Autor: diogo.almeida1979

  • Fla tem acordo e clube espanhol pode exercer preferência por joia rubro-negra

    Enquanto os olhares do mundo do futebol se voltaram para os dois gols de Vinicius Júnior no duelo do último sábado (19) contra o Atlético-GO, outra joia rubro-negra também chamou atenção. Lucas Paquetá tem ido bem sempre que ganha chances e chegou a marcar golaços já na equipe principal do Flamengo. Pelo Brasileirão o jogador, que completa 20 anos no próximo dia 27, havia tido apenas três oportunidades para mostrar serviço, e todas foram como reserva. Contra a equipe goiana, ele foi titular pela primeira vez no campeonato e conseguiu agradar tanto a Nação quanto o novo treinador Reinaldo Rueda.

    Após a ótima exibição, o garoto passou a ser relacionado em uma possível transferência para o Valencia, ex-clube do recém-chegado Diego Alves. Junto ao acordo de R$ 1,5 milhão pelo goleiro, brasileiros e espanhóis fizeram um acordo impondo uma cláusula de preferência por parte da equipe espanhola em cima do camisa 39.

    O formato da negociação

    Apesar de não ter parte nos direitos econômicos de Lucas Paquetá, o Valencia será notificado pelo Flamengo assim que chegar alguma proposta pelo jogador. Caso o clube espanhol ofereça uma quantia superior ou compatível ao valor, terá preferência na compra do atleta. De acordo com o clube carioca, o prazo do acordo vai até o meio de 2018.

    Paquetá não vinha sendo muito aproveitado na equipe, mas foi o destaque na partida de sábado contra o Atlético-GO junto com o atacante Vinicius Júnior. Neste caso, o jovem pode ser aproveitado mais vezes pelo técnico Reinaldo Rueda, que rasgou elogios ao jogador após a partida.

    “Paquetá é extraordinário. Foi muito positivo. É um jogador com muito talento e agressividade ofensiva. Tem boa técnica, é muito ‘fino’. Fez um bom jogo” – disse o treinador.

    Caso seja negociado com o Valência, Lucas Paquetá não seria o primeiro jogador da base Rubro-Negra a atuar pela equipe européia. O lateral Leonardo teve passagem pelo clube espanhol e jogou 71 partidas entre 1992 – 1993, marcando 6 gols e não conquistando nenhum título. Romário foi emprestado pelo Flamengo ao Valência em 1996. Pelo Clube o “baixinho” atuou 21 vezes e marcou 14 gols. Já Marcelinho Carioca teve uma passagem discreta por lá, atuando 11 vezes entre 1997 – 1998 e marcando apenas 1 gol.

    Lucas Paquetá foi campeão da Copa São Paulo de Futebol Júnior em 2016 junto com o goleiro Thiago, o volante Ronaldo e o centroavante Felipe Vizeu. Subiu ao profissional no mesmo ano e tem contrato com o Flamengo até 2020.


     


  • JP Batista comanda vitória da Seleção Brasileira sobre a Colômbia

     

    No domingo (20) a Seleção Brasileira Adulta Masculina enfrentou a Colômbia na segunda rodada do Super 4 de Salta La Caja, torneio de preparação para a Copa América 2017. A partida aconteceu em Salta, na Argentina, com vitória dos brasileiros por 72 a 58.

    No primeiro e segundo quarto a seleção sofreu um pouco de pressão dos colombianos, o que não durou muito com as viradas do elenco brasileiro e larga vantagem aberta no início do quarto. JP Batista, capitão da seleção, foi o cestinha da partida fazendo 14 pontos mais nove rebotes. O Rubro-negro brilhou também na partida contra o Uruguai (sábado 19) com 10 pontos e cinco rebotes, quase alcançando o duplo-duplo.

    Técnico César Guidetti orienta seu elenco durante a partida. Reprodução: Twitter

    O Brasil encontrará a Colômbia novamente na próxima sexta (25) estreando pela Copa América, às 18h. No sábado (26) enfrentarão o México. 

     


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  • Peraltadas #16 – Sem Globo, CBF, FIFA, CIA, NSA, Power Rangers e Illuminati

     

    Monstro

    Vinícius Jr. teve seu primeiro jogo decisivo, garantiu a vitória e, mais do que isso, reduziu a chance do Profe, influenciado por Jayme, utilizar a “jovem promessa” Gabriel na quarta. Sem Ederson, Everton Ribeiro, Geuvânio e Berrío, o risco existe.

    Festa

    Ganhar é bom, mas vencer e ainda ver o Marcinho tomar o terceiro amarelo é maravilhoso. Vai demorar mais um pouco para o capir8 dar outra ~assistência~ para gol.

    CBFla

    O apoio da Globo, CBF, FIFA, CIA, NSA, Power Rangers e Illuminati não tem sido suficiente para beneficiar o Flamengo. Um levantamento recente mostrou que o clube está entre os cinco mais prejudicados por impedimentos mal marcados, tanto na defesa, quanto no ataque. Em 2015 foi feita uma pesquisa semelhante e o resultado não foi muito diferente.

    •Levantamento recente: http://globoesporte.globo.com/futebol/brasileirao-serie-a/noticia/atletico-mg-tem-mais-impedimentos-mal-marcados-veja-tambem-os-beneficiados.ghtml

    •2015: http://globoesporte.globo.com/futebol/brasileirao-serie-a/noticia/2015/09/impedimentos-prejudicam-fla-gremio-e-vasco-e-ajudam-galo-e-sao-paulo.html
     

     

    Orgulho da mamãe

    O Flamengo é disparado o clube com maior audiência em 2017. Tem média de 32,4 pontos em 26 jogos, bem acima do Corinthians, que tem 26,5 em 23 partidas. O maior registro do ano, contudo, se deu em Corinthians x Palmeiras pelo Brasileiro, que atingiu 41 pontos. Quarta, em que pese o adversário com pouca torcida, é possível que esse número seja batido. O jogo da ida marcou 37 pontos.
     

     

    Vai ter meia?

    Quarta passada, a torcida do Flamengo teve certa dificuldade no Estádio Municipal Jean-Marie Faustin Goedefroid Havelange, o Engenhão. Não cabe a um clube do tamanho do Flamengo repetir atitudes tão tacanhas, mas a fiscalização da meia-entrada não pode ser deixada de lado (se é que haverá meia para visitantes, visto que podem – e nesse caso devem – ser limitadas a “apenas” 40% dos ingressos totais). Em homenagem ao saudoso botafoguense Paulo Silvino, poderia rolar um “cara, crachá” na entrada.

     
    José Peralta é craque em cornetagem, mas é maneiro pacas. Toda segunda-feira suas peraltadas estão aqui no Blog CRFlamenguismo.

     


     


     

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    Foto destacada nas redes sociais: Divulgação / Rede Globo

  • Flamengo estuda terreno na Barra para construção do seu estádio

    Por Wanderson Emerick e Diogo Almeida

    Na última sexta-feira, o Mundo Bola noticiou que o Flamengo está próximo de definir o terreno ideal para construção da sua nova casa. Hoje, trazemos novidades envolvendo o caso. Segundo o que conseguimos apurar, um dos locais está situado na Barra da Tijuca, zona Oeste do Rio, próximo ao Shopping Metropolitano. Ele possui cerca de 160 mil m², tamanho considerado mais que suficiente para a construção do estádio projetado pelo clube, com capacidade para 52 mil pessoas e estacionamento horizontal.

    O local é considerado bom não apenas pelas dimensões do terreno, mas também por uma equação utilizada pelo clube para escolher a melhor área (custo de construção x localização). Por causa destes critérios, vários outros terrenos foram recusados, como Niterói e Guaratiba – ao todo, 42 foram analisados pelo grupo de estudos do Flamengo, mas apenas 2 passaram pelo processo de seleção. Na disputa entre o terreno na Barra e a outra opção, guardada a sete chaves, os valores finais definirão a escolha.

    Segundo apurado, o local é próximo ao Shopping Metropolitano.

    No Flamengo, é consenso que o estádio precisa ter a “cara do clube” e não pode ser deficitário. Nos últimos dias, pessoas ligadas ao clube estiveram na sede da MRV, em Belo Horizonte, para conhecer o projeto do estádio do Atlético Mineiro, para 50 mil pessoas. Além disso, vários profissionais da área foram consultados, incluindo arquitetos e administradores de arenas.

    Nos últimos meses, o clube solicitou que um escritório de arquitetura, com experiência na construção de arenas de grande porte, fizesse um projeto para o estádio acústico na Gávea. Mas, devido as conversas adiantadas por uma nova casa, o Flamengo acabou cancelando o pedido – esta decisão também está atrelada à percepção de que o Maracanã não será administrado pelo clube, tendo em vista que a expansão do José Padilha só acontecerá se o Fla administrar o estádio Mario Filho. Agora, o escritório está focado em desenvolver um projeto para o terreno na Barra. Caso opte por uma nova casa, o projeto na Gávea não acontecerá.

    A expectativa é que até o início do próximo mês haja uma posição concreta em relação ao terreno. O Flamengo está realizando constantes reuniões para viabilizar o projeto, inclusive com um dos donos do local.


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  • Flamengo 2×0 Atlético Goianiense – Um pouco de loucura faz bem

    Ontem, logo após do segundo gol de Vinicius, Reinaldo Rueda abriu um sorriso largo e sincero. O narrador logo concluiu que “ele deve estar satisfeito com o talento que tem à disposição”. Pessoalmente, acho que esse sorriso tem uma razão mais direta e mais pessoal.

    Não há nada melhor para um time em crise do que enfrentar o lanterna do campeonato em casa. Melhor ainda se o adversário é aguerrido, não entra derrotado, dá um certo trabalho e até equilibra o jogo em alguns momentos. A sensação é de imposição e vitória, mesmo que o rival seja fraquíssimo.

    Não há nada melhor para um treinador do que uma ideia surpreendente que dá certo em campo. Melhor ainda se o treinador estiver começando no clube e se a ideia for completamente inusitada.

    Vem daí o sorriso de Rueda: ele inovou na escalação e a jogada do gol foi construída justamente por Paquetá, a grande cartada inesperada da noite. Aliás, a assistência apenas coroou grande atuação do garoto, que só não foi o destaque do jogo porque Vinicius marcou dois belos gols. Fazer um gol é bom, mas “fazer um gol do jeito que eu imaginei” é muito melhor.

    Quem viu a escalação ontem levou um susto. No Twitter e nos grupos de WhatsApp começaram as especulações sobre a formação tática que seria adotada. Seria um 3-4-3? Um 4-3-3? Um 4-6-0? Quando começou o jogo e vimos que Paquetá realmente veio a campo para jogar no comando do ataque, substituindo Guerrero e Vizeu, o pensamento de todos os rubro-negros foi o mesmo: “não estou entendendo nada, mas deixa o homem trabalhar”. Essa é a vantagem de ter chegado há pouco, com amplo apoio da torcida, e ainda não ter que enfrentar aquela pressão enorme que é treinar o Flamengo.

     

    Como posso te surpreender hoje?

     

    Treinador precisa tentar, testar e ser criativo. Precisa se arriscar um pouco. Essa sempre foi, inclusive, a minha maior crítica a Zé Ricardo: acho que ele é bom treinador, mas muito preso às suas convicções – ou teimosias. Futebol é sobre controlar espaços e surpreender os adversários. Um time previsível, portanto, fica ultrapassado rapidamente.

    Rueda inovou de verdade – e deu muito certo. Ninguém esperava Paquetá na frente nem Vaz na lateral, mas ambos foram bem. A escalação não é apenas diferente nos nomes, mas mostra alguns conceitos que não estamos acostumados a ver por aqui. O papel de “falso 9”, que faz um sucesso estrondoso na Europa, não foi completamente assimilado no Brasil e também não é tão comum usar laterais-zagueiros. O treinador mudou o jeito de jogar e deu certo. Vaz foi seguro e Paquetá ajudou, brigou, armou, articulou, ganhou pelo alto, deu carrinho, se movimentou e fez o pivô. Aliás, fez o pivô melhor do que Vizeu costuma fazer.

    Fico feliz por ele. É um bom jogador, pode ajudar muito o Flamengo e deve receber todo o carinho que os garotos da base merecem. Mas fico ainda mais feliz de ver ideias novas no Flamengo. Elas vão falhar às vezes, mas prefiro perder tentando do que ficar empacado no mesmo lugar.

    Treinadores que inovam são muitas vezes chamados de loucos. Mas foi Albert Einstein que disse que “loucura é continuar fazendo a mesma coisa e esperar resultados diferentes” – e quem sou eu pra discutir com Einstein?

    Ainda é cedo para empolgação. O Flamengo, inclusive, deveria se impor ainda mais contra o Atlético Goianiense em casa. Mas é muito bom saber que o Flamengo está disposto a surpreender.

    Agora é pensar no Botafogo.

     

    Téo Ferraz Benjamin escreve as análises táticas do Mundo Bola. Siga-o no Twitter: @teofb


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  • Recomeço à mil

     

    Vou ser sincero com vocês: fazia tanto tempo que o Flamengo não demitia um treinador que eu já tinha ficado desacostumado com a coisa. Mais que isso: ver o Flamengo trocar o treinador e não fazer merda nesse processo é algo que me parece ainda mais surpreendente. Nós estamos tendo que nos acostumar com muita coisa nova ultimamente.

    O que não muda é o fato de que no futebol brasileiro o Flamengo é o sol e todo o resto orbita em torno dele. Digo isso porque, como não poderia deixar de ser, o acontecimento da semana foi a chegada do señor Rueda ao Maior do Mundo.

    Foi um blábláblá em torno da impactante contratação do técnico mais vitorioso das Américas na última temporada pelo Maior Clube da
    Galáxia e Arredondesas que vimos o deprimente espetáculo de treinadores locais pagando mico entoando discursinho xenofóbico e pseudo-protecionista. Mas a verdade, sabemos muito bem, é que no fundo só estavam era pensando “ai meu Deus, se o Flamengo entendeu que pode trazer um gringo competente, quem poderá nos defender?”.

    Para nós, o lado que importa, foi uma semana contraditória em termos de sentimento. Iniciamos um mata-mata decisivo, prenunciando aquele período do ano onde jogos importantes se sucedem e seus resultados tendem a nos revelar a sensação de “puta que pariu, que ano foda!” ou “vai tomar no cu, que temporada merda”. E é justamente em pleno alvorecer dessa fase decisiva que voltamos ao (re)começo, com um quê de pré-temporada que o ponta-pé inicial desse novo ciclo nos traz.

    Havia décadas que um estrangeiro não assumia nosso time. E havia milênios que um treinador não chegava ao Flamengo trazido pela mão pela torcida. Isso mesmo, amigos. Quem trouxe Rueda fomos nós. Bandeira só formalizou o contrato que a gente redigiu.
     

     
    E tê-lo no banco contra o Botafogo foi alentador. Mesmo sem tempo hábil para qualquer influência significativa na forma da equipe atuar, o que vimos em campo no Engenhão foi algo mais próximo de um time. A barração de Marcio Araújo mostra que Rueda entendeu onde está pisando e quem lhe garantiu o trampo. E a atuação do Cuéllar só deixou mais claro ainda que o Zé Ricardo só podia estar muito doidão para insistir nesse cabra.

    No mais, o maior destaque da partida foi a pequenez do nosso adversário. Mesmo jogando em casa, mesmo tendo à disposição 90% do assentos (nem todos ocupados), passou os noventa minutos e mais os acréscimos numa postura tão covarde que me fez ter saudade do jogos contra o Americano em Campos, quando eles ao menos tentavam nos levar perigo de alguma forma. Jair Ventura deve se considerar o Mourinho de Engenho de Dentro. Dizem os especialistões que seu time conhece suas limitações. Que é uma equipe “reativa”. Bom, pra mim o que ele fazem é NÃO jogar e rezar por uma cagada do adversário que permita um contra-ataque.

    Pra piorar a situação, o juizão resolveu aparecer. Inventou uma expulsão esdrúxula pro Muralha que vinha jogando com segurança pela primeira vez no ano em um lance que não era digno nem pra cartão. E ignorou a atropelada que o Pimpão pimponamente deu nosso velocista disfarçado de atacante Berrío. Amarelo ali saiu mais barato que móvel nas Casas Bahia.

    O zero a zero foi também culpa do travessão caprichoso que protegeu os vilões de um golaço histórico na batida de falta do Diego-Meu-Craque. Mas não há porque nos preocuparmos. Quarta-feira que vem o Maracanã vai estar tomado por vermelho e preto e tenho certeza que os caras não estão nem dormindo pensando nisso.

    Antes, porém, teremos um compromisso pelo Campeonato Brasileiro de extrema importância e periculosidade, só que ao contrário, contra o gigantesco Atlético-GO, também conhecido como primeiro rebaixado do ano.

    A real é que o Brasileirão desse ano tem só um problema: ainda não acabou.

    Faltam modorrentos 18 jogos que não nos interessam muito. Fazendo um esforço, notamos que nossa tabela aponta para uma sequência de partidas no Rio que são fundamentais para garantir o lugar no G6 e evitar um desagradável derramamento de sangue que uma não classificação para a Libertadores do ano que vem causaria no Ninho do Urubu.
     

     
    Portanto, Rueda, sinto muito mas o senhor não terá muito tempo para realizar sua mágica. Terá que cair pra dentro e fazer seu portuñol ser compreendido rapidinho.

    A nós, torcedores, resta ter a serenidade que nunca tivemos e apoiar o novo e inédito processo em curso. Evidente que temos todos os motivos que ser parte da Maior Torcida do Cosmos nos dá para acreditar que a coisa vai melhorar imediatamente, que a equipe vai encaixar e que vamos terminar o ano cheio de troféus novos na Gávea. Mas, sobretudo, precisamos entender que é tudo novo de novo. E como diz a canção, “Peço-te prazer legítimo | E movimento preciso | Tempo, tempo, tempo | Quando o tempo for propício | Tempo, tempo, tempo”. Nosso momento é assim: tão claro e confuso quanto a linda letra do Caetano.

     


    Pedro Henrique Neschling nasceu no Rio de Janeiro, em 1982, já com uma camisa do Flamengo pendurada na porta do quarto na maternidade. Desde que estreou profissionalmente em 2001, alterna-se com sucesso nas funções de ator, diretor, roteirista e dramaturgo em peças, filmes, novelas e seriados. É autor do romance “Gigantes” (Editora Paralela/Companhia das Letras – 2015). Siga-o no Twitter: @pedroneschling

     


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  • Paranaense apita estreia de Rueda no Brasileirão

    No jogo da vigésima primeira rodada do Campeonato Brasileiro de 2017, o Flamengo irá enfrentar o Atlético-GO, no próximo sábado (19), às 19h, na Ilha do Urubu, no Rio. Para apitar a partida, a CBF escalou o árbitro Rodolpho Toski Marques (PR/FIFA) e os auxiliares Bruno Boschilia (PR/FIFA) e Victor Hugo Imazu dos Santos (PR/CBF).

    Em 2017, o árbitro paranaense já esteve envolvido em polêmicas, no jogo entre Bahia e Palmeiras, que terminou em 4 a 2 para a equipe paulista, naquela ocasião, a equipe baiana reclamou muito do pênalti marcado a favor do alviverde.

    Histórico em jogos do Flamengo

    Rodolpho Toski atuou em apenas três jogos do Rubro Negro nos últimos dois anos. Nos seus últimos jogos, o arbitro tem uma média de 4 cartões por jogo, a maioria amarelos, e apenas 1 vermelho, apitando jogos da Copa do Brasil e Campeonato Brasileiro.

    O último encontro do árbitro com o Flamengo foi durante o Campeonato Brasileiro de 2017, no duelo contra o Cruzeiro, pela décima quarta rodada. No duelo o Mais Querido saiu apenas com o empate no Mineirão, com gol de Everton, que marcou no inicio do segundo tempo. Antes disso em 2016, o árbitro havia atuado em uma derrota do Mengão, diante do Sport na Ilha do Retiro, por 1 a 0.

    Scout do árbitro em jogos do Flamengo

    Vitórias:1

    Empates:1

    Derrotas:1

     


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  • O Flamengo e o rádio

    O velho Philco Transglobe, nove faixas, me olha da estante. Está mudo há duas décadas, aposentado da tarefa de me trazer o Flamengo todos os dias, jogo após jogo, treino após treino. Lembro-me do dia que meu pai me confiou a tarefa de ser o responsável pelo rádio com o qual havíamos conquistado o terceiro tricampeonato, o primeiro campeonato brasileiro, a Libertadores e o Mundial: – É seu. Pode deixar no seu quarto.

    Não deixe de ler:<)em> Quando os domingos se dividiram

     
    Meu pai havia comprado outro aparelho, que ficaria na sala. Um Pionner, com toca-discos, toca-fitas e um seletor mundial de rádio que prometia uma experiência mais límpida. Na prática, continuamos com o velho Transglobe. Na plaqueta afixada na parte de trás se lia Solid State. Eu não sabia o que era, mas me parecia algo sério e solene. Eu ainda não sei o que significa. Ainda acho sério e solene.

    Mas essa história começa bem antes. Eu contava menos de cinco anos, são as memórias mais antigas que possuo do Flamengo. Tardes de domingo. Meu pai ligava o Transglobe e, com a expressão séria, muito séria, denunciavam-na os bigodes levemente erguidos no canto direito da boca, buscava a sintonia de uma rádio do Rio de Janeiro. Globo. Nacional. Tupi. A que entrasse primeiro.

    Não deixe de ler:<)em> Curi, duas vezes adeus

     
    Contato mantido, não se mexia mais no rádio até o término do primeiro tempo, quando se tornava mais fácil sintonizar qualquer estação.

    Após às 18 horas as emissoras cariocas já chegavam à Serra Catarinense com qualidade de som local. Antes, era preciso a perícia de um cirurgião para pousar o traço seletor no milímetro exato, era preciso encontrar a direção da antena, esticada ao máximo. Para mim, aquilo fazia parte do Flamengo. Era o primeiro passo para o Flamengo chegar à vitória.

    – Anoooooootem… Teeeempo e placar no Maioooor do Munnndoooo! O vozeirão de bluesman de Jorge Curi inundava a sala. Eu tinha o impulso de pegar papel e lápis para anotar o tempo e o placar.

    – Olha a hooora, dizia Sérgio Morais (“dos Pampas ao Seringais”), anunciava o velho e saudoso Moráles, pai do Sérgio Américo. Irresistíveis as arrancadas de Zico narradas pelo Sérgio Morais: “Avança o Zico…, lá vai ele, vendendo o peixe dele, ainda Zico, aproxima-se da área…”.

    Não deixe de ler:<)em> O lado B dos anos 80

     
    E assim surgiam à minha frente espectros rubro-negros saídos da telinha metálica e furadinha. Curi gritava Zicooo… Zicãaaooo… Zicaaçooo, e eu via um Zico aumentando de tamanho na minha frente até não caber mais na minha sala, no Maracanã, no mundo.

    E as horas que separavam o final da transmissão do início dos Gols do Fantásticos, quando finalmente o que se imaginava poderia ser visto, a cores, na Telefunken comprada a prestações? Será que o gol do Zico foi mesmo tão bonito? Sempre era mais bonito, a realidade do futebol Dele punha a imaginação no chinelo.

    Não havia a TV a cabo. Futebol na tela era algo raro, celebrado como data de exceção. Não havia YouTube, redes sociais, hashtags. O que havia era o Flamengo que saía pleno em ondas sonoras e depois era debatido na barbearia, no colégio, na rua. É difícil falar aos torcedores que cresceram com Internet e pay-per-view o que era aquele Flamengo contraditório: sem imagem, mas de vivíssimos vermelho e preto.
     

     
    O Transglobe concorda com o silêncio a que foi submetido. Sabe que se for acionado, não reproduzirá as vozes de Jorge Curi, Doalcei Camargo, Waldir Amaral, Celso Garcia, Sérgio Morais. Sabe que, como aquele velho craque que não foi esquecido, tem sorte de ainda estar na estante, de ainda receber o olhar de quem dele tanto recebeu.

    Estou velho e saudosista. Voltarei ao assunto. O assunto de um Flamengo à beira do realismo fantástico, alimentado por vozes eternas e moldado pela imaginação. Um Flamengo puro, pungente e à flor da pele.

    Que saudade do meu Flamengo do rádio.

    Um Flamengo Solid State.

     
    Mauricio Neves é autor do livro “1981- O primeiro ano do resto de nossas vidas” e escreve no Mundo Bola todas as sextas-feiras. Siga-o no Twitter: @flapravaler
     


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    Imagem no post e redes sociais: Reprodução.

  • Presidente do Fla foi até a CBF reclamar de arbitragem no clássico contra o Botafogo

    O presidente do Flamengo Eduardo Bandeira de Mello foi até a CBF reclamar da arbitragem de Anderson Daronco no duelo contra o Botafogo, na última quarta-feira, no estádio Nilton Santos.

    Segundo informação levantada por Igor Siqueira, do LANCE!, o Flamengo reclamou “dentro do critério” estabelecido pela entidade, “anexando vídeos, mandando por escrito, em lances que fomos clamorosamente prejudicados”, como ressaltou o presidente, que ainda alfinetou o alvinegro quando questionado sobre a ida do presidente botafoguense à CBF nas vésperas a escolha da escala pro clássico, solicitando que o árbitro designado não tivesse histórico de contratempos com o Botafogo: “Deu certo, pelo visto”, disse Bandeira.

    O mandatário rubro-negro ainda citou alguns nomes dos quais ele prefere que passe longe dos jogos do Fla, como o de Heber Roberto Lopes, que em julho do ano passado não advertiu Fágner após entrada dura que tirou Ederson dos gramados por um ano; Sandro Meira Ricci, pivô de polêmica em um Fla-Flu de 2015, quando marcou um pênalti a favor do tricolor após lance de ombro a ombro envolvendo Pará; e Rodrigo Nunes Sá, do qual reclamou bastante após um duelo contra o Vasco, que pressionou bastante a arbitragem na véspera do jogo e saiu beneficiado do clássico, em 2014.


     


  • Agora vai? Flamengo está próximo de definir terreno para construção do seu estádio

    Apesar de não ter desistido da participação em uma possível nova licitação do Maracanã, o Flamengo está próximo de definir o local ideal para o seu estádio. Nos últimos meses, um grupo de estudos, criado pelo clube, analisou os mais diversos terrenos para encontrar o melhor local para a nova casa. Dentre estes, apenas 2 ainda estão sendo analisados, ambos no Rio, e a expectativa é que até o início do próximo mês haja uma posição concreta em relação a um dos locais.

    O Flamengo está realizando constantes reuniões para viabilizar o projeto. Apesar de alguns locais serem especulados, a localização exata do terreno considerado favorito é tratada com sigilo. Ele possui cerca de 160 mil m², tamanho considerado mais que suficiente para a construção do estádio projetado pelo clube, com capacidade para 52 mil pessoas e estacionamento horizontal.

    Há alguns meses, o vice-presidente de patrimônio do Flamengo, Alexandre Wrobel, em entrevista ao Mundo Bola, comentou sobre o ‘terreno favorito’.

    – Alguns terrenos foram oferecidos, alguns não nos interessaram até que no final do ano passado surgiu um terreno que pela localização, pela metragem é extremamente interessante. – afirmou à época.

    Para chegar até esta etapa, vários profissionais da área foram consultados, incluindo arquitetos e administradores de arenas. Nos últimos dias, o grupo de estudos do clube esteve na sede da MRV, para conhecer o projeto do estádio do Atlético Mineiro, para 50 mil pessoas. No Flamengo, é consenso que o estádio precisa ter a “cara do clube” e não pode ser deficitário.

    No início deste ano, o presidente Eduardo Bandeira de Mello se reuniu com o prefeito de Niterói para discutir a possibilidade de construção de um estádio no Caminho Niemeyer, próximo às barcas e à Ponte Rio-Niterói. Mas o local está praticamente descartado. O terreno é considerado complicado e a viabilidade de instalação é complexa. A mesma coisa acontece com o terreno em Guaratiba, já descartado.

    Terreno em Niterói, praticamente descartado.

    Estádio Acústico na Gávea só será construído se o Fla administrar o Maracanã

    No início deste ano, o prefeito Marcelo Crivella assinou um Protocolo de Intenção para construção do Estádio Acústico da Gávea, com capacidade para cerca de 25 mil torcedores. Mas o Flamengo dificilmente construirá dois estádios ao mesmo tempo.

    O projeto na Gávea só deve acontecer se o clube conseguir administrar o Maracanã, já que não precisará investir tanto. Se o Flamengo optar pela construção de um estádio para 52 mil pessoas, a expansão do José Padilha ficará para o futuro ou não acontecerá.

    Maracanã

    A novela que envolve o Maracanã e a indefinição sobre uma nova licitação e a participação dos clubes fazem o rubro-negro estudar outras possibilidades. O clube tem pressa e não quer depender do estádio nos atuais moldes, mais uma vez. Se o imbróglio não for resolvido ou demorar, o Flamengo partirá, de forma definitiva, para a construção do seu estádio.

    A Ilha do Urubu acolhe bem o torcedor rubro-negro, mas não pode ser utilizada em determinados jogos – como nas fases finais de Sul-Americana, Copa do Brasil e Libertadores – devido sua baixa capacidade. Por isso, o Flamengo, mesmo que contra a sua vontade, não consegue ‘dar as costas’ de forma definitiva ao atual e caro Maracanã – inclusive, fechou um pacote de 4 jogos até o fim de 2017.

     


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