Autor: diogo.almeida1979

  • Inspirado em Zico, Fla lança novos produtos infantis

    A relação Zico e Flamengo é grandiosa por si só. Não à toa, o rubro-negro aposta em vários produtos estampando o rosto do Galinho em suas confecções. Neste mês de outubro o clube apresentou o “Ziquinho”, um desenho do maior ídolo no melhor estilo dos quadrinhos.

    A figura será usada em novos produtos visando o público infantil. Em entrevista, Zico mostrou satisfação com o personagem:

    “Estou indo para meu sétimo neto depois de ter tido três filhos, então a minha relação com o universo infantil é muito forte. Criar um personagem acabou sendo algo natural e com a ajuda da TSC fizemos a ligação com o Flamengo para uma linha de produtos infantis. Estou muito satisfeito com o Ziquinho e espero que as crianças gostem também”

    Por enquanto só estão sendo vendidas a camisa e o body do Ziquinho. Os produtos estão na Loja Oficial do Fla e os valores são: R$ 39,90 o Body; R$ 69,90 camisa para crianças de 0 a 12 meses; e R$ 79,90 a camisa para crianças de 1 a 2 anos. O intuito do clube e empresa (TSC), é que de aumentar a variedade.

  • Invicto, Flamengo/Marinha tem novo desafio pelo Carioca Feminino

    Visando manter os 100% de aproveitamento no Campeonato Carioca Feminino 2017, as meninas do Flamengo enfrentam, na manhã dessa quarta-feira (10h), o Barcelona. A partida será disputada no CEFAN, e a entrada é gratuita.

    Após duas goleadas (sobre América e Cruzeiro) e uma vitória apertada sobre o Duque de Caxias, as meninas do Mengão folgaram na rodada passada, tendo uma semana intensa de treinamentos. O Flamengo/Marinha possui o melhor aproveitamento (100%), o melhor ataque (15 gols marcados) e a melhor defesa (3 gols sofridos) da competição.

    O time titular ainda não foi definido pelo técnico Ricardo Abrantes, mas a tendência é que seja a mesma equipe que tem iniciado as partidas anteriores: Maike; Raquelzinha, Renata Diniz, Day e Rayanne; Diany, Ju e Bárbara; Jane, Pâmela e Flávia.

    Atualmente, o Flamengo/Marinha lidera a classificação geral do campeonato, com 9 pontos, empatado com o América, porém, com maior saldo de gols, e com um jogo a menos.

     

    Regulamento

    Neste ano, serão 7 equipes postulantes ao título: Flamengo/Marinha, AA Portuguesa, América FC, Barcelona EC, ISQL Brasileirinho, Duque de Caxias FC e Cruzeiro FC.

    Serão disputadas duas fases: a primeira fase será disputada pelos 7 times, em turno único.

    As 3 primeiras colocadas da fase, classificam-se para a segunda fase. Um detalhe importante: a equipe que sagrar-se campeã da primeira fase, garante um ponto extra na disputa da segunda fase.

    Na segunda fase, as 3 equipes duelam entre si. Quem conquistar mais pontos, leva o título. O campeão e o vice garantem vaga na Copa do Brasil Feminino 2018.

    Critérios de desempate: maior número de vitórias na fase, melhor saldo de gols na fase, maior número de gols pró na fase, menor número de cartões amarelos e vermelhos, durante todo o campeonato, confronto direto na fase, sorteio na sede da Federação.

     

    Créditos imagem destacada: Staff Images/Flamengo

  • No Sergipe, Embaixada faz festa para apoiar o Flamengo

    Por Gilbert Lucas, sob supervisão de Wanderson Emerick

    Embora o título da Copa do Brasil não tenha vindo, a Embaixada Nação Rubro-Negra Sergipe estabeleceu um grande marco na história de Estância. Estima-se que cerca de 800 rubro-negros acompanharam juntos a final da competição nacional, na praça Orlando Gomes. Numa atmosfera incrível e contagiante, todos cantaram, vibraram e torceram juntos até o fim.

    Faixas e bandeiras coloriram a cidade de vermelho e preto, e afirmaram de vez a força da torcida rubro-negra em toda a região. A Embaixada Nação Rubro-Negra Sergipe faz o torcedor local, cada vez mais, sentir-se ativo e presente dentro do Flamengo.

    O Projeto das Embaixadas e Consulados

    As Embaixadas e Consulados funcionam como representantes do Flamengo, reunindo torcedores para assistir aos jogos, trazendo novos sócios-torcedores, realizando eventos, colaborando com iniciativas oficiais rubro-negras e fazendo campanhas sociais. O Fla possui vários destes representantes espalhados por diversas regiões do Brasil e do Mundo.

  • A vida continua

    Mick Jagger canta em uma das mais belas canções dos Rolling Stones que “you can’t always get what you want”, o que, com uma certa liberdade poética, pode ser traduzido como “nem sempre vamos ganhar a Copa do Brasil”. É duro aceitar, mas é a realidade.

    Tem gente que vai ficar muito puta com o que vou dizer, mas o quantos antes entenderem isso, menos amargo será o gosto do remédio: nenhum clube, nem mesmo o nosso, tem obrigação de ganhar sempre.

    A obrigação de um time como o Flamengo, que representa uma Nação e tem um investimento milionário, é de lutar até o fim toda vez que entra em campo. É ter jogadores que honrem o Manto Sagrado que vestem.

    Tendo isso na cabeça, podemos tirar algumas conclusões e aprendizados dessa dolorosa perda.

     
    Primeiro, é fundamental lembrar que o título escapou na final. Nos pênaltis. E isso não é demérito nenhum. Ridículo é levar baile de time pequeno. Ridículo é cair nas fases iniciais. Agora, perder a taça para um adversário de tradição no campo deles e sem perder o jogo? Não há nada de absurdo.

    Mais que isso: jogamos inquestionavelmente melhor que o Cruzeiro nas duas partidas.

    Não fomos brilhantes em momento algum, mas no Maracanã, tivemos amplo domínio do jogo (mais de 63% da posse de bola!) e não saímos com uma vitória que nos garantiria certa vantagem no jogo de volta por conta de uma falha bisonha do nosso jovem goleiro Thiago que calou o estádio.

    Depois, no Mineirão, mantivemos a iniciativa do jogo mesmo sendo visitantes. Tivemos novamente mais posse de bola, fomos superiores na maior parte da partida, mesmo que sem conseguirmos produzir jogadas efetivamente perigosas.

    O diferencial, mais uma vez, esteve no gol. No deles, defendia a baliza o experiente e talentoso Fábio. No nosso, Alex, que já há muito deixou claro suas deficiências indefensáveis tanto com bola rolando — quando vive saindo do gol de forma equivocada — e, sobretudo, em pênaltis, onde demonstra uma inaptidão quase amadora ao se jogar antecipadamente para um dos cantos.

    Desde que me entendo por gente, nunca em toda minha vida fui para um decisão por penalidades tão sem esperança como dessa vez.

    Rueda que me desculpe, mas não havia nada de imponderável nessa disputa, como ele afirmou.

    Improvável seria Alex ter brilhado e defendido qualquer penal que fosse. Mas nosso arqueiro, mais uma vez, sequer ia nas bolas. Se atirava debilmente para o mesmo canto em um dos mais patéticos exercícios de incompetência na função que já vi.

    Estou dizendo que ele tinha a obrigação de defender a mais injusta das cobranças contra um goleiro?

    Claro que não. Mas, sim, ele tinha a obrigação de ser minimamente competente e tentar. Esperar o batedor adversário chutar e fazer algum esforço para defender a meta, exatamente como o goleiro dos nossos adversários fez e dessa forma acabou pegando o pênalti mal batido por Diego e por muito pouco não defendeu também o chute de Guerrero.

    Aliás, precisamos falar sobre o Diego.

    É evidente que ele não vive sua melhor fase. Mas daí a dizer que ele não está honrando nossa camisa vai uma distância sideral. Mesmo longe dos seus dias mais inspirados, Diego nunca deixou de aparecer para o jogo e de assumir sua responsabilidade de líder. Não se esqueçam que foi dele o gol que nos rendeu a classificação contra o Botafogo após brilhante jogada do Berrío, outro que já caiu novamente em desgraça com a galera. Ficar criticando o cara como se ele fosse um aproveitador da instituição como muitos vêm insinuando me parece completa falta de noção.

    Temos que ter em mente também que a Copa do Brasil tinha um regulamento esdrúxulo que nos impediu absurdamente de contar com alguns de nossos principais jogadores nas fases decisivas, mesmo ambos tendo sido contratados na janela de transferências do meio do ano.

    Teria sido o mesmo desfecho com Diego Alves no gol e Everton Ribeiro no ataque? Nunca saberemos e devemos dar parabéns à CBF por mais esse primor de organização.

    Com tudo isso, não quero colocar panos quentes na ferida.

    Apenas não acho que haja motivo para histeria coletiva nem caça às bruxas.

    O ano, ao contrário do que muitos já profetizaram algumas muitas vezes desde a desclassificação inesperada na primeira fase da Libertadores — essa sim bastante vergonhosa —, ainda não acabou e está longe de estar perdido.

    Temos sim que se ligar o alerta. O confronto contra o Fluminense pela Sul-Americana ganhou contornos dramáticos. Uma desclassificação contra os tradicionais rivais teria potência de uma bomba de hidrogênio no atual panorama.

    Mas deixo a seguinte pergunta para terminar: se vencermos a Sul-Americana e acabarmos o Brasileirão entre os cinco primeiros colocados, vai dar pra dizer que o ano foi tão ruim assim?

    Então sem chororô que isso não combina com nossa história. É hora de olhar para frente e entender que cada tropeço nos deixa mais fortes para o desafio que se apresenta adiante.

    Toda derrota é dolorida. Mas quem tem honra cai de pé.

     


    Pedro Henrique Neschling nasceu no Rio de Janeiro, em 1982, já com uma camisa do Flamengo pendurada na porta do quarto na maternidade. Desde que estreou profissionalmente em 2001, alterna-se com sucesso nas funções de ator, diretor, roteirista e dramaturgo em peças, filmes, novelas e seriados. É autor do romance “Gigantes” (Editora Paralela/Companhia das Letras – 2015). Siga-o no Twitter: @pedroneschling

     


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    Imagem destacada no post e nas redes sociais: Gilvan de Souza / Flamengo

  • De novo, Diego?

    Mais um título que perdemos este ano…

    A derrota, nos pênaltis, para o Cruzeiro, nesta final de Copa do Brasil, pode nos ter doído, mas pode ser considerada normal.

    Apesar de termos mais posse de bola durante a partida, isso não se transformou em gols e, por sorte, os mineiros também erraram nas finalizações.

    Por isso, podemos dizer que o 0 x 0 foi justo.

    Mas, na cobrança de pênaltis, peraí, né?

    De início vimos a inédita tática infantil do Muralha, que só se jogava para o lado direito.

    Será que ele queria mostrar seu posicionamento político? Ou foi burrice mesmo?

    Qualquer jogador infantil, de 10 anos de idade, se estivesse em campo, já teria notado este “plano maravilhoso” de nosso goleiro e bateria onde? Do outro lado, obviamente.

    O que dizer do Diego?

    É craque? Sabemos que é. Só que, como qualquer jogador, não está passando por uma boa fase.

    Mas ele é o responsável direto por termos perdido a chance de conquistarmos este título.

    De novo, Diego?

    Quando eu vi o Diego se dirigindo para fazer a cobrança, o semblante dele não passava nenhuma confiança. E me veio na memória duas coisas ruins.

    Primeiro aquele pênalti que ele perdeu ridiculamente, na Ilha do Urubu, e tirou nossa vitória diante do Palmeiras.

    Depois, o gol feito que ele desperdiçou, anulando a possibilidade de vencer o Corinthians na casa dos caras.

    Deu no que deu. O Diego bateu o pênalti contra o Cruzeiro da maneira que todos os goleiros rezam para serem cobrados.

    Mais um título que jogamos fora este ano.

    Agora, só nos resta a Sul-Americana. A segundona das Américas.

    Isso é muito pouco para o investimento que o Flamengo fez.

    Ah… Antes de terminar, não posso deixar de destacar o Juan.

    O velho zagueiro, no auge dos seus 38 anos, jogou demais!

    Será que vai parar com o futebol no final deste ano mesmo?

    Me parece que o Juan ainda tem muita lenha a queimar.

     
    Paschoal Ambrósio Filho é jornalista e autor dos livros 6x Mengão, 100 Anos de Bola, Raça e Paixão, e PentaTri.

    Imagem no post e destacada nas redes sociais: Gilvan de Souza / Flamengo
     


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  • Flamengo goleia Ceará e pega o Santos nas oitavas de final da Copa do Brasil Sub-17

    O time juvenil do Flamengo estreou, nesta quinta-feira (28), na Copa do Brasil Sub-17. Jogando no Estádio Presidente Vargas, em Fortaleza, o Mais Querido derrotou o Ceará por 4 a 1, com gols de Vitor Gabriel e Patrick, duas vezes cada. Thiaguinho descontou para a equipe cearense.

    Com o resultado, o Flamengo enfrentará o Santos nas oitavas de final da competição. O primeiro confronto, com data marcada para o dia 11 de outubro,  terá mando de campo do Mais Querido, enquanto o Santos decidirá em seus domínios.

    Apesar de nunca ter conquistado o troféu, o Flamengo tem um histórico interessante no torneio. Somente na última temporada o clube não chegou às semifinais da competição, criada em 2008. Na oportunidade, o Mais Querido caiu na fase quartas de final para o Sport. Finalista em 2013, acabou derrotado pelo São Paulo.

    Os Garotos do Ninho voltam a campo diante do Nova Iguaçu, no domingo (1), às 13h (de Brasília), no CT do Nova Iguaçu, pelo Campeonato Estadual.

    Resumo da partida

    O Flamengo abriu o placar com o centroavante Vitor Gabriel. A jogada iniciou com um lançamento de Luan para Vitor Ricardo. O atacante se desvencilhou facilmente da marcação e fez o cruzamento na medida para o camisa 9 inaugurar o marcador. No entanto, o Ceará equilibrou as ações e chegou ao empate com Thiaguinho, ainda no primeiro tempo.

    Como previa o regulamento, caso vencesse por dois ou mais gols de diferença, o Flamengo eliminaria o jogo da volta. Então a equipe do técnico Márcio Torres pressionou o adversário a fim de evitar uma segunda partida. Em jogada de bola parada, Yuri César cobrou o escanteio, Vitor Gabriel cabeceou e o goleiro alvinegro deu rebote nos pés de Patrick, que não perdoou.

    O zagueiro viria a marcar novamente, desta vez em cobrança de pênalti. Vitor Gabriel deu números finais à partida, após ter recebido assistência de Yuri César. Pelo lado rubro-negro, o meia Matheus Alves foi expulso no final da peleja.

    “Foi um bom resultado, mas não conseguimos mostrar nosso melhor futebol. O campo estava bem pesado, mas isso não justifica. Vamos trabalhar, no domingo temos um confronto pelo Carioca, que vai servir de preparação para o jogo contra o Santos, que vai ser bem duro”, disse o meio-campista Luan, após a partida.

    Nesta temporada, o time Sub-17 do Flamengo conquistou a Taça Guanabara e lidera com folga a Taça Rio. No segundo turno, inclusive, já garantiu vaga na semifinal. Caso o Rubro-Negro conquiste a Taça Rio, será declarado campeão sem a necessidade de uma final, como ocorreu na última temporada.

    Flamengo: Victor Hugo; Braian, Vinicius (Natan), Patrick, Ramon; Luan (Henrique), Matheus Alves; Vitor Ricardo (Marx Lenin), Yuri César (Francisco), Wendel; Vitor Gabriel (Rhyan). Técnico: Márcio Torres.

    Crédito da imagem destacada:  Lucas Moraes

  • Cruzeiro x Flamengo: podre ilusão

    Imagine a seguinte situação: seu time jogando uma final fora de casa, placar zerado, poucos minutos restando para o apito final e aquele placar dá o título ao adversário. O que você faz? Com certeza se joga ao ataque, tenta um gol a todo custo, mesmo sob o risco de ficar exposto a um contra-ataque. Afinal, é melhor morrer lutando do que cair entrincheirado.

    Agora imagine se o seu time só entende o regulamento depois do apito final. Imagine a equipe descobrindo depois do jogo que o adversário é campeão.

    A situação do Flamengo na final da Copa do Brasil foi mais ou menos essa. Não nos lançamos à frente por um detalhe: aparentemente o empate não dava o título diretamente para o Cruzeiro e a disputa de pênaltis dá esperanças aos dois lados. Podre ilusão. Se Diego não tivesse perdido, se todos os jogadores rubro-negros fossem perfeito nas cobranças, os dois times estariam até agora batendo as penalidades, pois é impossível perder um pênalti com Muralha no gol.

    Repito: é impossível. Não defender nenhuma cobrança é normal. O que não é normal é a atitude de Muralha na marca da cal. Assustado, omisso, petulante, desconfortável, descompromissado…

    O Cruzeiro tinha mais do que a vantagem do empate. Tinha a vantagem de empatar sem que o adversário soubesse disso. E foi isso que segurou o ímpeto do Flamengo, anulando uma pressão final em busca de uma bola vadia.

    Foi essa ilusão que tirou o título do Flamengo. A ilusão de que não estávamos perdendo, que o resultado estava em aberto, que os deuses do futebol, aficcionados por histórias de superação, dariam a Muralha e ao Flamengo a capacidade de vencer nas penalidades. Rueda classificou como “imponderável” algo que era extremamente previsível. O que nos traiu foi essa nossa teimosa mania de acreditar no impossível. Dessa vez, nem o impossível daria conta.

    Um jogo de sobra

    O jogo foi a cara de Mano Menezes: amarrado, chato, brigado e truncado. O treinador cruzeirense é um especialista em trancar o jogo, com muita briga e pouco futebol. Demos a ele tudo que ele sonhava: bastava se segurar contra um ataque que tem sérios problemas para furar retrancas. Nada mais.

    Aliás, essa foi a mesma estratégia do Botafogo nas semifinais. E teria dado extremamente certo se não fosse um lance achado por Berrío e Diego.

    A entrada de Arrascaeta logo no começo colocou um jogador a mais no meio-campo cruzeirense e criou uma situação fácil de entender e difícil de reverter: o time mineiro espelhava o Flamengo, com marcações encaixadas no mano-a-mano em todos os setores, mas deixava Rever e Juan livres para trocarem quantos passes quisessem. Com isso, o Cruzeiro tinha não só uma, mas duas sobras: uma em Diego e outra em Guerrero.

    Os pontas acompanhavam os laterais, os laterais colavam nos pontas, os meias fechavam os volantes… Mas os dois melhores do Flamengo estavam encaixotados no meio de quatro adversários. Diego jogou muito mal e o time forçou demais a bola longa com Guerrero, mas isso não foi apenas negligência ou burrice. Havia um problema claro que o Flamengo não soube contornar.

    Rueda errou. Berrío pode até ter seus méritos se infiltrando em velocidade por trás da linha de defesa, mas é um jogador completamente inútil jogando contra uma zaga postada tão perto do próprio gol. Simplesmente não há espaço para correr por trás. A entrada de Rodinei é incompreensível, já que ele mantém exatamente a mesma característica.

    Havia duas alternativas: entrar antes com Paquetá, que tem a capacidade de derivar para o meio, acabando com uma das duas sobras, ou arriscar um pouco mais com um dos zagueiros carregando a bola para quebrar a primeira linha do Cruzeiro.

    O Flamengo não fez nada disso. Pelo contrário, se iludiu. Acreditou que estava bem no jogo por dominar uma posse de bola infértil e achou que decidiria no talento individual de algum jogador ou, pior, que os pênaltis igualariam a disputa.

    Mano Menezes mostrou mais uma vez o medo de jogar futebol. Era esse o nosso papel: propor um jogo corajoso, tirando o conforto do adversário. Foi a ilusão que tirou o coragem do Flamengo. Sem coragem, ficamos sem o título.

    Uma tônica perfeita para representar o ano.


    Téo Ferraz Benjamin escreve as análises táticas do Mundo Bola. Siga-o no Twitter: @teofb

  • Análise estatística – Flamengo na Copa do Brasil 2017

    Na última quarta-feira (27), o Flamengo deu adeus ao sonho do Tetracampeonato da Copa do Brasil em 2017, ao ser derrotado, nas cobranças de penalidades máximas pelo Cruzeiro, no Estádio do Mineirão. O jogo de ida foi no Maracanã, e acabou empatado em 1 a 1. No jogo da volta, um empate sem gols com o êxito celeste nos pênaltis, como citado anteriormente.

    Nessa edição da Copa do Brasil, o Flamengo eliminou Atlético-GO, Santos e Botafogo, chegando assim à grande final. Como disputou a Libertadores, entrou diretamente nas oitavas de final da competição.

    Números do Flamengo na Copa do Brasil 2017

     

    8 jogos – 3 vitórias – 4 empates – 1 derrota – 8 gols marcados – 6 gols sofridos

    12 cartões amarelos – 1 cartão vermelho

     

     

    Jogos

    Os técnicos Zé Ricardo (comandou a equipe em 4 jogos) e Reinaldo Rueda (4 jogos) utilizaram 26 jogadores nesses 8 jogos do Mengão na competição. Réver, Cuéllar, Rodinei e Pará foram os atletas que mais entraram em campo: todos eles disputaram 7 partidas na Copa do Brasil 2017.

     

     

    Gols, Assistências e Cartões

     

    Sem dúvidas, o destaque ficou para Paolo Guerrero: o centroavante foi o artilheiro (2 gols), o líder em assistências (2, ambas no jogo contra o Santos), e o mais “amarelado”, recebendo 4 cartões amarelos em 5 jogos disputados. No mais, os outros 6 gols e 5 assistências foram de outros atletas diferentes.

     

     

    Técnicos

     

    Zé Ricardo assumiu o Flamengo nos jogos contra Atlético-GO e Santos, tendo 58,33% de aproveitamento (2 vitórias, 1 empate e 1 derrota; 6 gols marcados e 5 sofridos). Rueda assumiu o Flamengo contra Botafogo e Cruzeiro, tendo um aproveitamento de 50% (1 vitória e 3 empates; 2 gols marcados e 1 sofrido).

     

    Comparação – 2016 e 2017

     

     

    Público

     

     

    Adriano Skrzypa é estudante de Educação Física e apaixonado por números no futebol. Siga-o no Twitter: @FlamengoNumeros


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  • Flamengo/Marinha vence Duque de Caxias pelo Carioca Feminino

    Seguimos invictos! Na tarde dessa quarta-feira, 27, o Flamengo fez sua terceira partida no Campeonato Carioca 2017, jogando no Marrentão (Xerém). As meninas do Mengão fizeram um bom jogo, apesar da pressão sofrida no final para a equipe adversária, e venceram o Duque de Caxias por 3 a 2.

    Os gols do Mengão foram marcados por Ju, aos 20 minutos do 1T, Pâmela, aos 23 minutos do 1T e Day, aos 10 minutos do 2T. O Duque de Caxias descontou, aos 35 e 47. Final de jogo: Mengão 3 a 2 Duque de Caxias!

    O tenente Ricardo Abrantes escalou o time da seguinte formaMaike; Raquelzinha, Renata Diniz, Day e Rayanne; Diany, Ju e Bárbara; Jane, Pâmela e Flávia. Gaby, Fernanda Palermo e Patricia entraram no segundo tempo.

    Com o resultado, as meninas do Flamengo/Marinha estão invictas na competição, e com o melhor ataque: são 15 gols marcados (e 3 sofridos) em 3 jogos.

     

    Torcida do Flamengo esteve presente no Marrentão

    O próximo compromisso do Flamengo no Carioca Feminino será apenas no dia 4 de outubro, contra o Barcelona.

     

    Regulamento

    Neste ano, serão 7 equipes postulantes ao título: Flamengo/Marinha, AA Portuguesa, América FC, Barcelona EC, ISQL Brasileirinho, Duque de Caxias FC e Cruzeiro FC. Serão disputadas duas fases: a primeira fase será disputada pelos 7 times, em turno único.

    As 3 primeiras colocadas da fase, classificam-se para a segunda fase. Um detalhe importante: a equipe que sagrar-se campeã da primeira fase, garante um ponto extra na disputa da segunda fase.

    Na segunda fase, as 3 equipes duelam entre si. Quem conquistar mais pontos, leva o título. O campeão e o vice garantem vaga na Copa do Brasil Feminino 2018.

    Critérios de desempate: maior número de vitórias na fase, melhor saldo de gols na fase, maior número de gols pró na fase, menor número de cartões amarelos e vermelhos, durante todo o campeonato, confronto direto na fase, sorteio na sede da Federação.

     

    Créditos foto destacada: Bruna Ventuil

  • Autor do gol que garantiu primeiro título do Fla na Copa do Brasil fala sobre final

    Por Wanderson Emerick, Diogo Almeida e Fábio Justino

    Quanto tempo é necessário para marcar o nome na história de um clube? Para alguns, anos. Para outros, basta uma noite. Hoje, o Flamengo entrará em campo em busca da sua quarta taça da Copa do Brasil. No Mineirão, o clube quer repetir o feito de 1990, quando conquistou o título da competição jogando fora de casa. Naquela ocasião, o rubro-negro venceu o Goiás no primeiro jogo (1 a 0), em Juiz de Fora, e empatou no segundo (0 a 0), em Goiânia.

    Autor do único gol da decisão, o ex-zagueiro Fernando Matos conversou com o Mundo Bola sobre a final da Copa do Brasil e o atual elenco do Flamengo. Com 80 jogos e uma passagem de pouco mais de um ano, o defensor relembra com carinho sua trajetória no rubro-negro.

    – Jogar no Flamengo foi mais uma confirmação dos grandes momentos que vivi no futebol. Eu tinha vindo do Vasco, tive uma passagem por Portugal e em seguida voltei para o Flamengo. Pena eu não ter ficado mais tempo no clube, é uma casa onde fui muito bem recebido pela torcida, que é fantástica, de uma vibração intensa e que me deixou muito a vontade – relembra com carinho.

    Zagueiro de reconhecida qualidade técnico e “faro artilheiro”, Fernando fez 13 gol pelo Flamengo. Atualmente, é comentarista esportivo em um canal local de Santos. Com propriedade, ele avaliou as chances do rubro-negro na grande decisão.

    – O Flamengo teve grande chance de definir o título em casa, deixou em aberto porque o Cruzeiro conseguiu um grande resultado. Como não existe o critério do gol qualificado e a camisa do Flamengo é pesada, não há favoritismo mesmo jogando no Mineirão. Eu vou torcer para o Flamengo conquistar essa taça.

    Confira a entrevista completa

    Primeiro título da Copa do Brasil

    Infelizmente, na final contra o Goiás, o Maracanã estava em obras, por isso fizemos o jogo em Juiz de Fora. Lá, vencemos por 1 a 0, onde tive a felicidade de fazer o gol. Já em Goiânia, não pude jogar porque fui expulso no primeiro jogo, mas viajei com a delegação e participei efetivamente de tudo. Felizmente, fizemos um grande jogo, o Zé Carlos teve uma noite inspiradíssima e saímos campeões.

    Gol e título invicto

    Tive a honra de participar do título e a grata felicidade de fazer o gol. O Flamengo fez uma campanha memorável e nós conseguimos de forma invicta o título.

    Passagem pelo Flamengo

    Jogar no Flamengo foi mais uma confirmação dos grandes momentos que vivi no futebol. Eu tinha vindo do Vasco, tive uma passagem por Portugal e em seguida voltei para o Flamengo. Pena eu não ter ficado mais tempo no clube, é uma casa onde fui muito bem recebido pela torcida, que é fantástica, de uma vibração intensa e que me deixou muito a vontade, mesmo eu vindo praticamente do arquirrival. Sempre tratei com muito respeito todas as camisas que defendi e com a do Flamengo não podia ser diferente. O torcedor se identifica rapidamente com aquele profissional que se dedica, eu tive essa identificação com o Flamengo.

    Time campeão da Copa do Brasil de 1990. Fernando não está na foto porque foi expulso no primeiro jogo.

    Flamengo x Cruzeiro

    O Flamengo teve grande chance de definir o título em casa, deixou em aberto porque o Cruzeiro conseguiu um grande resultado. Como não existe o critério do gol qualificado e a camisa do Flamengo é pesada, não há favoritismo mesmo jogando no Mineirão. Eu vou torcer para o Flamengo conquistar essa taça.

    Espírito de final

    O mais importante é o lado motivacional. Não há envolvimento maior que a própria final, a energia que gera uma final de campeonato com times da envergadura de Flamengo e Cruzeiro. Naturalmente, você tem que dosar e ter equilíbrio na sua potencialidade porque é preciso entrar com muita força de espírito dentro do jogo, mas também tem que tomar cuidado para não extrapolar e perder a cabeça. É um jogo de choque, disputadíssimo, onde se deve falhar o menos possível.

    Elenco do Flamengo

    O Flamengo possui jogadores mais capacitados individualmente, mas ainda está formando uma estrutura tática e técnica. O treinador chegou recentemente, está dando um padrão para a equipe. O Flamengo melhorou naquilo que eu achava que era mais deficiente, que é o sistema defensivo. Quanto ao aspecto ofensivo, o time tem grandes possibilidades e isso pode fazer a diferença.

    Recado para os jogadores

    O gol é a maior alegria do futebol, o título eterniza essa alegria. Deixo essa mensagem para os jogadores do Flamengo pensarem antes de entrar em campo.

    Fernando atualmente.