A competição será realizada entre os dias 15 e 17 de fevereiro, Flamengo será o anfitrião entre as equipes.
Quatro equipes participarão da competição que será sediada na Arena Carioca 1, são elas: os campeões da NBA 2018 G League, os Spurs Austin; os vencedores da Liga dos Campeões de Basquete, AEK (Grécia); os campeões da DIRECTV Liga das Américas, San Lorenzo de Almagro (Argentina); e os anfitriões do torneio, o Flamengo.
O clube carioca recentemente venceu tanto a DIRECTV Liga das Américas quanto a Copa Intercontinental da FIBA no mesmo ano, em 2014. Para as entradas, existem dois tipos:
Bilhete diário: válido apenas para um dos dois dias, sexta ou domingo, e os preços variam entre 35 e 130 reais.
Bilhete global: dá acesso aos quatro jogos realizados em ambos os dias e os preços variam entre 60 e 200 reais.
Os ingressos podem ser adquiridos aqui.
O torneio será realizado em formato de quatro finais, com duas semifinais em 15 de fevereiro, seguido dois dias depois pela partida pelo terceiro lugar e a final. As semifinais na sexta-feira serão entre San Lorenzo e AEK, e entre o jogo do Flamengo contra o Austin.
*Créditos da imagem destacada no post e nas redes sociais: Divulgação
Apoie o Mundo Bola e ajude o nosso projeto a melhorar cada vez mais. Saiba mais em bit.ly/tutorialapoioforum.
Alguém sabe dizer sem olhar no calendário quando é a abertura oficial da temporada de cornetar treinador? Existe mesmo nas regras da diplomacia futeboleira esse negócio de uma entente entre a Nação e o distribuidor de camisa da vez? Um período de paz negociada em que não se pode cornetar o cara porque é pré-temporada, os jogadores precisam ser testados ou a competição não tem relevância? Não que eu esteja ansioso pra criticar o Abel (por quem já nutria antipatia anterior à sua contratação), só que tenho mais o que fazer do que ficar falando mal do cara por causa de uma coisa besta como o Carioca.
Divulgação / A super fêmea
Mas,
é forçoso dizer, nessa passagem pela Gávea, e a despeito do investimento
parrudo em contratações, o único marco inquestionável que Abel atingiu em 5
jogos foi colocar em campo um time pior do que o da ultima temporada. O que
também não é nenhum crime inafiançável posto que o time de 18 era um 6,5 com
alguns fugazes lampejos de 7 na época de Vinicius Jr e o time atual ainda está
lutando pra não ficar abaixo de 5. Nem é preciso citar as discutíveis condições
de salubridade e os escassos incentivos oferecidos aos campeões dessa bobagem
que se tornou a centenária competição praiana. Ou seja, o fim do mundo pode
estar próximo, mas ainda não chegou.
O
que fode tudo é que a coisa toda do Campeonato Carioca é regida por uma lógica
amalucada. Gatos-mestres das mais variadas pelagens costumam afirmar que a
competição é ideal para testar jogadores e táticas visando competições de maior
prestígio. Mas são os mesmos caras que consideram sacrilégio demitir treinador
por causa ou durante o carioqueta, pois os pobres ainda não teriam sido
devidamente testados.
O risco que se corre adotando essa linha filosófica é que o Flamengo, mal e porcamente, aos trancos e barrancos, na aba da força gravitacional de sua camisa, acaba ganhando mais uma merda de um Carioca. E o treinador (qualquer treinador, o Abel não é relevante no caso) que se mostrou sobejamente incapaz de fazer o time desenvolver algum esboço de bom futebol mesmo enfrentando equipes com um handicap muito mais alto chega na competição mais cascuda com a aura de vencedor e com a sua licença pra cometer burrices renovada, surfando a rebarba daquela entente marota do início do carioqueta.
Ora,
o torcedor quando vê seu time jogando uma bolinha mais ou menos, ganhando dos
fregueses paroquiais, não quer guerra com ninguém. Mas se o treinador não foi
capaz de armar uma equipe razoável disputando um campeonato notoriamente
café-com-leite, são imensas as chances de que igualmente não o seja na hora que
em que seus jogadores necessitarem dos préstimos dos escudos dos batalhões de
choque da URSAL quando forem bater corner a 3 mil metros de altitude.
Carioca
e Libertadores, ou Brasileiro ou Copa do Brasil, são antípodas, onde um está o
outro não pode estar. Não guardam nenhuma relação de parentesco ou amizade, são
praticamente estranhos. Para alguns são inclusive inimigos. Porque,
excetuando-se o inparametrizável Flamengo de 81, não há registro histórico de
um time que tenha se saído bem na Libertadores em função de uma evolução
técnica ou tática alcançada na disputa do Carioca. Contudo, jogar mal o Carioca
e acreditar em fazer uma grande Libertadores é o que mais nos acontece, no
definitivo triunfo da esperança sobre a experiência.
Da
mesma maneira que o Flamengo de 81 não pode ser parâmetro tampouco o carioqueta
serve pra fazer nenhuma projeção sobre o futuro na Libertadores ou no
Brasileiro. O Flamengo pode até enjoar de ganhar do Bacaxá na Taça Guanabara,
pode fazer 200 gols por jogo que não significa nada. No Carioca tanto o
torcedor mais inocente quanto o gato-mestre mais inescrupuloso buscam uma
epifania. Antever num dos campinhos da nossa roça um futebol de insinuância,
força e objetividade capaz de encantar a América e quebrar a crista dos
argentinos safados.
Sou
um torcedor fiel aos meus princípios e um comentarista compromissado com a
coerência, e não teria o menor pudor em atravessar o gramado carregando 10
arrobas de Abel nos ombros se ele for o cara capaz de fazer o Flamengo jogar
esse futebol de magia e opressão continental que só existe na cabeça de alguns
alucinados. Só que acho muito difícil que isto aconteça ainda nessa encarnação.
Mais prudente e querendo fazer negócio, dou bom desconto em minhas cobranças.
Se o Abel com esse elenco nas mãos não transformar o Flamengo no garoto rico da
pelada do condomínio já me dou por parcialmente satisfeito.
O primeiro compromisso já está definido, nesta quarta-feira, 30, o Rubro-Negro estreia diante do Náutico.
O plantel do Flamengo embarcou na última terça (29) para a disputa do Campeonato Brasileiro de Beach Soccer, que terá início nesta quarta-feira (30), na Praia da Enseada, no Guarujá. O Rubro-Negro encerrou sua preparação diante da Seleção do Japão com uma vitória por 5 x 4. Thanger foi o grande nome do duelo balançando as redes 3 vezes.
Para a disputa do Brasileiro, a equipe da Gávea encorpou ainda mais o elenco para chegar forte na competição. Bê Martins e Jordan Santos, ambos da Seleção de Portugal, se juntaram ao elenco. O Flamengo está no Grupo A da competição, ao lado de Vasco da Gama, Náutico e Audax/SP. O Grupo B conta com Sampaio Corrêa, Botafogo, Vitória e Joinville. Os dois primeiros de cada, avançam para a fase semifinal. E a estreia do Mais Querido será quarta, às 14h (horário local), contra o Náutico.
Foto: Alysson Rodrigues
Os dez jogadores relacionados para vestir a camisa do Rubro-Negro das Areias no Campeonato Brasileiro de Beach Soccer são:
Goleiros: Elinton Andrade e Thiago. Defensores : Gil , Thanger, Thyago Henrique e Jordan Santos. Ataque: Igor Rangel, Bernardo Martins, Paulinho e Gustavinho.
O Flamengo Beach Soccer fechou uma parceria com a Easy Mobile para a temporada de 2019. Já na disputa do Campeonato Brasileiro, a Easy Mobile estampará a parte inferior das costas da camisa. Para ficar por dentro de todas as notícias do Beach Soccer do Mengão, fique ligado no Mundo Bola e no Twitter do: @FlamengoBeachS
*Créditos da imagem destacada no post e nas redes sociais: Alysson Rodrigues / Divulgação
Flamengo encontra dificuldades, mas com o time misto vence o Boavista no Maracanã por 3 a 1. Dourado e Uribe anotaram os dois primeiros tentos, mas gol de Rodrigo Caio marcou a noite dos 34 mil presentes no estádio. O rubro-negro é líder do Grupo C e já está nas semifinais da Taça Guanabara.
Escalações das equipes
Flamengo: César; Rodinei, Rodrigo Caio, Léo Duarte e Trauco; Piris da Motta, Jean Lucas (entrou Everton Ribeiro) e Arrascaeta; Vitinho (entrou Bruno Henrique), Gabigol e Henrique Dourado (entrou Uribe).
Boavista: Rafael; Thiago Silva, Elivelton, Rafael Marques e Jean (entrou Christiano); Douglas Pedroso (entrou Mosquito), Vitor Faísca, Lucas (entrou Tartá), Renan Donizete e Arthur; Dija Baiano.
Primeiro tempo
Nos 45 minutos iniciais, o misto do Flamengo encontrou dificuldades de rodar a bola e esbarrava no sistema defensivo do Boavista. Em 20 minutos, o rubro-negro não tinha finalizado sequer uma bola ao gol do goleiro Rafael. Mas isso acabou aos 39. Vitinho recebeu na direita e finalizou forte no travessão, a bola voltou e no rebote Henrique Dourado girou para a perna esquerda e, chutou no canto direito do goleiro adversário. Gol do Flamengo, 1 a 0.
O primeiro tempo sem se encerrava com a vitória parcial do Fla, mas sem convencer.
Segundo tempo
Na etapa complementar o Fla voltou com a mesma equipe, mas logo no início ocorreu um ”apagão”. Aos 4 minutos, Arthur Resende finalizou de perna direita na entrada da área, sem chances para o goleiro César. Gol do Boavista, 1 a 1.
Abel Braga mexeu na equipe e colocou Uribe, Bruno Henrique e Everton Ribeiro nos lugares de Dourado, Vitinho e Jean Lucas. Deu certo.
Em uma linda jogada pelo lado esquerdo, Trauco cruzou por baixo e Uribe sozinho finalizou para o fundo das redes do Boavista. Gol do Flamengo, 2 a 1.
E aos 44, a comemoração veio para quem tanto almejava. Desde a estreia do Carioca, Rodrigo Caio avançava ao ataque nas cobranças de escanteios e cabeceava muito próximo da trave adversária. Enfim, agora o gol saiu. No levantamento feito por Everton Ribeiro, Caio subiu mais alto que toda a zaga do Boavista e testou firme para o fundo do barbante. Gol do Flamengo, 3 a 1.
Mais uma vitória do Mengo na Taça Guanabara. São quatro jogos, três vitórias e um empate.
Próximo jogo
Na próxima rodada, o Flamengo enfrenta a Cabofriense, domingo às 17h no Maracanã.
Leia também
*Créditos de imagem destacada e nas redes sociais: Flamengo/Divulgação
Apoie o Mundo Bola e ajude o nosso projeto a melhorar cada vez mais. Saiba mais embit.ly/tutorialapoioforum.
Na noite da última segunda-feira (28), o Mundo Bola conversou com alguns conselheiros do Flamengo que participaram da reunião sobre a aprovação do novo fardamento de 2019. E foi confirmado que o modelo feito pelo artista Giovanne (@giobittar) é muito próximo da realidade. Mas a terceira camisa virou alvo de críticas na internet.
Muitos torcedores do rubro-negro nas redes sociais, criticaram o uniforme alternativo que tem cor predominante cinza e detalhes em verde.
As maiores alegações são de que o ”Manto Sagrado” deveria ter na terceira camisa as cores do clube, e que o verde lembra o rival Palmeiras.
Já teve casos nessa nova parceria entre Flamengo-Adidas, de uniformes serem criticados pela torcida. A repercussão pode fazer com que algum detalhe seja mudado, já que ainda nem a fábrica de materiais esportivos anunciou de forma oficial as novas camisas.
Não é novidade a torcida do Flamengo criticar os terceiros uniformes da equipe. Em 2010, o rubro-negro lançou ainda pela Olympikus a camisa azul e amarela que foi muito criticada pelos torcedores.
Foto: Reprodução
No ano de 2014, a Adidas anunciou a ”Flamengueira” que também não teve uma repercussão positiva.
Foto: Reprodução
E a mais recente foi o uniforme da temporada de 2017-2018. A camisa amarela e azul voltou, e com ela o Flamengo protagonizou algumas derrotas e eliminações. Como na semifinal da Primeira Liga contra o Paraná Clube.
Após a reunião no Conselho Deliberativo ainda em 2018, ficou acordado quais seriam os uniformes do Flamengo para a temporada de 2019. No encontro, nenhum conselheiro teve a liberação para tirar foto, porém um mês depois o artista Giovanne (@giobittar), publicou a tendência dos três fardamentos.
O Mundo Bola entrou em contato com alguns conselheiros que confirmaram que os detalhes desenhados por Giovanne são muito próximos da realidade. É possível que alguma mudança seja feita, mas a base teoricamente será esta.
Uniforme principal
(Foto: Giovanne)
Uniforme de visitante
(Foto: Giovanne)
Uniforme alternativo
(Foto: Giovanne)
A camisa 1 e 2 dos goleiros serão nas cores vermelha e azul, porém os detalhes não foram revelados.
Leia também
Apoie o Mundo Bola e ajude o nosso projeto a melhorar cada vez mais. Saiba mais embit.ly/tutorialapoioforum.
“Is this the real life? Is just a fantasy?”, se questionava o moço da rapsódia boêmia, em meio ao terremoto em sua vida. E no terremoto diário de todos nós, nos pegamos numa confusão em que os fantasmas nos parecem de osso e carne e os vilões reais nos parecem folclore.
O turbilhão nos derruba, os olhos tremem, não distinguimos o que é plástico, o que é aço, o que nem é matéria, o fake do fake do fake, o que é lama, o que é justo, o que tem peso e medida.
Como o irmão de um amigo meu, bom moço, mas chato de mania estranha: vê filme de fantasia a buscar incongruências: “ah mas isso é impossível”, “ah mas o peso desse carro”, “ah mas até aparece”, “ah não existe isso”… Mas se o filme é de fantasia, que exercício inútil é este? Talvez para encontrar sagacidade em si mesmo, ele e tantos outros colocam lupa de detetive para encontrar as provas, provando que estúpido é o Spielberg, é a Marvel, é o James Bond.
Reprodução / Autor desconhecido
Ele não. Ele é o homem que enxergou a verdade. A verdade dentro da fantasia que nunca se propôs a ser real.
Ele se sente gênio: “esses nunca me enganarão!”, brada exultante, feliz de si — e talvez nunca venha a perceber que talvez seja o mais estúpido entre todos os estúpidos logicamente possíveis.
E aquele poeta da rapsódia também cantava “oh life is cruel, life is a bitch, life is real, so real”, cantava assim tão triste que chega a nos doer os ouvidos, pois se há algo que nem sempre nos damos conta é da realidade: o mundo vivo e pesadão, o mundo das tragédias de Brumadinho e Mariana, o mundo do Brasil desgovernado, o mundo de vilões no poder, o mundo de tanta pobreza e manipulação.
O que é real? Há horas em que a sensação é só viver num pesadelo, que nenhuma fantasia conseguiria emular — e já não há farol para iluminar, desvendar: pegos no deslizamento, nada mais importa, já estamos enlameados e lunáticos. Tudo nos parece indistinguível.
O Homem-Aranha é tão real quanto nossos políticos.
As milícias são tão irreais quanto o Parque Jurássico.
Tudo é o mesmo surreal, tudo — a fantasia e a vida — num mesmo desentendimento.
O Flamengo que eu quero vive ali, entre tudo isso e fora disso tudo. Futebol é fantasia. O gol é real. Futebol é pra trazer diversão, não para causar úlcera.
Há torcedor que vai desmedido, dando uma importância drástica que não cabe ao futebol. “Calma, garoto”, isso tudo é fantasia, é jogo, lúdico. Perdeu? Que chato, mas não pule das marquises, não se torne um chato obsessivo… não procure pela lógica onde deveria procurar pelo recreativo, pelo riso — ou você perderá o que há de melhor dessa festa maneira.
O Flamengo que eu quero é antes de tudo o momento de paz e devaneio. Quer vençamos, quer não vençamos, passamos como o rio. Mais vale saber passar silenciosamente. E sem desassossegos grandes.
Rindo, apenas, de qualquer modo, sob qualquer céu.
Que a cada jogo, sejamos desconectados e transportados para uma aventura cósmica de outra dimensão, de jogadas impossíveis, de dribles improváveis, de bicicletas inesperadas, categoricamente inesperadas.
Que os atletas em campo sejam super-heróis uniformizados, com seus chutes atômicos e reflexos bestiais, pulos antigravitacionais, resistência e autorregeneração; que nos entreguem o dinossauro revivido, o Flash velocista mais rápido que o som, o gol além da imaginação.
Apenas isso. Deveríamos nem nos importar com títulos. Esbravejar, jamais! Sofrer, jamais! Que fiquemos em bela sintonia e paz, sem corneta de Ragnarok, sem ameaça de nada.
Seja como for, do jeito que for, meu Flamengo é meu pão, meu circo.
Depois, o juiz apita. A magia acaba. A realidade cospe na nossa cara.
Novamente nos percebemos aqui, neste Brasil. O amargo de tudo volta aos olhos, secos, de pupilas escancaradas.
“Is this the real life? Is just a fantasy?”, nos questionamos, em meio a toda lama desta vida. Numa confusão em que os fantasmas nos parecem de osso e carne e os vilões, reais, tão somente folclore.
O perfil no Twitter do Esporte Interativo divulgou um bate papo exclusivo da repórter Tatiana Mantovani com a joia do Flamengo, Vinicius Júnior. O atacante que está se destacando pelo Real Madrid nas últimas semanas falou sobre os reforços do Rubro-Negro para a temporada e se disse feliz em poder ter ajudado financeiramente. Confira as aspas e o vídeo:
“Sim (acredita em títulos). Todos os títulos, né? (risos) A gente fica feliz. Saí junto com o Paquetá e demos um retorno financeiro para o Flamengo que agora tem uma estrutura espetacular e ficamos felizes pelas contratações, são jogadores de alto nível. O Gabigol, que é até meu amigo, fico torcendo para que dê certo e que seja campeão de tudo lá no Flamengo”, diz Vinicius.
Nascemos para jogar pra frente. Torço para que o Abel lembre logo disso e deixe determinadas práticas timepequenenses de lado.
Por Pedro Henrique Neschling – Twitter: @PedroNeschling
Início de temporada é época de preparação e experimentações. Tudo que se sabe até agora é que não fazemos ideia do que vai ser lá na frente. Por exemplo: é evidente que De Arrascaeta veio para ser titular. No lugar de quem, arrisque seu palpite.
Quem souber com certeza se o Bruno Henrique vai deixar o Vitinho no banco ou vice-versa, por favor, me passe os números da mega-sena. Desse embate a única certeza que temos é que será muito mais prazeroso assisti-lo do que a eterna disputa entra Pará e Rodinei para ver que faz mais merda na lateral-direita.
No entanto uma coisa já é bastante clara em meio a tantas elucubrações: Abel, nosso comandante-em-chefe, tem um carinho especial por um volante. Quer dizer, por dois. Ou melhor, por três. Não teve um jogo ainda — tudo bem que só foram cinco — que ele não tenha terminado com três “cabeças-de-área” em campo.
Sábado passado contra o Botafogo, nossa equipe sobrando em campo no 2º tempo, ele me saca o Diego para colocar Piris da Mota e larga o Arrascaeta no banco. Segundo o próprio foi coisa de “gato e rato já que o técnico deles tinha colocado o Pimpão e avançado a equipe”. Porra, na moral, se o Zé Ricardo lançar o Pimpão é suficiente para assustar o Abelão, imagina quando o time adversário tiver um atacante perigoso pra entrar? Certeza que o Gabigol vai terminar a partida de zagueiro.
Tem que ver isso aí, Abel. Eu juro que quero te entender. Estou aqui com a melhor das vontades querendo acreditar que você é o cara que veio botar ordem nesse time. Mas, poxa, me ajuda a te ajudar.
Entendo que futebol é imediatista pra burro e que qualquer semi-tropeço vira tempestade. A cada ano que passa o Estadual parece valer menos do que o nada que já valia, mas mesmo assim se der mole e empatar com o Botafogo vem logo todo mundo dizer que o “Flamengo milionário tá vacilando perto do valente alvinegro #crisenagávea”. Abel é experiente o suficiente para querer fechar a conta quando a partida está ganha e garantir a paz que precisa para implementar seu trabalho pra quando o momento da verdade realmente chegar.
Só que quando essa tática se torna recorrente — sim, ele terminou com três volantes contra o Bangu com um a menos — demonstra um padrão que assusta. Uma das coisa que mais me irrita no Flamengo nos últimos anos é a incapacidade de acabar com o jogo quando estamos vencendo. Parece que sempre quer dar chance para o adversário aprontar alguma mesmo com os caras dando pinta que já estão pensando onde vai ser o jantar depois que a partida acabar. Tenho certeza que essa recuada do Abel, pelo menos na cabeça dele, é pra acabar com isso.
Mas Flamengo não foi feito para jogar atrás apesar de Joel Santana durante muito tempo ter insistido no contrário dessa afirmação com algum relativo sucesso. Acontece que Papai Joel tinha no máximo um Torozinho à sua disposição, enquanto Abel tem alguns dos mais talentosos jogadores disponíveis no Brasil hoje.
Nascemos para jogar pra frente. E, se necessário for, prender a bola por lá para que o adversário não se inflame demais. Torço para que o Abel lembre logo disso e deixe determinadas práticas timepequenenses de lado, assumindo o DNA protagonista do Flamengo em sua indiscutível competente organização tática.
Claro que ganhar é bom. Mas ganhar sendo Flamengo é muito melhor.
*Créditos da imagem destacada no post e nas redes sociais: Alexandre Vidal / Flamengo
O Flamengo divulgou hoje (28) por meio de seu Instagram que as vendas para os confrontos diante do Paulistano e do Franca estão abertas. Os jogos acontecem às 21h10 e às 20h, respectivamente, e o preço varia entre R$ 10 (sócio ou meia) e R$ 20 (inteira) no primeiro lote para ambos os confrontos. As partidas serão no Tijuca Tênis Clube e os ingressos podem ser comprados aqui.