O Orgulho da Nação vive ótima temporada, garantido como segundo lugar do Novo Basquete Brasil, com vaga nas quartas de final dos playoffs, o Rubro-Negro segue lutando pela liderança da competição. Aproveitando o hiato no torneio, os atletas do Flamengo participaram do Jogo das Estrelas, com destaque para o MVP da partida, o pivô da Seleção, Anderson Varejão.
Antes da festiva partida, o eterno capitão do FlaBasquete, Marcelinho Machado, recebeu diversas homenagens por conta de sua aposentadoria no final da atual temporada, com direito a uma mensagem do seu ídolo no basquete mundial, Kobe Bryant. O ala rubro-negro participou do torneio de três pontos, sua especialidade, e seguia em busca do tricampeonato, mas acabou sendo superado por seu ex-companheiro, Jefferson, e o campeão, Hettsheimeir. Na partida entre NBB Brasil e NBB Mundo, o craque anotou 14 pontos.
“É muito gratificante receber essas homenagens por tudo que fiz nas quadras, por todo tempo da minha vida que dediquei ao basquete. Esse foi meu último Jogo das Estrelas e eu não esperava receber essas homenagens. Pude curtir esse momento ao lado da minha família e foi muito bom. Fico um pouco triste, é claro, por estar me despedindo, mas feliz por ter vivido tão intensamente o que vivi no basquete. Só tenho a agradecer a todos por tudo isso”, agradeceu Marcelinho.
O ala-pivô norte-americano, MJ Rhett, participou do torneio de enterradas. Favorito para vencer a disputa, Rhett chegou a final mostrando toda o seu poderio atlético, inclusive com homenagem ao filme Pantera Negra, mas acabou sendo desbancado por Gui Bento na decisão, sem conseguir completar última cesta. Atuando pelo NBB Mundo, o ala-pivô do Rubro-Negro foi o principal destaque de sua equipe, anotando 25 pontos e quatro rebotes.
O Jogo das Estrelas teve recorde de participantes do Flamengo. Marcelinho Machado, Marquinhos, JP Batista, Anderson Varejão, MJ Rhett, Cubillan, Ronald Ramon, além do treinador José Neto, concluindo oito do Mais Querido no evento. A principal contratação do Orgulho da Nação para a temporada ganhou o prêmio de MVP da partida, marcando um duplo-duplo (18 pontos e 15 rebotes) na vitória, por 130 a 121, do NBB Brasil contra o NBB Mundo.
“Da mesma forma que ganhei o MVP, outros do NBB Brasil também fizeram excelentes partidas e poderiam ter ganhado. Peguei alguns rebotes a mais, ajudei bastante ali no final com alguns rebotes ofensivos. Mas o importante é que o NBB Brasil ganhou depois de dois anos. Precisávamos dessa vitória, felizmente conseguimos”, comentou Varejão.
O Orgulho da Nação volta às quadras no próximo dia 25, diante do Basquete Cearense, às 11h, na Arena Carioca 1, seguindo na busca da liderança do Novo Basquete Brasil.
O atacante Paolo Guerrero, suspenso por doping desde o dia 03 de Novembro, voltará a treinar com o elenco rubro-negro nesta terça-feira (19). A informação foi confirmada pelo advogado Bichara Neto, responsável pela defesa do peruano.
Além de não poder atuar, o jogador também não podia treinar pelo clube. Com o retorno, a comissão técnica do Flamengo deverá ter um cronograma especial para o camisa 9, que está a 45 dias do fim da suspensão de seis meses. No entanto, vale lembrar que uma nova audiência para julgar um recurso da defesa de Guerrero pode ser marcada para abril. Caso este seja aceito, o atacante estará liberado para jogar com efeito imediato.
O atleta não entra em campo desde a vitória do Flamengo por 4 a 1 sobre o Bahia, no dia 19 de Outubro. Em 2017, Guerrero viveu sua temporada mais goleadora e foi eleito o melhor jogador do continente. A cinco meses do final do seu contrato com o Mais Querido, as partes devem voltar a conversar sobre uma possível renovação.
Emelec x Flamengo marcou 33 pontos com 52% de share. Foi até pouco para o padrão do clube em uma quarta de Libertadores, mas não foi ruim se pensarmos que a Globo SP anotou 27 e 43% com Corinthians x Deportivo Lara. Vale lembrar que, por conta do novo pacote de direitos de TV da Libertadores, em 2019 a emissora vai ter que escolher apenas 01 jogo por rodada para ser transmitido para toda rede.
Mamãe deixou?
O que a Globo deve ter pensado da tabela da importantíssima semi-final da Taça Rio, com os times da Ferj no prime time depois da novela e o Fla x Flu na quinta, apenas no PFC?
Choque de penalidades
Achou que eu não iria falar bem da Ferj? Achou errado, otário! A federação parasita deu um show ontem no jogo do Flamengo. Meteu a mão na bola? Diferentemente do que ocorre na Libertadores, é pênalti, meu amigo!
Minutagem
Carpegiani decidiu ir ontem com força máxima. Juan, 39 anos, chegou a 495 minutos. Diego, que teve um 2017 fisicamente complicado, já tem 790 e é o quinto que mais atuou. Como todos os jogos que restam no Ferjão são clássicos (no mínimo dois, no máximo cinco) e o departamente de futebol aprecia o campeonato, é provável que tenhamos titulares em todos os jogos que restam.
Maratona
Quando o estadual finalmente terminar, o Flamengo fará, contando Libertadores, Copa do Brasil e Série A, DEZOITO jogos entre 14 de abril e 13 de junho, momento em que o calendário tem uma pausa para a Copa do Mundo.
O meu sangue ferve por você
E o Geuvânio, hein? Após 10 meses no clube, finalmente entra bem, faz gols e… classifica o Botafogo. Tadinha da Lusinha, é uma inquilita muito mais tranquila, não merecia… rs.
Imagem destacada no post e redes sociais: Gilvan de Souza / Flamengo
José Peralta não é apenas mais um rostinho bonito cornetando o time. Toda segunda-feira suas peraltadas estão aqui no Blog CRFlamenguismo.
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O Campeonato Brasileiro começa em 14 de abril. A sequência de jogos das 5 primeiras rodadas será crucial para o sucesso, porque será a sequência de jogos teoricamente mais fácil no campeonato inteiro. Uma largada forte será essencial. E no meio há dois confrontos contra o Independiente Santa Fé, da Colômbia, pelas rodadas 3 e 4 da Fase de Grupos da Libertadores.
A aposta é de se conseguir no mínimo 12 pontos nos 15 possíveis nas cinco primeiras rodadas. Os duelos são contra o Vitória, fora de casa, o América Mineiro, em casa, o Ceará, fora de casa, o Internacional, em casa, e a Chapecoense, fora de casa. Para fazer 12 pontos, tem que vencer quatro destes cinco jogos. Não é fácil, mas ganhar o título de Campeão Brasileiro nunca foi, é, ou será fácil. As sequências seguintes são mais difíceis.
Depois da 5ª rodada do Brasileiro, o Flamengo tem confronto em casa contra o Emelec pela Libertadores, em 16 de maio. Depois há um clássico contra o Vasco, e logo a seguir a última rodada da Fase de Grupos da Libertadores. Momento de decisão, porque nenhum rubro-negro aguenta mais ser eliminado na 1ª fase da Libertadores, como aconteceu nas últimas três participações rubro-negras.
Da rodada 6 à 10 do Brasileiro, a aposta é de se conseguir no mínimo 9 pontos, numa sequência que tem Vasco, Atlético Mineiro, fora de casa, Bahia e Corinthians, duas seguidas em casa, e Fluminense. Vencer pelo menos três destes jogos é crucial. A meta é chegar à 10ª rodada com pelo menos 21 pontos.
Da rodada 11 à 15, a aposta será mais uma vez de fazer no mínimo 9 pontos, chegando a 30 pontos na tabela. A sequência é contra o Paraná, em casa, Palmeiras, fora de casa, São Paulo, em casa, Botafogo, e Santos, fora de casa. Mais uma vez, tem que vencer no mínimo três destes cinco duelos.
Na sequência do Brasileiro, é hora de apostar em uma ligeira aceleração no desempenho, condizente a quem quer ser campeão. Da rodada 16 à 20, a aposta é de se conseguir pelo menos 10 pontos, levando o Flamengo a 40 pontos na tabela. Nos cinco jogos, tem que vencer três e empatar um. A sequência tem: Sport Recife em casa, Grêmio fora de casa, Cruzeiro em casa, Atlético Paranaense fora de casa, e Vitória em casa.
Proposta é repetir o desempenho e fazer 10 pontos da 21ª à 25ª rodada, levando o clube a 50 pontos na tabela. Mais três vitórias e um empate numa sequência que tem: América Mineiro fora de casa, Ceará em casa, Internacional fora de casa, Chapecoense em casa, e Vasco.
O desafio para ser campeão: 12 pontos, com quatro vitórias em cinco jogos na sequência das rodadas 26 à 30! Meta: alcançar a 30ª rodada com 62 pontos na tabela! Uma sequência que não é fácil, mas que o sprint com gás de quem quer ser campeão precisa fazer ser excepcional. Os cinco jogos são: Atlético Mineiro em casa, seguido por dois jogos fora de casa, contra Bahia e Corinthians, por um Fla-Flu, e pelo confronto contra o Paraná fora de casa.
Para ser campeão, tem que manter o ritmo. Nos cinco jogos das rodadas 31 à 35, a meta é fazer pelo menos 10 pontos, terminando a sequência com 72 pontos na tabela (marca que seria a maior pontuação da história do Flamengo no campeonato por pontos corridos, logo, por tanto, não é uma meta fácil, tanto que nunca foi obtida, mas é o que tem que ser feito para ser campeão). Três vitórias e um empate, pelo menos, na sequência contra Palmeiras em casa, São Paulo fora de casa, Botafogo, Santos em casa e Sport Recife fora de casa.
Três rodadas finais, da 36 à 38, é o objetivo é vencer dois dos três jogos, que são contra Grêmio em casa, Cruzeiro fora de casa, e Atlético Paranaense em casa. Chegando a 78 pontos, nossa meta para ser Campeão Brasileiro de 2018. Em 2016, o Palmeiras fez 80 pontos, e em 2017 o Corinthians fez 72 pontos em 2017. Assim, fazer 78, definitivamente não é fácil. Mas é a meta no planejamento que levará ao título nacional em 2018. E paralelamente a tudo isto, esperamos que haverá os play-offs da Libertadores para se jogar. Isto é o que importa, Campeonato Brasileiro e Libertadores, em outras competições, como a Copa do Brasil, e a Sul-Americana (esperamos não disputar, pois só uma eliminação na Fase de Grupos da Libertadores nos colocaria nela), todo o resto não deve ser priorizado, é missão para um time reserva.
Imagem destacada no post e redes sociais: Arte sobre gráfico do autor.
Marcel Pereira é economista e escritor rubro-negro, autor do livro “A Nação – Como e por que o Flamengo se tornou a maior torcida do Brasil” (Editora Maquinária). Este post é publicado originalmente no blog A Nação
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“I was around When Jesus Christ Had his moment Of doubt and Faith”
(Jagger & Richards in Simpathy for the Devil)
Confrades rubro-negros,
No domingo passado, no nosso encontro de toda semana, defendi aqui a aposta de que o Flamengo venceria o Emelec fora de casa por 2 a 1. Nos dias de domingo até a hora do jogo, mantive o palpite (com algumas pessoas eu até arriscava um 3 a 1), inclusive em alguns grupos de que participo no WhatsApp. É claro que houve dentre os confrades flamengos aqueles que duvidaram do meu prognóstico, e eles tinham razão.
Como?, você está se perguntando agora. Como os que duvidaram do prognóstico que acabou se revelando correto pelos pés de Vinícius Malvadeza Jr podem ter razão??
É claro que têm Razão, no sentido kantiano da palavra, quando pensamos na objetividade de uma razão especulativa, aquela que se refere ao conhecimento científico, prático, empírico. É como alguém que, diante do Cristo, diz, “Senhor, cá este homem não enxerga”. E com efeito, o cego não enxerga, isso é do conhecimento de todos, e é também parte da razão prática, onde há cognição, sentido e realidade sustentando a existência moral do ser humano. O cego, não, ele não enxerga.
No blog: Ser Flamengo, nossa única opção
Mas um gesto do Cristo descrito nas Escrituras Gregas Cristãs e eis que o cego passa a enxergar. A bênção foi concedida. Não há, no entanto, nenhum conhecimento humano que explique a visão deste novo homem. Nós simplesmente aceitamos que assim aconteceu – porque se trata da fé, “o firme fundamento das coisas que se esperam e a prova das coisas que não se vêem”, tal como no livro dos Hebreus.
Vamos transferir este raciocínio para o Flamengo: a razão prática ou mesmo a especulativa não dão sustentação para a vitória de um time que foi péssimo na estreia em casa. Também não se sustenta acreditar em vitória fora de casa deste Flamengo dirigido de forma tão confusa no futebol (basta ver a quantidade de casos mal resolvidos, como o do Viseu e essa polêmica – boba – dos dirigentes que sairão – com todo direito deles – candidatos a deputado). Como aceitar que vamos conseguir vitória com Jonas, Rodinei, René, Juan, tantos, tantos em que fica cada vez mais difícil confiar? Como esperar vitória de 2 a 1 com Everton Ribeiro no nosso time, enrolando e adiando a estréia desde ano passado?
Sim: sabemos que o cego não enxerga.
Mas, como? Como aconteceu?
Não estou aqui para fazer fanfarronices porque sabemos como são os profetas do futebol (estou em um grupo de WhatsApp que tem um deles, ao lado de vários proprietários de aquários): se acontecesse um desastre, eu disfarçaria e só tocaria no assunto caso alguém me cobrasse. É claro que seria assim.
Por isso, não estou aqui brandindo a minha previsão para jogar na cara de ninguém e nem invocando o papel de João Bidu Rubro-Negro. Muito longe disso.
Aqui eu penso em fazer uma defesa da Fé Flamenga. Definimos fé, universalmente, como sendo a aderência total, incondicional, irrefreável a uma hipótese não provada. Não há necessidade de provas, não preciso de exames de laudos médicos para comprovar que o cego curado pelo Cristo voltou a enxergar. Eu simplesmente nisso deposito a minha fé, porque tenho Confiança, o mais importante dos valores intangíveis no dia de hoje. E mais: há um paradoxo, uma caixa contida de uma outra caixa que a contém: a fé necessita de total ausência de dúvida, sendo impossível que esta aconteça caso haja qualquer resquício de interrogação. Neste conceito, inclusive, reside o Metafísico, a nossa vida além da vida, o nosso sentir e perceber o universo em nossa volta.
E à nossa volta está o Flamengo, desde sempre – e sempre estará.
Portanto, concluindo, e aliviado por ter feito um artigo razoavelmente breve, temos uma necessidade atávica de não duvidar. Mas este não duvidar não significa exatamente que o querido confrade flamengo precise achar o Bandeira de Mello o novo Churchill, o Diego o novo Zico, o Juan o novo Martin Luther King e o Éverton Ribeiro o novo Nerso da Capitinga. De forma alguma. Não se trata de criticar ou elogiar pessoas. Trata-se de Fé Flamenga, um fenômeno que acontece o tempo todo, está no ar, impregna e mobiliza multidões (volta e meia inclusive multidões que nos trazem punições de jogar com portões fechados).
Este não duvidar significa mais do que ter fé, é entender que o Flamengo é uma força brutal da natureza, que ele nos pune, nos destrói fins de semana inteiros, nos traz segundas-feiras que parecem manhãs de sábado e quintas-feiras que parecem noites de domingo. O Flamengo não tem começo e nem fim – o marco de fundação da sede física data de 15 de novembro de 1895, mas remontam aos homens das cavernas os primeiros sinais de que o Flamengo estaria entre nós, por nós, para nós.
E se alguém me disser que no primeiro gol do Vinícius Jr. não viu o Flamengo em toda sua glória, magnitude e esplendor, eu direi a este, “tu és um homem sem fé, segue teu caminho”. A falta de fé nos maltrata o espírito – afasta, Pai, de mim este cálice de vinho tinto de sangue rubro-negro.
Sou Flamengo – não me pergunte como. Se eu precisasse explicar, teria dúvidas não permitidas.
Imagem destacada no post e redes sociais: Gilvan de Souza / Flamengo
Gustavo de Almeida é jornalista desde 1993, com atuação nas áreas de Política, Cidades, Segurança Pública e Esportes. É formado em jornalismo pela Universidade Federal Fluminense. Foi editor de Cidade do Jornal do Brasil, onde ganhou os prêmios Ibero-Americano de Imprensa Unicef/Agência EFE (2005) e Prêmio IGE da Fundação Lehmann (2006). Passou pela revista ISTOÉ, pelo jornal esportivo LANCE! e também pelos diários populares O DIA, A Notícia e EXTRA. Trabalhou como assessor de imprensa em campanhas de à Prefeitura do Rio e em duas campanhas para presidente de clubes de futebol. É pós-graduado (MBA) em Marketing e Comunicação Empresarial pela Universidade Veiga de Almeida. Atualmente, escreve livros como ghost-writer e faz consultorias da área de política, além de estar trabalhando em um roteiro de cinema.
Os Garotos do Ninho seguem sem vitória no segundo turno do Campeonato Carioca Sub-20. Em partida válida pela quarta rodada da Taça Rio, o Flamengo, atuando com um jogador a mais durante todo o segundo tempo, apenas empatou com o Botafogo, em 1 a 1, na tarde deste sábado (17), na Gávea.
Ambos os gols foram anotados em cobrança de pênalti. Pepê abriu o placar para o Flamengo no último lance da etapa inicial, ao passo que Rodrigo empatou para o Botafogo no início do segundo tempo.
Com o resultado, o Flamengo segue na sexta colocação do Grupo A, agora com apenas três pontos em 12 disputados. O líder da chave é o Vasco, com seis pontos, seguido do Resende, com a mesma pontuação, mas com um jogo a menos. Apenas os dois primeiros colocados do grupo avançam às semifinais da Taça Rio.
Vale lembrar que o Fla já está na semifinal do campeonato por ter conquistado a Taça Guanabara. Mas caso vença a Taça Rio, estará automaticamente na final, no aguardo de um adversário que sairá entre os quatro times melhores colocados durante as fases classificatórias dos turnos.
Os Garotos do Ninho voltam a campo na próxima quarta-feira (21), às 15h, diante do Macaé, no Estádio Moacyrzão.
O jogo
Jogando em casa e com maior necessidade da vitória, o Flamengo tentou tomar a iniciativa do jogo, mas o fez de forma desorganizada. O Botafogo conseguiu pressionar a saída de bola rubro-negra e apareceu com boas oportunidades no ataque. Aos sete minutos, Wenderson fez um lindo lançamento para Rhuan, que arrumou com a perna errada, a bola quicou e se perdeu pela linha de fundo. Minutos depois novamente o camisa 10 alvinegro pegou a zaga flamenguista desarrumado e tentou um novo lançamento, mas desta vez sem sucesso.
No entanto, antes da parada técnico o Mais Querido conseguiu se organizar e ser mais atuante no campo ofensivo, tendo a velocidade de seus atacante como ponto forte. Aos 16 minutos, Vitor Gabriel tabelou com Vinicius Souza na entrada da área, mas a bola explodiu na zaga. Embora tímido, o Rubro-Negro se apresentava indícios de evolução.
Sempre perigoso, o Botafogo aproveitou uma falha na saída de bola rubro-negra e quase marcou com Luan de fora da área, mas o goleiro Yago Darub fez excelente defesa. O Alvinegro trabalhava a bola com mais tranquilidade, mas também tinha dificuldades de passar pelo sistema defensivo dos anfitriões. Aos 31 minutos, a equipe da casa arriscou de longe com Bill, que passou por dois marcadores no lado esquerdo, cortou para o meio e chutou forte.
Já nos últimos instantes da etapa final, Bill fora derrubado por Jonathan, em uma jogada dura do lateral-direito alvinegro. O atleta recebeu apenas cartão amarelo. No entanto, o botafoguense voltou a cometer falta, desta vez dentro da área, sobre Vitor Gabriel. O árbitro Alan Trindade não titubeou e aplicou o segundo cartão amarelo para o atleta, que acabou expulso. Camisa 10 do time, Pepê converteu a penalidade e abriu o placar na Gávea no último lance do primeiro tempo.
Segundo tempo
A vantagem do rubro-negro durou apenas o tempo do intervalo. Logo no início da etapa final, um pênalti fora assinalado para a equipe alvinegra. Na jogada, o zagueiro Matheus Dantas recebeu cartão amarelo. Rodrigo deixou tudo igual aos três minutos.
Com um jogador a mais, o Flamengo tinha mais posse de bola, mas não conseguia criar efetivamente. A melhor chance surgiu aos 12 minutos. Após contra-ataque puxado por Bill, o atacante Lucas Silva recebeu na entrada da área, tinha o gol livre à frente, mas a bola desviou no zagueiro Luca.
O Botafogo, por sua vez, apesar da movimentação interessante sem a bola, não conseguia concluir suas jogadas. O treinador Mauricio de Souza realizou duas substituições aos 25 minutos. Luiz Henrique e Yuri César entraram nos lugares de Vitor Ricardo e Vitor Gabriel, respectivamente. O objetivo d o técnico era dar mais mobilidade ao time e prender a bola no campo ofensivo.
Em seu primeiro lance no jogo, o meio-campista Yuri saiu costurando a zaga alvinegra e arriscou da entrada da área, dando trabalho ao goleiro Diego. No entanto, as melhores chances da segunda etapa foram do time alvinegro. Aos 34 minutos, Caetano entrou como quis na área, rolou para Luan, que desmarcado, chutou para o gol, mas viu o zagueiro Matheus Dantas salvar em cima da linha. No rebote, Rhuan chutou por cima. Apesar da melhora de ambas as equipes na parte final, o placar não foi alterado.
Flamengo 1 x 1 Botafogo
Local: Estádio da Gávea Data: 17 de março de 2018 Horário: 15h (Brasília)
Flamengo: Yago Darub; Vitor Ricardo (Luiz Henrique), Matheus Dantas, Bernardo e Michael; Theo, Vinicius Souza (Marx Lennin) e Pepê (Wendel); Lucas Silva, Bill (Breno) e Vitor Gabriel (Yuri César).
Botafogo: Diego; Fernando, Gabriel, Luca e Jonathan; Wenderson, Caio Alexandre e Rickson; Rodrigo (Matheus Bastos), Rhuan e Luan.
Arbitragem: Alan Trindade da Silva; Lilian da Silva Fernandes Bruno e Thayse Marques Fonseca; Júlio César do Couto Mota.
Gols: 1-0, Pepê, Min. 45/1T || 1-1, Rodrigo, Min. 3/2T.
Cartões amarelos: Théo, Matheus Dantas, Michael, Vinicius Souza; Caio Alexandre e Jonathan (cartão vermelho), Caetano, Wenderson e Diego.
Foto: Gilvan de Souza/ Flamengo
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O Flamengo terá um novo representante na Seleção Brasileira Sub-20. Na noite desta sexta-feira (16), o atacante Vitor Gabriel foi convocado para participar de amistosos diante do México em Manaus. Além dele, Toró, centroavante do São Paulo, também foi chamado. Ambos substituem Alerrandro e Brenner, dispensados por solicitação de seus respectivos clubes.
Vitor Gabriel se junta a outros três atletas rubro-negros: Hugo Souza (goleiro), Matheus Thuler e Patrick (zagueiros). Inicialmente, o Mais Querido teve cinco jogadores convocados, mas o clube pediu a liberação de Lincoln e Vinicius Junior.
As atividades, que visam a preparação do Brasil para o Sul-Americano de 2019, serão realizadas entre os dias 17 e 26 de março. Neste período, os comandados de Carlos Tadeu enfrentarão o México em duas oportunidades: dias 22 e 25, na Arena Amazônia.
+ Balanço da Copinha 2018: confira a avaliação individual dos jogadores no tetra do Flamengo
Vitor Gabriel, de 18 anos, é um dos destaques deste início de temporada da base rubro-negra. O atacante foi o artilheiro do Flamengo na Copa São Paulo, marcando quatro gols e contribuindo com duas assistência na campanha do tetracampeonato. O desempenho rendeu ao atleta o prêmio de ‘Craque da Galera‘.
+ Craque da galera: artilheiro decisivo, Vitor Gabriel é eleito o melhor jogador da Copinha
No profissional, esteve presente na estreia do Flamengo no Estadual, contra o Volta Redonda (2 a 0) e também na vitória sobre o Bangu (1 a 0). Em ambas as partidas entrou durante o segundo tempo.
Confira a lista completa dos convocados
Goleiros
Gabriel Brazão (Cruzeiro) Hugo Nogueira (Flamengo)
Zagueiros
Matheus Thuler (Flamengo) Patrick (Flamengo) Vitor Eduardo (Palmeiras) Walce Costa (São Paulo)
Alan (Palmeiras) Helio Junio (São Paulo) Igor (São Paulo) Luan (São Paulo) Luan Pereira (Avaí) Mauro Junior (PSV Eindhoven) Victor Bobsin (Grêmio)
Atacantes
Richard (Internacional) Jhony Lucas (Paraná) Augusto (Real Madrid) Paulinho (Vasco) Vitor Gabriel (Flamengo) Jonas Toró (São Paulo)
Crédito da imagem destacada: Staff Images/ Flamengo
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A vitória sobre o Emelec em Guayaquil na última quarta-feira foi a vigésima do Flamengo jogando na casa do adversário em Libertadores, num total de 54 partidas. Além de um resultado importante para as pretensões rubro-negras de classificação para as oitavas de final no torneio deste ano, vale também para relembrar outros triunfos marcantes do Fla atuando nessas condições.
Na história da Libertadores, o Flamengo já obteve pelo menos uma vitória contra equipes locais em todos os países que participam ou participaram do torneio. Aqui citamos cinco delas, de Barranquilla a Montevidéu. Cada uma de uma edição (a mais marcante, quando houve mais de uma) e todas anteriores a 2000, no período mais bem-sucedido do clube em competições sul-americanas – o que não significa que não haja outros grandes resultados fora do Brasil depois disso.
No blog: Virada à paulistana: 60 anos de uma épica vitória sobre o Santos de Pelé
Por fim, não foram consideradas as vitórias fora de casa sobre times brasileiros – ainda que resultados memoráveis como os 5 a 0 sobre o Santos no Morumbi em 1984 e os 2 a 0 sobre o Corinthians no Pacaembu em 1991 evidentemente mereçam a menção.
Feitas as apresentações, vamos às histórias:
DEPORTIVO CALI (Colômbia) 0 x 1 FLAMENGO
(Pascual Guerrero, Cali, 02.10.1981)
Em sua primeira participação na Libertadores – a qual terminaria com a conquista da taça – o Fla venceu três jogos no campo do adversário. Fez 4 a 2 num bom time do Cerro Porteño em Assunção, na primeira fase, e 2 a 1 no Jorge Wilstermann, na altitude de Cochabamba, no triangular semifinal. Mas o triunfo mais significativo veio entre um e outro, contra o Deportivo Cali, na Colômbia, também pela semifinal.
Quando enfrentou o Fla, o time colombiano ostentava uma invencibilidade de 25 jogos (17 vitórias e oito empates) em partidas pela Libertadores no estádio Pascual Guerrero. Não perdia em casa pela competição sul-americana desde março de 1970. Ao longo daquela série derrotou Cruzeiro, Vasco, Peñarol, Independiente, River Plate e Rosario Central, além de empatar os dois jogos que fez com o Boca Juniors.
O histórico recente do time alviverde também impunha respeito: primeiro time de seu país a chegar a uma decisão da Libertadores (vice contra o Boca em 1978), tinha como referência o atacante Willington Ortiz, considerado o maior da história do futebol colombiano antes da geração de Valderrama, Rincón e Asprilla. E em 1981, na primeira fase do torneio, havia deixado pelo caminho um River Plate galáctico, repleto de jogadores de seleção argentina, como Fillol, Passarella e Kempes, batido em casa e fora.
Tudo isso, porém, ruiu aos pés de Nunes, autor do gol rubro-negro logo aos dez minutos do primeiro tempo, depois que Andrade lançou Junior na meia esquerda, o Capacete arrancou e passou na medida para o camisa 9, que limpou a marcação e chutou rasteiro, no contrapé do goleiro Zape. E o Flamengo largava em mais uma etapa rumo ao título.
Flamengo: Raul – Leandro, Figueiredo, Mozer e Junior – Andrade, Adílio e Zico – Tita, Nunes (Lico) e Baroninho. Técnico: Paulo César Carpegiani.
RIVER PLATE (Argentina) 0 x 3 FLAMENGO
(Monumental de Nuñez, Buenos Aires, 22.10.1982)
Se o Deportivo Cali tirou o River Plate do caminho rubro-negro na Libertadores de 1981, vencendo em casa e no Monumental de Nuñez, no ano seguinte o carrasco dos portenhos seria o próprio Flamengo. Como atual campeão, o Fla estreou já nas semifinais, num difícil triangular que também contava com o Peñarol.
Derrotado na estreia pelos Carboneros em Montevidéu numa terça-feira, o time precisava se reabilitar no jogo contra os Millonarios em Buenos Aires, apenas três dias depois. Embora tivesse seu elenco um tanto enfraquecido em relação ao do ano anterior, a equipe argentina ainda contava com jogadores perigosos, como o arisco ponteiro uruguaio Alzamendi, pretendido na Gávea.
Enfrentando uma verdadeira maratona de jogos, a equipe rubro-negra teve dificuldade no começo daquela partida, mas não demorou a se acertar. Aos 11 minutos do primeiro tempo, Nunes fez o corta-luz em um lançamento para a ponta direita, Wilsinho apanhou a bola e correu até a linha de fundo, cruzando para Lico escorar na pequena área, por entre os zagueiros, abrindo o placar.
Já na etapa final, Zico recebeu no meio-campo, passou a bola por entre as pernas do marcador e bateu do meio da rua, surpreendendo o goleiro Puentedura. Perto do fim do jogo foi a vez do zagueiro Marinho arrancar pela esquerda num contragolpe e cruzar para Nunes, que ajeitou e fuzilou o arqueiro, fechando o placar em categóricos 3 a 0.
Flamengo: Cantarele – Leandro, Marinho, Mozer e Junior – Andrade, Adílio e Zico (Peu) – Wilsinho, Nunes e Lico. Técnico: Paulo César Carpegiani.
ATLÉTICO JUNIOR (Colômbia) 1 x 2 FLAMENGO
(Metropolitano, Barranquilla, 29.03.1984)
Em 1984, o Fla fez uma ótima – e praticamente esquecida – campanha na Libertadores, chegando pela última vez às semifinais do torneio. O grupo na primeira fase contava também com o Santos, derrotado pelo Fla na decisão do Brasileiro do ano anterior, e dois difíceis adversários colombianos: o América de Cali e o Atlético Junior, de Barranquilla.
Na primeira Libertadores sem Zico (então já jogando na Udinese), o Fla estreou goleando o Santos no Maracanã por 4 a 1, antes de embarcar para a Colômbia. Por lá, conseguiu primeiro um bom empate (1 a 1) num duro jogo contra o América de Cali. Mas para o jogo seguinte contra o Atlético Junior perdeu Leandro, que levou um pontapé de um adversário, e Nunes, expulso após revidar uma entrada.
O lateral foi substituído pelo garoto Adalberto entrando na esquerda, com Junior passando à direita. Enquanto a vaga de centroavante ficou com Edmar. Mas aos 30 minutos, antes de o placar ser mexido, o técnico rubro-negro Cláudio Garcia já mudara completamente o esquema: Adalberto dera lugar ao ponta João Paulo, com Junior voltando para a esquerda e Bigu entrando na lateral direita.
E o primeiro gol rubro-negro saiu três minutos depois: Adílio passou para Edmar, que entrava livre pelo meio da defesa. O atacante driblou o goleiro Pogany e tocou para o gol vazio. Aos 38, no entanto, Junior falhou, e Fillol foi obrigado a cometer pênalti em Barrios. Galván bateu e empatou. No segundo tempo, o Flamengo passaria novamente à frente aos 33, quando Edmar fez jogada de ponta-esquerda: driblou seu marcador e foi à linha de fundo cruzando para o gol de Tita.
No último minuto, porém, a vitória esteve ameaçada: Figueiredo cometeu pênalti, dando aos colombianos a chance da nova igualdade. Mas Fillol – que fez partida excepcional – pulou no canto certo e defendeu a nova cobrança de Galván. O resultado deixou o Fla em posição bastante confortável no grupo, e a classificação seria confirmada com três vitórias nos três jogos seguintes.
Flamengo: Fillol – Junior, Figueiredo, Mozer e Adalberto (João Paulo) – Andrade, Bigu e Tita – Lico (Lúcio), Edmar e Adílio. Técnico: Cláudio Garcia.
1991 – NACIONAL (Uruguai) 0 x 1 FLAMENGO
(Centenário, Montevidéu, 01.03.1991)
Sete anos depois da última participação, o Fla retornava à Libertadores após conquistar a Copa do Brasil pela primeira vez em sua história. Na primeira fase, os rubro-negros teriam pela frente – como era hábito na época – o outro representante brasileiro, o Corinthians, além da dupla uruguaia Nacional e Bella Vista (este, o surpreendente campeão nacional no ano anterior).
Mal no Brasileiro, disputado naquele primeiro semestre de 1991, e com dois empates nos dois primeiros jogos da competição continental (1 a 1 com o Corinthians em Cuiabá, em jogo com mando rubro-negro, e 2 a 2 com o Bella Vista em Montevidéu), o Flamengo chegou pressionado para aquela terceira partida: o técnico Vanderlei Luxemburgo poderia pagar com o cargo em caso de derrota diante do Nacional, numa noite de sexta-feira no lendário estádio Centenário.
No primeiro tempo, o Fla perdeu uma chance inacreditável com o meia Toninho, que venceu a linha de impedimento uruguaia, arrancou, driblou o goleiro Seré, mas perdeu a passada e foi desarmado antes de poder tocar para o gol vazio. Do outro lado, o Nacional levou perigo num chute de Peña que tinha a direção do gol, mas bateu no juiz, mal posicionado no meio do caminho.
O gol rubro-negro, único do jogo, veio só na etapa final, aos 15 minutos, nascido de uma cobrança de escanteio: Junior levantou na área, Alcindo desviou de cabeça e Nélio, já quase em cima da linha, só cutucou para dentro. A imprensa uruguaia reconheceu a justiça da vitória rubro-negra, afirmando que o Fla havia superado o Nacional não apenas na técnica e na tática como também na garra.
Flamengo: Zé Carlos – Charles Guerreiro, Adílson, Rogério e Piá – Junior, Marquinhos, Toninho e Marcelinho – Alcindo (Paulo César Cruvinel) e Gaúcho (Nélio). Técnico: Vanderlei Luxemburgo.
1993 – ATLÉTICO NACIONAL (Colômbia) 0 x 1 FLAMENGO
(Atanásio Girardot, Medellín, 19.02.1993)
O ano de 1993 foi particularmente conturbado para o futebol rubro-negro, mastodôntico em números e em ambição, mas sem entregar o esperado em títulos (soa familiar?). Repleta de altos e baixos, a campanha na Libertadores colocou novamente o clube – e o Internacional, outro candidato brasileiro – frente a frente com fortes adversários colombianos: o Atlético Nacional de Medellín (que já havia vencido o torneio continental quatro anos antes) e, outra vez, o América de Cali.
Pentacampeão brasileiro no ano anterior, o Fla fez seus três primeiros jogos fora de casa. Estreou numa quinta-feira, 11 de fevereiro, com um empate sem gols diante do Inter (vencedor da Copa do Brasil) no Beira Rio. Na terça-feira seguinte, dia 16, foi a Cali e perdeu por 2 a 1 (escapando de derrota maior) para um ótimo América de Rincón, Lozano e Leonel Álvarez. O último jogo fora de casa seria contra o Atlético Nacional no dia 19, uma sexta-feira de Carnaval.
Dirigido por Hernán Darío Gómez, aquele time Verdolaga era repleto de jogadores da seleção colombiana, num ano que entrou para a história do futebol do país, especialmente pela emblemática vitória por 5 a 0 sobre a Argentina em Buenos Aires nas Eliminatórias da Copa. Havia o folclórico goleiro Higuita, os laterais Herrera e Gómez, o zagueiro Escobar, os meias Gavíria e Serna e os atacantes Aristizábal e Trellez.
Jogando bem, com marcação forte e saída rápida e objetiva nos contragolpes, o Flamengo foi melhor em todo o jogo. E chegou ao gol ainda aos 19 minutos do primeiro tempo, numa bobeada de Higuita. O goleiro recebeu o recuo de Escobar e tentou sair jogando, mas Renato Gaúcho se intrometeu na jogada e meteu a bola para as redes. No fim, com a defesa firme e jogando um futebol coletivo, o Fla neutralizou a pressão do adversário e conseguiu uma vitória importante para a classificação.
Flamengo: Gilmar – Wilson Gottardo, Júnior Baiano, Rogério e Piá – Junior, Marquinhos, Marcelinho e Nélio (Júlio César) – Renato Gaúcho (Gaúcho) e Nílson. Técnico: Carlinhos.
Depois de bater o Nacional, o Fla ainda venceria fora de casa o venezuelano Minervén por 1 a 0, depois de tê-lo massacrado por 8 a 2 no jogo de ida das oitavas de final. A campanha de 1993 foi a última participação rubro-negra na Libertadores antes da virada do milênio. Depois disso, de 2002 para cá, foram 27 jogos e oito vitórias como visitante contra Paraná, Maracaibo (ambos em 2007), Cienciano, América do México (ambos em 2008), Caracas, Universidad do Chile (ambos em 2010) e o Emelec, derrotado em 2014 e outra vez agora.
Que venham as próximas!
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Ainda faltam alguns ajustes defensivos no Flamengo. Sobretudo fora de casa, com um meio-campo pouco marcador, e uma defesa instável.
Mas quando se tem talento, ainda que desperdiçando muitos gols como Henrique Ceifador, fica tudo menos difícil. Ainda mais quando se tem alguém que descomplica as coisas. E não é fácil fazer o que foi feito por esse garoto Vinicius Júnior. No blog: Porteira aberta atrás e portão fechado à frente
Foi a partida que dele se espera na Gávea. E se torce demais no Real Madrid. Um gol de muita categoria, ousadia e maturidade na finalização, o de empate. Foi pra cima, comeu o marcador com farofa, e tocou de canhota com extrema categoria e frieza. Não parece ter só isso de idade. Ou parece ter isso de futebol o Vinicius Sênior. O segundo foi outro belo gol de canhota como se fosse o pé direito excelente que tem. E não com o pé ruim. Ou menos excelente.
A vitória que o Flamengo já merecia com o pênalti não marcado no primeiro tempo. Vitória justíssima que veio a partir de um garoto cada vez mais pronto. E que merece cada vez mais um lugar em um time que pelos talentos individuais mais do que os coletivos vai adiante. Pra cima. Pras cabeças. Com esse Vinicius que dá gosto de ver.
Mauro Beting, 51, não é Flamengo. Mas foi um pouco por Zico e em nome do melhor time que viu na vida (o Flamengo de 1981-82), que inspirou o melhor Brasil pelo qual torceu (o de 1982). Comenta futebol no UOL, Esporte Interativo e Jovem Pan. Diretor de documentários esportivos, escreveu 16 livros. Curador do Museu da Seleção e do Museu Pelé. Desde 2010 é comentarista do videogame PES. Desde 2017 corneta por aqui. Siga-o no Twitter: @Mauro_Beting.<
Uma partida antecipada por um descrédito geral como poucas vezes vi. Torcida desanimada, nenhuma ou quase nenhuma mobilização, por parte da torcida que poderia assistir o jogo na casa do adversário. O time do Flamengo se viu meio que abandonado pela falta de fé e o choro convulsivo botafoguense que acometeu a torcida do Flamengo, preocupada com resultados negativos de time misto em carioquinha. O mesmo torneio que alegam não dar importância e que o Flamengo, paradoxalmente, já está classificado para a semifinal.
Enfim, o discurso virou político. Um fora sicrano, fora fulano, e grandes propostas que se resumem, basicamente a esta pauta monocromática. Transferem a raiva que sentem (não fora de propósito, diga-se) dos dirigentes do clube ao time, que foi garfado de forma vergonhosa contra o River Plate, o que influenciou o resultado do empate em campo neutro, graças a própria torcida. Mas isto é relevado pelos críticos porque estraga a narrativa de “terra arrasada” a qual adotaram em relação ao time que alegam torcer, mais preocupados com a política. E na política, amigos, os mesmos candidatos contra e a favor, que a massa se digladia toda, se entendem perfeitamente, conversam entre si e riem juntos.
Desculpe o desabafo. Mas como convivo bastante com redes sociais (quem não nos tempos de hoje?) sei do que estou falando. A discordância é livre, claro.
E o Flamengo entrou em campo em meio ao descrédito generalizado, como se estivéssemos com Zé Ricardo de técnico e seus perebas de estimação. E entrou muito bem. Com pegada e muita movimentação. Uma boa marcação atrás, com atuação brilhante do começo ao fim do Jonas. Rodinei em uma atuação segura, até mesmo defensivamente e Renê sendo Renê. Aquela insegurança quando a bola vai até ele. Um primeiro tempo errando muitos passes mas uma atuação segura no segundo tempo, aguentando a barra do time do Emelec passando a jogar todo em seu setor (não precisa perguntar porque…).
Um primeiro tempo com poucas oportunidades e com o Paquetá “fominhando” demais, preferindo finalizar com a imprecisão de sempre em bola rolando, do que passar a bola para companheiros melhores colocados. Chamado a atenção pelo Diego, xerife da partida, preferiu retrucar talvez com palavrões. Nosso amigo Rhodolfo, o Frank, tem que resolver isto. Mas Paquetá tem muito crédito, tirando esta parte da finalizar de qualquer maneira e não olhar para os lados, fez um trabalho de meio de campo muito bom, marcando e passando muito bem. É um jogador de grande futuro. Mais uma vez essencial na partida. Everton Ribeiro, atuando mais pelo meio, fez a bola girar, correr, exercendo uma pressão no meio de campo que atrapalhava a troca de passes do Emelec e dava sequencia a inúmeros lances de ataque do Flamengo. E Diego? Diego foi o verdadeiro capitão ontem. Tomando a liderança do time para si, estava em todas as posições, distribuindo o jogo, finalizando. Diego foi essencial. Grande partida. Everton, o motorzinho, segurava as pontas pela esquerda, tendo que no segundo tempo, resguardar mais o setor porque passaram a privilegiar seu lado.
Chegamos ao fim do primeiro tempo. Flamengo até melhor em campo. Sofreu um pênalti escandalosamente não marcado pela arbitragem. Um dos pênaltis não marcados mais vergonhosos que já vi. O zagueiro do Emelec deu um tapa na bola na grande área. Sem procurar esconder. Simplesmente. Só isto. Mas é Libertadores. Flamengo não tem prestígio com a federação local, tem menos ainda com a CBF paulista, porque teria com a Commebol hermana?
E veio o segundo tempo. Flamengo irá esmorecer? Emelec anulará o Flamengo? Estas dúvidas sempre passam na cabeça. Mas o Mais Querido continuou vindo com tudo. Preparação física, que todos andam criticando, manteve o time “em alta” do começo ao fim. Continuou dominando o jogo e Emelec criando chance alguma. Mas o Flamengo também criando poucas chances claras de gol.
Aí, de forma injusta, pelo volume de jogo do Flamengo, Emelec fez seu gol em linda jogada. Um passe de meio de campo brilhante, mal marcado por alguém do setor do Flamengo que deu espaço para isto. A bola veio por cima, entre Juan e Rhodolfo, descaindo para o centroavante deles, o Angulo, que dominou e finalizou perfeitamente, com rapidez e precisão. Uma pintura. Nem dá para culpar tanto a defesa. Méritos do Emelec também pela construção e execução da jogada.
Isto em outros tempos seria a senha para esmorecer o Flamengo. E até ocorreu durante uns 5,10 minutos. Flamengo atônito demorou um pouco a se encontrar. E quando se encontrou veio o momento “dourado” do time. Vinicius Jr entrou à la Champions League e o Dourado ceifando qualquer oportunidade de gol que aparecia para ele, com direito a um gol perdido na escala 9.5 Deivid.
E, em um lance de Vinicius Jr., entrando sozinho pela direita, contra a zaga lenta do Emelec, foi faca na manteiga. Driblou para cá, driblou para lá, e finalizou com precisão. Golaço. Um gol que fez justiça ao empenho do Flamengo.
E veio o Dourado e ceifou uma, duas oportunidades de gol. Cadê o Guerrero por sinal?
Mas a justiça coroou o Flamengo. A bola é jogada para o Vinicius Jr dominá-la pela direita. O time do Emelec, tadinhos, tentando atacar avançaram suas linhas. Vinicius Jr. parte com a bola, toca para Diego, que ao passar da bola, consegue aparar ela com o bico da chuteira, fazendo a bola ficar ali, parada, esperando o chute. Vinicius Jr. foi lá e guardou. Outro golaço.
Torcida em festa. “Flamengo foi Flamengo”, Contra tudo e todos, lutou até o fim e trouxe 3 pontos fora de casa. Flamengo não tremeu junto a torcida adversária naquele estádio deles que gostaria que o Flamengo tivesse um igual. Flamengo foi grande. Enorme.
E, para os derrotistas de plantão, alguns nesta altura tristes com a vitória de ontem, peço que reconsiderem a postura. A vida é curta. Dirigentes passam. O Flamengo continua. Sob qualquer administração vamos torcer sempre pelo Flamengo. Passar energia positiva. Quando for hora de política se fala de política. Mas fica um ambiente de “transferência” desgraçado que pontua as conversas e atrapalha o “torcer” em pleno dia de jogo das Libertadores. Meu não. E de muitos também, claro. Do início do dia ao fim, fiquei pilhado e ansioso. No estádio elétrico do Emelec o Flamengo mereceu a nossa torcida.
Imagem destacada: Gilvan de Souza / Flamengo
Flávio H. de Souza escreve no Blog Pedrada Rubro-Negra. Siga-o no Twitter: @PedradaRN
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