Autor: diogo.almeida1979

  • Ingressos – Palmeiras x Flamengo

    No dia 12 de novembro, às 17h (horário de Brasília), o Flamengo enfrentará o Palmeiras, no Allianz Parque. O duelo será válido pelo Campeonato Brasileiro 2017. Será o 3º embate entre as equipes no estádio. O clube carioca ainda não venceu: 1 empate (2016) e 1 derrota (2015).

     

    Duelo: Palmeiras x Flamengo

    Local: Allianz Parque, em SP

    Data e hora: 12 de novembro de 2017, 17h

    Motivo: Campeonato Brasileiro 2017 – 34ª rodada

    Portões abertos: não divulgado

     

     

    Ingressos – torcida do Flamengo

    Valor: R$ 110 Inteira / R$ 55 Meia

    Setores disponibilizados: Superior Sul Visitante – Acesso portão D

    Quantidade de ingressos: não divulgada

    Pontos de venda:

    Em São Paulo: A venda de ingressos para a torcida visitante ocorrerá na data da partida, nas bilheterias do Portão D do Allianz Parque, a partir das 14h.

    No Rio de Janeiro: Gávea nos dias 09 e 10/11, das 10h às 17h (Bilheteria do FlaMemória para STs e público geral, e na Bilheteria da Sede Social para Sócios).

    Obs.: em 2016, por punição imposta, a torcida do Mengão não pode estar presente no estádio.

     

    Créditos imagem destacada: Gilvan de Souza

     

    Atualizado em: 09/11/2017, às 10h30

  • Flamengo vence Cruzeiro e quebra sequência negativa no Brasileirão

    O Flamengo quebrou a sequência negativa de três jogos sem vitórias no Brasileirão e derrotou o Cruzeiro, por 2 a 0, na Ilha do Urubu, na noite desta quarta-feira (7). Os atacantes Éverton e Vinicius Junior definiram a vitória rubro-negra, com um gol em cada etapa.

    Com a vitória, o Flamengo chega aos 50 pontos, ficando na sétima colocação. O Rubro-Negro não subiu de posição, pois o Botafogo venceu o Sport, na Ilha do Retiro. Já o Cruzeiro perdeu a quinta colocação para o alvinegro carioca e agora o ocupa a sexta posição, com 51 pontos.

    O Mais Querido volta a campo no próximo domingo (12), às 17h (de Brasília), diante do Palmeiras, na Allianz Arena. No mesmo dia, o Cruzeiro vai enfrentar o Fluminense, no Mineirão, só que às 19h.

    O jogo

    Em noite de clima agradável na Ilha do Urubu, a partida entre Flamengo e Cruzeiro começou bastante movimentada, com ambas as equipes visando o campo de ataque. Logo aos dois minutos, Lucas Paquetá, jogando em sua real posição, finalizou da entrada da área exigindo a intervenção do goleiro Fábio, que fez boa defesa.

    O time celeste não tardou para responder. Thiago Neves cobrou falta do meio-campo, Rafael Marques desviou, e Murilo quase chegou a tempo  de mandar a bola para o fundo das redes. Na sequência, Lucas Paquetá e William Arão, ambos da entrada da área, finalizaram com perigo, mas a bola não entrou.

    Com a posse de bola beirando os 70%, o Flamengo tentava chegar à área cruzeirense por todos os lados. O Rubro-Negro mostrava-se mais eficiente tocando a bola pelo chão. No entanto, devido às dificuldades encontradas para penetrar na zaga azul, exagerou nos cruzamentos e pouco ameaçou desta forma.

    O goleiro Fábio foi novamente exigido aos 24 minutos, quando Rafael Vaz arriscou um chute de longe, pegando a sobra de uma falta cobrada por Éverton. Depois de praticamente assistir o Mais Querido jogar, a Raposa, então, aumentou o volume de jogo, deixando a partida mais franca.

    A insistência rubro-negra acabou premiada aos 36 minutos. Renê cruzou a bola na área, Felipe Vizeu ajeitou de cabeça e Everton completou para o fundo do gol: 1 a 0. Depois do placar aberto, a primeira etapa teve poucas emoções. O Cruzeiro adiantou suas linhas defensivas, mas pouco produziu. Já o Flamengo, por sua vez, administrou a vantagem até o intervalo.

    O Cruzeiro voltou do intervalo buscando jogar mais no campo ofensivo. Mano Menezes substituiu Rafael Marques por Sóbis, e a alteração se mostrou acertada. Trocando passes no meio-campo, o que não aconteceu na etapa inicial, a Raposa equilibrou a posse de bola, jogou mais no campo de ataque, mas não conseguiu criar chances reais.

    A equipe comandada por Reinaldo Rueda não se acomodou com o placar, entretanto, já não apresentava o mesmo ímpeto ofensivo do primeiro tempo. Percebendo a dificuldade de criação do Cruzeiro, Mano Menezes mexeu em mais dois jogadores de frente (Robinho e Alisson), dando ainda mais poder de fogo à sua equipe, que seguiu pressionando o time da casa.

    Somente aos 34 minutos o Flamengo  voltou a ameaçar. Everton recebeu um belo passe de Cuéllar na entrada da área e chutou forte para uma brilhante defesa de Fábio. Após esse lance, o técnico colombiano atendeu o clamor das arquibancadas e colocou Vinicius Junior em campo, substituindo Lucas Paquetá.

    Mesmo com mais posse de bola no segundo tempo, o Cruzeiro não soube incomodar a defesa flamenguista. Já o Flamengo, estrategicamente, apostava nos contra-ataques. E ele aconteceu no último minuto da partida. Vinicius Junior recebeu lançamento de Éverton, ficou frente a frente com o goleiro Fábio e definiu a vitória rubro-negra na Ilha: 2 a 0.  

     

    Ficha Técnica

    33ª rodada do Campeonato Brasileiro
    Flamengo 2 x 0 Cruzeiro
    Local: Ilha do Urubu – RJ
    Data: 8 de novembro de 2017

    Flamengo: Diego Alves; Pará, Rafael Vaz, Rhodolfo e Renê; Cuéllar, Willian Arão e Éverton Ribeiro (Rodinei, Min. 87); Lucas Paquetá (Vinicius Junior, Min. 79), Everton e Felipe Vizeu. Técnico: Reinaldo Rueda.

    Cruzeiro: Fábio; Ezequiel, Manoel, Murilo e Diogo Barbosa; Henrique, Romero, Robinho (Jonata, Min. 73), Alisson (Élber, Min. 68), Thiago Neves e Rafael Marques (Rafael Sóbis, Intervalo). Técnico: Mano Menezes.

    Gols: 1-0, Everton, Min. 36/1ºT || 2-0, Vinicius Junior, Min. 90+3.

    Árbitro: Leandro Bizzio Marinho (SP), auxiliado por Emerson Augusto de Carvalho (SP) e Daniel Paulo Ziolli (SP).

    Cartões amarelos: Henrique (Min. 27), Rhodolfo (Min. 54), Manoel (Min. 56), Rafael Sóbis (Min. 63), Lucas Paquetá (90+4).

    Foto: Gilvan de Souza | Flamengo 

  • Flamengo recebe Cruzeiro e tem base como trunfo

    O Flamengo recebe o Cruzeiro nesta quarta-feira (8), às 21h45 (horário de Brasília), na Ilha do Urubu. Reeditando a final da Copa do Brasil, o rubro-negro precisa encontrar a vitória para se garantir no G7. A partida é válida pela 33ª rodada do Campeonato Brasileiro.

    Com 47 pontos e disputando em paralelo a Copa Sul-Americana, o Brasileiro ainda parece ser o caminho mais tranquilo para garantir uma vaga para a Libertadores 2018. O rubro-negro não ganha há três jogos (foram duas derrotas, para o São Paulo e Grêmio, e um empate com o Vasco). Os três pontos são cruciais, já que o cruzmaltino, na oitava colocação, está a apenas dois pontos do Mais Querido.

    A lista de desfalques do técnico Rueda é extensa. Além de não contar com sua dupla de zaga titular, Réver e Juan, que se recuperam de lesão e devem ser substituídos por Rhodolfo e Rafael Vaz, o colombiano sente a falta de Diego, convocado à seleção, e Trauco, que está com a seleção do Peru. Guerrero, suspenso pro conta de um resultado analítico adverso no exame antidoping, também não está presente com a equipe.

    Rueda tenta resolver a ausências com a base. Lincoln, promovido aos profissionais na segunda-feira (6), vai à partida como único centro-avante de ofício além do titular, Felipe Vizeu. O jovem foi destaque no time sub-20 e na seleção Brasileira sub 17, onde recentemente disputou o Mundial na Índia, sendo eliminado pela Inglaterra na semifinal. A posição é uma das mais carentes no Flamengo.

    “Solicitei o Lincoln. Esteve conosco antes da Copa. Torcemos muito para ter sucesso com o Brasil e agora, graças a Deus, está conosco. Tem muito futuro, grande talento, boa técnica, muito cerebral, muito equilibrado, com grande condição técnica e dom para o gol. Fez poucos treinamentos conosco, mas foi muito bem. A ideia era trazer antes até do caso do Paolo” – disse Rueda em coletiva no Ninho, nesta terça-feira (7).

    Paquetá, meia de ofício e improvisado como centroavante na final da Copa do Brasil, deve ganhar chance no time titular em sua posição de origem. O garoto vem correspondendo à expectativa e é um dos trunfos do técnico colombiano.

    Estão pendurados no rubro-negro: Éverton Ribeiro, Gabriel, Juan, Mancuello, Márcio Araújo, Rodinei, Vinicius Junior e Willian Arão.

     

    Confira a provável escalação dos times.

     

    Flamengo:

     

    Cruzeiro:

     

    A partida será transmitida pela TV Globo apenas para o estado de Minas Gerais, e pela Premiere para os demais estados.

  • FlaBasquete tem jogo decisivo nesta quarta

    Flamengo e Pinheiro jogam pela sobrevivência na Liga Sul-Americana, nesta quarta-feira (8). Após a derrota desta terça-feira (7) para o Olímpia (PAR), o rubro-negro busca a recuperação contra o time paulista, às 19h, no ginásio do Tijuca Tênis Clube. Enquanto isso, o time paraguaio enfrenta o Estudiantes (ARG), podendo garantir sua classificação.

    O começo da fase semifinal não foi da maneira esperada para o Rubro-Negro. Nesta terça (7), depois de começar os dois primeiros quartos impondo seu jogo, terminou a primeira metade da partida vencendo por 48 a 40. O Orgulho da Nação voltou para o terceiro quarto diferente, falhando na marcação, e sem conseguir pontuar devido à forte marcação paraguaia. A Nação acabou vendo toda a vantagem sendo jogada fora. Sem conseguir equilibrar o ataque e a defesa, o Flamengo se encontrou atrás do placar pela primeira vez no último quarto. Nos últimos segundos a equipe até tentou a reação, mas falhou novamente tanto fora quanto dentro do garrafão, e acabou estreando com derrota. O destaque positivo foi o pivô, Olivinha, que foi o cestinha do Flamengo e do jogo, com 24 pontos.

    O duelo, que já era decisivo, ganha contornos ainda maiores. Flamengo e Pinheiros estrearam perdendo, e uma nova derrota, nesta quarta-feira, elimina qualquer chance de ambas as equipes. O reencontro dos clubes ocorre após a eliminação do Mengão diante da equipe paulista, nas quartas de final, do último NBB.

    Depois de finalizar o NBB na quarta colocação, o Pinheiros garantiu vaga na Liga Sul-Americana, mas acabou sofrendo algumas baixas no elenco. Sem contar com o americano Holloway, lesionado, o clube venceu dois dos seus três jogos, se garantindo na fase semifinal. A derrota do time paulista teve certa semelhança com o revés rubro-negro, estando em vantagem durante maior parte do jogo, a defesa não conseguiu se manter equilibrada e tomando a virada na ultima bola do jogo contra o Estudiantes.

    O time da Gávea precisa ganhar da equipe paulista para continuar sonhando com o título, e torcer por uma vitória dos argentinos no segundo duelo da noite. Caso o Olímpia vença a equipe portenha, o Rubro-Negro estará eliminado devido ao confronto direto. O jogo terá transmissão do Sportv 2, a partir das 19h. Os ingressos continuam à venda no Guiche Web, torcedores com a camisa do Flamengo pagam meia-entrada.

  • Bom rendimento duradouro e prevísivel

    Saudações flamengas a todos,

    Uma queixa recorrente entre os torcedores do Flamengo tem repousado sobre a “falta de identificação” das equipes que têm ido a campo defender as cores rubro-negras. Com efeito, frases como “esse time não nos representa”, “esse Flamengo não tem nada de Flamengo”, entre outras do tipo, são facilmente lidas ou ouvidas nas ruas e redes sociais por aí.

    Penso serem procedentes.

    No entanto, convido os amigos/amigas a um exercício de memória. Quando terá sido a última vez que o Flamengo jogou, consistentemente, como Flamengo? Ou seja, apresentou rendimento duradouro e previsível, injetando no torcedor uma confiança e uma crença de testemunhar atuações compatíveis com o conceito de “raça, amor e paixão” tão caro às nossas tradições?

    Provavelmente a maioria das respostas convergirá para o time que conquistou o Hexacampeonato Brasileiro em 2009. Mais especificamente para o período de pouco mais de três meses decorrido entre o início da arrancada, ou seja, a vitória sobre o Santo André e a última partida, contra o Grêmio. Ou, talvez, para o intervalo de exatos dois meses que marcou a arrancada flamenga para o título da Copa do Brasil de 2013. Ou, por fim, para o período de três a quatro meses que assinalou a espetacular arrancada de 2007, que alçou o clube da penúltima para a terceira colocação no Brasileiro.

    Fora esses marcos temporais, este século provavelmente terá visto o Flamengo entrar em campo de corpo e alma em momentos e jogos específicos e esporádicos.

    Suspiros de êxtase tão intenso quanto breve.

    Significa que a questão da “falta de intensidade”, “falta de identificação”, “falta de representação” é, ao contrário do que, por motivos diversos, quer-se fazer crer, é mais amplo e complexo do que tem sido exposto em manifestações de memória seletiva, em que pese esse fenômeno de distanciamento estar vivendo um processo de perigosa intensificação nas últimas temporadas.

    “A diretoria, comissão técnica e alguns jogadores sequer sabem o que é ser Flamengo, devem estar mais preocupados com o campeonato de rachões e para o planejamento do (…) carioca, o único campeonato que realmente parece importar.”

    “Somos o retrato de uma nau sem rumo, à deriva. Os jogadores não treinam, não têm preparo físico, falta vontade e equilíbrio psicológico. Qualquer organização (e um clube também deveria sê-lo), tem principios básicos de comando e controle que devem ser seguidos.”

    “Precisamos de um choque de ordem, de alguém que tenha autoridade para comandar essa Nação chamada FLAMENGO. Falta comando e controle, principios basilares do processo gerencial.”

    Essas três citações são de 2009. A menos de um mês do início da arrancada para o Hexa Brasileiro.

    * * *
    Peço desculpas se as linhas que se seguem padecerão do pecado de um aparente enfadonho saudosismo. Mas precisarei delas doravante.

    1981: Raul, Leandro, Mozer, Marinho, Júnior; Andrade, Adílio, Zico; Tita, Nunes, Lico;

    1987: Zé Carlos, Jorginho, Leandro, Edinho, Leonardo; Andrade, Aílton, Zinho, Zico; Renato, Bebeto;

    1992: Gilmar, Charles Guerreiro, Rogério (J.Baiano), W.Gotardo, Piá; Uidemar, Júnior, Nélio, Zinho; Paulo Nunes (J.César), Gaúcho

    1999: Clemer, Maurinho, Célio Silva, Juan, Athirson; Leandro Ávila, Fábio Baiano, Leonardo Inácio (Rodrigo Mendes), Iranildo; Leandro Machado, Reinaldo

    2006: Diego, Fernando, Renato Silva (R.Angelim), Rodrigo Arroz; Léo Moura, Jônatas, Renato Abreu, Renato Augusto, Juan; Toró, Luizão

    Essas cinco equipes acima listadas diferiam em capacidade técnica e disposição tática. No entanto, todas apresentavam índole vencedora, tendo conquistado títulos relevantes em campo. E todas essas, sem exceção, atuavam com bravura, altivez e mesmo imposição, ou, em uma terminologia contemporânea, “representavam” o Flamengo em campo.

    Debrucemo-nos sobre as escalações: a formação de 1981 possuía nove jogadores revelados nas Divisões de Base (ou oito, se abordarmos de forma mais rígida o caso de Nunes). O time de 1987 alinhava seis crias da base mais dois (Ailton e Bebeto) contratados ainda nos juniores. Ou seja, oito, numa interpretação ampla. 1992 formava com seis jogadores da base (o caso de Gaúcho é semelhante ao de Nunes, mas, ao contrário do ‘João Danado’, Gaúcho atravessou a transição ainda pelo Flamengo, tendo feito pelo clube o ciclo completo antes de peregrinar pelo país). A formação de 1999 que jogou a reta final da Copa Mercosul dispunha de cinco jogadores formados no clube. E, por fim, o time-base que decidiu a Copa do Brasil foi a campo também com cinco “produtos da casa”.

    Resumindo: em cada caso, no mínimo meio time egresso das Divisões de Base.

    Poucos se dão conta, mas o primeiro troféu conquistado pelo Clube de Regatas do Flamengo, após a inauguração de seu “Departamento de Esportes Terrestres” foi a “Taça Caxambu”, já em sua primeira temporada, em 1912, que premiava o Campeão Carioca. Não dos times principais, ou “primeiros times”, como se chamava à época. Esse título (o Carioca principal) o Flamengo somente conquistaria dois anos depois. No entanto, o rubro-negro logrou erguer a taça de Campeão Carioca dos Segundos Times. Que nada mais eram do que reservas, aspirantes e jovens que se destacavam após alguns testes, batendo bola com os jogadores titulares.

    Mais: o Flamengo, entre 1912 e 1918, conquistou seis das sete edições da Taça Caxambu, o campeonato de segundos times.

    Ou seja, a tradição flamenga de revelar jogadores vem desde seu nascimento.

    E, percorrendo a “linha do tempo” da nossa história, ela estará sempre viva, presente e ao lado das maiores conquistas da instituição.

    Tornando a 2009 e deixando mais uma, agora a última, escalação deste texto: o time-base que nos deu o Hexa:

    Bruno, Léo Moura, Álvaro, R.Angelim, Juan (Everton); Aírton, Maldonado, Willians, Petkovic; Zé Roberto, Adriano.

    Um jogador egresso das Divisões de Base (Adriano), e assim mesmo após retornar de carreira no exterior e outro contratado ainda jovem do Nova Iguaçu, tendo realizado a transição no Flamengo (Aírton). Ou seja, dois nomes, de alguma forma, ligados às divisões de base do clube.

    Em que pese soar simplista o cotejo, não deixa de ser emblemático constatar, nos últimos vinte anos, a correlação entre a escassez de títulos de expressão com a vertiginosa queda na participação dos jogadores formados pelo clube em suas escalações de titulares.

    O Flamengo, nos últimos anos, viveu um processo histórico, embora não inédito, de saneamento em suas contas e construção de uma estrutura de trabalho compatível com os requisitos mínimos que se esperam de um clube de seu porte. Este percurso criou e tem criado expectativas acerca de uma retomada do caminho de glórias e títulos que, até aqui, tem estado longe de se concretizar. Impropérios e praguejos à parte, cabe perguntar: por que não está dando certo?

    Não se pretende esgotar o tema nessas poucas linhas restantes (até porque há vastos elementos estruturais e conjunturais a ele inerentes). No entanto, cabe expor a convicção de que o Flamengo somente voltará a “Ser Flamengo”, a disputar campeonatos e títulos “como Flamengo”, no dia em que cessar a sua busca por referências externas e tornar a olhar para si. Perscrutar dentro de suas entranhas, da sua índole, da sua personalidade, dos seus defeitos e das virtudes que o tornaram amado, temido, invejado, os atributos sobre os quais será construído.

    Um desses elementos está, necessariamente, nas suas Divisões Inferiores.

    O Flamengo precisa, e já há a percepção de certa evolução nesse sentido, voltar a apresentar a capacidade de revelar jogadores profissionais de futebol. Atletas capazes de, mesmo em tenra idade, fazer parte de um elenco e corresponderem quando convocados a defender as cores do clube. Jogadores que desde cedo terão convivido e se encharcado com a cultura e os valores da Instituição. Aptos, portanto, a transferirem toda essa nervosa e intensa curva de aprendizado para dentro das quatro linhas. Moleques dotados, evidentemente, de atributos técnicos, táticos, físicos e psicológicos suficientes para, devidamente escoltados por uma espinha dorsal montada por jogadores de primeira linha, demonstrarem todo o seu potencial no mais curto lapso de tempo possível. E, de acordo com o potencial máximo que poderão externar, definirem sua trajetória no clube. Protagonistas ou, no mínimo, coadjuvantes impregnados da sanha e da fome de Flamengo.

    Os jogadores das Divisões de Base são elos importantíssimos no processo de união entre o Flamengo e sua descomunal massa de torcedores.

    Naturalmente, há robustos óbices. Hoje, um jogador que se pretende “de ponta” não vislumbra, em seu escopo profissional, permanecer muito tempo atuando no esquálido futebol brasileiro (devidamente orientado por sua equipe de agentes). Além das óbvias referências às equipes de ponta da Europa, tidas como ilhas de excelência, há a questão da remuneração. Com efeito, um garoto titular de uma equipe como o Flamengo percebe algo em torno de R$ 30 a 50 mil mensais. Valor que, a depender do caso e da transferência, poderá resvalar nos seis dígitos em questão de meses. Impossível brigar contra esse tipo de fato. “Fazer história” no clube se restringirá a ciclos de duas ou três temporadas.

    Há o risco do deslumbramento, do elogio fácil, do crescimento de jogadores mimados, algo que aflorou como praga e se infestou qual erva daninha no Flamengo dos anos 2000/2010, o que, entre outros motivos, ajuda a explicar porque o clube revelou tão poucos jogadores de primeira linha (a rigor, dois: Renato Augusto e Jorge, sendo este ainda uma ótima aposta) no período. Esse fenômeno costuma andar abraçado a um ambiente de baixa competitividade e cobrança interna, algo que aparenta ainda permear as relações entre os dirigentes flamengos e seus profissionais.

    Sem falar na pressa. Não adianta apregoar que “tem que usar a base” e sair derramando jogadores inaptos no elenco. Experiências traumáticas vividas em 1994 ou em meados dos anos 2000 mostram que, mais do que mera intenção, a opção pelo aproveitamento de jovens precisa estar vestida de planejamento e estrutura adequadas. Algo de que o Flamengo dispunha no passado, mas que em algum momento se perdeu, por conta da deterioração vivida pelo clube.

    Um outro obstáculo importante está na própria impaciência da torcida. A aridez de bons jogadores revelados pela base nas últimas duas décadas criou uma cultura recente de percepção de mediocridade, ou seja, muitos até defendem “botar os garotos”, mas no primeiro revés os gritos de “falta jogador” recaem justamente nas posições onde há jovens atuando com mais frequência.

    Todavia, mesmo com todos esses, e mais outros, problemas, o Flamengo precisa insistir na restauração dessa via. Os exemplos recentes de jogadores como Vinicius Jr, Paquetá, Lincoln, Wesley, todos atletas atuando em Seleções de Base, já induzem à percepção de sensível melhora na qualidade do material humano que começa a ser colocado à disposição do elenco profissional. O Flamengo já disputa com dignidade e competitividade os principais campeonatos do país das categorias inferiores. A visão de jogadores famélicos, incapazes de desferir chutes a gol, estáticos, tem se tornado mais rarefeita. Isto permite fomentar uma discussão que deverá ganhar corpo nos próximos anos. Até que ponto é válido preencher o elenco com jogadores medianos, muitos deles inexpressivos, alguns contratados a vasto soldo, para ocupar um espaço que poderia, e deveria, estar sendo reservado aos jogadores “da casa”, muitas vezes aptos a entregar, em sentido amplo, muito mais futebol, mesmo que em uma dimensão utilitária?

    O Flamengo não pode se dar ao luxo de se furtar a promover esses questionamentos, sob pena de permanecer apartado de sua história e de sua personalidade. A inserção do clube nos requisitos de profissionalismo, organização, responsabilidade e protagonismo não pode negligenciar os valores e as características que lhe erigiram ao posto de mais expressiva e idolatrada instituição esportiva do País. Esse “novo” Flamengo, mais rico, mais limpinho, mais arrumadinho, pode, e deve, saber conversar com suas raízes, com sua índole, com sua “personalidade institucional”. Seguir negando sua identidade e se inspirando em exemplos de fora do estado e mesmo do país apenas o manterá garroteado, insípido, inerte e suspirando a saudade da essência que um dia o fez tão grande.

    Porque o Flamengo de Zico, Zizinho, Dida e Júnior, o Flamengo de Biguá, Leandro e Carlinhos, não importa seus craques. Seus ídolos.

    O Flamengo, ele mesmo os produz.


    Adriano Melo escreve seus Alfarrábios todas as quartas-feiras aqui no Mundo Bola e também no Buteco do Flamengo. Siga-o no Twitter: @Adrianomelo72
    Imagens do post e das redes sociais: Reprodução.

  • Balanço 2017.3: Meio cheio, meio vazio

    Divulgados os resultados financeiros do 3º Trimestre, é hora de ter um olhar mais apurado sobre o panorama das finanças do Clube de Regatas do Flamengo.

    Perdi a conta de artigos que escrevi exaltando a notável recuperação financeira do clube de 2013 em diante – assim como no período anterior eu já destoava da maré de baixo astral e via que em meio a tanta desgraça o clube plantava timidamente sementes para crescer.

    O balancete trimestral desse último ciclo chega em um momento muito sofrido para a torcida, que sonhou com um 2017 mágico e agora convive com a ameaça de um ano quase trágico. E a divulgação dos números despertou a reação padrão “ok, os caras são bons de finanças, os números provam isso, mas são um fracasso completo no futebol”.

    Sem querer trazer mais frustração a um ambiente já depressivo, eu acho que a evolução das finanças do clube encerrou o seu ciclo e é agora que realmente a competência da gestão vai passar pelo seu batismo de fogo.

    No trimestre anterior celebrei um fato que deveria ser corriqueiro, mas que no Flamengo era absolutamente inusitado: o patrimônio líquido positivo. Patrimônio líquido negativo era a verdadeira herança maldita que o clube carregava, pois significava que a soma de suas obrigações era maior do que o seu ativo, retrato de uma instituição falida. E finalmente, em 30/06/2017 o clube deixava de ficar tecnicamente no vermelho.

    Até então, todo o superávit gerado com grande esforço pelo clube era anulado pelos anos – quiça décadas – de prejuízos acumulados. E a onda de boas notícias do passado recente, turbinada pela venda inesperada de Vinicius Jr., finalmente zerou o placar. O Flamengo, tal como sonhamos, nasceu oficialmente em 01/07/2017.

    A caminhada até aqui foi encurtada pelas chamadas “receitas não recorrentes”, isto é, arrecadação proveniente de fatos que não se repetem habitualmente, como as luvas do contrato da TV Globo e a venda de Vinicius Jr. para o Real Madrid. Por mais que não dê para esquecer que no ambiente de negócios de futebol o comércio de direitos federativos é parte importante da vida financeira da instituição, não é saudável e prudente contar com ele.

    A receita do Flamengo segue fantástica, R$ 509 milhões. No entanto, ela já havia sido de R$ 409 milhões no trimestre anterior – ou seja, a receita específica do trimestre que ora se encerra foi de “apenas” R$ 100 milhões. A repetição dessa performance em exercícios futuros projeta um orçamento ainda poderoso, porém abaixo do patamar dos sonhos de um clube verdadeiramente rico.

    Isso vai obrigar o clube a ser mais criterioso no dispêndio de seus recursos. E o balancete do 3o trimestre traz uma informação um tanto preocupante no que diz respeito ao investimento em direitos federativos. Acompanhem:

    E onde esse salto de investimento ocorreu? O clube destaca os investimentos de direitos federativos em Berrio, Renê, Everton Ribeiro, Rhodolfo e Diego Alves, além da assinatura de contratos de direito de imagem com Rômulo, Geuvânio e Alex Muralha. Sim, eu preferia poder “desler” a última frase, mas está lá, item 8.2, p. 17.

    Portanto, em pouco menos de 2 anos, o Flamengo mais do que triplicou o seu investimento em direitos de seus atletas e em 6 meses quase dobrou. O tempo é o senhor da razão e nos dirá se valeu a pena ou não – mas a impressão inicial, convenhamos, dispensa comentários.

    Sei que alguns já estão aborrecidos o suficiente, mas não resisto à tentação de transcrever uma tabelinha do balancete, a que detalha o que ainda falta pagar de direitos de imagem para alguns atletas. Preparem-se:

    Sobre direitos federativos do elenco atual (vou deixar Hernane Brocador de fora porque faz parte do rolo da ação de cobrança dos árabes), ainda tem mais de R$ 12 milhões de parcelas a vencer. Em números redondos, são mais ou menos R$ 6,2 milhões pelo Berrio, R$ 2 milhões pelo Mancuello, R$ 1,5 milhão pelo Rodinei, R$ 1 milhão pelo Renê e o resto a gente não sabe de quem é.

    Outro item que gostaria de chamar atenção é que no Flamengo só o futebol é superavitário. Os Esportes Olímpicos tiveram um pequeno prejuízo de R$ 1 milhão e os “Outros” (que imagino ser o clube social) ficaram R$ 19,5 milhões no vermelho, muito por conta de “outros custos”, que passaram de R$ 11 milhões. Aliás, embora a transparência tenha melhorado bastante, ainda tem espaço para evoluir, afinal R$ 11 milhões de “outros custos” em “outras despesas” é simplesmente deixar a gente sem saber onde foi parar tanto dinheiro.

    Mas calma lá, tem muita notícia boa também.

    A conta de empreśtimos financeiros está praticamente zerada, empréstimos com vencimentos acima de 1 ano somam “apenas” R$ 7 milhões. E a provisão para contigências, isto é, o dinheiro que pode vir a ser gasto em ações judiciais onde o clube é réu caiu para R$ 41 milhões. Além disso, o clube tinha mais de R$ 36 milhões em depósitos judiciais. Ou seja, dá para dizer que dívidas de credores privados deixaram de ser um problema e o Flamengo finalmente é uma instituição “normal”, que enfrenta demandas legais e toma cŕédito no mercado compatíveis com o seu porte.

    Ademais, a dívida de tributos também está equacionada. Já estava, aliás, com o parcelamento do PROFUT, mas vale o registro de que ela hoje já é de menos de R$ 300 milhões.

    Considerando esses fato, se nada de diferente acontecer nos ṕróximos meses a gestão do próximo triênio encontrará um clube saneado, sem nenhuma herança do passado para lidar.

    A arrecadação segue boa. A bilheteria dos 9 primeiros meses foi de mais de R$ 47 milhões, mais de 66% superior ao do mesmo período do ano anterior. E ST, perto de R$ 32 milhões, cresceu mais de 67% em comparação a 2016. O mais incrível: a arrecadação direta do torcedor (ingressos + ST) ficou a um triz de alcançar R$ 80 milhões no período e já quase R$ 9 milhões por mês.

    Morro de rir quando vejo gente dizendo que o plano de ST do Flamengo é ruim….só se for para quem paga ou para quem torce para o Vasco. Para a instituição Clube de Regatas do Flamengo o programa é um sucesso estrondoso, porque rende uma grana preta e não canibaliza a receita de bilheteria. Colocando em perspectiva, os STs rendem 3,5 vezes mais do que as mensalidades dos sócios do clube – e não reclamam da piscina ou do piso de saibro das quadras de tênis.

    Eu olho para o Flamengo em números na data de 30/09/2017 me lembrando de um adesivo que era moda nos anos 90 entre pessoas cristãs: Até Aqui Nos Ajudou O Senhor! Por méritos indiscutíveis da gestão financeira implantada a partir de 2013 e ajudado por alguns sopros da sorte, o Flamengo saiu do buraco.

    E lembro também de outro clichê: esse balancete trimestral remonta à parábola do copo meio cheio ou meio vazio. Tanto é possível comemorar e projetar um futuro auspicioso a partir do ponto em que estamos como também dá para temer que o clube possa vir a negligenciar os desafios adiante, porque os gastos estão elevados e o insucesso desportivo pressiona por ainda mais elevação.

    A avaliação que eu faço desse trimestre em particular vai no sentido contrário da percepção quase generalizada que professa ser o Flamengo um clube gerido por gente que só pensa em dinheiro e superávits. Penso que os numeros provam que o clube reagiu à eliminação da Libertadores acelerando fortemente os seus gastos, o que infelizmente não representou um ganho desportivo imediato.

    E como a direção tem dado demonstrações de sempre reagir aos gritos da massa anônima atendendo seus desejos, meu temor é que os gastos/investimentos disparem, diante da falsa ideia de que estamos nadando em dinheiro. Definitivamente não estamos. E gastar dinheiro a rodo, como a realidade nos prova a cada rodada do Brasileirão, não é garantia de conquistas. No entanto, a falta dele, tenham certeza disso, é um passo certo na direção do fracasso.

    Só peço a São Judas Tadeu que não nos abandone de ora em diante. A situação financeira ainda inspira cuidados e agora até mais do que antes, porque gastamos nossa gordura. Daí porque o santo precisa dar aquela ajudinha básica, seja para fazer o investimento corresponder, seja para dar aos dirigentes a serenidade necessária para resistir ao clamor por mais gastos.

    E daqui a 3 meses eu volto para falar do balanço anual, mas já antecipo uma má notícia… Quando dezembro chegar, vamos ter que falar de Marcelo Cirino.

     


    Walter Monteiro é advogado com MBA em Administração. Membro das Comissões de Finanças do Conselho Deliberativo e do Conselho de Administração do Clube de Regatas do Flamengo. Escreve sobre o Flamengo desde 2009, em diferentes espaços.

     
    Imagem destacada no post e nas redes sociais: Gilvan de Souza / Flamengo

  • Projeto das Embaixadas: espalhando o Flamengo pelo mundo

    A maior torcida do mundo faz a diferença. Longe de ser apenas uma frase, esta máxima reflete o potencial do torcedor rubro-negro presente em todos os cantos do globo. Sabendo deste fato, o Flamengo está utilizando sua representatividade para fortalecer os laços com a Nação, por meio dos consulados e embaixadas.

    O projeto existe desde 2008, mas foi reformulado neste ano, após ficar esquecido por um bom tempo. Além das já tradicionais embaixadas, foram criados os consulados e estes têm trabalhado de forma ativa no desenvolvimento de ações, eventos e na captação de novos sócios para o clube. Vice-presidente geral do Flamengo e responsável pelo projeto, Maurício Gomes de Mattos, fala com orgulho da reformulação.

    “Começamos a desenvolver um projeto que pudesse internacionalizar a marca Flamengo e consolidá-la nacionalmente, com alguns pontos bastante interessantes: concentração para os torcedores assistirem os jogos e pronto de representação na comunidade” destaca.

    Maurício Gomes de Mattos, de azul, durante evento da Fla Brusque

    No Brasil e no mundo, existem 203 sedes do projeto. Só neste ano, o Flamengo inaugurou 114 novos Consulados. Bons resultados que têm rendido ao mandatário rubro-negro convites para palestrar sobre o assunto. “Já é um case de sucesso. Orgulho-me de representar o Flamengo e o Brasil nestes eventos”, afirma.

    A expectativa do Flamengo é que o projeto cresça, ainda mais, nos próximos anos. Além da buscar por sócios-torcedores, o clube está utilizando os consulados e embaixadas no desenvolvimento de ações sociais e na busca de novos atletas para a base.

    Confira a entrevista completa

    Reformulação do Projeto das Embaixadas

    Em 2016, comecei a visitar as Embaixadas que já existiam desde 2008. Sente-me com o departamento de marketing e começamos a desenvolver um projeto que pudesse internacionalizar a marca Flamengo e consolidá-la nacionalmente, com alguns pontos bastante interessantes: concentração para os torcedores assistirem os jogos e pronto de representação na comunidade. Hoje, temos três pilares no nosso projeto: busca por novos sócios-torcedores, captação de novos talentos para a base e a responsabilidade social.

    Busca de novos atletas para a base

    Deslocamos olheiros e fazemos as peneiras nas mais diversas Embaixadas e Consulados, ou os observadores das sedes agendam uma (peneira) no Flamengo. Tudo a custo zero. Os cônsules e embaixadores patrocinam tudo.

    Novos sócios-torcedores

    É importante para nós, cada vez mais, apostar neste projeto. Ele nos dá um retorno muito bom, em menos de um ano conseguimos mais de 7.000 novos sócios-torcedores e estamos numa crescente, onde as sedes vão se multiplicando.

    Número de sedes

    Hoje, possuímos 203 sedes do Projeto das Embaixadas, sendo que todos os 114 consulados nasceram em 2017. No próximo ano, migraremos as 89 embaixadas, que já existiam, para os atuais moldes do projeto. Vamos fiscalizar o sócio-torcedor e solicitaremos que as metas sejam atingidas, dando um prazo razoável para isso acontecer. 

    Exterior

    Atualmente, temos várias sedes no exterior. Fizemos o Consulado de Londres, Portugal, Argentina e já possuíamos Embaixadas em outros países, como os Estados Unidos. O projeto é bastante rico, estamos em franco crescimento. Em menos de um ano, já é um case de sucesso.

    O quê é preciso para ser uma Embaixada  

    Para iniciar como consulado, é preciso ter cinco sócios-torcedores. Quando a sede alcança a marca, é diplomada como embaixada, no encontro anual que acontece na Gávea. A edição deste ano acontecerá no dia 18 de novembro e nós diplomaremos cerca de 30 novas embaixadas 

    Edição 2016 do Encontro das Embaixadas, na Gávea.

    A relevência do projeto

    A importância é internacionalizar a marca e fortificar nacionalmente. Com representação, com “casa Flamengo”, com células em todas as partes do país, você pode unificar os torcedores e fazer pontos comerciais para o clube. Ou seja, uma verdeira representação do Flamengo em cada canto do território nacional e também objetivando entrar pelo mundo a fora. 

    Próximos passos

    O projeto está iniciando. A primeira etapa é consolidar, a segunda é desenvolver com mais agressividade. É uma solidificação de posição. No próximo ano, vamos investir nesse sentido, de valorizar o cônsul, valorizar o embaixador e torná-los realmente representantes do Flamengo, tanto no ponto de vista comercial, quanto no ponto de vista de receber as pessoas, receber o time.

     

    Imagem destacada e redes-sociais: Gilvan de Souza/ Flamengo

  • Por vaga na decisão do Torneio OPG, Sub-20 enfrenta Botafogo no Nilton Santos

    Nessa quarta-feira (8), o Flamengo tem um importante desafio pelo Torneio Otávio Otávio Pinto Guimarães. Em jogo válido pela última rodada da segunda fase, os Garotos do Ninho enfrentarão o Botafogo, às 15h45 (de Brasília) no Estádio Nilton Santos, precisando apenas de um empate para chegarem à decisão do torneio.

    O Rubro-Negro é o primeiro colocado do Grupo E, com 10 pontos, enquanto o Botafogo ocupa a segunda posição, com oito. Sem chances de classificação, Fluminense e Audax Rio completam a chave com sete e dois pontos, respectivamente. Já no Grupo F, Olaria e Portuguesa duelam pela vaga. Apenas a primeira equipe de cada chave avança à final.

    Atual campeão, o Flamengo luta por mais uma vaga na final do OPG. O Mais Querido é o maior vencedor da competição, com nove conquistas, seguido do Vasco, com seis troféus. Já o Botafogo completa o pódio dos maiores vencedores, com quatro medalhas de ouro. Fluminense, Nova Iguaçu e Olaria foram campeões duas vezes cada.

    As equipes sub-20 de Flamengo e Botafogo já se enfrentaram em três oportunidades nesta temporada, com uma vitória de 2 a 1 para cada lado, além de um empate em 1 a 1.

    O Torneio OPG, assim como a Copa RS, é usado pelo Flamengo como preparação para a Copa São Paulo de Futebol Júnior, disputada em anualmente em janeiro. Nesta temporada, os Garotos do Ninho chagaram às finais do Campeonato Carioca e da Copa do Brasil, no entanto, foram derrotados nos pênaltis para Vasco e Atlético-MG, respectivamente.

    A entrada dos torcedores no estádio será liberada mediante a doação de 1Kg de alimento não perecível. Rubro-negros ficarão no Setor Sul, enquanto os botafoguenses terão acesso pelo Setor Oeste.

    Campanha no Torneio OPG 2017

    Flamengo 1 x 0 Itaboraí – Gol: Jean Lucas
    Bangu 1 x 1 Flamengo – Gol: João Pedro
    Flamengo 0 x 2 Olaria

    2ª fase (Turno)
    Fluminense 0 x 3 Flamengo – Gols: Michael, Lucas Silva e Jean Lucas
    Flamengo 5 x 0 Audax Rio – Gols: Thiago (contra), João Pedro, Bill, Michael e Vinícius Souza
    Flamengo 2 x 1 Botafogo – Gols: Samuel e Bill

    2ª fase (Returno)
    Flamengo 0 x 1 Fluminense
    Audax Rio 0 x 0 Flamengo
    Botafogo x Flamengo

    Crédito da imagem destacada: Valdir Santiago

  • Análise estatística – Flamengo/Marinha no Carioca Feminino 2017

    No último dia primeiro, o Flamengo encerrou sua participação no Campeonato Carioca Feminino 2017 com goleada diante do América, no CEFAN. A equipe rubro-negra sagrou-se campeã de forma invicta (8 vitórias em 8 jogos), com poderio ofensivo impressionante (63 gols marcados) e uma defesa sólida (6 gols sofridos).

    Vale lembrar que esse foi o tricampeonato estadual da equipe, que é formada a partir da parceria entre a Marinha do Brasil e o Clube de Regatas do Flamengo. A iniciativa foi firmada em 2015 e, desde então, foram sete competições disputadas e quatro títulos alcançados.

     

    Estatísticas – Flamengo/Marinha no Campeonato Carioca Feminino 2017

    8 Jogos – 8 Vitórias – 63 Gols Marcados (melhor ataque)- 6 Gols Sofridos (melhor defesa)

    Campeão com 100% de aproveitamento (melhor campanha)

     

    Jogos

     

    O Tenente Ricardo Abrantes, técnico da equipe, utilizou 20 atletas ao longo do Campeonato Carioca Feminino 2017. Destas, sete disputaram as oito partidas da competição: a goleira Maike, as zagueiras Renata Diniz e Day, as meias Rayanne, Bárbara e Diany; e a atacante Jane.

    Vale destacar também que Fernanda Palermo, Michele e Nathane foram as atletas que mais entraram no decorrer dos jogos neste Carioca 2017. Cada jogadora participou cinco vezes, saindo do banco de reservas.

     

    Gols e Cartões Amarelos

     

    14 atletas marcaram os 63 gols do Mengão nesse Carioca. A artilheira foi a meio-campista Ju, que, jogando em posição mais avançada, anotou 12 gols. A centroavante Flávia (10 tentos) e a meia Bárbara (9) completam o Top 3. Destaque positivo também para as zagueiras: Renata Diniz, Day e Ana Carol por juntas terem marcado 9 gols. A equipe levou 5 cartões amarelos no total.

     

     

    Comparação – 2016 e 2017

     

    Os números desta temporada são muito superiores. Vale lembrar que em 2016, vencemos 3 jogos por W.O.

     

    Créditos imagem destacada: Adriano Fontes/DCFC Feminino

     

    Adriano Skrzypa é estudante de Educação Física e apaixonado por números no futebol. Siga-o no Twitter: @FlamengoNumeros


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  • Rueda confirma ausência de Juan contra Cruzeiro e elogia o recém-promovido Lincoln: “Muito inteligente”

    O Flamengo encerrou na manhã desta terça-feira (7) a preparação para o jogo contra o Cruzeiro, válido pela 33ª rodada do Campeonato Brasileiro. A atividade foi fechada à imprensa, que só teve acesso à coletiva do técnico Reinaldo Rueda.

    Ainda incomodado pela derrota diante do Grêmio, no último domingo, o colombiano destacou o trabalho realizado após o revés em Porto Alegre. “Voltar ao trabalho é muito difícil. Foi um jogo muito complicado. Tivemos diálogo com os jogadores, individuais e em grupo. Fizemos uma trabalho mental para nos livramos desse jogo. Passamos por essa situação e temos que nos recuperar para outra”, disse.

    Rueda descartou a participação de Juan contra o Cruzeiro. O experiente zagueiro sentiu um incômodo muscular na coxa esquerda na última quarta, contra o Fluminense pela Sul-Americana, e não enfrentou o Grêmio no final de semana. “Juan não joga amanhã. Está em transição. Já saiu do departamento médico. Não está 100%. Melhor prevenir. Esperar para ver se pode ir para o próximo jogo”, frisou.

    A tendência é que Rhodolfo e Rafael Vaz repitam a dupla de zaga titular, com Léo Duarte e Matheus Thuler, do juniores, no banco de reservas.

    O treinador também analisou a situação do Flamengo no Brasileirão. O Rubro-Negro não venceu nenhum dos adversários que estão à sua frente na classificação. Dos últimos seis jogos, quatro serão contra equipes que estão na zona de classificação à Libertadores (Cruzeiro, Palmeiras, Corinthians e Santos).

    “A tendência do Brasileiro é sempre ser intenso nas últimas rodadas e cada time buscando a melhor posição na tabela. Para o Flamengo será bem complicado, pois são equipes muito fortes pela frente. Só jogando muito bem vamos superar esses times. O Brasileiro é muito competitivo e uma experiência nova para mim. Cada rodada é muito disputada”, declarou.

    Sobre o atacante Paolo Guerrero, suspenso pela Fifa após ter um resultado analítico adverso no exame antidoping após a partida contra a Argentina, pelas Eliminatórias da Copa do Mundo, o comandante rubro-negro mostrou-se otimista.

    Tudo está num momento de muita privacidade, pelos advogados, Fifa, comissão antidopagem. Paolo está relativamente tranquilo. Sou otimista que possa vir antes. Não é fácil. Tem que ir a Suíça, ver a contraprova. Há pessoas que podem falar melhor que eu sobre o tema.”

    Sem Guerrero, o jovem Lincoln, de apenas 16 anos, foi promovido ao elenco profissional nesta segunda. O atacante, inclusive, está relacionado para a partida desta quarta, e recebeu elogios do novo treinador.

    “Eu solicitei o Lincoln antes de disputar o mundial e torcemos muito por ele. E agora está com a gente de novo. É um jogador com muito talento, muito inteligente e a ideia é estar preparado para atuar com a gente.”

    Lucas Paquetá foi citado na coletiva do treinador como um possível substituto de Diego no meio-campo. O camisa 35 está a serviço da Seleção Brasileira, na França. “Contra o Grêmio ele jogou no final. Ele tem grande capacidade e pode jogar em várias posições. Com ele, temos um jogador que pode atuar em várias posições, com muita garra, vontade e talento.

    Sétimo colocado na tabela do Brasileirão, com 47 pontos, o Flamengo volta a campo na próxima quarta-feira (8), diante do Cruzeiro, na Ilha do Urubu, às 21h45 (de Brasília).

    Foto: Gilvan de Souza/ Flamengo