso passa”. De qualquer forma, o ambiente segue longe de apresentar leveza.

    O caso de Nunes é resolvido com surpreendente rapidez e de uma forma inesperada. Em uma inusitada goleada de 8-0 contra o Fortaleza, no Maracanã, partida em que os cearenses enfrentam o Flamengo com uma postura inacreditavelmente aberta e ousada. Nunes marca cinco tentos e enfim encontra sua paz, como previra o dirigente.
     

     
    Há outros casos menores. Adílio falta a um treinamento, não avisa e, localizado, informa estar com um problema de saúde na família. Bría minimiza a situação. Tita, ao retornar da Seleção, decide não aceitar mais jogar como falso ponta, fazendo questão de retornar à sua posição original, a de ponta de lança, mesmo que isso signifique se tornar reserva de Zico. Mas, como “gesto de boa vontade”, admite seguir fazendo a função até o final do Brasileiro.

    7 – DESEMPENHO E RESULTADOS

    O Flamengo de Modesto Bría apresenta notável irregularidade, e em nenhum momento sinaliza que irá de fato engrenar. A equipe se caracteriza por momentos de apatia e falta de imaginação. Os pontas, muitas vezes improvisados, afunilam em excesso, travando a movimentação ofensiva. O sistema defensivo, por outro lado, sofre com problemas de cobertura e proteção à zaga, que é lenta, e a equipe tende a sofrer muitos gols. No decorrer da competição, Peu é efetivado, o que lubrifica a armação e a criação de jogadas (o jogador, em ótima fase, dá velocidade e contundência ao ataque), mas agrava os problemas na defesa, pois o meia-atacante não se notabiliza pela disciplina tática.
     

     
    Após uma vitória contra os reservas do São Paulo por 2-0, em um amistoso no Morumbi, o Brasileiro. A Primeira Fase é cumprida sem brilho. Na estréia o Flamengo se arrasta sob um domingo de verão no Maracanã e empata um preguiçoso 0-0 com o Santos. A seguir, vence a duras penas o Nacional em Manaus (1-0), jogo que Bría invade o campo para abraçar os jogadores após o triunfo. Logo depois, o primeiro vexame. O rubro-negro, lento e apático, é atropelado pelo Paysandu em Belém, não resistindo à alucinante correria do adversário. A derrota por 3-0 sai barata, graças à atuação exuberante de Raul. “Foi um acidente, coisas do futebol”, limita-se a comentar um resignado Júlio César, vivendo seus últimos dias no clube. Logo depois, o Flamengo derrota por 2-0 o Sampaio Correa no Maracanã, em mais uma fraca atuação. Os primeiros traços de bom futebol aparecem em Aracaju, quando o Flamengo, movido pelo entrosamento entre Peu e Nunes, faz convincentes 2-0 sobre o Itabaiana. Os estrondosos 8-0 sobre o Fortaleza no Maracanã trazem a ilusão de que o rubro-negro enfim irá deslanchar. Mas um opaco 0-0 contra o Cruzeiro no Mineirão e os sofridos 3-2 sobre o CRB em Maceió (em que novamente Peu, com um gol de placa, e Nunes são os destaques) devolvem o time à realidade. A participação na Primeira Fase é encerrada com um silencioso 2-2 contra o Santa Cruz, no Maracanã, em que o Flamengo cede o empate nos minutos finais com um bizarro gol contra de Adílio (foi cortar um cruzamento rasteiro e acabou colocando com “classe” no contrapé de Raul), O Flamengo termina a Fase em segundo lugar no seu grupo, atrás do Santos.
     

     
    Antes da fase seguinte, o Flamengo viaja ao Uruguai, onde disputa um torneio caça-níqueis. Alinha um punhado de juniores e reservas contra o Peñarol, que vem com vários titulares. De forma surpreendente, o time passa por cima dos uruguaios, naquela que talvez é a melhor exibição sob o comando de Bría. Abre 3-0 e, conforme esperado, o jogo descamba para a pancadaria, com vários expulsos. A decisão do torneio, no dia seguinte, contra o Grêmio, é adiada devido ao mau tempo. Mas a atuação contra o Peñarol traz, enfim, ânimo e confiança ao grupo.

    8 – A SEGUNDA FASE E O EPÍLOGO

    “Não dá mais, Doutor. Preciso ir embora. Estoy muriendo”

    Sete quilos mais magro, abatido e tragado pela insônia e movido à base de tranqüilizantes, Modesto Bría, pela segunda vez, apresenta seu pedido de demissão ao Presidente. Na ocasião anterior, logo após o fiasco de Belém, o dirigente minimizara, por ser início de trabalho: “Tire um dia de folga, vá descansar e volte revigorado”. Mas dessa vez o Presidente parece disposto a aceitar o pedido. Com efeito, o Flamengo simplesmente não parece sair do lugar. E, pior, acaba de protagonizar mais um vexame, ao ser goleado em Curitiba pelo Colorado-PR (0-4). O rubro-negro, que não sofria um placar elástico há mais de um ano, já sofre a segunda goleada em apenas três meses de trabalho. É algo inaceitável, que precisa ser estancado.
     

     
    E dessa vez Bría, desnorteado, abusou do direito de errar. Improvisou o lento Rondinelli na lateral-direita. Barrou Peu, justamente o melhor jogador do Flamengo no campeonato. E, para completar, promoveu o retorno de Carpegiani, gordo e completamente fora de forma, à equipe. Como o que inicia errado normalmente se agrava, Rondinelli ainda saiu lesionado durante o jogo, o que fez Bría recorrer a nova improvisação, dessa vez com o novato Mozer. Completamente desfigurado, o time foi presa fácil para os paranaenses. Massacrado pelas críticas, Bría resolve dar um ponto final à sua participação como treinador.
     

     
    Acertam que Bría seguirá no comando até que o clube encontre um substituto. E o caso não vaza à imprensa. Dias depois, o Flamengo anuncia a contratação de Dino Sani, renomado treinador que vem de vitoriosos trabalhos no Uruguai e no México, e acaba de se desvincular de seu clube, o Puebla-MEX. Dino é apresentado e iniciará seus trabalhos na Terceira Fase. Antes disso, Bría precisa classificar o Flamengo em uma chave que, com a goleada em Curitiba, ameaça se complicar.

    O Flamengo já havia vencido o Atlético-MG no Maracanã (2-1, em outra rara boa atuação) e empatado, fora de casa, com o Uberaba-MG (1-1, com um controverso gol de Nunes). Após o desastre contra o Colorado, um festejado empate com o Atlético no Mineirão (0-0), já com os jogadores da Seleção de volta. Para depender de si, o rubro-negro precisa vencer as duas partidas que restam no Maracanã, contra Uberaba e Colorado. Parece simples.

    Mas os dois jogos se revelam dramáticos. O Flamengo não vê a cor da bola no primeiro tempo contra o Uberaba e desce pro vestiário com um humilhante 0-2 luzindo no placar. Todos os onze jogadores, sem exceção (Zico inclusive), são vaiados. O time volta mordido, voando, clamando por sangue e, em apenas 25 minutos, já está vencendo por 4-2, placar que se mantém até o final. Agora é vencer o Colorado e ratificar a vaga.

    Mas o Flamengo é atrapalhado por um infantil desejo de vingar a goleada no Paraná. Nervosos, os jogadores perdem oportunidades fáceis e caem na armadilha do matreiro time paranaense, repleto de jogadores rodados e manhosos. Num contragolpe no final da Primeira Etapa, o Colorado abre o placar. Tranca-se num ferrolho. A classificação está ameaçada. O time precisa ao menos empatar. Mas o goleiro Joel Mendes começa a defender sistematicamente tudo. O relógio vai correndo, célere, até que, a pouco menos de 15 minutos do fim, Zico, em duas jogadas relâmpago e assustadoramente semelhantes, vira o jogo a 2-1, para alívio da torcida.
     

     
    Após o apito final, o torcedor, talvez querendo demonstrar um reconhecimento ou mesmo revelar-se cruel em sua ironia, grita entusiasticamente o nome de Bría, que ali se despede. Emocionado, o treinador acena em retribuição. Vai voltar às Divisões de Base, seguir seu emprego fixo no clube, onde permanecerá até se aposentar. Sua passagem terá sido errática, plena de intempéries, infestada de obstáculos, muitos dos quais custaram sua integridade física, mas, ao frigir dos ovos, o paraguaio entrega ao seu sucessor um Flamengo classificado e em primeiro lugar. Cumpre sua obrigação.

    Ao paraguaio e, por que não, ao torcedor, é o que, no fim, interessa.
     
    Adriano Melo escreve seus Alfarrábios todas as quartas-feiras aqui no Mundo Bola e também no Buteco do Flamengo. Siga-o no Twitter: @Adrianomelo72
     


     


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  • Seleção com JP e Pecos vence Camarões em amistoso

     

    Nesta terça-feira (15) a Seleção Brasileira masculina, que conta com os Rubro-negros JP Batista e Arthur Pecos, estreou o técnico Cesar Guidetti e parte do elenco no amistoso contra o Camarões, em uma preparação para a Copa América. A partida aconteceu no Centro Poliesportivo João do Pulo, em Pindamonhangaba-SP.

    O time venceu com uma razoável tranquilidade por 91 a 72, destacando Lucas Dias e Leo Meindl. Hoje (16) às 18h o elenco encontrará novamente o Camarões no mesmo local para uma segunda partida antes de viajar para outra preparação na Argentina e logo após ir à Colombia, na cidade de Medellín disputar a Copa América.
     

     


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  • Obras no Ninho do Urubu começam na próxima semana

     

    Em julho deste ano, seis meses após inaugurar com pompa e circunstância os módulos até então destinados ao futebol profissional do clube, o Flamengo anunciou que daria início à segunda etapa nas obras do Centro de Treinamento George Helal. Nesta nova fase, será construído um novo módulo, maior e mais estruturado, para o elenco profissional, deixando assim o recém construído para as categorias de base.

    O Flamengo marcou para a próxima semana, possivelmente na quarta-feira (23/08), o lançamento da pedra fundamental das novas obras. Os recursos absorvidos pelo caixa do clube com a venda do Edifício Hilton Santos, popularmente conhecido como Morro da Viúva, cerca de R$ 26,5 milhões, serão todos alocados na obra. O vice-presidente de Patrimônio, Alexandre Wrobel, estabeleceu o término para novembro de 2018.

    Inicialmente, o módulo profissional atual, inaugurado no final do ano passado, ficaria em definitivo com a equipe profissional e uma novo CT seria construído para as categorias de base. Mas o clube detectou a necessidade de melhorias no projeto e optou pela construção de uma nova estrutura para a equipe principal. Já os garotos do Ninho, ficarão com o módulo atual.

    – Os novos módulos contemplarão o que existe de mais moderno em termos de centros de treinamento. Praticamente todos os espaços serão ampliados, pé direito duplo, quartos individuais, criação de novos ambientes, tudo clean, iluminado. Ou seja, buscamos o que existe de melhor para torna-lo uma referência – explicou Alexandre Wrobel em julho, com exclusividade ao Mundo Bola.
     

    O que esperar das novas obras? Confira a entrevista com Alexandre Wrobel
     


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    Imagem destacada no post e nas redes sociais: Divulgação / Flamengo

  • Zagueiro do Flamengo chega a Belém para assinar com Paysandu

    Revelado na base do Flamengo, o zagueiro Rafael Dumas, de 22 anos, está próximo de acertar sua transferência por empréstimo para o Paysandu. Em Belém, Dumas realizou os exames iniciais e deve ser anunciado nas próximas horas. Com contrato ativo com o Fla, o atleta estava no Luverdense, mas acabou sendo dispensado pela equipe matogrossense.

    Promovido aos profissionais em 2015, pelo técnico Muricy Ramalho, o zagueiro teve poucas oportunidades no Flamengo – esteve em campo apenas uma vez – e logo foi emprestado. Finalizou sua segunda temporada como profissional jogando no FC Goa, da Índia, onde foi comandado por Zico. Neste ano, passou por Global (Filipinas) e Luverdense, mas não participou de partidas oficiais.

    Dumas em ação pelo Goa.

     


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