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  • Edgardo Bauza é uma boa para o Flamengo, Nação?

    Edgardo Bauza está livre. Foto: San Lorenzo/Divulgação

    A busca

    A temporada 2015 está chegando ao fim, e entre muitas incertezas no futebol do Flamengo, uma coisa perece não haver dúvidas, Osvaldo de Oliveira não será o técnico do time em 2016. As três chapas que pleiteiam a presidência do clube já disseram que não pretendem renovar com o treinador.

    Osvaldo chegou ao Flamengo em agosto. Na época, o carioca de 64 anos, tinha a difícil missão de arrumar o time, que não conseguia render com Cristóvão Borges. O seu início foi avassalador, em sete jogos conquistou seis vitórias no Brasileirão, e um empate pela Copa do Brasil. Após o começo apoteótico, o time caiu de rendimento e na tabela de classificação, perdendo a oportunidade de se classificar para a Copa Libertadores.

    Alguns treinadores estrangeiros também são alvo de interesse, principalmente os argentinos, dentre eles estão Jorge Sampaoli, Diego Aguirre e Alejandro Sabella. O treinador  da seleção chilena perdeu força em seu país após a renúncia do presidente da ANFP (Associação Nacional de Futebol Profissional do Chile), Sergio Jadue. Sampaoli é aliado de Jadue e já ameaçou demitir-se, caso o presidente continuasse afastado da federação. Mas um nome pouco ventilado começa a ganhar força e começa a ser lembrado, trata-se de Edgardo Bauza, bicampeão da Taça Libertadores da América. O argentino também estaria sendo procurado pelo São Paulo, segundo alguns jornalistas paulistas. Atualmente ele ainda é treinador do San Lorenzo, porém já anunciou sua saída ao final desta temporada.

     

    Edgardo Bauza – A carreira

    O treinador foi jogador de futebol, fez carreira no Rosário Central, onde foi campeão argentino em 1980 e 1987. Teve passagens por grandes clubes como Independiente e Vera Cruz do México e encerrou sua carreira em 1992, mas antes fez parte do selecionado argentino que eliminou o Brasil na Copa da Itália, em 1990. Foi um zagueiro goleador, com a incrível marca de ser o segundo jogador com mais gols na história do Rosário, atrás apenas de Mario Kempes. Também é o jogador com mais tentos na história do clube perante seu grande rival, o Newell’s Old Boys.

    A oportunidade de ser treinador não poderia ter surgido em outra equipe e em 1998 ele assume o Rosario Central, depois de passar pelas divisões de base. Levou o Rosario ao vice-campeonato da Copa Conmebol de 98 e ao vice-campeonato do Torneio Apertura de 1999. Manteve o trabalho de longo prazo nos “Canallas” e disputou a Copa Libertadores de 2000 e 2001, chegando nas semifinais desta última. No mesmo ano, depois de maus resultados nas competições nacionais, deixa o clube e assume o Vélez Sarsfield e depois o Colón de Santa Fe. Logo depois assume o Sporting Cristal, foi novamente vice-campeão, dessa vez do campeonato peruano. Regressa para o Colón em 2006 e no mesmo ano assume a Liga Desportiva Universitaria de Quito, mas conhecida (especialmente pelos tricolores) como LDU. Classificado para a Libertadores de 2007, era muito criticado pela imprensa local e torcida pelos resultados iniciais, mas obteve respaldo

    Na LDU, a guinada na carreira. Foto: LDU/Divulgação.

    da diretoria e seguiu o trabalho. Acabou levando o clube ao título equatoriano e a conquista da Libertadores em 2008, em cima do Fluminense.

    Em 2009 vai para o Al Nassr onde fica por apenas três meses. Regressa para a LDU em dezembro do mesmo ano e inicia outro ciclo vitorioso no clube. Em 2011 perde a final da Copa Sul-Americana contra a Universidad de Chile, de Jorge Sampaoli.

     

    San Lorenzo – O topo da América novamente

    Em 2013 assume o San Lorenzo, um dos cinco grandes do futebol argentino, em substituição a Juan Antonio Pizzi, contratado pelo Valencia da Espanha. E no primeiro semestre de 2014, o “Time do Papa” finalmente ganha a cobiçada Libertadores pela primeira vez. Bauza consegue levar pela segunda vez o título mais importante do continente pela primeira vez a um clube. O treinador anunciou no final de outubro que não mais dirigirá “Los Cuervos” de Buenos Aires.

    O time de Bauza que venceu a Libertadores, passando por Grêmio (oitavas) e Cruzeiro (quartas) era um time vertical, com pouco toque de bola e muita presença dos laterais. Jogava em um 4-4-2/4-4-1-1. No gol, o experiente Sebá Torrico, goleiro que vinha desde 2013 em ótima forma, apesar dos 34 anos. Era respaldado por uma segura zaga, formada inicialmente por Carlos Valdés (colombiano de seleção, indicado ao clube por Bauza, jogou até às quartas. Teve seu contrato rescindido após reclamar de salários atrasados) que jogou até às quartas. Gentiletti, atualmente na Lazio era o zagueiro pela esquerda. Na direita Buffarini e na esquerda Emanuel Mas, que ganhou a vaga de Walter Kannemann. A entrada de Mas surtiu grande mudança tática no Azulgrana. O treinador considerava o lateral mais ofensivo e com maior capacidade de saída do Kannemann, usado muitas vezes como zagueiro por Bauza.

    A segunda linha tinha Mercier, Ortigoza e Romagnoli como terceiro volante ajudando Piatti na armação. Na frente a revelação Ángel Correa, hoje no Atlético de Madrid e Nicolás Blandi.

    O treinador é considerado “retranqueiro” e não parece o nome mais interessante para comandar a tão promulgada revolução com implantação de uma filosofia de jogo genuinamente rubro-negra. Com duas Libertadores da América nas costas pode conseguir algum tipo de anuência temporária da torcida ante um começo ruim. De qualquer forma pode promover uma consistência na nossa cozinha, setor que mais tem sido alvo de criticas (e com razão) nos últimos anos.

    No Clausura 2015, encerrado no último dia 8, o San Lorenzo terminou em segundo lugar com 18 vitórias, 7 empates e apenas 5 derrotas. Fez 44 gols e sofreu 20.

     

    Um cara diferenciado…

    Bauza faz parte de um pequeno grupo de técnicos que já conquistaram a América por duas equipes diferentes: Felipão (Grêmio e Palmeiras), Carlos Bianchi (Vélez e Boca Juniors) e Paulo Autuori (Cruzeiro e São Paulo). Contudo, o argentino, natural de Granadero Baigorria, foi o único que ganhou o título por dois clubes de países diferentes e o primeiro a levar os dois clubes às suas primeiras conquistas.

    Em 2000, o ídolo do Rosario Central entrou para a história do clube de outra forma. Ele participou da gravação de uma música que fez parte de uma coletânea em homenagem a “La Academia Rosarina”.

    Como treinador é conhecido por se envolver profundamente com os clubes por onde passa. Já aceitou contratos com salários menores do que outras ofertas por conta do projeto e respaldo para trabalhar a longo prazo.

    Os torcedores do San Lorenzo sentem enorme gratidão por Bauza. Graças a ele, nunca mais ouvirão dos rivais a expressão Club Atlético Sin Libertadores de América — trocadilho com o nome do clube, Club Atlético San Lorenzo de Almagro –, único dos cinco grandes argentinos que não tinha o troféu até então.

    Seu bicampeonato no maior torneio do continente mostrou que outras qualidades de comando além da segurança defensiva. Sou be mesclar muito bem juventude com a experiência na montagem do elenco. O técnico teve o mérito de quando posto à prova com as saídas inesperadas de Angél Correa (teve que fazer uma cirurgia no coração) e o equatoriano Valdés (alegou salários atrasados e não se apresentou), que não retornaram ao time após a Copa do Mundo. Na final, não pode contar com o destaque Piatti, negociado. Mesmo assim não se abateu e manteve a equipe motivada.

     

    E aí, Nação? Edgardo Bauza é uma boa pro Mengão?

     


    Bruno Vasconcellos e Diogo Almeida fazem parte da equipe Mundo Bola Informação. Twitter: @BruNoCellos_CRF e @DidaZico.

     

  • Definindo papeis

    Depois de um ano tão miserável quanto o do futebol rubro-negro, enfim consegui separar umas horinhas para falar do Mais Querido. Não vou me estender pelo chatíssimo processo eleitoral do clube; não sou eleitor e tampouco tenho paciência para alimentar os debates, cada vez mais parcos, que os candidatos promovem. A proposta aqui é olhar para o futebol e perspectivas para o próximo ano.

    Em um fim de temporada melancólico, marcado pelos excessos de um grupo de atletas, indefinições no comando, promessas eleitoreiras e especulações pouco animadoras, os rubro-negros se perguntam sobre o que será de 2016. Mais uma temporada de fracassos? Outra reconstrução? Qualquer exercício de futurologia é válido se o objetivo for (tentar) aliviar a ansiedade. Para fugir um pouco desse exercício maluco de se imaginar um Rodrigo Caetano que vive um game na vida real, proponho que pensemos em critérios. Ao invés de pensar se o jogador A é bom o suficiente para o Flamengo, pensemos no que esse mesmo atleta pode representar para um time anêmico, em total falta de sintonia com a Magnética.

    Eis um exemplo ilustrativo: alvo principal da boataria midiática e tuiteira entre temporadas, Juan tem a narrativa perfeita para aqueles que desejam ver uma defesa flamenga menos juvenil num futuro próximo: é da casa, muito bom tecnicamente e pode ser, para os mais jovens, o mesmo exemplo que Gamarra foi para ele no início de carreira. Os detratores argumentarão que ele é velho, tem um histórico de lesões, provavelmente será caro e, mais além, lembrarão que “ele preferiu o Inter ao Flamengo”. Ambos terão sua dose de razão, em maior ou menor grau.

    Para o debate ir além, precisamos revisar o processo. Ninguém quer que o Flamengo seja irresponsável com sua saúde financeira, certo? Só que um time de futebol não investe dinheiro para ganhar mais dinheiro. E nem estamos falando da gestão financeira da nossa casa, onde optar por pela marca popular no supermercado faz uma diferença legal no fim do mês. Guardemos essa ideia e a retomemos mais à frente.

    Pouca gente discordará que o sistema defensivo do Flamengo foi problemático em 2015. Além das muitas lesões, o time sofreu com a falta de colaboração dos demais setores para tornar-se mais eficiente. E a capacidade técnica das principais referências do sistema sempre foram discutíveis. De tal modo que se tornou lugar comum dizer que “o Flamengo precisa urgentemente de reforços para a defesa” – veja bem: defesa e sistema defensivo são conceitos diferentes; “defesa” é uma referência ao setor principal de defesa, a primeira linha da disposição tática, que engloba do goleiro ao lateral-esquerdo; “sistema defensivo” é a construção de uma ideia em que jogadores do time, independentemente do setor em que jogam, cumprem funções defensivas em determinados momentos (exemplo: o centroavante que volta no escanteio contra para marcar um adversário).

    Concordo com essa questão. O Flamengo, de fato, precisa melhorar sua defesa (embora precise melhorar, fundamentalmente, seu sistema defensivo). Nesse ponto da discussão, topamos (quase) tudo: se existe uma possibilidade de contratar um zagueiro melhor do que os que temos, nem pensa, CONTRATA. Acontece que, no nosso imaginário, todo jogador potencialmente disponível, é alcançável – o que, sabemos, não é verdade. No caso de Juan, sim, é verdade. E se é assim, por quê não?

    Com quase 20 anos de carreira, consagrado na Europa e um vasto histórico na seleção brasileira, Juan não deixa muitas dúvidas na parte técnica; é bom com os pés, sereno, posiciona-se bem e, apesar da caducante vitalidade, ainda tem poder de recuperação para enfrentar adversários em isolação. Ah, e é ótimo pelo alto!

    “Vou doutrinar essa molecada”. Foto: Reprodução

    O problema é que aí vem o maldito do custo-benefício. “Oras, ele tem quase 37 anos e um histórico recente de lesões que não justificam o investimento”. É, é verdade. Juan não é mais um garoto, e nem tampouco o Zé Roberto, que chega aos 42 como se tivesse recém-iniciado sua carreira. Do dia para a noite, surgiram gráficos que analisavam seus números nas últimas temporadas: uma participação cada vez menor no total de jogos do clube e a crescente dúvida sobre a validade de contrata-lo. E aqui é que devemos parar para refletir: de onde tiramos que todo e qualquer reforço é útil/importante se, e somente se, consegue atuar em alto nível sempre? Pet precisou de pouco mais de 15 jogos em esplendoroso nível para transformar o Flamengo em 2009; Maldonado, idem. Outros jogadores relevantes de um passado recente não tiveram o mesmo impacto, embora tenham atuado em 80% ou mais da temporada. Se Juan puder atuar em ótimo nível por 20/25 partidas no ano, será que não vale a pena? Seriam 20/25 jogos com o melhor zagueiro do elenco atuando em seu máximo potencial e a certeza de que um dos atletas piores que ele não estaria em campo.

    A discussão se estende: jogadores experientes, sabe-se lá porque, costumam produzir um efeito de “agora dá” nos mais jovens. Se forem profissionais corretos, dedicados, então, nem se fala. Esse poder transformador de vestiário é daqueles aspectos invisíveis aos torcedores, mas que promovem mudanças radicais no elenco. A idade surge como uma liderança, tão natural quanto o efeito que provoca no grupo.

    Provavelmente, Juan não é o capitão idealizado pelo torcedor (eu, por exemplo, penso no Fabio Luciano como a figura de liderança mais viva do clube nesse século). Não imagino o zagueiro colorado gritando no vestiário “vamo lá, caralho, aqui eles não respiram, aqui eles não jogam!”. Só que ninguém vira líder de um movimento que luta pelos direitos dos atletas simplesmente por ser bom dentro de campo. Se não apontará dedo na cara, vociferando contra adversários e arbitragens, certamente dará o conselho certo para seus companheiros. Será o bom exemplo, o cara que não se desespera e nem fica abalado com uma cagada feita durante o jogo. Será, simplesmente, algo que não existe no elenco atual.

    A zaga ideal? Foto: CBF

    Nomes como Réver e Dedé, sempre especulados, talvez sejam negócios mais animadores para a maior parte dos torcedores. São mais jovens, têm comprovada capacidade técnica e também já exerceram papeis de liderança em suas carreiras. Apesar disso, foram dois dos defensores mais caros do futebol brasileiro nessa década e, no fim das contas, foram substituídos por atletas mais baratos e com menos cartaz. Lembremos: Dedé era o mito quando chegou ao Cruzeiro e, apesar de titular em boa parte das campanhas de título brasileiro, mal pisou em campo nos últimos dois anos; já Réver, capitão da Libertadores conquistada pelo Atlético-MG, em 2013, foi substituído por um menino da base e, sem espaço, rumou para o Inter – onde, vejam só, divide o banco de reservas em boa parte da temporada ao lado de Juan. Pra quem gosta dos números, aí vem mais: Rever e Dedé não completaram 100 jogos nos últimos 3 anos somados; Juan sim.

    Uma coisa é clara: Juan não pode ser um protagonista, mesmo que tenha todos os predicados para tal. E nem os chefões do futebol podem achar que o problema do elenco é pontual; Juan precisa cumprir um papel (ou dois, ou dez). Se for assim, conseguimos sair um pouco do campo opinativo. Trata-se apenas de aproveitar bem uma boa oportunidade, e não de resolver os problemas. Definir os papeis de cada peça, para desenhar o Flamengo vencedor que todo torcedor sonha em ver logo.

     


    Daniel Endebo escreve no blog Molambo Racional, da plataforma Mundo Bola Blogs. Twitter: @Danisendebo

     

  • O Flamengo não precisa de gente despreparada, arrogante ou mal agradecida

     

    Clima de tensão, desentendimentos, difamação e baixaria. Ambiente carregado, redes sociais inflamadas. Esse é o cenário do clube em mais um período de eleições. Política, né? Viva a democracia! Entretanto, da forma como os atuais candidatos em suas chapas estão expondo o clube, levando a público as mazelas que tentam enfraquecer não só o adversário das urnas, mas o Clube de Regatas do Flamengo, pega mal. Muito mal. É matéria paga, é colunista vendido, é vazamento de áudio, é muito mimimi.

    Batem no peito sobre mudança, jogam na cara sobre patrocinadores, criam cenário de guerra e até xingam profissionais de imprensa. Se acusam, segregam… Ah, sem contar os factoides criados. Sobrou até para os Influenciadores Digitais, que colaboram para disseminar as iniciativas do clube e a engajar a torcida nas plataformas sociais, independente de quem senta o rabo na cadeira para comandar o nosso Flamengo.

    Os conflitos criados afetam o ambiente do clube e a marca Flamengo. Contaminam até os torcedores que não votam, mas defendem a cor de chapa predileta como se fosse defesa de um prato de comida. Vejo tantos amigos rubro-negros brigando por política e, em vão. Porque quem ganha ou perde sempre vai ser menor do que a instituição Flamengo. Então, azuis, verdes, brancos, turquesas, pensem um pouco mais na imagem do clube. Esqueçam essa vaidade que emana acidamente em ambos os lados. Essa agitação política afetou time e comissão técnica, que não têm segurança e não se dedicam por conta do cenário indefinido. Ora, pra quê se dedicar se não sei se vou ficar?  E mais uma vez fazemos papel de meros participantes de um campeonato, entramos pra cumprir tabela.

    Ok, pode parecer desculpa porque esse elenco é horroroso, concordo. Mas serve como gancho para eu terminar usando o raciocínio para saber se, quem for eleito, será apenas mais um mero presidente fazendo figuração. Porque a Nação já está cansada de discursinho moderno e a promessa de gerir profissionalmente o clube, ou de ter um estádio, ou de ter um time cheio de estrelas. A gente quer austeridade sim, mas, além disso, um Flamengo efetivamente competitivo. O clube precisa de um líder sem egos, que não se vangloriam por feitos, mas pelo que podem fazer de concreto pelo clube, que deveria estar acima de todas as questões, birras e ofensas. O Flamengo não precisa de gente despreparada, arrogante ou mal agradecida.

    O resto é tudo mimimi

    Bruno Cazonatti

    @Cazonatti


    Bruno Cazonatti escreve no blog Mimimi do Cazô, da plataforma Mundo Bola Blogs. Twitter: @Cazonatti

     

  • Presidência é coisa séria!


    Gerrinson R. de Andrade | Twitter: @GerriRodrian

     

    Reflexão não é coisa pra toda hora.
    Mas tem hora que é imperatório pensar matutando bem.

    A cabeça até pesa, vem enxaqueca, fadiga nos neurônios, a gente se percebe burro.
    Eleição é batalha de retórica, propaganda e melhor maquiagem.

    Há no mundo gente decidida, olhos de tamarutaca, vendo longe e do lado, distinguindo, nos cálculos.
    Tem profeta que sabe de previsão quem vai ser o presidente melhor, quem vai fazer a coisa do jeito equacionado.

    Mas tem rubro-negro daltônico que não distingue azul de verde,
    degringola com tanto nome de doutor e empresário,
    se perde no meio da novela e não tem vergonha de pensar que está confuso.

    Eu, cá no meu canto, nos meus tutanos de Homer Simpson, vou confundindo o que é de um e o que é de outro e quem ganha ponto pelo sim e quem ganha ponto pelo não.
    É muita fórmula:

    “menos 58 urubus por uma ridícula Libertadores 2014, mais 11 urubus pelo Carioca, com bônus de 15% por choro vascaíno, mais 100 urubus pela linda CB de 2013, menos 46% de moral pelo vexame na CB de 2014, mais x²+y pelo time de Basquete”, etc.

    Contas e mais contas, cifras, noves fora, teoria dos conjuntos, quem é amigo do ex-amigo, quem merece entrar, quem pode voltar sem nunca ter saído, ufa.
    Eleger síndico, deputado, sindicalista, Miss Brasil, sempre um nó nas ideias.
    Pra presidente, o par Aécio/Dilma já fundiu milhões de lóbulos frontais que buscavam o voto certo.

    O pobre eleitor já está caindo pelas tabelas, na estafa, de morte cerebral.
    De tanto desafio eleitoral, até vai aprendendo, no esgotamento. Tenta, do fundo do coração, escolher certo.

    Orra, é Mengo!

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    Gerrinson R. de Andrade escreve no Blog Orra, é Mengo, da Plataforma Mundo Bola Blogs. A opinião do autor não reflete necessariamente a opinião do Mundo Bola.

     

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  • Lulucast 2.0 #43 | Seus Manés!

    No Lulucast 2.0 edição #42 @Bruna Lugatti, @Cissa_Morena, @danisouto falam da empate do Flamengo com a Ponte Preta por 1 x 1. Um jogo que mostrou o quanto o Flamengo está cheio de manés!

    Assista!

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  • Fundo do Poço

    Para alguns times o fundo do poço está nas zonas inferiores, mas pro Flamengo incaível o fundo do poço é diferente, um pouco disfarçado e, só se percebe que foi alcançado, quando já estamos com a lama na altura do queixo, imóveis e sem qualquer esperança que não seja aquele minúsculo ponto de luz pelo qual adentramos e é o único ponto de saída.

    O time formado por Paulo Victor – Pará, César Martins, Éverton – Jonas, Márcio Araújo – Gabriel, Alan Patrick, Sheik – Guerrero tinha como única missão entrar em campo e honrar a camisa, prestigiar os torcedores de Brasília que foram ao estádio torcer por um time que já não briga por mais nada e apresenta-se pior a cada partida.

    De início, era nítido que o Flamengo não tinha o volume de jogo que apresentou contra o Santos, pois ao contrário do outro alvinegro, a Ponte Preta não joga aberta, tem uma marcação encaixadinha e saía rápido pelos lados com três jogadores se apresentando na área.

    Foto: Gilvan de Souza / Flamengo

    Biro Biro foi o grande nome do 1° tempo jogando em cima de Pará, disparava pela lateral e cruzava para área com facilidade, por vezes também caía pro meio chamando César Martins pra dançar. Do lado do Flamengo Paulo Victor apareceu para fazer boas defesas, sendo o principal responsável pela ida ao intervalo sem que o Flamengo sofresse gols.

    Já no ataque o Flamengo foi quase inominável, as jogadas se davam mais por arranque de Gabriel do que por troca de passes, ainda havia uma enorme dificuldade de se acertar o último passe, que quando chegava em Guerrero era quadrado e encontrava o jogador marcado. Lomba fez poucas defesas, decisivas numa finalização a queima roupa de Guerrero, mas por vezes facilitada pelo pior fundamento do time: a finalização.

    Na ida para o 2° tempo até brinquei no twitter dizendo que Oswaldo voltaria com Ayrton na lateral direita e tirar Jonas para pôr Almir no meio e melhorar os setores do time. Minha zoeira bateu na trave com a entrada de Ayrton no lugar de Éverton – o que levou Pará para a esquerda – e Canteros no lugar de Jonas.

    Por sorte a Ponte Preta voltou com a determinação de atacar pela esquerda, onde antes estava o improvisado Éverton, o que só mudou quando o 2° tempo teve a primeira parada mais longa e o foco de ataque voltou a ser a lateral direita. A saída de Jonas deixou o meio mais aberto e o time frágil a contra-ataques rápidos, mas a entrada de Canteros melhorou o volume de jogo no meio

    Foto: Gilvan de Souza / Flamengo

    O Flamengo começou com mais iniciativa, mas ainda cometendo erros infantis, vários passes gerando contra-ataques com a defesa exposta como os dados por Alan Patrick e Sheik. As finalizações certas diminuíram, mas em um lance de grande felicidade Guerrero deu um passe primoroso para Gabriel, que usou de habilidade para limpar o lance e bater pro gol abrindo o placar.

    Guerrero, muito injustiçado, jogando em um time que trabalha mal a bola no ataque e prejudicado fisicamente, carrega uma culpa muito maior do que deveria, mesmo perdendo alguns gols. Gabriel, talvez o maior dos injustiçados, quase não recebeu oportunidades no ano e, na primeira sequência que teve, já é o melhor pelo 2° jogo consecutivo e merecia o gol.

    O Flamengo ainda perdeu outros gols, o mais marcante foi no lance em que Ederson (que entrou após Sheik pedir pra sair) pressionou o lateral, que errou o recuo, dando a chance do Guerrero dividir o lance com Lomba, ficar com a bola e passar para Alan Patrick, que de frente pro gol e sem goleiro isolou.

    Foi nessa dividida que Guerrero atingiu sem querer Lomba com o joelho, o que deixou o goleiro tonto, necessitando de tratamento por duas vezes, o que culminou na sua saída e, como a Ponte Preta já não podia mais substituir, Diego Oliveira assumiu as luvas e saiu do ataque pro gol.

    Antes disso, o Flamengo que fez o gol aos 11 minutos do 2° tempo e perdeu dois gols claros na sequência, começou a ser agredido pela Ponte e a recuar até que em cobrança de escanteio, Diego – sim, o mesmo que depois foi pro gol – recebeu sozinho na área, dominou e chutou na saída de Paulo Victor.

    Diego Oliveira faz defesa decisiva (Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

    O empate aos 32 minutos do 2° tempo poderia ser facilmente superado com um goleiro, zonzo, sem condições em campo, mas não houve um chute na direção do gol até a saída de Lomba aos 43 do 2° tempo. Houve ainda 8 minutos de jogo onde a Ponte Preta chegou com perigo mais vezes que o Flamengo, que tentou uma pressão no finzinho com um chute de Guerrero e outro de Canteros desviados, escanteios curtos – isso mesmo, escanteio curto com jogador de linha no gol-, terminando com a cobrança de falta de Ayrton, frontal e próxima da área, batida forte no centro do gol, facilitando para Diego defender e garantir o empate no último lance do jogo.

    Durante os 90 minutos, o time abusou de erros, jogadores como Emerson Sheik e Alan Patrick omissos, pouco participativos e cometendo erros grotescos que só não culminaram em gols do adversário, porque os jogadores a exceção do Biro Biro eram muito fracos e erravam em retorno. A vontade de ganhar era vista em Gabriel, Guerrero e Ederson, os demais pareciam ter sacos de cimento nas pernas, erravam e saíam rindo, a displicência evidente em cada tentativa de toquinho com efeito.

    E, o pior de tudo isso, é ver a reação da torcida que já não se surpreende, não se indigna, estão acostumados a ver o time sem raça em campo, muitos sequer fazem força para ver o jogo. Esse sentimento de impotência, essa falta de capacidade de se indignar é o fundo do poço rubro-negro. E o que vemos é que a chapa que está à frente nas pesquisas da eleição diz que esse time é a base, não haverá mudanças no comando, no conselho gestor, apontam que usarão de informações do centro de inteligência e vemos o diretor de futebol empenhado em renovar o contrato de jogadores como Pará, Márcio Araújo, Emerson Sheik e Alan Patrick que não têm a mínima condição de vestir o manto pelo que fazem em campo, por que nem merece ser citado o extracampo.

    Saudações Rubro-Negras


    Nayra M. Vieira escreve no blog Flamengo em Foco, da plataforma Mundo Bola Blogs. Twitter: @NayraMV
  • Arbitragem: Juiz fraco apita Mengão x Ponte Preta

    Ele demonstra parcialidade contra times cariocas (Foto: Reprodução)

    O confronto entre Flamengo x Ponte Preta, válido pela 36ª rodada do Campeonato Brasileiro, contará com a arbitragem de Dewson Fernando Freitas da Silva – PA (FIFA) – e os auxiliares Sidmar dos Santos Meurer – MG (CBF-2) – e Daniel Henrique da Silva Andrade – DF (CBF-1),

    Nos últimos 9 jogos ele aplicou 46 cartões, sendo 42 amarelos e 4 vermelhos, média de 5.1 cartões por jogo. Dewson costuma ter dificuldade para controlar disciplinarmente as partidas, além disso ele tem sido conivente com o anti jogo deixando de repor o tempo perdido com paralisações.

    Sua última atuação em uma partida do Mengão foi no empate por 2 a 2 contra o Sport, ainda no primeiro turno do Brasileirão. Naquela oportunidade ele teve um péssimo desempenho, errou na marcação de faltas, aplicação dos cartões e foi conivente com o anti jogo do time pernambucano.

     

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    Valdemir Henrique é colaborador do Mundo Bola, escreve sobre arbitragem no pré-jogo do Mundo Bola Informação. E é colunista no Blog Vivendo o Flamengo.


     

     

  • Em busca de redenção e de se redimir com a torcida

    Cumprindo tabela, Fla recebe Ponte Preta em Brasília para fechar 2015 com honra

    Fla treina em Brasília antes de duelo contra Ponte Preta. (Foto: Site Oficial do Flamengo/ Gilvan de Souza)

    2015 chegou, praticamente, ao fim pro Flamengo. Na última quarta-feira, o rubro-negro não saiu do 0x0 com o Santos na Vila Belmiro, um resultado atípico pra esse time que é 8 ou 80, se não vence, perde. Foi o terceiro empate do time na competição.

    O Flamengo receberá a Ponte Preta em Brasília, já que o Maracanã está fechado devido ao show da banda norte-americana Pearl Jam. O gramado do estádio Mané Garrincha está em péssimas condições para receber o jogo.

    O último jogo da equipe em Brasília não faz lembras coisas boas, pelo contrário. A equipe, na ocasião, vinha de 6 vitórias e acabou derrotada pelo Coritiba por 2×0 e saiu de campo debaixo de muitas vaias. A partida marcou o recorde de público desta edição do Campeonato Brasileiro e também a saída da equipe do G-4.

    A equipe treinou hoje e terá uma baixa confirmada para o duelo de amanhã (22/11), que é o lateral-esquerdo Jorge, expulso no último jogo. Pará, que sentiu contra o Santos, vai pro jogo normalmente. Guerrero que começou no banco contra o Santos, também jogará desde o início.

    Jogadores fazem último treino antes de jogo em Brasília. (Foto: Site oficial do Flamengo/ Gilvan de Souza)

    No último treino, Oswaldo não mudou muita coisa, o time deve ter apenas duas alterações em relação ao que começou o jogo na última quarta. Guerrero começa no lugar de Kayke e Éverton será o substituo de Jorge, já que o colombiano Pablo Armero ainda não tem condições de jogo.

    Pelo lado da equipe de Campinas, nada vai bem. Derrotada em casa pelo Figueirense devido à um erro de arbitragem, mais um, a Ponte se distanciou um pouco do G-4 do campeonato, e pega o Fla em Brasília em busca de uma vitória pra manter esse sonho, quase impossível, vivo.

    FICHA DO JOGO:

    Flamengo x Ponte Preta

    Local: Mané Garrincha, Brasília (DF)

    Data: 22/11/2015

    Horário: 18h

    Árbitro: Dewson Fernando Freitas da Silva – PA

    Assistentes: Sidmar dos Santos Meures – MG e Daniel Henrique da Silva Andrade – DF.

    Flamengo: Paulo Victor; Pará, Césarr Martins, Wallace e Éverton; Jonas, Márcio Araújo e Alan Patrick; Gabriel, Emerson Sheik e Paolo Guerrero.

    Ponte Preta: Marcelo Lomba; Rodinei, Renato Chaves, Ferron e Gilson; Fernando Bob e Elton; Clayson, Cristian (Diego Oliveira) e Biro Biro; Alexandro.

  • Do caos a ordem: Os 38 meses da gestão jurídica


    Por Thauan Rocha | Twitter @Thauan_R e @flaimparcial Facebook: Flamenguista Imparcial

    No dia 11 de novembro de 2015, o Flamengo enviou uma carta aos associados com um balanço do departamento jurídico, que tem Flávio de Araújo Willeman como VP desde o início dessa gestão. Nessa carta podemos ver alguns pontos interessantes que não foram divulgados pela imprensa tradicional, como o desfecho do caso Cidinha Campos na final da Copa do Brasil.

    E em uma ótima análise, Leonardo Fernandes, convidado especial do blog, fez um resumo dos principais pontos dessa carta. Fiquem então com esse ótimo – e esclarecedor – texto.

     

    Seguindo a política de transparência, o Flamengo, através de seu Vice-Presidente Jurídico, divulgou em 18 de novembro um relatório sobre a pasta a qual é responsável durante esses 2 anos e 10 meses de gestão. A seguir relataremos os principais pontos que foram expostos ao longo de 14 páginas da carta direcionada aos associados do clube pelo Willeman. 

    O primeiro ponto foi a reorganização geral do setor, como em todo o clube, acredito. O Flamengo devia 500 mil reais a diversos escritórios de advocacia, que prestaram serviços e não foram pagos. Foi feito acordo e parcelada a dívida durante 2013 e 2014. Hoje, o clube não possui qualquer débito desse tipo.

    O Flamengo por pouco não foi excluído do tão famoso ato trabalhista em 2012, já que segundo a carta, o clube fazia recolhimentos esporádicos, sendo regularizado durante os anos da atual gestão. Sendo o único clube carioca que nunca foi excluído do ato. Deixando claro que: ato trabalhista é um acordo do Flamengo com o TRT do RJ, no qual se reserva uma conta do clube direcionada para pagamentos de seus credores trabalhistas. Atualmente 15% das rendas de bilheteria são direcionas para essa conta. A diretoria já fala em um novo acordo para diminuir esse percentual, mas espera o desfecho do caso Ronaldinho Gaúcho.

    Imagem: Trecho da carta enviada aos associados

    Quando a atual diretoria assumiu, eram mais de 500 processos contra o clube e após acordos, hoje, são 60, tendo a conta do ato trabalhista, que antes era negativa, ter dinheiro sobrando. Outro ponto interessante foram os 4 milhões de reais perdidos em uma conta que a diretoria desconhecia. QUATRO Milhões. Dinheiro direcionado para a fila de credores. Foram 70 processos acabados com acordos.

    Desde 2013 o Flamengo já pagou em acordos trabalhistas 57 Milhões de reais, valores esses que foram diminuindo desde 2013. No âmbito cível,  são 38 milhões que vêm sendo pagos, sendo 30 milhões ao ex-jogador Romário. Do total, já foram pagos 18 milhões. Por último, na seara tributária, as tão famosas CNDs. Todas estavam vencidas em dezembro de 2012 e foram renovadas em março de 2013, possibilitando o patrocínio da Caixa e o acesso as leis de incentivo fiscal.

    O Flamengo finalmente conseguiu receber o que o Grêmio devia ao clube no caso Rodrigo Mendes. Foram pagos 11 milhões de reais, mais os salários do jogador Pará, que veio por empréstimo.

    O Flamengo também adquiriu um Software para localizar transações que envolvam jogadores que foram formados pelo clube e assim receber a taxa que lhe é cabida.

    Com relação ao jogador Hernane, o Flamengo ganhou a causa e o clube árabe recorreu, é dado como causa ganha e questão de tempo. Foi dito que nova audiência será em Janeiro, é aguardar.

    Já o caso André Santos durou 15 meses, sendo o mais longo da Corte. A decisão saiu no dia 05 de outubro de 2015, indeferindo o recurso do Flamengo. Mas o clube ainda estuda os termos da decisão e acredita que os argumentos técnicos e jurídicos do Flamengo não foram devidamente apreciados, mesmo com o apoio do maior especialista da área, Dr. Paolo Lombardi, ex-Diretor do Comitê Disciplinar da FIFA por 7 anos. O depoimento do Dr. Paulo foi desconsiderado por não ser “expert em matérias disciplinares da CBF”, segundo a própria Corte.

    Lembram da Cidinha Campos? Pois é, o Eduardo Bandeira de Mello ajuizou ação contra ela em razão do episódio da final da copa do Brasil de 2013 e ela foi condenada a pagar 5 mil reais.

    E o Rubens Lopes? Tanto o Eduardo Bandeira de Mello como o Flamengo ajuizaram ação contra o mesmo. O presidente na esfera cível e criminal e o clube na esfera cível. Mais um caso para aguardar.

    Acredito que esses tenham sido os principais pontos levantados na carta. Mostra que, apesar da má gestão no futebol, o clube se encaminha para uma excelência na administração, que é papel importante também, que influencia no campo, afinal, só de débitos trabalhistas e cíveis foram pagos nesses 2 anos e 10 meses 95 milhões de reais, e ainda tem os débitos tributários, que influenciam  também no fluxo de caixa. Com o Profut, ao que parece, esse problema estará solucionado.

    No mais, ainda restam casos emblemáticos que podem tirar muito dinheiro do Flamengo em razão de gestões temerárias à época. São eles: Consórcio Plaza, o jurídico requereu perícia para avaliar o real valor dessa dívida e assim suspendeu as penhoras; Ronaldinho Gaúcho, porém testemunhas favoráveis ao clubes deixaram o vice jurídico otimista e esperam uma decisão favorável ainda esse ano; BACEN, em função da transferência de Romário na época do Kleber Leite. E para terminar, surgiu outro esqueleto, possível dívida de ISS, imposto sobre serviço, no valor de 90 milhões cobrados pela prefeitura do Rio de Janeiro. Enfim, foram muitos anos de administrações caóticas e que hoje cobram seu preço.

    Dica do Blog: Bernardo Accioly já deu uma entrevista para o Mundo Bola. Para acessá-la é só clicar aqui.

    SRN!

    Comente pelo aqui na página, no Twitter @Mundo Bola_CRF ou direto na fanpage do Mundo Bola no Facebook. Sua opinião faz toda diferença!


    Leonardos Fernandes é um convidado especial do blog Flamenguista Imparcial, da Plataforma Mundo Bola Blogs.  A opinião do autor não reflete necessariamente a opinião do Mundo Bola.

     

  • Caio Torres brilha e Fla perde para invicto Paulistano

    O Flamengo visitou o invicto Paulistano nessa sexta-feira (20), no Ginásio Antônio Prado Jr, em jogo válido pela 5ª rodada do Novo Basquete Brasil 8. A equipe paulista venceu os quatro jogos que disputou até aqui, enquanto o rubro-negro vem de três vitórias seguidas. Buscando manter a invencibilidade o técnico do Paulistano, Gustavo de Conti, mandou a quadra o seguinte time: Valtinho, Dawkins, Gruber, Gemerson e Caio Torres. Já José Neto mandou a quadra a seguinte equipe, buscando a quarta vitória seguida: Gegê, Rafael Luz, Marquinhos, Rafael Mineiro e JP Batista.

     

    Fla e Paulistano se enfrentaram na capital paulistana nessa sexta-feira (Foto: Rafael Barreto/ Reprodução)

     

    O primeiro quarto começou com um toco de JP Batista em Valtinho, mas a equipe cometeu dois erros no ataque que comprometeram o início de partida. Após isso, o Orgulho da Nação se organizou e Marquinhos anotou nove pontos e comandou a virada do Flamengo na partida, 13 a 7. No fim do quarto, o Paulistano até conseguiu diminuir  a vantagem, mas o rubro-negro venceu o quarto por 18 a 15. Destaques do quarto foram Caio Torres (CAP) com seis pontos, Gemerson (CAP) com três rebotes e Marquinhos (FLA) com nove pontos.

    No segundo período, o atual tricampeão começou com tudo e abriu a maior vantagem na partida, 23 a 15, forçando o pedido de tempo de Gustavinho. Após o tempo, os comandados de Neto continuaram melhor e abriram doze pontos de vantagem, 31 a 19, mas uma corrida de 8 a 0 a favor da equipe da casa, cortou a vantagem para quatro pontos, 31 a 27, e forçou o pedido de tempo de José Neto. Após o tempo, JP cometeu falta de ataque e no estouro dos 24s Guilherme cortou a vantagem para apenas um ponto, 31 a 30, forçando outro tempo de Neto restando 13s para o intervalo. Na última jogada, Marquinhos acertou uma bola de dois, e o Mengão foi para o intervalo ganhando por 33 a 30, 15 a 15 no quarto. Os destaques do quarto foram Jason Robinson (FLA) com cinco pontos e JP Batista (FLA) com seis rebotes.

    Na volta do intervalo, a partida recomeçou equilibrada até que a equipe da casa conseguiu passar a frente no placar, 41 a 39, com grande atuação de Caio Torres. Com uma bola de três, Rafael Mineiro recolocou o rubro-negro na frente, 42 a 41. Após abrir 47 a 44, a equipe paulista permitiu o empate novamente no fim do quarto, 49 a 49 (Paulistano 19 x 16 Fla no período). Os destaques do quarto foram Caio Torres (CAP) com seis pontos, Gruber (CAP) com três rebotes, Meyinsse e Mineiro (FLA) com cinco pontos.

    No último quarto, Rafael Luz abriu os trabalhos com uma bola de três, mas uma sequência de sete pontos seguidos da equipe da casa fez a vantagem ser do Paulistano, 56 a 52, forçando o tempo de José Neto. Após o tempo, o Paulistano continuou melhor e abriu 62 a 52 na metade do quarto. JP Batista anotou três pontos seguidos, diminuiu a desvantagem para sete pontos. 62 a 55, e forçou o tempo de Gustavinho de Conti. Após o tempo, a vantagem se manteve em sete, 67 a 60, a 1min50s do fim forçando mais um tempo de José Neto. Aproveitando os erros ofensivos do rubro-negro, o Paulistano se manteve invicto no NBB 8 vencendo o FlaBasquete por 67 a 60

    A próxima partida do Orgulho da Nação é no dia 01/12 às 20h30min, contra o Basquete Cearense no ginásio Paulo Sarazate.

    Destaques:

    Flamengo:

    Pontos: Marquinhos com 13 pontos

    Assistências: Rafa Luz, Marcelinho, Marquinhos, e Gegê com 2 assistências

    Rebotes: JP Batista com 9 rebotes

    Paulistano:

    Pontos: Caio Torres com 20 pontos

    Assistências: Arthur Pecos com 6 assistências

    Rebotes: Caio Torres com 7 rebotes