Autor: diogo.almeida1979

  • Flamengo mostra raça, luta, consegue o empate, mas perde nos pênaltis

    Rubro-Negro conhece primeiro revés na competição, mas já vira chave para semifinal.

    O Flamengo vinha de 100% de aproveitamento no Campeonato Brasileiro de Beach Soccer após as vitórias sobre o Náutico e Audax/SP por 7 a 4 e 11 a 0, respectivamente. E por isso tinha uma briga direta contra o Vasco pela liderança do Grupo A. O Time da Gávea saiu na frente, mas viu o Vasco virar rapidamente. Porém, foi guerreiro e conseguiu o empate no tempo normal. Após sair atrás na prorrogação, empatou no minuti final e levou a disputa para os pênaltis, e acabou derrotado por 3 a 2.

    O primeiro tempo foi de muito respeito de ambas as partes. Poucas finalizações, e princípios de confusão em algumas jogadas. Apesar de Flamengo e Vasco cometerem faltas duras, apenas a dupla Gil e Igor, do Flamengo, acabou pendurada com cartões amarelos. O resultado foi um 0 a 0 com pouca emoção.

    Foto: Alysson Rodrigues

    Na segunda etapa, o Flamengo conseguia segurar o ímpeto do time entrosado do Vasco. E Gil, em bela finalização levantou a torcida rubro-negra para abrir o placar. Mas o Vasco conseguiu a virada em pouco tempo e saiu em vantagem para o intervalo: 2 a 1.

    Foto: Alysson Rodrigues

    No terceiro tempo, muita emoção. O Vasco teve boas chances de definir o jogo, mas a defesa do Famengo, comandada pelo eleito melhor goleiro do mundo no Beach Soccer por dois anos seguidos, Elinton Andrade, conseguiu se segurar. O ataque começou a tentar algumas escapadas até Igor marcar de bicicleta o gol de empate que levou o jogo para a prorrogação.

    PRORROGAÇÃO: O Vasco logo saiu na frente, mas o Flamengo não se abalou. Corria muito e acreditava em todo lance. Assim, Igor sofreu falta e marcou na cobrança o gol de empate no último minuto da prorrogação. 

    Pênaltis: Igor, que havia marcado dois gols no jogo, desperdiçou o primeiro pênalti do Flamengo. Thanger e Jordan converteram suas cobranças, mas foi insuficiente. O adversário marcou nas três finalizações.

    O Flamengo volta à quadra neste sábado (2), às 13h30 (horário local) para encarar o Sampaio Corrêa. O jogo será válido pela semifinal do Campeonato Brasileiro. A partida será na Arena Verão, na Praia da Enseada, Guarujá. O duelo terá transmissão do SPORTV.

  • Fla deve ter Bruno Henrique de titular, e Arrascaeta pode substituir Diego

    Neste domingo, o Flamengo encerra sua participação na fase de grupos da Taça Guanabara. O Rubro-Negro já está classificado para as semifinais do turno, e encara a Cabofriense para garantir a primeira colocação no Grupo C. A tendência é que o técnico Abel Braga utilize quase a força máxima, em preparação para a semi do dia 10.

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    Bruno Henrique deve ganhar sua primeira chance como titular no lugar de Vitinho, que foi utilizado na equipe alternativa contra o Boavista.

    Arrascaeta pode ser titular porque Diego está pendurado. Se o camisa 10 receber um cartão amarelo, ficará fora da semifinal.

    A provável escalação tem: Diego Alves, Pará, Rodrigo Caio, Rhodolfo e Renê; Cuéllar, Arão, Everton Ribeiro, Arrascaeta (Diego) e Bruno Henrique; Uribe.


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    *Créditos da imagem destacada no post e nas redes sociais: Flamengo/Divulgação

  • Em duelo parelho, Flamengo bate o Paulistano e encerra um jejum de dois anos contra o adversário

    Flamengo e Paulistano se enfrentaram, nesta sexta-feira (2), no Tijuca Tênis Clube pelo NBB, a equipe paulista tem sido uma pedra no sapato do rubro-negro nos últimos anos.

    O Orgulho da Nação não vencia o time paulista desde dezembro de 2016, mas em mais noite inspirada de Franco Balbi e Anderson Varejão, o time quebrou o tabu vencendo por 95 a 87 e aumentou a diferença no confronto geral: agora são 20 triunfos do Mais Querido, contra 6 do Paulistano. 

    O Jogo

    No início da partida, o Paulistano começou tomando as ações. Mesmo com boa atuação de Anderson Varejão, o Fla não conseguia aproveitar os ataques, e via o adversário muito bem nas bolas de três pontos. 

    Mas, aos poucos o Flamengo encostava no placar, e invertia a situação, aproveitando bem as cestas de três.  

    No início do segundo período, o Flamengo era quem comandava as ações, fazendo seis pontos, empatando o confronto. O Paulistano sentiu, e apesar de ter a vantagem, mesmo que curta, o Flamengo era bem superior. Os visitantes faziam um segundo período terrível, com muitos erros, especialmente nas bolas de três. 

    Segundo tempo lá e cá

    Na volta do intervalo, a partida seguiu com o mesmo equilíbrio. Na reta final, dava a impressão de que o Paulistano estava mais inteiro fisicamente. Mas, no último lance do terceiro quarto, o Flamengo conseguiu marcar dois pontos fundamentais e deixar o placar em 65 a 64 a favor dos visitantes. 

    No último quarto, a partida ficou empatada em 74 a 74 faltando seis minutos para o final. Porém, o Flamengo se mostrou superior, conseguindo abrir vantagem e segurar o ataque adversário nos minutos finais, e foi coroado com a vitória apertada por 95 a 87. 

    Destaques

    Anderson Varejão anotou mais um duplo-duplo: 19 pontos e 11 rebotes.  

    Franco Balbi também estava em mais uma noite inspirada: 19 pontos e nove assistências.

    Na próxima terça, o Flamengo mede forças contra o Franca, também no Tijuca.


    *Créditos da imagem destacada no post e nas redes sociais: Alexandre Vidal/Flamengo

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  • Adriano revela interesse do Flamengo e cogita volta ao Brasil

    O lateral do Besiktas, Adriano, revelou em entrevista exclusiva ao Globoesporte que Santos e Grêmio procuraram o atleta recentemente, assim como Corinthians e Flamengo. O interesse rubro-negro acontece desde o ano passado como conta o lateral, que à época não cogitou deixar o clube turco devido ao contrato existente.

    Adriano passou as férias
    no Rio a pedido dos filhos, que gostaram da cidade. Perguntado se a preferência
    dos filhos pode ser um indicativo a favor do Flamengo, o lateral preferiu não dar
    detalhes.

    – Nas últimas férias em
    que eu estive no Brasil fiquei no Rio de Janeiro e eles gostaram. Me pediram
    para ficar no Rio. Na época houve especulações do Flamengo, no ano passado. Eu
    disse a eles que não havia como, pois tenho contrato com o Besiktas.

    – Claro que eles vão ter
    um período de adaptação, por esses anos todos fora: cultura e escola.
    Infelizmente, temos que falar também em termos de segurança. Eles viveram outra
    realidade. Mas com relação a isso, sem dúvida. A cada dia pesa mais para nós.
    Por estar do lado da família. Meus pais moram no Brasil. Eles perguntam dos
    avós. Quem sabe? Vamos esperar. Deus sabe de todas as coisas. É o que falei:
    vou esperar para ver uma coisa concreta e a partir daí tomar uma decisão.

    Segundo Adriano,
    Flamengo e Corinthians fizeram contato com os empresários do jogador, teve
    interesse de outros grandes como Corinthians e Flamengo.

    – Eu me sinto lisonjeado
    por esses grandes clubes terem a vontade de me contratar. Realmente é o que
    falei: estou tranquilo com relação ao meu futuro e esperando uma proposta
    concreta para nós. Vou avaliar bem tudo e o tempo de contrato para dar
    continuidade, mas não houve proposta concreta.

    – Houve apenas o interesse, mas não chegamos a valores. Ficamos sabendo desses dois clubes. Um dos clubes foi direto e repassei ao meu empresário, e o outro direto para o Fabio.

    Adriano tem 34 anos e possui contrato até maio com o clube turco, segundo o atleta, o Besiktas não teria problema para liberá-lo. Seria necessário, entretanto, uma proposta que agradasse tanto o jogador quanto o clube europeu.


    *Créditos da imagem destacada no post e nas redes sociais: Divulgação/Besiktas

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  • Vaga com mais laboratório: Abel põe novas ideias em campo na vitória do Flamengo

    O Fla de Abel teve fragmentos de bons momentos. O individual o técnico já tem. Resta descobrir a fórmula do coletivo.

    Por Pedro Henrique Torre – Twitter: @pedrotorre

    A voz que encontra maior eco entre torcedores e críticos aponta a utilização dos campeonatos estaduais como um laboratório para a temporada. Sem tempo ideal de treinamentos antes do início dos jogos oficias, resta fazer experiências no período menos badalado do ano para encontrar a formação ideal. Ao menos neste início de 2019, Abel Braga parece seguir esta cartilha. Diante do Boavista, uma vez mais o técnico lançou a campo outro Flamengo. Um time diferente, com uma ideia diferente. O saldo foi uma vitória confortável de 3 a 1 e a classificação antecipada para a semifinal da Taça Guanabara.

    Gabigol Flamengo 2019
    (Flamengo / Divulgação)

    Contratempos típicos do futebol brasileiro dificultam um pouco a tarefa do técnico. As principais contratações – Arrascaeta, Gabigol e Bruno Henrique – iniciaram os treinamentos depois da reapresentação do grupo. Natural, então, que estejam ainda em um patamar de condicionamento físico abaixo do restante do elenco. Apenas este fato impede que Abel os utilize desde o início da mesma maneira. É necessário, então, tempo. O passar de jogos, a melhora do condicionamento dos novos reforços para que todos, enfim, estejam no mesmo nível. Mas o laboratório já está aberto. Alternando equipes, Abel arrisca não só outros jogadores, mas formações distintas. Certamente imaginando o encaixe de um ou outro atleta em determinada posição. As pancadas, claro, estão em voga em um clube traumatizado com os fracassos recentes. Principalmente com atuações ruins diante do processo de tentativa e erro na montagem de uma nova equipe. Resultados são necessários para aumentar a blindagem a críticas.

    Fla no início: um 4-4-2 desorganizado, acabando num 4-2-4

    Nesta terça-feira, Abel mandou a campo um Flamengo de novo com Arrascaeta e Gabigol desde o início. E, de novo, em um 4-4-2. Não clássico, com um losango no meio. Um sinal da tentativa e erro. Se diante do Resende ficou claro que os lados do campo sofreram com a formação, desta vez o time se montou com uma linha atrás da dupla de atacantes, formada de novo por Gabigol e Henrique Dourado. Arrascaeta à esquerda, Piris e Jean Lucas por dentro, e Vitinho à direita. Só neste início caiu por terra a narrativa sobre uma suposta impossibilidade de o camisa 11 estar na mesma escalação de Bruno Henrique. E também o indício de que Abel deu mais um passo e iniciou a mescla das duas equipes. Além de Vitinho, Rodrigo Caio formava a zaga ao lado de Léo Duarte.

    O zagueiro, aliás, teve uma noite feliz. Não apenas por ter marcado o terceiro gol, seu primeiro pelo clube. Mas por ter demonstrado estar mais à vontade para arriscar passes muito verticais da defesa até o meio. Talvez por característica, mas, também, talvez por necessidade. Sem Cuéllar, o início do jogo rubro-negro ficou prejudicado. Piris da Motta e Jean Lucas não têm essa característica. Um combativo e preocupado em dar o combate nos rivais. Outro com mais gosto pela posse de bola, sem distribuí-la. Corre com ela. Rodrigo Caio, então, apareceu bem. Arriscou 46 passes*. Não errou nenhum. Também mostrou qualidades na retomada da bola em velocidade. Ponto positivo. Mas no primeiro tempo houve vários negativos.

    Sem rodeios: o time não funcionou bem. Apesar de um bom momento inicial, com grande movimentação de Gabigol, que caiu ao meio, achou Dourado na esquerda e este cruzou rasteiro para a infiltração de Vitinho na área. A bola foi passou rente à trave esquerda e animou os incríveis 34 mil presentes numa noite de terça-feira no Maracanã. No restante, o que ficou marcado foi a desorganização. Arrascaeta e Vitinho avançavam tanto pelos lados, instintivamente, acompanhando os dois atacantes e o time saía do 4-4-2 para o 4-2-4. Com Piris e Jean Lucas sem capacidade de construção, como dito, um vazio se criou entre os setores. Ou Rodrigo Caio arriscava o passe bem longo ou Trauco era muito acionado para buscar Arrascaeta. O time ficou mais lento e pendeu demais à esquerda. Desordenado, o Flamengo abriu espaços para o Boavista.

    Voltou a mostrar problemas defensivos principalmente pelo miolo da defesa. Na primeira tentativa do Boavista, Lucas recebeu ótima bola entre Piris e Trauco, que mantinham guarda com o avanço dos zagueiros para um escanteio, avançou e César teve boa saída para evitar o gol. Parecia improvável que o time rubro-negro produzisse a ponto de sair em vantagem ainda no primeiro tempo. Mas há qualidade no time. Rodinei avançou pela direita, Jean e Rafael Marques deixaram o buraco fatal entre lateral e zagueiro para a entrada de Vitinho. A enfiada chegou na medida e o atacante carimbou o travessão de Rafael. No rebote, Henrique Dourado apareceu bem. Talvez o esperado fosse uma conclusão de primeira. Mas não. O Ceifador travou a bola, limpou o lance e bateu rasteiro, com categoria. No fundo da rede. E o Flamengo desceu para o intervalo com um futebol ruim. Mas à frente no placar. 1 a 0.

    Blog do Téo: Quantos volantes? Não importa.

    No segundo tempo, Abel manteve a formação. E foi punido. De novo, com erros defensivos pelo meio. Após cobrança de lateral pela esquerda, Arthur Rezende ficou livre, sem combate, para finalizar, como já acontecera com Jean, no clássico contra o Botafogo. A batida foi ótima, no cantinho direito, mas César pareceu uma vez mais ter pulado atrasado na bola, como diante do Resende. Abel, então, se deu conta do erro. Provavelmente consciente da baixa produção da equipe, trocou Vitinho – quem mais finalizou no time, quatro vezes, ao lado de Gabigol – por Bruno Henrique, arriscou um 4-2-3-1, com o camisa 27 à esquerda, Gabigol na direita, Arrascaeta por dentro. Piris e Jean Lucas à frente da defesa. Mais próximo da formação de 2018, o Flamengo melhorou coletivamente. A consequência foi o aumento de produção de alguns jogadores. Piris da Motta, por exemplo, pareceu entender melhor a sua função para proteger a defesa. Arrascaeta, mesmo mais por dentro, não teve problemas. Ao contrário. Tentou ajudar na marcação e acelerar ao ataque após tabela com Trauco ou Gabigol. Em duas vezes, recebeu passes na frente de Rafael e finalizou. É sempre objetivo. De forma simples, tenta sempre o caminho mais fácil até o gol rival com seus passes.

    Fla ao fim: Arrascaeta e Everton por dentro, Gabigol e Bruno por fora

    Com o time mais solto em campo e espaços cedidos pelo Boavista, Abel trocou Jean Lucas por Everton Ribeiro. O camisa 7 caiu como uma luva. De volta ao conhecido 4-1-4-1 de 2018, o Flamengo teve seus melhores momentos na partida. Uribe substituiu Dourado e deu mais mobilidade a um Flamengo que contava com Bruno Henrique e Gabigol pelas pontas, Arrascaeta e Everton Ribeiro por dentro. Mais qualidade técnica e uma formação bem mais confortável e agressiva. O segundo gol saiu de bela tabela de Everton com Trauco, que entrou na área e fez o que melhor sabe: dar assistências. Cruzou rasteiro para Uribe completar ao gol. Com dois meias que têm o passe como principal arma por dentro e atacantes rápidos e inteligentes pelos lados, o Flamengo pressionou o Boavista. Everton Ribeiro mandou bola no travessão e Rodrigo Caio, após escanteio da esquerda, cabeceou para fechar o placar. 3 a 1.

    Abel leva percepções para a sequência da temporada. Foi compreensível, apesar dos protestos em redes sociais, a preferência por abrir o laboratório e alternar equipes, mesmo com mau desempenho em grandes partes dos jogos. Está claro que o próprio técnico tem dúvidas sobre a melhor formação. Com todos os jogadores no mesmo patamar físico, o próximo passo será dar jogo e tempo de treinamento já de olho na Libertadores, no início de março. Definir uma equipe principal. Há lacunas no elenco – um zagueiro mais experiente, um segundo volante que dê consistência ao meio, um lateral-direito. Mas o cardápio em mãos já é muito saboroso. Por enquanto, o Flamengo de Abel teve fragmentos de bons momentos durante os jogos na temporada. Está classificado para a semifinal da Taça Guanabara com folga, mas a fase do laboratório está próxima do fim. O individual o técnico já tem. Resta descobrir a fórmula do coletivo.

    Publicado originalmente no site Chute Cruzado.

    *Números do app Footstats Premium


  • Flamengo não toma conhecimento, goleia Audax e garante vaga na semifinal

    Em mais uma grande exibição, Rubro-Negro aplica goleada de 11 a 0.

    Com muita intensidade e o elenco buscando o melhor conjunto após as chegadas dos atletas da Seleção de Portugal, Bê Martins e Jordan Santos, o Flamengo parecia entrosado. Thanger, que havia marcado duas vezes contra o Náutico, logo abriu o placar para o Time da Gávea. O reforço Bê Martins mostrou toda a categoria de um jogador internacional e marcou o segundo em um chute colocado. De longe, Thyago Henrique soltou a bomba e acertou o ângulo para marcar 3 a 0 para o Flamengo. Jordan Santos sofreu pênalti e na cobrança marcou o quarto gol do Rubro-Negro. O capitão Igor acertou sua primeira bicicleta no jogo e levou o Flamengo com 5 a 0 para o intervalo.

    Foto: Alysson Rodrigues

    Na segunda etapa, Jordan Santos marcou o segundo dele no jogo. O terceiro no Campeonato Brasileiro. Flamengo 6 a 0. O ágil e habilidoso Paulinho aproveitou rebote em chute de Igor e marcou o sétimo do Mengão. O oitavo gol saiu em uma nova bicicleta de Igor. Thanger marcou seu quarto gol no campeonato e deixou o Flamengo com 9 a 0 ao fim do segundo tempo.

    Na etapa final, o Flamengo continuou buscando ampliar o marcador. E conseguiu com Igor, anotando seu hat trick no jogo, e quarto gol no Brasileirão. Paulinho deu números finais ao jogo marcando o seu segundo na partida. Flamengo 11 x 0 Audax/SP.

    Flamengo volta a jogar na tarde desta sexta, 01, contra a equipe do Vasco. A partida será na Arena Verão, na Praia da Enseada, no Guarujá, às 17h45.

  • Quantos volantes? Não importa

    Parece que muitas vezes esquecemos que um time de futebol é formado por onze seres humanos. E seres humanos não nascem com uma etiqueta de identificação das suas qualidades, muito menos de sua posição ideal dentro de um campo de futebol.

    Ninguém nasce zagueiro.

    Alguns se sentem mais à vontade jogando de costas, outros preferem receber a bola de frente, outros têm mais velocidade na arrancada, mais agilidade ou força. Há aqueles que têm uma ótima capacidade para organizar a defesa, e também aqueles com ótima leitura de espaço.

    O jogador de futebol é um aglomerado quase infinito de características. Algumas mais visíveis, outras mais sutis. Só no Elifoot o homem já nasce com uma posição fixa e ponto final.

    Questione, por exemplo, o que é um zagueiro?

    Os times tendem a defender com mais gente na faixa central. Afinal, é onde está o gol. Assim, existe mais espaço para atacar pelos corredores laterais. Se você chega perto da bandeirinha de escanteio, a opção para finalizar a jogada é um cruzamento na área. Para aproveitar esses cruzamentos, estabeleceu-se que o jogador mais avançado do time precisava ter boa capacidade no jogo aéreo.

    Não existe nenhuma regra dizendo que o centroavante deve ser alto e forte. Ninguém nasce centro-avante. Pessoas com essas características ocupavam essa função para aproveitar melhor a maneira como se jogava.

    A resposta óbvia? Zagueiros também precisavam ter boa estatura e porte físico para disputar essas jogadas pelo alto.

    Mas no fim dos anos noventa surgiu um rapaz chamado Ronaldo. Apesar de relativamente alto e forte, o atacante era ruim de cabeça. Sua principal arma era a velocidade. Ronaldo aterrorizava as defesas adversárias correndo atrás da bola.

    Tudo isso aqui é um exercício de simplificação, claro. Ronaldo não foi o primeiro atacante rápido da história, muito menos o primeiro fora do padrão. Uma década antes, Romário já era uma aberração.

    Mas uma geração inteira de atacantes viveu assim. Owen, Anelka e Saviola são exemplos. Os zagueiros gradalhões e lentos eram presas fáceis para seres humanos tão velozes.

    Para enfrentar aquele tipo diferente de atacante, os zagueiros precisaram mudar. Outras características eram necessárias.

    Ninguém nasce zagueiro. Certas características serviam para zagueiros pela maneira como se jogava.

    Formação e posicionamento

    Quantos jogadores você precisa ter alinhados para proteger um setor? Hoje em dia, a largura do campo é, geralmente, de 68 metros. Se houvesse apenas dois jogadores na sua última linha de defesa, a distância entre eles seria grande demais e apareceriam buracos enormes. Seria impossível organizar qualquer cobertura.

    Por outro lado, se o treinador quisesse fechar todos os espaços entre os defensores, poderia formar uma linha de oito jogadores, numa espécie de barreira de handebol. Mas, dessa forma, o time daria muito espaço para o adversário avançar com a bola.

    Do mesmo autor: Quem é Golias não pode jogar como Davi

    Formações táticas são a busca por esse equilíbrio, sempre entendendo que futebol é um jogo de cobertor curto: você cobre um lado, mas sempre deixa o outro descoberto. Ganha numa coisa, perde na outra.

    A formação depende, então, da ocupação dos espaços, não da “posição de origem” dos jogadores.

    Todo mundo lembra que o São Paulo jogava com três zagueiros há pouco mais de dez anos. Mas poucos se recordam que o Flamengo também jogou com linha de três nesse período.

    O motivo? O terceiro zagueiro do Flamengo era Jailton, sempre listado como volante por ser sua posição original. Era raro vê-lo à frente da defesa naquele time. Ele tinha a mesma função de Angelim: marcação encaixada nos atacantes adversários, enquanto Fabio Luciano ficava na sobra.

    Aqueles seres humanos que crescem sendo chamados de volantes são, em geral, bons no combate direto, nos desarmes, antecipações e interceptações. Essas são as características importantes naquele setor. Por isso, costumam se encaixar muito bem como zagueiros nas linhas de três.

    Mas ninguém quer saber do posicionamento real no campo, não é mesmo? É mais fácil embarcar no “estilo Elifoot” de análise futebolística.

    elifoot
    Divulgação

    Como, afinal, o Flamengo ocupa os espaços?

    O Flamengo vem se organizando há muitos anos no 4-1-4-1. Ou seja, uma primeira linha de quatro jogadores, um volante especialmente ligado nas coberturas, uma segunda linha de quatro e um homem mais à frente. Houve variações recentes para o 4-4-1-1 e até mesmo 4-2-3-1.

    Independente do formato, o trio de meio-campo é fundamental para fazer o time jogar. Por isso, todo rubro-negro olha para esse setor com ansiedade.

    Quando se reclama do time com três volantes, o problema é a ocupação de espaços, o estilo de jogo e as características dos jogadores, não o número de jogadores com a etiqueta “volante” no Cartola.

    Precisamos qualificar um pouco esse debate.

    Ao discutir a possibilidade de ter Piris e Cuéllar juntos, por exemplo, deve-se fugir das frases-feitas. Coisas como “os dois jogam como primeiro-volante” ou “precisamos de um segundo-volante” ou “Cuellar não foi bem jogando como segundo-volante”. A discussão relevante é se as características que eles oferecem são ideais para que o time imponha seu estilo de jogo.

    Da mesma forma, Willian Arão tem mostrado péssima leitura de espaços e um posicionamento confuso. Não pode ser titular apenas porque “é segundo volante e o time precisa de um segundo volante”.

    O debate fica muito raso. Voltamos ao Elifoot.

    E os quatro meias?

    Por fim, uma pergunta surge em todas as discussões sobre o Flamengo atual: é possível jogar com Éverton Ribeiro, Diego, Arrascaeta e Vitinho juntos?

    Muitos comparam com o Manchester City e argumentam que “Guardiola usa apenas um volante e dois meias.”

    Outros dizem que isso é “time de índio.”

    Nem uma coisa, nem outra. É possível, sim, ter muitos jogadores com características ofensivas, que gostam da bola e chegam no ataque. Mas é preciso entender as características de Kevin de Bruyne e David Silva. Como dominam o espaços, como fazem pressão, como apoiam…

    São seres humanos com características muito diferentes de Diego e Arrascaeta, apesar de suas etiquetas especificarem claramente que são “meias”.

    Além deles, os pontas e os laterais são fundamentais para fazer esse esquema funcionar.

    Hoje, no Flamengo, eu diria que é impossível.

    É apenas uma opinião. Podemos debatê-la. Mas vamos combinar, pelo menos, de fazer o debate sobre o que importa. O Elifoot não dá conta da complexidade da vida real.



    *Créditos da imagem destacada no post e nas redes sociais: Alexandre Vidal / Flamengo

  • As peculiaridades do Maracanã

    Vinicius Paiva tece comentários sobre o custo Maracanã, em cima da importante coluna de Walter Monteiro publicada no Mundo Bola esta semana

    Por Vinicius Paiva – Twitter: @vpaiva_btj

    Tecerei aqui alguns comentários a respeito da coluna do amigo Walter Monteiro aqui neste mesmo Balanço do Flamengo, acerca de questões relativas aos prejuízos resultantes do contrato do Flamengo com o Maracanã.

    Como o articulista diz, o contrato atual é mais vantajoso que o anterior. Por anos (período 2013-18), reclamou-se do altíssimo custo de se jogar num Maracanã privatizado – mas lidou-se com o problema. Tudo porque a maioria das operações do Fla dava lucro. Não tanto quanto deveriam, mas davam.

    Durante o período, o Fla foi o único que conseguiu fazer frente ao ticket cobrado por clubes de estádio próprio e demanda rica (Palmeiras e Corinthians). A Nação, inelástica a majorações de preço (como certa vez comprovei), nunca reagiu mal, desde que os jogos tivessem importância.

    Aí veio a famigerada Libertadores 2018. Imaginando haver demanda reprimida após jogos com portões fechados – e ignorando o litígio da torcida com a diretoria, seus protegidos e celebrações por classificação via G-6 – a administração Bandeira de Mello optou por cobrar R$ 75 de ticket.

    O valor, diga-se, era o mesmo cobrado um ano antes, quando os estádios lotaram. Mas em 2017 o Fla vinha de um Brasileirão 2016 surpreendente, bem como os ranços ainda não haviam chegado ao limite como um ano depois. Resultado? Um terço dos ingressos encalhou.

    Em face disto – e até eleitoreiramente, visando o pleito que se avizinhava – a diretoria fez desmoronar os valores a níveis inéditos: algo em torno de R$25 já no BR-2018. A demanda respondeu positivamente, óbvio – ela é MUITO elástica a reduções, como eu também já havia calculado.

    Com a boa campanha e luta pelo título, a política se manteve, e os preços baixos (pra ST) seguem no Estadual 2019. Com a diferença de que agora (diferente do que eu pensava no Brasileiro) estão corretíssimos. Carioca tem que cobrar barato. Prejuízo com 40 mil? Quem mandou não ter estádio…

    Moral da história: nada mudou, apenas a redução do ticket fez expor o enorme corpo do “iceberg dos sem-teto” – outrora só com sua pontinha pra fora. A solução pra deixar de sê-lo, por óbvio, é a construção de um telhado pra chamar de seu.

    Em tempo: reitero que os cerca de R$ 20 cobrados neste Carioca são absolutamente apropriados. Mas pagar para jogar em BR e Libertadores, brigando, com o elenco estelar e torcida disposta a gastar é BURRICE. Assim, pro nacional me parece apropriada a faixa dos R$ 40. Pra Liberta, R$ 60.

    Infelizmente aos que pensam como eu (futebol como conjunção equilibrada negócio + paixão), o bom ticket para a 1ª fase da Libertadores deste ano já era: pacotes com valores irrisórios (R$ 24 por jogo) foram vendidos. Que ao menos bombe o ST, que este ano não caiu como às vezes acontece.

    Publicado originalmente aqui:

    https://twitter.com/vpaiva_btj/status/1090991722019123200

     


    *Créditos da imagem destacada no post e nas redes sociais: Alexandre Vital / Flamengo (Arte

  • A despeito da retórica

    Terá o milionário, quase galáctico plantel rubro-negro capacidade de aplacar a sede de glórias de sua indomável Nação?

    Saudações flamengas a todos,

    O Flamengo derrotou o simpático Boavista por 3-1, em uma partida onde, não fossem os vinte minutos finais, em que a qualidade do futebol apresentado melhorou brutalmente após as entradas de Everton Ribeiro, Uribe e Bruno Henrique no lugar dos inoperantes Jean Lucas, Henrique Dourado e Vitinho, teríamos a repetição do script vivenciado nas três rodadas anteriores, em que o rubro-negro, apresentando um jogo coletivo pouco mais que sofrível, valeu-se da qualidade individual de suas peças para se impor a adversários nitidamente inferiores (ou nem isso, haja vista o empate contra o Resende).

    Diante de tão pálidas exibições, e deixando de lado as verdades prontas estabelecidas nesses tempos de veredictos irretorquíveis, cumpre indagar: qual a perspectiva desse Flamengo de 2019? Terá o milionário, quase galáctico, plantel rubro-negro capacidade de aplacar a sede de glórias de sua indomável Nação? Ou o evidente desequilíbrio (ainda) percebido em sua formação cobrará seu preço lá na frente?

    Reprodução / Autor desconhecido

    Retrocedendo a 2011, Vanderlei Luxemburgo, após penar no ano anterior para salvar, a duras penas, o Flamengo de um rebaixamento que pareceu mais palpável do que sugere a posteridade, enfim recebeu jogadores de qualidade compatível com a de um elenco capaz de reivindicar protagonismo. Mesmo assim, o Bonde Sem Freio de Ronaldinho Gaúcho, Thiago Neves, Deivid, Maldonado, Ronaldo Angelim, Felipe e Leonardo Moura sofreu com pesadas críticas ao futebol apresentado nas rodadas iniciais da Taça Guanabara. Equipe engessada, lenta, de pouca criação, vivendo dos lampejos de Ronaldinho e da correria de Thiago Neves. Time com um sistema defensivo confuso e vulnerável, muito por conta das lambanças do inseguro zagueiro Wellinton. Treinador que insistia em manter intocável o volante Renato Abreu, que parecia deter vaga cativa na escalação, mesmo apresentando um futebol muito distante daquele que o notabilizou na primeira passagem pelo rubro-negro, alguns anos antes. Críticas que não cessaram nem mesmo após a conquista, invicta, do título daquele que talvez tenha sido o último Estadual de bom nível da história do futebol do Rio de Janeiro (no Brasileiro, o Vasco, que ganhou a Copa do Brasil, acabou sendo o vice-campeão, o Fluminense o terceiro colocado e o Botafogo, o nono). Pois, o Flamengo que Luxemburgo montou no Estadual acabaria sendo o time de mesmo futebol apresentado ao longo de toda a temporada (com alguns reforços chegados no meio do ano). Uma equipe que praticava um jogo pragmático, quase sólido, onde o brilho dos talentos individuais se mostrava suficiente para a conquista de resultados. Um time competitivo, de futebol pouco ou nada vistoso (salvo um ou outro momento específico, como os 5-4 sobre o Santos, ou as goleadas sobre Cruzeiro e Atlético-MG), mas capaz de ganhar títulos e que somente não se tornou postulante mais sério para vencer o Brasileiro (que terminou em quarto lugar) por conta de problemas extracampo que cobraram seu preço em um momento particular da trajetória.

    Reprodução / Autor desconhecido

    Mas da mesma forma que o jogo pálido apresentado no início de 2011 era, na verdade, o arcabouço de uma equipe talhada a jogar feio mas fazer o resultado, também se pode pinçar o começo da temporada de 2016, em que outro treinador experiente e vitorioso, Muricy Ramalho, recebeu a incumbência de montar uma equipe inteiramente nova para o Flamengo. Vários e vários reforços desembarcaram no Ninho do Urubu (Muralha, Rodinei, Juan, Willian Arão, Cuellar, Mancuello, entre outros menos cotados), integrando-se a um plantel marcado pelo melancólico desfecho do ano anterior. No entanto, Muricy jamais conseguiu trazer equilíbrio a uma equipe que sofria muitos gols e se ressentia de absoluta fragilidade em seu sistema defensivo. Também era tida como previsível e pouco produtiva, apesar de construir algumas goleadas contra equipes mais fracas do Estadual. As fortes críticas ao trabalho de Muricy, que tentava, sem sucesso, trazer um verniz mais ofensivo ao seu perfil notadamente pragmático, acabaram por se mostrar procedentes ao longo do semestre. Com efeito, o Flamengo sucumbia à menor dificuldade, independente do nível do adversário. Derrotas vexatórias para Confiança, Fortaleza e Volta Redonda, além da eliminação da Primeira Liga para o Atlético-PR, minaram a confiança no trabalho de Muricy (cuja insistência em jogadores como Paulo Victor e Wallace, que apresentavam falhas jogo sim, jogo também era metralhada diariamente nas redes sociais). A equipe somente conseguiu vencer um dos seis clássicos disputados no Estadual. E restou categoricamente eliminada da Copa do Brasil, do Estadual e da já citada Primeira Liga. Contudo, quando o questionamento à continuidade de Muricy no cargo de Treinador do Flamengo começava a ganhar corpo, veio a doença que o afastou em caráter irreversível, encerrando uma trajetória infrutífera e mal-sucedida.

    Reprodução / Autor desconhecido

    Ainda é cedo para saber se o Flamengo de Abel se aproximará, ou mesmo superará, os resultados do pragmático time de 2011, ou se sucumbirá como o de 2016. Nesse caldo há que se ponderar o nível dos jogadores, o desempenho coletivo das equipes, a insistência com determinadas convicções, enfim.

    Alexandre Vidal / Flamengo

    Abel Braga não foi contratado para fazer o Flamengo jogar bonito. Não foi chamado para montar equipes de primorosa movimentação ou organização tática, tal qual estamos acostumados a ver nas champions leagues ou premier leagues da vida. Não chegou para revolucionar nada, para trazer rigorosamente nada de novidade. Abel Braga veio para ganhar jogos e taças. Nem que para isso seja necessário alçar lateral na área. Abel veio para ganhar de 1-0, passando rigorosamente o mesmo tipo de dificuldade, do Madureira e do Palmeiras. Do Bacaxá e do Boca Juniors.

    A despeito da retórica, não será fácil. Nada fácil.

    Principalmente a se insistir com o que se dispõe, hoje, de volantes.

    Boa semana a todos.


  • TozzaCast #01

    https://soundcloud.com/tozzacam/tozzacast-001-01022019

    Está no ar o TozzaCast #001 da temporada 2019

    Participantes
    Daniel Rito – @DanielRito_
    Pablo dos Anjos – @PabloWSC 
    Tozza – @TozzaFla

    Semana Rubro-negra:

    – Janela de contratações: Boa? Muito boa? O que falta?;
    – Início de temporada; Análise do time sob comando do Abel; qual melhor opção? Um time diferente a cada jogo ou mesclar as equipes?;
    – Time ideal com o atual elenco.

    Senta que lá vem treta:

    Tem muita gente já pedindo a cabeça do Abel, não é muito cedo? Sem o Renato Gaúcho, Abel foi a melhor opção? Sampaoli com menos tempo de trabalho já começa a mostrar serviço o Santos. Não seria melhor opção?

    – Narração Icônica: 

    Gol do Pet contra o Atlético mineiro em 2009

    Com oferecimento das Lojas da Espaço Rubro-Negro