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  • Entre o véu da política e o reconhecimento espontâneo | Entrevista: Alexandre Póvoa

     

    “Tenho enorme orgulho de ter participado de um processo duro de sacrifício e coragem de um grupo…”

     

    O Vice-presidente de Esportes Olímpicos, Alexandre Póvoa, trabalhou incansavelmente para organizar uma área que gastava dinheiro do futebol. Em um modelo de governança que privilegiava, gestão após gestão, atletas famosos e vitoriosos, porém, com pouca identificação e que sequer podiam treinar no clube devido a uma estrutura de péssima qualidade. O caso de César Cielo é emblemático. Em todo caso, Póvoa busca justamente o reconhecimento espontâneo dos esportes olímpicos do Flamengo: “O esporte olímpico ainda hoje não é valorizado com um orgulho espontâneo, o mérito repetido é apenas a autossustentabilidade. Há o desconhecimento de que nossos 750 atletas ganharam 97 títulos para o Flamengo nos últimos 34 meses. Uma média de um título a cada dez dias de gestão”. O que a Póvoa quer mesmo é que a torcida vibre com esses títulos. Títulos esportivos. Está mesmo na hora da torcida abraçar o clube em sua totalidade, e esquecer aquela ignominiosa expressão repetida o tempo todo pelos nossos dirigentes, o carro-chefe do Flamengo é o futebol. Não, o carro-chefe do Flamengo é o Flamengo.

    E nessa entrevista, Póvoa falou sobre tudo um pouco. Explicou profundamente os motivos que o fizeram optar pela neutralidade eleitoral e o orgulho de participar de um processo de erguimento do clube. Todavia, lamentou o fato de nenhuma chapa enxergar o Flamengo como “um clube multiesportivo e único”, que está “em quinto plano” na corrida eleitoral.  E as críticas da Chapa Branca foram classificadas como “ignorância ou amnésia. Ou um misto das duas”.

     

    Ex-jogador de Basquete, dirigente campeão mundial | Foto: Flamengo

    Por que você, após ter participado de toda a gestão nos últimos 3 anos, decidiu ficar neutro nessa disputa eleitoral do Flamengo?

    Tenho enorme orgulho de ter participado de um processo duro de sacrifício e coragem de um grupo que se juntou para mudar o Flamengo. Hoje, é até engraçado como as pessoas têm a cara de pau de dizer que “pagar imposto é obrigação e que esse mérito não pode ser atribuído a grupo nenhum”. Engraçado que essas mesmas pessoas ajudaram a construir essa enorme dívida do Flamengo, a partir de apropriação indébita. É uma confissão de culpa o fraco argumento de que trocamos “dívida pública por dívida privada”. Quem se financia com dívida pública é Governo. “Dívida pública” de uma pessoa física/jurídica privada é sinônimo de sonegação de impostos. Muito engraçada também a miopia seletiva de se recusar a enxergar no balanço uma redução auditada de R$ 200 milhões. Teve até um ex-vice-presidente geral que teve a coragem de dizer que “o Flamengo não pagava impostos para sustentar os esportes olímpicos”. Pobres esportes olímpicos, “o culpado pela dívida fiscal do Flamengo”. Risível.

    Entre a gente, brigamos muito noite afora nesses três anos, discutimos o tempo todo por todos os meios de comunicação, tomamos decisões certas e erradas, mas fizemos uma reviravolta histórica no Flamengo. Se a FAF entrou para história como o grupo que propiciou a fase mais próspera do futebol do clube, a Chapa Azul original de 2012 (Eduardo, Wallim, Bap, Tostes, Cláudio, Gustavo, Póvoa, Landim, Dr. Walter, Flávio, Wrobel, Rafael, entre outros) vai entrar para os livros rubro-negros como o grupo que revolucionou a gestão no Flamengo, nos livrando da falência. Com todo o respeito às pessoas que saíram logo no começo e/ou as que chegaram depois, que podem e espero até que façam uma boa gestão a partir de agora, a história vai mostrar quem realmente roeu esse osso e assumiu a postura corajosa de enfrentar ciclos viciosos passados.

    Fiquei neutro para tentar ainda juntar essas pessoas, objetivo impossível hoje. Na verdade, todos nós (incluindo eu) fomos incompetentes em permitir essa cisão, que somente prejudica o futuro do Flamengo. Faltou inteligência emocional. Depois de tudo que construímos juntos, qual é a condição que eu tinha de tomar partido entre dois lados que tanto contribuíram para a nova realidade? Esse período eleitoral está sendo profundamente frustrante para mim, sobretudo quando ouço agressões de lado a lado entre as Chapas Azul e Verde, com histórias que eu presenciei e que muitas vezes estão sendo distorcidas no calor eleitoral. Começamos a escutar que a Arena Multiuso deixou de ser prioridade, formar time de vôlei não é importante, votar a estrela do basquete no uniforme pode ficar para depois, entre outros fatos que vão esclarecendo muita coisa em termos de visão geral sobre esportes olímpicos.

    Comparo o futebol e os esportes olímpicos/clube social a dois filhos do mesmo pai. Ao primeiro, tudo é permitido: hotel cinco estrelas, luxo, investimentos, chance de errar, coluna social, tudo com as bênçãos paternas. Já os esportes olímpicos representam aquele filho ao qual o pai exige total parcimônia, hotel no máximo de duas estrelas. Quando o local tem frigobar, é bronca na certa quando o filho pega uma barra de chocolate, porque “está gastando demais”. Talvez, por tantos sacrifícios realizados, que exigem enorme disciplina e gestão, fizemos e ganhamos tanta coisa.

    Enfim, fiquei para ter voz livre para defender e dar voz ao filho que certamente não é o preferido do pai. Por várias razões, a cada dia que passa, tenho ainda mais convicção que tomei a decisão correta de ficar neutro, apesar de como sócio, exercer no dia 07/12 o meu direito de voto.

     

    Por que essa sua certeza da neutralidade aumentou e como você está vendo os esportes olímpicos nesse cenário eleitoral?

    Evidentemente, somente considero duas chapas para votar, a Azul e a Verde, oriundas da mesma gestão que mudou o Flamengo. Estou cada vez mais convicto da neutralidade por três razões:

    Primeiro, era inevitável que as agressões entre ex-aliados acontecessem. Eu, que participei de toda essa luta, ficaria completamente constrangido se, ao escolher um lado, visse alguma agressão a um companheiro, mesmo em outra chapa.

    Segundo, porque havia uma lista grande de projetos para serem entregues na Gávea, que os esportes olímpicos aguardam há anos. Tenho sérias dúvidas se conseguiríamos entregar sem a liderança de alguém totalmente focado, para o bem do Flamengo, sem pensar em eleição. Além das inaugurações físicas, tem o Anjo da Guarda que começa a sua campanha para sustentar as modalidades em 2016.

    Terceiro, porque, de fora, consegui observar, sem emoção, que nenhuma das duas chapas vê o Flamengo da forma que eu enxergo: um clube multiesportivo e único (Futebol + Esportes Olímpicos + Fla-Gávea) e indivisível. É claro que o futebol é o carro-chefe do clube, o esporte que tanto amamos. Mas é triste ver os esportes olímpicos e o Fla-Gávea relegados ao quinto plano nessa eleição. Os eventos de apresentação das Chapas Azul e Verde, por exemplo, simplesmente ignoraram que o Flamengo foi campeão mundial de basquete há um ano e as campanhas praticamente não comentam esse fato. Triste. Nos museus do Barcelona e do Real Madrid, essas conquistas têm enorme destaque. O esporte olímpico ainda hoje não é valorizado com um orgulho espontâneo, o mérito repetido é apenas a autossustentabilidade. Há o desconhecimento de que nossos 750 atletas ganharam 97 títulos para o Flamengo nos últimos 34 meses. Uma média de 1 título a cada dez dias de gestão.

    É claro que houve ajuda indireta aos esportes olímpicos nesse processo de saneamento financeiro. O inegável grande suporte nesses anos foi a conquista e a manutenção da Certidão Negativa de Débito, que permitiu corrermos atrás, com grande suor, de patrocínios incentivados. Alguns patrocínios privados importantes também vieram graças ao trabalho conjunto. As pessoas não têm ideia do que é fazer esporte olímpico no Brasil (onde boa parte das empresas, por falta de cultura, ignora a existência) e dentro de um clube de futebol como o Flamengo. Aqui, independente da época da gestão, normalmente, de dez vice-presidentes, quatro só conseguem enxergar o futebol (literalmente preferindo que o esporte olímpico não existisse), quatro acham até “legal” que o clube tenha esportes olímpicos (até a página em que atrapalhar o futebol em alguma coisa) e somente dois, em média, lutam realmente de verdade por outras modalidades (um é o VP de Esportes Olímpicos). Esse é o padrão, infelizmente.

     

    Póvoa com Eduardo Bandeira, no lançamento do Anjo da Guarda, em 2014 | Foto: Flamengo

    Como vê a crítica da Chapa Branca de que, “com exceção do basquete (que foi somente uma continuação do que existia), os esportes olímpicos do Flamengo acabaram e as escolinhas estão destruídas”?

    Só posso classificar essas críticas a partir de duas hipóteses: Ignorância ou amnésia. Ou um misto das duas.

    A ignorância: 2012: 19 milhões de despesas e 2 milhões de receitas nos esportes olímpicos (17 milhões de déficit financiado pelo futebol); 2015: 30 milhões de receitas e R$ 30 milhões de despesas no mesmo departamento. Será que os esportes olímpicos acabaram ou renasceram?

    Em três anos, R$ 57 milhões de recursos foram investidos nos esportes olímpicos, sendo R$ 41 milhões oriundos em leis de incentivo – os bônus de um clube-cidadão – IR, ICMS e Lei Pelé e R$ 16 milhões de origem privada (patrocínios diretos, comitês olímpicos e escola de esportes). Desse montante, R$ 14 milhões foram aplicados diretamente na infraestrutura da Gávea (duas academias de força de alto padrão, dojô totalmente modernizado, Ginásio Kanela e Hélio Maurício completamente reformados, a piscina e o Ginásio Cláudio Coutinho que ainda será inaugurado, além de compra de equipamentos). Investimos na base do Flamengo e em infraestrutura, os alicerces inexistentes para o crescimento foram construídos.

    As escolinhas (agora Escola de Esportes Sempre Flamengo) de esportes coletivos só tinham aula em 2012 se os alunos levassem suas próprias bolas para as aulas. Completamente sucateadas. Cada um com sua roupa, sem uniforme. De lá para cá, para equiparar com os clubes da região, dobramos o valor das mensalidades (fomos demagogicamente criticados por isso), passamos de prejuízo e lucro crescente que é reinvestido integralmente no equipamento das modalidades e o número de alunos saltou de 1.900 para 2.600. Com a nova estrutura esportiva da Gávea, planejamos chegar a 4 mil alunos em três anos. Quem realmente é o destruidor de escolinhas?

    A amnésia: Passando da ignorância à amnésia, o interessante é a crítica que tenho escutado sobre as duas obras que ainda não foram entregues e que foram exatamente os espaços que encontramos em estado calamitoso em 2012: O Ginásio Cláudio Coutinho (inauguração prevista para o dia 29/11), que sofreu com um lamentável incêndio e a piscina (a nova Myrtha, a mais moderna do mundo, deve estar instalada até o final do ano e em pleno funcionamento em março/16), que foi interditada porque estava literalmente desabando e jorrando litros na conta de agua do clube. Antes de criticar a demora das reformas (feitas com recursos incentivados), seria interessante os críticos puxarem pela memória e perguntar as razões daquele terrível estado dos locais ao responsável pelo Fla-Gávea 2012. Alias, é até covardia comparar a atual condição de infraestrutura esportiva da Gávea hoje com três anos atrás, apesar de eu reconhecer que podemos evoluir muito na parte de eventos sociais.

    Quanto ao basquete, realmente a modalidade sempre foi uma tradição no clube, da qual inclusive tenho orgulho de ter participado como atleta laureado. Acho que essa diretoria deve ter tido algum mérito, sem falsa modéstia, na conquista de um tricampeonato da NBB (que não era ganho desde 2008/2009), a inédita Liga das Américas e de ter entrado de forma pioneira no radar da NBA. Fomos simplesmente campeões do mundo, o maior título da história recente do Flamengo (e o pessoal da monocultura futebolística ainda rejeita a estrela do basquete no uniforme do clube!). De repente, tivemos apenas mais sorte que outras diretorias …

    Sobre o “Esporte Olímpico grande” que esse pessoal prega – equipe de natação sem piscina, time de judô com dojô quente e com goteiras, time de basquete e vôlei com vestiário caindo aos pedaços, atletas sem receber durante meses (estamos terminando somente agora de pagar algumas dívidas) e tudo 100% financiado pelo futebol – o Flamengo não sentirá saudades.

    Tenho profundo respeito pelas antigas diretorias, sem exceção. Fui criado dentro da Gávea, sou atleta laureado. Só chegamos a esse nível hoje, porque desde a fundação do remo, há 120 anos, todos lutaram muito. Sem a nossa linda história, não teríamos chegado até aqui. Por isso, acho lamentável esse tipo de declaração eleitoreira, da pior qualidade e que não reconhece o trabalho que foi realizado (pela gestão original, dos companheiros que hoje estão espalhados entre a Chapa Azul e Verde e os grandes profissionais ao nosso lado). Mas quanto a isso não me preocupo, porque tenho a convicção que o sócio reconhece tudo isso e aposto que o somatório da Chapa Azul e Verde atingirá os 90% nessa eleição de 7 de dezembro.

     

    Ganhando a Chapa Azul ou Verde, ambas já anunciaram que convidarão você para continuar como VP de Esportes Olímpicos. Quais são as metas da próxima gestão na pasta?

    2013 foi um ano de sobrevivência, 2014 foi de organização e 2015 da autossustentabilidade. No próximo triênio, com a infraestrutura totalmente reformada, o vice-presidente que assumir deve buscar a excelência na formação e a reconstrução paulatina de equipes de alto nível nas diversas modalidades. A autossustentabilidade financeira e de estrutura não deve consistir mais em elogio, mas em obrigação. O Projeto Cuidar, que será lançado até o final de novembro e que vai unificar a Ciência dos Esportes Olímpicos (medicina, preparação física, fisiologia, fisioterapia, nutrição, entre outros) em um só núcleo na Gávea, representa apenas o começo dessa nova fase, a ponta desse iceberg. Temos que aproveitar ao máximo o ciclo até a Rio2016, “sugando” todo o conhecimento possível do Comitê Olímpico Americano e do Comitê Olímpico Britânico (em fase final de negociação), que estarão na Gávea.

    A questão é que ser autossustentável não pode ser um fim em si mesmo. Deve ser apenas uma etapa do processo de crescimento que vem agora. Quero lutar para que o sucesso do basquete rubro-negro seja um exemplo para outros esportes, que devem paulatinamente voltar a formar equipes de ponta. Mas fica a pergunta: O Flamengo de hoje quer somente que os esportes olímpicos sobrevivam e não sejam um estorvo para o futebol, ou o Flamengo de hoje almeja um projeto de clube multiesportivo, com sucesso em várias modalidades?

    Como não vejo nos grupos que disputam a eleição, sinceramente, essa visão de um Flamengo desse multiesportivo e indivisível (futebol, esportes olímpicos e clube social), acho pouco provável que eu continue à frente da pasta no próximo triênio. Gosto muito de algumas pessoas de ambos os lados, respeito profundamente a opinião de todos os grandes rubro-negros, mas identifico a existência de uma visão grandiosa somente para o futebol do clube. Se esse é o caminho preferido pela maioria, há de ser respeitado, mas me recuso a participar dessa ótica. O meu Flamengo é C.R. Flamengo e não “Flamengo Futebol Clube”, apesar de eu ser “o primeiro” a chegar ao Maracanã ou a qualquer outro estádio, com total assiduidade de quem não gosta pay per view quando o assunto é Flamengo. Com todo o respeito, há dezenas de milhares de clubes de futebol pelo mundo. Agora, o número de clubes de futebol multiesportivos de alto nível não passa de 100 no planeta. Eu me orgulho demais de o Flamengo fazer parte dessa seleção.

    A definição estratégica sobre o crescimento de esportes olímpicos e do clube social deve partir claramente do grupo que ganhar a eleição e não apenas de uma minoria que o compõe. Depois de anos de reestruturação profunda, chegou a hora de a chapa vencedora nas próximas eleições se posicionar de forma cristalina sobre o assunto, de preferência antes do pleito. Que sejamos um clube de futebol apenas, se esse for pensamento legítimo da maioria dos sócios do Flamengo. Vou lamentar, mas hoje estou tranquilo quanto a essa potencial transição para uma pessoa na posição de vice-presidente (que atenda os objetivos de quem vencer a eleição), dado que formamos uma área estruturada com um Diretor Executivo de alto nível – Marcelo Vido – e um grupo de profissionais supercompetentes em cada modalidade e na área de projetos incentivados. A Comunicação tem ajudado bastante, mas continuo insistindo que temos que voltar ao modelo de marketing dos Esportes Olímpicos separado do futebol, dado que esse absorve o tempo e a energia de todos.

    Enfim, tenho enorme orgulho do verdadeiro trabalho de time que fizemos nos Esportes Olímpicos no triênio 2013-15 (Conselho Diretor, profissionais, comissões técnicas e atletas) e do grupo do qual participei e aprendi muito (a Chapa Azul completa de 2012 – dividida entre a Chapa Azul e Verde de 2015) e que hoje propicia condições ao Flamengo de voltar a sonhar muito grande novamente. Estarei sempre por perto para ajudar o clube da forma que for. Quem sabe, no futuro, terei condições de realizar o meu sonho e objetivo de alçar voos mais altos na política do clube, que sempre será a minha segunda casa. Certamente, propondo de forma clara e aberta, o meu compromisso e sonho de um futebol muito forte, mas sempre acompanhado de outras modalidades vencedoras e um clube social grandioso, colocando o Flamengo na dimensão que ele merece.

     


    André Amaral escreve no Ninho da Nação, da plataforma Mundo Bola Blogs e também no ninhodanacao.blogspot.com. Twitter: @Ninhodanacao

     

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  • O bom filho à casa torna

    Cria da Gávea, o zagueiro que está em fim de contrato com o Colorado, deixa acordo apalavrado com o Rubro-Negro, onde pretende encerrar sua carreira.



    Por Talita Nunes

    Aos 36 anos de idade, Juan, revelado nas divisões de base do Flamengo, estaria acertado verbalmente com o Clube para seu retorno em 2016, tornando-se assim, o primeiro reforço para a próxima temporada. Conforme mencionado por parte da imprensa, a negociação será concretizada após o fim do Campeonato Brasileiro, dia 06 de dezembro.

    Raio-X

    O jogador que cresceu no bairro Humaitá, no Rio de Janeiro, e estudou no Colégio Pedro II, onde sua mãe trabalhava, frequentava o Grajaú Country Club, onde conheceu e se tornou amigo de Júlio César, o goleiro que também foi revelado no Flamengo, onde atuaram juntos. Anos depois, tornando-se companheiros também de Seleção Brasileira. Nas categorias de base do Flamengo, onde iniciou aos 10 anos de idade, tendo atuado por seis anos, conquistou diversos títulos. Logo, chegando ao time profissional em 1996, onde assumiu a vaga titular da posição. No Fla, Juan permaneceu até o ano de 2002, conquistando por lá inúmeros títulos.

     

    Juan comemorando um de seus gols com a camisa do Flamengo. (Foto: reprodução)

     

    Foram quatro Campeonatos Cariocas, em 1996, 1999, 2000 e 2001; três Taças Guanabara, em 1996, 1999 e 2001; duas Taças Rio, em 1996 e 2000; uma Copa Ouro Sul-Americana, em 1996; uma Copa dos Clubes Brasileiros Campeões Mundiais, em 1997; uma Copa Rede Bandeirantes, em 1997; uma Copa Mercosul, em 1999; um Troféu São Sebastião, em 2000; e uma Copa dos Campeões, em 2001.

    Após sua saída do Flamengo, em 2002, foi contratado pelo Bayer Leverkusen, Clube da Alemanha, onde jogou por cinco anos. Foi neste período que o zagueiro chegou à Seleção, formando a potente dupla de zaga com Lúcio. Saindo do Bayer, foi contratado pelo Roma. No Clube italiano, atuou entre junho de 2007 e julho de 2012, tendo ótima passagem, conquistando por lá uma Copa da Itália, em 2007; e uma Supercopa da Itália, no mesmo ano.

    Quando já especulava-se a saída do jogador da Itália e o possível retorno ao Brasil, o Flamengo tentou a contratação do zagueiro, porém, o mesmo informou que seu destino no país não seria a Gávea, já que, já estava apalavrado com o Internacional (RS), mesma situação que vive atualmente, com o Rubro-Negro carioca. No Inter, tornou-se titular absoluto em 2013, sob o comando do atual técnico da Seleção Brasileira, Dunga, com a camisa n° 4. Mas em 2014 e 2015, algumas lesões atrapalharam a sua sequência na equipe gaúcha. Na Seleção, por sua vez, também se tornou dono da posição, e conquistou títulos como duas Copas América, em 2004 e 2007; e as Copas das Confederações de 2005 e 2009.

    O Retorno

     

    Juan em ação pelo Internacional. (Foto: Site oficial Internacional)

     

    A contratação não custará nada ao Clube carioca, já que no fim do mês de dezembro o jogador não terá mais contrato com o Internacional. O próprio Juan já descartou a possibilidade de renovação de contrato. Mesmo tendo recebido também proposta para jogar nos EUA, seu desejo pessoal e por parte de sua família, é voltar ao Rio de Janeiro, e logo no primeiro contato, confirmou o interesse de retornar e encerrar sua carreira no Mais Querido.

    A princípio, o contrato deve valer por um ano, porém, o zagueiro já manifestou a vontade de atuar pelo Clube pelas próximas duas temporadas, se possível, e tratou pessoalmente com a diretoria Rubro-Negra, pois não possui empresário. A zaga do Flamengo, que atualmente é formada por Wallace e César Martins, e tem como reserva Samir, ganhará um grande reforço e confiança com a vinda de Juan, após ter sido um dos maiores problemas da equipe nesta temporada.

     

    @Mundo Bola_CRF

     

  • Fla Futebol 2016 – Bloco 2 – Lateral direita

    Com Pará e Ayrton contestados pela torcida durante o ano, a lateral direita ainda preocupa para 2016



    Ontem, no início desta série, analisamos os goleiros de nosso elenco e as projeções para 2016, com contratações, dispensas e manutenções.(Fla Futebol – Bloco 1 – Goleiros, no link). Dando sequência ao Fla Futebol 2016, a posição em questão hoje é a lateral direita. E no decorrer de 2016, tivemos alguns problemas neste setor. No começo do ano, Luiz Antônio foi testado, Léo Moreira retornará após empréstimo ao Internacional, Pará ainda não conseguiu conquistar a confiança da torcida, e Ayrton chegou e não convenceu. Confira abaixo a opinião dos nossos convidados:

    Pará ainda não conseguiu cair nas graças da torcida. Lateral deve permanecer no elenco pra 2016? (Foto: Gilvan de Souza/Flamengo)

    @allanmadi (do site torcedores.com): Defendia a renovação com Pará pela escassez de bons laterais pelo lado direito, mas isso foi antes da “festinha”. Por mais que ache um jogador útil, não sei se a torcida o deixaria em paz durante os jogos. Nesse caso, traria o Léo Moreira de volta e faria uma contratação, liberando o Ayrton. Minha preferência, de longe, seria o Maicon, da Roma. Uma aposta seria o Rodinei da Ponte Preta. Tenho minhas dúvidas sobre Pikachu, que é bom ofensivamente, mas joga em um time que o deixa livre para se movimentar sem guardar posição, diferente de como seria no Fla. Acho válido ter um lateral mais defensivo e outro mais ofensivo no elenco (Maicon e Rodnei ou Léo Moreira // Pará e Rodinei ou Léo Moreira ou Pikachu etc). Cruzeiro tem dois garotos bons que pode dar negócio, Fabiano e Mayke. E começaria a dar chances para o Klebinho (da base) treinar no time de cima, apenas para pegar mais experiência.

    @CRFlamenguismo (do blog CRFlamenguismo, Mundo Bola Blogs): Para começar, não renovaria com o Ayrton. A questão do Pará é mais complexa. Nem tanto pela festa e afastamento, mas porque custou caro ao clube, que, graças ao Luxa, abriu mão de uma fatia da dívida do Grêmio por Rodrigo Mendes. Por essa razão, não acho absurdo que o clube exerça a opção de renovação. Dentro de campo, acho regular, nada mais. Léo, que volta de empréstimo, ou Thiago Ennes podem até ganhar minutos no Ferjão, mas a contratação de um jogador pra posição é fundamental.

    @Homer_FlaUma das incógnitas para 2016, talvez seja a única posição que possa ser pensado com calma. Ayrton e Pará não deveriam ter os contratos renovados por razões técnicas e disciplinares, respectivamente. Para 2016, a contratação de um lateral com status de titular, preferencialmente mais defensivo, é necessária, mas, por precaução, a contratação de um reserva pode ser adiada. A razão é a oportunidade de avaliar corretamente a condição técnica de Ronaldo, recém- promovido dos juniores, no Carioca e as condições físicas e técnicas de Léo Moreira, que retorna do Inter após passagem irregular. Se ao menos um corresponder, o clube pode evitar um investimento em uma posição de pouca rotação. Caso contrário, um lateral de destaque de times médios pode ser contratado para a reserva sem grandes prejuízos, já que Ronaldo e Thiago Ennes atendem bem à finalidade do Carioca e Léo Moreira e um titular poderiam estar na Primeira Liga.

    Thiago Ennes. O jovem lateral pode ser aproveitado no time alternativo que disputará o Carioca 2016? (Reprodução Twitter)

    @igor_pedrazziPará vinha tendo um ano de atuações, sem comprometer defensivamente como o seu antecessor, mas tem sua nítida limitação quando sobe ao ataque. Era defensor de sua renovação pro ano que vem até o episódio da festinha em Vargem Grande, depois disso, não mais. Entraremos num triênio importante para o Clube e precisamos de profissionais comprometidos e que se importem com a instituição. Ayrton também é limitado, mais que o titular da posição hoje, não o manteria no elenco pra 2016. Teremos o retorno de Léo Moreira, que na minha opinião, merece uma segunda chance no elenco. E traria um jogador para ser titular da posição. Maicon, hoje na Roma, tem contrato até o meio do ano que vem e é meu nome favorito. Rodinei, da Ponte Preta, mas que pertence ao Avaí, é destaque da posição nesse Brasileiro, também seria uma opção interessante. Com relação ao Yago Pikachu, nome muito veiculado, acho arriscado. Acompanhando os jogos do Paysandu, é um lateral que tem sérios problemas defensivos, não sei se seria um bom nome. Pra finalizar, daria oportunidades a Thiago Ennes e Klebinho no Carioca 2016. 

    @PabloWSC (da TozzaCam): Posição carente do atual elenco, eu manteria o Pará em 2016, mesmo com os problemas extra campo. Dispensaria o Ayrton e buscaria no mercado alguma alternativa para disputar posição com o atual titular da lateral direita. Não sou fã do futebol do Pará, mas acho que num time bem arrumado, ele pode fazer o feijão com arroz sem comprometer.

    @TozzaFla (da TozzaCam): A gente precisa de um lateral direito, já que eu não ficaria com o Pará. Aliás, não ficaria com nenhum integrante do bonde da stella, é uma questão minha. Eles desrespeitaram o clube, os jogadores, os torcedores. Mas mesmo assim, acho que o clube vai ficar com o Pará pro ano que vem, e o Léo Moreira está voltando. Nesse caso, não sei se precisaríamos de lateral direito. Não ficando com o Pará, um nome que eu acho interessante é o Mayke, do Cruzeiro.

    Amanhã(12/11/2015), o Fla Futebol continua, e a posição analisada é a lateral esquerda! 

     

     

    Fla Futebol 2016 – Goleiro

  • Uma proposta para a formação de atletas

    Nos últimos anos não é incomum ver um jogador subir da base para os profissionais envolto por grandes expectativas e acabar gerando uma enorme frustração da torcida, prejuízo financeiro para o clube e um grande abalo nas carreiras desses jogadores. A culpa é de quem por esta sucessão de fracassos que já renderam à base o apelido de “lata da casa”?

    Primeiramente há uma grande culpa da imprensa que trata qualquer jogador de potencial e certo destaque na base (ou profissional) como craque, gênio e afins. A CBF só começou recentemente a organizar melhor as competições da base e agora temos Campeonato Brasileiro e Copa do Brasil sub 20 e sub 17 sendo transmitidas, além da Copa São Paulo de Futebol Junior (a conhecida Copinha), porém as pessoas ainda estão se acostumando a ver essas competições, as quais acredito que seriam mais produtivas se realizadas como preliminar de jogos do time profissional. De toda forma, a imprensa ainda é para a torcida a principal via informação sobre os jovens da base.

    Em segundo vem a própria torcida que espera que qualquer um do meio para a frente faça gol todo jogo ou dê 3 ou 4 assistências. Muitos esquecem que Zico ficou subindo e descendo um bom tempo antes de se firmar, nem todos os jogadores alcançam o pleno desenvolvimento aos 18 anos. Aliás, a torcida deveria entender que raramente aparecem gênios como Neymar, algumas vezes aparecem bons jogadores e uma maioria será de jogadores medianos, aquele tipo que o Flamengo trás de times menores ou contrata por uma fortuna por uma temporada razoável num time encaixadinho.

    O Internacional passou anos brigando por títulos nacionais e internacionais usando jogadores medianos para formar a base do elenco e contratando jogadores caros para algumas posições chaves, vendendo os bons jogadores por uma fortuna mesmo que eles tenham mostrado pouco nos profissionais, como é o caso do Fred, que o Flamengo tentou contratar em 2014.

    Mas e os frequentes casos de jogadores que já sobem cheios de marra, indo pra noitada, alguns se envolvendo em problemas com a polícia? E aqueles que sobem sem adequado preparo físico? E a deficiência em fundamentos? E a falta de estrutura emocional e psicológica que trava os jovens diante das vaias (na maioria das vezes burra) da torcida?

    Alguns dirão que a culpa é dos empresários e familiares que se aproveitam da ingenuidade dos jogadores para iludi-los ou manipulá-los contra o clube ou que “enchem a bola” deles para que se sintam valorizados. Ainda há os que dirão que é normal que jogadores que venham de famílias pobres deixem o dinheiro e fama subir à cabeça, que não são preparados pro sucesso.

    Mas, para mim, a culpa disto tudo acontecer é completamente do clube que se diz formador, porém não age como tal. Preocupa-se com aspectos físicos e técnicos e esquecesse de que está tratando de seres humanos que precisam ser formados também como pessoas, cidadãos. E, baseada nessa premissa e no pensamento sobre uma melhor forma de formação também do atleta, resolvi escrever sobre a proposta abaixo.

    O Flamengo é um clube poliesportivo com formação de atletas de ponta em vários esportes, inclusive cabe ressaltar que atletas de outros esportes não têm os mesmos problemas que os jogadores de futebol possuem. Pensando nisso e no papel formador do clube, a ideia central gira em torno da criação de uma escola.

    O Ministério da Educação está incentivando a escola de tempo integral e em alguns estados a migração tem sido acelerada. Esse sistema de dois turnos pode ainda comportar vagas para alunos internos para aqueles que moram fora do estado e precisam de um lugar para morar.

    O Flamengo poderia então buscar parceiros da área de educação para fundar uma escola no Ninho do Urubu ou em algum prédio não utilizado ou subutilizado que possua. O parceiro da área de educação poderia ser uma universidade pública ou particular, que ficaria responsável pela parte pedagógica da escola e forneceria professores, uma oportunidade para estágio de alunos de graduação e pós-graduação.

    O funcionamento não pode ser científico de manhã e cursinhos ou atividades esportivas a tarde, a proposta metodológica precisa mesclar o ensino regular com o esporte e a saúde de forma a integrar teoria e prática, formando profissionais inteligentes e capacitados. Uma proposta metodológica adequada é a Politecnia, que pode ser melhor conhecida aqui, há escolas no Brasil que já a colocam em prática, inclusive uma que pertence a UFRJ e está localizada na cidade de Cabo Frio, onde dou aulas.

    A ideia inicial é que comporte alunos do ensino fundamental a partir dos 11 anos, o que seria a antiga 5ª série, até a formação no ensino médio com formação técnica. Os cursos técnicos interessantes poderiam ser da área esportiva como neste exemplo ou ainda na área de saúde com cursos ligados a áreas importantes do esporte como nutrição.

    Para os alunos do fundamental o ensino seria poliesportivo, ou seja, as crianças passariam por todos os esportes em rodízio, experimentando e sendo avaliadas para identificar aquele esporte no qual melhor se encaixa. No momento de formação poderiam apresentar a ela e seus pais um relatório de aptidões com sugestões onde melhor se encaixaria e então direcionar para o esporte escolhido.

    Durante o ensino médio os adolescentes além de estudarem para sua formação técnica complementar à carreira de atleta, treinariam voltadas para aquele determinado esporte, justamente época em que os torneios de base ganham importância. Ao terminar o ensino médio seriam incentivados a fazer um curso superior, justamente orientados a dedicação máxima nos 2 primeiros anos, que coincidem com os juniores.

    Ainda sugeriria que entre as matérias curriculares obrigatórias estivessem orientação sobre investimentos e introdução a economia, História do Flamengo, legislação esportiva (voltada ao esporte que pratica) e conceitos básicos de como cuidar de sua imagem.

    Com uma estrutura dessas, nossos jogadores seriam atletas de fato, teriam capacidade cognitiva, seriam homens conscientes de seu papel como cidadãos, identificados com o clube, integrados a ele e prontos para serem bons representantes junto a torcida e patrocinadores. Aqueles que não conseguissem alcançar o sucesso na carreira como atleta estariam preparados para estudar e assumir funções como integrantes das comissões técnicas, dirigentes e etc., atendendo a outra necessidade ainda mais urgente do clube.

    Uma estrutura como essa obviamente não seria tão barata, mas se pensarmos que os professores ficariam a cargo da instituição parceira, haveria para o Flamengo apenas os custos com infraestrutura – a grande maioria já usada pelo clube nas diversas modalidades esportivas – e hospedagem e demais cuidados com os alunos e internos. Se conseguissem o governo como parceiro – e não imagino o porquê de um governo comprometido com a educação não apoiar – seja repassando verbas (com rigorosa fiscalização de uso) ou dando incentivos ficais para compensar os custos, poderiam evitar a cobrança de mensalidade para todos e não apenas os alunos advindos de famílias de baixa renda. A proposta ainda se enquadra no perfil de contrapartida esperada pelo governo ao criar a LRFE e poderia ser um modelo não apenas para os clubes do país como internacionalmente, melhorando a imagem do clube e ajudando a honrar a aproximação com a UNICEF.

    O que acharam da proposta? Seria importante receber seus comentários fazendo observações ou propondo outras alternativas.

    Saudações Rubro-Negras


    Nayra M. Vieira escreve no blog Flamengo em Foco, da plataforma Mundo Bola Blogs.

     

  • Vai começar a festa

    Em comemoração aos 120 anos do clube, Flamengo fará amistoso no Maracanã.

     

    Foto: Site do Orlando City

    O Campeonato Brasileiro parou por conta da Data FIFA, mas o Flamengo não. Para comemorar os 120 anos do clube, o rubro-negro entra em campo neste domingo (15), dia do nosso aniversário, para enfrentar o Orlando City em um amistoso com clima de festa.

    A escolha do adversário demorou, mas foi certeira. O clube, que disputa a Major League Soccer, é um dos maiores dos Estados Unidos e tem a segunda maior média de público do campeonato, com 32.847 torcedores por partida, número recorde para uma equipe estreante na principal liga de futebol dos Estados Unidos e do Canadá.

    Na partida, a Nação Rubro Negra está convocada para fazer uma bonita festa e mostrar aos norte-americanos que a maior torcida do mundo faz a diferença. As vendas já estão abertas para Sócios-Torcedores desde o dia 29/10, para o público geral na internet desde o dia 06/11 e no ponto físico da Gávea desde segunda-feira. Todos os pontos de venda estarão disponíveis a partir de amanhã (12) às 10h.

    Os preços variam de R$10 até R$125, valores promocionais com o objetivo de trazer o torcedor para jogar junto. Fique atento! Antes do jogo principal teremos uma preliminar com ex-jogadores. Confira todas as informações e não fique de fora dessa festa:

     

    Venda de ingressos:

    Valores:

    Norte e Sul: R$ 40 / R$ 20

    ST: R$ 20 / R$ 10

    ST Tradição: R$ 30/ R$ 15

     

    Leste e Oeste: R$ 60 / R$ 30

    ST: R$ 30 / R$ 15

    ST Tradição: R$ 50 / R$ 25

     

    Maracanã Mais: R$ 125 / R$ 85

    ST: R$ 85 / R$ 65

    ST Tradição: R$ 105 / R$ 75

    *Haverá fiscalização de meia-entrada nos portões do estádio.

     

    Pontos físicos de venda para sócios-torcedores:

    Gávea – Sede do Flamengo – Rua Borges de Medeiros: 09/11/2015 a 14/11/2015 – 10h às 17h – 15/11, DIA DA PARTIDA, DAS 10H ÀS 12H

    Barra da Tijuca – FlaBoutique – Av das Américas, 7607 Loja 151: 12/11/2015 a 14/11/2015  – 10h às 17h – não funciona aos domingos

    Tijuca – FlaBoutique – R. Conde de Bonfim, 685 Loja D: 12/11/2015 a 14/11/2015  – 10h às 17h – não funciona aos domingos

    Andaraí – FlaBoutique/Iguatemi – R. Barão de São Francisco, 236 Loja 15: 12/11/2015 a 14/11/2015  – 10h às 17h – não funciona aos domingos

    Maracanã – Container Mata Machado: 12/11/2015 a 15/11/2015  – 10h às 17h – 15/11, NO DIA DA PARTIDA ATÉ O FINAL DO 1º TEMPO.

    Largo do Machado – Flaboutique -R.Largo do Machado 29 Loja 40 Galeria Condor: 12/11/2015 a 14/11/2015  – 10h às 17h – não funciona aos domingos

    Gávea – Sede do Flamengo – Praça Nossa Senhora da Auxiliadora s/n (Bilheteria Externa): 09/11/2015 a 14/11/2015 – 10h às 17h – 15/11, DIA DA PARTIDA, DAS 10H ÀS 12H

     

    Pontos físicos de venda para torcedores:

    Espaço Rubro-Negro – Nova América: Avenida Pastor Martin Luther King Jr, 126 – 1º piso; 10h às 17h, até o dia 14/11

    Espaço Rubro-Negro – Downtown: Avenida das Américas nº 500, loja 114 – Barra; 10h às 17h, até o dia 14/11

    Estádio Caio Martins: Rua Presidente Backer, s/n, Icaraí Niterói; 10h às 17h, até o dia 14/11

    Sede do Flamengo (associados do clube): Borges de Medeiros, 997; 10h às 17h, até o dia 14/11

    Sede Flamengo (torcida em geral): Praça Nossa Senhora Auxiliadora; 10h às 17h, até o dia 14/11

    Quiosque Ticket Center – Praia do Leme: 10h às 17h, até o dia 14/11

    Maracanã (Bilheteria 4) – Flamengo: Av. Maracanã, s/nº; 10h às 17h, até o dia 14/11

     

    Vendas no dia da partida:

    BILHETERIA 1 – VENDA Geral torcida Flamengo – 10h00 às 16h15

    BILHETERIA 2 – VENDA Geral torcida Flamengo – 10h00 às 16h15

    BILHETERIA 3 – Retirada  torcida Flamengo – 10h00 às 16h15

    BILHETERIA 4 – VENDA Geral torcida Flamengo – 10h00 às 16h15

    BILHETERIA 3A CONTAINER MARACANÃ MAIS – Venda exclusiva Maracanã Mais – 10h00 às 16h15

    BILHETERIA 4A CONTAINER MATA MACHADO – Atendimento sócio Flamengo – 10h00 às 16h15

     

    Informações sobre a partida:

     Data: 15/11/2015

    Local: Maracanã, Rio de Janeiro

    Horários:

    Abertura dos portões: 11h

    Início da preliminar (ex-jogadores x artistas convidados): 12h50

    Jogo principal: 15h30 (12h30 no horário de Orlando)

  • Fla Futebol 2016 – Bloco 1 – GOLEIROS

    No bloco de hoje do Fla Futebol, um setor que nos deu muita dor de cabeça. Os goleiros estão em pauta. 



    Final de Brasileirão se aproximando, e o Flamengo com remotíssimas chances de classificação para a Libertadores da América, já começa a planejar o futuro. Também é época de eleições presidenciais no clube, mas não podemos nos esquecer do planejamento da equipe para o ano seguinte. Sendo assim, durante esta semana apresentaremos ao leitor o Fla Futebol 2016, que contará com a presença de alguns convidados, que irão analisar posição por posição do elenco, e projetarão suas dispensas e contratações para o Flamengo versão 2016.

    E hoje, no bloco número 1, falaremos sobre uma posição que nos deu muita dor de cabeça. O gol. No decorrer da semana, trataremos das laterais, da zaga, dos volantes, dos meias e do ataque. E pra isso contaremos com as presenças de @allanmadi@CRFlamenguismo@Homer_Fla , @igor_pedrazzi, @PabloWSC e @TozzaFla.

     

    Weverton esteve presente em quatro das seis análises. Goleiro tem feito bom Brasileiro e tem contrato com o CAP até 2017. (Foto: Site oficial CAP)

    @allanmadi (do site torcedores.com)  – Eu traria um goleiro para assumir a titularidade. Como Júlio Cesar e Diego Alves, meus preferidos, são praticamente inviáveis, tentaria o Rafael, do Napoli e ex-Santos. É um goleiro ainda novo e com potencial de seleção. Ochoa poderia ser uma outra opção. Negociaria um dos dois goleiros. Ou venderia Paulo Victor, ou emprestaria o César para ganhar experiência e rodagem. Não sendo possível um goleiro para chegar e ser titular, eu emprestaria o César e contrataria outro para chegar e disputar posição com Paulo Victor. Walter (Corinthians) ou Alex Muralha seriam minhas tentativas.

    @CRFlamenguismo (do blog CRFlamenguismo, Mundo Bola Blogs) –  Confio no PV, seria meu titular. Apesar de ter caído um pouco de rendimento após a lesão, me passa segurança. Mais maduro, aparenta exercer uma liderança positiva. Não é mais aquele garoto da época do Bruno. Ainda assim, buscaria um goleiro experiente e com contrato encerrando para ser sua sombra. César não passou a confiança necessária para ser o reserva imediato e voltaria a ser o terceiro goleiro e eventual titular do provável elenco sub23 que jogará o Ferjão (Lembrando que são 28 inscritos e apenas 5 podem ser do sub20). Thiago e Daniel ainda precisam ser testados.

    @Homer_Fla – A temporada de 2015 expôs a instabilidade no gol. César é jovem e oscila demais para ser titular, enquanto PV faz ano abaixo da crítica. Apesar dos 4 jogadores sob contrato para a 2016 (além de ambos, os jovens Daniel e Thiago), acredito que o setor poderia ter alterações. Valorizado pelo bom ano de 2014, uma negociação de Paulo Victor renderia um bom lucro, que seria parcialmente reinvestido na chegada de um goleiro mais experiente (Júlio César, Rafael Cabral) ou até mesmo na reposição por um goleiro emergente (Weverton, Tiago Volpi). César, por sua vez, é um ótimo reserva e será beneficiado com a sequência no Carioca. Em caso de propostas de times de Série A ou B, poderia ser emprestado para seguir jogando, sendo reposto também por empréstimo por um goleiro sólido de times pequenos das Séries A ou B (Agenor ou Danillo, por exemplo). Por sua vez, Daniel e Thiago ainda não tem nível técnico para contribuírem efetivamente, devendo apenas participar das atividades e eventualidades no decorrer da temporada.

    @igor_pedrazzi – Setor muito fraco do elenco. Paulo Victor e César não tem a menor capacidade de atuar pelo Flamengo. Os dois com problemas de fundamentos sérios desde a base. Mas já que não daria pra se desfazer dos dois, pra não ter que gastar dinheiro com dois goleiros, contrataria apenas um goleiro e manteria o PV. Emprestaria o César, precisa de experiência, quem sabe dê certo no futuro. É um setor que precisa de investimento, infelizmente. Nesse caso tentaria Weverton (Atlético PR, tem contrato até 2017) ou Tiago Volpi (Querétaro, com contrato até 2017).

    Allan e Pablo citam outro destaque do Brasileirão. Alex Muralha tem tido destaque no Figueira. Contrato até o fim de 2018. (Foto: Site oficial Figueirense)

    @PabloWSC (da TozzaCam) – Particularmente, considero fundamental a contratação de um goleiro para 2016. Minha dupla de goleiros para o ano que vem seria formada por Paulo Victor e Weverton (avaliar condições contratuais junto ao Atlético/PR). Emprestaria o César para pegar experiência e ficaria com o Daniel como 3º goleiro. Outro goleiro que me agrada é o Alex Muralha, do Figueirense, mas considero Weverton mais preparado para assumir a titularidade rubro-negra. Não confio no Paulo Victor. 

    @TozzaFla (da TozzaCam) – Ficou provado esse ano que a gente precisa de pelo menos mais um goleiro. Paulo Victor fez um 2014 fantástico e esse ano esteve bem abaixo do esperado, não sei se por conta das contusões que teve, mas mesmo assim, foi bem abaixo da média. Então, imagino que a gente possa emprestar o César, que ainda está muito cru, mas que tem potencial, e trazer mais um goleiro. Os que eu gosto desse brasileiro são Weverton, Alex Muralha e o Danilo Fernandes. Qualquer um desses três brigaria por posição com o Paulo Victor e fatalmente conquistaria a vaga de titular, pelo menos hoje.

    Amanhã(10/11/2015), o Fla Futebol continua, e a posição analisada é a lateral-direita! 

  • Mundo Bola nas Eleições | Entrevistamos Rodrigo Tostes

    “Se a Chapa Azul ganhar, será como um partido que recentemente venceu uma eleição em um país bem distante do nosso”

     

     

    Foto: Flamengo/Divulgação

     

    A história todo rubro-negro antenado na política do clube conhece. Em 2012, Tostes era um daqueles figurões que integravam a Chapa Azul. Vencidas as eleições, o atual diretor de operações do Comitê Rio 2016, assumiu a pasta de finanças do clube e tornou-se figura importante na reestruturação financeira ocorrida na Gestão Eduardo Bandeira de Mello.

    Em agosto deste ano decidiu-se por apoiar Wallim Vasconcellos na Chapa Verde. Acompanhe a seguir a entrevista de Rodrigo Tostes ao fla.mundobola.com.


     

    Você terá disponibilidade de tempo para exercer a VP de Finanças no próximo triênio, caso a Chapa Verde seja eleita? Se sim, a Olimpíada não atrapalharia?

    Óbvio que sim. Se não tivesse, não me comprometeria. O Flamengo é uma paixão e todo o esforço para fazer o melhor pelo nosso clube do coração é muito gratificante. Trabalhar na operação dos Jogos Olímpicos me qualifica ainda mais para o desafio de voltar à vice-presidência do clube.

     

    Por que resolveu não continuar na Gestão atual? Apenas por projeto político?

    Projeto político? Não entendi esta pergunta. Certamente você não me conhece. Se eu tivesse algum interesse em projeto político, poderia ficar tranquilamente na gestão atual.  É engraçado ver que, assim que tomei a decisão de me desligar desta atual administração, o grupo de apoio ao Eduardo passou a desvalorizar o trabalho da área financeira. Vida que segue. Quanto a não continuar na gestão atual, a resposta é simples: acho o grupo da Chapa Verde muito mais capacitado para administrar o Flamengo  e as recentes decisoes tomadas no futebol mostram exatamente isso.

     

    Quais foram os impeditivos encontrados na gestão atual que possam ter inviabilizado resultados ainda melhores nas finanças?

    Os trabalho feitos pelo BAP no sócio-torcedor e na área de patrocínios foram espetaculares. Aumentamos em 87% nossa receita. Não vejo nada de novo sendo feito hoje. Minha crítica ao marketing por não trazer nada novo depois da saída do BAP sempre foi muito forte. O Flamengo se acomodou em termos de receita depois que ele saiu. Agora o que mais me preocupa são as projeções amadoras feitas pela Chapa Azul para os próximos anos. O otimismo exagerado foi exatamente o que levou o Flamengo à divida de R$ 750 milhões. A área financeira precisa ser conservadora e não e isso que a Chapa Azul tem demonstrado em seu discurso.

     

    Caso a Chapa Verde seja eleita irá manter os atuais diretores executivos ou pretende substituí-los?

    Profissionalizar o clube não significa colocar alguém remunerado, mas sim ter profissionais capacitados. Vamos estudar caso a caso. Certamente alguns dos atuais diretores serão mantidos. Afinal, foram escolhidos por mim pessoalmente no caso dos executivos da área financeira. De qualquer maneira, a ideia é fazer uma análise apurada do trabalho e melhorar o que pode ser melhorado.

     

    Certas pessoas afirmam que se Bap não tivesse esta rixa pessoal com Eduardo Bandeira os demais VP´s que foram para a Chapa Verde não sairiam da gestão e sequer existiria Chapa Verde. É correta esta afirmação?

    Isto é uma grande besteira. A separação não se deu por rixa pessoal de quem quer que seja, até porque eu não sou o Bap, nem seguiria ninguém apenas por desavenças das quais não participei. Posso garantir que eu decidi sair e ajudar a montar a Chapa Verde porque tenho a convicção de que este grupo vai ser muito melhor para o Flamengo.

     

    Membros da chapa verde falam de um suposto acordo não cumprido do Eduardo bandeira a respeito de candidatura, o que é negado pelos membros da Chapa Azul, inclusive o Eduardo Bandeira, qual o seu posicionamento em relação a isto?

    Eu não participei deste acordo, já que entrei na antiga Chapa Flamengo Campeão do Mundo num segundo momento, a convite do Wallim. Agora, sei que existia a crença pela não reeleição e pelo possível rodízio de nomes. Além disto, entre nós, acho que o Eduardo não foi correto, nem grato com o Wallim e o Landim. Afinal, ele era um desconhecido e foi colocado no cargo de presidente faltando 23 dias para a eleição.

     

    A Chapa Verde já tem projeto idealizado para aproveitamento das verbas do ProFut?

    Não existem verbas do Profut. Isto é uma besteira que está sendo divulgada erroneamente. O que existe é um desconto sobre o principal e um alongamento da dívida restante. Ou seja, o Flamengo vai ser beneficiado com a redução do que deve. O problema é que continuaremos a dever uma montante enorme de dinheiro. Quem tem um mínimo de conhecimento no mercado sabe que os juros no ano que vem continuarão muito altos, o crédito será limitado e a obtenção de patrocínios, muito difícil. Ou seja, vender que o Profut vai ser a redenção para o Flamengo fazer vários investimentos é promessa de eleição ou total desconhecimento. Dito isto, é claro que ele será positivo e ajudará no nosso fluxo de caixa. Foi para isto que trabalhamos tanto pela aprovação. Iremos trabalhar muito para poder fazer todos os investimentos necessários e planejados para 2016, só que mantendo a transparência e a responsabilidade orçamentária. Aqui na Chapa Verde ninguém vende sonhos… Administramos a realidade e estamos preparados para tomar decisões porque fazemos isso no dia a dia.

     

    Com a elevação das receitas o Flamengo, enfim, sairá da contingência de ter “orçamento zero” em vários setores, podendo investir mais em marketing, TI, Secretaria etc, cada qual com orçamento apropriado?

    Espero muito que haja esta elevação de receitas a que você se refere. Espero também que não haja uma elevação de despesas inconsequente. De qualquer maneira, vale reforçar que o esquema que implantamos no Flamengo é de orçamento centralizado, com cada área apresentando seus orçamentos para uma análise mais global e a definição de investimentos para todo o clube. Já temos nossas prioridades para 2016, sendo a maior delas o investimento no CT.

     

    Você ainda acredita numa possível reunificação das chapas? Se sim, como seria esta composição?

    Não acredito. O Eduardo deixou claro que qualquer união só seria possível com ele na presidência. Este tipo de postura não permitiu nenhum acordo. Além disto, a atual administração já fez várias composições políticas que não condizem com o nosso modo de pensar o Flamengo. Se a Chapa Azul ganhar, será como um partido que recentemente venceu uma eleição em um país bem distante do nosso, que, apesar de ter ganhado a eleição, não consegue fazer o que prometeu, porque não conseguiu encarar a realidade e fez alianças, que mesmo que a situação fosse melhor, não conseguiria executar, porque se comprometeu com o diabo.

     

    Caso a Chapa Verde seja eleita, quais mudanças em relação ao Financeiro pretende implementar que tenha sido impedido ou inibido pela Gestão EBM?

    Temos que melhorar muito em termos de tecnologia. Vamos aumentar o investimento nessa área para melhorar os controles. Nosso sistema é bom, mas é frágil. Além disso, em três anos, espero estar pronto para ser auditado por uma big 4.

     

    Você chegou a ser VP de Futebol interino. O que achou da experiência? Seria possível repeti-la caso a Chapa Verde fosse eleita?

    Nunca fui vice-presidente de futebol. O Wrobel me ligou dizendo que não conseguia mais ficar como VP de futebol. Disse para ele que poderíamos tocar a pasta via o comitê de futebol e que eu faria a ponte entre o comitê e o futebol. Alinhei isso com o Fred e tocamos assim. Este tempo foi suficiente para ver que, quanto menos gente opinar no dia a dia, melhor. Infelizmente, vemos que não é isto que está ocorrendo hoje. Talvez por isso, o Flamengo esteja indo tão mal em campo. Os vazamentos atrapalham muito o dia a dia do clube e estamos vendo informação por troca de apoio de jornalistas. Essa prática antiga tão criticada no passado voltou à tona, mas não me surpreende em nada pelas pessoas que estão envolvidas na atual gestão do futebol. Meu cargo na administração da Chapa Wallim/Landim será na área de Finanças para poder continuar o trabalho que fizemos nos dois anos e meio em que administramos o clube.

     

    Como vislumbra o futuro a médio e longo prazo do Flamengo em termos financeiros, continuando com a política de sustentabilidade?

    Tudo vai depender do tipo de administração que vai assumir o clube. Se for com o Cacau Cotta, certamente teremos uma linha de ação. As linhas do Wallim e do Eduardo, teoricamente, são mais próximas. O que me preocupa é o nível de compromissos que o Eduardo está tomando. Pelo histórico dos presentes, temo pela manutenção da política que implantamos na nossa gestão.

     

    A Chapa Verde está trabalhando na composição de um plano de governo?

    Já temos o nosso plano de governo bem definido. Uma coisa é certa: mais do que apresentações bonitas ou discursos de power point (que nunca funcionaram bem), o importante é você ter um grupo com comprovada eficiência, conhecimento, que saiba fazer e colocar de pé as ações. Isto a Chapa Verde tem de sobra. Infelizmente, não vejo isto nas demais chapas.

     

    A reeleição de Eduardo Bandeira significa, de fato, o fim dos ideais originais da Chapa Azul de 2012 ou a Chapa Verde entende que os ideais estavam errados e que um novo modelo de governança deve ser colocado em prática?

    Me parece que existe uma confusão nesta pergunta. São coisas completamente distintas. Uma reeleição do Eduardo – a qual não acredito – vai trazer de volta ao clube algumas práticas políticas que não concordamos e são contra ao que pregávamos em 2012. Se estes acordos vão prejudicar a governança, não posso afirmar. Mas certamente me preocupa.  Quanto aos ideais da Chapa Flamengo Campeão do Mundo de 2012 (hoje Chapa Verde), creio que cada vez mais se mostram adequados. Estes ideais se manterão e serão defendidos pelos componentes da nossa Chapa – afinal fomos nós que os implementamos no clube.

     

    E por falar em modelo de governança, a configuração atual, com diretores-executivos profissionais, pinçados do mercado e com bons salários tendo os VP’s apenas como proponentes de metas e fiscalização dos processos será mantida a despeito da manutenção ou não de algum executivo?

    O conceito de diretores executivos será mantido, sem dúvida nenhuma. Os salários serão os de mercado. O ponto é que, pela nossa experiência nestes dois anos e meio que tocamos o clube, acabamos vendo que a presença dos vice-presidentes no dia a dia continuará sendo de extrema importância, seja pela experiência profissional do time, seja pelo alto networking do grupo. Isto fez e fará toda a diferença no trabalho difícil que teremos a partir de 2016. O Flamengo não pode abrir mão do conhecimento de um Bap, de um Landim, de um Walim, de um Ruben Osta, de um Gustavo Oliveira e de vários outros apoiadores da Chapa Verde.

     

    Por que se deve votar na Chapa Verde? Quais características ela reúne melhores que outras chapas?

    Porque, sem falsa modéstia, tem o grupo mais capacitado para colocar o Flamengo de volta aos trilhos das grandes vitórias. Porque este grupo não precisa usar o nome do Flamengo para se autopromover ou por interesses políticos. Porque o pensamento do grupo é realmente “Tudo pelo Flamengo, nada do Flamengo”. Me parece que isto é suficiente para os sócios votarem na Chapa Verde.


     

    Leia o #DesafioDasChapas

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  • Enxerguemos as Embaixadas

     

     

    Já passou da hora de acolher a torcida e dar contrapartidas a ela.

    Por isso, o programa de Sócios torcedores do Flamengo vem mudando pouco a pouco, tem evolução constante. Em um primeiro momento funciona o pedido forte de ajuda, o chamado rasamente de “Sócio doador”, depois é preciso mais, trabalho de prospecção, mudança de paradigma. Já existem contrapartidas razoáveis para se associar, na minha opinião, bem melhores do que no momento em que o programa foi lançado, Mas como pensar em aumentar a adesão e aproximar aos torcedores do clube e não o contrário?

    No futebol se vive de paixão, um “produto” em que o “consumidor” é fiel, não há mudanças. Tem um famoso dito em que “muda-se de religião, de esposa, de família, de sexo, mas ninguém troca de time”! O Flamengo como instituição deve parar de se pensar como “nação” e se pensar como “Estado”, ajudando a todos os seus concidadãos a rumarem à mão-dupla clube torcida. A torcida de modo geral quer ajudar, sempre esteve ao lado do clube em bons ou maus momentos. Sempre. Da mesma forma que ela quer ser ouvida, fazer “parte do negócio”.

    A relação não pode se dar apenas nos dias de jogos, o clube tem que querer fazer parte da rotina diária do torcedor. Mais do que já faz. Tempos atrás postei uma coluna onde o amigo Thiago Gonçalves (nosso correspondente especial de Portugal), me enviou depoimento de Portugal, por e-mail:

    “Tenho imagens e acho que podem interessar. Veja o nível do trabalho que o Benfica faz por cá. Hoje cheguei a casa e quando fui à caixinha de correio ver se tinha correspondências, deparo-me com um panfleto do Benfica, mostrando uma promoção para captação de novos sócios e junto, num destacável, um envelope e a ficha de inscrição em que bastava o cara preencher e enviar de volta (sem selo) e passado uns dias recebe em casa o cartão de sócio.
    Detalhe: 3 meses de mensalidades grátis é a promoção e ainda recebe dois ingressos para um jogo no estádio da luz”.

     

    Divulgação

     

     

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    Não deixa de ser uma opção, um caminho. Mas me vem uma pergunta recorrente, porque já falei sobre embaixadas no Buteco do Flamengo por 9 vezes. N-O-V-E vezes. Esta é a décima vez em 4 anos. Porque o Flamengo aparentemente abandonou as embaixadas? Falo isso na semana de aniversário do clube, quando todas elas estão reunidas para festejar e confraternizar na Gávea. As embaixadas são a solução, a meu ver, de uma maior aproximação entre clube e torcida, além da monetização do Flamengo. Sem falar na abertura política merecida, a possibilidade de democratização real do clube. Vejamos as diferenças básicas entre os três modelos:

    Internacional

    • Tem mais de 800 consulados espalhados pelo mundo, mais de 300 apenas no RS (298 cidades do RS), 401 cidades com consulados fora do RS, e 81 cidades com consulados fora do Brasil.
    • Modelo parecido com as Casas Benfica.
    • São necessários 10 associados do clube para se criar um consulado em uma cidade do país, o cônsul passa por alguns testes e há alguns pré-requisitos.
    • Modelo de território é simplificado e amplamente comercial, ponto de encontro e de consumo.
    • De réplica simples, desde que o Flamengo tenha profissionais específicos para o relacionamento com a torcida. Hoje no Inter, 11 pessoas trabalham no relacionamento com os sócios.
    • No Flamengo apenas dois, posso estar enganado (dos que tenho conhecimento, o Dirceu com licenciados e o Saboia que trata da questão das embaixadas, diretamente).

    Modelo importante, porque demonstra que ao contrário do que eu e a maioria das pessoas imagina, o internacional tem mais consulados fora do RS do que dentro do estado. Ao menos, a lista de cidades é maior fora do que dentro. Isso seria fundamental para que o Flamengo consiga expandir este ponto de relacionamento com sua torcida, tanto pelo aspecto institucional, quanto no comercial.

    Atentando-se que 80% da torcida do Flamengo se encontra fora do RJ, onde temos 96 cidades e metas particulares observadas no projeto, seria ótimo que mantivéssemos a essa proporção para territórios da nação. Porém, considerando que o RJ seja nosso mercado principal, a proporção de pontos de venda (Embaixadas) seja maior por aqui, exatamente como fazem Inter e Benfica.

    A ideia é de que alcancemos esses números até 2022, dobrando a proporção até 2025, quando projetamos alcançar a meta de 2.000 Territórios da Nação, de forma sustentada. Projetando para o triênio 2016-2018 a meta estabelecida seria de ao menos mais 200 territórios pelo Brasil.

    Benfica

    • O clube tem o maior número de associados do mundo, deve perder o posto por conta de um recenseamento interno de associados. Mesmo assim, deve permanecer com mais de 180 mil sócios ativos.
    • O Benfica tem 185 Casas Benfica em Portugal e mais 37 outras espalhadas pelo mundo (eram mais de 200, algumas foram descadastradas).
    • O modelo de Casas Benfica é um modelo comercial e de aproximação com os associados do clube espalhados pelo mundo. Sei que existem Casas benfica no Brasil, mas estas não são “oficiais” segundo o site do clube português.
    • Também clube poliesportivo, com handebol, futsal, basquete, vôlei e hóquei sobre patins, dando direito a assistir a todas as partidas de cada esporte na temporada regular de cada modalidade, via associação de “ST olímpico” que custa 5 Euros/mês.
    • Tem uma grande rede de parceiros que vão de dentistas até postos de gasolina, por exemplo. Muitas destas casas contam com um integrado sistema de vendas, dentre os quais, ingressos para partidas do Benfica.
      Existem 3 tipos de unidade, vamos dizer assim: Casa, Filial, Delegação.
    • O Benfica é um clube de 1904, a primeira Casa Benfica data-se em 1914. Mais de 100 anos.
    • Segundo o site das Casas Benfica: “Nas Casas do Benfica pode-se regularizar as quotas de sócio de forma rápida e eficaz, comprar bilhetes para os jogos do Benfica e até votar nas eleições para a presidência do clube (nas Casas do Benfica de Vila Nova de Famalicão, Coimbra, Évora e Faro os sócios podem votar por voto electrónico)”
    • Vemos que em algumas casas específicas é permitido o voto eletrônico, ou seja à distância. Provavelmente com urnas eletrônicas ou computadores auditados.

    O voto eletrônico é uma demanda antiga da torcida do Flamengo, cada vez mais por estarmos em tempos conectados e de discussão e consciência política. Sei que para efetivação da regra seria necessária mudança do estatuto do clube. E esta modificação asseguraria que os sócios torcedores que o Flamengo tem obtivessem direito ao voto. Isto pode ser pensado e projetado agora para um futuro próximo, já que caminhamos para uma abertura política do Flamengo, observando a entrada constante de associados mais jovens no clube.

    Flamengo

    • O Flamengo tem apenas 96 embaixadas, das quais apenas 40 aparecem no site oficial. A proporção de torcedores por embaixada no Flamengo é bem ruim, uma embaixada para Proporção torcedor/embaixada. Números bem ruins.
    • A relação entre o clube e suas embaixadas, tem que ser um movimento coordenado de mão-dupla, facilitado, não somente um movimento espontâneo como diz o clube. : “As Embaixadas da Nação são movimentos espontâneos de torcedores rubro-negros espalhados por diversas localidades do Brasil e do exterior, que se reúnem para assistir aos jogos do Flamengo, comemorar suas vitórias e conquistas, bem como discutir assuntos relacionados ao clube”.
    • Para uma coletividade de torcedores se tornar uma embaixada do Flamengo é preciso: “Realizar encontros com frequência em locais fixos e pré-determinados, escolhidos pelos participantes; Dispor de coordenadores com atribuições de marcar as datas e tomar as providências para a realização das reuniões; Disponibilizar endereço para correspondência; e Ter mais de um ano de existência”.
    • Sobre as condições o clube ainda diz: “Os movimentos espontâneos já existentes com as características enunciadas acima poderão ser oficializados como Embaixadas da Nação, mediante solicitação de seus coordenadores à Diretoria de Responsabilidade Social/Projeto Embaixadas da Nação Rubro-Negra, do Clube de Regatas do Flamengo.
      Essa oficialização dar-se-á pela emissão de um diploma a ser conferido pelo Clube de Regatas do Flamengo, assinado pelo presidente do Conselho Diretor.
      A condição de Embaixada da Nação cessa por iniciativa da própria Embaixada, ou, automaticamente, quando deixarem de existir as características definidas para tal. Para mais informações, entre em contato pelo e-mail embaixadas@flamengo.com.br ou pelo telefone (21) 2159-0112”.

    Os critérios para se tornar embaixada da nação, projeto do Flamengo são mais rígidos do que os de Benfica e Internacional, por isso flexibilizar talvez seja uma boa saída para crescer. Em “flexibilizar” leia-se tornar o processo mais simples. Por conta dessa “rigidez” as informações são escassas, também por conta de uma escolha de um clube assaz endividado, falta investimento. Penso que esta área precise de investimento e atenção, pois a mesma pode ser uma fonte de retorno e satisfação institucional e financeira, porque não.

    O Internacional consegue espalhar-se mais do que o Benfica, tendo mais embaixadas fora do país do que o clube português. O Flamengo tem todas as condições de ter um projeto maior do que os dois citados. Temos 5.570 municípios, projetaria 4.000 pontos até 2025, daqui há 10 anos. Uma bela meta, não? Considerando que cada ponto do internacional proporciona 10 sócios para o clube, teríamos como base 40.000 sócios, se esse for o caminho escolhido.

    O Internacional ultrapassou a casa dos 147 mil sócios-torcedores e hoje tem mais de 800 Consulados, isto quer dizer que podemos considerar que cada Consulado conseguiu trabalhar para que mais de 180 torcedores em media se tornassem sócios do clube gaúcho… P-A-R-C-E-R-I-A! As Embaixadas seriam as parceiras ideais para o Flamengo na captação de sócios-torcedores. Como temos sete vezes mais torcedores do que o Internacional e existem rubro-negros em quase todos os 5.570 municípios do Brasil, existe também demanda reprimida, potencial desconhecido. Um grande trabalho, se bem-feito, promove grandes oportunidades e cabe ao clube uma ação que envolva as Embaixadas, maior parceira em potencial que o Flamengo poderá ter.

    Penso em “Comunidades Rubro-Negras”, “Territórios da Nação”, Embaixadas que promoveriam experiências ligadas ao Flamengo de modo virtual e físico (coletivo), nos dias de jogos com sede física ou ponto de encontro avalizado e registrado pelo clube, chancelado. O exemplo já existe, o da união de pontos “físicos” e redes virtuais, torcedores castrados e de alguma maneira em contato com o clube. Acreditem. Trocando uma ideia sobre embaixadas, André Amaral do ótimo Ninho da Nação, me informou sobre a “Rubro-Negros da Ilha”, uma Torcida Organizada da qual ele é parte, e que já virou Embaixada, no ES.

    André me disse que “no grupo do Facebook são mais de 3.400 pessoas e geralmente 100 torcedores, aproximadamente, assistem aos jogos do Flamengo, juntos em Vitória”. Se estimulados pelo clube, quantos estariam dispostos a contribuir? Suponhamos que 60% destes tenham a vontade de se integrar ao ST. Só desta “Embaixada”, seriam 2040 CRNs, capitalizando aproximadamente R$ 500.000,00/ano.

    Poderia subdividir a administração deste projeto em nucelos regionais: Norte, Nordeste, Centro-oeste, Sudeste, Sul. Como a demanda de Norte e Nordeste são maiores, poderia se dividir ainda mais para administrar. Criando pequenos nucelos de no mínimo 100 pessoas em cidades de até 50 mil habitantes para promover a parceria institucional do clube. O clube poderia retornar o investimento para própria embaixada, como “prêmio”. Se parte da receita retornasse para a manutenção da estrutura da embaixada, seria um ótimo negócio para as duas partes.

    O ideal que se façam testes com as embaixadas já existentes, iniciando com 20 projetos pilotos, estimulando as embaixadas a prospectar o torcedor. Ideal para criar um padrão, treinar, normatizar. Poderia também se pensar na criação de um selo ou carimbo, que registre a originalidade, autenticidade; assim como a criação de um estatuto, com regras de manutenção do programa com punições individuais, coletivas passiveis de responsabilização das embaixadas e individualmente em casos de crimes (roubos, brigas…).

    Cada lugar teria uma abordagem diferente, porque tem característica diferente. O Flamengo deve se adaptar a torcida, com suas regionalidades, não o contrário. Algumas ações e medidas deveriam ser definidas para o estabelecimento destas parcerias e o fortalecimento das Embaixadas como representantes oficiais do Flamengo. Os parâmetros de valores e distâncias para a prospecção e contato com o clube seriam estabelecidos. Quanto mais longe do RJ mais barato para o associado:

    • R$ 40,00 para torcedores no raio de até 75 Km da Gávea
    • R$ 30,00 no raio entre 75 Km e 200 Km da Gávea
    • R$ 20,00 para torcedores além de 200 Km da Gávea.

    Para o torcedor do Território/Embaixada Rubro-Negra, que costuma e deseja vir ao Rio de Janeiro, visualizo outra fonte de receita e aproximação entre as partes, um programa em conjunto com a prefeitura da cidade, já que a torcida é um bem cultural e o clube um patrimônio da do Rio. Seria ótimo a criação de um City Tour do Flamengo (Gávea (clube, Museu, Megaloja), Lagoa (remo), Orla (Leblon, Ipanema, Copacabana, Leme, Enseada de Botafogo (passar), parada na praia do Flamengo e nas dependências que fundaram o clube), Porto do Rio, Maracanã. Itinerário de ida e volta. “Pontos finais” na Gávea e no Maracanã. Paradas Gávea, Lagoa (Remo), Praia do Flamengo, Maracanã.

    Essa é uma opção entre as dezenas que podem e devem ser criadas. O mais importante é a aproximação entre as partes e a formatação de um setor de projetos, para que sejam desenvolvidos e apreciados, avaliados, catalogados, nunca esquecidos. Desenvolver uma linha de produtos específicos para esse torcedor das embaixadas, que está interessado em “consumir o Flamengo” é parte fundamental da proposta. Algo precisa ser feito para aproximar o clube de seu torcedor mais fiel, aquele que mora longe da Gávea, do Rio de Janeiro. Quem vos fala é um carioca.

     


    Luiz Filho escreve no blog Overlapping, da plataforma Mundo Bola Blogs. Também mantêm coluna do www.butecodoflamengo.com

     

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    No Lulucast 2.0 edição #42 @Bruna Lugatti, @Cissa_Morena, @danisouto falam da goleada do Flamengo sobre o Goiás por 4 x 1.

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  • Vaias e vitória

     

     

    A torcida vaiou e não torceu.

    Vaiou os biriteiros, que foram reconduzidos ao grupo, e não torceu.

    Isso mesmo. A torcida não torceu.

    Nunca vi isso na minha vida rubro-negra.

    Mesmo assim, o Flamengo goleou o Goiás, no Maracanã, por 4 x 1.

    Enfim uma vitória! Ufa!

    Kayke, que marcou duas vezes, mostrou que ele é o verdadeiro guerreiro.

    Só no segundo tempo a galera voltou a cantar, mesmo assim, sem muito entusiasmo e ainda vaiando os festeiros.

    Alan Patrick, componente do Bonde da Estelinha, também fez dois gols, mas foi vaiado.

    Chorou no primeiro gol, mas foi vaiado.

    Tudo porque o ano do Flamengo está perdido, principalmente pela falta de profissionalismo dos jogadores.

    A torcida não é otária. Apenas quinze mil fanáticos foram ao jogo.

    A maioria para protestar contra os baladeiros.

    Só achei injusta a vaia ao Pará.

    Aliás, discuto a punição que ele sofreu por ter participado do regabofe cheio de mulheres e biritas.

    Com ou sem festas, com ou sem bebidas alcoólicas, o Pará não joga nada mesmo…

    Tem que vaiar é quem contratou o cara.

    Tem que vaiar quem o escala.

     

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    Paschoal Ambrósio Filho é jornalista e autor dos livros 6x Mengão, 100 Anos de Bola, Raça e Paixão e PentaTri e escreve no Blog do Paschoal, da Plataforma Mundo Bola Blogs.