Autor: diogo.almeida1979

  • CBF anuncia prêmio de quase 70 milhões para vencedor da Copa do Brasil 2018

    Na tarde desta segunda-feira (19), a Confederação Brasileira de Futebol anunciou através de seu site oficial a renovação com as Organizações Globo para a transmissão da Copa do Brasil.

    Entre o período 2018-2022 a empresa terá exclusividade em todas as plataformas – TV aberta, TV por assinatura (SporTV) e Internet (Globoesporte.com). Diferente do que acontece no Brasileirão Série A, é a CBF a encarregada de fechar os acordos de transmissão da Copa do Brasil.

    O novo acordo ultrapassa 300 milhões por ano, incluindo premiações, cotas e a logística da competição para os clubes. Com a nova premiação, o vencedor do torneio receberá R$ 50 milhões pelo título, enquanto que o vice-campeão ficará com R$ 20 milhões, os semifinalistas R$ 8 milhões e R$ 4 milhões aos que chagarem nas quartas de final. Considerando que o campeão participe desde a primeira fase o prêmio pode chegar até R$ 68,7 milhões.

    Com esses valores, a Copa do Brasil torna-se a principal competição em termos de premiação a partir de 2018. Para se ter uma noção, o Palmeiras campeão do Brasileirão desta temporada recebeu R$ 17 milhões e o Grêmio, campeão da Copa do Brasil ficou com $ 10,74 milhões.

    – É um acordo histórico que valoriza muito a competição, em especial a participação dos clubes, que receberão cotas e premiações recordes em termos de América do Sul. O valor contratado alcança a expressiva marca de R$ 2,5 milhões, em média, por partida realizada. O montante que será pago ao campeão, por exemplo, pode equivaler a mais de um terço da receita anual de 14 dos 20 clubes da Série A do Brasileirão. Com certeza teremos uma competição renovada e eletrizante – declarou ao site da CBF Rogério Caboclo, diretor-executivo de gestão da CBF, sobre o novo acordo.

    O Flamengo já conquistou a Copa do Brasil em três oportunidades: 1990, 2006 e 2013. Na primeira conquista o Rubro-Negro foi campeão de forma invicta batendo o Goiás na decisão. Em 2006 a final foi diante do Vasco em dois jogos que agitaram o Maracanã. O Maior do Mundo também foi palco do último triunfo do Flamengo na competição, em 2013. Na oportunidade, o Mais Querido venceu o Atlético-PR por 2 a 0 e foi o primeiro time a comemorar um título no novo Maracanã.

     Crédito imagem destacada: Rafael Ribeiro/ CBF 
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  • Base terá patrocinador exclusivo na camisa em 2017

    O vice-presidente de Marketing Daniel Orlean disse em entrevista exclusiva ao Mundo Bola que o Flamengo terá no ano que vem um patrocinador na camisa específico para a base.

    – A gente está trabalhando um patrocinador específico para a base. Nunca foi feito no Flamengo antes e vai entrar na camisa, costas inferior. Um parceiro bacana que vai entrar com dinheiro e um tipo de serviço que é fundamental para a excelência do esporte na juventude. O doutor Tannure está bem alinhado com a gente neste sentido. Já está em vias de assinado, então eu não posso adiantar o nome. A gente está negociando para o patrocinador entrar na base com capital financeiro e com serviços que vão ajudar a performance esportiva. É um projeto bem bacana, eu estou bem animado. A empresa é fantástica. Eu tenho um grande orgulho de estar trazendo. É um amigo pessoal que acreditou no projeto, e que é rubro-negro, um cara que está acreditando e que a gente sabe que vai ter uma alavancada muito boa.

    O patrocínio deve ser anunciado nos próximos dias. O orçamento do clube previu um aumento de patrocínio em 2017 da ordem de R$ 25 milhões, somando patrocínios comuns e incentivados. Esse novo patrocínio da base seria um dos acréscimos em relação a 2016. O Flamengo também pretende aumentar os gastos com a base em mais de 50% – passando de R$ 9,5 milhões para R$ 14 milhões -, além de investir R$ 16 milhões no CT das categorias inferiores.

    O Mundo Bola publica a entrevista completa com Daniel Orlean, realizada na manhã desta segunda-feira, a partir de amanhã.
     
     
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  • Arena da Ilha deve estar pronta até fevereiro, diz Portuguesa; Flamengo fala em 60 dias

    O vice-presidente de futebol da Portuguesa da Ilha, Marcelo Barros, afirmou ao Futrio que o Flamengo começa as obras na Arena da Ilha dia 1º de janeiro, data do início do contrato de aluguel do estádio por três anos, e que ele deve estar pronto para jogo em um mês. Com isso, a Portuguesa não poderá jogar a fase preliminar do Campeonato Carioca em seu estádio. Quando a obra ficar pronta, porém, o estádio terá “qualidade de Maracanã”, segundo o dirigente.

    – A gente sabe que, em tudo na vida, para você conquistar e crescer, tem um contraponto. O Flamengo começa sua obra em 1º de janeiro e com previsão de duração de um mês, até porque tem muita coisa que já está pronta, mas a gente vai ter que jogar esta primeira fase fora. Se Deus quiser, passaremos para a segunda fase e teremos uma casa com qualidade de Maracanã para jogar – falou.

    O Flamengo fechou contrato de aluguel da Ilha por três anos por R$ 7 milhões como alternativa para a indefinição sobre o futuro do Maracanã. O clube vai ampliar o estádio para comportar mais de 20 mil pessoas e poder receber jogos da Libertadores até eventuais quartas de final, além de jogos de menor apelo ao longo da temporada caso o Flamengo acabe se acertando com quem quer que administre o Maracanã.

    O Flamengo tem jogos marcados pelo Campeonato Carioca para a Arena da llha já para os dias 29 de janeiro e 1º de fevereiro. Caso o estádio não esteja pronto até lá, é provável que essas partidas aconteçam em Volta Redonda, Macaé ou Mesquita.

    ATUALIZAÇÃO:O Mundo Bola falou com o vice-presidente de Patrimônio do Flamengo, Alexandre Wrobel. A estimativa dele é mais demorada:

    – As obras se iniciam em janeiro. Acredito que a arena estará pronta para uso em uns 60 dias. A capacidade fica na casa de 20 mil.

    De qualquer maneira, o estádio estará disponível antes da estreia do Flamengo na Libertadores em março. O contrato com a Portuguesa será votado pelo Conselho Deliberativo do clube amanhã, quando devem ser anunciados mais detalhes sobre o estádio.

     

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  • 2016 – O ano do CT

    Evidente que cada um tem o que lembrar de 2016.

    Um ano ainda fervente na política brasileira cujas entranhas pútridas foram excepcionalmente descritas, nas palavras do diretor e cineasta José Padilha, homônimo e neto do inesquecível e formidável ex-presidente do Flamengo, em artigo publicado no Globo. Um ano de colapso econômico, presidencial e moral. Senhores de baixo calão comandando o terreiro, cuspindo na cara da população que os elegeu, considerada, por eles, mero instrumento utilitário para seus inúmeros crimes contra o patrimônio público.

    E neste ano conturbado, cenário desastroso, o Flamengo trilhou seu caminho. E trilhou seu caminho não com títulos no futebol profissional. Infelizmente. Mas com CONQUISTAS históricas. Primeiro aperfeiçoou sua medicina esportiva e prática fisiológica com a contratação de empresa especializada (EXOS), foi aperfeiçoando o CT profissional instalando contêineres com equipagem e material para que jogadores pudessem treinar com qualidade no local, contratou reforços, pagando caro, sem a velha máxima “você finge que joga e eu finjo que pago”, que caracterizou inúmeras gestões passadas. Enfim, montou um elenco de alto padrão, considerando o nível atual do futebol brasileiro, evidentemente com lacunas aqui e ali, mas considerando os demais, bem competitivo. Organização, disciplina. 2016 caracteriza, para mim, o ano que o futebol do Flamengo se tornou “adulto” dentro desta nova formalidade que exige: Orçamento financeiro estável, forte e adequado, organização, disciplina, staff profissional de qualidade e estrutura.

    Como nem tudo segue o planejado, o técnico experiente e vencedor contratado no início do ano, não foi bem em campo e fora dele. Tendo que se afastar para se tratar de problema de saúde. E, numa decisão ousada, o Flamengo colocou um técnico de sub20 para dirigir os profissionais. O time foi bem no campeonato, fez boa pontuação. A qualidade do elenco falou por si. Faltou traquejo ao técnico iniciante para surpreender os adversários nos momentos decisivos. Talvez inseguro, optou por times e substituições previsíveis pelos adversários.

    Enfim, o comando no futebol é sempre um risco. Um iniciante descobre uma forma daquele time funcionar. E segue. Será o suficiente para conduzir um time desde o início de uma nova temporada que demandará exigências maiores e torneios mais difíceis? Tem conhecimento adequado para ajudar a planejar elenco de um time como o Flamengo para toda a temporada? São questões que serão respondidas ao longo de 2017.

    Mas o fato é que o Flamengo inaugurou seu CT. Sonho de consumo dos rubro-negros antenados com o futebol mundial e a necessidade do Flamengo ter seu espaço de treinamento de alto nível, não só para se capacitar como para se reforçar melhor, atraindo jogadores que querem atuar no ótimo nível que um bom CT propicia. E isto é algo a ser comemorado entusiasticamente. Porque não é apenas “um CT”. Ele aponta o caminho que o Flamengo está seguindo. E continuando nesta pegada finalmente seremos acompanhados por títulos em série.

    Flávio H. Souza
    Twitter: @PedradaRN


    Este texto faz parte da plataforma de opinião Mundo Bola Blogs, portanto o conteúdo acima é de responsabilidade expressa de seu autor. O Mundo Bola respeita todas as opiniões contrárias. Nossa ideia é sempre promover o fórum sadio de ideias.

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  • Números do Flamengo no Campeonato Brasileiro 2016

     

    O ano de 2016 foi especial para o Flamengo no Campeonato Brasileiro. Embora sem o esperado título, o desempenho do Mais Querido do Brasil na competição foi digna de aplausos.

    Início desacreditado, troca de técnico, elenco montado no decorrer do campeonato, o “cheirinho” de hepta, a volta do Maracanã no finalzinho… Foram diversos os fatores que marcaram essa campanha. Confira agora, nesse texto estatístico, os números da campanha Rubro-Negra no Campeonato Brasileiro 2016, a melhor campanha em números de pontos do Flamengo na história dos pontos corridos.

     

    Números finais

    38 Jogos – 20 Vitórias – 11 Empates – 7 Derrotas
    52 Gols Marcados – 35 Gols Sofridos – 62,28%

    Comparando com 2015, onde terminamos em 12º e com 19 derrotas, a melhora foi evidente. Vale lembrar que em 2015 jogamos a maioria das partidas como mandante no Maracanã. Nesse ano, além da defesa (média de 0,92 gol sofrido por jogo), o ataque também teve melhora considerável (média de 1,36 gols marcados por jogo). O número grande de empates (principalmente em jogos decisivos), atrapalhou o Flamengo na reta final.

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    Jogos

    31 atletas entraram em campo pelo Flamengo no Brasileirão 2016

    – Willian Arão foi o líder da equipe no quesito, disputou 37 dos 38 jogos
    – Fernandinho foi o atleta que mais entrou no decorrer da partida (15 jogos)
    – 8 atletas oriundos da base Rubro-Negra foram utilizados

     

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    Gols, Assistências e Cartões

    14 atletas do Flamengo anotaram gol nesse Brasileirão

    – Guerrero foi o artilheiro da equipe, com 9 gols (média de 0,42 por partida), e o jogador mais amarelado, com 7 cartões amarelos (média de 0,33 por partida)
    – Diego chegou na metade do campeonato, mas anotou 6 gols
    – Éverton foi o ”garçom” do Mengão: 7 assistências, mas foi o segundo que mais levou cartões amarelos: 6.
    – O lateral Pará, também foi um dos destaques no quesito assistências, com 6 passes para gol
    – 22 atletas foram punidos com cartão amarelo e 5 com o vermelho

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    Comparação – Mandante/Visitante

    Quase 72% como mandante e aproveitamento maior que 50% como visitante

    – Vencemos mais “em casa” – 3 empates no Maracanã
    – Apenas 5 derrotas como visitante
    – Saldo de gols positivo em ambos (mandante/visitante)

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    Curiosidades

    – Marcamos gol em todos os adversários (não sofremos gol de 3);

    – Não sofremos gol em 16 jogos (não marcamos em 8).

     

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    Crédito Imagem Destacada: Gilvan de Souza/Flamengo

     

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  • Queda do Inter traz lições para o Flamengo

    Há exatos dez anos, o Internacional conquistava o mundo. A vitória no Mundial contra o Barcelona foi a coroação de uma restruturação do clube após escapar do rebaixamento na última rodada no Brasileiro de 2002. Um grupo de pessoas de sucesso em suas atividades se uniu e decidiu resgatar o Inter, recuperando as finanças do clube para colher frutos no futebol. Além da Libertadores e do Mundial de 2006, o time, que nunca havia sido campeão continental antes, ainda ganhou outra Libertadores, em 2010, e uma Copa Sul-Americana, em 2008, além de brigar sempre pelas primeiras posições do Campeonato Brasileiro, apesar de não ter conseguido quebrar o jejum de títulos na competição, que perdura desde 1979. Todo esse sucesso, porém, desmoronou ruidosamente no último domingo com o inédito rebaixamento à Série B, consequência de um campeonato em que o Inter teve quatro técnicos, emendou uma sequência de 14 jogos sem vencer, a maior entre os clubes grandes na história do Brasileiro, e viu seus dirigentes darem uma sequência de declarações lamentáveis na sequência da tragédia da Chapecoense, além de tentarem impedir o rebaixamento no tapetão.

    Para tentar entender o que aconteceu com o clube que por muitos anos foi visto como modelo de gestão para outros grandes e evitar que esses erros se repitam no Flamengo, que começou em 2013 uma guinada semelhante a dada pelo Inter a partir de 2003, o Mundo Bola entrevistou Alexandre Perin, sócio colorado e dono do blog Almanaque Esportivo.

    Mundo Bola- Qual foi o fator determinante para em dez anos o Inter ir de Yokohama (palco do título mundial) a Edson Passos (local da queda pra Série B), nas palavras de Fernando Carvalho (presidente do Inter em 2006 e diretor de futebol em 2016)?

    Houve no clube um “culto a 2006”. Todas as pessoas envolvidas com aquela conquista e suas ideias passaram a ser consideradas como infalíveis e acima de qualquer suspeita. Como sempre ocorre, houve uma acomodação, ausência de novas lideranças e falta de questionamento. Todos os presidentes desde então estavam nessa gestão, e mesmo jogadores e funcionários da época são repetidamente escolhidos. Isso somado ao racha político ocorrido em 2010 causou uma fragmentação dos líderes e um crescimento das contestações internas e divergências públicas. O novo presidente recém-eleito, Marcelo Medeiros, em nada teve relação com 2006 mas sempre seguiu a cartilha do “carvalhismo (de Fernando Carvalho), seu maior mentor dentro do clube, enquanto dirigente do futebol em 2013 e 2014.

    Mundo Bola – O Inter pós-2002 foi apontado como modelo de gestão que colheu os frutos dentro de campo. Esse modelo de gestão ruiu, ou é uma crise restrita ao futebol?

    O clube evoluiu em todos os aspectos nos últimos anos, tem uma excelente gestão do seu quadro social e bons princípios de governança corporativa aplicadas, além de um dos melhores contratos envolvendo o novo estádio. Porém acredito que particularmente a partir de 2012 na gestão do presidente Giovanni Luigi houve uma mudança na filosofia de futebol: o Inter parou de garimpar jogadores de talento como Jorge Wágner, Índio, Tinga, Fabiano Eller, Andrezinho, Fernandão, e investiu no modelo “salário alto, luvas elevadas, veterano com passe livre”. Assim chegaram Diego Forlán, Dagoberto, Nilmar, Alex, Juan e Rafael Moura, e esse modelo continuou sendo repetido posteriormente inclusive na atual gestão, de Vitório Piffero com Réver, Anderson, Lisandro López. Em 2016 tudo mudou, e se apostou em contratações com critérios técnicos discutíveis de jogadores obscuros. O futebol do Inter é pensado como em 2006, para o futebol dos anos 90. Isso acabou, e o rebaixamento foi a única maneira de perceberem. Se é que perceberam.

    Mundo Bola – Todo mundo sabe qual parte do modelo do Inter tentar copiar, a começar pela questão dos sócios. O que os outros clubes que nunca foram rebaixados, como o Flamengo, não devem seguir se não quiserem ir parar na série B?

    Em primeiro lugar, jamais terceirizar a política de futebol às ideias de um treinador, sobretudo se for um limitado como Argel. Todos os contratados do ano seguiram essa filosofia, que aliás vai contra a histórica “cultura de futebol colorada”, objetiva, marcação alta, velocidade e ofensividade. Em segundo lugar, um clube grande não pode usar tantos jovens sem ter em seu lado a tarimba de jogadores calejados da pressão de jogar em times grandes. Além dos jovens sentirem a pressão dos resultados ruins, parte dos mais velhos só haviam jogado em times de porte médio, sem saber o que é lutar contra o rebaixamento em um clube que tem 300 milhões de reais de receitas por ano e milhões de torcedores. Finalizando, ter elencos equilibrados, com jogadores em todas as posições e não insistir com ideias de “pensamento mágico”, como foi trazer Celso Roth porque “deu certo em 1997 e 2010”, esquecendo que o mesmo Roth quase rebaixou o Inter em 2002.

    O Flamengo tenta assumir o Maracanã e sonha com um estádio próprio. O caso do Corinthians, porém, mostra que essa conta não é simples. Os custos do novo Beira-Rio tiveram algum peso na derrocada do Inter?

    O contrato do novo Beira-Rio é um dos melhores, senão o melhor, do futebol brasileiro. O clube controla os preços e não deixou de ter jogos em seu estádio por causa disso. As despesas na manutenção são divididas com a Andrade Gutierrez que, esta sim, tem prejuízo com o contrato. Não houve nenhum impacto.

     

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  • Campeão Flamengo tem técnico e artilheira premiados pela CBF

    Nesta sexta-feira (16), em Manaus, foi realizada a Premiação do Brasileiro Feminino. O Flamengo, campeão da competição, emplacou dois premiados.

    O evento alusivo ao Campeonato Brasileiro Feminino de Futebol 2016 premiou as melhores jogadoras e profissionais da competição. O Mengão, claro, teve seus representantes na premiação: a artilheira Larissa e o técnico Ricardo Abrantes.

    A atacante Larissa, que infelizmente está de saída do Flamengo, recebeu o prêmio de “Melhor Jogadora do Brasileirão”. Ela disputou 10 jogos e anotou 8 dos 23 tentos marcados pelo Flamengo/Marinha. Foi a artilheira da equipe e vice-artilheira geral desta edição do campeonato – Millene, com 10 gols, foi a artilheira. Larissa recebeu um cheque no valor de 5 mil reais.

    Larissa recebendo sua premiação. Foto: BRUNO KELLY/ALLSPORTS
    Larissa recebendo sua premiação. Foto: BRUNO KELLY/ALLSPORTS

    Já o Tenente Ricardo Abrantes, recebeu das mãos de Emily Lima, atual técnica da Seleção Brasileira Feminina, o prêmio de melhor técnico do Brasileirão. – Estou muito feliz com esse prêmio e quero dedicar as minhas atletas e à comissão técnica, sem eles não conseguiria chegar aqui. Além disso, quero aproveitar para desejar todo o sucesso à Emily, foi uma decisão muito acertada contratar uma mulher para o comando da Seleção Feminina – disse Ricardo ao site da Confederação Brasileira de Futebol.

    Emily Lima e Tenente Abrantes. Foto: BRUNO KELLY/ALLSPORTS
    Emily Lima e Tenente Abrantes. Foto: BRUNO KELLY/ALLSPORTS

     
    Além de Larissa e Tenente Abrantes, duas atletas do Rio Preto (vice-campeão) também foram homenageadas no evento: Millene, a artilheira do campeonato, e Jéssica, detentora do gol mais bonito.

     

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  • Flamengo repudia acusações de jornalista do Sportv

    O Flamengo repudiou, na noite de hoje, declarações de Paulo Massini, comentarista do Sportv e do Sistema Globo de Rádio, que em conversa com um rubro-negro no Twitter acusou o clube de “mamar nas tetas do Estado” por ter patrocínio de empresas estatais.

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    Veja a resposta do Flamengo às acusações do jornalista.

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    Atualização: Momentos depois da reprimenda do Flamengo, Massini se desculpou pelas palavras usadas.

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  • Flamengo para em boa atuação da defesa botafoguense na Copa RS Sub-20

    O Flamengo não conseguiu chegar a mais uma decisão na temporada: o Mais Querido foi derrotado por 1 a 0 pelo Botafogo e foi eliminado da Copa RS.

    O clássico aconteceu nesta sexta-feira (16), no campo da PUCRS, em Porto Alegre. Com a saída da competição, o Flamengo seguirá no Rio a preparação para a Copa São Paulo de Juniores. O Mengão está no grupo 23, que conta com o São Caetano (SP), São Bento (SP) e Central (PE) e terá como sede o estádio Anacleto Campanella.

    O jogo

    Muito estudo, pouco futebol

    Como qualquer pequeno erro poderia causar a eliminação, as equipes foram bastante burocráticas durante o primeiro tempo. À rigor, foram somente duas finalizações. Ambas surgiram após os 30 minutos de jogo. O alvinegro foi feliz ao balançar as redes em sua primeira e única chegada com perigo. Aos 31 minutos a zaga rubro-negra rebateu uma bola levantada na área, o Botafogo recuperou e o zagueiro Kanu acertou bela finalização, abrindo o placar no clássico.

    Jogador mais perigoso do Flamengo na etapa inicial, Gabriel Silva teve uma boa chance para empatar a partida aos 38 minutos. Em jogada pelo meio o camisa 11 tocou a bola para Kleber, que fez a devolução, e Lucas Silva chutou à queima roupa mas o goleiro Diego fez uma excelente defesa colocando a bola para escanteio. O Flamengo ensaiou uma pressão no final da etapa mas não conseguiu penetrar no esquema defensivo montado pelo técnico botafoguense Felipe Lucena.

    Ataque contra defesa

    Precisando balançar as redes no segundo tempo para seguir com o sonho vivo, o Flamengo buscou a posse de bola, dominou a partida, contudo era pouco efetivo no ataque. Nos dez primeiros minutos a equipe rubro-negra parecia jogar sozinha. Cauteloso, o Botafogo pouco arriscava, afinal tinha a vantagem. Dener cabeceou com perigo aos 14 minutos uma bola cruzada por Vinicius Souza.

    O técnico Gilmar Pipoca resolveu ir para o tudo ou nada colocando Vinicius Junior, Lucas Silva, João Pedro e Loran na partida. Este último chegou a cabecear uma bola no travessão no seu primeiro lance no jogo. Quando a situação poderia complicar de vez para o Flamengo apareceu o goleiro Gabriel Batista colocando para escanteio uma bola chutada por Jean. Mas a verdade é que o sistema defensivo alvinegro estava intransponível. Nem mesmo as muitas bolas levantadas na área no desespero levaram perigo.

    Balanço da temporada

    Com a saída da Copa RS, o sub-20 do Flamengo encerra uma temporada em que pode considerar como positiva. No início do ano sagrou-se campeão da Copa São Paulo de Futebol Júnior – principal competição do país – ao vencer o Corinthians nos pênaltis em pleno Pacaembu. Conquistou pela nona vez o Torneio Otávio Pinto Guimarães, com direito a volta olímpica em São Januário após a vitória por 3 a 1 sobre o Vasco.

    Título é consequência. A principal função das categorias de base é revelar jogadores. E isso também aconteceu. O time profissional foi reforçado com a subida do goleiro Thiago e do lateral Thiago Ennes que não entraram em campo ainda; o zagueiro Léo Duarte atuou em partidas do Campeonato Brasileiro, em um momento muito difícil na competição, e foi bem; o volante Ronaldo é uma esperança da torcida, assim como o talentoso meio-campista Lucas Paquetá; e o atacante Felipe Vizeu já é uma realidade. Sem contar Matheus Sávio que – mesmo não sendo integrado ao time profissional este ano – completa com o Paquetá e Vizeu o trio rubro-negro convocado pelo técnico da Seleção Brasileira Rogério Micale para o Sul-Americano Sub-20.

    Futuro promissor

    No dia 4 de janeiro o Rubro-Negra estreia na Copa São Paulo de Futebol diante do Central (PE). Defendendo o título que conquistou na edição desta temporada que se encerra hoje. As perspectivas são boas, já que duas grandes promessas da base foram integradas aos juniores: Lincoln e Vinicius Junior irão disputar a Copinha pela primeira vez. A expectativa é que a dupla repita no sub-20 e sucesso que fizeram nas categorias inferiores.

    Por fim, 2017 parece ser o ano que o investimento nas categorias será proporcional ao tamanho do clube. O orçamento aprovado esta semana prevê aumento de R$ 9,5 milhões para R$ 14 milhões – e os trabalhos prometem seguir novos processos apontados pela Double Pass, consultoria especializada em formação de atletas.
    FICHA TÉCNICA

    Copa Internacional Ipiranga Sub-20

    Flamengo 0x1 Botafogo  (Semifinal)

    Data: 16 de dezembro de 2016

    Local: campo da PUC, em Porto Alegre

    Arbitragem: Anderson Daronco, Lúcio Flor e Diego Oliveira.

    FLAMENGO: Gabriel Batista; Kleber, Dener, Rafael e Michael; Jean Lucas, Theo e Vinicius Souza (Lucas Silva); Patrick (João Pedro), Lincoln (Loran) e Gabriel Silva (Vinicius Junior). Técnico: Gilmar Popoca.

    Botafogo: Diego; Fernando, Kanu, Helerson e Victor Lindemberg; Wenderson e Jordan (Anilka), Alison, Rickson e Lima (Jean); Igor Cássio (Mateus Jorge). Técnico: Felipe Lucena.

    Cartões amarelos: Alison, Wenderson, Fernando (BOT); Kleber (FLA)

    Cartão vermelho: Não houve.

    Imagem destacada: contribuição do leitor @celoflapoa

     

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  • Orçamento 2017 prevê crescimento de patrocínios, bilheteria e sócio-torcedor

    O orçamento de 2017 do Flamengo, aprovado ontem pelo Conselho de Administração, prevê, pela primeira vez desde 2013, redução no dinheiro que será gasto no pagamento de dívidas, e um aumento de R$ 27 milhões em receitas impulsionado por patrocínios, bilheteria e programa de sócio-torcedor. Veja a seguir os principais pontos que o Mundo Bola pode destacar do documento-resumo da proposta aprovada apresentado no site do clube:

    – A diretoria prevê uma tomada de R$ 50 milhões em empréstimos ao longo do ano por questões de fluxo de caixa. A estimativa é que o endividamento líquido caia de R$ 415 milhões para R$ 360 milhões no fim de 2017 – uma redução de quase 50% da dívida em relação ao total encontrado pela atual admninistração ao assumir o clube no início de 2013.

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    – A estimativa de gasto efetivo em pagamento de dívidas ao longo do ano é de R$ 140 milhões, R$ 54 milhões a menos do que em 2016. É a primeira redução desde 2013.

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    – Há uma previsão de aumento de R$ 27 milhões em despesas com pessoal – é razoável supor que a maior parte disso se reflita em aumento na folha salarial do futebol, ou seja, cerca de R$ 2 milhões a mais em gastos mensais na folha.

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    – Em relação às receitas: está previsto um aumento significativo tanto de patrocínios normais (R$ 11 milhões a mais do que em 2016, de R$ 59 milhões para R$ 70 milhões) como em patrocínios incentivados (R$ 9 milhões para R$ 23 milhões). O Mundo Bola não conseguiu apurar o que o marketing já tem engatilhado para justificar esse otimismo. Também há uma estimativa de aumento de R$ 16 milhões com bilheteria (o que até faz sentido considerando que o time vai jogar a Libertadores, mas esbarra no uso da Arena da Ilha, estádio com baixa capacidade) e de R$ 11 milhões com o Programa Nação Rubro-Negra (de R$ 27 milhões para R$ 38 milhões, o que significaria um novo recorde anual de arrecadação do programa). O orçamento é conservador na previsão de receitas com TV – sem contrato com a Globo, estima 0 de arrecadação nessa rubrica, não faz previsões de ganho extra com pay-per-view. Mesmo com a nova receita de R$ 2 milhões da Primeira Liga e os estimados R$ 15 milhões da Libertadores, a estimativa orçamentária é de perda de receita nesse quesito.

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    – No fluxo de caixa, é possível fazer duas observações: apesar de o clube só estimar receita de R$ 10 milhões com novas vendas de jogadores na temporada, estimou entrada de R$ 21 milhões nessa rubrica – corroborando a informação do vice-presidente de Procuradoria-Geral Flávio Willeman de que o dinheiro da venda de Hernane seria incluído no orçamento. Além disso, estão previstos investimentos totais de R$ 34 milhões – conforme o Globoesporte.com reportou, estariam incluídos aí R$ 16 milhões para a construção do CT da base.

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