Autor: diogo.almeida1979

  • Nunca serão

     

    Quarta-Feira, 16 de agosto de 2017. Um famoso programa de debates esportivos da TV fechada inicia o pré-jogo da primeira partida da semifinal da Copa do Brasil, entre Flamengo e Botafogo. Ao explorar o tema, os jornalistas realizam a escolha dos jogadores entre os dois clubes por posição (o famoso Raio X). Dos 11 jogadores, 9 do Botafogo e apenas 2 do Flamengo. Aquele foi um dos últimos atos de um clamor em colocar o Botafogo antecipadamente na final, de uma campanha intensa e determinada em provar que o time do Flamengo era inferior ao Botafogo, como equipe.

    Nunca foi. Nunca será. Mesmo com Zé Ricardo, o Flamengo já havia enfrentado o Botafogo em outras oportunidades no ano e foi melhor em todas elas. Não perdeu nenhum jogo. Muitos vão dizer que o Botafogo segue na Libertadores e o Flamengo não. E é verdade. Assim como é verdade que esse fato não é determinante para colocar um time como melhor que o outro. E Flamengo e Botafogo estão aí, justamente, para provar isso.

    O Botafogo encontrou um jeito de jogar que funciona muito bem para jogos mata-mata. Foi competente na maior parte dos jogos da Libertadores. Grande mérito. Mas é um time que possui um único jeito de jogar: não propor o jogo. Um time que se fecha, joga com 3 volantes (4, se considerarmos que João Paulo nunca foi um meia clássico) e que explora a velocidade de seus extremos. Funciona. Pode brilhar pelos resultados, nunca pelo futebol em campo.

    O Flamengo foi superior nos dois jogos. Se não foram exibições de gala (e não foram), foram exibições seguras, firmes e que deixaram claro os papéis de cada time. Um quer jogar futebol. O outro não. O placar magro refletiu as poucas oportunidades criadas, mas não refletiu a diferença dos dois times, na postura, qualidade e capacidade de jogar futebol. Chegou-se ao ponto de percebermos cera do goleiro alvinegro nos minutos iniciais do jogo de ontem. Talvez, esse seja o maior mérito do nosso adversário: conhecer seus limites.

    Voltando àquela quarta-feira, podemos discutir novamente o tal Raio-X. No gol, poucos destaques, mas pudemos perceber que se houve alguma falha, essa foi do goleiro alvinegro ainda no primeiro jogo, quando Gatito soltou uma bola fácil nos pés do Berrío. Nas laterais, Luis Ricardo foi muito mal ontem e Vitor Luis está com a coluna torta com drible do Berrío. Para, Rodinei e Renê não foram destaques, mas foram superiores aos alvinegros. Na zaga, Rever e Juan foram absolutos. Nosso meio-campo criou mais e foi superior. Basta observar que, mesmo não jogando tão bem, Diego colocou uma bola na trave e fez um gol. Qual destaque tivemos no meio-campo adversário? No ataque, difícil até comparar. Enquanto Guerrero foi eleito o melhor em campo ontem, simplesmente não pudemos avaliar os atacantes do Botafogo, porque eles pouco participaram nos 180 minutos.

    Muitos vão dizer que é fácil falar depois que acontece. Não vou culpar os jornalistas pela ilusão que os resultados (não o futebol) apresentados pelo Botafogo provocaram. Mas vou dar uma dica aqui: Nunca serão! O Flamengo, pela sua cultura, pelo seu tamanho, pela sua torcida nunca deixará de ser forte frente aos rivais nacionais, que dirá regionais. Se somarmos a esses fatores a qualidade do elenco e a gestão profissional, fica ainda mais fácil entender que esse Flamengo nunca deixará de ser favorito contra esse Botafogo. Cabe agora a esses mesmos jornalistas aceitarem os fatos e entenderem que gigantes nunca perdem por antecipação.
     

    Felipe Foureaux escreve todas as quintas-feiras no Mundo Bola. Siga-o no Twitter: @FoureauxFla
     


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    Imagem destacada no post e redes sociais: Foto: Gilvan de Souza/Flamengo

  • Flamengo/Marinha iniciará busca ao Tricampeonato Carioca Feminino contra o América

    Na tarde dessa quarta-feira (23), novidades envolvendo o time feminino de futebol do Flamengo! Finalmente foi publicado no site da FERJ, o regulamento e a tabela básica do Campeonato Carioca Feminino 2017. A competição terá início no dia 16 de setembro e seu término em 4 de novembro.

    Atual bicampeão da competição, o Flamengo/Marinha iniciará a luta pelo tricampeonato contra o América FC,no dia 16 de setembro, às 15h. O duelo será realizado na Universidade Castelo Branco.

    O último jogo oficial das meninas do Mengão, foi realizado no dia 21 de junho, em Manaus: 1 a 1 contra o Iranduba. Resultando na eliminação do Flamengo no Campeonato Brasileiro Feminino 2017.

    Regulamento

    Neste ano, serão 7 equipes postulantes ao título: Flamengo/Marinha, AA Portuguesa, América FC, Barcelona EC, ISQL Brasileirinho, Duque de Caxias FC e Cruzeiro FC. Serão disputadas duas fases: a primeira fase será disputada pelos 7 times, em turno único.

    As 3 primeiras colocadas da fase, classificam-se para a segunda fase. Um detalhe importante: a equipe que sagrar-se campeã da primeira fase, garante um ponto extra na disputa da segunda fase.

     

     

    Flamengo já tem os adversários definidos na primeira fase do Carioca Feminino 2017. Datas, horários e locais oficiais ainda não foram definidos

     

     

    Na segunda fase, as 3 equipes duelam entre si. Quem conquistar mais pontos, leva o título. O campeão e o vice garantem vaga na Copa do Brasil Feminino 2018.

    Critérios de desempate: maior número de vitórias na fase, melhor saldo de gols na fase, maior número de gols pró na fase, menor número de cartões amarelos e vermelhos, durante todo o campeonato, confronto direto na fase, sorteio na sede da Federação.

    Algumas partes importantes do regulamento:

    Se o clube mandante não realizar o pagamento da taxa de arbitragem antes do início da partida, o jogo não ocorrerá. Sendo o adversário declarado vencedor pelo placar 3×0. Serão permitidos no banco de reservas, no máximo 7 atletas, podendo ser realizadas o número máximo de 5 substituições.

     

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  • Flamengo devolve derrota ao Vasco, mas é superado nos pênaltis na decisão do Carioca Sub-20

    Na manhã desta quarta-feira (23), no Estádio Moça Bonita, o Flamengo derrotou o Vasco por 1 a 0, no jogo de volta da final do Carioca Sub-20. O resultado forçou a disputa de pênaltis, já que o Vasco venceu o primeiro jogo por 2 a 1. Nas penalidades, o Almirante saiu vencedor por 4 a 3, conquistando assim o título da competição.

    O atacante Lincoln, que terminou o Carioca como artilheiro do Flamengo, com nove gols, marcou o tento da vitória rubro-negra no tempo normal. O goleiro Hugo Souza, reserva de Gabriel Batista, também fez uma excelente partida, salvando o Mais Querido em diversos momentos.

    Eliminado do Campeonato Brasileiro Sub-20, os Garotos do Ninho voltam a campo somente em outubro, quando defenderão o título do Torneio Otávio Pinto Guimarães. Ainda nesta temporada, o Rubro-Negro vai disputar a Copa RS de Futebol, em dezembro.

    O jogo

    Como no clássico da última semana, o Vasco tomou a iniciativa do jogo. Em dois chutes de Robinho, o Almirante exigiu boas defesas do goleiro Hugo Souza. Novamente o Flamengo apresentou dificuldades na saída de bola. Nem mesmo a sequência de três escanteios seguidos ajudou o Rubro-Negro a ameaçar a meta cruzmaltina.

    Somente com a saída de Paulo Vitor, atacante que movimentava o setor ofensivo adversário, o Mais Querido cresceu no jogo. Sem a referência, o Vasco não consegui segurar a bola no campo de ataque. E assim o Flamengo começou a ter liberdade para suas jogadas no meio-campo.

    Aos 31 minutos Vinicius Souza arriscou um belo chute de fora da área, e a bola não entrou por pouco. Em jogada trabalhada de pé em pé, Jean Lucas lançou Lincoln que serviu um bolão para Gabriel Silva, mas o atacante chutou cruzado, à direita do gol. Já no final do primeiro tempo, Lincoln acertou a trave em cobrança de falta.

    Tal como no primeiro tempo, o Vasco iniciou a etapa final pressionando o Flamengo. O goleiro Hugo Souza voltou a crescer em chutes de Andrey e Evander. Nervoso, o time rubro-negro acusou o golpe. Foram quatro cartões amarelos distribuídos para jogadores do Flamengo nos oito primeiros minutos da etapa complementar. Mas o Rubro-Negro se recuperou do momento ruim.

    Aos 11’, Lincoln dividiu com a zaga, e o goleiro João Pedro salvou em cima da linha. Logo em seguida o técnico Márcio Torres efetuou a primeira mudança no time rubro-negro: Bill entrou no lugar de Vinicius Souza. O Flamengo ganhou em velocidade.

    E foi em jogada de velocidade pelo lado esquerdo que Pablo chegou à linha de fundo e fez o cruzamento na medida, na cabeça de Lincoln, que não desperdiçou: 1 a 0. O gol deu confiança aos Garotos do Ninho. Bill teve a chance de matar o jogo aos 33 minutos, mas de frente para o gol acabou permitindo a defesa de João Pedro.

    Com a vantagem mínima do Flamengo, o título foi decidido nos pênaltis. Lincoln abriu a contagem, mas Lucas Silva e Patrick perderam na sequência. O goleiro Hugo Souza chegou a defender uma cobrança do Vasco. Jean Lucas e Thuler marcaram logo depois. Mas não foi o suficiente para evitar a derrota nas penalidades: 4 a 3.

    Flamengo: Hugo Souza; Juninho, Bernardo, Thuler e Pablo (Ruan); Hugo Moura, Jean Lucas e Vinicius Souza (Bill); Lucas Silva, Gabriel Silva (Patrick) e Lincoln. Treinador: Marcio Torres.

     Foto: Staff Images/Flamengo


     

  • A preleção que os jogadores do Flamengo devem escutar antes de enfrentar o Botafogo

     

    Está quente.

    Quente e abafado. A iluminação tímida e tremeluzente reflete vacilante nos úmidos azulejos das paredes do confinado salão, envolvendo-o em uma penumbra que poderá inquietar os mais claustrofóbicos. O ruído é distante mas audível, um chiado de cantos e gritos de ordem que parece crescer junto com a nervosa expectativa, num processo inexorável e irreprimível somente interrompido pelo eventual pipocar das bombas que rebentam ensurdecedoras. E há o ar. O ar encharcado de uma neblina mentolada, que empesteia a tudo e todos de um enjoativo odor de linimentos e pomadas a cânfora.

    Mas ninguém liga.

    Todos ali reunidos, jogadores, comissão técnica e dirigentes, estão abraçados em círculo. Dentro de instantes, o time do Flamengo sairá do vestiário em direção às escadarias emborrachadas que o conduzirão ao campo de jogo e de batalha.

    É dia de jogo importante. Jogo decisivo. Jogo grande.
     

     
    Ninguém sorri. Ninguém brinca. Ninguém se permite desviar um átimo do protocolo que define desde tempos imemoriais a liturgia de preparação para o primeiro grande momento do dia, a hora em que jogadores e torcida se reencontrarão e se abraçarão, irmanados no único grito capaz de fazer tremer o colossal templo de concreto, ora apinhado daquela gente irmanada na fé. Daqui a pouco, os jogadores serão acolhidos ao tonitroante grito de “MEEENGOOOO”. Terão a certeza que não estarão sozinhos. Nunca estão.

    Mas agora é a hora da preleção. O treinador, o capitão, os líderes começam a falar. Ninguém se atreve a sequer piscar. Todos, sem exceção, absorvem tudo o que é dito, gritado, pregado em voz assertiva, que ali, mais do que nunca, torna-se a mais absoluta das verdades. Dogma.

    “Eles nos tripudiam. Chamam-nos de favelados. De macacos. De fregueses. Cantam vitória anunciada. Pisoteiam na nossa gente. Apedrejam nosso escudo. Querem nos intimidar. Mas aqui, essa p… aqui, é Flamengo. E ninguém pisa no Flamengo. Ninguém desfaz do Flamengo. Ninguém ri da gente. Porque ali fora, a partir de agora, a gente vai dar a resposta. Ficamos quietos. Escutamos. Deixamos falar. Deixamos fazer. Pensam que nos acovardaram. Mas não nos esquecemos de nada. Guardamos tudo. E cada xingamento, cada ofensa, cada desrespeito, vamos devolver da forma que nós sabemos. Da forma que os grandes fazem. Na bola. No campo. Na batalha.”

    “Eles são bons. Mas nós somos melhores. Os bons morrem lutando. Não temos o direito de morrer lutando. Não temos o direito de morrer. Porque não nascemos para morrer. Nosso compromisso é com a vitória. Tá no nosso hino. Vencer, vencer, vencer. Nós vamos lá fora agora e só voltaremos de lá com a vitória. Com o inimigo morto. Deitado. Lá dentro, toda bola é nossa, toda dividida é nossa, o maior grito é nosso, a iniciativa é nossa, o controle é nosso, as armas são nossas. Vamos acuá-los, encurralá-los, empurrá-los, esmagá-los. Vamos tornar aquilo um inferno pra eles. Eles vão pedir pra parar. Eles vão arregar. Eles vão pipocar. Porque nós, em nenhum momento, vamos fraquejar. Porque somos fortes. Somos grandes. Somos maiores. Somos Flamengo.”

    “Nossa torcida está lá fora. Lotaram o estádio. Confiam na gente. Quem é Flamengo sempre confia. Sempre acredita. Porque sabe que aqui só se conhece a luta. A vontade. A força da camisa. Nossa torcida vai nos dar as mãos. Vamos dar as mãos a eles. Vamos jogar juntos. Eles estão aqui, estão na rua, no radinho, na TV, fazendo força pra gente. Rezando pela gente. E agora está na nossa mão fazê-los felizes. Orgulhosos. Então, vamos subir AGORA e vamos dar ao nosso torcedor o que ele merece. O que ele pede. O que ele sonha. Vamos fazer nossa torcida feliz. Vamos ser felizes. JÁ.”

     

     
    A corrente está no fim. Olhos esbugalhados, saliva balbuciando pendente do canto da boca, veias saltadas. Alguns com a pele arrepiada. Estão todos agora unidos em um fervor religioso, soldados prontos para a batalha. Um deles, normalmente quieto, usualmente soturno, de poucas palavras, irá fazer a manifestação final. O grito de guerra. O clamor que está preso na garganta de milhares, de milhões. E o berro vem das entranhas, selvagem, animalesco, um urro gutural que rebenta em cheio no mais profundo de cada alma daquele vestiário. O brado libertador, que rapidamente é seguido em coro. O lema que permeará as próximas duas horas.

    “VTNC, BOTAFOGO!”

    E vão para o túnel.

     
    Adriano Melo escreve seus Alfarrábios todas as quartas-feiras aqui no Mundo Bola e também no Buteco do Flamengo. Siga-o no Twitter: @Adrianomelo72
     


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    Imagem destacada no post e redes sociais: Arte sobre Reprodução FlaTV

  • Chegou a hora de colocar um ponto final da tensa rivalidade entre flamenguistas e botafoguenses

    Não é de hoje que diretorias de Flamengo e Botafogo trocam farpas, têm problemas e desavenças e um quê de rivalidade que fica muito além das quatro linhas. Desde o caso Arão, que recusou o pagamento de 400 mil por parte do alvinegro – valor esse que ativava renovação automática do jogador –, uma série de problemas envolvendo cartolas de ambas as equipes marcaram cada clássico a partir de então.

    Houve o vídeo do Porta dos Fundos, canal do qual um dos criadores é o vice-presidente de comunicações do Flamengo Antonio Tabet, que gozava da quantidade de marcas exibidas nos uniformes dos times de futebol. A gravação contava com um duelo entre rubro-negros e alvinegros e no qual a camisa do Botafogo era o objeto para satirizar o abusivo número de patrocinadores estampados. Há um processo relacionado a isso que se arrasta, com o 4º maior campeão do estado alegando prejuízo de marca.

    Ano passado, o Botafogo vendeu apenas 10% da carga de ingressos da Arena da Ilha do Governador para a torcida do Flamengo. Naquele período, o comum era 50% destinados a cada torcida no caso dos clássicos. O Flamengo devolveu na mesma moeda no embate do returno do Brasileirão.

    Ainda sobre a Arena da Ilha, o Fla, fez acordo com a Portuguesa-RJ e mandará jogos na agora Ilha do Urubu por três anos. A casa do rubro-negro em 2017 é uma alternativa a falta de estádios com bom custo-benefício no Rio de Janeiro e também à negativa do Botafogo de ceder o Nilton Santos.

    Nas redes sociais o clima também já foi bem quente. Um exemplo foi após a vitória do Flamengo por 2 a 1, que culminou na eliminação do Botafogo da Taça Guanabara. Um tweet do rubro-negro foi acusado prontamente pela conta botafoguense de “incitação à violência”. O Fla defendeu a paz nos estádios, mas não pediu desculpas. Em sua conta pessoal, Antonio Tabet alfinetou novamente os rivais e os acusaram de “camuflar a derrota inventando uma apologia”.

    Toda essa “treta na TL” aconteceu após um torcedor alvinegro morrer em confronto entre torcidas organizadas. Esse foi o episódio que deu o tom para que as diretorias aliviassem a tensão entre elas. Passou dos bastidores. Agora faz parte das arquibancadas. No duelo de ida da semifinal da Copa do Brasil, que aconteceu na última quarta-feira (16), novos problemas. Graves problemas.

    Um torcedor foi acusado de injúria racial contra a família de Vinicius Junior. Total repúdio lançado ao episódio. Além disso, 47 botafoguenses foram presos por tentativa de emboscada da facção organizada Fúria Jovem para a Raça-Fla. As custódias foram julgadas e 11 permaneceram presos. Os 36 restantes tiveram a prisão convertida em medida restritiva – estão proibidos de comparecerem em partidas e devem se apresentar na delegacia em dias de jogos. Devido a essas confusões, os dois clubes foram denunciados pelo STJD e o julgamento será na próxima sexta-feira (25), às 10h.

    Nem todos estes problemas serviram de lição. Ambos voltaram a brigar por conta dos ingressos para o duelo de volta da semifinal da Copa do Brasil. O vice-presidente de administração Rafael Strauch defendeu o Fla afirmando que o Botafogo poderia ter feito o mesmo que o Flamengo no jogo de ida e comprado a carga de ingressos.

    Com todo este cenário, o presidente do Flamengo Eduardo Bandeira de Mello, enfim, tomou uma atitude com o intuito de acabar com essa acintosa rivalidade e pediu trégua, que estendeu não só às diretorias, como também aos torcedores:

    “O jogo é amanhã (quarta) e a gente tem que trabalhar para que as torcidas de ambos os clubes tenham condições de acesso, conforto, e que não haja nenhum tipo de violência. Gostaria de pedir que tanto os torcedores do Flamengo quanto do Botafogo procurassem chegar mais cedo ao estádio, para evitar problemas de acesso. É disputar o jogo dentro das quatro linhas. Quem se classificar parabéns, vamos em frente. E vamos deixar esse tipo de briga, de hostilidade para o passado e inaugurar uma nova era”, disse em entrevista ao “Tá na Área”.

    Quanto a essa “nova era”, espera-se que parta dele um ponto final em tudo isso. A palavra “trégua” significa “suspensão temporária”, e a última coisa que os fãs do futebol alegre e pacífico querem é que seja apenas uma pausa. Que as arquibancadas do Maracanã relembrem os velhos tempos.

    Que vença o melhor.

    E que o melhor seja o Flamengo!


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  • Experiente árbitro apita jogo de volta da Copa do Brasil

    No jogo de volta pela semifinal da Copa do Brasil de 2017, o Flamengo irá enfrentar o Botafogo, na próxima quarta-feira (23), às 21h45, no Maracanã. Para apitar a partida, a CBF escalou o árbitro Wilton Pereira Sampaio (GO/FIFA) e os auxiliares Bruno Raphael Pires (GO/FIFA) e Cristhian Passos Sorence (GO/FIFA).

    O experiente e bem condicionado árbitro, Wilton Sampaio volta a apitar um jogo do Flamengo esse ano, após estar presente na derrota contra o Internacional, por 2×1, pelo Campeonato Brasileiro de 2016, no Beira Rio. Na ocasião a equipe Rubro-negra reclamou da arbitragem, que deveria expulsar o jogador do Colorado por uma cotovelada em Diego no fim do primeiro tempo.

    Histórico em jogos do Flamengo

    Em 2015, apitou o clássico dos Milhões que terminou em 1×1 e acabou eliminando o time da Gávea das quartas de final da Copa do Brasil, na partida o árbitro foi muito permissivo, e o Flamengo acabou perdendo Guerrero e Ederson ainda no primeiro tempo. O jogo também ficou marcado pela polêmica entrevista de Emerson Sheik, que foi para o intervalo dizendo: “Tem que arrumar é o juiz, que é muito fraco. Esse juiz é uma m…”

    Scout do árbitro em jogos do Flamengo

    Vitórias:4

    Empates:2

    Derrotas:3

     


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  • 300 vezes Juan: zagueiro está próximo de mais uma marca no Fla

    Em noite de clássico decisivo, valendo vaga para a final da Copa do Brasil, o experiente Juan pode completar uma importante marca pelo Flamengo. Caso entre em campo no jogo contra o Botafogo, o zagueiro chegará aos 300 jogos com o Manto Sagrado.

    Revelado nas categorias de base da Gávea e com uma vasta trajetória no clube, o jogador está em sua segunda passagem pela equipe profissional do Flamengo (96-2002 e 2016-2017). Como já não é mais um garoto, acaba não aguentando uma grande sequência de jogos, mas segue se destacando pela segurança e bom posicionamento em campo. Aos 37 anos, é visto como um exemplo para os “Garotos do Ninho” e é um dos grandes líderes do elenco.

    No jogo de ida das semifinal da Copa do Brasil, sem poder contar com Rhodolfo, o técnico Reinaldo Rueda escalou Juan para fazer dupla com Réver. Na ocasião, o defensor foi muito bem. A tendência é que seja titular, amanhã.

    Pela marca alcançada, o Flamengo dará uma camisa comemorativa ao atleta.

    Trajetória

    Antes mesmo de jogar nas categorias base do Fla, ele já sonhava em defender as cores do Mais Querido. No Grajaú Country Clube, fez amizade com o então jovem Júlio César – outro velho conhecido da Nação. O zagueiro e o goleiro chegaram praticamente juntos à base do Flamengo.

    Em 1996, Juan deu início à sua trajetória na equipe principal, em amistoso contra a Desportiva Ferroviária, em Vitória-ES. Na época, o zagueiro tinha apenas 17 anos – mesma idade de Vinícius Jr., hoje. Dono de um estilo técnico e cujo ponto forte é a excelente colocação, o defensor acabou conquistando seu espaço no elenco e ficou no Flamengo até 2002, quando foi vendido ao Bayer Leverkusen.

    Juan em seu início de trajetória no Flamengo

    Após 10 anos na Europa e várias passagens pela seleção brasileira, retornou ao Brasil em 2012, mas acabou optando pelo Internacional. Ficou no clube gaúcho até 2016, quando assinou sua volta ao Fla.

    Números e títulos pelo Mais Querido

    Em 299 jogos com a camisa do Flamengo, o defensor esteve em 141 vitórias, 69 empates e 89 derrotas. No atual elenco, é o jogador que mais vezes jogou pelo clube – o mais próximo é o meia Éverton, com 234 partidas (e que pode estar de saída). Só nesta segunda passagem, o defensor esteve em campo 51 vezes.

    Números de Juan em sua segunda passagem

    No Flamengo, Juan também se destaca pela quantidade de gols (31). É o segundo zagueiro que mais vezes marcou com a camisa do clube, ficando atrás apenas de Júnior Baiano (33). Neste ano, fez um na vitória contra a Portuguesa, no Campeonato Carioca.

     

    Títulos:
    – Copa Mercosul: 1999
    – Copa Ouro Sul-Americana: 1996
    – Copa dos Campeões: 2001
    – Campeonato Carioca: 1996, 1999, 2000, 2001 e 2017
    – Taça Guanabara: 1996, 1999, 2001
    – Taça Rio: 1996, 2000
    – Copa dos Campeões Mundiais: 1997

     

    Imagem destacada no post e nas redes sociais do Mundo Bola: Gilvan de Souza/ Flamengo

    Com a ajuda de Adriano Skrzypa (Flamengo em Números)


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  • A série dos doze: 2015

    Assim como nas duas edições anteriores, o Campeonato Estadual de Basquete 2015 foi disputado por apenas três equipes: Flamengo, Macaé e Botafogo. O clube Alvinegro investiu no basquete e inseriu-se na competição novamente. Certamente o basquete do Rio de Janeiro estava limitado à essa competição, começou a funcionar como uma pré-temporada para o NBB onde os times competem fortemente. No entanto, o Flamengo não quis encerrar o seu ciclo hegemônico e brigou dentro de quadra para garantir seu lugar na final durante a fase classificatória.

    Mais uma vez invicto, liderou a tabela com tranquilidade seguido de um antigo rival, Macaé. Ambos já haviam disputado o troféu em 2013 e 2014, todos com triunfo Rubro-negro. Dessa vez, jogaram nos ginásios Hélio Maurício e Juquinha (Macaé) nos dias 21 e 29 de outubro. Duas partidas suadas garantiram, com muito esforço, mais uma conquista para a Gávea além de um presente de aniversário para o pivô JP Batista. No primeiro jogo, o Fla teve dificuldades no segundo e terceiro quarto, apenas no último ampliando uma vantagem maior. Já no segundo se complicou no primeiro quarto, porém, reagiu a partir da segunda etapa. Marquinhos e Olivinha foram os maiores pontuadores.

    Final:

    21 de outubro – Flamengo 71 x 64 Macaé

    29 de outubro – Macaé 66 x 76 Flamengo

     

     

    Flamengo x Macaé pelo Campeonato Estadual de Basquete 2015. Foto: Gilvan de Souza / Flamengo

     

     

    Time: Olivinha, Danielzinho, Gabriel, Gegê, Jason, Mayinsse, João Felipe, JP Batista, Iglesias, Luiz Otavio, Marcelinho, Marquinhos, Pedro e Rafa Luz

    Téc: José Neto.

     


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  • Rueda espera por Guerrero e conta com o apoio da torcida: “Vai ser positiva a força da torcida”

     

    O Flamengo enfrenta o Botafogo nesta quarta-feira(23), às 21h45, no Maracanã, em jogo válido pela semifinal da Copa do Brasil.

    Rueda participou da entrevista coletiva após o treino desta terça(22) e deixou claro que espera contar com o centroavante Paolo Guerrero, mas afirma que não sabe se o atleta terá condições de jogo.

    “Paolo ontem fez primeiro um trabalho com fisioterapeuta e preparador físico e deu boa reposta. Hoje também está com mais estímulo, mas o departamento médico não definiu. Amanhã faremos uma última avaliação para saber se podemos contar com ele” – disse Rueda, esperançoso.

    Ainda sobre Guerrero, o treinador preferiu não garantir a presença do atleta na partida. Rueda enfatizou a importância de não forçar o atleta e complicar a lesão do jogador.

    “É importante não forçar. Ele é muito motivado. É uma decisão para avaliar, quanto tempo pode estar no campo. Se inicia, ou se pode entrar. Vamos considerar isso. Mas é difícil determinar quanto tempo. Vai ser um jogo intenso. Eu penso que é melhor iniciar, porque se tem dificuldade, pode mudar. As duas opções são boas, esperar também o rival estar desgastado. Tudo vai depender de como estará amanhã para determinar se começa e o que fazemos com ele. A ideia é que amanhã seja feita essa avaliação no CT” – afirmou.

    O comandante destacou o estilo de jogo do Botafogo e já projeta a equipe para neutralizar o esquema de jogo do alvinegro.

    “O Botafogo é um adversário maduro, em bom momento, obediente taticamente e muito aplicado. Pode sair para jogar e pressionar, ou contra-ataques. Podem apresentar as duas opções”
    argumentou.

    Apesar de pouco tempo no clube, o treinador ainda não relacionou o meia Darío Conca. O jogador vem se recuperando de lesão e o mesmo já disse está pronto fisicamente para jogar, mas o técnico se mantém otimista e espera contar com o meia nas próximas partidas.

    A ideia é recuperá-lo e tê-lo para a equipe o mais rápido possível” – concluiu Rueda.

    A primeira partida da semifinal terminou empatada em 0 a 0. Em caso de um novo empate sem gols, a vaga na grande decisão será disputada nos pênaltis.
    Empate com gols, a vaga fica com o Botafogo. Basta uma vitória simples para o Mais Querido avançar a final da Copa do Brasil.
     


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  • Primeiro “doblete” e conselhos de Pelé: a repercussão do bom momento de Vinícius Júnior

    Alguns dias depois dos primeiros 90 minutos completos como titular da equipe profissional do Flamengo e do primeiro “doblete”, Vinícius Júnior é notícia nos jornais da Espanha. Em entrevista ao Marca, o garoto disse estar “tranquilo, feliz e com os pés no chão” depois de ter sido o melhor jogador no embate contra o Atlético-GO, válido pela 21ª rodada do Campeonato Brasileiro.

    Matéria do mesmo jornal fez a seguinte afirmação: “Com apenas 17 anos, passou a fazer parte da equipe principal do Flamengo, e sucessivamente vem superando etapas”. Frederico Pena, representante da valiosa joia, ainda afirmou não ser normal um atleta com tão pouca idade ter muitas chances em sua primeira temporada entre os profissionais e disse que Vinicius é “vitima do seu próprio sucesso”, argumentando que o dinheiro da sua venda fez com que o rubro-negro trouxesse bons reforços para a sua posição e por isso suas chances foram diminuídas. Pena ainda usou Neymar, o jogador mais caro da história, como exemplo: “O Santos usava (Neymar) não porque era o melhor. Se tivesse tido 20 milhões de euros para contratar jogadores consagrados, não teria jogado”.

    Ao ser perguntado sobre a titularidade na equipe rubro-negra, o garoto respondeu mostrando a maturidade dos seus poucos 17 anos: “Sei que a torcida quer que eu entre e jogue, mas tudo tem o seu momento. O importante agora é seguir fazendo gols para ajudar o Flamengo”. Mesmo com pouca idade, Vinícius Júnior se mostra consciente em meio a tanta badalação: “Por tudo que eu vivi na minha ainda curta carreira, sabia que a pressão seria grande. Eu jogo no maior time do Brasil”, comentou, ciente da responsabilidade. Nesta terça, em vídeo postado pela CBF, o garoto recebeu conselho de Pelé: “nunca ache que é o melhor craque do mundo”.

    Vinicius havia entrado em campo na estreia de Reinaldo Rueda como treinador, mas após poucos minutos em campo teve que dar lugar a Thiago devido a expulsão de Alex Muralha. Com os 90 minutos em campo no último sábado, aliado ao bom desempenho ao lado da outra promessa Lucas Paquetá, ficou claro que o novo treinador comprovou a fama de dar espaço para os jovens jogares, como fez nas passagens por outros clubes.
     


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