Autor: diogo.almeida1979

  • Fla aprova e “Multimarcas Consórcios” é a nova patrocinadora do clube

    O Flamengo oficializou um novo patrocinador para o uniforme em 2019. Em reunião no Conselho Deliberativo do clube, foi aprovado o acordo com a empresa ”Multimarcas Consórcios”, que será estampada na barra traseira da camisa.

    O patrocínio irá gerar aos cofres rubro-negros cerca de R$ 3 milhões. A marca ocupará o espaço deixado pela ”Descomplica”, que saiu do clube após o fim do contrato, em dezembro.

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    Na última semana, o Flamengo também havia renovado seu contrato com a ”MRV”, que ocupa as costas da camisa. O novo compromisso vai até final de 2020.

    O vice de marketing Gustavo Oliveira, junto com o vice de relações externas Bap, e o presidente Rodolfo Landim, buscam agora o novo patrocínio master. A Caixa (que pagava cerca de R$ 25 milhões ao Flamengo) deixou o clube em dezembro. A diretoria já negociou com o banco ”BMG”, com a multinacional chinesa ”TCL” e o ”Banco Inter”, mas nenhuma conversa avançou.

    Nota

    Na noite desta quinta-feira, (31/01), o Conselho Deliberativo do Flamengo aprovou a aplicação da arte do novo patrocinador na camisa. Os valores já estavam aprovados no Conselho de Administração, já que os valores ficaram entre R$ 2,7 milhões e R$4,5 milhões.

    Atualização: 01/02/2019, às 7h44.


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    *Créditos da imagem destacada no post e nas redes sociais: Divulgação

  • Ronaldo não se acerta com o Santos e fica no Flamengo

    O volante Ronaldo vai permanecer no Flamengo em 2019. O empréstimo do jogador ao Santos, como parte da negociação pela contratação do atacante Bruno Henrique, foi cancelado.

    O jovem de 22 anos não acertou a parte financeira com a diretoria santista, e a permanência no Rubro-Negro foi confirmada pelo vice de futebol, Marcos Braz.

    O jogador parece que deixou claro que gostaria de continuar. Qualquer jogador que queira continuar no Flamengo a gente vai tratar com muito carinho. E é o caso dele, feito na base do Flamengo, que nós confiamos, por um momento estava dentro da negociação, mas não é o caso. Isso (outro jogador cedido) vai ser definido mais para frente” – disse o dirigente do Fla.

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    Pela boa relação entre os clubes, o Santos aguarda ainda em fevereiro uma definição com o Flamengo sobre o novo jogador que será emprestado. Nomes como Jean Lucas e Trauco já entraram no radar do clube paulista.

    Bruno Henrique

    Gol de cabeça de Bruno Henrique, contra o Botafogo (Foto: Divulgação/Flamengo)

    O desacordo não afeta em nada a venda de Bruno Henrique ao Flamengo. O jogador que já estreou e fez dois gols, assinou o contrato com o Rubro-Negro sem nenhuma cláusula que obrigue o Fla a pagar qualquer multa.


    *Créditos da imagem destacada no post e nas redes sociais: Flamengo/Divulgação

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  • Marcos Braz diz que negociação com Rafinha está bem encaminhada

    O Flamengo continua em busca de reforços para fechar o elenco em 2019. No evento de lançamento da linha de treino, passeio e viagem que aconteceu nesta quinta (31), o vice de futebol Marcos Braz, confirmou que a negociação com o lateral-direito Rafinha, do Bayern de Munique, está avançada.

    Situação está bem encaminhada, definida só quando assina o contrato. Só no meio do ano. O Rafinha não vem antes”.

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    A janela de transferências no Brasil para quem chega do exterior fecha no dia 3 de abril. O jogador só estaria apto a jogar no segundo semestre, após a Copa América. O período para inscrições no meio do ano vai de 20 de junho a 20 de julho.

    Rafinha encerra seu contrato com o clube alemão no dia 30 de junho. Nesta temporada, o lateral-direito entrou em campo 15 vezes pelos Bávaros e marcou um gol. Em oito anos, são 255 jogos, seis gols e 15 títulos.


    *Créditos da imagem destacada no post e nas redes sociais:BayerndeMunique/Divulgação

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  • Damon Hill

    Um técnico de futebol no Flamengo tem lá suas semelhanças. Ideias ridicularizadas e seu papel enquanto profissional menosprezado.

    Por Flávio H. Souza – Twitter: @PedradaRN

    Damon Hill, um piloto meia-boca, já ganhou a Fórmula 1. Tinha um grande carro. E este carro sobrepujou os demais pilotos. Não exatamente seu talento, embora para estar na Formula 1, de qualquer forma, não é para qualquer um. Dirige-se dentro de um bólido de fibra, cercado de motor e asfalto, em alta velocidade, sujeito a pressões e temperaturas inimagináveis. Além da necessidade de manter o foco todo o momento senão bate na primeira curva.

    Leia também do mesmo autor: A competitividade

    Um técnico de futebol no Flamengo tem lá suas semelhanças. Uma pressão gigantesca, “temperaturas” oscilantes baseados no desempenho do time e que milhões de auto-conclamados “técnicos” esperam. Suas escolhas são examinadas com microscópios, suas declarações esmiuçadas em buscas de falhas e enganos. O escrutínio implacável dos torcedores não deixa nada barato. Suas preferências individuais são muitas vezes ridicularizadas e seu papel enquanto profissional menosprezado.

    Damon_Hill
    Divulgação

    E o Abel? Abel Braga é nosso “Damon Hill” atual. Um técnico que não é exatamente o estado da arte da profissão, porém, eficiente dentro de suas propostas, um tanto quanto limitadas no futebol moderno, mas que ainda se encaixam bem no arcaico sistema de jogo que disputado no Brasil. Conta com uma boa máquina, que é o valorizado elenco do Flamengo, com jogadores muito qualificados cuja grande maioria seriam titulares em qualquer adversário. Vem obtendo vitórias em que o brilho individual sobressai do esquema tático previsível e antiquado. Sabe comandar o vestiário, tem autoridade, o que basicamente pode ter faltado ao Flamengo nestes anos recentes para conquistar título. Chegou perto com Rueda, que tb tem autoridade. Abel é um técnico mais neste estilo. Não é “amigo”, não é “estagiário”, é um chefe. E isto tomara que seja determinante.

    Mas espero que uma vez conquistado estes títulos, o Flamengo, enquanto instituição, busque soluções técnicas modernas para o grande salto de conquistas internacionais relevantes. Para isto aposte em comissões técnicas modernas e eficientes, que use melhor os talentos disponíveis para uma maior supremacia tática em que o domínio do jogo fique em nossas mãos.


    Flávio H. de Souza escreve no Blog Pedrada Rubro-Negra aqui no Mundo Bola. Conselheiro do Flamengo e politicamente livre.


    *Créditos da imagem destacada no post e nas redes sociais: Alexandre Vital / Flamengo

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  • Querido Abel…

    O Flamengo tem 4 jogadores que precisam jogar. Não importa como você fará isso e sim quando fará.

    Por Ricardo Moura – Twitter: @MouraPalopoli

    Comigo o papo é reto. Sem firulas, sem mapa de calor e sem números. Gosto do futebol bem jogado, aquele de 1970, onde Zagallo arrumou uma maneira de encaixar os feras, todos eles. Essa modesta introdução sobre a minha personalidade tem o intuito de abrir sua cabeça para uma situação que está em vias de acontecer. O Flamengo tem 4 jogadores que precisam jogar. Não importa como você fará isso e sim quando fará.

    Não tem cabimento o senhor montar um time sem Gabigol, Bruno Henrique, Arrascaeta e Everton Ribeiro. Os caras são diferenciados e no futebol brasileiro estão muito, mas muito acima da média. Então, querido amigo, abra a cabeça e permita-se essa ousadia de unir esses jogadores.

    Leia também: Calma e tranquilidade

    Se você quer por o Gabriel na ponta direita, problema seu. Mas vai ter que encaixar alguém dentro da área. Se acha que o Bruno Henrique pode fazer esse papel, ótimo. Se quer por o Arrascaeta pelo meio, maravilha. Se acha que Everton Ribeiro tem que jogar recuado, te entendo. A questão é que eles precisam jogar.

    O grande problema é que o Campeonato Carioca, que não é parâmetro para nada, já está na sua quarta rodada e não temos a menor ideia do que o senhor pensa sobre futebol. Confesso que assisto aos nossos jogos procurando alguma coisa. As vezes acho que tem algo armado, planejado, que na hora H vamos ser surpreendidos por uma inovação estupenda. Mas não, a realidade é cruel. Um time sem estrutura tática, com um atacante que não consegue dominar uma bola, com uma teimosia em por atletas sem condição na função de segundo volante e alguns bons talentos escalados tentando resolver a partida na qualidade individual.

    Abel, meu amigo, note que não estou te criticando, apenas pedindo um pouco de inovação. Não espero ver o Guardiola, mas não da pra teimar com quem não funciona. Sei o seu carinho por alguns atletas, mas peço um pouco de compaixão conosco.

    Vamos ponderar:

    Henrique Dourado: Infelizmente possui centenas de limitações. Uma equipe que pretende propor jogo não pode ter uma camisa 9 que não consegue dominar uma bola. Todo lançamento é um “Deus nos aguda”. A querida bola bate na canela, no joelho, nos braços e nada de morrer na grama. Diante disso a solução é contrariar os amantes da novo tendência: “O mapa de calor”. Gabriel tem mais qualidade técnica, finaliza muito melhor (por muitos o melhor finalizador do Brasil) e consegue dar alternativas abrindo espaço para o segundo volante ou jogadores de lado.

    Willian Arão: Talvez sofra por ter na equipe o Dourado. Quando o Flamengo jogava com Guerrero, que possui muitas qualidades, a infiltração acontecia com mais tranquilidade. Guerrero ganhava bolas pelo alto e com isso desarmava as defesas adversárias, e favorecia Arão. Hoje, no esquema montado, ele já está queimado. As poucas virtudes estão sendo engolidas pelas grandes falhas.

    Bruno Henrique X Berrio: Um quase foi para a Seleção e foi um dos melhores jogadores do Brasil em 2017. Outro fez uma boa jogada contra o Botafogo. Temos que ser honestos.

    Vitinho: Precisamos dar tempo ao tempo. Está na hora de dar uma sumida do time, esperar a poeira baixar e encontrar aos poucos o bom futebol. Vamos lembrar que Berrio era tratado como “descartável”, após a contusão voltou como herói. Um tempo no banco fará bem.

    Diego Alves: Talvez o grande acerto de Abel. Quase perdemos um grande goleiro.

    Até a próxima e lembrem-se, tudo que está escrito ai é minha opinião, um flamenguista apaixonado que não aguenta ver seu time ter um atacante que não consegue dominar uma bola.
    Saudações.


    Ricardo Moura é jornalista e apaixonado pelo Flamengo. Não debate finanças e reluta em usar termos da moda, como terço final e mapa de calor. Acredita que o futebol e o Flamengo trabalham com a paixão e por isso esquece números e se apega ao lúdico do esporte.


    *Créditos da imagem destacada no post e nas redes sociais: Alexandre Vidal / Flamengo

  • Início promissor: Flamengo vence na estreia do Brasileiro de Beach Soccer

    O Rubro-Negro não tomou conhecimento da equipe pernambucana e venceu o primeiro desafio por 7 x 4.

    A expectativa para o retorno do Flamengo Beach Soccer em jogos oficiais era grande. E aumentou ainda mais após as boas atuações na pré-temporada realizada na Praia de Copacabana. E nesta quarta (30), diante do Náutico, o Rubro-Negro estreou no Campeonato Brasileiro. Saindo atrás logo no início, o Time da Gávea manteve a cabeça no lugar para assumir a liderança no placar e garantir a vitória por 7 a 4. 

    O Náutico veio com uma equipe perigosa, e nos primeiros minutos saia na frente no placar. O Flamengo tentava a marcação sob pressão, e acabou surtindo efeito. Gustavinho aproveitou bobeira da defesa adversária para empatar o jogo. Ainda na primeira etapa, Thanger soltou uma bomba de longe e marcou um belo gol. Mais bonito ainda foi o terceiro gol do Mengão. Thyago Henrique acertou uma bela bicicleta para fazer 3 a 1 e levar boa vantagem para o intervalo. 

    Foto: Alysson Rodrigues

    No segundo tempo, o jogo não teve muitos gols, mas o time de Pernambuco diminuiu. Com 3 a 2 no placar não restaria emoção no terceiro e último tempo. Estreando no dia, Jordan marcou o quarto do Flamengo. Para o público que acompanhava o duelo na Praia da Enseada, no Guarujá, o jogo pareceu definido quando Thyago Henrique tocou para Gustavinho marcar o segundo dele no jogo e ampliar: 5 a 2 Flamengo.

    Foto: Alysson Rodrigues

    Para decretar o resultado positivo, Igor marcou o sétimo gol no último lance e confirmou a primeira vitória do Rubro-Negro na competição, dando moral para a sequencia do Campeonato Brasileiro de Beach Soccer.

  • Flamengo fica próximo de acerto com Matheuzinho, jovem lateral do Londrina

    A transferência de Matheuzinho para o Flamengo está próxima de ser concretizada. Nomes ligados ao Fla, estiveram no jogo do Londrina, nesta quarta-feira, pelo Campeonato Paranaense, para acompanhar o lateral de 18 anos.

    A tendência é que a negociação seja sacramentada nos próximos dias, a princípio Matheuzinho iria para o sub-20 do Flamengo.

    O Rubro-Negro deve adquirir grande parte dos direitos do lateral, o Tubarão ficaria com uma porcentagem em caso de uma futura venda do Fla.

    O técnico Alemão comentou sobre a sondagem do Flamengo, e incentivou a saída do jogador.

    – Eu sei que os caras (do Flamengo) estavam aqui para vê-lo e para acertar a ida dele. Não sei quando ele vai. O Londrina é um time grande, mas os jogadores buscam algo maior. Em um momento desse, o clube tem que liberar, tem que negociar e deixá-lo seguir a vida, seguir a carreira dele. Ele tem muito futuro. Às vezes ele fica, se frustra e não é mais titular. Aí perde o Londrina, o atleta, todos perdem. Ele tem que seguir os passos dele, a vida dele – disse Alemão.

    Matheuzinho também despertou interesse do Palmeiras, mas o clube paulista não chegou a fazer uma proposta oficial ao Londrina.

    O lateral foi destaque do time paranaense na Copa São Paulo de 2018, marcando dois gols. Após a competição, foi integrado ao time principal e fez 15 partidas. Em novembro, foi convocado para dois amistosos da Seleção sub-20 contra a Colômbia, mas não foi chamado para o Sul-Americano da categoria.


    *Créditos da imagem destacada no post e nas redes sociais: Gustavo Oliveira/Londrina

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  • Apesar de bom público, Fla tem prejuízo de R$200 mil contra o Boavista

    O Flamengo levou 32.650 pagantes, ontem, contra o Boavista, no Maracanã. Um bom público para uma quarta rodada de Taça Guanabara. A renda foi de R$ 716.169,00 na vitória por 3 a 1.

    No entanto, devido a altas taxas de custeio e operação do Maracanã, o rubro-negro teve prejuízo de R$ 208.102,26.

    Vice Geral do Flamengo, Rodrigo Dunshee de Abranches comentou no Twitter que o clube tem contrato vigente de dois anos e meio com o estádio, além de ter que mandar no mínimo 35 jogos por lá.

    https://twitter.com/roddunshee/status/1090654532286193664?ref_src=twsrc%5Etfw%7Ctwcamp%5Etweetembed%7Ctwterm%5E1090654532286193664&ref_url=https%3A%2F%2Fgloboesporte.globo.com%2Ffutebol%2Ftimes%2Fflamengo%2Fnoticia%2Fapesar-do-bom-publico-flamengo-tem-prejuizo-de-mais-de-r-200-mil-contra-o-boavista.ghtml

    No primeiro jogo do estadual, frente ao Bangu, o Flamengo levou 43.761 pegantes ao Maracanã, o jogo teve renda de R$ 1.067.172,00 e o rubro-negro teve lucro de apenas $ 13 mil. No próximo domingo, o jogo será novamente no estádio, contra a Cabofriense e para evitar prejuízo, o clube conta com casa cheia novamente.


    *Créditos da imagem destacada no post e nas redes sociais: Alexandre Vidal/Flamengo

    •  
  • As peculiaridades do Maracanã

    A discussão tem sido o contrato do Maracanã e a baixa rentabilidade obtida pelo Flamengo. Walter Monteiro explica tudo neste artigo.

    Por Walter Monteiro – Twitter: @womonteiro

    O assunto do momento nos círculos de discussão rubro-negra tem sido o contrato do Maracanã e a baixa rentabilidade obtida pelo Flamengo. E é sobre ele que quero aclarar alguns pontos, que me parecem não estarem sendo adequadamente ponderados. Não vou entrar no mérito se o Flamengo deve construir ou não um estádio próprio. Quero apenas trazer ao centro do debate itens importantes.

    A inspiração para esse artigo vem do fato de que, ao tempo de sua análise pelo Conselho Deliberativo, fui o relator do parecer da Comissão de Finanças, que por unanimidade recomendou a assinatura do contrato. Por essa razão, acabei tendo um conhecimento mais profundo das condições contratuais. E pretendo detalhar tudo na forma de tópicos, para facilitar a leitura. Vamos lá.

    POR QUE O CONTRATO FOI ASSINADO?

    Por que o contrato anterior era bem pior. Em 2013 o Consórcio Maracanã ofereceu ao Flamengo as mesmas condições ofertadas ao Fluminense: o clube ficaria com a renda dos setores mais baratos e o Consórcio com a dos lugares mais caros. Desconheço as razões que levaram os dirigentes a buscarem um modelo de repartição de receitas e despesas, mas é fato que o tempo provou que as condições do Fluminense eram melhores (e graças a isso o Flu conseguiu impor uma renegociação mais vantajosa). Portanto, por pior que seja o contrato atual, ele é bem melhor do que o contrato original.

    Alexandre Vidal / Flamengo

    E SE NÃO TIVESSE SIDO ASSINADO?

    Aí restariam ao Flamengo 3 opções: a) jogar fora do Rio de Janeiro (caso de 2016); b) jogar em outro estádio dentro da cidade (opção de 2017, na Ilha do Urubu); c) jogar no Maracanã sobre as bases contratuais originais, bem piores (lembrando que o clube tinha conseguido uma liminar para amenizar os custos, mas o desfecho da ação judicial era incerto e arriscado). Em tese, existiria uma 4a opção, que era o Engenhão, mas além das conhecidas objeções do Botafogo, há uma notória resistência do torcedor carioca com o estádio Nilton Santos.

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    O que muitos agora parecem esquecer é que a escolha de um estádio não é puramente uma decisão econômica. Há aspectos esportivos, muito mais relevantes do que a renda em si. Ter a torcida ao seu lado e a mística do Maracanã é uma vantagem competitiva do Flamengo em comparação às demais alternativas então disponíveis – que aliás seguem sendo as mesmas.

    O CONTRATO FOI UMA DECISÃO DA DIRETORIA ANTERIOR?

    Não exatamente. A negociação, sim, foi de responsabilidade exclusiva da diretoria anterior, mas a decisão de assinar foi um consenso do Conselho Deliberativo. Falo confiando apenas na memória, mas a sensação que tenho é de que a aprovação ocorreu por unanimidade, com a divergência se resumindo ao prazo do contrato (o atual presidente, Rodolfo Landim, defendeu a redução do prazo original de 4 anos para 2 anos, proposta que acabou prevalecendo). Aliás, a versão aprovada já havia sofrido uma alteração substancial, depois de passar pelo Conselho Fiscal que recomendou a exclusão de um terceiro interveniente (a empresa encarregada da venda dos camarotes, que pagaria parte do aluguel). Logo, centenas de conselheiros votaram a favor do contrato e a responsabilidade é de todos eles (eu incluído).

    Alexandre Vidal / Flamengo

    POR QUE O FLAMENGO LUCRA TÃO POUCO ?

    Aqui há 2 aspectos cruciais, talvez os mais importantes desse texto.

    Os valores que aparecem no borderô não representam a única receita do Flamengo. O clube recebe ainda um valor fixo dos bares por cada espectador presente (inclusive os beneficiários de gratuidade) e também o equivalente a 40% da receita da venda de camarotes. Uma conta rápida. Imaginem um público de 40 mil pessoas, onde o clube tenha vendido 50% dos camarotes, ao preço de R$ 100,00 por pessoa. Isso renderia um acréscimo de cerca de R$ 100 mil, não declarados no boletim financeiro da FERJ.

    O segundo – e prestem muita atenção nisso – o Ticket Médio cobrado e a política de preços praticada não estão de acordo com as projeções que fizemos na época da aprovação do contrato. Nas simulações o Ticket Médio necessário para gerar equilíbrio seria de R$ 30,00. Neste campeonato carioca o Ticket Médio tem ficado ao redor de R$ 24,00. Esses R$ 6,00 fazem muita diferença, já que boa parte dos custos é fixa.

    Na lógica adotada para a aprovação, o clube teria apenas 1 setor com ingressos mais baratos (o Norte), cobrando mais caro no Sul, Leste Superior, Leste Inferior e Oeste, de forma progressiva. Ao cobrar em todos os setores sem distinção R$ 16,00 do ST e R$ 20,00 a meia entrada do torcedor não sócio (no RJ quase todo mundo paga meia, não há fiscalização) o clube decide um trade-off importante: enche o estádio por igual e leva bastante gente ao Maracanã, porém lucra bem menos do que deveria lucrar.

    Não me interpretem mal, como é usual ocorrer sempre que falo de preço de ingressos. Não estou dizendo que o clube deva cobrar mais caro. Estou dizendo que SE o Flamengo quiser ter mais lucro com a bilheteria, considerando os custos fixos do estádio, não pode cobrar R$ 16,00 ou R$ 20,00 em todos os lugares à venda. Aliás, na minha opinião pessoal o Flamengo ESTÁ CERTO em cobrar barato nesses jogos de baixo apelo. Porém não dá para ter o melhor dos mundos: cobrar barato e ganhar muito.

    Um último comentário: mesmo que o Flamengo fosse o dono do estádio, com os preços que cobra, lucraria pouco (ainda que talvez um pouco mais). Afinal, a operação de qualquer jogo não é barata.

    Alexandre Vidal / Flamengo

    POR QUE O CONTRATO FOI APROVADO SEM O DETALHAMENTO DOS CUSTOS ?

    Não é verdade. Os conselheiros tiveram acesso aos anexos do contrato, onde os principais custos foram detalhados e estavam à disposição para consulta. O maior deles, Segurança Patrimonial, foi destacado no parecer da Comissão de Finanças e exibido no telão (sei disso porque fui eu que apresentei os slides). Importante lembrar que o contrato permite ao Flamengo apresentar qualquer outro fornecedor que represente uma redução desses custos e o Consórcio deve considerar essa redução.

    POR QUE O FLAMENGO NÃO RESCINDE O CONTRATO ?

    Porque não quer. Pode fazê-lo, pagando uma multa, que originariamente era de R$ 6 milhões. No entanto, como o Código Civil autoriza a redução da multa proporcionalmente ao que já foi cumprido, o Flamengo pode pagar R$ 3 milhões e rescindir.

    Obviamente, rescindir o contrato só traz mais problemas, porque o clube segue sem ter onde jogar e a Odebrecht segue dona do estádio. O Rio de Janeiro já está sob a gestão do 3o governador desde que o Maracanã foi entregue à Odebrecht. Todos eles foram generosos com a empresa e cruéis com o Flamengo. E estranhamente a ira da torcida costuma ser maior com os dirigentes e conselheiros do Flamengo do que com os governantes.


    Walter Monteiro é advogado com MBA em Administração. Membro das Comissões de Finanças do Conselho Deliberativo e do Conselho de Administração do Clube de Regatas do Flamengo. Escreve sobre o Flamengo desde 2009, em diferentes espaços.


    *Créditos da imagem destacada no post e nas redes sociais: Alexandre Vital / Flamengo

  • Com impasse por Ronaldo, Santos avalia compensação financeira por Bruno Henrique

    Sem acordo pelo empréstimo do volante Ronaldo, do Flamengo, o Santos pensa em alternativas para suprir o montante que envolve a venda de Bruno Henrique aos rubro-negros. Segundo o site Gazeta Esportiva, o Peixe estuda pedir uma compensação financeira ao Flamengo devido ao entrave na negociação referente ao salário pedido por Ronaldo.

    Ainda segundo o site, a diretoria santista acha inadmissível a pedida do empresário e do jogador de salários e luvas. Ronaldo ganha cerca de R$ 30 mil no Flamengo, e de acordo com informações, a pedida do representante do atleta chegou aos R$ 80 mil para atuar no time da Vila Belmiro – em caso de compra no fim do contrato de empréstimo, o Santos deveria pagar 3 milhões de euros e o salário teria outro reajuste, para R$ 120 mil.

    Outro entrave é em relação a exigência de comissão e bonificação de R$ 100 mil por jogos atingidos como titular – 25 partidas. Sem alternativa diante da pedida do volante, o Santos pretende renegociar a venda de Bruno Henrique, e consequentemente, pedirá mais dinheiro ao Flamengo.


    *Créditos da imagem destacada no post e nas redes sociais: Gilvan de Souza/Flamengo

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