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  • Bressan espera oportunidade para mostrar que pode ser útil ao Flamengo


    Diogo Almeida | Twitter: @DidaZico

    O zagueiro Bressan não teve a mesma sorte de Benite, JP Batista e Olivinha e só conquistou o bronze com a seleção de futebol no Pan, realizado em Toronto. Depois de voltar do Canadá, o jovem zagueiro retoma os treinamentos no Mais Querido de olho na sua situação com a chegada de César Martins, a sequência de Marcelo e, principalmente, o interesse do retorno do Grêmio – Bressan pertence ao tricolor gaúcho e está emprestado apenas até o final do ano ao Fla.

    É tempo de entradas e saídas no elenco. O diretor-executivo Rodrigo Caetano parece mais propenso a aceitar que jogadores em regime de empréstimo, que ainda não deram retorno, voltem para seus clubes de origem ou sigam novos rumos para as suas carreiras. Arthur Maia não teve dificuldades em pedir liberação, e depois acordar com o Vitória-BA uma transferência para o Kawasaki Frontale, time da J. League onde Hulk jogou no início dos anos 2000.

    Bressan foi um pedido de Vanderlei Luxemburgo, que forçou diversas vezes sua escalação, mesmo o zagueiro não se apresentando bem por seguidas partidas. Apesar disso, o atleta de 22 anos, revelado pelo Juventude, continuou sendo chamado para a seleção sub-23  do Brasil. Com a chegada de Borges, o zagueiro perdeu sequência e não é a a primeira opção na reserva atualmente. De qualquer forma o jogador demonstra mais interesse em continuar o Flamengo do que o retorno para o sul. Amadurecido, declarou ao site oficial do Flamengo estar muito feliz com a volta, e se sente mais amadurecido para os desafios.

    No Grêmio, a saída de Rodholfo e as atuações defensivas da equipe de Roger nos últimos jogos – torcida e diretoria não confiam em Geromel e Erazo -, fizeram o clube porto alegrense demonstrar preocupação no setor, cogitando o retorno de Bressan. O Flamengo possui atualmente em seu elenco de defensores o capitão Wallace, a promessa Samir, o inseguro Marcelo, o recém chegado Cesar Martins e o pouquíssimo utilizado Frauches, oriundo da nossa base e que já foi treinado como volante por Cristóvão Borges algumas vezes, além de já ter atuado como lateral-esquerdo.

    Não seria nada improvável que Bressan vista novamente a camisa do Grêmio ainda neste Brasileiro e seja o próximo a sair. De qualquer forma, o zagueiro treinou com o grupo normalmente nesta quarta-feira e segue firme para ser relacionado contra o Santos. Bressan precisa mostrar serviço e uma boa partida será fundamental para a decisão da diretoria em mantê-lo no grupo ou ceder ao apelos do desfigurado Grêmio.

    Bressan treina com o time normalmente. Flamengo não deve criar dificuldades para a sua volta ao Grêmio | Foto Flamengo

     

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  • Flamengo acerta com Arthur Renan, ex-Anderlecht de 19 anos

    O Flamengo acertou nova contratação para, à principio, sua categoria sub-20. Trata-se do volante/meia Arthur Renan Bonaldo, que chega ao Mais Querido com um currículo carimbado com passaporte europeu: O jogador foi para a Europa aos 17 anos, fez parte das categorias de base do time do Anderlecht, da Bélgica, e ano passado jogou pelo Estoril, de Portugal.

    No Brasil, Renan é cria do Desportivo Brasil e chegou a figurar no Internacional-RS antes da aventura na Europa. Ano passado foi bem no Estoril mas teve a passagem encurtada por conta da venda do clube e paralização dos trabalhos na base do clube. O jogador chega à Gávea sem custos, através da empresa Magnitude Sports, que também gerencia as carreiras da armador Matheus Sávio e do zagueiro Léo Duarte.

    Em seu perfil numa rede social o jogador comemorou a chegada ao maior clube do Brasil:

    Jesus é o centro e o motivo de tudo isso … A Ele toda a Glória sempre
    Agradeço a todos que torcem e oram por mim, a minha família abençoada, a empresa Magnitude pelo belo trabalho e ao Flamengo pela confiança… Agora eu sou Mengão!

    Arthur Renan

  • Sócio-Torcedor que mora longe do Rio só acumula vantagens ao se tornar Off-Rio

     


    Raony Furtado | Twitter @UrubuMatuto

     

    “Se Euclides da Cunha fosse vivo teria preferido o Flamengo a Canudos para contar a história do povo brasileiro.”

    Nelson Rodrigues

     

     

    ST Off Rio: Vantagens acumuladas | Clique no banner acima e se associe.

     

     

    Há algum tempo, muito se fala sobre associar-se ao Flamengo para ajudar o clube, para sermos o maior patrocinador do clube, algo que hoje, inclusive, já é uma realidade. Enfim, diversas campanhas nos incentivam – a todo momento – para que nos tornemos Sócio-Torcedor. Nesse post quero falar com quem não mora no Rio de Janeiro e não vê benefícios em se tornar “ST”.

    Muito já se falou sobre os chamados Off-Rio. Esta semana, mais uma vez, um grupo de “flamenguistas” redigiu um documento que não só deixava claro seu teor de repúdio à categoria associativa, como também demonstrava preconceito sem cabimento e totalmente desproporcionais à essência do clube mais popular do Brasil. O referido documento “rodou” pelas redes sociais e vocês, leitores do Urubu Matuto, já devem ter tido contato com tal absurdo travestido de rubro-negro. Dito isso, vamos ao que interessa: falar do  Sócio Off-Rio!

    Para que todos entendam e, possivelmente, você queira se tornar um Sócio Contribuinte Off-Rio,  a adesão traz alguns benefícios que não contemplam os ST’s e ainda por cima dá ao associado o direito a participar do programa criado especificamente para contribuir com o futebol. Além disso, temos alguns direitos e deveres que o Contribuinte Off-Rio e o Flamengo têm que cumprir. Tudo isso está assegurado pelo Estatuto Oficial do Clube de Regatas do Flamengo no seu artigo 6º, parágrafo 9º. Abaixo segue a lista de direitos e deveres, mas que também se encontra com facilidade no link acima.

    Benefícios:

    1 ) Receber uma carteira social de Sócio Contribuinte Estadual (Off-Rio);
    2 ) Poderá freqüentar as dependências do clube, no limite de 30 (trinta) dias ao ano;
    3 )Votar para presidente do clube a partir de 3 (três) anos consecutivos de vida associativa ;
    4 ) Receber publicações ou informações sociais, caso sejam emitidos;
    5 ) Participar de promoções e eventos que forem promovidas.
    6 ) Ser sócio-torcedor com desconto de R$39,90 nas mensalidades de qualquer plano – ou seja, isento de mensalidade no plano Raça. Para usar este benefício, é preciso que as mensalidades como sócio do clube sejam pagas via cartão de crédito. Será cobrada uma taxa única de R$10,00 pela emissão do cartão-ingresso de sócio-torcedor.

    Deveres:

    1 ) Cumprir as normas estatutárias e regulamentos em vigor;
    2 ) Efetuar o pagamento da taxa de manutenção, até o 10º ( décimo ) dia do mês;
    3 ) Exibir sempre que solicitado a carteira social;
    4 ) Comunicar por escrito à secretaria, mudança de endereço ou qualquer outro dado cadastral.

     

    Em meados de Março desse ano, aderi a esta modalidade de sociedade do clube, e embora só tenha desfrutado das vantagens disso uma vez, sigo firme e esperando a maior vantagem que terei dentro de 3 anos: Votar! E é aí onde o Off-Rio está incomodando alguns segmentos no Flamengo. Pessoas que se acham mais Flamenguistas do que nós que não moramos no Rio de Janeiro, não querem que tenhamos este importante papel no processo eletivo do clube.

    Isso me remete a uma pergunta: O Flamengo tem ou não a maior torcida do Mundo? Caso sua resposta mental seja sim, onde estão os 40 milhões de torcedores? No Rio eu duvido que seja. Nós, Off-Rio, somos a maioria da torcida. Embora a nota emitida por esse grupo de “rubro-negros”, nos tratou como “tais associados marginais”, “Pseudos Categoria Marginal” e “Aberração”.

    Tal pensamento me fez escrever hoje com certa indignação, mas também com muito orgulho. Orgulho de incomodar quem só demonstra ser mesquinho ao ponto de não entender o que realmente representa o Flamengo. Antes que pensem o contrário, quero deixar bem claro para todos que não desejo criar o pensamento de divisão na torcida, muito pelo contrário. A única coisa que busco aqui é incentivar mais pessoas a colocarem um pouco mais de si no intuito de ver o Mengão dominante e vencedor. Afinal, todos estamos fechados com o certo e não abrimos mão disso.

    Se você ainda não é Sócio-Torcedor por não ver vantagens na adesão a nenhum desses planos, faça parte do quadro de Sócios Contribuintes Off-Rio e, com o mesmo pagamento, se torne ST. Em menos tempo do que você imagina, poderá fazer parte da história do Flamengo contribuindo para o engrandecimento do já enorme Clube e ainda por cima poderá ter voz e vez no futuro do Mais Querido. Contribua! Associe-se! Mais do que nunca, o Flamengo precisa de você!

    Se você leu e curtiu o texto, faça seu comentário, dê sua opinião. Seu feedback é importante para o Urubu Matuto e para o Mundo Bola.

    Saudações Rubro Negras, @__raony

  • Corinthians leva a melhor sobre o Flamengo na final da Taça BH

    Não deu pro Fla! Com dois gols de Fabrício, Corinthians bate o Flamengo e conquista a Taça BH.

     


    Bruno Vasconcellos| Twitter: @BruNoCellos_CRF

     
    O Corinthians levou a melhor sobre o Fla e conquistou sua primeira Taça BH. O destaque do jogo foi Fabrício que saiu do banco de reservas, ainda no primeiro tempo, para dar a vitória a equipe paulista. O jogador entrou no lugar de Bilu que  saiu por contusão. Os times fizeram um duelo bastante equilibrado na etapa inicial. As defesas das equipes levavam a melhor sobre os ataques, que estavam pouco inspirados. Pelo Corinthians, os atacantes Léo Jabá e Moresche davam trabalho, mas o zero a zero prevaleceu.

    No segundo tempo, Gilmar Popoca, técnico do Fla, fez a substituição que havia dado certo na semifinal, contra o Figueirense. Patrick foi o um dos jogadores principais da última partida. Deu passe para os gols do Kleber, Hugo e Pepê. Porém quem voltou melhor do intervalo foi o Corinthians. Aos seis minutos, Matheus Thuler tocou com o braço na bola. A falta foi marcada e cobrada com perfeição por Fabrício, sem chances para Gabriel. O Corinthians conseguiu impôr seu ritmo, e o jogo ficou à sua feição. Três minutos depois, saiu o segundo de Fabrício, o segundo do Corinthians.

    Precisando desesperadamente diminuir a vantagem dos paulistas, Gilmar promoveu uma série de mudanças no time. As substituições deixaram o Fla desorganizado, e o clube do Parque São Jorge quase marcou o terceiro com Pedro Victor, que acabou finalizando de bico, para fora. Na base do abafa e quando o jogo já parecia ter números finais, Klebinho, de cabeça, aos 31′ reacendeu a esperança dos rubro-negros. Apesar das bolas levantas na área,  não deu tempo para o empate. O Flamengo ficou com a medalha de prata na Taça BH.

    FICHA TÉCNICA

    Final da Taça BH Sub-17

    Flamengo 1×2 Corinthians

    Local: Arena do Jacaré, em Sete Lagoas.

    Data:  29 de Julho de 2015

    Horário: 19h (Brasília)

    Arbitragem: Jefferson Antonio da Costa, Augusto Magno Ramos e Samuel Henrique Soares Silva

    Flamengo: Gabriel; Bernardo (Jean Lucas), Thuler, Dantas e Michael; Klebinho, Hugo e Pepê (Pablo); Lucas Silva, Matheus Iacovelli (Patrick) e Antônio Carlos (Lucas Abreu).

    Corinthians: Filipe; Samuel (Gabriel Lucas), Antônio, Léo Santos e César; Renan Areias, Renan Guedes, Moresche, Pedrinho (Caio – Matheus França) e Bilu (Fabrício); Léo Jabá.

     

     

     

     

     

     

     

  • Cade arquiva inquérito do MP que acusava Flamengo de formação de cartel sobre direitos de TV


    Diogo Almeida | Twitter @DidaZico

     

    O Cade – Conselho Administrativo de Defesa Econômica – arquivou nesta última sexta-feira (24/07) a investigação sobre o modelo de negociação de cotas de transmissão da TV. O inquérito administrativo visava provar a violação da Lei 12.529, que rege a concorrência no país.

    Segundo a Nota Técnica expedida pelo CADE esclareceu, através de uma Nota Técnica, que o principal fator para o fim do impasse instaurado a pedido do Ministério Público Federal é a “insubsistência dos indícios de infração à ordem econômica”.

     

    MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL

    O MPF enviou relatório ao CADE em dezembro de 2014. No documento, o órgão público entende que a maneira como os direitos televisivos são negociados acaba por lesar a concorrência e os princípios de solidariedade desportiva nas relações estabelecidas entre os clubes de futebol e os veículos de comunicação. O relatório afirma ainda que, mesmo com o distanciamento com o Clube dos 13, entidade que até 2010 representava os clubes nas negociações de direitos de transmissão, os clubes que a integravam ainda desfrutariam de uma posição privilegiado na estrutura do futebol brasileiro, sobretudo “defendendo os interesses de grandes localizados nas regiões Sul e Sudeste do país”. Além disso, os clubes dessas regiões atuariam de forma coordenada para estabelecer “condições mais favoráveis aos seus integrantes em relação aos contratos de cessão dos direitos de transmissão”.

    O MPF acredita que alguns clubes – e o Flamengo como maior beneficiário atual dos valores de direitos de transmissão aí incluído como protagonista – , impõem “significativas dificuldades de negociação aos demais concorrentes que, apesar de disputarem as mesmas competições, não têm, individualmente, o mesmo poder de barganha e, portanto, assistiriam indefesos à consolidação de sua posição, a cada ano, mais subalterna”.

    Ou seja, o Flamengo, ademais ser o clube com maior torcida e esta espalhada pelos 4 cantos do Brasil; recordista de audiência nas transmissões televisivas, independente de má fase do time, campeonato disputado, dias da semana e horários que avançam a madrugada está sendo acusado pelo órgão de lesar a concorrência. Os procuradores federais entendem que o contrato atual, que dá o Flamengo a maior cota, é assimétrico, esquecendo-se de forma bastante cômoda que o o público e a engrenagem financeira que o Flamengo move não é a mesma de um Atlético-MG, Bahia, Sport, Botafogo e demais clubes pequenos espalhados pelo Brasil.

    Dito isso, entendeu o MPF que o Cade deveria intervir na forma como esses direitos são negociados. E foi além: expôs que a melhor maneira de negociar os direitos televisivos seria com base em uma negociação coletiva dos direitos de transmissão.

    Ministério Público cita espanholização e concorrência artificial. 4 milhões de torcedores não explica nada? | Foto Reprodução

    Em sua análise, o Conselho deixa claro que não é a primeira vez que julga esse tipo de Inquérito Administrativo envolvendo os direitos de transmissão dos direitos futebolísticos. O MPF resumiu tudo ao problema da espanholização, jargão futebolístico inventado pela imprensa brasileira, para denotar que Flamengo e Corinthians seriam no país o que representam na Espanha Barcelona e Real Madrid.

    O discurso dos procuradores beira a um debate de grêmio secundarista, exigindo do Cade que “intervenha no modo em que os clubes de futebol e as emissoras de televisão negociam os direitos televisivos das partidas de futebol (…) baseado na negociação individual, para um modelo de negociação coletiva dos direitos televisivos”. Isso porque o modelo hodiernamente vigente levaria em conta, segundo o MPF, “critérios meramente mercadológicos”, o que prejudicaria o desporto, por retirar o equilíbrio competitivo das competições.

    O relatório entregue para a instituição que fiscaliza casos de cartel econômico na economia do país avança no entendimento de como seria a negociação, evidenciando, segundo os advogados, que a livre concorrência não passa de um ambiente artificial de competitividade.

    Uma das soluções que de plano vem à tona (…) se direciona para a possibilidade de negociação coletiva dos direitos de transmissão, que beneficiaria todos os players direta e indiretamente envolvidos nos principais campeonatos de futebol do país. Tal alternativa poderia indicar, a priori, a prática de acordo horizontal (colusão) que, em muitas situações tem como consequência a eliminação da livre concorrência ou a criação de ambientes artificiais de competitividade. Na presente hipótese, contudo, essa possibilidade de negociação coletiva parece criar efeito oposto, qual seja, o de aumento de competitividade, bem como de melhoria da qualidade do bem/serviço ofertado, com nítidos ganhos ao consumidor e à sociedade como um todo. (…) Demais disso, a possibilidade de negociação coletiva, com a participação de todos os times envolvidos em uma competição desportiva, independentemente de serem ou não associados ao aludido “Clube dos Treze” aumentaria o poder de barganha (collective bargaining) dos participantes, mormente daqueles de menor projeção e poderio econômico e, impulsionaria a tão propalada governança democrática do desporto.”

     

    O MODELO ATUAL NÃO FERE O CONSUMIDOR

    Em sua avaliação técnica, o Cade aponta que o modelo de negociação coletiva dos direitos de transmissão, sugerido pelo MPF, não representaria maior concorrência no mercado brasileiro.

    A imposição de um modelo de negociação coletiva tende, salvo robusta comprovação em contrário, a ser estranha de um ponto de vista concorrencial, pois justamente substitui um modelo de livre concorrência, em que os agentes que possuem maior apelo junto ao consumidor são mais procurados, vendem mais e são mais bem pagos, por um modelo artificial em que se suprime essa concorrência e essa livre negociação por uma obrigatoriedade dos clientes (e ao fim, dos consumidores) de comprar mais de um produto que não desejam ou que tem menor apelo.,

    Cade

    O órgão que defende os consumidores, foi bastante claro: “implementar à força um modelo de negociação coletiva dos direitos de transmissão poderia abrir brechas para acordos entre participantes e induzir a formação de um cartel entre os times para obterem maiores vantagens e exposição, mesmo quando não representassem grandes torcidas. E termina enfaticamente:

    Há uma lógica econômica por detrás do fato de que alguns clubes recebem valores maiores do que outros nas negociações de direitos de transmissão: quanto maior a popularidade de um clube, maior sua capacidade de atrair telespectadores e, consequentemente, gerar receitas de patrocinadores a quem adquire tais direitos de transmissão”, avalia a nota técnica produzida pelo Cade. “Qualquer tipo de negociação que interfira nessa divisão dos valores de direitos de transmissão estaria distorcendo a alocação dos recursos entre os times, subvalorizando aqueles que geram mais receitas e supervalorizando aqueles que geram menos receitas.

     

    A Maior Torcida do Mundo é uma máquina de audiência. Clube não deve ser punido pelas suas qualidades | Foto Flamengo

     
     

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  • Santos 4 x 5 Flamengo: O jogo que ainda não acabou

    #ÉPICO4X5


    Geraldo Farias | Twitter @GeraldoBF

    Foto Flamengo

    Quando acordei naquela quarta-feira de 2011, confesso que não sabia o que estava por vir. Não sabia que seria um dia histórico. Mas como reconhecer um dia histórico? Só existe uma maneira: vivendo tudo aquilo. O dia estava comum até o início da noite. Depois de um dia de trabalho, tinha um treinamento na parte da noite. Ao chegar no treinamento, mandou logo a letra: “Sem intervalo hoje hein, chefe. Hoje tem Mengão”. Muitos não entendem de onde eu esbanjo tanta confiança. Jogo na Vila. Jogo chato. Santos recém-campeão da Libertadores. Ronaldinho ainda não tinha mostrado a que veio. Neymar comendo e bebendo a bola. Mas somos assim mesmo, né? Até que nos provem o contrário, confiantes ao extremo.
    A minha “rixa” com Neymar já vinha dessa data. Não sei se é por causa dos penteados extravagantes ou pelas chuteiras coloridas. Ou simplesmente por ele não estar do nosso lado. Não sei, mas já implicava com ele desde esse tempo. E não, hereges. Neymar nunca “pegou” namorada minha. Até mesmo por que eu ficaria muito feliz se isso fosse verdade, pois seria sinal que eu tava pegando bem. Vamos pro jogo. Ou pro pré-jogo. Já havia falado pra alguns neymarzetes. “Ele vai jogar nada hoje. R10 vai intimidar ele. Quando foi que jogou bem contra a gente?”. Ah, o futebol…

    Vai chegando a hora. Naquela época, sustentávamos uma invencibilidade no campeonato. Lembro bem. Acaba o treinamento às 21hrs horário baré, em ponto. Horário que começa o jogo. Chego no carro com “mais de mil”, ligo o rádio e não dá nem tempo de eu identificar a escalação. Gol do Santos. Borges. Putz, balde de água fria. Mas “vamos virar”. Vou dirigindo pra casa. Pensei em parar em algum lugar e assistir o primeiro tempo. Mas a cerveja já estava no congelador à minha espera. Chego em casa, abrindo o portão e sai o 2º gol do Santos. Complicou, né? Pego uma cerveja, entro no quarto e aquele que não jogaria nada, faz aquilo. Foi um misto de raiva e admiração. Foi um golaço. Nem lembro, mas acho que nesse meio tempo, Deivid perdeu um gol à la Deivid.

    Nessa época, eu dividia uma casa com mais 2 pessoas. Um deles era são-paulino. Ao ver o 3º gol do Santos, ele vem e me fala: “Vamos apostar 3 caixinhas?”. Eu nem titubeei: “Se for pra apostar, que valha a pena. 5 caixinhas ou nada”. “Fechado!”. E ali foi selado o acordo. E a magia começa a acontecer. Gol de R10. Gol de Thiago Neves. Gol de Deivid. Nessa hora, eu grito alto “Quer subir pra 10 caixinhas?”. Silêncio na casa. Mas nem eu mesmo acreditava no que estava vendo. Zico castiga a quem do Flamengo duvida. Acho que foi um castigo pros rubro-negros de pouca fé que desligaram a TV após o 3 x 0.

    A adrenalina tava alta. Acho que tomei 3 latinhas em cinco minutos. Trouxe mais umas cinco pra geleira perto da TV. Não queria perder mais nem um minuto daquele jogo. No intervalo, a enxurrada de mensagens no celular. Os rubro-negros não acreditavam. Alguns foram acordados, confesso. Os neymarzetes me xingando. Mas mal sabíamos o que nos esperaria no 2º tempo.

    E logo em seguida, Neymar, de novo. Mas aí os deuses do futebol reservaram o melhor pro final. E naquele 4º gol nosso, 2º dele no jogo, ele fez faltar as palavras em mim pela 3ª vez na vida. Sou fã do R10 e desejo tudo o de melhor pra ele. Se a carreira dele no Flamengo não foi como eu queria, paciência. Mas isso é assunto pra outro post. Tal qual ele fez pela Seleção contra a Venezuela e pelo Barça contra o Real em pleno Bernabeu, R10 me deixou sem palavras. Eu não sabia se comemorava, gritava gol ou simplesmente admirava. Aquela cobrança de falta foi mágica. Ninguém esperava. Só ele, o gênio, o verdadeiro mago da bola. O 5º gol foi uma premiação dos deuses do futebol a quem tornou a nossa noite inesquecível. Acabou o jogo. O Flamengo venceu. O futebol também.

    Demorei muito pra dormir aquele dia. Assisti todos os programas pós-jogo possíveis. Liguei pros amigos rubro-negros. Perturbei por algumas horas o perdedor da aposta que teve que pagar uma caixinha no ato. Aquela noite era nossa, rubro-negros. Só o Flamengo é capaz de proporcionar esses momentos, épicos. Relembrei as jogadas, as cenas, os dribles, os gols, como um filme. Uma semana depois saiu a crônica do Milton Gonçalves sobre o jogo. Já assisti esse vídeo umas 300 vezes. Confesso que acabei de assistir novamente. Pois o juiz apitou ao final dos 90 minutos. Mas, pra mim, aquele jogo ainda não acabou…

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  • Sheik convoca Nação e diz: “O bicho vai pegar!”


    Da Redação


     

    O atacante Emérson Sheik gravou um vídeo direto da Gávea, sede social do clube, onde declara:

     

     

     

    Alô Nação Rubro-Negra, tô convidando todos vocês, domingo, às 16h, no Maraca! Nossa casa, pra variar! Vamos todos pra lá que eu o bicho vai pegar!

     

     

     

    E aí, Nação!? Vamos atender ao chamado e esgotar a carga de 70 mil ingressos disponíveis? O jogo contra o Santos pode marcar a terceira vitória seguida e mais um salto na tabela de classificação, agora rumo ao G4.

    Mengão vivendo clima de arrancada, o técnico Cristóvão Borges tem a volta do importante Sheik, Guerrero em grande fase e pode até voltar a lançar Marcelo Cirino como opção na frente novamente.

     

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  • O dia seguinte da eternidade

     

    Ricardo Martins | Twitter @Rick_Martins_BH

     

    No dia 27 de julho de 2011 eu estava em uma pousada na Serra do Cipó, cerca de 100 km de Belo Horizonte. Lá a internet é sofrível, mas, para a minha sorte, o Santos e Flamengo disputado na Vila Belmiro era o jogo transmitido pela TV Globo para Minas Gerais naquele dia.

    Eu via o jogo praticamente solitário, num ambiente repleto de torcedores de outras cores. Minha filha e minha esposa acompanhavam a partida indiretamente, mas só começaram a prestar alguma atenção relevante após o Flamengo transformar em gols a sua igualdade dentro de campo.

    O jogo épico já foi bem retratado pelos meus colegas de Mundo Bola. Então, eu só posso acrescentar que a partida foi típica dos grandes jogos do Santos na década de 60. Naquela época o Flamengo não era páreo para a equipe santista. Inclusive, o time do Santos era admirado por todos os cariocas. O Santos era capaz de encher o Maracanã contra adversários de outros países, tamanha era a beleza do futebol daquele time.

    Na década de 60 chegaram a inventar que o Botafogo era o outro grande time do Brasil. Mas apenas o Santos conquistava títulos importantes. Talvez apenas o Cruzeiro tenha desbancado a seleção santista de Pelé e companhia.

    O Santos e Flamengo de 2011 entrou para a história, mas eu só soube disso nos dias seguintes, ao voltar para Belo Horizonte. Afinal, não se falava em outra coisa. Aquele jogo já era a partida do ano e, a cada comentário, o Flamengo era mais enaltecido. Algumas pessoas se entregavam e admitiam que correram para apagar comentários precipitados após os 3×0 favoráveis ao Santos.

    Aquela partida mexeu com todo o País. Definitivamente não foi uma partida dessa época. O Santos 4×5 Flamengo rompeu com o pragmatismo chato das goleadas por 1×0. Naquele dia 27 de julho de 2011 os times jogaram como todos querem que seus times joguem. Não foi uma partida de futebol. Foi “a” partida de futebol.

    Santos e Flamengo eternizaram aquele dia. E todo o Brasil viu, e se encantou…

    Cordiais Saudações Rubro-Negras!

     

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  • O dia seguinte: #Épico4x5 – Santos x Flamengo Parte 3/3


    Mariana Sá | Twitter @imastargirl

     

    Depois daquele dia e, principalmente, daquele ano, muita coisa mudou no Flamengo. As dezessete rodadas de invencibilidade no Brasileiro não foram suficientes para levantar a taça, já que, depois da primeira derrota, a série de resultados negativos atrapalhou os planos. O quarto lugar deu ao clube a chance de disputar a pré-Libertadores de 2012, mas fomos eliminados logo na fase de grupos.

    No fim do ano, o ídolo e herói de 2009 Ronaldo Angelim saiu do clube e Thiago Neves acabou indo para o Fluminense depois de uma novela. O início daquela nova temporada também não foi fácil. Em ano de eleição, a conturbada saída de Ronaldinho Gaúcho graças à falta de pagamento abalou ainda mais o elenco, mas a diretoria trouxe Adriano Imperador de volta e Vagner Love chegou, formando o “Império do Amor”.

    A vida com os treinadores também não foi das melhores. Luxemburgo foi demitido em fevereiro, Joel Santana chegou para tentar ganhar a Libertadores e, depois de seis meses de trabalho, deu lugar a Dorival Júnior, que permaneceu até março do ano seguinte.

    O Santos ficou longe do ano que desejava depois do início avassalador. O 10º lugar no Brasileiro e a derrota para o Barcelona na final do Mundial de Clubes acabaram com os sonhos do time paulista. A saída de Neymar alguns anos depois acabou diminuindo a força dos santistas.

    Além de R10, Amorim trouxe Thiago Neves, entre outros. Novamente Flamengo monta caro elenco  sem ganhar títulos importantes: #Épico4x5 foi o ponto alto em 2011 | Foto Flamengo

    Dos jogadores que entraram em campo naquele dia, apenas Luiz Antônio permanece no clube. O elenco principal daquele ano ainda contava com Paulo Victor, César e Frauches, os únicos remanescentes. Pará, que jogava pelo Santos, hoje está no Flamengo e David Braz fez o caminho inverso. Elano veio para o Mais Querido e, depois de decepcionar todos, acabou voltando para a Vila Belmiro. Os garotos da base que começavam a aparecer naquela época, como Diego Maurício, Thomás, Adryan, Rafinha, Muralha e Negueba, seguiram caminhos distintos. Deivid acabou saindo no ano seguinte e virou assistente-técnico de Luxemburgo no próprio Fla esse ano. Ronaldinho está no Fluminense, Neymar no Barcelona e a maior parte dos protagonistas daquela noite acabaram seguindo caminhos diferentes.

    Muita coisa mudou dentro do rubro-negro. Patrícia Amorim saiu, Eduardo Bandeira de Mello chegou e uma nova filosofia foi construída. Jogadores como Felipe e Leonardo Moura foram embora, loucuras com contratações que o clube não podia sustentar pararam de ser feitas e o Flamengo começou um processo de mudança total nos bastidores.

    Eleito presidente no final de 2012, EBM manteve a política de austeridade. Grande parte da torcida está impaciente. | Foto Flamengo

    Aquele Santos x Flamengo, infelizmente, não valeu mais do que uma vitória no Campeonato Brasileiro. Olhamos hoje para aquele dia e, mesmo sabendo que ele nunca se repetirá, já que foi único, podemos perceber que todos os ingredientes que transformam aquela noite em épica não estão apenas nos 90 minutos. Como chegamos naquele dia e como saímos da Vila Belmiro. Como estávamos antes e como estamos agora. Um jogo inesquecível, épico e eterno.

     

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  • Brasil conquista ouro no Pan com destaque de rubro-negros


    Luiza Sá | Twitter @luizasaribeiro

     

    No último sábado (25), a Seleção Brasileira de basquete conquistou o ouro nos Jogos Pan-Americanos de 2015, que aconteceu em Toronto, no Canadá. O Flamengo foi representado por três atletas (Benite, Olivinha e JP Batista), pelo preparador físico Diego Falcão e o treinador José Neto, que ficou como auxiliar técnico.

    Com uma campanha incontestável, o Brasil ganhou sua sexta medalha de ouro no Pan. Mesmo que o elenco não contasse com as principais estrelas do basquete nacional, os brasileiros venceram os cinco jogos disputados – Porto Rico (92 a 59), Venezuela (79 a 64), Estados Unidos (93 a 83), República Dominicana (68 a 62) e Canadá (86 a 71) – e deram ao técnico Rubén Magnano seu primeiro título no comando da Seleção.

    O atleta rubro-negro Vitor Benite foi, sem dúvidas, o grande destaque da campanha. Com a enorme qualidade que

    Benite foi considerado o melhor jogador do grupo que jogou no Pan | Foto FIBA Americas

    demonstrou durante a temporada do NBB, o ala-armador foi cestinha da equipe nas partidas contra Venezuela, Estados Unidos e República Dominicana, além do maior pontuador da competição com 18,2 pontos de média.

    Este título representa muito, não apenas pela cor da medalha, mas também pela maneira que jogamos, a imagem que deixamos, com ninguém se importando com o ego e jogando em conjunto. Estou muito feliz, significa muito esta conquista”,

    Vitor Benite.

    O bom desempenho passou também por Olivinha e JP Batista, recém contratado do Mais Querido. Na final, por exemplo, o veterano do Flamengo mudou o jogo e anotou dez pontos e dois rebotes. Já JP fez quatro pontos, pegou dois rebotes e deu uma assistência.

     

    Confira alguns números dos rubro-negros:

    JP BATISTA

    84 minutos, 41 pontos, 25 rebotes, 7 assistências

    OLIVINHA

    55 minutos, 26 pontos, 6 rebotes, 4 assistências

    BENITE

    142 minutos, 91 pontos, 26 rebotes, 14 assistências

     

    É ouro! Contando o recém integrado JP Batista o Flamengo cedeu três atletas | Foto FIBA Americas

     

    *Números por FIBA Américas

     

     

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