Autor: diogo.almeida1979

  • Contra o Vitória, o Flamengo finalmente foi um time

    Analise

    A estreia contra a Ponte Preta foi conservadora pela falta de tempo para trabalhar, mas contra o Vitória haveria 3 dias para Zé Ricardo estudar o adversário, conhecer melhor o plantel e treinar o grupo. Em campo, vimos o Flamengo começar a ser tornar um time minimamente organizado e, apesar de magra, a vitória garante estabilidade para Zé Ricardo continuar o bom trabalho.

    Na escalação a única mudança foi a entrada de Mancuello no lugar de Fernandinho, expulso no último jogo. Paulo Victor e Emerson Sheik continuam no departamento médico; Cuéllar segue poupado até estar 100% e Éverton voltava de suspensão.

    O esquema sofreu alteração, indo do 4-3-3 para o 4-2-3-1 com Muralha, Rodinei, Léo Duarte, César Martins, Jorge – William Arão, Márcio Araújo – Cirino, Alan Patrick, Mancuello – Vizeu.

    Habemus Time!

    Mesmo com pouco tempo para treinar, o Flamengo foi um time bem postado em campo. Zé Ricardo conseguiu mostrar aos jogadores o espaço de campo que deveriam ocupar, a função que deveriam desenvolver e os limites.

    Talvez o melhor exemplo dessa mudança seja Arão. Muito criticado por seus constantes avanços ao ataque, chegando a ser mais um atacante que um volante, o jogador segurou mais contra a Ponte Preta e ontem esteve bem posicionado, fazendo perfeitamente o papel de 2° volante ao cobrir as subidas do lateral e, por vezes, subir para apoiar o ataque, inclusive dando a assistência para o gol de Vizeu.

    Os dois laterais também estão com dinâmicas diferentes, que ainda precisam de muito mais trabalho para encaixar. Rodinei fica um pouco mais e sobe “na boa”, apesar de ainda ser o lateral mais acionado. Jorge, que tinha obrigações muito mais defensivas com Muricy, foi liberado por Zé Ricardo para atacar e começa a se soltar mais no apoio, porém isso expõe a lateral esquerda, que precisa de cobertura.

    A troca de um atacante pelo Mancuello não foi uma mudança de nomes, mas sim uma nova proposição de dinâmica no meio-campo de Zé Ricardo. Como Alan Patrick estava sobrecarregado na criação contra a Ponte Preta, a ideia de colocar Mancuello era dividir a responsabilidade e, em parte, deu certo.

    O argentino estava se movimentando bem em campo, ajudando bastante na marcação e, não por acaso, Jorge rendeu mais no 1° tempo que no 2°. Tentando se posicionar entre as linhas de marcação do Vitória, acabou não recebendo muitas bolas pela limitação de passe dos volantes, mas chegou a fazer algumas boas jogadas e apareceu na área para finalizar. A atuação abaixo do esperado é normal para alguém que começa nova função e precisa se adaptar, assim como teria rendido muito mais se recebesse mais bolas.

    No intervalo, Éverton entrou no lugar de Mancuello, que havia sentido uma pancada no joelho. Com a troca de jogadores o esquema voltou a ser o 4-3-3 e o jogo passou a ficar mais aberto, deixando Alan Patrick mais isolado e aumentando a intensidade do jogo pelos lados.

    O problema dos volantes

    Tanto Arão quanto Márcio Araújo fizeram um importante trabalho defensivo. Inclusive, as coberturas na lateral direita e o combate no campo de ataque, onde o Flamengo perdia a bola, renderam a Arão impressionantes 8 desarmes. Já Márcio Araújo teve apenas 3, apesar de o lado esquerdo ter sido tão atacado quanto o direito.

    Márcio Araújo, elogiado por muitos, de fato se entrega 100% durante o jogo, um corredor incansável, sempre buscando o adversário e marcando de modo técnico e não bruto, mas só corre tanto por estar no lugar errado no início da jogada. Sem leitura do jogo, Márcio Araújo não consegue se antecipar à jogada, não está posicionado para marcar o adversário de frente, por isso acaba por chegar atrasado em alguns momentos.

    Outro problema, ainda mais grave, é a movimentação de Márcio Araújo quando o Flamengo tem a bola. Seja se colocando entre os zagueiros em linha ou de forma triangular, Márcio Araújo raramente se desmarca para receber e geralmente devolve a bola para os zagueiros, praticamente nunca tenta um passe vertical e rápido para gerar um contra-ataque ou para “achar” um jogador que esteja se movendo entre as linhas. Resumindo, a saída de bola do time com Márcio Araújo em campo é muito lenta, improdutiva e mantem a bola por muito mais tempo no campo de defesa.

    Arão também não executa a saída de bola tão bem quanto deveria. Quando há espaço na marcação ele conduz bem e com velocidade a bola para o ataque, porém quando a marcação está encaixada costuma deixar a desejar. Seu repertório de passe é básico, toques curtos para Rodinei ou Cirino e quando Alan Patrick encosta também é uma via, mas tampouco Arão é um volante que tenha um ótimo passe e ajude aos meias fazendo a primeira armação do jogo.

    Falta poder de criação

    Criação não é função só do armador. O time como um todo trabalha para abrir espaços na marcação e fazer com que a bola chegue a um jogador bem posicionado e o mais livre possível para finalizar, mesmo que exija um ou dois dribles dentro da área, onde a marcação é limitada pelo risco do pênalti.

    Se o time demora para fazer a saída de bola da defesa para o setor de criação no meio, o time adversário se recompõe e fecha os espaços, obrigando os jogadores a se movimentarem mais para receber e assim sofrendo mais desagaste físico. Além da perda de intensidade, a transição deficitária obriga os meias de criação a recuarem mais para pegar a bola, se afastando da zona em que podem fazer o passe diferenciado que coloca o companheiro na “cara do gol”.

    No 4-2-3-1 armado por Zé Ricardo, a ideia era que na direita Arão e Rodinei pudessem triangular e sair rapidamente com Cirino, principalmente em contra-ataques explorando o poder de explosão dos jogadores do setor. Principalmente com Cirino sendo não só rápido, como forte fisicamente. Já na esquerda o setor é mais técnico, apesar de Márcio Araújo, tendo Jorge e Mancuello com muitos recursos de passe e finalização, o que ajuda na construção de jogadas.

    Nesse contexto, Alan Patrick tem a função de encostar com um lado ou outro fazendo tabelas e dando dinâmica ao jogo. Infelizmente na maior parte do tempo ele é lento, quando o time precisa de intensidade, o que torna ainda mais difícil das jogadas saírem pelo centro, empurrando o jogo para as laterais, o que continua deixando o ataque funcionar na base do chuveirinho, explorando o pior fundamento do time: o cruzamento.

    E é incompreensível que o ataque funcione na base dos cruzamentos para a área, contra o Vitória o Flamengo acertou apenas 10% das tentativas. Rodinei, como lateral, deveria ser um especialista, mas errou 85% dos cruzamentos, o campeão de erros ao lado de Alan Patrick. Somados, os dois foram responsáveis por 44% dos cruzamentos errados.

    Quais os próximos passos de Zé Ricardo?

    Houve de fato uma grande melhora no time, mas ainda há um longo caminho a ser percorrido. Agora que o time sabe bem seu posicionamento, passa a ser necessário trabalhar a movimentação, ocupação de espaços, para dar maior dinâmica de jogo e velocidade ofensiva. Parte disso passa pelo retorno de Cuéllar no lugar de Márcio Araújo, pois além de se posicionar muito melhor na cobertura, ainda faz uma saída de bola mais eficiente e rápida, tendo mais recurso de passe.

    A manutenção de Mancuello é importante para que o time se adapte a jogar dividindo mais a criação entre o meio e os lados, ganha-se pelo lado técnico e ainda na bola parada. Do outro lado, não dá para Cirino continuar titular com a sequência infindável de más atuações, sempre sai de campo como o pior do time, o que abre espaço para Ederson e Gabriel disputarem a posição. Contra o Vitória, Gabriel entrou e muito bem no 2° tempo.

    Outro ponto importante é que ter na linha de 3 jogadores com características de meia-atacante e não de atacantes de movimentação, pode deixar que Vizeu fique mais na área ao invés de sair todo o tempo para buscar jogo e assim possa trabalhar mais no pivô e sendo a referência para marcar os gols, usando seu faro artilheiro característico.

    Saudações Rubro-Negras

  • Ingressos – Flamengo x Palmeiras

    Neste domingo, 16h, o Flamengo entra em campo pela 6ª rodada do Brasileirão 2016, jogando em Brasília, contra o Palmeiras, no Estádio Mané Garrincha. Os ingressos para a torcida rubro-negra já começaram a ser comercializados ontem (02) para o público em geral. Até a tarde de ontem, 17 mil ingressos já foram vendidos antecipadamente. A expectativa é que até a noite de hoje, esse número suba para 35 mil.

     

    Valores dos ingressos: 

    Setor Superior
    Público geral: R$80 (R$40 meia)
    ST Tradição: R$60 (R$30 meia)
    ST Raça e Superiores: R$40 (R$20 meia)

    Setor Superior popular
    Público geral: R$40 (R$20 meia)
    ST Tradição: R$30 (R$15 meia)
    ST Raça e Superiores: R$20 (R$10 meia)

    Setor Inferior
    Público geral: R$160 (R$80 meia)
    ST Tradição: R$120 (R$60 meia)
    ST Raça e Superiores: R$80 (R$40 meia)

    Setor Hospitality
    Público geral: R$ 120 (R$60 meia)
    ST Tradição: R$90 (R$45 meia)
    ST Raça e Superiores: R$60 (R$30 meia)

     

    Mané

    Os ingressos estão sendo comercializados nos seguintes locais:

    Em Brasília:

    Loja Grandes Torcidas – CLS 308 Bloco A Lojas 22/26 Asa Sul – até dia 04/06, das 10h às 17h

    Loja Flamengo – CLS 308 BL  D Loja 30  Asa Sul –até dia 04/06, das 10h às 17h

    Loja Globo Esporte CO9 Lote 7 Loja 01 – Taguatinga Centro – até dia 04/06, das 10h às 17h

    Loja Globo Esporte QS 01 Rua 210 Lote 40 Lojas 2070/2071 – Taguatinga Shopping – até dia 04/06, das 10h às 17h

    Torcedor Futebol Clube CLS W 304 Bloco C Loja 26 – Sudoeste – até dia 04/06, das 10h às 17h

    Bilheteria Mané Garrincha – Asa Norte –até 04/06, das 10h às 17h

    Site Futebol Card

    No RJ: Av. Borges de Medeiros 997, Gávea – Dia 03/06 das 10h às 17h / Dia 04/06 das 10h às 16h

    No dia do jogo: No dia da partida, a venda e a troca serão em containers do lado de fora do estádio Mané Garrincha, das 10h até o final do primeiro tempo de jogo.

    Em 2015, o Flamengo disputou alguns jogos no Mané Garrincha e, curiosamente,  ao mesmo tempo em que registrou o maior público (vs Coritiba, 67.011 presentes), registrou também o menor (vs Ponte Preta, 12.184 presentes).

  • Zé Ricardo elogia avanços da equipe e Vizeu demonstra confiança

    Após o Flamengo garantir mais 3 pontos no Campeonato Brasileiro sobre o Vitória, com o placar de 1×0, Zé Ricardo declarou que sabe que as duas partidas (contra a Ponte Preta e Vitória) não foram um primor de técnica e organização ofensiva mas que o time pode melhorar e conseguiu respostas vindas de treino, como construção de jogadas e marcação forte. “Acho que hoje fomos melhores no primeiro tempo do que no segundo. Chegar ao G4 nas cinco primeiras rodadas sem dúvida é motivo de muito orgulho pra nós. O campeonato está só no início, mas ficar bem próximo do G-4 nas rodadas seguintes nos dará confiança e, quem sabe mais para frente, conseguimos dar um sprint. É bom ficar sempre perto do G-4 para não sofrer pressão.” disse.

    O técnico interino afirma que está feliz pelo momento que a equipe está passando e sabia que só sairiam da dificuldade quando começassem a vencer. Para Zé, a torcida é muito forte e ajuda muito o time. “Queremos trazer a torcida novamente. Recebo o carinho e fico feliz com esse apoio. Gostaria que os jogadores também tivessem esse apoio, porque com a força da torcida temos tudo para sermos mais fortes. Ela precisa apoiar esses rapazes. Com a pressão vou ter que saber lidar mas outros resultados podem acontecer e, na adversidade, a torcida cobra. Tem que ter equilíbrio para lidar”.

    Já Vizeu, o autor do único gol da partida, afirma que chegou ao Fla por causa técnico: “Ele (Zé) conversa muito comigo. Foi o professor que me trouxe e para mim é muito importante. Temos uma certa afinidade, isso é muito legal para mim e para ele”. Além da declaração sobre Zé Ricardo, o atacante garante que é muito útil para a equipe e que sabe que tem que estar no momento e hora certos para fazer os gols. Mas, ainda que confiante, Felipe mantém os pés no chão: “Sei que sou garoto, apenas começando, mas o elenco está todo todo de parabéns. Como subi antes, estou mais à vontade com todos. E desde que cheguei o grupo todo me abraçou. E tudo vem acontecendo naturalmente, fruto do nosso trabalho. Estou colhendo o que sempre plantei lá atrás”.

    “Os próximos dias são de trabalho e descanso. Temos pouco tempo e os atletas estão desgastados. Ainda não temos ideia do que colocar em campo, mas serão jogadores que estão 100%”, afirmou Zé Ricardo. O próximo confronto do Fla é neste domingo (5), contra o Palmeira, às 16h no Mané Garrincha, com mando de campo rubro-negro.

  • #VlogdoPoeta #18 INFLUENCIADORES DIGITAIS DO FLAMENGO

    Influenciadores_Digitais

    Nesse vídeo falo sobre os Influenciadores Digitais. Primeiramente mostrando como é visto fora do Flamengo, depois de como empresas buscam perfis de pessoas assim na internet e que essas pessoas chegam até mesmo a viver disso. Falo também sobre os Influenciadores digitais do Flamengo. Como foi criado, por quem é formado e seus objetivos.

    Assista e deixe sua opinião!

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  • Atuações: Arão comanda a defesa, dá assistência e Vizeu sacramenta a vitória do Flamengo

    novaquebraatuações

    Em noite de destaque coletivo, onde o Flamengo finalmente jogou bem. Vimos que Zé Ricardo já fez o time avançar. E com Vizeu inspirado, sendo um centroavante de área e movimentação, com Arão atuando como volante de fato, o Flamengo terminou a rodada no G4.

    Muralha: Não foi muito exigido no 1° tempo, quando errou duas saídas de bola perigosamente. No 2° tempo, quando o Vitória cresceu, foi decisivo em boas defesas antes e após o gol do Flamengo. Nota 7

    Rodinei: Conseguiu proteger razoavelmente a defesa. No ataque sua presença foi constante, porém os erros foram muito maiores que os acertos. Não pode um lateral, cuja principal função é cruzar, acertar 1 cruzamento e errar 6. Nota 5,5

    Léo Duarte: Tem sido gigante na zaga! Em mais uma noite de grande atuação, compensando as brechas na defesa deixadas por Rodinei, vem mostrando consistência e segurança. Nota 6,5

    César Martins: Por vezes inseguro, teve uma atuação regular alternando bons e maus momentos. No fim do jogo tirou uma bola que teria dado o empate ao Vitória. Nota 6,5

    Jorge: Se adaptando a nova função tática, em que tem mais liberdade para subir, apoiou bem, conseguindo dar prosseguimento as jogadas. Na defesa sofreu com a marcação, tendo sido driblado algumas vezes. Nota 6

    Márcio Araújo: Muito esforçado e veloz, por vezes pecou no posicionamento defensivo falhando em cobrir as subidas de Jorge. Mas se o desempenho com o Flamengo na defesa foi bom, com o time tendo a bola foi muito ruim. Sua movimentação não dá boa opção para os zagueiros. No 1° tempo, com o Vitória pressionando a saída, mantinha-se marcado, quando tentou subir para apoiar errou cedendo contra-ataques. Nota 6,5

    William Arão: Mais uma vez disciplinado no posicionamento defensivo, hoje foi líder de desarmes do jogo e protegeu bem os zagueiros. Foi mais atuante no ataque após a saída de Alan Patrick, quando passou a ser a referência no meio. Deu a assistência para o gol de Vizeu. Nota 7,5

    Cirino: Vem mostrando dedicação e vontade, mas tem produzido pouco. Não chegou com qualidade pelo lado, forçou faltas e se atrapalhou em lances relativamente fáceis. Hoje não está jogando para ser titular. Nota 5,5

    Alan Patrick: Jogou para o time defensivamente e ajudou na esquerda. Sua persistente lentidão com a bola, muitas vezes desnecessária, tira a dinâmica do ataque. Com a habilidade que tem, quando ajudar o meio acelerando as jogadas com passes precisos e de qualidade, o time dará um salto em ofensividade. Nota 6

    Mancuello: Defensivamente se dedicou muito e contribuiu com desarmes e muita marcação. No ataque tentou dar dinâmica ao time como é seu estilo, mas o camisa 23 não teve êxito e não voltou ao time como se esperava. Nota 5,5

    Vizeu: Em partida totalmente oposta a última, teve ótima movimentação ofensiva saindo da área para buscar jogadas pelo meio e pelos lados. Foi dele a melhor jogada do 1° tempo, quando deixou Mancuello livre para finalizar. No 2° tempo, enfiado entre os zagueiros, subiu para marcar de cabeça o gol da vitória. Está a cada dia mais seguro e confiante no profissional. Nota 8

    Éverton: Entrou no intervalo com a função de dar opção para Jorge subir e alternar com ele a cobertura e marcação no setor. Defensivamente foi regular, conseguindo em alguns momentos fechar o lado esquerdo com Jorge. No ataque deu velocidade ao time, mas desperdiçou as chances que teve. Nota 6,5

    Gabriel: Entrou na vaga do apagado Cirino e deu fôlego novo ao lado de ataque do Flamengo. O camisa 17 não brinca em serviço e tenta ser ofensivo, no máximo que sua qualidade técnica permite. Sua força física é nitidamente limitada, mas não lhe falta vontade. Também ajudou muito na defesa. Nota 6,5

    Cuéllar: Voltando aos poucos ao time após lesão no tornozelo, o colombiano entrou para implementar o ferrolho na defesa e garantir o resultado positivo para o Mengão. E assim o fez. Sempre firme, o camisa 26 junto aos jogadores de meio, não deixou mais que o adversário chegasse na área. Voltando a sua melhor forma, será titular. Nota 6,5

  • Fla faz o dever de casa, vence o Vitória e entra no G4 do Brasileirão

    Após a vitória por 2 a 1 diante da Ponte Preta, no último domingo (29), o Flamengo voltou a campo nesta quinta-feira (02) para enfrentar o Vitória, pela 5ª rodada do Campeonato Brasileiro – Série A. Jogando no Raulino de Oliveira, em Volta Redonda, o time carioca se impôs em campo, dominou o adversário e venceu por 1 a 0, com gol de F. Vizeu.

    Com o triunfo, o Fla chegou aos dez pontos, em cinco rodadas, e alcançou a quarta posição na tabela de classificação do Brasileirão.

    Para a partida, o técnico Zé Ricardo promoveu algumas mudanças na equipe titular. Fora dos confrontos anteriores, Mancuello ganhou nova chance e compôs o meio campo, ao lado de M. Araújo, W.  Arão e A. Patrick. No ataque, M. Cirino foi outro que teve seu retorno promovido.

    Fla faz bom primeiro tempo, mas gol não sai

    A equipe adversária começou dominando a posse de bola.  Porém, com o avançar do tempo, o meio campo do Mais Querido se encaixou e, contando com boas participações da dupla responsável pela armação das jogadas, passou a dominar as ações ofensivas.

    Em uma dessas ações, o Fla chegou a perder duas oportunidades em um mesmo lance. Depois de uma jogadaça de F. Vizeu, Mancuello recebeu livre dentro da área e acabou chutando em cima do lateral Diego Renan. Na sequência, o goleiro do vitória se atrapalhou ao tentar defender um chute de Jorge e a bola sobrou limpa para Cirino, que chutou na rede pelo lado de fora.

    Apesar das boas investidas no ataque, o time carioca não conseguiu balançar as redes adversárias na primeira etapa.

    Água mole em pedra dura…

    O segundo tempo começou na mesma toada. O Mais Querido continuava criando boas chances, mas parava na falta de capricho na hora de decidir. De diferente, apenas a entrada de Everton na vaga de Mancuello, ainda na volta do intervalo.

    O gol que, desde do apito inicial, parecia questão de tempo, se concretizou aos 18 minutos. Após levantamento na área, a bola sobrou para Arão que, de cabeça, tocou para F. Vizeu empurrar para o fundo das redes, também de cabeça.

    Com o placar inaugurado, o Rubro-Negro carioca seguiu melhor no duelo e encontrava no bom momento ofensivo do lateral Rodinei um atalho para alcançar a meta baiana. No entanto, apesar de chegar com perigo outras vezes, o Flamengo não conseguiu ampliar o marcador.

    Por outro lado, nos poucos momentos que tentou alguma coisa, o time do Vitória parou em Alex Muralha. O goleiro apareceu duas vezes para fazer boas defesas, impedir o gol adversário e garantir os três pontos para o Maior do Mundo.

    O próximo compromisso do Maior do Mundo está marcado para o domingo (05), no Mané Garrincha (Brasília), onde irá receber o Palmeiras, em confronto válido pela 6ª rodada.

    Ficha Técnica

    Flamengo  1 x 0 Vitória (F. Vizeu)

    Data: 02/06/2016

    Horário: 21h

    Local: Estádio Raulino de Oliveira, em Volta Redonda

    Flamengo: Alex Muralha; Rodinei, Léo Duarte, César Martins e Jorge; Márcio Araújo, Willian Arão, Alan Patrick (Cuéllar) e Mancuello (Everton); Marcelo Cirino (Gabriel) e Felipe Vizeu. Técnico: Zé Ricardo

    Árbitro: Igor Junio Benevenuto

    Assistentes: Fabricio Vilarinho da Silva e Fabiano da Silva Ramires

  • “O coração rubro-negro falou mais alto” diz Dani Hypolito ao voltar para o Fla

    Na última quarta-feira (01), Daniele Hypolito voltou para seu lugar de origem e clube que declara como ser o seu de coração, o Flamengo. No ginásio Cláudio Coutinho, na sede do Clube, na Gávea, a atleta fez pequenas apresentações no tablado, juntamente com outras atletas rubro-negras e a técnica da equipe e também da seleção brasileira na Rio 2016, Keli Kitaura.

    O Presidente fala sobre a alegria em ter Dani de volta. Foto/Reprodução: Twitter @Mundo Bola_CRF
    O Presidente fala sobre a alegria em ter Dani de volta. Foto/Reprodução: Twitter @Mundo Bola_CRF

    Logo depois, houve uma pequena cerimônia oficial para a reapresentação da ginasta. O Presidente do Flamengo Eduardo Bandeira de Mello foi o primeiro a falar e fez questão de dizer que se sente muito feliz e satisfeito com o retorno de Dani à Gávea. “É com muito orgulho que recebemos de volta essa ginasta que é um símbolo dos esportes olímpicos não só no Flamengo, como no país” disse EBM, que em seguida passou a palavra ao vice presidente de esportes olímpicos, Alexandre Póvoa.

    Em entrevista ao Mundo Rubro-Negro, Póvoa disse que isso significa muito para o clube. “Hoje é um dia muito alegre! Quando há anos atrás dissemos que daríamos um passo atrás para dar dois a frente, era disso que estávamos falando, isso é um orgulho pra nós. Em 2012, com o incidente que ocorreu no ginásio tivemos grandes prejuízos e infelizmente em 2013 graças a crise financeira do clube tivemos que dispensar a maioria dos nossos atletas de alto rendimento”.

    Questionado sobre um possível retorno de outros ex-atletas rubro-negros, Póvoa nos respondeu: “Graças a estrutura que o Flamengo tem hoje, isso é possível acontecer, pois chama a atenção dos próprios atletas. Nós temos uma das melhores infraestruturas do país, sala de musculação, ginásio, piscina, então tudo isso se tornou bastante atrativo”.

    A técnica Keli Kitaura também conversou com a gente e disse que considera a volta de uma atleta experiente e do nível de Dani, muito importante também para atletas mais jovens. “Isso é um sonho pra todos nós! No momento em que ela teve que ser afastada foi uma tristeza muito grande, então tê-la de volta conosco é importante em vários sentidos, afinal ela é um espelho para as meninas”.

    Daniele Hypolito, bastante atenciosa e demonstrando grande alegria, falou com o Mundo Bola sobre sua decisão de procurar o Fla. “Meu empresário Bruno Chateaubriand já estava cuidando disso e negociando e a gente já estava conversando bastante a respeito, mas é claro que o coração rubro-negro falou mais alto. Mesmo distante eu continuava torcendo e tendo contato com as meninas, então foi mais questão de tempo mesmo, para que eu pudesse me restabelecer no Rio, questão de moradia, por exemplo, ver questões de treinamento e poder voltar para o Clube, tudo isso com muita calma. E aconteceu no momento certo. Em ano de Olimpíadas isso está sendo muito importante para mim, pois ter um clube transmite muito mais segurança ao atleta, dá mais tranquilidade” disse Dani, que encerrou dizendo: “Quem conhece minha história sabe do meu coração rubro-negro, eu tô de volta à minha casa”.

    Raio-X

    Daniele Matias Hypolito, natural de Santo André-SP, nasceu em 8 de setembro de 1984. Filha de um motorista de ônibus e uma costureira, Daniele teve seu primeiro contato com a ginástica no SESI de Santo André e, em 1994, chegou ao Flamengo como contratada, algo até então, inédito no país. Na época, o clube forneceu a ela um salário, moradia e escola para ela e seus dois irmãos.

    Dois anos mais tarde, Dani foi a primeira no Campeonato Nacional Brasileiro na categoria individual geral. No ano seguinte, atingiu três expressivos resultados: conquistou o Campeonato Brasileiro no concurso geral e foi primeira por equipes, nas barras assimétricas e no solo, no Campeonato Pan-americano.

    CBG TROFEU BRASIL, agosto de 2015. Foto: RicardoBufolin/CBG
    CBG TROFEU BRASIL, agosto de 2015. Foto: RicardoBufolin/CBG

    Desde então, a ginasta foi conquistando cada vez mais o seu espaço no esporte. Nos Jogos de Pequim, em 2008, fez sua terceira participação olímpica e ao lado de Jade Barbosa, Daiane dos Santos, Lais Souza, Ana Cláudia Silva e Ethiene Franco, conquistou a primeira e melhor colocação brasileira em uma final por equipes até então, a oitava.

    No final de 2012, um incêndio destruiu parte do ginásio da Gávea. Em 2013, os dirigentes rubro-negros alegaram ter havido um déficit de R$ 14,5 milhões no departamento olímpico em 2012 e que o custo apenas das equipes de ginástica e judô juntas chegava a R$ 2 milhões por ano, além da natação. Eles informaram ainda que tentaram, sem sucesso, pedir ajuda a duas esferas do governo e ao Comitê Olímpico Brasileiro (COB). Dani foi uma entre os oito ginastas dispensados, juntamente com seu irmão Diego e Jade Barbosa, e assinou com o Centro de Excelência de Ginástica (Cegin), em Curitiba. Seu contrato teve fim em janeiro deste ano e desde então a atleta estava sem clube.

    Em maio, Daniele participou da Copa do Mundo de Ginástica Artística e conquistou duas medalhas de ouro. A primeira na disputa do salto e, no dia seguinte, com uma linda performance no solo, subiu ao lugar mais alto do pódio.

  • A Tempestade

    Passado um tempo de um momento apocalíptico enfrentado pelo Flamengo com as derrotas em série para times de divisões menores como Confiança, Vasco e Fortaleza, que culminaram em uma crise forte na Gávea envolvendo Presidência, VP de Futebol e Departamento de Futebol, em que todos foram postos na fogueira alta por associados e torcedores.

    Flamengo que começou o ano com ares de confiança foi ao fundo do poço. O técnico diferenciado contratado não mostrou bom trabalho. Muricy foi uma decepção, e seu trabalho foi tão ruim que pôs em evidência os inúmeros erros e problemas que ainda vicejam no futebol. Tais como contratações de jogadores “a pedido” do treinador da vez sem avaliação técnica por parte do Flamengo, pouco interesse em buscar uma solução saudável para disputar jogos “em casa” preferindo o deserto de Volta Redonda, total incompetência em buscar soluções para zaga, renovação desnecessária de contratos de jogadores, excesso de jogadores desestimulados, falta de comunicação interna, elenco desbalanceado, etc etc o que fez o Flamengo despencar. O “profissionalismo” deu lugar a um amadorismo canhestro. Os experts contratados para o futebol profissional se saíram muito fracos, o que fez uma onda de palpiteiros se acharem no direito de sacramentar que suas ideias, ainda que extravagantes e exóticas, seriam melhores que as que foram aplicadas.

    E, contando com um Diretor Executivo discutido, que permitiu que um treinador executasse tão mal seu trabalho a ponto de sequer rodar o elenco em pré-temporada e insistisse de forma tarada em um esquema tático voltado ao fracasso, o Flamengo entrou em parafuso. E o histerismo abriu passagem pela caixa de Pandora no minuto zero em que EBM, numa decisão estapafúrdia, resolveu representar uma nauseabunda CBF na Copa América.

    Parecia casa de louco. Helicópteros voavam até o Ninho levando dirigentes amadores que discutiam soluções com um diretor aparentemente ausente dos problemas. Flamengo não tem zagueiros em quantidade mínima aceitável. Quem deixou o elenco chegar a esta situação? De quem é a responsabilidade? Pode ter vários culpados, afinal, não é o RC que assina o cheque. Mas, se tem Centro de Inteligência mapeando o mercado, e não é de hoje, como não se chegou a soluções que caibam no orçamento depois de meses de trabalho? Quem é o responsável por cobrar pela demonstração de opções?

    E com a saída do Muricy, motivado pela doença cardíaca e, acredito eu, pelo stress de ver seu trabalho não rendendo absolutamente nada, o Flamengo apostou então, no treinador da base, Zé Ricardo. Visto que Jayme, o até então auxiliar técnico, fez e faz um trabalho terrível.

    Técnico novo, elenco numa eterna desmotivação, jogo contra a Ponte Preta. Flamengo vence de virada e mostrando ao menos uma aparente vontade  a ponto de recuperar resultado.

    E agora? Como o processo decisório do futebol é uma piada, sabe-se lá o que cabeças amadoras e um dirigente executivo, que não parece querer se comprometer, podem resolver. Pensou-se em Abel, um medalhão mais do mesmo, refutado pela torcida. E agora quem? Como o futebol passa sempre a impressão que não tem ideia do que quer, do sistema, estilo de jogo desejado, perfil de comando, pode então ser qualquer um. E vai ficando Zé Ricardo em meio a tempestade.

    Que ele ajude a ir acabando com este período de revoltas com mais vitórias.  De repente o barco com Zé Ricardo supere esta onda que veio forte querendo derrubar tudo e todos.

  • Fla só empata e fica em situação delicada no Brasileirão Sub-20

    Precisando da vitória, o Flamengo recebeu a Ponte Preta pela terceira rodada do Campeonato Brasileiro Sub-20. Com Zé Ricardo nos profissionais e com apenas um ponto na competição, Gilmar Popoca mandou a campo a seguinte equipe: João Lopes, Thiago Ennes, Dener, Lincoln e Michael; Hugo, Matheus Trindade e Matheus Sávio; Lucas Silva, Loran e Gabriel Ramos.

    Base

     

    A partida começou com o Mais Querido tendo a posse de bola, não conseguindo chegar ao gol pontepretano. Até que aos 5′, Thiago Ennes fez grande jogada pela direita mas Loran não conseguiu chegar para cabecear. A pressão continuou e após nova jogada de Ennes pela direita, Gabriel Ramos ajeitou para Loran chutar forte e obrigar o goleiro Ivan a fazer grande defesa.

    A partir disso, o jogo voltou a perder intensidade e a Ponte quase aproveitou. Aos 33′ minutos, em grande jogada individual de Fábio pela direita, o camisa 10 paulista encheu o pé e chutou no travessão de João Lopes. Antes do fim do primeiro tempo, ainda deu tempo do Fla levar perigo mais uma vez: aos 38′, em cobrança de escanteio de Matheus Sávio, Trindade cabeceou por cima do gol. E foi só, intervalo de partida, 0 a 0.

    Para o segundo tempo, Gilmar fez uma alteração: saiu Loran e entrou Cafu. Logo no início da segunda etapa, um baque: aos 3′, após cobrança de escanteio, João Lopes faz um milagre em cabeçada do zagueiro da Ponte mas não impede o gol do alvinegro paulista, Ponte Preta 1 a 0. O gol, além de praticamente eliminar a equipe carioca, desestabilizou a equipe em campo, que viu a Ponte quase matar a partida em dois contra-ataques perigosos.

    Até que Gilmar Popoca colocou em campo Patrick. O jovem recém promovido ao sub-20, mostrou porque é um dos artilheiros da equipe e empatou a partida em um lindo chute de primeira – e de perna direita, que não é a boa – sem chances para Ivan, 1 a 1. A partir disso, o Flamengo foi todo para cima e quase virou em dois lindos chutes, de Trindade e Patrick. No último lance do jogo, Cafu cobrou falta com perfeição, mas ela passou perto do ângulo. Fim de partida, Flamengo 1 x 1 Ponte Preta.

    Flamengo fica com dois pontos no grupo e terá que torcer por uma grande combinação de resultados para avançar no Campeonato Brasileiro Sub-20.

    Ficha Técnica

    Flamengo 1 x 1 Ponte Preta – Gávea – Terceira Rodada do Brasileirão Sub-20

    Flamengo: João Lopes, Thiago Ennes, Dener, Lincoln e Michael; Hugo (Kleber), Trindade e Matheus Sávio (Patrick); Lucas Silva (Daniel), Loran (Cafu) e Gabriel Ramos (Gabriel Silva). Técnico: Gilmar Popoca

    Ponte Preta: Ivan, Giovani, Breno, Marcos e Paulo; Vinicius, Sávio e Fábio; Leonardo, Gustavo e Wytallo. Técnico: Leandro Zago

    Árbitro: Leandro Newley Ferreira Belota

    Assistente 1: Andrea Izaura Maffra Marcelino de Sá

    Assistente 2: Patricia Silveira de Paiva Retondário da Silva

     

  • Daniele Hypolito está de volta ao Mais Querido

    Ex-atleta do Clube de Regatas do Flamengo, onde encerrou seu vínculo em 2013, Daniele estava sem clube desde janeiro deste ano, quando se desligou oficialmente do Cegin, de Curitiba, onde treinava desde que deixou o Rubro-Negro.

    Daniele Hypolito, que no último mês disputou a Copa do Mundo de Ginástica Artística, conquistou duas medalhas de ouro. Deu um show na prova do solo e terminou no lugar mais alto do pódio, repetindo a performance do dia anterior, quando ficou com o ouro na disputa do salto.

    Sobre seu retorno a Gávea, se declarou estar muito contente e comemorou a volta com uma postagem em sua conta pessoal no Instagram: “Estou muito contente por estar voltando ao Clube de Regatas do Flamengo. Uma vez Flamengo. Flamengo até morrer”.

    Dani, que voltará a representar o Fla nos tablados, está com 31 anos de idade e, juntamente com mais três atletas rubro-negras, fará parte da Seleção Brasileira de Ginástica Artística nos Jogos Olímpicos Rio 2016: Rebeca Andrade, Jade Barbosa e Flávia Saraiva. Apenas Lorrane dos Santos é do Cegin. Daniele declarou em 2014 que gostaria de se despedir da ginástica artística na competição e “deixar um legado para novas gerações”.

    A jovem será a oitava atleta do Flamengo na seleção brasileira em geral, que já tem Flávia Saraiva, Jade Barbosa, Julie Kim Sinmon, Letícia da Costa, Milena Theodoro, Rebeca Andrade e Thauany Lee Araujo.  

    A ginasta será apresentada oficialmente como nova integrante da equipe, nesta quarta-feira (01) na Gávea, no Ginásio Cláudio Coutinho – sede social do Clube de Regatas do Flamengo às 17h30.