Autor: diogo.almeida1979

  • Árbitro da decisão está definido

    No jogo decisivo da final da Copa do Brasil de 2017, o Flamengo volta a enfrentar o Cruzeiro, na próxima quarta-feira (27), às 21:45, no Mineirão, em Minas. Para apitar a partida, a CBF escalou o árbitro Luiz Flavio de Oliveira (SP/FIFA) e os auxiliares Marcelo Carvalho Van Gasse (SP/FIFA) e Danilo Ricardo Simon Manis (SP/FIFA).

    O árbitro paulista que voltou de lesão a pouco tempo, só apitou dois jogos após a sua contusão, e retornou se envolvendo em polêmicas, no jogo da ultima rodada do Campeonato Brasileiro, no duelo entre Bahia e Grêmio, o juiz marcou o pênalti duvidoso que decretou a vitória do Tricolor Baiano.

    Histórico em jogos do Flamengo

    O paulista apitou as três ultimas finais da Copa do Brasil. Nos últimos jogos do Rubro-Negro com Luiz Flavio no apito, são 3 vitórias, e 3 derrotas, nos três últimos anos.

    Em 2016, contra o Figueirense, no Pacaembu, o arbitro teve atuação discreta na vitória por 2×0 do Mais Querido. No mesmo ano apitou duas derrotas do time da Gávea, em um clássico contra o Fluminense, e um confronto contra o Grêmio no Sul.

    O juiz já esteve presente no encontro entre Cruzeiro e Flamengo, no próprio Mineirão, naquela ocasião a equipe mineira saiu vitoriosa por 1×0, pela quinta rodada do Campeonato Brasileiro de 2015, na época a equipe ainda era capitaneada pelo zagueiro Wallace e treinada pelo Cristovão Borges, daquela equipe que esteve em campo, apenas Pará, Marcio Araújo, Everton e Gabriel podem atuar novamente.

    Scout do árbitro em jogos do Flamengo

    Vitórias: 3

    Empates:0

    Derrotas:3

     

  • Flamengo/Marinha enfrenta Duque de Caxias nessa quarta

    Visando manter os 100% de aproveitamento no Campeonato Carioca Feminino 2017, as meninas do Flamengo/Marinha enfrentam, na tarde dessa quarta-feira (15h), o Duque de Caxias. A partida será disputada no Estádio Marrentão, em Duque de Caxias. A entrada é gratuita.

    As meninas do Flamengo/Marinha iniciaram a competição com uma goleada, fora de casa, contra o América: 5 a 0. Na rodada seguinte, nova goleada: 7 a 1 diante do Cruzeiro. Lembrando que o Rubro-Negro está tentando o tricampeonato da competição.

    O estádio Romário de Souza Faria, ou apenas Marrentão, está localizado em Xerém, 4º distrito de Duque de Caxias, no Rio de Janeiro.

    O time titular ainda não foi definido pelo técnico Ricardo Abrantes, mas a tendência é que seja a mesma equipe que iniciou a partida anterior: Maike; Raquelzinha, Renata Diniz, Day e Rayanne; Diany, Ju e Bárbara; Jane, Pâmela e Flávia.

    Atualmente, o Flamengo/Marinha lidera a classificação geral do campeonato, com 6 pontos, empatado com o Brasileirinho, porém, com maior saldo de gols.

    Regulamento

    Neste ano, serão 7 equipes postulantes ao título: Flamengo/Marinha, AA Portuguesa, América FC, Barcelona EC, ISQL Brasileirinho, Duque de Caxias FC e Cruzeiro FC. Serão disputadas duas fases: a primeira fase será disputada pelos 7 times, em turno único.

    As 3 primeiras colocadas da fase, classificam-se para a segunda fase. Um detalhe importante: a equipe que sagrar-se campeã da primeira fase, garante um ponto extra na disputa da segunda fase.

    Na segunda fase, as 3 equipes duelam entre si. Quem conquistar mais pontos, leva o título. O campeão e o vice garantem vaga na Copa do Brasil Feminino 2018.

    Critérios de desempate: maior número de vitórias na fase, melhor saldo de gols na fase, maior número de gols pró na fase, menor número de cartões amarelos e vermelhos, durante todo o campeonato, confronto direto na fase, sorteio na sede da Federação.

     

    Créditos imagem destacada: Staff Images/Flamengo

  • Peraltadas #21 – Mais um total de zero desarme

    Uuuuuuuu!

    Finalmente a torcida perdeu a paciência com Gabriel e Márcio Araújo – esse, infelizmente, em menor escala. Demorou anos, mas é melhor que nada. Agora é esperar que o Profe esteja em sintonia com a Nação.

    Scout

    Aliás, interessante notar que o camisa 8, grande ladrão de bolas, teve um total de zero desarme no sábado, enquanto Mancuello, aquele que não marca, desarmou em 4 oportunidades. Nem os números estão mais ao lado do Marcinho…

    Passa panos

    De quando em vez, Rodrigo Caetano dá uma entrevista que deixa a impressão de que não entende muito bem a dimensão do clube. Fico com a sensação de que pensa que as ambições do Flamengo devem que ser as mesmas das equipes multi-rebaixadas onde trabalhou. Diogo Almeida esgotou o tema aqui. Sugiro a leitura.

    CBFla?

    Se nada mudar, o Flamengo terá quatro desfalques por sequestros da Data Fifa na próxima rodada da Série A, na próxima segunda, contra a Ponte Preta. Os jogadores devem se apresentar dia 1º de outubro e o Flamengo entra em campo no dia seguinte. Inacreditável essa partida não ser antecipada para sábado ou domingo.

    Não é nada, não é nada…

    Marcelo Cirino é o artilheiro do Al-Nasr na temporada. Fez 2 gols em 3 jogos. Em 2017, somando os jogos por Flamengo e Inter, tinha feito apenas um. Que Allah o abençoe e nos livre da dívida com a Doyen.

     
    José Peralta é craque em cornetagem, mas um cara maneiro pacas. Toda segunda-feira suas peraltadas estão aqui no Blog CRFlamenguismo.

     


     


     

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  • Vamos viver nossos sonhos; temos tão pouco tempo

    Esse blog é atualizado muito menos do que eu gostaria. Penso nele todos os dias mas quando você mora em um motorhome, não existe chegar em casa e escrever um texto. Todo dia é dia de ligar e desligar água, esgoto, energia, preparar e arrumar o carro pra estrada, checar gasolina, óleo, gerador, colocar coolant no radiador. Cuidar dos cachorros, da esposa, dos clientes que “viajam” com a gente, criar memórias, passar perrengues, descobrir novas culturas, desbravar novos lugares. Tratar fotos, vídeos, ler notícias, fazer roteiro, pesquisar caminhos, estradas, atrações.

    Às vezes preciso me multiplicar, ser vários Pedros. O Pedro que quer ser um empreendedor, o Pedro que quer ser hippie pelo mundo, o Pedro que quer construir uma casa, o Pedro que não quer parar de viajar. Sou muitos em um só e preciso me renovar diariamente em busca de manter minhas faculdades mentais intactas. Preciso conhecer o mundo sem abrir mão do tempo que preciso para me conhecer.

    O Flamengo não é muito diferente. Através de seus dirigentes, precisa acordar todos os dias e refletir sobre a sua existência. Sobre o seu tamanho, seus objetivos, suas metas, seus fracassos, suas virtudes. O Flamengo precisa saber que pode tudo, que ninguém manda nele, e nada pode separá-lo dos seus objetivos. O Flamengo não precisa se multiplicar como o Pedro, mas seus jogadores sim. Muralha precisa ser o Muralha, o Diego Alves, o Thiago, o Cesar e o Gabriel na quarta-feira. Nossos laterais precisam entrar junto com seus reservas em campo. Que o Rodinei chute todas as bolas junto com o Pará, que o Trauco faça todos os desarmes ao lado do Renê. Nosso meio de campo precisa se reinventar. Cuellar, Arão e Diego precisam entender que o adversário não pode tocar na bola, não pode respirar, não há de ter tempo para pensar. E quando a bola chegar lá na frente, Berrío será iluminado, nosso ponta esquerda será preciso, enquanto Guerrero será Guerrero.

    Meu tempo nos EUA acabou. Nosso motorhome segue sul, para o México, onde pretendo passar meses explorando o país, acampando em lugares remotos e criando memórias que durem para toda a vida. Sigo sul em direção ao México na quinta-feira. O calendário foi todo muito bem pensado. Na quarta-feira tenho um compromisso de ver o Flamengo, minha vida, minha paixão, meu ponto forte, meu ponto fraco, meu porto seguro, minha perdição. Que eu possa levar ao povo mexicano a mesma alegria que nossos soldados, contra tudo e contra todos, nos darão quando a meia-noite de quinta-feira chegar.

    SRN!
     

    Sou fotógrafo carioca morando em um motorhome com minha mulher e nossos cachorros, criando conteúdo pra We Are Alive e nossos clientes. Acima de tudo, rubro-negro! Inscreva-se no meu canal http://youtube.com/WeAreAlivenaestrada
     


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  • A Libertadores será sempre mais difícil enquanto houver tanta desculpa

    Nesta última segunda-feira (17/09), o diretor-executivo de Futebol do Flamengo, Rodrigo Caetano, foi o convidado do programa Boa Noite Fox, do canal de televisão por assinatura Fox Sports. Perguntado sobre o foco do time nas competições que ainda restam ao seu time, o dirigente respondeu falando sobre como a eliminação na Libertadores atrapalhou os planos para a temporada.

    – O Flamengo este ano teve um episódio que estava completamente fora do nosso planejamento, que foi a eliminação da Libertadores. Não tivemos competência para somar pontos fora de casa. O entendimento dessa competição se dará com a equipe se fazendo presente em todas as edições, algo que na história do Flamengo não era muito comum. Disputava e depois ficava um tempo fora. A nossa ideia, de toda a diretoria, é que o Flamengo faça parte de todas as edições. Isso nos aproxima a conhecer os caminhos e poder, quem sabe, conquistar o segundo título da história – disse Caetano, que está no comando do departamento de futebol do clube desde o início da temporada 2015.

    A fórmula parece óbvia. Afinal, um gigante milionário e organizado como o Flamengo, à medida que participa mais vezes, pode encaixar um bom time em uma boa campanha e levantar o caneco. A questão toda é que o Flamengo não precisa conhecer todos os tais caminhos e estar todo ano na Libertadores. Ele apenas precisa disputar a competição todo ano para ser campeão. A adoção de um discurso de clube cabaço não pode ser tornado oficial.

    O Flamengo é campeão do mundo, Rodrigo Caetano. Em 2018, o clube entrou na Libertadores como favorito. Ninguém confere favoritismo a um time que não conhece os caminhos e que está sumidão da competição. O Flamengo de Guerrero e Diego foi temido. Os vexames dos anos anteriores têm suas razões específicas também. É constrangedor ver um dos responsáveis pela eliminação deste ano, transferindo a responsabilidade pelo fracasso a um fator abstrato – “conhecer caminhos” – e à uma falácia – “é preciso disputar todo ano”. O Flamengo e a sua história não podem ser os culpados, isso soa como uma zombaria. O pior ainda é ver torcedor comprando este discurso canastrão do Flamengo, o Virjão das Américas.

    O Corinthians, campeão em 2012, atualmente tem 13 de participações na Libertadores, mesmo número do Flamengo. Antes de erguer a taça pela primeira vez, em 2012, os paulistas participaram em 2010 e 2011 de forma seguida. Em 2010 foram eliminados nas oitavas de final justamente para o Flamengo, que naquele ano conseguiu estabelecer sua melhor participação desde 1993, caindo nas quartas de final para a La U. De 2006 até 2017 o clube paulista somou sete participações. No mesmo período o Flamengo participou de seis edições.

    Outro recente campeão foi o Atlético Mineiro. O time de Belo Horizonte está longe de ser um clube com experiência em título grande. Até 2013, seu maior título ainda era a primeira edição do Campeonato Brasileiro, vencido no distante ano de 1971. História interessante a do time mineiro. Após passar 19 anos chorando a desclassificação de 1981, voltou ao torneio em 2000 e neste ano foi eliminado pelo Corinthians nas quartas de final. Só voltou a carimbar o passaporte de seus jogadores 13 anos depois, justamente o ano que foi campeão. Para o Atlético Mineiro não foi preciso participar sete vezes em dez para vencer um, como o Corinthians.

    No Rio Grande do Sul encontramos outro exemplo de um clube que chegou “sem conhecer os caminhos”. Desde 1983, ano da apoteótica conquista do seu maior rival, o Internacional aturava todo tipo de pilhéria tricolor. Não tinha Libertadores. Não tinha Mundial. O Grêmio tinha os dois. Até que em 2006 um Internacional revigorado por milhares de sócios-torcedores, gestão moderna e organização fora e dentro de campo, consegue erguer o título da Libertadores e do Mundial. Apenas a sexta participação dos gaúchos na Libertadores. A última havia sido 13 anos antes, em 1993. Em 2007, a ressaca ainda era forte e o colorado bateu na fase de grupos. O Inter só veio a reencontrar a competição três anos depois. Resultado: Inter bicampeão em 2010.

    O San Lorenzo é considerado um dos cinco más grandes da Argentina. E até três anos atrás o único deles a não ganhar a América. Uma desonra para o orgulho dos Cuervos. Em 2013 o clube ainda se recuperava do susto de quase ser rebaixado em 2012. Mesmo assim conseguiu classificar-se para a Libertadores do ano seguinte, após “intermináveis” cinco anos anos de ausência. Adivinhe qual time foi campeão?

    Ocorreu de forma mais extrema o desce-sobe do futebol para o gigante River Plate. Rebaixado para a segunda divisão argentina, a única forma de diminuir a dor de sua imensa torcida era vencer. Primeiro a volta por cima doméstica: campeão da Primera Nacional B e o esperado retorno à elite argentina. Não era suficiente: o River venceu o Apertura e o Clausura 2012/2013, na volta para a primeira divisão do país. Ainda não bastava: venceram a Copa Sul-Americana em 2014. Para terminar de lavar a alma, campeão da Copa Libertadores da América 2015. A Libertadores não tem um padrão. O dinheiro e a estabilidade são bem-vindos, porém estão longe demais de serem preponderantes como em alguns campeonatos europeus. Não é incomum na Libertadores times que acabaram de sair do limbo ganharem o torneio.

    O caso recente do pequeno Nacional do Paraguai, vice-campeão em 2014, lembra o do surpreendente São Caetano, segundo colocado em 2002, que perdeu o título nos pênaltis para o tradicionalíssimo Olimpia, do Paraguai. Poderia ficar aqui elencando dezenas de outros casos. Na edição atual, o Botafogo e o Barcelona de Guayaquil são exemplos. No ano passado o finalista foi o Independiente del Valle, clube que começou a jogar a Libertadores somente em 2014.

    #Ficaadica: os dirigentes do Flamengo, amadores e bem-pagos, deveriam se lembrar da trajetória do Flamengo estreante na Libertadores em 1981. Foram 14 jogos, uma derrota, pedra, soco, pontapés, e muita superação. Uma história escrita com sangue, suor e talento. E nenhuma desculpa esfarrapada.

     
    Diogo Almeida é editor-chefe do fla.mundobola.com e também escreve no blog coletivo Cultura RN. Siga-o no Twitter: @DidaZico.
     


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    Imagem no post e destacada nas redes sociais: Reprodução / TV Fox Sports

  • Flamengo/Marinha goleia o Cruzeiro FC no Carioca Feminino 2017

    Mais 3 pontos na conta! Na manhã desse sábado, 23, o Flamengo/Marinha fez sua segunda partida no Campeonato Carioca 2017, no CEFAN (Penha). As meninas do Mengão fizeram um jogo intenso, e aplicaram um sonoro 7 a 1 no Cruzeiro.

    Os gols foram marcados por Diany, aos 6 minutos, Pâmela, 2 vezes (aos 17 minutos do 1T e 2 minutos do 2T), Flávia, aos 20 do primeiro tempo, Ju, aos 7 do segundo tempo, Rayanne, aos 8 minutos do 2T e Fernanda Palermo, aos 35 da etapa final. O Cruzeiro ainda descontou, aos 37. Final de jogo: Mengão 7 a 1 Cruzeiro!

    O tenente Ricardo Abrantes escalou o time da seguinte forma: Maike; Raquelzinha, Renata Diniz, Day e Rayanne; Diany, Ju e Bárbara; Jane, Pâmela e Flávia. Larissa,Kaká, Fernanda Palermo, Nathane e Patricia entraram no segundo tempo.

    Com o resultado, as meninas do Flamengo/Marinha estão invictas na competição, e com o melhor ataque: são 12 gols marcados (e apenas 1 sofrido) em 2 jogos.

     

    Regulamento

    Neste ano, serão 7 equipes postulantes ao título: Flamengo/Marinha, AA Portuguesa, América FC, Barcelona EC, ISQL Brasileirinho, Duque de Caxias FC e Cruzeiro FC. Serão disputadas duas fases: a primeira fase será disputada pelos 7 times, em turno único.

    As 3 primeiras colocadas da fase, classificam-se para a segunda fase. Um detalhe importante: a equipe que sagrar-se campeã da primeira fase, garante um ponto extra na disputa da segunda fase.

    Na segunda fase, as 3 equipes duelam entre si. Quem conquistar mais pontos, leva o título. O campeão e o vice garantem vaga na Copa do Brasil Feminino 2018.

    Critérios de desempate: maior número de vitórias na fase, melhor saldo de gols na fase, maior número de gols pró na fase, menor número de cartões amarelos e vermelhos, durante todo o campeonato, confronto direto na fase, sorteio na sede da Federação.

  • Chegou a hora

    Quando eu era criança nunca quis assistir “A História Sem Fim” porque tinha pânico da ideia de ficar vendo um filme que não acabaria jamais, ficava ansioso só de pensar nisso. Essa janela entre o jogo de ida e o de volta em uma grande decisão, como estamos passando agora, me faz relembrar essa ansiedade quase infantil. Claro que futebol não é a coisa mais importante do mundo. Eu ainda só não descobri quais elas são. Temos a vida pra tocar, outros jogos para nos preocuparmos, mas no fundo, no fundo, a eminência da partida decisiva fica sempre pairando em nossas cabeças.

    Por sorte no intervalo entre o empate broxante que acabou sendo positivo como já disse aqui e o confronto final lá na casa dos vilões, tivemos as oitavas de final da Sul-Americana para nos entreter. E acabou que foi entretenimento de primeira, amigos.

    O jogo em Chapecó foi o retrato do que não pode acontecer. Um time apático, desorganizado, que não sabia produzir perigo para cima do adversário quando estavam acuados na defesa e tampouco soube aproveitar os espaços oferecidos quando eles resolveram partir um pouco para o ataque. Fomos nulos. Inoperantes. E, mais uma vez, sem alma.

    A sorte foi que nosso comandante enxergou isso e tratou de agir. Não que fosse muito difícil notar a falta de sangue correndo nas veias dos nossos atletas. A diferença foi a postura do chefe em acusar isso. Serviu de alento e esperança.

    Na quarta-feira seguinte, dessa vez na Ilha do Urubu, vimos uma apresentação completamente diferente. O Flamengo entrou em campo do jeito que a gente sempre pede e está tão pouco acostumado a ver que parecia até que aquilo que estava acontecendo era coisa da nossa cabeça. O primeiro tempo foi bem próximo do ideal que imagino que esse time possa atingir. Teve técnica, teve organização, teve vontade e teve concentração. Era uma equipe de bons jogadores que sabiam sua missão e estavam ali para cumpri-la. Já o segundo tempo, se não teve o mesmo brilho, ou talvez simplesmente a expectativa tenha se tornado excessiva, continuou com o espírito de quem quer ganhar a porra do campeonato. Teve goleada. Teve classificação.

    Dois jogos, dois exemplos distintos: se na próxima quarta-feira entrarmos com o sangue de barata da partida em Chapecó, pode entregar logo a taça pros caras. Se entrarmos com a consciência e bravura do jogo na Ilha, eles que se preparem para chorar.

    O terrível buraco negro que se abriu em nossas existências entre os dois jogos da decisão da Copa do Brasil também trouxe outros eventos imprevisíveis.

    Enquanto todos se perguntavam em qual dos nossos goleiros disponíveis para a final deveríamos apostar – o jovem e promissor porém inexperiente Tiago, ou o experimentado porém inconstante Muralha – a vida tratou de resolver o dilema. Com a fratura no punho do menino, restou a Muralha mostrar a que veio. Execrado em praça pública pelos seus vários erros cometidos ultimamente, vê a vida reservar a ele a oportunidade perfeita de calar os críticos e escrever seu nome na história dos nossos grandes campeões. “Os humilhados serão exaltados”. O roteiro me parece dramático na medida certa para o certame.

    Também por lesão perdemos Éverton, o motor do nosso time: o ala esquerdo que ataca, defende e movimenta nossa equipe. Sem ele em campo sempre perdemos intensidade. Um desfalque considerável.

    Quem Rueda colocará em seu lugar? As opções possíveis, à princípio, são os garotos Paquetá, Matheus Sávio, Vinícius Júnior e o não mais garoto Gabriel.

    Se fosse para escolher pelo momento, eu entraria com o Paquetá que vem brilhando sempre que tem oportunidade. Acontece que ele não é um marcador e nem está acostumado e jogar nessa função, o que torna a aposta arriscada demais, e talvez por isso Rueda escolha o “veterano” Gabriel, que produz pouco mas tende a cumprir mediocremente o que lhe é pedido.

    Outra alternativa, caso o lateral Renê se recupere a tempo, seria escalar Trauco lá na frente. Já jogamos algumas vezes assim sob o comando do Zé Ricardo. Por vezes funcionou muito bem, em outras, nem um pouco. Difícil saber como será então…

    No fim das contas, tudo isso são detalhes e o que não muda é o fato que o Flamengo precisará ser Flamengo para vencer.

    A partida será no Mineirão lotado e por isso o favoritismo é todos dos caras.

    Mas isso só me deixa ainda mais confiante. Nossa equipe me parece finalmente ter entendido o tamanho da responsabilidade que carrega ao trajar a mais importante camisa que um ser-humano pode vestir. E, assim sendo, a mágica está para acontecer.

     


    Pedro Henrique Neschling nasceu no Rio de Janeiro, em 1982, já com uma camisa do Flamengo pendurada na porta do quarto na maternidade. Desde que estreou profissionalmente em 2001, alterna-se com sucesso nas funções de ator, diretor, roteirista e dramaturgo em peças, filmes, novelas e seriados. É autor do romance “Gigantes” (Editora Paralela/Companhia das Letras – 2015). Siga-o no Twitter: @pedroneschling

     


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    Imagem destacada no post e nas redes sociais: Gilvan de Souza / Flamengo

  • Marcelo Rezende e a sua genial crônica sobre o Flamengo x Atlético-MG de 1980

    Homenagem ao rubro-negro Marcelo Rezende, que nos deixou semana passada.

    * * *

    “Este é um jogo que ninguém – lá da arquibancada, pela tevê ou rádio – viu, ouviu ou assistiu.

    Começa a partida. O Flamengo parte para a primeira falta, prometida por Tita: um pontapé no joelho de Jorge Valença. Éder corre. Nunes também.

    – Calma – diz Nunes – que aqui é Maracanã e te meto porrada.

    São três minutos e o Atlético desce para o ataque. Júnior acerta a perna de Chicão, que retruca:

    – Não avança não, filho da p…, que eu vou te pegar.

    Nunes passa perto de Osmar para lembrar-lhe “daquela palhaçada do Mineirão” e prometer vingança. Agora são 7 minutos. Osmar avança e João Leite grita desesperado: “Volta, pelo amor de Deus!” A bola é lançada para Nunes e João Leite abandona o gol berrando para assustar o atacante. Esforço inútil: Nunes toca para as redes e sai gritando um palavrão. Agora é o Galo que ataca e, num chute de Reinaldo, empata o jogo. É a vez de Carpegiani se desesperar:

    – Onde está a cobertura dessa merda?

    Júnior balança a cabeça. Raul incentiva e protesta:

    – Aqui não tem homem? Isso não é gol que se tome. Vamos entrar firme, dar porrada. Cadê os homens?

    Corre a partida. Chicão manda por na roda, Chicão pega Zico, que reage:

    – Olha aqui, se me pegar de novo eu te quebro. Vai pra p…

    Chicão coloca o dedo na cara de Zico:

    – Sossega, guri.

    O Fla está acuado. Quarenta minutos. Nunes pega Luisinho – o zagueiro será substituído no segundo tempo por causa dessa entrada na perna. Falta de Valença em Tita. Chicão chama Valença para a área, enquanto Osmar pede a atenção de Cerezo na marcação de Zico. Mas o Galinho aparece na área e, de virada, faz 2 x 1.

    Começa o segundo tempo e Osmar acena para o banco, sai. Aos 16 minutos, Raul pega uma bola nos pés de Palhinha, que toca de leve com a bola na cabeça do goleiro:

    – O juiz tá prejudicando a gente. Segura teu pessoal senão o jogo mela.

    Raul:

    – Isso é guerra. Adoro você mas não entro nessa catimba.

    Outro gol de Reinaldo – machucado, capenga, ele empata o jogo. Instala-se uma crise na defesa do Flamengo. Um xinga o outro, Zico grita:

    – Agora vamos ganhar. Quero um time de macho. Nessa porra mando eu.

    O time avança. Zico grita com Júlio César para marcar, ordena que Adílio seja mais rápido. Reinaldo cai em campo – sente o músculo, faz cera, xinga a mãe do juiz.

    José de Assis Aragão revida:

    Quebro a cara desse moleque. Tá expulso!

    Do túnel, Reinaldo adverte:

    – Cuidado, vai ser gol! Faz a falta em Nunes. Mata ele, Silvestre!

    Nunes invade, Silvestre hesita. João Leite grita:

    – Quebra ele, pega firme!

    Gol de Nunes, o gol do título. Em seguida, Chicão é expulso. Palhinha, também:

    – Tá satisfeito, seu juiz de merda? Você queria o Flamengo, não é mesmo?

    Nunes ri:

    – Calma, garotada, que agora é que a festa vai começar.

    Zico emenda:

    – Vai tomar seu banhinho lá dentro e deixa o campeão dar seu baile.”

    * * *

    Por Marcelo Rezende, publicada na Revista Placar nº 527, e republicada na Edição Especial nº 1204, da mesma revista.

    Adriano Melo escreve seus Alfarrábios todas as quartas-feiras aqui no Mundo Bola e também no Buteco do Flamengo. Siga-o no Twitter: @Adrianomelo72
     

    Imagens do post e destacada nas redes sociais: Reprodução
     


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  • No silêncio do rádio, o Flamengo do nunca mais

    Aos poucos o futebol foi aparecendo na televisão. Era algo raro, e mesmo os jogos dos outros times eram um acontecimento. Nada que nos permitisse questionar a eternidade do rádio. Da Copa União de 1987, por exemplo, de toda a fase classificatória, foram transmitidos ao vivo apenas quatro jogos do Flamengo, contra Santos, Coritiba, Grêmio e Corinthians. Naquele campeonato havia ainda um requinte de crueldade: nas rodadas iniciais, um sorteio definia o jogo a ser transmitido momentos antes de a bola rolar.

    Imaginem os milhões de rubro-negros espalhados Brasil afora roendo as unhas a minutos da estreia contra o São Paulo, torcendo para que a bolinha a cair do globo (sim, um globo desses de bingo, girado por uma modelo) fosse a do jogo do Flamengo. Não foi. O jogo sorteado foi Atlético Mineiro 5×1 Santos, o que nos obrigou a tirar o volume do televisor e erguer a antena do rádio em busca de uma emissora carioca.

    Um marco na transmissão dos jogos do Flamengo foi o campeonato carioca de 1989. Quinze jogos televisionados ao vivo pela TV Manchete, que desde o ano anterior transmitia o estadual, batizando-o de Copa Rio. Jogos narrados por Paulo Stein e Alberto Léo, e comentados por Márcio Guedes e João Saldanha, um ano antes de sua morte.

    Mesmo com o aumento de jogos na televisão, o rádio ainda era fundamental naquele mundo sem internet. Notícias do Flamengo? Era preciso esperar o relógio dar 17 horas, quando entrava No Mundo da Bola, na Nacional, e aí os programas esportivos seguiam quase sem interrupção até a meia-noite. Em janeiro de 1995, com o Flamengo tentando tirar Romário do Barcelona, ficávamos ouvindo a Rádio Globo o dia todo, na esperança de que Elso Venâncio entrasse em plantão, anunciando a contratação do melhor jogador do mundo. Um mundo sem F5.

    No final dos anos 1990, com a expansão da “rede mundial de computadores” e do pay-per-view da televisão a cabo, o rádio foi perdendo espaço. Anunciantes foram diminuindo seu investimento, e as super equipes acabaram. Atualmente, é raro uma rádio carioca fazer uma transmissão in loco dos jogos fora do Rio. Manda um repórter, e estamos conversados. O resto é off tube, quase um sacrilégio para os antigos radialistas e ouvintes.

    O que ouvimos atualmente no rádio do Rio é quase um Requiém. Luiz Penido, o Garotão da Galera, já conta 62 anos. Jovem, se comparado ao Garotinho, com seus quase 80, marca já ultrapassada por Washington Rodrigues. O rádio esportivo envelheceu e estamos na prorrogação da última grande era. Tristemente, a geração Twitter nem vai se importar, ignorando a história que a antecede.

    Foto Anibal Philot / Agência O Globo.

    Para mim, o rádio faz parte de um Flamengo que prezo muito. Um Flamengo de Zico e Junior, um Flamengo do velho Maracanã. E o rádio fazia muito bem a isso tudo, pois seus repórteres sempre falavam diretamente com os jogadores, sem coletivas, zonas mistas e assessores de imprensa engomados. Os longos gritos de gol eram o orgasmo dos lances que só podíamos imaginar, e como era bom imaginar.

    Meus velhos ídolos; o velho estádio que foi demolido, e o único que merece ser chamado de Maracanã; as velhas vozes que vão se apagando lentamente como o eco de um tempo quase perdido: eis o meu Flamengo mais pungente, que chamo de o Flamengo do nunca mais.

    Nunca mais, aquele Flamengo. Nunca mais, Maracanã. Transglobe, velho de guerra, nunca mais.

     
    Mauricio Neves é autor do livro “1981- O primeiro ano do resto de nossas vidas” e escreve no Mundo Bola todas as sextas-feiras. Siga-o no Twitter: @flapravaler
     


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  • Árbitro sergipano apita Flamengo x Avaí

    No jogo da vigésima quinta rodada do Campeonato Brasileiro de 2017, o Flamengo irá enfrentar o Avaí, no próximo sábado (23), às 19h, na Ilha do Urubu, no Rio. Para apitar a partida, a CBF escalou o árbitro Claudio Francisco Lima E. Silva (SE/CBF) e os auxiliares Clerison Clay Barreto Rios (SE/CBF) e Fabio Pereira (TO/CBF).

    Em 2017, o árbitro sergipano esteve envolvido em polêmicas, no jogo entre Cruzeiro e Chapecoense, que terminou em 2 a 0 para a equipe catarinense, naquela ocasião, a CBF admitiu que o juiz errou ao não marcar uma penalidade para cada equipe.

    Histórico em jogos do Flamengo

    Claudio Francisco atuou em apenas um jogo do Rubro Negro nos últimos três anos. Nos seus últimos jogos, o arbitro tem uma média de 5.4 cartões por jogo, todos amarelos, apitando jogos da Copa do Brasil e Campeonato Brasileiro.

    O último encontro do árbitro com o Flamengo foi durante a Copa do Brasil de 2015, no duelo contra o Náutico, pela terceira fase, no Recife-PE. No duelo o Mais Querido ficou com a vitória na Arena Pernambuco, com gols de Jorge e Guerrero, ambos no segundo tempo.

    Scout do árbitro em jogos do Flamengo

    Vitórias:1

    Empates:0

    Derrotas:0