Autor: diogo.almeida1979

  • Sub-17 mantém mística vencedora e se classifica na Copa do Brasil

    Na noite desta quinta-feira (2), a equipe sub-17 do Flamengo venceu o Cruzeiro, por 1 a 0, e se classificou às semifinais da Copa do Brasil da categoria. O confronto aconteceu na Arena do Calçado, em Nova Serrana. O placar foi definido com um gol de pênalti anotado pelo zagueiro Patrick.

    Na semifinal, o adversário do Rubro-Negro será o Palmeiras, que passou pelo Vasco com duas vitórias. As datas-base para os jogos de ida e volta são 8 e 15 de novembro. O Flamengo vai decidir no Rio o confronto contra a equipe paulista. Antes, o Rubro-Negro terá pela frente o clássico contra o Botafogo no jogo de ida  da decisão do Estadual Sub-17. Datas, horários e locais ainda serão definidos pela FERJ.

    O jogo

     

    Cruzeiro e Flamengo iniciaram a partida de forma franca e objetiva. Com rápida troca de passes, os times não tardaram a criar as primeiras situações de perigo. Aos cinco minutos, quando partia em contra-ataque ainda no campo de defesa, a arbitragem assinalou impedimento em uma jogada do Flamengo, interrompendo a progressão de Vitor Gabriel.

    Com dificuldades para chegar ao campo de ataque por meio de tabelas, a Raposa arriscou em chutes de fora da área. No primeiro, a zaga rubro-negra desviou para escanteio, enquanto o goleiro Victor Hugo se esticou para afastar o segundo.

    Tendo maior posse de bola, a equipe rubro-negra conseguia envolver a zaga celeste. Aos 18’, Yuri César acabou derrubado por Edu dentro da área e a infração foi assinalada. O zagueiro Patrick colocou a bola no fundo da rede com categoria, inaugurando o marcador na Arena do Calçado.

    Apesar da vantagem mínima, o Rubro-Negro seguiu marcando em cima, em busca do segundo gol. O Mais Querido voltou a assustar em finalizações de Ramon e Vitor Gabriel, no entanto o goleiro Gabriel Brazão desviou para escanteio ambas as oportunidades.

    Aos 33’, Nathan balançou a rede para o Fla com uma linda cabeçada no meio da zaga celeste, mas de forma pouco convincente, a arbitragem anulou o lance, marcando com atraso uma falta do ataque flamenguista.

    Precisando empatar a partida para seguir com chances de classificação, a Raposa fez modificações em sua equipe ainda no intervalo, porém as mudanças não surtiram efeito. O Cruzeiro passou a ter mais posse de bola, mas quem chegou com perigo foi o Flamengo, em uma pancada de Wesley de fora da área e uma cabeçada do zagueiro Patrick.

    Somente no final do jogo a equipe da casa ensaiou uma reação. O atacante Pedro Bicalho teve duas ótimas oportunidades para igualar o marcador, mas não aproveitou. A vitória dos Garotos do Ninho decretou o fim da sequencia de 19 jogos invictos da equipe celeste.

    Flamengo: Victor Hugo, Wesley, Natan (Yuri de Oliveira), Patrick, Ramon, Henrique, Matheus Alves, Vitor Ricardo (Luan), Yuri (Leandro), Wendel (Pablo) e Vitor Gabriel (Rhyan). Treinador: Marcio Torres.

    Fotos: Gustavo Aleixo/Cruzeiro

  • Juan não tem lesão detectada

    A Nação pode comemorar ainda mais. Após a classificação histórica à semifinal da Copa Sul Americana contra o Fluminense, a única preocupação do time Rubro-Negro era uma possível lesão do zagueiro Juan, que saiu durante o clássico com dores, mas o Flamengo informou nesta tarde que não foi constatada nenhuma lesão. O zagueiro iniciou tratamento no CT para aliviar as dores na coxa direita, e será poupado no duelo contra o Grêmio, no domingo (5), pelo Campeonato Brasileiro.

    Pensando neste confronto, o Flamengo ainda avalia o atacante Guerrero, que não atua há 14 dias pelo clube, e segue fazendo treinos de transição para o campo. A expectativa da comissão técnica é que o peruano possa viajar e atuar no final de semana, mas a avaliação final ficará para sexta feira (3), no treino pela manhã.

    Outro jogador que desfalca o Mais Querido é o Réver, que saiu lesionado no primeiro jogo contra o Fluminense pela Copa Sul-Americana. O zagueiro segue com tratamento no joelho direito, com previsão de um mês para retornar aos gramados. O meia Ederson voltou aos treinamentos nesta semana, após ser diagnosticado com um tumor, o atacante passou por cirurgia e quimioterapia, e está treinando normalmente, mas continua sem previsão de retorno aos gramados.

    Neste meio tempo, o goleiro Thiago continua fazendo trabalho especifico no CEP, após lesão no punho, enquanto isso, o atacante Orlando Berrío se recupera da cirurgia no joelho esquerdo realizada na última semana, com previsão de retorno de aproximadamente oito meses.

  • FlaBasquete volta a Sul-Americana para se manter na ponta

    Nesta quarta-feira (1), a FIBA Américas divulgou a tabela da fase semifinal da Liga Sul-Americana. O Flamengo será o anfitrião da fase que ocorrerá no Rio de Janeiro, nos dias 7, 8 e 9 de novembro. O FlaBasquete faz a sua estreia na semifinal contra o Olímpia (PAR), no dia 7, as 20h30. A partida completará a primeira rodada do grupo E, que começará na preliminar entre Estudiantes de Concordia (ARG) x Pinheiros, às 18h15.

    A segunda partida será no dia 8, às 19h, contra seu último algoz, o Pinheiros. A equipe paulista foi responsável pela eliminação do Rubro-Negro, nas quartas de final do NBB, numa virada de 3×2, após o Mais Querido ter vencido as duas primeiras partidas.

    O Flamengo encerra sua participação nas semifinais contra o Estudiantes de Concordia, no dia 9, às 20h30. Todas as partidas ocorrerão no ginásio do Tijuca Tênis Clube, com a Nação podendo fazer a diferença para o time da Gávea.

    Após encerrar o torneio Avianca em terceiro lugar, o Rubro-Negro busca a vaga na final da Liga Sul-Americana e, caso consiga avançar, o duelo será contra o primeiro colocado do grupo F, que será disputado na semana seguinte, entre Guaros de Lara (VEN), Cimarrones del Choco (COL), Aguada (URU) e Quilmes (ARG).

    O campeão da Liga Sul-Americana garante vaga na próxima Liga das Américas, a competição mais importante do continente. O Orgulho da Nação busca a classificação após ter sido retirado da última edição por uma suspensão da CBB pela FIBA, o FlaBasquete anteriormente já conquistou a Liga Sul-Americana em 2009, e a Liga das Américas em 2014, mesmo ano do Mundial Interclubes.

  • Justiça mantém custos do Maracanã para o Flamengo

    As desavenças envolvendo Flamengo e a Odebrecht, dona do consórcio que administra o Maracanã, não param. Após negociações de contrato complicadas e prejuízo para o clube de maior torcida no país, o embate ganhou mais um capítulo envolvendo as partes e a justiça. A juíza Milena Angélica Drumond Morais, da 38ª Vara Cível do Rio de Janeiro, analisou ação do rubro-negro, que visava a redução do valor a ser repassado à empresa por jogo, em 2018. A magistrada, no dia 19 de outubro, julgou o pedido da equipe da Gávea como procedente em parte, dando um parecer proibindo o aumento dos valores atuais fixados no contrato mas rejeitando o pedido de redução dos gastos.

    Para 2018, um novo acordo precisa ser feito. O Flamengo se posiciona para conseguir a redução dos seus gastos para os mesmos R$ 100 mil do Fluminense. O consórcio não só rejeitou como queria negociar jogo a jogo com o rubro-negro e ainda praticando valores mais altos. Atualmente o rubro-negro paga entre R$ 250 e R$ 700 mil, mas a empresa planejava montantes em torno de R$ 1 milhão em partidas normais e R$ 1,5 milhão em embates válidos, por exemplo, pela Libertadores, em caso de classificação.

    Ainda lutando para que o teto com despesas no Maracanã seja de R$ 100 mil, o Fla deve recorrer da decisão da juíza. Uma audiência de conciliação entre clube e administradora do estádio está marcada para o dia 05 de dezembro, às 14h (de Brasília).

    A partir dos grandes gastos para deixar o estádio nos padrões exigidos pela Federação Internacional de Futebol (FIFA), valores altíssimos foram cobrados nos contratos, obrigando os clubes a terem sempre grandes rendas a cada partida para evitar prejuízos. Em 2013, Flamengo e Complexo Maracanã fecharam um “acordo-teste”, com duração de seis meses, no qual ambos dividiram a receita praticamente meio a meio. Um contrato similar foi celebrado no ano seguinte, desta fez com um acordo para o triênio de 2014 a 2016.

    Nesta nova fase, a participação flameguista na receita líquida dependia do apelo dos jogos. Em caso de partidas com receitas normais, divisão de 50%; já nas de receitas mais altas, o rubro-negro poderia ficar com até 72% da divisão. Um acordo confiante do clube de maior torcida no Brasil. Outro ponto era a possibilidade de ganhar dinheiro com camarotes e a parte de alimentação, com 12,5% da receita pra cada parte. O Flamengo ainda tinha receita integral da publicidade lateral ao campo em partidas como mandante. Isso tudo fora o R$ 1,70 em cima da venda de cada ingresso para o consórcio e para o Mais Querido do Brasil no caso de vendas para sócio-torcedor. Enquanto isso, o Fluminense costurou um acordo com validade de 35 anos, pagando um valor de R$ 100 mil, mas com menos espaços para o uso de outras áreas do estádio.

    O ponto chave para o começo da derrocada na relação entre Flamengo e Odebrecht foram os altos custos do estádio. O consórcio alegava que só para abrir o Maracanã para jogos o gasto era de R$ 280 mil. O acordo então previa um valor de R$ 10,00 cobrados por torcedor pagante e que as despesas fossem limitadas a R$ 300 mil. O problema eram os jogos deficitários, os duelos contra times sem apelo, que levam pouco público ao Maracanã. Era estimado que o Fla levasse em média 40 mil pessoas por jogo. Soma-se a tudo isto os 5% de taxa para a Federação de Futebol do Rio de Janeiro (Ferj) e também o custo de seus funcionários. Com tantas despesas, ficou difícil lucrar com o Maraca.

    Sofrendo com prejuízos, consequentemente o clube também usou isso como fator para o aumento nos preços dos ingressos, o que dificultou a ida de grande parte da torcida. Com o fim do acordo, que durava até 2016, as partes negociaram um novo para a utilização do estádio em jogos do Flamengo. O objetivo do clube era um contrato com a duração de um ano, o rubro-negro costurou na marra um acordo com os valores a serem pagos por jogo, fixados em, no mínimo, R$ 250 e no máximo R$ 700 mil. Não foi o ideal, mas o Flamengo precisava desse contrato de curto-prazo e o consórcio era obrigado a fechar uma parceria com dois clubes (já tinha o tricolor carioca). Estes montantes desprezavam as despesas básicas, como conta de luz e água, que elevavam os gastos para entre R$ 400 e R$ 800 mil.

    O surgimento da Ilha do Urubu como alternativa para ser a casa do Flamengo em 2017 não evitou que alguns embates precisassem ser mandados no Maracanã. O clássico contra o Vasco, no último dia 28, foi um exemplo destes jogos de grande apelo e com a necessidade de uma estrutura mais segura para os torcedores. O resultado foi o maior prejuízo do Maior do Rio em 2017: R$ 346.795,58. Considerando o fato de que era um dos clássicos com mais apelo do país, o déficit mostra como o contrato com o consórcio é perigoso para o orçamento rubro-negro, que praticamente paga as contas do estádio, por conta do péssimo acordo do Complexo com o Fluminense, no qual ambos saem prejudicados na maioria das partidas. O Fla, então, arca com os seus déficits subtraindo-os do arrecadado em jogos que geram lucro, os quais são quase unicamente os de grande público. Por exemplo: se no próximo jogo conseguir levar 40 mil para o Maracanã, usará a receita para pagar o que deve do último Clássico dos Milhões.

    O Fluminense conseguiu, via 16ª Câmara Cível do RJ, barrar uma tentativa de aumento com a prerrogativa de um contrato assinado com a duração de 35 anos, o qual obrigatoriamente teria que ser cumprido pelo consórcio que, em contrapartida, tenta compensar o prejuízo cobrando do Flamengo valores que giram em torno de no mínimo 4 e no máximo 8,5 vezes mais que do rival tricolor. Na totalidade do ano, o Fluminense não tem condições de gerar lucro para si ou ao consórcio mediante sua média de público. É a chave para o prejuízo desde a grande reforma.

  • Em evento no Maraca, Fla celebra lançamento do Anjo da Guarda Rubro-Negro 2017

    Na última terça-feira (01.11), antes da grande classificação para a semifinal da Sul-Americana, o Flamengo celebrou o lançamento de mais uma edição do Anjo da Guarda Rubro-Negro – projeto cujos recursos são destinados ao investimento nos esportes olímpicos do clube. A confraternização aconteceu no setor Bossa Nova do Maracanã e contou com a presença de dirigentes, atletas e colaboradores.

    Em breve apresentação, o presidente Eduardo Bandeira de Mello falou sobre a importância da iniciativa para o Flamengo.

    – A campanha já é um sucesso. Através do Anjo da Guarda Rubro-Negro, fizemos com que o nosso esporte olímpico chegasse na auto-suficiência – destacou o mandatário.

    Alexandre Póvoa e Eduardo Bandeira de Mello durante a celebração no Maracanã

    Em 2016, o projeto bateu recorde de arrecadação: foram R$1,3 milhão a serem investidos nos esportes olímpicos. No total de quatro anos do Anjo da Guarda Rubro-Negro, o Flamengo já arrecadou R$ 4,5 milhões. Segundo Alexandre Póvoa, vice-presidente de Esportes Olímpicos, o valor arrecadado ainda está longe do seu verdadeiro potencial.

    – Hoje o Anjo da Guarda é o maior programa nacional de captação pulverizada de recursos. É bom, mas, acho que está muito aquém, muito, do que a gente poderia fazer, tendo em vista o tamanho da torcida do Flamengo. Tenho um sonho, quero ver o programa financiando todo o esporte olímpico do Flamengo – concluiu, Póvoa.

    Ao todo, cerca de 650 atletas de 9 modalidades (remo, natação, nado sincronizado, polo aquático, vôlei, basquete, judô e ginástica artística) são beneficiados todos os anos pelo Anjo da Guarda Rubro-Negro. Os recursos captados são usados em bolsa-auxílio para atletas, salário dos treinadores e outros membros do corpo técnico, taxas para federações e inscrições em competição, transporte e estadia durante as competições e investimento em equipamentos.

    Equipe do Flamengo de futebol feminino também esteve no evento

    Durante o evento, vários atletas olímpicos do Flamengo estiveram presentes, incluindo o time feminino de futebol, que recentemente conquistou o Campeonato Carioca. No local, colaboradores e apoiadores receberam placas comemorativas.

    As inscrições para a edição 2017 do Anjo Rubro-Negro estão abertas, os interessados devem se cadastrar no site oficial , até 27 de dezembro. O projeto permite aos rubro-negros destinarem uma parcela do seu imposto de renda ao Flamengo em vez dos cofres do governo, investindo até 6% do seu Imposto de Renda. O valor mínimo de colaboração é R$150,00.

  • Flamengo 3 x 3 Fluminense: título mais próximo

    Foi um dos melhores jogos da temporada. Teve de tudo no Maracanã que merecia melhor tratamento e mais gente assistindo ao vivo hoje o grande encontro. Rivalidade. Provocação. Entradas destemperadas. Muitos gols. Emoção. Falhas defensivas. Teve até bom futebol. Artigo cada vez mais raro no país.

    As duas equipes entraram espelhadas em um 4-2-3-1. O Tricolor, em desvantagem, adiantou a marcação e aproveitou uma falha gritante de posicionamento de Trauco. Marcos Júnior não segurou a bola como faz geralmente. E achou Lucas sozinho para abrir o marcador. Neste momento, o Flamengo adiantou a marcação e sufocou a saída de bola do adversário. Aos dez minutos, uma falta boba cometida na entrada da área deu o empate ao Rubro-Negro. Em uma magistral cobrança de Diego que Zico e Petkovic assinariam embaixo.

    O clássico ficou mais brigado do que jogado. Tudo com a ajuda do árbitro argentino que não marcava faltas claras e não se impunha. Quando os ânimos finalmente se acalmaram, as chances voltaram a aparecer. Aos 31, Renato Chaves deu a primeira mostra que o caminho do Flu era pelo alto. Dez minutos depois, em lance quase idêntico, o mesmo Renato Chaves testou firme e desempatou a peleja.

    O Mengo voltou com tudo do intervalo. Teve uma chance de deixar tudo igual aos seis. Diego Cavalieri salvou no susto um corte mal feito por Reginaldo. No entanto, quem marcou foi o Fluminense. De novo com Renato Chaves. Em nova bola cruzada e falha de William Arão na marcação.

    Reinaldo Rueda mexeu no time. Tirou Trauco e pôs Vinícius Júnior. Passando Éverton para a lateral-esquerda. Aos 22, a joia Rubro-Negra achou Éverton Ribeiro. Num lampejo de genialidade, ele deu um lindo toque de calcanhar que matou a defesa. Felipe Vizeu ficou cara a cara com Cavalieri e diminuiu.
    O jogo pegou fogo. Liderados por ótima atuação de Diego, o Flamengo foi com tudo para o ataque. Perdeu Juan lesionado (entrou Rafael Vaz). Também sacou Cuéllar. Lucas Paquetá o substituiu. Abel Braga respondeu apostando na velocidade de Romarinho e na entrada de Wendel no lugar de Sornoza para reforçar o meio de campo. Não funcionou. Sem saída para o contra-ataque o Flu foi sufocado por um Fla jogando com alma. Com coração.

    Aos 38 minutos, mais uma falta boba e completamente desnecessária cometida pelo Tricolor deu a chance de Pará colocar com a mão na cabeça de Arão. Foi a vez de Lucas (que não era para estar marcando Arão para início de conversa) assistir a cabeçada que ainda bateu na trave e entrou, deixando tudo igual.
    No desespero Abel foi para o tudo ou nada. Tirou o volante Douglas e pôs o atacante Pedro. Transformou os zagueiros em atacante. Recuou Gustavo Scarpa para fazer os lançamentos longos. Contudo, quem teve a melhor oportunidade de vencer o jogo foi o Mengo. Num contragolpe de quatro contra dois, Vinícius Júnior deixou Diego livre. Cavalieri salvou com o pé.

    Justo. Ninguém merecia sair derrotado hoje. O clássico mais charmoso do Brasil foi tudo o que dele se podia esperar. E ambos saem fortalecidos do estádio. O Tricolor mostra que pode e deve terminar a temporada com tranquilidade. Sem a sombra de zona de rebaixamento. E o Flamengo se aproxima ainda mais de um título internacional e inédito que pode salvar um ano decepcionante na Gávea. Com um bônus. A alma que o time mostrou hoje aos seu torcedor foi algo fora do comum. Ou que costumava ser comum e que ultimamente não era visto. Especialmente depois de algumas atuações recentes. Que seja o início de uma nova era. E que tenhamos mais partidas como essa no pobre futebol brasileiro.

    Veja a análise de Gustavo Roman em vídeo:

     


    Gustavo Roman é jornalista, historiador e escritor. Autor dos livros “No campo e na moral – Flamengo campeão brasileiro de 1987”, “Sarriá 82 – O que faltou ao futebol-arte?” e “150 Curiosidades das Copas do Mundo”. Também escreve para o Blog do Mauro Beting.
     

    Imagem destacada no post e redes sociais: Gilvan de Souza / Flamengo

  • E os rubro-negros choraram…

    Sim, os rubro-negros choraram.

    E desta vez não foi com mais uma decepção.

    O empate de 3 x 3, arrancado de maneira heroica, diante do Flu, nas quartas da Sul-Americana, mostrou que este time pode jogar muito mais bola do que já demonstrou este ano.

    Já somos semifinalistas!

    Os tricolores entraram em campo querendo mostrar disposição e não a apatia do primeiro tempo da partida anterior. Só que confundiram disposição com violência. Esqueceram de jogar mais na bola do que nas canelas.

    Aliás, o Flu que se cuide, para não cair no Brasileirão.

    Gostei das atitudes indignadas de Diego (que fez um belo gol de falta), Éverton, Pará e Willian Arão dentro de campo, depois de sofrerem agressões dos adversários. E o juizinho não expulsou ninguém do Flu. Por que?

    Diego foi líder

    O time deu bobeira geral com o timinho tricolete, a ponto de estarmos perdendo por 3 a 1.

    Cheguei a pensar em ir dormir, mas lembrei: “Pô, esse é o Flamengo e os jogadores, se não ganharem na bola, vão ganhar na raça e na camisa, que tem a fama de jogar sozinha”.

    Deixei de lado o travesseiro e fiquei hipnotizado diante da televisão.

    Acabei vendo mais um jogo histórico, em que só não vencemos porque o Diego (um monstro e um líder em campo), mais uma vez, perdeu um gol feito, no finalzinho. Seria a cereja do bolo!

    Mas nós, mulambos, preferimos o bolo à cereja, não é mesmo?

    Algumas coisas devem ser registradas:

    – Willian Arão foi o que mais teve raça em campo, mas falhou demais na defesa e funcionou muito no ataque, a ponto de fazer o gol de empate.

    – Éverton Ribeiro precisa ser mais regular. E tem bola pra isso. Jogou mal a maior parte do tempo e, de repente, veio com aquele passe meio de letra para o gol do Felipe Vizeu.

    – Éverton continua sendo o motor do time. O cara não para em campo e grita o tempo todo chamando os companheiros à luta. Raçudo!

    – A entrada do Vinícius Júnior mudou completamente o time. O Rueda tem que efetivar o menino como titular.

    O que falta ao nosso time é raça, vontade, dedicação, foco, empenho e tantos outros sinônimos.

    Por que não jogam sério assim sempre, se têm qualidade técnica para isso?

    Salários altos e em dia. Excelentes condições de trabalho. Cercados pelo carinho da torcida.

    O que mais os jogadores rubro-negros querem?

    Talvez, fora o Palmeiras, o Flamengo tenha sido o clube que mais investiu no futebol em 2017.

    Conquistar essa Sul-Americana é obrigação. É frase feita? É. Mas é verdadeira.

    E que, a partir de agora, os jogadores do Flamengo se comportem em campo da mesma maneira, nas partidas que restam no Campeonato Brasileiro.

    Também é obrigação ficar, pelo menos, entre os quatro primeiros. E condições para isso, sabemos que o time tem.

    Só para registro, neste ano, nos clássicos cariocas, o Flamengo conseguiu oito vitórias, dez empates e uma derrota.

    Acho que ainda nos falta uma mentalidade mais nacional e menos regional. Mas isso é papo para outra hora.

     


    Paschoal Ambrósio Filho é jornalista e autor dos livros 6x Mengão, 100 Anos de Bola, Raça e Paixão, e PentaTri. Fundador e sócio da Editora Maquinária.

    Imagem no post e destacada nas redes sociais: Gilvan de Souza / Flamengo

  • Flamengo/Marinha encerra Carioca Feminino 2017 com goleada e 100% de aproveitamento

    Na tarde desta quarta-feira, 01, o Flamengo fez seu oitavo e último jogo no Campeonato Carioca 2017. Jogando no CEFAN, contra o América, o Mengão venceu o time adversário por 12 a 0, chegando assim aos 7 pontos na classificação da fase final, e mantendo os 100% de aproveitamento na competição. Vale lembrar que a equipe sagrou-se TRICAMPEÃ ESTADUAL FEMININO neste ano, de forma antecipada (no jogo contra o Duque de Caxias).

    Os gols do Mengão foram marcados por Bárbara (2), Larissa, Pâmela (2), Day, Ju (2), Jane, Rayanne, Nathane e Ana Carol. 4 deles marcados no primeiro tempo, e os outros 8 na etapa final.

    O tenente Ricardo Abrantes escalou o time da seguinte forma: Maike; Raquelzinha, Renata Diniz, Day e Rayanne; Diany, Bárbara e Ju; Pâmela, Jane e Larissa.  Entraram no decorrer da partida: Fernanda Palermo, Ana Carla, Ana Carol, Michele e Nathane.

    Com o resultado, as meninas do Flamengo/Marinha encerraram a participação no Campeonato Carioca Feminino 2017 com o título, mantiveram os 100% de aproveitamento, com o melhor ataque e defesa da competição: são 63 gols marcados (e 6 sofridos) em 8 jogos. 

     

    Regulamento

    Neste ano, 7 equipes foram postulantes ao título: Flamengo/Marinha, AA Portuguesa, América FC, Barcelona EC, ISQL Brasileirinho, Duque de Caxias FC e Cruzeiro FC.

    Serão disputadas duas fases: a primeira fase será disputada pelos 7 times, em turno único.

    As 3 primeiras colocadas da fase, classificam-se para a segunda fase. Um detalhe importante: a equipe que sagrar-se campeã da primeira fase, garante um ponto extra na disputa da segunda fase.

    Na segunda fase, as 3 equipes duelam entre si. Quem conquistar mais pontos, leva o título. O campeão e o vice garantem vaga na Copa do Brasil Feminino 2018.

    Critérios de desempate: maior número de vitórias na fase, melhor saldo de gols na fase, maior número de gols pró na fase, menor número de cartões amarelos e vermelhos, durante todo o campeonato, confronto direto na fase, sorteio na sede da Federação.

  • Flamengo lança mais uma edição do Anjo da Guarda Rubro-Negro

    Na noite de hoje, o Flamengo celebrará o lançamento de mais uma edição da campanha do Anjo da Guarda Rubro-Negro, maior projeto incentivado de arrecadação de pessoa física do Brasil, com um evento especial. A confraternização em prol dos esportes olímpicos do clube acontecerá no Maracanã.

    Antes de a bola rolar para Flamengo x Fluminense, pelas quartas de final da Copa Sul-Americana de futebol, o projeto será apresentado no Setor Bossa Nova (Setor Leste) por Eduardo Bandeira de Mello, presidente do clube, Alexandre Póvoa, vice-presidente de Esportes Olímpicos, e Marcelo Vido, diretor executivo da pasta.

    Lançado em 2013, o projeto Anjo da Guarda Rubro-Negro orgulha-se de ser um fator de transformação no Brasil. Ao todo, cerca de 650 atletas de 9 modalidades (remo, natação, nado sincronizado, polo aquático, vôlei, basquete, judô e ginástica artística) são beneficiados todos os anos. Os recursos captados são usados em bolsa-auxílio para atletas, salário dos treinadores e outros membros do corpo técnico, taxas para federações e inscrições em competição, transporte e estadia durante as competições e investimento em equipamentos.

    O projeto permite aos rubro-negros destinarem uma parcela do seu imposto de renda ao Flamengo em vez dos cofres do governo, investindo até 6% do seu Imposto de Renda. No ano passado, o bateu o recorde de arrecadação em 2016: foram R$ 1,3 milhão a serem investidos nos esportes olímpicos do clube, contra R$ 1,2 milhão em 2014, o recorde anterior. No total de quatro anos do projeto, o Flamengo já arrecadou R$ 4,5 milhões.

  • Flamengo/Marinha fará seu último jogo oficial em 2017 nesta quarta-feira

    Nesta quarta-feira (01), o Flamengo fará seu último jogo no Campeonato Carioca Feminino 2017 e na própria temporada. A equipe rubro-negra enfrenta o América, no CEFAN (Penha), às 16h. O jogo terá entrada gratuita.

    O Mengão sagrou-se Tricampeão estadual no último sábado, na goleada por 10 a 3 diante do Duque de Caxias. Com o êxito, a equipe chegou a 4 pontos no triangular final (já tinha ganho um ponto extra pela melhor campanha na primeira fase) e chegaria ao jogo apenas para “cumprir tabela”, mas o objetivo é vencer sempre, e a equipe pretende finalizar a competição de forma invicta.

    O Flamengo/Marinha possui o melhor aproveitamento (100%), o melhor ataque (51 gols marcados) e a melhor defesa (6 gols sofridos) da competição.

     

    Classificação – Fase final

     

     

    A escalação da equipe para esse último jogo na temporada ainda não foi definida pelo tenente Ricardo Abrantes, mas não deve fugir muito do XI inicial que iniciou a partida contra o Duque de Caxias: Maike; Raquelzinha, Renata Diniz, Day e Rayanne; Diany, Bárbara e Ju; Pâmela, Jane e Flávia.

    As duas equipes se enfrentaram na primeira fase, e o Flamengo/Marinha goleou: 5 a 0, jogo esse que marcou a estreia das equipes na competição.

    Promoção

    O site Mundo Bola, em parceria com o Twitter @FlamengoMarinha está realizando uma promoção: quem for ao CEFAN apoiar as meninas do Mengão, tirar uma foto e postar com a tag #TôNoCEFAN, seguir o @Mundo Bola_CRF e o @FlamengoMarinha no Twitter, ganha uma foto autografada pelas meninas, que será enviada via correios! Observação: APENAS no Twitter!

     

     

     

    Regulamento

     

    Neste ano, 7 equipes foram postulantes ao título: Flamengo/Marinha, AA Portuguesa, América FC, Barcelona EC, ISQL Brasileirinho, Duque de Caxias FC e Cruzeiro FC.

    Serão disputadas duas fases: a primeira fase será disputada pelos 7 times, em turno único.

    As 3 primeiras colocadas da fase, classificam-se para a segunda fase. Um detalhe importante: a equipe que sagrar-se campeã da primeira fase, garante um ponto extra na disputa da segunda fase.

    Na segunda fase, as 3 equipes duelam entre si. Quem conquistar mais pontos, leva o título. O campeão e o vice garantem vaga na Copa do Brasil Feminino 2018.

    Critérios de desempate: maior número de vitórias na fase, melhor saldo de gols na fase, maior número de gols pró na fase, menor número de cartões amarelos e vermelhos, durante todo o campeonato, confronto direto na fase, sorteio na sede da Federação.