Autor: diogo.almeida1979

  • Guerrero quebra jejum e atinge marca inédita na carreira

    Além de colocar o Flamengo momentaneamente de volta ao G-4 do Brasileirão, a partida desse domingo (17), contra o Sport, serviu para o atacante Paolo Guerrero quebrar um jejum de seis jogos sem balançar as redes. O peruano não marcava um gol há quase dois meses. O último havia sido contra o Santos, pela semifinal da Copa do Brasil, no dia 26 de julho.

    O gol serviu para Guerrero atingir marca inédita na carreira. Essa é a primeira vez que o atacante chega a 20 gols no ano com a camisa de clubes, sem incluir a seleção peruana. O último jogador a marcar 20 vezes ou mais pelo Mais Querido, em um único ano, tinha sido Alecsandro, em 2014.

    Últimas cinco temporadas de Paolo Guerrero:

    2017 – Flamengo – 20 gols
    2016 – Flamengo – 18 gols
    2015 – Corinthians e Flamengo – 14 gols
    2014 – Corinthians – 16 gols
    2013 – Corinthians – 18 gols

    Paolo também está prestes a conquistar outro feito: se tornar o quinto maior artilheiro estrangeiro da história do Flamengo. O atual dono da marca é o argentino Valido com 44 gols, dois a mais que o camisa 9.

    Confira o top 10:

    1- Narciso Doval  – 92 gols

    2- Jorge Duílio Benítez  – 75 gols

    3- Dejan Petković   – 57 gols

    4- Sidney Pullen  – 47 gol

    5- Agustín Valido  – 44 gols

    6- Paolo Guerrero  – 42 gols

    7- Alfredo González  – 31 gols

    8- Fritz Engel  – 23 gols

    9- Agustin Regino Cosso – 20 gols

    10- José Ufarte – 15 gols

     


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  • Nunes participa de evento no interior do Rio

    No último sábado, o ídolo rubro-negro Nunes, esteve em Nova Friburgo-RJ, onde participou de uma tarde de autógrafos. Na loja do Flamengo da cidade, o ex-atacante esbanjou simpatia e atendeu todos os torcedores.

    Torcedores de Nova Friburgo e região estiveram no local para ver o Nunes

    Antes do evento, o ex-camisa 9 participou de um almoço organizado pelo presidente do Fla-Friburgo, contando com a participação de integrantes do Consulado. Na cidade, ele também conversou com o Mundo Rubro-Negro e falou sobre o atual elenco do Flamengo.

    Com 214 jogos e 99 gols, Nunes foi o camisa 9 da mágica equipe rubro-negra que conquistou o mundo. Com uma impressionante vocação decisiva, suas vítimas mais ilustres foram Atlético-MG, Liverpool e Grêmio, que respectivamente perderam para o Flamengo o Campeonato Brasileiro de 1980, o Mundial Interclubes e o Campeonato Brasileiro de 1982.

  • Artilheiro das Decisões, Nunes avalia Guerrero e o time do Flamengo

    Em momentos decisivos, alguns jogadores “crescem” e acabam fazendo a diferença. Na história do Mais Querido, vários viveram situação semelhante, mas um se destaca como Artilheiro das Decisões.

    Com 214 jogos e 99 gols, Nunes foi o camisa 9 da mágica equipe rubro-negra que conquistou o mundo. Com uma impressionante vocação decisiva, suas vítimas mais ilustres foram Atlético-MG, Liverpool e Grêmio, que respectivamente perderam para o Flamengo o Campeonato Brasileiro de 1980, o Mundial Interclubes e o Campeonato Brasileiro de 1982.

    No último final de semana, Nunes esteve presente na loja Nação Rubro-Negra de Nova Friburgo, na região serrana do Rio, para uma tarde de autógrafos. No local, conversou com o Mundo Bola e avaliou o atual elenco do Flamengo.

    Com poucas chances no Brasileirão 2017, a equipe está jogando todas as fichas na Sul-Americana e na Copa do Brasil. Nas duas próximas semanas, pode garantir vaga nas quartas-de-final do torneio continental e o título da segunda maior competição nacional do país. Para o Artilheiro das Decisões, o Flamengo está no caminho certo, mas precisa confirmar a força do elenco.

    – Acho que é possível (vencer ambos os jogos), o Flamengo tem um plantel à altura. Mas só quem pode confirmar isso são os atletas dentro de campo. Tem que entrar em campo com personalidade, confiança, sem medo de errar – afirmou.

    O histórico camisa 9 do Flamengo também avaliou o centro-avante da equipe. Vivendo seu melhor ano no Brasil, Paolo Guerrero balançou as redes 20 vezes na temporada e foi decisivo no título estadual. O peruano é o quinto maior artilheiro gringo da história do clube (42 gols) e será um importante reforço no segundo jogo da final da Copa do Brasil – suspenso, não pode jogar a primeira decisão. Segundo Nunes, Guerrero é uma boa peça, mas ainda pode melhorar.

    – É um ótimo jogador, só que precisa se impor mais dentro do Flamengo, nas tomada de decisões no decorrer dos jogos. É um jogador que joga muito de costas para o zagueiro. O centro-avante, não precisa ficar fixo, parado entre os dois zagueiros. Ele tem que se movimentar, isso conseguirá corrigir nos treinamentos. Aperfeiçoar-se nesse sentido, movimentação, “um-dois” com rapidez, ter a presença de área – destacou.

    Confira a entrevista completa:

    Auto-avaliação

    Sempre fui um jogador de movimentação, que procurava definir as jogadas com rapidez, se você demorar um pouco o zagueiro chega junto.

    Paolo Guerrero

    Acho que ele tem um pouco de dificuldade de movimentação, acredito que no treinamento ele tem e pode fazer essas correções. Sair da marcação, movimentar-se, pegar a bola mais de frente pro gol, para ele fazer o que mais gosta, o gol.

    Ele é um ótimo jogador, só que precisa se impor mais dentro do Flamengo, na tomada de decisões no decorrer dos jogos. É um jogador que joga muito de costas para o zagueiro. O centro-avante, não precisa ficar fixo, parado entre os dois zagueiros. Ele tem que se movimentar, isso conseguirá corrigir nos treinamentos. Aperfeiçoar-se nesse sentido, movimentação, “um-dois” com rapidez, ter a presença de área.

    Responsabilidade dividida

    Não podemos colocar a responsabilidade em uma só pessoa. A responsabilidade está no conjunto. O que o conjunto faz? Os companheiros facilitam as jogadas? O “um-dois” no jogo é muito importante, facilita. Se prender muito a bola, tem dificuldade. O nosso conjunto era dessa maneira (na década de 80). Simplicidade, objetividade, definindo as jogadas.

    Decisões

    Acho que é possível (vencer ambos os jogos), o Flamengo tem um plantel à altura. Mas só quem pode confirmar isso são os atletas dentro de campo. Tem que entrar em campo com personalidade, confiança, sem medo de errar. Porque isso, as vezes, atrapalha, você quer fazer uma jogada, mas está com medo de errar. O erro faz parte do jogo. Você erra uma jogada, mas na outra acerta.

    Flamengo x Cruzeiro

    Vai ser um jogo difícil? Vai. Mas não é impossível o Flamengo chegar lá e ganhar com facilidade. O futebol é uma caixa de surpresas, tudo pode acontecer. Tem time e estrutura para chegar lá e ganhar do Cruzeiro tranquilamente. Mas é um jogo difícil, não tenha dúvida. Acho que o Flamengo deveria ter feito a diferença no Maracanã, deixou passar essa grande chance.

     

  • Diego e Éverton Ribeiro se divertem na NBA Fan Zone do Rock in Rio

    Diego Ribas e Éverton Ribeiro parece que estão cada vez mais afinados dentro e fora de campo. Depois de atuarem juntos pela primeira vez com o colombiano Reinaldo Rueda, e ajudarem o Flamengo a conquistar importante vitória diante do Sport, na Ilha do Urubu, neste domingo, os astros do time apareceram juntos no Rock in Rio na noite deste domingo.


    Depois de gol na Ilha do Urubu é hora de umas cestas no Rock in Rio.(Alexandre Loureiro / Inovafoto)

     
    A NBA Fan Zone, patrocinada pela gigante das comunicações Cisco, recebeu os jogadores que arrastaram uma verdadeira multidão na Arena de Experiência Game XP da Cidade do Rock. Diego e Éverton Ribeiro, vieram direto da Ilha do Urubu e posaram para fotos, conheceram o Troféu Larry O’Brien – taça entregue aos campeões da NBA -, posaram com a camisa do Golden State Warriors e disputaram uma partida virtual de basquete diante de uma grande torcida, que por alguns minutos esqueceu completamente os palcos de música do festiva e se aglomeraram para acompanhar a brincadeira.


    Diego foi muito assediado e participou de uma disputa virtual de arremessos.(Alexandre Loureiro / Inovafoto)

     
    Depois de relaxarem no Rock in Rio, Diego e Éverton foram descansar com suas famílias. Eles se apresentam junto com todo o elenco na manhã desta segunda-feira (9h30), no Ninho do Urubu. Os jogadores que atuaram os 90 minutos farão regenerativo, como de praxe. A semana é de decisão para o Flamengo. Na quarta-feira (20) enfrenta a Chapecoense, na Ilha do Governador, às 19h15. Os ingressos podem ser adquiridos no site oficial do Flamengo.

  • Que preguiça! Flamengo 2 x 0 Sport

    A vitória do Flamengo era importante e até previsível diante da má fase do adversário. Rueda escalou o time num 4-2-3-1 com Márcio Araújo e William Arão como volantes. Gabriel aberto na direita. Diego como meia central e Everton Ribeiro na esquerda (numa clara sinalização que o treinador pode abrir a competição pela vaga do setor) e Guerrero na referência. Luxemburgo espelhou taticamente o Sport. Patrick e Rithelly na cabeça da área. Wesley centralizado. Lenis e Osvaldo nas extremas. André no comando do ataque.

    Os visitantes começaram melhor. Até porque aproveitavam os espaços deixados pela falta de recomposição defensiva de Gabriel pelo setor esquerdo de ataque. Principalmente com a boa chegada do volante Patrick, que ameaçou Muralha em duas finalizações. Só que logo aos oito minutos, Everton Ribeiro, muito a fim de jogo, achou Trauco. O peruano cruzou. Magrão espalmou para frente e Guerrero, oportunista, marcou seu vigésimo gol na temporada.

    O time carioca passou então a controlar a partida. Tendo muito mais a posse de bola e ganhando os rebotes. Luxa sentiu o time em dificuldades e tentou mudar. Abriu Wesley na direita para dar um pé a Raul Prata na marcação a Everton Ribeiro. Centralizou Osvaldo. E pôs Lennis na esquerda, tentando fazer com que o colombiano entrasse no jogo. Rueda respondeu invertendo Gabriel e Everton Ribeiro de lado. Apesar do evidente domínio, o Fla finalizou pouco. E assustou menos ainda o goleiro Magrão. Até porque Diego tinha mais uma atuação bem abaixo do que pode render (Alô, Tite). Assim como Arão e Gabriel.

    O Sport voltou com Thallysson no lugar de Lennis. Tentou equilibrar a batalha no meio de campo. Não funcionou. Em dez minutos, os donos da casa chegaram duas vezes. A primeira com Diego. Magrão fez ótima defesa e salvou a pátria pernambucana. Aa segunda com Everton Ribeiro, que bateu raspando a trave esquerda.

    Aos 18 minutos, Patrick foi expulso pelo árbitro após cometer falta (de cartão amarelo) em Márcio Araújo. Exagerou na reclamação e acabou levando o vermelho. Imediatamente, Luxa tirou o amarelado Rithelly e pôs Anselmo em campo. Na sequência, tentou ganhar velocidade nos contra-ataques ao sacar Osvaldo e colocar Rogério. Reorganizou seu time num 4-4-1.

    Com a vantagem numérica, o Flamengo que já havia dado sinais claros de preguiça no fim da primeira etapa desacelerou de vez. A ponto dos visitantes assustarem duas vezes. Ambas com Rogério. Em lances que a retaguarda Rubro-Negra ficou só olhando. Rueda pôs Berrío e Lucas Paquetá nas vagas de Arão e Diego. O ritmo do confronto não se alterou. Mas o Fla pelo menos não foi ameaçado.

    Quando tudo levava a crer que a partida terminaria mesmo um a zero, já nos acréscimos Berrío fez boa jogada pela direita e cruzou na cabeça de Everton Ribeiro. Ele testou firme e deu números finais ao encontro. Um prêmio a um dos poucos atletas que se esforçaram os 90 minutos. Sem preguiça. Uma vitória importante, que recoloca os cariocas (mesmo que momentaneamente) no G-4 do campeonato. Mas que deixa uma pulga atrás da orelha do técnico e dos torcedores. Era mesmo necessário sofrer diante de um oponente com menos um jogador?

    Veja a análise de Gustavo Roman em vídeo:

  • Os humilhados serão exaltados: Muralha ganha apoio, amparo e fé da torcida do Flamengo

    Na tarde do último sábado (17), o Flamengo anunciou que o goleiro Thiago, que jogou a primeira partida da decisão da Copa do Brasil diante do Cruzeiro, havia sofrido uma fratura no osso escafóide do punho esquerdo.

    – É um tipo de fratura que inicialmente o tratamento é conservador, mas, em alguns casos, pode se reverter para uma conduta cirúrgica. Não descartando uma possível cirurgia. Vamos avaliar a evolução dia a dia e informando – relatou o chefe do departamento médico do Flamengo, Dr. Márcio Tannure, sem indicar o prazo de recuperação do atleta.

    Thiago seria o titular de Reinaldo Rueda na partida deste domingo na Ilha do Urubu, diante do Sport Recife de Vanderlei Luxemburgo. A ideia do treinador era dar ritmo de jogo ao goleiro no Brasileiro. Na quarta-feira escalou o experiente e confiável Diego Alves, contra a Chapecoense. Muito atrás do Corinthians e numa posição controlável da tabela, não seria inconsequência eleger prioridades nesta altura da temporada.

    Na Arena Condá, o jogo ruim do Fla inflamou uma Chape ainda sem técnico, em crise mas querendo voltar aos bons tempos. Diego Alves foi fundamental para assegurar ao menos o empate. Copeira e sem rebaixamentos no currículo, a equipe do oeste catarinense está em viés de alta – venceu o vice-líder Grêmio nesta rodada.

    Com a competição internacional assumindo ares de protagonismo, as chances de Diego Alves voltar a ser escalado no mata-mata são maiores do que as do renascido Muralha. Este volta a catar contra o Avaí, pela 25ª rodada do Brasileiro, cerca de 96 horas antes do desafio em Minas Gerais.

    Com um sol escaldante no céu e já vivendo um clima de final de festa no Brasileiro – mesmo que o confronto diante do Sport ainda seja apenas o quinto do returno do Brasileiro 2017, o carioca rubro-negro demostrou realmente desanimado para comparecer às 16h à Ilha do Urubu. Porém, os quase dez mil arquibaldos presentes encarregaram-se de uma missão tão importante quanto ajudar o time a ganhar os três pontos: apoiar Alex Muralha

    Reacender no goleiro a chama da confiança. Se o Flamengo vive de títulos e a força da torcida a única explicação para conquistas improváveis, trazer às grandes defesas um arqueiro que sofre, não apenas com a má fase debaixo das traves, quanto com ataques fora das quatro linhas, parece ser uma medida de extrema razoabilidade, em meio ao afã emocional que envolve torcer para o Flamengo.

    Nas redes sociais, um pequeno texto do blogueiro do Mundo Bola, Felipe Foureaux, viralizou e deu o tom do que era importante: amparo.

    “Olá, Muralha. É impossível prever nosso destino, da mesma forma que é extremamente honroso encará-lo sem medo, de frente. O destino te colocou no jogo mais importante da temporada. E nós, 40 milhões de rubro-negros (sem exceção), seremos suas mãos, seus braços, seus saltos. Não existirá bola impossível. Não existe lugar na área onde você não será soberano. Porque o destino sorriu para você, Muralha. Levante a cabeça, feche seus olhos, faça silêncio. Concentre-se e poderá ouvir baixinho nossos corações pulsando a sua sorte, um pouco mais alto gritando seu nome e, de maneira estarrecida, enlouquecida pelo nosso título. Não será Alex, será Muralha. Muralha.”

    Compartilhe o tweet de @FoureauxFla: https://twitter.com/FoureauxFla/status/909133269597347841/photo/1

    Treinador e Artilheiro felizes com Muralha e com a Nação

    – Parabéns para a torcida pelo carinho, respaldo e acompanhamento que deu ao time e ao Muralha. Muito gratificante, porque Muralha vem trabalhando muito bem e hoje teve a chance de abraçar essa oportunidade. Toda a equipe o respaldou – disse Rueda, na coletiva de imprensa após o jogo. No rosto, a expressão do colombiano denotou alívio com o bom jogo de Muralha e satisfação com a posição solidária da torcida.

    Na saída de campo, Guerrero também falou do companheiro e ainda explicou o quanto é importante para o time dentro de campo ter um goleiro que possui a confiança da torcida.

    – Ele é um grande goleiro. Ele sabe. A torcida deu moral para ele. Isso é bom. A torcida abraçou ele e acho que dá tranquilidade não só para ele mais para todo o elenco – falou ao repórter do canal Premiere, que transmitiu a partida para o Rio de Janeiro.

    Desde o aquecimento, após sua foto surgir na escalação do telão e depois, durante toda a partida. Todas as vezes que interceptou um cruzamento, agarrou seguro os chutes fracos dos jogadores do Sport e, finalmente, quando saltou no canto esquerdo e fez sua única grande defesa na partida, Muralha escutou, sob o fortíssimo sol da sua meta, a da torcida do Flamengo, aos gritos, apoiando-lhe. Afinal de contas, quem não sabe que no futebol os humilhados serão exaltados?

    O canal “Compilados Flamengo” fez um vídeo com todas as participações do goleiro no confronto contra o Sport. Assista:

     

  • Garçom: Berrío contabiliza assistências em todas as competições pelo Flamengo

    Na tarde desse domingo (16), o Flamengo venceu o Sport Recife na Ilha do Urubu, por 2 a 0, gols de Paolo Guerrero e Everton Ribeiro. Mas outro jogador da equipe conseguiu um feito inédito nessa temporada: com a assistência para o segundo gol do Mengão, Orlando Berrío contabiliza agora assistências em todas as competições disputadas pelo Flamengo nessa temporada.

    O colombiano Berrío chegou a 40 jogos oficiais pelo Flamengo, sendo 19 como titular. O atacante fez 6 gols, recebeu 3 cartões amarelos, 1 vermelho e deu 6 assistências, uma em cada competição do Flamengo em 2017.

     

     

    Campeonato Carioca

    No duelo contra o Botafogo, no Engenhão, Berrío deu assistência para o gol de Éverton. O Mengão venceu, pelo placar de 2 a 1.

     

    Primeira Liga

    No duelo contra o América-MG, o colombiano deu belo passe para Gabriel fazer o único gol da partida.

     

    Libertadores

    Na estreia contra o San Lorenzo, o Mengão goleou: 4 a 0. Berrío entrou no decorrer da partida, e resvalou a cobrança de escanteio de Diego, que resultou no gol de Rômulo.

     

    Copa do Brasil

    Sem dúvidas, a assistência mais lembrada, mais impactante de Orlando Berrío pelo rubro-negro carioca. Uma jogada absurda sobre Victor Luis, um belo passe para Diego e o Flamengo classificava-se assim para a grande final da Copa do Brasil 2017.

     

    Copa Sul-Americana

    Na goleada por 5 a 0 sobre o Palestino, na Ilha do Urubu, Berrío deu passe de cabeça para o primeiro gol de Vinicius Jr pelos profissionais do clube.

     

  • Flamengo/Marinha estreia no Carioca Feminino 2017 com goleada

    Começamos com tudo! Na tarde desse sábado, 16, o Flamengo/Marinha fez sua estreia no Campeonato Carioca 2017 no complexo esportivo da Universidade Castelo Branco, em Realengo. As meninas do Mengão fizeram um bom jogo, especialmente no segundo tempo, e aplicaram um sonoro 5 x 0 no América.

    O tenente Ricardo Abrantes escalou o time da seguinte forma; Kaká; Raquelzinha, Renata Diniz, Ana Carol e Rayanne; Diany, Ju e Bárbara; Jane, Pâmela e Larissa. O primeiro tempo foi de pressão total do Mengão, mas apenas aos 35 minutos, a camisa 7 Rayanne arriscou no canto direito e abriu o marcador. Na segunda etapa, o Mengão atropelou: logo no início, a camisa 28 Ju, de fora da área, anotou o segundo. Aos 30, Daiana, que entrou no decorrer do jogo, fez o terceiro, Larissa fez o 4º aos 40 minutos, e Ju, novamente, fez o 5º gol do Mengão, dando números finais ao jogo.

    Teve torcida do Mengão em Realengo! Foto: Paula Alvarenga

     

    Alterações durante a partida: Maike, Daiana e Fernanda Palermo entraram nos lugares de Kaká, Ana Carol e Jane, respectivamente.

    O próximo jogo do Mengão será no próximo sábado (23), às 15h. Inicialmente, será realizado no CEFAN, localizado na Penha.

     

    A rubro-negra Lilian tirou fotos com as atletas depois da partida

     

    Regulamento

    Neste ano, serão 7 equipes postulantes ao título: Flamengo/Marinha, AA Portuguesa, América FC, Barcelona EC, ISQL Brasileirinho, Duque de Caxias FC e Cruzeiro FC. Serão disputadas duas fases: a primeira fase será disputada pelos 7 times, em turno único.

    As 3 primeiras colocadas da fase, classificam-se para a segunda fase. Um detalhe importante: a equipe que sagrar-se campeã da primeira fase, garante um ponto extra na disputa da segunda fase.

    Na segunda fase, as 3 equipes duelam entre si. Quem conquistar mais pontos, leva o título. O campeão e o vice garantem vaga na Copa do Brasil Feminino 2018.

    Critérios de desempate: maior número de vitórias na fase, melhor saldo de gols na fase, maior número de gols pró na fase, menor número de cartões amarelos e vermelhos, durante todo o campeonato, confronto direto na fase, sorteio na sede da Federação.

     

  • O lado B dos anos 80

    Com esta coluna, começo a finalizar minha viagem pelas memórias reavivadas pelo Philco Transglobe que me olha da estante. Trago pequenas recordações da década de 1980, já depois dos anos de ouro rubro-negros. São gols de jogos quase nunca lembrados, mas que foram marcantes para mim, porque trouxeram cura ou alívio em momentos de alma pesada pelos desencantos da vida.

    Não deixe de ler:<)em> O Flamengo e o Rádio

     
    O rádio esportivo mudou bastante no final de 1988. Luiz Penido, então o “Juventude Globo”, pedia passagem, mas José Carlos Araújo ainda reinava absoluto nos 1220. Penido foi ser o Garotão da Galera na Tupi, levando consigo Eraldo Leite, que vinha de criar o Panorama Esportivo na última hora do dia, campeoníssimo de audiência. A Globo traria da Tupi uma trinca consagrada: Doalcei Camargo, Edson Mauro e Sérgio Noronha. A briga no Ipobe seria ponto a ponto.

    Não deixe de ler:<)em> Quando os domingos se dividiram

     
    Mas tergiverso. Só o que pretendo nesta coluna é compartilhar algumas narrações que gravei em K7, após os jogos. Pequenos retratos sonoros de um triângulo amoroso: o Flamengo, o rádio e eu.

    O primeiro gol é uma cabeçada de almanaque de Bebeto contra o Grêmio, em 1986, empatando um jogo que perdíamos em gol de Lima. José Carlos Araújo no auge, com direito ao auxílio luxuoso de Mário Vianna, e Gilson Ricardo atrás da meta.
     

     

     

    Não deixe de ler:<)em> Curi, duas vezes adeus

     
    A segunda gravação é já em 1988, um dos últimos jogos do Flamengo narrado por Luiz Penido na Globo antes de sair para a Tupi. Flamengo campeão do Torneio Colombino na Espanha, vencendo o Real Zaragoza de virada e o Recreativo Huelva na prorrogação. Luvanor foi o grande jogador daquela conquista, e Francisco Horta, que comentou os jogos, afirmava que ele nos daria muitas alegrias. Ele não nos deu, mas tínhamos esperança, vejam vocês.


     

    De 1989, escolhi três gols. Um do Maestro Junior contra o Guarani, e o segundo dos dois gols históricos de Bujica contra o Vasco, de pé em pé. Estes são com José Carlos Araújo, mas o terceiro gol daquele ano é para matar a saudade de um narrador que raramente fazia os jogos principais. Dário de Paula, voz poderosa e límpida, conta o gol de Nando, centroavante vindo do Bangu, marcado em Buenos Aires contra o Argentino Juniors, pela Supercopa Libertadores.


     

     
    Cinco destes seis jogos guardam algo em comum entre si. Deles, apenas o jogo do Bujica foi transmitido pela televisão. É impensável, nos dias atuais, que jogos contra Guarani e Grêmio pelo campeonato brasileiro, um torneio na Europa e um jogo de competição sul-americana não tenham transmissão, seja na televisão aberta ou fechada. Porém, na longínqua década de 1980, era comum. O que nos unia era o rádio e a imaginação.
     

     
    Ouvir o jogo era um ritual que só acabava quando conseguia gravar os gols. Ouvi-los agora, depois de tanto tempo, faz pairar no ar um Flamengo que não existe mais e que dói de tanta saudade. Mas ainda que o Flamengo não seja o mesmo, e que não chegue mais até mim com o chiado do rádio, ser Flamengo talvez seja das poucas coisas que não me desconecte da pessoa que já fui, dos sonhos que já tive e das dores que já curei. Afinal, como diz Djavan, ainda bem que sou Flamengo… Mesmo quando ele não vai bem, algo me diz em rubro-negro que o sofrimento leva além.

    Semana que vem eu retorno, com o ponto final desta viagem.

     
    Mauricio Neves é autor do livro “1981- O primeiro ano do resto de nossas vidas” e escreve no Mundo Bola todas as sextas-feiras. Siga-o no Twitter: @flapravaler
     


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  • A missão

    É muito difícil avaliar o trabalho de um treinador em pouco tempo. Fica mais difícil avaliar o trabalho desse treinador se ele tiver chegado ao clube no auge da temporada, em meio a uma sequência de decisões e assumido um time que se arrastava como zumbis sem alma pelo campo. Dificulta mais ainda fazer a análise se esse treinador for estrangeiro, com formação em outra escola e não falar o idioma dos seus jogadores. E é esse o quadro para quem quiser ousar falar qualquer coisa sobre nosso comandante Reinaldo Rueda agora.

    Não deixe de ler: O melhor aconteceu

     
    Evidentemente que aterrissar ao Flamengo trazendo na bagagem o título de mais vitorioso treinador das Américas nos últimos anos trouxe com ele uma expectativa continental, sobretudo porque andávamos estupidamente carentes de um técnico com currículo inquestionável que já não começasse o trabalho cheio de senões a cada tropeço. Mas, com um mínimo de coerência, é bastante óbvio que não há qualquer chance de se tirar conclusões sensatas sobre a eficiência ou não do colombiano até agora. Tudo que dissermos será mera intuição e pressa.

    Claro que após mais duas atuações desastrosas ao longo dessa semana qualquer um já tem seus questionamentos a levantar. Eu pelo menos tenho os meus, como sua insistência em improvisar laterais e praticamente proibi-los de avançar ao ataque, sua aparente certeza que Diego e Everton Ribeiro não podem atuar no mesmo time sabe-se lá porque, sua decisão esquisitíssima de escalar uma equipe reserva num clássico mesmo o time titular ainda não tendo encaixado e a vaga na Libertadores do ano que vem não estar nem um pouco assegurada.

    Mas como disse, isso são pulgas atrás da orelha. Não dá pra esquecer que o quadro vinha bem pior lá atrás e achar que el profe ia chegar e fazer um feitiço com varinha de condão e puft, tudo resolvido, é coisa de quem não entende nada de dia a dia no esporte. Não existe mágica. Existe persistência e trabalho.

    Prefiro sempre procurar o lado bom da coisa. E o que de alguma forma me animou depois de uma partida assustadoramente abaixo do nível que se espera de um elenco caro e renomado como o que o Flamengo tem hoje contra a Chapecoense pela Copa Sul-Americana, foi uma declaração do Rueda na entrevista coletiva pós-jogo.

    “Essas partidas às vezes são para guerrear, e o Fla quer jogar bonito sempre. Partidas internacionais, às vezes não se joga, se compete. E o Flamengo tem que diagnosticar isso. Jogo bonito para plateia é quando estiver 6 a 0. Com o placar 0 a 0, temos que competir, correr e guerrear.”

    Quase chorei! Porque se existe algo que eu realmente espero que Rueda traga para o Flamengo é essa consciência, esse espírito competitivo que perdemos em algum lugar nos últimos anos (ou seriam décadas?).

    Não existe lógica possível para os que amam: o fato de sermos uma Nação e termos no peito uma paixão que torna inabalável a certeza de sermos maiores que o mundo, nos faz esquecer que no futebol tamanho não é documento. Sempre seremos maiores que os outros, mas nem sempre os venceremos. Torcedor rubro-negro estende faixa dizendo que um campeonato do nível do Brasileirão é obrigação. E acredita nisso, faz parte do nosso DNA.

    O fato é que ganhar nunca será obrigação. Mas competir com galhardia e competência até o final, isso sim é. Especialmente para o Maior Clube do Universo e Arredondesas.

    Enquanto essa mentalidade combativa não retornar ao Flamengo, seguiremos sofrendo torneio após torneio como temos sofrido e quem disser que eu estou maluco, sinto muito, está vivendo em negação.
     

     
    Rueda foi convocado para essa difícil missão. E vê-lo declarar sua consciência do fato foi extremamente animador, mesmo sabendo que estamos longe do objetivo. Óbvio que queremos que o nó se dissolva o quanto antes, ninguém aguenta mais ver nosso time patinar e dar moles inacreditáveis, nos últimos anos foram muitos traumas e consideravelmente menos alegrias do que ambicionamos.

    No futuro próximo, tudo pode acontecer nas decisões que se precipitam. Acredito de verdade nos nossos triunfos. Mas haja o que houver para o bem ou para o mal temos que ter consciência que só o tempo permitirá o trabalho do técnico ser assimilado por todos no clube e então definitivamente aparecer em campo e na sala de troféus.

    Talvez isso aconteça esse ano.

    Talvez não.

    Só não podemos nos deixar cegar pelo imediatismo da paixão. É a vez do Flamengo, como instituição, amadurecer. E quem ama de verdade precisa apoiar.

     


    Pedro Henrique Neschling nasceu no Rio de Janeiro, em 1982, já com uma camisa do Flamengo pendurada na porta do quarto na maternidade. Desde que estreou profissionalmente em 2001, alterna-se com sucesso nas funções de ator, diretor, roteirista e dramaturgo em peças, filmes, novelas e seriados. É autor do romance “Gigantes” (Editora Paralela/Companhia das Letras – 2015). Siga-o no Twitter: @pedroneschling

     


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    Imagem destacada no post e nas redes sociais: Gilvan de Souza / Flamengo