Autor: diogo.almeida1979

  • Por que Fla-Flu? Por que ai-Jesus? Entenda o hino do Flamengo

    Saudações flamengas a todos,

    Outro dia me chamava a atenção uma distorção recorrente que costuma ser invocada pela torcida tricolor, com o intuito de enaltecer um pretenso receio rubro-negro no choque com o rival, citando a passagem no hino que diria “Nos Fla-Flus é um ai-jesus”, como que os flamengos tremessem de expectativa a cada encontro com os de Laranjeiras, já antevendo a pedreira.

    Na verdade não é bem assim. O hino do Lamartine quer dizer exatamente o contrário.

    Aproveitando o gancho, será que nós flamengos sabemos entender, interpretar e expressar o sentido do nosso hino? Seu contexto, sua índole?

    É isso o que essas rabiscadas linhas terão a pretensão de deslindar, mesmo que de forma superficial.

    Antes, um breve apanhado histórico.

    O Hino Oficial do Flamengo foi executado publicamente pela primeira vez em novembro de 1920 (por ocasião do aniversário de 25 anos do clube), tendo sido composto por Paulo Magalhães, goleiro do rubro-negro nos anos 1918/19. Em que pese já existir uma miríade de canções, poemas e outras manifestações artísticas, a composição de Magalhães logo caiu nas graças e no gosto popular, pelo seu caráter inovador. Ao contrário de rebuscadas narrativas épicas, tratava-se de uma marchinha com uma linguagem simples e uma melodia alegre. O Hino tornou-se um sucesso imediato e foi tornado Oficial pelo clube, mantendo esse status até hoje. Seu verso mais conhecido apregoa: “Flamengo, Flamengo/ Tua Glória é Lutar/ Flamengo, Flamengo/ Campeão de Terra e Mar”.

    Lamartine Babo: gênio da música e fanático rubro-negro. Imagem: reprodução
    Lamartine Babo: gênio da música. Imagem: reprodução

    No entanto, a música que passou a identificar o Flamengo para a posteridade, e que se tornou consagrada como o Hino do clube, foi composta por Lamartine Babo em 1942, sendo gravada pela primeira vez em 1945, na esteira do tricampeonato conquistado no ano anterior. Seu sucesso foi tão estrondoso que Lamartine acabaria instado a compor “hinos populares” para os demais clubes da capital carioca, o que efetivamente foi levado a cabo, com repercussão tão positiva que até hoje os hinos mais conhecidos de Fluminense, Botafogo, Vasco e América são as músicas do compositor. Como se oficiais fossem.

    Igual com o Flamengo. A música “Sempre Flamengo”, de Lamartine, consolidou-se como o “Hino Popular” do clube, o hino extraoficial, e é nela que este texto irá se debruçar a partir de agora.

    Uma vez Flamengo
    Sempre Flamengo
    Flamengo sempre eu hei de ser

    Desde o início a composição já demarca qual será sua principal característica. Uma declaração de amor de um torcedor. Nada de sofisticadas construções falando de “glória insculpida por triunfos arrancados com denodo e élan no ardor do prélio”, ou de versos intrincados enaltecendo algo que paira em algum panteão imortal. Trata-se de um caso de amor. “Eu fui, sou e sempre serei Flamengo. Estou apaixonado. Nunca trairei minha paixão, meu amor”. Simples assim. Esse é o escopo, que ditará o ritmo de toda a obra. Porque o Flamengo é visceral, pulsante, não admite ponderações. Ama-se o Flamengo com entrega plena, a ele doa-se uma existência. E isso é o que basta.

    É o meu maior prazer, vê-lo brilhar

    Não há satisfação mais plena do que uma vitória do Flamengo. Quando o Flamengo ganha o céu é mais azul, os pássaros cantam mais bonito, o chefe é mais simpático, o pisão no pé arranca sorrisos, o almoço é mais saboroso, enfim, o triunfo flamengo é a poética consumação de um tórrido caso de amor.

    Seja na terra, seja no mar

    Aqui se remete ao epíteto que consagrou o Flamengo em seus primórdios, o de “Campeão de Terra e Mar”, que descreve um clube vitorioso no futebol e no remo. À guisa de curiosidade, o Flamengo era à época o tricampeão carioca de futebol e tetracampeão carioca de remo. Dominava os gramados e as regatas.

    Vencer, vencer, vencer

    Um dos mais felizes versos de toda a obra, desconcerta por sua simplicidade e capacidade de síntese. Enquanto outros clubes tonitroam conquistas empoladas, o Flamengo simplesmente vence. A essência do clube é vencer. Isso se basta. O Flamengo se consubstancia, se resume, em vencer. Não interessa, não importa a magnitude ou a dimensão da vitória. Tudo está bem, desde que vença. Não há meio-termo para o revés. Entrando o Flamengo em qualquer disputa, espera-se que vença. Exige-se atitude vitoriosa, altiva, de perseguir o triunfo a qualquer custo. Não se aceita resignação, retratação, capitulação. O Flamengo deve brigar pela vitória mesmo que soçobrem as suas chances. Vencer, vencer e vencer. A repetição demonstra que aqui não há o que discutir. É um valor inegociável.

    Uma vez Flamengo,
    Flamengo até morrer

    Novamente a paixão plena, febril, que seca a boca e arrepia a alma. O torcedor apaixonado precisa repetir e repetir seu amor pelo clube. “Amo o Flamengo, e serei Flamengo até a morte, até que me cessem as forças”. É a verborragia daqueles que estão abandonados à sua paixão.

    Na regata ele me mata
    Me maltrata,
    Me arrebata,
    Que emoção no coração

    Aqui a descrição de uma das mais caras peculiaridades flamengas. As vitórias árduas, sofridas, encarniçadas. Um rubro-negro, desde sempre, sabe que “nada pro Flamengo é fácil”, as conquistas sempre virão após ensopar camisas de suor, deixar a existência no palco de luta. Nessa sequência de versos, o torcedor “joga junto”, sofre, pena, pulsa ao lado do Flamengo. O Flamengo mata, maltrata, emociona. Mas arrebata-nos em uma paixão incontrolável, indomável, difícil de exprimir.

    Consagrado no gramado
    Sempre amado
    Mais cotado nos Fla-Flus
    É o ai-Jesus

    A menção ao gramado complementa a sequência anterior, que se refere às regatas, reforçando o caráter de “Clube de Terra e Mar” do Flamengo. “Sempre amado” reitera a condição de elemento aglutinador de uma torcida que jamais o abandonará, seja qual for a circunstância.

    E então chegamos à tal passagem controversa.

    Ao contrário do que um certo senso comum apressadamente tenta tornar verossímil, a construção do verso de Lamartine faz menção aos Fla-Flus para anunciar o Flamengo como o “mais cotado” no clássico. Ou seja, “Nós não temos limites. Não tememos ninguém. Somos os mais cotados contra qualquer adversário.”

    E por que Fla-Flu?

    A explicação encontra-se no auge da popularidade do clássico nos anos 40. Com efeito, Flamengo e Fluminense dividiram TODOS os títulos cariocas no período de nove anos entre 1936 e 1944. Um Fla-Flu, mesmo que amistoso, era garantia de estádio abarrotado, com gente pendurada na marquise. Relata-se que, na época da cisão do futebol carioca em duas Ligas concorrentes, Fla-Flus amistosos eram marcados em dia de jogos decisivos do campeonato rival, para esvaziá-los. Não era raro temporadas contarem com oito, nove Fla-Flus, aproveitando-se do fortíssimo apelo do clássico. Donde, a menção ao Fla-Flu, o principal clássico da capital e do país, no hino, mostra a auto-suficiência, a confiança, a altivez e mesmo a marra rubro-negra, que faz questão de declarar-se favorito em qualquer partida que dispute, contra qualquer adversário, mesmo o maior rival.

    E o “ai-Jesus”? O Fla-Flu é um ai-Jesus, afinal de contas?

    Não. Não é esse o sentido do verso. Não é o Fla-Flu o ai-jesus. O ai-jesus é o próprio Flamengo.

    Ai-jesus é uma expressão antiga, que caiu em desuso no português brasileiro, mas ainda possui certo, posto que baixo, trânsito em Portugal. Recorra-se a alguns dicionários e frases para explicar-lhe o sentido:

    Dicionário Caudas Aulete
    ai-jesus
    s.m.
    1. O predileto, o mais querido. “O netinho era seu ai-jesus”

    Dicionário UNESP de Português Contemporâneo
    AI-JESUS
    s.m.
    O predileto; o queridinho; “Mariano era o ai-jesus das tias.”

    Dicionário MICHAELIS
    ai-jesus
    s.m.
    Aquele que é o predileto ou o queridinho: “Meu pai o castiga, mas a mãe tem nele seu ai-jesus”

    “Rosicky é o ai-jesus da República Tcheca, o jogador à volta do qual tudo gira; uma espécie de Cristiano Ronaldo tcheco” (Jornal Expresso, 20.06.2012);

    “O caminhoneiro é um bom vivant, não tem patrão nem horário, dorme onde bem lhe apraz, seu teto é o céu cheio de estrelas, é o ai-jesus das mulheres…” (Raquel de Queiroz, O Cruzeiro, 1950).

    Ou seja, tornando-se aos versos, o Flamengo é o mais cotado nos Fla-Flus, o Flamengo é o ai-jesus. É o favorito, o mais querido, o mais amado, aquele para o qual todos olham, aquele que todos amam amar.

    Eu teria um desgosto profundo se faltasse o Flamengo no mundo

    Aqui se tem uma interessante guinada na melodia, que deixa de ser triunfal, alegre, ritmada, e se torna introspectiva, pensativa, quase melancólica. O torcedor apaixonado simplesmente se desnorteia diante da perspectiva de ausência de seu amor maior. É a manifestação clássica, quase adolescente, pueril, de entrega, de paixão, “Sem você não consigo viver”, “Não sou ninguém sem você”. O torcedor simplesmente estanca-se, perde a referência ao ser confrontado com tão desairosa ideia. E anuncia, triste, verborrágico, passional: “Sem o Flamengo, minha alma calaria”.

    Ele vibra, ele é fibra

    Deixando rapidamente de lado pensamentos desagradáveis, a música volta ao seu ritmo febril, pulsante, compassado, enaltecendo que o Flamengo vibra, é fibra, é alma, vida, fogo, transborda no calor da disputa. Flamengo, tua glória é lutar, é brigar até o fim por cada naco de glória. Jamais desistir, nunca perecer.

    Muita libra já pesou

    O Flamengo é popular, é querido, é apaixonante, é luta, é garra, mas também é vitória, é taça, é conquista. E Lamartine encontra uma forma extremamente elegante para exprimir essa característica tão cara aos flamengos. Reto, direto, sem firulas, mas usando uma construção extremamente inteligente. O Flamengo já “pesou muitas libras”. Pesar libra era uma gíria antiga no remo, que significava “vencer regatas”. Explicando:

    Antes de cada regata, todos os barcos competidores eram (e ainda hoje são) submetidos a pesagens, para aferir se estavam dentro do limite mínimo de peso inerente a cada categoria. Finda a competição, o barco vencedor passava por nova vistoria. Esta nova pesagem (em libras, medida inglesa usada na época) era requisito para a homologação do resultado, da vitória. Ou seja, o Flamengo “já pesou muita libra”, ou seja, já passou por muitas pesagens de homologação. Logo, já ganhou muita regata. “Muita libra já pesou”. Já experimentou muitas vezes o doce sabor das vitórias.

    Flamengo até morrer eu vou

    O final da composição não poderia ser outro. A confirmação, a ratificação, a repetição da declaração de amor eterno, intenso, que já tomou conta de toda a existência do torcedor arrebatado, apaixonado, enlouquecido em sua ardente paixão pelo Flamengo. Que carregará consigo até a morte. Entregue. Feliz.

    Portanto, cada vez que entoamos o Hino Popular do Flamengo, cada momento que cantamos “Uma Vez Flamengo, Sempre Flamengo”, estamos, mais do que enaltecendo nosso clube querido, estamos tecendo loas à nossa paixão, ao nosso amor. Anunciando ao mundo inteiro a alegria de ser rubro-negro. Porque o Hino, o nosso Hino, não é a exaltação a uma instituição, a uma personalidade, a uma história.

    O nosso Hino Flamengo é uma homenagem ao Amor.

    Ao nosso Amor.

  • Para dar um fim à desconfiança

    As atenções se voltaram para Leandro Damião, após a confirmação de que o atacante peruano Paolo Guerrero não jogará o clássico contra o Fluminense, nesta quinta-feira (13), em Volta Redonda.

     

    O Flamengo não terá outra opção sequer no banco de reservas, pois Felipe Vizeu, em grande fase, voltou para a seleção sub-20 após marcar o primeiro tento do time no último jogo — vitória por 3 a 0 contra o Santa Cruz.

    Novamente Leandro Damião convive com um momento delicado em sua carreira. O atacante revelado pelo Internacional simplesmente convive com a má-fase depois que foi vendido para o Santos por cerca de 46 milhões de reais no final de 2013. À época, o jogador sonhava com a Copa do Mundo, porém já vivia má-fase que culminou com seu nome fora da lista dos jogadores que disputaram a Copa das Federações daquele ano.

    Depois de fracassar em Santos, o jogador foi emprestado para Cruzeiro e Betis, sem deixar saudades. Quando chegou ao Flamengo, sob enorme desconfiança, o jogador estreou bem contra o Grêmio, com direito a gol de bicicleta anulado e pênalti convertido no mesmo lance.

    Diante da Chapecoense o “artilheiro da lambreta” voltou a marcar e novamente convertendo uma penalidade máxima. Parecia que tudo estava se encaminhando para uma nova crescente na carreira. Entretanto, nos últimos jogos em que atuou o sentimento otimista deu lugar à decepção. Com pouca efetividade e gols perdidos, inclusive um pênalti desperdiçado diante do Figueirense e uma cabeçada cara a cara com o goleiro Denis, do São Paulo, no Morumbi.

    Leandro Damião entrou em campo em 8 jogos do Flamengo neste Brasileiro. Veja abaixo os dados do atacante com o Manto Sagrado, segundo estatísticas do Footstats.
     
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    No momento parece claro que Leandro Damião é o terceiro camisa 9 do elenco. A torcida deposita sua esperança rumo ao título e, mais do que nunca, o jogo desta noite é a hora e vez de Leandro Damião.

     

    Por Diogo Almeida (Twitter: @DidaZico)
    Imagem: Gilvan de Souza / Flamengo

     
     

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  • José Neto e Rafael Mineiro falam sobre vitória contra o Botafogo e duelo diante do Vasco

    Após a vitória sobre o Botafogo na última terça-feira (12), José Neto e Rafael Mineiro comentaram sobre o resultado e já projetaram o próximo confronto, que será diante do Vasco nesta sexta. Além disso, o treinador falou das oportunidades aos meninos vindo da base rubro-negra, enquanto Mineiro afirmou que está feliz por voltar ao time depois de lesão.

    Depois de ficar fora dos primeiros jogos do Campeonato Estadual, Rafael Mineiro está de volta ao elenco rubro-negro. “Ficamos sempre um pouco ansiosos, um pouco nervoso para voltar de lesão. Mas não senti nada, faz uma semana que voltei a treinar com o time, me senti melhor. Ritmo de jogo ainda falta bastante, ainda estou tentando correr atrás disso porque é difícil, acredito que só com o tempo mesmo. Estou feliz, sem dor, sem nada e acredito que nessas próximas semanas eu possa me recuperar melhor e ajudar mais o Flamengo“, comentou Mineiro. “Já tem uma semana que estou treinando normalmente com eles, é lógico que tem que trabalhar um pouco mais e é isso que vou fazer nessas próximas semanas fora de quadra para tentar recuperar e igualar os outros“, completou.

    José Neto aproveitou para elogiar o jogador e falar sobre seu retorno: “O Mineiro é um jogador importantíssimo para o elenco. É um jogador bastante versátil, que atua de uma maneira que eu gosto muito. É agressivo, ataca bastante quando está na defesa. Gosto de jogar assim, com a defesa atacando e ele tem essa característica. Ele tem essa característica e todo jogador que volta para fortalecer o nosso elenco é sempre útil, como é o caso do Mineiro”.

    O treinador comentou sobre a oportunidade que tem dado aos jovens talentos do elenco, que tem ajudado bastante a equipe durante o Estadual. “É o que eu sempre falo para eles, às vezes na dificuldade surge à oportunidade e eles têm que estar preparados. O sonho deles é jogar no time adulto, é isso que eles querem e para muito deles é a primeira vez. Eu sempre digo que nada é da noite para o dia, tem que ser no dia a dia. Esses meninos nunca jogaram no adulto, estão tendo a oportunidade agora de jogam num time que tem a expectativa alta, mas essa é a condição que temos hoje, acho que isso tem que estar muito claro e para nós está bem claro. Vamos pouco a pouco melhorando com os recursos que temos”, afirmou José Neto.

    Neto explicou que o objetivo do Flamengo está bem definido na temporada: “Nesse jogo contra o Botafogo, falei para eles que o foco era a gente sair com a vitória para que pudéssemos depender de nós mesmos para ter a primeira colocação na fase de classificação. Então estaremos preparados para a próxima partida contra a equipe que hoje está na nossa frente e espero que possamos vencer pela diferença que pontos que eles têm e ter o mando de quadra nas finais”. “Sempre falamos que o nosso início não seria o ideal. Infelizmente tivemos uma derrota, a primeira nos cinco anos que estou aqui no Campeonato Carioca. Temos que pensar sempre no que tem pela frente. Está muito claro nosso foco, a gente sabe o que quer. Ele está em um objetivo, não apenas em um time. Não está em uma coisa só, está bem localizado na disputa dos títulos que a gente tem e vamos trabalhar para isso. Vamos procurar recursos para consigamos atingir nossos objetivos”, completou o treinador.

    Mineiro também falou sobre o duelo contra o Vasco, que terá torcida única e vascaína: “Jogar contra o Vasco é sempre difícil. Com a nossa torcida dá um ânimo a mais, mas quando entra em quadra tem que esquecer. O Flamengo já mostrou várias vezes que pode superar essa situação, ganhando fora de casa contra grandes equipes. Estamos mais acostumados com a quadra do que eles, então temos que estar bem concentrados para que o resultado seja melhor do que o anterior“.

    Ricardo Fischer, que saiu lesionado do último jogo diante do Macaé, ainda é dúvida para o confronto diante do Vasco. “Nosso foco não é em nenhuma equipe, é no nosso trabalho e disputar o título. Essa última partida não tira essas possibilidades, nem da gente fazer nosso trabalho nem de brigar pelo título. Teremos que ser bastante cautelosos, o Fischer foi poupado por decisão dos médicos e vai passar por outra avaliação. Quando ele foi contratado nós sabíamos dessa condição, isso foi esclarecido. Pelo excelente trabalho que ele vem fazendo e pelo trabalho do DM e da preparação física ele voltou até um pouco antes. Nem acreditávamos que ele fosse jogar no Carioca, então todos estavam cientes disso sobre ele. Se tiver condições vai jogar, se não vamos continuar trabalhando para que ele seja útil durante a temporada“, afirmou Neto.

     

    *Foto: Gilvan de Souza/Flamengo

  • Ingressos – Internacional x Flamengo

    No próximo domingo (16), às 17h, o Flamengo entra em campo pela 31ª rodada do Brasileirão 2016 jogando em Porto Alegre-RS, no Estádio Beira Rio, para enfrentar o Internacional. Os ingressos para a Nação Rubro-Negra só serão vendidos no dia do jogo, a partir do meio-dia.

     

    Informações dos ingressos para a Nação Rubro-Negra:

    Localização: SETOR SUPERIOR NORTE (Visitante)

    Ingressos disponibilizados à Nação Rubro-Negra: não divulgado

    Valor: R$ 50 Inteira / R$ 25 Meia

    Crianças até 11 anos e 11 meses não pagam. Meia-entrada para estudantes: para receber desconto, o estudante precisa apresentar na bilheteria seu RG, carteira de estudante e comprovante de matrícula. O desconto é de 50% conforme disponibilidade..

     

    Mapa do Beira Rio, torcida visitante fica localizada no Setor Norte Superior.
    Mapa do Beira Rio, torcida visitante fica localizada no Setor Norte Superior.

     

    Pontos de venda:

    Bilheterias Gigantinho

    No dia do jogo, 16/10, a partir do meio-dia.

     

    Curiosidade: Em 2014, 668 torcedores estiveram presentes no Setor Visitante do Beira Rio, para assistirem o duelo entre Inter x Flamengo, e, no ano passado, 477.

     

    Torcida do Mengão presente no Beira Rio em 2015. Imagem: Ivan Raupp
    Torcida do Mengão presente no Beira Rio em 2015. Imagem: Ivan Raupp

     

    Atualizado em: 14/10, às 14h. Motivo: alteração nos pontos de venda.

  • Para encostar na liderança, Flamengo enfrenta Flu em Volta Redonda

    Ainda na espera da volta ao Maracanã, o Flamengo terá o Estádio Raulino de Oliveira, em Volta Redonda nesta quinta-feira (13), às 21 horas. Na vice-liderança, o time rubro-negro espera confirmar a vitória para encostar no líder Palmeiras ao término desta 30ª rodada.
    Com a expectativa de ter o Maracanã para o jogo contra o Corinthians, no próximo dia 23, será a terceira vez no campeonato que o Flamengo jogará um jogo em Volta Redonda. Se mantendo invicto com 3 jogos com 2 vitórias e um empate.
    Os dois times terão desfalques para o confronto da próxima quinta (13). Do lado rubro-negro, Guerrero e Alex Muralha retornaram ao Brasil após defenderem suas seleções, mas apenas um viajou com o time. Ao se reapresentar, Guerrero foi avaliado e reclamou de dores musculares e não viajou com a equipe para a Volta Redonda.  Além de Muralha, o Flamengo terá a volta de Damião e Jorge, que cumpriram suspensão na última rodada e está à disposição do técnico Zé Ricardo.
    Já do lado tricolor deverá iniciar a partida com a mesma equipe que vem atuando. Grande desfalque do time mandante, o goleiro Diego Cavalieri continua fora.

    Conhecido como clássico que quebra tabus, as duas equipes estão bem no campeonato, a equipe mandante busca se recuperar da última rodada que foi derrotado pelo Santos, já o Rubro-negro busca sua décima oitava vitória nos últimos 10 jogos, buscando assim embalar sua grande sequencia positiva.

    FICHA TÉCNICA
    Local: Estádio Raulino de Oliveira, em Volta Redonda
    Data: 13 de outubro de 2016
    Horário: 21 horas (de Brasília)
    Árbitro: Sandro Meira Ricci (SC)
    Assistentes: Emerson Augusto de Carvalho (SP) e Marcelo Carvalho Van Gasse (SP)
    FLAMENGO: Alex Muralha, Pará, Réver, Rafael Vaz Jorge; Márcio Araújo, Willian Arão, Diego e Gabriel, Everton e Paolo Guerrero. Técnico: Zé Ricardo
    Desfalques: Éderson, Felipe Vizeu, Lucas Paquetá.
    Fluminense: César, Wellington Silva, Henrique, Matheus, Douglas, Pierre, Cícera, Scarpa, Marcos Junior, Wellington Silva. Técnico: Levir culpi.
    Desfalques: Jonathan, Diego Cavalieri.

    Crédito imagem destacada: Gabriel Cerbino

  • Uma breve descrição do complexo trabalho de um Matchday

    Pelas notícias que chegam via imprensa e pelo esforço feito pelos dirigentes do clube é possível perceber que está próxima a volta do Flamengo para o Maracanã.

     
    O Flamengo vai jogar contra o Corinthians no Maracanã, sim! E pela primeira vez em sua história pode ser o mandante.

    Mandante mesmo! Mandante, operador, sem intermediários. Sempre teve SUDERJ, Consórcio, governo para atrapalhar. Dessa vez (ao menos até o final do ano) há a possibilidade de que toda a operação seja feita pelo clube.

    Para operar os jogos existem diversas preocupações, treinamentos e situações para que tudo corra bem. Logicamente não será perfeito, e ao longo do tempo, aperfeiçoaremos a operação como um todo. São centenas de itens, aspectos, funções e pessoas para colocar o estádio em perfeitas condições para quando a bola rolar e a torcida estiver dentro (de casa).

    Também o antes e o depois. Desde o deslocamento do torcedor para o estádio, o acesso, a utilização e a volta do torcedor para a sua residência. Devemos ter em mente que somente com grande detalhamento na preparação, planejamento, execução e controle conseguiremos promover os eventos.

    Os quatro setores

    Todo estádio se organiza basicamente por setores, são quatro principais.

    Fazendo uma analogia simples, um teatro é uma boa possibilidade para explicação, portanto, um estádio de futebol se divide em:

    • Perímetro de segurança;
    • Bastidor/suporte;
    • área de frente (tudo aquilo que o torcedor pode enxergar) e;
    • Campo de jogo/palco.

    O caderno de estádios da Fifa explica claramente o que se deseja para organizar os eventos:

    “A área de frente do local é a região dos espectadores, acomodando meios para suprir todas as necessidades dos mesmos na entrada do local. A entrada para o estádio inclui as inspeções de segurança e ingressos, áreas de retenção, saguões de circulação, quiosques de merchandising, lojas, toaletes e instalações sanitárias.

    O componente FOH do local é a área alcançada pelo espectador após passar pelo ponto de entrada de espectadores e/ou revista de segurança e apresentação de ingressos. A FOH é composta por três setores principais: a área localizada fora do local e que leva ao local, o saguão que abriga os serviços para espectadores e a área de assentos dos espectadores.

    As áreas de saguão consistem em espaços abertos nos quais os espectadores ficam livres para se movimentar durante o evento. Tais áreas permitem a circulação razoável de um grande número de indivíduos. Podem ser necessárias áreas de saguão tanto fora quanto dentro do perímetro seguro, dependendo do tamanho do estádio.

    Dependendo das condições locais, podem ser necessários sombra/abrigo e assentos de descanso para espectadores que estejam acessando locais tanto fechados quanto abertos”.

     

    Sobre a Área de fundo (Bastidor), também há a descrição de funções e sobre o serviço executado, em si:

    “As áreas de fundo dos locais acomodam os grupos de usuários com credenciais múltiplas, como jogadores, a administração da competição, oficiais FIFA, VVIPs e VIPs, mídia, emissoras, funcionários e segurança.

    O componente de fundo do local é definido como as áreas do local, projetadas para oferecer suporte à operação. Geralmente localizadas fora do campo de visão do público, as BOH fornecem acesso restrito aos indivíduos com credenciais apropriadas.

    As zonas de credenciamento geral são áreas, designadas em um estádio, que restringem o acesso dos participantes a apenas as áreas para as quais os mesmos precisam ir para realizar suas funções de suporte, mantendo pessoas não autorizadas fora das áreas reservadas (ver documento de requisitos de espaços da Copa do Mundo FIFA™ para mais detalhes).

    A área do complexo de transmissão fornece suporte às operações de transmissão no estádio. Está localizada próxima e com fácil acesso às instalações de mídia e transmissão na tribuna principal”.

     

    Vale ressaltar que não apenas estas ações estão estruturadas no setor de bastidor, estão também todas as ações que fazem o todo andar, desde a gestão direta, até o controle de setores como energia, infraestrutura, alimentação, tecnologias etc. As ilustrações explicam um pouco do que se deseja demonstrar:

     

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    Centro de Comunicação e Controle

    Todos os envolvidos cumprem a uma programação planejada, por meio do Plano de Atividades, a melhor forma de operação e suporte. É possível que se visualizem as ações do Pré-jogo e do Matchday.

    Este controle passa também pela comunicação geral entre as áreas funcionais, as que trabalharão em prol do evento. O Centro de Comunicação e Controle é o contato entre as áreas funcionais que estão em canais separados. Ele monitora o tráfego e registra as ocorrências, trabalha como facilitador para solicitações entre usuários que não estejam alocados no mesmo grupo de conversa, fornecendo informações às áreas funcionais. É uma das grandes ferramentas para o desenrolar das ações.

    Quando se fala em suporte, o controle das operações vem pelo Centro de Comunicação do estádio, Plano Diário de Atividades, Mapa de Controle Por Rádio. No dia da operação, estes gerentes (áreas funcionais) que geralmente estão em funções de planejamento (no dia a dia) trabalharão diretamente na execução, dentro do Matchday.

    A meta é se estruturar de modo eficaz com os grupos no desenvolvimento e execução de planos, ferramentas, sistemas, políticas e procedimentos: gerando processos integrados e mitigando riscos — avaliando a segurança e vulnerabilidades para que os planos sejam adequados — fiscalizados através de relatórios em tempo real na instalação (estádio, não custa lembrar).

    As Áreas Funcionais reportam questões ou problemas na parte final do turno de trabalho e o responsável pelo relatório é o líder da própria área funcional.

    A forma de comunicação mais direta é via rádio e seu controle é feito por gestores, chefes de áreas funcionais que ficam agrupadas em blocos de comunicação que monitoram a todo o estádio. Tudo o que é feito pelos funcionários, de modo a simplificar e agilizar a operação. Desde o Gerente-Geral da Instalação (o maior cargo do estádio, uma espécie de “prefeito do campus”), setores operacionais da instalação (como o Gerente de operações, de infraestrutura, e de áreas como a de Alimentação, o Coordenador de Delegações, o de Coordenador de Arbitragem e o Líder de Equipes de Acompanhantes do Controle de Dopagem, por exemplo).

    Gostaria de salientar que apenas “arranhei” a complexidade do que é a operação de uma partida de futebol. Vivi ativamente durante os Jogos Olímpicos e a magnitude deste tipo de evento é gigantesca. Assusta. Da mesma forma que assusta, dá esperança para que o Flamengo consiga resolver os problemas e atender as expectativas de sua torcida, para que ela e o time promovam o maior espetáculo da terra: Uma vitória do Flamengo dentro de um estádio de futebol. Não há nada igual!

    Espero ter conseguido trazer um pouco mais da complexidade de um evento para os leitores do blog.

    @lavfilho

     

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  • Ex-sócia-torcedora explica porque abandonou o Programa Nação Rubro-Negra

    Dias atrás publiquei este post que obteve grande repercussão:

     

     

    Duany Khydac já foi do programa e conta que abandonou por sentir “que mulher para o Flamengo é uma questão não importante”. O pouco apoio ao esporte feminino é outro fator que pesou bastante. Interessante também é notar que esta ex-sócia-torcedora em nenhum momento fundamentou sua adesão a benefícios. Abaixo eu transcrevo o texto que ela me enviou.

     

    Sobre ser ST e mulher: realmente pra mim não é um problema não ter benefícios como desconto e meia em estádio (já que sou off-rio).

    Nunca reclamei de pagar ST por isso. Acho que o mais importante é ver o Flamengo bem financeiramente e vencendo jogos.

    O que me fez deixar o ST foi perceber que mulher para o Flamengo é uma questão não importante. E das poucas vezes que dá atenção (como no Dia da Mulher) o Flamengo sempre nos trata como a pessoa que vai com o cara no jogo, a mãe do jogador, a dona de casa que faz petisco pro maridão. Nunca somos a torcedora, a jogadora, a moça que come os petiscos, entende?

    Eu vejo o Flamengo como um clube tradicional e meio retrógrado por isso. Temos uma torcida enorme, com costumes diferentes sim, mas as mulheres da Nação precisam de uma atenção maior, ate porque eu te garanto que consumimos muito. O ST é totalmente focado para o homem. No meu aniversario recebi uma mensagem “futebol é coisa de mulher sim” achei que era algo sobre as meninas do futebol… era desconto em perfume (já acho um avanço ENORME, já que ate outro dia nem tinha isso).

    Só que o Flamengo com seu tamanho deveria nos dar uma força, nunca se pronuncia sobre empoderamento feminino, só fala com as torcedoras no Dia das Mães e no Dia da Mulher. Não trabalha a conscientização dos homens quanto ao respeito com as torcedoras e trata esportes apenas como masculino (vôlei, basquete, futebol que faz pelas coxas, e por ai vai).

    Sei que parece bobagem, mas fui me irritando com pequenas coisas e acabei saindo do ST. Fico triste, mesmo sem NUNCA ter tido nenhuma vantagem real (nunca utilizei) me sentia feliz demais por ajudar o clube. Só que me sinto invisível ao Flamengo, sinto que o clube não se importa com mulheres que não são mães e esposas, sabe? Parece que só servimos ali ao lado dos homens ou como modelos de fotos.

    Eu mandei alguns emails ao clube, porque tenho dificuldade com o modelo da camisa feminina. Como jogo futebol com as amigas aquele cavado enorme fica ruim, antes comprava a camisa infantil, mas agora está um pouco pequena. Sugeri um modelo igual ao que a Adidas fez para as seleções femininas, espero que o Fla coloque em questão.

    Só de o clube começar a nos tratar melhor já vai ser um ponto para eu voltar ao ST. Não quero ser a torcedora chata, que não contribui. Cara, adoro comprar camisa, boné, ajudar o clube. Porém, mais do que qualquer coisa, quero sentir que o clube se importa conosco, com as mulheres da torcida. Somos mais de 40 milhões. Tem homem, mulher, viado, sapatão, trans. Tem muita gente nessa galera que precisa de uma atenção, um tratamento melhor. Que o Fla faça ações pra gente, como TORCEDORAS APAIXONADAS, e não como esposas e mães.

    É isso.

     

    E aí? Vocês concordam com a Duany? Comente.

    @luizfilipecm

     

     

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  • Atuações: Paulo Victor entra bem, Arão, Vizeu e Cirino marcam e Mengão segue sequência invicta

    Voltando a jogar em São Paulo, o Flamengo enfrentou o Santa Cruz pela vigésima nona rodada do Brasileirão e venceu com autoridade. Sempre controlando o jogo, o Mengão não encontrou dificuldades e construiu o resultado ao longo da partida com dinâmica e certa tranquilidade. Veja a seguir as notas das atuações dos jogadores.

    Paulo Victor – Após uma semana bem conturbada pelo seu retorno ao time, o camisa 48 entrou muito bem e logo no início do jogo, fez uma defesa sensacional tirando a bola dos pés de Keno. Orientou bastante o setor a sua frente e não se escondeu nas bolas paradas. NOTA 7,5

    Pará – Titular absoluto, o camisa 21 tem atuações dignas de prêmio ao fim da competição. Em vários momentos parecia ser mais de um em campo, dada sua ativa participação em jogadas no ataque e a constante presença. NOTA 7,5

    Réver – Se hoje temos a melhor defesa do campeonato, muito disso se deve a esse grande zagueiro. Um gigante em campo, o capitão do Mengão cortou várias bolas por cima, participou de jogadas aéreas no ataque e quase deixou o seu em lance que Arão tocou antes dele no segundo gol. Além do sistema melhor encaixado, o camisa 15 colocou confiança e qualidade na zaga. NOTA 7,5

    Rafael Vaz – De bem com a vida, o camisa 33 jogou com a mesma qualidade e segurança que apresenta quando Jorge está ao seu lado pela esquerda. Um detalhe importante, o zagueiro evitou lançamentos e buscou sair com passes mais precisos e curtos, mas não hesitou em dar chutões nos momentos de mais dificuldade. Ao lado de Réver, forma a melhor dupla de zaga do time e da competição no momento. NOTA 7

    Chiquinho – Analisando sua qualidade técnica e noção tática da posição, sua partida foi ruim, mas não tanto quanto já foi. Talvez pela qualidade do adversário, o camisa 30 fez um jogo razoável e não comprometeu o time defensivamente. Além disso, foi ousado em alguns lances de ataque e quase marcou um bonito gol em jogada individual. Para jogos desse porte, pode ser utilizado. NOTA 6,5

    Márcio Araújo – A melhor partida do volante pelo Flamengo em muito tempo. Mesmo começando fazendo apenas o que lhe cabe como função tática no time, com o desenrolar do jogo o camisa 8 foi se soltando e participou de jogadas interessantes no ataque. Conhecido pela simplicidade no passe, o volante fez lançamentos, viradas de bola e acertou uma linda bola que Chiquinho quase marca um belo gol. Incansável, apoiou o time com firmeza e seriedade o jogo inteiro. NOTA 7,5

    Arão – Em alguns momentos parecia estar pesado em campo, mas visivelmente buscava controlar o ritmo do time em campo. Quando ele acelera, o time inteiro acompanha e aumenta a pressão sobre o adversário. Sempre caindo pela direita, o camisa 5 foi peça fundamental no esquema trabalhando com Pará, Diego e Alan Patrick. Em sobra de bola na área, deixou o seu gol e coroou sua ótima partida. NOTA 8,5

    Diego – Segue em altíssimo nível. Buscando sempre a bola para criar jogadas a frente, o camisa 35 foi a cereja do bolo que faltava no esquema do técnico Zé Ricardo. Sua dinâmica de jogo é perfeita para um time que joga com pontas e aposta na velocidade. Além de quase deixar o seu gol de cabeça, fez passes precisos sempre com muita inteligência, Diego é dono da vaga no time e ainda está em claro crescimento físico. NOTA 7

    Alan Patrick – Parece render mais quando entra no time durante o jogo. A visível quebra na dinâmica de jogo do time com ele em campo sempre causa problemas para a marcação, mas com ele desde o início, os marcadores se encaixam e anulam a maioria das jogadas do meia. Nesse jogo, ele vinha razoavelmente bem quando saiu. Tem qualidade, mas precisa se impor mais para não virar presa fácil para os zagueiros. NOTA 6,5

    Everton – Que partida do camisa 22. Deu assistência para o primeiro gol, marcou forte, cobrindo o corredor com Chiquinho pela esquerda e finalizou com certo perigo. No segundo tempo, criou uma chance sensacional num cruzamento de letra que Emerson não conseguiu cabecear da forma certa. NOTA 7

    Vizeu – Partida de excelência do jovem atacante do Fla. Com os mais experientes desfalcando o time, coube ele jogar a frente do time no ataque e fez bonito. Logo no início do jogo, o camisa 47 arrematou para o gol, o ótimo cruzamento de Everton. Durante o resto jogo, se apresentou entre os zagueiros, fez pivô com qualidade e saiu aplaudido pela torcida. Valeu a pena a dispensa da seleção sub-20 no momento. NOTA 8

    Fernandinho – Entrou no lugar de Alan Patrick para dar mais velocidade ao time e surtiu efeito. Tornando mais difícil a vida da já cansada defesa do Santa Cruz, o camisa 31 infernizou pela esquerda com ótimas jogadas em velocidade. Ainda ajudou de forma consistente no setor defensivo junto a Chiquinho. NOTA 7

    Emerson – Em poucos minutos em campo, lembrou o Sheik de outros tempos. Jogando mais centralizado, no lugar de Vizeu, o experiente atacante, esbanjou qualidade técnica com domínios certeiros e um passe açucarado para o terceiro gol do Flamengo. NOTA 7

    Cirino – Entrou iluminado. Fez o gol no finalzinho e nada mais. Seria injusto não pontuar após um momento tão importante para ele e também para o time. NOTA 8


    O que achou das notas desse jogo? Deixe sua opinião nos comentários ou em nossas redes sociais.

     

    SRN,

    RAONY FURTADO

  • A Caravana Rolidei do Mengão: um sucesso triplo

    Por Rodrigo Rötzsch (Twitter: @rodrigorotzsch)

     

    Salvo um novo imprevisto – e sabemos que eles já foram vários – a Caravana Rolidei do Flamengo 2016 parece ter feito no Pacaembu sua última parada.

    (Caravana Rolidei, para quem não sabe, é o nome da trupe mambembe liderada pelo personagem do saudoso rubro-negro José Wilker no clássico “Bye, Bye Brasil”, de Cacá Diegues, que percorre o interior do Brasil fazendo espetáculos para a população que ainda não tinha acesso à televisão).

    Meses atrás, muito se reclamou da falta de planejamento da diretoria rubro-negra por não buscar uma opção para realizar seus jogos no Rio de Janeiro com o fechamento simultâneo do Maracanã e do Engenhão para os Jogos Olímpicos, que já era de conhecimento público há anos. Por mais válida que seja a discussão, o saldo da decisão de não construir essa casa e jogar Brasil afora acabou sendo triplamente positivo para o Flamengo, nos aspectos esportivo, financeiro e simbólico.

    Começando pelo mais importante: o esportivo. Para surpresa de muitos, o Flamengo realiza sua melhor campanha nos pontos corridos, e com folga. Os 57 pontos em 29 rodadas, com aproveitamento de 66%, superam e muito o recorde anterior do clube, de 49 pontos em igual número de rodadas em 2008.

    Outro recorde, porém, é mais significativo: em toda a sua história no Brasileiro, o Flamengo jamais havia vencido nove partidas consecutivas como mandante, como acaba de fazer no ano em que não tem casa fixa.

    O recorde anterior foi obtido há 36 anos, no ano do primeiro título brasileiro; o Flamengo venceu suas últimas oito partidas no Maracanã, culminando com os 3×2 no Atlético-MG que garantiram o título de 1980. Nos pontos corridos, a sequência máxima também era numa arrancada para o título: em 2009, o time venceu seis jogos seguidos em casa antes de empatar com o Goiás na antepenúltima rodada.

    As constantes viagens também não trouxeram maiores prejuízos físicos para o Flamengo – o investimento no departamento médico mostrou-se acertadíssimo com poucas lesões musculares.

    Incluindo os jogos fora de casa, o Flamengo perdeu apenas um dos últimos 16 jogos, sendo o líder dessa perna do campeonato com 37 pontos, 4 a mais que o Atlético-MG e 5 a mais do que o Flamengo.

    Se o título escapar, o turbulento início de campeonato, incluindo uma derrota para o Palmeiras – será o maior culpado. Josep Guardiola já disse que os campeonatos se perdem nas primeiras oito rodadas e se ganham nas oito últimas. Antes das nove vitórias consecutivas, o Flamengo teve um desempenho sofrível com 2 vitórias, 2 empates e 2 derrotas. Apesar disso, no cômputo geral, tem sua melhor campanha como mandante nos pontos corridos, o que ajuda a explicar a colocação na tabela.

    Não sei se é possível traçar essa relação de causalidade, mas há quem atribua ainda o bom desempenho do Flamengo fora de casa ao costume de viajar sempre para jogar. Não sei se ajuda, mas certamente não trabalha. Há outras vantagens intangíveis também, como a maior união do grupo que acaba passando mais tempo junto e a menor pressão sobre alguns jogadores que estavam longe das graças da torcida no Maracanã – caso de Pará, por exemplo. Ontem, no Pacaembu, tivemos Paulo Victor tendo o nome gritado pela torcida com cinco minutos de jogo – comportamento que tenho minhas dúvidas se seria repetido no Maracanã.

    Passemos ao segundo aspecto, o financeiro. Com o jogo de ontem, o Flamengo arrecadou R$ 8.681.882,52 líquidos nos 12 jogos fora do RJ como mandante – incluo aqui os 15% penhorados por jogo também, porque esse dinheiro também entra no caixa e serve para saldar nossas dívidas trabalhistas. Isso dá uma média de R$ 723.490,21 por jogo – ou dez vezes o que o Fluminense arrecadou no jogo em que mais lucrou no Giulite Coutinho (R$ 77.308,25) e 11 vezes o que o Botafogo lucrou no seu jogo de maior renda no Luso-Brasileiro (R$ 65.349,71).

    Excluo propositadamente da conta os três jogos em Volta Redonda, que nunca fizeram parte do planejamento e foram realizados mais por uma idiossincrasia de Muricy Ramalho – que, sabemos agora, não tinha mais saúde para ficar viajando de avião duas vezes por semana. Somados, esses três jogos deram um prejuízo de quase R$ 80 mil, o que explica porque o Flamengo não passou mais perto do Raulino de Oliveira antes do Fla-Flu da próxima quinta-feira). Esses quase R$ 9 milhões representam, por exemplo, mais dinheiro do que o Flamengo receberá por ano da MRV num contrato de patrocínio que suamos muito para conseguir, ou três quartos do dinheiro que está sendo investido ao longo do ano para concluir o módulo profissional do CT, ou mais de um ano do salário do Diego, jogador-chave que pudemos trazer ao longo do campeonato. Sem contar que além de arrecadar pouco, Fluminense e Botafogo ainda investiram para reformar os estádios que estão usando como inquilinos – no caso do Botafogo, quase R$ 5 milhões.

    No plano simbólico, o Flamengo mostrou mais uma vez o caráter único e nacional de sua torcida. As festas no aeroporto serão lembradas por muito tempo – e só aconteceram na intensidade que aconteceram pela saudade que a torcida do Rio sente de ver o time de perto. Enquanto discute o sonho de fazer um estádio na Gávea, o Flamengo encontrou em Cariacica a sua segunda casa, que pode continuar sendo usada para jogos de menor apelo no Maracanã. Nem a eliminação para o Palestino com um time misto e desinteressado abalou a aura de invencibilidade que paira sobre o Flamengo no estádio e que permitiu ganhar nos últimos suspiros jogos contra a Ponte e o Cruzeiro. Caiu em Cariacica, o Urubu bica, eles dizem – ou alguma versão menos publicável de significado semelhante.

    O Pacaembu, última parada da caravana, é um capítulo à parte. A imprensa e a torcida paulista ficaram especialmente incomodadas de não uma, mas três vezes no ano o Flamengo mostrar que é capaz de encher o icônico estádio. Contra o Figueirense, no mesmo dia, colocou mais torcedores que o Santos no mesmo estádio. Contra o Santa Cruz, teve mais torcida que Corinthians e Santos em jogos da mesma rodada em SP. Feitos impressionantes que ficarão marcados com ou sem título.

    Agora, retomando a metáfora inicial, é hora de dar “bye, bye Brasil” e voltar para casa. Mas o Brasileiro de 2016 ficará sempre marcado como o ano em que a Caravana Rubro-Negra fez história país afora.

     

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  • Sem sustos, FlaBasquete vence o Botafogo no Estadual

    Pela quinta rodada do estadual, Flamengo voltou a quadra do ginásio do TTC para enfrentar o Botafogo. Com o mando da partida, apenas a torcida rubro-negra teve acesso ao ginásio do Tijuca Tênis Clube, mas o público foi bem abaixo do habitual, quando o assunto é jogo do Mais Querido do Brasil.

    Logo no início da partida, o Flamengo já demonstrou amplo domínio da partida. Em dia inspirado, Marcelinho fez os primeiros 9 pontos da partida, todos em cesta de 3. Pelo lado alvinegro, muitos erros nas finalizações, o que fizeram com que o Flamengo abrisse grande vantagem já no início do jogo. Rafael Mineiro, recuperado de lesão, fez sua estreia na temporada e entrou ainda no primeiro quarto do jogo, que foi vencido pelo Flamengo pelo placar de 25 a 13.

    O segundo quarto também foi de domínio rubro-negro, que continuou acertando os ataques e marcando o Botafogo de forma efetiva, impedindo que o alvinegro encostasse no placar. A vantagem do Flamengo nesse período ultrapassou os 20 pontos, o que permitiu que o técnico José Neto entrasse com alguns jogadores mais novos na partida, como Danilo e João Vitor. Além dos novatos, o bom desempenho de veteranos como Ronald Ramon e Marcelinho, que acumularam, respectivamente, 13 e 16 pontos na partida fez com o que o Flamengo fechasse o segundo quarto de partida em 53 a 22.

    Com ampla vantagem construída, o Flamengo usou o terceiro quarto para administrar o placar construído nos dois anteriores. Os bons desempenhos de Marquinhos, Ronald Ramon e JP Batista no período garantiram a vantagem no placar e a tranquilidade para o último quarto. O Flamengo fechou o terceiro quarto em 72 a 43 e deixou vitória encaminhada.

    O Botafogo tentou se recuperar na partida e chegou a diminuir um pouco a vantagem rubro-negro, mas não o suficiente para evitar a derrota. Pelo lado do Flamengo, Léo Bispo se destacou no período, convertendo importantes cestas no jogo. O que já estava encaminhado se confirmou e o Flamengo fechou o jogo pelo placar de 92 a 70. O próximo adversário da equipe rubro-negra é o Vasco. A partida ocorrerá na próxima sexta (15) também no Ginásio de Tijuca Tênis Clube, mas, diferente do que ocorreu no jogo desta terça (11), o mando será do adversário e a torcida do Flamengo não terá acesso ao local do jogo.

    Maiores pontuadores da partida:

    Flamengo
    Marcelinho – 20 pontos
    Ronald Ramon – 18 pontos
    Olivinha – 13 pontos

    Botafogo
    Abner – 17 pontos
    Guga – 16 pontos
    Douglas – 11 pontos

    *Foto: Gilvan de Souza / Flamengo