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  • Doces lembranças


    Bruna Uchôa | Twitter @BrunaUchoaT

     

    As imagens daquela noite congelaram em minhas retinas. Se as areias do tempo teimam em escorrer pelos nossos dedos, os grãos referentes aquela noite de julho de 2011 deixaram vestígios nas minhas mãos.

    Quase todo Rubro-Negro fanático guarda uma mania, ou várias. Naquela noite de jogo na Vila, eu havia improvisado um torço com a bandeira sagrada do Mengão. As pontas da bandeira, por sua vez, serviriam como uma oportuna mordaça fajuta e aceita,para amortecer a tensão. O apito inicial foi como um beliscão na boca do estômago. Sabe-se lá o motivo, mas eu sentia que aquela seria uma grande noite. Temperada com a pirraça que alguns conhecidos residentes da casa ao lado, imprimiam. Temperada com a fé que eu sempre carreguei. Temperada com a presença de grandes nomes em campo.

    Eu sempre detestei a presença de qualquer torcedor que não o Rubro-Negro nas proximidades da minha arquibancada caseira, o meu sofá. Não fosse para estar no seio da Nação, casmurra que sou, o isolamento era sempre a minha opção predileta. As pilhérias que nasceram do prematuro primeiro gol santista, foram respondidas apenas com um sorriso amarelo. As mãos tremiam. Seguia o jogo.

    O segundo do Santos partiu do pai do primeiro, Borges. As piadinhas babacas elevaram o tom. Meu queixo tiritava de um frio que ninguém mais naquela sala sentia. Eu rejeitei a água que minha amada mãe tentou me dar. Socos e socos no estômago! Já maldizia céus e terras quando apenas dez minutos depois, fui obrigada a reconhecer e amaldiçoar um dos gols mais lindos, talvez o mais lindo, que eu já vira um guarda-meta nosso sofrer. Foi arte. Tabelinha entre o Neymar e o Borges, autor dos dois primeiros gols. O garoto avançou, driblou o magro de aço Angelim com a junção de um drible da vaca e um elástico, e mandou para as redes magistralmente. As minhas mãos foram dos olhos a boca, e a minha cabeça do alto do meu pescoço, para os joelhos. Quando me ergui para suportar aquele chocolate dignamente, os presentes deram de cara com o meu rosto moreno já ruborescido. A visão estava borrada, molhada. A primeira lágrima desceu queimando em minha face. As pilhérias se multiplicaram, tornaram-se agressivas e até maldosas. ”Invadiam” a privacidade de uma garota de 15 anos, para escarnecer de seus sentimentos, da sua relação com o que considerava extremamente sagrado.

    Foto Flamengo

    Dois minutos depois, eu enxugava as lágrimas e emitia um grito ursino. Foi R10, que se aproveitou da falha de Dracena. Dignidade, obrigada! Eu já me sentia menos cabisbaixa quando cinco minutinhos depois, Renato cobriu a cabeça de Arouca e deixou pra Deivid, que numa invertida rápida encontrou Léo Moura. Cabeçada de TN7. Gol. Gol cor de esperança.

    Ainda era a primeira etapa (!!!) quando o mestre dos gols perdidos Deivid mandou pras redes após escanteio de Ronaldinho Gáucho. O meu olhar fuzilava os presentes de tal forma que os transeuntes (se é que havia algum aquela hora da noite, em minha rua) devem ter ouvido claques e buns. Meus gritos deixaram de ser ursinos e entraram em modo felino. Era agressivo me ouvir, naquele momento. Eu havia crescido alguns metros em prepotência, furor e extraordinária satisfação, e depois murchei para chorar como uma mocinha emocionada. Os escarnecedores saiam do local. Que saíssem, covardes! Respeito! Aquilo era o meu Flamengo.

    O intervalo teve pressa em acabar. A ode ao futebol precisava continuar! Eu mantinha as mãos entrecruzadas, como quem analisa uma proposta. O olhar era quase indecente, posso apostar. Eu estava pronta pra desfilar o meu orgulho. Eu queria mais. Na caixa dos peitos, sem recuo.

    Por incrível que pareça, não desabei em queixas com o gol de Neymar, que tornou a pôr o Santos na frente aos cinco minutos. Eu já estava com imenso orgulho pela postura da equipe com aquele resultado, mas não me dei por vencida. Não dava pra duvidar do Flamengo. Não dava. 17 minutos depois e Ronaldinho, após passar deliciosamente em dribles por Edu Dracena e Arouca, foi derrubado pelo último. Deu-se em seguida AQUELA COBRANÇA DE FALTA, meus amigos! Aquela que você provavelmente não irá esquecer por muitos e muitos anos. Aquela mesmo, que fez a barreira dos Santos subir o suficiente para a bola rasteira de R10 invadir o gol de Rafael. Inacreditável a escolha do dentuço. Mitológico. Inesquecível. Coisa de mestre. Aquilo ali merecia muito mais que o Puskás e, se nisso há alguma inverdade, só Zico pode me julgar. Era 4 a 4 na Vila Belmiro.

    E quando eu já agradecia a São Judas Tadeu, TN7 tocou pra R10 avançar e chutar magnificamente no gol santista. Golaço, aço, aço.
    Preciso dizer que jamais fui fã do tal Ronaldinho Gaúcho. Não por faltarem anos de bola em alto nível, mas por ser eu alguém que tem premissas um pouco (ou um muito) absurdas para considerar algum atleta ícone em alguma coisa. Naquela noite, entretanto, eu fui um pouco dos meninos que em campos improvisados replicam os lances que o tal Ronaldo cravou na história.

    Viramos o jogo, e eu virei bicho. Gritava, histérica. Soluçava de chorar. Beijava o escudo apaixonadamente. Era esse tipo de sentimento que me fazia, e que me faz, levantar da cama todos os dias mais convicta que o mundo ainda vale a pena.

    Lembro que fiquei meses, muitos meses, sem falar com os primos e vizinhos que estavam presentes naquela noite, para tirar a paz da minha arquibancada solitária (naquela noite linda, os recomendei para lugares terríveis, e os ordenei atitudes não menos terríveis). Lembro que no outro dia, desfilei pela escola olhando a todos com justificada superioridade. Lembranças, doces lembranças…

    Te agradeço, meu Mengão. Por pautar minha história, me dar sentido e cor. Cor, cor…tenho certeza que se a vida é colorida, o é pelo vermelho e preto.

     

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  • Mengão atropela Figueirense e está na final da Taça BH

    Flamengo atropela o Figueirense no segundo tempo e chega a sua sétima final de Taça BH


     Bruno Vasconcellos| Twitter: @BruNoCellos_CRF

    Depois de uma primeira etapa de poucas emoções, o Flamengo não perdoou a equipe de Florianópolis e sapecou 3 a 0 em cima dos catarinenses. Pepê, Hugo e Kleber foram os autores dos gols que colocaram o Flamengo em mais uma final de Taça BH.

    O Rubro-Negro chegou a seis finais  (1990, 1999 e 2012), e possui 3 títulos da competição (1986, 2003 e 2007). O time, comandado por Gilmar Oliveira, enfrentará na final da próxima quarta-feira, às 19h, na Arena do Jacaré, o Corinthians que goleou o Avaí por 4 a 0 na outra semifinal.

    O Flamengo chega à final invicto. Confira a campanha do Fla:

    Fase de Classificação
    Flamengo 1-1 Sport
    Flamengo 1-0 Social- MG
    Flamengo 2×2 Coritiba
    Flamengo 5×0 Chapecoense

    Oitavas de Final
    Flamengo 2-1 Grêmio

    Quartas de Final
    Flamengo 1-1 Atlético- PR (Pênaltis 5×3)

    Semifinal
    Flamengo 3-0 Figueirense

    Vale a pena lembrar que a Taça desceu de categoria. Pela primeira vez foi disputada por equipes sub-17, deixando de rivalizar com a Taça São Paulo, disputada sempre no mês de janeiro. O principal motivo para a mudança é que o Campeonato Brasileiro Sub-20, agora organizado pela CBF, ainda está em andamento.

     
     

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  • #Épico4x5 PÓS-JOGO Santos x Flamengo Brasileiro 2011

    RETROSPECTIVA Santos 4×5 Flamengo – Parte 2


    Mariana Sá | Twitter @imastargirl

    Luis Roberto, narrador da transmissão do jogo na TV Globo, disse, assim que o apito final soou, que aquele seria um “jogo para sempre”. Naquele dia 27 de julho, depois de noventa minutos de algo inexplicável, só havia uma certeza: ninguém esqueceria aquela data tão cedo. Aquele Santos x Flamengo é considerado até hoje um dos melhores jogos dos últimos anos e não faltam motivos para isso. O duelo entre Ronaldinho x Neymar já podia ser um atrativo sozinho. Os dois grandes nomes do Brasileirão daquele ano ficaram cara a cara e a grande expectativa não poderia ser diferente. Todos os olhos estavam na Vila Belmiro, tudo caminhou até ali.

    O jogo começou exatamente como seria até o fim: com gol. Com apenas quatro minutos, Borges abriu o placar depois de um lançamento espetacular de Elano. Mesmo com o baque inicial, o Flamengo não sentiu o gol e mostrava-se bem na partida, equilibrando as ações. Ronaldinho era efetivo, o camisa 10 queria jogo!. Entretanto, existia um menino do outro lado disposto a desequilibrar. Aos 15’, Ganso tocou para Neymar. O garoto tentou finalizar e Felipe defendeu, mas ele não desistiu e pegou o rebote. O passe para Borges foi de bicicleta quando estava sentado no gramado e o companheiro santista só precisou empurrar para dentro.

    Todos se lembram das inacreditáveis chances perdidas por Deivid. Naquele dia, quando a torcida roía as unhas com o 2×0 no placar e o nervosismo característico de dia de jogo, esse era mais um ingrediente inesquecível que não podia faltar. Aos 20 minutos, depois de receber um cruzamento na medida, o atacante conseguiu mais um de seus feitos memoráveis e perdeu o gol sozinho. Garanto: aquele dia não seria tão emblemático se ele conseguisse marcar.

    Por incrível que pareça, o Flamengo nunca foi inferior na partida. O equilíbrio muitas vezes irritante não se refletiu no placar, mas as diversas chances para ambos os lados mostravam que tudo podia acontecer. Aos 25 minutos, entretanto, o que ninguém podia imaginar antes da partida aconteceu. O gol que rendeu, meses depois, o Prêmio Puskas para Neymar fez com que a derrota parecesse inevitável. O menino da Vila passou por todos os marcadores e deixou Angelim, assim como todos os rubro-negros, sem saber como reagir.

    Depois do 3×0, muitos torcedores desistiram de assistir a partida e desligaram a televisão. Tenho pena daqueles que perderam aquilo que tenho dificuldades para encontrar palavras que consigam definir. Uma partida que foi exatamente como deveria ser e tantos perderam, pois não acreditaram no princípio fundamental do “rubro-negrismo”: tudo pode acontecer.

    A reação veio de um cruzamento rasteiro de Luiz Antônio aos 25 minutos e, graças a falha do goleiro Renan e do defensor, Ronaldinho ficou completamente sozinho e marcou o primeiro. Investindo na mesma jogada sempre, Léo Moura subiu pela direita três minutos depois e cruzou na cabeça de Thiago Neves. O 3×2 surpreendeu quem assistia, mas ainda faltava muito tempo.

    As investidas do Santos e do Flamengo deixaram os torcedores cada vez mais ansiosos pelo próximo acontecimento e ele veio aos 40 minutos. Willians empurrou Neymar dentro da área e o juiz assinalou pênalti. Mesmo depois de perder uma cobrança horrorosa na Copa América daquele ano, Elano pegou a bola e se preparou. O jogador chutou tão fraco que Felipe não precisou nem se mover e o goleiro ainda fez embaixadinhas para fazer graça.

    O Santos pagou o preço do erro quatro minutos depois. Ronaldinho cobrou um escanteio fechado e Deivid só desviou, marcando o gol do empate, da esperança, dos gritos e de tudo que qualquer um possa imaginar. Naquele momento, os rubro-negros sabiam que o Flamengo conseguiria aquela vitória. A confiança e a euforia dispararam e seria difícil tirar os olhos da bola no segundo tempo.

    O quarto gol do Santos saiu logo no início da segunda etapa. Assim como no primeiro tempo, o time da casa não deixou nem o Flamengo respirar e Neymar marcou outro golaço depois de passar por todo mundo. As diversas chances boas perdidas só aqueceram o terreno para o que estava vindo. Aos 21 minutos, Ronaldinho sofreu falta na entrada da área. A barreira se arrumou, os torcedores começaram a rezar e ele sabia exatamente o que fazer. Cobrança genial, jogador genial e empate genial.

    A partida ficou mais aberta do que nunca e qualquer um podia marcar. O 4×4 mostrava que era impossível prever qualquer coisa naquele dia. Ronaldinho disse no final do primeiro tempo: “Flamengo é assim, é na raça”. E foi. Aos 35 minutos Thiago Neves fez tudo certo e encontrou o nosso camisa 10. O gol da virada, da esperança e de tudo que é ser rubro-negro estava ali, bem diante de nossos olhos.

    As mais de 12 mil pessoas presentes naquele estádio não sabiam, quando a bola rolou às 22 horas daquela quarta-feira, que estariam prestes a presenciar o inexplicável. Quem assistiu àquele jogo tentou, por muito tempo, entender o que exatamente havia acontecido. O épico, mítico e inesquecível 4×5 na Vila Belmiro.

     

    FICHA TÉCNICA
    SANTOS 4 X 5 FLAMENGO
    Local: Estádio Vila Belmiro, em Santos (SP).
    Data: 27 de julho de 2011 (quarta-feira).
    Horário: 21h50 (horário de Brasília).
    Árbitro: André Luiz de Freitas Castro (Asp.Fifa-GO).
    Assistentes: Márcio Eustáquio Santiago (Fifa-MG) e Erich Bandeira (Fifa-PE).
    Público: 12.968 pagantes.
    Cartões amarelos: Léo e Neymar (Santos); Welinton, Willians, Thiago Neves, Renato Abreu e Bottinelli (Flamengo).

    SANTOS: Rafael; Pará, Edu Dracena, Durval e Léo; Arouca, Ibson, Elano (Alan Kardec) e Ganso; Neymar e Borges. Técnico: Muricy Ramalho.

    FLAMENGO: Felipe; Leonardo Moura, Ronaldo Angelim, Welinton (David Braz) e Junior Cesar; Willians, Luiz Antônio (Bottinelli), Renato Abreu e Thiago Neves; Ronaldinho Gaúcho e Deivid (Jean). Técnico: Vanderlei Luxemburgo.

    VÍDEO: MELHORES MOMENTOS

     

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  • Eu também estava lá: Ser Flamengo é acreditar sempre


    Bruno Nin | Twitter @brunonin | Convidado Especial

    Você enfrentaria oito horas de viagem, com uma estrada cheia de obras, engarrafamento em vários trechos, sem almoçar, ficar só a base de biscoito Globo, esfiha do Habib’s e Coca-Cola, ao sair do trabalho?

    Somando a isso, ficar mais de 45 minutos esperando seu ingresso chegar do Rio e entrar no estádio com dois gols para o adversário?

    E no final de tudo você olhar e falar: Valeu a pena!

    Esse foi um resumo do que aconteceu comigo nessa quarta-feira, 27 de julho de 2011. Saí do trabalho correndo para pegar a minha carona rumo a Santos para ver mais um jogo do Flamengo.

    Até ai tudo normal, sabia que enfrentaria pela frente algumas horas de viagem, mas não previa que ficaria tanto tempo nos engarrafamentos da estrada, que não dormiria nem 1 minuto até lá e que seria tão difícil conseguir uma entrada para a partida.

    Já em Santos, outro engarrafamento e quase na hora de começar o jogo. Deu tempo apenas para deixar as mochilas no apartamento da Bruninha, minha irmã que mora atualmente na cidade, e partir para porta da Vila Belmiro. Coração já estava pulando pela boca, ainda não tinha a confirmação dos ingressos. Minha namorada, Leila, e meu pai estavam também nessa correria.

    Chegamos de táxi até a entrada dos visitantes, e estava um clima tenso, pois para chegar até a polícia tinha que passar por dezenas de santistas. Nossa rua estava interditada e os policiais só deixavam entrar rubro-negros.

    Primeira etapa concluída: Chegamos à porta do estádio. Mas, cadê os ingressos?

    Várias ligações, nenhum cambista e a hora passando.

    Finalmente, consegui falar com o presidente da Raça Rubro-Negra que confirmou os ingressos para o jogo. Avisou que chegaria atrasado, mas que estava chegando.

    O jogo começou e o portão de entrada já estava vazio, todos lá dentro e 1×0 para eles.

    Cada minuto parecia uma eternidade, estava sem unhas, pois não via a hora de entrar para apoiar o Flamengo!

    Mais um gol deles e os funcionários da roleta felizes da vida, alguns pulando e falando em goleada histórica. Nesse momento, na esquina da rua, chega a Raça Rubro-Negra com muitos integrantes e com a bateria para empolgar a nossa torcida! Ah, claro, meus ingressos também estavam ali. Depois de pagar e pegar os ingressos, nós corremos para entrada e subimos as escadas até nos acomodarmos na pequena área destinada aos visitantes.

    Segunda etapa concluída: Dentro do estádio pronto para cantar, vibrar e empurrar nosso time.

    No placar 2×0 e…. mais um gol deles. Deu tempo apenas de ver o Neymar driblar meio time e fazer um belo gol. Ao invés de abaixarmos a cabeça, começamos a cantar. Cantamos como se não víssemos o placar… E eles não estavam entendo o motivo de tanta empolgação. Mas isso é muito claro para mim, era o Flamengo que estava ali, temos motivo de sobra para sempre comemorar! Perdendo ou ganhando estaremos ali para o que der e vier. E veio.

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    O nosso primeiro gol foi para dar mais ânimo aquela apaixonada torcida, que em nenhum momento se deu por vencida. Quando saiu o segundo gol, já estávamos prevendo o que iria acontecer!

    Pênalti para o Santos e nós gritávamos: “Elano, Elano, Elano”. E ele veio com uma marra, com um jeito que iria espantar o pesadelo da Copa América. Hahahahahaha. Que nada, chutou tão fraco, tão ridículo, uma cavadinha medonha, que conseguiu arrancar risos da nossa torcida. Estávamos no jogo.

    Aqueles que debochavam de nós nos olhando com ar de vitoriosos, nesse momento nos olhavam com medo da nossa reação, mas já era tarde, mais um gol e o nosso empate chegou antes do juiz apitar o fim do primeiro tempo!

    Nesse momento, a euforia era tamanha que não queríamos o intervalo. Que venha o segundo tempo.

    Outra vez, mal começou o jogo e gol deles. Por alguns segundos, ficamos nos olhando e nos calamos, mas foi para tomar um ar e voltar com tudo novamente. A festa iria começar.

    “Vai pra cima deles Mengo!”

    E o time atendeu…

    Falta na entrada da área e ele estava lá para bater a falta. R10 mostrou que o jogo só se ganha quando o juiz apita o final. Golaço. Bola rasteira no canto. Isso só vi quando cheguei em casa, porque só deu para ficar na expectativa e ver o Ronaldinho correndo de braços abertos!!! Não vi o gol, mas senti o gol. Nesse momento eu não sabia o que falar, o que gritar, mas gritava, abraçava e agradecia a São Judas Tadeu por estar conosco. Aquele jogo era nosso. A minha missão era voltar com três pontos na mochila.

    Ser Flamengo é acreditar sempre. Nunca entregar os pontos. E foi numa arrancada do nosso camisa 9 (desculpem-me, mas não escrevo o nome desse sujeito) que deu origem ao gol da vitória.

    Foi uma emoção ímpar, dentro do estádio do adversário, até alguns “““Rubro-negros””” não acreditavam no nosso time, mas eu sou Flamengo. Sempre vou acreditar na vitória!

    Fizemos história. Para uns, o jogo valia apenas 3 pontos no Campeonato Brasileiro, mas para nós Rubro-Negros valeu muito mais. Ganhamos dentro da Vila Belmiro, jogamos muito, entramos para história do futebol. Missão Vila Belmiro: Cumprida!

    Tudo pelo Flamengo!

    SRN

    Bruno Nin.


     

    ESSE POST FOI ESCRITO LOGO APÓS O JOGO E TAMBÉM PUBLICADO NA REVISTA DO FLAMENGO E NO SITE MAGIA RUBRO-NEGRA.
    O Mundo Bola AGRADECE IMENSAMENTE AO NOSSO BRAVO BRUNO NIN! VALEU DEMAIS, CARA!

     

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  • Flamengo, quem te duvidou?


    Watson Tannacka | Twitter @TannackaFla

     

    27 de julho de 2011!

    O que essa data te remete? Talvez para o não-Rubro negro não se tenha nada para lembrar, ou então venha na lembrança de poucos,algo do tipo como “A Parada das Bestas”, realizada pelos Israelenses de direita contrários à Parada Gay que era realizada naquele mesmo dia, ou então alguns lembrarão que nesse dia o Sr Ollanta Humala tomava posse como Presidente do Peru, país do nosso Guerrero!

    Mas para o Rubro-Negro de verdade essa data é muito mais que isso!

    Muitos desacreditavam desde o início daquela tarde, mas esses desafortunados do conhecimento da fé mulamba, estavam a poucas horas de algo que mudariam seu conceito. A grande maioria já sabia que a palavra “impossível” não era encontrada no seu dicionário preto e vermelho, já os demais, foram conferir se encontrariam essa palavra e quebraram a cara, como que querendo acreditar que o Saci tinha conseguido usar próteses!

    Santos de Neymar da mídia e por cima da carne seca. Santos dos holofotes e seus meninos da Vila, Santos na Vila e o jogo da TV! Flamengo do… Flamengo! Estava ali a camisa Rubro-Negra como se não bastasse mais nada para poder acreditar. E juro que acreditei!

    Sejamos justos, quem em sã consciência, no intervalo do jogo, com um revés de 3 x 0, não desanimaria com o oque estava acontecendo? Quem estava em casa, foi assistir ao jogo já deitado. Quem estava nos barzinhos, pediu a saideira e já estava com vontade de pedir a conta. Quem estava no churrasco Rubro-Negro ficou bolado com a quantidade de carne e cerveja que ainda tinha ali!

    Mas e a fé? Ninguém ali, por mais cabisbaixo que tenha ficado, nunca duvidou ou perdeu a fé! Pode ter sido gravemente abalada e colocada a prova, mas era perca de tempo duvidar da fé e principalmente duvidar do Flamengo! Mas o porquê disso? Porque mais que Ronaldinho Gaúcho e sua categoria, mais que Tiago Neves e sua entrega, mais que Ronaldo Angelim e sua simplicidade de entender que aquele drible que Neymar lhe aplicou serviria apenas para concorrer ao Prêmio Puskas, Tinham a tal “Camisa Aberta ao Arco”! Tinha Flamengo!

    Santos 4 x 5 Flamengo! 4 anos de um dos maiores espetáculos presenciados! 4 anos de um teste necessário para provar nossa fé!

    E aí? Quem duvida?

    A quem interessar, é só seguir:
    Tannacka Fla-Castelo (Facebook)
    @TannackaFla (Twitter)
    tannacka@gmail.com (email)
    Tannacka
    Mundo Bola Blogs Capixabas de Puro Sangue Rubro-Negro

     

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  • Dai a César o que é de César


    Ricardo Martins | Twitter @Rick_Martins_BH

     

    Hoje é um dia especial. A bem da verdade, desde a primeira crítica que vi ao goleiro César, ainda lá na Taça São Paulo de 2011, onde nos consagraríamos campeões, eu venho me esforçando para enxergar o futebol além da paixão. Cesar pertencia ao Sendas e o Flamengo, a meu ver, acertou ao contratá-lo.

    No meu entender, os anos de dificuldade, com lutas para não ser rebaixado, nos proporcionaram uma cobrança além do normal para com os jogadores oriundos da base do Flamengo.

    César chegou a ser hostilizado por falhas, ou supostas falhas, não importava. Qualquer gol que sofresse logo procuravam o detalhe de seu erro. A crítica foi tão pesada que eu cheguei a pensar que talvez César teria sido lançado titular prematuramente.

    O goleiro necessita muito estar jogando. E, diante de erros, cabe ao jogador de tão ingrata posição treinar, treinar, rever os erros, e treinar, treinar e treinar muito.

    César vem se redimindo de quaisquer falhas que possa ter cometido. E a vitória de hoje pertence a ele. O Flamengo não perdeu por causa de três defesas difíceis e uma saída sensacional nos pés do atacante adversário, ainda no primeiro tempo. No segundo saiu corajosamente e muito bem em duas oportunidades.

    Não quero contrapor as pesadas críticas dizendo que o César já é “seleção”. Embora eu tenha muita esperança nesse sentido. O que afirmo é apenas que as críticas sempre são importantes na formação de um atleta, mas a destruição não.

    Devemos limitar as críticas ao César às suas atuações, e evitar culpá-lo pelo que ele não fez. Não existe coisa pior do que ficar dizendo que o goleiro não passa segurança. Eu sempre gero muita expectativa em relação a esse jogador. E peço que todos façam o mesmo. Um verdadeiro Efeito Pigmaleão [1]

     

     

    1. [1] Efeito Pigmaleão (também chamado efeito Rosenthal), é o nome dado em psicologia ao fenômeno em que, quanto maiores as expectativas que se têm relativamente a uma pessoa, melhor o seu desempenho.

     

    Cordiais saudações Rubro-Negras!

     

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  • 3 jogos e 3 derrotas. Início preocupante do Flamengo na LDB


    Por Rafael Lisboa | Twitter: @rafinhalisboa

    O início do Flamengo na Liga de Desenvolvimento do Basquete (LDB) 2015, disputada com jogadores sub22,  está longe de animar. Isso porque a equipe, atual vice-campeã da última edição da LDB, perdeu as 3 primeiras partidas e está nas últimas posições da competição. O Mundo Rubro-Negro Informação traz um resumo do que foram as três derrotas do rubro-negro.

     

    Limeira 66 x 63 Flamengo

    A competição iniciou na sexta-feira (24), com o duelo que reviveu a semifinal da LDB 2014, entre Limeira e Flamengo. A equipe paulista começou bem melhor, com grande participação do ala Lele, e manteve esse ritmo até o fim do período, onde venceu por 16 a 10.  No segundo quarto, a supremacia foi da defesa rubro-negra que permitiu apenas 8 pontos da equipe limeirense e foi para o intervalo vencendo por 31 a 24 (21 a 8 no quarto). No terceiro quarto, o mais equilibrado, o Flamengo começou melhor o período abrindo 12 pontos, 42 a 30, mas permitiu que o Limeira encostasse e terminasse o período com a equipe rubro-negro vencendo por apenas 5 pontos: 50 a 45(21 a 19 para Limeira no quarto). No último quarto, a equipe paulista voltou a repetir a boa atuação do primeiro período e com uma defesa atenta e um ataque efetivo, o Limeira venceu o Flamengo por 66 a 63.

    Destaques

    Limeira: Gemadinha com 18 pontos; Dú com 9 rebotes e Lucas com 4 assistências.

    Flamengo: Pablo com 16 pontos; Mingau com 12 rebotes e Pablo com 5 assistências.

     

    Rio Claro 76 x 49 Flamengo

    A pior partida do rubro-negro foi na segunda rodada contra o Rio Claro, no sábado (25), em que a equipe carioca se manteve na partida até o intervalo. No primeiro quarto o Rio Claro começou com tudo, abrindo 6 a 1, e manteve a vantagem no placar até o fim do período, vencendo por 14 a 11. No segundo quarto, o rubro-negro reagiu e conseguiu virar para 23 a 20, mas permitiu novamente o empate e foi para o intervalo empatando em 28 a 28.

    Após o intervalo, a equipe carioca se perdeu e viu o Rio Claro abrir de cara 7 pontos, e essa vantagem da equipe paulista aumentou, terminando o terceiro quarto vencendo por 50 a 40, 22 a 12 no período. No último quarto, só deu Rio Claro, e a derrota rubro-negra só piorou, com a vantagem aumentando para 17 pontos nos primeiros três minutos, e aumentou ainda mais, terminando a acachapante derrota por 27 pontos, 76 a 49.

    Rio Claro: Nicolas com 17 pontos; Soleira com 8 rebotes e Nestor e Nicolas com 3 assistências.

    Flamengo: Mingau e Pablo com 10 pontos; Mingau com 4 rebotes e Francesco com 4 assistências

    Flamengo começa muito mal na competição | Raphael Oliveira/LNB

    Franca 75 x 64 Flamengo

    Após a grande derrota para Rio Claro, o Flamengo enfrentou o Franca nesse domingo (26), pela terceira rodada da LDB buscando a primeira vitória na competição e buscando levantar o ânimo após a derrota de sábado. Mas novamente a derrota se deu após o intervalo. No primeiro quarto o equilíbrio foi predominante, e o Flamengo viu em Mingau, autor de 7 pontos no quarto, sua esperança na partida, mas o jogo coletivo de Franca também se fez presente e o período terminou empatado, 17 a 17.

    No segundo quarto, a equipe paulista voltou melhor e abriu 7 pontos, 31 a 24, mas permitiu a recuperação e a virada rubro-negra para o intervalo, 34 a 31. Na volta do intervalo foi o Flamengo quem abriu 7 pontos, 44 a 37, mas da mesma maneira que o rival, permitiu a virada paulista ao fim do terceiro quarto, Franca 50 a 49. O último quarto serviu para consolidar e aumentar a vantagem francana, que chegou a 13 pontos, 63 a 50, mas terminou em 11, Franca 75 x 64 Flamengo.

    Franca: Dudú com 18 pontos; João Pedro com 14 rebotes e Pedro com assistências.

    Flamengo: Pablo com 18 pontos; Pablo com 13 rebotes e Danielzinho com 5 assistências.

    Hoje (27), o Flamengo enfrentará o Bauru às 16h em busca da primeira vitória.

     

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  • Lulucast 2.0 edição #28

     
    No Lulucast 2.0 edição #28 @danisouto, @BrunaLugatti, @Cissa_Morena e @NivinhaFla falam sobre a vitória do #Flamengo sobre o Goiás, fora de casa, pelo Campeonato Brasileiro.

    Com a vitória o time deu um salto na classificação, se afastou de vez da zona de rebaixamento e passou a almejar um lugar na parte de cima da tabela.

    Falaram ainda sobre as contratações do zagueiro Cezar e do Éderson, que veio da Lazio para ser o camisa 10 da Gávea. O Flamengo encerrou assim o ciclo de contratações e espera conseguir, daqui pra frente, encontrar o caminho das vitórias e dos títulos.

    Pelo Brasileirão o próximo desafio do Rubro-Negro é contra o #Santos, no domingo, em partida a ser realizada no #Maracanã. Chegou a hora da Nação mais uma vez lotar o Maraca para apoiar o time!

    #SRN

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  • Atuações: Cirino marca o gol da vitória, César fecha o gol; notas de Goiás 0 x 1 Flamengo

    Fla joga mal, sobretudo no 1° tempo, mas suporta a pressão esmeraldina com bela atuação de César. Cirino marca o gol da vitória depois de bela jogada de Alan Patrick e Guerrero


    Por: Hesley Menezes | Twitter: @_hesleymenezes

    César: 9 – O Goiás deu um tremendo sufoco no 1° tempo ao time do Flamengo. E se não fomos pro vestiário já com o placar adverso, é porque tem um nome pra esse fator: César. O jovem goleiro rubro-negro, que vinha mostrando insegurança nos primeiros jogos substituindo Paulo Victor, fechou o gol, e garantiu o 0x0 do primeiro tempo, dando chance pro técnico fazer as substituições e melhorar a equipe. O dia era de César. Aos 44′ do 2° tempo, o belo passe enfiado pelo lateral esquerdo do Goiás achou Liniker se infiltrando na área e saindo na cara de César, que foi driblado, mas viu a bola carimbar a trave e a vitória garantida.

    Ayrton: 2- Pior partida dele pelo Flamengo. Falhou na defesa e teve que ser substituído por Pará no intervalo. No ataque pouco produziu. Na defesa, não marcou ninguém. Marcelo jogou sobrecarregado tendo que cobrir seus espaços.

    Marcelo: 6 – Mais uma partida passando confiança na zaga Rubro Negra, sempre mostrando seriedade. Foi firme e seguro. Fez o máximo que pôde para evitar as investidas do Goiás. Junto com seu parceiro de zaga, tirou bolas perigosas no jogo aéreo.

    César Martins: 4,5 – Estava estreando pelo Flamengo e cometeu alguns erros. Porém compreensível, já que estava sem ritmo de jogo. Colocou o César na fogueira algumas vezes. Mas fez boas antecipações e pode ser o titular da defesa.

    Jorge: 7,5 – Segue esbanjando qualidade e já mostra que não é apenas uma promessa. É o titular absoluto da lateral esquerda do Flamengo. Fechou bem o seu lado na defesa e soube o momento pra buscar a jogada no ataque. Tentou finalizar de longa distância, mas sem sucesso.

    Pará: 6 – Entrou com a dura missão de frear as investidas perigosas do Goiás por aquele lado e conseguiu. Também achou brechas na defesa do Goiás e chegou bem em alguns momentos ao ataque.

    Cáceres: 4 – Péssimo jogo do paraguaio. Muitos erros de passes no meio campo que deram contra ataque ao time esmeraldino.

    Márcio Araújo: 4 – Desempenho parecido com o seu parceiro de meio campo. Muitos erros na faixa central do campo, e pouca ajuda ao ataque.

    Canteros: 3 – A oscilação do argentino continua. Depois de fazer ótima partida contra o Grêmio, no maracanã, voltou a jogar mal. Pouco fez pelo time no ataque, tampouco ajudou na defesa. Saiu no intervalo.

    Alan Patrick: 6 – Entrou no 2° tempo pra dar qualidade ao toque de bola no meio campo. Não que tenha sido exuberante, mas com apenas um toque simples e inteligente, deixou Guerrero em boas condições dar o passe decisivo para o gol do Fla.

    Everton: 5 – Fez um bom jogo diante do nível da partida que o Flamengo fez hoje. Deu trabalho pelo lado esquerdo com muita correria.  Ajudou muito na recomposição.

    Cirino: 7 – Sumido no 1° tempo, pouco acionado no 2°. Não vinha fazendo um bom jogo até os 26 minutos da etapa final, quando teve a única boa chance do Flamengo no jogo todo, e colocou a bola pra dentro, garantindo a vitória e os 3 pontos fora de casa.

    Guerrero: 7 – Segurou a bola no ataque, prendeu os zagueiros, fez pivô, jogou aberto… Mais um bom jogo dentro das características do peruano. Na boa movimentação do camisa 9 do Mengão, ele recebeu a bola de Alan Patrick na intermediária de ataque e, com um toque sutil, deixou Marcelo Cirino na cara do gol pra fazer o gol da vitória. Decisivo mais uma vez.

    Cristóvão Borges: 5 – Teve a semana inteira de treinos com portões fechados e esperava-se pelo menos um futebol mais vistoso. Antes de o jogo começar, ele explicou que os 3 volantes eram pra dar equilíbrio à equipe. Mas o que se viu em campo foi mais do mesmo: um bando correndo atrás da bola. Se César não tivesse fechado o gol, voltaríamos pro segundo tempo com no mínimo 3 gols em desvantagem. No enorme campo do Serra Dourada, o Flamengo não criou quase nada por onde o jogo tinha que fluir e onde o time tem sua melhor arma: a velocidade dos pontas. Everton e Cirino pouco foram acionados no esquema adotado pelo técnico.

    O melhor do jogo: César se estica todo para salvar o Fla e garantir a vitória rubro-negra. (Foto: Flamengo Oficial)

     

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  • Preço alto afasta torcida mas a alma Flamenga tomou conta de Goiânia


    BLOGUEIROS DA NAÇÃO – Razem Abrahão, direto do Serra Dourada, Goiás


     

    A grande quantidade de pessoas nos arredores do Serra Dourada, minutos antes do jogo, já denunciava: o absurdo preço dos ingressos (R$100,00 arquibancada e R$200,00 cadeira) e a típica violência da torcida do Goiás não impediriam o torcedor rubro-negro da região de comparecer ao anual encontro marcado com seu amor.

    Quem deixou pra comprar ingresso em cima da hora acabou pegando fila e perdendo os minutos iniciais do jogo que, por sinal, foram lamentáveis.

    A desorganização tática era evidente nos 45 minutos iniciais. Ayrton não acompanhava a marcação, e Márcio Araújo, mais avançado, errava tudo. O zagueiro estreante César Martins mostrou qualidade e falta de ritmo e o primeiro tempo acabou com Cristóvão xingado em alto e bom som e o goleiro César exaltado.

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    Entraram Pará, pra fechar o lado direito, e Allan Patrick, pra tentar melhorar o jogo no meio campo rubro-negro. Guerrero jogou um pouco mais recuado e Cirino tentava a todo momento infiltrar pelo meio. Deu certo. Alan Patrick encontrou Guerrero, que pôs Cirino, que infiltrava sozinho, na boa. Gol do Flamengo. A torcida que antes estava preocupada, agora estava em êxtase.

    Eram 27 minutos, mas as vozes ecoavam na arquibancada como se o jogo já estivesse ganho, e as bolas na trave do Goiás no final do jogo não foram suficientes para calar a Nação.

    Na saída do estádio (tranquila, devido ao número muito pequeno de torcedores esmeraldinos), a torcida cantava “Vamos Flamengo, vamos ser campeão” e saía com sorriso no rosto, olhando um pro outro e esbanjando o sentimento mais puro, o amor pelo Flamengo. Algo mais importante que a vitória sofrida, e os 3 pontos na conta, aconteceu: a alma Flamenga renasceu.

    VEJA OS VÍDEOS QUE EU MESMO GRAVEI!

     

     

     

     

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