Autor: diogo.almeida1979

  • Árbitro paulista apita primeiro jogo da final da Copa do Brasil

    No primeiro jogo da final da Copa do Brasil de 2017, o Flamengo irá enfrentar o Cruzeiro, na próxima quinta-feira (7), às 21:45, no Maracanã, no Rio. Para apitar a partida, a CBF escalou o árbitro Marcelo Aparecido R. de Souza (SP/CBF) e os auxiliares Bruno Salgado Rizo (SP/CBF) e Anderson José de Moraes Coelho (SP/CBF).

    Em 2017, o árbitro paulista já esteve envolvido em polêmicas, no jogo entre Atlético-PR e Grêmio, que terminou em 2 a 0 para a equipe gaúcha na segunda rodada do Brasileirão, naquela ocasião, a equipe paranaense reclamou muito da arbitragem, que não marcou um toque de mão do zagueiro gremista, que resultaria em um pênalti.

    Histórico em jogos do Flamengo

    Marcelo Aparecido atuou em apenas seis jogos do Rubro Negro nos últimos três anos. Nos seus últimos jogos, o arbitro tem uma média de 4 cartões por jogo, a maioria amarelos, e apenas 1 vermelho, apitando jogos da Copa do Brasil e Campeonato Brasileiro.

    O último encontro do árbitro com o Flamengo foi durante o Campeonato Brasileiro de 2017, no duelo contra o Atlético-PR, pela vigésima segunda rodada. No duelo o Mais Querido ficou com a vitória no Ilha do Urubu, com gols de Diego e William Arão. Antes disso no mesmo ano, o árbitro havia atuado em uma derrota do Mengão, diante do Grêmio também na Ilha do Urubu, por 1 a 0.

    Scout do árbitro em jogos do Flamengo

    Vitórias: 4

    Empates:0

    Derrotas:2

     


    O Mundo Bola precisa do seu apoio. Contribua mensalmente com nosso trabalho. Clique aqui: bit.ly/ApoiadorMundo Bola


  • Fla assina opção de compra de terreno para seu estádio

    O sonho está cada vez mais próximo. Na noite de hoje, o Flamengo divulgou que assinou a opção de compra de um terreno na Avenida Brasil, para construção do seu estádio. O local tem cerca de 160 mil metro quadrados e fica localizado entre Manguinhos e Benfica. A opção de compra é válida por 120 dias, neste período o clube realizará uma série de estudos de documentação e viabilidade do terreno.

    No terreno, o Flamengo pretende construir um estádio com capacidade para receber entre 50 e 55 mil torcedores, além de um estacionamento horizontal. Entre os dirigentes do clube é consenso, o local precisa ter a “cara do Flamengo” e não pode ser deficitário.

    Local exato do terreno

    Para chegar até esta etapa, o clube montou um grupo de estudos que analisou 42 terrenos. Destes, apenas 2 passaram pelo processo de seleção. A outra opção da diretoria rubro-negra era um terreno localizado na Barra da Tijuca, zona Oeste do Rio, próximo ao Shopping Metropolitano. O Flamengo optou pela área na Avenida Brasil pois entendeu que a possibilidade de negócio e o valor financeiro são melhores.

    A partir de amanhã, o Flamengo começará a trabalhar nos estudos necessários para definir a aquisição do terreno. O projeto ainda será apreciado pelos conselhos e órgãos internos no clube.

     


    O Mundo Bola precisa do seu apoio. Contribua mensalmente com nosso trabalho. Clique aqui: bit.ly/ApoiadorMundo Bola


  • Ser Flamengo no exterior, ontem e hoje: dos sofrimento dos anos 90 à final da Copa do Brasil de 2017

    Janeiro de 1995. Era o promissor ano de nosso centenário. Romário, o maior jogador do mundo, aportava na Gávea para liderar um elenco estelar sob a batuta do inquestionável Luxemburgo. Assim, todos os prognósticos apontavam para uma temporada de sucessos e títulos, em contraste ao ano anterior, que fora difícit, turbulento e fracassado.

    A boaventura nos gramados, porém, contrastava com o ânimo pessoal: havia recebido a notícia de que passaria os 15 meses seguintes, justamente aqueles meses tão promissores, no outro lado do Atlântico: o destino era Paris. Se por um lado a experiência de morar fora seria inesquecível para um adolescente de 15 anos, como de fato foi, por outro a distância sinestéstica do Flamengo daquele momento singular já me reunia motivos suficientes para mais lamúrias que entusiasmo. Especialmente porque o “au revoir” do Brasil veio apenas alguns dias depois da célebre Taça GB – conferida em loco – com Marcio “Te Adoro” dando o título de bandeja para o Baixinho.

    E então? Não é necessário reescrever a história, pois de fato testemunhei o que talvez tenha sido o ápice do nosso Centenário. Depois dali, de fato fui poupado de conferir dois vices traumáticos (Estadual, e Supercopa) e os fracassos na Copa do Brasil e no Brasileiro. Sim, há o hiato de não ter visto o gol de barriga ou o “melhor ataque do mundo” em campo.

    Sem internet, as notícias me vinham pelos resultados no “tabelão” da Revista France Football, às vezes com vários dias de atraso. Ou por recortes do “Cor de Rosa” que me avô me mandava pelo correio. Ou, de maneira mais desesperada, em dias de final, por telefonemas a familiares em dias de final, numa tentativa de se informar do resultado em tempo real (o que às vezes não acontecia por pura desinformação do interlocutor, já que o cartão telefônico me permitia ter apenas 30 segundos de conversa).

    A realidade daquele mundo desconectado poderia reduzir a militância rubro-negra, mas ao contrário: com um quê de masoquismo, eu ansiava em ter visto essas derrotas ao vivo, de ter presenciado (seguramente esmagado por quase 200 mil pessoas) o gol de Romário contra o Independiente que nos deu alguma esperança do título ou mesmo ter a zoação tricolor zombando no ouvido (nos vingaríamos tanto deles pelos rebaixamentos posteriores, certo?)

    Com o retorno ao Rio, já no meio de 1996 e sem ter visto o Carioquinha invicto, injetei-me de Flamengo como um sobrevivente de um naufrágio. E a tese do preferir ver e sofrer a ser restingido de torcer foi corroborada por sucessivas decepções nos anos seguintes, como o vice da Copa do Brasil de 1997, fiascos no Brasileiro…Existia ali um flamenguista inteiro. Como torcedor, concluí que necessitamos de dores e cicatrizes para o amor prevalecer e para as vitórias serem comemoradas mais intensamente.

    Nos anos seguintes, vi os primeiros títulos de verdade no estádio, como o tri carioca de 1999 a 2001 e a Mercosul de 1999. Depois de dois vices doídos da Copa do Brasil em 2002 e 2003, e já na vida adulta e longe do Rio (mas não do Brasil), veio a forra da CB de 2006 e os dois primeiros capítulos de mais um tri estadual (2007 e 2008) até aquele meados de 2008, quando veio a outra notícia: a confirmação de uma nova aventura, dessa vez a longo termo, no exterior. Se por um lado a conquista transferência sonhada aos EUA foi celebrada, por outro ficava o quê da frustração pela distância do Mais Querido (ainda sob o trauma do hiato dos anos 90). Éramos líderes do Brasileiro de 2008 quando parti do Brasil.

    A grande diferença sobre a agonia da escassez flamenguista em Paris era que, em Nova York, existia todas as possibilidades para acompanhar o time pela televisão a cabo e também pela internet (ainda que as opções pela web eram escassas e muito irregulares, que me fez sofrer especialmente quando a Globo/PFC Internacional não tinham direito de transmissão de algumas competições, como as Libertadores de 2008 e 2010 – sim, eu não vi os gols do Cabañas sem travar!). O hexa veio nos EUA, numa época em que florescia o meu apogeu rubro-negro com o hoje finado MundoFlamengo.Wordpress.Com (2009-2011), projeto em que tentei criar uma comunidade de rubro-negros residentes no exterior e que, apesar de efêmero, teve relativo sucesso. Foi diferente e longe do calor ideal do Maraca (cogitei, de verdade, ir para o Rio naquele fim de semana só para ver o Flamengo x Grêmio), mas a neve e os -6 daquele dia em NY não me impediram de chorar o hexa.

    Mais recentemente, e com o desenvolvimento das opções streaming, a tensão de seguir o Flamengo ao vivo, apesar de longe da perfeição, foi muito reduzida. A minha jornada fora do Brasil ainda segue, agora novo no Velho Mundo (agora Itália), e hoje na melhor das condições desse meu rubro-negrismo remoto.

    Nessa quinta-feira, vamos para mais uma final, e as alternativas de ver o Flamengo no exterior são muito variadas. Enumero aqui algumas opções. Que São Judas Tadeu esteja a nosso lado.

    1) Consulados Rubro-Negros: A melhor solução, hoje, é procurar um grupo de rubro-negros residentes na cidade onde se está. Apesar de ter ainda muito o que melhorar, o projeto de fomento às “Embaixadas” cresceu absurdamente na atual gestão e hoje já é possível torcer como autêntico rubro-negros seja em Londres, Buenos Aires, Cingapura ou Porto. O site do Mundo Flamengo já se notabilizou por difundir a informação da exibição das partidas nos mais diversos Consulados mundo afora (link?)

    2) Via TV estrangeira que tenha os direitos de transmissão: É uma opção muito restrita, mas alguns países transmitem o Brasileiro em canais locais (geralmente por assinatura). Não era o caso dos EUA, mas é o caso da Itália (MediaSport: http://www.premiumsporthd.it/campionati-brasiliani/news/il-brasileirao-su-premium-sport-2017_4536.shtml), que exibe os jogos do Brasileiro e da Copa do Brasil (apenas um ou dois por rodada, o que não assegura a transmissão especificamente da partida do Flamengo). É, porém, a melhor alternativa porque não depende da internet e permite de maneira mais simples a gravação do jogo para assistir depois.

    3) Via Globo Internacional ou PFC Internacional: Apesar das restrições de competição e de países, é a melhor opção para ver o jogo pela internet. Além de ser o modo legal e que beneficia os clubes, em geral a conexão é muito mais estável e, ademais, conta com a narração em português. O ponto negativo é que a Globo não transmite competições internacionais, já que não tem o direito de exibi-las fora do território brasileiro. (http://globointernacional.globo.com/Asia/Paginas/assine.aspx; http://pfci.globo.com/como-assistir.html ; www.pfcplay.com);

    4) Via streamings não-oficiais (pagos): É uma alternativa crescente e que, em função do pagamento (geralmente a preço reduzido), limita o acesso de usuários e garante, dessa maneira, uma conexão de velocidade mais dedicada. Também não apresenta restrições de países ou competições exibidas, já que de hábito os sinais são puxados diretamente dos canais brasileiros, transmitidos em solo nacional. Pesa contra essa alternativa o fato de não ser uma opção legal e ainda sujeita a algumas falhas.

    5) Via streamings não-oficiais (gratuitos): É a maneira mais difundida, já que as opções podem ser acessadas por uma simples inserção em um mecanismo de busca ou via redes sociais. No entanto, muitos dos sites que hospedam os links oferecem riscos ao computador e não produzem conexões minimamente estáveis e seguras, o que costuma gerar muito aborrecimento. Muitos canais também têm os sinais cortados no meio da transmissão. Como último recurso, é válido e é melhor do que conferir o jogo apenas pelo Tempo Real.
     

    Jornalista, nascido no ano 0 das mais altas glórias vermelho e pretas, Paulo Lima viveu na França nos anos 90 e nos EUA nos anos 2000. Hoje, residente na Itália, e nesse espaço contará as agruras de ser rubro-negro fora do país, conclamando os rubro-negros expatriados a assumirem voz cada vez mais ativa. E compartilhará os anseios, as cornetagens e as emoções comuns a todos os flamenguistas espalhados nos quatro cantos do planeta. É o administrator do perfil @Flamengo_IT
     


    O Mundo Bola precisa do seu apoio. Contribua mensalmente com nosso trabalho. Clique aqui: bit.ly/ApoiadorMundo Bola


    Este texto faz parte da plataforma de opinião Mundo Bola Blogs, portanto o conteúdo acima é de responsabilidade expressa de seu autor, assim como o uso de fontes e imagens de terceiros. Fale com o editor: contato@fla.mundobola.com.

  • O goleiro do Flamengo precisa ter os nervos de aço

    O adversário recebe na intermediária e avança perigosamente livre.

    Vai se aproximando da área. Dois flamengos aparecem para dar o combate. Sem a perspectiva de encontrar alguém livre para o passe, o jogador resolve arriscar o chute. O goleiro já antevê o desfecho e se prepara. Será de longe, em posição frontal, sem zagueiros à frente.

    O tiro é até certeiro e com certa força, mas reto e seco. Nada de curvas, trajetórias sinuosas ou peçonhentas. A bola ganha altura, mas viaja com insuspeita previsibilidade, pronta para ser interceptada pelo arqueiro, que se posiciona para fazer a defesa. É uma jogada aparentemente simples, de grau de dificuldade menor. Um goleiro tranquilo e confiante não terá o menor problema para resolver o lance.

    Mas não é um goleiro tranquilo e confiante que está defendendo o Flamengo nesta tarde.

    * * *

    Vem da Serra. E rapidamente impressiona a Comissão Técnica das Divisões de Base com sua agilidade e envergadura, que o fazem crescer em monstro sob as traves. Em um ano, ascende à condição de titular da equipe de juniores do Flamengo. E, fazendo parte de um time extremamente talentoso, conquista a Copa SP da categoria. Assim como os companheiros, é tratado como grande promessa, um nome certo para um futuro que se ensaia descortinar glorioso.
     

     
    Sabe esperar. Tem a noção de que o tempo de maturação de um goleiro é diferente. Vê dois profissionais consagrados disputarem a posição de titular. Busca aprender, absorver diferenças de estilos, de posturas, de comportamentos. E cresce. É promovido à reserva imediata do goleiro multicampeão. Esporadicamente, aparece em alguns jogos. E agrada. Vai se consolidando como alternativa real ao gol do Flamengo, sempre afagado por elogios genuínos, que refletem a reação ao seu desempenho em campo e nos treinamentos.

    E, enfim surge a prova de fogo. O titular, já meio desmotivado, começa a falhar. O jovem passa a ouvir vozes crescentes pedindo seu aproveitamento no gol. E a chance aparece, quando o titular, mesmo em má fase, é convocado à Seleção que disputará a Copa e se ausenta de alguns jogos. O goleiro abraça as oportunidades que lhe vão sendo dadas. Como se disso sua vida dependesse. De certa forma, depende mesmo. Termina a Copa, o goleiro titular já não quer mais ficar. Lesiona-se gravemente. Ficará meses fora. É a chance de ouro. Não mais como tapa-buracos, como estepe. Agora o jovem é o goleiro interino do Flamengo.

    Consegue uma sequência de partidas. A péssima fase da equipe no Brasileiro de certa forma o “ajuda”. É exigido, bombardeado, acossado. E se sai muito bem. É um dos melhores jogadores da equipe na competição, um dos poucos a agradar. Conquista a confiança do torcedor que, mesmo aborrecido com o time, enxerga no goleiro a continuidade em um setor que tem dado boas respostas há anos. Termina a temporada. O goleiro titular, como esperado, não aceita renovar o contrato e se transfere para o futebol japonês, eldorado do momento. Uma nova Diretoria é eleita, realizando uma miríade de contratações, com o objetivo de montar um grande time que marcará o centenário do clube. Treinador de ponta, jogadores rodados e de nome, mais alguns bons coadjuvantes, e ele. Ele. O melhor jogador do mundo. A cereja do bolo de um elenco inteiramente remontado. Um plantel que tem quase todas as posições revistas, reavaliadas. Menos a do gol. Que recebe apenas um jogador para a reserva, contrapeso de outra negociação.

    Enfim, o jovem chega ao topo. Agora é o goleiro titular do Flamengo. O ápice de um sonho.

    E o começo de um pesadelo.

    A retumbante repercussão que envolve a contratação do supercraque confere certa aura de anonimato aos demais jogadores do elenco, o que, num primeiro momento, não chega a ser ruim. A melancólica impressão deixada pelo Flamengo no ano anterior rapidamente dá lugar a uma euforia irresistível, que permeia a alma do mais insensível dos rubro-negros. Após uma pré-temporada ruidosa, rumorosa, midiática, enfim o ano terá início. Com festa, como pede o momento.
     

     
    No Estádio Serra Dourada, o Flamengo estreia sua estrela (e os demais reforços) contra a Seleção do Uruguai (com alguns jogadores que, meses mais tarde, conquistarão a Copa América). Os jogadores são recebidos como globetrotters, afogados por um oceano de microfones, câmeras fotográficas, pedidos de autógrafos, acenos e abraços de uma turba enlouquecida. Mesmo profissionais experientes se impressionam com o alucinante alarido. Todo o carinho de Goiânia acabará, para uns, transformando-se em pressão. Um fardo penoso e duríssimo.

    O Flamengo começa bem a partida e logo abre o placar. Mas a equipe uruguaia, de boa qualidade (apesar dos vários reservas), pressiona. Manda três bolas na trave. O supercraque, nitidamente fora de forma, tem atuação discreta. Mas quem chamará a atenção será o goleiro. O novo dono da Camisa 1 mostra-se, desde o primeiro minuto, estranhamente nervoso, inseguro. Solta bolas fáceis. Hesita ao sair do gol em cruzamentos. Até faz algumas boas defesas, mas aparenta não estar à vontade. Os uruguaios arrefecem e o jogo caminha para o final. Tudo indica que o Flamengo iniciará o ano vencendo. Faltam três minutos. Lateral para os uruguaios no ataque, a bola é jogada na área e na sobra uma cabeçada é dada em direção ao gol. Colocada, mas fraca, à meia-altura. Mas, mesmo baixa, a bola cobre o goleiro, que, numa falha inacreditável, sofre o gol. É o empate. A ducha de água gelada.

    As primeiras críticas aparecem, os jornais falam em “atuação decepcionante”, mas o goleiro é logo esquecido. As atenções estão voltadas para a repercussão da opaca atuação da superestrela e do que aquele novo Flamengo será capaz de proporcionar. A falha do goleiro é relativizada, foi apenas um jogo e goleiros costumam errar. Pode ter sido apenas falta de ritmo.

    Mas terá sido o primeiro aviso.

    No jogo seguinte, a estreia no Estadual, contra o Volta Redonda no enlameado gramado do Raulino de Oliveira, o goleiro tem boa atuação. Lidando bem com as imperfeições do terreno, tem noite tranquila, com intervenções sólidas. Mesmo sem seu principal jogador (guardado para ganhar preparo e estrear em um momento mais adequado), o Flamengo vence sem dificuldades, 2-0.

    Quinta-feira à tarde. O Estádio da Gávea recebe 7 mil espectadores, que anseiam por uma goleada do Flamengo sobre o modesto Madureira. E o andamento da partida de fato sugere um desfecho convergente à expectativa geral. O Flamengo abre o placar aos 15 minutos e depois massacra o gol adversário, empilhando chances perdidas. Acerta três vezes a trave. Desperdiça, no mínimo, seis oportunidades claríssimas, diante apenas do goleiro adversário. A bola teima em não entrar, o que faz com que a massa grite pelo nome de seu principal reforço, ainda ausente do campo. E o desconforto irá explodir em irritação aos 20 da segunda etapa. Num ataque vadio do Madureira, a bola é jogada na área. O atacante ganha pelo alto e cabeceia, mas a bola sai fraca. Mesmo assim, o goleiro flamengo pula errado e é encoberto, num lance muito parecido ao do gol do Uruguai, uma semana antes. Mais uma falha constrangedora. E, dessa vez, a torcida, enfurecida escolhe seu alvo. E o goleiro, eleito o vilão do tropeço, é ostensivamente vaiado até o final do cotejo, que enfim termina mesmo com o incômodo placar de 1-1.

    Começa o questionamento público.

    Os jornais, ao comentar o empate, já mencionam, “o Flamengo ontem mostrou vários problemas e limitações. Uma delas está no gol”. O treinador minimiza, “temos questões mais sérias a serem trabalhadas”. O próprio goleiro, aparentemente, não parece muito preocupado. “O cara pulou sozinho e escolheu o canto. Eu não poderia fazer nada. A reação da torcida foi natural, tinham que escolher um pra bode.”

    No jogo seguinte, contra o fraquíssimo time do Friburguense, uma trégua. Nem mesmo o acanhado Estádio Eduardo Guinle atrapalha a primeira exibição realmente boa do Flamengo, que não encontra dificuldades para impor um ruidoso 6-0, na última partida sem a presença da superestrela. Na quarta seguinte, é a vez do Atlético-MG no Mineirão, um amistoso que marcará a estreia do goleiro tetracampeão mundial na equipe mineira.

    Estádio com 50 mil, TV para todo o Brasil. É o primeiro teste real para o recém-formado time do Flamengo, pela primeira vez atuando com força máxima. E mais uma vez o goleiro rubro-negro demonstra não estar bem. Solta um cruzamento rasteiro e fraco, cuja sobra cai nos pés de um atacante alvinegro, que abre o placar. O Flamengo empata, mas na saída de bola o adversário ataca e, num chute rasteiro e defensável, o goleiro novamente aceita. Além das duas falhas (o Flamengo acabará perdendo o jogo por 3-2, em mais um jogo apagado do grande reforço), o jovem arqueiro parece desnorteado, atuando de forma aparvalhada e indecisa, errando o tempo de bola em cruzamentos e saltando atrasado nos arremates. É uma atuação tão ruim que mesmo o comentarista da televisão, normalmente comedido, não resiste: “mas esse goleiro do Flamengo é muito fraco. Não sei qual o problema dele, mas acho que o clube já poderia pensar em trocá-lo.
     

     
    Mas o goleiro não é trocado. Nem mesmo diante da perspectiva do jogo seguinte. O Fla-Flu.

    Os treinos de sexta na Gávea que precedem os grandes jogos costumam ser rumorosos. A torcida vai em peso para dar força, moral, apoio aos seus soldados, injetando-lhes confiança para a batalha. Mas, dessa vez, não se vê nada disso. Os rubro-negros que acompanham o treino dedicam-se a dois exercícios: aplaudir o supercraque que estreará em jogos oficiais e, principalmente, hostilizar o goleiro, que é encharcado de vaias a cada jogada. Pela primeira vez, o arqueiro parece sentir o golpe da rejeição. Ao final do treino, recolhe-se, sozinho, ao vestiário. Não quer conversa.

    Mas o futebol é um esporte fascinante.

    Ninguém, absolutamente ninguém, é capaz de prever o desfecho daquela ofuscante tarde de verão no Maracanã, empanturrado com 110 mil torcedores dispostos a cantar o amor por suas respectivas equipes e a esperar por uma grande exibição do futebol campeão do mundo. Mas não se vê nada disso. O jogo é até animado, mas pobre. Fraco tecnicamente. O estrelado atacante é anulado por um zagueiro obscuro e botinudo, que ganhará seus minutos de fama por jornalistas que alardearão o feito. O caro time do Flamengo é superado pelo adversário, que dispõe das chances mais numerosas e mais claras. E é aí que se dá a maior surpresa do dia. Pois ele, justamente ele, o goleiro, o contestado, o massacrado, o execrado goleiro do Flamengo, é o maior responsável pela manutenção de um outrora impensável 0-0. Faz, no mínimo, seis defesas de alto nível, algumas delas espetaculares. Sai de campo ovacionado. É cercado por repórteres e, comovido, dá entrevistas falando em “superação” e “trabalho”. Pela primeira vez no ano, de fato atua em um nível compatível com o de sua posição.
     

     
    É a agridoce ilusão da bonança.

    Nas três partidas seguintes, o goleiro é pouco exigido. Mesmo sem jogar bem, o Flamengo derrota o Americano em Campos (3-0, partida que assinala o primeiro gol do craque, marcado de pênalti) e, na Gávea, passa por Campo Grande e Bangu, ambos derrotados por 3-1. O goleiro não tem culpa nos gols e é poupado das esporádicas vaias de uma torcida algo impaciente com as eventuais dificuldades enfrentadas pela equipe. Chega ao fim o turno inicial, e o Flamengo, ao terminar sua chave na primeira colocação, assegura um dos pontos extras para a Fase Final, a ser disputada lá na frente. O primeiro objetivo é alcançado.

    Um ciclo, mesmo que breve, termina. E com ele a paz.

    O primeiro jogo do returno é na Gávea, numa escaldante tarde de sexta-feira, nas portas do Carnaval. Embalado pelo samba do Estácio, que irá festejar o Flamengo na avenida, o rubro-negro recebe o Volta Redonda. As tardes no pequeno Estádio costumam proporcionar jogos lentos e preguiçosos, e dessa vez não é diferente. O Flamengo praticamente anda em campo. Mesmo assim, abre o placar, num gol de cabeça. Logo depois, um escanteio para o Volta Redonda. Balão na área, cabeçada fraca, no meio do gol. Mesmo assim, a bola passa sob o goleiro e entra mansa no gol. Uma falha clamorosa, que decreta o empate. Antes que a torcida transforme o caldeirão em um inferno, o supercraque aparece. Num tiro de longe, conta com a colaboração do arqueiro adversário, e o Flamengo faz 2-1. No entanto, ainda na primeira etapa, um jogador do Volta Redonda avança completamente livre. Entra na área, dribla facilmente o zagueiro e bate fraco, rasteiro. A bola, defensável, passa por baixo do corpo do goleiro. É o empate, 2-2. E termina a primeira etapa.

    Os times retornam do intervalo. A torcida, irritada, volta a despejar vaias e xingamentos ao goleiro, que revive os recentes dias de pesadelo. Apático, o Flamengo não consegue criar. Joga mal, não se movimenta, esbarra na falta de inspiração. O tempo vai passando, e os cânticos ofensivos vão atingindo outros alvos. Não há o mais remoto sinal de uma atmosfera festiva. A tensão é viva, palpável, pode-se tocar. Um jogo que parecia banal, corriqueiro, caminha para um desfecho inacreditavelmente indesejado.

    Mas irá piorar.

    * * *

    O chute de longe é alto, seco, sem curvas. O goleiro, já atormentado pelas outras falhas, ajeita-se para defender. Não pode errar agora. Não vai errar agora. Não dessa vez. A bola vem à altura de seu peito. A ideia é escorar, amortecer o tiro para depois agarrar a pelota, em uma defesa em dois tempos. Mas a escolha se revela desastrosa. Tenso, o goleiro não consegue escorar o chute. A bola lhe escapa das mãos e vai, dócil, ao encontro do veterano atacante que, esperto, já está à espera da sobra e, calmamente, empurra o terceiro gol de sua equipe para as redes. É a terceira falha grotesca do goleiro na mesma partida. Destruído, o jovem prostra-se ao solo. E, com todo o mundo comprimindo-lhe as costas, entrega-se. E chora. Chora copiosamente, abundantemente, largado em abandono. Um transe que somente é rompido pelo esporro que rebenta grosso, pesado, do banco de reservas: “que m… é essa? Levanta, p…!
     

     
    O rubro-negro vai sendo derrotado em casa. A multidão queima as últimas amarras de moderação e parte para o linchamento público. “Ei, frangueiro, vai t.n.c.!”, é o coro que rebenta nas orelhas de jogadores e cronistas, pulsante, pesado, batendo como clava. “Frangueiro, frangueiro”, é o veredicto, o juízo final, o epitáfio de uma carreira morta ainda em seu nascedouro. Ali, naquela tarde desastrosa, açoitado pelas vaias, conspurcado pelas mais verborrágicas ofensas, espancado pelos mais ostensivos xingamentos, o goleiro está entregue. O Flamengo não perde, o superastro salva a equipe a poucos minutos do fim, mas aquele empate trará sequelas e escoriações graves. Efeitos inapeláveis, definitivos, irreversíveis. Cinco longos anos de trabalho, de preparação física, técnica e mental, escoam-se ao ralo em míseros 27 dias. Dez jogos.

    Nunca mais o goleiro entrará em campo como titular do Flamengo.

    Nunca mais.

     
    Adriano Melo escreve seus Alfarrábios todas as quartas-feiras aqui no Mundo Bola e também no Buteco do Flamengo. Siga-o no Twitter: @Adrianomelo72
     

    Este texto faz parte da plataforma de opinião Mundo Bola Blogs, portanto o conteúdo acima é de responsabilidade expressa de seu autor, assim como o uso de fontes e imagens de terceiros. Fale com o editor: contato@fla.mundobola.com.

    Imagens do post e destacada nas redes sociais: Reprodução

  • Juan acredita em um Fla com ímpeto ofensivo: “Faz parte da nossa cultura”

    O Mais Querido segue na preparação para o primeiro jogo da final da Copa do Brasil, nesta quinta-feira (07), às 21h45, no Maracanã. Sem Guerrero, que cumpre suspensão pelo terceiro cartão amarelo, e sem Vizeu, que se recupera de lesão no joelho esquerdo, a escalação segue uma incógnita.

    Após o treino desta terça, o experiente zagueiro Juan concedeu entrevista na sala de imprensa Victorino Chermont. Perguntado sobre o momento dos dois times e a postura do Flamengo no primeiro jogo Juan foi enfático.

    Independente do campeonato e adversário, o Flamengo sempre foi um time que joga para frente, não vai ser diferente dessa vez. Cruzeiro é um time que joga junto a um bom tempo, tem jogadores que estão brilhando. Vão ser dois jogos equilibrados e decidido nos detalhes.

    O zagueiro ainda falou sobre o pouco tempo que Rueda comanda o rubro-negro. Acrescentou que o colombiano ainda está passando sua filosofia e os jogadores estão entendo aos poucos.

    – Faz parte da cultura do Flamengo ter jogadores vindos da base, em quase todos títulos importantes tivemos jogadores formados no clube. Os meninos estão bem e concentrados para dar mais esse título pro Flamengo.

    Sem escapar da pergunta sobre os goleiros, tema que vem gerando debate na mídia e entre os torcedores, Juan completou.

    – Há uma disputa sadia (entre Muralha e Thiago), como temos em todas posições. Os dois vêm trabalhando forte nesses últimos dias e aquele que o Rueda escalar vai dar conta do recado – afirmou

    Questionado sobre o duelo dos treinadores, o defensor fez questão de enfatizar o trabalho coletivo de ambas as equipes.

    – Trabalhamos muito pra estar na final de um campeonato tão importante, onde todos grandes clubes participaram. O duelo dos treinadores está sempre em segundo plano. Mais importante é ressaltar o trabalho dos clubes como um todo. Mereceram chegar à final. Espero que estejamos concentrados nesses 180 minutos, muito bem na parte técnica e que possamos sair vencedores – concluiu o zagueiro, encerrando a coletiva.


    O Mundo Bola precisa do seu apoio. Contribua mensalmente com nosso trabalho. Clique aqui: bit.ly/ApoiadorMundo Bola


  • Relembre alguns confrontos marcantes entre Flamengo e Cruzeiro nos últimos anos

    Flamengo e Cruzeiro decidem a Copa do Brasil nos dia 7 e 27 de setembro, porém as equipes protagonizaram confrontos emocionantes nos últimos anos. Seja em Minas Gerais, Rio de Janeiro e até mesmo em Cariacica, no Espírito Santo, as equipes realizaram um belo espetáculo dentro das quatro linhas.

    Hoje no Cruzeiro, Thiago Neves teve uma de suas melhores atuações no Rubro-Negro justamente contra o clube Celeste. Em 2011 pelo Campeonato Brasileiro, no Engenhão, o mais querido venceu por 5 a 1 com três gols do meia. A partida foi bem movimentada e além de sair na frente do placar, o time mineiro ainda perdeu um pênalti na primeira etapa da partida. Com uma bela atuação do trio Ronaldinho Gaúcho, Deivid e Thiago Neves, o Flamengo conseguiu a virada e goleou o rival.

    Outra goleada aconteceu no Brasileirão de 2014. O clube da Gávea estava sem vencer a raposa cinco partidas na competição (dois anos) e conquistou a vitória no Maracanã com gols de Gabriel, Canteros e do zagueiro Dedé (contra).

    Em 2015, também no Maracanã o Flamengo venceu por 2 a 0 com dois golaços dos meias Alan Patrick e Luiz Antônio. Essa vitória foi uma das mais emblemáticas para o clube, pois a equipe voltava a freqüentar o G4 depois de quase quatro anos. Foram 137 rodadas longe da zona de classificação para a Libertadores, um longo jejum foi quebrado.

    Já em 2016 foram dois confrontos emocionantes. No primeiro turno do Campeonato Brasileiro, que marcou a estreia do zagueiro Réver no Flamengo, o mais querido venceu por 1 a 0 em Belo Horizonte e o gol foi justamente do estreante. No segundo turno do campeonato, em Cariacica, o clube carioca saiu atrás no placar, mas conseguiu uma linda virada no segundo tempo com gols de Guerrero aos 38, e Mancuello aos 45, encostando no líder Palmeiras.

    Pela Copa do Brasil, além da final em 2003, as equipes se enfrentaram pelas nas oitavas de final em 2013. O Cruzeiro venceu a primeira partida por 2 a 1 em Belo Horizonte, com um lindo gol de Éverton Ribeiro, que hoje é jogador do Flamengo, e no Rio de Janeiro o Urubu conseguiu a classificação vencendo por 1 a 0, com gol de Elias que até então era dúvida para a partida. O gol só saiu aos 43 minutos do segundo tempo, levando a loucura não só os mais de 50 mil presentes no Maracanã, mas os 40 milhões de torcedores espalhados pelo mundo.

    A primeira partida da final da Copa do Brasil será nesta quinta-feira(7), às 21h45, no Maracanã. A grande decisão será no próximo dia 27, no Mineirão, também às 21h45.

     


    O Mundo Bola precisa do seu apoio. Contribua mensalmente com nosso trabalho. Clique aqui: bit.ly/ApoiadorMundo Bola


  • Copa do Brasil: Fla decidirá fora de casa pela primeira vez desde 2003

    Na próxima quinta-feira (07), será dada a largada para a 29ª final da Copa do Brasil. Com expectativa de Maracanã lotado, Flamengo e Cruzeiro, duas das equipes de maior tradição da competição, duelarão em busca do tetra ou pentacampeonato respectivamente. Com seis finais no currículo, o rubro-negro terá pela frente o desafio de ter que decidir fora de casa, coisa que só aconteceu em duas oportunidades.

    A primeira das decisões

    Na segunda edição da competição de mata-mata o Fla já disputava a sua primeira final. Após passar por Capelense-AL, Taguatinga-DF, Bahia – o único contra quem o rubro-negro decidiu em casa – e Náutico, o Mais Querido do Brasil enfrentou o Goiás na decisão. Naquela oportunidade, o primeiro jogo foi no Estádio Heraldão, em Juiz de Fora, e teve mando do Flamengo, pois o Maracanã estava fechado para obras. O embate terminou em 1 a 0 a favor dos mandantes com gol do zagueiro Fernando.

    O duelo de volta foi no Serra Dourada, em Goiás, e após o 0 a 0 no placar, o Fla levantou o primeiro dos três títulos que tem da Copa do Brasil. Essa foi a primeira vez que, assim como em 2017, o clube teve que decidir fora de casa, perante a torcida adversária. Foi um título que consolidou uma garotada com a dura missão de suceder o lendário elenco da década de 80. O caneco apresentou para os brasileiros nomes como os de Djalminha, Marcelinho Carioca, Nélio, e consolidou outros como Renato Gaúcho, Zinho, Leonardo e Júnior.

    Como em 2003?

    Em 2003 veio a segunda final decidida longe da sua torcida. O Flamengo enfrentava um fortíssimo Cruzeiro – coincidentemente o mesmo adversário da próxima final –, que era comandado por Alex e tinha Gomes, Maicon, Edu Dracena, Cris, Luisão, Maldonado, Felipe Melo, Zinho, Deivid, Aristizábal e Mota. Aquele elenco foi o primeiro time brasileiro a conquistar uma tríplice coroa, sinal do dificílimo desafio que o rubro-negro teve pela frente.

    O Flamengo daquele ano tinha Julio César, André Bahia, Athirson, Fernando Baiano, Zé Carlos, Edilson Capetinha e Felipe. O clube não conseguiu medir forças frente aos quase 80 mil que lotaram o Mineirão após o 1 a 1 no jogo de ida em um também lotado Maracanã. Na casa da raposa, 3 a 1 com gols de Deivid, Aristizábal e Luisão. Fernando Baiano fez o gol de honra dos rubro-negros. Aquele 4 a 2 foi a última decisão do clube em uma Copa do Brasil longe da sua torcida.

    O momento, claro, é outro. O histórico também está equilibrado, mas o fato é que decidir em casa, diante da sua torcida, é crucial. O Flamengo mostrou isso em 2006 e, mais recentemente, em 2013, quando bateu o Atlético Paranaense por 2 a 0 já no “new Maraca”. Fora, óbvio, decisões de outras competições. Se quiser fazer valer a força do torcedor, o Maior do Rio precisa de uma grande exibição nesta quinta-feira.

    Vale lembrar que o clube perdeu duas finais em casa: contra o Grêmio, que levou o título graças aos gols marcados fora, em 1997; e contra o Santo André em 2003, considerado um dos maiores vexames do clube principalmente por se tratar em uma possível redenção um ano antes.

    Levantando o troféu, o Fla igualará o próprio clube mineiro com quatro títulos da competição, ficando a apenas um do Grêmio. A vitória é ainda mais necessária pelo alto investimento feito no clube e após a precoce queda na Libertadores. A Copa do Brasil é o meio mais rápido de satisfazer a saudade que a Nação tem de um título expressivo.

    *Créditos da imagem destacada: Arquivo O Globo


    O Mundo Bola precisa do seu apoio. Contribua mensalmente com nosso trabalho. Clique aqui: bit.ly/ApoiadorMundo Bola


  • A hora e a vez de Jorge no Mônaco

    O campenato francês começou há exatos 31 dias, com uma atmosfera totalmente diferente dos anos anteriores. Depois do PSG ter feito da contratação de Neymar a mais valiosa da história, os olhares do mundo do futebol se voltaram para a Ligue 1, que nunca esteve tão badalada como em 2017.

    Caminhando para a 5ª rodada, o Paris Sain’t Germain é o líder do campeonato, seguido pelo Monâco, dos Brasileiros: Jemerson, Fabinho, Boschilla e Jorge. O último, a revelação mais recente do Clube de Regatas do Flamengo. Jorge foi vendido em janeiro desse ano e por aproximadamente R$ 28,8 milhões de reais, se tornou a venda mais cara da história do clube carioca, superando a de Renato Augusto em 2008, que rendeu cerca de R$15 milhões aos cofres rubro-negros.

    Após a transferência do lateral-esquerdo Benjamin Mendy para o Manchester City, Jorge se tornou o principal jogador da posição e hoje é titular do Mônaco. O jovem lateral atuou em todos os 4 jogos da Ligue 1 até aqui e contabilizou 1 assistência a gol.

    As boas atuações nesse início de temporada deram a Jorge uma grande visibilidade no cenário europeu, conquistando o posto de melhor lateral-esquerdo do continente no mês de agosto, segundo o site inglês “Whoscored”. A lista conta também com nomes de peso, como Daniel Alves, Neymar e Léo Messi.

    Seleção europeia do mês de agosto, feita pelo site Whoscored.

    Em entrevista exclusiva ao Esporte Interativo, Jorge falou da experiência de ser titular em um grande clube da Europa e da expectativa de atuar pela primeira vez em uma Liga dos Campeões. “Desde o Brasil, escutando pela TV, sempre batia um arrepio, um frio na barriga. Hoje, de perto, é maravilhoso. Um sonho realizado. Quando o jogador entra no túneo e já escuta aquela música, tem que entrar com tudo, com vontade de vencer. É uma sensação incrível.

    Confira na íntegra a entrevista de Isabela Pagliari com Jorge, eleito melhor lateral do Brasileirão de 2016 pelo Flamengo:

    https://youtu.be/7WE52P54fGs


    O Mundo Bola precisa do seu apoio. Contribua mensalmente com nosso trabalho. Clique aqui: bit.ly/ApoiadorMundo Bola


  • Peraltadas #18: O Quarteto Maldito e o Pasquim

    Quarteto Maldito

    Há um provérbio japonês que diz que pouco se aprende com a vitória, mas muito com a derrota. Nesse sentido, a eliminação para o Paraná pela Copa Ninguém Liga deve ter sido um baita ensinamento para Rueda. Acho que foi o suficiente para o Profe entender que não há a menor possibilidade de sucesso com Alex, Rafael, Márcio e Gabriel em campo.

    Pasquim

    Que o Extra de Marluci & Cia é um jornaleco caça-clique a gente sempre soube, mas agora eles passaram do limite. Espero estar errado, mas a “brincadeira”, além de praticamente garantir Muralha como titular na quinta, vai dificultar uma negociação no fim do ano.

    Revoltz

    O grupo está realmente unido. Impressionante como elenco e diretoria saíram em defesa do goleiro. Se a indignação pela vexatória eliminação na Libertadores tivesse sido parecida…

    Psicose

    E o novo cântico da torcida, hein? Logo no primeiro verso já diz que “o maraca é nossa casa”. Não é possível que nessa altura do campeonato alguém ainda esteja tão fora da realidade. Bem, de repente a música foi composta por Pezão e Marcelo Odebrecht.

    Encostado

    Segundo o jornal Lance!, Ronaldo foi liberado para buscar um time para jogar por empréstimo até o fim do ano. Nem vale a pena entrar no mérito de quanto ele – e a maioria dos seres bípedes – é melhor do que o capir8. O problema aqui é a demora na decisão. Desde que subiu, após ser um dos destaques do time campeão na Copinha 2016, o jovem volante entrou em apenas 7 jogos. Quase 2 anos nos profissionais e só 271 minutos! Não há como evoluir assim.

    Flapixaba

    Louvável a postura transparente do Flamengo, que passou divulgar todos os borderôs de seus jogos como mandante no site do clube. Aliás, dois pontos do último resultado financeiro chamaram a atenção. O aluguel do Kleber Andrade custou R$ 18 mil e a Federação do ES levou 2% da renda bruta, bem abaixo do que a Ferj costuma morder.

     
    José Peralta é craque em cornetagem, mas um cara maneiro pacas. Toda segunda-feira suas peraltadas estão aqui no Blog CRFlamenguismo.

     


     


     

    Este texto faz parte da plataforma de opinião Mundo Bola Blogs, portanto o conteúdo acima é de responsabilidade expressa de seu autor, assim como o uso de fontes e imagens de terceiros. O Mundo Bola respeita todas as opiniões contrárias. Email: contato@fla.mundobola.com.

  • Agosto foi rápido? Muito acontecimento para pouco mês, isso sim

     
    Cada brasileiro, vivo ou morto já foi Flamengo por um instante, por um dia.” (Nelson Rodrigues)

     
    Agosto passou rápido, né? Mesmo com 5 (CINCO) semanas e as mais variadas e folclóricas histórias sobre o demorado oitavo mês do ano, tudo foi razoavelmente rápido e menos dolorido do que em outros períodos do ano Rubro-Negro. Que tal algumas observações sobre o Mengão nesses 31 dias tão agitados e de mudanças bruscas? Vamos lá!

    Comecemos pelo começo, rs.

    São dois de agosto e o Fla enfrenta o Santos (de novo!), dessa vez no Pacaembu. Após duas partidas entre os dois times pela Copa do Brasil. (Esquece o Vaz, tá? Foi em julho. Já passou!) O confronto era válido pela décima oitava rodada do fraco Brasileirão que o Mengo faz. Jogo movimentado, terceiro uniforme lindão, muitos gols, mas a derrota frustrante após flerte com uma brilhante vitória em São Paulo deu uma entristecida. Roteiro repetido? Já disse! Esquece, já passou.

    Tá lendo em silêncio? Mentaliza a voz do Cid Moreira e segue.

    Domingo, 6 de agosto de 2017. Está no ar uma derrota vergonhosa do Flamengo com a Ilha do Urubu lotada. Pode seguir lendo na sua voz, ou não. Perdemos  em casa para o Vitória que começava a ganhar fôlego, mas ainda estava na zona de rebaixamento e, naturalmente, teria que sair do Rio sem ponto algum a mais na tabela. O então técnico Zé Ricardo, vivendo seu pior momento desde a fatídica eliminação na Libertadores, ousava na escalação. Com um 4-1-4-1 que o blogueiro em questão tanto sonha em ver, mas que precisaria de bastante treino pra ser eficiente, o Fla entrou em campo após um longo tempo sem Márcio Araújo (prometo que não falo mais dele) e, não por isso, sofreu muito no meio campo. O revés custou ao técnico seu cargo e ao elenco junto à diretoria a cobrança da torcida por uma resposta rápida em campo.
     

    Quem fez o primeiro como profissional já em competição internacional, Vini?

     
    Na quarta, Jayme comandou o time contra o Palestino que veio ao Rio passear. Aquele 5 a 0 que ninguém acha nada demais. Todos estão ansiosos para a chegada do novo técnico. Já conhecido por todos, mas ainda não anunciado oficialmente. Fla classificado com um placar agregado de 10 a 2 contra o carrasco da mesma competição ano passado. Segue o baile!

    Vamos a Minas Gerais? Rueda chegou, isso mesmo, o novo técnico do Flamengo é Reinaldo Rueda que acabara de chegar ao Rio de janeiro e já seguia pra BH onde acompanharia mais um vexame em campo. Com show de Luan (Micale tirou ele da masmorra na cidade do Galo pra causar sofrimento a Miguel Trauco), o Atlético venceu por 2 a 0. Ele já assinou? Tomara que não desista e resolva ir embora, rs.

    Anuncia aí, cara! Todo mundo já sabe quem é.
     

     
    Não há tempo! Vira a chave rapidão aí que tem o primeiro clássico da semifinal da Copa do Brasil contra o Botafogo. Corre gente! O Rueda precisa de um visto de trabalho. Será que dá tempo? Fica bom logo, Guerrero! O setorista chato tá dizendo que não dá tempo Do visto ficar pronto pra ele trabalhar no jogo. E o Guerrero tá melhor? Não, não tá. Rueda liberado. Guerrero não. Concentra-se que o tempo não para. Nem em agosto. Já estamos no dia dezesseis do “mês de cachorro louco”. Respira fundo… 0 a 0.

     

    Quer saber? Palmas pra você!

     

    Brilha, Vinícius! BRILHA! “Todo mundo espera alguma coisa de um sábado a noite…” Estamos na Ilha. Vazia. Alguns animados pelo empate promissor no Engenhão, outros descrentes de alguma mudança no panorama do Brasileirão, muitos mais preferindo não ir prestigiar um time com a molecada na missão de resolver a parada lá na frente e com nosso técnico estreando em casa. Paquetá de 9? Será que isso dá certo? Deu muito certo. Ao lado de Vinícius Jr, o Mengão venceu por 2 a 0 e a esperança se renova, mas a chave, que tá ficando desgastada, tem que ser virada de novo.

     

    Berrío entorta marcador

     

    O Maraca já tá cheio pra ver Berrío mostrar a quem se acha rápido que, além de correr, tem jogo de cintura e mandou um dibre daqueles antes de “dar voltando” pro Homão da Porra, dizer a ele “Se consagra, mi hijo” e vê-lo marcar pra garantir nossa vaga na #FinalDeTimeGrande.  Festa da nação em cima de um rival estadual que se acha grande, pra variar.

    – Vai com calma, agosto. Que pressa é essa?
    – Tá animado aí, Matuto? Me aguarde.
    – Sai fora. Acabou a brincadeira!
    – Rs

    Ilha do Urubu. Rodada 22, Atlético Paranaense, 16:00. Vitória por 2 a 0 e a gente já começa a se iludir de novo. “Sei não, mas acho que dá.” Não precisa muito pra tudo mudar de rumo na cabeça do rubro-negro.
     

    Fala aí quem é o Homi Lindo. Tá ouvindo, Rodi?

     
    Tudo ia bem até voltar ao calendário a tal de Primeira Liga (aquela!) pra confusão mental dominar nossa cabeça. Volta aí no diálogo. Tá vendo esse riso de canto de boca de agosto? Parte da confiança virou preocupação. Final é final!

    Não parece tão rápido assim quando a gente vê o tanto de coisa que aconteceu. Mas algo é certo. O bicho pegou e ainda deixou um monte de coisa pra se resolver mais a frente.  A vida não para, queridos! Futebol é vida! Imagina pra nós Rubro-Negros?

    O resto é setembro, outubro, novembro e dezembro…
     

    Saudações Rubro-Negras!

     

    Urubu Matuto
     
    Raony Furtado é mais um cearense apaixonado pelo Mengão. Além de ser rubro-negro matuto, é professor de educação física e treinador (e massagista, psicólogo, preparador físico etc.) do gigante Marechal FC, do município de Mauriti. Siga-o no Twitter: @UrubuMatuto

     


    Este texto faz parte da plataforma de opinião Mundo Bola Blogs, portanto o conteúdo acima é de responsabilidade expressa de seu autor, assim como o uso de fontes e imagens de terceiros. O Mundo Bola respeita todas as opiniões contrárias. Nossa ideia é sempre promover o fórum sadio de ideias. Email: contato@fla.mundobola.com.

    Vire Apoiador do Mundo Bola: entenda melhor clicando nesse nesse link: bit.ly/ApoiadorMundo Bola

    Outra forma de ajudar este projeto:
    – Nosso site faz parte do plano de afiliados do Nação, o programa de sócio-torcedor do Flamengo. Se você clicar em bit.ly/STdoMundo Bola e aderir ao programa, ou até mesmo renovar seu atual plano, o Mundo Bola ganha 50% da sua primeira mensalidade.