Autor: diogo.almeida1979

  • Assombração

    – Olá! Tudo bom?

    – Ah não! Tu de novo? Que que tu quer dessa vez, encosto?

    – Ou! Calma lá! Me respeita que eu não sou teus turnos de Carioca. Vim aqui na moral, hoje eu quero ajudar.

    – Ajudar é o cacete! Tu só me atrapalha, maldito. Quando acho que me livrei, lá vem você perturbando meu sono.

    – Porra, irmão! Colabora. Eu tentei te deixar em paz quarta. Mas aí tu me vem com aquele cagaço de matar o jogo e põe um volante no lugar do único que corre no time. Se ajuda, brother!

    – Mas foi o Carpegiani! Eu também não concordei.

    – Quem contratou? Quem ele tá representando ali?

    – Eu? Mas foi porq…

    – Então pronto, porra! Vem com desculpinha não. Fui obrigado a amolecer a mão do teu goleiro naquele chute, né?

    – Ah, então foi tu de novo? Filho da puta, me deixa em paz!

    – Hahahahaha tu achou mesmo que eu ia deixar passar batido aquela postura vergonhosa?

    – O que fizemos de tão ruim? Time tava cansado, tivemos que fechar a casinha.

    – Cansado de quê, seu bunda-mole? Fevereiro, dia 28, jogando só Carioca. Os caras estão lá no Campeonato Argentino com o bicho pegando e tu vem meter essa? Se eu soubesse, teria deixado virarem.

    No blog: Aconchego da vó

    – Tu é chato pra caralho! Para de me atrapalhar! O que ganha com isso?

    – Eu sou seu fantasma. Minha função é essa. Se fosse pra fazer boa ação, eu tava ligando pro Teleton, Criança Esperança, etc. Tô aqui pra desgraçar sua vida mesmo. Principalmente quando você merece.

    – É assim que tu quer me ajudar? Tu tá de sacanagem com a minha cara?

    – Calma, porra! Vim falar do próximo jogo. É contra o Emelec, na casa dos caras. Por mais que tenham criado uma má fama pra esse confronto, tudo é folclore. Contra eles eu não costumo aparecer e você tem se dado bem. Deixei passar Recife titular e WELINTON na lateral direita.

    – Lá vem você…

    – Não. Dessa vez eu vou ficar na minha, juro. Isso que vim dizer desde o início, mas tu não me deixa molhar o bico. Independente de escalação, substituição ou postura, eu não vou mover uma palha pra te prejudicar. Portanto, se der merda, não tenho nada a ver com isso.

    – E como vou saber se você fez algo ou não?

    – Confia ou não? É melhor confiar…

    – Tá! Ok. Só isso então? Posso dormir?

    – Só mais uma coisa…

    – Ai caralho! Fala logo.

    – Eu exagerei contigo ultimamente. Fiz muita maldade. Esse ano meu coração tá menos amargo. Fiquei com pena e preferi explicar a situação e minhas condições, antes que uma futura interferência de minha parte seja irreversível. Então, meu irmão, o negócio é o seguinte: eu não vou estar presente no Equador, mas você tem que ganhar. Caso contrário, já sabe.

    – Então, se eu ganhar, você me ajuda?

    – Hahahahahahahahaha!

    – Que foi?

    – Mas é muito cabaço! Não confunde as coisas, animal! Ajuda tu pede pra São Judas Tadeu. Eu só prometo não te atrapalhar no resto da competição. Deixo-te livre, seguindo com as próprias pernas, sem qualquer espetada. Mas, como já disse, tem que ganhar dia 14.

    – E eu achando que dava pra confiar…

    – Ué?! Quer que eu mude de ideia?

    – Não, não! Tá beleza. Fechado. Então dia 14 é vida ou morte?

    – Aleluia! Achei que eu teria que desenhar.

    – Ok. Então o que faço pra ganhar?

    – Sei lá, porra. Sou teu técnico agora?

    – Tá, tá. Deixa comigo. Agora tu pode me deixar dormir, pelo amor de Deus?

    – Pode sim. Fica à vontade. Volto dia 14, depois do jogo. Se você ganhar, será nosso último encontro em 2018. E já tô avisando antes, pra donzela não tomar sustinho na hora.

    – Amém! Agora tchau!

    – Toca aí então.

    – Ué, cadê tua mão?

    – Hahahahahahaha sou um fantasma, burro!

    – Ah, vai se fuder.

    – Olha como tu fala comigo.

    – Tá. Boa noite, grande amigo. Melhorou?

    – Agora sim. Valeu, fui!
     

    Imagem destacada: Reprodução
     


    Léo Leal escreve no Mundo Bola e participa do programa Mesa Rubro-Negro no YouTube. Siga-o no Twitter: @_LeoLealC


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    Aconchego da vó

    Crer

    Voem alto

    Vida longa a Zé!

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  • Miguel Trauco é convocado para amistosos da Seleção Peruana

    O técnico da Seleção Peruana de Futebol, Ricardo Gareca, anunciou na última sexta-feira (03), sua convocação para os amistosos contra Croácia e Islândia, que serão disputados nos dias 23 e 27 de março, respectivamente. Na relação de 26 atletas chamados, novamente um atleta rubro-negro foi lembrado. Presença constante nas convocações desde 2016, o lateral-esquerdo Miguel Trauco é titular absoluto de Gareca.

    Contratado em dezembro de 2016 pelo Flamengo, Trauco já disputou 55 jogos oficiais pelo Flamengo, fez 4 gols, deu 8 assistências, recebeu 9 cartões amarelos e 1 vermelho. Em 2018, disputou apenas dois jogos pelo Mengão.

    Relação completa dos convocados da Seleção Peruana. Trauco tem presença praticamente garantida na Copa do Mundo

    Sua primeira convocação para a Seleção Peruana ocorreu em 2014, quando atuava pelo Unión Comércio (2010-2015), mas foi a partir de sua ida ao também peruano Universitario, em 2016, que suas convocações vieram de forma contínua.

    Atleta já teve passagens por clubes peruanos antes de chegar ao Flamengo. Foi destaque no Universitario em 2016

    Desfalque certo no Flamengo

    Com isso, o lateral, que não vem tendo muitas chances com o técnico PC Carpegiani, fica de fora da reta final da Taça Rio, já que no dia 21 ou 22 serão disputadas as semifinais e, no dia 25, a finalíssima.

     

    Créditos imagem destacada: Gilvan de Souza/Flamengo

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  • Iniciando viagem, o Flamengo enfrenta a Liga Sorocabana

    Longe de casa, o Flamengo inicia sequencia de jogos pelo estado de São Paulo, diante da Liga Sorocabana. O Orgulho da Nação entra em quadra nesta terça (6), às 19h, no Ginásio Gualberto Moreira. As equipes vivem momentos opostos na competição, enquanto o Mais Querido está em segundo,  perseguindo o líder, o time de Sorocaba ocupa a lanterna da competição. A partida terá transmissão do Sportv.

    O Rubro-Negro chega para o confronto classificado às quartas de final do Novo Basquete Brasil, garantindo no mínimo a quarta colocação da fase regular. Em sua última partida, o time da Gávea derrotou o Minas, por 96 a 84. Num jogo movimentado, Marquinhos foi mais uma vez o destaque da equipe, anotando 28 pontos, além de cinco assistências. A partida se tornou histórica sendo o jogo de nº 500 de Marcelinho Machado com o Manto Sagrado.

    Do outro lado da tabela, a Liga Sorocabana vem de duas derrotas seguidas, contra Franca e Bauru. Apesar da decepcionante temporada, a equipe paulista vendeu caro a sua derrota para o clube francano, por 74 a 67. O destaque do time é o norte-americano/brasileiro, Crescenzi, tendo anotado 26 pontos e seis rebotes.

    “Temos adversários muito duros pela frente. A Liga Sorocabana fez um jogo duro com o Franca lá em Franca, a gente sabe disso e precisa jogar forte contra eles. Depois vem o Pinheiros, com agora conta com seus jogadores de volta, o que deixa o time muito forte. E no final tem Mogi, que luta pelos mesmos objetivos que a gente no campeonato. Mas o próximo jogo é sempre o mais importante, que é Sorocaba, e precisamos jogar intensos do começo ao fim da partida para não termos mais surpresas”, comentou o treinador José Neto sobre a sequencia como visitante.

    O histórico do confronto é amplamente favorável ao Flamengo, com 13 vitórias e nenhuma derrota diante da Liga Sorocabana. No último duelo, o Orgulho da Nação atropelou a equipe paulista, por 82 a 67, na Arena Carioca 1. Marquinhos e Ronald Ramon foram os principais nomes da partida, com ambos anotando mais de 20 pontos.

    Após o confronto contra a Liga Sorocabana, o Rubro-Negro segue em São Paulo, para os confrontos diante do Pinheiros e Mogi das Cruzes, retornando ao Rio para enfrentar o Botafogo como visitante, e fecha a fase regular contra o Basquete Cearense e o Vitória, na Arena Carioca 1.

     


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  • Peraltadas #33 – O Engenhão da Flapress e o Nilton Santos com racismo

    Flapress

    “Covardia castigada” na capa do Extra de quinta. “Com gol irregular, Fla vence o Bota” na capa do mesmo jornaleco no domingo. O Globo também fez questão de citar o gol irregular do Rhodolfo no título da matéria do jogo do Ferjão, mas se limitou a um “Flamengo empata com o River na estreia da Libertadores” na manchete do jogo que importava.

    Flapress 2

    O Premiere trata seu principal consumidor como lixo ou, no mínimo, pensa que nosso ouvido é penico. 90% dos jogos são comentados pelos insuportáveis Edinho ou PC Vasconcellos, mas ultimamente nem o diretor de imagens colabora. Estou esperando o replay do Pênalti no Paquetá até agora…

    De repente 30

    A média de idade do time que iniciou o jogo contra o River beirou os 30 anos. Experiência é importante e piriri e pororó, mas as vezes o vigor físico faz falta. O CIES Football Observatory realizou um estudo recente sobre idade média dos campeões, por liga, entre 2009 e 2017. Recomendo.

    Lamentável

    Trinta anos também tem o tratante peruano que arbitrou o jogo de quarta. O cidadão tinha apenas oito jogos em competições da Conmebol. Isso é menos do que o Botafogo! Que absurdo!

    No blog: [Peraltadas #31] Ferjão é para ser usado, não disputado

    Trem pagador

    Flamengo x River marcou 33 pontos com 50% de share pro Rio. Como comparação, a maior audiência do co-irmão habitué da Rede TV nos quatro jogos da “pré” Libertadores foi de 26 pontos.

    Contrato?

    Está bem chato esse negócio de chamar o Estádio Municipal João Havelange, o Engenhão, de Nilton Santos.

    Voa, menino

    Não tá fácil a vida do menino Vini. A imprensa bate pelo chororô, os botafoguense o ameaçam, alguns torcedores cometem injúria racial e agora ainda aparece uma véia louca reclamando que ele não prestava atenção na aula e colava “me chute” nas costas dos coleguinhas. Lamentável.

    Replay

    Mais um título de Ferjão cumulado com vexame na fase de grupos da Libertadores e terei certeza que estamos vivendo novamente o Dia da Marmota. Não permita, Senhor!
     

    Imagem destacada no post e redes sociais: Gilvan de Souza / Flamengo
     


    José Peralta não é apenas mais um rostinho bonito cornetando o time. Toda segunda-feira suas peraltadas estão aqui no Blog CRFlamenguismo.


     


     


  • Fortes críticas à gestão Bandeira, erros do passado e futuro político: entrevistamos Wallim Vasconcellos

    “Não serei candidato em 2018”, assim prontamente declara o ex-vice-presidente de Futebol do Flamengo Wallim Vasconcellos, ao ser questionado sobre os planos da oposição para a próxima eleição do Flamengo. Desafeto declarado de Eduardo Bandeira de Mello, o ex-diretor do Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDES) é considerado um dos principais nomes da política rubro-negra atual.

    Ex-vice-presidente das pastas de futebol e patrimônio, Wallim foi um dos fundadores da Chapa Azul, e só não foi o candidato por causa de problemas em seu tempo de associação. Em 2015, após alguns atritos, rompeu com o atual mandatário e lançou sua candidatura pela Chapa Verde, junto de outros nomes importantes do grupo azul “original”, mas acabou sendo derrotado.

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    Agora, em mais um ano político, as atenções se voltam para a situação e a oposição do Flamengo. Com a saída de Eduardo Bandeira de Mello, é cada vez mais possível uma nova união entre “verdes” e “azuis”. Em entrevista exclusiva ao canal TV Mundo Bola, Wallim Vasconcellos falou sobre o assunto e também tratou de outros temas importantes, como seu trabalho na pasta de futebol e o momento atual do clube. Confira abaixo.

    O início da chapa azul

    Começou pela indignação que tínhamos. O Bap tem uma frase muito boa para definir isso: “tudo na nossa vida dava certo, menos o Flamengo“. A gente se conhecia de fora do clube. Bap, Landim, Godin, Langoni, começaram a conversar, buscando uma mudança… e num certo momento eu também fui envolvido. Aí começou o grupo. Falamos “olha, vamos entrar lá, vamos chamar pessoas boas e que possuem credibilidade”, porque era o que o Flamengo mais precisava, credibilidade e gestão.

    O convite

    O convite chegou a mim, através do Landim. Ele estava em contato com o Godinho e o Bap com o Langoni. Em algum momento se encontraram. E eu já havia manifestado a vontade de entrar. Um dia Landim me ligou e falou “estamos aqui montando a chapa e você é o único que tem condição de ser o candidato a presidente. Você topa vir?”, e eu fui.

    O veto da candidatura

    O Maurício Gomes de Mattos (na época, presidente do Conselho de Administração) nos deu apenas 16 horas para anunciarmos novos candidatos para presidente e vice. Precisávamos estar com todas as certidões e documentações prontas. Previamente, tiramos todos estes documentos. Tínhamos o Areias e o Walter D’Agostino (para substituir). O dr.Walter não quis, o Areias também… e optamos pelo Bandeira.

    Acordo com Bandeira

    O acordo que tínhamos era que, apesar de ser um presidencialismo, um grupo ia gerir o clube. Tínhamos cerca de oito pessoas e a maioria vencia as discussões. Em qualquer pauta colocada em discussão, fazia-se uma votação e o que a maioria escolhesse estava decidido. Este foi o acordo, feito antes da eleição. Quando o Bandeira foi contactado para concorrer, fui até o BNDES para apresentá-lo ao Bap e perguntar se toparia ser o plano B. A única condição que colocamos foi este acordo e ele aceitou.

    Eleição de 2012

    Entramos na eleição de 2012 sem acreditar que venceríamos. Efetivamente o nosso plano era ganhar em 2015, a primeira era mais para conseguirmos experiência política dentro do clube. Mas, surpreendentemente, tivemos uma votação expressiva. Ganhamos a eleição, implementamos as mudanças, as pessoas acreditaram no projeto e deu certo. O que me surpreendeu foi o quão rápido tudo aconteceu. Esperávamos uns cinco anos para normalizar as coisas, mas em dois anos tudo estava resolvido: dívida equacionada, bons patrocínios alcançados, receita em crescimento etc. Foi uma satisfação pessoal para todos nós.

    Quando a coisa começou a desandar

    A partir do início de 2015 isso deixou de acontecer, quando três assuntos foram colocados para discussão, a maioria decidiu, mas o Bandeira fez o que achava que tinha que fazer. Ele foi em uma reunião na FERJ que não devia comparecer (no episódio em que bateu boca com Rubens Lopes), fechou um acordo com Maracanã sem falar com ninguém e levou uma cobrança de cota-extra dos sócios para o Conselho Deliberativo, onde perdemos.

    Depois destas três coisas, o Bap foi embora e as decisões da diretoria começaram a não ser mais por maioria. As pessoas começaram a não ter mais voz. Aí, eu preferi ir embora, assim como os outros… Landim, Gustavo e, por último, o Tostes. Então, a cisão se deveu exatamente ao fato das decisões se concentrarem muito ao presidente, deixando os outros sem voz ativa. Não tem sentido dispor do seu tempo para ajudar o Flamengo se a sua participação não é ouvida, não é levada em consideração.

    Episódio na FERJ

    Nesta parte política, o Bandeira fez o que dava na telha dele. Na reunião em que ele foi insultado pelo presidente da federação foi um desgaste desnecessário para um presidente do Flamengo, não precisava daquilo. A nossa ideia era preservar o presidente, colocar uma pessoa que pudesse ter voz ativa na federação, o Michel Assef foi o escolhido para ir lá. Um pouco antes da reunião o Michel ligou para o Bap e falou “olha, o presidente resolveu ir”, e aí deu no que deu.

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    Trabalho no futebol

    Todas as conquistas foram boas. Copa do Brasil, Campeonato Carioca…aquele gol no último minuto (contra o Vasco) foi muito emocionante. Na Copa do Brasil teve os dois gols nos minutos finais. Para mim, que nunca havia sido dirigente de futebol, talvez tenha sido a função mais difícil que eu desempenhei na vida, porque você conta muito com o imponderável. Contratações vão dar certo ou não, e aquele era um momento complicado, começamos o ano muito mal.

    A Copa do Brasil

    Na conquista Copa do Brasil de 2013 foi uma emoção enorme. Antes de vir pro Flamengo, não esperava que eu pudesse um dia ser vice-presidente de futebol e ajudar na conquistar de um título. Era um elenco pouco qualificado, mas com vontade e compromisso. Os caras correram, dedicaram-se.

    Teve um evento importante logo após a saída do Mano Menezes, tivemos uma conversa com o elenco no CT e ali vi que as coisas iam andar, porque os jogadores, pela primeira, declararam, falaram e se cobraram. E efetivamente aconteceu.

    Libertadores de 2014

    Não havia muita expectativa, mas pelo menos para passar da primeira fase nós tínhamos. Perdemos jogos bobos, em um o Amaral foi expulso, o outro o Samir escorregou, aqui no Maracanã deixamos o adversário empatar após estarmos vencendo por 3 a 1. Enfim, este é o futebol, achamos que algo dará certo e não dá.

    Carlos Eduardo

    Neste caso, foi uma indicação do Godinho. Ele falou “olha, tem um jogador ótimo, que está voando na Rússia, jogou na Alemanha…”. Na época, a gente tinha acabado de perder o Wellington Silva para o Fluminense, e o Carlos Eduardo estava sendo pretendido por eles, Internacional e Santos. E essa pessoa nos indicou… “não podemos perdê-lo pro Fluminense de jeito nenhum, um jogador muito bom, que vem para dar um impacto na torcida”, e foi escolhido o Carlos Eduardo. Infelizmente, não deu certo. Contratações podem dar certo ou errado. Por isso mesmo não quisemos comprar o passe dele, quando você tem alguma dúvida precisa pegar emprestado. O vínculo foi feito por 18 meses, não deu certo… e acabou o empréstimo.

    Alto salário do meia

    Erros acontecem, não tenho problema algum em admitir que foi um erro. Só que você nunca sabe. Trouxeram o Conca e ele jogou menos que o Carlos Eduardo. Foi uma aposta? Foi. E ele ganhava quanto? A mesma coisa. E quanto jogou? Três jogos, dois jogos e meio. Erraram ao apostar nele? Sei lá, a pessoa que contratou deve ter achado que o Conca ia ficar bom e destruir. Tem outros jogadores no atual elenco que ganham uma fortuna. Acho que os diretores executivos e vice-presidentes sempre querem acertar. Mas quando erram é melhor admitir do que ficar insistindo no erro, como aconteceu durante algum tempo com alguns jogadores que foram mantidos.

    Escalação irregular do André Santos

    No jogo contra o Cruzeiro, desci ao vestiário, como sempre fazia, para ver se estava tudo certo… e o Paulo Pelaipe (na época, diretor executivo) me informou que o departamento jurídico havia liberado o André para jogar. Segundo ele, por meio de um e-mail. Aí eu falei: “se eles liberaram, pode colocar para jogar”.

    O vice-presidente Jurídico estava ocupado resolvendo um problema seu?

    Não pedi ajuda ao vice-presidente jurídico, pedi ajuda ao Flávio Willeman, pessoa física. Nas duas noites anteriores (ao jogo contra o Cruzeiro) ele me ajudou em um problema pessoal. Acho que isso não atrapalhou em nada, porque tinha o gerente jurídico André Galdeano, e outras pessoas envolvidas, que poderiam simplesmente falar: “não estamos conseguindo falar com o Willeman, é melhor o André Santos não jogar”.

    Se não fosse pela Portuguesa, acha que o Flamengo seria rebaixado?

    Não posso provar, mas naquela situação o Flamengo não seria rebaixado. Usaram aquele episódio do André Santos para chegar em um desenho que era favorável para alguém… não sei quem. Mas, certamente, se a questão da escalação fizesse o Flamengo cair, aquela decisão não teria sido tomada pelo STJD. Não tenho dúvida disso. Há outras questões que não posso falar, mas que me contaram de clubes que estavam envolvidos na época… alguma coisa esquisita aconteceu. O André ajudou a resolver o problema que alguns tinham.

    Saída de Elias

     

    Ele não fechou conosco porque o clube português resolveu que queria cinco jogadores nossos (Samir, Luiz Antônio e mais três jogadores da base), depois que já estava tudo certo. Imagina se ele escolhe um Lincoln ou Vinicius Junior? Foi uma decisão não apenas minha, o Bandeira na época até mandou uma carta desistindo do negócio, também teve o Bap envolvido, o Willeman, o Tostes… todos fomos contra incluir cinco jogadores na negociação que já era pesada, 4 milhões de euros por 50% do passe do Elias. Tínhamos o dinheiro, eles não aceitaram. Depois levaram calote do Corinthians e do Atlético Mineiro. Se tivessem vendido para o Flamengo, certamente teriam recebido.

    O pai do Elias atrapalhou na permanência do volante?

    Com o pai do Elias não teve problema nenhum, com ele estava tudo certo. O único problema foi com o presidente do Sporting/POR. Tanto é que em maio de 2015 eu o apresentei ao Wrobel, que na época era vice-presidente de futebol e queria trazer o Elias.

    Lucas Mugni

    Na minha opinião, a contratação do Lucas Mugni foi a pior que eu fiz, pior que o Carlos Eduardo. Era um jogador que nós tínhamos muita esperança, mas que chegou aqui e não quis nada.

    O desacordo de Mano Menezes

    Foi um problema pessoal dele, não foi nada com o Flamengo. Ele disse que tinha uma questão com a Comunicação do clube, e isso teve sim. Havia um plano de comunicação e o Mano queria seguir o dele. Acabou ficando chateado. Além disso, ele falou que os jogadores iam para a noitada. Mas isso não chegou a mim e nem ao Pelaipe. Se soubéssemos que algum atleta estava indo para a noite, certamente o mesmo seria punido, ou teria alguma ação da diretoria. Mas o problema do Mano (que o levou a sair) eu fui saber um ano depois, já que ele não falou comigo. Foi uma questão pessoal e cabe a ele dizer se quiser.

    O atual momento do Flamengo

    O futebol está bem estregue para o Lomba, neste ano já vi algumas mudanças depois que ele entrou. Acredito que estamos melhor preparados para a Libertadores deste ano. Agora o assunto futebol é com ele, que é uma ótima pessoa. Torço para que dê certo, que ele tenha sucesso e consiga trazer títulos importantes e relevantes para o Flamengo.

    Leia também: Planejamento, elenco e reforços: vice-presidente de futebol do Flamengo fala com exclusividade para o Mundo Bola

    Departamento de futebol

    Pedi ao Conselho Deliberativo a presença do Fred Luz para explicar como o futebol funciona, quem faz o quê, qual é a meta, como é a cobrança de cada um… e fiquei no limbo. Não apareceu, não constou na ata do Conselho e não posso fazer nada. A torcida e os sócios tem o direito de saber como funciona o futebol. O Lomba é a minha esperança lá, um cara com experiência de cargo de chefia, que sabe mandar, sabe cobrar. Espero que as coisas comecem a funcionar no futebol. Porque se continuar a confraria de amigos seguiremos decepcionados não apenas por não ganhar títulos, mas pelo discurso. Times muito piores do que este davam a alma pelo clube, mesmo com salários atrasados. É inadmissível que o Flamengo continue neste marasmo.

    Ederson

    Acho errada (a renovação). O Ederson é uma ótima pessoa, ótimo jogador, mas não deu certo, se machucou, teve um problema grave. Vou renovar com o cara por 6 meses? Esse dinheiro é do Flamengo, o clube não é uma instituição beneficente. Cede o CT, os profissionais, tudo. Mas não pode renovar.

    Julio Cesar

    O Julio Cesar veio por 3 meses, salário simbólico, é um líder, até concordo. É um ídolo, um cara que prestou grandes trabalhos para o Flamengo e quer encerrar a carreira aqui.

    Carpegiani

    Não sou a favor do Carpegiani, mas pelo menos ele montou um esquema. O time sabe como é que joga, sabe quais são as peças e isso me dá esperanças para que tenhamos um bom desempenho não só na Libertadores, mas também no Brasileiro e na Copa do Brasil. É isso que a gente espera. Que o Flamengo consiga politicamente se entender, porque aí fica mais forte e isso passa para dentro dos campos, das quadras e da lagoa.

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    Landim será o candidato da Chapa Verde nas eleições de 2018?

    Não há nenhuma definição que o Landim será candidato. Eu adoraria que fosse, talvez seja o mais competente, equilibrado… Pode ser o candidato? Pode. Mas não há nada decidido.

    Relação com o SóFLA

    Não temos nenhum problema com a maioria das pessoas que estão no SóFLA (grupo político). Lá tem dois ou três que tiveram atitudes não muito corretas nas eleições de 2015, mas não é impeditivo para qualquer tipo de diálogo que venha a ter entre ambas as partes.

    Abandonou o barco?

    O combinado que eu tinha com o Bandeira, depois que houve a separação, era que haveria uma campanha de alto nível entre as chapas concorrentes. Mas aí começaram com esta história de vazar áudio, de falar que eu abandonei o time em último lugar. O que não era verdade. Já era para eu ter saído no final do ano, o presidente pediu para eu ficar até a Copa. Então, o que ele falou que tinha afundado o barco e saído foi uma indelicadeza.

    Desejo pelo fim da reeleição

    Somos muito favoráveis que só haja um mandato de três anos, sem reeleição. Para que tenhamos um cara que possa realmente se dedicar neste período e depois passar o bastão para o outro. É como eu falava na época em que estávamos montando nosso grupo, em 2012, a ideia era fazer um verdadeiro revezamento. Três anos um presidente, depois outro e assim por diante, para que cada um pudesse dar o máximo de esforço ao Flamengo. Se você ficar seis anos, o desgaste é muito grande.

    Nova união entre verdes e azuis?

    O cara quer o poder ou o melhor para o Flamengo? Se tiver um candidato melhor, por que não juntar todo mundo numa mesma candidatura? Ter um grupo mais robusto, uma grande maioria, trabalhar pelo clube. É só o poder? Tudo bem, querer mandar aqui e ali… isso é de cada um. Mas abro mão do poder se o Flamengo estiver bem, ganhando, tendo um estádio…

    Eu vivia muito bem até 2012, indo ao Maracanã para torcer. Mas a situação estava péssima, nós só viemos para cá para ajudar, e efetivamente conseguimos resolver. Mas, por que não voltar novamente ao status de 2012? Vamos torcer, ajudar como puder. Um dia o cara é presidente, no outro é vice-presidente, trabalha no Conselho Deliberativo, Administração, Assembléia Geral ou simplesmente torcedor. Este é o nosso objetivo, ninguém está aqui querendo nada além de ajudar o Flamengo, até porque ainda há muito o que melhorar.

    Próximos desafios

     

    O próximo passo precisa ser o nosso estádio. Precisamos definir, seja um estádio novo ou o próprio Maracanã. Até o primeiro semestre de 2019 isto precisa estar na mesa, decidido. É o pulo que o Flamengo precisa dar para poder efetivamente consolidar sua hegemonia no futebol brasileiro. Após isso precisa se consolidar no futebol sul-americano, muito rápido. Estamos perdendo muito tempo patinando em Campeonato Carioca. Vamos partir neste ano para o Campeonato Brasileiro e ter uma boa participação na Libertadores, se não vier com o título, que esteja lá disputando. Precisamos da hegemonia na América do Sul. Se queremos ser grandes, precisamos ser o maior em termos desportivos no futebol.

    Os esportes olímpicos não podem ser deixados de fora. O que aconteceu no basquete, precisamos fazer também no vôlei, no remo, na ginástica olímpica… o Flamengo não é um clube só de futebol. Precisamos investir nisso tudo e só conseguiremos com gente que tenha competência e credibilidade. Essas duas coisas que em 2013 ajudaram o Flamengo a se recuperar no mercado.

    Sem vaidade

    A base já está pronta. Temos CT, dinheiro, credibilidade, tudo. Só falta crescer. Com a união dos grupos, sem vaidade, tem espaço para todo mundo. Tem muita gente boa, dentro e fora do Flamengo, que pode estar trabalhando aqui para que o clube chegue em outro patamar. É isso que esperamos. Do nosso lado, zero vaidade. Queremos o Flamengo campeão de tudo.

    Ainda tem muita coisa para fazer, andamos pouco. Toda a parte de internacionalização da marca, o próprio futebol, que falta planejamento. Acho que o Lomba aos poucos está dando uns ajustes no departamento, espero que ele consiga fazer o que pretende, mas o futebol precisa melhor, a marca do Flamengo precisa crescer.

    Incapacidade da atual gestão em admitir erros

    Se você está fazendo uma coisa e está dando errado, você precisa mudar, caso contrário o resultado será o mesmo e continuará dando errado. Contratei o Ney Franco e deu errado? Demiti. Está fazendo uma coisa errada no futebol? Muda, troca. O ruim é quando você faz errado e não muda.

    Não querem admitir que estão fazendo errado e vão continuar fazendo, achando que um dia dará certo. Este é o discurso do Bandeira, que foi durante mais de 30 anos funcionário público de quarto escalão do BNDES. Não vai decidir nunca, não vai admitir nunca. O Godinho mostrou, todos os vice-presidentes mandando o Bandeira demitir o Cristóvão e ele não demitia, foi uma pressão incrível para demitir. O Zé Ricardo saiu porque não aguentou a pressão da torcida, a mesma coisa com os protegidos etc. O presidente não sabe decidir e vira amigo das pessoas.

    Você pode ser meu amigo, mas se for meu funcionário e não estiver trabalhando, eu vou falar que não está entregando o que eu quero. Continuamos amigos, mas você vai embora. O Jayme ficou chateado comigo porque eu o demiti… reclamou, xingou. Mas não estava funcionando. Demiti o Pelaipe, e ele continua meu amigo. Você precisa fazer aquilo que é o melhor para o Flamengo, não porque o cara é seu amigo ou você acha que vai dar certo. Se for bom para o Flamengo demitir o Fred Luz, demita; se for bom demitir o Rodrigo Caetano, demita. O interesse do Flamengo precisa vir em primeiro lugar, não o interesse das pessoas e dos amigos. A mentalidade precisa mudar. No dia que mudar, vai melhorar.

    Experiência na política do Flamengo

    Acho que tenho muito a aprender. Tenho tido bastante convivência com muitas pessoas da antiga política do Flamengo, que ainda estão aqui (na Gávea) e deram sua contribuição para o Fla ser o que é hoje, e pessoas também da nova leva dos “políticos” do clube.

    É sempre um aprendizado, a gente nunca sabe tudo sobre o Flamengo. Está sendo uma experiência muito rica. Todo mundo que quer vir para ajudar precisa estar junto das pessoas e participar tanto votando nas eleições, quanto nos conselhos. É isso que se espera dos rubro-negro que queiram participar das mudanças.
     

    Veja entrevista completa na TV Mundo Bola

    https://youtu.be/pwBaXFzV3-s
     

    Mundo Bola LIVE #18 – COMENTANDO A ENTREVISTA DE WALLIM VASCONCELLOS

     


    Entrevista concedida a Diogo Almeida para a TV Mundo Bola – Siga-o no Twitter: @DidaZico.
    Matéria no site por Wanderson Emerick – Siga-o no Twitter: @WanEmerick
    Edição e pós-produção de vídeo: Carlos Gusmão – Siga-o no Twitter: @crgusmao
    Imagens utilizadas no post e redes sociais: Flamengo/ Divulgação
     


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    VEJA TAMBÉM A NOSSA ENTREVISTA COM O VP DE FINANÇAS DO FLAMENGO

  • O Flamengo no estado da natureza – saudades do tapa na bola

    O Flamengo começou 2018 em 28 de fevereiro – disso não há como ter dúvidas. E, infelizmente, depois de dois meses de vitórias pífias, de uma conquista-placebo (Taça Guanabara) e daquele entusiasmo meio “empolgação com o valor do tiquete-refeição” que é a conquista da Copa SP (ainda que deva, sim, ser comemorada), o que tivemos foi uma gigantesca frustração. No meu entender e no de qualquer rubro-negro com alguma decência intelectual é absolutamente inacreditável que, depois de três anos passando pano e dizendo “ano que vem vai”, o time do Flamengo tenha uma estreia absolutamente ridícula como o empate contra o River.

    O ocorrido na noite de quarta-feira me remete a Millor Fernandes que, maldosamente, dizia que certo ex-prefeito do Rio “desmoralizou a honestidade”. Pois o Flamengo conseguiu a façanha de desmoralizar o empate – algo que seria aceitável contra um time grande como o River (que vinha de SEIS DERROTAS FORA DE CASA, NUM RECORDE HISTÓRICO). Só que estará mentindo o rubro-negro que disser que ficaria mais indignado com uma derrota. Não. Não há como ver este empate de outra forma a não ser como derrota. O empate foi desmoralizado, da forma com que o Flamengo costuma empatar.

    Como quase todos os meus irmãos em fé Flamenga, fiquei refletindo algum tempo antes de conseguir dormir. Por que diabos temos um time com estrelas recebidas com multidões em aeroportos mas estas mesmas estrelas não nos levam a parte alguma?

    Me lembrei de um lance – infelizmente não consegui lembrar com qual de nossos jogadores. Talvez Dourado, talvez Rodinei. Foi pela direita do ataque, perto da lateral. Um choque entre dois adversários, o jogador do River sai com a bola, de pé. O nosso jogador, no chão, esperando marcarem uma falta. Houve repetição, meio automática, do lance. E deu para ver que não houve falta, e sim uma prevalência do mais forte sobre o mais fraco. Árbitro? Conmebol? Por que reclamar disso?

    Percebi então que o Flamengo não entendeu que a Taça Libertadores da América é um mundo em estado de natureza, como definia o inglês Thomas Hobbes. Em sua obra-prima Leviatã, Hobbes descreve o estado da natureza como aquele em que todos os homens podem tudo, e as coisas se definem mediante a força de cada um. Neste estado, o mais fraco é naturalmente subjugado. Para evitar isso, Hobbes defende um ordenamento jurídico e sociedade fortes, um Estado idem, com poderes mediadores.

    “O homem é o lobo do próprio homem”, diz Hobbes. Nesse cenário, não há coisas divididas ou compartilhadas. A força é usada para a conquista. E não há, em tese, regras para impedir que isso aconteça. Por isso, num estágio mais avançado civilizatório, haveria uma regulação para manter o respeito e a ordem. Faz-se então um contrato social no qual o poder em tese sem limites das pessoas é contido.

    O Flamengo está acostumado a viver nessa civilização, onde Vasco, Botafogo e Fluminense precisam estar unidos contra o Leviatá da Gávea. Nos últimos anos, apesar dos insucessos, até no Brasileiro é possível dizer que o Flamengo se impõe e que vive dentro de um contrato “harmless”. Mas ao sair para a Libertadores, para este mundo diferente, me parece que não temos, simplesmente, os guerreiros pertinentes a ele – algo que se viu na versão pocket da Libertadores, a Sul-Americana.

    Vocês lembram do discurso de que “ah, em pontos corridos todo jogo é uma final”. É curioso, pois mesmo isso sendo tecnicamente provado, é normal que nas dez primeiras rodadas os jogos tenham a vibração de uma pelada de aterro, com raras exceções. Pois esta é uma frase que deveria servir para a Libertadores – é mais do que óbvio que todo jogo é uma final, é jogado como final, é jogado com empurrões, barbas por fazer e cotoveladas, é jogado com terror, com carranca. Quem joga Libertadores precisa sentir o hálito do medo vindo de seu adversário.

    Aqui não cabe discutir QUALIDADE de jogadores, por mais que nós estejamos tendo um certo probleminha de laterais – e que a entrada do Arão estreando em 2018 num jogo de Libertadores não seja realmente uma coisa saudável mentalmente. “Não tive opção”,, disse o técnico. Teve sim: quando montou o banco de reservas.

    O que questiono aqui é o que já se discute nas redes sociais desde o fim da partida: a sensação de que o espírito Flamengo abandonou este corpo há anos, e o que temos é um corpo com morte cerebral, um corpo que continua funcionando perfeitamente, com saúde, mas sem a alma.

    Nesses momentos, vale lembrar a frase dita por Wayne Kyle, um dos personagens de American Sniper: “Há três tipos de pessoas neste mundo: ovelhas, lobos e cães pastores. Algumas pessoas preferem acreditar que o mal não existe no mundo, e se algum dia o mal bate-lhes à porta, não sabem como se proteger. Essas são as ovelhas. Então você tem predadores, que usam a violência para se alimentar dos mais fracos. Eles são os lobos. E há os que têm uma necessidade atávica de proteger o rebanho. Estes homens são a raça rara que vive para confrontar o lobo. Eles são os cães pastores.”

    O Flamengo não tem lobos e nem cães pastores.

    Vejamos: Diego, Everton Ribeiro, Réver, são maus jogadores? Longe disso. Mas muito longe mesmo. A questão é que em suas carreiras não foram pastores. Nem lobos. Nosso camisa 10, vocês lembram, jogou o malogrado Pré-Olímpico de 2004, como PRINCIPAL jogador. Perdemos o último jogo para o Paraguai por 1 a 0, gol de Vaca.

    Não há registros fotográficos ou de vídeo na internet. Mas o jovem Diego, um grande jogador, de muito talento, ao fim do jogo mostrava um abatimento incomum, um medo estampado no rosto. Meses depois, em um jogo não decisivo, ele estava fazendo gols pelo Wolfsburg quase do meio de campo.

    O medo sobra neste Flamengo de hoje – mas não apenas o medo de perder, ou de ficar sem o salário, ou de ser apedrejado pela torcida. Em cada dividida, em cada investida ao ataque, em cada vez que a defesa se movimenta para conter o golpe do adversário. É um medo que parece físico, como o medo de um cachorro bravo ou de um abismo.

    E há culpados? Difícil apontar. As causas, não sei. Mas é fato que há uma ausência absurda de Flamengo nisso tudo. É quase como se a nossa verdade fosse representada pelas arquibancadas vazias do Engenhão.

    Onde vejo Flamengo?

    A descrição eu coloco abaixo, escrita pelo maior escritor rubro-negro da atualidade, Mauricio Neves de Jesus, autor do fundamental “1981 – o primeiro ano do resto de nossas vidas”.
    E me despeço por aqui, pois não sou digno de escrever nada depois desta crônica.

     

    Tapa na bola – Por Mauricio Neves de Jesus

    Esta não é uma história de ficção. Os personagens são humanos e reais embora hoje não se possa mais disfarçar: alguns deles chegaram à fronteira da divindade e outros a ultrapassaram. Se o futebol é uma religião, o Flamengo tem seus deuses: Valido, do Milagre. Rondinelli, da Raça. Zico, da Plenitude. E Júnior, dos Mil Jogos, a quem pertence esta história que eu vou contar.

    Corria o ano de 1982, dia vinte e três de setembro. Mais de cem mil pessoas no Maracanã. Decisão, Flamengo e Vasco a todo risco.O jogo poderia entrar pela prorrogação e daí para os pênaltis, mas todos sentíamos que aquela noite não acabaria jamais. Para nós, valia o pentacampeonato da Taça Guanabara. Para eles, o desejo de vencer os campeões mundiais.

    Último minuto de jogo, zero a zero. Os radialistas falam em tempo extra e cogitam os possíveis cobradores dos pênaltis. Zico recolhe uma bola na intermediária e estica na extrema esquerda a Adilio.Torto, ele carrega a bola colada ao pé até a área do Vasco, passa pelo zagueiro sem mudar o traçado da corrida e, do bico esquerdo da pequena área, desliza a bola entre o poste e Mazarópi. Gol. Gol que fez explodir a arquibancada à esquerda das cabines de rádio, que faz abraços flamengos, que desmorona a pretensão vascaína de dobrar o Campeão Mundial de Futebol. Nunes entra na meta recém vazada e solta uma bomba, endossando o gol de Adílio.

    O jogo recomeça e os adversários rondam a área rubro-negra, mas cometem falta de ataque.Era o suficiente para acabar o jogo, uma falta para o Flamengo, que esperaria o apito final com a bola passando de pé em pé. Porém, na continuidade do lance que originou a falta, a defesa rubro-negra afastou o perigo da área com um chutão.

    Zico e Júnior estavam junto de Cantarele, na entrada da área do Flamengo, esperando o retorno da bola.E a bola chutada do campo do Vasco passou por Zico, Júnior e Cantarele. Com a vantagem rubro-negra, era de se esperar que nenhum deles saísse atrás da bola. A pressa era inimiga. Mas a bola que passou pelos jogadores tomou o rumo da meta, abandonada por Cantarele, que estava na entrada da área junto aos demais.

    Então, como se a bola estivesse em jogo ou, mais, como se a bola em direção ao gol rubro-negro fosse uma bomba ameaçando o pavilhão flamengo, como se a meta fosse uma reserva de emoções e sentimentos a ser guardada a ferro e fogo, Zico e Júnior correram desesperados atrás da bola que saltava em direção à rede. A um passo do gol, vigiado por Zico, Júnior deu um tapa na bola para impedir que ela vencesse a linha.

    O jogo estava parado, o título estava assegurado, mas Zico, Júnior e todo aquele Flamengo, todos sabiam que um jogo entre Flamengo e Vasco não dura os noventa minutos: dura por toda a vida.E eu não disse que Zico ordenou a alguém, que Júnior olhou para Cantarele e disse “corre!”.

    Foram eles, os maiores de todos, os intocáveis, que do alto de sua majestade perseguiram a bola como se fossem moleques, impedindo a sua entrada em nosso gol, mantendo imaculada, absolutamente imaculada a meta flamenga. Júnior deu um tapa na bola. Um tapa na bola, provavelmente o único que deu na vida. Escrevam em seu currículo: Júnior, mil jogos pelo Flamengo e um tapa na bola, em legítima defesa do que é sagrado. Um rubro-negro à flor da pele.

    Imagem destacada no post e redes sociais: Gilvan de Souza / Flamengo.


    Gustavo de Almeida é jornalista desde 1993, com atuação nas áreas de Política, Cidades, Segurança Pública e Esportes. É formado em jornalismo pela Universidade Federal Fluminense. Foi editor de Cidade do Jornal do Brasil, onde ganhou os prêmios Ibero-Americano de Imprensa Unicef/Agência EFE (2005) e Prêmio IGE da Fundação Lehmann (2006). Passou pela revista ISTOÉ, pelo jornal esportivo LANCE! e também pelos diários populares O DIA, A Notícia e EXTRA. Trabalhou como assessor de imprensa em campanhas de à Prefeitura do Rio e em duas campanhas para presidente de clubes de futebol. É pós-graduado (MBA) em Marketing e Comunicação Empresarial pela Universidade Veiga de Almeida. Atualmente, escreve livros como ghost-writer e faz consultorias da área de política, além de estar trabalhando em um roteiro de cinema.


     

     


  • Pouco futebol e muitas faltas

    Um classico com pouca emoção e arbitragem polêmica na tarde deste sábado (3), terminou com vitória do Flamengo de 1 x 0 sobre o Botafogo. O confronto, no Engenhão, e com mando do Flamengo, ocorreu a terceira rodada da Taça Rio.

    O gol rubro-negro logo no início da primeira etapa foi irregular. Aos três minutos Diego cobrou falta e Rhodolfo, impedido, cabeceou para o fundo da rede. Mantendo boa movimentação,  os dois times buscaram criar jogadas e a partida teve boa movimentação, mas poucos lances que levantaram o torcedor das cadeiras. Com cinco cartões amarelos somente no primeiro tempo, a partida foi bem faltosa. Aos 22 minutos, Botafogo chegaria ao empate com Kazim, mas o tento irregular foi bem anulado.

    O segundo tempo foi truncado e morno, exceto pela quantidade excessiva de faltas e cartões, que resultou até em expulsão de Vinícius Jr aos 36, após dez minutos em campo, por falta dura em Igor Rabello. As grandes chances desta etapa vieram de bola parada para ambas equipes. Flamengo quase ampliou aos 29, em cobrança de falta de Diego, que bateu firme e Gatito, bem posicionado, defendeu. Já o Botafogo em escanteio encontrou Marcelo que cabeceou bem e Diego Alves fez boa defesa.

    Paquetá mais uma vez foi o melhor em campo e vem fazendo boas partidas pelo Rubro-Negro. O camisa 11 estava iluminado nesta tarde, deu uma lambreta e foi parado por falta, belo drible em cima de Marcinho. Finalizou duas vezes de fora da área. É um dos nomes do Flamengo desde o final de 2017.

    Com a vitória, o Flamengo chega aos seis pontos e se mantém na liderança do Grupo B. O Mais Querido volta a campo na quarta-feira (7), quando visitará o Boavista.

     

  • Yuri marca no fim, Flamengo vence Botafogo e conquista Taça Guanabara Sub-20

    O Natal rubro-negro trouxe um grande presente para a torcida flamenguista. Neste sábado (3), dia do aniversário de Zico, maior ídolo da Nação, os Garotos do Ninho conquistaram mais um título na temporada 2018. Jogando no estádio Nilton Santos, a equipe rubro-negra derrotou o Botafogo, por 1 a 0, e conquistou a Taça Guanabara Sub-20. O tento que valeu a festa rubro-negra foi marcado por Yuri, aos 43 minutos do segundo tempo.

    Com a conquista do primeiro turno, assim como no profissional, o time juniores já está semifinal do campeonato. Caso também conquiste a Taça Rio, avançará à decisão e ficará no aguando de um adversário que sairá das semifinais entre as quatro equipes com melhores campanhas durante a competição.

    A estreia no segundo turno acontece na próxima quarta-feira (7), às 15h, diante do Goytacaz, no estádio Ary de Oliveira. Ainda este mês o Mais Querido iniciará a jornada na Copa do Brasil Sub-20. O primeiro adversário será o Paysandu, em Belém.

    O jogo

    O clássico teve iniciativa do Flamengo, que anulava a saída de bola do Botafogo e arrancava em velocidade, principalmente pelo lado esquerdo, por intermédio de Michael e Bill. Pressionado, o setor defensivo alvinegro cometia alguns erros e quase um deles culminou no primeiro tempo rubro-negro. Aos sete minutos, após uma indefinição da zaga botafoguense, Wendel recuperou a bola pelo lado esquerdo, rolou para entrada da área e viu Pepê acertar a trave.

    O domínio rubro-negro, porém, terminou depois dos 10 minutos de partida. Tendo o lateral-esquerdo Jonathan como homem mais agudo, o Botafogo descobriu o ponto mais vulnerável do Flamengo, no setor direito, com o lateral Braian. Por ali o time da casa chegava com cruzamentos perigosos, que não eram contidos pela zaga flamenguista.

    Entretanto, foi o Rubro-Negro quem teve a chance mais clara para abrir o marcador. Pepê pegou a sobra de bola de Lucas Silva, chutou de primeira da entrada da área, mas a redonda desviou no meio do caminho antes de sair. Depois dos 30 minutos, o jogo perdeu intensidade, as equipes abusavam dos erros de passe e pareciam esperar o intervalo para corrigirem os erros.

    Segundo tempo

    O Rubro-Negro voltou do intervalo com Aderlan, zagueiro de origem, no lugar do lateral-direito lugar de Braian. Os Garotos do Ninho até iniciaram a etapa complementar mais incisivos, buscando abrir o placar logo cedo. Mas esbarraram em uma tarde inspirada do goleiro Diego, que defendeu uma bomba de Wendel chutada de fora área e fez uma defesa quase à queima-roupa após finalização de Lucas Silva.

    O momento de pressão rubro-negra não durou muito. O Botafogo cresceu após as substituições feitas pelo técnico Eduardo Barroca, principalmente com a entrada de Jordan. Já o Flamengo, por sua vez, perdeu em criatividade no meio e passou a depender de lançamentos do campo defensivo.

    Então o técnico Mauricio de Souza abriu mão de alguns jogadores pouco participativos no segundo tempo para a entrada de outros com mais mobilidade. Um desses foi Yuri César, que entrou aos 26 minutos, no lugar de Bill. Quando todos já aguardavam a disputa de pênaltis, um lance iniciado por um chutão do campo de defesa resultou no tento flamenguista. Aos 43 minutos, Yuri recuperou uma bola que parecia se perder pela linha lateral, tocou para Wendel, que abriu para Michael chegar na área e cruzar na medida para Yuri completar pro funo da rede.

    Veja como foi o título da conquista rubro-negra 

     

    Flamengo: Gabriel Batista; Braian (Aderlan), Matheus Dantas, Patrick Souza, Michael; Hugo Moura (Vinicius Souza), Théo; Pepê (Luiz Henrique), Lucas Silva (Ramon), Bill (Yuri César); Wendel. Técnico Mauricio de Souza.

    Foto: Divulgação/FERJ 


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  • Flamengo x Minas: o jogo de nº 500 de Marcelinho com o Manto

    Após um período de hiato por conta das Eliminatórias da Copa do Mundo de basquete, o Flamengo volta à quadra neste sábado (3), às 20h, diante do Minas Tênis Clube, na Arena Carioca 1. O Rubro-Negro busca se manter colado no líder, Paulistano.

    O duelo tem uma grande marca histórica, Marcelinho Machado irá completar 500 jogos com o Manto Sagrado. Após anos e anos (aproximadamente 15 anos) de títulos pelo Orgulho da Nação, como o pentacampeonato do NBB (2008-09, 2012-13, 2013-14, 2014-15, 2015-16), a Liga das Américas (2014) e o Mundial Interclubes (2014) , o eterno capitão encerrará sua carreira no final da atual temporada.

    O Mais Querido vive ótimo momento, vindo de vitória diante do Franca, e Bauru. A nova estrela rubro-negra, Anderson Varejão, segue em evolução jogo a jogo, ganhando ritmo e entrosamento com a equipe. O atleta chega da Seleção com a moral em alta, após anotar dois duplo-duplos.

    A equipe do Minas vem de vitória no Novo Basquete Brasil, em partida disputadíssima contra o Botafogo, o clube mineiro venceu por 76 a 70, na Arena Carioca 1, chegando na nona posição na tabela. Wesley, Jefferson Campos, e o ex-atleta rubro-negro, Gegê, são os principais destaques do time.

    “Essa semana foi importante por vários fatores. Temos, não só esse jogo contra o Minas, mas também uma sequência em que a quantidade de treinos será pequena. Então precisávamos aproveitar esse período para que pudéssemos manter a treinabilidade do time e agregar mais algumas coisas. Foi bastante importante para essa sequência de jogos que começa contra o Minas, e segue na semana que vem”, comentou o treinador, José Neto.

    Flamengo e Minas já se enfrentaram 19 vezes no NBB, o Rubro-Negro tem ampla vantagem no confronto, com 16 vitórias. No último encontro, o Mais Querido saiu com a vitória por 83 a 76, na Arena Minas.

    O jogo não terá transmissão. Os ingressos estão a venda no site do Guichê Web. A Arena Carioca 1 possui estacionamento gratuito.

  • Com titulares, Flamengo enfrenta o Botafogo na Taça Rio

    Após uma estreia decepcionante na Libertadores, o Flamengo volta sua atenção para o Campeonato Carioca. Na tarde de hoje, terá pela frente o Botafogo, em confronto que acontece no Engenhão, às 17h. Esta será a primeira vez que as equipes se enfrentam desde o episódio do chororô, protagonizado por Vinicius Junior (o Premiere FC transmitirá a partida).

    O Rubro-Negro chega na terceira rodada do segundo turno do Carioca na primeira colocação do Grupo B, com uma vitória e uma derrota. Campeão invicto da Taça Guanabara, o time já está classificado para a fase final do torneio.

    Mesmo assim, o técnico Paulo César Carpegiani irá com força máxima para o confronto, tendo como desfalque apenas o colombiano Gustavo Cuellar, expulso na derrotada para o Fluminense (4 a 0), na última rodada da Taça Rio. Sendo assim, a equipe será a mesma que iniciou o jogo contra o River Plate.

    “Conhecemos o time (do Botafogo). Teve algumas mudanças, mas isso não vai interferir. É só colocarmos em prática o que temos trabalhado no dia a dia e tenho certeza que conseguiremos um bom resultado”, afirmou Jonas, em coletiva no Ninho do Urubu.

    Se o Flamengo teve um importante jogo no meio da semana, o Botafogo chega para o duelo descansado. Eliminado da Copa do Brasil e fora da Libertadores, a equipe do técnico Alberto Valentim vê o Carioca como uma oportunidade fazer o primeiro semestre “valer a pena”.  Na Taça Rio, o Alvinegro está invicto, com duas vitórias.

    Último confronto e retrospecto

    O último duelo entre as equipes aconteceu na semifinal da Taça Guanabara, em Volta Redonda. E o Flamengo não teve maiores dificuldades para despachar o Botafogo. Everton, Henrique Dourado e Vinicius Junior fizeram os gols do Mais Querido (3 a 1).

    Na história, as equipes se enfrentaram em 360 oportunidades. O Flamengo é quem mais venceu o duelo, são: 127 vitórias, 121 empates e 110 derrotas.

    Provável escalação do Flamengo

    Diego Alves; Renê, Juan Réver e Pará; Jonas, Paquetá, Everton Ribeiro, Everton e Diego; Henrique Dourado.

    Arbitragem

    O árbitro João Batista de Arruda apita a partida, auxiliado por Luiz Antonio Muniz de Oliveira e Gabriel Conti Viana.

    Foto de destaque e divulgação: Gilvan de Souza / Flamengo

    Leia também: Planejamento, elenco e reforços: vice-presidente de futebol do Flamengo fala com exclusividade para o Mundo Bola


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