O Flamengo recebe o São Paulo no domingo, às 16h, no Estádio Mané Garrincha em Brasília, pela 9ª rodada do Campeonato Brasileiro almejando encostar no G4 e engatar uma sequência positiva na competição. Além dos três pontos e tranquilidade para começar uma nova semana de trabalhos, o time quer se desgarrar do grupo que iniciou a rodada com 13 pontos na embolada tabela de classificação.
Além do mando de campo o Flamengo pode contar com uma certa ansiedade do Tricolor Paulista, que começa a viver a expectativa das semifinais da Libertadores contra o Atlético Nacional no início do mês de julho. Alguns interlocutores do clube afirmam que esse é um dos motivos para uma certa falta de concentração e consequente perda de pontos em alguns jogos considerados fáceis pela comissão técnica.
Outro ponto a favor do Flamengo, além de jogar em sua segunda casa, é a chance o Rubro-Negro tem de aproveitar a inexperiência da dupla de volantes do tricolor paulista, com João Schmidt (3 jogos) e Artur fazendo sua estreia pelo profissional. O desejo da torcida é ver um Flamengo forte no sistema defensivo, como na vitória suada contra o cruzeiro na última quarta-feira, porém sem deixar de atacar e dominar o meio campo rival.
Eliminado na Copa América Centenário com a seleção peruana, Zé Ricardo foi rapidamente avisado de que não contaria com Guerrero, que segue para o Peru e retornará ao Brasil na segunda-feira (20). Réver e Rafael Vaz, dupla responsável pelos últimos três pontos, está mais que confirmada e o treinador interino acredita que o jogo será importante para acelerar a retomada de ritmo de jogo dos novos defensores, que já demonstraram que a confiança e adaptação já não são problemas. Juan já retornou aos gramados mas ainda não está completamente recuperado da lesão. O goleiro Paulo Victor, depois de uma semana de volta gradativa às atividades, sentiu novamente o edema na coxa que o afastou dos gramados e nem viajou para Brasília e Alex Muralha segue titular no gol.
Curiosidades:
Primeira partida entre Flamengo x São Paulo foi realizada em 1933 com vitória dos paulistanos por 7×3.
Maiores Goleadas:
Flamengo 1 x 6 São Paulo
São Paulo 2 x 5 Flamengo
São Paulo 4 x 1 Flamengo
Flamengo 4 x 2 São Paulo
Hístico do Confronto:
Flamengo: 40 vitórias – 167 gols
São Paulo: 50 Vitórias – 211 gols
Empates: 35
Ficha Técnica
Data:domingo, 16h Local: Mané Garrincha, em Brasília
Escalação provável: Alex Muralha, Rodinei, Réver, Rafael Vaz, Jorge, Marcio Araújo, William Arão, Everton, Alan Patrick, Marcelo Cirino e Felipe Vizeu. Desfalques: Juan, Paulo Victor, Guerreiro. Escalação provável: Denis; Bruno , Maicon, Rodrigo Caio e Matheus Reis; Artur, João Schmidt, Kelvin, Paulo Henrique Ganso e Michel Bastos; Calleri. Desfalques:Wesley, Breno, Carlinhos, Hudson, Lucas Fernandes e Mena.
Arbitragem: Elmo Alves Resende Cunha (GO), auxiliado por Alessandro Rocha de Mattos (BA) e Guilherme Dias Camilo (MG) Acompanhe o Tempo Real pelo Twitter do Mundo Bola:@Mundo Bola_CRF
Transmissão:
GLOBO (menos RS e DF), PREMIERE
Crédito imagem destacada: Nayra M. Vieira/Mundo Bola Informação
Com o início da temporada, começa o bombardeio de notícias e rumores sobre possíveis transferências nos clubes. Ainda em abril publicamos a matéria Entre barrigadas e sondagens: jogadores especulados no Flamengo desde a abertura da janela. Nos baseamos na famosa planilha de especulações do Gustavo Duarte (@gunevesduarte) com quase 100 (!) nomes, entre sondagens, negociações que realmente não vingaram e homéricas barrigadas de setoristas.
Revisitamos esta matéria no intuito de listar 10 daqueles jogadores citados e trazer para nossos leitores uma análise de desempenho neste primeiro semestre. Será que algum deles pode pintar no Mengão em breve? Deixe seus comentários!
Depois de amargar o banco da Arena Corinthians por tanto tempo, conquistou a vaga de titular recentemente. Nos últimos 7 jogos levou 5 gols, entretanto, em nenhum deles ficou evidenciado erro técnico do arqueiro. Vem ganhando ritmo de jogo e, apesar da idolatria ao campeão mundial Cássio, vem assegurando a titularidade.
Zagueiro titular do Racing-ARG. Atua pelo lado direito da zaga e cobre facilmente as subidas dos laterais. Tem na impulsão uma das maiores armas do seu repertório, apesar de não ser um dos zagueiros mais altos (1,84 m). Antecipa muito bem, tornando-se um bom ladrão de boa e permitindo força ofensiva ao time.
VEÍCULO: Wallace Borges (Esporte Interativo) – DATA 07/01/2016 – LINK
CONFIRMAÇÃO: Wallace Borges (Esporte Interativo) – LINK
Análise 01-06/2016
Continuou no Milan
Com a temporada europeia já finalizada, Alex foi um bom nome no decepcionante Milan. Sua boa estatura e seu porte físico avantajado impõe respeito e ajuda a fazer de seu forte o desarme, no mano a mano e nas jogadas aéreas. Não costuma arriscar muitos lançamentos, peca na velocidade e não costuma sair bem jogando. Fez 13 jogos, dois gols e tomou 3 amarelos.
VEÍCULO: Luciano Calheiros (Fox Sports) – DATA 15/12/2015 – LINK
Análise na temporada 01-06/2016
Continuou no Grêmio
Atualmente o melhor zagueiro em atividade no Brasil, líder nato da zaga gremista. Depois de uma carreira inscontante construída na Europa, com passagens pelo futebol português – onde chegou aos 18 anos -, passou pelo Colônia, da Alemanha e, antes de voltar ao Brasil, foi emprestado ao Mallorca. Depois de de 6 meses na Espanha, foi novamente emprestado no final de 2012, dessa vez ao Grêmio, curiosamente até julho de 2016. No futebol brasileiro transformou-se em um zagueiro elogiado e cobiçado por vários clubes. Apesar de sua alta estatura, e contrariando uma fama de atrapalhado vinda da Europa, aqui tem se destacado no mano a mano e sua jogada aérea é acima da média. Disciplinado, levou apenas 3 cartões amarelos e nenhum vermelho nos últimos 14 jogos.
Pertence ao São Paulo e continua emprestado ao Grêmio
De um jogador renegado a um jogador desejado, isso resume bem o que foi Maicon ano passado e seu status atual. No Grêmio ressurgiu e se destacou como um dos melhores volantes do Brasileirão. Sabe marcar bem e aproveita o seu porte físico para ganhar as divididas, facilitando as roubadas de bola para armar contra-ataques, habilidade fundamental para o tão falado volante moderno.
Acabou sendo vendido pelo Hamburgo ao Celta de Vigo
Marcelo Díaz foi um grande sonho de consumo da torcida no início do ano, mas seu destino acabou sendo o Celta de Vigo ainda em janeiro. Por lá não teve uma sequência de jogos e seguidas lesões atrapalharam seu rendimento. Dos 25 jogos da temporada participou de apenas 10 deles, sendo quatro desses começando no banco de reservas, com nenhum gol e apenas uma assistência na temporada.
A revelação do Bahia está há dois anos no futebol português. Após uma primeira temporada complicada no Benfica, em 2015 conseguiu se manter como titular, ao lado do artilheiro brasileiro Jonas. Participou de 18 jogos em 2016. Jogador habilidoso e rápido, seu ponto forte é a arrancada puxando contra-ataque. Possui a boa marca de 7 gols na temporada. Com muita responsabilidade de recomposição tem somente um cartão amarelo.
VEÍCULO: Diogo Dantas (Jornal Extra) – DATA 12/11/2015 – LINK
CONFIRMAÇÃO: Antônio Tabet (C. R. do Flamengo) – LINK
Análise na temporada 01-06/2016
Iniciou o ano no Fluminense e a seguir retornou ao Sport
Após um começo de ano complicado no Fluminense, retornou ao Sport e reencontrou o futebol na média do ano passado, em sua primeira passagem pela Ilha do Retiro. Joga com muita liberdade, se posicionando mais como um meia atacante. Em 7 partidas fez 4 gols e 1 assistência. Utiliza muito do seu porte físico para ganhar no corpo dos adversários e tem facilidade para criar jogadas para os atacantes. O momento ruim do time, na penúltima posição do Brasileiro começa a refletir no seu futebol, contudo, ainda é tido como o maior jogador a vestir a camisa do time pernambucano.
Grande conhecido do público mexicano, em 2014 chegou a entrar na lista da seleção do México para participar da Copa do Mundo no Brasil. Luis Montes pode ser considerado o dono do meio de campo do Léon. Joga pela direita com velocidade e arma muitas jogadas pelas laterais. Seu ponto forte é mesmo a criação e tem alto índice de assistências. Este ano deu incríveis 13 assistências e estufou as redes 5 vezes.
Completamente adaptado ao futebol ucraniano, Taison se tornou titular absoluto, colocando o brasileiro “mais antigo”, Dentinho, no banco de reservas. Segundo atacante que busca muito a bola no meio e vem de trás, é reconhecido por sua boa movimentação, técnica e bribles. Finaliza bem, com muitas tentativas da entrada da aérea, seu ponto forte. Fez 16 jogos oficiais no seu clube e marcou 5 gols.
Titularidade, gol e vitória. Assim foi a primeira semana Réver no Flamengo. Vindo de uma passagem apagada pelo Internacional, a estreia do zagueiro não poderia ser melhor, tanto para ele próprio, quanto para a torcida rubro-negra, que se empolgou com a primeira partida do reforço.
Feliz da vida, Réver concedeu entrevista coletiva na manhã desta sexta-feira (17), no Ninho do Urubu. Apesar de considerar ter feito uma partida satisfatória no Mineirão, o atleta confessou que o longo tempo parado acabou criando certa dificuldade no decorrer da partida. “Há dois meses não jogava os 90 minutos. Senti cansaço no segundo tempo, ficou nítido, mas consegui superar e levar até o fim da partida”, contou.
“Há algum tempo não atuava e isso gera desconforto. Esperava estrear o quanto antes para a autoestima voltar. Agora, quero ter sequência para mostrar para mim que posso manter alto padrão de jogo. Espero levar adiante para ficar 100% e recuperar a confiança que sempre tive na minha carreira”, completou.
Após a boa atuação contra o Cruzeiro, na última quarta-feira (15), o jogador comentou sobre a responsabilidade de ter entrado no time exatamente no momento em que a defesa é o setor mais contestado. Para ele o fato da equipe ter conseguido se saído bem defensivamente contra o clube mineira seu deu por conta de um trabalho em conjunto de toda a equipe.
“Cheguei num momento em que o setor defensivo era contestado. Mas não é só esse setor que tem essa cobrança. A primeira pressão na marcação vem do ataque. E contra o Cruzeiro fizemos marcação forte e eles não criaram tanto. Feliz de ter ajudado e espero que seja só o início”, frisou.
Sem ter conseguido emplacar uma sequência de jogos no Internacional, o atleta chegou ao Mais Querido do Brasil com certa desconfiança. Depois da primeira partida com o Manto Sagrado, porém, boa parte da torcida parece começar a enxergar a contratação como outros olhos. Em alguns relatos nas redes sociais, por exemplo, já era possível ver o zagueiro sendo chamado de “Xerife da Gávea”.
“Temos vários líderes dentro de campo, talvez não aparente tanto. Isso é bom e importante dentro de uma equipe”, comentou Réver ao ser perguntado sobre o que achava do título recebido.
Xerife ou não, fato é que o zagueiro pode ser uma peça importante para o Rubro-Negro na longa caminhada do Campeonato Brasileiro Série A. Com uma disputa cada vez mais acirrada, a expectativa é que o elenco flamenguista consiga render o suficiente para brigar na parte de cima da tabela de classificação.
Atualmente o Fla se encontra na 7ª colocação, com 13 pontos somados em sete rodadas, mesma pontuação do Santos, a última equipe da zona de classificação para a Copa Libertadores da América. Além disso, o Mengo está apenas a seis pontos do líder do campeonato, curiosamente o ex-clube de Réver.
“Objetivo é esse. Sabemos da dificuldade que é o campeonato. O Inter vem de bons resultados, mas muitas coisas vão acontecer. Têm confrontos diretos que fazem a diferença. Estamos crescendo no momento certo”, comentou o zagueiro.
O novo compromisso da equipe carioca é no próximo domingo, onde enfrentará o São Paulo, no Mané Garrincha, em Brasília. Caso vença o confronto, o time treinado por Zé Ricardo pode terminar a rodada dentro do G4, dependendo de uma combinação de resultados.
“Temos que levar isso para dentro de campo. É um concorrente direto e precisamos somar pontos em casa. O mando é nosso e temos que nos impor. São Paulo também vai tentar e nós temos que fazer algo de diferente contra os adversários, principalmente contra os grandes”, disse Réver.
“Se o resultado positivo não vier, estaremos sob pressão. Temos que ficar em busca das vitória para que essa pressão passe longe”, finalizou.
Após a vitória de 1×0 sobre o Cruzeiro no Mineirão, o Fla somou mais 3 pontos no Brasileirão e se encontra em sétimo lugar na tabela do Campeonato. O gol da partida foi marcado pelo recém chegado zagueiro Réver, que era reserva do Internacional e não jogava há 2 meses. O jogador afirmou que ficou muito feliz com a estreia positiva, mas sabe que precisam melhorar: “O mais importante é vencer um jogo ou até um empate fora de casa. O importante é que ganhamos de uma grande equipe, que quando iniciou o campeonato era uma das favoritas ao título. A gente treinou na terça, tive um bom aproveitamento. Acho que pela altura fez uma diferença e eu pude contribuir com a equipe. Pude fazer o gol e tiveram mais atleticanos felizes por ai. Mais uma vez calamos o Mineirão.” completou, alfinetando a equipe do Atlético MG, a qual era rival quando atuou pelo Cruzeiro.
Zé Ricardo afirma que tinha receio em arriscar Réver e Vaz nesta partida
“Tinha um certo receio em relação à escalação da dupla porque estavam jogando a primeira vez juntos. Eles tinham apenas três sessões de treino juntos mas acreditamos que, com a experiência, eles iam superar as dificuldades. E deu tudo certo. Foi uma apresentação acima do que eu esperava. Conseguimos segurar o ataque do Cruzeiro, principalmente no fim, e na bola parada ofensiva fizemos o gol da vitória”.
Sobre a atuação de Réver, Zé afirmou que o jogador é experiente e vitorioso, mas ainda tem a crescer: “Tudo isso vem agregado à força defensiva e ofensiva e liderança. O grupo do Flamengo é jovem e a gente carecia de mais experiência. Réver vai ajudar e espero que seja muito feliz aqui”.
Rafael Vaz, também novato na equipe rubro-negra, confirmou que o resultado foi bom e que ele e Réver conversaram bastante durante o jogo, para garantir o sucesso da zaga. “Primeira vez que jogamos juntos. Tem muito para melhorar, sabemos disso. Mas por ser a primeira partida, foi bom. Quando zagueiro não toma gol, é bom. A gente fica junto no quarto e conversamos bastante. A gente conversou bastante durante a partida e tudo deu certo”, completou.
Sobre as oportunidades de gol, o técnico interino afirmou que a equipe do Fla foi superior, criando as melhores chances de finalização: “Tivemos oportunidades, não muitas, mas algumas chances de definir a partida. Mas pelo que apresentamos no primeiro tempo merecemos a vitória porque também soubemos nos defender nos momentos mais agudos do jogo. Procuramos trabalhar jogo a jogo. No jogo passado nosso segundo tempo foi melhor do que o primeiro. Hoje foi o Cruzeiro que pressionou no segundo tempo. Em Santa Catarina, o Figueirense se defendeu, hoje nós conseguimos e seguramos um resultado positivo importantíssimo”.
Paulo Bento (técnico do Cruzeiro) afirma que o Flamengo foi a melhor equipe que enfrentaram
O técnico adversário, apesar de achar não achar o resultado justo, exaltou a atuação do Fla: “O adversário fez um gol, praticamente, na única situação. Nós, com mais situações, não conseguimos ser eficazes. Creio que foi a melhor equipe que enfrentamos até agora”.
O próximo confronto do Mais Querido do Brasil é contra o São Paulo, no próximo domingo (19), às 16h, no Mané Garrincha.
Neste domingo (19) às 16h, o Flamengo entra em campo pela 9ª rodada do Brasileirão 2016, jogando em Brasília, contra o São Paulo, noEstádio Mané Garrincha. Os ingressos para o duelo já começaram a ser comercializados para o público em geral.
INFORMAÇÕES – LOCALIZAÇÃO DAS TORCIDAS
Arquibancada Superior: torcida mista e torcidas organizadas de São Paulo e Flamengo (setor Norte);
Arquibancada Inferior: APENAS para torcedores do Flamengo;
Hospitality Popular: APENAS para torcedores do Flamengo.
Valores dos ingressos:
Hospitality Popular – torcida do Flamengo
Público geral e STs Nação Jr: R$60 (Meia: R$30)
STs Tradição: R$50 (Meia: R$25)
STs Raça e superiores: R$30 (Meia: R$15)
Arquibancada Inferior – torcida do Flamengo
Público geral e STs Nação Jr: R$160 (Meia: R$80)
STs Tradição: R$120 (Meia: R$60)
STs Raça e superiores: R$80 (Meia: R$40)
Arquibancada Superior – setor misto
Público geral e STs Nação Jr: R$120 (Meia: R$60)
STs Tradição: R$90 (Meia: R$45)
STs Raça e superiores: R$60 (Meia: R$30)
Arquibancada Superior – setor Norte (Torcida Organizada Raça Rubro-Negra)
Público geral e STs Nação Jr: R$80 (Meia: R$40)
STs Tradição: R$60 (Meia: R$30)
STs Raça e superiores: R$40 (Meia: R$20)
Arquibancada Superior – setor Norte (outras Torcidas Organizadas do Flamengo)
Público geral e STs Nação Jr: R$80 (Meia: R$40)
STs Tradição: R$60 (Meia: R$30)
STs Raça e superiores: R$40 (Meia: R$20)
Arquibancada superior – local das organizadas do São Paulo
R$120 (R$60 meia)
Os ingressos estão sendo comercializados nos seguintes locais:
Em Brasília:
Loja Grandes Torcidas – CLS 308 Bloco A Lojas 22/26 Asa Sul – até dia 18/06, das 10h às 17h
Loja Flamengo – CLS 308 BL D Loja 30 Asa Sul –até dia 18/06, das 10h às 17h
Loja Globo Esporte CO9 Lote 7 Loja 01 – Taguatinga Centro – até dia 18/06, das 10h às 17h
Loja Globo Esporte QS 01 Rua 210 Lote 40 Lojas 2070/2071 – Taguatinga Shopping – até dia 18/06, das 10h às 17h
Torcedor Futebol Clube CLS W 304 Bloco C Loja 26 – Sudoeste – até dia 18/06, das 10h às 17h
No RJ: Av. Borges de Medeiros 997, Gávea – até 18/06 das 10h às 17h
OUTRAS INFORMAÇÕES
A venda para torcidas organizadas do São Paulo será SOMENTE no Mané Garrincha, de sexta a domingo, e os pontos físicos de venda antecipada EXCLUSIVOS para torcedores do Flamengo.
No estádio haverá uma bilheteria exclusiva para a torcida do Flamengo e outra exclusiva para a torcida do São Paulo na sexta e no sábado. No domingo, haverá três containers, um para torcida do Flamengo, um para torcida do São Paulo e um para STs do Flamengo.
NÃO há distribuição de gratuidades em Brasília.
Em 2013, o Flamengo enfrentou o São Paulo no Mané Garrincha. O jogo acabou empatado, sem gols. O jogo atraiu 44.164 torcedores no estádio, para uma renda de mais de R$ 2 milhões.
Como a diretoria não sabe nada de futebol e viram que nas redes sociais podemos encontrar especialistas em diversas áreas, ocorreu uma reunião – após a reunião que definiu quando seria a segunda reunião pra marcar a terceira reunião e então marcaram a quarta reunião para enfim ocorrer a reunião que pararam pra pensar em uma solução – onde, durante um brainstorming foi lançada a ideia de deixar a Nação gerir o futebol através de uma plataforma.
Junto com a multinacional Alphabet, empresa detentora da Google e diversas outras empresas de tecnologia, e a Exos, empresa de excelência esportiva já parceira do clube, vai ser lançada uma plataforma de gestão esportiva onde você dará sua opinião e todas as decisões serão tomadas de forma democrática. Essa plataforma poderá ser acessada por um aplicativo disponível para Android, Apple e Windows ou através de navegadores web e se chamará Centro Repositorial Institucional de Soluções Estratégicas.
Maior plataforma de gestão esportiva está sendo lançada
As funções da plataforma:
Vendo o quão difícil foi escolher um bom técnico – sem delirar pedindo quem não cabe no bolso – ao longo desses quase 4 anos de gestão, agora não teremos mais nenhum técnico fixo. Zé Ricardo será efetivado apenas como porta-voz, ele poderá dar sua opinião através da plataforma, mas irá prevalecer a da maioria. Todos terão acesso às câmeras dos treinos com as análises de desempenho fornecidas pela Exos para poder escolher time titular, substituições e estilo de jogo. Através de enquetes, a Nação vai escolher até mesmo como será feito o treinamento físico e técnico, ZR apenas passará as informações.
O setor médico entraria nessa plataforma, mas até o momento a Nação só escolherá se poupará ou não os jogadores. Apesar de estar com o cargo ameaçado, Dr. Márcio Tannure permanece até que uma nova atualização seja feita na plataforma.
Para suprir a função de gerente esportivo, os jogadores terão contas onde seus comentários ficarão em destaque para avaliação de todos – o mesmo pode ser feito de forma anônima caso seja um assunto delicado e o jogador queira permanecer assim. Dessa forma nossos especialistas de internet poderão decidir quais ações devem tomar em caso de, por exemplo, um racha no elenco. Como todos serão técnico, gerente e diretor, já terá a conversa natural entre os cargos.
Como é função do diretor esportivo fazer as negociações de jogadores, o famoso mapeamento do mercado finalmente terá resultado nessa plataforma. Você, como conhecedor de todo o futebol argentino, por exemplo, poderá indicar por si só um jogador e terá um espaço para incorporar o vídeo do YouTube com os melhores lances do mesmo. Todos vão poder analisar para então vetar ou aprovar as contratações. Se sua proposta for aprovada e se encaixar no planejamento financeiro, a mesma será enviada para o jogador e seus representantes assinarem – em caso de recusa, isso será informado na plataforma e pode se inciar uma nova rodada de negociação. Caso desejem ter um representante físico na negociação, todos poderão se candidatar e serão escolhidos por votação popular. A mesma lógica para contratações serve para dispensas e empréstimos de jogadores.
Também será possível definir os locais de mando de campo. O departamento financeiro e de marketing darão sugestões que terão destaque, mas os Especialistas da Nação vão avaliar tais sugestões e poderão indicar mudanças em todos os níveis. A forma de tratamento ao adversário também será debatida e estarão disponíveis relatos de rubro-negros que sofreram nos estádios alheios por causa do descaso dos clubes.
Para dar entrevistas coletiva pós-jogo será escolhido um representante fixo que terá o cargo assegurado por 3 jogos, assim evita gastos excessivos com a troca de pessoal e pode ser trocado rapidamente se falar besteira. Os candidatos mandarão vídeos simulando entrevistas após uma derrota, um empate e uma vitória. O mesmo precisa ter a habilidade de lidar com certos veículos da patota imunda.
Ainda na questão das entrevistas e certos veículos, a Nação poderá ranquear toda a imprensa, desde o próprio veículo a um repórter específico, onde aqueles que tiverem pontuação negativa serão punidos. As punições variam de um simples “Você a gente não responde” como aviso até um processo judicial de calúnia ou o que os Advogados da Nação preferirem.
E o ST que quase não tem vantagens? Aqui você terá! Todos os STs terão seus comentários/votos destacados e terão pesos diferentes de acordo com o plano contratado. Os torcedores Off-Rio terão peso 0.5 e os de Brasília terão peso 0.001, exceto em questões que envolvam churros e vaias. Aqueles torcedores que forem pegos descendo a rampa sorrindo, lanchando, comemorando vitória no basquete ou qualquer outro esporte quando o time está nessa situação, serão punidos perdendo metade do peso do seu voto.
Após tanto tempo perdida no comando do futebol cometendo diversos erros, a diretoria encontrou a solução: a Nação! Agora o Flamengo será comandado por você! Não teremos mais o incompetente Rodrigo Caetano colocando seus amigos no Flamengo ou contratando os encostados do Grêmio, seu clube do coração. Agora você definirá quais são os critérios para contratar, como ser Flamenguista de coração (FORA SHEIK VASCANALHA), não terá mais interferência do EBM, que poderá se juntar a CBF de forma vergonhosa mesmo após fazer diversas críticas, pois o mesmo só precisará assinar as decisões tomadas na plataforma afim de efetivar tais decisões.
*Os trechos grifados em negrito são, provavelmente, os únicos pontos verdadeiros desse texto.
SRN!
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Thauan Rocha escreve no Flamenguista Imparcial, da Plataforma Mundo Bola Blogs. A opinião do autor não reflete necessariamente a opinião do Mundo Bola.
O mundo antigo possuía as sete maravilhas, que foram lembradas no Carnaval do Rio de Janeiro de 1981 pela Beija Flor. Seus passistas cantavam a plenos pulmões na avenida que a Escola de Samba de Nilópolis seria a oitava maravilha do mundo.
Ocorre que, em 07/07/2007, no Estádio da Luz em Lisboa, o mundo moderno ganhou novas obras consideradas como sete maravilhas. O Cristo Redentor no Rio de Janeiro é uma dessas construções especiais.
Fonte: Brasil Escola
Após refletir bastante cheguei a conclusão que existe um oitavo patrimônio mundial. Esse patrimônio pertence a dezenas de milhões de pessoas espalhadas pelo Brasil e aos bilhões de habitantes de nosso planeta. Em princípio, as cores azul e ouro o representavam, mas a maravilha foi materializada em vermelho e preto.
O Flamengo é a maior das construções humanas. De forma semiconsciente eu descobri isso muito cedo. Mas hoje eu tenho a convicção de que o Clube de Regatas do Flamengo é a oitava maravilha do mundo moderno. E não é por que possui uma exuberância linear. Mas sim por que é capaz de reunir em sua massa híbrida o popular e o divino, o céu e o inferno, um misto de raça, amor e paixão.
O Flamengo que me conquistou não era ainda o espetacular da década de 80. O Flamengo do início da década de 70 era feio, raquítico, coadjuvante. Só tinha praticamente a camisa e uma legião de crentes, dos melhores crentes, daqueles que sabiam que já eram grandes, mas que acreditavam que um dia seriam gigantes. Quantas vezes vencemos só com a camisa e a nossa crença…
Esses elementos representavam muito bem o poema “A Flor e a Náusea” do inesquecível Carlos Drumond de Andrade. Pois, assim como A Flor resistia dramaticamente diante de toda a dureza do mundo exterior, ela ainda era uma flor.
Por isso que, apesar de tanta coisa feia que rodeia a história recente do Flamengo, algo continua nos fazendo a cada dia mais apaixonados. Dentro de campo, o símbolo mor da feiura se encontra em alguns jogadores. Em alguns momentos eles se revezam, em outros nos enganam, mas o maravilhoso Flamengo está ali, dentro do Manto Sagrado.
Ser campeão é consequência. Observem que, após os duros anos 70, a democracia resurgiu nos 80 e, em seu despertar, o Flamengo detinha o germinal de uma das maiores equipes de futebol do mundo de todos os tempos. O maravilhoso surgiu do miserável.
Por isso que tenho a certeza que as contingências contemporâneas serão superadas por algo muito bom que está reservado para a magnética. O Nirvana está por chegar, por mais doloroso o momento que alguns possam pensar que seja o pior de nossa história. Não! Não é!
O que vimos em Belo Horizonte nessa quarta-feira era o Flamengo. Feio, mas era o Flamengo. Tenho algumas ideias do que tenha sido esse jogo, e irei apresentá-las a vocês.
Cruzeiro 0x1 Flamengo – Eu tinha plena convicção de que venceríamos a partida. Afinal, nosso adversário estaria desfalcado de cinco titulares e com algumas improvisações. Se havia um momento para se conquistar três pontos no Mineirão, esse momento seria agora. E foi.
O Cruzeiro vive uma temporada muito ruim. Ficou fora das finais do campeonato mineiro, ainda resiste na Copa do Brasil, mas faz um campeonato brasileiro onde até agora não venceu no Mineirão e convive nesse momento com seus rivais regionais na Zona de Rebaixamento da competição.
O Flamengo também faz uma temporada medíocre. Porém, dentro de campo, a impressão que se tem é que esse time pode, e deve jogar mais. Não há salários atrasados, e o ajustes, embora lentos, são realizados. Por exemplo, não tínhamos zagueiros em quantidade suficiente, mas bastou a água bater nas partes baixas, para que a diretoria se virasse em Rever e Rafael Vaz. Ou seja, planejamento, ou falta dele, é o nosso maior problema.
E por falta de saber o que fazer, a diretoria colocou o treinador Zé Ricardo em xeque. Zé é interino. Mas quando ganha é efetivado. E quando perde, o Flamengo negocia com “técnicos de maior experiência”. Em decorrência desse dilema, Zé Ricardo parece ter começado a montar o time do Flamengo voltado para um futebol de resultados.
Essa pressão foi percebida pela entrevista pós-jogo, onde Zé Ricardo transpareceu insegurança. Eu acredito que Zé desejasse vencer a partida. E se vencesse jogando bonito seria melhor ainda. Mas o pragmatismo fez com que, cada substituição CONSCIENTE que Zé fez ontem, tinha como resultado levar o time cada vez mais para trás, chamando o combalido Cruzeiro para cima.
Eu não creio que Zé Ricardo seja um novo Carlinhos, ou um Andrade da vez. Eu o defendo para o momento atual contra a possibilidade de a diretoria cometer novamente o erro de trazer um Ney Franco, ou outro treinador mais ou menos do mesmo. Eu quero um técnico com visão revolucionária, como a que tivemos com Cláudio Coutinho. Se for o Sampaoli, melhor ainda.
E foi com esse futebol pragmático, mesmo com Márcio Araújo atrapalhando, que o Flamengo venceu o Cruzeiro no Mineirão após 15 anos. Grande feito, apesar do limitado futebol apresentado. Resultado justo a meu ver. E só não foi maior, por que o bandeirinha que marcou impedimento inexistente de Cirino e Vizeu não quiseram que o Flamengo fizesse mais gols.
A dupla de zaga me surpreendeu. Se Rever não tiver problemas de ordem clínica, já deu mostras que pode, não só nos auxiliar contra o pesadelo das bolas paradas em nossa área, como ser decisivo nos escanteios em nosso favor.
Tendências: Flamengo – Colar no grupo de cima; Cruzeiro –Não é possível que seja lutar para fugir do Z4…
E como foram os demais jogos?
São Paulo 2×0 Vitória – O São Paulo vem fazendo um campeonato protocolar. Está na frente do Flamengo por diferença de um gol, e demonstra evolução do trabalho de seu treinador estrangeiro. O Vitória possui um elenco muito fraco, mas que demonstra muita vontade e superação. Tendências: São Paulo – G8; Vitória – esperança dos times mineiros.
Chapecoense 3×3 Grêmio – Vi pequenos pedaços do jogo. A Chape é carne de pescoço. É um adversário muito difícil de ser batido. Mas uma coisa ela tiveram uma facilidade, pois Wallace estava na zaga adversária.O Grêmio não levava gols. Bastou ANUNCIAR o ex-zagueiro do Fla que a coisa desandou. Tendências: Chapecoense – Meio de tabela; Grêmio – G5.
Ponte 3×2 Atlético/PR – Não vi o jogo, mas a Ponte faz uma campanha surpreendente. O CAP joga sempre no limite. Tendências: Ambos – Meio de tabela para baixo.
Botafogo 3×1 América– Reedição do clássico da Série B de 2015. O Coelho quebrou o galho do Foguinho. Tendências: Briga pesada contra o rebaixamento. Mas parece que a situação do América já está se consolidando.
Santos 2×0 Sport – Parece que o time pernambucano joga um campeonato a parte contra o Flamengo. Ele só ajuda os nossos adversários na tabela. Tendências: Santos – G8; Sport – Brigar na parte de baixo da tabela.
Santa Cruz 1×0 Figueirense – O time catarinense dá um passo para trás e outro pra frente. Tirou três pontos do Flamengo para em seguida doá-los para o Santinha. E O Santa Cruz, quando não se dava muita coisa por ele, liderou o campeonato. Entusiasmaram, começaram a perder força. E agora conquistam novamente três pontos Tendências: Santa Cruz – Nesse momento é uma incógnita; Figueirense – O futebol mineiro pode ter alguma esperança.
Coritiba 2×2 Palmeiras – Palmeiras estava com a vitória nas mãos, mas os sinalizadores de sua torcida proporcionaram os acréscimos, onde saiu o gol de empate do Coxa, em lance irregular só detectado pela TV. Tendências: Coritiba – Time muito fraco, luta para permanecer na primeira divisão; Palmeiras – G4.
Internacional 2×0 Atlético Mineiro – Jogo das virgens do século. Afinal, o último campeonato brasileiro de cada um foi na década de 70. Vi a partida. Fiquei impressionado com a aplicação e marcação da equipe gaúcha. Joga feio, mas luta por algo na competição. Tem um bom goleiro e uma equipe homogênea e disciplinada. O Atlético vive um momento terrível. Robinho e Rafael Carioca chegaram a se estranhar dentro de campo. Tendências: Internacional – G4; Atlético/MG – Terá que reencontrar a paz. Neste exato momento frequenta o Z4, mas tem elenco para brigar na parte de cima.
Fluminense 1×0 Corinthians – Vi alguma coisa do jogo. A torcida do Flu em Brasília é estilo Botafogo. O futebol do time do Levi superou os Gambás sem Tite. Nem sei se mereceram, achei a partida uma senhora “pelada”. Tendências: São equipes para disputa de G4, G5, G8…
Bem, agora virá o São Paulo. Flamengo tem enorme desvantagem. Que falta nos faz o Maracanã! Que falta nos fez até aqui um planejamento no futebol análogo ao financeiro. Estamos a seis pontos do líder do campeonato e a cinco do Z4. Nossa tarefa atual é pensar em nos livrarmos da coisa feia, e essa liberdade está nos 45 pontos. Mas sempre espero que lá no fundo, nossos atletas resolvam encarnar o Flamengo em sua amplitude, o Flamengo que nasceu para vencer, que vive para ser campeão.
O jornalista Gustavo Roman comenta os aspectos táticos e tece considerações gerais sobre a vitória do Flamengo sobre o Cruzeiro. O time ocupa a 7ª posição no Campeonato Brasileiro, com 13 pontos e quebrou um tabu que durava 15 anos em jogos no Mineirão.
Além disso, foi a terceira vitória de Zé Ricardo à frente do Mais Querido.
Na tarde da última terça-feira, 14, o Flamengo foi até São Paulo para enfrentar o Palmeiras, visando a vitória e uma consequente classificação, dependendo de uma combinação de resultados, para avançar à segunda fase do Campeonato Brasileiro Sub-20 2016. O Flamengo abriu o placar aos 35 do 2º tempo mas, aos 45, levou o empate e assim acabou sendo eliminado juntamente com o clube paulista. Essa é a segunda edição do campeonato. Em 2015, onde avançamos até a segunda fase, por pouco não chegamos às finais. O time teve algumas mudanças em relação à equipe campeã da Copinha deste ano, sendo que peças importantes acabaram subindo ao profissional.
Números da campanha:
4 Jogos
3 Empates
1 Derrota
3 Gols Marcados – 1 no 1º Tempo e 2 no 2º Tempo
4 Gols Sofridos – todos no 2º Tempo
Jogos
21 atletas entraram em campo e, desses, 12 disputaram as 4 partidas do Mengão no Campeonato Brasileiro Sub-20 desse ano. 13 estavam no elenco campeão da Copinha 2016. Entre eles, Thiago Ennes, Matheus Sávio, Patrick e Trindade.
Gols e Cartões
Matheus Trindade foi o artilheiro do Flamengo nesse Brasileiro Sub-20, com 2 gols em 3 jogos. Em 2015, os atacantes Felipe Vizeu e Douglas Baggio foram os artilheiros, com 4 gols cada.
Comparação – 2015 e 2016
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Adriano Skrzypa escreve no Blog Flamengo em Números, da Plataforma Mundo Bola Blogs. Twitter: @FlamengoNumeros
Zé Ricardo, após duas derrotas, entrou pressionado contra o Cruzeiro, que vinha de boa vitória no clássico contra o Atlético-MG. Sabendo que o adversário teria o desfalque de 6 titulares, inclusive ambos os laterais seriam improvisados, optou por jogar com atacantes abertos pelos lados.
Mais uma vez no 4-3-3, o Flamengo foi a campo com Alex – Rodinei, Réver, Rafael Vaz, Jorge – William Arão, Alan Patrick, Márcio Araújo – Cirino, Felipe Vizeu, Éverton. A grande novidade foi a titularidade do recém contratado Réver, o que deixou Léo Duarte no banco.
No 1° tempo, defesa forte e deserto criativo
Como possuía laterais improvisados, sendo um deles atacante, os pontas do Cruzeiro ganharam mais obrigações defensivas e pouco caíam para o meio, o que deixava o jogo excessivamente aberto e o meio um tanto vazio independentemente de quem atacava.
A Muralha da China Rubro-Negra
E se o jogo era aberto, havia um alto número de cruzamentos para a área e, o que poderia ser um pesadelo defensivo em outros tempos, fez Réver entrar no jogo com moral. Com uma estatura de 1,92m e reconhecida habilidade na bola aérea, o zagueiro tirou tudo pelo alto, não dando chances para o ataque celeste.
Com botes precisos por baixo, bom posicionamento e grande jogo aéreo, Réver tem como único problema a falta de velocidade, o que torna improvável ver uma dupla de zaga com Juan, a não ser que se faça uma linha de 3 com Vaz no centro. E foi justamente o novato da camisa 33 que, com sua velocidade, característica também de Léo Duarte, foi o responsável por fazer cobertura ou sair para o combate.
Um Grand Canyon no meio de campo
Além de deixar o meio esvaziado, o Cruzeiro não marcava sob pressão, o que favoreceria uma saída de bola rápida, dando dinâmica ao meio-campo e facilitando a criação de ataques efetivos. Mas como o Flamengo tinha o Flanelinha de saída de bola em campo, obviamente nada disso aconteceu e novamente vimos um meio-campo estático, burocrático e tão veloz quanto uma tartaruga com câimbra.
No último texto mostrei algumas capturas de tela do Márcio Araújo se marcando na saída de bola, não dando opção para os zagueiros. Contra o Cruzeiro o @sportstudart e o @guardinhaFlaTT fizeram esses flagrantes e vou adicionar às outras imagens apenas para que fiquem bem claro o quanto Márcio Araújo quebra a saída de bola e facilita a marcação do adversário.
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Se é função essencial do 1° volante fazer a saída de bola, cabe ao 2° volante auxiliar isto e William Arão pecou nisto ao se manter muito adiantado quando o time tinha a bola, menos que na época de Muricy, mas ainda muito a frente. Alan Patrick uma ou duas vezes voltou para ajudar a saída de bola, o que não é o ideal, mas deveria ter sido feito mais vezes dada a imobilidade dos outros meias.
Com esse meio-campo sem qualquer inspiração e mobilidade, restava aos zagueiros dar a bola para Jorge e Rodinei saírem em velocidade pelos lados congestionados ou recorrerem ao famoso chutão, que quando não entregava a bola para o adversário, chegava toda quadrada ao companheiro.
Ataque desértico
A escalação de Éverton e Cirino condena qualquer centroavante a morrer de fome. Por mais que Vizeu saísse da área pra ajudar e se movesse dando opção, tinha dois problemas graves: estava sempre marcado por 2 adversários, já que ninguém encostava para ajudar; recebia uma chuva de bolas quadradas e raramente em posição de finalizar.
Simplesmente não dá para entender Marcelo Cirino em campo. Nada produz, quando pega a bola erra a jogada ou isola as finalizações, sua velocidade é mal-usada e não ajuda quase nada na defesa. Éverton ajuda na marcação, mas é completamente ineficiente no ataque tal como Cirino.
Alan Patrick novamente mais se escondeu em campo que produziu. Não arriscou nenhuma enfiada, não deixou Vizeu em condições de finalizar e só se destacou minimamente nas bolas paradas. Ao menos acertou mais cruzamentos contra o Cruzeiro, procurando as cabeças dos zagueiros e, num desses escanteios, achando Réver – sim, o xerife alado –na área para marcar o gol da vitória.
No 2° tempo, Zé Ricardo abdica de jogar
Como o Flamengo venceu, todo mundo passa a achar as mexidas de Zé Ricardo geniais, mas o fato é que adotou uma inexplicável postura covarde e venceu feio, apostando num placar mínimo, que desabaria caso uma falha acontecesse e gerasse um gol para o time da casa.
Não é por ter melhorado a postura e recomposição defensiva do Flamengo que Zé Ricardo deve apostar sempre na manutenção de um placar com um gol de vantagem. Facilmente poderia ter voltado a campo com Mancuello no lugar de Márcio Araújo, como no último jogo, deixando o meio mais robusto, melhorando a saída de bola e explorando o espaço deixado pelo adversário.
Mas o retorno sem alterações deixou o Flamengo a mercê do Cruzeiro, que voltou marcando a saída de bola, não dando liberdade sequer para os chutões, o que dificultou para o Flamengo passar do meio-campo. A saída de Zé Ricardo foi trocar Éverton por Fernandinho aos 24 minutos do 2° tempo e, 6 minutos depois, Alan Patrick por Cuéllar.
A entrada de Cuéllar acrescentou um jogador para tentar uma saída de bola qualificada, enquanto a entrada de Fernandinho apenas colocou um jogador mais descansado para auxiliar na parte defensiva e tentar correr para puxar contra-ataque, o que seria ótima ideia se o jogador não fosse tão ruim quanto o que saiu. Arão passou a ser o 3° homem de meio, ganhando mais liberdade para subir.
Após os 32 minutos o Flamengo teve duas boas chances em sequência de ampliar o placar, um chute de Vizeu belamente defendido por Fábio, que voltou a ser preciso em chute forte de Réver. Esse suspiro ofensivo logo passou e o Cruzeiro voltou a pressionar, o que fez Zé Ricardo tirar Vizeu e colocar Pará aos 40 minutos de jogo.
Jogando num 5-5-0, a retranca acabou bem-sucedida, mas não impediu que o Cruzeiro tivesse boas chances, inclusive em uma falha de Vaz que obrigou Muralha a fazer grande defesa, o que foi retribuído depois quando Muralha saiu errado e Vaz conseguiu fazer a cobertura afastando o perigo.
Desta vez a roleta russa de Zé Ricardo não atingiu o Flamengo, mas não gostaria de ver a repetição de tal estratégia. Se o time tiver uma escalação inicial que acrescente mais qualidade de passe, que acelere o jogo e torne o ataque mais efetivo, o Flamengo não precisará jogar com a faca no pescoço, mesmo que resolva administrar a vantagem no segundo tempo.