Autor: diogo.almeida1979

  • Peraltadas #24 – Fosforito e a Fênix do Inferno

    Fosforito

    Essa semana o Footstats trouxe a informação de que o Cuéllar é o jogador com mais desarmes por jogo (3,74) no futebol brasileiro em 2017. Ele também é o líder do time em passes certos, com 53,5 por partida (95,6% de acerto). O que o Zé Ricardo fez com esse rapaz (e conosco) é imperdoável.

    Fênix do inferno

    Por outro lado, aquele que não devemos falar o nome ressurgiu das cinzas e apareceu nos dois últimos jogos. “Ain mas não tinha ninguém para colocar no sábado”. Veja bem, tem Mancuello, Jean Lucas, um cone da CET-Rio ou o Rômulo. Sim, esse último, diferentemente do 8, já foi bom e era até selecionável. Mesmo não jogando nada é superior ao Capir8.

    Minutagem

    Se quiser entender porque 2017 é o ano trágico é só montar o XI com mais minutos na temporada. O time seria ALEX, Pará, Rever, VAZ, Trauco; MÁRCIO ARAÚJO, Cuéllar, Arão, Diego, Éverton e Paolo.

    Elefantão 1

    Alegando segurança, PM, MP, vereadores (Felipe Michel e Otoni de Paula, não nos esqueçamos) e CBF se organizaram para subtrair o mando de campo do Flamengo. Parece que não adiantou muito, pois a torcida que brigou em SÃO JANUÁRIO e fez com que a partida saísse da ILHA DO URUBU, quebrou o pau no caminho para o MARACANÃ. Quase 80 integrantes da FJV foram presos. No fim do jogo ainda fomos brindados com cenas lamentáveis entre euriquistas e opositores. Quem sabe agora nos proíbem de jogar lá…

    Elefantão 2

    Além da perda técnica, o Flamengo certamente terá prejuízo com o jogo de sábado. Com ticket médio abaixo de R$ 36 e pouco mais de 20 mil pagantes, o prejuízo ficou em exatos R$ 346.795,58.

    Trem pagador

    O Fla x Flu de quarta bateu 33 pontos na Globo. Número normal para o Flamengo, que tem 32.8 de média em 2017, e espetacular para o Fluminense, que agora chegou a 24,6. E pedem cotas iguais…

    Várzea

    Com Copa do Mundo e rurais imensos, as Datas FIFA serão um problema gigantesco para o Flamengo em 2018. Nenhuma pausa será respeitada e os convocados devem perder 3 jogos da fase final do Ferjão, 3 jogos da Copa do Brasil (ida da semi e os 2 da final) e ONZE da Série A (rodadas 8, 9, 10, 11, 12, 23, 24, 29, 34, 35 e 36). A CBF é tão nefasta que, indiretamente, sugere que os clubes não invistam em jogadores selecionáveis.
     


    José Peralta não é apenas mais um rostinho bonito cornetando o time. Toda segunda-feira suas peraltadas estão aqui no Blog CRFlamenguismo.
     

    Imagem do post e das redes sociais: Gilvan de Souza / Flamengo

  • Flamengo 0 x 0 Vasco: faltou competência

    Mais uma vez o clássico dos milhões decepcionou os pouco menos de 25.000 pessoas que foram ao estádio. E aos muitos que assistiram pela TV. Especialmente pelo primeiro tempo. Jogo truncado. Faltoso. Sem imaginação de parte a parte. Com as equipes espelhadas taticamente no 4-2-3-1 era natural que os duelos individuais decidissem a sorte da partida.

    A partir dos 25 minutos, quando Rueda inverteu Éverton e Éverton Ribeiro de lados, o Flamengo passou a comandar as ações. Jogando sempre pela direita. E levando vantagem em cima de Ramon. Contudo, a rigor, só criou uma chance clara de abrir o placar. Lucas Paquetá livre e na corrida desperdiçou. Enquanto isso o Vasco não alterava sua postura. Jogava fechado, esperando um erro do adversário. E apesar de ter acertado seu sistema defensivo continua com muitas dificuldades para criar (o famoso ataque cardíaco).

    O jogo melhorou um pouco na etapa complementar. O Fla partiu mais para o ataque. E deu espaços aos contra-ataques vascaínos. Aos 15 minutos, Nenê recebeu de Andrés Rios e bateu. A bola desviou no peito de Juan e foi na trave de Diego Alves na única oportunidade clara do time de São Januário em todo o jogo. Rueda tirou Paquetá e Éverton, fazendo entrar Vinícius Júnior e Felipe Vizeu. Zé Ricardo respondeu sacando Yago Pikachu, Rios e Nenê. E buscou a velocidade de Gilberto, Caio Monteiro e Manga Escobar.

    Mesmo não jogando bem e com alguns jogadores abaixo do esperado, o Rubro-Negro chegou mais. E mereceu a vitória pelo que jogou nos últimos 25 minutos. Arão quase marcou em chute de longe. Juan chegou perto de cabeça. Vizeu perdeu gol feito livre, na pequena área, depois de ótimo passe de Vinícius Júnior.

    A pressão aumentou a partir dos 40, quando Ramon lesionou-se e precisou deixar o gramado deixando o Vasco com um jogador a menos. Zé Ricardo mandou Gilberto fazer a lateral-esquerda e repaginou o time num 4-4-1. Mádson ainda salvou a pátria vascaína num contragolpe travando com precisão uma finalização de Diego que tinha endereço certo.

    No fim das contas, faltou competência ao Flamengo para transformar sua superioridade em gols. O empate é um resultado ruim e traz ainda mais decepção a um torcedor que achou que o time estaria a esta altura brigando pelo título. E não para conseguir uma vaga na Pré-Libertadores. Já para o Vasco a igualdade é um excelente resultado. A equipe segue no bolo, sonhando com uma vaga no principal torneio continental. Os 44 pontos são muito mais do que qualquer torcedor previra antes do início do Brasileirão. Por isso, o clássico acabou sendo muito melhor para seu lado do que para o rival. São os dois lados da moeda do futebol.

    Veja a análise de Gustavo Roman em vídeo:


    Gustavo Roman é jornalista, historiador e escritor. Autor dos livros “No campo e na moral – Flamengo campeão brasileiro de 1987”, “Sarriá 82 – O que faltou ao futebol-arte?” e “150 Curiosidades das Copas do Mundo”. Também escreve para o Blog do Mauro Beting.

    Imagem destacada no post e redes sociais: Gilvan de Souza / Flamengo

  • Flamengo/Marinha goleia e sagra-se Tricampeão do Carioca Feminino

    É CAMPEÃO! Na tarde desse sábado, 28, o Flamengo fez seu sétimo jogo no Campeonato Carioca 2017, jogando no Estádio Ênio Teixeira, em Sapucaia, contra o Duque de Caxias, derrotando o time adversário por 10 a 3, chegando assim aos 4 pontos na classificação da fase final, e sagrando-se TRICAMPEÃO ESTADUAL FEMININO, neste ano, de forma invicta (até o momento).

    Os gols do Mengão foram marcados por Flávia (2x), Ju (2x), Renata Diniz (2x), Bárbara, Day, Diany e Nathane.
    5 deles marcados no primeiro tempo, e os outros 5 na etapa final. O Duque de Caxias marcou seus 3 tentos no primeiro tempo (1) e na etapa final (2).

    Ju e Flávia chegaram a 10 gols (cada) no Carioca Feminino 2017, Renata Diniz chegou a 3 gols, Bárbara fez seu 6º tento. Day (4), Diany (3) e Nathane (2), também marcaram seus gols no jogo de hoje.

    O tenente Ricardo Abrantes escalou o time da seguinte forma: Maike; Raquelzinha, Renata Diniz, Day e Rayanne; Diany, Bárbara e Ju; Pâmela, Jane e Flávia. Entraram no decorrer da partida: Fernanda Palermo, Ana Carla, Nathane e Larissa.

    Com o resultado, as meninas do Flamengo/Marinha mantiveram os 100% de aproveitamento, com o melhor ataque e defesa da competição: são 51 gols marcados (e 6 sofridos) em 7 jogos. 

    Situação do Campeonato

    Flamengo, Duque de Caxias e América disputaram a segunda fase. As 3 equipes duelam entre si. Quem conquistar mais pontos, leva o título. O campeão e o vice garantem vaga na Copa do Brasil Feminino 2018. O Flamengo chegou a 4 pontos, com um jogo a ser realizado, contra o América, e por não ter chances de ser ultrapassado por nenhum dos outros times, garantiu o título de forma antecipada.

    Curiosidade: foi o quarto título da equipe em 3 anos de parceria. Relembrando, a parceria entre Flamengo e a Marinha do Brasil foi firmada em 2015, e nela, estava inclusa a participação do clube no Futebol Feminino. Desde então, foram 7 competições disputadas e 4 títulos conquistados.

    Créditos na imagem destacada: Agência FERJ

  • Flamengo enfrenta Botafogo por título antecipado do Campeonato Carioca Sub-17

    Na tarde deste domingo (29), a equipe sub-17 do Flamengo tem um importante compromisso. Os Garotos duelam contra o Botafogo pelo título da Taça Rio Sub-17. O clássico será disputado às 15h45 (de Brasília), no Estádio da Gávea, com portões abertos para torcedores de ambos os times. A partida terá transmissão da TV Ferj e tempo real do Mundo Bola.

    No jogo de ida, disputado no último domingo no Estádio Nilton Santos, o Botafogo levou a melhor vencendo por 3 a 2. Com isso, o time de General Severiano jogará por um empate para conquistar o segundo turno e forçar uma decisão pelo título estadual contra o próprio Flamengo, campeão da Taça Guanabara.

    Como não há vantagem por gol qualificado, qualquer vitória do Flamengo por uma diferença mínima levará a decisão para os pênaltis, enquanto triunfos a partir de dois tentos darão o título ao Mais Querido.

    Não é a primeira vez que os Garotos do Ninho se encontram nesta situação. Na decisão da Taça Guanabara, o Botafogo também venceu o jogo de ida disputado em seu estádio. No entanto, na Gávea, o Flamengo devolveu a derrota ao rival e o título foi decidido nas penalidades. Em uma emocionante e intensa disputa, o Rubro-Negro levou a melhor ao fazer 9 a 8.

    O Flamengo é o maior vencedor do Campeonato Carioca Sub-17, com 16 conquistas. Fluminense vem em seguida com 11, e o Vasco, com sete troféus, completa o pódio. O último título estadual rubro-negro foi conquistado na temporada passada, quando os Garotos do Ninho fizeram 10 a 1 no Vasco no placar agregado, também ganhando os dois turnos.

    Simultaneamente com o estadual, a equipe comandada por Márcio Torres também está disputando a Copa do Brasil Sub-17. Na última quinta-feira (26), o Flamengo empatou em 1 a 1 com o Cruzeiro na Ilha do Urubu, no jogo de ida das quartas de final da competição. A segunda e decisiva partida será disputada na próxima quinta-feira (02/11) às 20h, na Arena do Calçado, em Nova Serrana.

    Foto: Vitor Silva/SSPress/Botafogo

  • Que time é esse?

    Vou ser sincero com vocês: eu cansei de tentar decifrar o Flamengo 2017. Essa esfinge me devorou.Trata-se de uma equipe capaz de fazer um primeiro tempo auspicioso, cheio de atitude e lampejos de bom futebol, como foi o de quarta-feira, e em seguida voltar para a segunda etapa como se não tivesse mais nada a realizar dentro de um campo gramado com duas balizas uma de cada lado.

    Às vezes, como no primeiro tempo em questão, eu vejo esse time jogando e penso que a gente pega pesado demais com os caras. Que nossas expectativas são sempre tão gigantescas que esquecemos que eles são apenas bons jogadores, muitos dos quais superestimados, vestindo a camisa mais poderosa do mundo. Que se esforçam para cumprir a missão, fazem tudo que podem mesmo que seja menos do que a gente gostaria.

    Mas logo em seguida, como na tenebrosa etapa complementar, penso que não. Nada disso. Não é possível que corra sangue nas veias de uns sujeitos tão sem pegada. Um bando que atrai um adversário evidentemente inferior em qualidade técnica para dentro de seu campo de defesa, quase que implorando para levar um gol de empate em uma partida decisiva.

    Ao fim do jogo, vi nossos jogadores festejando o resultado, exaltando a própria “garra” e dizendo que jogaram “com o regulamento” já que a contenda era fora de casa e tinham feito um gol. Ora bolas, fiquei ainda mais confuso. Se a partida era fora e já tinham feito um gol, melhor então era continuar atacando e tentar marcar um segundo que nos colocaria em vantagem muito mais evidente, não? Se existe algum momento mais propício a se defender — coisa que eu não acredito —, não seria justamente no jogo de volta, quando o gol dos caras (Deus nos livre!) vale dois?

    Mas o time que temos hoje é esse aí. Comandado por um técnico vitorioso que fala tudo certinho nas entrevistas, reafirma a necessidade de reviver a mística rubro-negra, mas coloca Márcio Araújo no lugar de um atacante.

    Não estou cornetando o Rueda. Mesmo. Não acho que o colombiano tenho culpa de nada, coitado, chegou nessa no meio da maratona e não teve tempo real para implantar seu trabalho. Além disso, se os figuras estão no elenco sendo pagos, é porque têm que jogar. Mas acredito sim que suas ações e decisões precisam começar a acompanhar o seu discurso. Assim como é fundamental que se a diretoria de futebol quiser que esse projeto dê certo, deixe claro para o elenco que se ficarem meia-trava com el comandante, vão vazar antes dele.

    A temporada que vivenciamos é irritantemente a cara desse grupo: não acelera nem descamba. Hoje teremos mais um clássico contra o Vasco pelo Brasileiro, que tem importância fundamental para nossa pretensão de terminar essa modorrenta competição no grupo que disputará a Libertadores, mas o novo jogo do ano é mesmo quarta-feira que vem contra o Fluminense, quando teremos a chance de chegar a uma semi-final continental pela primeira vez desde 2001.

    Entendam de uma vez: desmerecer a Sul-Americana é uma toperice sem tamanho. Trata-se de uma competição internacional, algo que nosso DNA exige que vençamos toda hora mas que não acontece há quase16 fucking anos.

    Sem falar que essa taça deixou de ser “sem importância” há algum tempo. Rende um prêmio generoso em dim-dim (16 milhões de golpes), vaga direta na obsessão Libertadores e disputa da Recopa, outra oportunidade de caneco internacional além de mais grana. Portanto parem com essa baboseira de “série B das Américas” e entendam que ganhar essa porra deve ser foco total e absoluto enquanto for uma possibilidade.

    O momento é de ter fé, pedir que São Judas Tadeu nos guie e proteja. Nos livre dessa urucubaca esquisita que tenta se apossar da nossa alma há algum tempo. Esse time deveria jogar com um ponto de interrogação em cima do escudo. Pode ser que seja o Flamengo mas ainda não dá para termos tanta certeza disso. Vamos então torcer que é o que nos resta.

     


    Pedro Henrique Neschling nasceu no Rio de Janeiro, em 1982, já com uma camisa do Flamengo pendurada na porta do quarto na maternidade. Desde que estreou profissionalmente em 2001, alterna-se com sucesso nas funções de ator, diretor, roteirista e dramaturgo em peças, filmes, novelas e seriados. É autor do romance “Gigantes” (Editora Paralela/Companhia das Letras – 2015). Siga-o no Twitter: @pedroneschling
     

    Imagens destacadas no post e nas redes sociais: Gilvan de Souza / Flamengo

  • Rueda confirma Guerrero fora e não vê vantagem para Zé Ricardo

    Amanhã é dia de Clássico dos Milhões. Às 19h00, o Maracanã receberá o quinto Flamengo x Vasco do ano. O encontro marcará a primeira vez que Zé Ricardo, atual treinador do cruzmaltino, enfrenta o seu ex-clube, e o treinador Reinaldo Rueda falou sobre isso.

    O colombiano, que assumiu a vaga deixada por Zé Ricardo, concorda com o fato de que o treinador adversário conhece o Flamengo. No entanto, afirmou que o mesmo acontece com os atletas, que trabalharam por um bom tempo e já conhece os métodos do técnico vascaíno:

    “São situações que acontecem. Desta vez tem o agravante ou ênfase do tempo que o professor Zé Ricado passou no Flamengo. Mas aqui também são 25, 30 jogadores que o conhecem também. É bilateral o conhecimento do que pensa, do que quer, do que gosta. Assim como ele conhece jogadores que ajudou a formar, que chegaram ao Flamengo. Creio que é nas duas direções”, disse Rueda.

    Após um treino fechado para a imprensa na manhã desta sexta-feira (27), o colombiano confirmou, em coletiva concedida logo após o trabalho feito no Ninho do Urubu, que o atacante Paolo Guerrero seguirá em recuperação e não jogará o dérbi, e rechaçou qualquer chance de o jogador estar se poupando para os importantes duelos da seleção peruana:

    “Ele quer jogar. Quer jogar logo. Quer provar como está seu nível para chegar bem na sua seleção para os jogos decisivos de classificação. No momento, ainda não foi liberado. E, depois, vem uma fase de transição. Não podemos precipitar. Não podemos perdê-lo. Primeiro para a gente e depois para a seleção do Peru, que é seu grande sonho. Uma seleção que há 35 anos não vai para a Copa. Ele é uma referência. Para a gente, queremos ele na plenitude. Primeiro para a gente, depois para a seleção”, afirmou o técnico rubro-negro.

    Apesar de esconder o treinamento, Rueda confirmou que não há segredo quanto aos que substituirão Réver, que ficará de fora por um mês após lesão no ligamento do joelho direito, Cuéllar, suspenso para o clássico, e Guerrero. Com esses três importantes desfalques, o treinador contou que o time será bem parecido com o que jogou a maior parte do Fla-Flu, ou seja, com Rhodolfo na zaga e Paquetá no comando de ataque. Márcio Araújo deverá ocupar a vaga deixada pelo volante colombiano.

    Com o camisa 44 certo na zaga, uma outra dúvida que paira sobre a cabeça de Rueda é de quem deve ser o outro zagueiro. Juan, que vive forma fantástica nesta temporada, pode ser novamente poupado. O provável substituto deve ser Rafael Vaz. Outro nome para a posição é o do jovem Léo Duarte, que entrou durante o confronto contra o mesmo Vasco no primeiro turno e deu conta do recado. A fala do treinador, no entanto, deu esperanças de que o camisa 4 seja o titular:

    “É questão de horas. Todos querem jogar. Fatores científicos são importantes no futebol. Ponto de vista médico. Mas muitas vezes tem jogadores especiais, com caráter especiais. Às vezes se correrem riscos, tem que ser assumido. Vamos trabalhar hoje essas situações e amanhã escalar o melhor time para esse jogo”.

    Rueda chega ao seu sexto clássico desde que assumiu o Flamengo, o primeiro contra o Vasco. Nos duelos anteriores, foram 2 vitórias (1 a 0 contra Botafogo e Fluminense), 2 empates e uma derrota (0 a 2 contra o Botafogo). Em meio a estes jogos, eliminou o Glorioso da Copa do Brasil.

    *Créditos da imagem destacada: Amanda Kestelman

  • FIFA volta a reconhecer o Flamengo como Campeão do Mundo

    Em reunião do Conselho da FIFA realizada na Índia, a entidade voltou a reconhecer todos os campeões do antigo Mundial Interclubes, realizados entre o campeão da Libertadores e o campeão europeu, que ocorreram entre 1960 e 2004. Com a decisão tomada na manhã desta sexta-feira (27), após o pedido da Conmebol, o Flamengo volta a ser considerado campeão do mundo pela FIFA, junto com outros brasileiros, sul-americanos e europeus.

    Enquanto isso, a geração campeã do mundo em 81 minimizou o gesto da Federação. O Maestro Junior disse, em entrevista ao portal Globoesporte, que independente do que digam, todo mundo que esteve presente sempre considerou o Rubro-Negro como campeão mundial.

    Zico afirmou que não pensa nada sobre a decisão e que tem a certeza de que ele e o Flamengo sempre serão os campeões do mundo daquele ano. Leandro e Nunes celebraram o reconhecimento, mas ambos afirmam que independente da decisão, tinham certeza que a são campeões do mundo junto com a Nação.

    O Mais Querido comemorou o reconhecimento nas redes sociais com um trecho do canto da torcida.

     

  • Everton Ribeiro: “Temos um treinador campeão. Sair vitorioso é o que nos interessa”

    Após a vitória sobre o rival Fluminense, na última quarta-feira (25), em confronto válido pelas quartas de final da Sul-Americana, o Flamengo se apresentou ontem no Ninho do Urubu. Com a chave já virada para a próxima partida, contra o Vasco, pelo campeonato Brasileiro, a tarde foi de regenerativo para os titulares do jogo de quarta, e treino para os reservas.

    A pouco mais de um mês para o fim da temporada e em duas competições, o calendário do Mais Querido é bem apertado. Everton Ribeiro, meio-campo, deu entrevista coletiva após o treino e falou sobre esse desgaste, calendário, e próximos jogos.

    “Uma vitória importante que nos dá uma ligeira vantagem para o próximo jogo, não tem nada definido, vai ser um jogo difícil, vamos ter que estar com a mesma atitude e atenção para fazer um bom resultado. E calendário sabemos que não é só a gente que sofre, muitos times falam do calendário apertado”, disse ao ser perguntando sobre a leve vantagem que o Mais Querido tem para o jogo de volta das quartas da Sul-Americana.

    Já com a cabeça voltada para o próximo confronto, que também é um clássico, mas dessa vez contra o Vasco, Everton foi categórico.

    “Não tem prioridade, é clássico, são campeonatos a parte, sabemos da importância de vencer os clássicos, não é mata-mata sábado mas é reta final de brasileiro, jogo importante e atenção total.”

    O DM do Mais Querido não anda tendo muita sorte. Após a cirurgia de Berrío, que rompeu o tendão patelar do joelho esquerdo, lesão considerada grave e com tempo de recuperação estimado em oito meses, Réver, capitão da equipe, sofreu uma lesão no ligamento do joelho direito após uma dura entrada de Marcos Jr, na última quarta-feira (25), seu tempo de recuperação é de quatro semanas.

    “O nosso capitão é uma falta grande. Mesmo sabendo que temos jogadores importantes para recompor, sabemos da liderança que ele tem, ele está com dor, está triste, mas são coisas que acontecem e vamos correr por ele e pelo Berrío que lesionou seriamente. Lamentamos pelas lesões, são jogadores importantes, mas agora temos que pensar para frente, pensar em ganhar. Ontem (quarta) deu certo, conseguimos controlar a partida, criamos chances, trabalhamos bem a bola, essa é nossa característica, e temos que trabalhar da mesma maneira”, concluiu.

    Nas últimas semanas, muito tem se falado sobre a entrega dos jogadores do Flamengo. A torcida em sua maioria, reclama de falta de brio e raça. Everton afirmou que há essa cobrança no vestiário.

    “Não vejo que falta vontade, raça. As vezes corremos muito e não produzimos, ontem (quarta) conseguimos impor nosso ritmo e sair na frente, controlar mais o jogo. Tem que ser assim, nos impor desde o primeiro minuto e fazer o gol”, afirmou. Temos jogadores experientes que mostraram isso na Copa do Brasil que também é mata-mata, temos um grupo unido, o que não fizemos na Copa do Brasil, vamos fazer agora. Aprender com os erros.”

    Ainda sobre raça e a famosa mística do clube, Everton comentou a importância do apoio da torcida.

    “Conversamos sobre isso que ás vezes mesmo correndo, temos que mostrar essa vontade, ás vezes com uma chegada mais forte, um carrinho. Nossa torcida gosta de vontade, de raça, é do DNA do Flamengo e ter a torcida do nosso lado faz a diferença.”

    Essa é a primeira vez que o ex-técnico Zé Ricardo vai reencontrar a equipe, agora, no lado oposto. Perguntado se o Zé possui uma certa vantagem por já conhecer o elenco, o camisa 7 elogiou o ex treinador, mas não acredita em vantagem.

    “Zé Ricardo é um treinador de qualidade, acertou o Vasco, mas queremos vencer, ele está do outro lado agora. Que possamos fazer um grande jogo e sair vencedor. Hoje todo mundo vê os jogos, tem um Staff analisando, por mais que ele conheça nossa equipe, nós também conhecemos a equipe do Vasco. Temos um técnico experiente que vai saber armar uma equipe competitiva para poder fazer um grande jogo e sair vitorioso, que é o que nos interessa.”

    “É mais um jogo difícil, de uma equipe que está crescendo e está perto da gente na tabela, é um clássico e sabemos da importância que tem. Clássico se decide em detalhes, que possamos sair vitoriosos, temos condições. Temos um treinador campeão, com currículo enorme e experiência, ele é capacitado e vai nos ajudar nessa.

    O Flamengo recebe o Vasco, no sábado (28), no Maracanã. A partida é válida pela 31º rodada do Brasileirão.

    Fotografia Gilvan de Souza

  • Árbitro Mineiro volta a apitar o Clássico dos Milhões

    No jogo da trigésima primeira rodada do Campeonato Brasileiro de 2017, o Flamengo irá enfrentar o Vasco, no próximo sábado (28), às 19h, no Maracanã. Para apitar a partida, a CBF escalou o árbitro Ricardo Marques Ribeiro (MG/FIFA) e os auxiliares Guilherme Dias Camilo (MG/FIFA) e Sidmar dos Santos Meurer (MG/CBF).

    Em 2017, este será o quinto jogo do Mais Querido com o juiz mineiro no apito, o último foi pela Campeonato Brasileiro, na derrota por 2 a 0 contra o Botafogo no estádio Nilton Santos, o Flamengo jogou com um time misto após o primeiro jogo da decisão da Copa do Brasil, o arbitro teve uma atuação tranquila, com nenhum dos times recebendo amarelo.

    Histórico em jogos do Flamengo

    Ricardo Marques já atuou em 11 jogos do Rubro Negro nos últimos três anos, sendo sete vitórias, dois empates, e duas derrotas. O árbitro possui uma das mais baixas medias de cartão por jogo, sendo apenas 3,25 cartões por jogo, sendo todos amarelos, apitando jogos da Copa do Brasil e Campeonato Brasileiro.

    Além da derrota para o Botafogo, o juiz esteve no empate contra o Corinthians, na Arena Corinthians por 1 a 1, e nas vitórias sobre o Santos e a Ponte Preta, por 2 a 0, sendo ambos na Ilha do Urubu, o fato curioso é que o mineiro só esteve presente em jogos contra alvinegros neste ano.

    Flamengo e Vasco é um clássico já conhecido por Ricardo Marques. Em 2015 o árbitro apitou o confronto entre os clubes pela Copa do Brasil, em jogo repleto de polêmicas, com um total de 12 cartões, a arbitragem deixou de marcar o impedimento de Riascos que deu a assistência para o gol da vitória do cruz-maltino por 1 a 0.

    Scout do árbitro em jogos do Flamengo

    Vitórias:7

    Empates:2

    Derrotas:2

     

  • Fluminense 0 x 1 Flamengo: Tudo aberto

    O clássico carioca válido pelas quartas de finais da Copa Sul Americana não foi um grande jogo. Aliás, como vem se tornando rotina no futebol brasileiro. Com as equipes espelhadas taticamente em um 4-2-3-1, era normal se esperar que os duelos individuais decidissem a sorte do confronto. O Tricolor começou com mais posse de bola, contrariando as expectativas. Richard acompanhava Diego quase de forma individual. Contudo, nada acontecia no jogo. A partida tinha muitas faltas. Passes errados. Poucas finalizações. E nenhuma emoção.

    Aos poucos o Flamengo acertou seu posicionamento defensivo. E começou a levar vantagem nos duelos por causa da superioridade técnica de seus jogadores. Aos 27, Arão começou a jogada e achou Diego. O meia tocou para Éverton Ribeiro. Este segurou até a passagem de Arão. Orejuela não acompanhou o volante. Ele bateu cruzado. Cavalieri fez o que pode e desviou o chute. Mas Éverton foi mais rápido do que a defesa e empurrou para as redes.

    A partir daí, o Rubro-Negro foi superior. No entanto, a melhor oportunidade acabou sendo do Flu. Marcos Júnior fez ótimo passe por elevação nas costas de Juan. Henrique dourado bateu e Diego Alves fez grande defesa para salvar.

    As equipes voltaram do intervalo sem alterações. Mas o Fluminense veio com outra postura. Pressionou e sufocou a saída de bola. Rondou a área do Fla, que se encolheu. Aos 10, Marlon cobrou lateral na área. Dourado bateu. A bola bateu em Juan e tocou no braço de Trauco. A sobra ficou com Marcos Júnior que acertou a trave.

    Abel Braga sentiu a superioridade de seus comandados e fez o time ficar mais ofensivo. Sacou Orejuela e Marcos Júnior para as entradas de Wendell e Wellington Silva. Reinaldo Rueda, ao contrário, tirou Éverton, cansado e pôs Márcio Araújo. Rearrumou o time em um 4-3-2-1. Passou Éverton Ribeiro para a esquerda. E prendeu de vez Arão, Cuéllar, o melhor em campo, e o contestado camisa oito.

    Abel leu bem o jogo. Viu que Marlon não tinha mais a quem marcar já que Éverton Ribeiro passara a jogar pelo outro lado. Por que não arriscar? Tirou Marlon e colocou Robinho, mais um atacante. Scarpa passou a ser o lateral esquerdo. Ao menos no papel. Na prática, foi quase um ponta. O Tricolor pressionou até o fim, quando Wellington Silva teve um chute que poderia entrar bloqueado por Rhodolfo.

    No fim das contas, ganhou quem tem mais qualidade. Uma vitória importante. Ainda mais se levarmos em conta que o Flamengo hoje jogou como visitante (?) e marcou o famigerado gol qualificado. É favorito para levar a vaga na semana que vem no mesmo Maracanã (dessa vez atuando como mandante). E também pelo retrospecto altamente favorável nessa temporada diante do adversário. No entanto, pelo que produziu o Fluminense, especialmente no segundo tempo, a vaga ainda está em aberto. Tem tudo para ser um grande jogo. Ou pelo menos bem melhor do que o de hoje.

    Veja a análise de Gustavo Roman em vídeo:

    https://m.youtube.com/watch?v=4iDZbLH25qA
     


    Gustavo Roman é jornalista, historiador e escritor. Autor dos livros “No campo e na moral – Flamengo campeão brasileiro de 1987”, “Sarriá 82 – O que faltou ao futebol-arte?” e “150 Curiosidades das Copas do Mundo”. Também escreve para o Blog do Mauro Beting.