Autor: diogo.almeida1979

  • Em clássico carioca, FlaBasquete visita o Botafogo

    O Flamengo continua sua sequencia como visitante no Novo Basquete Brasil. De volta ao Rio após vencedor nos três jogos em São Paulo, Rubro-Negro encerra ciclo de visitas na competição diante do Botafogo. Buscando a nona vitória consecutiva para se manter vivo na luta pela liderança. A bola é levantada às 19h, nesta segunda (12), na Arena Carioca 1, com as arquibancadas sem contar com a presença da Nação. A partida terá transmissão ao vivo do Sportv.

    O Mais Querido faz seu último jogo como visitante na temporada regular do NBB, e para manter o sonho do topo da tabela, precisa vencer o clássico para se igualar ao líder Paulistano, que ainda possui a vantagem no confronto direto. O Flamengo chega para a partida com bastante moral após a vitória diante do Mogi das Cruzes, por 75 a 72. Cubillan e Anderson Varejão foram os principais nomes do time da Gávea, o pivô anotou seu primeiro duplo-duplo com o Manto, enquanto o venezuelano foi o cestinha do confronto com 20 pontos.

    O Botafogo vem de ótima sequencia, com duas vitórias seguidas, e com a classificação para os playoffs bem encaminhada. Apesar do bom momento, a temporada da equipe é um pouco decepcionante, com apenas sete triunfos em 25 jogos. No seu último confronto, o alvinegro venceu o Caxias do Sul, por 76 a 67. O ala americano, Tatum, foi o principal destaque da equipe, com 21 pontos, além de seis assistências.

    Apesar de grande tradição nos gramados, o clássico carioca ocorreu apenas uma vez na história da competição. Nesta temporada, em jogo válido pelo primeiro turno, o Flamengo atropelou o Botafogo, na estreia de Anderson Varejão, por 107 a 54, na Arena Carioca 1. Marquinhos foi o cestinha na ocasião com 25 pontos, JP Batista e Cubillan ainda anotaram um duplo-duplo cada.

    Após enfrentar o Alvinegro, o Orgulho da Nação permanece no Rio para fechar a fase regular do torneio diante do Basquete Cearense, no dia 25, e Vitória, no dia 27, na Arena Carioca 1.

  • Ser Flamengo, nossa única opção

    “The way things going/they’re gonna crucify me”
    (John Lennon em “The Ballad of John & Yoko)

     

    Caros confrades flamengos,

    Na coluna da semana passada fiz uma constatação que causou incômodo em alguns companheiros de batalha: a de que falta um je ne sais quois ao time do Flamengo para enfrentar o clima de “estado de natureza” que permeia uma competição como a Libertadores da América – muito, mas muito mais difícil que a Champions League, considerando que no nutelíssimo certame europeu não há em nenhum momento partidas disputadas a 3 mil metros de altitude ou sob a guarda de carabineros como aconteceu com o Flamengo em 1981 diante do Cobreloa.

    Até me esqueci de dizer isso: talvez nosso time fosse longe na Champions League. Talvez até campeão – embora eu considere que o time que tenha o portuga é sempre mais candidato a levar a taça. Sim: o Flamengo tem bons jogadores (não nas laterais e não no comando do ataque) e dentro de um ambiente em que árbitros arbitram, confederações são federativas e conselhos desportivos dão conselhos, como parece ser a copinha lá da UEFA, esse time até poderia ir longe.

    No entanto, estamos falando, sempre, de Conmebol – e pela arbitragem da nossa estreia na Liberta os torcedores mais novos já puderam entender isso (me refiro àqueles de oito anos de idade que por acaso estejam lendo esse texto). Quem por acaso ler o livro “Da Glória à Vergonha”, do consultor de crises Mário Rosa, vai ver o episódio em que Julio Grondona e o então presidente da CBF articulam um horário de jogo para Brasil x Argentina com a intenção de atacar uma emissora de TV e com fins escusos – e sem nenhuma Conmebol para arbitrar ou reclamar. Desnecessário mencionar o caso do torcedor boliviano morto em partida daquele time de São Paulo.

    Mas quero me retratar caso eu tenha transbordado desesperança – é o efeito pós-emputecimento, pós-empate idiota, pós-frango inacreditável do Diego Alves. São efeitos a que nenhum torcedor do Flamengo está imune. Uma febre vermelha e preta para a qual não existe vacina ou outro tipo de imunização. Como torcedore de um time de duas cores, me permito, sim, ser bipolar (com o devido respeito e desculpas aos que sofrem deste transtorno e que com efeito não merecem vê-lo sendo usado como metáfora): creio no Flamengo todo-poderoso, sim. Parafraseando o dito Herbalife: sou Flamengo, pergunte-me como.

    Nosso ambiente no futebol não vai bem – mas dizer que o Flamengo só venceu até hoje nos momentos em que Pet, Edilson e Beto jogavam adedanha, nas horas em que Rondinelli, Adílio e Leandro Peixe Frito brincavam de escravos-de-jó com os pratos na concentração ou Luizão e Obina curtiam as fotos um do outro no instagram, bem, isso é uma falácia das mais tolas. Citando mais uma vez Arthur Muhlemberg (sempre lembrando que minha conta bancária não recebe visitas de cheques com esse nome), Flamengo é perrengue. Quer paz e harmonia vai torcer para nado sincronizado. Quer segurança vai torcer pro time do presídio. Quer certeza de vitórias vai torcer pro Real Madrid e consagre sua vida ao nutelismo esclarecido – algo que demandará atirar sua camisa rubro-negra à fogueira.

    Quando digo que venceremos o Emelec, há sempre um prócer da objetividade ao meu lado dizendo “este time já chega à quinta rodada eliminado”. Na verdade, eu mesmo disse isso, nas horas que se seguiram ao malogrado empate contra o River. Mas no dia seguinte já desdisse. Por mais que as coisas estejam realmente desanimadoras, com o elenco parecendo (apenas parecendo, como vi nas comemorações recentes) dividido entre meninos e adultos (sendo Diego e ER7 no primeiro grupo e Paquetá no segundo), não se pode esquecer que entre suas obrigações cívicas, militares, eleitorais e morais está a de torcer pro Flamengo. Não há outra alternativa a não ser continuar Flamengo– e garanto, não digo isso com ufanismo, orgulho besta ou excitação. Digo isso com resignação e estupefação, até porque é um fato tão óbvio que cabe a mim sentir vergonha um segundo depois de descrevê-lo.

    Claro que no início da temporada, após a goleada não-válida para o Fluminense e após o empate contra o Botafogo, há quem busque crucificar alguém. Zagueiros, meias, laterais, atacantes e até mesmo este colunista aqui. Nada de espanto – até mesmo Lennon, em sua Balada de John e Yoko, manifestou o temor de ser pregado na cruz como exemplo. Mas podem me crucificar pela minha bipolaridade? Talvez sim. Só que até o fim manterei o meu dito: sou Flamengo, pergunte-me como. E ouça a resposta, que é longa e demora a eternidade – se reparar bem, no Novo Testamento há um momento entre Jesus

    Cristo e Pôncio Pilatos no qual este pergunta ao futuro crucificado: “E o que é a verdade?”. Cristo, segundo a descrição bíblica, se prepara para responder, mas Pilatos lhe dá as costas, deixando a todos nós sem saber o que é, afinal, a verdade.

    Prefiro então que sejamos todos Pilatos: ser Flamengo não é para ser descrito ou explanado. Ou é como jazz: “se é preciso explicar, é porque você não vai entender” (é uma definição que é atribuída a Miles Davis, mas confesso que não tenho certeza do autor).

    Deixo meu palpite de 2 a 1 para nós com a alma mais tranquila do mundo. Venceremos, sim. Esta é a única previsão que posso fazer. Fora aquela de sempre: continuaremos, cada vez mais, Flamengo. Porque não há outra alternativa.
     

    Imagem destacada no post e redes sociais: Diego Haliasz / River Plate


    Gustavo de Almeida é jornalista desde 1993, com atuação nas áreas de Política, Cidades, Segurança Pública e Esportes. É formado em jornalismo pela Universidade Federal Fluminense. Foi editor de Cidade do Jornal do Brasil, onde ganhou os prêmios Ibero-Americano de Imprensa Unicef/Agência EFE (2005) e Prêmio IGE da Fundação Lehmann (2006). Passou pela revista ISTOÉ, pelo jornal esportivo LANCE! e também pelos diários populares O DIA, A Notícia e EXTRA. Trabalhou como assessor de imprensa em campanhas de à Prefeitura do Rio e em duas campanhas para presidente de clubes de futebol. É pós-graduado (MBA) em Marketing e Comunicação Empresarial pela Universidade Veiga de Almeida. Atualmente, escreve livros como ghost-writer e faz consultorias da área de política, além de estar trabalhando em um roteiro de cinema.


     

     


  • Com time alternativo, Flamengo enfrenta Macaé neste sábado

    O Flamengo enfrenta o Macaé neste sábado (10), às 19h30, no Estádio Moacyrzão. De olho no confronto da Libertadores, na próxima quarta-feira, no Equador, o Rubro-Negro vai a campo com time alternativo, mesclando reservas e titulares.

    Os únicos titulares que devem iniciar a partida hoje são Diego Alves, que retorna ao gol após a estreia de Júlio César, Cuéllar, volante que está suspenso na Libertadores e Lucas Paquetá. O meio campista é o destaque da equipe no início da temporada.

    Leia mais: Paquetá: “Eu já realizei um sonho, que é vestir a camisa do Flamengo”

    Willian Arão, titular nas últimas duas temporadas, deve iniciar a partida, o lateral-esquerdo Trauco, que perdeu espaço para Renê, também recebe mais uma oportunidade.

    A última vez que as equipes se enfrentaram foi no Campeonato Carioca de 2017. O Mais Querido levou a melhor e venceu a equipe macaense por 3 X 0.

    Ficha técnica

    Estádio: Moacyrzão, em Macaé (RJ)

    Data: 9/3/2018, às 19h30

    Árbitro: Rafael Martins de Sá (RJ)

    Assistentes: Carlos Henrique Alves Filho (RJ) e Marcio Moreira de Queiroz (RJ).

  • Paquetá: “Eu já realizei um sonho, que é vestir a camisa do Flamengo”

    Um dos maiores nomes do Flamengo neste início de temporada, sem dúvidas, é o de Lucas Paquetá. O meia, de 20 anos, vem se destacando desde o final de 2017, quando teve uma sequência de jogos na equipe titular e atuou até como centroavante.

    Campeão da Copinha com em 2016, mesmo ano em que foi alçado aos profissionais, Lucas é um dos grandes nomes da nova geração revelada nas divisões de base da Gávea. Após o treino que fechou a preparação para o confronto deste fim de semana, Paquetá concedeu entrevista coletiva na sala de imprensa do Ninho do Urubu.

    Falando sobre sua ascensão profissional, Paquetá não deixou de mencionar Reinaldo Rueda. O ex-técnico do Flamengo foi quem apostou no meia, e chegou a usá-lo improvisado como centroavante.

    “Rueda foi um cara que mudou minha vida dentro do Flamengo, me deu a oportunidade que eu trabalhei para ter e fui feliz em aproveitar. Ganhei a confiança do treinador. Ainda trocamos mensagens. Ele me passa bastante apoio, torce por mim e eu também torço por ele. Onde estiver vou estar torcendo”, disse Paquetá.

    Por conta de suas boas atuações e entrega em campo, a Nação Rubro-Negra engrandeceu o coro pedindo Paquetá na Seleção. Em ano de Copa, o meia chegou a ser um dos assuntos mais comentamos do Twitter. Sobre Tite e a possibilidade de defender a amarelinha, Lucas Paquetá foi direto.

    “Eu já tive a realização de um sonho que é vestir a camisa do Flamengo, e todo jogador também sonha em vestir a camisa da seleção principal. Eu trabalho devagar, na minha e um dia, se Deus quiser, vai ser uma gratidão enorme.”

    Prata da casa assim como o goleiro Júlio César, que retornou ao Flamengo em um curto contrato para encerrar a carreira, Lucas Paquetá ressaltou a importância de ter um jogador como o arqueiro no elenco.

    “Para mim é gratificante ter a oportunidade de estar atuando ao lado do Julio Cesar, que é exemplo, é ídolo para a Nação. A gente vê ele transparecer Flamengo, é uma energia muito boa. É um cara exemplar, humilde, nos passa muita confiança, sentimos gratidão em ter ele com a gente.”

    Autor de um golaço de falta na última vitória do Flamengo, Paquetá falou sobre como ele e Diego, atual batedor do elenco, decidem as cobranças.

    “O Paulo (Carpegiani) deixa a gente a vontade para decidir dentro de campo. Eu e Diego conversamos bastante nos treinos e nos jogos, definição da barreira, de como a bola está, se está longe ou perto e ali dentro de campo decidimos para quem fica melhor a batida. Graças a Deus estamos tendo sucesso.”

    Flamengo é líder do Grupo B, na Taça Rio, com nove pontos. Enfrenta o Macaé neste sábado (10), às 19h30, no estádio Cláudio Moacyr. A partida deve contar com time misto. A maioria dos titulares foram poupados em preparação para a partida da Libertadores, contra o Emelec, no Equador. Paquetá é um dos poucos titulares relacionados para a partida.

    “Não existe time reserva, tem jogadores que atuam pouco, mas é o Flamengo que ganha, é o Flamengo que perde. É uma oportunidade para quem está jogando menos de mostrar para o Paulo que cada vez mais pode estar entrando e podendo ajudar, independente de quem estiver em campo. É entrar para dar o melhor.”


    Imagem em destaque: Gilvan de Souza/Flamengo

  • Encerrando a viagem em São Paulo, Flamengo encara o Mogi

    A temporada regular do Novo Basquete Brasil está próxima do fim, o Flamengo enfrenta o Mogi neste sábado (10), em sua última partida fora do Rio de Janeiro. A bola vai ao alto às 14h, no Ginásio Professor Hugo Ramos, em Mogi das Cruzes. O Rubro-Negro pode garantir a segunda colocação na competição com uma vitória por qualquer placar. Enquanto a equipe paulista tenta se manter entre os quatro primeiros para avançar às quartas-de-final direto. A partida terá transmissão ao vivo da Band.

    O Mais Querido irá finalizar sua excursão por São Paulo, após duas difíceis vitórias contra a Liga Sorocabana e o Pinheiros. Na última partida, o Orgulho da Nação triunfou diante da equipe da capital paulista, por 78 a 67. O trio formando por JP Batista, Marquinhos e Marcelinho desequilibraram o duelo, anotando quase 60 pontos somados, levando o Flamengo a sua sétima vitória seguida, a décima sexta em 17 oportunidades.

    O Mogi das Cruzes não vive bom momento na competição. Apesar de ocupar a quarta colocação na tabela, a equipe paulista vem de três derrotas consecutivas, perdendo para o Basquete Cearense, Vitória e o Franca. Seu último confronto foi no clássico paulista, no duelo que valia a terceira posição, onde o clube mogiano perdeu por 72 a 70, com uma cesta no final do cronometro. O destaque da equipe foi o ala americano, Shamell, que marcou 24 pontos na ocasião.

    Com 26 duelos na história do Novo Basquete Brasil, o Flamengo possui grande vantagem no confronto direto diante do Mogi, com 16 triunfos e um aproveitamento de 80%. No último encontro das equipes, o Rubro-Negro venceu por 77 a 71, na Arena Carioca 1. Assumindo a liderança da competição naquela oportunidade, com direito a show de JP Batista, Marquinhos e Ronald Ramon que totalizaram 63 pontos no jogo.

    Após a partida contra o Mogi, o Mais Querido volta ao Rio de Janeiro para enfrentar o Botafogo como visitante, e fecha a fase regular diante de Basquete Cearense e Vitória, na Arena Carioca 1.

  • Virada à paulistana: 60 anos de uma épica vitória sobre o Santos de Pelé

    Há exatos 60 anos, na tarde de 9 de março de 1958, o Flamengo pisou o gramado do Pacaembu para obter uma vitória sensacional em uma das viradas mais marcantes da história do clube. Pelo Torneio Rio-São Paulo, o adversário era o Santos, que contava com um certo Pelé vestindo sua camisa 10, o garoto-prodígio em meio a uma linha de ataque avassaladora. Mas o Flamengo de Fleitas Solich não era um time qualquer, e reagiu com ímpeto, dando um show de bola na segunda etapa, para sair de um revés por 2 a 0 e vencer de maneira épica por 3 a 2, quase na hora do apito final. Um triunfo para sempre.

    O CONTEXTO DO JOGO

    Com duas vitórias nos dois jogos anteriores, o Flamengo era o chamado “líder por pontos perdidos” do Rio-São Paulo, jogado no semestre que antecedeu a Copa do Mundo da Suécia. Na estreia, havia batido o São Paulo campeão paulista (que contava com o velho ídolo rubro-negro Zizinho) por 3 a 2 no Pacaembu, e em seguida a Portuguesa por 4 a 2 no Maracanã. O Santos, por sua vez, tinha um ponto ganho e um jogo a mais: superara o America no Maracanã por 5 a 3, antes de empatar com o Botafogo em 2 a 2 e vencer o Palmeiras pelo absurdo placar de 7 a 6. O embate, portanto, valia também a ponta da tabela.

    No blog: Há 50 anos, goleada e festa no Maracanã para um ídolo que voltava

    No time santista dirigido por Lula, além da mistura de raça e técnica do volante Zito, o destaque ficava com uma das melhores linhas ofensivas que o futebol brasileiro já viu, mesclando craques de épocas diferentes. Os pontas Dorval e Pepe e o habilidoso centroavante Pagão tinham 23 anos. Pelo meio, a enorme qualidade e experiência do veterano Jair Rosa Pinto (36 anos, outro ex-Fla) combinava-se com a juventude explosiva de um talento chamado Pelé, então com 17 anos – que no ano anterior atuara pela primeira vez no Maracanã justamente contra o Flamengo pelo torneio, sendo goleado por 4 a 0.

    Mesmo que o time paulista ainda não fosse a referência mundial que passaria a ser dentro de pouco tempo, era um time de reconhecida qualidade. Pelos rubro-negros, era respeitado, mas não temido. Até porque o time de Fleitas Solich confiava em sua própria força. Jogaria completo, com o onze considerado titular para aquela temporada. Fernando era o goleiro, com Joubert e Jordan nas laterais, Pavão na zaga central auxiliado por Jadir, o capitão Dequinha como volante organizador de jogo, Moacir por dentro na meia-direita, Joel e Zagallo nas pontas, Dida na ponta de lança e Henrique como centroavante.

     

    Duca

    ROLA A BOLA NO PACAEMBU

    O jogo começou no horário marcado de 17h de domingo. Empurrado pelo público presente, por sua própria força ofensiva e até pelo forte vento que soprava a favor de seu ataque, o Santos abriu o marcador aos 13 minutos. De fora da área, Jair solta um de seus tradicionais chutes venenosos, e Fernando espalma. Pelé pega a sobra e acerta o travessão, mas no rebote Pepe não desperdiça e coloca no fundo do barbante.

    Jogando com a velocidade e a intensidade costumeiras do próprio Flamengo, o Peixe segue apertando e tem a chance do segundo gol aos 26 minutos. Apertado por Pepe, Joubert cede escanteio. O ponteiro santista levanta a bola na área e Pelé se antecipa a Pavão para marcar de cabeça o segundo gol. O Fla parece acuado, assustado e sem forças para reagir. Para piorar, alguns de seus principais jogadores fazem exibição preocupantemente apagada. Uma goleada paulista se anuncia.

    Antes do intervalo, porém,  Zagallo cruza uma bola da esquerda e Henrique, com sua habitual valentia, mete a cabeça para descontar. É um indício de que o Fla já se encontra no jogo. Dequinha começa a controlar Jair, enquanto Jadir aperta o cerco sobre o garoto Pelé. Solich também mexe no time, trocando Zagallo por Babá logo após a volta para o segundo tempo, e os rubro-negros passam a agredir mais o Santos. Assim, o gol de empate surge naturalmente: Dida aparece livre e toca para as redes aos sete minutos.

    A GRANDE REAÇÃO

    Solich não se dá por satisfeito e continua trocando: Henrique dá lugar a Luís Carlos no comando do ataque e mais tarde é a vez de Dida sair para a entrada de Duca, com Moacir passando à função de homem de ligação com o setor ofensivo. O resultado é que o Fla passa a imprensar o time paulista, dentro do Pacaembu. Perde uma, duas, três chances. Até corre um ou outro risco, mas agora é o técnico santista que é obrigado a mexer… na defesa, que vai levando um baile dos garotos rubro-negros.

    Pelo volume de jogo que apresentou no segundo tempo, recuperando-se totalmente do futebol acuado da primeira etapa, seria injusto que o Fla não saísse vencedor. E essa justiça ainda tardou um bocado, mas não falhou. Duca e Moacir trocam passes na intermediária, e a bola chega até Babá, que recolhe e devolve a Duca. Do bico da área, o pernambucano dispara uma bomba, inapelável para o goleiro Veludo, que só pode assistir ao couro se aninhar nas redes.

    O gol sai aos 44 minutos e 30 segundos da etapa final. Em cima da hora vem a virada épica, de um time que temia uma derrota dilatada no começo e terminou esmagando o adversário, com o garoto Pelé e todos os seus outros craques, em pleno Pacaembu. É uma vitória consagradora, aplaudida inclusive pela imprensa paulista. Nos vestiários, o capitão Dequinha, habitualmente comedido e de poucas palavras, não se contém: “Poucos triunfos em minha vida esportiva me emocionaram tanto. A nossa arrancada no segundo tempo foi impressionante e a resistência do Santos um capítulo para a história desse jogo. Foi preciso pernas e sangue, e o Flamengo os teve durante os noventa minutos”.

    O Fla não conquistará aquele Rio-São Paulo. Brigará cabeça a cabeça com o Vasco até a última rodada, caindo num jogo infame contra o Corinthians no mesmo Pacaembu, agora tomado como um ambiente hostil, verdadeira praça de guerra, na qual os jogadores rubro-negros são agredidos até pela polícia local. Mas reservará para a história um bom punhado de vitórias memoráveis, como os 4 a 0 sobre o Botafogo de Garrincha, Didi e Nilton Santos e uma inesquecível surra de 6 a 2 sobre o Palmeiras, além da já citada vitória sobre o São Paulo e do próprio jogo de que trata esse texto.

    Durante muito tempo – até dar lugar ao Urubu no fim dos anos 1960 – o marinheiro Popeye, célebre personagem de cartuns e desenhos animados criado por Elzie Sagar em 1929, ocupou o posto de mascote rubro-negro. A escolha recaiu pelo fato de o Flamengo ter, já naquele tempo, o hábito de crescer na adversidade. Quando parece derrotado, quase nocauteado, recobra suas energias para reagir com fibra e fúria, levando o adversário à lona. É o espírito que mais tarde geraria o popular bordão “deixou chegar…”. Como tantas outras, aquela vitória sobre aquele Santos é simbólica daquele Flamengo-Popeye.
     

    Imagem destacada no post e redes sociais: Reprodução

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    Emmanuel do Valle é jornalista e pesquisador sobre a história do futebol brasileiro e mundial, e entende que a do Flamengo é grandiosa demais para ficar esquecida na estante. Dono do blog Flamengo Alternativo, também colabora com o site Trivela, além de escrever toda sexta no Mundo Bola.

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  • Lincoln renova por 5 anos; multa de 45 milhões de Euros

    Uma das promessas da base, Lincoln, centroavante de 17 anos, renovou seu contrato com o Flamengo até 2023 nesta sexta-feira (09). A multa rescisória, aproxima-se dos 45 milhões de euros (cerca de R$ 200 milhões), a mais alta do atual elenco.

    O salário do jogador também sofreu reajuste no novo contrato e fica na casa dos R$ 100 mil. Além de luvas para o jogador de R$ 1,5 milhões. Os novos valores passarão a valer a partir de Dezembro/2018, quando o jogador completar 18 anos, pois de acordo com a legislação brasileira, atletas com menos de 18 anos não podem firmar contrato acima de 03 anos de duração.

    Alçado aos profissionais em novembro de 2017, após o afastamento de Paolo Guerrero, Lincoln fez sua estreia na equipe principal contra o Corinthians, no campeonato Brasileiro. O jovem tem oito partidas no profissional e um gol.

    Destaque na base do Flamengo é na Seleção Sub-17, Lincoln foi recentemente convocado para integrar a Seleção Sub-20 para um amistoso no fim de Março, porém, o Flamengo não liberou o jogador para a partida.

     

    Errata

    Informamos aos nossos leitores que o valor da multa do atleta Lincoln é de 45 milhões de euros, e não 50 milhões de euros como informado anteriormente. A informação foi apurada pela própria reportagem.

  • Com show de JP Batista, Flamengo vence o Pinheiros

    O Orgulho da Nação vence mais uma e mantém as esperanças na luta pela liderança do Novo Basquete Brasil. O Rubro-Negro chegou a sua sétima vitória consecutiva na competição, o adversário da vez foi a equipe do Pinheiros, em um dos grandes clássicos do basquete nacional. A partida atendeu as expectativas de quem esperava por um jogo extremamente disputado, com o Mais Querido conquistando o triunfo por 78 a 67. O pivô JP Batista foi o destaque do confronto anotando 22 pontos.

    O ala Marquinhos elogiou bastante a postura da equipe após a vitória desta quinta.

    “Jogar contra o Pinheiros aqui é sempre difícil. Começamos fora do nosso ritmo, mas fizemos um excelente segundo quarto, em que tomamos só quatro pontos, e depois colocamos nosso plano de jogo em prática no segundo tempo. Marcelinho teve um aproveitamento excelente, o JP apareceu muito bem no garrafão e conquistamos esse grande resultado”, comentou o atleta.

    O Jogo

    O Flamengo iniciou a partida sem conseguir se impor diante do Pinheiros. A equipe mandante tomou as rédeas da partida abrindo 8 a 2 nos primeiros dois minutos do confronto. O time da Gávea tentou voltar a partida, mas a equipe paulista encaixou suas bolas de três, fechando o primeiro quarto em vantagem com 23 a 13 no placar.

    O Rubro-Negro voltou mudado para o segundo período, a entrada de MJ Rhett e Marcelinho Machado fizeram o Mais Querido reduzir a diferença no placar para três pontos. A defesa apareceu, com a equipe passando seis minutos sem sofrer nenhum ponto. Marquinhos e JP Batista viraram a partida levando a equipe carioca para o intervalo com o marcador na frente em 31 a 27.

    Voltando para a última metade do jogo, o Pinheiro retornou com tudo abrindo 7 a 0 no quarto e mantendo completo domínio do garrafão. Com a defesa estando em dificuldade, o ataque do Mengão teve que se sobressair, contando com as mãos de Marcelinho, Marquinhos e JP Batista que combinaram para 20 pontos no quarto, indo para a última etapa com uma ótima liderança no marcador, fechando em 57 a 44 o período.

    O Flamengo voltou para o quarto decisivo com uma ótima vantagem, sabendo administrar o placar. O Rubro-Negro contou com mais um excelente período do seu trio, principalmente o pivô, JP Batista, que anotou oito pontos e três rebotes nos últimos 10 minutos. O Mais Querido fechou o caixão com um linda bola de três de Marcelinho, fechando o placar em 78 a 67, chegando a sétima vitória seguida no torneio.

    O treinador, José Neto elogiou o adversário, além da determinação do equipe até o final da partida.

    “O Pinheiros é um time que a gente sabe que joga sempre forte e furo, e sabíamos que precisaríamos jogar assim, senão aconteceria o que aconteceu no primeiro quarto, quando eles foram muito superiores. Depois, no segundo quarto, por mérito dos jogadores, a gente conseguiu recuperar a partida. A gente sabe a capacidade do time e vamos usar isso daqui para frente sempre, com bastante força do elenco, com o pessoal do banco, para manter a intensidade”, comentou o treinador.

    Além da excelente partida de JP Batista (22 pontos, oito rebotes e três assistências), o FlaBasquete contou com outra incrível partida do cestinha da competição, Marquinhos, que anotou 19 pontos, quatro rebotes e seis assistências e o capitão rubro-negro, Marcelinho, marcando 18 pontos.

    O Orgulho da Nação volta às quadras no próximo sábado (10), às 14h, diante do Mogi das Cruzes, no Ginásio Professor Hugo Ramos, finalizando a sequencia do Mais Querido em São Paulo. A partida terá transmissão da Band.

    *Imagem em destaque: João Pires/LNB

  • | Podcast | Mundo Bola LIVE #20 – Lucas Paquetá na Seleção Brasileira?

    Diogo Almeida apresenta o Mundo Bola LIVE desta quinta-feira, 08/03/2018, a mesa redonda oficial do site fla.mundobola.com. Hoje com a presença de Raony Furtado e Bruno Baesso.

    Contra o Boavista, nesta última quarta-feira (7), Lucas Paquetá marcou o terceiro gol na vitória por 3×0 do Flamengo. O gol coroou mais uma atuação que deixa a galera orgulhosa da cria da base. O coro “Paquetá é Seleção” começa a ecoar nas arquibancadas e nas redes sociais. A princípio o pedido é uma brincadeira da torcida mais sacana do mundo. Entretanto, e se o futebol vistoso do meia continuar crescendo nesta forma exponencial? Será que Paquetá pode ser mesmo convocado?

    O Mundo Bola LIVE é transmitido ao vivo na TV Mundo Bola todas as segundas, terças, quintas, sextas, sábados e domingos, sempre às 22h.
     

    Links comentados no programa!

    Footure FC: Paquetá: Uma joia essencialmente rubro-negra

    Blog do Fabiano Tatu: A pequena saga de um estrangeiro em seu próprio país
     

    Ouça também o Conexão Mundo Bola!

    Nota a nota: o elenco do Flamengo passado a limpo
     

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  • Flamengo 3 x 0 Boavista – Superação e intensidade

    Em mais um jogo no Carioquinha durante o torneio que interessa, a Libertadores, Flamengo foi a Volta Redonda, com Julio César no gol, enfrentar o Boavista com o contumaz público reduzido no estádio, com 3.000 pagantes. Mostrando a falência deste modelo de campeonato, o qual a FERJ não dá a mínima. O negócio é faturar com TV e 10% da renda bruta dos jogos de seus afiliados ditos grandes.

    Bem, com este jogo estes 10% daria para pagar alguns rodízios em churrascaria e só. Mas o público reduzido viu in loco um jogo, ao meu ver, muito interessante.

    Primeiro que o Boavista tem um sistema de marcação muito bem treinado. Se compacta muito bem, joga em duas ou três linhas, e persegue ferozmente quem está com a bola. Demonstrando um bom trabalho do técnico Eduardo Allax, um ex-goleiro, acostumado a sentir na pele as necessidades de uma boa marcação. Porém, no ataque, o Boavista sem alguns titulares só ameaçava quando o promissor Lucas pegava na bola. Rápido, driblador, causava algum alvoroço na defesa do Flamengo que estava muito bem representada por Cuéllar de primeiro volante (que jogador!), Rhodolfo e Juan (a minha zaga dita titular, diga-se) e os laterais. Renê fez, ao meu ver, sua melhor atuação como lateral este ano. Seguro na defesa e boa presença quando ia pro ataque. Rodinei, na lateral-direita, também fez boa partida, iniciando vários contra-ataques, muitos deles chegando na frente e não tinha a quem passar.

    No blog: O carnaval é a maior caricatura

    E o primeiro tempo? Acho que a ótima marcação pegou de surpresa o Flamengo. Diego, Éverton Ribeiro e Paquetá não conseguiam concatenar jogadas. Dourado não recebia bolas, e o Éverton corria para frente e para trás na esperança de uma bola sobrar para ele. Flamengo, com enorme volume de jogo, girava a bola para cá e para lá, esperando abrir uma defesa muito bem fechada que não caía fácil na armadilha. Na única, de fato, boa jogada, Renê deu um passe espetacular para Everton sair sozinho na frente do gol, finalizando para boa defesa do goleiro do Boavista.

    Chegou o intervalo. Paquetá já dizendo que o time errou tudo. Estão pilhados. Legal, pensei eu. Faca nos dentes pro segundo tempo. Mas reconheço também os méritos do Boavista porque vontade não faltava ao Flamengo só não sabia o que fazer e não encaixava seu jogo.

    Vem o segundo tempo. Carpegiani nitidamente acertou os ponteiros no vestiário. Flamengo volta outro. Sabendo o que fazer. Abre as jogadas pelas pontas, deixa de insistir pelo meio e começam as jogadas a aparecer, com direito a um incrível gol desperdiçado pelo Ceifador, que finalizou a bola com displicência, talvez achando que estava impedido. Flamengo finalizava, abria o jogo, Éverton Ribeiro driblava pelo meio, pelas pontas, Diego dando sequência à saída de bola do Cuéllar, junto com Paquetá. Enfim o Flamengo personificou o time grande, jogando com intensidade.

    E numa cobrança de escanteio, a bola sobrou para Rodinei livre de marcação. Flamengo 1 x 0 com toda justiça. Mas este jogo estava diferente. Flamengo não deitou no berço esplêndido esperando o jogo passar. Continuou em cima, continuou tentando. Éverton Ribeiro sai e entra Arão. Éverton sai e entra Geuvânio. O elenco precisa rodar. Entendi o Carpegiani, embora nada justifique Geuvânio. Também substituiu Ceifador pelo Vizeu, ganhando mais mobilidade, o que no caso funcionou melhor no jogo de ontem.

    E em duas cobranças de falta de DVD, Diego marca um golaço e Paquetá outro.

    Flamengo sai de campo com 3 x 0 em uma boa atuação no segundo tempo, mostrando uma intensidade e vontade que não tinha visto ainda este ano, a qual espero que perdure. Só assim para termos grandes conquistas.
     


    Flávio H. de Souza escreve no Blog Pedrada Rubro-Negra. Siga-o no Twitter: @PedradaRN


    Imagem destacada: Gilvan de Souza / Flamengo
     


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