O Flamengo enfrenta o Bangu neste próximo sábado, às 16h, no estádio Raulino de Oliveira, em Volta Redonda. Já classificado para a Taça Guanabara, o Mais Querido precisa vencer a partida e torcer por uma derrota do Botafogo para assumir a liderança do grupo B, que hoje pertence aos alvinegros. O Bangu também está classificado e disputa a terceira posição com o Fluminense, no grupo A.
Na história do confronto pelo campeonato estadual, Flamengo e Bangu se enfrentaram 200 vezes, com 125 vitórias do Fla, 45 da equipe alvirrubra e 30 empates. Em um dos jogos mais marcantes entre as duas equipes, no ano de 1985, Zico sofreu uma entrada criminosa do zagueiro Márcio Nunes e saiu de campo machucado, com muita dor. O Galinho teve uma entorse no joelho direito e precisou ser operado, o que comprometeu o ano do Flamengo e a sua participação na Copa do Mundo de 1986, quando o maior ídolo da história do Mengão não conseguiu atuar em sua melhor condição. Vale lembrar que o Bangu tinha um grande time em 1985, uma vez que conseguiu chegar à final do Campeonato Brasileiro e acabou sendo derrotado pelo Coritiba nos pênaltis, em pleno Maracanã.
Para a partida de sábado, o técnico Muricy Ramalho comandou o treinamento de quinta-feira com a presença de Ederson e de muitos garotos formados na base – treinaram Pará, Léo Duarte, Juan, Chiquinho, Márcio Araújo e Canteros fazendo setor defensivo contra Thiago Santos, Lucas Paquetá, Ederson, Gabriel e Felipe Vizeu. Muricy cobrou muita organização tática dos atletas e realizou treinos específicos de finalizações e rebatidas, com Juan sendo o destaque.
O jogo de sábado será excelente para Muricy e sua comissão técnica testar todas as opções e definir quem faz parte dos planos, tendo em visto que na próxima quarta já tem partida decisiva contra o Figueirense pela Primeira Liga e, no dia 16, o Flamengo estréia na Copa do Brasil diante do Confiança (SE).
Cesar Maia foi prefeito da cidade do Rio de Janeiro por três vezes. Em seu primeiro mandato viu nascer o movimento olímpico e nos outros dois foi responsável pela preparação do Pan-Americano do Rio, em 2007.
Vereador eleito nas últimas eleições municipais, em 2014 tentou vaga no Senado mas não conseguiu vencer Romário. O Mundo Bola buscou entrevistar Cesar Maia por entender que o político foi uma das poucas vozes justas em toda cronologia Maracanã-Estádio Próprio, verdadeira saga rubro-negra em busca do seu verdadeiro lar, ainda não encontrado. Com a iminente saída do consórcio liderado pela empreiteira Odebrecht, empresa mergulhada em dívidas e escândalos de corrupção, o Maracanã volta a ter seu futuro indefinido.
Em 2005, então prefeito, concedeu todas as licenças para a construção do tão sonhado estádio na Gávea. As obras não iniciaram por conta de uma canetada da Procuradoria Geral da União que proibiu a construção. Marcio Braga, à época presidente do Mais Querido, afirmou que a proibição foi encomendada por poderes maiores. Muita gente afirma que o lobby dos comerciantes do Leblon, preocupados com o projeto que previa lojas na Gávea, foi o grande responsável pela negativa do Poder Público. De acordo com o vereador, entretanto, o problema foi outro: “Não é verdade. Sem Flamengo não haveria privatização do Maracanã”.
Na entrevista abaixo também falamos da arena multiuso cujo processo moroso de aprovação já faz com que a torcida fique muito preocupada. Em ano de eleições municipais, o fla.mundobola.com assim inicia um esforço no sentido de trazer alguns importantes políticos para o diálogo com A Maior Torcida do Mundo.
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Vereador, muito obrigado por aceitar falar com o fla.mundobola.com.
Nessa conversa vamos tratar basicamente sobre dois temas de interesse geral de todos os cariocas: Maracanã e estádio próprio do Flamengo. Assuntos que estão diariamente em todos os jornais e sites e que transborda da esfera esportiva para diversas áreas de interesse do poder público e da sociedade.
O Maracanã já havia sido reformado para o Pan 2007. Mesmo assim, para se adequar ao Padrão FIFA, o Poder Público gastou cerca de 1,5 bilhão na semi demolição do estádio. E agora o estádio encontra-se fechado. Qual seu posicionamento em relação ao fechamento do Maracanã este ano?
Necessário a partir de 01/03. Só não sei porque ficou fechado até aqui. Poderia ser usado no primeiro turno.
O Consórcio que administra o estádio demitiu 75% dos seus funcionários na primeira semana de janeiro e desde então o estádio só recebe shows, bailes de carnaval, festas e casamentos. Por que o Poder Público não atuou?
O governo mudou os termos do edital ao não autorizar demolir equipamentos (atletismo, natação , museu). Nesse momento deveria ter feito outra licitação.
O Consórcio argumenta que o edital previa obras de construção de estacionamento e lojas onde hoje temos a E.M. Friendenreich, o Parque Aquático Julio Delamare, o Célio de Barros, além da área do casarão do antigo Museu do Índio. Como as obras não foram autorizadas o consórcio não consegue cumprir as exigências da concessão. A Odebrecht passa por uma crise política e financeira e tudo leva a crer que o Maracanã será devolvido. O presidente do Flamengo, Eduardo Bandeira de Mello já declarou que administrar o Maracanã é o plano A do clube. O senhor apoia a gestão do Maracanã por clubes de futebol?
Realmente. Mas sendo assim deveria ter devolvido naquele momento. O governador enrolou o Fla e o Flu dizendo que eles fariam parte do consórcio. Por isso não participaram da licitação do Engenhão. Depois, para compensar, inventaram uma intervenção no Engenhão para garantir os três clubes no Maracanã.
Sérgio Cabral Filho não cumpriu sua palavra em relação ao Flamengo adquirir o direito de administrar o Maracanã?
Verdade. Conversei com os presidentes do FLA e do FLU sobre o Engenhão e ambos disseram que havia aquele compromisso.
Márcio Braga, então presidente do Flamengo, afirma que em 2005 a prefeitura concedeu todas as licenças para a construção de um estádio, para cerca de 30 mil pessoas na Gávea. O projeto foi barrado na Procuradoria Geral do Estado. Pessoas ligadas ao projeto dizem que houve lobby de comerciantes do Leblon, que não viam com bons olhos o projeto (que tinha previsão de ter um hall de convenções com áreas para exposições, cinemas, lojas e bares e restaurantes). Como o senhor avalia essa situação?
A prefeitura e todos os órgãos patrimoniais até o IPHAN. A verdade não foi essa (lobby de comerciantes). 70% da renda de jogos no Maracanã é com jogos do Flamengo. Sem ele não haveria interessado na Privatização.
Com a expansão do metrô, nas redondezas da sede do Flamengo, entre os bairros da Gávea, Leblon e Lagoa, logo teremos 3 estações servindo os moradores da região. Mesmo assim se fala em impacto no trânsito com a construção de uma arena de médio porte, que comporte entre 20 a 30 mil pessoas. Inclusive, a arena multiuso para 3 mil lugares, projetada para receber jogos de basquete, vôlei, futsal, entre outros esportes, está demorando muito para receber as licenças da CET Rio e do Corpo de Bombeiros. Existe má vontade das esferas públicas com o Flamengo ter sua própria estrutura esportiva?
Certamente. Até porque é uma questão de horário dos jogos em contra fluxo.
Em 2007, Márcio Braga em entrevista ao Globoesporte.com afirmou: “A lógica do parecer da procuradoria é equivocada. É isso que vamos contestar. O prefeito Cesar Maia falou mais uma vez que trânsito é invenção. Isso são interesses econômicos da redondeza contra o Flamengo. Eles estão bancados por gente poderosa”. O Flamengo ainda se encontra regido por esses parâmetros?
Mais que isso. Interesse na Privatização do Maracanã pelas razões que elenquei.
Uma década depois da aprovação da prefeitura do Rio podemos chegar facilmente à conclusão que aquela gestão foi amplamente favorável aos interesses legítimos do Flamengo de ter seu estádio. E o então prefeito Cesar Maia um aliado na defesa da marca do Mais Querido. Nos últimos dias o Flamengo foi alijado do direito de jogar em Brasília, numa clara demonstração do poder ditatorial da CBF em conluio com os interesses políticos da Federação do Rio. O que a Nação Rubro-Negra pode esperar dos seus representantes na câmara de vereadores? Há algum movimento político de apoio aos clubes cariocas ou a casa legislativa da cidade entende que a FERJ tem total autonomia e exerce bem a função de organizar e promover o futebol na cidade?
O ponto é o impacto financeiro e comercial do Fla sobre a concessão do Maracanã, sobre direitos de TV etc… Flamengo x Cobra D’água tem audiência maior na TV que a novela.
Uma arena multiuso na Gávea, feita em parceria com a iniciativa privada, pode atrapalhar uma provável plano de ocupação da nova arena olímpica que está sendo construída em Deodoro? Por isso tamanha demora? O Flamengo luta há mais de três anos pela construção de um ginásio para apenas três mil pessoas. Isto não soa ridículo, vereador? Parece mais ainda um absurdo, quando temos notícias de que readequações urbanísticas estão sendo implementadas em São Paulo e Minas Gerais, para que Corinthians (ginásio olímpico) e Atlético Mineiro (estádio com capacidade para 45 mil lugares) sejam beneficiados. O senhor poderia afirmar categoricamente que no Rio uma marca como o Flamengo sofre sistematicamente pressão para não crescer esportivamente e comercialmente, visto que todas as licenças que precisamos hoje para um estádio na Gávea já foram conquistados durante o seu mandato?
É tão absurdo que basta ver as cidades nos EUA com seus grandes equipamentos em pelo menos 4 modalidades.
Para terminar, o senhor acredita que o Flamengo tem condições de administrar o Maracanã a partir de outubro, quando o gabinete de governo afirma que será lançado novo edital de concessão?
Certíssimamente. Lembre: 70% da soma das rendas de todos os jogos no Maracanã é do Fla. Visitei a do Lakers em Los Angeles. Eles vieram ao Rio ao visitar o Sambódromo nas vésperas dos desfiles e afirmaram-se: esses sim sabem ganhar dinheiro com publicidade. Uma rápida visita ao Engenhão mandaram ampliar os assentos dos camarotes e levar estoques para o outro lado. Na minha visita ao estádio do Ajax em Amsterdã conheci o sistema de “venda de camarotes e cadeiras”. Na verdade se compra o direito de comprar mas há que se confirmar 15 dias antes do evento. …Para não falar nos direitos de TV.
Na tarde desta quarta-feira (02), Gustavo Cuéllar foi até a nova sala de imprensa do Ninho do Urubu conceder entrevista coletiva. Mostrando bastante animação, o colombiano falou sobre a experiência no Flamengo até agora, seu desempenho em campo e as diferenças entre o futebol brasileiro e o de sua terra natal.
“Eu sabia que o Flamengo era um dos maiores clubes do mundo, mas a acolhida que tivemos em todos os lugares que vamos jogar me surpreendeu. É impressionante, nunca havia vivido esse tipo de coisa na Colômbia. As coisas que estou vendo são as mais bonitas. Vivo um sonho muito bonito e espero crescer cada vez mais”. – Cuéllar
Sobre seu desempenho em campo e sua evolução, Cuéllar falou sobre como o grupo o ajudou na adaptação: “Me sinto muito cômodo graças aos meus companheiros de equipe. Sou uma pessoa que entra fácil no grupo, sou aberto a interação. Acho que os estrangeiros ajudaram, mas fui recebido muito bem e me sinto em casa. Estou muito feliz com essas primeiras partidas. Sei que não é fácil jogar em um clube grande, mas acho que comecei da melhor maneira possível e espero seguir bem para ajudar”.
Lembrando de seu primeiro jogo, contra o América-MG pela Primeira Liga, o jogador disse que não foi fácil por não estar acostumado com um estilo tão rápido e técnico, mas que agora está melhorando: “(No primeiro jogo) senti a parte física no fim e depois peguei o timing. O jogo contra o Resende foi bem melhor. Ainda não estou 100%, mas espero que isso aconteça o mais rápido possível. Sou agressivo na marcação e bom nos passes. Quero seguir assim”.
Foto: Gilvan de Souza / Flamengo
Sobre a Nação, Cuéllar foi só elogios: “A torcida é impressionante, esse carinho dos torcedores é muito bom. Estou feliz e espero ficar por muitos anos. Apesar de não jogarmos no Rio, os estádios estão cheios. Me sinto orgulhoso de jogar por um time tão grande”. Perguntado sobre a falta do Maracanã esse ano, o volante comentou que quer jogar lá, mas que sabe que precisa vencer independente do lugar: “É um sonho para todo jogador estar em um templo do futebol como o Maracanã, mas tudo tem seu tempo. Esperamos contar o mais rápido possível, por agora podemos jogar em qualquer estádio que vamos buscar o resultado”.
Zico completa hoje 63 anos. Só de Flamengo foram mais de 20 anos de dedicação ao Manto. Alguns o consideram o Messias Rubro-Negro e por isso fazem do seu aniversário o Natal! Outros só homenageiam o ídolo sem envolver deuses na história. Mas é fato que aniversário do Zico merece sempre destaque e para tal, trago aqui o Top 5 dos gols do Galinho.
Primeiro convidado da nova sala de imprensa do Ninho do Urubu, Emerson Sheik não mediu as palavras para falar sobre o novo CT: ”Se não for igual, está melhor que o do Corinthians”
De reforma desde o fim do ano passado, o Centro de Treinamento George Helal foi usado pela primeira vez em 2016 nesta terça-feira, 1° de março. Depois de um dia de folga após a goleada sobre o Resende no último domingo, a equipe do Flamengo retornou ao trabalho num local onde ainda não havia pisado este ano: o novo Ninho do Urubu. Com as competições já em andamento, a equipe rubro-negra vinha treinando na Gávea. No início do ano, o elenco viajou para o interior do Rio de Janeiro, em Mangaratiba, para fazer os exercícios de pré-temporada.
O novo Ninho recebeu uma ampla reforma nos últimos 3 meses com um investimento aproximado de 2,5 milhões de reais. O novo local de trabalho impressionou os jogadores. Até mesmo quem já trabalhou nos melhores centros de treinamento do Brasil. É o que explica Emerson Sheik:
– Muita alegria para nós. Os responsáveis estão de parabéns. Foi uma mudança muito grande. Chega a assustar a diferença. O CT não possibilitava desenvolver o melhor. Hoje, não perde para nenhum clube do futebol brasileiro.
Segundo o camisa 11 da Gávea, a nova estrutura disponível no novo CT deixou o elenco mais tranquilo pra trabalhar e muito satisfeito. Na concepção do atacante, o novo Ninho está até melhor que o do seu ex-clube, o Corinthians.
– Ainda tem algumas coisas que podem melhorar, e a diretoria está fazendo isso. Mas o que temos aqui é muito grande. Os atletas estão extremamente satisfeitos. Porque realmente, a mudança foi muito grande. Mudou tudo. Vestiário, academia, até o campo está melhor. Passei pelo Corinthians e posso afirmar: em nível de equipamentos e tecnologia, se não for igual, está melhor.
A nova sala de imprensa do Ninho do Urubu. (Foto: Gilvan de Souza/Flamengo).
Emerson é o número 11 do Flamengo. Mas ele sabe que quem vive de gols mesmo é quem veste a 9. No último jogo, porém, a história foi diferente. Guerrero não deixou sua marca, enquanto o camisa 11 foi às redes por duas vezes. E se o peruano não marcou no último jogo é porque Sheik não tocou bola fácil para o seu parceiro na frente do goleiro. Na coletiva, ele espantou qualquer dúvida sobre o relacionamento dele com Guerrero.
– No elenco do Flamengo, hoje, talvez seja o cara quem eu tenha mais intimidade. Ele não reclamou, pois me conhece, não é de hoje. Sabe que na oportunidade que eu tiver de passar pra ele, vou fazer isso. Domingo não foi o dia dele, mas sábado já está próximo. Temos toda confiança do mundo. É nosso artilheiro. A gente deposita muita esperança nele. Acho que é o melhor 9 do país. Ele pode resolver a qualquer momento.
No detalhe: o lance em que Emerson podia ter tocado pro Guerrero marcar o seu gol na goleada contra o Resende.
Confira outros trechos da coletiva:
Muricy
– É um cara que consegue separar o lado profissional do lado pessoal. Ele é meio ranzinza, todo mundo sabe (risos). E é bom ter um cara como ele, extremamente profissional. Na hora do trabalho, não tem brincadeira. Ele sabe que compartilho disso. Tem que ser levado a sério. Fiquei extremamente contente pela confiança dele e, no dia-a-dia, vou passar mais confiança ainda. Ele interrompe os treinos para focar no passe. No futebol moderno, a posse de bola é importante. Sou fã dele, ele sabe disso. Já trabalhei com ele.
Aniversário do Zico
– É um ídolo nacional, não só do Flamengo. É um exemplo pra todos nós. Ele sabe que eu sou fã demais. Que seja uma semana maravilhosa pra ele.
Projeção de títulos e a polêmica sobre ter falado que o time de 2015 não brigaria por títulos
– O Carioca serve de preparação para o campeonato mais importante, que é o Brasileiro. O Muricy está procurando ver as peças que tem no elenco, dar uma cara dele no time. O Carioca serve de preparação. Óbvio que queremos vencer (o estadual), mas o mais importante é o time ter uma cara para o Brasileiro. Eu sou desse tipo, falo mesmo. Falei que ano passado não tínhamos time. Aquele time. Este ano é diferente. Foi feito investimento muito grande no centro de treinamento, tivemos a manutenção do elenco, novas contratações, os atletas que vieram estão ajudando muito. Esse ano sim, com novo centro de treinamento, toda estrutura que o Flamengo fez pelos atletas, para o grupo. Estamos com um time forte, podendo crescer mais. Estamos no início de competição, mas esse ano sim vejo o Flamengo forte para brigar por títulos.
Zé Ricardo assumiu o time Sub-20 do Flamengo em novembro de 2014 (Foto: Rico Ferrari)
Depois da imponente vitória rubro-negra sobre o Resende, no último sábado (27-02), o técnico Zé Ricardo conversou com o Mundo Bola. O treinador campeão da Copa São Paulo de Juniores falou sobre: o início claudicante do Flamengo no Carioca Sub-20 e a perspectiva da equipe na competição estadual, o relaxamento natural do time após a árdua conquista da Copinha, a reformulação por qual a equipe está passando e o rodízio que tem sido feito na escalação do time.
Zé Ricardo falou primeiramente sobre situação rubro-negra no Campeonato Carioca. O Mais Querido iniciou a 7ª rodada da Taça Guanabara na décima colocação da tabela, a seis pontos do Vasco da Gama, último colocado do G4.
“Na verdade temos que pensar jogo a jogo. Mesmo com todas as modificações que existiram no início da competição, a reconstituição da equipe, natural, a gente não esperava perder quatro jogos em seis. Então não temos que pensar agora em classificação. São oito jogos pela frente e vinte quatro pontos em disputa, mas a gente não tem que pensar nesse total de pontos e, sim, nos três pontos seguintes. A partida do próximo final de semana que vem é contra o Bangu e temos que tentar subir cada vez mais na tabela. Se na parte final, nos últimos três e quatro jogos, ainda tivermos possibilidade de classificação, aí sim a gente faz uma nova meta.”
Léo Duarte, Ronaldo e Felipe Vizeu foram integrados ao time profissional, obrigando Zé Ricardo a promover mudanças na base do time vitorioso da Copinha. Zé explicou a queda de rendimento da equipe.
“É uma reconstrução. Houve uma queda natural de rendimento após a conquista da Copa São Paulo, que foi uma conquista muito comemorada por todos nós e justamente porque foi uma conquista muito difícil onde todos trabalharam e lutaram bastante. A categoria de juniores é isso. Estamos renovando o tempo todo. É uma galera nova que está subindo do juvenil, outros que estão chegando, então é natural que haja uma oscilação até que todo mundo volte a jogar no mesmo nível que estávamos apresentando.”
O Mengão teve uma sequência de cinco jogos fora de seus domínios, sendo o time com menos mandos de campo nas sete primeiras rodadas, dois apenas. O treinador estranhou a situação.
“Olha, é estranho você jogar cinco jogos fora direto, ainda mais sendo dois clássicos. Mas na categoria de formação não podemos ficar nos pegando a outros fatos. Temos que realmente passar por todos os adversários, fora ou dentro de casa. Não é normal você jogar cinco jogos fora. Mas de uma forma geral vamos jogar agora quatro jogos dentro, então houve um equilíbrio. De qualquer forma vamos tentar ser 100% nesses três jogos que temos em casa. Sabemos que não é fácil. São equipes difíceis que jogam com proposta de defender bastante, jogando às vezes ou por uma ou duas bolas. Nossa obrigação é tentar criar as oportunidades e aproveitá-las.”
“Nosso trabalho é marcado por equilíbrio”, afirma Zé Ricardo.
“Retornamos da Copa São Paulo e alguns atletas precisavam de um repouso, pois foram muito exigidos na parte energética. Foram nove jogos em vinte quatro dias, a gente necessitava dar isso, sob pena de perdermos alguns atletas mais pra frente. Temos uma equipe que subiu de juvenil boa, então optamos no início da competição em usar bastante os meninos que estavam subindo até mesmo para dar ritmo pra eles. A ideia era que pudéssemos pontuar mais, infelizmente não aconteceu. Mas nada de desespero, porque equilíbrio sempre. Na derrota e na vitória equilíbrio. Nosso trabalho é marcado por equilíbrio.”
Sobre as constante mudanças na escalação do time titular, o treinador do Mais Querido falou com naturalidade.
“A questão do rodízio é natural. São jogos quarta e sábado, tem a questão das lesões, dos cartões, as vezes treinamos contra o profissional também, então a gente opta por usar alguns meninos a mais no profissional. Esse é o nosso papel na categoria de base. São meninos que estão sendo preparados para terem um clico dois ou três anos na categoria juniores e em algum momento eles têm que começar a jogar. Nada melhor do que o Campeonato Carioca.”
Bruno Vasconcellos faz parte da equipe Mundo Bola Informação. Twitter: @BruNoCellos93
Em situação bem favorável, o FlaBasquete enfrentou a equipe da casa, o Guaros de Lara (VEN), podendoperder por até 23 pontos que se classificaria para o Final Four da Liga das Américas. Para não dar chance ao azar, o técnico José Neto mandou a quadra o mesmo quinteto das outras duas partidas: Rafael Luz, Marquinhos, Jason Robinson, Rafael Mineiro e Jerome Meyinsse. Já Nestor “Che” García, que também é técnico da seleção Venezuelana, mandou o seguinte quinteto para a quadra: Luis Bethelmy, Zachary Graham, Tyshawn Taylor, Damien Wilkins e Nestor Colmenares.
Rafa Luz foi um dos responsáveis pela reação no 4º Quarto (photo: Jose Jimenez-Tirado/FIBA Américas)
A partida começou equilibrada em Barquisimeto (VEN), com a equipe mandante abrindo 10 a 4 no início aproveitando o jogo na área pintada. Cometendo os mesmo erros, o Rubro-Negro viu o Guaros abrir 15 a 4 e José Neto teve que parar a partida. Após o tempo, JP Batista entrou junto com Ronald Ramon e comandou a corrida de 6 a 0 do Mengo que cortou a diferença para apenas cinco pontos, 15 a 10, mas voltou a cometer falhas na defesa e terminou o primeiro quarto perdendo por 26 a 16. Os destaques do quarto foram Damien Wilkens (GUA) com 8 pontos, Nestor Colmenares (GUA) com 4 rebotes e Rafael Mineiro (FLA) com 6 pontos.
No segundo período, a equipe venezuelana abriu a sua maior vantagem na partida, 32 a 20. Enfrentando uma equipe de melhor nível, mas sem demonstrar a famosa disposição, o Rubro-Negro continuou errando muito e viu os donos da casa abrirem dezessete pontos, 42 a 25, obrigando o segundo tempo de Neto. Após o tempo, o time continuou jogando pessimamente e viu o Guaros de Lara abrir vinte pontos, 49 a 29, e conseguiu ir para o intervalo vencendo por vinte e um pontos, 56 a 35 (30 a 19 no quarto). Os destaques do quarto foram Damien Wilkens (GUA) com 7 pontos e Guevara (GUA) com 4 assistências.
Rafa Mineiro foi o maior reboteiro da equipe na derrota. (photo: Jose Jimenez-Tirado/FIBA Américas)
Na volta do intervalo, o Orgulho da Nação voltou melhor e abriu o terceiro quarto com uma corrida de 7 a 0, cortando a desvantagem para catorze, 56 a 42. Mas como nem tudo são flores, o time venezuelano se reencontrou na partida e abriu 78 a 53, diferença que eliminava o Flamengo. Com uma corrida de 7 a 2 no minuto final do quarto, com direito a uma bola de três de Marquinhos no estouro do relógio, o FlaBasquete foi para o último quarto perdendo por 80 a 60 (Fla 25 a 24 no quarto), diferença que ainda classificava o Mengão.
No período final, o rubro-negro novamente começou com vontade e imprimiu uma corrida de 9 a 2, cortando a diferença para treze, 82 a 69, forçando o tempo de Nestor García. Após o tempo, a defesa enfim apareceu e o Orgulho da Nação cortou a vantagem para seis pontos, 84 a 78, em ótimo quarto de Rafael Luz. Após o Guaros abrir nove pontos, 88 a 79, Neto parou o jogo para tranquilizar a equipe já que a vaga, enfim, estava garantida. Após o tempo, o rubro-negro cortou ainda mais a diferença, o suficiente para definir os confrontos do Final Four. Flamengo 87 x 92 Guaros de Lara.
No Final Four, que iniciará no dia 11/03, o FlaBasquete pegará o Bauru e o Guaros enfrentará o Mogi das Cruzes. A final será no dia seguinte (12).
O próximo compromisso do Orgulho da Nação é no dia 04/03 às 19h30min contra o Pinheiros, no ginásio Poliesportio Henrique Villaboim, em São Paulo.
Após a rodada de folga, os titulares foram selecionados para jogar contra o Resende. A expectativa era a de ver evolução no entrosamento do meio com Cuéllar e Mancuello, assim como a consolidação da boa atuação vista contra o Fluminense.
Muricy escalou o time com Paulo Victor – Rodinei, Wallace, Juan, Jorge – Cuéllar – Marcelo Cirino, William Arão, Mancuello, Emerson – Guerrro
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Foto: Gilvan de Souza / Flamengo
Ao contrário do que vimos nos últimos anos, o Flamengo não começou sonolento e “conhecendo” o adversário. Como Hamilton fez na última temporada, o Flamengo largou com toda potência, fez seguidamente a volta mais rápida e passou a administrar a vantagem.
Logo na saída de bola Cirino disparou pela direita, conseguiu o escanteio e Mancuello cobrou fechado, na medida como já havia feito em jogo anterior, para Sheik apenas escorar pro gol. O Resende então se expôs na tentativa de buscar logo o empate e trazer o jogo a “normalidade”, mas só conseguiu ver Cirino passar como um Flash pela direita para receber um lançamento primoroso de Mancuello – na linha do círculo central, limpar do marcador e marcar o 2° gol do Flamengo.
O placar expressivo desestabilizou de vez o Resende, que quando tentava atacar via o leão Cuéllar parecer se multiplicar por todo campo. Onde quer que o ataque tentava investir, lá estava o colombiano a frente do adversário, tirando o espaço ou dando botes certeiros. Na saída de bola, novo destaque para Cuéllar que não perdia tempo, geralmente a bola passando por Mancuello ou Guerrero na faixa central para encontrar Cirino livre, com a defesa ainda tentando voltar.
A vantagem provoca relaxamento e os erros aparecem
Se Cirino ganhava alguns discretos xingamentos por errar o último passe ou alguma finalização, tinha os erros minimizados pelas chances que criava ao se movimentar com eficiência pela direita. Geralmente aproveitando o espaço deixado pela movimentação de Guerrero, que puxava a marcação ao ir pro meio.
Na outra ponta, Sheik abusava do direito de errar. Seu jeito fominha e individualista geralmente acabava segurando demais a bola e perdendo o tempo para encontrar o companheiro sozinho. Ou arriscava chutes ao gol com a marcação em cima quando havia companheiros melhor posicionados para receber.
Wallace, mostrando-se adepto do estilo David Luiz, novamente fez incursões perigosas ao ataque. Em uma delas Cirino perdeu a posse, houve o contra-ataque e não havia ninguém na direita –Rodinei não ficou para cobrir a subida do zagueiro – obrigando Juan a disparar para a direita onde conseguiu cortar o passe desviado pela marcação de Cuéllar.
A melhor chance do Resende no 1° tempo veio numa sequência com 2 erros. Primeiro Wallace tenta um chutão pra frente e a bola volta pra intermediária do Flamengo, onde ambos os times ainda estavam, Arão consegue o domínio, mas logo depois erra o passe e o adversário avança até a entrada da área, chutando forte. A bola saiu por cima do travessão.
Duas lesões ainda no 1° tempo
Se antes o comentário era a maré de sorte, estimulada pelo bom trabalho da preparação física, em não sofrer baixas por lesão, hoje o Flamengo pode ter perdido dois. Mancuello recebeu de Sheik dentro da área, disputava com um marcador e acabou prendendo o pé de apoio quando chutou, parecendo torcer o joelho direito. Já Éverton, que substituiu Mancuello aos 38, levou um tostão na coxa e passou o restante do 1° tempo sentindo, sendo sacado no intervalo por prevenção.
Na relargada Hamilton Flamengo segue arrasador
Se o depois dos 20 minutos do 1° tempo o Flamengo tirou um pouco o pé e passou a administrar, na volta do intervalo agiu como se houvesse uma relargada após safety car e novamente cravou o pé no acelerador. E novamente o motorzinho do time foi Cirino.
Aos 4 minutos, o camisa 7 recebeu na direita, penetrou na área e chutou cruzado. Sheik – o fominha – entrava na pequena área e meteu o pé na bola que já quase entrava no gol. O bandeira marcou impedimento e anulou o que seria o 3° do Flamengo.
Ainda em 7ª marcha, o Flamengo chegou de novo ao ataque, dessa vez com Guerrero dando um passe de calcanhar para Cirino, que passava rapidamente e sem marcação, ficando em condições de marcar seu 2° gol. Aliás, Guerrero atuou basicamente de garçom, tendo dado bons passes para Cirino e Sheik do meio do campo, voltando não só para ajudar na armação como para deslocar a marcação, permitindo aos pontas aparecerem sozinhos ou com um marcador apenas.
O 4° gol do Flamengo saiu em lançamento primoroso de Jorge, próximo da linha central, para Gabriel que nem dominou, apenas tocou por cima do goleiro que saía pra dividir com ele. E, como um reloginho, o Flamengo chegava ao 2° gol no 2° tempo antes dos 8 minutos, assim como no 1° tempo.
Flamengo flerta com o perigo
A larga vantagem para o adversário fez novamente o Flamengo administrar o jogo, dessa vez se encolhendo em seu campo e chamando o adversário. Como sempre acontece quando o time resolve administrar, tomou sufoco e deu várias brechas para o adversário, principalmente pela direita.
Rodinei já mostrou ser regular ofensivamente, apesar do baixo aproveitamento nos cruzamentos, mas defensivamente continua comprometendo, inclusive contra pequenos. Hoje mais uma vez deixou espaços, viu adversários receberem bolas em suas costas e se atrapalhou com Wallace por algumas vezes.
Foto: Gilvan de Souza / Flamengo
O capitão, por sua vez, também abusou de erros individuais cobertos por Juan e Cuéllar, quando não resultaram em finalizações bem defendidas por Paulo Victor, que apesar das críticas da torcida fez mais uma partida muito segura.
Jorge fecha com chave de ouro
Nos últimos jogos alguns torcedores têm feito muitas críticas ao Jorge, não percebem que ele cumpre à risca sua função tática de primeiro defender e, se houver espaço e oportunidade, apoiar o ataque. Pelo lado dele atuam Sheik – que pouco colabora defensivamente – e Mancuello, que possui grande liberdade para subir, dificultando assim que ele suba sem deixar espaço para algum adversário entrar no espaço e ficar no mano a mano com Juan, que não tem condições de ganhar dos adversários na corrida.
Foto: Gilvan de Souza / Flamengo
Com os espaços deixados pelo Resende hoje e com Gabriel ajudando na marcação, o camisa 6 apoiou mais no segundo tempo e fez algumas boas jogadas. Em uma, disparou no ataque, driblou adversários e na hora de finalizar acabou errando. Em outras, deu bons passes para os companheiros. No último gol, Jorge foi à linha de fundo, penetrou na área e rolou rasteiro para Sheik, que vinha em velocidade, escorar pro gol.
Balanço final
O 4-1-4-1 está finalmente se consolidando com a entrada de Cuéllar no meio-campo, pois a saída de bola é crucial para que o meio consiga produzir. Aos poucos, Mancuello também vai se adaptando ao time, ao estilo de jogo no Brasil, conseguindo performar melhor e se mostrando uma arma poderosa na bola parada.
Se o ataque está cada vez mais afinado, só esperando Ederson entrar na vaga de Sheik, para concorrer a sério como um dos melhores do Brasil, a defesa ainda preocupa. As coberturas ainda precisam ser acertadas. Por vezes o lado direito acaba virando uma avenida e Wallace fica sobrecarregado.
Na tarde deste domingo (28), o Flamengo passou por cima do Resende com uma vitória por 5 a 0 em Volta Redonda. Com dois gols de Sheik e Cirino e um de Gabriel, o Mais Querido garantiu a classificação no Campeonato Carioca. O próximo desafio do Fla pelo Estadual é diante do Bangu, às 16h (horário de Brasília). O dia ainda não está confirmado, mas, a principio, deve ser sábado (5).
Após o apito final, o zagueiro Juan, que novamente fez uma partida excepcional, exaltou o desempenho da equipe: “É importante ganhar bem, a gente está numa crescente. Jogamos o início dos dois tempos muito fortes. Estamos de parabéns“. Willian Arão, que também foi bem, destacou o crescimento do time: “É continuar evoluindo. A cada partida estamos evoluindo, cometendo menos erros. Vamos continuar crescendo“.
Na entrevista coletiva, Muricy Ramalho fez questão de lembrar a importância da folga para os titulares no último jogo: “A gente entrou com esse espírito, com o time descansado. Conversamos justamente isso antes do jogo, lembramos que o adversário ia sentir porque eles jogaram durante a semana e o time que entrou hoje não. Fomos superiores também fisicamente. Estamos melhorando pouco a pouco, no caminho certo”.
“O que dá para tirar dessa partida é o que nos conversamos antes do jogo, um time consciente do que está fazendo. A gente precisava se impor. Eles estão trabalhando forte, estão comprometidos.” – Muricy
Muricy também falou sobre a situação de Éverton e Mancuello, que saíram lesionados: “Vamos avaliar, durante a semana, a situação de Éverton e Mancuello. A princípio não preocupam”. Sobre o desempenho da equipe, o treinador disse que “o time está consciente do que precisa fazer dentro de campo. Ainda é pouco tempo para fecharmos o time principal, todos têm espaço”.
Foto: Gilvan de Souza / Flamengo
Sobre a melhora em campo, o treinador do Mais Querido comentou : “Temos que jogar melhor, tem que melhorar uma coisa ou outra. Já melhoramos os passes. Ano passado eram muitos passes errados. Melhoramos, mas são só dois meses, é muito pouco tempo ainda”.
Por fim, o treinador falou sobre o próximo desafio e as condições de Ederson, que volta de lesão e pode fazer sua primeira partida no ano a qualquer momento: “Como o jogo será no próximo sábado, temos a semana toda para trabalhar. Vamos colocar o que temos de melhor contra o Bangu. O Ederson está com um preparo muito bom. Vamos avaliar se escalamos ele no próximo jogo“.
Se existisse uma estatueta para boas atuações em partidas de futebol, quem levaria ela neste domingo (28) seria o Flamengo. O Mais Querido entrou em campo, nesta tarde, para enfrentar o Resende, pela 7ª rodada do Campeonato Carioca 2016. Com uma performance segura, o Fla dominou o adversário e aplicou uma goleada de 5 a 0.
Sem tempo para respirar
Avassalador e sufocante. Assim pode ser descrito o início de jogo do Flamengo. Com Mancuello e companhia em tarde inspirada, o Rubro-negro fez valer sua notória superioridade técnica e com apenas cinco minutos jogados conseguiu movimentar o placar duas vezes.
O primeiro gol saiu logo aos 48 segundos, em uma cobrança de escanteio feita por “Mancu”, que acabou sendo desviada por Willian Arão na primeira trave e sobrou para Emerson Sheik, completamente livre, só empurrar para o fundo da rede adversária.
Empolgado com o gol relâmpago, o Fla continuou em cima e nem deu tempo para o Resende se recuperar do primeiro golpe. Quando o cronômetro apontava exatamente 5 minutos, o argentino apareceu novamente e, em um lindo passe, deixou Marcelo Cirino cara a cara com goleiro. O atacante teve a calma necessária para dominar a bola, driblar o defensor que se aproximava e ampliar o marcador.
Com a tranquilidade no placar conquistada, o Maior do Mundo passou a administrar a partida. Enquanto Cuellar garantia boas roubadas de bola para a equipe, o trio de ataque, bem auxiliado por Mancuello, continuou criando boas oportunidades.
Segundo tempo parecido
A etapa final seguiu o roteiro de um filme repetido. Pressão inicial, supremacia e gols. Foram mais dois tentos marcados nas duas primeiras jogadas do time, que garantiram um restante de confronto totalmente tranquilo.
Fazendo uma boa atuação, Cirino apareceu mais uma vez e marcou seu segundo gol. O camisa 7 recebeu passe de calcanhar de Guerrero, avançou até a grande área e chutou no contrapé do arqueiro.
Um minuto depois, foi a vez de Gabriel deixar o dele. O garoto, que entrou na volta do intervalo, aproveitou o lançamento de Jorge, observou e tocou com categoria na saída do goleiro Arthur.
A partir daí, o Mais Querido deu uma relaxada em campo. O Resende tentou aproveitar o momento, mas criou muito pouco. No único chute que levou perigo, Paulo Victor estava atento e espalmou para escanteio. Apesar do susto, quem aproveitou a chance foi o Fla. Aos 38 minutos Sheik completou cruzamento de Jorge e deu números finais ao duelo, 5 a 0.
A vitória garantiu o Mengão na próxima fase da competição. O Rubro-negro ocupa a 2ª colocação do Grupo B, com 16 pontos, e enfrenta na última rodada do primeiro turno o Bangu, no domingo (06), às 17h (horário de Brasília), em local ainda a definir.
Contusões e preocupação
Nesta partida, o Fla teve duas baixas, que podem tornarem-se desfalques para os próximos compromissos. Ainda no primeiro tempo, Mancuello teve que dar lugar a Everton. O Argentino fazia uma boa apresentação, até sentir o joelho e ter que ser substituído.
A bruxa parecia estar solta e Everton, sim ele mesmo, também se contundiu e não voltou para o segundo tempo. O atacante sentiu a coxa e foi trocado por Gabriel. Os atletas ainda serão avaliados para saber o grau da lesão de cada um.
Ficha Técnica
Flamengo 5 x 0 Resende
Local: Estádio Raulino de Oliveira
Data: 28/02/2015
Horário: 17h
Árbitro: Luis Antonio Silva dos Santos
Assistentes: Jackson Lourenço Massara dos Santos e Gabriel Cotni Viana
Escalação do Flamengo: Paulo Victor; Rodinei, Wallace, Juan e Jorge; Cuéllar, Willian Arão e Mancuello (Everton)/(Gabriel); Emerson Sheik, Marcelo Cirino (F. Vizeu) e Guerrero. Técnico: Muricy Ramalho