Autor: diogo.almeida1979

  • Treinador de futebol é conceitualmente um líder

     
    A única definição correta de um líder é alguém que tem seguidores. O verdadeiro líder não é alguém que seja amado ou admirado. É aquele cujos seguidores fazem o que tem que ser feito. A popularidade não é liderança, mas os resultados são. A liderança não é posição, privilégios, títulos ou dinheiro. É responsabilidade!” (Peter Drucker)

     
    A chegada de Reinado Rueda ao Flamengo movimentou o noticiário e os debates esportivos. Como tudo que acontece quando envolve o Mais Querido, a repercussão foi gigantesca. Análises de todos os tipos já foram publicadas. Mesmo assim, resolvi ser mais um a abordar o tema, porém com um enfoque mais voltado para a questão gerencial. Embora não acredite que apresentarei qualquer novidade, pretendo organizar o que se fala por aí, dentro da teoria de liderança.

    O trabalho do técnico de futebol é basicamente um trabalho de liderança. Não é por acaso que, em inglês, a função receba o nome de coach, um dos modismos atuais do desenvolvimento de pessoas. Um treinador é alguém que precisa fazer com que um grupo (de jogadores) por meio de um planejamento (esquema tático) utilize a capacidade técnica de cada integrante de forma sinérgica (“time encaixado”, “conjunto”) em prol de um objetivo (fazer mais gols do que o adversário).

    Portanto, a função vital do técnico é ter capacidade de motivar/influenciar os jogadores (liderados) para que contribuam com entusiasmo para alcançar o objetivo da equipe (vencer jogos). Liderança é a capacidade de produzir sentido para outra pessoa.

    Para conseguir sucesso é preciso ser bom em planejamento (tática) e em relacionamento interpessoal (“vamos correr por ele”), uma vez que se trata de um esporte de alto rendimento ou seja algo extremamente competitivo, o que significa que os jogadores precisam se dedicar ao extremo, usando o máximo de suas capacidades física, mental e emocional.
     

     
    Como um líder, o trabalho do treinador passa por aspiração, transpiração e inspiração. Quem tem aspiração, tem sonhos. Cabe ao “professor” a função de fazer a equipe sonhar de forma conjunta, compartilhada. No mundo corporativo, a transpiração significa o famoso “arregaçar as mangas”. No futebol, está presente nos treinos. Na repetição, para que o subconsciente de cada um capte o que precisa ser feito nos jogos. Já a inspiração tem relação com a personalidade e caráter do indivíduo. É o que irá convencer ou não os jogadores a realizarem as funções planejadas. É o que fará alguém correr por ele (e pelo colega de grupo). É o fator que poderá extrair o algo a mais de cada um.
     

     
    Um mesmo grupo de jogadores poderá ter resultados bem diferentes com treinadores distintos sem qualquer alteração no esquema tático. A explicação está na inspiração expressa no dito popular “deu liga!”. Um treinador pode não conseguir transmitir suas ideias para um grupo e ter enorme sucesso com outro. O ambiente também tem peso considerável, por conta dos agentes externos (pressão da torcida, apoio da diretoria, grau de exposição pública, aceitação da mídia e seus formadores de opinião, etc). Então, um grupo de jogadores e comissão técnica que não deu certo num clube pode dar em outro e vasco-versa.

    Não basta, por exemplo, um técnico ser estudioso e entender muito de tática se não tiver boa capacidade de comunicação. Na era do conhecimento, conversar é trabalhar. O treinador de futebol precisa que os jogadores entendam e assimilem seu esquema. “Futebol não é xadrez” diz com simplicidade sábia um conhecido meu. Afinal, o técnico precisa realizar seu trabalho de maneira indireta, ou seja, por intermédio de outras pessoas.

    Quando um novo treinador assume, mesmo sem tempo para alterar esquema e metodologias de treinamento, muda-se automaticamente a comunicação e isso por si só já representa uma alteração significativa que pode influenciar na motivação e/ou assimilação de ideias por parte do grupo, o que afetará o rendimento para o bem ou para o mal.

    Outro dia, Guerrero deu uma entrevista dizendo que sente o Flamengo “mais paciente” agora. Era óbvio que nos últimos jogos sob comando do Zé Ricardo (a quem defendi, então não estou aqui jogando pedras), havia um problema emocional. O nervosismo quando tomávamos um gol era nítido. Mas ia além, pois a equipe parecia já entrar em campo afoita, querendo decidir logo, muitas vezes de forma atabalhoada, e bastante preocupada em não tomar gols, o que gerava um desequilíbrio na equipe.

    Já o Rueda conseguiu dar uma tranquilidade maior à equipe. Por uma série de fatores que vão de sua provável capacidade de liderança (a confirmar) até mudanças de posicionamento (como prender mais os laterais), passando por motivos externos, porém importantíssimos num clube de massa, como é o caso do apoio da torcida. Nos últimos jogos sob comando do ZR a tensão no ambiente era muito maior. Esse clima atual de confiança da Massa Flamenga no trabalho do treinador ajuda a acalmar e dar confiança aos jogadores. Haverá mais paciência com o erro e, portanto, menos ansiedade.

    Um grupo como o de jogadores de futebol é ainda mais complexo de se lidar. Ao contrário das empresas, onde o lucro se acumula em quem detém o capital, a estrutura de propriedade e de administração dos clubes não gera o mesmo efeito, até porque muitos são organizações sem fins lucrativos. Assim, o alto volume financeiro gerado pela ampla audiência envolvida, faz com que os trabalhadores sejam o elemento da cadeia que leva a maior fatia de valor dessa indústria. Logo, os jogadores ao invés de vistos como operários, são astros e ganham fortunas! Ao redor deles, há diversos assessores. Muita gente para lhes encher a bola, já que têm benefícios nisso. Um treinador facilmente terá oposição dos representantes dos boleiros que não estiverem com boa imagem. Não é nada simples liderar um grupo assim.

    Além disso, por ser algo que muitos acompanham com grande atenção, não faltam “entendedores”. De técnico e louco, todos nós temos um pouco, certo? Então, imaginem os jogadores. Claro que eles possuem visão própria de como deveriam jogar. Cabe ao treinador, a árdua tarefa de convencê-los do que deveria ser o certo a fazer. A liderança, como já abordado aqui, precisa fazer sentido para o liderado. O técnico de futebol precisa constantemente convencer o grupo de jogadores que o que está propondo é o mais adequado a ser feito. Para a liderança ser eficaz, os liderados precisam continuar acreditando na capacidade de instrução e diagnóstico do líder.

    Nas constantes substituições de treinadores no brasileiro, ano após ano, vemos casos de alguns darem certo, depois de naufragarem em outro clube. Um comandante que havia fracassado em um clube pode ter sucesso em outro, num curto intervalo de tempo. Não é verossímil acreditar que ele mudou subitamente seu comportamento e estilo de liderança. Então, provavelmente, o motivo foi que se adaptou melhor ao novo ambiente (clube, grupo de jogadores, etc).

    Uma troca de treinador pode fazer com que haja uma mudança relevante na forma da equipe atuar, mesmo em pouco tempo. Não se trata de mágica, nem de que novo seja brilhante e antigo, péssimo. A capacidade de liderança do antigo técnico já poderia não estar sendo bem aceita pelo time, o que não significa que estivesse existindo boicote. Mas, sim, que não estava mais produzindo efeitos para seus liderados. Mais difícil que motivar costuma ser manter um grupo motivado num prazo mais longo.
     

     
    Quem acompanha futebol sabe que um mesmo grupo jogando da mesma forma pode parar de alcançar resultados que vinha alcançando de forma repentina. Alguns atribuem a isso uma questão puramente tática de que o esquema ficou manjado e outros conseguiram anular as principais forças. Sim, é bem possível, porém há fatores além da tática. Se o discurso do treinador for padrão e imutável, os jogadores simplesmente podem parar de prestar atenção. A manutenção da motivação é um dos principais desafios da liderança. Assim, depois desse começo promissor, cabe ao Rueda mostrar que não foi um sonho de uma noite de verão como já vimos, por exemplo, com Oswaldo de Oliveira.

    Eu, particularmente, estou otimista com os sinais dados até aqui e confiante de que o Ronaldo Rueda será um líder capaz de alimentar um forte senso de equipe, proporcionando um ambiente que recompense o bom desempenho e que o time seja organizado de forma que cada um saiba o que deve fazer.
     

    Jorge E. F. Farah, mais conhecido no mundo rubro-negro pelas iniciais JEFF, é administrador de empresas, tendo pós-graduação em administração geral e MBA em finanças, com experiência em bancos de investimento, consultoria e setor público. Foi colaborador dos blogs Magia Rubro-Negra, Saudações Rubro-Negras e Ouro de Tolo e pode ser encontrado no twitter como @JEFF_MAGIA ou @IgrejaFlamengo. É sócio proprietário do C.R. do Flamengo e assessor da comissão de finanças do Conselho Deliberativo.
     


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    Imagem no post e redes sociais: Arte sobre foto de Gilvan de Souza / Flamengo

  • Flamengo pretende emprestar volante Ronaldo até o fim do ano

    O Flamengo liberou o volante Ronaldo para procurar outro clube. A ideia é que o jovem saia por empréstimo até o final do ano para ganhar rodagem. A informação é do Blog Resenha, do Lancenet.

    Campeão da Copa São Paulo de Junior em 2016, Ronaldo era visto como grande promessa pelos torcedores. Foi promovido ao profissional, mas pouco foi utilizado por Zé Ricardo. Foram apenas sete partidas e a maioria em jogos de pouca expressão. Já com Rueda, chegou a ser relacionado e inclusive ia ganhar vaga na equipe contra o Paraná, pela Primeira Liga, mas fraturou a costela às vésperas da partida.

    A notícia da liberação do volante causou revolta na torcida. Para alguns, o prata da casa deveria ser o titular. No entanto, não é o que pensa Rueda. Se analisarmos os cinco jogos do treinador colombiano no comando do Fla, notamos que Cuéllar, Willian Arão, Romulo e até o criticado Márcio Araújo são as primeiras opções.

    As conversas entre empresários e diretoria estão bem adiantadas e a tendência é que até sexta-feira alguma negociação já tenha se concretizado. A expectativa é que Ronaldo seja emprestado para um time da própria Série A e retorne ao Fla mais experiente em 2018.

  • A primeira grande escolha

    Temos uma decisão pela frente. Mais uma na vitoriosa história rubro-negra. Só de Copa do Brasil, essa é a sétima final a que chegamos, tendo vencido três delas. O adversário é, mais uma vez, o Cruzeiro, aquele que nos derrotou em 2003. Com treinador novo, motivação depois de uma categórica, ainda que econômica, classificação sobre o Botafogo, a torcida do Flamengo tinha tudo para estar eufórica para a primeira partida da finalíssima. No entanto, havia uma pedra no meio do caminho que atende pelo nome de Primeira Liga. Uma pedrinha, minúscula, mas que parece ter promovido um efeito devastador nas redes sociais flamengas.

    Rueda escalou um time alternativo, um misto entre jogadores que não estão inscritos na Copa do Brasil, alguns pouco aproveitados do elenco e uns garotos que mal saíram da base. A história todos já sabem e parece que a pedrinha transformou completamente o humor da torcida. A bem da verdade, se levarmos em consideração que a maioria dos odiados não estarão em campo na próxima quinta-feira, a questão recai basicamente em um nome: Alex Muralha.
     

     
    Sem poder contar com Diego Alves, mais um que não está inscrito, o ex-moicano barbudo, em teoria, pelo menos, deveria ser o titular na final, uma vez que foi o escolhido para o primeiro jogo das semifinais. Acontece que a sua atuação na última quarta, quando da eliminação na Primeira Liga para o Paraná, foi desastrosa. Falhou duas vezes antes do gol de empate paranista e, na decisão por pênaltis, o que pode muito bem acontecer novamente na volta, dia 27, o goleiro foi patético. A impressão é que ele diminui de tamanha embaixo das traves quando vai defender penalidades máximas. Sem falar na total inépcia para escolher o canto correto da cobrança.

    Profe Rueda tem pela frente aquela que deve ser a sua primeira grande decisão a tomar no comando técnico rubro-negro: decidir quem defenderá a meta no próximo dia 7. A escolha deveria se ater meramente a aspectos técnicos e psicológicos, selecionar entre Muralha e Thiago aquele que reunisse as melhores condições. Optar pelo mais experiente, mas em péssima fase nos últimos meses, ou pelo novato que se apresentou razoavelmente bem quando solicitado, só que sem ter a mesma rodagem. Não custa lembrar que o Thiago também andou falhando um tanto quando foi escalado pelo Zé Ricardo.

    Entretanto, como diz o slogan de uma famosa rádio de notícias, “em 20 minutos, tudo pode mudar”. E, ontem, a infeliz capa do jornal carioca Extra revoltou torcedores, diretoria e elenco do Flamengo que, claro, defenderam o arqueiro. Por um lado pode ser ótimo, fecha ainda mais o grupo, traz a torcida mais para junto do time. Por outro, pode ser um fator de desequilíbrio na balança que definirá a escalação da equipe, um “vamos dar uma moral para o Muralha”. Colocá-lo no banco poderia soar como uma concordância com o jornal.
     

     
    Eu, honestamente, não tenho ainda uma posição definida. Hoje, tenderia pela escalação do Thiago, principalmente pela possível reação da torcida à qualquer deslize do Muralha. Numa decisão, os mínimos aspectos tem que ser pesados e não podemos nos dar ao luxo de ter um Maracanã lotado impaciente. Precisamos, sim, da massa apoiando o tempo inteiro, como sempre foi nas nossas grandes conquistas. E vamos com tudo pra cima das Marias!!!
     

    Bruno Trink é apoiador do Mundo Bola e escreve semanalmente no butecodoflamengo.com, de onde esse texto foi retirado com autorização direta do autor. Siga-o no Twitter: @brunotrink

     


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    Imagens no post e nas redes sociais: Gilvan de Souza / Flamengo

  • Portugal em vermelho e preto: conheça o Fla-Porto

    Após oficializar o Consulado em Lisboa, o Flamengo está próximo de ganhar mais uma sede do Projeto das Embaixadas em Portugal. Na histórica cidade do Porto, segunda maior do país, torcedores estão se mobilizando para unir os rubro-negros locais. O Fla-Porto – como foi batizado – nasceu nas redes-sociais e, hoje, conta com cerca de 50 integrantes que participam de forma ativa do grupo.

    Na prática, os Consulados funcionam como representantes do clube, reunindo rubro-negros, buscando novos sócios-torcedores, realizando eventos, colaborando com iniciativas oficiais e fazendo campanhas sociais. O Fla-Porto ainda não foi oficializado pelo Flamengo, mas já faz um belo trabalho em Portugal.

    Apesar da diferença de fuso horário (+4h em relação ao horário de Brasília), os torcedores tentam acompanhar todos os jogos do Fla e, sempre que possível, reúnem-se para criar aquela atmosfera rubro-negra que só a torcida do Mais Querido consegue.

    Foto: Fla Porto

    – Sempre q alguém curte nossas publicações na página do Facebook, eu procuro ver de onde é! Se for dos nossos arredores, há o convite para nos conhecer – relatou o carioca Renato Xavier Fernandes, há 27 anos residindo em Portugal, presidente do futuro Consulado.

    Para aqueles que querem conhecer o trabalho feito, uma ótima oportunidade será no primeiro jogo da final da Copa do Brasil, no próximo dia 7 de setembro, quando o grupo estará reunido no Adegas Sport Bar. Além dos rubro-negros que residem em Portugal, o Fla-Porto também recebe turistas que querem um local para acompanhar o Flamengo.

    – Houve casos de torcedores utilizarem o nosso grupo para obtenção de informações de vida em Portugal e outros que vem passar férias e querem nos encontrar para assistir os jogos enquanto estão por aqui! Mas não queremos confusões! O indivíduo será sempre bem recebido e bem tratado, mas não damos hipóteses para conflitos ou com a gente ou com quem mais esteja assistindo o jogo sem ser rubro negro – destacou Renato.

    Grupo reunido para acompanhar o Flamengo

    Contato do Fla-Porto

    Facebook: clique aqui

    Twitter: clique aqui

    Local de encontro: Adegas Sport Bar (Rua José Falcão, cidade do Porto)

     


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  • O ENEM do Rueda

    Até que foi uma semana movimentada para uma semana onde não aconteceu nada. Depois de uma vitória segura em casa contra o Atlético-PR pelo Brasileirão onde fizemos o que tinha que ser feito e saímos da Ilha do Urubu com a sensação que finalmente o time está entrando nos eixos, tínhamos até ali, sob o comando de Rueda, 4 jogos, sendo 3 vitórias, 1 empate e a considerável marca de nenhum gol sofrido.

    Então veio a quarta-feira e ela trazia o retorno da aguardadíssima Primeira Liga, aquele campeonato que ninguém lembrava que existia, se é que ele existe mesmo. Sendo sincero, ainda me pergunto se não penso tanto no Flamengo que até inventei uma competição bizarraça na minha cabeça.

    De todo modo, Rueda, precavendo-se para a final da semana que vem, achou prudente levar a campo uma equipe “alternativa”, forma elegante de dizer “reservas dos reservas”. Era em sua cabeça uma oportunidade de colocar numa partida (mais ou menos) oficial alguns jogadores que só aparecem de vermelho e preto em treino.

    Para nós torcedores, sempre rola um frisson quando sabemos que veremos atuar determinados figuras que vivemos pedindo em campo. É a hora do tira-teima: a gente tinha razão de gritar tanto pelos caras ou os profes sabiam o que estavam fazendo quando os mantinham sentadinhos no banquinho da consciência?

    Todos temos conhecimento do desastre que foi a partida em questão, portanto não pretendo me alongar no tema. Mas sinto que a catastrófica noite em Cariacica trouxe alguns pontos que devem ser anotados para o restante da temporada e do futuro porvir.
     

     
    1 – O menino Ronaldo precisa ser benzido. Todo mundo pedindo por ele a porra do ano inteiro, chega a oportunidade de jogar e ele fratura a costela no treino?

    2 – O menino Léo Duarte precisa ser benzido. Todo mundo pedindo por ele a porra do ano inteiro, chega a oportunidade de jogar e ele sai contundido pela segunda vez seguida?

    3 – O menino Vizeu precisa ser benzido. Todo mundo pedindo por ele como reserva do Guerrero a porra do ano inteiro, xingando o Damião por tomar o lugar do artilheiro da base, chega a chance de ser titular numa final de Copa do Brasil e ele me fode o joelho sozinho numa jogadinha ordinária?

    Resumindo: seria bacana dar uma benzida geral nas nossas promessas, o olho-gordo da concorrência está causando estragos.

    Já o Conca finalmente entrou em campo por longuíssimos 17 minutos e mostrou que evidentemente não está pronto para atuar em nível competitivo. Difícil crer que chegará a ser jogador do Flamengo de fato se só ficar até o fim do ano. Uma pena.

    Rômulo não se encontrou desde que chegou. Ou melhor, parece que ainda não chegou. Ao menos seu futebol continua perdido em algum lugar e seria auspicioso que o encontrasse.

    Longe de mim querer cornetar o mestre colombiano, mas teve uma coisa que pela primeira vez me levantou as orelhas em relação ao nosso novo treinador. Suas escalações andam dando a impressão que para Don Rueda os laterais podem ser literalmente qualquer um desde que não passem do meio campo. Digo isso porque ele já meteu o Vaz na lateral-esquerda, inverteu o Parazinho (seleção) para o outro lado, e contra o Paraná colocou o moleque Klebinho do sub-sei-lá-que-idade jogando do lado esquerdo, o oposto que ele está acostumado, e o Gabriel, sim, o fucking Gabriel, mano, o Gabriel, socorro, o Gabriel, na lateral-direita!

    E Ruedón não parou por aí. Forçou a amizade legal ao dar a braçadeira de capitão ao Marcio Araújo. Foi o beijo da morte.

    Nenhum time jamais sairá com a vitória se tiver Marcio Araújo como capitão.

    Mesmo que jogue contra o nada, uma cratera se abrirá no campo, todos serão dragados e em seguida um vendaval empurrará a bola para dentro do gol decretando a derrota inapelável.

    Vencer com Marcio Araújo em campo é difícil. Como capitão é impossível.

    E se Muralha estiver guardando a meta então…

    Eu tento acreditar no Sr. Alex. Mas ele não ajuda.

    O gol de falta que ele tomou foi dos mais bisonhos da sua farta coleção de gols toscos sofridos só esse ano.

    Depois, na disputa de pênaltis, reafirmou sua incapacidade absoluta de esperar o batedor chutar a bola antes de escolher um canto e se atirar. É um talento e tanto para ser péssimo nisso.

    Gostaria de acreditar que Thiago será nosso guarda-metas na finalíssima contra o Cruzeiro, mas depois da polêmica capa do Extra, se tornou quase impossível que Muralha não seja escalado para “calar a boca dos críticos”.

    Espero que Rueda não caia nessa besteira, tenho total fé na serenidade do nosso comandante.

    Já eu estou sem dormir. Quarta-feira será o jogo do século.

    Pelo menos até a outra quarta.

     


    Pedro Henrique Neschling nasceu no Rio de Janeiro, em 1982, já com uma camisa do Flamengo pendurada na porta do quarto na maternidade. Desde que estreou profissionalmente em 2001, alterna-se com sucesso nas funções de ator, diretor, roteirista e dramaturgo em peças, filmes, novelas e seriados. É autor do romance “Gigantes” (Editora Paralela/Companhia das Letras – 2015). Siga-o no Twitter: @pedroneschling

     


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    Foto no post e nas redes sociais: Gilvan de Souza/Flamengo.

  • Análise estatística – Flamengo na Primeira Liga 2017

    Na última quarta-feira (30), o Flamengo deu adeus ao título da Primeira Liga 2017. Competição essa que está sendo realizada pela segunda temporada seguida, e nessa edição, teve a participação de 20 clubes, dos estados de Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Paraná, Minas Gerais, Ceará e Rio de Janeiro.

    Em 2016, o Flamengo foi eliminado pelo Atlético-PR, jogando em Juiz de Fora-MG. Na temporada passada, a equipe somou 2 vitórias, 1 empate e 1 derrota. Anotando 4 gols e sofrendo dois. Confira todos os números aqui.

     

    Números do Flamengo na Primeira Liga 2017

     

    4 jogos – 2 vitórias – 2 empates – 4 gols marcados – 1 gol sofrido

     

    Jogos

     

    Os técnicos Zé Ricardo (comandou a equipe em 3 jogos) e Reinaldo Rueda (um jogo) utilizaram um total de 33 jogadores nesses 4 jogos do Mengão na competição. Desses, 11 foram formados nas categorias de base do clube.

    Alex Muralha, Gabriel e Marcio Araújo foram os atletas que mais entraram em campo: todos eles disputaram as 4 partidas na Primeira Liga 2017.

     

    Em vermelho, os 11 atletas que foram formados na base do Flamengo

     

    Gols, Assistências e Cartões

     

    Números bem escassos, até pelo baixo número de jogos. Os 4 gols da equipe foram anotados por 4 autores diferentes.

     

     

    Público

     

     

     

     

    Comparação – Primeira Liga 2016 e 2017

     

     

     

    Adriano Skrzypa é estudante de Educação Física e apaixonado por números no futebol. Siga-o no Twitter: @FlamengoNumeros


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  • Sindicato dos atletas e companheiros emitem notas de apoio a Muralha

    Nem fechamento da janela de transferências europeia, nem repercussão da vitória da Seleção Brasileira. O assunto que dominou o noticiário esportiva nesta sexta-feira (01) foi outro: o polêmico comunicado divulgado pelo Jornal Extra sobre o goleiro Alex Muralha, do Flamengo.

    Segundo o jornal Extra, o atleta rubro-negro não será mais chamado pela alcunha de Muralha pelo jornal. Tudo isso por conta da “precisão jornalística”, já que o goleiro vem falhando constantemente e não defende um pênalti há mais de 500 dias.

    O ocorrido dominou as redes sociais. No início da tarde, inclusive, o presidente Eduardo Bandeira de Melo convocou coletiva e manifestou apoio ao goleiro. Além do mandatário, os companheiros de Flamengo e o sindicato dos atletas também repudiaram o jornal e apoiaram Muralha.

    Confira a matéria sobre a coletiva do presidente e a nota do Jornal Extra: /bandeira-de-mello-estamos-todos-juntos
     

    Nota do sindicato dos atletas de futebol do Estado do Rio de Janeiro

     

    Nota postada pelo capitão Réver

     

    Nota postada pelo meia Diego Ribas

     


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  • Vizeu é desfalque e Arão vira dúvida

    Felipe Vizeu deixou a partida da última quarta-feira (30) contra o Paraná chorando. A preocupação estampada em seu rosto tem fundamento. A uma semana da final da Copa do Brasil, o garoto passou por exames e foi constatado estiramento no ligamento colateral medial do joelho esquerdo.

    A lesão o tira da primeira partida da decisão contra o Cruzeiro, marcada para a próxima quinta-feira (07), às 21h45, no Maracanã. O ataque do rubro-negro virou um quebra-cabeça para o professor Rueda. Sem poder contar com Guerrero suspenso pelo terceiro cartão e Vizeu pela lesão informada, Berrío é uma opção considerável. O colombiano já atuou como centroavante sob o comando de Rueda no Atlético Nacional. Outra opção é Lucas Paquetá, que atuou como o homem de referência na vitória por 2×0 contra o Atlético-GO.

    Léo Duarte, que também foi substituído na partida da última quarta, com dores na posterior da coxa esquerda, realizou exame de imagem no CEP FLA e não foi diagnosticado com lesão. Já está integrado ao resto do elenco e treinou normalmente.

    Outro que preocupa é o volante Willian Arão. O jogador abandonou o treino desta sexta-feira amparado pela comissão técnica. Sem conseguir apoiar o pé no chão, Arão deixou o Campo 4 no carrinho de atendimento. Mais tarde, a assessoria de imprensa do Flamengo informou que o volante sofreu uma torção no tornozelo direito e já iniciou o tratamento.

    Como é de costume, o clube não faz previsão de qualquer data para recuperação dos jogadores.
     


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  • Bandeira de Mello: “Estamos todos juntos”.

    A edição desta sexta-feira (01) do Jornal Extra causou uma grande polêmica. O veículo informou em sua capa que deixará de chamar o goleiro Alex Santana por seu apelido, Muralha. Segundo o jornal, o jogador não está fazendo por merecer o nome que é conhecido. Representando o Flamengo, o Presidente Eduardo Bandeira de Melo concedeu entrevista coletiva nesta manhã, no Ninho do Urubu.

    Bandeira demonstrou revolta e considerou o ato um desrespeito inadmissível.

    — Queria expressar minha tristeza e revolta, que é de todos nós aqui do Flamengo. Já venho me manifestando há algum tempo no sentido de exigir respeito ao clube e seus atletas. É inadmissível. Nada chega perto do que aconteceu hoje (sexta-feira). Estamos falando de um ser humano que tem família e foi vítima dessa covardia. — afirmou o presidente.

     

    Polêmica capa do Extra

     

     

    Durante o pronunciamento, Bandeira afirmou que não pretende cercear o trabalho da imprensa, mas repudia o ocorrido. Perguntado se o clube pretende tomar alguma atitude na esfera judicial, o presidente informou que a possibilidade não foi avaliada.

    — Não avaliamos do ponto de vista jurídico. Analisamos a questão do desrespeito. Ninguém me pediu pra estar aqui (jogadores). Em um momento como esse o clube tem que se manifestar. É óbvio que os jogadores terão um conforto ao saber que a direção está solidária com eles, e eles conosco. Espero que isso reforce a união de todos em relação aos objetivos do clube. Estamos na final da Copa do Brasil e uma matéria como essa serve a quem? Desestabilizar o
    goleiro e o grupo. Mas é da dificuldade que surge uma união maior e estamos todos juntos. Clube, jogadores e torcida. — concluiu.

    Editorial do jornal Extra na íntegra:

    Em nome da precisão jornalística, o leitor do EXTRA não encontrará, a partir de hoje, a palavra Muralha relacionada ao senhor Alex Roberto Santana Rafael. Provável titular do Flamengo na final da Copa do Brasil, Alex Roberto, o ex-Muralha, mais uma vez desmoralizou o vulgo, levando um frango no jogo contra o Paraná pela Primeira Liga. Além de ter errado 100% dos lados nas cobranças de pênaltis, completando 545 dias sem defender uma penalidade. Também em nome da precisão jornalística, o EXTRA se compromete a rever sua sua decisão caso Alex Roberto, o ex-Muralha, volte a fazer por merecer.

    Pronunciamento do Extra

    Após a polêmica, o jornal Extra divulgou um pronunciamento em suas redes sociais explicando o ocorrido. Nas palavras do jornal, o caso foi apenas uma “brincadeira”. O veículo deixou claro que pretende seguir se referindo ao goleiro apenas usando seu primeiro nome (Alex), sem o apelido Muralha. Segundo o jornal, ele voltará a ser o “Muralha” quando fizer jus ao apelido.

     


     


     

    Foto destacada no post e nas redes sociais: Reprodução FlaTV

  • Final de time grande: Fla e Cruzeiro promovem ação inédita

    Ao longo do mês de setembro, para a grande final da Copa do Brasil, Flamengo e Cruzeiro promoverão uma ação inédita, nas redes sociais. Intitulada #FinalDeTimeGrande, a iniciativa conjunta entre os departamentos de Marketing e Comunicação dos clubes terá como foco unir as duas torcidas entorno do grande clássico interestadual.

    As ações começam nesta sexta-feira (01) e seguirão ao longo do mês, até o dia 27. O conteúdo que será veiculado foi produzido em conjunto pelos clubes e envolverá desde conteúdo histórico até interação entre as torcidas, nas quatro principais redes sociais: Twitter, Facebook, Instagram e Youtube.

    – As redes sociais são um grande estádio virtual. Proporcionar uma experiência diferente aos torcedores dos clubes, com conteúdo conjunto, visando a integração dos finalistas, promove uma final histórica dentro e fora do campo – destaca Ricardo Taves, gerente de conteúdo do Flamengo.

    Atualmente, o Flamengo conta com mais de 19 milhões de fãs no universo digital. O clube lidera em todas as plataformas, exceto Twitter, onde ocupa a segunda colocação de seguidores no Brasil. Somados, Fla e Cruzeiro contam com mais de 24 milhões de seguidores.
     


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