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  • Treinamento desta quinta no Ninho

    Visando confronto do próximo domingo, Cristóvão optou por manter a defesa titular que enfrentou o Santos



    Em condições de realizar sua estreia, Ederson briga com Alan Patrick por vaga no meio campo. (Foto: Gilvan de Souza/Flamengo)

    Na manhã desta quinta, Cristóvão Borges comandou mais um treinamento da equipe, de olho no confronto contra a Ponte Preta, no próximo domingo, em Campinas. Debaixo de forte sol, pouco se pode ver, já que a imprensa ultimamente só tem sido liberada nos minutos finais dos trabalhos diários.

    Com portões abertos, o que se pode observar foi o elenco dividido em dois grupos. De um lado do campo, uma parte do elenco, contando com a maioria dos titulares treinava finalizações e passe, no típico dois toques. O restante do time titular, treinava posicionamento defensivo em linha. E nesse treinamento, uma certeza. A zaga será mantida com César Martins e Wallace. O restante da zaga, composta por Pará e Jorge, tinha a obrigação de evitar os ataques da equipe adversária em vantagem numérica.

    No meio, algumas incertezas ainda rondam a equipe titular. Jonas, recuperado de luxação no cotovelo, briga por espaço com Márcio Araújo, que foi titular nos últimos jogos. E Éderson, que vem treinando normalmente, pode estrear. Nesse caso, disputaria vaga com Alan Patrick, mas a tendência é que o recém chegado meia entre na equipe no decorrer da partida.

    E no ataque, os desfalques provavelmente continuarão. Marcelo Cirino e Paulinho seguem em recuperação no departamento médico. O primeiro com um problema na coxa, enquanto Paulinho, que vem tendo um péssimo ano de 2015, reclamou de desconforto muscular na véspera da partida de domingo, contra o Santos.

    Sendo assim, o provável time titular para domingo será Paulo Victor, Pará, Wallace, César Martins e Jorge. Márcio Araújo(Jonas), Canteros, Alan Patrick(Ederson) e Everton. Sheik e Guerrero. Flamengo e Ponte se enfrentam no próximo domingo, 16 horas, no Moisés Lucarelli.

     

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  • Cria da Gávea, Kayke retorna ao Flamengo

    Após rumores sobre contratação, atacante assinará contrato nesta quinta com o Flamengo



    Mais de 200 gols pela base, e nenhum sucesso no profissional. Um dos jogadores mais promissores das categorias de base em meados dos anos 2000, Kayke rodou o mundo, para retornar ao clube onde foi revelado, após passagem de muito sucesso pelo ABC(RN). Atleta chega para ser reserva imediato de Paolo Guerrero, já que no elenco profissional é o único com características de centroavante.

    Kayke iniciou sua carreira nas categorias de base do clube, e após 12 anos, foi promovido ao elenco profissional. Jogou apenas quatro vezes, sem marcar gols, e depois disso, rodou por Brasiliense, Macaé, Vila Nova, Hacken, da Noruega, Aalborg, da Dinamarca, Paraná Clube, Nacional, de Portugal, Atlético Goianiense e ABC, onde finalmente conseguiu destaque.

    No campeonato potiguar de 2015, Kayke foi o artilheiro isolado da competição com 12 gols em 18 jogos. E sai do clube do Rio Grande do Norte como vice artilheiro da série B, com oito gols.

    O tempo de contrato ainda não foi divulgado por ambas as partes, e em breve traremos novas informações.

     

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  • Áudio-entrevista: Vinícius Paiva, do blog Teoria dos Jogos, fala sobre o mito da espanholização


    Dida | Twitter @Dida_CRF
    José Peralta | Twitter @CRFlamenguismo 

     

     

     

    Segura os garotos! Bola perdida, 21:00!

     

    Ainda em abril, durante a transmissão do Bola Perdida (ouça o programa na íntegra), José Peralta e Dida interpelaram o especialista Vinicius Paiva sobre as cotas de TV. O assunto discutido naqueles dias era a tal da espanholização. O assunto veio à tona com bastante força nos últimos dias e o fla.mundobola.com achou por bem reeditar a entrevista, agora com um destaque mais exclusivo. É de suma importância todo torceodr do Mais Querido ouvir o que Paiva tem a dizer sobre o assunto.

    Paiva vem fazendo um trabalho gisgantesco de descontrução de mitos e bobagens ditas por comentaristas, que balbuciam opiniões de orelhada, sem nenhum escopo teórico ou qualquer tipo de preparo sobre assuntos relacionados a pesquisas que impactam a economia de todos os clubes brasileiros.

    Pode-se dizer, por exemplo, que Paiva é o maior estudioso dos números referentes a tamanhos de torcidas, ponto fundamental de confluência com o valor das cotas pagas aos clubes.

    Acompanhe o trabalho de Vinicius Paiva em seu blog Teoria dos Jogos.

     

    OUÇA A ENTREVISTA CLICANDO NO PLAYER ABAIXO

    Espanholização

     

     

     

    Agradecemos ao Vinicius Paiva mais uma vez pela disponibilidade de sempre!

     

     

  • ÔÔÔ, ÔÔÔÔÔ, ÔÔÔÔ Que torcida é essa?


    Patrícia Castelan | Twitter @patycastelan

    Na tarde deste último domingo, o mundo viu o que podemos chamar de “O Maior Espetáculo da Terra”: o Maracanã lotado vestido de rubro-negros com 61.421 mil pagantes no total. Badalações com os astros campeões do UFC José Aldo e Ronda Rousey à parte, a Nação rubro-negra mostrou sua força e bateu o recorde de maior público do Brasileirão 2015. Feito celebrado pelo perfil de Twitter oficial do Maracanã.

    “Urubus de todas as espécies” (flamenguistas de várias TO’s), foram os responsáveis pelo show, com cânticos e bandeirões. Fato este, que serviu de inspiração para esse texto que tem como finalidade convidar a Nação para um mergulho na história das torcidas mais expoentes do Flamengo. Deixando a parte ruim de lado (que infelizmente existiu em alguns episódios mas que, tem diminuído ano a ano), vamos relembrar o tempo em que era genuinamente tudo “pelo Flamengo”.

    Conta a história, que a primeira torcida do país data de 1930, em São Paulo. No início dos anos 40, quando a faixa “Avante Flamengo” apareceu pela primeira vez e ali começava a “Charanga” de Jaime de Carvalho.

    Em 1967, criada para participar da política da Instituição Flamengo, com a faixa “Poder Jovem”, nascia a “Torcida Jovem do Flamengo.

    No ano de 1977, um grupo de pessoas que torciam de pé, cantando e apoiando o Clube de forma arrebatadora e diferente, passou a chamar a atenção de todos. Era o nascimento da Raça Rubro-Negra.

    A divertida e sempre presente Fla Manguaça, comemora 20 anos em 2015. Conhecida pelo ar descontraído dos seus integrantes, apoia o Flamengo desde 95. Seus lindos bandeirões podem ser vistos em diversas partes do país.

    Maracanã celebra quebra de recorde no Brasileiro 2015 | Foto @Maracana

    A mascote rubro-negra é a Nação 12. Com o intuito de apoiar o time incondicionalmente, cantando e vibrando desde o apito inicial até o final. Concentrada nas cadeiras amarelas do Maracanã, fez seu debut em 31/10/2009. Jogo épico da história recente do Mengão: 1 x 0 contra o Santos. Gol do craque eternamente adorado pela Nação, Adriano.

    As torcidas organizadas, demonizadas ano a ano pela crescente violência que infelizmente se instaurou dentro dos grupos, é o coração de um espetáculo de futebol. São elas que dão forma aos sentimentos intangíveis e os tornam factíveis.

    Felizmente as torcidas do Flamengo, estão cada dia menos envolvidas em casos de violência e a cada dia mais nos dando espetáculos memoráveis como o de ontem. O esporte agradece. Cada cidadão do país e do mundo agradecem. Que a Nação continue servindo de exemplo em grandes jogos de torcidas mistas, como foi ontem. O futebol é o maior espetáculo da terra para nós, os apaixonados. E ninguém entende mais de grandeza, de torcer bonito, ninguém no mundo faz isso melhor que a Nação rubro-negra.

     

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  • Lulucast 2.0 #29: Deu mole!

    No Lulucast 2.0 edição #29 @danisouto, @BrunaLugatti, @Cissa_Morena e @NivinhaFla falam sobre um empate com sabor de derrota. O #Flamengo empatou no Maracanã, depois de estar vencendo por 2 a 0, numa partida onde o time não merecia o empate depois do primeiro tempo muito bom que fez.

    As meninas falaram ainda sobre a reações da torcida durante o jogo e sobre o recorde de público na competição.

    O próximo jogo do Flamengo no Brasileirão é contra a Ponte Preta, domingo, às 16 horas.

    Até semana que vem!

    Assista o programa:

    Vem papear com a gente também! Nosso encontro é todo #domingo, mas durante a semana podemos conversar através das redes sociais. Mande sua ideia, crítica, sugestão. Use #Lulucast nos comentários!

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  • A corneta bipolar


    Igor Pedrazzi | Twitter @igor_pedrazzi

     

    Domingo, Flamengo e Santos. A equipe desce para o vestiário no intervalo com 2 x 0 no placar. No segundo tempo, nosso goleirão Paulo Victor, que já salvou a gente várias vezes, se inspira em Martín Silva e dá mole nos dois gols que sofremos. No primeiro gol, com contribuição do zagueiro César Martins. Além do argentino Canteros, que assiste Lucas Lima passar do seu lado, ficando sozinho pra finalizar no segundo. A galera do “eu já sabia”, começa a se manifestar.

    Durante a semana, inúmeras manifestações implorando a não escalação de 3 volantes. E pronto, time com dois volantes e jogando muito bem no primeiro tempo. E, não querendo mudar a configuração da equipe, ele opta por Gabriel no lugar de Alan Patrick. E foi apedrejado mais uma vez, por manter a formação. A torcida que ajoelhava para pedir a não escalação de 3 volantes, reclamou o resto do domingo pedindo a entradas de Luis Antônio. Sim! O LUIS ANTÔNIO, que de uma hora pra outra, virou o novo Adílio, e resolveria completamente o problema do jogo, com seus passes errados e sua já conhecida displicência na marcação.

    Pediram o volante Cáceres! Ué? Mas e o “Burro! 3 volantes não”, onde foi parar? Posso prever quais seriam as reclamações da imensa maioria.

    “Meu Deus! 3 volantes em casa, tá chamando os caras!”

    “Retranqueiro de merda, covarde!”

    “Joga o time pra frente, o Cáceres é muito lento!”

    O sentimento paternalista com os jogadores aqui no Brasil é deprimente. Duas falhas grandes nos dois gols, e se o treinador erra, muitos esquecem dos erros dos protegidos. Se você não fizer milagre nesse deserto de qualidade que é o futebol brasileiro, toma porrada até cair. O 7 x 1 é eterno.

    O que seria o ideal ontem? Um meia de qualidade para a vaga do Alan Patrick, pra conseguir segurar a bola no campo de ataque. Mas o que a gente tem? O que tínhamos no banco era o poderoso Almir. Seria bom também, termos um atacante experiente no banco, pro time lançar a bola e ele conseguir proteger, pra desafogar o time. Mas Eduardo da Silva e Alecsandro foram embora, e quem veio? É, ninguém. Nenhum suplente é  capaz de agregar valor ao time. A diferença de qualidade do time titular para as opções no banco de reservas é gritante.

    E o treinador, que optou por manter os dois volantes, seria criticado da mesma forma caso colocasse os três homens de contenção em casa.

    E aí, o que vocês querem? Semana contraditória, não? Se não focar na corneta, tu acaba se perdendo. Se você não quer 3 volantes, e o cara é burro por fazer isso nos jogos, como que tu me pede 3 volantes no domingo seguinte? Ontem ficou feião. A verdade é que alguns sempre tem uma pedra na mão, só esperando a merda feder pra arremessar.

    Boa semana pra todos. #VamosFlamengo

     

    Uma última observação: acho o Cristóvão Borges mais do mesmo aqui no Brasil. Um treinador limitado como todos os outros. E o considero o menor dos problemas do Flamengo hoje. É pra ficar até o final do ano e em 2016 focarmos num treinador de primeira linha. 

     

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  • Magnéticos Mineiros e o rubronegrismo em Minas Gerais


    RICARDO MARTINS | Twitter @Rick_Martins_BH

    Quando eu era criança, a opção de ir ao Maracanã ver o Flamengo simplesmente não existia. O radinho de pilha era o grande companheiro para ouvir o nascedouro da era Zico. Jogo na TV? Nem pensar. O futebol vivia uma época aonde as bilheterias eram a principal fonte de renda dos clubes.

    A partir da década de 80 eu praticamente virei “piolho de Maracanã”. E isso não era nada comparado a outros torcedores que acompanhavam o Flamengo pelos estádios em Madureira, Campo Grande, Bonsucesso, São Cristóvão, Olaria e pelo interior do Rio. Sair em viagens pelo Brasil era uma aventura compartilhada por poucos.

    Sorte que a Magnética sempre foi muito grande e, até recentemente era apontada como a maior em Minas Grais. Sua grandeza pode ser comprovada facilmente na Zona da Mata, Sul de Minas, Triângulo, Vale do Aço e Sul de Minas. Mas Belo Horizonte não fica para trás.

    Quando passei a morar nessa cidade a partir de 1993, os jogos do Flamengo passavam com certa freqüência na TV aberta. Mas quando trabalhei na TV a cabo, o acesso as transmissões ficaram mais frequentes. Após a minha saída da empresa, eu ainda assisti aos jogos durante um bom período.

    Todavia, a partir de 2005 era comum a um grande grupo de flamenguistas residentes em Belo Horizonte a busca incessante de um lugar para assistirem os jogos juntos. Nesse calor surge a Fla-BH, uma torcida composta por pessoas comuns, cuja maior convergência é a paixão pelo Flamengo.

    Um grupo cada vez maior de pessoas saía pela cidade na busca de um local que os comportasse. Foi quando descobriram o Quiosque na Avenida Prudente de Morais, na Região Sul. O Quiosque chegou a receber mais de 500 pessoas em um lugar que lembrava uma espécie de geral. As pessoas passavam pela rua e ficavam impressionadas com tantos rubro-negros reunidos.

    O ápice das aglomerações aconteceu em um período  pós-Quiosque, mas ainda na Avenida Prudente de Morais. Isso ocorreu em 2009, no dia da conquista do Campeonato Brasileiro. Naquela data eu fiz uma cobertura ao longo de todo o dia, com publicações no extinto ORKUT. Lembro que fui me encontrar com vários torcedores em uma bar na cidade de Contagem, na Região Metropolitana, e fui em carreta para a festa na Avenida Prudente de Morais, totalmente fechada por mais de 3.000 rubro-negros. Um verdadeiro show!

    De lá para cá muita água já rolou. Muita gente vê os jogos em casa. Mas existem os que simplesmente adoram ver os jogos com outros flamenguistas. Esse é o caso de Roberto Palermo, da Fla Gerais, que se reúne sempre no Bar Bacana na Rua Grão Mogol, bairro Carmo Sion.

    Rafael e Roberto Palermo com o Ricardo, proprietário do Bar Barcana

    Roberto costuma compartilhar a emoção de ver o Mengão com um público que pode variar em função do apelo de cada jogo, sempre regado a uma boa cerveja. Para esta partida, que foi transmitida para todo o Brasil e o mundo, o público estava seleto, mas nem por isso menos apaixonado.

    Roberto é mineiro de BH, e tem muito atleticano em casa, fato que o incentiva a buscar outros rubro-negros para criar um pequeno Maraca no Barcana. Para Roberto o momento atual do Flamengo é o de que o “time A” chegou. E esse time jogou o primeiro tempo contra o Santos (comentário meu)…

    Para comprovar que esse grupo da Fla Gerais é forte, no próximo dia 19 de setembro, véspera do jogo contra o Atlético Mineiro em Belo Horizonte eles realizarão um tradicional feijão tropeiro a um custo inacreditável. SE você estiver na cidade não perca!

    Eu fui ao Barcana acompanhado dos grandes rubro-negros Rondineli e Fabrício. Rondineli nasceu no Rio de Janeiro e Fabrício em Belo Horizonte, mas registrado em Contagem. Tenho orgulho em compartilhar da vida Flamenga e de assuntos bem interessantes, como por exemplo, política. São dois caras fora de série.

    Rondineli e Fabrício – amigos rubro-negros para todas as horas

    No intervalo da partida, nós nos deslocamos para o Red Sport Bar, reduto da Fla-BH. O local não estava tão cheio como em outras ocasiões. Mas não custa lembrar que a TV aberta passou o jogo para Belo Horizonte. Em minha opinião, o forte do Red, além dos jogos do Mengão, se encontra nos temperos da comida. Os pratos valem a pena.

    A lamentar apenas o empate sofrido por uma sucessão de apagões. Do nosso treinador, do nosso goleiro, e da falta de pontaria e sorte do Guerrero, Everton e Emerson Sheik. Mas tudo ficou fácil de entender durante a resenha comandada pelo grande rubro-negro Henrique Cadete, um dos diretores da Fla-BH.

    Henrique Cadete é mineiro de Belo Horizonte e se tornou flamenguista por causa do primo de seu pai. Curiosamente, o pai do Henrique era vascaíno, mas isso não foi o suficiente para impedir que ele fechasse com o certo.

    Roger e Henrique – nos receberam no Red Sport Bar

    Ao lado de Henrique estava outro grande flamenguista, o Roger, nascido em Diamantina, município tradicional de rubro-negros. Bacana fopi saber que o principal motivo que levou Roger a ser flamenguista foi a ida de Romário para o Flamengo. Mais um gol do baixinho!

    O dia foi realmente especial para mim. Nossa torcida é incomparável. Ela se destaca em uma cidade que possui dois grandes clubes do futebol brasileiro. Ser Flamengo aqui parece fácil, mas só parece. Torço para que a Magnética Mineira se prolifere. Em cada bar, pelo menos um torcedor. Em cada jogo,uma única Nação!

     

    Cordiais saudações Rubro-Negras!


     

     

     

    Barcana – R. Grão Mogol, 896 – Sion, Belo Horizonte – MG Telefone (31) 3227-1204
    Barcana Red Sports Bar – http://www.redsportsbar.com/

     

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  • Banho de refrigerante, mastigar alho e nunca falar o nome “daquele time”…

    Histórias que flamenguistas contam #02 – Paulo César da Silva Bispo


    Saulo Villela | Twitter @SauloVillela

    Salve galera, demorou, mais chegou o segundo capítulo da série “histórias que flamenguistas contam”. Hoje o bate papo será com um ícone do fanatismo que temos aqui no estado de Sergipe, mais precisamente a capital Aracaju.

    Estive aqui com Paulo Cesar da Silva Bispo, o vulgo Cabelinho, de 51 anos é um dos torcedores mais apaixonados que existem na nossa capital. Talvez você que esteja aí do outro lado lendo, o conheça de longe ou de perto, mas tenho certeza que sempre quis saber um pouco mais da vida desse “maluco”. Já você que está curioso para ler, vai conhecer a alma flamenga em pessoa, tanto nas vestes quanto nos breves relatos que aqui transmitirei.

    Fui recebido com o Hino do Flamengo, e não, não era porque eu estava lá. Relatos que ele só vive tocando músicas do mais querido. Fotos, quadros, faixas. São muitas coisas, todas lembram o Flamengo e todos os cantos. Durante todo o papo o som tocou várias músicas do Mengão!
    Nascido e criado na terrinha, ele conta como foi a origem dele como torcedor:
    Eu nasci flamenguista. Meu Pai, minha mãe eram flamenguistas. Mas eu queria ser um flamenguista independente. Ganhei minha primeira camisa do Flamengo do meu pai, com 9 anos de idade. Meu primeiro jogo ao vivo foi Flamengo x Atlético-MG na final de 1980, no Maracanã. Eu tinha dezesseis anos. Ali eu soube que era o que eu realmente queria seguir na minha vida.

    Logo depois, Cabelinho se tornou funcionário público e continuou sua devoção pelo mais querido:
    – Eu pedi a Deus um emprego que pudesse vestir as cores do Flamengo, graças a Deus eu passei no concurso do Estado que nunca me impediu de usar a camisa do Flamengo no trabalho. Não me convide para nada que eu não possa utilizar a roupa do Flamengo. Casamentos, festas, batizados. Se eu não puder usar a Camisa do Flamengo eu não vou.

    Com seu jeito peculiar de se vestir e torcer, me contou qual foi o jogo mais emocionante e suas superstições:
    – Meu jogo mais emocionante que eu vi ao vivo no Maracanã foi em 2001. Eu tenho a cabeça meio baixa por causa daquele jogo. Eu não vi um ferro que tinha lá e na hora do gol acabei batendo a cabeça. Eu pedi tanto a Deus para me iluminar e ele me iluminou.

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    – Eu não gosto que ninguém tire onda comigo. Eu não mexo com ninguém para ninguém mexer comigo. Eu tenho meu ritual de assistir jogos. O meu jeito de torcer é meu jeito. Não tente me mudar. Quando o Flamengo ganha eu tomo banho de Coca-Cola. É uma tradição minha. Também tenho que mastigar alho por conta do estômago fraco que tenho(risos). Você sabe como é… Eu também não falo o nome do time da cruz (Vasco)… Não gosto de falar aquele nome.

    Durante toda a conversa, um nome era sempre citado. Ari, seu grande amigo, parceiro e companheiro. Praticamente um irmão que compartilhou histórias, viagens, ideias e que o deixou vítima de câncer:

    – Um dos meus sonhos é voltar com o Baile Vermelho e Preto aqui. Eu e o finado Ari, no fim da década de 70, fazíamos, mas a Antiga atlética acabou abocanhando o Baile.

    – Em uma das viagens que fizemos para ver um jogo, em 2010, um cara queria porque queria que nós fôssemos no ônibus dele. Embarcamos, mas na saída de Aracaju, ele se sentiu mal e pediu pra descer. Eu disse a ele que se ele descesse eu ia junto. Pagamos as passagens e descemos. A mulher dele veio buscar e fomos no carro dele até Recife. Assistimos ao jogo e voltamos por conta própria.

    – Eu e ele fizemos uma viagem até o rio de Fusca. Foi em 1990, Flamengo x Grêmio. Demoramos quase uma semana. Chamava a atenção de todos, tanto aquele carro e ainda mais quando dizíamos que éramos de Sergipe. Felizmente o Fusquinha não quebrou.

    Emocionado, não escondeu a saudades do amigo e lembrou que todo dia 2 de novembro faz uma cerimônia em homenagem ao grande rubro-negro. Também tem uma enorme vontade de estruturar sua própria sede de torcedor, em vários momentos falou nisso e deixou um recado:

    – O que eu queria era alguém que olhasse para mim como torcedor. Eu tenho uma sede que eu queria apenas torcer e estruturar. Queria um apoio para voltar a fazer o que sempre gostei de fazer.

    Seu jeito atípico, sua paixão pelo Flamengo faz de Paulo Cesar um personagem da história Rubro-Negra. Mostra a imensidão do que é ser Flamengo, do que é esse sentimento. É ser uma família de 40 milhões de irmãos. Faz amigos e é admirado em vários lugares. Despedi-me dele prometendo nos encontrar brevemente para assistir um jogo juntos, sempre respeitando suas tradições. Onde estiver, estarei…

     

     

    PS: No dia seguinte ao nosso encontro, encontrei Cabelinho indo para o trabalho, de bicicleta, todo vestido com o fardamento do mais querido, na sua personalidade de sempre.

     

     

  • Fla x Santos: Zico foi decisivo em 1983, Bruno em 2009. E hoje, quem será?


    Bruno Vasconcellos | Twitter @BruNoCellos_CRF

     

    Nesta semana, o Mundo Bola homenageou o Flamengo pelos quatro anos do #Épico4x5 sobre o Santos, na Vila Belmiro. 27 de Julho ficará marcado para sempre como dia do 5×4. O encontro entre o Ronaldinho Gaúcho e Neymar. Aquele que já foi o melhor do mundo, contra o que tem potencial pra ser um dia…

    Coincidência ou não, justamente neste domingo, teremos um Flamengo x Santos, no Maracanã, válido pelo Campeonato Brasileiro. O time paulista, desta vez menos badalado, flerta com a zona de rebaixamento, área que pode entrar em caso de derrota. O Mais Querido, pode chegar a sua terceira vitória consecutiva no campeonato. Paolo Guerrero e Emerson Sheik  tem presenças confirmadas, o que anima muito o torcedor, que embalado pelo hit “Acabou o caô”, prepara uma linda festa. Mais de 46.ooo ingresso já foram comercializados. A expectativa é de que 60 mil pessoas acompanhem o jogo no sexagenário estádio.

    Vamos relembrar agora, dois importantes jogos entre Flamengo x Santos que aconteceram no Maracanã pelo Campeonato Brasileiro.

    Primeira despedida de ZICO

    Não há como falar de Flamengo & Santos no Maracanã, e não lembrar da final do Campeonato Brasileiro de 1983. As 155.523 pessoas que estiveram no estádio (maior público da história da competição) assistiram a goleada rubro-negra em cima da equipe do litoral paulista. 3 a 0, fora o baile!

    O Santos tinha um belíssimo time, é verdade, mas foi preciso apenas 50 segundos para ZICO abrir o placar no Maior do Mundo, e acabar com a vantagem dos santistas, que haviam vencido o primeiro jogo, no Morumbi, por de 2 a 1. Leandro e Adílio ainda marcaram pelo Fla que  sagrou-se naquele ano, Tricampeão Brasileiro. O jogo acabou sendo a primeira despedida do Galinho de Quintino. A diretoria rubro-negra já havia negociado o grande craque da equipe com a Udinese, da Itália, mas a negociação tinha que ser mantida em sigilo por questões contratuais.

    FICHA TÉCNICA

    Campeonato Brasileiro de 1983

    Flamengo 3×0 Santos

    Data: 29 de maio de 1983

    FLAMENGO: Raul, Leandro, Figueiredo, Marinho, Júnior, Vitor, Adílio, Zico, Elder, Baltazar(Robertinho) e Júlio Cesar(Ademar). Técnico: Carlos Alberto Torres

    SANTOS: Marola, Toninho Oliveira, Joãozinho, Toninho Carlos e Gilberto; Toninho Silva (Serginho II), Paulo Isidoro e Pita; Serginho, Camargo (Paulinho Batistote) e João Paulo. Técnico: Formiga

    Árbitro: Arnaldo César Coelho

    Público: 155.523

     

     

    Bruno pega dois pênaltis e coloca o Fla  no G4

    Outra partida entre Flamengo e Santos, no Maracanã, bastante lembrada pelos rubro-negros, aconteceu no dia 31 de outubro de 2009. Na oportunidade, o Fla venceu a equipe paulista por 1 a 0. Gol do Imperador. Porém, o grande nome da partida foi o goleiro Bruno. O camisa 1 defendeu dois pênaltis cobrados por Paulo Henrique Ganso. Este jogo marcou a entrada do Flamengo no G4 do Campeonato Brasileiro, lugar que permaneceria até a última rodada, quando conquistaria o Hexacampeonato.

     

    Foto: Marcia Feitosa (VIPCOMM)

     

    FICHA TÉCNICA

    Campeonato Brasileiro de 2003

    Flamengo 1 x 0 Santos

    Estádio: Maracanã, Rio de Janeiro (RJ)

    Data: 31 de outubro de 2009

    FLAMENGO: Bruno, Léo Moura, Álvaro, Ronaldo Angelim e Juan; Aírton, Maldonado, Willians (Toró, 33’/2ºT) e Petkovic (Fierro, 38’/2ºT); Zé Roberto (Welinton, 47’/2ºT) e Adriano. Técnico: Andrade.

    SANTOS: Felipe; Pará, Eli Sabiá, Adaílton e Triguinho (Léo, intervalo); Rodrigo Mancha (Felipe Azevedo, intervalo), Rodrigo Souto, Germano e Paulo Henrique Ganso; Jean (Madson, 19’/2ºT) e André. Técnico: Vanderlei Luxemburgo.

    Árbitro: Nielson Nogueira Dias

    Público: 77.063 pagantes

     

     

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  • Base Rubro Negra em evolução


    Fabiano de Morais | Twitter @BobdeMorais


     

    Nos últimos dias, os garotos da base do Flamengo estiveram envolvidos em jogos importantes, no sub 17 (Taça BH) e no sub 20 (Brasileiro), obtendo bons resultados, mostrando a evolução de um departamento que vinha sofrendo há muitos anos com resultados poucos expressivos e uma perspectiva nada animadora quanto ao aproveitamento desses garotos na equipe profissional.

    Pois bem, parece que aos poucos, com o gradual aumento de investimento e com a obtenção do Certificado de Clube Formador esse cenário vem mudando e já se pode perceber um aumento significativo na qualidade da formação dos atletas.

    Hoje, o clube dispõe de uma rede de olheiros espalhados por todo país, facilitando o mapeamento e a prospecção de novos valores, sem contar com as melhorias na logística no CT.

    Ainda estamos longe em termos de estrutura de equipes como Inter, Grêmio, SP, Cruzeiro, Atlético Mineiro e Paranaense, porém estamos avançando e acredito que com a construção de um Centro de Treinamento, possamos competir em igualdade de condições com esse clubes.

    Promissor Patrick é uma jóia da nossa base | Foto Divulgação

    Muitos jogadores vêm se destacando em várias categorias, alguns chamam mais atenção, como é o caso do meia Patrick, do time sub 17, jogador tecnicamente muito acima da média, mas que ainda precisa crescer fisicamente. O volante Hugo da mesma categoria, bom marcador, com bom passe, assim com Klebinho, lateral direito titular da seleção 17, muito veloz e com boa técnica, e que também atua como ala.

    Dessa geração, o jogador que mais me chama atenção é o zagueiro Thuler. Sobrou na Taça BH, líder da equipe, alto, forte e com boa qualidade técnica, reúne todos os atributos para ser um ótimo zagueiro e quem sabe marcar época no clube.

    No sub 20, infelizmente, não temos uma geração tão promissora. Ainda assim, há jogadores com potencial como Jajá, volante que foi recentemente incorporado aos profissionais, vice-campeão mundial sub 20, com passe refinado e um ótimo chute de fora da área, ainda precisando evoluir na marcação, Jorge, lateral esquerdo titular da equipe profissional e considerado o melhor da sua posição no mundial, além do meia Matheus Sávio, que apesar de ter retornado aos juniores fez bons jogos pelos profissionais, inclusive marcando gols.

     

     

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