Autor: diogo.almeida1979

  • Flamengo 1 x 0 Fluminense – Enfim, disposição

    Antes do jogo, tempo nublado, caras fechadas. Empolgação mínima. Time é submisso, não se entrega ou se empolga. Torcedor sente isto. E não cola junto. “Eles não querem então vou querer por quê?”. É o pensamento generalizado.

    Junte a isto entrevistas dos dirigentes tratando o futebol como se fosse uma máquina em que se colocando os insumos, fazendo manutenção preventiva, esta irá produzir o que se espera. Mas futebol não é automático. As vitórias não vêm por força daquilo que você investe, mesmo que, claro, isto ajude demais. É preciso mais. Estamos falando de um grupo de atletas, pessoas, que precisam ser cobradas, precisam de metas, precisam saber se estão correspondendo ou não às expectativas. Quando não se tem isto em um elenco, seja de futebol ou mesmo quadro funcional de uma empresa, simplesmente não se tem resultados. As pessoas em maioria tendem a procurar sempre a zona de conforto em suas organizações.

    EBM, Fred Luz junto com Rodrigo Caetano criaram esta zona em toda parte do futebol profissional do Flamengo. Resultado? O sono. Correr para não chegar. Time não consegue superar equipes ditas grandes no Brasileiro, mostrando um desempenho vergonhoso. O que explica sua colocação. Mas temos agora um novo VP de Futebol, que está conhecendo o terreno e diz esperar autonomia para realizar as mudanças. Mas o que vemos é EBM indo todo dia ao futebol e falando como VP de Futebol e talvez agindo como VP de Futebol. Não quer largar o osso que seu cargo de presidente lhe dá a autoridade para agir, a despeito de sua horrorosa participação na gestão de futebol. Não sei como o resto do Conselho Diretor não fez ainda uma convocação para retirá-lo de lá, até para não asfixiar o Lomba.

    Pois bem, dito isto, o Flamengo enfrentou o Fluminense no Maracanã na disputa da primeira partida das quartas-de-final da Copa Sul-Americana. Partida importante, a qual fomos agraciados pelas palavras do Bap, opositor da atual gestão, outrora membro importante e muito relevante da dita “Chapa Azul”, de que o torneio é uma espécie de “Serie B”. Minimizando assim, a competição em que o Flamengo disputa. O que mostra que estamos mal: do lado da gestão atual dirigentes “passam pano” em jogadores, e do outro, possíveis futuros dirigentes que esnobam competições internacionais.

    E o Flamengo começou muito bem. Parece que acordaram da sonolência extrema. Fez um primeiro tempo em alto nível, com algumas chances criadas, poucas na verdade, mas tinha bom volume de jogo. Cuéllar e Arão muito bem como volantes, Éverton Ribeiro se movimentando junto ao Diego. Paquetá flutuava pelo campo, não se posicionando direito como centroavante, o que atrapalhou muitas jogadas. Tendo a achar que a entrada de Vizeu seria melhor para o time pois nitidamente faltava referência lá na frente. Flamengo fez seu gol em uma jogada linda de Éverton Ribeiro com Arão, que cruzou para o Éverton marcar, só tocando para o gol. De ruim o lance covarde, de marginal, em que o jogador Marcos Júnior entrou no Réver para tirá-lo de campo, e conseguiu.

    Mas, torcida em festa. Ao menos. Se beliscando para ver se não estava sonhando e enfim tinha um time com alma dentro de campo. Mas era realidade. Flamengo tinha entrado em campo como Flamengo de outros tempos.

    Veio o segundo tempo. Abel, técnico do Fluminense, certamente não gostou nada de seu time do primeiro tempo, e organizou o Fluminense para sufocar o Flamengo fazendo marcação alta, adiantando o meio de campo. Passou a dominar as ações. Flamengo, de sparring, tentava contra-ataques mas errava demais nos passes, nas corridas. Continuava com vontade, mas era amplamente dominado. Rueda em mode Zé Ricardo, não fazia alterações. Fluminense aproveitava a avenida Trauco para avançar livremente e sobrecarregava o lado do Pará em várias jogadas pelas pontas. Flamengo acuado. Diego Alves fazendo belas defesas. O que reitera a importância de ter um bom jogador nesta posição, tão desprezada pelo nosso “diretor-executivo de futebol”, que às vezes não enxerga o básico na formação de elenco.

    De repente, Éverton cansou ou Rueda acordou. Não sei o que veio primeiro. Para reforçar a marcação do meio, neste momento perdido, colocou Marcio Araujo. Só o fato de tê-lo por aí, em que pese a irritação de seus invariáveis péssimos passes, já anulou o jogo do Fluminense pelo meio. Arão pôde se dedicar a marcar mais a lateral-esquerda do Fluminense e Cuéllar a direita. Assim o Flamengo se acertou e passou a voltar a criar chances, ou tirar a presença frequente do Fluminense perto de sua área. Juan deu uma cabeçada esquisita que bateu na trave do adversário. Mostrando que o Flamengo tinha acordado. Paquetá saiu e entrou Vizeu, no fim do jogo. Mas mostrou que poderia ter sido a opção, cabeceando bem uma bola em um cruzamento na única chance que teve. Era, enfim, uma referência que não tivemos o jogo quase todo.

    Terminou. Flamengo 1 x 0 Fluminense. Vantagem de empate para o próximo jogo. O que é bom. Mas não pode esmorecer. Precisamos levantar este caneco para o ano não ser a tragédia que a falta de disposição contínua estava nos levando.
     


    Flávio H. de Souza escreve no Blog Pedrada Rubro-Negra. Siga-o no Twitter: @PedradaRN
     

    Imagens destacadas no post e nas redes sociais: Gilvan de Souza / Flamengo

  • Apatia que incomoda

    Só mesmo o amor que sinto pelo Flamengo para fazer com que não perca um jogo. O Flamengo de hoje é um time acostumado com a derrota e vexames. Um time apático que não demonstra um mínimo de gana. Já cobrei aqui mesmo, raça, vibração e vontade de vencer.

    Não vejo tamanha apatia nem em uma pelada de solteiros x casados. Parece que os jogadores estão em um spa, tranquilos, e que tudo está maravilhoso. Os jogadores estão tão apáticos que não reclamaram nem do primeiro gol do São Paulo feito de braço, o único que reclamou do lance foi nosso arqueiro Diego Alves.

    Poucos são os atletas do Flamengo que demonstram incômodo com as derrotas. Um desses jogadores é o Guerrero e esse é um dos motivos pelos quais sou favorável a renovação do seu contrato.

    Cresci nos anos 80 vendo um time do Flamengo fantástico tecnicamente, mas nem por isso sem vibração. Assistia aqueles jogos e podia perceber que além da técnica, a vontade de vencer era enorme. Depois nos anos 90 e início dos anos 2000, vi muitos times do Flamengo tecnicamente ruins, brigando para não serem rebaixados, mas que tinham raça e contagiavam a torcida sendo empurrados pela massa Rubro-Negra.

    Eis que após uma profunda reestruturação financeira, temos um time cheio de grandes jogadores e espero ver o Flamengo brigando por todas as competições como protagonista, vejo um time apático e derrotado. Não há motivos para isso, pois os jogadores tem uma das melhores estruturas do país, recebem altos salários e em dia.

    Parece que não há cobrança, seja da comissão técnica, diretores profissionais e amadores. Como já disse aqui em outras ocasiões, não sou favorável a esporros em público, mas muito me incomoda a aparente passividade da comissão técnica e diretoria. Não sou favorável a esporo público, mas também esse discurso de passividade e proteção da diretoria é para tirar qualquer Rubro-Negro do sério.

    Também me incomoda a apatia de parte da torcida que se mostra conformada e que usa como pretexto a reestruturação financeira dessa diretoria. Assim como me incomoda aqueles que falam que vão dar um tempo do Flamengo por causa do ano vexatório do time. Não posso cobrar de todos que hajam como eu, mas não vou abandonar o meu amor pelo Flamengo. Mesmo o time não correspondendo, não concordando com as decisões dessa diretoria ligada ao futebol, eu não vou abandonar o Flamengo, pois para mim o Flamengo vem em primeiro lugar.

    Saudações Rubro-Negras,

     


    Pai da Alice, Rubro-Negro, sócio-patrimonial e ST do Flamengo, escritor, poeta, advogado, fundador do grupo literário Los Burrachos e louco. Siga-o no Twitter: @BrunoCBB55
     

    Imagem destacada nos posts e nas redes sociais: Gilvan de Souza / Flamengo

  • Vencer ou vencer: Flamengo/Marinha pode ser tricampeão Carioca Feminino neste sábado

    Valendo taça! Neste sábado (28), o Flamengo tem jogo decisivo no Campeonato Carioca Feminino 2017. A equipe rubro-negra enfrenta o Duque de Caxias, no Estádio Ênio Teixeira (Sapucaia), às 16h. O jogo terá entrada gratuita, e não terá transmissão de TV.

    Se obter êxito, o Mengão sagra-se Tricampeão estadual, e apenas disputa o último jogo para “cumprir tabela”. Por outro lado, em caso de derrota, o campeão será o próprio Duque de Caxias, que venceu o primeiro jogo, contra o América, por 4 a 2. Em caso de empate, o Flamengo/Marinha precisa apenas de uma vitória simples sobre o América, na última rodada da fase final para sair com o tricampeonato.

    O Duque de Caxias perdeu apenas um jogo nesse Carioca Feminino: justamente contra o Flamengo/Marinha. Foto: Adriano Fontes/DCFC Feminino

    O Flamengo/Marinha possui o melhor aproveitamento (100%), o melhor ataque (41 gols marcados) e a melhor defesa (3 gols sofridos) da competição. Como forma de preparação, além dos treinamentos, a equipe realizou um jogo-treino com a Seleção Brasileira Feminina Sub-20, onde saiu derrotada por 2 a 0.

    Classificação – Fase final

    Cada time terá direito a dois jogos, nessa fase final. O primeiro duelo já ocorreu, onde o Duque de Caxias derrotou o América. O Flamengo, que tem 100% de aproveitamento na competição, ficou com a melhor campanha na primeira fase e, como está previsto no regulamento, garantiu um ponto extra nessa fase. Assim, se vencer o Duque de Caxias neste sábado, é tricampeão com um jogo de antecedência.

     

    Regulamento

    Neste ano, serão 7 equipes postulantes ao título: Flamengo/Marinha, AA Portuguesa, América FC, Barcelona EC, ISQL Brasileirinho, Duque de Caxias FC e Cruzeiro FC.

    Serão disputadas duas fases: a primeira fase será disputada pelos 7 times, em turno único.

    As 3 primeiras colocadas da fase, classificam-se para a segunda fase. Um detalhe importante: a equipe que sagrar-se campeã da primeira fase, garante um ponto extra na disputa da segunda fase.

    Na segunda fase, as 3 equipes duelam entre si. Quem conquistar mais pontos, leva o título. O campeão e o vice garantem vaga na Copa do Brasil Feminino 2018.

    Critérios de desempate: maior número de vitórias na fase, melhor saldo de gols na fase, maior número de gols pró na fase, menor número de cartões amarelos e vermelhos, durante todo o campeonato, confronto direto na fase, sorteio na sede da Federação.

  • Flamengo tem que processar Botafogo, Odebrecht, Prefeitura e Consórcio Maracanã

    Havia feito um resumo sobre isto há algum tempo no Blog A Nação sob o título “Operação Teto do Engenhão“. Também foi publicado aqui: “De Engenhão para Maracanã, com rancor“, excepcional texto de Bruno de Laurentis, publicado originalmente no Mundo Rubro-Negro. A ação foi conscientemente tomada para prejudicar as negociações de uso do Maracanã após a privatização.

    A Diretoria do Flamengo e seu Departamento Jurídico tem a obrigação de acompanhar este tema muito de perto, principalmente após esta manifestação pública do Botafogo. Cabe ação judicial, porque é inquestionável os danos materiais sofridos pelo Flamengo frente à ação ilegal da Odebrecht para forçar melhores condições de assinatura de contrato na negociação pelo Maracanã. Talvez a ação criminosa tenha até penalidade prevista no Contrato de Concessão ao Consórcio Maracanã!!!

    O Botafogo também pode e deve ser judicialmente acionado. Sua diretoria, eleita estatutariamente pelos seus sócios, agiu em associação criminosa, causando prejuízos financeiros ao Flamengo, que se refletem até hoje, dadas as aberrativas taxas cobradas ao clube para utilizar o Maracanã. Sem dúvida a Prefeitura também tem que ser processada. O ideal seria até encontrar meios jurídicos para envolver também a FERJ como cúmplice desta conspiração, um crime contra a ordem financeira e as normas competitivas. A carta da atual diretoria do Botafogo acusando a ex-diretoria é um atestado de culpa do clube de General Severiano!!!

    Saiu esta terça, 24 de outubro de 2010 no GloboEsporte:

    A diretoria do Botafogo informou nesta terça-feira ter apresentado uma notícia da crime contra o ex-presidente Maurício Assumpção. Ele é acusado de favorecer a Odebrecht, concessionária do Maracanã, com a interdição do Engenhão (hoje rebatizado de Nilton Santos), em 2013. Na época, a alegação foi de risco de desabamento da cobertura do estádio. Mas um estudo da DFA Engenharia e da Controlatto, divulgado pela Rádio CBN no início do ano, apontou como desnecessário o fechamento do palco.

    De acordo com o clube alvinegro, a suspeita ocorre porque, naquele mesmo momento, o Botafogo conseguiu um empréstimo de R$ 20 milhões junto à Odebrecht “em condições suspeitas e com graves prejuízos ao Clube”, segundo descreve a nota publicada no site oficial. A dívida em 2017 já passa dos R$ 35 milhões, mas nunca foi cobrada pela construtora, como revelou a Revista Época.

    Procurado pela reportagem do Botafogo, o ex-presidente Maurício Assumpção preferiu não se manifestar no momento e prometeu se pronunciar sobre todas as situações de sua gestão em dezembro, após passar o período eleitoral do clube.

    Além de Maurício Assumpção, que comandou o clube de 2009 a 2014, foram denunciados o ex-diretor geral do Botafogo Sérgio Landau, Benedito Barbosa da Silva Junior (diretor presidente da Odebrecht), Leandro Andrade Azevedo (diretor da Odebrecht) e João Borba Filho (presidente do Complexo Maracanã Entretenimento S.A.).

    Procurado pelo GloboEsporte.com, Sérgio Landau respondeu:

    – Eu era funcionário do Botafogo, cumpria ordens e tinha uma estrutura. Mas só falam de mim e do Maurício porque a gente não pertence àquela panelinha antiga deles. Cadê os outros? Esse contrato (empréstimo) foi visto pelo jurídico do clube, por vários outros vice-presidentes e eles não são citados? Essa questão da diretoria é pessoal, nada mais do que isso. O que eu tenho que a ver com o fechamento do Engenhão? O maior prejudicado foi a diretoria do Botafogo. Que poder você tem sobre a prefeitura? Quem comunicou a interdição foi o prefeito (Eduardo Paes), pergunta para ele. Tem que acionar o prefeito – disse.

    Construído para o Pan-Americano de 2007, o Nilton Santos custou R$ 380 milhões e completou 10 anos em 2017. Em 2013, a Prefeitura do Rio anunciou que o estádio precisaria passar por um reforço estrutural imediato por conta do risco de queda da cobertura em caso de ventos acima de 63 km/h. O local teve reforço de estrutura calculado em R$ 200 milhões após interdição – custo estimado da reforma que inseriu mais 1.500 toneladas de aço no estádio.

    No ano passado, Assumpção foi excluído do quadro social e se tornou o primeiro ex-presidente expulso do Botafogo em toda a história. A decisão foi movida por improbidade administrativa, prejuízo ao patrimônio do clube, favorecimento a amigos e empréstimo sem destino especificado, entre outras acusações. O Alvinegro contratou uma auditoria externa com a empresa Ernst & Young para analisar processos, documentações e contas da instituição nos seis anos da gestão anterior.

    Confira a nota oficial na íntegra:

    “O Botafogo de Futebol e Regatas, em virtude de apurações internas para verificar a regularidade, a legalidade e a ética de atos realizados pela gestão anterior do clube, vem informar que apresentou uma notícia de crime perante a 5ª Delegacia de Polícia, contra Maurício Assumpção Souza Junior, Sérgio Landau, Benedito Barbosa da Silva Junior (Diretor Presidente da Odebrecht), Leandro Andrade Azevedo (Diretor da Odebrecht) e João Borba Filho (Presidente do Complexo Maracanã Entretenimento S.A.).

    O pedido de instauração de inquérito policial para averiguação dos fatos decorre de 2 contratos de mútuo assinados pelo ex presidente do Botafogo, Sr. Maurício Assumpção Souza Junior com a Odebrecht, em 2013 e 2014, no valor total histórico de R$ 20.000.000,00, em condições suspeitas e com graves prejuízos ao Clube.

    A notícia de crime subscrita pelo advogado contratado pelo Botafogo, Dr. Walmer Jorge Machado, relatou à autoridade policial o seguinte: “na verdade, Dr. Delegado, a cronologia dos fatos sugere uma possível manobra da Odebrecht para justificar a interdição do Estádio Nilton Santos, pois, segundo a matéria veiculada na Folha de São Paulo dia 02.02.2016, a Racional Engenharia, responsável por projetar e realizar a maior parte da obra do Estádio Nilton Santos, teria feito um minucioso estudo técnico afirmando que o estádio não deveria ter sido fechado. Válido lembrar que a interdição do Nilton Santos foi baseada em parecer técnico da Odebrecht, sendo dificílimo não imaginar que a finalidade consistiu em beneficiar o Complexo Maracanã Entretenimento S.A., empresa integrante do Consórcio formado pela Odebrecht para administrar e operar o Estádio Maracanã.

    Existem fortes indícios que o Botafogo de Futebol e Regatas, por intermédio dos referidos contratos de mútuo, tenha sido vítima de atividades suspeitas, as quais merecem apuração da autoridade competente que, diante da consistência do que lhe foi apresentado, já determinou a abertura do inquérito policial e a providência para a oitiva dos envolvidos.

    A atual direção do Botafogo de Futebol e Regatas tem a obrigação e o dever de zelar pelo respeito e pela preservação do patrimônio do clube.”

    Botafogo de Futebol e Regatas

    Carlos Eduardo Pereira
    Presidente

    Domingos Fleury da Rocha
    Vice Presidente Jurídico

     


    Marcel Pereira é economista e escritor rubro-negro, autor do livro “A Nação” (Editora Maquinária).

     
    Imagem utilizada no post e redes sociais: Alexandre Cassiano / Agência O Globo

  • Júnior passa por cima dos protegidos do presidente e promove o Anjo Loiro da Gávea

    A necessidade de agir.

    Há derrotas que funcionam como um divisor de águas, qual medicamento amargo que terá se mostrado, no futuro, necessário para que se adotem as medidas outrora proteladas por algum subterfúgio subjetivo.

    Júnior, com anos e anos de carreira nas costas, agora treinador, sabe como essas coisas de futebol funcionam. Já percebeu que o arranjo que concebera para o time não deu nem dará certo. A goleada mostrou isso de forma devastadora, cristalina. Crua.

    E agora a corda está lhe apertando o pescoço de forma incômoda, mas reversível. Ainda.

    Não tem sido fácil o início da temporada do “novo Flamengo”, que se pretende construído sob a égide da austeridade e do “amor à camisa”. Vivendo grave crise financeira, o clube promoveu um robusto desmanche em seu elenco. Renato Gaúcho, Casagrande, Edu Lima, Éder Lopes, Jorge Antônio. E algumas joias da coroa, os egressos da base de 1990, já prontos para se tornarem realidade: Júnior Baiano (US$ 400 mil, São Paulo), Piá (US$ 200 mil, Santos) e Marcelinho (US$ 600 mil, Corinthians). Cinco, seis titulares.

    Como reposição, a ideia original se concentrava no aproveitamento de jovens da base (Fábio Augusto, Índio, Régis, Hugo, Magno), que se juntariam na mescla com os remanescentes Gilmar, Nélio, Rogério, Fabinho, Marcos Adriano e Charles Guerreiro, entre outros. Um plantel que mostrou suas evidentes limitações já no primeiro jogo da temporada, uma constrangedora derrota para o Grasshoppers-SUI (0-2) na reinauguração do Estádio da Gávea, agora ampliado para comportar 26 mil torcedores. Uma atuação tão indigente que por pouco não fez Júnior entregar o cargo, irritado com o baixo nível do elenco posto à sua disposição.

    Mas a Diretoria cedeu e trouxe reforços. Pagou US$ 120 mil pelo centroavante Charles Baiano, gastou US$ 100 mil (valor estimado) pelo volante Marco Antonio Boiadeiro, despendeu um valor não divulgado pelo meia Carlos Alberto Dias e, por fim, abateu US$ 200 mil do valor a receber do São Paulo e trouxe o atacante Valdeir, o “The Flash”. Todos por empréstimo de seis meses, salvo Charles, que ficaria até dezembro.

    Mas os resultados seguiram escassos. Júnior demonstrou dificuldades para encaixar todos os medalhões na equipe, que em nenhum momento apresentou equilíbrio defensivo. Vitórias magras e derrotas acachapantes nos dois clássicos disputados tornaram a situação do treinador muito delicada. Júnior nunca contou com a simpatia do presidente, com quem usualmente colecionou atritos desde os tempos de jogador. O Flamengo está a dois jogos do fim da Primeira Fase e ainda não está garantido no Quadrangular Final do Estadual. É desnecessário desenvolver as consequências desastrosas, do ponto de vista financeiro, técnico e moral, que uma eliminação traria para dentro da Gávea. A d

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    iretoria sabe disso e, às vésperas do clássico contra o Botafogo, manda ultimatos pela imprensa.

    “Júnior tem todo nosso apoio e nossa confiança. Mas a gente sabe como são as coisas. Não teremos como segurá-lo em caso de nova derrota no domingo”.

    Mas o Maestro já sabe o que fazer. Já entendeu os motivos da falta de combatividade e da lentidão da equipe. Com efeito, dos reforços contratados apenas Charles tem contribuído com gols. Mas o baiano é lento, não dá dinamismo ao ataque. A visível falta de condições atléticas de Valdeir e Dias não ajuda a melhorar o quadro. Boiadeiro, por sua vez, parece estar começando a se encontrar, mas ainda oscila. Enfim, as contratações ainda não engrenaram.

    Júnior já tem o diagnóstico. Precisa injetar combatividade e velocidade na equipe. Irá promover algumas alterações. Barrar medalhões. Sabe que não será fácil. Será ainda mais pressionado, contestado por tirar do time os caros reforços. Mas a decisão já está tomada. Esperto, esconderá a escalação e só anunciará as mudanças no dia do jogo. No entanto, o destino de Dias e Valdeir já está selado. Irão para a reserva. Mais um volante (Fabinho) irá para o meio.

    A outra vaga irá para o garoto.

    Tratado como uma verdadeira joia das divisões de base, o garoto é, de longe, o mais habilidoso jogador revelado desde a já distante Geração de 1989/1990. Aliás, seu talento chega a ombrear ou mesmo superar o de alguns expoentes daquela safra. Tratado com cuidado, atravessou todas as etapas da transição para os profissionais, sendo eventualmente utilizado em jogos de times “aspirantes”, concentrando com os titulares, participando do dia-a-dia dos profissionais. Até receber uma chance num dos últimos jogos da temporada anterior e incendiar uma partida quase perdida, que por pouco não resultou numa improvável reação. Já estava pronto para integrar o plantel.

    Nessa temporada foi usado aos poucos, entrando no decorrer dos jogos. Mas em praticamente todas as partidas em que entrou, provocou brutal melhora no desempenho do time, tornando-o insinuante, agudo, agressivo. Transformando atuações burocráticas em goleadas. Reveses em reações. Criando uma noção crescente e sólida de estar “pedindo passagem”.

    “Minha hora chegou. Aliás, demorou. Eu já deveria ter entrado antes”. O garoto recebe a notícia exalando auto-confiança, quase uma marra aparentemente incompatível com seu físico franzino e sua cara de bom moço.

    A postura do jovem soa como um bálsamo para Júnior. O Flamengo precisa de coragem, atitude, confiança, vontade de reverter o quadro fortemente negativo em que se encontra. E, mais uma vez, olha pra dentro de si e se encontra, se reflete, se identifica na mais improvável das figuras. Aquele garoto magrinho, aloirado, canelas finas, mas de futebol abusado e irrequieto, quase moleque, dado a driblar, rabiscar e se enfiar no meio das mais cerradas defesas, semeando o pânico e o terror entre os adversários.

    O Flamengo empata com o Botafogo (1-1), mas joga melhor e merece a vitória. Pela primeira vez no ano, termina um clássico dando a impressão de ter superado seu oponente. As mudanças promovidas por Júnior melhoram o time, que se torna mais seguro e equilibrado. O garoto agrada bastante em sua estreia como titular, dando velocidade à equipe e criando várias chances de gol.

    Mas o empate é insuficiente para amenizar a pressão sobre Júnior. O Presidente demonstra visível insatisfação pela barração dos reforços e dá um último aviso ao treinador: “Não vamos interferir na escalação. Ele é livre para colocar em campo quem achar que deve. Mas assumirá a responsabilidade por suas escolhas”. O Flamengo precisa ao menos de um empate na última rodada, contra o Olaria na perigosa Rua Bariri, para evitar o vexame de uma eliminação precoce.

    Júnior mantém a escalação e o Flamengo vence (2-1), com atuação relativamente segura. O garoto novamente tem boa atuação e chega a acertar a trave do adversário. Aliviado, Júnior avisa: “encontramos o time, agora é entrosá-lo”.

    Dez dias na Granja Comary. O Flamengo prepara-se para a estreia no Quadrangular, contra o Fluminense que, pelo retrospecto recente, é tido como favorito. Realiza um jogo-treino contra o Entrerriense. Goleia sem dificuldades, 6-0. O garoto participa de quatro gols, marca um e sai do treino ovacionado. Está voando, parece imparável.

    Chegou, de fato, a sua hora.

    * * *

    Quarenta e cinco do segundo tempo. O Flamengo vai vencendo por 2-1 e está encolhido em seu campo. O Fluminense pressiona, busca desesperadamente o empate. Súbito, o chutão. A dividida no vazio, a bola que sobra quicando. O toque em velocidade. A disparada do garoto, dois zagueiros no encalço, o pique enlouquecido em direção à glória, ao estrelato, a etérea arrancada que lhe tirará a condição de pessoa comum. O goleiro à frente, o toquinho desferido com a frieza somente inerente aos grandes, a bola macia repousando no canto, a festa eufórica na arquibancada ao lado dos seus. O desfecho perfeito para uma atuação de gala, coroada com todos os prêmios de melhor em campo. Não podia ser de outro jeito o primeiro gol do garoto. Que, a partir dali, deixa de ser apenas um jovem promissor. Não mais apenas um menino que sonha em vencer no futebol. Não mais um imberbe sonhador pedindo autógrafos, sorriso amarelo na face. Não mais um simples qualquer. Não mais mais um. Ali, com seu nome cintilando no placar eletrônico do Maracanã, o garoto se transmuda em homem. Mais do que homem, mais do que um mortal, em estrela. Em ídolo. Em semideus.

    Nasce o Anjo Loiro da Gávea.
     


    Adriano Melo escreve seus Alfarrábios todas as quartas-feiras aqui no Mundo Bola e também no Buteco do Flamengo. Siga-o no Twitter: @Adrianomelo72
     

    Imagem do post e das redes sociais: Reprodução.

  • Sócios do Flamengo criam campanha por voto à distância nas eleições do clube

    Buscando eleições mais justas e acessíveis a todos os sócios do Flamengo, um grupo de rubro-negros organizou um manifesto que pleiteia o voto à distância no clube. Sem vínculo com correntes políticas, o “Voto à distância já!” têm como objetivo conseguir com que o Flamengo altere o estatuto ainda neste ano, para que os sócios off-Rio não precisem se deslocar até a Gávea para votar em seu candidato.

    Atualmente, o colégio eleitoral do Flamengo é composto por cerca de 8 mil sócios, dentre os quais 1 mil residem longe do Rio de Janeiro.

    Outra demanda do grupo é a realização da eleição no final de semana, tendo em vista que muitos sócios encontram dificuldades para se deslocarem até a Gávea em dias úteis. Na última eleição presidencial, apenas 2.753 pessoas compareceram para decidir o futuro do clube de maior torcida do Brasil.

    – É importantíssimo que o clube permita que todos os seus sócios possam decidir o seu futuro em iguais condições. Sem se verem prejudicados pela distância ou pela escolha de data inadequada, como no meio de um dia útil de trabalho – afirma Cynara Peixoto, idealizadora da campanha.

    O “Voto à distância já!” é aberto para todos os sócios do Flamengo, independente de lado político. Em breve, o grupo divulgará o site oficial da campanha, onde os interessados poderão demostrar seu apoio em um abaixo-assinado. Para os interessados em colaborar, a divulgação do projeto nas redes sociais é de fundamental importância.

    Nota divulgada pelo grupo

    “É hora de se modernizar. Tornar as eleições do Flamengo mais justas e acessíveis a todos os sócios do clube.

    Todos os anos vários sócios do Flamengo, independente da categoria, ficam impedidos de exercer o seu direito de voto. Por conta de um estatuto desatualizado, não existem hoje regras que permitam que se realize o voto à distância, seja por que meio for.

    Já tivemos candidatos que não moravam no Rio de Janeiro. Já tivemos candidatos que não podiam estar presentes no Rio de Janeiro por motivos profissionais. Temos centenas de sócios do clube espalhados pelo país, que contribuem de várias formas com o clube, mas que não podem votar. Também vemos casos em que devido a crise financeira e de violência que sofre a cidade, vários sócios se mudaram para outro estado ou outro país em busca de uma vida melhor.

    Some-se isso a escolha da data da eleição em pleno dia útil. A escolha dificulta ainda mais o deslocamento até a Gávea para exercer seu direito a voto, por ter que enfrentar o caótico trânsito do Rio de Janeiro ou ter dificuldade de ausentar do trabalho para ir até a sede do clube votar.

    Todos esses fatores são motivos mais do que suficientes para justificar o nosso pleito de alteração do estatuto com urgência. Porque a urgência? Porque para poder a alteração para a próxima eleição para presidente, que será em 2018, ela terá que ser votada pelo Conselho Deliberativo ainda em 2017. O tempo é curto, nós sabemos. Mas também sabemos que não é nada absurdo o que solicitamos e que daria para por em votação dentro de pouco tempo.

    Não apoiamos candidatos A ou B. Todos são livres para votar em quem desejar. Apenas desejamos que todos possam exercer de forma acessível essa liberdade de escolha, que será melhor para o Clube de Regatas do Flamengo.”

    Para mais informações, siga o “Voto à distância já!” no Twitter: Clique aqui

     

  • Uma ideia que nos falta

    Pep Guardiola assombrou o mundo em 2009, conquistando nada menos que seis títulos à frente da sua primeira equipe profissional. A missão futebolística mais importante do mundo nos cinco anos seguintes foi descobrir como parar aquele time do Barcelona. A seleção espanhola, com uma geração talentosa que já havia vencido a Euro em 2008, se adaptou ao estilo de Pep e também ganhou a Copa do Mundo em 2010 e a Euro em 2012.

    É impossível lembrar daquele momento e não pensar em trocas constantes de passes curtos pelo meio, na manutenção da posse a todo custo, na pressão imediata após a perda da bola… O Barcelona jogava assim e, enquanto se procurava o antídoto, outras centenas de times tentavam imitar o jogo catalão. Guardiola revolucionou o futebol mundial com algumas ideias.

    Não existe um jeito certo de se jogar futebol. Há tantas estratégias possíveis quanto treinadores no mundo. A evolução do jogo, inclusive, caminha de maneira cíclica: alguém descobre um novo jeito de jogar, outros copiam, aprende-se a contornar a nova ideia, todo mundo passa a jogar meio parecido, até que alguém descubra um jeito ainda mais novo de jogar, inclusive voltando a algum conceito que era usado antes.

    Foi assim com a linha de três zagueiros: ela se tornou útil no fim dos anos 80, se esgotou no início dos anos 2000 porque todo mundo já sabia contrabalancear, morreu completamente e agora volta justamente porque ninguém mais jogava assim.

    Uma geração inteira cresceu ouvindo que “os pontas morreram”, mas olha eles aí, mais importantes que nunca.

    Essa dinâmica se repete através de alguns poucos inovadores, que partem na dianteira e testam novas ideias, enquanto um monte de outros times correm atrás.

    Mas todo time memorável, independente de ser fruto de uma inovação ou de um antídoto bem feito, tem uma ideia forte por trás. Todo time que joga bonito e todo time que vence sabe muito bem o que está fazendo no campo. Todos têm um estilo, seja ele qual for.

    O que é a tática, então? E como um plano de jogo, uma ideia, pode mudar os rumos do futebol?

    Arrigo Sacchi, uma das grandes mentes futeboleiras, diz que o objetivo da tática é combinar o potencial de cada um dos jogadores de forma que o todo seja maior que a soma de cada indivíduo. É o que ele chama de fator multiplicador.

    É fácil enxergar isso na prática. O Real Madrid de Zidane faz com que os jogadores de meio-campo joguem juntos de forma tão fluida que dão a impressão de serem somente um único super-jogador, combinando a precisão de Kroos, a dinâmica de Modric e a energia de Casemiro. Parece que jogam por telepatia, e cada um potencializa as qualidades dos outros. A combinação dos três “volantes” merengues é muito maior do que a simples soma das suas individualidades.

    O meio-campo do Flamengo é exatamente o oposto: cada um por si e a torcida por todos.

    Aliás, o Flamengo de maneira geral é assim. As jogadas são construídas exclusivamente em cima da habilidade individual de cada jogador. Os gols até podem sair, mas nunca por conta de um efeito multiplicador. São 90 minutos aguardando que um ou outro jogador se sobressaia uma ou outra vez: Rever subindo no quinto andar para testar no ângulo, Diego acertando dois bons chutes contra Chapecoense e Bahia, Everton Ribeiro acertando um drible aqui e ali, Guerrero conseguindo um bom pivô…

    O elenco rubro-negro tem qualidades individuais, portanto é natural que aconteçam jogadas perigosas. Mas se a tática não ajuda a destacar essas qualidades, o time fica morno, quase estéril.

    Tite disse que não convocou Diego pelos gols, que “são circunstanciais”. No Flamengo, quase toda jogada de ataque é meramente circunstancial.

    Afinal, qual é a proposta de jogo desse time?

    Rueda gosta de falar no imponderável do futebol, mas imponderável é o Flamengo com a bola. A verdade é que esse é um time sem proposta. O que nos falta é uma ideia. Sem ela, somos um time aleatório. E quem quer vencer, conquistar títulos e fazer história, não fica testando a sorte.


    Téo Ferraz Benjamin escreve as análises táticas do Mundo Bola. Siga-o no Twitter: @teofb

    Imagens destacadas no post e nas redes sociais: Divulgação

  • Peraltadas #23 – Libertadores 2018 ameaçada

    Delantero

    Paolo poupado, cena que deve se repedir bastante até a Copa do Mundo. Sua ausência ontem deixou evidente a falta que faz ao time, mas também nos lembrou que isso deve ser bem constante daqui pra frente. Gols perdidos à parte, vejo Guerrero como o melhor jogador do elenco, mas com quase 34 anos, salário alto e ausências constantes em Datas Fifa não sei se a renovação é o melhor investimento. Paolo é sugado pela seleção peruana, onde joga sozinho, isolado, sobrecarregado e pressionado. E no patético calendário de 2018, onde nenhuma pausa para jogos internacionais será respeitada, o Peru será quase tão prejudicial ao Flamengo quanto o Márcio Araújo.

    Oloco, mister!

    O que foi a escalação do Rueda ontem? Vejam bem, não é porque é devemos dar tempo ao treinador que ele seja incriticável. “Ah, está há apenas dois meses no clube”. Ora, pelo amor de Deus, quantos meses são necessários para ver que o Gabriel não tem nível para jogar na série A? E contra o Vasco, quem substitui o suspenso Cuéllar, o Capir8? Dois meses também não foi tempo suficiente para entender a dimensão da sua ruindade? Por favor, Profe! Nos ajude a te ajudar – até porque seus jogadores sem sangue não parecem nada dispostos a fazê-lo.

    Imoral

    Quarta tem Fla x Flu, mas, honestamente, acho que é hora de esquecer qualquer outra coisa que não seja garantir a vaga para a fase eliminatória da Libertadores. É pouco? Não, é menos que pouco, é uma vergonha, mas é o que temos pra hoje. Ter que secar o Vasco, que até ontem era forte candidato ao quarto descenso, é constrangedor. Se o Flamengo terminar 2017 com nada além de uma vaga pra Sul-Americana, campeonato onde até quem escapa da série B na última rodada se classifica, será um desastre sem tamanho, algo da dimensão de um rebaixamento para aquelas equipes que não são incaíveis.

    Obsceno

    Por mais embaraçoso que seja, Flamengo x Vasco se tornou um jogo de seis pontos. E assim como contra o Botafogo, o Flamengo não terá direito de exercer seu mando. Os adversários jogam em casa, o Flamengo no campo neutro determinado pela confederação inimiga. Além de caro, o Maracanã nunca causará ao Vasco o impacto de um pequeno estádio em que nunca jogou. Vale lembrar que o último jogo do clube rebaixado em 2008, 2013 e 2015 como mandante foi na própria Arena Odebrecht e lá também será o próximo. Ainda tenhamos apenas 10% de vascaínos – algo que jamais iremos entender, já que na ida foram apenas 5% – o Elefantão nunca estará lotado, visto que o GEPE inutiliza mais de 10 mil lugares para separar os visitantes. É revoltante ver o que fazem com o Flamengo, punido pelo vandalismo vascaíno. A revolta só não é maior do que a indignação de ver o clube aceitando que levar mais uma com areia de forma tão passiva, respondendo apenas com uma morna nota oficial quando Inês já era morta. O Flamengo é líder no ranking de redes sociais, mas não as usa para pressionar pessoas e órgãos que se colocam contra o clube. Bata com o membro na mesa uma vez na vida, ora porra!

     


    José Peralta não é apenas mais um rostinho bonito cornetando o time. Toda segunda-feira suas peraltadas estão aqui no Blog CRFlamenguismo.
     

    Imagem do post e das redes sociais: Staff Images / Flamengo

  • Boletim da Base: sub-15 e sub-17 deixam as finais da Taça Rio em aberto; sub-20 goleia o Flu pelo OPG

    Neste sábado (21), os times sub-15 e sub-17 do Flamengo entraram em campo para o primeiro jogo da decisão da Taça Rio, segundo turno do estadual, pelas suas respectivas categorias. Jogando nas Laranjeiras, a equipe infantil empatou em 1 a 1 com o Fluminense e deixou a final em aberto. Se conquistar o título, forçará mais dois jogo contra o próprio Fluminense, campeão da Taça Guanabara.

    Já no Estádio Nilton Santos, o Flamengo acabou superado pelo Botafogo por 3 a 2, e precisa vencer por dois gols de diferença para ser campeão carioca sub-17 já na próxima semana. Pelo Torneio OPG, os Garotos do Ninho superaram o Fluminense por 3 a 0 na abertura da segunda fase.

    Sub-15

    Primeiro a entrar em campo, o time infantil rubro-negro apenas empatou com o Fluminense nas Laranjeiras. O Tricolor abriu o placar com Calegari, no início do segundo, aproveitando rebote do goleiro Bruno. Mas o Rubro-Negro buscou a igualdade e a conseguiu com Reinier, em cobrança de pênalti que ele próprio sofreu.

    (Foto: Valdir Santiago)

    O jogo da volta será disputado na próxima quinta-feira (26), às 10h, no Estádio da Gávea. Um novo empate levará a decisão para os pênaltis. A equipe que vencer o jogo no tempo normal ficará com o título da Taça Rio. Caso o Fluminense seja o vencedor do confronto, será declarado campeão carioca da categoria sem a necessidade de uma final. O time tricolor bateu o próprio Flamengo na decisão da Taça Guanabara.

    Sub-17

    Em jogo disputado no Estádio Nilton Santos, na tarde deste sábado (21), o Botafogo levou a melhor sobre o Flamengo pela decisão da Taça Rio. Camisa 10 do Alvinegro, Rhuan abriu dois gols de vantagem para o Botafogo. Persistente, o Flamengo buscou o empate e assim o fez em apenas  três minutos. Wendel descontou aos 29’ e Yuri empatou no minuto 32.

    Quando o empate parecia ser resultado mais provável, Marcos Paulo arriscou de fora da área e venceu o goleiro Victor Hugo, decretando a vitória e vantagem alvinegra: 3 a 2.

    (Foto: Vitor Silva/SSPress/Botafogo)

    A partida da volta será disputada no próximo fim de semana, na Gávea, com data e horário ainda a serem definidos pela Ferj. O Flamengo precisa de uma vitória por dois gols de diferença para conquistar o título da Taça Rio e estadual no tempo regulamentar. Se a vantagem rubro-negra for mínima, o vencedor do segundo turno será definido nos pênaltis.

    Antes de enfrentar o Botafogo, porém, o Flamengo tem o primeiro jogo das quartas de final da Copa do Brasil Sub-17. A equipe juvenil enfrentará o Cruzeiro, na Ilha do Urubu, às 20h da próxima quinta-feira (26).

    Sub-20

    Abrindo a segunda fase do Torneio Otávio Pinto Guimarães, os Garotos do Ninho visitaram o Fluminense nas Laranjeiras e conquistaram um importante triunfo: 3 a 0, com gols de Michael, Lucas Silva e Jean Lucas. A vitória deu ao Flamengo a liderança do Grupo E, que ainda conta com Botafogo e Audax, que empataram na rodada.

    (Foto: Mailson Santana/ FFC)

    Nesta segunda fase da competição, os jogos são disputados em sistema de ida e volta, e apenas o primeiro colocado avança à decisão. O compromisso do Rubro-Negro será diante do Audax, na Gávea, na quarta-feira (25), às 16h (de Brasília).

    Crédito da imagem destacada: Vitor Silva/SSPress/Botafogo

  • Árbitro paranaense apita São Paulo x Flamengo

    No jogo da trigésima rodada do Campeonato Brasileiro de 2017, o Flamengo irá enfrentar o São Paulo, neste domingo (22), às 17h, no Pacaembu. Para apitar a partida, a CBF escalou o árbitro Rafael Traci (PR/CBF) e os auxiliares Ivan Carlos Bohn (PR/CBF) e Luciano Roggenbaum (PR/CBF).

    Histórico

    Em 2017, o árbitro paranaense já esteve envolvido em polêmicas, inclusive em uma vitória do São Paulo sobre o Cruzeiro por 3 a 2, naquela ocasião, a equipe mineira reclamou muito da arbitragem, que assinalou um pênalti duvidoso para o tricolor paulista, que definiu a partida.
    Histórico

    Rafael Traci nunca atuou em jogos do Rubro-Negro. Apitando jogos do São Paulo, a equipe paulista jamais perdeu, tendo duas vitórias e dois empates nos quatro jogos. Nos seus últimos jogos, o arbitro tem uma média de 5,25 cartões por jogo, sendo três vermelhos e o restante amarelo, apitando jogos do Campeonato Brasileiro.