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  • #DesafioDasChapas – POLÍTICA

    Nos próximos anos o Flamengo terá grandes desafios pela frente. O #DesafioDasChapas foi o método encontrado pelo Mundo Bola de contribuir para o debate produtivo de ideias para o próximo triênio rubro-negro. Os candidatos responderão 20 perguntas semanais, perfazendo um total de 80 indagações durante o período de quatro semanas. Este primeiro bloco tem foco nas áreas de Finanças, Marketing, Recursos Humanos e Comunicação.

    A Chapa Azul representa a situação com Eduardo Bandeira de Mello tentando a reeleição ; Wallim Vasconcellos, ex-Vice-Presidente de Futebol e de Patrimônio da atual gestão se tornou opositor de Bandeira e representa a Chapa Verde; e Cacau Cotta, ex-Vice-Presidente do FlaGávea e de Administração da Gestão Patrícia Amorim (2010-2012) é o candidato da Chapa Branca.

    O nosso objetivo com os questionamentos abaixo é criar condições para que os candidatos apresentem seus planos de governo. As perguntas foram confeccionados com pouca margem para argumentações pretéritas. As decisões anteriores à posse do próximo mandatário, erradas ou acertadas, devem ser encaradas pelo Presidente da Nação Rubro Negra como desafios e oportunidades. É consenso no Mundo Bola ser um desperdício extremamente decepcionante — decerto cruel –, infringir à Nação um período eleitoral baseado em acusações, verborragias com repetições de clichês elevados pela hexa potência e demais artíficios publicitários baratos. Quando poderíamos apenas ter, elegantemente, candidatos apresentando seus planos de governo.

    Para entender as regras do #DesafioDasChapas clique aqui →

    Boa leitura aos sócios aptos a votarem no dia sete de dezembro e a todos os rubro-negros espalhados pelo Brasil.


     

    DESAFIO DAS CHAPAS – QUARTO BLOCO

    O Portal Mundo Bola disponibiliza este questionário para todas as Chapas.

    Temas Gerais deste Bloco: Política.

    Observações:

    ¹Nas respostas obedecemos a ordem alfabética, assim a primeira Chapa a responder é a Azul, seguida pela Branca e por fim a Verde.

    ²As respostas foram reproduzidas exatamente como as Chapas as enviaram.

    ³A Chapa Branca não enviou as respostas desse quarto bloco.

     

    Leia o Primeiro Bloco – Administração – CLIQUE AQUI

    Leia o Segundo Bloco – Futebol – CLIQUE AQUI

    Leia o Terceiro Bloco – Fla-Gávea/Esportes Olímpicos – CLIQUE AQUI

     

    – Política

    Porque sua Chapa se considera apta a exercer a presidência do Flamengo?

     

    O bom trabalho realizado nos últimos três anos foi, majoritariamente, realizado por quem está no nosso grupo. São pessoas íntegras, extremamente competentes, respeitadas em suas áreas profissionais e que têm colaborado muito para que o processo de recuperação do Flamengo tenha alcançado tanto sucesso como alcançou. Formamos uma equipe entrosada, sem vaidades, individualismos, com muito espírito coletivo e que está cumprindo suas promessas e reconstruindo o Flamengo com que todos sonhamos.

    Além disso, nosso principal representante, o presidente Eduardo Bandeira de Mello, é uma pessoa com enormes contribuições para o Clube nesses três anos. Sereno e equilibrado, liderou nosso time com sabedoria, sempre valorizando as decisões da equipe. É uma pessoa de incrível resiliência para lidar com a pressão de comandar o maior Clube do Brasil e disponibilidade de tempo para seguir se dedicando ao desenvolvimento das políticas que acreditamos ser as mais adequadas para o futuro do Flamengo, como foi o seu brilhante desempenho em Brasília, ao comandar as ações para a elaboração e aprovação do Profut junto aos parlamentares – em especial, o deputado Otavio Leite.

    Somando-se a tudo isso, a Chapa Azul preparou e disponibilizou no site da campanha um plano de governo em que detalha cada uma das principais áreas e as ações que pretende implementar no próximo triênio. Que medidas tomaremos para manter a política de responsabilidade financeira, qual orçamento teremos para novos investimentos, qual será a fonte de recursos para concluirmos o CT George Helal, que intervenções planejamos para propiciar ainda mais melhorias na sede da Gávea… Está tudo descrito de maneira clara e transparente lá. Formamos o melhor time para comandar o Flamengo.

     

    Votar Verde significa manter o grupo que ganhou a eleição de 2012 e que fez todas as principais mudanças pelas quais passaram o Flamengo nos últimos dois anos e meio. A Chapa Verde é a que tem o Tostes, o Landim, o Bap, o Gustavo, o Ruben Osta, o Langoni, o Roberto Medina e muito mais rubro-negros que podem efetivamente ajudar ao nosso Flamengo. Além disto, o apoio que temos de nosso ídolo maior, Zico, já faz com que aumentemos ainda mais a responsabilidade de nosso grupo. Quem quer o Flamengo bem administrado, mais forte, respeitado, vencedor e com uma filosofia única de trabalho deve votar no time que virou o jogo. Este time está agora na Chapa Verde.

     

    O candidato a presidente da sua chapa terá tempo disponível para exercício da função, caso eleito? E o vice geral, terá condições de substituí-lo plenamente em caso de algum impedimento?

     

    Sim, isso ficou claro no primeiro tempo da nossa gestão. O Presidente Eduardo Bandeira de Mello seguirá com dedicação exclusiva ao Flamengo, o que é fundamental para o Clube, diga-se de passagem. Nosso candidato a vice-presidente geral, Maurício Gomes de Mattos, e que comanda um grande escritório de Advocacia no Centro do Rio, já mostrou, em seis anos de presidência do Conselho de Administração, que não só dispõe de tempo para o Clube, como estar à disposição do Flamengo no que for preciso.

     

    Claro que sim. O Wallim Vasconcellos tem agora tempo integral para se dedicar ao Flamengo e, liderando o forte grupo que compõe a Chapa Verde, fazer as transformações tão necessárias para o Flamengo. O nosso clube é muito grande e complexo. Somente com gente com experiência comprovada é que vamos dar o salto de qualidade que precisamos para o Flamengo.

     

    Como sua chapa avalia as gestões de Marcio Braga/Delair (2007/09), Patricia Amorim (2010/12) e Eduardo Bandeira (2012/15) ? O que considerou de positivo e negativo?

     

    O desafio de comandar o Flamengo é enorme e sempre agradeceremos quem dedicou seu tempo pelo clube. Cada presidente teve suas áreas de maior e menor sucesso e nesse momento estamos olhando pra frente, e buscando cada vez mais o melhor para o clube. Fizemos um bom primeiro tempo, mas temos que ir ainda melhor no segundo para ganhar essa partida e fazer o nosso Flamengo ainda maior e mais forte.

     

    Não tenho dúvidas de que todos os ex-presidentes são grandes rubro-negros e administraram o clube da maneira que acharam mais correta, dentro das características da época. Márcio Braga, em particular, foi o presidente mais vitorioso do clube. Dito isto, deixamos claro que, na nossa visão, os tempos atuais exigem uma nova maneira de administração e posicionamento para o clube. Trabalho com um grupo forte, responsabilidade econômica, controle administrativo, forte atuação em marketing, tudo isto são exigências dos tempos atuais. Quanto ao atual presidente Bandeira, apesar de não fazer parte do grupo original que venceu a eleição de 2012 (ele entrou apenas faltando 23 dias para o pleito), vimos que, durante seus dois primeiros anos de mandato, ele atuou dentro dos conceitos e crenças do grupo. Foi neste momento que tivemos nossas maiores conquistas, tanto no Futebol quanto nas transformações pelas quais o clube passou. Depois que a situação ficou mais sob controle – quando havia a oportunidade de um salto qualitativo para o clube –, ele começou a se transformar, mudou o grupo de trabalho dele e perdeu os conceitos que tínhamos. Isto levou ao Flamengo a estagnar o processo de mudanças e nos fez sair da administração. Em janeiro de 2016, caso os associados confirmem a eleição da Chapa Verde, vamos retomar a estrada do crescimento, das realizações e das vitórias. Temos muito o que fazer pelo Flamengo.

     

    Já tem definidos quais serão os Vice-Presidentes das demais pastas? Se sim, quais são?

     

    Time que está ganhando não se muda. O atual conselho diretor deve permanecer em sua grande maioria. Todos estão empenhados na continuidade dos projetos que levarão o clube ao lugar em que merece.

     

    No último dia 16, anunciamos nossos primeiros vice-presidentes. Muitos dos indicados lideravam as respectivas áreas durante os primeiros dois anos e meio desta gestão e foram responsáveis pelas grandes transformações pelas quais o Flamengo passou. Para reforçar a importância do futebol neste mandato, o vice-presidente geral da Chapa, o renomado executivo Rodolfo Landim, acumulará também o cargo de vice-presidente de Futebol – será ele o responsável pela montagem do grupo de trabalho para a área a partir de 2016. Teremos o Rodrigo Tostes (Finanças e Administração), o Bap (Marketing), o Gustavo Oliveira (Comunicação), o Adalberto Ribeiro (Gabinete da Presidência) e o Walter D´Agostino (Patrimônio Histórico e Cidadania), que continua como o atual vice-presidente geral do Flamengo. Além destes conhecidos nomes já participantes do Conselho Diretor, a Chapa Verde convidou ainda Raul Bagattini, maior campeão do remo rubro-negro, para a vice-presidência de Remo; Artur Rocha, ex-vice-presidente geral do clube, para o Planejamento e Orçamento; e Lysias Itapicuru, ex-atleta campeão de natação pelo Flamengo e associado altamente engajado no dia a dia do clube, para a vice-presidência do Fla-Gávea. Estes primeiros nomes mostram o compromisso da Chapa Verde com o futuro vencedor do Flamengo. São pessoas altamente vitoriosas e reconhecidas nas respectivas áreas de atuação e que estarão dando tempo e dedicação para o nosso Flamengo. Nos próximos dias, a Chapa Verde divulgará os nomes dos vices de Relações Externas (juntamente ao Comitê que será criado para a área), Jurídico, Esportes Olímpicos (Alexandre Póvoa já está convidado e não teve o nome divulgado por ainda estar trabalhando no clube) e Patrimônio. A vice-presidência de Tecnologia da Informação deixará de existir, ficando ligada à área de Finanças e Administração.

     

    Qual a sua opinião sobre os candidatos e propostas das demais chapas?

     

    Respeitamos o desejo de se colocarem no pleito. O Flamengo é uma democracia e temos sócios com visões distintas de que rumo deve tomar. Tratando mais especificamente da campanha, gostaríamos e esperávamos que houvesse maior interesse por apresentar e discutir propostas para o futuro. Infelizmente, vimos que isso tem sido deixado de lado em muitos casos, dando lugar a ameaças, agressões e acusações infundadas. Desconhecemos, por exemplo, quem seriam os colaboradores para compor o Conselho Diretor. Do nosso lado, seguimos priorizando o interesse dos sócios, administrando o clube de maneira responsável e destacando nosso programa, lembrando que nossa gestão profissionalizou o Clube e diminuiu o peso de dirigentes amadores no dia a dia, tocado pelos executivos que foram criteriosamente selecionados por nós. O Flamengo não precisa mais de salvadores da pátria e discursos messiânicos.

     

    O atual mandatário, apesar de ser uma pessoa cordial, não tem a estatura para ser o presidente de um clube como o Flamengo. Dentro de um grupo homogêneo, forte e que lhe dava todo o suporte, ele pôde representar de forma correta o clube. Quando perdeu este suporte, começou a mostrar a grande fragilidade dele. Ainda hoje está vivendo dos louros conquistados durante os dois primeiros anos, quando nosso grupo estava com ele. Infelizmente, o Bandeira foi mordido pela mosca azul e procura permanecer no poder a qualquer custo, fazendo alianças e oferecendo cargos em troca de apoio a pessoas e grupos. Não seria possível administrar o clube com tantos interesses diversos. Já no caso do Cacau Cotta, ele, apesar de um rubro-negro fervoroso, não me parece com preparo para tocar o clube. Seja pelo grupo de apoio dele, seja por ter participado ativamente da gestão infeliz da ex-presidente Patricia Amorim. O exemplo deste trabalho neste período não o credencia para um cargo tão importante como o de presidente do Flamengo.

     

    Quais são os dirigentes antigos ou recentes do Flamengo, ou de outros clubes/autarquias, que lhes servem como inspiração?

     

    O Flamengo teve grandes dirigentes ao longo de sua trajetória. Tanto que se tornou a imensa paixão nacional que nos faz a maior torcida do Brasil e do Mundo. Mencionar nomes poderia ser injusto, especialmente porque não conseguiríamos falar de todos. O mais importante são as características que um gestor do Flamengo precisa ter e que nos servem de inspiração: honestidade, dedicação apaixonada pelo Flamengo, visão de futuro, bom relacionamento com os associados e instituições. Entre os clubes que servem de inspiração, obviamente os clubes mais ricos, bem estruturados e vitoriosos do mundo, como Barcelona, Manchester United, Bayern de Munique são algumas das nossas referências.

     

    Na realidade, nós sempre acreditamos muito mais num trabalho de grupo do que no individual. Temos a convicção de que o personalismo prejudica o processo de trabalho do Flamengo e da grande maioria das empresas/organizações. O personalismo leva a um culto da personalidade e a análises pouco eficientes sobre os diversos aspectos de um problema. Um grupo forte sempre tem resultados melhores de que um indivíduo isolado. Sendo assim, respondemos sua pergunta tendo uma visão mais ampla do que simplesmente nomes de dirigentes. Pensamos num grupo ou modelo de trabalho. Neste caso, sem dúvida nenhuma, admiramos o modelo da antiga FAF (Frente Ampla pelo Flamengo), um movimento de renovação na política do clube, com a entrada de empresários rubro-negros na administração do clube no fim da década de 70, e que fez o Flamengo ser vanguarda em vários aspectos de modernização administrativa para a época. Foi um movimento que certamente contribuiu muito para a formação e o sucesso do time que viria a ser campeão da Libertadores, mundial em 81 e do Brasileiro por três vezes.

     

    Como será seu relacionamento com FFERJ, CBF , Commebol, FIFA, clubes em geral, etc?

     

    O Flamengo reassumiu seu papel de vanguarda no esporte brasileiro neste triênio, liderando o movimento por uma nova realidade regulatória do futebol nacional. Defendemos publicamente um modelo alternativo, de transparência e moralidade, no Futebol do Rio; construímos novos caminhos, como a Liga Sul-Minas-Rio; e construímos alianças estratégicas com clubes brasileiros, que culminaram, inclusive, com o Profut e a limitação dos mandatos dos presidentes de federações. No próximo triênio, continuaremos na defesa intransigente dos nossos interesses econômicos, persistindo no caminho do diálogo, da resiliência e da altivez, para criarmos um ambiente de sustentabilidade no futebol.

     

    O Flamengo é o maior clube do Brasil e precisa ser protagonista do futebol brasileiro, sendo indutor das mudanças tão necessárias. Não adianta dizer que estamos rompidos e não participar das discussões. Temos que marcar presença ativa e propositiva no relacionamento com os órgãos de Governo, CBF, Ferj, demais clubes e entidades. Temos que planejar e propor soluções. Vamos melhorar o Campeonato Carioca, trabalhar para criação de ligas fortes (e não esta comandada pelo ex-presidente do Atlético Mineiro, que diz que o Flamengo ganha muito da Globo) , analisar e propor uma mudança no calendário, entre tantas outras ações que precisam ser feitas para o fortalecimento do nosso futebol. O Flamengo não pode deixar de ser protagonista de sua história. Para isto acontecer, somente com um presidente decidido e que tenha um grupo forte apoiando seus trabalhos será possível.

     

    Como será seu relacionamento com os poderes estatais: prefeitura, estado e Federal?

     

    Tivemos um bom relacionamento com os entes federativos no primeiro mandato e não há motivo para mudar isso. Defendemos sempre os interesses do clube e, em alguns momentos, podemos transparecer insatisfação com a velocidade de terminadas decisões, entretanto reconhecemos isso como parte inerente da gestão pública.
    Com o governo federal, conseguimos as renegociações de nossa dívida fiscal, com a Receita Federal e por meio do Profut. Essa relação nos possibilitou obter as CNDs, fundamentais para viabilizarmos recursos para os Esportes Olímpicos. O FlaBasquete, por exemplo, recebeu muitos recursos que empresas destinariam para pagamento de ICMS estadual. Com a Prefeitura, temos as negociações para a aprovação técnica da arena multiuso, que está perto de ser liberada, restando apenas duas licenças para iniciarmos a construção.

     

    O Flamengo tem que ter um ótimo relacionamento com estes órgãos, não só para reivindicar o que é legítimo, mas também para colocar o clube à disposição para ajudar em ações sociais e esportivas. Nosso grupo tem ótimos relacionamentos em todas as esferas de Governo. Eles trabalharão fortemente para defender os interesses do nosso clube.

     

    Pretende mobilizar dirigentes antigos da Gávea para exercerem este papel de intermediação junto a autarquias esportivas e estatais?

     

    Sim. Hoje, o Flamengo dispõe de diferentes demandas na sociedade civil, entidades de administração do desporto e poder público, que exigem esforço considerável de tempo, articulação e mobilização da nossa Vice-Presidência de Relações Externas. Em virtude disso, nosso Programa de Governo propõe que a experiência e a notabilidade de ilustres Rubro-Negros seja mais bem explorada pelo clube. Como “embaixadores” do Flamengo, poderão representar e interceder pelos nossos interesses em assuntos estratégicos, somando e ampliando forças.

     

    Todos os rubro-negros que puderem ajudar ao Flamengo serão envolvidos para conquistarmos nossos objetivos. Seria uma burrice não fazer isto. O Flamengo tem uma rede de ex-presidentes, conselheiros, grandes beneméritos, beneméritos, eméritos, laurearia e ex-atletas, que orgulham o clube e que certamente serão convocados para ajudar sempre que preciso, independentemente da corrente política que pertença. O importante neste caso é termos uma direção certa para o trabalho e não ficarmos batendo cabeça, cada um remando para um lado. Um presidente forte e com decisão vai poder aglutinar bem todas estas forças, sempre com um objetivo: o bem do Flamengo.

     

    Como pretende formar novos quadros de dirigentes para o Flamengo do futuro?

     

    Entendemos que é fundamental para o Flamengo identificar e formar bons gestores, para estabelecer uma filosofia e consolidar os processos de cada departamento. No âmbito do futebol, vamos criar o “Programa de Formação de Talentos”, focado no suporte à gestão executiva e técnica do departamento, com intercâmbio de informações com os principais clubes internacionais. Isto permitirá reduzir a dependência de pessoas e a volatilidade dos métodos de trabalho, fortalecendo a cultura de governança.

     

    O Flamengo do futuro se faz todo o dia. Os atuais dirigentes devem dar o exemplo de postura, de seriedade, de coerência e de amor ao Flamengo sem esperar nada em troca. Tudo pelo Flamengo, nada do Flamengo. O Flamengo do futuro não pode ser sectário, não pode ter partidos políticos, não pode achar que quem não pensa igual deve ser alijado. Este pensamento é o que deve ser passado para estes novos dirigentes. Na atual campanha eleitoral, temos visto isto: tentativa de fechamento de questão em relação aos votos, ataque ao trabalho daqueles que eram considerados administradores espetaculares e hoje são pichados como traidores da causa, acordos completamente esdrúxulos apenas para manutenção do poder… O realmente novo quadro de dirigentes do Flamengo não pode agir assim. Temos muita gente nova e boa no clube. O contato deste pessoal com gente qualificada e que realmente tenha comprovada eficiência empresarial pode fazer com que eles aprendam e possam continuar, no futuro, um trabalho sério para um Flamengo ainda maior. Nós da Chapa Verde trabalhamos para isto.

     

    Como sua chapa pretende se relacionar com o Conselho Deliberativo/Administração?

     

    Valorizamos muito o trabalho voluntário dos conselheiros, em especial os que além da participação em reuniões desses poderes também participam de comissões temáticas.

    Os torcedores podem desconhecer, mas, por trás da gestão do Flamengo, existem centenas de sócios abnegados que dedicam seu tempo para trabalhar em prol do Flamengo. Nosso primeiro mandato foi repleto de urgências e situações que demandaram uma carga imensa de trabalho. Foram necessárias revisões de contas, comissões de inquérito. Também tivemos notícias boas, como uma série de contratos de parcerias e patrocínios avaliados pelos Conselhos, gerando novas receitas.

    O Deliberativo aprovou alterações pontuais, mas fundamentais, no Estatuto. Essas mudanças nos permitiram receber os recursos da Lei de Incentivo, além de recursos do Comitê Olímpico Norte-Americano. O Conselho de Administração recebeu solicitações de alteração do Orçamento e captação de recursos com prazo bastante curto. Isso ocorreu, pois fomos surpreendidos por “esqueletos que saíam dos armários” e por frustração da nossa proposta orçamentária.

    Para o próximo mandato, com a casa já bem mais arrumada, acreditamos que poderemos enviar com maior antecedência os documentos para avaliação por parte dos Conselhos. Queremos construir um Flamengo melhor e institucionalmente mais forte com a parceria dos conselheiros do Clube.

     

    Democraticamente, de forma transparente, respeitando os poderes constituídos. Como trabalharemos de forma correta e somente pensando no bem do clube, temos certeza de que será um período muito positivo para o Flamengo.

     

    Sua Chapa pretende formalizar chapas também para concorrerem ao Conselho Deliberativo, Conselho Administrativo e Conselho Fiscal? Já há candidatos escolhidos?

     

    Sim, sem dúvidas. A própria lógica do processo eleitoral do Flamengo já prevê isso. A eleição de um corpo transitório para Deliberativo e Conselho de Administração na mesma Chapa que para o Conselho Diretor já sinaliza, que não se tratam de somente um candidato, mas uma equipe de sócios. A Chapa Azul apoiará candidaturas aos três conselhos, sempre pautada pela excelência técnica e o bem do Flamengo. Nossos candidatos já estão inclusive escolhidos.

     

    Sim.

     

    Como sua chapa enxerga a ação dos diversos grupos políticos da Gávea? Há críticas ou observações em relação a ação de alguns deles?

     

    Existem muitos grupos políticos no Flamengo, de diversos tamanhos e perfis. Contamos com o apoio de alguns deles no primeiro mandato e nessa eleição novamente. Como nem sempre dispusemos de recursos para contratar funcionários para algumas atividades, por diversas vezes, recorremos a esses grupos para obter ajuda.
    Ter algum grau de proximidade com esses grupos facilita na troca entre sócios e o conselho diretor. Mais do que isso, ajuda na nossa sensibilidade para compreender o que os Rubro-Negros pensam, quais as suas demandas, servindo com um importante termômetro para a gestão.

     

    Uma coisa é um grupo político, com ações somente pensando no bem do clube e agindo de maneira limpa e clara. Mesmo às vezes não comungando do mesmo pensamento, vemos de forma positiva. Faz parte da democracia o respeito à posição do outro. Diferente disto é uma ação próxima aos partidos políticos e suas mazelas, com práticas antigas, negociações não muito claras, o poder pelo poder. Como dizemos, é a política do futuro repetindo o passado. Vemos este tipo de ação como extremamente negativa para o Flamengo e somos totalmente contra.

     

    Como sua chapa enxerga o mecanismo da reeleição? Acha desnecessário ou útil?

     

    O que é bom merece bis. A reeleição está presente na maior parte das democracias modernas do mundo e não há problema algum nele quando se é probo e justo. Não é a possibilidade de reeleição que vai impedir alguém de fazer algo errado. Por outro lado, o período de três anos é muito curto e boa parte dos frutos do que se planta no primeiro mandato só podem ser colhidos num mandato posterior.

     

    É ruim. Normalmente gera um governo pior do que o anterior. Gera ainda um personalismo muito negativo. Não apoiamos a reeleição. O compromisso claro e já anunciado da Chapa Verde é que Wallim Vasconcellos não será candidato em 2018.

     

    Como sua chapa, caso eleita, pretende minimizar o confronto com opositores e estabelecer um diálogo político saudável na Gávea?

     

    Sempre buscamos o diálogo dentro do clube com todos os poderes e forças políticas. Isso não quer dizer que governaremos com todos: a oposição cumpre um papel importante para qualquer democracia. Após as eleições, esperamos que todos trabalhem pelo bem do Clube e estaremos abertos às sugestões. Do nosso lado, muito embora tenhamos visto muitas tentativas de ataques, acusações inconsistentes e falsas e outros expedientes pouco construtivos, seguimos focados em oferecer informações, propostas e ideias para o eleitor. Temos certeza de que esse é o caminho para uma campanha respeitosa e honrada. O sócio não quer saber dessa troca de acusações pessoais: quer saber do Flamengo e de vitórias.

     

    O Flamengo não é verde, azul nem branco. O Flamengo é vermelho e preto. Nós não temos nenhum sentimento de revanchismo. Muito sinceramente, não estamos no Flamengo para fazermos carreira política, nem para ter alguma projeção. Nosso grupo não pensa, nem precisa disto. Estamos reunidos para ajudar o Flamengo a ficar mais forte. Todos os que pensarem pelo bem do Flamengo serão muito bem-vindos em nossa administração. Sempre com um conceito de seriedade, dedicação e sob o lema de nada do Flamengo.

     

    Qual a maior força de sua chapa? Política, administrativa, amizade entre os pares, conhecimento do Flamengo, o que?

     

    A experiência de quem fez uma gestão de excelência nos últimos três anos. Somos um time de profissionais de sucesso, competentes, unidos, que não fogem da briga. Estamos amparados pelas melhores propostas, para fazer muito mais no próximo triênio. O trabalho de saneamento financeiro, resgate da credibilidade e profissionalização da gestão não pode ser interrompido. O Flamengo ainda tem muito para avançar!

     

    Nossas maiores forças são: capacidade e sucesso de execução demonstrada pelas pessoas envolvidas em suas vidas profissionais, experiência comprovada, credibilidade dos nomes e, sem dúvida nenhuma, amor e dedicação ao Flamengo, capazes de fazer com que o grupo dedique grande e preciosa parte do tempo para fazer um Flamengo mais vencedor. Sempre com o lema “Tudo pelo Flamengo, nada do Flamengo”.

     

    Como sua chapa pretende se relacionar junto aos setores sociais mais carentes da sociedade caso ganhe? Tem propostas?

     

    O Flamengo tem uma torcida enorme, presente em qualquer estrato da população nacional. Somos parceiros globais da Unicef e temos o interesse de intensificar atividades de cunho social, participar de campanhas educativas de modo a emprestar nossa marca e credibilidade para que alguma ação boa ou alguma mensagem positiva. Sentimo-nos muito orgulhosos com a notícia recente de que uma de nossas redes de lojas licenciadas contratou refugiados. Isso é ir além do discurso, além de carregar uma faixa para dentro de campo, que também tem seu mérito. Isso é Flamengo!

     

    Neste mandato, depois de termos trabalho fortemente na reestruturação do clube, vamos poder atuar mais nesta área. Em nosso planejamento já está em desenvolvimento o projeto Fla Cidadania, com o objetivo de levar o Flamengo a comunidades carentes, tendo o esporte como alternativa e fazendo do clube um agente social de mudanças na vida de milhares de crianças e jovens.

     

    Uma abordagem de campanha mais agressiva pode levar a ataques pessoais entre as chapas e apoiadores. Avalia que esta estratégia de desconstrução é mais eficiente que um debate apenas no campo das propostas? Como avalia a sua linha de atuação entre um estilo e outro?

     

    A Chapa Azul tem trabalhado para levar o debate para o campo das propostas, mas não tem sido tarefa fácil. Em nenhum momento, a Chapa, o Presidente Eduardo e nossa equipe de vice-presidentes atacou qualquer dos adversários. Infelizmente, não podemos dizer o mesmo do outro lado. Lamentamos que tenham escolhido esse caminho.
    O sócio do Flamengo não se deixa levar por esse tom beligerante, ofensivo e envenenado. Estamos confiantes de termos, não só a melhor equipe, mas as melhores propostas. Convidamos a todos os sócios que tiverem interesse em conhecer nosso Plano de Governo que entrem em contato com nossos perfis em redes sociais ou pelo endereço de e-mail chapaazulfla@gmail.com.
    Alguns ataques não devem ficar sem resposta, pois ferem a honra e podem atrapalhar os interesses do clube. Em casos extremos temos nos defendido.

     

    A eleição virou uma guerra de informações em que notícias reais são distorcidas e trabalhos claramente feitos por vice-presidentes que tocaram o Flamengo por dois anos e meio acabam sendo simplesmente apropriados por outros que pouco fizeram de representativo no clube. Isto não é correto. Desde o começo da campanha, a Chapa Azul, de Bandeira de Mello, pratica um verdadeiro estelionato eleitoral, usando trabalhos e conquistas que não são efetivamente dela e tentando esconder uma das mais baixas e perdulárias campanhas que o nosso clube já viu. São usados recursos do clube para obter votos, são feitos materiais promocionais caros, são usados jornalistas amigos para difamar os adversários. Tudo para tentar se perpetuar no poder. Nós, da Chapa Verde, não vamos entrar neste tipo de baixaria. Trabalharemos cada vez mais para mostrar quem somos e o que pensamos para o nosso Flamengo. Temos certeza de que o associado, ao comparar e refletir sobre isto, fará a escolha na nossa chapa na hora do voto.

     

    O que sua chapa pretende fazer para tornar o Flamengo ainda mais popular, considerando, inclusive, a força crescente de times regionais?

     

    Temos o compromisso com colocar o Flamengo em Primeiro Lugar em todas as mídias e redes sociais.
    Além de uma estratégia moderna de comunicação, adaptada ao mundo de hoje e ao que o público alvo de novos torcedores vivem, a contratação e formação de ídolos contribuiu demais para tornar o Flamengo mais popular no sentido de ampliação e solidificação de nossa liderança no ranking de torcidas.
    Por outro lado, caso seja possível participar mais da gestão do Maracanã, gostaríamos de ver os setores atrás dos gols com maior clima de Estádio. Nossa gestão chegou a solicitar em conversas com o Consórcio Maracanã a retirada das cadeiras dos setores atrás dos gols, se fosse possível implementar isso após os Jogos Paralímpicos poderíamos ter mais torcedores nos jogos e cobrar menos por esses ingressos também.
    Finalmente, uma outra linha de atuação está no Incentivo a Eventos Culturais que, dada a mencionada alteração ao Estatuto, poderemos agora planejar e tentar viabilizar.

     

    O Flamengo é o clube mais popular do Brasil. Tem a maior torcida do mundo – dado este comprovado pela Fifa. Ou seja, a Nação Rubro-Negra é uma força por si só. Apesar disto, não podemos parar por aí. No âmbito do nosso país, vamos ampliar as escolinhas rubro-negras para mais estados, vamos fazer um amplo trabalho de novas lojas com artigos do Flamengo, trabalhar o programa Sócio-Torcedor criando um maior relacionamento com o torcedor de fora do Rio, vamos retomar e ampliar o trabalho digital que fizemos no período em que estivemos na administração do clube e que nos levou à liderança no Facebook, entre várias outras ações. Já pensando internacionalmente, é tempo de trabalhar mais fortemente a marca global do Flamengo. O destino do nosso clube é o mundo. O Flamengo será uma marca global. A maior marca esportiva do Brasil será também muito forte no mundo. Temos de expandir os programas de licensing do clube e melhorar a distribuição dos produtos oficiais do Flamengo também em outros países.

     

    Sua Chapa tem ou apóia projetos para mudar o estatuto? Quais?

     

    Apoiamos a proposta de Estatuto elaborada pelos grupos políticos que nos apoiam, intitulada Conte Comigo Flamengo. É uma proposta ampla, que prevê a aplicação das melhores e mais modernas práticas financeiras e institucionais para o Clube. Quem tiver interesse em conhecer melhor o projeto, ele está disponível no site http://www.contecomigoflamengo.com.br/.

     

    O estatuto do Flamengo precisa sim ter algumas revisões para colocá-lo mais atualizado nos novos tempos em que vivemos. Apesar disto, ele é a carta magna de nosso clube e qualquer modificação deve ser vista com muito cuidado, para que alguns grupos não se aproveitem, usando-se da boa fé dos conselheiros, para implantar regras que beneficiem um ou outro interesse. Uma coisa é certa: a Chapa Verde estará atenta à defesa da democracia do clube e aos direitos de seus associados.

     

     



    O Mundo Bola agradece a colaboração, boa vontade, senso de responsabilidade e, sobretudo coragem, de todas as Chapas, por não deixarem de expor aqui seus planos de governo.

    Não deixem de ler o bloco sobre Administração, o bloco sobre Futebol e o bloco sobre Fla-Gávea/Esportes Olímpicos.

    Obrigado!

    Leia nossa cobertura das eleições do Flamengo.

  • Copo meio cheio x meio vazio

     

    Os melhores de Flamengo e Santos no empate sem gols

     

    O time do Flamengo vinha de uma goleada em cima do frágil e quase rebaixado Goiás pelo Campeonato Brasileiro e de um amistoso vergonho contra o Orlando City no aniversário de 120 anos do clube. A expectativa de enfrentar o Santos na Vila, onde brinca de golear adversários, não era das melhores, mas a suspensão de Lucas Lima pelo 3° amarelo deu alguma esperança aos rubro-negros, assim como a convocação de Ricardo Oliveira pela seleção.

    Ao contrário de Ricardo Oliveira, que não jogou terça, Guerrero atuou os 90 minutos contra o Brasil e, pelo desgaste, foi poupado pela comissão técnica mesmo tendo pedido para jogar. Ederson, recuperado de lesão, também ficaria no banco e poderia jogar no 2° tempo, assim como no amistoso.

    O Flamengo começou com Paulo Victor – Pará, César Martins, Wallace, Jorge – Jonas, Márcio Araújo – Gabriel, Alan Patrick, Emerson – Kayke

    Antes do início do jogo Dorival fez uma análise da equipe e do que esperava do jogo, onde basicamente dizia que ambos os times atacariam com muita velocidade, explorando os lados do campo e deixando as defesas abertas.

    E, o que se viu no 1° tempo, foi de fato um Santos muito espaçado que tinha problemas para encontrar espaços na defesa rubro-negra, que mantinha seus dois volantes mais presos à frente da zaga. Sem Lucas Lima e com Zeca bem seguro por Pará, que quase não subia, o Flamengo mesmo cedendo bastante a posse de bola não foi tão ameaçado e, nas poucas vezes que o Santos chegou, Paulo Victor defendeu sem maiores problemas. Além disso, via-se certo desequilíbrio emocional do time paulista, talvez muito mais preocupados com a Copa do Brasil ou ainda achando-se garantidos na Libertadores por estarem no G4.

    Já o Flamengo, apesar de espaçado, conseguia chegar com mais perigo a área do adversário, Gabriel fazia excelente partida sendo opção de contra-ataque rápido, porém inteligente, sempre dando uma segurada para esperar os companheiros chegarem a área. O problema foi a grande noite de Vanderlei, que fez ótimas defesas nas poucas bolas que tomaram a direção do gol, já que o problema das finalizações pra fora continuaram graves, Kayke mesmo perdeu muitas chances.

    Outro grave problema do 1° tempo foi o desequilíbrio entre os lados do campo. Enquanto na esquerda Jorge subia bastante apoiando com qualidade, Alan Patrick encostava pra dar opção e, às vezes, Márcio Araújo subia por ali, dando todos estes muitas opções para Sheik, que em péssimo dia desperdiçou muitos ataques, no setor direto do campo Gabriel ficava muito isolado, sempre com mais de um na marcação, não raramente três, já que Pará pouco subia e Jonas ficava plantado, Alan Patrick deveria se mover mais de um lado a outro, mas raramente aparece no setor direito, então muitas vezes Kayke recuava para dar opção a Gabriel, saindo da zona onde poderia fazer os gols que se espera dele.

    O Flamengo foi pro intervalo com uma defesa sólida e um ataque mais perigoso, apesar de pouco efetivo. Oswaldo tinha indicado que voltaria com Guerrero, mas acabou voltando com os mesmos que começaram o jogo. O Santos também não fez alterações, mas voltou com outro espírito para o jogo, querendo buscar um resultado positivo.

    Com o Santos indo mais pra cima, pressionando, o Flamengo ficou cauteloso e os ataques já não fluíam mesmo com os volantes subindo mais. O desgaste físico era evidente, Sheik e Alan Patrick mal pareciam estar jogando, Kayke muito isolado e sem receber bolas, ou seja, era o momento de Oswaldo mexer no time pra recuperar a velocidade e o volume de ataque, mas o que ele fez foi seguir a cartilha e trocar Kayke por Guerrero aos 13 minutos.

    Com dois volantes limitados com as bolas nos pés, pontas isolados e cansados, Alan Patrick apático e sumido, obviamente Guerrero não conseguiu fazer boa partida, assim como Kayke só recebia bolas quando recuava pro meio de campo. E, como se já não bastasse o ímpeto santista e o cansaço do time rubro-negro, Oswaldo resolveu aumentar a “emoção” do jogo ao colocar Ayrton no lugar de Pará, que sentiu lesão e pediu pra ser substituído, quando poderia ter posto Luiz Antônio para dar mais dinâmica na frente sem perder poder de marcação. No mesmo momento, aos 22 minutos do 2° tempo, Dorival colocou Neto Berola para jogar em cima da avenida Ayrton.

    O jogo se inverteu por completo, se no 1° tempo o Flamengo dominava com seu Gabriel, no 2° tempo o jogo foi do Santos e seu próprio Gabriel, que cresceram com as substituições de Oswaldo e a queda do Flamengo, principalmente pelo desgaste físico. Aos 33 Oswaldo gastou a última substituição para expor mais a defesa sem ajudar o ataque, colocando Canteros no lugar de Jonas ao invés de Éverton ou Ederson que poderiam acrescentar mais intensidade no ataque.

    A pressão santista fez Paulo Victor aparecer bem no jogo, espero que tenha ganhado moral para continuar crescendo, mas também deixou espaços atrás que conseguiram ser aproveitados principalmente com lançamentos de Jonas e Canteros ou puxadas de contra-ataque de Gabriel, que ganhou um parceiro com Ayrton. Novamente o problema continuou sendo as péssimas conclusões, que facilitaram as boas defesas de Vanderlei, como os chutes de Canteros, Sheik e Guerrero em cima do goleiro adversário.

    O empate foi justo já que cada equipe dominou um tempo de jogo, mas o placar merecia alguns gols. Os problemas do Flamengo, que estão aí durante toda a temporada, novamente deixam como lição a necessidade de se trocar todo o comando do time que joga sem pressão (cobrança por resultados), sem direcionamento técnico adequado (Oswaldo não tem leitura de jogo, não varia o esquema, muito menos corrige as falhas técnicas como a péssima finalização do time), sem uma preparação física ao menos razoável, além de deixar notória a necessidade de reformulação do elenco a começar pela não renovação de nenhum jogador que está com contrato encerrando.

    Saudações Rubro-Negras

  • Em reedição da final do NBB 6, Flamengo vai a São Paulo encarar o Paulistano

    (Foto: Flamengo)

    Após segurar a Liga Sorocabana nesta quarta-feira (18) e ganhar por 76 a 68, o Flamengo vai em busca de sua quarta vitória no NBB 8 e para isso encara o invicto Paulistano na próxima sexta (20), no ginásio Antônio Prado Junior. O duelo não terá transmissão na televisão, mas o Mundo Bola fará o tempo real no twitter.

    A equipe rubro-negra vem embalada e em boa fase depois de três êxitos seguidos na competição. O único desfalque é Olivinha, que permanece fora do time com uma lesão.  Jason Robinson, que não atuou contra a Liga Sorocabana devido a uma virose, volta a ser opção para o técnico José Neto.

    Para a alegria da torcida, o jogo coletivo do Orgulho da Nação está cada vez melhor. O entrosamento era um dos maiores problemas do FlaBasquete nessa temporada. Com muitas mudanças no time, os primeiros jogos mostraram que as características do time mudaram muito e a forma como o grupo se adaptaria a isso determinaria o rumo do ano.

    O Paulistano vive ótima fase. Até o momento são quatro vitórias em quatro partidas – Rio Claro (74 a 67), Basquete Cearense (108 a 101), Vitória (77 a 63) e Macaé (84 a 82) – essa última partida foi sofrida para o time de São Paulo. O Macaé, vice-campeão carioca, abriu 14 pontos de vantagem no segundo período, mas os donos da casa viraram na segunda metade do confronto.

    Ficha Técnica:

    Ginásio: Antônio Prado Junior (SP)

    Data: 20/11/2015

    Horário: 19h30

    Prováveis escalações:

    Flamengo: Rafa Luz, Jason Robinson, Marquinhos, Rafael Mineiro e JP Batista. Técnico: José Neto

    Paulistano: Dawkins, Valtinho, Gemerson,  Gruber, Toyloy. Técnico: Gustavo De Conti

  • Mengão faz o primeiro jogo da decisão do Carioca Sub-17 na Gávea

    Rubro-Negro quer abrir vantagem e ganhar tranquilidade para o jogo da volta

    Depois de conquistar a Taça Rio, o time sub-17 do Mengão tem um novo desafio, vencer o Campeonato Estadual. O primeiro jogo da decisão contra o Vasco, acontece no próximo sábado, às 10h, na Gávea.

    O Flamengo não levanta o troféu desde 2012. Na oportunidade o time comando pelo técnico Celso, era formado por atletas que hoje compõe o time de juniores. Dentre eles, o goleiro Daniel, o zagueiro Rafael Dumas, o lateral esquerdo Marquinhos e os atacantes Cafu, Thiago Santos e Renan. Também celebraram o triunfo rubro-negro sobre o Artsul, jogadores que hoje estão no time profissional, como: Jorge, Jaja e Douglas Baggio.

    Alguns destaques do atual time do Mengão são: o goleiro Batista, o lateral direito Klebinho , o zagueiro Matheus Thuller, o meio-campista Pepe e o artilheiro da equipe Antonio Carlos. Por falar em falar artilheiro, o nosso camisa 9 está à um gol de se tornar o o artilheiro da categoria. Hugo (Vasco) e Thalles (Fluminense) lideram a disputa com 20 gols.

    FICHA TÉCNICA 

    FLAMENGO x VASCO
    LOCAL: Gávea
    DATA: 21 NOV 2015
    HORÁRIO: 10h

    FLAMENGO: Gabriel; Kleber, Thuler, Bernardo, Michael e Jean Lucas; Lucas, Hugo, João Pedro, Antônio Carlos e Patrick. Técnico: Gilmar Popoca

    VASCO: João Pedro; Buriche, Norões, Victor, Melão e Allan Cardoso; Douglas, Robinho, Dudu, Hugo e Paulo Victor. Técnico: Marcus

    TRANSMISSÃO

    A radioweb RPC vai transmitir a partida. Clique no ícone.

    O Twitter do Mundo Bola fará o Tempo Real. Clique no ícone.



    Bruno Vasconcellos faz parte da equipe Mundo Bola Informação. Twitter: @BruNoCellos_CRF
  • Fla vai à Vila Belmiro ainda sonhando com possível G5.

    Campeonato brasileiro retorna após 10 dias de paralisação pelas eliminatórias.

    Após obter uma vitória expressiva diante do Goiás na 34ª rodada e ganhar um novo fôlego, o elenco rubro-negro vai à Vila Belmiro para encarar o time do Santos e a tarefa não será fácil. Dono de um dos melhores ataques do campeonato e atualmente na 4ª colocação da competição, o time santista deve contar com quase todos os titulares para a partida, inclusive Ricardo Oliveira, que retorna após servir a seleção brasileira.

    Oswaldo conversa com os jogadores. Foto: Gilvan de Souza/Flamengo

    No lado rubro-negro o técnico Oswaldo Oliveira também conta com quase todo o time considerado titular e a única dúvida cai sobre o atacante Guerrero, que estava com a seleção peruana e jogou os 90 minutos na terça-feira contra o Brasil. O lateral esquerdo Jorge, que estava com a seleção olímpica, retornou e está garantido no jogo de logo mais. No meio campo há uma mudança em relação ao último jogo: o retorno de Jonas no lugar de Jajá.

    Sabendo da importância da vitória e da fase ruim que o time se encontrava, Oswaldo adotou um discurso cauteloso ao falar do jogo:
    – “Vamos pegar um Santos que vem muito bem, talvez um time que tenha a maior ascensão nos últimos jogos do Brasileiro. Será uma tarefa árdua. Estamos nos preparando para jogar essa partida”.

    E durante a semana o técnico Oswaldo de Oliveira mostrou estar atento ao jogo e realizou treinos táticos e defensivos com o elenco principal. No treinamento realizado após o amistoso comemorativo dos 120 anos do clube, Oswaldo dividiu o grupo em 4 times e deu ênfase à marcação. O treino também foi marcado por cobranças de pênalti, com bom aproveitamento de todos.

    No treino realizado ontem, Oswaldo voltou suas atenções para a parte tática da equipe, ensaiando jogadas de bola aérea ofensiva. Emerson Sheik, que havia sido poupado de alguns treinos e do jogo amistoso, treinou normalmente e teve sua presença no jogo de hoje confirmada. Com isso, o time que deve entrar em campo contra o Santos é: Paulo Victor; Pará, César Martins, Wallace e Jorge; Jonas, Márcio Araújo e Alan Patrick; Gabriel, Sheik e Guerrero (Kayke).

    Treino de bola aérea. Foto: Gilvan de Souza/Flamengo

    Com 47 pontos, o Flamengo luta para manter vivo o sonho de estar na Copa Libertadores de 2016. O duelo desta quinta-feira é direto, já que o Santos está seis pontos à frente e é o quarto colocado. A partida está marcada para as 22h (de Brasília).

    O Flamengo embarcou ontem à tarde no Aeroporto Santos Dumont rumo a São Paulo. De lá, a delegação segue de ônibus para a capital santista. De Santos, na sexta-feira, o time vai direto para Brasília, onde encara a Ponte Preta, domingo, no Mané Garrincha.

     

    Ficha Técnica

    SANTOS X FLAMENGO

    Local: Vila Belmiro, Santos (SP).

    Data: 19/11/2015

    Horário: 22h

    Árbitro: Heber Roberto Lopes – SC

    Assistentes: Kleber Lucio Gil – SC e Ivan Carlos Bohn – PR

    FLAMENGO: Paulo Victor; Pará, César Martins, Wallace e Jorge; Jonas, Márcio Araújo e Alan Patrick; Gabriel, Sheik e Guerrero (Kayke).

    SANTOS: Vanderlei; Daniel Guedes, David Braz, Gustavo Henrique e Zeca; Thiago Maia, Renato e Marquinhos Gabriel; Geuvânio, Ricardo Oliveira e Gabriel.

  • Arbitragem: Héber Roberto Lopes apita mais um jogo do Mengão

    Foto: Reprodução

    O confronto entre Santos e Flamengo, válido pela 35ª rodada do Campeonato Brasileiro, contará com a arbitragem de Héber Roberto Lopes – SC (FIFA) – e os auxiliares Kleber Lúcio Gil – SC (FIFA) – e Ivan Carlos Bohn – PR (CBF-1).

    Nos últimos 9 jogos, ele aplicou 37 cartões, sendo 35 amarelos e 2 vermelhos, média de 4.1 cartões por jogo. Fora de forma e com uma postura arrogante, o paranaense costuma apitar mal, principalmente por acompanhar os lances à distância e ignorar as observações e marcações dos auxiliares. Héber é um velho conhecido da torcida rubro-negra já tendo comprometido o andamento de várias partidas do Mais Querido do Brasil.

    Sua última atuação em uma partida do Mengão foi na derrota por 1 a 0 para o Internacional. Naquela oportunidade ele teve um desempenho ruim, inverteu faltas e deixou de aplicar cartões, mas não interferiu no resultado do jogo.

     

    Comente pelo twitter Mundo Bola_CRF ou direto na fanpage do Mundo Bola no Facebook.
    Sua opinião faz toda diferença!

     


    Valdemir Henrique é colaborador do Mundo Bola, escreve sobre arbitragem no pré-jogo do Mundo Bola Informação. E é colunista no Blog Vivendo o Flamengo.

     

  • Gávea inaugura cobertura da Quadra Adílio

    Presença do Fla Masters e jovens da base do futebol marcam homenagem a um dos maiores ídolos da história do Fla

     

     

    Adílio descobre a placa da quadra que leva seu nome com a ajuda de um aluno. Foto: Gilvan de Souza/Flamengo

     

    Nesta terça, 17/11, ocorreu na Gávea um encontro entre as gerações do futsal rubro-negro. O evento que teve início por volta das 18h e durou pouco mais de uma hora, marcou uma evolução no trabalho desenvolvido no futsal para a garotada, que é importantíssimo para a transição até o futebol de campo.

    Além da presença ilustre do Fla Masters e dos jovens Matheus Sávio, Douglas Baggio e Jajá, promessas da base do Mengão, também estavam no encontro o vice-presidente de Esportes Olímpicos, Alexandre Póvoa, o diretor de Esportes Olímpicos, Marcelo Vido, o diretor-executivo de futebol, Rodrigo Caetano, e o presidente Eduardo Bandeira de Mello.

    Alexandre Póvoa iniciou o evento falando sobre a inauguração da cobertura e frisando a importância do investimento do Flamengo em quaisquer ações que envolvam o futebol de quadra, inclusive na infraestrutura.

    Após o vice-presidente de EO, a vez de falar foi do homenageado, o grande Adílio. Falou sobre a honra de nomear a quadra e contou histórias sobre sua juventude na Gávea.

    – Aos 59 anos, tenho orgulho de ver o investimento neste local que foi importantíssimo não só para a minha formação no futebol, mas também como de outros, o Júlio, por exemplo. Quantas vezes tivemos que pular este muro (risos)?

    Quando feita oficialmente a abertura da quadra, o jovem time de futsal se posicionou e sentou-se para ouvir as dicas de Póvoa e Uri Geller, que novamente, deram destaque à importância do futsal na formação para o futebol de campo.

    – É fundamental a passagem do salão para o campo, espero que vocês aproveitem tudo o que aprenderam e aprendem aqui. Falo por mim, o salão ajudou muito na minha formação! – Disse Júlio César.

     

    Ao final do evento, Alexandre Póvoa falou com a gente sobre o encontro e sua importância.

    “Essa cobertura faz parte da série de obras que têm sido feitas no Flamengo para as Olimpíadas, na verdade, para a delegação americana ficar aqui, então os ginásios foram reformados, o dojô, a piscina também será; o Clube está sendo todo reformado. Nós estamos conseguindo uma mistura de valores do comitê olímpico americano, de projetos incentivadores, do próprio Clube também, com o objetivo de tornar a Gávea o melhor clube esportivo do Brasil, com certeza já sendo o melhor do Rio de Janeiro.”

    “Na verdade, esta quadra do futsal, onde cresceram grandes craques do Flamengo, como o Adílio e o Júlio César, faltava uma cobertura e quando chovia não tinha treino, então o futsal está sendo reintegrado ao futebol, voltando a fazer um trabalho bacana, cedendo jogadores para o campo, sendo um grande celeiro de craques, logo, a cobertura vai ajudar muito nisso, para que mesmo em dias de chuva tenha treino e possamos formar jogadores para que daqui a cinco ou dez anos estejam no Maracanã vestindo a camisa do Flamengo, e a gente torcendo muito por eles.”

    Mundo Bola: Por que a escolha do nome da quadra?

    A: Homenagear o Adílio nunca é demais. Ele que fez 615 jogos pelo Flamengo, e é o terceiro jogador que mais entrou em campo com esta camisa, na história do Clube, fez gols inesquecíveis como o da final do Mundial contra o Liverpool, na final do Campeonato Brasileiro de 1983, participou de uma geração espetacular de Zico, Nunes, Andrade, Leandro, Junior, Mozer, Júlio César, enfim, todos esses merecem ser homenageados sempre.

    Mundo Bola: Em sua opinião, qual a importância deste encontro que aconteceu hoje?

    A: O mais interessante é trazer a geração mais antiga do Fla Masters para se encontrar com a nova geração. Também tivemos aqui a presença de três jovens da base, que foram o Jajá, o Douglas e o Matheus Sávio, que também iniciaram na quadra, cresceram e ganharam a oportunidade no futebol. Então é muito importante esses jovens verem os exemplos dos caras que já fizeram muitas coisas pelo Flamengo, e dos que estão fazendo hoje. Essa integração é importante e com certeza faz o Flamengo mais forte.

     

     

    Jovens do futsal posicionando-se em quadra sob a nova cobertura (Foto: Talita Nunes)

     

     

    Com a palavra, o ídolo Júlio César

     

    Sávio, Baggio e Jajá marcando presença no evento. Foto: Talita Nunes/Mundo Bola_CRF

     

    O ex-craque do Mengão, Uri Geller, também fez questão de falar sobre a importância do investimento no futebol de quadra.

    JC: É muito importante para o Clube, e pra mim também, em termos emocionais, porque eu e Adílio pulamos várias vezes aquele muro que dá até aqui dentro da Gávea, eu que o convidei para pular. Nós morávamos numa comunidade carente que era próxima daqui, a Praia do Pinto, e foi assim que começamos, pulando o muro. A discriminação era muito grande porque é normal, mas caímos no lugar certo, no Clube certo, e estou até hoje aqui dentro.

    Em um leve bate-bapo, emocionado, o mesmo declarou seu amor ao Mais Querido.

    JC: Jogar pelo Flamengo é diferente, ser torcedor do Flamengo é diferente, as cores são diferentes, é tudo diferente, o Flamengo é algo impressionante, e quando estamos sofrendo mais, a paixão aumenta! Os vascaínos, os tricolores, os botafoguenses, todo mundo só fala de Flamengo, na verdade, todo mundo é Flamengo!

    Mundo Bola: Você falou do que você e Adílio fizeram juntos para chegar até a Gávea. Mas imaginavam que chegariam até aqui?

    JC: Tínhamos um monstro muito grande dentro de nós! Imaginávamos que iria ser muito difícil, mas na verdade, foi muito mais difícil, mas conseguimos. A discriminação era muito grande, principalmente com o Adílio, que sofreu muito, com todos os tipos. Foi muito complicado. Por muitas vezes, a gente estava no time principal trocando passes e olhava um pro outro e falava “nós estamos aqui, cara”, porque nós só pensávamos no futebol de salão, aí fomos pra base, ganhamos tudo e foi uma avalanche muito grande, não teve como conter. Depois subimos e encontramos Zico e Junior que eram do salão também, e todos os outros, o time inteiro da base, posso até escalar pra você (risos).

    Mundo Bola: Quando acha que vamos poder ver isso no Flamengo de novo?

    JC: Um time inteiro, eu acho impossível. Eu acho o Jajá muito habilidoso, mas com todo o respeito, com a habilidade que ele tem, eu acho que ele não pode ficar tocando bola para o lado. O Jorge é um belo jogador, não toca para o lado, ele assume e vai pra cima. O Douglas também é um menino que encara, e o Matheus Sávio eu vejo nele um craque, eu aposto nesses quatro.

     


    Talita Nunes é integrante da equipe Mundo Bola Informação. Twitter: @Talinuness
  • Em noite de apagão, Luz brilha e Fla vence Liga Sorocabana

    FlaBasquete vence fora de casa

     

    Foto: https://twitter.com/lsboficial

    No ginásio Gualberto Moreira, em Sorocaba (SP), Flamengo e Liga Sorocabana se enfrentaram pela 4ª rodada do Novo Basquete Brasil 8 na noite dessa quarta-feira (18). O Flamengo buscava a terceira vitória na competição, enquanto a equipe paulista, queria a segunda vitória nesse NBB. José Neto mandou para a quadra o seguinte quinteto inicial: Rafael Luz, Gegê, Marquinhos, Rafael Mineiro e JP Batista. Já Rinaldo Rodrigues, técnico da Liga Sorocabana, mandou para a quadra Clahan, Neto, Ridley, Renato Scholz e Lupa.

    No primeiro quarto, a equipe sorocabana começou melhor e abriu 9 a 4 logo no início de partida. Quando o Flamengo conseguiu diminuir a vantagem para um ponto, 9 a 8, o relógio dos 24s parou de funcionar e o jogo foi paralisado, após isso, faltou luz no Gualberto Moreira. Depois de mais de 20 minutos de paralisação, o jogo recomeçou e na primeira bola o rubro-negro passou à frente com uma bola de três de Rafa Luz, 11 a 9. O Mengão continuou melhor e em uma corrida de 12 a 0, desde antes da paralisação, abriu 16 a 9, forçando o pedido de tempo de Rinaldo Rodrigues. Após o tempo, a equipe da casa reagiu mas o Orgulho da Nação terminou o primeiro período na frente, 22 a 17. Destaques do quarto foram Rafael Mineiro e Rafael Luz (FLA) com seis e sete pontos, respectivamente.

    Foto: https://twitter.com/lsboficial

    No segundo quarto, o atual tricampeão começou com tudo. Marcelinho, em duas assistências de Gegê, meteu duas bolas de três, 28 a 17. E após cesta de Meyinsse, o técnico Rinaldo paralisou mais uma vez a partida, com o Fla na frente por 30 a 19. Reiniciado o jogo, a Liga Sorocabana fez quatro pontos seguidos, cortou a desvantagem para sete, 30 a 23, e forçou o tempo de José Neto. Após a parada, o rubro-negro chegou a voltar a ter onze pontos de vantagem mas permitiu uma grande reação da LSB. O Fla foi para o intervalo ganhando por apenas três pontos, 41 a 38 ( LSB 21 a 19 no segundo período). Destaques do quarto foram Neto (LSB) com 9 pontos, Socas (LSB) com 5 rebotes, Marcelinho (FLA) com 8 pontos e Meyinsse (FLA) com 3 rebotes.

    Na volta do intervalo, a Liga Sorocabana voltou melhor e passou à frente no placar, 43 a 41. Mas com cinco pontos seguidos de Marcelinho, o rubro-negro retomou a liderança, 46 a 43. Em um período fraco, o Flamengo não conseguiu desgarrar na liderança e foi para o último quarto vencendo por apenas quatro pontos, 57 a 53, 16 a 15 pro Orgulho da Nação no quarto. Destaques do quarto foram Neto (LSB) com oito pontos, Marcelinho com cinco pontos e quatro rebotes, e Rafael Luz com três rebotes.

    O último quarto iniciou equilibrado, como boa parte do jogo, e foi assim até quando faltavam 6 minutos para o fim, ainda na vantagem de quatro pontos a favor do Mengão, 63 a 59. Na metade do último quarto, o Mengão abriu 65 a 59, o técnico Rinaldo parou novamente a partida mas não adiantou muito. O Flamengo continuou melhor e ainda aumentou a vantagem, vencendo a partida por 76 a 68, 19 a 15 no quarto.

    Foto: https://twitter.com/lsboficial

    O próximo compromisso do Orgulho da Nação é no dia 20/11 às 19h30min contra o Paulistano no ginásio Antônio Prado Junior em São Paulo.

    Destaques:

    Flamengo:

    Pontos: JP Batista com 16 pontos

    Assistências: Gegê com 6 assistências

    Rebotes: Marcelinho e Rafael Luz com 6 rebotes

    Liga Sorocabana:

    Pontos: Neto com 27 pontos

    Assistências: Clahar com 3 assistências

    Rebotes: Lupa com 6 rebotes

  • Fla Futebol 2016 – Bloco 7 – Centroavantes

    2016 começa com os centroavantes definidos para os comentaristas do Fla Futebol 2016.



    Terça-feira passada começamos esta série Fla Futebol 2016, com o objetivo de criar um debate em torno da montagem do time. Convidados pessoas altamente capacitadas, rubro-negros que vivem o futebol 24h por dia e a resposta de vocês, leitores do Mundo Bola, tem sido realmente impressionante. Conseguimos realmente movimentar o debate sobre a montagem do time para a próxima temporada. Dividimos o time em sete setores e começamos pelo gol, depois falamos da lateral direita, a lateral esquerda foi o terceiro bloco. Prestamos atenção ao escanteio e dissecamos o setor de zaga/defesa, depois seguimos com os volantes e chegamos ao setor de armação, que incluímos os pontas também. Hoje termina o Fla Futebol 2016, com as opiniões acerca dos centroavantes do Flamengo na montagem da equipe para os próximos desafios.

    Mesmo com a terrível fase de Guerrero, não podemos deixar de pensar que o atacante é sim um ponto forte do time. Há boa probabilidade do jogador peruano — agora começando uma temporada no clube desde o início e com um time reformulado — melhorar seu desempenho em 2016. A contratação de Kayke também pode ser considerada um sucesso, pois o jogador correspondeu em campo. Além desses dois, também temos Douglas Baggio pedindo passagem para ser aproveitado. E o que nossos analistas pensam? Será que citaram muitos nomes? Quantos centroavantes o Fla ainda precisa para o ano que vem? Acompanhe, depois comente no nosso sistema de comentários logo abaixo do post ou em nossas redes sociais. Ah, e não deixe de compartilhar essa matéria. Vamos às análises agora!

     

    Guerrero ainda está em alta e não deve ser substituído | Foto: Gilvan de Souza/Flamengo

    @allanmadi (do site torcedores.com): Manteria Guerrero e Kayke. Daria mais chances para Douglas Baggio e Nixon. Talvez emprestasse Nixon para pegar ritmo de jogo, importante após uma lesão. Tentaria trazer mais um ótimo nome. Algumas opções, que não são baratas: Pato, Nilmar, Diego Tardelli, Rafael Sobis, Gustavo Bou, Aloísio (Shandong Luneng-CHI).

    Também há boas apostas, como Bruno Henrique (Goiás) e Clayton (Figueirense).

    Uma última opção, aceitando banco, poderia ser Luis Fabiano, que fica sem contrato com o São Paulo. Outra opção assim é Lisandro Lopez, que eu acho ótimo jogador, mas que não repetiu no Inter o sucesso do Porto e Lyon. Talvez Walter, que pertence ao Porto.

    @CRFlamenguismo (do blog CRFlamenguismo, Mundo Bola Blogs): Não há muito a ser feito. Guerrero e Kayke são as opções. Boas opções, inclusive. A análise pode mudar no decorrer da temporada, mas, por ora, seria isso. Com relação ao Baggio, penso que o clube tem obrigação de dar sequência de jogos ao futuro ex sub20 devido aos seus números na base. Creio que poderia treinar com o elenco principal e ser titular absoluto do sub23 que o clube pretende inscrever no estadual. Aliás, aproveitando o final da série, quero deixar claro que vejo o Ferjão como algo irrelevante e prejudicial ao clube. Penso que, na montagem de elenco que será inscrito, o clube deveria pensar basicamente em minar a Federação, reintegrar jogadores (ativos do clube) ao mercado e “peneirar” boas opções para o segundo semestre.

    @Homer_Fla: É a única posição auto-suficiente do clube. Guerrero é um titular de peso para qualquer clube, enquanto Kayke se mostra um reserva muito capaz e eficiente. Por sua vez, o Carioca é uma ótima oportunidade para dar sequência à Nixon e Douglas Baggio. Caso esteja recuperado fisicamente, Nixon pode contribuir como um reserva móvel ou até como um ponta para a sequência da temporada. Nesse caso, Baggio poderia ser emprestado para a Série B para ganhar tempo de jogo. Caso Nixon não esteja em plenas condições, Baggio pode permanecer para compor. Voltando de empréstimo, Igor Sartori também poderia disputar o carioca antes de ser reemprestado.

    @igor_pedrazzi (Mundo Bola Informação, blog Resenha Rubro Negra, Mundo Bola Blogs): Guerrero, mesmo em má fase, por enquanto é a referência técnica. Mas na minha opinião, precisa de um substituto a altura. Kayke ao meu ver, não tem capacidade suficiente pra isso, mas teria que ser mantido no elenco pela falta de opções no mercado. Paulinho é perda de tempo, tem que ir pra rua. Douglas Baggio? Não levo muita fé, emprestaria. Assim como o jovem Thiago Santos, bom atacante de lado.

    Kayke agradou e ganhou a confiança para a reserva de Guerrero. Foto: Gilvan de Souza / Flamengo

    @PabloWSC (da TozzaCam): Atualmente, temos Guerrero e Kayke. Considero dois bons nomes para 2016 e não seria minha prioridade para a próxima temporada.

    @TozzaFla (da TozzaCam): É o setor onde estamos realmente bem servidos. Apesar dessa má fase do Guerrero, acredito que ano que vem ele vai voltar a performar bem. Temos o Kayke, excelente reserva. Acredito que não teremos novidades para essa posição de atacante mais fixo. E ainda tem o Baggio que pode ser utilizado no time B do Fla.

    Amanhã (18/11/2015), o Fla Futebol 2016 continua, analisaremos os nomes dos centroavantes!

    Fla Futebol 2016 – Goleiro

    Fla Futebol 2016 – Lateral-Direita

    Fla Futebol 2016 – Lateral-Esquerda

    Fla Futebol 2016 – Zagueiros

    Fla Futebol 2016 – Volantes

    Fla Futebol 2016 – Meias e Pontas

     

  • Entrevistamos Evaristo de Macedo

    “No Corinthians, ele tinha um time pra chegar nele, e no Flamengo ele precisa voltar para chegar ao time”

     

     

    Evaristo na Gávea. Foto: Flamengo

     

    No último sábado, a equipe do Mundo Bola esteve na Gávea e realizou entrevistas com várias figuras importantes da história do Flamengo, sendo uma delas com um ídolo eterno do clube: Evaristo de Macedo.

    O ex-atacante, que chegou a atuar por Real Madrid e Barcelona, teve duas passagens pelo Mais Querido e marcou 103 gols em 190 partidas.

    Evaristo é sócio do Flamengo e participa ativamente do dia a dia do clube. Durante a entrevista, o tricampeão carioca falou sobre várias questões relacionadas ao rubro-negro. Confiram a seguir!


     

     

    Como você avalia o Flamengo de hoje em relação ao de antigamente? Faça um panorama atual do clube.

    O crescimento do Flamengo foi muito grande, inclusive fisicamente. Hoje você pode ver essa área maravilhosa, e quando eu jogava aqui era só o campo.

    O Flamengo se igualou as grandes entidades desportivas do país, mas a força do clube é o futebol. E o Flamengo no futebol, infelizmente, não vem dando uma boa resposta. O rubro-negro era um time que criava seus próprios jogadores, e hoje dificilmente você vê um jogador de nome na equipe principal. Então fica um pouco difícil, entende? Não existe mais aquele sentimento do atleta, e sim apenas o profissionalismo, isto é, joga porque tem um contrato, tem que cumprir com as obrigações, mas não tem mais o sentimento, que é o mais importante.

    A chapa azul, que está concorrendo nas eleições para o próximo triênio, disse que está querendo criar um conselho de ex-jogadores para atuar junto do diretor executivo, gerente, etc. Se eles te chamassem, você aceitaria? Você gosta dessa ideia de ter o conselho para atuar de forma forte no futebol e trazer essa noção da cultura rubro-negra aos mais jovens?

    Na realidade, eu não tenho a intenção de trabalhar mais com futebol, nem dentro e nem fora do campo. Eu assisto aos jogos, tenho boas amizades, mas é outra época, outra forma de ver as coisas. No futebol, você faz amigos, mas também faz inimigos. Então, na minha idade, eu não estou interessado em fazer mais inimigos, e sim mais amigos.

    Você vai votar nessa eleição? Já declarou seu voto?

    Sim. Eu votei no Bandeira de Mello na última eleição e vou votar novamente. Não vejo motivos para mudar.

    Qual o grande destaque do time deste ano que merece continuar no ano que vem?

    Esse ano está difícil. Se você fizer uma análise comparativa, o Flamengo precisa de uma reformulação. O clube precisa criar seus próprios ídolos, e não importar ídolos de outras equipes. Mas, como flamenguista, continuo torcendo na vitória e na derrota.

    Como você avalia o caso de indisciplina dos jogadores?

    Normal. A vida do jogador é dentro do clube, nas atividades, nas viagens, na concentração. A vida particular é ele quem faz. O Flamengo só pode interferir se a sua vida particular estiver atrapalhando a sua vida dentro do clube, que não foi o caso. Isso sempre existiu, desde a minha época.

    Qual a sua análise do ano de Paolo Guerrero?

    Falta time pra ele jogar. Tem que ter uma equipe pra dar suporte. No Corinthians, ele tinha um time pra chegar nele, e no Flamengo ele precisa voltar para chegar ao time.

     


    Yann Rodrigues, Diogo Almeida e Luiz Felipe Borges fazem parte da equipe Mundo Bola Informação. Twitter: @Yann_Rodrigues e @DidaZico