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  • Comemore o Dia do Flamenguista e agradeça a São Judas Tadeu por você ser um

    Quero cantar ao mundo inteiro, a alegria de ser rubro-negro.

     

     

     

    “Ser flamenguista é como ser mulher de vagabundo: apanha, apanha, mas não deixa de sofrer”. M – Vascaíno

    “Ser flamenguista é uma m&r#@”. C- Corintiano

    “Flamenguista se cria só pela história”. R- Tricolor Carioca

    “Ser flamenguista é praticamente uma doença e infelizmente, parece ser contagiosa ou hereditária. Só assim pra explicar esse número grande de sofredores. Alguns são piores que os outros”. N- Vascaína

    Quando pensei em escrever sobre o Dia do Flamenguista, logo me veio em mente o que sinto por ser torcedora do Flamengo, mas achei interessante saber a opinião dos pobres mortais que torcem por outros times, sobre o que acham o que é ser flamenguista; a esses, deixo a resposta do saudoso rubro-negro, Bussunda: “As torcidas adversárias tem razão. Os rubro-negros são muito metidos a besta. E convenhamos, com toda razão ”.

    Não tem como não ser metido e orgulhoso sendo torcedor do Flamengo. Temos vários títulos: Mundial Libertadores, 6 brasileiros… Nunca fomos rebaixados… – essas coisas que os outros estão cansados de ouvir, mas que nós não cansamos de falar; e é bem verdade que ser olharmos as atuações do Flamengo nos últimos anos, dá até uma certa raiva, mas nada capaz de nos fazer mudar de opinião sobre quem é o melhor time do mundo, afinal ser flamenguista não é uma fase, nem uma escolha, é um sentimento sem explicação, onde todos os outros sentimentos se unem.

    Flamenguista é favelado

    Flamenguista é chato

    Flamenguista é sofredor

    NÃO!  Flamenguista não é isso. Isso e muito mais é que são flamenguistas. Somos 40 milhões – são multifacetas, com raças, religiões, personalidades, profissões… e UM grande orgulho: Ser rubro-negro.

    Esse dia do flamenguista foi escolhido no mesmo dia de São Judas Tadeu, e assim como em trechos da oração para o nosso padroeiro, que dizem “(…) Nunca vou deixar vos louvar (…) E fazer tudo que estiver ao meu alcance para espalhar vossa devoção por toda parte”, os flamenguistas usam esse mesmo ideal para enaltecer nosso time – E diferente do que disseram os outros torcedores, flamenguista não é uma doença contagiosa- é um sentimento      que tentamos disseminar a quem amamos – e muito menos é uma decisão tomada pela história dos títulos do clube- se fosse por isso, muitos times ficariam sem torcida.

    “Ser Flamengo é minha vida, meu amor”.

    “Ser flamenguista é sofrer, mas como o amor que Camões descreveu : é dor que desatina sem doer”

    “Ser flamenguista é mais que torcer pelo Flamengo”

    “Ser flamenguista é nunca ter precisado chorar vendo o time na segunda divisão”.

    “Ser flamenguista é fazer parte de uma nação sem local definido”

    Flamenguistas

    E o que eu acho? Eu tentei explicar nesse texto, mas acredito não esclareci bem, talvez pelo fato de ser algo natural demais para ser explicado: Eu simplesmente sou rubro-negra. Esse clube é parte da minha vida, define meu humor, minhas decisões, meus desejos… Lembro que quando criança, via alguns jogos e dizia : Meu time é esse de vermelho e preto;  Nem sabia o nome, muito menos o por quê, só sempre soube ser flamenguista.


    Thayna Torres escreve na Equipe Mundo Bola Informação e foi convidada para escrever no Blog Cultura Rubro Negra, da Plataforma Mundo Bola Blogs. Twitter: @thaytorress

     

     

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  • [#DesafioDasChapas] Como vai funcionar a estrutura de comando no Futebol Rubro-Negro

     

    Chapas mostram suas ideias para a organização do departamento de futebol do Flamengo.

    Nesta terça-feira (27/10) as Chapas que querem comandar o futebol do Flamengo nos próximos três anos responderam ao #DesafioDasChapas promovido pelo fla.mundobola.com. A primeira questão colocada foi sobre a estrutura de comando no departamento de futebol do maior clube do Brasil.

    A pergunta foi: “Qual a estrutura de comando planejada para o futebol e como funcionaria? Concorda na existência de Comitê de Futebol e Diretor Executivo?”

    A Chapa Azul, da Situação explicou que o futebol será comandado pelo VP de Futebol apoiado diretamente pelo Diretor de Futebol e ratificou a existência para os próximo triênio de um Comitê do Futebol com a observação de “apenas, e tão somente, mitigar os riscos associados às decisões nas esferas financeira, júridica e de imagem do clube, bem como acompanhar a evolução de projetos estruturantes“, citando o propalado Centro de Inteligência de Mercado em Performance e programas de capacitação dos funcionários e atletas como exemplo dos tais projetos estruturantes.

    A seguir, a Chapa Branca aproveitou seu espaço para colocar seu ideário e, assim como no questionário anterior, notou-se o cárater mais centrado na figura do candidato Cacau Cotta: “O sistema de governo do Flamengo é presidencialista”, iniciou assim a resposta. A Chapa Branca pensa em um VP e um Diretor-Executivo com metas e serem atingidas e que se reportarão diretamente à Cacau. “Ficarão subordinados diretamente a mim”, declara a Chapa usando a primeira pessoa. Cacau parece apostar muito que o sucesso da pasta está na centralização: “Vou ouvir a opinião de todos, mas a decisão final cabe ao presidente do clube, não tem essa de colegiado, grupo de gestão, isso não funciona nem na nossa casa“. Para finalizar decreta: “Quem paga é o presidente”.

    Para a Chapa Verde existe a necessidade de um VP de Futebol apoiado por um Comitê do Futebol. A Chapa vislumbra um planejamento orçamentário e estratégico anual e “qualquer alteração do que foi decidido, deverá ser aprovada pelo Comitê do Futebol“. O Diretor Executivo terá a função de preparar e propor o planejamento e efetuar a gestão do futebol extracampo. Há o desejo da Chapa de contratar um gerente de futebol. A atribuição desse profissional foi vagamente respondida no termo “para atuar mais perto dos jogadores”, contudo o perfil levado em conta procura alguém identificado com o Flamengo “para atuar mais perto dos jogadores”. A Chapa Verde foi a única que prometeu contratação: “O objetivo para 2016 será trazer pelo menos dois jogadores de primeira linha, que possam ser ídolos da torcida“.

    COMO A CHAPA QUE VOCÊ APÓIA PENSA O FUTEBOL DO CLUBE

    • Chapa Azul: Diretor Executivo com autoridade escalonada em níveis. Atualmente Rodrigo Caetano tem autonomia para contratações até uma faixa pré-definida. Ultrapassando esse limite de autonomia o Comitê do Futebol entra em cena para discutir o impacto. Projetos estruturais serão supervisionadas pelo Comitê. Planejamento do time para 2016 não foi comentado nesta pergunta.
    • Chapa Branca: Poder centralizado na figura de Cacau Cotta. As figuras do VP e do Diretor de Futebol não têm autonomia para qualquer decisão sem seu aval. Planejamento do time para 2016 não foi comentado nesta pergunta.
    • Chapa Verde: Diretor Executivo apoiado pelo comitê de futebol. O Diretor será o executor do planejamento, mudanças nesse planejamento deverão ser reportadas ao Comitê. Planejamento do time para 2016 passa pela contratação de dois jogadores que possam ser ídolos da torcida”.

     

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  • Os Magos da Era Azul

     

    Desde a campanha em 2012 com a formação da “Onda Azul” o processo eleitoral ganhou contornos diferentes, se antes o debate se assemelhava ao de um clube qualquer falando de obras na sede com mescla de momentos surtados onde se prometiam grandes jogadores, com a campanha acontecendo entre os muros da Gávea, a partir daquele ano o debate ganhou o Brasil através do uso maciço das redes sociais e a movimento de mudança veio de fora para dentro. Hoje o debate se dá em um patamar de exigência que tem como centro de discussão finanças e responsabilidade fiscal, se fala em governança e projetos.

    As mudanças são um reflexo do principal compromisso da chapa vencedora em 2012: Recuperar a imagem do Flamengo enquanto instituição e tornar o clube um dos protagonistas do futebol brasileiro. Hoje o Flamengo não só ganha prêmios de administração como é bem visto no mercado, grandes empresas querem associar sua marca ao clube e, além disto, o clube foi protagonista da semente de uma revolução ao lutar e liderar o movimento pela Lei de Responsabilidade Fiscal do Esporte, que ficou conhecida por ProFut.

    E, apesar do futebol ter deixado a desejar, a administração marcou vários golaços em outros departamentos, dentre os quais os mais celebrados pela torcida pelas conquistas de peso obtidas foram o Departamento Financeiro e o Departamento de Marketing, cujo desempenho “criou” os torcedores de CND e borderô tão “aclamados” nas redes sociais pela oposição.

    Os dois responsáveis diretos por esses departamentos, seja na reestruturação ou na condução de decisões importantes, foram Tostes e Bap durante os primeiros dois anos e parte deste ano. Ambos deram entrevistas essa semana em campanha pela Chapa Verde, Tostes para o Periscope da @vivi_mariano e Bap para o Túlio do Blog Ser Flamengo, as quais comentarei a seguir.

    Entrevista do Tostes

     

    Imagem de divulgação do Periscope da Vivi com Tostes

     

    Sendo o Mago das finanças, Tostes foi questionado pelo trabalho feito na atual gestão e suas expectativas para o próximo triênio, assim como sobre propostas da Chapa Verde, a qual disputa como oposição (estranho isso, não?) à chapa do atual presidente, Eduardo Bandeira de Mello.

    De cara Tostes nos dá um banho gelado sobre suas expectativas para o próximo ano, já que ao contrário do Flamengo o país não fez sua lição de casa, o que deixou o Brasil mergulhado em uma crise que está longe de alcançar seu pior momento.

    A crise econômica está impactando as empresas que estão passando por uma série de reformulações na estratégia do negócio, repensando suas atuações no Brasil e até demitindo em massa para equilibrar as contas. Nesse cenário, o natural segundo Tostes é que haja um corte no orçamento de marketing das empresas, exemplo que este ano vimos com a Caixa saindo de vários clubes e dando indicações de saída do futebol no ano que vem.

    Com todos os contratos de patrocínio da camisa, a exceção do contrato da adidas, terminando em dezembro, o natural é esperar problemas em renovações e na busca por novos patrocinadores. A Viton que estampa as costas e as mangas já vem atrasando o pagamento das parcelas ao Flamengo e não deve renovar, a Caixa também segue em crise e pode não renovar.

    Segundo Tostes, que até muito pouco tempo estava na administração do clube, não há empresas batendo na porta para patrocinar o Flamengo, ponto onde torna-se essencial ter uma rede de contatos que facilite a aproximação com grandes empresas, que possam associar sua marca ao clube.

    Esses problemas associados a outros impactos diretos e indiretos da crise brasileira no clube tendem a impactar negativamente na geração de receitas, entretanto as necessidades de investimento são grandes, o que não permitirá sobra de caixa no Flamengo. Assim, entre investimentos de peso em infraestrutura ou no futebol, a opção é pelo término do Centro de Treinamento que fará o futebol do Flamengo mudar de patamar no médio e longo prazo.

    Outro ponto importantíssimo da entrevista foi a discussão sobre a “troca de dívida pública por privada” feita nesse triênio e que é uma das principais acusações que a Chapa Branca faz as chapas concorrentes. A resposta começou com a explicação de que o Flamengo não tinha dívida pública e sim dívida com o fisco, assim não havia opção de não negociar a dívida e pagar, portanto, os empréstimos foram necessários para regularizar a situação do clube.

    Lembremos ainda que é graças a obtenção das CNDs que o clube pode ter programas de incentivo que financiam os esportes olímpicos, os quais antes eram financiados pelo futebol, e também é o que permite ao clube ter o patrocínio da Caixa, que é uma empresa pública.

    Entretanto a tomada de empréstimos não é a única forma do clube arrecadar e Tostes critica duramente atitudes recentes da administração. Segundo ele, houve por parte dele a cobrança de que a compra do Ederson estivesse vinculada a venda de um jogador, porém isto foi descumprido pela atual gestão. A venda de um atleta poderia ter evitado a necessidade do recente empréstimo de 10 milhões para pagar os salários dos jogadores.

    E, justamente a submissão do pedido de empréstimo ao Conselho Deliberativo feito com um prazo de 48 horas para que os salários atrasassem, foi alvo de dura crítica de Tostes que apontou isso como um grave problema de governança. Afinal, se havia o atraso no pagamento do patrocinador e o caixa não permitiria o pagamento da folha do futebol, porque demoraram tanto a propor o empréstimo? Segundo ele, deveria haver consequências graves para o responsável.

    Olhando para o futuro, Tostes diz que se antes a preocupação era o resgate da imagem institucional do Flamengo, agora a prioridade é o futebol. Porém, isto não significa inchar o elenco e sim priorizar o término do CT. Para reforçar o time o orçamento não pode ser aberto, tem que se traçar o perfil desejado para os jogadores, mapear as posições carentes e direcionar fatias do orçamento para supri-las.

    A polêmica, entretanto, não teve relação com o futebol e sim com a discussão sobre as arenas. Se por um lado ele reforça que a chapa deseja assumir o Maracanã diante das repetidas declarações do Consórcio de devolver o estádio, por outro sinaliza que administrar sozinho é inviável pelos custos e por isso a chapa já conversa com três investidores que têm expertise nesse tipo de administração. Já a Arena que seria construída pelo McDonald’s está ameaçada de não sair do papel, por motivos que Bap explica melhor, e apresenta como opção administrar uma das arenas que serão usadas na Olimpíada em 2016 e que recentemente o poder público decidiu que não desmontará.

    Entrevista do Bap

     

    Imagem de divulgação da Chapa Verde

     

    Sendo o Mago do Marketing, Bap foi questionado pelo trabalho feito na atual gestão e suas expectativas para o próximo triênio, assim como sobre propostas da Chapa Verde. Como aqui o foco é o Marketing, deixarei de fora os comentários sobre a disputa política que acabaram tomando um tempo razoável da discussão.

    Após as apresentações e declarações políticas de praxe, a pergunta que inicia o debate do Marketing é um pedido de avaliação dos dois anos como vice-presidente do departamento e a declaração do que não houve tempo para fazer e onde o clube precisa avançar no próximo triênio nesta pasta.

    A resposta passa pelo relato do estado deplorável que a atual administração encontrou ao assumir o clube em 2013 e que obrigou o departamento de marketing a ter que elevar o mais rapidamente possível a arrecadação com o mínimo de investimento. E Bap cita inclusive números ao dizer que sob sua gestão o clube passou a arrecadar 150 milhões por ano tendo uma despesa que variava entre 3 e 4 milhões por ano. Esta arrecadação tem como pilares os patrocínios (negociados pessoalmente por ele), o sócio-torcedor e a bilheteria dos jogos.

    O programa de sócio-torcedor elaborado pelo Bap e implementado no primeiro ano da atual gestão é um caso de sucesso sendo um dos que possui maior número de associados adimplentes e o que mais arrecada entre os clubes do Brasil. Como já antecipado no #DesafioDasChapas, a meta da chapa verde seria a de expandir o número de sócios-torcedores para 150 mil que é um pouco mais que o dobro do atual número.

    Ao ser questionado sobre melhorias no programa, Bap foi sincero e manteve os compromissos já citados no Mundo Bola condicionando menores valores de plano ou diminuição no preço do ingresso a diminuição de custo operacional e aumento da arrecadação.

    Passando pelos itens que envolvem o número de associados, a discussão começou pelos benefícios e Bap apontou como necessidade aumentar o número de parceiros que proveem descontos. Segundo ele o lastro no programa futebol melhor é insuficiente no apelo popular por não incidir em itens essenciais ao consumidor e que trabalharia para conseguir descontos em itens básicos como na conta de luz e em combustíveis.

    Contudo, para a chapa o que mais impacta o crescimento dos associados é um tripé já conhecido e bastante debatido pela torcida: ídolo, time vencedor e estádio próprio. E, segundo ele, faz parte dos planos da chapa trazer mais 2 ou 3 ídolos para se juntarem ao Guerrero e assim também melhorarem o nível técnico do time, que por consequência obteria mais vitórias e melhores resultados esportivos.

    Os planos para o estádio citados novamente incluem o Maracanã, mas até pelo formato da entrevista não foram muito trabalhados e aconselho a quem quiser saber melhor sobre isso a ler o que não só a chapa verde, mas a branca e a azul disseram no #DesafioDasChapas.

    Algumas críticas que apoiadores de outras chapas têm feito foram colocadas para serem esclarecidas pelo Bap e as principais são: uma possível incoerência sobre o posicionamento do clube diante da FERJ; o que de fato ter um grupo de empresários apoiando a administração representa para o clube; posição de ressalvas a Primeira Liga (antes conhecida como Liga Sul-Minas-Rio).

    Sobre o primeiro ponto Bap esclarece que para a Chapa Verde o Flamengo tem que brigar com a FERJ pelo que é melhor para o clube e para o futebol enquanto negócio, mas não pode fazer isso se omitindo das negociações, reuniões e simplesmente cortando o diálogo. Contudo, no evento que culminou no desgaste definitivo dele com o presidente Bandeira e o fez deixar a administração do clube, o que houve foi a decisão do colegiado por não enviar nenhum representante do Flamengo a reunião que trataria do programa de sócio-torcedor da FERJ e de um acordo pelo preço dos ingressos, pois tais medidas eram completamente lesivas ao clube e já estavam sendo questionadas pelo Ministério Público, portanto não haveria o porquê de dar quórum para a reunião.

    Resumindo, a gota d’água para Bap deixar a gestão não foi romper ou não com a FERJ, mas o fato do presidente Bandeira ter ido contra a decisão do conselho diretor por não enviar um representante do clube àquela reunião e por não fazer qualquer acordo por preços de ingresso.

    Sobre a Primeira Liga ainda não conseguimos saber muito a respeito, saem coisas picadas na imprensa. Não há um contrato com a TV firmado, mas negociações sobre e diz-se que as cotas serão dívidas de um modo que aquele que ganhe menos, tenha apenas uma diferença pequena para o que mais vai ganhar. Algumas notícias dão conta de que 50% será distribuído igualmente e o restante de acordo com a exposição na TV.

    O que Bap contesta na entrevista é basicamente a participação do Flamengo em uma Liga presidida pelo Kalil, dirigente adepto das antigas práticas, que há pouco tempo disparava contra a “espanholização” do Campeonato Brasileiro pela divisão desigual de cotas que privilegia Corinthians e Flamengo. Questionando se de fato Kalil poderia lutar por interesses do Flamengo ou estaria utilizando o Flamengo para alcançar seus próprios interesses.

    E, dentro dessa discussão, pergunta por que o Flamengo não discute e toma a frente de um movimento para melhorar o futebol como negócio. Apontando o clube, por suas dimensões, como aquele que pode bater de frente com as Federações e a CBF para melhorar inclusive as receitas do futebol. E, desse modo, ao invés de se preocupar com outros clubes e federações querendo tomar parte de sua fatia, propor que todos ganhem mais com o aumento das fatias. Inclusive cita que poderiam subir o valor de 4 bilhões para 8 bilhões se repensassem o modelo de futebol no Brasil.

    Por fim, questionado sobre o que realmente representaria para o clube ter na administração um grupo apoiado por grandes empresários, Bap cita um caso recente: O presidente Bandeira teria tentando entrar em contato com a presidente da Caixa e não teria conseguido, entretanto, após Ruben Osta –empresário de seu grupo de apoiadores – ligar para a presidente da Caixa, conseguiu que Bandeira fosse recebido por ela.

    Ou seja, o objetivo de ter um grupo forte de empresários apoiando a chapa é construir uma rede de contatos formada por nomes de peso no mercado que possam influenciar na divulgação da boa imagem do clube no meio empresarial e servir de ponte para o estabelecimento de contatos entre o clube e empresas de interesse ou favorecer o Flamengo em algumas disputas ou negociações complicadas com federações ou outras entidades.

    A entrevista também tentou esclarecer a polêmica levantada na noite anterior pelo Tostes sobre a Arena McDonald’s. Bap aponta que a intenção do Tostes era alertar para a dificuldade que o poder público está criando para a construção da Arena, dificultando ao máximo a liberação das licenças e fazendo uma série de exigências que visam inviabilizar a construção nos moldes desejados pelo McDonald’s. Bap ainda levanta a questão de não haver um compromisso por escrito da empresa garantindo o investimento na construção, principalmente por ser uma negociação iniciada antes desta gestão, quando havia uma outra situação econômica e de negócio da empresa, que anda passando por uma crise agravada nos últimos 2 anos e que está fazendo o McDonald’s se reinventar, repensar seus investimentos e fechar lojas no mundo inteiro.

    Aviso: Após estas entrevistas, o Póvoa soltou uma nota com várias críticas às 3 chapas, mas garantindo que o processo está andando em bom ritmo na esfera pública e que as negociações com o McDonald’s para a formulação do contrato estão em andamento e devem ser o mais breve possível apresentadas ao Conselho Deliberativo para aprovação.

    Por fim, Bap praticamente encerra a entrevista anunciando que o vice-presidente de futebol será Landim caso a Chapa Verde vença as eleições em dezembro.

     

     


    Nayra M. Vieira escreve no Blog Flamengo em Foco, da Plataforma Mundo Bola Blogs. Twitter: @NayraMV

     

     

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  • #DesafioDasChapas – FUTEBOL

    Nos próximos anos o Flamengo terá grandes desafios pela frente. O #DesafioDasChapas foi o método encontrado pelo Mundo Bola de contribuir para o debate produtivo de ideias para o próximo triênio rubro-negro. Os candidatos responderão 20 perguntas semanais, perfazendo um total de 80 indagações durante o período de quatro semanas. Este primeiro bloco tem foco nas áreas de Finanças, Marketing, Recursos Humanos e Comunicação.

    A Chapa Azul representa a situação com Eduardo Bandeira de Mello tentando a reeleição ; Wallim Vasconcellos, ex-Vice-Presidente de Futebol e de Patrimônio da atual gestão se tornou opositor de Bandeira e representa a Chapa Verde; e Cacau Cotta, ex-Vice-Presidente do FlaGávea e de Administração da Gestão Patrícia Amorim (2010-2012) é o candidato da Chapa Branca.

    O nosso objetivo com os questionamentos abaixo é criar condições para que os candidatos apresentem seus planos de governo. As perguntas foram confeccionados com pouca margem para argumentações pretéritas. As decisões anteriores à posse do próximo mandatário, erradas ou acertadas, devem ser encaradas pelo Presidente da Nação Rubro Negra como desafios e oportunidades. É consenso no Mundo Bola ser um desperdício extremamente decepcionante — decerto cruel –, infrigir à Nação um período eleitoral baseado em acusações, verborragias com repetições de clichês elevados pela hexa potência e demais artíficios publicitários baratos. Quando poderíamos apenas ter, elegantemente, candidatos apresentando seus planos de governo.

    Para entender as regras do #DesafioDasChapas clique aqui →

    Boa leitura aos sócios aptos a votarem no dia sete de dezembro e a todos os rubro-negros espalhados pelo Brasil.


     

    DESAFIO DAS CHAPAS – SEGUNDO BLOCO

    O Portal Mundo Bola disponibiliza este questionário para todas as Chapas.

    Tema Geral deste Bloco: Futebol

    Observações:

    ¹Nas respostas obedecemos a ordem alfabética, assim a primeira Chapa a responder é a Azul, seguida pela Branca e por fim a Verde.

    ²As respostas foram reproduzidas exatamente como as Chapas as enviaram.

     

     

    – Futebol

    Qual a estrutura de comando planejada para o futebol e como funcionaria? Concorda na existência de Comitê de Futebol e Diretor Executivo?

     

    O futebol será comandado pelo Vice Presidente de Futebol, que contará com o trabalho de um Diretor Executivo Profissional (remunerado). Caberá ao Comitê do Futebol, apenas e tão somente, mitigar riscos associados às decisões nas esferas financeira, jurídica e de imagem do clube, bem como acompanhar a evolução de projetos estruturantes, como o Centro de Inteligência de Mercado e Excelência em Performance, assim como os programas de capacitação dos funcionários e atletas.

     

    O sistema de governo do Flamengo é presidencialista. Vamos nomear um vice de futebol e um diretor executivo, que ficarão subordinados diretamente a mim. Vamos estabelecer metas a serem atingidas. Eles serão cobrados e vão se reportar ao presidente. Vou ouvir a opinião de todos, mas a decisão final cabe ao presidente do clube. Não tem essa de colegiado, grupo de gestão. Isso não funciona nem na nossa casa. Repito, o sistema de governo é presidencialista. Quem manda, cobra, exige e paga é o presidente. Claro, auxiliado por seus colaboradores diretos, porque ninguém é dono da verdade absoluta.

     

    Teremos o comando do futebol formado por um vice-presidente com o apoio do comitê do futebol para planejamento, orçamento e estratégia do ano seguinte. Qualquer alteração do que foi decidido, deverá ser aprovada pelo comitê do futebol. As decisões do comitê, que serão repassadas pelo vice-presidente de Futebol ao diretor executivo profissional, cuja função será a de preparar e propor o planejamento esportivo e efetuar a gestão do futebol extracampo. Teremos também um gerente de futebol, com reconhecida identificação com o Flamengo para atuar mais perto aos jogadores. O objetivo para 2016 será trazer pelo menos dois jogadores de primeira linha, que possam ser ídolos da torcida. Além disto, todos os atletas que jogarem pelo Flamengo terão que estar comprometidos, sabendo a importância de se atuar pelo clube.

     

    Qual o perfil ideal de treinador para o clube?

     

    Um vencedor, que entenda, valorize e respeite as características históricas do clube. Uma liderança que equilibre vibração, disciplina e tranquilidade para lidar com a forte pressão de comandar o Flamengo. Tal treinador tem que representar reformulação e modernidade, estando familiarizado com as principais ferramentas e tecnologias de avaliação de desempenho dos atletas, bem como com os novos padrões de treinamentos (físicos/táticos). É fundamental, finalmente, que seja um líder na acepção da palavra, que contribua para um ambiente de trabalho harmonioso com o elenco de jogadores, comissão técnica e funcionários do Clube.

     

    Vou buscar o que há de melhor no mercado. Se tivermos condições, trago o Guardiola, o Mourinho. Caso contrário, penso em fazer do Jayme de Almeida e o Andrade os responsáveis pelo futebol profissional. Eles conhecem o clube, estão identificados com o Flamengo e conhecem de futebol.

     

    Tem que ser vencedor. Vamos nos reunir com dois/três candidatos e conversar sobre a metodologia de trabalho de cada um e como eles se veem trabalhando no Flamengo. Como numa empresa, vamos escolher o melhor candidato para o clube.

     

    Após o sucesso de Aguirre, que levou o Internacional a semifinal da Libertadores sem sequer montar o plantel, e Osório que manteve o São Paulo na briga pelo G4 mesmo com salários atrasados e desmonte do plantel durante a competição, o que a Chapa pensa da contratação de um treinador estrangeiro?

     

    Nossa história é marcada por alguns treinadores estrangeiros. Tivemos o húngaro Izidor Kürschner, em 1937, que implementou diversas novidades na preparação dos atletas tendo, como assistente, o treinador que ganharia o nosso primeiro tri, Flavio Costa. No segundo tri, tivemos o paraguaio Fleitas Solich.

    Portanto, faz parte de nossa História estar atento ao que se passa no exterior e trazer quando necessário um estrangeiro para dar novo rumo ao futebol do Clube.

    Entretanto, mais importante do que ser brasileiro ou estrangeiro, é estar atualizado com as tendências mundiais. O treinador precisa estar atualizado, ser moderno, que nos leve ao “Estado da Arte” do futebol mundial. Sabemos que, hoje, o futebol brasileiro está longe disso e precisa mudar tanto no profissional, quanto nas divisões de base.

     

    Se for bom para o Flamengo, se estiver atualizado com o que há de mais moderno hoje no futebol e se tivermos condições financeiras de trazer, não vejo problema algum. Bons profissionais têm espaço em qualquer lugar. Resta saber se a conjuntura econômica internacional nos permitirá a dar um passo nesse sentido. Se tiver dinheiro quero trazer o Guardiola, o Mourinho. Caso contrário, vamos buscar as açternativas caseiras. Gosto muito do Jayme de Alemeida, do Andrade. São pessoas que conhecem o futebol profundamente e são identificadas com o Flamengo..

     

    Não temos nenhum problema em contratar um técnico estrangeiro; tudo vai depender do resultado das conversas com os potenciais candidatos.

     

    A alta do dólar e do euro torna a contratação de jogadores de fora do país ainda mais difícil e favorece a saída dos jogadores que atuam no Flamengo. Como a Chapa pretende lidar com isso? Irá dificultar a saída de grandes nomes como Guerrero e Jorge ou pensa em fazer caixa?

     

    O ambiente descrito vale para o Flamengo assim como para todos os outros clubes brasileiros. A grande vantagem do Flamengo é que evoluímos muito em nossa posição financeira nos últimos três anos. Com isso, garantindo uma excelente posição em comparação com os adversários brasileiros. Em um cenário mais pessimista, vamos sofrer bem menos. A melhor forma de reagir ao possível assédio do exterior aos nossos jogadores e à dificuldade para repatriar é realizar um ótimo planejamento para a temporada de 2016, com contratações bem estudadas a partir da correta avaliação das carências do elenco.

     

    A crise econômica mundial atinge a todos os clubes indistintamente, e não somente ao Flamengo. O momento econômico delicado vai exigir dos gestores criatividade e um profundo conhecimento do futebol. O tiro tem que ser certeiro. Jogador que quiser vestir a camisa do Flamengo não pode vir para um período de experiência, de recuperação ou somente para compor elenco. Quanto aos jogadores do plantel atual, nossa é manter os contratos até o fim, e só liberar este ou aquele atleta, caso chegue uma proposta que seja boa para o clube e o jogador.

     

    Realmente este será um obstáculo para trazermos atletas do exterior, principalmente da Europa. Vamos ter que reforçar o nosso time com atletas que atuam no Brasil e na América do Sul. Quanto aos nossos atletas, qualquer proposta que recebamos terá que ser avaliada. Claro que, se não precisarmos vender nossos principais jogadores, não o faremos.

     

    Sabendo que a adesão do ProFut tende a tornar o mercado interno mais duro, com salários menores para os jogadores já que os clubes teriam que gastar menos, a chapa vê melhores possibilidades de contratar grandes nomes dos clubes de ponta do Brasil?

     

    O Clube está atento ao mercado para suprir suas principais necessidades. Vão surgir oportunidades e bons negócios podem acontecer. Estamos mais preparados que a maioria dos outros clubes para aproveitá-las, caso sejam condizentes com o nosso planejamento técnico e financeiro. Teremos um elenco forte, à altura das nossas tradições e capaz de disputar títulos e orgulhar a torcida.

     

    O ano de 2016 será um ano difícil por conta da crise econômica e em razão das limitações que o Profut impõe para que se mantenha a estabilidade econômica dos clubes. Portanto, teremos de de agir com critério extremo nas aquisições. Não podemos desperdiçar recursos com contratações duvidosas.

     

    Sim, o principal mercado para aquisição será o brasileiro.

     

    Desde a gestão Patrícia Amorim o clube faz os chamados contratos por produtividade, que envolvem quantidade de partidas jogadas ou disponibilidade no banco e premiações por títulos. A Chapa já avaliou endurecer mais as questões de produtividade, utilizando não só partidas disputadas como também artilharia, gols marcados e assistências (no caso de jogadores ofensivos) ou jogos com poucos ou nenhum gol sofrido (para jogadores de defesa) para trazer grandes jogadores, mas com um salário fixo menor e um variável atrelado de fato a performance em campo?

     

    Sim. Estamos sempre pensando no assunto e em como equilibrar o uso desses indicadores da melhor forma possível. Um indicador novo que foi utilizado para a contratação de alguns atletas nesse ano, envolveu o reajuste salarial caso o atleta seja convocado para a seleção brasileira.

     

    Penso que a meritocracia é um critério justo, largamente adotado nas empresas de maior sucesso no mundo corporativo. Não vejo porque mudar. O profissional tem de ganhar pelo que produz.

     

    Ainda não é tão simples implementar esta metodologia, pois quase sempre estamos concorrendo com outros clubes que não têm esta prática. Mas, sempre que possível, vamos considerar uma parte da remuneração sendo variável.

     

    O pagamento do “bicho” virou algo cultural no futebol brasileiro, todavia muitos acham uma prática nociva e que faz parecer que o jogador só rende quando “ganha um por fora”. Qual a visão da chapa sobre isso? Por que não adotar premiações em relação a objetivos de competição como colocação ao final do 1° e 2° turno ou conforme avançam de fase nas competições com eliminatórias?

     

    A política atual de premiação do elenco é diretamente relacionada aos objetivos atingidos. Essa bonificação é definida no começo da temporada com os lideres do grupo. O Flamengo entende que grande parte da premiação por títulos ou avanço de fase nas Copas deve ser distribuída entre os atletas do futebol e a comissão técnica.

     

    Existem casos e casos. No caso de o time disputar um jogo que vale um título importante para o clube, não me oponho a premiar os profissionais – leia-se jogadores, comissão técnica e demais profissionais que ajudam no dia a dia do futebol. Quando um time ganha, não ganha sozinho. Existe todo um trabalho em equipe por trás que contribuiu para as vitórias. O pagamento do bicho não pode virar regra, mas sim um bônus excepcional em reconhecimento ao trabalho bem executado.

     

    Concordamos com a premiação por objetivos. Por ocasião da Copa do Brasil de 2013, adotamos o pagamento de premiação por fase; os jogadores e a comissão técnica recebiam um percentual da cota que o Flamengo recebia. E funcionou.

     

    Qual o posicionamento da Chapa sobre o rompimento com a FFERJ?

     

    O Flamengo não vai se curvar às arbitrariedades nem aos interesses parciais e escusos que hoje prevalecem na federação. A decisão de disputar o campeonato com time alternativo é soberana e está mantida. O Flamengo e o Presidente Eduardo Bandeira de Mello manterão os processos contra a Federação e seu presidente, por toda a má conduta e insultos dos últimos anos.

    A torcida do Flamengo pode ter certeza: se eles acham que vão nos intimidar, estão muito enganados. Diante da iminência de mais um campeonato deficitário, a única instituição favorecida é a própria Ferj que tem boa parte de seus recursos oriundos popularidade do Flamengo.

     

    Essa é uma luta onde não há vencedores e nem derrotados. Temos de buscar sempre o acordo, o entendimento. Estarei sempre do lado de cá da bancada, do lado do Flamengo. Não podemos permitir que o Flamengo seja subjulgado. Se o Eurico gritar, eu vou gritar mais que ele. Se ele apontar o dedo em riste, farei o mesmo. Precisamos de um gestor com pulso forte, sem aquela síndrome do coitadinho, da vítima injustiçada. O futebol não é um convento cheio de freiras.

     

    Se é para romper, pede desfiliação. O Flamengo, se está filiado, tem que ir ao Arbitral, fazer constar em ata seus pleitos, reivindicar, exigir toda a informação a que tem direito. E reivindicar o que acha importante. Mesmo que seja murro em ponta de faca, tem que estar lá.

     

    Qual o posicionamento da Chapa sobre a Liga Sul-Minas-Rio? E qual o nível de prioridade que dará ao campeonato organizado por ela em relação ao Estadual?

     

    Não queremos um torneio deficitário no primeiro semestre do ano. Um clube do tamanho do Flamengo não pode passar metade do ano operando com prejuízo num torneio inchado, com regulamento estapafúrdio e lisura questionável. Romper com uma tradição nunca é fácil mas, na década de 1930, rompemos com o amadorismo e partimos para a era do profissionalismo.

    O profissionalismo implantado por muito tempo significou, apenas, pagar salários aos atletas e comissão técnica. No entanto, é fundamental haver uma gestão realmente profissional nos clubes e, em especial, na organização dos torneios. Não se pode esquecer dos árbitros – ainda muito distantes de ter um tratamento realmente profissional.

    Portanto, estamos tentando romper com uma estrutura retrógrada e buscando equilibrar as receitas ao longo do ano, por meio da disputa de um torneio com grandes equipes e alguns de nossos principais rivais nacionais. O trem pagador da federação está partindo.

    Não estamos agindo, entretanto, sem manter nossos parceiros a par de nossa movimentação. Não cometeremos loucuras, nem traremos prejuízo ao Clube, mas estamos prontos para dar um passo à frente na luta por uma guinada em termos de gestão do futebol brasileiro.

    Chega de tantos escândalos e da deterioração do futebol brasileiro. O 7×1 deveria nos levar a mudanças drásticas. Surpreendentemente, a impressão é de que nos fez dar meia-volta e marchar no caminho do retrocesso em algumas áreas. É preciso romper com o status quo, mesmo que isso signifique afetar um torneio que sempre valorizamos e em que temos a supremacia de títulos.

     

    Sou frontalmente contra essa Liga. Uma Liga que nasce com o ex-presidente do Atlético MG como CEO não pode ser boa para o Flamengo. O Sr. Alexandre Kalil não vai jamais defender os interesses do Flamengo. Ele é um Eurico piorado. Essa Liga é natimorta. Defendo o aperfeiçoamento do Campeonato Carioca, o entendimento com a Federação Carioca. O Campeonato Carioca precisa ser reavaliado, rediscutido profundamente. Do jeito que está de fato não pode continuar. Há um excesso de jogos deficitários, sem nenhum atrativo para o torcedor. Que se reduza o número de equipes participantes, criando-se um ranking regional.

     

    A Liga já nasceu errada. Não pode ser o Kalil o presidente, nunca. Uma empresa teria que ser contratada e buscar executivos no mercado para estruturar e liderar o funcionamento da Liga. Não pode um apaixonado pelo Atlético-MG, com o perfil que conhecemos, presidir. Começa amadoristicamente. Começou errado e vai virar um novo Clube dos 13. A discussão sobre um melhor formato para o campeonato estadual tem que continuar e, enquanto estivermos filiados à Ferj, é nossa obrigação lutar por uma competição mais rentável e atrativa.

     

    O que a Chapa pensa da criação de uma Liga de clubes da série A, que, entre outras coisas, organize o Campeonato Brasileiro da respectiva série? Haveria condições das quais o Flamengo não abriria mão para participar?

     

    A União entre clubes brasileiros deve deixar de ser uma utopia e cabe ao Flamengo exercer sua natural vocação e liderar este processo. É evidente que muita coisa deve mudar, mas mudanças estruturais – para que aconteçam em um prazo adequado as nossas necessidades – devem ser fruto de uma discussão que envolva todos os Stakeholders do Futebol Brasileiro: Clubes, Federações, Confederações, Patrocinadores, etc.

    A Primeira Liga, assim como a Liga do Nordeste e outras ligas regionais, pode servir de ponto de partida para essa imprescindível e inadiável mudança.

    Defenderemos o respeito à nossa natureza nacional e ao gigantismo de nossa torcida que nos faz merecer uma cota de televisão proporcionalmente mais alta do que a média dos demais clubes. Entendemos também que a arbitragem e a própria estrutura de Direito Desportivo também deveria ser rediscutidas. Não podemos abrir mão de transparência e boa governança em qualquer competição que o Flamengo venha a disputar.

     

    Vejo que pode vir a ser uma solução, desde que não haja entendimento com a CBF. Mas essa Liga tem de reunir todos os times mais tradicionais do país. Não se pode abrir mãos das equipes vencedoras, tradicionais do futebol brasileiro. Não podemos admitir a criação de uma Liga sem as equipes do Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Sul, Paraná, Bahia, Pernambuco, Minas Gerais.

     

    A criação de uma Liga Nacional nos parece inevitável, porém tem que ser um processo organizado e construído de maneira profissional. O envolvimento de dirigentes amadores e torcedores apaixonados como executivos da Liga vai levá-la ao fracasso.

     

    O CAS julgou o caso André Santos. O Flamengo, de acordo com a decisão, escalou indevidamente o jogador no último jogo do campeonato brasileiro de 2013. Qual a avaliação sobre o ocorrido e como sua administração irá evitar que fatos como este ocorram?

     

    Apesar da decisão da CAS, mantemos a posição técnica de que não houve erro ou violação às regras na escalação do atleta. Isto foi comprovado por dois pareceres jurídicos de especialistas (Drs. Marcos Motta e Martinho Neves Miranda) e pelo ex-Diretor do Comitê Disciplinar da FIFA por 07 anos (Dr. Paolo Lombardi), que julgou os problemas oriundos das três entre as quatro últimas Copas do Mundo e foi um dos redatores do Código Disciplinar da FIFA). Este especialista internacional veio ao Brasil e depôs no STJD, momento em que esclareceu aos presentes que não houve erro na escalação do atleta.

    Se do ponto de vista técnico o Flamengo mantém a posição de que não errou ao escalar o atleta, medidas administrativas foram tomadas para que eventuais casos similares sempre sejam validados pelos Diretores Executivos e Vice-Presidentes das áreas envolvidas, o que não ocorreu no episódio André Santos. Esta mudança foi implementada e aplicada ao longo de todo o ano de 2014 e também 2015. Aprimoraram-se os controles e processos, diminuindo-se , portanto, o risco de situações similares que possam representar eventual prejuízo desportivo ao CRF.

     

    Isso revela o despreparo, a inexperiência da diretoria atual com o futebol. Isso é inadmissível. Não tinha ninguém no Flamengo encarregado de fazer esse mapeamento da situação de cada atleta.

     

    Wallim era o vice-presidente de Futebol à época. Ele e o diretor de futebol, Paulo Pelaipe, receberam a informação do departamento jurídico de que o jogador estava apto a jogar. O entendimento do departamento jurídico era de que havia uma brecha que dava conta que o André Santos poderia cumprir suspensão na mesma competição, no caso a Copa do Brasil do ano seguinte, e não no Campeonato Brasileiro.

     

    Há a formação de uma ideia entre vários torcedores, na qual o atual elenco não reúne certos atributos emocionais para atuar pelo Flamengo. Entre os quais: garra, competitividade e espírito vencedor, o que provocaria certo desdém em campo para a busca de vitórias. Concorda com esta afirmação? Se não concorda o que atribui parte da torcida a ter este pensamento? Se concorda, o que faria para mudar?

     

    A formação de um elenco vitorioso requer a presença de diferentes perfis de atletas, requer um equilíbrio entre qualidade técnica, confiança, orgulho de pertencer e comprometimento. A existência de líderes identificados com o Clube e respeitados pelos demais jogadores é essencial em elencos vencedores. Com as melhorias que vislumbramos no processo de avaliação dos atletas e no planejamento de elenco, vamos avançar no equilíbrio entre os atletas, levando em consideração o nível de comprometimento e a vontade de vencer.

     

    Cada atleta reage emocionalmente de uma forma. Não vou apontar este ou aquele jogador para não ser injusto. Mas para jogar no Flamengo tem de ter garra, sangue, condições mínimas para vestir o manto sagrado. Jogador do Flamengo tem que entrar em campo com a faca nos dentes. Vou cobrar isso pessoalmente, olhando para eles, olho no olho.

     

    Precisamos ter no Flamengo jogadores comprometidos, que queiram atuar pelo clube. A falta de líderes positivos no elenco faz com que a maioria dos jogadores fique perdida ao menor revés. Vamos buscar estes líderes no mercado e trazer para o elenco.

     

    Onde a chapa planeja jogar no ano que vem, com a interdição do Maracanã e do Engenhão devido a Olimpíada?

     

    O clube está estudando alternativas e, em breve, teremos novidades muito positivas. Uma delas ainda depende de algumas condições comerciais que estão sendo tratadas com urgência. Caso não se viabilize, poderemos ter as opções já consolidadas de Volta Redonda e Macaé, além de definirmos umas três ou quatro cidades fora do estado como sedes alternativas.

     

    Quero reviver os jogos no estádio José Bastos Padilha, na Gávea. Para isso já tenho um projeto de ampliação das arquibancadas, que em breve vou divulgar. Antes disso, podemos disputar os jogos de pequeno porte em Volta Redonda, Macaé. Aqueles que houver uma demanda maior, podemos negociar com os direitos com as arenas existentes. Trata-se de uma situação excepcional, motivada pela realização da Rio-2016.

     

    Nossas opções são Volta Redonda e Juiz de Fora, para a maioria dos jogos. Vamos também atuar em outras cidades do Brasil, pois somos a maioria em quase todas elas e a torcida destas cidades merecem ver o Flamengo jogar.

     

    O que pensa sobre mandar mais jogos fora do Rio de Janeiro ao longo dos três anos para estimular a torcida off-Rio? Pertinente ou prejudicial? Por quê?

     

    Um dos grandes orgulhos de todo rubro-negro é o fato de termos uma torcida verdadeiramente nacional e apaixonada. Sempre que pudermos estar perto da nossa torcida, no Rio de Janeiro ou fora, e isso significar uma perspectiva de arrecadar um valor mais interessante do que jogando no Rio, essa alternativa passará a ser uma opção interessante para o clube – sempre respeitando os critérios técnicos que favoreçam o nosso time em momentos decisivos.

     

    Devemos fazer os jogos pontuais. Sem exageros. A casa do Flamengo é o Rio de Janeiro, embora tenhamos uma torcida espalhada por todo o país. Mas há jogos e jogos. Não abro mão da mística do Maracanã, que é a nossa casa, nas partidas importantes. A venda do jogo com o Coritiba para o Estádio Mané Garrincha, em Brasília, foi um erro da diretoria e custou caro ao Flamengo. O time vinha de uma sequencia de vitórias e estava disputando sua permanência no G4. Depois daquele jogo, o time caiu de produção e só perdeu.

     

    Gostaríamos de sair o mínimo possível, mas o Flamengo é nacional e o Brasil inteiro merece ver o Flamengo. Mas a intenção é a de mandar a maior parte no Rio.

     

    Como sua administração irá preparar futuros quadros como dirigentes para poderem lidar com futebol?

     

    Passados esses primeiros três anos de mandato, podemos olhar para cada área do clube e identificar os avanços alcançados e quanto ainda podemos evoluir. O mais importante é saber que vamos partir de um ponto muito melhor do que encontramos. O mesmo vale para o futebol. Nesse período, procuramos priorizar os gastos com o elenco e investir em projetos estruturantes que mudarão o patamar do futebol nos próximos anos. Vamos avançar mais na qualificação de nossos funcionários e reforçar nosso quadro profissional. Temos um compromisso com a excelência em performance que só virá com a excelência de nossa gestão.

     

    Vamos buscar os melhores quadros do clube, independente de suas ligações políticas. Se o cara for bom no que faz, vamos atrás e convidá-lo para auxiliar o clube.

    A formação de novos dirigentes é um processo longo, pois demanda tempo de aprendizado para que uma pessoa possa se tornar um dirigente remunerado qualificado.

    Temos que montar um programa de treinamento para os dirigentes da base, incluindo intercâmbio em equipes estrangeiras de centros desenvolvidos no esporte, de forma que eles possam no futuro assumir posições executivas no time profissional.

     

    O que a Chapa pensa da idéia de se utilizarem ex-jogadores para realizarem clínicas pontuais de aperfeiçoamento nos jogadores da base, e mesmo profissional, em finalização, posicionamento defensivo, passe de curta, média e longa distância, deslocamentos, dribles, etc.?

     

    Achamos ótima ideia. Está diretamente relacionada ao reforço no quadro de funcionários que vislumbramos para o próximo triênio. Além disto, temos um projeto para utilizar ex-atletas em palestras motivacionais para os elencos profissional e de base. Na base, queremos criar uma espécie de universidade rubro-negra para o atleta conhecer a história do clube contada pelos próprios personagens. Quanto mais identificado com o clube se tornarem os atletas, melhor!

     

    A utilização dos ex-jogadores, sobretudo, na formação dos jogadores da base é fundamental. Na minha gestão não vou medir esforços para trazer o Adílio, o Julio Cesar Uri Geller, Nunes, Andrade para nos auxiliar na formação desses jogadores. Aqueles que eventualmente se destacarem serão promovidos ao time profissional. E se aparecer alguma proposta de fora vantajosa para o clube e o jogador, vamos avaliar a conveniência de negociá-lo.

     

    Vamos aproveitar alguns ex-jogadores, ídolos, para ajudar na formação dos atletas da base. Por terem vestido a camisa do Flamengo e serem ídolos, seu trabalho junto aos meninos da base certamente surtirá efeito.

     

    Qual a ideia da Chapa em relação à Base? Formar jogadores para aproveitamento do profissional? Poder se capitalizar com suas negociações? Como avalia a base atual em relação a sua idéia de funcionamento “ótimo”?

     

    A base tem papel essencial no futuro rubro-negro. Os nossos grandes times do passado e nossas principais conquistas vieram com elencos formados em casa. Temos uma meta de longo prazo em nosso programa que estabelece que 30% do elenco profissional deve ser formado dentro do clube.

    Temos muito a evoluir ainda. As ferramentas de gestão que tanto temos são ainda mais importantes para serem utilizadas na base. Com essas ferramentas, poderemos criar diagnósticos precisos de que áreas o atleta precisa evoluir e como foi sua curva de evolução. A utilização da ciência em detrimento do empirismo nos permitirá investir melhor em cada atleta e decidir melhor sobre o futuro dele quando chegar ao profissional.

     

    O Flamengo tinha como lema “Craque o Flamengo faz em casa”. Isso não acontece mais por falta de conhecimento e de planejamento. Penso em colocar os craques do passado do clube, como Julio Cesar, Adílio, Nunes para coordenarem de perto a base. Eles são ídolos, têm experiência e podem perfeitamente ajudar o clube na formação de futuros craques. Defendo que um time competitivo deve mesclar jovens jogadores com aqueles mais tarimbados, experientes. E assim faremos. Aquele atleta que despontar na base, subirá para o time profissional gradualmente, para que não queimemos etapas. Tudo deve ser feito de forma tranquila, sem pressa e com a supervisão dos nosso ídolos do passado. Não vejo outra maneira de fazer voltar a qualidade da base do Flamengo.

     

    A base precisa ser valorizada e tem que revelar novos talentos. Queremos as divisões de base comandadas por um ex-jogador com história no clube. Passaremos de um investimento de R$ 8 milhões ao ano crescendo para R$ 20 milhões. O término do CT, a melhoria da captação e o maior investimento na área de conhecimento vão alavancar o desempenho da base.

     

    A Chapa tem metas esportivas para o próximo triênio em relação ao profissional ou “o que vier é lucro faremos o que pudemos”?

     

    O objetivo de médio prazo é tornar o Flamengo o maior clube das Américas, tanto esportivamente, quanto em gestão e tecnologia. Para atingir tal papel precisamos definir metas esportivas. Neste triênio temos como objetivo ganhar, no mínimo, 02 títulos nacionais (dentre o Campeonato Brasileiro, Copa do Brasil e 1ª liga) e um título sulamericano.

     

    Vamos entrar para ganhar tudo . Mas sobretudo, voltar a disputar a Libertadores. Penso que a nossa participação no torneio é prioridade por diversas razões. O Flamengo tem a cara da competição, já ganhou a Libertadores. Além de auxiliar as finanças, o retorno do Flamengo à competição intercontinental representa ampliar a exposição da marca internacionalmente, além de ajudar a alavancar o programa de sócio-torcedor, que hoje é um fiasco, com somente 72 mil sócios.

     

    Nossa meta é lutar pelo título em todas as competições em que participarmos. Temos que voltar a ganhar o Campeonato Brasileiro e a Libertadores.

     

    Pensa em manter a maior parte do elenco atual para o próximo ano ou acha que precisa ser refeito em boa parte?

     

    Acreditamos que o elenco atual é um ponto de partida razoável para a próxima temporada e traz avanços em relação aos anteriores que tivemos nesse período. Sabemos que tem carências. Vamos reforçá-lo priorizando essas carências, com o objetivo de trazer jogadores capazes de orgulhar a torcida e dar retorno em campo.

     

    O time atual é fraco, mas temos de respeitar a vigência dos contratos. Queremos montar um time que se identifique com o Flamengo. Não podemos admitir que os jogadores venham para o Flamengo somente para compor elenco. O Flamengo tem que disputar títulos e não somente pagar sua dívida, conforme preconiza a atual diretoria. E para contratar jogadores de qualidade, é preciso planejamento e, acima de tudo, conhecer de futebol, não basta amar o clube.

     

    Entendemos que o elenco tem que ser avaliado para dispensarmos os jogadores que não mais nos interessar. Vamos discutir com o diretor executivo e o treinador quais atletas devem continuar.

     

    Que prioridade o futebol terá em sua administração?

     

    O Flamengo nasceu para vencer. É nosso compromisso disputar para vencer todos os campeonatos. Nossa maior prioridade é voltar a vencer os principais campeonatos do nosso calendário – e, nesse momento, isso acontecerá sem comprometer nossa política de austeridade financeira. Do ponto de vista administrativo, nosso foco será continuar evoluindo a gestão profissional do futebol. Vamos qualificar mais nossos funcionários, investir em tecnologia e na base.

     

    O futebol é o carro chefe do Flamengo, portanto, a prioridade na nossa gestão é total. Temos de tratar o futebol com planejamento e comando. O sistema é presidencialista. Vamos nomear um vice de futebol. Que será subordinado diretamente a mim. Penso que temos de trazer para o clube o que há de melhor no mercado. Se tiver caixa, trago o Guardiola, o Mourinho. Caso contrário, penso com carinho na utilização de usarmos o Jayme de Almeida, o Andrade. Eles conhecem o clube, se identificam com o clube e são ídolos do clube. Vamos direcionar nossos esforços para concluir o CT, em Vargem Grande, olhar a base de forma profissional, com olhar clínico. Privilegiar os ídolos do clube. Defendo que os craques do passado devam coordenar a base, olhar e orientar os meninos. Não há ninguém melhor do que eles. O Flamengo não pode continuar sendo um centro de recuperação de atletas. O jogador para jogar no Flamengo tem que estar voando. Se não joga há dois meses por lesão, não pode nos interessar. No elenco atual temos vários exemplos disso.

     

    O futebol será uma das maiores prioridades, juntamente à austeridade financeira, que precisa continuar. O término do CT, o estádio, maiores investimentos nas divisões de base e a formação de um time profissional competitivo serão as prioridades.

     

     



    O Mundo Bola agradece a colaboração, boa vontade, senso de responsabilidade e, sobretudo coragem, de todas as Chapas, por não deixarem de expor aqui seus planos de governo.

    Não esqueçam de entregarem o próximo bloco de perguntas. O tema central é o FLA-Gávea e Esportes Olímpicos.

    Obrigado!

  • O Concurso Cultural Flamengo 120 Anos e A Sua Grande História agora tem o apoio da FUTSHIRT!

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    ALÉM DOS LIVROS OBRIGATÓRIOS PARA A SUA ESTANTE RUBRO-NEGRA, VOCÊ VAI FICAR BEM VESTIDO

    Nós sempre fomos francos com vocês. Exemplo disso é que o Mundo Bola sempre deixou claro que entende que precisa buscar recursos para sobreviver a longo prazo e evoluir como mídia: conquistar seu espaço. A ideia do Concurso Cultural Flamengo 120 Anos e A Sua Grande História surgiu na nossa Redação. Estávamos pensando o que fazer para não deixar a data passar em branco.

    Pensamos em um concurso e em prêmios. Mas o que seria esse concurso? Não pode haver sorteio, a Caixa cobra uma taxa proibitiva para tal. Então pensamos que nossos leitores poderia contribuir com um texto que expressasse suas emoções rubro-negras. Pode ser poesia, conto, crônica, não importa muito o formato. O que vale é a verdade e o desejo de expressar isso para a Nação. Estipulamos até 4 mil caracteres e estamos aguardando você copiar e colar A Sua Grande História neste link aqui ó: https://pt.surveymonkey.com/r/BVXTSZX.

    Alguns prêmios que já conseguimos pra vocês:

    • 100 Anos de Bola, Raça e Paixão, de Paschoal Ambrósio Filho. Contribuição da  Maquinária Editora
    • PentaTri, de Paschoal Ambrósio Filho. Contribuição da  Maquinária Editora.
    • Mengo meu Dengo, de Luiz Hélio. Contribuição do próprio autor.
    • Histórias do Flamengo, de Mário Filho. Contribuição dos colaboradores do site fla.mundobola.com (fizemos uma vaquinha :D)

    E foi isso que a gente passou para a FutShirt. Ela gostou da ideia, comprovou que nosso site tem uma estrutura legal para absorver esta ação, um conteúdo de qualidade exigido por uma marca voltada para o esporte e resolveu apoiar o Concurso Cultural 120 Anos e A Sua Grande História! Assim, futshirt.com.br vai presentear os autores das três melhores histórias com uma camiseta especial, que simboliza os 120 anos do Flamengo: o histórico vencedor mundial que chega à era internética que a gente vive firme e forte: O Mais Querido.

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  • VAMOS TRABALHAR, OSWALDO!

     

     

    Perdemos para os Gambás, no Itaquerão, por 1 x 0.

    Placar normal?

    Nunca é normal uma derrota do Flamengo!

    Mas nossos jogadores já não querem mais saber de bola este ano.
    Guerrero, então, a “grande esperança”, não faz gols há muito tempo.

     

    Foto: Gilvan de Souza/Flamengo

     

    Pra piorar ainda temos pseudo-jogadores, como esse tal de Jonas, que, além de violento, é um dos caras mais burros que já vi vestindo a camisa do Flamengo.

    E ainda tem jogador que acha que “perdemos no detalhe”…

    Tá na hora da barca começar a passar lá pelos lados da Gávea, do Ninho do Urubu, seja lá onde for.

    É preciso fazer uma limpa urgente neste elenco.

    Fora com os jogadores que não honram a camisa rubro-negra!

    Sem falar que o Fla não tem uma jogada treinada. É tudo na base da vontade, do improviso.

    E o Oswaldo de Oliveira, quando vai começar a treinar essa turma?

    Não adianta dizer que já treina, pois, dentro de campo, o que vemos é o resultado de nenhum trabalho efetivo de nosso técnico.

    Vamos trabalhar, Oswaldo!

    Chega de passar a mão na cabeça de jogadores que nem ao menos fazem jus ao salário que recebem!

     

     

     

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    Paschoal Ambrósio Filho é jornalista e escritor. Autor dos livros PentaTri, 100 Anos de Bola, Raça e Paixão e 6x Mengão. Escreve no Blog do Paschoal, da Plataforma Mundo Bola Blogs e também no Blog Notícias Rubro-Negras.

     

     

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  • A força do Manto Sagrado pode pôr fim a qualquer apatia

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    Time mal, vareio no primeiro turno e até torcida esperando o pior: Cenário para uma vitória épica.

    O Flamengo enfrenta o Corinthians neste domingo (25/10), às 17h, em São Paulo. O jogo é válido pela 32ª rodada do Campeonato Brasileiro e pode ser um divisor de águas para o ano rubro-negro. Em caso de vitória, o Flamengo volta a brigar por uma vaga na Libertadores; se perder ou empatar, vai se distanciar bastante do grupo dos 4 primeiros.

    Na história do Campeonato Brasileiro, Flamengo e Corinthians se enfrentaram 58 vezes: 21 vitórias do Fla, 22 da equipe paulista e 15 empates. A maior goleada do confronto foi em 1983, quando a geração de ouro fez 5 a 1 no Maracanã. Gols de Zico (2), Adílio, Élder e Mozer.

    Com cinco derrotas nos últimos seis jogos, o Flamengo precisa voltar a vencer para almejar o G4. A equipe não vem atuando bem e alguns jogadores caíram de produção após as seis vitórias seguidas. Alan Patrick, antes principal articulador do time, pouco consegue produzir no meio de campo, Canteros e Márcio Araújo não desarmam e o trio ofensivo está aquém do que pode render.

     

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    Foto: Flamengo

     

    Além do baixo desempenho, a passividade com que o time aceita as derrotas incomoda bastante a Nação. A impressão é que a equipe não tem espírito competitivo para lutar até o último minuto pela vitória. Na linguagem popular do futebol, faltam jogadores com “sangue nos olhos”, e sobram jogadores “pechos frios”.

    O jogo de domingo marca a volta de Paolo Guerrero à Arena Corinthians. O peruano é o maior artilheiro do estádio com 15 gols marcados. Pelo Flamengo, o jogador de 31 anos tem três gols no Campeonato Brasileiro e não marca desde a partida contra o São Paulo, no dia 23 de agosto.

    Apesar da má fase, a Nação precisa crer na vitória. Esse “derrotismo” que temos visto em um grande número de torcedores só prejudica o Flamengo, que sempre venceu, contrariando os prognósticos, jogos difíceis e importantes em sua história. A partida será complicada, contra o líder do campeonato, mas se não acreditarmos, quem vai acreditar? Se acreditamos que o Pet acertaria aquela falta em 2001, na arrancada do Hexa em 2009 e no tri da Copa do Brasil em 2013, por que não acreditar em uma vitória agora? A força do Manto Sagrado pode pôr fim a toda apatia.

    O Flamengo deve ir a campo com: Paulo Victor, Pará, César Martins, Wallace e Jorge; Jonas, Márcio Araújo e Alan Patrick; Everton, Paulinho e Guerrero. Emerson Sheik, suspenso, desfalca a equipe na partida. Já o Corinthians vai jogar com: Cássio; Edílson, Felipe, Gil e Guilherme Arana; Ralf, Elias, Jadson, Renato Augusto e Malcom; Vagner Love.

     

    No primeiro turno o Fla foi massacrado em pleno Maraca. Foto: Gilvan de Souza/Flamengo

     

     

    Informações sobre a semana de treinos você encontra na matéria do George Castro. A análise da arbitragem do Valdemir Henrique também já está no site.

    Corinthians x Flamengo terá transmissão da TV Globo para todo o Brasil menos São Paulo e Rio Grande do Sul. A Bandeirantes transmite também para o Rio Grande do Sul. Além dos dois canais abertos, o Premiere e Premiere Play (internet) também transmitem aos seus assinantes.

     

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    Luiz Felipe Borges faz parte da Equipe Mundo Bola Informação.

     

     

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  • 32ª Rodada do Brasileiro: Semana de treinos do Flamengo

     

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    Oswaldo conversa com os jogadores na quarta (21). Foto Gilvan de Souza/Flamengo

     

    Time tem missão complicada contra o Corinthians

    Após a derrota por 1×0 diante do Internacional em pleno Maracanã, o elenco rubro-negro voltou aos treinamentos na terça-feira pela manhã, mas somente os reservas foram a campo e os titulares trabalharam na academia.

    O início dos treinos de terça serviu para uma longa conversa entre o diretor de futebol Rodrigo Caetano, a comissão técnica e o elenco. O grupo foi cobrado pelos resultados ruins nas últimas partidas, o time perdeu 5 dos 6 últimos jogos e ficou distante do G4. Após a conversa, Oswaldo comandou o treino dos reservas e trabalhou velocidade na tomada de decisão em campo. O zagueiro Wallace, já recuperado das dores na coxa esquerda, integrou a equipe reserva e fez todas as atividades normalmente, já o goleiro César acabou deixando o treino mais cedo sentindo dores após uma defesa.

     

    Everton voltou a treinar na quinta (22). Foto Gilvan de Souza/Flamengo

     

    Na quarta-feira pela manhã o treino foi totalmente fechado a imprensa, que só pode acompanhar os 10 minutos finais do treino, quando a equipe treinava finalizações. A novidade foi a liberação de Everton pelo departamento médico para os treinos, o jogador havia recebido uma entrada na panturrilha durante o jogo contra o Inter.

    Na parte da tarde de quarta-feira, a comissão técnica rubro-negra anunciou que fecharia os treinos até sábado, para tentar o elemento surpresa no jogo contra a equipe do Corinthians, no domingo, pela 32ª rodada do Campeonato Brasileiro.

    Na quinta-feira pela manhã, mais uma vez com os portões fechados, o elenco treinou forte e quando o acesso da imprensa foi liberado, o grupo já treinava finalizações. O atacante Paulinho, que sentia dores no glúteo após sofrer uma pancada no jogo contra o Inter, treinou normalmente e deverá ser relacionado para a partida de domingo. Já o atacante Gabriel segue em observação pelo DM após sofrer uma entorse no tornozelo.

     

    Ainda capitão, Wallace volta ao time

     

    Já no treino de sexta-feira Oswaldo decidiu promover duas alterações: Samir e Canteros deram lugar à Wallace e Jonas. O treinador justificou o retorno do zagueiro:

    – É o nosso capitão, precisamos dele.

    E nesse sábado o treino foi totalmente fechado a imprensa, em clima de mistério total no último treinamento antes da partida. O time embarcou para São Paulo às 14:20 de Sábado. Emerson Sheik, suspenso, é o principal desfalque rubro-negro.

    Se Oswaldo for coerente vai entrar com PV, Pará, César Martins, Wallace, Jorge, Jonas, Márcio Araújo, Alan Patrick, Everton, Paulinho e Guerrero. Emerson Sheik, suspenso, é o destaque. Baggio e Dumas não viajaram pra São Paulo. A delegação do Flamengo já se encontra na capital paulista concentrada para a partida contra o líder do Campeonato Brasileiro.

     

     


    George Castro faz parte da Equipe Mundo Bola Informação. Twitter: @George_CRF

     

     

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  • Arbitragem: Polêmica antes mesmo da bola rolar

     

    O clássico entre Corinthians x Flamengo, válido pela 32ª rodada do Campeonato Brasileiro, contará com a arbitragem de Wilton Pereira Sampaio – GO (FIFA) – e os auxiliares Fabricio Vilarinho da Silva – GO (FIFA) – e Bruno Raphael Pires – GO (ASP-FIFA).

    Nos últimos 9 jogos, Wilton aplicou 30 cartões, sendo 28 amarelos e 2 vermelhos, média de 3.3 cartões por jogo. Ele costuma ter desempenho ruim em jogos de grande apelo, invertendo faltas e se equivocando na aplicação dos cartões.

    Sua última atuação em uma partida do Mengão foi no empate por 1×1 com o Vasco, pelas oitavas de final da Copa do Brasil. Naquela oportunidade ele teve um desempenho pífio ao não ter critério nas marcações. Além disso, ele esteve envolvido em uma polêmica quando Emerson Sheik disse no intervalo do jogo que o árbitro “era uma M…”.

    A comissão de arbitragem já cometeu diversos erros, mas a escalação desse cidadão foi o cúmulo. É uma demonstração de que ela se importa pouco ou simplesmente não se importa com o bom andamento da partida, pois antes mesmo da bola rolar existem duvidas sobre a lisura de todo o processo e a conduta do árbitro.

     

     

     


     Valdemir Henrique faz parte da Equipe Mundo Bola Informação. Twitter: @netobygu

     

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