Autor: diogo.almeida1979

  • Flamengo busca Varejão por retorno de domínio nacional

    Depois da uma temporada sem título nacional e a eliminação na Liga Sul-Americana, diante do Pinheiros, o Flamengo busca um nome que possa ser uma nova referência para o time e também à torcida. Segundo informações obtidas pelo site Globoesporte, o FlaBasquete teria oficializado uma oferta pelo pivô, Anderson Varejão, desde o começo da temporada. No momento o Rubro-Negro aguarda a definição do capixaba, que ainda tenta voltar à NBA.

    Sobre a vinda do atleta, o Vice-Presidente de esportes olímpicos, Alexandre Póvoa revelou que o clube sempre tenta trazer jogadores de alto nível, sem importar onde jogam. O dirigente ainda afirmou que o pivô é um antigo desejo, e que o fato dele ser flamenguista poderia ajudar na contratação.

    O treinador, José Neto, comemorou a possível vinda de Varejão à Gávea. “Não tem como falar que não… É um jogador que agrega muito para qualquer time em todos os sentidos, de espírito, de garra, de determinação e de jogo. Acho que aqui no basquete brasileiro ele vai fazer muita diferença. Assim como acredito que o Leandro (Barbosa) também. São jogadores que têm experiência e que agregam sucesso. É um trabalho que o clube tem que fazer. Acho que o Flamengo é uma instituição muito, muito grande. E por que não? Acho que se acontecer isso, será uma aquisição para a instituição e para a marca Flamengo, não só para o basquete.“

    Recentemente o pivô foi convocado pela seleção brasileira para a disputa das Eliminatórias da Copa do Mundo, junto com o atleta do Flamengo, Marquinhos. Anderson Varejão se encontra atualmente sem clube, após ser dispensado pelo Golden State Warriors. O atleta chegou a ganhar o anel do título da última temporada da NBA, mesmo sem disputar as decisões.

    Nas redes sociais do jogador, a Nação já se faz presente. O atleta vem recebendo diversas mensagens em suas postagens no Twitter e no Instagram.

    https://www.instagram.com/p/BbNfERAjtfW/?taken-by=andersonvarejao18

    O capixaba iniciou sua carreira no Franca, entre 1998 e 2002. Se transferindo para o Barcelona, atuando de 2002 a 2004 na Espanha. No mesmo ano, iniciou seu sonho de jogar na maior liga de basquete do mundo, a NBA. Jogou de 2004 a 2017 na liga, sendo 12 anos no Cleveland Cavaliers, onde se tornou o sétimo jogador a mais atuar pelo clube. Na última temporada atuou pelo Warriors, sendo apenas coadjuvante da equipe campeã, foi cortado dois meses antes do título.

  • FlaBasquete inicia a temporada de forma decepcionante

    O Flamengo não conseguiu começar o ano da forma como gostaria. Jogando diante da Nação, no Tijuca Tênis Clube, o basquete Rubro-Negro não conseguiu se impor e foi derrotado nas duas primeiras partidas. A vitória só apareceu quando a equipe se encontrava eliminada diante do Estudiantes, finalista da Liga Sul-Americana.

    O primeiro confronto ocorreu diante do adversário de menor expressão do grupo E, o Olímpia Kings (PAR). O resultado foi adverso e abalou a moral do Mais Querido para o restante da competição. Após estar os três primeiros quartos na frente do placar, o Flamengo entregou a vantagem e começou a triste caminhada para eliminação.

    A segunda partida foi contra um antigo algoz Rubro-Negro, o Pinheiros. O duelo valia a eliminação para os dois lados e O Orgulho da Nação foi mais uma vez eliminado pela equipe paulista. Em jogo disputado, a solidez defensiva do adversário fez a diferença no último quarto e decretou a desclassificação do time da Gávea.

    O fechamento do torneio foi diante do Estudiantes de Concórdia (ARG), já classificado para a final. Em clima de amistoso, o Flamengo se despediu da competição com uma vitória tranquila diante dos finalistas argentinos, estando atrás do placar apenas uma vez no jogo. A partida terminou em 89 a 75 para o Mengão, com Ronald Ramon sendo o destaque da partida com 19 pontos e três assistências.

    O FlaBasquete agora volta suas atenções para a nova temporada do NBB. A equipe estreia contra o Paulistano, em São Paulo, na próxima terça-feira (14), às 19h30. O jogo terá transmissão no site do Sportv e no Sportv Play.

  • Adversário do Fla na Sul-Americana conquista a Copa da Colômbia

    Adversário do Flamengo na semifinal da Copa Sul-Americana, o Junior Barranquilla bateu o Indepediente Medellín na última quarta-feira (08) e faturou a Copa da Colômbia pela segunda vez na sua história, garantindo vaga direta para a fase de grupos da Libertadores da América. Clube vive ótima fase e também pode faturar o Clausura 2017.

    Na Copa nacional foram 14 jogos e apenas uma derrota, ainda na fase de grupos, na qual conquistou 13 dos 18 pontos possíveis. Nas oitavas conseguiu duas ótimas vitórias contra o Once Caldas e seguiu na competição eliminando o Millionarios, nas quartas, e o Patriotas, na semifinal.

    Na decisão enfrentou o Indepediente Medellín, que se classificou nos pênaltis em todas as fases anteriores. Após o empate no jogo de ida por 1 a 1, o Junior Barranquilla conquistou o título diante de sua torcida, vencendo por 2 a 0. Jarlan Barrera é um dos artilheiros da competição, com 4 gols, sendo decisivo pra equipe, marcando nas duas partidas da final.

    Com a vaga da Libertadores assegurada, a equipe colombiana segue forte na temporada, ainda na disputa de duas competições. Os Tiburones estão na terceira colocação da segunda fase do campeonato nacional, com três pontos a menos que o líder, mas com dois jogos para jogar. O campeão desta fase se classifica para a final do Campeonato Colombiano, contra o Atlético Nacional que conquistou a primeira fase.

    Após a conquista da Copa, a pressão da torcida para a conquista da Sul-Americana diminuiu, um fator que pode auxiliar o Flamengo na disputa. O jogo de ida será no dia 23 de novembro, uma quinta-feira, às 21h45, no Maracanã, enquanto a partida de volta ocorrerá no dia 30, às 22h15 na Colômbia.

    *Imagem destaque: Divulgação/Junior Barranquilla

  • Paquetá: “Jogar no Flamengo é um privilégio”

    Na tarde desta quinta-feira (9), após a vitória do Flamengo contra o Cruzeiro na noite desta quarta-feira (8), por 2 a 0, pelo Campeonato Brasileiro. O jovem atleta proveniente da base, Lucas Paquetá, concedeu entrevista coletiva no Ninho do Urubu. Antes disso, o jogador realizou os treinos regenerativos junto com os titulares da última partida.

    O jovem astro rubro-negro abriu a entrevista afirmando que o elenco sempre busca o melhor resultado, e que a diretoria e todo o clube estão na mesma página, mas não é sempre que o resultado acontece. Sobre a participação mais evidente dos Garotos do Ninho, Paquetá afirmou estar muito feliz pelos companheiros, tentando ajudar o Flamengo da melhor maneira possível, sempre aos comandos do professor Rueda.

    Ainda sobre os companheiros da base, ele revelou que os atletas mais experientes sempre passam total confiança para os mais novos, e que ele e Vizeu tentam mostrar isso para Vinicius Jr. e Lincoln, sempre em prol do grupo. Garantiu que jogar no Flamengo para ele é um privilégio imenso, e não se sente pressionado.

    O atleta reconheceu que o período com Zé Ricardo, serviu de adaptação, e que o antigo treinador sempre afirmava que a hora dele ia chegar, e acabou chegando junto com a vinda do técnico colombiano, mais especificamente na partida contra o Atlético-GO, onde teve excelente performance. Paquetá declarou ainda que, independente da posição, o que ele gosta é de atuar e sempre buscar dar o seu melhor, aproveitando as chances que surgem.

    Encerrou a coletiva de maneira descontraída, agradecendo a ideia do repórter de fazer um trote com os novos atletas. O próximo jogo do Flamengo é no domingo, diante do Palmeiras, no Allianz Parque, às 17h, pelo Campeonato Brasileiro de 2017.

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    Veja a entrevista completa:

  • Que os baldes de água fria pendurados na porta tenham acabado

    Depois de mais uma ducha fria no ano, aquela derrota bisonha contra o Grêmio, em que perdemos graças a nós mesmos, com falhas graves individuais não condizentes com profissionais muito bem pagos, o Flamengo foi a campo contra o Cruzeiro. A torcida? Já “desistiu” do Flamengo. Ninguém acha que vale a pena ir torcer para looser sem alma. O time do Flamengo está assim. Comprometido com um futebol medíocre e sem esforço. Talvez reflita a filosofia impetrada por um Departamento de Futebol muito mal gerido e por lideranças do clube derrotistas e sem gana por vitórias. Protecionistas da perebagem e do tacanho, seja nos jogadores ou nos profissionais, como o péssimo treinador de goleiros ou o analista de inteligência que dá aval a Geuvânios ou Rômulos da vida.

    Mas quem sabe isto venha a mudar. Ricardo Lomba, que assumiu recentemente, tem um trabalho extenso pela frente para tentar mudar isto. Embora, talvez, seja mais um Don Quixote contra moinhos de vento sólidos. Mas há a vontade. Há o desejo. Que obtenha a ajuda necessária para conseguir a primeira rachadura neste concreto, entre muitas a seguir.

    Pois bem. E o jogo na Ilha do Urubu, ultimamente tão execrada mas onde o Flamengo está com 74% de aproveitamento? Flamengo jogou com autoridade. Rueda, cujas escalações e substituições não consegui pegar a lógica ainda, finalmente escalou o time com 11 jogadores, diferentemente contra o Grêmio. E Paquetá no lugar que seria do Diego. Algo simples, elementar, óbvio, para mim ao menos, mas que não foi tentado por ele no jogo anterior. Com Paquetá o Flamengo controlou o jogo. Meio de campo mais inteligente do que com aquele asno andando e apontando por ali. Cuellar dominou a “volância”. Como joga este jogador. Impressiona. E assim não vimos o Cruzeiro, com aquele futebolzinho mequetrefe do Mano de contra-ataque ver a bola direito durante todo o tempo.

    Vizeu continua muito mal, em que pese o passe de pivot que deu para o sempre regular Everton marcar. Everton Ribeiro não foi mal, mas não foi nenhum destaque. E tantos os laterais como a zaga não comprometeram como fizeram contra o Grêmio. Flamengo conseguiu dominar o jogo, o fazendo de forma surpreendentemente fria e controlada. Não sofreu um gol contrário para vermos se isto duraria até este momento. Flamengo sofre do efeito “minesweeper”. Basta sofrer um gol, a bomba explode, e o time desmorona por inteiro.

    Rueda, a la Zé Ricardo, demorou a fazer substituição. Parece um karma que temos que carregar enquanto torcedores. E, finalmente, colocou o ótimo Vinicius Jr. Depois colocou Rodinei em campo, tirando Paquetá, o que foi deveras surpreendente considerando um suposto vazio tático que geraria no meio de campo. Mas deslocou o Everton para lá. No final do jogo, gol do Vinicius Jr, em jogada de velocidade e toque na saída do Fabio.

    Flamengo 2 x 0 Cruzeiro. Resultado justíssimo. Mas não podemos ter muita confiança porque pode haver muitos baldes de água fria pendurados na porta ainda.
     


    Flávio H. de Souza escreve no Blog Pedrada Rubro-Negra. Siga-o no Twitter: @PedradaRN
     

    Imagem destacada no post e nas redes sociais: Gilvan de Souza / Flamengo

  • Flamengo 2 x 0 Cruzeiro: vitória importante em momento-chave

    As equipes entraram espelhadas taticamente num 4-2-3-1. E essa foi a única semelhança entre elas. O Cruzeiro dava a posse de bola aos donos da casa, aguardando uma oportunidade de explorar a velocidade de Alisson. O Flamengo tinha a pelota. E chegou mais ao gol de Fábio. Especialmente em tiros de longa distância. Contudo, o time voltou a abusar dos cruzamentos para a área. Não aqueles feitos da linha de fundo. E sim os que servem para dar uma satisfação a torcida. Aquele que acontece quando o jogador não tem mais ideia do que vai fazer e centra da intermediária para pelo menos dizer que tentou. Por uma dessas ironias que só o futebol pode proporcionar, o primeiro gol nasceu de um desses centros. Renê mandou na área uma bola baixa, longe da zona de perigo. Vizeu ajeitou de cabeça e Éverton finalizou muito bem para fazer um a zero. Resultado justo pelo que as duas equipes produziram.

    A Raposa voltou do intervalo com Rafael Sóbis no lugar do seu xará Marques. Mas continuou sem conseguir prender a bola na frente. Apesar da postura mais adiantada e pressionando mais o Fla. Novamente, os anfitriões recuaram demais. Pior. Não tinham saída para o contra-ataque. Ao menos dessa vez não houve falha individual que comprometesse o sistema defensivo e o resultado.

    Mano Menezes tentou colocar ainda mais velocidade com as entradas de Elber e Jonata nos lugares de Alisson e Robinho. Com o Mengo bem postado atrás, não assustou. Reinaldo Rueda demorou a mexer. Só aos 34 sacou Lucas Paquetá (que mais uma vez fez um bom jogo, dessa vez atuando como meia central) e pôs Vinícius Júnior. Pronto. Era a velocidade, a válvula de escape que o time precisava para respirar um pouco.

    A joia rubro-negra não foi brilhante. Longe disso. Contudo, quanto mais o Cruzeiro se lançava a frente conforme a partida ia chegando ao fim, mais ele ia ficando no mano a mano com a marcação. Já nos acréscimos, quando nenhum torcedor conseguia respirar aliviado, Éverton fez ótimo lançamento. A equipe mineira estava toda adiantada. Vinícius entrou e ganhou da marcação em velocidade como se fosse um Bolt correndo contra um lutador de sumô. E com categoria tocou na saída de Fábio. Dois a zero. Estava resolvida a parada.

    Para o Cruzeiro, nada muda. Até o fim do ano Mano irá usar as partidas que faltam como avaliação do elenco e consolidação de sua ideia tática. Um amadurecimento do sistema de jogo para o ano que vem. Sem pressão por resultados ou conquistas.

    Por outro lado, foram três pontos muito importantes para o Flamengo. Que com os tropeços de alguns rivais que estão à sua frente, pode voltar a sonhar com a vaga para a fase de grupos da Libertadores do ano que vem. Apesar dos desfalques. Do elenco super valorizado. E da demora do treinador em mexer no time e até mesmo em firmar no time titular alguns jovens que estão pedindo passagem. A sequência é dura. Mas dá pra chegar lá.

    Veja a análise de Gustavo Roman em vídeo:

     


    Gustavo Roman é jornalista, historiador e escritor. Autor dos livros “No campo e na moral – Flamengo campeão brasileiro de 1987”, “Sarriá 82 – O que faltou ao futebol-arte?” e “150 Curiosidades das Copas do Mundo”. Também escreve para o Blog do Mauro Beting.
     

    Imagem destacada no post e redes sociais: Gilvan de Souza / Flamengo

  • Contraprova de Guerrero é aberta e laudo pode sair até sexta

    Começou a análise da contra-prova do exame antidoping de Paolo Guerrero, nesta quinta-feira (9), num laboratório em Colônia, na Alemanha. O resultado do laudo é um dos importantes pontos da defesa do peruano e pode ficar pronto até sexta-feira (10).

    O primeiro exame, que resultou em adverso, foi feito no atacante após a partida entre Argentina e Peru, pelas eliminatórias da Copa do Mundo. A substância encontrada é a benzoilecgonina – presente na cocaína. O uso da droga social já foi descartado pela defesa, a qual trabalha na hipótese de contaminação cruzada com folhas de coca através de chá antigripal, ingerido pelo peruano antes do compromisso pela seleção de seu país.

    Há esperanças de que o exame de contraprova indique um índice baixo da substância, e que isso facilite a comprovação da tese de contaminação acidental. Esse é um ponto decisivo para a resolução do caso e os advogados se mostram otimistas enquanto aguardam a decisão da FIFA.

    A defesa do peruano também entrou com um pedido na entidade máxima do futebol de interrupção da suspensão preventiva de 30 dias. Se o pedido for aceito, Guerrero poderá defender o Flamengo e a seleção do Peru, na partida de volta da repescagem para a Copa do Mundo 2018, contra a Nova Zelândia, no dia 15 de novembro.

    A CBF também é uma ponta importante para a defesa do peruano. A entidade se dispôs a enviar todos os laudos de exame de antidoping feitos pelo atacante desde que chegou ao Brasil, em 2012.

     

     

  • Joia rubro-negra marca, e Brasil vence a segunda no Sul-Americano Sub-15

    Na noite desta quarta-feira (8), a Seleção Brasileira venceu o Equador, por 2 a 0, pela segunda rodada do Sul-Americano Sub-15, disputado em Mendoza, na Argentina. O meia-atacante do Flamengo, Reinier, abriu o caminho para o triunfo verde e amarelo, enquanto Pedro Arthur deu números finais ao duelo.

    Aos 15 minutos, o zagueiro Henri descolou um ótimo lançamento para Reinier, que contou com a saída errada do goleiro equatoriano para empurrar a bola para o fundo da rede. Já Pedro Arthur recebeu cruzamento de Peglow, aos sete minutos da etapa final, e definiu a vitória brasileira.

    O Brasil, que estreou com goleada de 5 a 0 sobre a Bolívia, chegou a segunda vitória, e lidera o Grupo B. Na próxima rodada, a seleção canarinho enfrentará a Croácia, que participa como seleção convidada, nessa sexta-feira (10), às 22h (de Brasília).

    Ainda pela primeira fase, o Brasil jogará diante da Venezuela, no dia 12, e Peru, no dia 14. Do outro lado da chave estão Argentina, Uruguai, Chile, Colômbia, Paraguai e República Tcheca. As seleções se enfrentam dentro de cada grupo, classificando-se as duas melhores de cada chave para a semifinal e posterior final.

    Além de Reinier, os também rubro-negros Gabriel Noga (zagueiro) e Daniel (meio-campista), compõem o grupo verde e amarelo.

    Assista ao jogo completo entre  Brasil e Equador

    https://www.youtube.com/watch?time_continue=5&v=zFmpumPQLbE

    Foto: Reprodução/Instagram 

  • Rueda projeta briga por vaga direta na Libertadores: “Até a última rodada”

    O Flamengo voltou a mostrar uma boa atuação sob o comando do técnico Reinaldo Rueda. Depois de questionamentos e falhas individuais no jogo contra o Grêmio, o Rubro-Negro teve uma boa atuação, dominando o Cruzeiro do início ao fim ao fim, conquistando uma importante vitória, nesta quarta (8), na Ilha do Urubu.

    Em entrevista pós-jogo, o treinador colombiano elogiou a performance de seus comandados. Rueda ainda destacou que, mesmo diante da ausência de jogadores importantes (em relação ao último encontro com o time mineiro), a equipe fez uma partida tranquila e ganhou com merecimento.

    “Foram momentos difíceis os que vivemos na Copa do Brasil. É natural que seja outro elenco. Temos seis mudanças sem Réver, Juan, Berrío, Diego, Paolo e Trauco. Mas, graças a Deus, ganhamos por méritos da equipe, com agressividade e ordenamento em campo”, disse.

    Opção no banco de reservas, Vinicius Junior voltou a ter o nome gritado pelos torcedores durante a partida. O técnico atendeu o clamor das arquibancadas, colocou o jogador na vaga de Lucas Paquetá, e o menino marcou o gol que selou a vitória contra a equipe mineira. Rueda explicou o porquê da demora para entrada da jovem promessa.

    “O jogo estava para Vinicius. Havia muito espaço pelos lados do campo, mas tinha uma situação que me preocupava, que era de Everton Ribeiro. Ele sentiu um estiramento brusco, poderia perder ele e Paquetá naquele momento. Por esse motivo, demorei um pouco para trocar e colocar o Vinicius em campo. Creio que ele tenha entrado em um momento justo, para resolver o jogo. 

    Sobre Paquetá, que pela primeira vez jogou em sua real posição, o treinador disse ser cedo afirmar se o jovem será substituto de Diego. “É um jogador com muito caráter, muito generoso, esforçado. E está nesse processo de estabilizar. Muitas vezes não aguenta 90 minutos com tanta intensidade. Dizer que é substituto de Diego é prematuro”. 

    Com os tropeços de Santos e Palmeiras, a vaga direta para Libertadores, via Campeonato Brasileiro, voltou a aparecer no horizonte rubro-negro. O Mais Querido ainda tem confronto direto com as duas equipes paulistas, e pode terminar a competição acima da atual sétima posição. O técnico comentou sobre a disputa nessa reta final de campeonato.

    “Será uma briga até a última rodada. O Campeonato Brasileiro é muito disputado e a cada rodada há essa situação. Com relação às vagas para a Copa Libertadores, haverá três antecipadamente para a classificação. Mas as outras quatro vagas estarão em disputa até as últimas rodadas. É a tendência do Brasileirão”, projetou.

    Indagado sobre o alto investimento da diretoria no elenco, e o desempenho aquém do esperado na principal competição do país, Rueda alegou que a falta de entrosamento é um dos motivos pelo qual a equipe não tem conseguido um rendimento melhor.

    “Isso acontece no futebol, não só no Brasil. Às vezes precisamos de um tempo especial para tomarmos esse entrosamento. O investimento é um grande mérito da diretoria diante da torcida, mas em campo são os homens que jogam, não os nomes. Uma equipe competitiva, que busca o resultado”,

    O Flamengo volta a campo no próximo domingo, quando enfrenta o Palmeiras, às 17h (de Brasília), no Allianz Parque. O rubro-negro joga para voltar a disputar uma vaga no G-4, pois a vitória vai diminuir de quatro para um ponto a distância para o time paulista, que é o quarto colocado, com 54 pontos, e vem de derrota para o Vitória, por 3 a 1.

    Foto: Gilvan de Souza / Flamengo 

  • 20 anos na nossa casa

    Hoje faz exatamente vinte anos desde que pisei no Maracanã pela primeira vez.

    Minha história no futebol começou relativamente tarde. Eu não fui aquela criança que já chutava bola e acompanhava o time da família desde pequeno. O primeiro momento futebolístico que me lembro foi a final da Copa de 94, quando eu tinha quase 6 anos. Estava viajando com a família e comemoramos juntos o título. Me lembro claramente de passear no fim da tarde com o meu short do Brasil, mas a verdade é que eu estava muito mais acompanhando a minha família do que transbordando uma emoção própria.

    Eu já tinha sete anos de idade e ainda não acompanhava os jogos, não jogava futebol e simplesmente não gostava de nada que envolvesse o esporte. Toda a família do meu pai era Flamengo, enquanto a família da minha mãe – muito maior – torcia pelo Fluminense. Me tornei rubro-negro, mesmo sob a pressão da família materna que durante um verão fora do Rio fez com que me declarasse Fla-Flu. Isso durou pouco, afinal, mesmo com menos de oito anos, consegui perceber que essa ideia era absurda. Nunca pareceu que eu escolhi ser Flamengo. É como se o Flamengo tivesse me escolhido.

    O primeiro campeonato que acompanhei de verdade – pelo rádio ou pela TV – foi o Carioca de 1996, com quase oito anos, e até fiz uma promessa: se o Flamengo vencesse o campeonato, iria raspar completamente o cabelo. No fim, o título veio de forma invícta (para não restar nenhuma dúvida), mas eu dei o meu primeiro migué futebolístico: mantive minha cabeleira. Você queria o que? Eu tinha oito anos e aquilo tudo era muito novo para mim.

    Logo cedo, no meu primeiro campeonato, aprendi que uma promessa no futebol é uma coisa séria, alguns diriam sagrada, e me arrependo até hoje por não ter cumprido a minha primeira.

    Depois de pouco mais de um ano acompanhando o Flamengo, convenci meu pai a ir ao Maracanã pela primeira vez. O adversário escolhido a dedo foi o União São João de Araras, por ser um time pequeno que não traria torcida. Nos anos 90 a violência nos estádios era um problema real e minha mãe não simpatizava muito com a ideia de me mandar para aquele ambiente explosivo. Além disso, acho que meu pai sabia que aquele era um momento decisivo na minha Flamenga e gostaria que meu primeiro jogo acabasse com uma estrondosa goleada. Partimos então rumo ao estádio naquele 09/11/1997.

    Se eu fechar os olhos, consigo me lembrar da manhã antes do jogo, da preparação, do caminho no carro, de reconhecer os aliados na rua vestindo a mesma camisa. Consigo ver claramente a estátua do Bellini, a rampa de entrada, o túnel escuro… E a imensidão que se abre depois de cruzar aquele portal. De lá pra cá, fui há vários estádios no Brasil e no mundo, e nenhum outro proporciona aquela sensação indescritível que o velho Maraca oferecia no fim do túnel. Era a entrada em um outro mundo, completamente diferente.

    Sei que havia pouca gente no estádio naquele dia. Mesmo assim, lembro de olhar mais para a torcida do que para o campo. Não me lembro de absolutamente nenhum lance do jogo. O resultado, apesar dos planos do meu pai, foi um 0-0 calmo, até chato. Apesar de não ter sido um jogo especial (duvido que qualquer outro rubro-negro tenha alguma recordação desse dia), me lembro daquela tarde com carinho. É uma das melhores memórias da minha infância.

    Existem coisas na vida que você deve supostamente se lembrar: seu primeiro beijo, sua primeira transa, seu primeiro emprego, como conheceu o amor da sua vida, o nascimento dos seus filhos… O mais marcante desse dia foi que, no fundo, mesmo tão novo, eu sabia que o que estava vivendo ali ficaria comigo por muito, muito tempo.

    O ser humano tem uma necessidade incrível de se expressar. Criou (ou descobriu?) a música, a dança, o teatro e todo o seu incrível patrimônio cultural. Mas o futebol é a mais completa manifestação da experiência humana. O futebol tem tudo: drama, surpresa, superação, grandes histórias, beleza, confronto, derrota, ironia, poesia, mestres e, sobretudo, torcida.

    A experiência humana só se completa em grupo. Desfazer-se na multidão, deixando de ser você para se tornar parte de algo muito maior, é certamente uma das sensações mais poderosas que podemos experimentar.

    Foi isso que eu descobri há vinte anos. E fiz daquele lugar, aos poucos, a minha casa. Foi ali que fiz amigos, estreitei laços, sofri, chorei, comemorei, gritei como um louco, torci pelo improvável e vi o impossível acontecer. Foi ali que evaporei em meio a milhares de vozes e, assim, encontrei a pessoa que eu era – e ainda sou.

    Hoje, passados vinte anos, muita coisa mudou. O Maracanã morreu, o ingresso encareceu, as planilhas soterraram as vozes, a grana venceu a gana.

    Mas nada disso me convence do contrário: o futebol é gigante.

     

    Foto destacada: Paulo Moreira / Agência O Globo

    Téo Ferraz Benjamin escreve as análises táticas do Mundo Bola. Siga-o no Twitter: @teofb