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  • Blog FlaTrip entrevista Daniel Rosenblatt, do Patrimônio do Flamengo

    O Blog FlaTrip entrevista Daniel Rosenblatt, conselheiro do Flamengo e o responsável pelo Departamento de Patrimônio Histórico do Flamengo

    Mundo Bola Blogs | FlaTrip – Por Gustavo Neves – Twitter: @gunevesduarte

     

    Depois de um tempo (até demais!) sem aparecer por aqui, o FlaTrip traz pra vocês uma entrevista que fiz com o Daniel Rosenblatt.

    Pra quem não reconheceu o nome, Rosenblatt é conselheiro do Flamengo e o responsável pelo Departamento de Patrimônio Histórico do Flamengo e está diretamente envolvido na questão do recente acesso do clube à verbas da Lei Rouanet e na restauração de troféus do clube, incluindo as lindas e invejadas Copa Libertadores (chora Tapetense) e Mundial Interclubes. Então poucas pessoas na Gávea podem falar com tanta propriedade sobre a FlaExperience do que ele (a gente também falou, relembre o post).

    Inaugurada no aniversário de 119 anos do Mengão, a exposição (e não exatamente nosso museu, como o próprio Rosenblatt se refere) está pra fazer um ano de vida e é um bom momento pra não só aprendermos mais sobre a concepção da FlaExperience, mas também sobre seus resultados até aqui e o que podemos esperar no futuro.

    As perguntas foram elaboradas com a participação de toda redação do Mundo Bola e as respostas estão transcritas exatamente como recebemos pelo Rosenblatt. Contamos também com o apoio do Rodrigo Saboia, funcionário do Mengão que trabalha com o Rosenblatt. Então vamos para as perguntas!

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    O museu do Flamengo é um sonho antigo, de diversas diretorias que assumiram o clube. Quais eram os problemas que dificultavam tanto essa inauguração e como estes foram contornados?

    Os problemas são os de sempre, isto é, falta de recursos, e obviamente se tratando de um clube esportivo, impulsionado pelo futebol, naturalmente os investimentos maiores são nessa área, no CT e no esforço fiscal.

    Contudo, essas diversas diretorias ao qual que você se refere, sempre contribuíram com a ideia do Museu. Lembro a todos, que a obra estrutural foi feita e levou alguns anos para ficar pronta. Hoje, podemos usufruir do espaço.

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    Foi divulgado na inauguração do museu que o que temos hoje é um embrião do que o clube pensa para nosso museu. Qual é o projeto para a Fla Experience? Onde queremos que o museu chegue?

    O FlaExperience nada mais é do que o aproveitamento de uma parte de área inicialmente destinada ao Museu. Como a própria palavra diz, trata-se de uma experiência, uma possibilidade de todos conhecerem uma pequena parte do nosso acervo.

    Enquanto o projeto Museu não sai do campo das discussões, as áreas adjacentes são destinadas a exposições de terceiros, como o Morar Mais Por Menos, que acontece neste momento, outros que já aconteceram, como a Copa do Mundo, e outros que virão, como as Olimpíadas. É importante para a saúde financeira do clube aproveitar um espaço que atualmente está ocioso.

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    Como funcionou o projeto e como funciona a administração da Fla Experience? Há uma empresa que responsável por tudo ou há espaço para que a diretoria opine e sugira coisas?

    Sim, uma parceria entre o Flamengo e a Futebol Tour. Cabe ao Flamengo apenas ser responsável pelo conteúdo. Eles têm um gerente e três funcionários que cuidam dos visitantes, da bilheteria e divulgação, bem como outras ações que envolvem se utilização da exposição. A receita é dividida e o controle é por sistema.

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    Essa pergunta foi feita por muitos: há a possibilidade ou a intenção de a Fla Experience promover exposições itinerantes, visitar outros estados?

    Não. Neste momento é inviável pois o foco é a reconstrução do Departamento de Patrimônio Histórico.

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    A Fla Experience foi inaugurada no dia 15 de Novembro de 2014, no aniversário do clube. Após quase um ano em operação, como tem sido o retorno, em termos de visitações e financeiro? Tem atendido/superado às expectativas?

    Sim, principalmente no período de férias. Recebemos visitantes de todo o país, até do exterior, além de torcedores de outros times. Já conversei com um casal vindo de Rondônia para passar lua-de-mel no Rio, só para visitar a exposição.

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    Muitos torcedores têm colaborado com o clube na busca de peças históricas do clube: camisas, revistas, jornais… Como o torcedor pode colaborar com o acervo?

    Recebemos várias doações e essa é a forma mais generosa e direta que o torcedor tem para colaborar. Hoje, temos historiadores e museólogos que cuidam da organização, catalogação e pesquisa de nossa história centenária, uma equipe especializada em como manusear, de forma correta, todos os itens que temos e recebemos.

    Como forma de agradecimento, todo doador recebe um diploma do clube e esse gesto nobre é noticiado no site do Flamengo estimulando assim novas doações.

    São uniformes, revistas, ingressos, fotos, jornais… Enfim, tudo que tem a ver com nossa história.

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    Tive a oportunidade de visitar Barcelona e fiquei impressionado como, desde o momento em que saí do portão de desembarque até a chegada ao hotel, fui incansavelmente abordado por funcionários do clube, devidamente identificados e uniformizados, oferecendo ingressos para os jogos e para o tour no Camp Nou. Essa é somente uma forma de promoção do produto. Há um trabalho conjunto do Patrimônio com o Marketing para viabilizar a promoção da Fla Experience?

    Guardadas as devidas proporções, procuramos sempre os bons exemplos a serem seguidos. O Barcelona tem um Museu, nós uma exposição. Então, também estamos aprendendo como funciona todo esse processo.

    Em 1º de outubro 2015, os conselheiros do Flamengo aprovaram por unanimidade que o clube pode passar a ter a cultura também como sua atividade econômica. Dessa forma, deu-se um passo gigantesco para apresentarmos projetos  ao Ministério da Cultura e com isso captarmos recursos junto a grandes empresas e até pessoas físicas (Lei Rouanet).

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    Ainda no gancho dos museus dos clubes europeus, o Flamengo procurou pesquisar o que estes clubes estão fazendo? Vocês tem algum benchmarking?

    Particularmente, já visitei inúmeros museus de clubes de futebol, mas o nosso caminho está sendo um pouco diferente.

    Primeiro, precisamos arrumar a casa. Por isso, foi criada a Vice Presidência de Patrimônio Histórico, em 29 de outubro de 2013. O passo seguinte foi empregar gente especializada para que tivéssemos um protocolo de uso, arrumação, catalogação, manuseio, organização, e tudo mais que se diz respeito ao nosso acervo. São milhares de itens.

    Durante todo esse desenvolvimento, mantivemos reuniões com empresas interessadas em fazer o Museu (um processo longo), aprendemos a importância da Lei Rouanet, e sempre que possível fazemos parcerias com empresas que têm interesse em ter nossos troféus em seus eventos. Em contrapartida, nos ajudam com restauração – vide o troféu do Mundial de futebol, que está 100% restaurado.

    O caminho é lento e gradual, mas as sementes que estamos plantando já começam a dar frutos.

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    O torcedor também pode ajudar no acervo!
    O torcedor também pode ajudar no acervo!

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    O museu pode ser uma de diversas ferramentas para a internacionalização da marca Flamengo. O viajante que vem pro Rio já tem uma pré-disposição de visitar o Maracanã (terceira atração mais visitada da cidade, atrás apenas do Cristo Redentor e do Pão de Açúcar). Há alguma parceria com agência de viagens e/ou redes de hotéis para incluir a FlaExperience no roteiro dos turistas?

    A Futebol Tour cuida disso com muito empenho.

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    Os pacotes disponíveis no site da FlaExperience incluem a experiência Museu + Gávea. Expor o clube social aos visitantes do Museu causou algum problema entre os sócios? Essa exposição aumenta a responsabilidade do Fla-Gávea em manter o clube social em perfeitas condições para causar uma boa impressão e, quem sabe, até angariar mais sócios?

    A Gávea sempre pode ser visitada, mas agora com o Fla Experience, fica ainda mais interessante.

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    O Mundo Rubro-Negro agradece o tempo disposto para a entrevista! Deixe seu recado para o torcedor rubro-negro que acredita no projeto da FlaExperience!

    Agradeço a oportunidade de poder relatar um pouquinho do que acontece no Patrimônio Histórico e desde já convoco a todos a conhecerem a exposição Fla Experience. São mais de 150 troféus, diversos uniformes de jogo. De Doval a Marcelinho, passando por Oscar; a bola da partida contra o Liverpool; um vídeo e lances da história vitoriosa do clube; monitores digitais que contam vários períodos desde 1895. Enfim, venham pois vão se emocionar. E por fim, gostaria de dizer que se você torcedor tem algum bem histórico, seja ele qual for, sua doação será muito bem-vinda a integrar o acervo da nossa paixão Flamengo. Também convidamos você a conhecer o departamento e verificar com seus próprios olhos o trabalho que está sendo feito. Obrigado.

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    fla museu
    Venha conhecer e traga seus amigos!

    E aí? Curtiram a entrevista? A FlaExperience é só o começo de um grande projeto, que particularmente acredito ser tão importante quanto a finalização de nosso CT. Estamos falando da história de um clube lendário, com quase 120 anos, que é sustentado pela maior torcida do planeta. Cuidar da nossa história para que possamos disseminá-la através das próximas gerações passa muito por esse projeto do nosso museu. Conhecer o Flamengo e sua trajetória ao longo deste mais de século é torná-lo eterno.

    Como você pode ajudar? Além da questão das doações para o acervo (vale desde aquela camisa antiga que você não usa mais até a revista ou o jornal daquele título importante que você guardou), conforme mencionado pelo Rosenblatt, a melhor forma é prestigiando a FlaExperience. Leve sua família, seus amigos, o filho daquele seu vizinho vascaíno – quem sabe você salva uma alma. Vamos ajudar a fazer do Flamengo no Rio de Janeiro o que o Boca Juniors é em Buenos Aires ou o Real Madrid é na capital espanhola: um ponto turístico imperdível e um ponto de disseminação da cultura flamenga!

    Pra quem ainda não sabe como fazer, visite o site da FlaExperience e adquira seu ingresso! A visita para a exposição sai por R$30. Se quiser incluir a Gávea no roteiro, a entrada fica por R$40. Pagam meia-entrada sócios do Clube, Sócios-Torcedores, Professores, Estudantes com carteirinha, menores de 21 anos com identidade, maiores de 60 anos e deficientes físicos. É necessária a apresentação de documento de identidade com foto, para comprovação. Menores de 5 anos não pagam! A exposição funciona de terça a domingo (10h-18h). Em domingos de jogos do Mengão, a exposição fecha uma hora antes da partida.

    Qualquer dúvida, pode entrar em contato no site da FlaExperience.

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    Saudações Rubro-Negras!

     


     
    Twitter @gunevesduarte
  • “VIVO O FLAMENGO TÃO INTENSAMENTE QUE RESOLVI COMPARTILHAR ESTA MINHA HISTÓRIA…”

    Fla120-02

     

    Conte Comigo, Mengão!

    Amigos, o site Mundo Bola está fazendo um concurso cultural. A ideia é homenagear o nosso amado clube contando uma história. Sim, uma história. Quantas delas o Mengo já nos proporcionou?

    Quantas vezes antes, durante e depois de um jogo pensamos em escrever as emoções que esse clube nos proporciona? Dentro de um coração rubro-negro, mantidas pelo pulso vital da nossa incansável torcida, habita A Sua Grande História.

    Nos 120 anos do Flamengo liberte essa emoção. Não se acanhe de mostrar ao mundo inteiro a alegria de ser rubro-negro. Queremos ler A Sua História.

    Sabemos que contar um momento da sua vida pra gente não tem preço. Mesmo assim pensamos em uma forma de te agradecer. E nossa Redação comprou alguns livros sobre o Flamengo. Nada mais adequado.

    Mário Filho, Paschoal Ambrósio Filho e Luiz Hélio são apenas alguns dos escritores que precisam estar na sua prateleira de livros sobre o Flamengo. Os autores das três melhores histórias vão ter esse privilégio!

    O regulamento mais detalhado está nesse link: /concurso-cultural-flamengo-120-anos-e-a-sua-grande-historia-ja-esta-aberto

    Para enviar sua história sem perder tempo, basta acessar: http://bit.ly/SuaGRANDEhistoria

     

    Estamos precisando de pessoas para divulgar o concurso. Caso esteja interessado em se tornar um voluntário nessa campanha, entre em contato no nosso Twitter (www.twitter.com/@Mundo Bola_CRF), na nossa página do Facebook (www.facebook.com/M.RubroNegro) ou mesmo através do email querosercolaborador@fla.mundobola.com. Criamos um grupo de WhatsApp e sua ajuda nessa divulgação seria muito importante para a gente!

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    NOTÍCIAS DA PRIMEIRA PÁGINA

    Lorena Borges – A Cruzada novamente presenteou o Flamengo

    Dez promessas de campanha da Chapa Azul que o DidaZico acredita

    #DesafioDasChapas | O que as chapas falaram sobre patrocínios

    Sub20 ‘perde emocional’ e apenas empata em casa

    A Opção Pela Independência

    Fla vence a primeira partida na Final do Estadual de Basquete

    O Flamengo no Brasileirão Feminino 2015

    #DesafioDasChapas – Administração

    As soluções para os problemas do Fla

    “Onde estiver, estarei”. Torcedor sai de São Paulo para ver o NBA Global Games

    Onde o Flamengo tropeçou na caça ao G4?

    Lulucast #39

    Apagão de C… é R…

    Atuações: Uma derrota pra esquecer. As notas de Flamengo 0x1 Internacional

     

  • Lorena Borges – A Cruzada novamente presenteou o Flamengo

    Moradora da Cruzada São Sebastião, Lorena queria ser jogadora de futebol mas seu destino é brilhar no polo aquático. “Agora só penso em ir adiante”, confessa a promissora atleta de 19 anos do Flamengo.

     

    Tudo começou com a insistência do pai na prática de esportes. Lorena só queria saber de futebol, mas ele disse que ela só poderia jogar bola se fizesse natação também. “Eu era bastante nova, gostava mesmo de futebol, então meu pai falava que só jogaria se fizesse natação, mas eu não gostava de nadar de jeito nenhum”.

    “Já fiz capoeira, judô, basquete, mas acabei na natação mesmo. O Flamengo viu que eu tinha talento e me passou para a equipe. Fui crescendo no esporte, mas tive problemas pessoais e decidi parar de nadar, mas meu pai insistiu que eu continuasse, disse que eu tinha talento, futuro. Continuei, mas chegou a um ponto que cansei”, disse a atleta.

    Claudia, a primeira treinadora, investiu na menina e tentou de todo jeito fazê-la voltar a ir aos treinos, até que resolveu apresentá-la ao polo aquático. No entanto, inicialmente o encontro não deu muito certo: “Fiquei dois anos, viajei, mas como era muito nova não me enturmei, ai parei de novo”.

    Com a persistência de um novo treinador e do pai, ela resolveu voltar: “Resolvi ficar, fui crescendo, peguei seleção, depois disso fiquei mais empolgada e agora estou treinando. Foi um salto muito rápido na minha vida e agora eu gosto de treinar, das meninas, de viajar. Foi bastante importante”.

    IMG_7503Moradora da Cruzada de São Sebastião, localizada na zona sul do Rio de Janeiro, Lorena fala com orgulho do lugar que chegou hoje. Uma conquista recente de toda a comunidade foi a reforma da quadra onde é realizado o Basquete Cruzada, iniciativa que começou há 17 anos, se sustenta vendendo camisas e agora ganhou da NBA um enorme presente no último NBA Global Games.

    Com o crescimento desse projeto, muitas outras modalidades como o judô, muay-thai, jiu-jitsu, handebol e futebol foram inseridas e a chance de ajudar cada dia mais crianças só cresce. A jogadora de polo garante que o local ainda pode revelar muitos talentos no esporte: “A Cruzada é um espaço onde temos crianças com bastante talento. Independente do que rola aqui dentro, acho que tem muita gente que pode chegar aonde eu cheguei”.

    A atleta está em São Paulo com a Seleção Brasileira para realizar treinamentos. O fato de hoje poder representar o Brasil, ainda mais às vésperas de uma Olimpíada, motiva Lorena para continuar treinando: “A vontade de estar na seleção é muito grande. São treinamentos importantes, tenho que dar meu máximo, pois depois tenho um período de torneio internacional no Rio do dia 7 ao dia 18. Em breve tem o torneio Olga Picirolli em São Paulo e vou competir pelo Flamengo”, disse.

    “Agora o polo aquático pra mim é vida. Não tem outra coisa que eu goste ou pense em fazer senão o polo”, declarou Lorena.

     
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  • Dez promessas de campanha da Chapa Azul que o DidaZico acredita

     

    Estive no lançamento do Plano de Governo da Chapa Azul

     

    Eu cheguei cedo. 22 de outubro, uma noite de quinta-feira com vento forte. No Teatro do Leblon, dezenas de voluntários esbaforidos estavam montando os kits de campanha, enchendo cestas de Bis (azul) para os convidados, colocando camisas nas poltronas, dando instruções entre eles mesmos. Todos muito preocupados com os detalhes. Eu gosto disso, do carinho pelos detalhes.

    Acredito que meus amigos da mídia rubro-negra já adiantaram muito do que aconteceu. Já sei que os vídeos estão bombando! Para meu leitor eu preparei uma lista de dez promessas da Chapa Azul que eu creio cabíveis, não eleitoreiras e concernentes com a Gestão Bandeira. Não tenho dúvidas sobre o cumprimento dessas dez promessas listadas abaixo.

     

    1. Manutenção da Política de Responsabilidade Fiscal

    Não há motivos para perceber uma tomada de outro rumo. O Flamengo aderiu ao Profut. É reconhecido, elogiado e premiado por sua política de austeridade. O clube aprovou a Lei de Responsabilidade Financeira, de teor mais rígido, inclusive, do que é o Profut. Não tem como mudar! Nem se acontecer uma catástrofe em campo os caras vão meter a mão no dinheiro destinado para pagamento de dívidas.

     

    2. Implantação do sistema ERP de gerenciamento da informação

    O Flamengo tem em cada departamento um software (ou nem tem, sei lá) para organizar a papelada e os processos administrativos. Tem lá o programa de contas a pagar, outro de controle de associados, outro de análise e desempenho, outro pra gerenciar imposto. O ERP (Enterprise Resource Planning) é um super-software que vai integrar todos esses processos que hoje são isolados.

    O benefício direto é a comunicação. O VP de Finanças pode em segundos saber quanto de imposto o Flamengo pagará no mês corrente, um Diretor pode avaliar de forma impessoal o trabalho de um funcionário ou o departamento de marketing pode entender qual formato de campanha conseguiu obter mais envolvimento da torcida nas redes sociais.

    A área de TI parece que vai ganhar muito destaque numa provável reeleição de Bandeira. O ERP será implantado.

     

    3. Chegaremos ao fim de 2018 com apenas 20 ações trabalhistas

    Em um departamento que era dominado pela total ineficácia e conseguiu reduzir 500 ações para 60, fez 130 acordos… Eu sou crente fanático da Igreja do Pastor Willeman, irmãos. Com o craque Bernardo Accioly como diretor-executivo coordenando o departamento, o Fla hoje tem muito que se orgulhar. Esse departamento jurídico casca-grossa deu todas as condições para o Flamengo sair do atoleiro em 2013. Se não fosse a dupla (eu chamo esses caras de heróis, eles são verdadeiros heróis da Nação!) o Flamengo não teria conseguido um décimo de rescaldo financeiro, grana, para sobreviver depois da hecatombe patricista.

     

    4. Manutenção do Ato Trabalhista ou a saída da Era Vampeta

    O chamado Ato Trabalhista é um acordo feito com a União para o pagamento de dívidas que o Flamengo possui com jogadores e demais funcionários. Esse é outro armário de esqueletos do clube.

    A boa notícia é que o Fla atualmente é credor nesse dispositivo jurídico. Ou seja, nos cofres da União há 5 milhões destinados para as próximas execuções. Isso é uma imagem tão simbólica para  clube quanto o Cristo Redentor para os turistas japoneses. É uma fotografia que a gente não pode deixar de admirar. Quando assumiu em janeiro de 2013, Flávio Willeman encontrou uma dívida de 8 milhões com o Ato Trabalhista.

     

    5. Não deixar de cobrar a Contribuição de Solidariedade

    Qualquer clube que tenha contribuído para a educação e formação de um atleta recebe uma porcentagem da compensação paga ao clube anterior. Esse é um mecanismo de solidariedade instituído pela FIFA (de vez em quando ela acerta).

    O Flamengo simplesmente não tem um cadastro confiável de todos os atletas que passaram pela sua Base. Podemos estar, a cada janela, perdendo dinheiro com as transferências onerosas e internacionais de atletas que ajudamos a formar. Acredito que o Flamengo vai avançar nessa área da tecnologia da informação, tendo o ERP como mecanismo catalisador dessa mudança.

     

    6. Módulo Profissional do CT pronto ao final de 2016

    Vamos lá, com muita calma. O Flamengo vai “entrar” no Profut na próxima semana (informação!). O clube já tem todos os requisitos para tal. É o legado da tal responsabilidade financeira que muitos cospem quando o time perde ou joga mal. Pagando imposto, sendo transparente, ganhando a confiança do Mercado e das Instituições, colando a imagem de clube cidadão no peito, nós temos muito a ganhar e de forma perene.

    De acordo com Wrobel o dinheiro virá com a venda daqueles 200 famigerados títulos mais o alívio do Profut de cerca de um milhão por mês. Wrobel entende de obra, ele disse que a parte destinada para os profissionais vai estar pronta até o final de 2016. Eu acredito nele.

     

    7. Módulo Base do CT pronto até o fim de 2018

    Completamente plausível. Promessa até conservadora. Se tudo der certo, até antes.

     

    8. Melhorar o nível de atendimento do Sócio-Torcedor

    Acredito que é o mínimo que o departamento de marketing possa fazer. Se não conseguir fazer isso em três anos… demite todo mundo. Já é um absurdo que seja uma promessa e não uma realidade.

     

    9. Liderança nas redes sociais

    Tabet disse que o Flamengo terá o maior número de seguidores, o maior número de curtidas do Facebook, canal no YouTube mais assistido etc. Dada a grandeza da nossa torcida, e com o aumento da conectividade em todo canto do Brasil, acho que basta ter essa meta. Os patrocinadores vão gostar, a torcida vai adorar, os paulistas vão se entubar entre eles de tanta raiva… Será ótimo.

    O VP já havia adiantado para os influenciadores digitais lá naquela reunião (alô, Diogo Extra Dantas! Tamô aê, vlw, flws!) que estava fechando clínicas no departamento de Comunicação com a galera do Google e do Facebook.

     

    10. 2016 e o nosso tão aguardado time competitivo

    Pensaram que eu não falaria de futebol?

    Seguinte gente, Biscotto não é bem um VP que planeja o Futebol. É um cara pro dia a dia. Para trazer as demandas. Para ser presidente do Flamengo e Vice-Presidente de Futebol o cara tem que tá presente, tem que ter disponibilidade total. É muito difícil pra quem tem trabalho.

    Ficou nítido que vamos ter um Conselho no Futebol. Godinho, que foi quem mais falou sobre futebol na apresentação, parece disposto a trabalhar muito nessa área. Plínio Serpa Pinto claramente também vai ajudar na pasta. Acho que Rafael Strauch ganha mais poder de palavra e decisão, e é um cara que saca de futebol. Acredito que virão decisões mais acertadas para o time de 2016. O tal Centro de Inteligência do Futebol tem que começar a dar resultados e o dinheiro mais abundante depois do perrengue nestes três últimos anos vai ter que aparecer através de boas contratações. E considero o próprio Bandeira apto para tomar decisões e bater o martelo.

    Tomara que 2016 seja um ano de títulos, que o Fla consiga estar no topo de todos os campeonatos. Deixar pra trás esse passado de clube que, nos últimos 30 anos, é o décimo primeiro em número de títulos nacionais. Depois de 81 sequer chegamos à uma final de Libertadores quando até o São Caetano chegou. A promessa é de um time competitivo em 2016, o desejo é de um time campeão brasileiro, o maior título que disputaremos em 2016.

     

    Não quero uma nova Era de Ouro. Aquela foi e será única.

    Quero uma Era de Honra.

    Saudações Rubro-Negras!

     

     

    Comente no Twitter (@Mundo Bola_CRF) ou na fanpage do Mundo Bola no Facebook (clique aqui). Sua opinião faz toda diferença!


    Diogo Almeida escreve no Blog Cultura Rubro Negra, da Plataforma Mundo Bola Blogs. Twitter: @DidaZico

     

     

    NOTÍCIAS DA PRIMEIRA PÁGINA

    #DesafioDasChapas | O que as chapas falaram sobre patrocínios

    Sub20 ‘perde emocional’ e apenas empata em casa

    A Opção Pela Independência

    Fla vence a primeira partida na Final do Estadual de Basquete

    O Flamengo no Brasileirão Feminino 2015

    #DesafioDasChapas – Administração

    As soluções para os problemas do Fla

    “Onde estiver, estarei”. Torcedor sai de São Paulo para ver o NBA Global Games

    Onde o Flamengo tropeçou na caça ao G4?

    Lulucast #39

    Apagão de C… é R…

    Atuações: Uma derrota pra esquecer. As notas de Flamengo 0x1 Internacional

    Eles vão nos ajudar até o final!

    Declaração de incompetência

     

     

  • #DesafioDasChapas | O que as chapas falaram sobre patrocínios

    Por Diogo Almeida e Nayra M. Vieira, da Redação.

     

    O que disseram as três chapas sobre a área do clube responsável por arrecadar dinheiro

     

    Patrocínio para 2016 é um assunto que preocupa a Nação. Com todos os grandes contratos de exposição na camisa do time de futebol terminando ao final deste ano e um cenário macroeconômico brasileiro preocupante, difícil não pensarmos na saída de alguma empresa ou diminuição do valor agregado.

    Hoje o Flamengo tem a Adidas, Jeep, Viton 44, Tim e a Caixa estampando suas marcas no Manto (para saber o quanto o Flamengo arrecadou com patrocínios na camisa do time de futebol, leia este post do Blog Flamenguista Imparcial: Afinal, quanto vale o manto?). A Adidas é um caso especial: fornecedora de material esportivo, consideramos aqui como patrocinadora também, já que estampa sua marca na camisa.

    Não podemos esquecer o apoio recebido por instituições destinadoras de verbas, assunto que talvez possa ser melhor representado no bloco de perguntas referentes aos esportes olímpicos. O Fla, na elogiada gestão olímpica de Póvoa/Vido conseguiu dinheiro através do apoio do Governo do Estado do Rio de Janeiro; Secretaria de Esporte e Lazer do Rio de Janeiro, Lei de Incentivo ao Esporte; Ministério dos Esportes; Governo Federal e Confederação Brasileira de Clubes.

    O Flamengo também tem patrocínios com outras formatações e para outras modalidades esportivas, como a Herbalife (estampa sua marca nos uniformes usados em treinos e fornece suplementação alimentar); Sky e Estácio (patrocinadores do Basquete); LafargeHolcim e MRS (permuta) e Furnas (patrocínio poliesportivo e em ações de inclusão socioesportivas). Também tem parcerias com a Gatorade (fornecedora de bebida), Man (ônibus), Bioleve (fornecedora de bebida), Bhama (fornecedora de cerveja) e Ipiranga (fornecedora de combustível).

    Seria interessante para a torcida saber quanto o Flamengo arrecadou, ou deixou de pagar — no caso de contratos de permutas — com todos esses patrocínios ao longo destes três anos de Gestão Eduardo Bandeira de Mello para a gente ter condições de saber se ao final de 2018 a Chapa vencedora deste atual pleito melhorou os números. Também aguardamos um pronunciamento mais detalhado sobre o plano de expansão dos produtos licenciados em alguma outra pergunta nos próximos blocos de perguntas.

     

    A pergunta foi:

    Tendo em vista a crise na qual o país se encontra e a perspectiva de agravamento desta, o que a Chapa planeja para manter e até aumentar o valor arrecadado com patrocínios?

    Todas as chapas exaltam o valor da marca Flamengo e a capacidade do clube de atrair empresas interessadas em patrociná-lo. Também citam que pretendem trabalhar para renovar os contratos.

    Diferenças:
    • Azul: Diz que mantém contatos com possíveis interessados que podem substituir algum patrocinador que eventualmente não renove.
    • Branca: Diz que há conversas com uma empresa de Dubai e que em breve mostrará o projeto. Prioriza a montagem primeiro de um time forte.
    • Verde: Reforça que sua rede de contatos pode facilitar a obtenção de novos patrocinadores, assim como já atraiu alguns durante os anos em que Bap foi VP de Marketing do Flamengo.

     

    Leia as respostas na íntegra:

     

     O ponto mais importante é a percepção de valor entregue pelo Flamengo aos nossos patrocinadores e parceiros, e essa percepção é muito positiva. Hoje, a estrutura do Marketing do Flamengo é a que melhor atende as empresas parceiras (dito por todos nossos patrocinadores). Com isso, temos uma sinalização positiva em termos de renovações. Estamos trabalhando na extensão dos atuais contratos que são justamente revistos  no final dos anos – quando ocorrem essas decisões estratégicas nas empresas. Temos contato constante com alternativas que substituam algum dos atuais patrocínios, caso algum não possa.

     

    A primeira iniciativa é planejar o futebol, no sentido de montar uma equipe vencedora. A marca Flamengo é muito valiosa mercadologicamente por si só. O ano de 2016 será ainda um ano difícil por conta da crise econômica global, especialmente a nossa. A maioria dos contratos de patrocínio do Flamengo está prestes a terminar. Vamos lutar pela renovação, naturalmente. Mas precisamos ser criativos, de forma a criar atrativos para que os investidores se sintam recompensados em investir no clube. Vamos ao mercado em busca dos parceiros. Já temos um investidor, de Dubai, que já manifestou interesse em associar o seu produto ao Flamengo. Estamos conversando, e em breve teremos o escopo de um projeto capaz de viabilizar esse acordo, que tenho plena convicção, será bom para ambos os lados.

     

     Antes de mais nada, gostaríamos de lembrar que um dos líderes da nossa Chapa Verde é o Luiz Eduardo Baptista, o Bap, presidente da Sky, que, em pouco mais de dois anos na vice-presidência de Marketing, fez o faturamento do Flamengo crescer mais de 80%, transformando o clube na maior receita do país. Será ele um dos pilares deste trabalho para 2016. Quanto ao processo de patrocínio em si, vemos o trabalho como um tripé: planejamento bem feito, bom produto e ótimo relacionamento. Não adianta ter apenas parte disto. Tem que saber planejar as ações de marketing para encantar o patrocinador. Tem que ter um produto forte e com credibilidade. Tem que ter conhecimento e contatos de alto nível no mercado. No nosso caso, além de termos no nosso grupo renomados profissionais que são craques em desenvolver ações de marketing, temos nomes de mercado que emprestam a credibilidade administrativa ao clube, o que garante ao patrocinador a seriedade da marca Flamengo. Quanto aos contatos, talvez este seja o mais forte ativo que a Chapa Verde vai emprestar ao clube. Numa época difícil como esta, com as verbas de patrocínio muito limitadas, se você não tiver um grupo com relacionamento no mercado, fica muito mais difícil conseguir captar. Você investe onde você conhece. Nosso grupo tem mais de 30 empresários de renome ajudando ao Flamengo. Temos certeza de que isto vai fazer toda a diferença para manter os patrocínios e trazer outros.

     

     

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    NOTÍCIAS DA PRIMEIRA PÁGINA

     

    A Opção Pela Independência

    Fla vence a primeira partida na Final do Estadual de Basquete

    O Flamengo no Brasileirão Feminino 2015

    #DesafioDasChapas – Administração

    As soluções para os problemas do Fla

    “Onde estiver, estarei”. Torcedor sai de São Paulo para ver o NBA Global Games

    Onde o Flamengo tropeçou na caça ao G4?

    Lulucast #39

    Apagão de C… é R…

    Atuações: Uma derrota pra esquecer. As notas de Flamengo 0x1 Internacional

    Eles vão nos ajudar até o final!

    Declaração de incompetência

    Adeus Libertadores?

    Flamengo x Internacional | Vontade de ver gol de Guerrero!

  • Sub20 ‘perde emocional’ e apenas empata em casa

    Empate na Cidade do Aço complicou a vida do Sub20 na Copa do Brasil

     

    20150310160037_0.jpegJogando em Volta Redonda, no estádio Raulino de Oliveira, o Flamengo apenas empatou com o Joinville no primeiro jogo das quartas de final da Copa do Brasil. O time carioca abriu o placar com Cafu, num chute de fora da área, mas permitiu a virada do Joinville ainda na primeira etapa. No segundo tempo o artilheiro Douglas Baggio empatou a partida e na pressão o Fla tentou virar a partida.

    O resultado foi bastante comemorado pela equipe catarinense. Com dois gols marcados fora de casa, basta apenas um novo empate sem gols ou por 1 a 1. Se o resultado do jogo de hoje se repetir, a vaga será decidida nos pênaltis. Empate por mais de três gols coloca o Mengão na semifinal da competição.

     

    Mengão sai na frente, mas permite virada do Joinville

    Atuando em seus domínios, o Flamengo partiu para cima do Joinville já no início da partida. De volta aos juniores, Matheus Sávio e Douglas Baggio construíram boas jogadas, mostrando o porquê de terem sido chamados por Oswaldo de Oliveira para o time profissional. Mas foi o JEC quem quase abriu o marcador. Falta cobrada por Jonathan que obrigou o goleiro Thiago a fazer uma boa defesa aos 13′. Logo em seguida foi a vez do Mengão ameaçar o time catarinense. Escanteio cobrado pela direita e a zaga do Joinville cortou mal e Rafael Dumas pegou meio sem jeito, porém levando perigo.

    O volume maior de jogo do Mengão gerou resultado. Após uma boa troca de passes, Cafu recebeu a bola de Matheus Sávio, girou com a canhota, tirou a marcação e bateu no canto esquerdo do goleiro Matheus Albino. 1 a 0 Fla aos 31′. A vantagem poderia ter aumentado com Paquetá que chegou driblar a marcação, mas finalizou por cima. O Flamengo conseguia criar boas jogadas no lado esquerdo, principalmente com Marquinhos e Lucas Paquetá.

    No momento em que o adversário pouco ameaçava, o Fla sofreu o gol de empate. Cruzamento de André, Marquinhos tentou cortar mas acabou jogando contra o próprio patrimônio. O time que atuava bem acusou o golpe por ter sofrido o empate e no minuto seguinte a equipe catarinense virou o placar. Boa jogada de Brenner que deixou Adriano na cara do gol, o atacante com categoria deu um tapa na bola e tirou do goleiro Thiago.

     

    Bombardeio Rubro-Negro

    Precisando empatar a partida para poder pensar na virada, o time comandado por Zé Ricardo conseguiu um verdadeiro bombardeio em cima do JEC. Thiago Santos entrou no lugar de Trindade. Com um atacante a mais o Mais Querido não deu sossego ao goleiro Albino. Aos 11′, Paquetá — um dos destaques da partida — armou contra-ataque e colocou o artilheiro Douglas Baggio em condições de empatar a partida, 2 a 2 em Volta Redonda. Temendo a virada do Fla, o Joinville recuou e dificultou a vida do Mengão. Apesar da maior posse de bola, faltava objetividade ao rubro-negro carioca. Matheus Sávio quase marcou um golaço encobrindo o arqueiro adversário. Outra boa oportunidade do Fla foi com Baggio, aos 39′. Apito final e placar marcando igualdade em 2 gols.

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    Douglas Baggio conseguiu o empate. Foto: Flamengo.

    O empate com gols não foi um bom resultado para o Flamengo. O jogo de volta acontece na quinta-feira (29-10). Vitória simples classifica o Mengão ou empate a partir de 3 a 3. Igualdade com dois gols leva a disputa da vaga para as penalidades.

     

    Com a ajuda de Luiz Felipe Borges.

     

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  • Fla vence a primeira partida na Final do Estadual de Basquete

    Rubro-negro bate Macaé em partida disputada, e larga na frente na busca pelo Hendecampeonato estadual!

     

    Fla e Macaé se enfrentam pela primeira partida da final do Campeonato Carioca (Foto: Rafael Lisboa/Mundo Bola Informação)
    Fla e Macaé se enfrentam pela primeira partida da final do Campeonato Carioca (Foto: Rafael Lisboa/Mundo Bola Informação)

    Na noite desta quarta-feira (21), Flamengo e Macaé se enfrentaram pela primeira partida da final do Campeonato Carioca de Basquete no Ginásio Hélio Maurício na Gávea. O Flamengo foi para a quadra com: Rafa Luz, Marquinhos, Olivinha, Jason Robinson e Meyinsse. Já o Macaé veio para a quadra com: Matheus, Mosso, Caleb Brown, Márcio e Eddy.

    O primeiro quarto começou com o Flamengo melhor, abrindo 5 a 2, mas permitiu uma virada rápida da equipe macaense para 7 a 5. Logo voltamos à dianteira com oito pontos de frente, 17 a 9. E assim foi até o fim do período, que terminou com a vitória do Mengo por 23 a 16. Jason Robinson foi o destaque do quarto com 10 pontos.

    No segundo quarto, o Macaé começou melhor e cortou a vantagem para um ponto, 26 a 25, aproveitando os erros ofensivos e defensivos dos comandados de José Neto, forçando o treinador a parar o jogo. Mesmo abusando dos arremessos na linha de três pontos, o Flamengo conseguiu voltar a abrir vantagem, 33 a 28, forçando o técnico Léo Costa a parar mais uma vez a partida. Após o tempo, a equipe visitante voltou a diminuir a desvantagem e o Flamengo foi para o intervalo vencendo por 34 a 32, mesmo perdendo por 16 a 11 no quarto.

    Na volta do intervalo, o jogo recomeçou equilibrado, com Flamengo e Macaé revezando nas pontuações, mantendo dois pontos de diferença, 39 a 37 para o Orgulho da Nação. Mas uma corrida de 6 a 0 em 1 minuto, fez com que o Mais Querido abrisse 45 a 37. Após o pedido de tempo do técnico Leo Costa, a equipe do litoral novamente cortou a vantagem para dois pontos, 47 a 45. Mas uma bola de três de Rafael Luz no estouro do cronômetro determinou a vitória parcial do Fla por 50 a 47, 16 a 15 no período.

    No último quarto, as duas equipes erraram bastante até a metade do quarto, quando o Flamengo abriu nove pontos de frente, 66 a 57, após duas bolas de três do Gegê, forçando o último pedido de tempo do técnico Léo Costa. Após a parada, o Flamengo continuou dominando, chegou a abrir 12 pontos, 71 a 59, mas permitiu a recuperação da equipe visitante, vencendo a partida por 71 a 64, 21 a 17 para o Mengo no quarto.

    A partida decisiva será no ginásio do Juquinha em Macaé no dia 27/10. O Flamengo pode até perder por seis pontos de diferença que será campeão carioca pela 11ª primeira vez seguida. Caso o Macaé vença por 7 pontos, a partida irá para a prorrogação, e uma vitória do Macaé por 8 ou mais pontos dá o título inédito à equipe do litoral carioca.

     

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  • A Opção Pela Independência

    Hoje, Gilmar Ferreira do Extra trouxe a notícia que o Flamengo vislumbra uma “oferta hostil” no Engenhão, para que seja sua casa. Em 2014, publiquei no Buteco do Flamengo uma coluna aventando esta possibilidade. Decidi publicar no Mundo Bola o post, para que pensemos nesta possibilidade, que acho plausível e justa. Espero que gostem.

     

     

    Quem acompanha as colunas que escrevo sabe que quase quixotescamente sonho com um estádio próprio. Os mesmos também sabem que odeio esta tentativa de escravização do clube pelo Consórcio Maracanã e a aparente submissão a qual o Mais Querido se sujeita. É um absurdo essa concessão em que apenas os promotores do espetáculo são prejudicados (clubes). Além disso tudo, ainda não passa pela minha garganta o estranho fechamento do Engenhão, para obras. O que se ouve pelo Rio de Janeiro é que o Engenhão reabrirá sob uma condição: um contrato de longo prazo do Flamengo com o consórcio (o trem pagador…). Veremos.

    Não são poucos os problemas relacionados ao Maracanã e o principal deles é o contrato firmado entre Flamengo e Consórcio Maracanã, ousado, pensado para lucros altos em grandes públicos, elevando com o isso a necessidade de um ingresso médio mais alto; além dos custos com o sindicato dos ex-atletas profissionais, dos escoteiros, dos cronistas esportivos, lei da meia-entrada, gratuidades e das penhoras. Para demostrar as arbitrariedades deste contrato e o absurdo que é a realidade do Flamengo, foi criada uma calculadora de ingressos com as diferenças entre este contrato no Maracanã (futuramente o do Fluminense) e do Cruzeiro na Minas Arena. Um drama.

    Pouco tempo atrás, voltou “um zum-zum-zum” sobre a construção de um estádio para 20.000 pessoas na Gávea. A primeira notícia relacionada ao assunto se deu sobre a construção de um “estádio butique”, que seria péssimo por uma série de fatores, principalmente pelos preços altíssimos, tanto na construção, quanto nos ingressos para os torcedores. Logicamente, existem maneiras de se viabilizar, financiar a esse tipo de construção com as famosas “cadeiras cativas” (concedidas por período específico preestabelecido, 10 anos); concessão de camarotes, também por período preestabelecido; venda do direito de nome; e concessão de bares, restaurantes e lojas (como em shoppings).
    Tudo isso seria possível, porém dificilmente escaparia de um empréstimo asfixiante de médio prazo, para a construção de um aparelho novo. O problema de se construir um estádio multiuso para 20.000 pessoas é que não seria possível uma expansão, ampliação para 50.000 pessoas, por exemplo, que traria a “independência” financeira e logística do Flamengo, que poderia por fim, jogar os clássicos no Maracanã, preservando seu patrimônio. A preparação para essa possível expansão elevaria ainda mais os custos de construção. Encaro como ideal a construção de um estádio próprio para 40 ou 50 mil torcedores, para ganho financeiro do clube e ocupação no estádio (casa cheia, ingresso baixo).

    Segundo a imprensa e boatos a esmo, a viabilização da “casa na Gávea” viria através da Odebrecht, majoritária no consórcio Maracanã S/A (dona de 90%). E aí amigos, a porca torce o rabo… Nada contra a construtora, tudo à favor do Flamengo. Não vejo vantagens na relação entre o clube e a Odebrecht, por pensar que o clube sairia “prejudicado e iludido” com o “presentinho” que pode ser um cavalo de troia. Juro já ter pensado sobre a possibilidade da concessionária do Novo Maracanã, depois de ter assinado o contrato e iniciado uma possível construção do estádio da Gávea, desistir do consórcio e do Maracanã antes dos jogos olímpicos de 2016, já que tem a obrigação de investir algo em torno de R$ 600.000.000,00 para concluir o projeto urbanístico do estádio para os jogos.

    Se ocorrer o que descrevo, a construtora “escravizaria” ao Flamengo, o prejudicando em um “arrendamento futuro” do Maracanã (hipotético após a saída da Odebrecht). Não é teoria da conspiração, é uma POS-SI-BI-LI-DA-DE concreta, que se confirmada, traria ao Flamengo a obrigatoriedade de jogar somente na Gávea, mesmo com o Maracanã livre, para que a Odebrecht preserve seu investimento (logicamente, depende do contrato a ser firmado).

    Alguém aí se lembra o do Engenhão? Não há como tirá-lo do contexto. Ele foi fechado debaixo de uma possibilidade de queda de estrutura após ventos fortes. Já choveu, já ventou com velocidade superior a 100Km/h e nada aconteceu. Ainda bem. Um estádio de SETE anos não poderia passar por reformas ESTRUTURAIS. Depois da realização dos jogos olímpicos de 2016, ele voltará para as mãos do Botafogo. Ou não. O Botafogo está bem no Maracanã e sua torcida não comparecia ao Engenhão, e tem também, uma dívida do tamanho do mundo, que inclusive o fez ameaçar de abandonar ao Campeonato Brasileiro atual! Porque não tentar uma “oferta hostil” ao Botafogo e a Prefeitura para ficar com o Engenhão?

    engenhoca

    O estádio é conhecido do público, já abrigou clássicos e partidas importantes sem maiores problemas, porém a propaganda negativa sobre ele, principalmente relacionada a acústica (verdadeira) e a acomodação da torcida (não tão verdadeira assim, já que é confortável), não ajuda em nada. O Engenhão é “percebido” como um “estádio frio”. Nada que reformas modifiquem a esse panorama, e elas teriam um custo MUITO mais baixo, e no médio prazo mais vantajosas do que uma construção.

    Porque o Engenhão, que não será demolido, não poderia se transformar na nova casa do Flamengo? Penso muito seriamente no assunto. Só o Flamengo será capaz de transformar o estádio olímpico em um lugar viável. Reformulando a posição das cadeiras, assim como a construção efetiva das careiras definitivas “detrás dos gols” e colocando arquibancadas móveis por cima da pista de atletismo, teríamos um estádio confortável, que acomodaria bem as torcidas organizadas, acolhedor e com uma acústica capaz de pressionar a qualquer adversário. Um estádio “quente”.

    A solução seria espetacular e ainda não faria do local um gigante Rubro-Negro, nunca um elefante branco pós-2016. Todos teriam a ganhar. Um Engenhão REMODELADO e do Flamengo, administrável no longo prazo, com configurações para grandes e pequenos públicos, traria o torcedor para mais perto do campo, pressionando aos adversários, como o visto nos novos estádios da copa do mundo. A estrutura já é excelente e ele é um estádio conhecido da torcida, novo (2007) e pode ser melhorado dentro e no entorno. Hoje, cada “lado canta uma coisa diferente” e “nada se ouve direito”.

    Com o fechamento do anel superior, construindo-se as arquibancadas no entorno do campo, e mantendo-se as arquibancadas construídas para os jogos olímpicos, seria mais fácil um tratamento acústico, concentrando o som dentro do estádio. Estas arquibancadas móveis em cima da pista de atletismo, que proponho aqui, para aproximar o torcedor do campo de jogo, elevaria a capacidade do Engenhão, para até 80 mil pessoas, dependo do que deseja o Flamengo. Com as arquibancadas dos jogos olímpicos a capacidade subirá naturalmente para 60 mil pessoas, já na sua reabertura, nesta próxima obra pra 2016.

    Uma obra de rebaixamento do nível do campo seria executada para preservar a pista de atletismo e construir um nível de arquibancadas móveis, sem atrapalhar a visão dos torcedores, mantendo a qualidade da pista de atletismo. É uma obra simples e relativamente barata. Dito por um especialista consultado por mim, que inclusive “leu a planta” do Engenhão e me afirmando categoricamente: “eu investiria no rebaixamento do campo, novo anel de arquibancadas moveis e lojas e camarotes”. O Flamengo teria boas opções para jogos grandes e jogos menores, sem que se perca a “qualidade na pressão” pela nova acústica e pela proximidade da torcida no gramado, com lugares para se torcer de pé e etc. Abaixo vídeo que demonstra a obra no projeto original e foto do Engenhão atual:

    Engenhão
    Rebaixamento do campo (pista), aproximação da torcida por arquibancadas móveis em cima da pista, “fechamento” do anel superior com arquibancadas atras dos gols, já construídas para os Jogos olímpicos de 2016, e melhorias acústicas transformariam o estádio num caldeirão a baixo custo. Já para Janeiro de 2017, quando acaba o contrato “Consórcio Maracanã/Flamengo”.

    Alguém se lembra de como ficou a Gávea “projetada para a Holanda”? Recente, né? Ainda está lá! O estádio Olímpico com uma nova identidade, seria nossa casa. É exatamente o que aconteceu com os estádios da copa, modificados pela Fifa. Uma “identidade visual Flamenga”! Cadeiras vermelhas e pretas em todo o estádio e padronização visual “modo Copa do Mundo”, com as cores do Flamengo. Criação de uma identidade visual para o estádio, como foi executada em pequena escala na Gávea, para a Holanda, como é feita em jogos Olímpicos e na Champions League. Porque não sonhar com isso?

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    O mesmo especialista me assegurou que o valor total para o Flamengo colocar o Engenhão “do seu jeito” seria de aproximadamente 100 milhões de Reais e com mais 50 milhões de Reais todo o complexo e já em 2017 teríamos nossa casa para 25 ou 30 anos. Muito melhor do que ficar preso a qualquer construtora por causa da Gávea e bem possível de ser pago, inclusive com o direito de nome desse novo estádio já no lançamento do projeto (se possível anunciado com “novo o arrendamento”). O direito de nome de um estádio do Flamengo para 10 anos e no Rio de Janeiro não ficaria por menos de 150 milhões de Reais.

    O financiamento poderia vir de diversas fontes e o próprio estádio traria novas receitas ao Flamengo. Com a possível comercialização dos camarotes, o novo direito de nome, estariam pagas as reformas. O lucro, o “restante” ficaria com o clube, inclusive a comercialização de cadeiras cativas por concessão temporária (10 anos) e dos ingressos de temporada, criando demanda média para shows e partidas, planejamento. Dentro desta nova propriedade, o Flamengo poderia ceder placas, veiculação por TVs (propaganda), cessão de bares, possíveis lojas, entre outras dezenas de propriedades comercializáveis. Existe ainda uma grande possibilidade de negócios com ele, inclusive grande ocupação do estádio com pacotes de temporada e ingressos mais baixos. Poderia capitalizar com o PLANEJAMENTO PARA O TIME.

    Se o Flamengo “adota” o Engenhão como sua casa, vence a resistência da torcida. O Atlético-MG “abandonou” o Mineirão e adotou o Estádio Independência como sua casa e a torcida foi atrás. É a opção mais interessante que apareceu, em todos os sentidos, ultraviável. Basta vontade política. Muito melhor que um estádio boutique na Gávea construído pela Odebrecht, dona do Consórcio do Maracanã, por exemplo. Seria também absurdamente mais barato e caberia mais gente no Engenhão que no Maracanã, não é verdade?

    Cultura também é criada e a cidade cresceu e continuará crescendo. E o Botafogo está com o pires na mão… No terreno ainda há espaço para a construção de um campo de aquecimento, dois prédios/estacionamentos, facilitando a comodidade para quem não usa o transporte público (recomendado), para a construção de lojas, megaloja do clube, Museu, um complexo de restaurantes e cinemas, já que a região é predominantemente habitacional, mas cercada de um comércio pujante e algumas fábricas. É um ativo da cidade que não pode ser jogado no lixo. Em minha visão não poderia descartado de modo algum.

    O que não pode é o Flamengo ficar com ¼, no máximo 1/3 da bilheteria bruta e achar normal. Um financiamento com o BNDES e obra depois de 2016. Estádio pronto já em 2017, quando termina o contrato com o consórcio, reitero. Poderia abrir apenas o anel inferior para jogos pequenos, compartimentos do estádio, setores menores para visitantes e uma série de outras vantagens para se minimizar os custos que seriam apenas do clube. Os lucros também. O Flamengo com SUA CASA e a prefeitura com menos um elefante branco para cuidar. Ou alguém acha que o Botafogo conseguirá sustentar sozinho ao “paquiderme alvo”? Pela independência do Flamengo, escolho o Engenhão.

     

    P.S.: Texto Original do Blog Buteco do Flamengo, publicado em 29/06/2014.

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    Luiz Filho escreve no Blog Overlapping, da Plataforma Mundo Bola Blogs. Twitter: @lavfilho

     

     

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  • Fla peleja por vaga na semifinal da Copa do Brasil Sub-20

    O Mengão entra em campo hoje para disputar o primeiro jogo das quartas de final da Copa do Brasil Sub-20. A partida contra o Joinville acontecerá no estádio Raulino de Oliveira, em Volta Redonda. O time comandado por Zé Ricardo, quer aproveitar o mando de campo para abrir uma boa vantagem e jogar com mais tranquilidade o segundo jogo.

    Na fase anterior, o Rubro-negro fez 2 a 0 em cima do Cruzeiro na primeira partida, também disputada na Cidade do Aço. Já em Belo Horizonte, a equipe mineira chegou abrir 3 a 0 no placar, porém o Flamengo, conseguiu com Lucas Paquetá cobrando de pênalti, fazer o gol que lhe garantiu a vaga nas quartas de final. Por ter se classificado através do critério do gol marcado fora de casa, o Fla sabe da importância de fazer uma boa partida defensiva.

    O time que deve entrar em campo será bem diferente do que perdeu para a Portuguesa, no último sábado, pelo Torneio Otávio Pinto Guimarães. A comissão técnica vai continuar priorizando a competição nacional e colocando uma equipe mista no certame regional.

    Flamengo x Joinville

    Local: Raulino de Oliveira- Volta Redonda- RJ

    Horário: 19h (horário de Brasília)

    Arbitragem: Leonardo da Silva Cavaleiro- RJ (CBF-2)

    Assistente 1: Wendel de Paiva Gouveia- RJ (CBF-1)

    Assistente 2: Patrícia da Silveira de Paiva Retondário da Silva- RJ (CBF-2)

    Transmissão: SporTV

     

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    Bruno Vasconcellos faz parte da Equipe Mundo Bola Informação. Twitter: @BruNoCellos_CRF

     

     

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  • #DesafioDasChapas – ADMINISTRAÇÃO

    Nos próximos anos o Flamengo terá grandes desafios pela frente. O #DesafioDasChapas foi o método encontrado pelo Mundo Bola de contribuir para o debate produtivo de ideias para o próximo triênio rubro-negro. Os candidatos responderão 20 perguntas semanais, perfazendo um total de 80 indagações durante o período de quatro semanas. Este primeiro bloco tem foco nas áreas de Finanças, Marketing, Recursos Humanos e Comunicação.

    A Chapa Azul representa a situação com Eduardo Bandeira de Mello tentando a reeleição ; Wallim Vasconcellos, ex-Vice-Presidente de Futebol e de Patrimônio da atual gestão se tornou opositor de Bandeira e representa a Chapa Verde; e Cacau Cotta, ex-Vice-Presidente do FlaGávea e de Administração da Gestão Patrícia Amorim (2010-2012) é o candidato da Chapa Branca.

    O nosso objetivo com os questionamentos abaixo é criar condições para que os candidatos apresentem seus planos de governo. As perguntas foram confeccionados com pouca margem para argumentações pretéritas. As decisões anteriores à posse do próximo mandatário, erradas ou acertadas, devem ser encaradas pelo Presidente da Nação Rubro Negra como desafios e oportunidades. É consenso no Mundo Bola ser um desperdício extremamente decepcionante — decerto cruel –, infrigir à Nação um período eleitoral baseado em acusações, verborragias com repetições de clichês elevados pela hexa potência e demais artíficios publicitários baratos. Quando poderíamos apenas ter, elegantemente, candidatos apresentando seus planos de governo.

    Para entender as regras do #DesafioDasChapas clique aqui → 

    Boa leitura aos sócios aptos a votarem no dia sete de dezembro e a todos os rubro-negros espalhados pelo Brasil.


     

    DESAFIO DAS CHAPAS – PRIMEIRO BLOCO

    O Portal Mundo Bola disponibiliza este questionário para todas as Chapas.

    Tema Geral deste Bloco: Administração

    Observações:

    ¹Nas respostas obedecemos a ordem alfabética, assim a primeira Chapa a responder é a Azul, seguida pela Branca e por fim a Verde.

    ²As respostas foram reproduzidas exatamente como as Chapas as enviaram.

     

     

    – Finanças/Marketing/RH/Comunicação

    Tendo em vista a crise na qual o país se encontra e a perspectiva de agravamento desta, o que a Chapa planeja para manter e até aumentar o valor arrecadado com patrocínios?

     

     O ponto mais importante é a percepção de valor entregue pelo Flamengo aos nossos patrocinadores e parceiros, e essa percepção é muito positiva. Hoje, a estrutura do Marketing do Flamengo é a que melhor atende as empresas parceiras (dito por todos nossos patrocinadores). Com isso, temos uma sinalização positiva em termos de renovações. Estamos trabalhando na extensão dos atuais contratos que são justamente revistos  no final dos anos – quando ocorrem essas decisões estratégicas nas empresas. Temos contato constante com alternativas que substituam algum dos atuais patrocínios, caso algum não possa.

     

    A primeira iniciativa é planejar o futebol, no sentido de montar uma equipe vencedora. A marca Flamengo é muito valiosa mercadologicamente por si só. O ano de 2016 será ainda um ano difícil por conta da crise econômica global, especialmente a nossa. A maioria dos contratos de patrocínio do Flamengo está prestes a terminar. Vamos lutar pela renovação, naturalmente. Mas precisamos ser criativos, de forma a criar atrativos para que os investidores se sintam recompensados em investir no clube. Vamos ao mercado em busca dos parceiros. Já temos um investidor, de Dubai, que já manifestou interesse em associar o seu produto ao Flamengo. Estamos conversando, e em breve teremos o escopo de um projeto capaz de viabilizar esse acordo, que tenho plena convicção, será bom para ambos os lados.

     

     Antes de mais nada, gostaríamos de lembrar que um dos líderes da nossa Chapa Verde é o Luiz Eduardo Baptista, o Bap, presidente da Sky, que, em pouco mais de dois anos na vice-presidência de Marketing, fez o faturamento do Flamengo crescer mais de 80%, transformando o clube na maior receita do país. Será ele um dos pilares deste trabalho para 2016. Quanto ao processo de patrocínio em si, vemos o trabalho como um tripé: planejamento bem feito, bom produto e ótimo relacionamento. Não adianta ter apenas parte disto. Tem que saber planejar as ações de marketing para encantar o patrocinador. Tem que ter um produto forte e com credibilidade. Tem que ter conhecimento e contatos de alto nível no mercado. No nosso caso, além de termos no nosso grupo renomados profissionais que são craques em desenvolver ações de marketing, temos nomes de mercado que emprestam a credibilidade administrativa ao clube, o que garante ao patrocinador a seriedade da marca Flamengo. Quanto aos contatos, talvez este seja o mais forte ativo que a Chapa Verde vai emprestar ao clube. Numa época difícil como esta, com as verbas de patrocínio muito limitadas, se você não tiver um grupo com relacionamento no mercado, fica muito mais difícil conseguir captar. Você investe onde você conhece. Nosso grupo tem mais de 30 empresários de renome ajudando ao Flamengo. Temos certeza de que isto vai fazer toda a diferença para manter os patrocínios e trazer outros.

     

    Qual a perspectiva de orçamento para o próximo ano e como analisa o impacto da adesão ao “ProFut”?

     

    O orçamento, para o ano de 2016, apresenta duas boas notícias para o Flamengo. A primeira é o aumento das receitas de TV referente a transmissão do campeonato brasileiro de R$ 110 milhões para R$ 170 milhões. A outra boa notícia é a adesão do Flamengo ao Profut, projeto que teve como “patrocinador” o nosso presidente Eduardo Bandeira de Mello, e que vai aliviar o nosso parcelamento fiscal a partir de outubro deste ano em aproximadamente R$ 1 milhão líquidos por mês. Além do ganho financeiro neste primeiro momento, o Profut traz o equacionamento definitivo de aproximadamente 50% da dívida do Flamengo, o que significa a tão sonhada previsibilidade para o fluxo de caixa rubro-negro.

    Ainda assim, estamos prontos para gerir o clube em diferentes cenários. Temos um plano para cada tipo de contingência. Mas, com base nos contratos já firmados temos certeza que os próximos anos serão melhores que os recentes, podem ser até muito melhores e para isso que estamos trabalhando.

     

    O ProFut era uma iniciativa esperada por todos os clubes brasileiros. Existem os mais e os menos endividados. E o Flamengo tem de lutar para manter sua base financeira sólida, sem se descuidar no investimento a médio e longo prazos, para mentar um time competitivo. Com a nova Lei de Responsabilidade Fiscal, recém aprovada pelo Congresso Nacional, o gestor dos clubes responderá pelos seus atos à frente da instituição, além de arcar com os seus bens, no caso de malversação dos recursos. Austeridade financeira não é mais bandeira de ninguém, é lei. O ProFut é importante porque garante às agremiações condições mínimas para sobreviveram em meio ao cenário de instabilidade econômica no qual vivemos.

     

    A aprovação do Profut, apesar de positiva para auxiliar na equação dos problemas com o pagamento de impostos atrasados, fará com que os clubes tenham que adotar uma rigorosa disciplina no uso de seus recursos para a realização de custos operacionais e investimentos. Dentro desse conceito de responsabilidade financeira e de aprimoramento de gestão, o Flamengo, então sob nosso comando administrativo/financeiro, iniciou em 2013 um programa de ajustes que nos possibilitou equacionar dívidas antigas e pagar despesas correntes em dia. É hora de profissionalizar ainda mais a gestão. O valor do orçamento ainda será discutido, mas é certo que será cumprido.

     

    Com a fiscalização da meia-entrada nos estádios já houve redução significativa na venda de meias. Há perspectiva de reduzir o preço dos ingressos? Se sim, em que condições? Qual será a política de preço de ingressos em sua administração?

     

    Os preços já estão num patamar que atende a demanda da maioria dos torcedores. Com o benefício do sócio-torcedor, os bilhetes saem por 25/30 reais sem contar os casos de meia-entrada. Os custos de operação do estádio, e o nível de competitividade que queremos para o nosso time demandam um valor mínimo dos ingressos. Quando comparamos com times de São Paulo, o ingresso no Maracanã chega a ser 1/3 ou, até, ¼ do valor.

     

    A redução do preço dos ingressos é uma prioridade em nossa gestão. Não podemos cobrar ingressos a 10% do valor do salário mínimo. Temos que criar condições para que o torcedor do Flamengo menos afortunado possa voltar a frequentar os estádios. O modelo que vigora hoje em dia exclui os torcedores que compõem as camadas mais populares da torcida. E o Flamengo sempre foi um clube popular, com 40 milhões de rubro-negros. Não podemos abrir mão do torcedor rubro-negro, seja ele de que extrato social for. Penso que podemos criar espaços no Maracanã, com a redução de 60% das cadeiras do setor Leste e 20% das cadeiras localizadas nos setores Norte e Sul, e cobrar ingressos mais baratos ali, com preços a R$ 25. Na Alemanha e em outros países europeus funciona assim. O torcedor que prefere assistir ao jogo em pé, paga um preço mais em conta. Não vamos acabar com as chamadas áreas VIPs. Quem pode pagar mais, vai continuar a frequentar o estádio, não vai deixar de fazê-lo.

     

    Há uma série de ações possíveis para reduzir o preço dos ingressos. O problema é que muitas dependem do Governo, da Federação, do Consórcio, do Gepe. O controle da meia-entrada, a redução dos custos dos estádios, a diminuição das taxas da Ferj (as maiores do Brasil), um novo arranjo arquitetônico do Maracanã – com a abertura de uma área mais popular – e outras ações fariam com que o clube pudesse receber mais e baratear os valores cobrados pelos ingressos. Temos um amplo estudo sobre isto e negociaremos com os demais envolvidos assim que assumirmos a administração.

     

    Como a chapa enxerga a forma com que as finanças do Flamengo são administradas atualmente? Pretende realizar alguma mudança?

     

    O caminho de se tornar um clube-cidadão, em nossa opinião, é sem volta. O clube vê, hoje, uma série de transformações em nossa sede e em nossos Esportes Olímpicos: tudo foi viabilizado pela obtenção e manutenção das Certidões Negativas de Débito. Ser um clube-cidadão, que honr as suas obrigações e tenha credibilidade no mercado é uma premissa básica do Flamengo atual é que será mantido no próximo triênio. Responsabilidade fiscal e respeito ao orçamento são outros pilares da pasta de Finanças.

    O nosso compromisso é dar continuidade ao que estamos fazendo hoje. Visando a redução do endividamento e pautada tanto na responsabilidade, quanto na transparência. Este trabalho inclusive vem sendo reconhecido e premiado, tanto que o Flamengo recebeu, por dois anos consecutivos, o prêmio BrSM – que reconhece as melhores práticas esportivas no quesito Transparência Financeira. A nossa meta para o próximo triênio é incrementar os nossos controles internos e ser auditado por uma das quatro maiores auditorias de renome internacional.

     

    Precisamos primeiramente dar transparência às finanças do clube. Temos que abrir essa caixa preta de uma vez por todas. Foi criado uma espécie de mantra de que a atual diretoria implementou a austeridade financeira, e vem pagando todos os débitos. Todo mundo ouve isso sem contestar. O clube tem trocado a sua dívida com impostos e multas pela dívida com os bancos privados. Qual o sentido disso? Vale a pena? O clube tem trocado sua dívida pública pela privada. Só em setembro foram dois empréstimos para auxiliar no pagamento da folha do futebol. Por isso defendo uma maior transparência quando o assunto são os números do Flamengo. Já ouvi muita coisa nesse período eleitoral e até mesmo antes dele. Falam que a atual gestão encontrou uma dívida de R$ 750 milhões. Se me comprovarem isso com uma auditoria externa de reconhecida competência e, acima de tudo isenta, eu rasgo o meu título de sócio proprietário e retiro minha candidatura à presidência. Não podemos recorrer às inverdades, falácias, para criar um discurso político para se eternizar no poder. Quero ver os números reais, as condições dos contratos celebrados, os prazos, os acordos com os patrocinadores e prestadores de serviço.

     

    Os integrantes da Chapa Verde foram os principais responsáveis pela política de austeridade, transparência e por reduzir a dívida do Flamengo nos últimos anos. Para os próximos três anos, vamos manter o cumprimento das obrigações fiscais, respeitando o orçamento previsto.

     

    Quanto a contratação/dispensa de funcionários e terceirizados, qual será a política de RH implementada pela Chapa? Irá rever/readequar o atual quadro de funcionários/terceirizados para o próximo triênio? Considera a folha salarial adequada?

     

    Pretendemos melhorar a política de contratação de profissionais, informar aos nossos sócios como se dará esse processo e abrir em nosso site espaço para anúncio de oportunidades.

    Quanto ao quadro de funcionários, ainda temos muitos setores que ainda não se encontram no quantitativo ideal. O esforço da austeridade financeira teve impacto no clube inteiro, o que por um lado é bom, pois tivemos que aproveitar da melhor forma possível os recursos escassos, contudo, conforme a dívida cair e o Fluxo de Caixa se tornar mais gerenciável poderemos investir mais no fortalecimento das equipes e  treinamento em todas as áreas.

    Consideramos que ainda há espaço para valorização de nosso corpo funcional, mas preferimos que isso se dê por meio de remuneração variável maior nos casos em que atingirmos metas pré-definidas.

    Quanto aos terceirizados, entendemos que o Flamengo não é nem deve ser especialista em todos os serviços necessários para a manutenção do clube, por exemplo. Terceirizar é algo que boa parte das empresas e clubes faz, não vemos isso como um problema.

     

    Se o serviço é bem prestado permanece, se não for, vamos encaminhar o contrato para análise do jurídico do clube. A nossa política de RH prega não realizar perseguições a ninguém. O bom colaborador fica, o mal sai.

     

    Quando entramos no clube, há dois anos e meio, encontramos uma situação de controle muito complicada. Poucos dados, vários problemas judiciais e nenhuma política firmada para a área. Muito foi feito no período em que estivemos no controle do clube (até junho deste ano). De qualquer forma, ainda é uma área que precisa ser mais bem trabalhada – já que não se chegou ainda a um perfeito andamento. Isto será feito caso sejamos eleitos. Como nos últimos três meses – depois que saímos – temos visto que a atual administração tem feito movimentos diferentes da política que havíamos implantado no clube, não sabemos mais hoje o que encontraremos em janeiro. Sendo assim, não podemos afirmar se a folha salarial está ou não adequada. Infelizmente, acreditamos que vamos precisar novamente usar a experiência que temos para recolocar o clube no caminho certo.

     

    Há a intenção de promover cursos de aperfeiçoamento para melhorar a capacitação dos profissionais atuais?

     

    Sim, sem dúvidas. Infelizmente, não conseguimos avançar tanto quanto gostaríamos nesse quesito durante os primeiros três anos. Investir em capacitação dos profissionais e melhorar os processos de contratações de novos funcionários é algo que prezamos muito, mas em que o Flamengo ainda precisa evoluir bastante.

    No que diz respeito a Recursos Humanos pretendemos elaborar um plano de cargos e salários, incentivar a produtividade com participação nos resultados e desenvolver programa de treinamento.

     

    Já fizemos isso anteriormente, quando exerci o cargo de vice de Administração do Flamengo. Na minha gestão, o funcionário recebeu uniformes, foi identificado através de crachá, e o ponto de frequência passou a ser biométrico. Exemplos de melhorias implementadas na nossa gestãopara o colaborador. Isso nunca existiu antes no CRF.

     

    Sem dúvida que este é um dos trabalhos importantes a serem feitos. Na administração de nossas empresas, fazemos isto com constância, já que temos que acompanhar e atender as demandas dos nossos consumidores (no caso do Flamengo, nossos sócios). Temos um quadro de funcionários que deve ser prestigiado e investido nele. Todos irão ganhar com isto: sócios, funcionários e administração.

     

    Que mudanças ou aprimoramento a Chapa pretende em relação à comunicação interna e à comunicação externa com meios de comunicação, web site e mídias sociais?

     

    A chegada do Antonio Tabet para a Vice-Presidência de Comunicação foi uma demonstração do nosso interesse em inovar no relacionamento com nossos torcedores, associados e parceiros. O foco em mídias digitais é grande, e pretendemos que o Flamengo se modernize, sem deixar de atender as necessidades dos nossos torcedores convencionais.

    Quem acompanha nossos meios de comunicação já percebeu algumas mudanças na forma como utilizamos essas ferramentas. Nosso objetivo é reforçar e valorizar esses canais, focando em conteúdo ágil e moderno. Além disso, vamos implementar importantes mudanças de formato e abordagem na TV FLA e incrementar nossas ferramentas digitais – em especial, os perfis de Facebook e Youtube, em processos já iniciados de conversa através do Tabet.

     

    O presidente do Flamengo não pode fugir nos momentos que tiver de enfrentar as adversidades, sejam elas esportiva, financeira ou patrimonial. Muito menos deixar de divulgar suas realizações pelo bem do clube. Nossa comunicação institucional será direta e próxima do nosso torcedor, que é o nosso maior bem.

     

    É interessante ver a mudança que o Flamengo passou na área de comunicação entre janeiro de 2013 a julho de 2015. Com um orçamento modestíssimo – somente quatro profissionais (sendo apenas um sênior) – e uma enorme carga de demandas, conseguimos fazer um trabalho que colocou o Flamengo como exemplo de clube cidadão, transparente e com relações claras com os sócios e a imprensa (sem privilégios ou informações exclusivas para um ou outro jornalista amigo). Pegamos uma participação no Facebook com menos de três milhões de seguidores para colocá-la com mais de dez milhões (chegando a ser o primeiro lugar entre os clubes do Brasil), entramos em novas redes sociais, criamos o nosso Cadastro Rubro Negro próprio com mais de 700.000 apaixonados, reformulamos o site, refizemos contratos importantes como a TV Fla, a Rádio Fla, o acordo com o Esporte Interativo, entre muitas outras. Para o próximo triênio, nossa chapa já definiu que a comunicação e o marketing serão prioritários. Vamos aproveitar o conhecimento dos grandes dirigentes de empresas que estão com a nossa Chapa Verde (rubro-negros do Facebook, do Esporte Interativo, do Google, da Artplan/Roberto Medina, entre outros) para ampliar e investir mais neste trabalho. Sem dúvida a comunicação com o mercado e os sócios será uma das prioridades da nossa gestão.

     

     

    – Patrimônio

    Há um plano real, com investidores, planos de arrecadação de verba específica e orçamento previsto, para a construção do estádio ou este é apenas um desejo que ainda está aguardando uma conjuntura favorável?

     

    Não queremos iludir nem sócios, nem torcedores. Nossa prioridade é melhorar as condições para utilização do Maracanã, que é a verdadeira casa do Flamengo. Entendemos que o negócio, como se colocou após a reforma, não tem sido bom nem para o Flamengo, nem para o Consórcio que administra o Estádio, nem para a sociedade. O ideal seria alguma forma de co-gestão do Maracanã, que atenda aos nossos interesses. Caso isso não seja possível, uma alternativa precisa ser avaliada com calma e serenidade, pois não adianta ter um estádio em local ou condições que a torcida não goste ou que “não se pague”.

     

    Sim. Penso que a construção do Urubuzão é prioridade para o clube. Além de gerar novas receitas. Estamos conversando com representantes das prefeituras da Baixada Fluminense na busca de um terreno de fácil acesso e próximo à Dutra. Temos ainda a opção de conseguir um estádio na Zona Portuária. O prefeito do Rio, Eduardo Paes, já ajudou alguns coirmãos, e penso que a intervenção dele nesse sentido pode nos ajudar e muito para acharmos o local ideal. Trata-se de uma área agora revitalizada e que ainda conserva alguns terrenos. Tenho conversado com arquitetos e alguns representantes da construção civil, e em breve teremos novidades nesse sentido. Ja tenho o projeto, o local e o agente financiador. Isso não é discurso de campanha, é projeto real. Estou extremamente motivado e otimista. Podemos nos valer da experiência usada na construção dos equipamentos recém construídos no país para a Copa. O estádio do Corinthians me agrada muito. Quero conhecer o projeto de perto, conversar com as pessoas responsáveis pela obra, enfim. Defendo ainda a realização de obras de ampliação e recuperação das arquibancadas do estádio José Bastos Padilha, na Gávea. Quero realizar lá os jogos de menor apelo. O Flamengo tem que parar de pagar aluguel e partir para a construção do seu próprio estádio, criando uma identidade maior com a sua torcida.

    Quero reviver a mística dos jogos na Gávea. Tudo com a devida autorização das autoridades governamentais. Hoje, a velha arquibancada da Gávea está deteriorada, desgastada. Tenho conversado com empresários do setor, e vou prosseguir com essa ideia. Ou o Flamengo transforma o Maracanã, resguardando a sua essência popular, ou o Maracanã fica distante. Do jeito que é hoje, é inadministrável.

     

    Imaginamos três opções. A primeira, na Gávea, vai depender da mobilização com o Governo e a sociedade. Nossa ideia é dar entrada no projeto de ampliação do atual estádio para algo ao redor de 25 mil pessoas. Com o metrô na porta, o foco no esporte e o tamanho reduzido do estádio, esta opção nos parece bem viável. A segunda é o Maracanã, que hoje se encontra cedido ao Consórcio. Primeiro, o Consórcio teria de devolver o Maracanã, sem este acerto, nada pode ser cogitado. E a terceira opção é achar um terreno. Neste ponto, diferentemente do que diz o Bandeira, não acreditamos que tenha que ser em lugar mais distante. Tem que ser em lugar central, para atender a toda a torcida do Flamengo. Esta seria a melhor opção. Se conseguirmos um terreno com os Estado ou a Prefeitura, podemos levantar um estádio para 45 mil pessoas. Vamos trabalhar nestas três opções. O Flamengo hoje tem credibilidade. E o sonho do estádio não está distante. Já estamos contatando empresários e investidores do ramo para isto.

     

    Há investidores ou estratégias já traçadas para captar o dinheiro que falta para a construção do Centro de Treinamento? Há prazos já definidos para o término da construção dos módulos da base e profissional?

     

    A folga no caixa gerada pelo Profut será integralmente utilizada no CT. Isso representa R$ 1 milhão por mês que garantirá o término do modulo profissional em 2016. Essa mesma folga em 2017, aliada a um orçamento mais robusto vindo de patrocínios e cota de TV, vai permitir que terminemos o CT da base até o final do triênio. Pretendemos lançar, em 2016, um projeto de captação de recursos incentivados para aumentar e acelerar nossos investimentos na estrutura da base.

     

    Em seis meses a gente conclui as obras do Ninho do Urubu implementando uma jornada diária de dois ou até três turnos. Tudo feito com planejamento. É questão de vontade política. As obras do CT estão paralisadas há três anos. Nada foi feito pela diretoria atual. Uma situação lamentável. Recursos para isso não vão faltar. Temos que ter uma verba carimbada para esse fim. A Mansão de São Conrado está abandonada e o terreno tem um alto valor agregado de mercado. Vamos fazer uma concessão ou permuta com uma construtora, pelo prazo de 50 anos, renováveis por mais 50. Qual empresa do mercado imobiliário não gostaria de poder fazer uso daquele terreno? O Flamengo não perderia o seu patrimônio, mas utilizaria os recursos oriundos dessa negociação na conclusão das obras do CT, que são de fundamental importância para o futebol profissional.

     

    Finalizar o nosso Centro de Treinamento é o investimento prioritário para o futebol do Flamengo. Será ele que permitirá ao nosso clube dar um salto de qualidade na formação e na atratividade de atletas. Sendo assim, é preocupação absoluta na nossa administração. Apesar do período financeiro turbulento que nosso país está passando, temos a firme convicção de que, dada a credibilidade e o conhecimento dos componentes e apoiadores de nosso grupo, teremos como levantar os recursos necessários para finalizar toda a obra do CT num período máximo de dois anos. Pelos cálculos que temos, serão necessários mais R$ 30 milhões. O Flamengo, com um grupo forte e com credibilidade, pode conseguir levantar este montante no mercado. O Flamengo só mudará de patamar no dia em que tiver um CT completo.

     

    Volta e meia aparece uma discussão sobre o Consórcio Maracanã deixar a administração do estádio. Se isto acontecer a Chapa brigaria para assumir a administração do estádio ou prefere investir em um próprio? No caso de optar pelo Maracanã, haveria a possibilidade de realizar uma parceria com o Fluminense, o outro clube sem estádio da cidade, para dividir custos e obter maior aceitação política?

     

    O maracanã é nosso objetivo número 1. Não cantamos o “Maraca é nosso” à toa. Porém, hoje, a relação que temos com o consorcio não deve ser mantida no médio prazo. Outros clubes, que têm estádios próprios, têm uma capacidade de geração de receita que hoje, infelizmente, o Flamengo não tem. A grande discussão será quais condições teremos numa eventual saída do consórcio. Se as condições forem interessantes para o Flamengo, essa será nossa prioridade. Em relação ao Fluminense, poderíamos pensar, sim, num acordo em que o Flamengo possa atrair mais um parceiro para redução de despesas e aumentar o poder de barganha na atração de receitas.

     

    Assumir a gestão do Maracanã é uma irresponsabilidade que levará o Flamengo à falência. É sabido que o Consórcio Maracanã vem acumulando um prejuízo mensal de R$ 5 milhões. Nenhum clube brasileiro tem condições de assumir essa responsabilidade. O Flamengo não tem expertise para gerir isso sozinho. Penso que o Governo do Estado tem que reassumir a administração do Maracanã e o Flamengo, em forma de parceria, se associar ao Poder Público para administrar o estádio. O Maracanã é uma cidade, com gastos absurdos de fornecimento de luz, água, pagamento de funcionários. Vamos nos associar ao ente público e entregar a administração para quem é o autêntico dono dele, que é o contribuinte.

     

    Primeiro, o Consórcio teria de devolver o Maracanã, depois, teríamos que fazer uma proposta para o Estado. Estamos abertos a discussões. Deixamos bem claro que temos total consciência de que o Flamengo é o principal player neste jogo. Sem ele, a equação Maracanã não fica de pé. Vamos usar este fato para fazer um contrato para o nosso clube do tamanho que efetivamente ele merece.

     

    Quanto ao “Morro da Viúva” e “Mansão de São Conrado”, qual o planejamento da Chapa quanto a estes patrimônios do Flamengo?

     

    Embora, atualmente, o Morro da Viúva esteja sob a gestão da REX, nos próximos meses, a REX será obrigada a efetuar uma série de pagamentos ao Flamengo.

    Entretanto, diante dos fatos notórios e amplamente divulgados pela imprensa em relação às dificuldades financeiras que o grupo vem enfrentando, o Flamengo, há algum tempo, mantém conversas com os representantes da REX para tentar encontrar a melhor maneira de retomar o imóvel de forma amigável.

    Na eventualidade de não obtermos a retomada do imóvel consensualmente, somente após a configuração efetiva do inadimplemento do contrato por parte da REX – que, até agora, não ocorreu – o Flamengo avaliará quais as medidas judiciais tomará para resguardar o seu patrimônio e para que, com a retomada do imóvel, possa negociar um novo contrato de arrendamento com algum outro interessado.

    Sobre a casa de São Conrado, apresentamos uma excelente proposta de permuta do imóvel por algumas salas em um empreendimento comercial que seria construído no local. Por falta de quórum, a operação acabou não sendo apreciada pelo Conselho Deliberativo.

    Porém, apesar da crise que atinge o mercado imobiliário no Rio de Janeiro, em agosto, o Flamengo recebeu uma nova proposta e em condições diferentes, porém muito vantajosas para o clube.

    Desta forma, tendo em vista que os poderes competentes do clube já receberam e ainda estão analisando a proposta, acreditamos que até o fim do ano o assunto será encaminhado ao Conselho Deliberativo para que a proposta possa ser apreciada e votada pelos conselheiros.

     

    O Morro da Viúva pode ser usado para a construção do estádio próprio. Temos ali uma área valorizadíssima, algo em torno de R$ 500 milhões. O negócio poderia ser feito em forma de concessão do imóvel por 50 anos, renovável pelo mesmo período. Esse dinheiro pode ser usado para amortizar a dívida coma construção de um estádio com capacidade para cerca de 80 mil pessoas. A Mansão de São Conrado, conforme já falei anteriormente, pode ser usada para levantarmos os recursos necessários para a finalização das obras do CT, em Vargem Grande. Importante destacar que essas negociações não representam a perda do patrimônio do clube, mas sim uma concessão por um prazo longo, porém, determinado.

     

    Não há duvidas que o contrato do Morro da Viúva com a REX foi feito com cláusulas muito negativas para o Flamengo. Infelizmente isso não nos permitiu, enquanto estávamos na administração, tomar medidas jurídicas mais duras contra a empresa REX. Sendo assim,  a melhor solução que vemos é deixar o processo chegar em 2016 para tentar retomar o prédio pela possível falta de pagamento do aluguel por parte da empresa de Eike Batista. Isso acontecendo , vamos ao mercado procurar um novo parceiro. O Morro da Viúva é um ativo importantíssimo para o Flamengo e terá prioridade na nossa administração. O Flamengo não pode fazer novamente um negócio nocivo ao clube, como foi feito no contrato com a REX. Em relação à Mansão de São Conrado, já havíamos negociado uma permuta muito positiva para o Flamengo – caso sejamos eleitos, vamos colocar novamente o processo em votação dos sócios

     

     

    – Sócio-Torcedor

    Há um projeto de melhorias no programa de sócio-torcedor? Se sim, quais?

     

    Sim, na verdade muitas delas já estão em curso, como melhorias no atendimento do sócio-torcedor – através de canais de contato, na operação de cartões físicos e nos jogos. Além disso, houve significativo aumento de experiências e a busca por mais parceiros, para que o sócio possa desfrutar descontos um valor similar ou até superior ao que  investe no programa.

    Além disso, temos trabalhado para ampliar as formas de associação e pagamento do programa. Algumas novidades, como a venda de kits em bancas de jornal ou associação em pontos físicos (lojas ou no entorno do estádio) já foram colocadas em prática. Falta ainda a inclusão de sócios sem a necessidade de cartão de crédito, mas não necessariamente por boleto bancário, que não se mostrou uma experiência bem sucedida em razão da alta inadimplência.

     

    O programa sócio-torcedor do Flamengo patina desde a sua implantação. Ele é excludente, afasta a torcida. Não podemos classificar como exitoso um programa que reúne somente 72 mil sócios, quando se tem uma torcida de 40 milhões pessoas. Da forma que foi concebido, ele segrega o torcedor de menos posse, porque não permite o débito em conta, somente com cartão de crédito. Nem todo trabalhador tem cartão, e quando o tem, a maior parte do limite está comprometida com as despesas habituais, como mercado, vestimenta, alimentação e outras formas de lazer. Podemos ampliar o programa, nos aproveitando da capilaridade proporcionada pela Caixa Econômica. A Caixa mantém suas casas lotéricas em cada canto desse pais. Por que não aderir e pagar o programa através de boleto bancário? Rapidamente, tenho certeza, chegaríamos a 500 mil sócios. O torcedor que mora em outro estado poderia pagar uma mensalidade menor, em torno de R$ 14, mas teria o orgulho de poder estar contribuindo com o seu clube de coração, exibindo a carteirinha de sócio para os amigos. Precisamos ainda intensificar as parceiras com a rede de supermercados e de farmácias. Esse projeto só progride, só avança, se conseguirmos viabilizar a construção do estádio próprio.

     

    Foi o nosso grupo, com o Bap na vice-presidência de marketing, que botou de pé o programa de Sócio-Torcedor do Flamengo. Saímos praticamente do zero para um dos programas mais bem sucedidos do Brasil (hoje um dos três de maior receita entre todos os clubes). Na realidade, o programa de sócios-torcedores deve apoiar-se em um tripé: performance esportiva, ídolos e estádio. Neste triênio de 2016/2018, nossa prioridade será o futebol. Logo, os dois primeiros pontos devem contribuir de forma importante para a evolução de nosso programa. Baixar preços simplesmente pode gerar canibalização de produtos e queda de receita para o Flamengo. Por exemplo, quem opera com cobrança em boletos, tem tido inadimplência de 80%! Ou seja, destrói valor, infelizmente. Vamos criar produtos mais adequados à realidade pela qual passamos no país, especialmente para aqueles que moram fora do Rio de Janeiro. Criaremos um produto corporativo, seja para torcidas organizadas, seja para grupos de torcedores de fora do Rio. Este produto corporativo será oferecido em empresas do Brasil em formato semelhante ao de empréstimos consignados, com preços mais acessíveis. Fica faltando o estádio, nosso sonho maior, que será, com toda a certeza, endereçado neste próximo mandato, seja pela construção de um novo ou outra solução que atenda a este ponto de forma rentável e viável para o clube. Isto acontecendo, teremos a possibilidade de comercializar propriedades de forma eventual (placas, anúncios, camarotes avulsos) bem como em caráter permanente, com a venda de cadeiras cativas nominais. Um fato é certo: apesar de ter um lado de fidelização importante, o sócio-torcedor é, acima de tudo, um programa que tem como principal objetivo aumentar a receita do clube, dentro de um máximo de rentabilidade. É importante deixar claro que não faremos ações gratuitas apenas para inchar artificialmente o número de associados e ficar parecendo que o programa está mostrando um grande crescimento. Isto gera custo de operação e não representa novas receitas.

     

    Um dos benefícios mais pedidos no programa é a implementação de milhagens, que seriam recebidas ao se adquirir produtos oficiais e ingressos e poderiam gerar descontos em ingressos e produtos oficiais. Há alguma perspectiva desse pedido da torcida ser aceito?

     

    Queremos implantar, o mais rápido possível, um programa de pontuação que permita que os torcedores utilizem seus pontos em experiências rubro-negras e benefícios do programa. O programa de milhagem por conta da frequência em jogos não é o ideal em um time com uma torcida nacional como o Flamengo, já que você diminui muito o valor percebido dos nossos torcedores off-rio, que são 75% da nossa torcida. Seria um conceito que reduziria o nosso potencial de crescimento.

     

    Trata-se de uma ideia que tem de ser debatida. Não me causa repulsa. Resta saber a aceitação por parte da rede varejista associada ao programa.

     

    Quando saímos da administração este tipo de ação já estava sendo trabalhada não somente em relação a produtos oficiais como também com outros parceiros importantes  do mercado (o Benfica, de Portugal, clube mais bem sucedido com sócios torcedores do mundo, faz isto com muita propriedade). Sem dúvida colocaremos isto de pé nesta nova fase do programa.

     

    Um desejo anterior ao próprio programa de sócio-torcedor é que o ST tenha direito a voto. A chapa se compromete a garantir isto?

     

    Essa decisão não cabe ao Conselho Diretor do Flamengo, mas ao Conselho Deliberativo e aos sócios do clube. O que estava somente em nossas mãos foi feito e, hoje, o torcedor de fora do Rio de Janeiro já pode ganhar, por praticamente o mesmo preço do Pacote Raça, tanto o Programa de Sócio Torcedor quanto a associação como Sócio Off-Rio e essa adesão pode ser feita pela internet.

    Além disso, vários de nossos integrantes formularam e propuseram um novo Estatuto para o Clube que vai nessa linha. Esperamos que no próximo triênio o Estatuto do Clube possa avançar ainda mais do que já avançou por meio de diversas evoluções pontuais.

     

    Defendo a democracia, o debate , a discussão. Não é um tema simples, porque mexe com o Estatuto do clube. De qualquer forma, temos deadvogar para que o assunto seja incluído na agenda do clube.

     

    Isto é uma decisão estatutária do clube. Não passa necessariamente pelo marketing e nem somente pelo Conselho Diretor. É uma discussão a ser realizada democraticamente pelos sócios do clube. De qualquer forma, vale notar que algumas ações já foram implantadas. O sócio-torcedor que mora a mais de 100km do clube já pode solicitar o seu cadastro junto ao clube como sócio off-Rio e poderá votar no futuro.

     

    Qual a meta estipulada pela Chapa para o número de Sócios-Torcedores que o programa poderia atingir neste próximo triênio, uma vez eleita?

     

    Esperamos chegar, no fim do triênio, com pelo menos cem mil sócios-torcedores ativos.

     

    Implemtando a nossa proposta de governo em 1 de janeiro de 2016, não tenho a menor dúvida de que chegaremos próximo dos 500mil sócios-torcedores. Faremos os esforços necessários para adequar, reajustar, redimensionar o projeto a cada nova movimentação do torcedor ou do sistema financeiro.

     

    Pretendemos fazer o Flamengo assumir a liderança nacional entre os clubes que têm Sócio-Torcedor, chegando a 150 mil torcedores até 2018. Sempre com o foco na geração de receita/rentabilidade para o clube.

     

     

    – Tecnologia da Informação

    Hoje o Flamengo possui um aplicativo oficial ruim, cheio de problemas, desatualizado e ainda sequer está disponível para todos os tipos de celular/tablets. A chapa tem alguma proposta de rever este aplicativo e criar uma ferramenta que aproxime o clube do torcedor e facilite a obtenção de informações como datas, horário e local das competições (não só do futebol)?

     

    Já estamos com uma série de novidades para a Comunicação sendo providenciadas. Nosso vice-presidente de Comunicação é um dos responsáveis pelo canal com maior número de visualizações do Youtube no mundo e um especialista em mídias sociais. Estamos analisando e desenvolvendo as ferramentas de que dispomos atualmente. Algumas passarão por expressivas transformações de formato e conteúdo. É prioritário nos aproximarmos do nosso torcedor e precisamos fazer isso da forma correta. Dispor de ferramentas modernas vai intensificar essa troca.

    O nosso aplicativo realmente é muito abaixo do que todos gostaríamos de ter. Estamos avaliando um novo modelo que possa atender as nossas ambições para ser implementado.

     

    Temos um grande executivo dessa área na nossa chapa. Trata-se do nosso coordenador de campanha, José Pires Costa Filho, profissional competentíssimo, e que já prestou relevantes serviços ao mercado. Tenho certeza de que ele desenvolverá a melhor e a mais adequada ferramenta para o clube.

     

    Tudo é questão de prioridade e acertos em contratos preexistentes. Durante os primeiros dois anos que gerimos o clube, tivemos muito a fazer nesta área (e fizemos, como falamos anteriormente). Claro que temos muito a melhorar em relação ao aplicativo oficial. A ideia é formar uma parceria no mercado para que possamos criar uma central única de relacionamento,. O torcedor poderá ter qualquer informação relevante do clube, em qualquer modalidade de esporte. Esta parceria, de forma bem feita, além de ter como objetivo ser um serviço para nossa torcida, deverá ser atrativa para nossos patrocinadores, podendo assim gerar uma receita extra relevante para o clube.

     

    O Internacional já possui um sistema que permite aos sócios votarem pela Internet. Há um projeto ou aceitação da chapa para implementar essa solução no Flamengo e assim facilitar a participação dos sócios OFF-Rio?

     

    A Chapa Azul defende a maior participação da torcida na vida associativa do Clube e tem buscado facilitar a adesão de novos sócios reduzindo a burocracia e informatizando o processo. Novas associações online se mostraram um sucesso nessa gestão. Além disso, nossa preocupação com o torcedor de fora do Rio de Janeiro não é só discurso. Hoje, o Sócio Off-Rio também ganha o Plano Raça de Sócio Torcedor de graça.

    Mudar o sistema de votação e facilitar o voto do sócio de fora do Rio de Janeiro faz todo o sentido, mas não depende somente da vontade do Conselho Diretor do Clube, depende de adequação estatutária no Conselho Deliberativo e de outros dois poderes envolvidos no processo eleitoral: o Conselho de Administração e a Assembleia Geral.

    Seja por meio de disponibilização de locais de votação em capitais de cada região do Brasil e em cidades com representação elevada de sócios, passando pela eleição marcada num fim de semana ou por meio de sistema de voto online, a Chapa Azul defende que se facilite a vida do eleitor de fora do estado.

     

    Voto pela internet sou radicalmente contra. Penso que o voto deve ser presencial. Os hackes invadem contas a todo momento. Já invadiram o sistema ultra seguro do Pentágono, enfim, sistemas em tese super protegidos no mundo todo. A lisura da eleição do clube não pode ficar comprometida.

     

    Mais uma vez, este tipo de assunto depende de uma alteração em nosso estatuto. Somos totalmente a favor do voto pela internet, desde que em ambiente certificado e seguro.

     

    O uso de sistemas para observação de jogadores e métricas de desempenho é comum nos grandes clubes europeus e, recentemente, o Grêmio adquiriu um software que tem ajudado o time na campanha deste ano. Entre as seleções, Sampaoli chegou a elaborar junto aos profissionais da federação chilena um sistema de treinamento usando como base um jogo de videogame adaptado para trabalhar posicionamento tático e capacidade de decisão com os jogadores e todos vimos o resultado na Copa América do Chile. O que a chapa pensa sobre a importância desse tipo de sistema para reduzir os erros cometidos em contratações e para melhorar o desempenho do time? Há planos para adquirir softwares mais sofisticados?

     

    O futuro do futebol passa por menos empirismo e mais ciência. O Flamengo já conta com um setor de Inteligência Aplicada ao Esporte e com um dos melhores departamentos de Análise Estatística do futebol brasileiro.

    Recentemente, contratamos uma consultoria de renome internacional para evoluir ainda mais no conhecimento de nossos jogadores. Queremos que cada treinamento seja individualizado e os atletas desenvolvam melhor suas valências físicas e atributos técnicos. Com esse avanço, os jogadores poderão ser cobrados de modo específico, os treinamentos direcionados e as cobranças e metas serão mais bem definidas.

    Pretendemos investir no aprimoramento e implantação dos sistemas MAIA e CUIDAR, respectivamente a Inteligência do futebol e dos Esportes Olímpicos.

    Queremos ter acesso aos melhores equipamentos, softwares e profissionais para estar sempre na vanguarda do desenvolvimento do futebol. Ter acesso a novas tecnologias requer conhecimento específico e o desenvolvimento de parcerias. O Flamengo está em contato com potenciais parceiros que serão anunciados em breve. Pretendemos também nos aproximar dos principais clubes, universidades e confederações para troca de experiências e capacitação contínua dos funcionários.

     

    Penso que o Flamengo não pode se tornar um centro de recuperação de jogadores. O Flamengo tem que ter o melhor sistema para que os investimentos tenham o seu retorno garantido. Vamos buscar o que há de melhor nessa área. Antes da eleição vou conhecer pessoalmente esse projeto do Grêmio.

     

    : Não existe a menor dúvida de que isto será aplicado. Nós, como empresários, trabalhamos assim em nossas empresas. Software, hardware, investimentos – tudo isto é importantíssimo e será feito. O ponto que achamos mais importante para isto é o fato de quem vai administrar e gerir este processo de inteligência. Quem vai efetivamente pôr em prática. Muito se alardeia que o Flamengo hoje tem isto muito bem feito. É uma pena não ser isto o que acontece. A atual administração acaba de perder o principal profissional que trabalhava nesta área. O pior, pelo que se escuta dentro do Clube, não temos a confirmação . ele levou boa parte dos dados obtidos no seu computador pessoal.  A atual administração fala que prioriza os investimentos nesta área, mas há pouco tempo teve que pedir para que os rubro-negros do Flamengo da Nação fizessem uma promoção para arrecadar dinheiro entre colaboradores para a compra de alguns computadores para a área de inteligência do clube. Ou seja, o discurso não condiz com a realidade. A Chapa Verde vai efetivamente fazer este investimento em inteligência. Quando entramos no clube, não tínhamos como – em razão da desorganização que encontramos e da falta total de dinheiro. Agora, temos como trabalhar isto e, diferentemente do que está sendo feito hoje (com contratações e scouts muito questionados), saberemos fazer. Não é apenas desejado. É fundamental.

     

    Tem aumentado o interesse dos torcedores pela base e por outros esportes que o Flamengo disputa, mas que não possuem competições televisionadas. O que a chapa pensa da possibilidade de transmitir essas competições, que não possuem interesse da grande mídia, para os torcedores?

     

    Montar uma estrutura para transmissão de jogos da base ou eventos de outros esportes que não o futebol parece uma boa ideia, contudo o custo não seria baixo. Precisaríamos de parceiros para viabilizar isso, mas estamos abertos a mídias alternativas que tenham interesse em realizar essas transmissões.

     

    Se tiver interesse da Mídia, o clube irá facilitar tudo. Quanto mais exposição da marca, melhor para a instituição.

     

     

    O grupo da Chapa Verde é formado também por grandes empresários de mídia – o presidente da Sky, o Roberto Medina, do Rock in Rio, dirigentes do Google, do Facebook, de grandes Agências de Publicidade, entre tantos. Todos têm uma grande experiência em mídia, relação com o mercado publicitário, em produzir conteúdo. O desafio para outros esportes é fazer com que este conteúdo seja atrativo e efetivamente relevante para o público, já que é isto que vai viabilizá-lo nas diversas plataformas que hoje temos para chegar ao público. Internet, Rede Fla, Site Fla, Rádio Específica, Redes sociais em geral – tudo isto pode ser usado para a divulgação destes esportes. O ponto é que para ser relevante, tem que ser bem feito, atrativo, que possa justificar o apoio das empresas patrocinadoras e a audiência do público. Os projetos incentivados que desenvolveremos para estes esportes já incluirão um valor determinado para este tipo de ação.

     

    A Chapa está satisfeita com o sistemas de informação atualmente disponíveis ou tem a intenção de contratar um sistema ERP que integre todas as áreas do clube, finanças/secretaria/futebol/contratos/ patrimônio/contas a pagar/contas a receber etc.?

     

    Assumimos um clube com muitas carências de controles administrativos, mas, já possuímos um software da MultiClubes que muito nos ajuda na gestão financeira e administrativa. Precisamos avançar ainda mais e vamos buscar a implantação de um Sistema ERP.

    Sabemos, contudo, que entrar numa empreitada dessas não é algo fácil nem rápido, mas necessário. Consta em nosso plano de governo um Plano Diretor de TI, que trata dessas e outras questões.

     

    Não conheço o sistema, mas certamente não é o melhor, porque não vejo planejamento, execução e cobrança de resultados em nenhuma área.

     

    Não estamos satisfeitos. A ideia é informatizar todos os setores, integrando todas as áreas do clube. Mais uma vez, o ponto crucial é o montante de investimento necessário – que não será pequeno. Uma das opções que temos para viabilizar um plano mais forte é trabalhar com o marketing buscando permutas com empresas parceiras para a área. O relacionamento que temos, aliado à marca Flamengo, certamente vai nos abrir algumas portas para isso.

     



    O Mundo Bola agradece a colaboração, boa vontade, senso de responsabilidade e, sobretudo coragem, de todas as Chapas, por não deixarem de expor aqui seus planos de governo.

    Não esqueçam de entregarem o próximo bloco de perguntas. O tema central é o FUTEBOL.

    Obrigado!