Autor: diogo.almeida1979

  • A tabela do Flamengo e o contexto pro hepta

    Faltam nove rodadas para o fim do Campeonato Brasileiro 2016 e o Flamengo, com uma campanha surpreendente, está na segunda colocação com 57 pontos, apenas três atrás do líder Palmeiras.

    Com 65,5 % de aproveitamento, o Mais Querido terá de se superar – fato conhecido em sua história – para conquistar pela sétima vez o Brasileirão. Embora nada seja impossível para o Manto Sagrado, basta analisar as últimas edições do campeonato para constatar que será difícil esse desafio.

    De quatro anos pra cá, os campeões foram Fluminense (2012, com 77 pontos), Cruzeiro (2013 e 2014, com 76 e 80 pontos, respectivamente) e Corinthians (2015, com 81 pontos). Levando em consideração a pontuação mais baixa (Cruzeiro em 2013), significa que o Flamengo precisa vencer seis das nove partidas restantes, com uma tabela relativamente difícil: Fluminense (f), Internacional (f), Corinthians (c), Atlético-mg (f), Botafogo (c), América (f), Coritiba (c), Santos (c) e Atlético-pr (f). São cinco partidas fora de casa e confrontos diretos contra boas equipes.

    Apesar das dificuldades, o Flamengo conta com o retorno do Maracanã e a mística de sua história para escrever mais uma história bonita. Nesta mesma rodada, em 2009, o Mengão estava na quinta colocação, com 47 pontos, sete atrás do líder Palmeiras. Em uma arrancada incrível comandada por Petkovic e Adriano, o Fla sagrou-se campeão na última rodada e imortalizou um dos títulos mais bonitos de sua história – conhecido como “Hexa na Raça”.

    Além disso, o Rubro-Negro conta com um elenco muito mais forte do que na situação citada acima, apesar de ainda existir falhas decorrentes do planejamento. Mais do que nunca, este é o momento da Nação se unir e empurrar o time nas nove “guerras” restantes, pois é possível empilhar mais esse caneco na Gávea. Vale lembrar que a equipe foi a que mais viajou no torneio, fazendo jogos como mandante em Cariacica, Brasília, São Paulo, Natal e Volta Redonda, fora as partidas como visitante e as outras competições paralelas. O time vem demonstrando empenho e, mais do que nunca, precisamos apoiar. Avante Mengão!

     

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  • Ingressos – Fluminense x Flamengo

    Na próxima quinta (13), às 21h, o Flamengo entra em campo pela 30ª rodada do Brasileirão 2016 jogando em Volta Redonda-RJ, no clássico FlaFlu, no Estádio Raulino de Oliveira. Os ingressos serão 50% para cada torcida, ou seja, cada torcida terá 2 setores e mais o setor misto à sua disposição.

     

    Capacidade do Estádio: 20.000 lugares;

    Setores destinados à Nação Rubro-Negra: Arquibancadas Verde e Laranja, além do Setor Branco (Sociais), que será misto;

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    Torcida do Flamengo ficará à esquerda das cabines de rádio e tv, circuladas pela cor vermelha, na vista aérea do estádio,

     

    Valor do ingresso: R$ 80 – Social (Meia R$ 40) / R$ 60 – Arquibancada (Meia: R$ 30);

     

     

    Meia entrada: Estudantes, jovens de 12 a 21 anos, idosos (entre 60 a 64 anos) e professores da rede pública municipal de ensino do RJ. Será obrigatória a apresentação da documentação;

    Gratuidades: menores de 12 anos de idade acompanhados de responsável, maiores de 65 anos e pessoas portadoras de necessidades especiais.

     

     

    Pontos de venda:

    No Rio de Janeiro: Sede do Flamengo – Av. Borges de Medeiros, 997 – Lagoa

    Dia 10/10, das 12h às 17h

    Dia 11/10, das 10h às 17h

     

    Em Volta Redonda: Rede de Loterias do Meia Meia

    Unidade 1 – Avenida Lucas Evangelista, 160 – Bairro Aterrado
    Unidade 2 – Avenida Antonio de Almeida, 1052 – Bairro Retiro
    Unidade 3 – Avenida Quatro, 189 – Bairro Vila Rica

    Dia 10/10, das 12h às 18h
    Dia 11/10, das 8h às 18h
    Dia 13/10, das 8h às 12h

    Estádio Raulino de Oliveira: 13/10, das 12h até o início do 2º tempo.
    Curiosidade: O Flamengo está invicto jogando no Raulino de Oliveira no Brasileirão 2016. Foram 3 jogos, sendo 2 vitórias (sobre Sport e Vitória) e um empate (com a Chapecoense).

  • Flamengo, invicto na temporada regular, vence o Reptiles e garante mando de campo nos playoffs

    Na tarde deste domingo, em partida válida pela última rodada da temporada regular do Campeonato Brasileiro de Futebol Americano, o Flamengo FA bateu o Botafogo Reptiles por 43-03. Os touchdowns da partida foram marcados por Patrick (2), Florêncio (2), Cebola e Justin, além de um safety marcado pelo DT Robocop e 6 dos 7 XP convertidos.

    Com a vitória, a equipe rubro-negra terminou a temporada regular invicta, com 6-0 e garantiu o mando de campo em todas as partidas que disputar nos playoffs. O head coach Otávio Roichman afirmou que a equipe completou seu objetivo, que era chegar invicta ao playoffs: “Isso nos dá a vantagem de jogar em casa, além de um primeiro confronto na teria mais fácil contra o 4º colocado da chave. Na teoria mesmo, pois o Botafogo mostrou em alguns momentos do jogo que tem um ataque muito efetivo e não não fosse uma atuação impressionante da nossa defesa, poderiam ter feito muitos pontos“.

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    (Foto: Flamengo Futebol Americano/Divulgação)

    No intervalo da partida, o sócio-torcedor Guilherme Petrelli teve a oportunidade de chutar alguns field goals.

    Ainda sobre a defesa, que não cedeu pontos ao adversário em 3 dos 6 jogos do Campeonato, o HC disse: “Nossa defesa vem crescendo a cada partida desde o ano passado. Mantivemos a mesma base, basicamente a mesma estratégia e voltamos o foco para a execução, isso diminuiu muito alguns erros e estamos prontos para fase mais difícil do torneio.”

    O próximo confronto, pela semifinal dos playoffs de conferência, será contra o mesmo Botafogo Reptiles, no dia 22 ou 23 de outubro, local a confirmar.

    Créditos da imagem destacada: Jayson Braga

  • Em São Paulo e com estádio lotado, Flamengo vence Santa Cruz e segue na cola do líder

    No Pacaembu, Flamengo e Santa Cruz se enfrentaram em jogo válido pela 29ª rodada do Campeonato Brasileiro. O Mais Querido do Brasil não tomou conhecimento do adversário e venceu por 3 a 0, com gols de Felipe Vizeu, Willian Arão e Marcelo Cirino.

    O Flamengo entrou em campo na tarde deste sábado sabendo da responsabilidade que tinha. Diante do Santa Cruz, que deu trabalho ao Palmeiras na última rodada e quase arrancou pontos do líder, o rubro-negro precisava se impor em campo. Sem Paolo Guerrero e Alex Muralha, ambos na seleção, Zé Ricardo colocou Felipe Vizeu e Paulo Victor no lugar. Jorge, que estava suspenso, foi substituído por Chiquinho; por opção, Zé tirou Gabriel e colocou Alan Patrick.

    A primeira chegada de perigo foi dos visitantes. Após enfiada de bola perigosa de João Paulo para Keno, o atacante tentou driblar Paulo Victor, que interceptou na hora certa. Na sequência, após saída rápida, Chiquinho encontrou Everton em boas condições para colocar Felipe Vizeu de cara para o gol. O camisa 47 desviou e abriu o placar no Pacaembu, fazendo Flamengo 1 a 0.

    Após o gol, o Santa Cruz cresceu pelo lado esquerdo com o perigoso Keno, que fez Pará e Rever trabalharem bastante pelo lado direito defensivo. O Santa apostou principalmente no jogo aéreo, mas sem sucesso. Aos 13 minutos, a equipe pernambucana teve oportunidade de empatar após cobrança de falta, mas a bola explodiu na barreira e saiu pela linha de fundo.

    Passados 20 minutos, o jogo esfriou. O Flamengo buscou espaço para ampliar, mas o Santa acertou a marcação e melhorou na partida. Aos 35 minutos, o Fla conseguiu chegar com perigo ao gol tricolor com Everton, que fez boa jogada, dividiu com o zagueiro e chutou de direita por cima. O Santa Cruz seguiu melhor na partida, mas não aproveitou as chances, esbarrando na falta de criatividade no último passe e nos inúmeros impedimentos.

    O Flamengo ainda teve mais algumas boas chances com Chiquinho, que chutou de primeira e quase pegou Edson de surpresa, e outra após cobrança de falta sofrida por Pará, que rendeu a Allan Vieira o primeiro cartão amarelo do jogo. Após a cobrança sem sucesso, o goleiro repôs a bola de forma precipitada, o zagueiro errou o passe e o Mengo quase aproveitou a bobeira da defesa. Em seguida, mais uma falha da defesa coral e o rubro-negro quase fez o segundo.

    Na etapa final, o Flamengo começou melhor e dominou os primeiros 20 minutos. Chiquinho, como no primeiro tempo, bem acionado, quase fez o dele quando, aos 12 minutos, o camisa 30 recebeu em liberdade, limpou para a direita e chutou rasteiro com perigo, mas o goleiro espalmou pra a linha de fundo. Na cobrança do escanteio, Alan Patrick tocou, Diego mandou na trave e na sobra, Willian Arão aproveitou, ampliando o placar: 2 a 0.

    O Flamengo seguiu melhor na partida, impondo seu ritmo e não dando chances ao Santa Cruz de chegar ao gol de Paulo Victor. Zé Ricardo mexeu pela primeira vez aos 13 minutos, tirando Alan Patrick para a entrada de Fernandinho e pela segunda vez aos 28 minutos, colocando Sheik no lugar de Felipe Vizeu.

    A primeira chegada do Santa Cruz foi com João Paulo, que chutou de fora da área e obrigou Paulo Victor a fazer boa defesa. Pouco depois, Emerson Sheik quase marcou o terceiro para o Flamengo aos 32 minutos, quando Éverton recebeu em profundidade, fez o corte e cruzou na medida para o camisa 11. Na execução, Sheik optou por cabecear e a bola foi fraca nas mãos do goleiro.

    O Santa Cruz mexeu duas vezes aos 34 minutos, tirando Arthur e Grafite para as entradas de Marion e Bruno Moraes. Marion, em seu primeiro lance, fez bela jogada pela esquerda e teve a oportunidade de diminuir para os visitantes, mas Paulo Victor, mais uma vez fez boa defesa.

    Aos 39 minutos, Chiquinho pediu substituição após sentir muitas cãibras e foi substituído por Marcelo Cirino. Com isso, Éverton foi deslocado para a lateral esquerda. Já nos minutos finais, Paulo Victor cobrou tiro de meta, Fernandinho tocou e Emerson Sheik deu bela assistência para Marcelo Cirino driblar o goleiro, fazendo o terceiro para o Flamengo. Gol para fechar o caixão e selar a ótima vitória rubro-negra.

    Emerson Sheik ainda teve boa oportunidade em bela jogada individual pela direita, mas foi parado por Allan Vieira. O camisa 6 do Santa fez falta, recebeu o segundo amarelo e foi expulso. Na cobrança da falta, Diego mandou pra área e a defesa mandou para escanteio. No último lance da partida, Diego ainda encontrou Sheik e o atacante carimbou a trave após belo chute cruzado.

    Com a boa vitória, o Flamengo chega aos 57 pontos e segue na cola do líder Palmeiras que tem 60. O próximo desafio do Mais Querido é o clássico contra o Fluminense, na próxima quinta-feira (13), em Volta Redonda, às 21h.

    Ficha técnica

    Flamengo: Paulo Victor; Pará, Réver, Rafael Vaz e Chiquinho (Marcelo Cirino); Márcio Araújo, Willian Arão, Éverton, Diego e Alan Patrick (Fernandinho); Felipe Vizeu (Emerson Sheik).

    Santa Cruz: Edson; Léo Moura, Luan Peres, Wellington e Allan Vieira; Jackson, Uillian Correia (Mazinho), João Paulo, Keno, Arthur (Marion) e Grafite (Bruno Moraes).

    Gols: Felipe Vizeu (6′), Willian Arão (12′, 2ºt) e Marcelo Cirino (40′, 2ºt).

    Cartões amarelos: Allan Vieira (2x), Alan Patrick.

    Trio de arbitragem: Ricardo Marques Ribeiro – MG. Auxiliares: Guilherme Dias Camilo e Alessandro Rocha de Matos – MG.

     

    *Foto: Gilvan de Souza/Flamengo

  • Flamengo enfrenta Santa Cruz em busca de arrancar

    Em jogo válido pela 29ª rodada do Campeonato Brasileiro o Flamengo recebe o Santa Cruz neste domingo, às 17 horas (de Brasília), no estádio do Pacaembu, em São Paulo.

    É mais um jogo chave para as pretensões do Flamengo na competição. Depois da última rodada o Palmeiras, com uma vitória fora dos seus domínios sob o mesmo Santa Cruz, conseguiu abrir 3 pontos do Mengão. Com 54 pontos, o  Mengo também não quer ver sua colocação ameaçada pelo Atlético-MG, atrás dois pontos.

    O técnico Zé Ricardo não contará com Paolo Guerrero, servindo a seleção peruana, e Leandro Damião, suspenso por conta do terceiro cartão amarelo recebido diante do São Paulo, no empate da última rodada. Felipe Vizeu será o comandante do ataque do Flamengo. O jovem atacante tem ótima média de gols na competição e tem o apoio da Nação. Ou seja, a falta de Damião e Guerrero diante de um Santa Cruz praticamente rebaixado não parece preocupar a Nação Rubro Negra.

    Outro desfalque, este sim preocupante, é o lateral-esquerdo Jorge. Cada vez mais apontado como um dos maiores destaques da posição nesse brasileiro, o jovem revelado pelas categorias de base do Mais Querido está suspenso. Chiquinho, que foi mal nas últimas participações, deverá ser a escolha de Zé Ricardo.

    Sobre a perseguição ao líder, Zé Ricardo demonstra tranquilidade: “Não tem motivo para estar desanimado. Cair em estresse porque aumentou a diferença.  A sequência que temos é dura assim como as dos nossos adversários. Temos que pensar rodada a rodada”, afirmou durante a semana.

    No Santa Cruz é a defesa que preocupa o técnico Doriva. Os titulares da zaga tricolor, Neris e Danny Moraes, receberam o terceiro amarelo no duelo contra o Palmeiras, e não jogam. Wellington Silva e Luan Peres são os escolhidos para substituí-los.

    O jogo será no Pacaembu novamente. Até ontem mais de 20 mil ingressos já tinham sido vendidos e a expectativa é de um bom público.

    Arrancada

    Sempre que o Fla enfrenta o Santa Cruz a torcida relembra o antológico 3 a 1 de 1987. Naquela oportunidade Zico meteu os três gols, sendo o último o memorável gol de falta que selou a vitória e a classificação para a próxima fase.

     

    FICHA TÉCNICA:

    Local: Estádio do Pacaembu, em São Paulo (SP)

    Data: 9 de outubro de 2016, domingo

    Horário: 17 horas (de Brasília)

    Árbitro: Ricardo Marques Ribeiro (MG)

    Assistentes: Guilherme Dias Camilo (MG) e Alessandro Rocha de Matos (BA)

    FLAMENGO: Paulo Victor, Pará, Réver, Rafael Vaz e Chiquinho; Márcio Araújo, Willian Arão, Diego e Gabriel; Fernandinho (Everton) e Felipe Vizeu

    Técnico: Zé Ricardo

    SANTA CRUZ: Edson Kolln, Léo Moura, Wellington, Luan Peres e Allan Vieira; Uillian Correia, Jadson e João Paulo; Arthur, Keno e Grafite

    Técnico: Doriva

    Transmissão:

    TV Globo para RJ, SC, PR (Londrina), MG (menos Coronel Fabriciano e Montes Claros), ES, GO, TO, MS, MT, BA, SE, AL, PE, PB, RN, CE, PI, MA, PA, AM, RO, AC, RR, AP e DF (com Luis Roberto, Junior e Renato Marsiglia), Premiere, Premiere HD (com Luiz Carlos Jr e Roger Flores),  Rádio Globo/CBN (Luiz Penido, Eraldo Leite e Álvaro Oliveira Filho) e Tempo Real do no Twitter do Mundo Bola.

     

  • A nova Libertadores: e se…?

    Antes de começar é preciso deixar claro que esse texto não tem como objetivo julgar se as novas regras são boas ou ruins, apenas quero mostrar como seríamos representados. Assim que saíram as notícias, surgiram opiniões e memes (que foram ótimos, digassidipassagi) falando que seríamos representados por qualquer um, então resolvi averiguar. E para isso precisamos fazer um exercício de imaginação.

    Supondo que as novas regras valessem desde 2006, como estaríamos sendo representados nas competições internacionais? Resolvi dividir a análise em vários pontos para não deixar nenhum fator escapar. Claro que as coisas seriam diferentes se tivessem vagas em disputa, mas essa é uma variável que não podemos mensurar, então será descartada.

    As novas regras:

    • Os três melhores do Brasileirão estão classificados para a fase de grupos da Libertadores;
    • Os próximos três melhores do Brasileirão estão classificados para a pré-Libertadores, um mata-mata de dezesseis clubes com quatro vagas em disputa;
    • (A regra a seguir não necessariamente é verdade, pois a CBF ainda vai definir o critério de classificação, mas o presidente da Conmebol já deixou claro o critério ideal) Os próximos seis melhores do Brasileirão estão classificados para a Copa Sul-Americana;
    • Os campeões da Copa do Brasil, Libertadores e Sul-Americana garantem vaga na fase de grupos da Libertadores e não tiram as vagas em disputa no Brasileirão.

    Quais clubes nos representariam nas competições?

    Na tabela abaixo nós temos quantas vagas cada teria, nesses 10 anos, em cada competição. L.G. é a Libertadores na fase de grupos, P.L. é a fase preliminar da Libertadores e S.A. é a Sul-Americana.

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    Como o Sport foi campeão da Copa do Brasil de 2008, ele seria o único representante na fase de grupos da Libertadores sem muito poder. O atlético-PR vem se ajustando nesses anos e creio que teria força para nos representar bem, como fez em 2014 quando só não passou da fase de grupos por causa de um ponto. Na fase preliminar já aparecem mais clubes menores, já que a pontuação mínima pra essas vagas é menor.

    Apesar do Botafogo e Vasco atualmente não terem muita força – o cruzmaltino tem mais chances de se reerguer – e, do meu ponto de vista, o Botafogo já ter sido ultrapassado pelo Atlético-PR, estamos analisando os clubes de 2006 a 2015. Por enquanto vamos dividir as equipes nos tradicionais 12 grandes clubes, um grupo secundário com Atlético-PR, Bahia, Coritiba, Goiás, Sport e Vitória, e um grupo com os restantes. Agora vamos analisar a representatividade de cada grupo nessas vagas conquistadas.

    A porcentagem é calculada pegando o número de vagas conquistadas pelo grupo e dividida pelo total de vagas no período.

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    Vejam que a presença do Sport e do Atlético-PR na fase de grupos foi um ponto fora da curva. Como a Pré-Libertadores pega clubes com menor pontuação e não inclui campeões, a exigência de pontos cai, logo os clubes menores tem mais chances. Na Sul-Americana as vagas para o grupo secundário iria aumentar bastante, mas é bom lembrar que, se os 7 dos 12 fossem para a Libertadores (6 melhores e campeão da CdB), restariam 5 para pegar as 6 vagas da nossa segunda maior copa internacional. Quando os grandes conquistassem as copas internacionais, a chance dos pequenos cresceria.

    Agora você acha injusto comparar grupos de tamanhos diferentes? Na verdade é sim, então vamos ver qual a proporção de vagas por equipe do grupo. Aqui dividimos a quantidade de vagas do grupo pela quantidade de equipes constituintes dele.

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    Vejam que a proporção fica mais equilibrada justamente na disputa de vagas pela Sul-Americana, afinal, pelo menos 7 grandes devem garantir a sua participação na libertadores. O grupo “outros” aparece com uma proporção de 1,25 porque só contei as equipes que conquistaram as vagas, se fosse considerar as que não conquistaram e que se encaixariam nesse grupo, a proporção seria bem menor.

    E qual seria a pontuação necessária para conquistar as vagas?

    Se tirarmos as pontuações de quem foi campeão da Copa do Brasil, Sul-Americana ou Libertadores, a média de pontos para cada vaga fica da seguinte forma:

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    Com 10 rodadas para o fim desse Brasileirão, a Ponte Preta já tem 39 pontos, com mais duas vitórias e dois empates ela já garantiria sua participação na Sul-Americana. O Flamengo e Palmeiras certamente já estão garantidos na Libertadores, mas só na preliminar. A folga para os rivais é boa e tem muito campeonato, mas é preciso chegar aos 66 pontos. Não se enganem, ir para a Pré-Libertadores se tornou mais perigoso e pelo menos um dos nossos deve cair nessa fase, mesmo com time bom.

    Os nossos representantes seriam sempre os que terminam na melhor colocação?

    Nessa tabela temos a média de pontos por posição nesses 10 anos e quantas vagas cada posição recebeu. Por exemplo, o 4º colocado, ao logo desse período, conquistou quatro vagas direta na Libertadores e seis na Pré-Libertadores. A média dos classificados foi calculada somando todos os pontos conquistados pelas equipe que conquistaram uma determinada vaga e o total de vagas conquistadas.

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    Não podemos garantir que sim, pois um clube pode ser campeão da Copa do Brasil e ir mal no Brasileirão, como foi o Palmeiras em 2012 no ano do seu segundo rebaixamento – apesar da péssima classificação no Brasileirão, em 2013 se ajustou e conseguiu chegar nas oitavas de final, perdendo a classificação por um gol. Na maioria das vezes os campeões da nossa copa nacional ficam no meio da tabela, mas esse problema é causado pelo péssimo calendário onde a equipe precisa escolher se prioriza uma ou outra competição. Quem ganhou título internacional costuma ir melhor. Um elenco mais qualificado pode acabar superando esse desafio de jogar sem descanso. Por esses fatores algumas vagas da fase de grupos estão distribuídas pela tabela.

    Para a Pré-Libertadores vemos um claro acúmulo entre o 4º e 7º, para a Sul-Americana o intervalo de classificação fica entre o 8º e 14º. Agora prestem atenção na pontuação média da última vaga: 47 pontos – só 5 pontos a mais que a média do primeiro no Z4. Até as últimas rodadas um clube pode escapar do rebaixamento e  tentar descolar uma vaga em uma copa internacional. Não deve ter mais jogos para cumprir tabela.

     

    No meio desse caos administrativo que vivemos, os médios e pequenos conseguem se destacar em algumas ocasiões, mas ainda assim o domínio permanece com os doze grandes. Com uma futura adição do Fair Play Financeiro, tão pedido por nós flamenguistas, a tendência é que os clubes mais tradicionais se destaquem quando estiverem organizados, o que deve tornar a participação deles ainda mais representativa. Aos clubes pequenos e médios cabe a inteligência de aproveitar o momento de transição que virá.

  • Flamengo enfrenta o Botafogo Reptiles neste domingo, valendo mando de campo nos playoffs

    No próximo domingo (9), o Flamengo FA enfrentará o Botafogo Reptiles pela última rodada da temporada regular do Campeonato Brasileiro de Futebol Americano. O jogo será no estádio do São Cristóvão (Rua Figueira de Melo, 200 – São Cristóvão, Rio de Janeiro) às 14h.

    As equipes se enfrentaram apenas uma vez na história, e a vitória foi rubro-negra: 35×14 no extinto Torneio Touchdown.

    O Fla, que vem de uma vitória importante em um clássico contra o Vasco, precisa ganhar esta partida para garantir o mando de campo de todos os jogos dos playoffs. “A vitória contra o Vasco foi muito importante, era o jogo mais importante e o mais difícil para a definição do primeiro colocado do nosso grupo. Fizemos nosso dever de casa com perfeição e agora precisamos garantir esta primeira colocação frente a um Botafogo Reptiles que evoluiu muito durante a competição. Não iremos poupar jogadores devido a importância da partida e tamanho do adversário. Este jogo vale muito!” disse o head coach, Otávio Roichman, ao Mundo Bola.

    Os ingressos custam R$15,00 e podem ser encontrados nos seguintes pontos de venda: D’Lyra Hair (Rua Sete de Setembro, 184, box 22A – Centro/RJ), Conexão Tattoo Studio (Av. Alfredo Baltazar da Silveira, 1795 sala 101 – Recreio/RJ) e Barber House (Norte Shopping – 1° Piso, lojas 1115 e 1116), além de ser entregue pelos jogadores em vários bairros da cidade. Haverá sorteio de brindes e brincadeiras no intervalo da partida.

    Créditos da imagem destacada: Jayson Braga

  • Do que as mulheres não gostam e o que elas gostariam no Programa de Sócio-Torcedor do Flamengo

    Assim como o personagem do Mel Gibson no filme Do Que As Mulheres Gostam, sou publicitário.

     
    Mas ao contrário dele, que usou produtos femininos para tentar entender as mulheres, eu achei mais fácil perguntar pra elas algo que eu não conseguiria entender sozinho. Já que não consigo ler os pensamentos delas.

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    Por que o Sócio-Torcedor do Flamengo não tem muitas mulheres?

    Pedi ajuda no Twitter e 42 mulheres me disseram o que achavam bom ou ruim no programa de ST, principalmente pela visão delas. E fiquei meio assim:

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    Existiram situações que são quase impossíveis de um homem notar. Ou dar a devida importância.

    O maior benefício é mesmo o desconto em ingressos. Mas só quem frequenta o estádio pode se beneficiar disso. Isso incomoda muita gente. Além disso, foram bem elogiadas ações como matchday, conhecer o time e essas experiências que são possíveis com os pontos do plano de ST.

    Mas mesmo assim, existem grandes problemas dentro dos maiores benefícios.Tanto no matchday, como em outras ações, são distribuídas camisas. Às vezes são só do programa Nação Rubro-Negra, ou até mesmo mantos oficiais. Mas sempre são masculinos e nem o tamanho P elas conseguem. E isso é só um detalhe, não é dos problemas mais complicados de se resolver. Até porque você seleciona o tamanho da camisa, e o sexo, quando faz o cadastro de Sócio-Torcedor. A informação tá lá.

    Só consegui lembrar de uma ação com manto feminino, a Maratona do Manto. Já é um começo.

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    A maior reclamação que eu ouvi, mesmo que não seja culpa do clube, é que as mulheres que gostam de ir aos jogos precisam de companhia. Mesmo não sendo uma obrigação do Flamengo, é algo que diminui as chances de uma mulher se associar, já que vai depender de companhia para ir ao estádio.

    Pro clube conseguir aproveitar a maior vantagem do programa (descontos em ingressos) precisa resolver até o que nem seria uma demanda dele. Mas é algo que prejudica as adesões. E até podemos pensar em soluções para isso. Eu consigo pensar em duas. Sendo que uma delas nem tem custo.

    Uma opção seria o clube organizar ônibus saindo de diferentes partes do Rio, com segurança ou, pelo menos, que tivessem a maioria das vagas para mulheres. Com poucos homens fica mais fácil evitar os problemas. Todas as torcedoras com quem comentei essa possibilidade gostaram da ideia e até disseram que pagariam a mais por esse tipo de transporte.

    Mas consegui pensar até numa solução mais simples e praticamente sem custos. O Flamengo poderia organizar pontos de encontro para quem mora por perto se reunir e ir aos jogos. Claro que isso precisaria ser bem planejado, mas não seria complicado que o clube fomentasse esses encontros antes das partidas. Se não quiser investir em criar áreas no site, ou apps para isso, poderia até criar eventos no Facebook, em bairros diferentes, onde o pessoal marcasse um local e horário para se encontrar e ir junto ao jogo. Pode até ser algum bar que tenha desconto pra Sócio-Torcedor, por exemplo. Não é culpa do clube, mas o Flamengo pode ajudar a solucionar o problema. Com certeza tem muita gente que mora perto e não vai junto a estádios por falta de conhecimento. E isso ajudaria bastante no problema de mulheres irem sozinhas ao estádio.

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    Mesmo assim, ainda tem uma outra reclamação. Assédio dentro do estádio. Evitam até personalizar as camisas com seus nomes pra evitar gracinhas. E esse é ainda mais difícil de resolver. Talvez fosse bom testar áreas femininas no estádio. Não áreas exclusivas, que impediriam quem vai com amigos, namorados e afins. Mas áreas onde só entrassem homens acompanhados de mulheres e mulheres sozinhas. Como eu disse, talvez essa seja uma solução mais complicada, mas ainda assim devem tentar opções, quando tivermos um estádio fixo. Só de tentarem resolver esse problema já mostra que o Flamengo se importa MUITO com a experiência feminina no estádio.

    Mas teve uma reclamação recorrente, que eu realmente não fazia ideia.

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    Aí que bate a falta de representatividade. Mesmo o futebol feminino do Flamengo sendo campeão brasileiro, o time tem muito pouca visibilidade. E pouca atenção até em coisas simples, como o uniforme. Elas usam a versão anterior do manto. E se quiser comprar em alguma loja a camisa que vem com o patch da marinha, que é a camisa do futebol feminino, não tem como. Pode até não parecer muito importante. Mas além da Duany, outras também reclamaram disso. Não é um caso isolado, é só um caso que ainda não foi observado.

    E a solução pra isso é mais complicada. Não a de colocar o time feminino com o modelo do ano, nem colocar patches do futebol feminino nas camisas, mas mostrar que o esporte feminino é muito importante para o Flamengo. Sei que existe uma dificuldade maior no futebol porque é da Marinha e o próprio clube não tem acesso livre a elas. Mas é importante conseguir resolver isso.

    O fato da mulher se identificar como possível Sócia-Torcedora passa até pela Comunicação. Vou fazer um texto focado nisso e já tem gente me ajudando na pesquisa, mas só para mostrar uma simples comparação, essa é a nossa página de ST:

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    Não tem uma foto de mulher no site. Só consegui achar uma menina, que mal dá pra ver, nas crianças que entram no gramado. Fora isso, só homens. E olha que nesse carrossel tem 7 imagens.

    Temos 8% de sócias.

     
    Agora olha o do Inter:

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    Claro que colocar fotos de mulheres no site de ST não resolve tudo. Mas ajuda na representatividade. O time gaúcho tem 22% de sócias. Mas num outro texto vou tentar analisar isso um pouco mais.

    Fora essas reclamações mais complexas, uma bem recorrente é que os produtos com desconto (pelo menos os que costumam ser divulgados) têm foco no público masculino. Até descontos em salões de beleza foram muito citados.

    Mayara também mostrou uma visão que eu nunca teria por conta própria.

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    Essa parte de pintar a unha e comprar pulseiras nas cores do Flamengo são coisas que eu nunca imaginei. Me senti assim:

    É uma coisa tão óbvia para as mulheres, e que o clube (assim como eu) parece não ter notado. Existe muito mercado feminino para ser aproveitado no futebol. Tanto que 44% dos consumidores do Flamengo, no Rio, são mulheres. A comunicação precisa ser mais abrangente e até ter foco específico nas mulheres.

    Eu já elogiei a postura do Flamengo em ver mulheres como público alvo em ações como na linha Flamengo/Adidas/Farm. Mas ainda falta dar uma ajustada no ST para atrair mais torcedoras.

    Quero agradecer a todas que responderam. Eu usei poucos prints aqui, mas todas as respostas me ajudaram muito a entender como as mulheres enxergam o programa de Sócio-Torcedor.

    Ainda vou colocar mais textos aqui sobre o assunto. Meus e de convidados.

    Espero não esquecer ninguém que me ajudou. Mas pelo que anotei, foram essas aqui em baixo. Muito obrigado a todas!

    @GraaGraca58
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  • Flamengo visita o Macaé no Campeonato Carioca de Basquete

    Após a derrota dolorida para o Vasco por 82 a 77 na última segunda-feira (3), o Flamengo encara o Macaé, no ginásio Juquinha, em Macaé, pelo Campeonato Carioca de basquete. O duelo acontece nesta quinta-feira, às 19h (horário de Brasília).

    O FlaBasquete quer se recuperar da virada no Clássico dos Milhões. Em partida que ficou marcada por briga e tensão no Tijuca Tênis Clube, o Fla não conseguiu segurar a vantagem e acabou levando a pior. Para esta partida contra o Macaé, José Neto segue sem poder contar com Rafael Mineiro e Pedrinho Rava. O primeiro está prestes a voltar aos treinamentos e deve ser opção em breve.
    A grata surpresa para Neto nesse início de trabalho são os jovens que chegaram ao clube ou que foram integrados ao elenco principal. Na última partida, todos entraram bem e mostraram que podem ser um grande diferencial do Rubro-Negro para a temporada, que terá o NBB e a Liga das Américas.
    Já o Macaé tem duas derrotas e uma vitória na competição. A equipe perdeu de 75 a 62 para o Vasco na última rodada e conseguiu vencer o Botafogo por 77 a 67, além do resultado negativo frente ao Fla. Os macaenses precisam da vitória se quiserem pensar em título neste Estadual e por isso vão para o tudo ou nada na partida.
    No primeiro confronto entre as equipes, melhor para o Orgulho da Nação, que venceu fácil por 78 a 59, na estreia do Estadual. Marcelinho Machado terminou como cestinha da partida, com 17 pontos. Marquinhos veio logo em seguida, com 12.
    FICHA TÉCNICA:
     
    DATA: 06/10/2016
    LOCAL: Ginásio Juquinha, em Macaé
    INGRESSOS: 5 reais
    HORÁRIO: 19h (de Brasília)
  • A pequena grande história de ódio ao Flamengo (ou o Rio de Janeiro de Paes e Cabraes)

    Tudo começou no alvorecer do século XX. É quando o futebol começa a cair no gosto popular da principal cidade do país.

    Alberto Borgerth e seus camaradas fundaram o departamento de esportes terrestres do Clube de Regatas do Flamengo. O ano era 1912. Os treinos começaram num campo ali na Praia do Russel, onde hoje é o Hotel Glória.

    Os treinos eram animados. Os rapazes que saíram do Fluminense depois de uma briga eram boa gente. Ganharam a simpatia de quem acompanhava os treinos. E torcida nos jogos.

    Os outros times não conseguiam chamar tanta atenção. O Flamengo, mesmo derrotado, era sempre mais aclamado. Logo virou a coqueluche da cidade que ditava o ritmo do Brasil.

    Saltamos agora para o mundo globalizado do outro século, o XXI.

    O Flamengo virou o maior clube multiesportivo do continente. Seu grande feito porém é ter 40 milhões de torcedores apaixonados. Uma massa de fãs que pode render um incomensurável lucro.

    O futebol agora é um entretenimento planetário. Estima-se que o esporte movimente entre R$ 455 bilhões e R$ 577 bilhões por ano.

    Dentro desse contexto, a lógica seria que os governantes do Rio de Janeiro tentassem criar as condições ótimas para o desenvolvimento pleno de um clube como o Flamengo. É o que fazem as cidades de Barcelona e Madrid com seus dois titãs futebolísticos. O mesmo que toda cidade inglesa faz com seus times locais também, inclusive times de divisões inferiores.

    China, Japão, Turquia, Alemanha, Portugal. Posso citar outros centros. Até na Argentina. Nestes países, entre as esferas governamentais, existe o entendimento de que é importante não atrapalhar o crescimento de seus clubes de maior potencial. Se possível, fomentam esse crescimento como se fomenta uma polo industrial. Pois é bom para a cidade, para a região e para o país como um todo.

    Alguém acha que um prefeito de Madrid, mesmo que seja torcedor do Atlético, cria condições para que o Real Madrid não obtenha sucesso?

    Vejamos a cronologia do ódio institucionalizado ao Flamengo:

    Em 2005 o Maracanã fechou para obras. O estádio necessitava se adequar ao tal Padrão FIFA. Não tinha jeito e o momento era perfeito, pois em 2007 o Rio sediaria o Pan.

    O estádio ficou fechado por um ano, já podendo ser usado no Carioca de 2006. Custou R$ 304 milhões. A Geral foi embora. Cadeiras numeradas tomaram conta de todos os lugares disponíveis e o campo foi rebaixado em 1,40m, melhorando a experiência do público. Os acessos para as arquibancadas foram alargados também. Além disso, o Maraca ganhou mais duas rampas de acesso e dois novos telões de alta definição. E não esqueçamos as reformas do Parque Aquático Julio Delamare e do Maracanãzinho.

    Em 2006 Sérgio Cabral foi eleito Governador do Rio. Eduardo Paes foi nomeado Secretário de Turismo, Esporte e Lazer, ganhando assim enorme visibilidade com o Pan de 2007. No final deste mesmo ano a FIFA oficializou a Copa do Mundo de 2014 no Brasil.

    Em 2008 Paes vira prefeito do Rio. Dez meses após sua posse o Rio de Janeiro vence a disputa para sediar as Olimpíadas de 2016. Quem pode esquecer o abraço de Lula, Cabral e Paes na comemoração efusiva em Copenhague?

    Todos foram surpreendidos com a notícia: O Mário Filho seria fechado novamente para obras. E agora até 2013. Já não estava reformado? Não, respondeu o Governador Cabral.

    Márcio Braga, então presidente do Flamengo, acalmou a torcida rubro-negra: depois da reforma o Maraca teria todas as condições para ser administrado pelo Mengo! Sérgio Cabral garantiu em reunião com o mandatário rubro-negro. Na verdade ele matava vários coelhos com uma cajadada única: acalmava metade do eleitorado, ganhava aprovação do mesmo e anulava os esforços de construção da reforma do Estádio José Bastos Padilha, na Gávea, com papelada praticamente aprovada.

    Na verdade as cartas estavam marcadas. Depois de uma reforma de R$ 1,5 bilhão o próprio consórcio “reformador” tornou-se o consórcio “administrador” do estádio.

    Neste período o Flamengo, o gigante que nunca deveria ser passado pra trás pelos governos, teve que virar inquilino do Botafogo.

    Com a Odebrecht administrando o Maracanã entra em cena Eduardo Paes. Ele fecha o Engenhão por tempo indeterminado. Segundo uma vistoria o teto poderia desabar a qualquer momento.

    Gilberto Adib Couri, engenheiro de estrutura, professor titular da UFF de doutorado e professor e coordenador na FGV Management, que fez parte do grupo de engenheiros chamados pelo consórcio RDR, responsável pelas obras iniciais do Engenhão, para fazer uma análise técnica, destrói a narrativa tosca de Paes e Cabral.

    Em palestra na Sociedade dos Engenheiros e Arquitetos do Estado do Rio de Janeiro (Seaerj), em dezembro de 2015, Gilberto explicou que a montagem do teto não foi feita totalmente dentro dos padrões mas que não existia a possibilidade de queda e, portanto de interdição:

    “Peças metálicas tortas foram usadas no estádio. Ele foi construído todo torto, mas estava funcionando muito bem, obrigado. Toda a equipe, formada por profissionais de prática muito grande, a maioria com doutorado, chegou à conclusão, por cálculos, premissas e análise de dados, que tudo poderia ter ficado como estava, sem nenhum risco para os frequentadores”, afirma categórico.

    O trabalho que serviu de base para as afirmações de Couri foi desenvolvido por uma equipe de mais de dez especialistas e venceu o “Prêmio Nacional de Perícia”, dado pelo 18º Congresso Brasileiro de Avaliações e Perícias.

    Como não imaginar que Eduardo Paes e Sérgio Cabral manobraram o fechamento do Engenhão apenas para forçar o Flamengo a assinar com a recém empossada concessionária Maracanã SA (Odebrecht)?

    O susto e a dificuldade de planejamento naquele momento (03/2013) em que a nova gestão se esforçava para tocar um clube falido, provavelmente teve reflexos no péssimo contrato de utilização do Maracanã firmado na ocasião. O quanto podemos aferir de prejuízo esse conluio nos trouxe?

    Ou seja, o Flamengo, que deveria ter a parceria da Prefeitura e do Governo Estadual, encontra-se verdadeiramente cercado por várias forças unidas contra seus interesses.

    Cabral e Paes ganham todo dinheiro possível em cima do trem pagador do futebol carioca ao mesmo tempo que dificultam o seu crescimento.

    E não acaba por aqui

    Há ainda outros podres poderes contra nós. A FERJ trabalha em conjunto com Botafogo e Vasco. O Fluminense parece querer aproximar-se deles também. Aventa-se a hipótese de que a Federação de Futebol esteja emprestando dinheiro para estes clubes. A entidade não publica boletins contábeis transparentes.

    Estamos no meio da negociação do novo contrato de televisão para a transmissão do Campeonato Carioca. Ano passado a FERJ simplesmente pegou parte da nossa cota e distribuiu. Tomamos um prejuízo de milhões de reais! Sem contar os 10% de taxa em cada jogo e outros detalhes financeiros surreais. Já ganhamos na justiça o direito de venda da publicidade fixa em nossos mandos.

    E não acaba por aqui (2)

    Com a falência da Odebrecht e seu presidente preso por corrupção, o Maracanã foi largado à própria sorte em 2016.

    Os Poderes mais uma vez foram coniventes com a empresa e não com o Flamengo. O estádio deveria ser utilizado pelo clube até abril deste ano, porém, o consórcio mandou embora todos os funcionários ainda em dezembro de 2015.

    E não acaba por aqui (3)

    E agora temos toda essa problemática com a entrega do estádio para a reta final do Brasileiro. O Comitê Olímpico tem uma dívida com a empresa Greenleaf e… vai acabar que quem vai pagar o pato, ou melhor, o gramado será o Flamengo! A real é que é pouco provável que tudo esteja pronto para Flamengo x Corinthians, dia 23/10. Só acredito caso a Nação faça muita pressão.

    O Maraca é nosso?

    Este final de ano promete. Ainda temos a publicação do novo edital licitatório. A Chefia da Casa Civil andou dizendo que o Flamengo poderá concorrer. O clube vem se preparando desde o início do ano para não perder essa oportunidade. Tem parceiros com expertise no mercado, e até contratou Marcelo Frazão, ex-Diretor do Consórcio Maracanã, talvez o cara que mais conheça os desafios e as soluções para a gestão do estádio.

    Não duvido que o texto do novo edital seja um banho de água fria nas pretensões do Flamengo. E posteriormente a isso o clube enfrente os obstáculos de sempre para a construção do seu próprio estádio, vide Arena McFla.

    Se um ginásio para menos de 4 mil pessoas não consegue rápida aprovação, imaginem vocês a demora para sair do papel um estádio de pequeno porte na Gávea, ou quiça de grande porte em qualquer outro terreno da cidade?

    Os poderes públicos deveriam fazer de tudo para fortalecer o Flamengo, o gigante da cidade.

    Que nada. O Flamengo é apenas mais uma commodity política em meio a várias outras commodities políticas manobradas por essa gente: a educação, a segurança, a saúde…

    Esta é a pequena grande história de ódio ao Flamengo (ou o Rio de Janeiro de Paes e Cabraes).

    Solução

    A torcida se unir e protestar exigindo que o Flamengo seja tratado com o respeito que merece. E que cada torcedor entenda o seguinte: estão tentando diminuir o Flamengo de qualquer jeito.

    Você vai ficar aí achando que nada atinge o nosso clube?

    Melhor não pagar para ver.

    Nesse momento os Paes e os Cabraes estão planejando como podem atrapalhar nosso crescimento sem deixarem de lucrar em cima de você.

    Diogo Almeida
    Twitter: @DidaZico


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