Autor: diogo.almeida1979

  • FlaBasquete conhece primeira derrota no NBB9

    O Basquete Cearense repetiu um feito que até então só havia conseguido uma vez na história: derrotar o Flamengo. Com uma brilhante atuação do armador Davi, cestinha do jogo com 30 pontos, o Carcará fez o Orgulho da Nação conhecer a sua primeira derrota no NBB9. O duelo com direito a prorrogação aconteceu na noite desta terça-feira (20), no Ginásio do Tijuca Tênis Clube, no Rio.

    Após chegar abrir 13 pontos de vantagem, o Rubro-Negro sofreu um apagão no terceiro quarto e viu o adversário encostar e virar a partida. Na prorrogação o time de José Neto não se encontrou e perdeu a invencibilidade no NBB9: 94 a 88 foi o placar final. O FlaBasquete ainda tem dois compromissos em 2016. Na próxima quinta-feira (22), o time enfrentará o Vitória, e na terça-feira da outra semana (2), o Caxias do Sul, ambos no Rio de Janeiro (RJ).

    O JOGO

    O Orgulho na Nação venceu o primeiro tempo da partida por 13 pontos de diferença (46-33). Apesar da folga no placar, a vantagem só foi conseguida no final do segundo quarto. O Basquete Cearense saiu na frente do marcador, mas em pouco tempo o Mais Querido assumiu o controle do jogo. O domínio rubro-negro, porém, foi momentâneo. A equipe comandada por Alberto Bial passou a frente e venceu o primeiro quarto por 19-22, com destaque para o pivô Leozão, com 7 pontos.

    A bola de três pontos convertida por Grauber no ínicio do segundo quarto não intimidou o Orgulho da Nação. Marquinhos utilizou do mesmo recurso, reduzindo assim  a diferença para o Flamengo. Depois de dois meses  afastado das quadras devido a uma lesão, o ala-armador Humberto fez a sua estreia pelo Flamengo no NBB9. O camisa 19 participou da virada rubro-negra no período (27-11).

    Destaques do Flamengo no  1º Tempo: Marquinhos – 10 pontos; Olivinha – 10 pontos e 7 rebotes; Marcelinho – 7 pontos.

    Apagão

    Com uma brilhante atuação do armador Davi, o Carcará atropelou o Flamengo no terceiro quarto. A defesa rubro-negra já não tinha a mesma eficiência e viu o time nordestino empatar a partida: 64-64. O domínio cearense continuou no início do quarto período, quando com comandados de Alberto Bial abriram nove pontos de vantagem (68-77).

    O Orgulho da Nação encostou novamente e faltando 34 segundos para o final da partida virou numa bela bola de três pontos convertida por Marcelinho (82-79). Bial pediu tempo e acertou sua equipe, que conseguiu empatar levando o jogo para a prorrogação (83-83).

    Na tentativa de resolver a partida o Flamengo errou muitos arremessos de três pontos. Já o Basquete Cearense teve calma e conseguiu administrar a vantagem que conseguira no início do período, vencendo o seu quinto jogo no NBB 9: 94 a 88.

    Destaques do Flamengo: Olivinha – 19 pontos e 14 rebotes; Marcelinho – 18 pontos; Marquinhos – 18 pontos e JP Batista – 10 pontos.

    Destaques do Basquete Cearense: Davi- 30 pontos e 9 assistências e Leonardo – 12 rebotes.

     Crédito da imagem destacada: Fotos: Staff Images / Flamengo

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  • Bandeira promete setor popular no Maracanã se CSM ganhar concessão

    O presidente Eduardo Bandeira de Mello falou à Rádio Globo sobre a situação do Maracanã, tema de uma nota divulgada pelo clube nesta terça-feira. Veja os principais trechos:

    Recusa de negociação com a BWA/Lagardère

    Nós temos na iminência de começar uma parceria longa, uma parceria de mais de 30 anos, e esse tipo de parceria você só pode fazer com entidades em quem você confia. No caso desse grupo que está planejando assumir o Maracanã, eles não têm a confiança do Flamengo. Nesse caso é melhor nem começar alguma coisa que não vai dar certo. Existem condições que não precisa nem falar, se você não confia no seu interlocutor, no seu possível parceiro, você acha que ele está assumindo uma posição de atravessador, não tem porque você começar uma relação. O Maracanã é perfeitamente viável, com o Flamengo, com os seus parceiros, desde que a gente respeite as especificidades, as vocações de cada um e não queira impor nada a ninguém. É uma relação na qual você combina tudo previamente e depois começa a relação. Agora quando é uma empresa que você já não tem uma boa relação e que começa uma negociação com você, você achando que você está negociando e você percebe que ela está fazendo uma rota paralela, uma outra negociação à sua revelia e você vai saber isso por terceiros, é claro que você não pode continuar uma relação dessas. Se essa empresa for a gestora do estádio, parabéns para ela, mas não conte com o Flamengo. Se ela entende que o Maracanã é perfeitamente viável sem o Flamengo, lamento, mas eles vão ter 32 anos para provar, para fazer o Maracanã rentável sem o Flamengo.

    Possibilidade de o Maracanã dar lucro

    O Maracanã não é um negócio altamente lucrativo. A Odebrecht passou quatro anos no Maracanã e teve prejuízo em todos os quatro. O Flamengo desenvolveu um plano de negócios, com muito esforço, com ênfase na maximização das receitas, na redução das despesas. Entendemos que vai ser um negócio altamente positivo do ponto de vista esportivo, agora, jamais vai ser um negócio muito lucrativo. Se alguém, sem o Flamengo, tem a expectativa de entrar no Maracanã, para obter lucro ela vai ter que usar o Flamengo para isso, e nós não queremos ser usados. Se nós temos um grupo que está pretendendo assumir o Maracanã nesse processo de transferência da concessão – é claro que nós preferíamos uma nova licitação, mas respeitamos a posição do Estado – se tem um grupo que tem experiência em administração de estádios, que tem solidez financeira, que tem a confiança do Flamengo, que tem um acordo firmado já com o Flamengo e o Fluminense, eu acho que todas as condições estão dadas.

    Setor popular

    Nós vamos sempre tentar conciliar a atratividade econômica do estádio com o acesso das populações de baixa renda, afinal a gente sabe que boa parte da torcida do Flamengo está concentrada justamente nesses segmentos. É claro que o Flamengo não é o culpado pela crise que o país vem passando, nós não temos infelizmente condições de resolver questões como a de que boa parte da torcida do Flamengo, não é nem o caso de não poder pagar um ingresso e ir ao Maracanã. A gente sabe que boa parte da população não tem dinheiro nem para a passagem para ir ao Maracanã. O Flamengo vai estar sempre disposto a colaborar e temos consciência do nosso papel social, mas no momento em que a gente quer viabilizar o Maracanã sabemos que num primeiro momento nem todos problemas poderão ser resolvidos. Mas essa questão do caráter inclusivo do estádio vai estar sempre no nosso radar e nós temos inclusive planos para tirar as cadeiras do setor Norte para poder dar um acesso diferente para a nossa torcida e com isso cobrar preços mais acessíveis. Essa é uma demanda da nossa torcida que nós entendemos que é perfeitamente pertinente.

    Arena da Ilha

    Deve ficar pronta no final de fevereiro, no máximo no início de março, para o caso de a gente não conseguir o Maracanã a gente já poder estrear na Libertadores no estádio Luso-Brasileiro.

  • Série Política Rubro-Negra #6 – Vice-presidente de Marketing Daniel Orlean (parte 2)

    Na segunda parte da entrevista ao Mundo Bola, o vice-presidente de Marketing Daniel Orlean fala sobre a importância de ter um estádio próprio, mesmo que provisório, e fecha as portas completamente para jogar no Maracanã caso governo do Estado e Odebrecht optem por repassar a concessão para o consórcio entre Lagardère e BWA. Ele também fala sobre como estão as negociações para renovações de patrocínios para 2017 e justifica a previsão otimista do orçamento do clube de aumento de R$ 25 milhões entre patrocínios normais e incentivados em relação a 2016. “Não é uma crença, é um projeto”.


    Mundo Bola – O Flamengo provavelmente mandará alguns jogos da Libertadores na Ilha, para 15, 18 mil pagantes. Como fazer para que numa oitava de final da Libertadores um cara que contribui desde o início com o sócio-torcedor não fique de fora para outro que acabou de entrar e comprou um plano mais caro?

    Daniel Orlean – Esse é um dos pontos do programa que a gente precisa aprimorar. Negar a verdade eu não vou fazer. Hoje existe um problema do cara que está há bastante tempo num plano menor, se você pegar o LTV, o lifetime value, que é um conceito de marketing, que esse cara tem, é muito maior que um cara que entrou para ver o jogo contra o Corinthians, mesmo pagando o Paixão. O cara tá lá desde 2013, vem pagando, provavelmente vai continuar pagando.

    Eu vou sentar com o grupo e a gente vai pensar o que vai fazer. Agora, a gente vai viver escassez. Não tem jeito. Se o governo do Estado e a Odebrecht cometerem – é difícil falar a palavra, mas eu acho que é uma relativa irresponsabilidade – de botarem o Maracanã na mão da BWA e da Lagardère, o Flamengo não vai jogar lá. Pode colocar aí. Não vamos jogar se for com a BWA/Lagardère. Nós aceitamos o que nos foi oferecido pela CSM, GL, Amsterdam Arenas. BWA e Lagardère não tem negociação.

    Se a BWA e a Lagardère conseguirem a concessão e falarem: Flamengo, eu quero negociar contigo, não tem negócio?

    Não tem negociação. Eu acho que na vida tem algumas coisas que você tem que decidir. Com quem você negocia e o que você negocia. O Flamengo hoje se posiciona que ele não negocia com Lagardère e BWA. Não é intransigência. Tem que pensar no que é melhor para o Flamengo. Não tem negociação com quem a gente acha que não vai respeitar o protagonismo do clube, e que não respeitou historicamente o protagonismo do clube. Que a gente vá jogar em outro lugar. Se não tiver Maracanã, não vai ter Maracanã.

    Imaginando que apesar da posição do Flamengo, a concessão acabe com a Lagardère e a BWA. O Flamengo imediatamente parte para o estádio próprio? Desiste do Maracanã?

    O estádio próprio é um sonho e é um projeto. Tem as duas coisas. Onde vai ser, como vai ser, como vai ser construído, como vai ser financiado, a gente tem diversos cenários, diversos planos traçados. Eu, Daniel, como responsável pelo marketing, em médio e longo prazo não vejo escapatória de a gente ter um estádio próprio.

    Essa é sua posição pessoal?

    É minha posição pessoal. Eu vislumbro um estádio próprio.

    Um estádio pra 50 mil pessoas, 40 mil pessoas?

    Vai depender de onde vai ser, quem vai estar com a gente nessa, mas é o projeto.

    Se o Flamengo fechasse o acordo com o Maracanã, seria um estádio menor?

    É difícil falar do cenário de ter três. Hoje a gente tem o estádio na Ilha, que é a nossa casa, e vai ficar com a cara da nossa casa. Está muito bonito o projeto. Posso dizer que é uma estrutura muito melhor do que a que foi colocada por outro clube lá recentemente.

    Se o Flamengo tiver a Ilha e não tiver o Maracanã, o plano é fazer todos os jogos lá ou continuar fazendo jogos maiores fora do Rio?

    Existem limitações de quantidade. Vamos deixar a situação do Maracanã se definir para poder planejar. Libertadores podemos jogar até às quartas de final e se passarmos (esperamos ter esse problema!), aí se planeja onde jogar. Muitos jogos vão ser jogados na Arena e alguns jogos vão ser mandados fora. Todavia queremos evitar ao máximo o nível de viagens que tivemos este ano, porque realmente prejudica. Este ano a gente teve um prejuízo, até no próprio desempenho dos jogadores. Financeiro, físico, não quero comentar o que o jogador sente na hora de voltar ao Maracanã, mas teve muitos jogadores que estrearam ali.

    Como está a negociação dos naming rights da Ilha?

    É muito melhor você operar um estádio que é seu, seu no sentido que a “Arena da Ilha” será nossa. Não batizem a “Arena da Ilha”. Não batizem, porque é um ativo hoje do Flamengo. É um ativo pra ser negociado, com vários tipos de empresa. Você vê no mundo seguradoras, companhias aéreas, bancos. Estamos conversado com algumas empresas. Dentro da nossa rede, porque hoje o Flamengo conversa com as maiores empresas do Brasil, centenas de grandes empresas. Já temos conversas abertas com naming rights.

    A estimativa de patrocínio para 2017 entra também os naming rights?

    Não está naquela lista nominalmente naming rights, mas está na composição.

    Uma coisa que chamou a nossa atenção foi que no orçamento do ano que vem tem uma estimativa de uma subida muito grande não só nos patrocínios em geral como na questão dos patrocínios incentivados. Imaginamos que você tenha uma base para esse otimismo.

    O ano de 2015 para 2016 não foi um ano bom. Eu entrei em setembro e fechamos processos que estavam em aberto. Trouxemos outros, abrimos novos. Eu acredito que o ano de 2017 vai ser muito melhor. Não é apenas uma crença. A gente trabalha com forecast, pipeline, projeção, abertura de negócios, taxa de conversão… Já vê uma evolução muito grande do que viu de 2015 para 2016. Isso é muito trabalho do time mas também juntando um bom momento vivido como clube, não como time de futebol, como clube.

    Tem um crescimento somado com o momento de mercado: 2016 foi um ano de crise, 2017 não é ainda um ano de pujança econômica mas é um momento onde a confiança no esporte começa a retornar. Este ano foi um ano de Jogos Olímpicos. Então, muito orçamento foi direcionado para os Jogos Olímpicos, e essas empresas agora podem mudar o foco. Então a gente teve um ano difícil. Não estou dizendo que 2017 vai ser um ano fácil mas o bom time somado a um planejamento estratégico bem feito, à imagem boa, performance esportiva boa, vários campeonatos que a gente vai participar, arena própria, inovação vindo, bons parceiros… Temos tudo para superar os números do passado e superar bem. Então não é uma crença. É um projeto, é um plano, que a gente melhore muito esse ano que vem.

    Em relação aos patrocínios incentivados especificamente. Vocês têm novos projetos? Vai entrar alguma coisa de projeto incentivado na construção do do Ninho para a base?

    Sim, sim. A gente está trabalhando numa novidade bacana, um patrocinador específico pra base, isso nunca foi feito no Flamengo antes. A gente está trazendo um patrocinador que vai entrar na camisa da base.

    Master na camisa da base?

    Não, não é master porque ele é negociado junto com o master do profissional. Esse ano é Caixa, ano que vem pode ser outro, a Caixa é um parceiro, um parceiro importante, um parceiro importante paro o futebol brasileiro e queremos que esteja próximo da gente.

    Vai entrar nas costas inferior um parceiro bacana, que não vai entrar só com dinheiro, vai entrar com dinheiro e com um tipo de serviço fundamental pra excelência do esporte na juventude. O dr. Tannure está bem alinhado com a gente nesse sentido. Já está em vias de ser assinado. A gente está negociando pro patrocinador entrar na base com capital financeiro e com serviços que vão ajudar a performance esportiva. Eu estou bem animado, a empresa é fantástica, uma empresa que cresceu do zero, uma empresa muito bacana.

    É uma empresa que já está no futebol ou estão entrando nesse mercado?

    Eles tiveram algumas experiências no futebol e em outros esportes. Se eu der muita informação, vocês vão chegar lá. Eu tenho um grande orgulho de estar trazendo eles. É um amigo pessoal que acreditou no projeto e que é rubro-negro, um cara que está acreditando e que a gente sabe que vai dar uma alavancada muito boa. Não é mecenato, ele sabe exatamente que resultado esperar.

    Cada vez mais estamos diversificando as modalidades de patrocínio mas a camisa do time profissional continua sendo o produto mais nobre. A MRV já está fechada até 2018. E o resto, como estão essas negociações?

    A Yes a gente está negociando. Como eles entraram num pontual, só os últimos sete jogos no ano, eu tive sete jogos no Brasileiro. Ano que vem eu vou ter jogos de Libertadores, jogos de Carioca. Eu vou ter que equilibrar isso. Mandamos uma proposta para a Yes e eles mandaram outra. iFood a mesma coisa. Eles têm intenção de continuar, e a Tim também.

    E a Caixa?

    A Caixa também. A Caixa é uma questão… A gente quer ter reajuste. O Flamengo está numa situação melhor do que o Corinthians. Eu não estava na negociação da Caixa, eu não participei do detalhamento de cada uma das questões. A Caixa está com a gente até o final do ano e já estivemos lá conversando. Como eu falei, minha orientação, a orientação do próprio Fred (Luz) é conversar com vários potenciais parceiros. A Caixa é uma empresa muito importante para o esporte. Como é uma empresa pública existe todo um processo de governança para aprovar patrocínio. E ela está sujeita a questões do próprio mercado.

    Todas as propriedades na camisa que estão livres a gente tem parceiros hoje interessados para o próximo ano. Essa semana a gente espera ter respostas*, novidades, fechamentos. Agora, uma coisa muito interessante que eu tenho visto é o interesse de empresas da nova economia no Flamengo. Se antes era só a camisa, quando eu entrei a primeira coisa que eu falei foi: “eu vim pra gente trabalhar o Flamengo além da camisa, o marketing além da camisa. Eu quero, claro, vender meu master, minhas costas superior e inferior, número, manga, profissional, base, esportes olímpicos. Por outro lado, eu quero pensar nas minhas redes sociais, eu quero pensar na Fla TV, nos projetos de inovação. Tudo isso, além da camisa, a gente vai ter novidades legais.

    Nossos leitores e apoiadores com certeza Gostariam de saber números sobre as vendas de camisas oficiais. Teve a chegada do Diego, o time bem em campo. O Flamengo teve um avanço em venda de camisas?

    O Flamengo teve um avanço bacana em venda de camisas. Eu não vou saber precisar o número porque hoje o nosso contrato com a Adidas é baseado em garantia mínima e royalties. Então a gente faz um acompanhamento com eles, mas eu não tenho um número hoje atualizado. Mas eu sei que o Flamengo é disparado o maior vendedor de camisas no Brasil. E os produtos todos têm muita procura. No ano que vem queremos trabalhar outras coisas com a Adidas. Temos nos aproximado muito da Adidas, é uma parceria que vem evoluindo. Vem evoluindo a relação.

    Mesmo com o Desimpedidos?

    O Desimpedidos não foi uma ação do Flamengo. Foi uma ação que a Adidas em São Paulo distribui samples dos produtos dela para vários que eles consideram influenciadores. Eu já conversei com a Adidas que o Desimpedidos não é um canal benquisto pelo Flamengo, por uma questão de que a torcida escolheu não gostar. É direito da torcida não gostar.

    Eu acho que a Adidas é experiente o suficiente, entende o suficiente, muito mais do que várias empresas no mercado o que é positivo e o que é negativo para a marca dela. A camisa rosa foi uma ação bastante pequena, de tiragem limitada, calculada para ser daquela maneira e mostrou o potencial da nossa marca. Ano que vem vamos ter outros produtos limitados com a Adidas. Está rolando uma parceria bacana do Marketing e da Comunicação com a Adidas para a criação de produtos novos.

    O patrocínio master do basquete, tem alguma perspectiva?

    Funciona como um quebra-cabeça. Existem empresas interessadas no patrocínio do basquete. O Marketing está conversando com elas. Só que muitas vezes você tem que casar com outras ações de marketing. O que eu posso adiantar é que estamos negociando e ainda não chegou no ponto ideal para fechar.

    Esse quebra-cabeça tem que ser mais bem trabalhado. Não se esqueceu do basquete. É porque realmente não é uma mágica, não é chegar assim: “ah, lembrei do basquete e vou lá chegar e vou ter um patrocínio. Fui campeão, eu mereço”. O Orgulho da Nação merece. Eu entendo a cabeça das pessoas, mas não é assim. São campeões de tudo, eles merecem, eu sei. Só que hoje o cara chega com 2 milhões e muitas vezes ele quer algum ativo que eu não tenho para oferecer para ele. E o basquete é um bom ativo.
    *Nota do editor: A coluna Radar de hoje noticiou que o Flamengo fechou patrocínio da Uber nos uniformes de treino.

    Leia a parte 1

    Leia a parte 3

    A Série Política Rubro-Negra tem como objetivo entrevistar dirigentes do Flamengo do passado e do presente e políticos que se envolvem em ações públicas que afetem os interesses do Flamengo.

    Leia as outras entrevistas da série Política Rubro-Negra:

    Política Rubro-Negra #1
    César Maia fala sobre o Maracanã e estádio próprio na Gávea

    Política Rubro-Negra #2
    Deputado Federal Otávio Leite fala sobre Profut, Maracanã e Flamengobit.ly/1SWwGTT

    Política Rubro-Negra #3
    Alexandre Wrobel – VP de Patrimônio fala sobre Estádio, CT, Arena Multiuso e muito mais

    Política Rubro-Negra #4
    Presidente Eduardo Bandeira de Mello

    Política Rubro-Negra #5
    Vice-presidente de Esportes Olímpicos Alexandre Póvoa

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  • Pracownik: Flamengo pretende ter hegemonia sul-americana no médio prazo

    Após a polêmica envolvendo o comentarista do Sportv André Loffredo, o vice-presidente de Finanças Claudio Pracownik concedeu entrevista à ESPN para falar sobre a situação financeira do clube e outros assuntos. Veja os principais tópicos:

    Orçamento-2017

    Para 2017, o Flamengo prevê aumento de receitas, boa parte vindo do marketing, eu acho que a gente vai poder em breve dar boas notícias para a nação rubro-negra em termo de patrocinadores, em termo de aumento do valor da camisa, e quanto mais você aumenta o valor da sua camisa, da sua marca, mais retorno você dá para os seus patrocinadores, é um ciclo virtuoso. A gente imagina maior receita vindo do programa de sócios-torcedores, principalmente a partir da qualificação do elenco, que nós já estamos qualificando desde o ano passado e vamos qualificar mais esse ano e da participação na Libertadores da América. Também devem acontecer maiores receitas de bilheteria. A torcida do Flamengo é um patrocinador fortíssimo, e é importante a participação dela para a gente continuar nesse caminho. Nós estamos investindo mais no futebol, a gente gasta o máximo que pode. Vamos investir não só em reforços como na folha algo em torno de 20% a mais. O Flamengo não coloca dentro do orçamento o que vai contratar, o que vai gastar com aumento de salário, isso é uma autonomia da comissão técnica, junto com o vice-presidente de futebol. Já foi colocado pelo Rodrigo Caetano e pelo Godinho que vamos fazer poucas contratações, mais contratações importantes. As receitas vão aumentar, as despesas também vão aumentar. Estamos absolutamente em linha. Estamos fechando 2016 com superávit de R$ 60 milhões e em 2017 tambémn deve acontecer isso.

    Redução da dívida

    O Flamengo paga muita dívida todo ano. Para você ter uma ideia esse ano nós vamos estar pegando 50 milhões de empréstimo, vamos estar pagando 140 milhões e reduzindo 55 milhões da dívida. O Flamengo desde 2013 quando terminar o próximo ano vai ter pago 650 milhões de dívida e reduzido 360 milhões da dívida. O que se paga de juros, qual é o custo Brasil de juros. Mas olha a quantidade de dinheiro que a gente paga de dívida. Nós vamos continuar fazendo. Mas cada vez mais a dívida é menor, cada vez mais a razão receita/dívida é positiva, é um clube superavitário hoje em dia, é um clube solvente. É um caminho, é um processo. Nós não estamos confortáveis, sempre atentos, sempre ajuizados, nunca dando um passo maior do que as pernas, nunca assumindo um compromisso que não podemos pagar. Mas cada vez mais ousados, cada vez mais determinados, cada vez mais buscando sonhos que antes eram distantes e agora estão ficando mais próximos.

    Profissionalização

    Uma coisa que os clubes deveriam seguir e alguns já estão seguindo é a profissionalização dos seus departamentos. No Flamengo nós atuamos quase como conselheiros, membros de um Conselho de Administração. Embaixo de nós têm os verdadeiros responsáveis pelo sucesso do Flamengo. São os diretores financeiros, de marketing, de comunicação, da área social, profissionais que ganham como profissionais do mercado, têm metas, têm bônus, pessoas que dedicam 100% do seu tempo ao Flamengo. Futebol é um negócio que gera milhões, por muito tempo a gente via planetas pobres, que eram os clubes, cercados por satélites milionários. Os clubes eram os mais pobres da constelação. O que acontece é que os clubes têm que ser o verdadeiro Sol dessa constelação como um todo. E isso só acontece com profissionalização. Futebol vive de rivalidade. O Flamengo eu quero que seja sempre o maior e o melhor clube do país e do mundo. A gente vai lutar pra isso sempre. Mas é preciso que todos os outros participantes também sejam fortes. O Flamengo vai ser tão forte quanto forem os seus competidores. Eu quero ser mais forte do que competidores fracos, e não simplesmente mais forte do que competidores fracos. A gente tem a sensação de estar no caminho certo e de estar contribuindo para o fortalecimento do cenário no qual a gente está inserido.

    Hegemonia sul-americana

    O Flamengo eu diria que no médio prazo o Flamengo quer ser a maior potência sul-americana. Imaginar no longo prazo ser a maior potência mundial depende desse discurso que nós fizemos. O título mundial não é uma meta de tão longo prazo assim, mas é um campeonato curto, você buscar uma hegemonia mundial efetivamente, poder estar nadando de bracada com as grandes potências mundiais, essa sim é uma meta de muito longo prazo e essa depende do fortalecimento do futebol nacional. O Flamengo não vai estar disputindo o título de melhor time do mundo se o desporto nacional não estiver lutando da mesma forma. No campo nacional, nossa meta de curto prazo, o Flamengo já é a maior potência, é o maior clube do país, é o clube de maior torcida do mundo, desportivamente nós temos que conseguir os títulos que nos coloquem de direito, nos formalizerm nessa posição que nós ocupamos. A hegemonia sul-americana é uma meta de médio prazo, não é uma meta de longo prazo não.

    Libertadores sem Maracanã

    Existe uma limitação na Libertadores, você pode jogar talvez a primeira e a segunda fase (na realidade até as quartas de final) em estádios menores. A comissão técnica vai ter que pensar depois em que estádios poderiam ser esses, provavelmente talvez em São Paulo, talvez em outras grandes arenas que sejam viáveis no país como um todo. O Flamengo é um clube nacional, a gente projeta fazer uma grande Libertadores e onde quer que formos jogar, financeiramente eu tenho certeza que vai se pagar, agora não é só financeiramente que a gente tem que pensar, a gente tem que pensar desportivamente. Até porque através do resultado desportivo as finanças se privilegiam. A questão não é onde a gente vai encher estádios. Eu sei que a gente enche onde a gente for jogar. A questão é onde a logística vai ser melhor de transferência, até tendo em vista por exemplo a tabela do Campeonato Brasileiro, onde você vai estar jogando próximo de um jogo da Libertadores, os custos para administração desses estádios.

  • Sobre Conca, Vitinho e outros titulares do time das especulações

    Todo ano as coisas funcionam mais ou menos do mesmo jeito. O campeonato brasileiro caminha pro fim, o estadual ainda parece uma miragem distante e tudo que existe de futebol são os amistosos “amigos de fulano x amigos de siclano”, onde você pode ver imagens dignas de fanfic como Eri Johnson tabelando com Gabriel Jesus para marcar gol num cantor sertanejo. E é exatamente nessa época que elas pegam fogo. Sim, elas, as especulações.

    Dadas com maior ou menor grau de convicção, por meios mais ou menos confiáveis – pode tanto ser a chegada de Conca via Fox Sports quanto a chegada de Schweinsteiger via um perfil de twitter fake chamado noticiaz_mengao – são elas que movimentam o noticiário nessa época em que não temos gols, não temos dribles, temos no máximo imagens de como estão sendo as férias do Adryan na Disney e até lá ele já deve estar decepcionando o Mickey e o Pateta.

    Este ano a principal especulação é de Conca, meia ex-Fluminense e que viria por empréstimo de um ano do futebol chinês. Anunciada com diferentes graus de certeza por diferentes meios – para alguns jornais é uma possibilidade distante, para outros Conca já está treinando na Gávea, a gente que não notou – ela seria aquela “contratação de oportunidade” que a diretoria sempre fala, já que Diego é o titular inquestionável do meio de campo.

    Seria uma contratação de risco, já que Conca vem de uma lesão grave no joelho? Seria, claro, ainda mais pela idade do jogador. Mas Conca sempre pareceu ser daqueles jogadores diferenciados, não apenas pela qualidade, mas também pelo profissionalismo, e um Conca recuperado poderia ser incrivelmente útil numa temporada longa e cheia de competições como aquela que o Flamengo vai ter.

    Ainda no meio de campo temos a possível vinda de Rômulo, atualmente no futebol russo, também dada como certa por vários colunistas esportivos. Volante revelado pelo Vasco e com passagem pela seleção brasileira, Rômulo viria muito provavelmente para colocar Márcio Araújo no banco, o que faz com que uma grande parte da torcida nem queira saber se ele realmente é bom, apenas queira que ele venha e logo.

    Já no ataque as especulações são muitas e correm soltas, indo desde conhecidos do torcedor, como Marinho e Vitinho, que fizeram bons campeonatos brasileiros e parecem estar naquele misterioso estágio de negociação “está tudo acertado, só falta o clube aceitar”, até desconhecidos como Lucas Alario, atacante do River Plate cujo vídeo de apresentação no site da ESPN consiste de vários replays do mesmo chute dele em cima do goleiro, o que, admito, me deixou sim preocupado.

    Mas com a atual diretoria, a primeira na história recente do Flamengo que espera um jogador ser contratado pra anunciar a contratação – prática incomum no futebol brasileiro – a tendência é que as novidades só comecem a realmente chegar no começo do próximo ano. Até lá, seguem as incertezas, segue o jogo das especulações, segue a possibilidade de imaginar um ataque Guerrero, Messi e Éverton em que o argentino supera as dificuldades de comunicação pra dar esporros em portunhol no Márcio Araújo por só tocar a bola pra trás.

    João Luis Jr.
    Twitter: @joaoluisjr

    Imagem destacada nas redes sociais: Foto: Carlos Moraes / Agência O Dia
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  • Flamengo volta a pressionar governo por concessão do Maracanã

    Enquanto uma comissão nomeada pela Secretaria de Casa Civil analisa se os consórcios CSM/GL Events/Amsterdam Arenas e Lagardère/BWA reúnem as condições técnicas e financeiras para assumirem a concessão do Maracanã e notas na imprensa dão conta de que o governo Pezão teria decidido dar sinal verde aos dois grupos e deixar a decisão na mão da Odebrecht, o Flamengo voltou a publicar uma nota em seu site defendendo a realização de uma nova licitação, da qual o clube possa participar, e reafirmando que não jogará no estádio caso ele seja cedido à Lagardère/BWA.

    “O Flamengo reitera que não jogará no Maracanã caso o estádio venha a ser gerido por entidades hostis ao clube e incompatíveis com nossos princípios. Como informado anteriormente, o Flamengo acredita que uma nova licitação é o melhor caminho para a gestão do Maracanã, embora admita a hipótese de firmar uma parceria com os novos concessionários no caso de transferência, caso a negociação se dê com empresas idôneas e num processo transparente e republicano. Caso estes aspectos fundamentais não sejam atendidos, o Flamengo não jogará no Maracanã. A partir de 2017, teremos à disposição o estádio em parceria com a Portuguesa da Ilha e todas as arenas Brasil afora que tão bem têm nos recebido. Lá poderemos mandar as nossas partidas em todas as competições, até que consigamos uma solução definitiva no Rio de Janeiro à altura da grandeza do clube e de sua torcida. Nossa torcida, inegavelmente o nosso maior patrimônio, certamente estará do nosso lado, consciente de que eventuais sacrifícios poderão ser necessários para que ela e o Flamengo voltem a ser respeitados”, diz a nota.

    O Flamengo lista uma série de problemas nas arenas controladas pela Lagardère no Brasil – o Castelão, em Fortaleza, e o Independência, em Belo Horizonte.

    “Ao contrário do que a empresa francesa Lagardère diz, a Arena Castelão e a Arena Independência, locais administrados pela LU Arenas, apresentam uma série de problemas. Além de críticas pelo mau estado de conservação, a sócia BWA é acusada pelo América-MG de não repassar há 10 meses o percentual ao clube e ao Governo de Minas Gerais das receitas do estádio. Em 2014, o Governo do Estado do Ceará suspendeu a concessão devido “à existência de deficiências graves na organização da Concessionária Arena Castelão Operadora de Estádio S.A., afetando o regular desenvolvimento das atividades abrangidas pela Concessão, e causando inclusive risco à segurança de pessoas e bens”, afirma o comunicado.

    O Flamengo diz já ter sido procurado pela Lagardère e explica porque não há possibilidade de negociação com o consórcio com a BWA:

    “Assim que iniciaram as especulações sobre o destino do Maracanã, a Lagardère procurou o Flamengo para negociar uma possível parceria. No entanto, ao perceber que o Flamengo fazia questão de ter controle sobre as arrecadações dos jogos de futebol e sobre seu programa de sócio torcedor, iniciou tratativas paralelas totalmente à nossa revelia, com o objetivo de assumir a concessão do estádio e de forçar a contratação do Flamengo, certamente em condições lesivas aos nossos interesses. Hoje exemplo de transparência e de credibilidade reconhecido por todos, o Flamengo se recusa a firmar um compromisso de longo prazo com entidades que no passado e em tratativas recentes não apresentaram comportamento compatível com os princípios e valores adotados pelo clube”.

    Além das críticas ao consórcio liderado pela empresa francesa, o Flamengo também volta a apontar a falta de transparência do governo no processo e a falta de respeito às condições impostas pelo edital de 2013, que regula a concessão.

    “No edital de concessão entre Governo e Odebrecht ainda válido, está claro que o concessionário precisa ter contrato assinado com dois clubes para ser válido. Neste momento, apenas o Fluminense Football Club detém contrato de longo prazo, já que o vínculo com o Flamengo encerra-se no dia 31 deste mês. É válido destacar também que a Lagardère e a BWA não possuem capacidade de cumprir o item do edital que trata do capital mínimo exigido do concessionário. Até o momento não foi apresentado o estudo da Fundação Getúlio Vargas encomendado pelo Governo do Estado sobre o esperado reequilíbrio financeiro após a decisão de impedir as obras no entorno do complexo. Neste cenário de indefinição não há como tornar o processo transparente, mostrando qual a contrapartida que deverá ser oferecida ao Estado e, consequentemente, ao contribuinte”, diz o texto.

    A decisão oficial da comissão sobre o destino do Maracanã deve sair até o fim deste mês.

  • Reforço do Flamengo é escolhido como melhor jogador do Peruano 2016

    O lateral-esquerdo Miguel Trauco, primeiro reforço oficialmente anunciado pelo Flamengo para a próxima temporada, recebeu nesta segunda-feira o prêmio de melhor jogador do Campeonato Peruano 2016. Em seu primeiro ano pelo Universitario de Lima, um dos grandes clubes do país andino, Trauco disputou 39 partidas e deu 10 assistências. O bom desempenho pelo clube fez que ele se tornasse, a partir da Copa América, titular absoluto da seleção e chamasse a atenção do Flamengo.

    – É um prêmio ao trabalho e ao sacrifício. Sou um garoto do interior que veio atrás do seu sonho, o fruto está aparecendo agora. É difícil até assimilar tudo de bom que está acontecendo na minha vida – disse Trauco ao receber o prêmio oficial da Federação Peruana de Futebol.

    Apesar de ter chegado à seleção como lateral, Trauco, que tem o apelido de “El Genio”, terminou a temporada jogando como volante, levando o Universitario ao terceiro lugar no campeonato e garantindo a vaga na Libertadores.

    – Espero que 2017 no Flamengo seja ainda melhor. Todos pos dias acordo com um sorriso, é um sonho jogar com Paolo Guerrero. Estou indo para o país dos laterais, vou aprender muito, afirmou o jogador.

  • Série Política Rubro-Negra #6 – Vice-presidente de Marketing Daniel Orlean (parte 1)

    Em uma longa entrevista ao Mundo Bola na manhã desta segunda-feira, o vice-presidente de Marketing do Flamengo, Daniel Orlean, falou sobre uma série de assuntos que envolvem sua pasta. Nesta primeira parte da entrevista, Orlean fala sobre sua trajetória profissional, sobre como chegou ao Flamengo, sobre a estrutura com que conta na Gávea e a visão que tem para o marketing rubro-negro. Ele revela o objetivo de deixar sua marca pessoal no marketing do clube: “Eu não sou o Bap, eu não sou o Sabino, eu sou o Daniel Orlean e eu quero construir olhando para daqui a 20 anos”.
     
     


    Mundo Bola – Como você foi parar na posição de vice-presidente de Marketing do Flamengo?

    Daniel Orlean – A primeira coisa que eu fiz foi começar minha empresa depois que eu me formei. Eu criei uma empresa na área de tecnologia, no ano 2000, a empresa cresceu super bem, era tecnologia para a área de gestão e educação. Então a gente fazia plataformas para que as empresas pudessem treinar seus funcionários, numa época em que rede social, comunidades online não eram ainda algo muito popularizado, antes de Orkut, Facebook, Myspace, antes de qualquer coisa. E a gente criou tecnologias para que as empresas se comunicassem com seus funcionários, com seus parceiros. Não era rede social na época, mas era a gente usar a tecnologia para divulgar informações, treinar pessoas, então a gente começou a trabalhar bastante o que a gente chama de “blended learning”, que é você usar várias mídias no processo de aprendizagem das pessoas.

    Em 2015 a gente vendeu a empresa para a Bertelsmann, que é o maior grupo de mídia da Europa. A empresa tinha 800 funcionários. Então, eu tive uma trajetória de empreendedorismo.

    No meio desse tempo eu recebi investimento, fiz fusão, comprei empresa, atendi das 500 maiores empresas do Brasil 270, então na minha carteira de clientes tinha Vivo, Tim, Vale, Oi, Itaú, Banco do Brasil, Santander, Gerdau, Votorantim. Todas as empresas grandes que vocês puderem imaginar, a chance de estar na carteira que a gente atendia é muito grande.

    Então minha trajetória sempre foi muito voltada para essa parte de relacionamento com grandes empresas, fazer programas que pegavam dezenas de milhares de pessoas de uma pegada só. Tinha programa com a Vivo que a gente treinava 60 mil pessoas de uma vez. Imagina o Maracanã de hoje sendo treinado ao mesmo tempo. Online, com games, com vídeos, com interatividade. A gente desenvolveu muita coisa bacana, desde conteúdo online, passando por mobilidade, interativo, TV corporativa, imersão, realidade virtual, realidade aumentada. Quando eu vendi a empresa a gente estava desenvolvendo um programa de realidade aumentada para uma grande mineradora, que era a crença de algo que ia revolucionar a maneira como eles treinavam as pessoas.

    E aí quando eu vendi a empresa deixei bastante claro que queria mudar minha trajetória. Eu amava a minha empresa, amava o que fazia, mas já estava há quinze anos, não digo fazendo a mesma coisa, porque a gente nunca fez a mesma coisa… A empresa cresceu exponencialmente, tanto em número de pessoas, quanto em faturamento, mas eu queria experimentar coisas novas. E aí, quando eu vendi, fiz uma transição e entrei num ano sabático. Nesse ano sabático eu fiz de tudo que vocês possam imaginar profissionalmente como experimentação, desde escrever, produzir cinema, teatro, participei de uma peça, aprendi a surfar (ou não), uma série de coisas! E aí fui convidado por outro fundo de venture capital, de investimento em empresas, a montar um novo negócio. Nesse meio tempo eu conhecia alguns vice-presidentes, e o principal deles que eu conhecia era o Claudio Pracownick. Com a transição do (José Rodrigo) Sabino para a Primeira Liga ele me perguntou se eu tinha interesse. Eu fui, conversei com o presidente, conversei com os outros VPs, a gente tinha pensamento, valores, ideias muito próximos e como eu tive uma história de marketing de tecnologia, inovador, de redes sociais, marketing viral, falaram: cara, é a hora de a gente trazer esses conceitos para dentro do Flamengo.

    Porque fazer marketing no mundo da bola como se faz há trinta anos muita gente sabe fazer. Trazer inovação para esse mercado tem pouca gente que sabe. Então eu trouxe um pouco essa bagagem, juntei com o que o time de marketing do Flamengo já sabe fazer muito bem, a gente tem um time de marketing muito bom internamente, liderado pelo Bruno Spindel.

    Qual é a estrutura que vocês contam no Marketing?

    A gente conta com uma estrutura bastante profissional, claro que não do tamanho que eu gostaria para o potencial que tem o Flamengo. É um time enxuto, tem um pouco de acúmulo de funções, mas isso está mudando e evoluindo. Temos hoje em torno de umas 20 pessoas.

    A gente tem uma galera bem boa, a hierarquia pra mim é só um detalhe, porque eu interajo com todo mundo. Interajo também muito com a equipe de Comunicação. Falta braço para fazer tudo que o Flamengo pode fazer. Falta tempo às vezes. Principalmente agora que eu estou trazendo essa intenção de incorporar inovações.

    Será criado um Programa de Inovação, que é uma das maiores novidades para 2017. Este programa terá um funil de ideias vindas de fora: equipes de mentores e investidores que vão poder eventualmente comprar aquela ideia e fazer aquela ideia virar um negócio, virar um business, virar um aplicativo, virar um game, virar uma série de coisas. Há toda uma área de e-sports que hoje eu não tenho estrutura para cuidar mas que eu estou trazendo para cá.

    Na priorização, se a gente considerar patrocínio, sócio-torcedor, televisionamento, o marketing para esportes olímpicos, tudo isso eu ainda quero incluir toda parte de inovação, o ecossistema de relacionamento com os torcedores, ter novos canais, novas formas de interagir. O trabalho que o Tabet, o Taves, o Márcio fizeram na Comunicação melhorou muito a nossa performance em redes sociais, o que vai reverberar bastante nisso. Cheguei e encontrei um time com muita raça, muita paixão, muito amor, como o Flamengo é, porém, muitas das vezes sem o gás para fazer tudo aquilo que a gente pode fazer, não por falta de vontade, mas por falta de braço mesmo, porque tem muita coisa para ser feita.

    E assim, é Flamengo, não é uma empresa que você tem um plano e aquele plano não encontra resistência ou não tem um concorrente no mercado. O Flamengo implantou um modelo de governança, de logística, de primeiro mundo, de elite. Por outro lado ele tem várias forças internas, e isso é normal. Os Conselhos, a própria torcida, que se entende como parte daquilo, dá palpite sobre jogador…

    É bem diferente do que você estava acostumado, essa resistência, essa burocracia que surge a partir daí?

    Não vou chamar de burocracia, mas não é igual. Se a gente olhar a literatura do futebol, pegar o “A bola não entra por acaso”… Toda empresa é diferente. Mas no futebol é mais diferente, no futebol você tem nuances… Existe política interna em qualquer empresa, mas você tem outros processos. Uma gestão é eleita de três em três anos. É diferente de uma empresa que se o presidente está bem, tá batendo metas, ele continua. Aqui não, de três em três anos você vai ter uma nova eleição. E às vezes um bom trabalho fora do campo pode ser influenciado por um resultado momentâneo dentro de campo.

    No futebol isso acontece, no Flamengo isso acontece.

    O Flamengo é bastante sério nesse sentido. Assumimos diversas posturas éticas, de correção, de transparência, de governança, que são muito boas no médio e no longo prazo e que dão trabalho no curto prazo. Mas não é uma questão de querer fazer. É que não existe outro caminho mesmo.

    Então tem muito trabalho a ser feito e o marketing com essa pegada inovadora que eu venho trazendo e que encontrei um suporte muito forte do time – não encontrei resistência para essa inovação, não encontrei resistência para novas ideias, não encontrei resistência em nenhum espaço da hierarquia. Ninguém no time profissional do Flamengo chegou e falou: isso não vai dar certo. O pessoal falou: cara, a gente precisa disso, a gente precisa inovar, a gente precisa crescer, a gente tem muita coisa para fazer. Por outro lado, a gente precisa de mais gás, e não dá para dobrar a equipe do dia para a noite. Tem que cumprir o orçamento.

    Qual é a verba para 2017?

    A equipe não cresce muito. Na verdade ela está crescendo, do ano passado para cá, duas posições. A gente já trouxe alguém para cuidar das Embaixadas, que é o Eduardo. E estamos trazendo uma pessoa para cuidar da gestão de projetos do Marketing.

    Outros projetos são projetos serão realizados em parceria – todo projeto de inovação, de aplicativos, a ideia é de trazer empresas. Projetos que precisam ser autossustentáveis. São projetos que a gente vai ter uma verba inicial para contratar uma empresa para fazer o que a gente chama de MVP, um mínimo produto viável, e dali a gente vai trazer parceiros, patrocinadores, investidores para levar esse determinado projeto pra frente.

    Então crescimento de equipe é muito pouco. Estamos bastante parcimoniosos nisso até porque o futebol e a parte de esportes precisam de muito recurso. Teremos um aumento grande no nosso resultado de patrocínio e acreditamos em um aumento grande de sócio-torcedor. Por outro lado existe um aumento de custos com a Arena da Ilha, com reforço do time. Precisamos equilibrar esse orçamento.

    A estrutura cresce, pouco mais cresce. Vamos ganhar em parcerias: as agências que estão trabalhando com a gente, como a Go For It, a Cross, como a própria Doyen, que vem trabalhando tanto no aspecto de esportes, como no aspecto de marketing – eles trabalham com negociação de jogadores mas têm no quadro muita gente muito boa em tecnologia, em marketing, em posicionamento de produtos. A própria CSM também. Todas elas são parceiras que estão vindo e que vão trabalhar com a alavancagem desses projetos. Se eu esqueci alguém, peço perdão.

    Como está sendo para você essa outra parte de um VP, da interação com os outros VPs e com o presidente, em conselhos, reuniões?

    Tem sido uma experiência fantástica. O que é legal ali no grupo é que a gente não pensa igual, apesar de ter valores muito alinhados. Todo mundo está ali pelo melhor do Flamengo, todo mundo está vivendo de fazer as coisas da maneira certa. Quando eu fui convidado, eu fiquei um pouco receoso. Porque eu tenho uma imagem no mercado que eu tenho que zelar, eu sou investidor de várias empresas, eu tenho investidores nas minhas empresas, eu sou sócio-fundador de um banco, eu sou sócio-fundador de empresas de tecnologia. Eu não posso queimar minha imagem com alguma coisa que não pareça ética, que não pareça certa. Então eu conversei com os VPs, e depois dessa conversa eu falei: cara, eu tô trabalhando com gente como a gente.

    Tem sido bom para a imagem. Estar no Flamengo é fundamental, mas não é por isso que eu estou. Estar no Flamengo me ajuda muito. Abre portas hoje. A minha decisão foi primeiro para não correr um risco de imagem, depois que eu comecei e vi que tinha gente muito séria, talentosa, competente ali. Aí eu entrei nesse barco! O Flamengo é uma das paixões da minha vida. Minha família, aquilo que eu construí da minha trajetória de carreira e o Flamengo são as coisas mais importantes para mim. Poder dedicar isso a aquilo que você ama e ao mesmo tempo ter um bom resultado com isso é fantástico.

    E aí, falando da reunião de segunda: eu posso discordar de qualquer um dos VPs. Eu posso discordar do Tabet, do LF, do Claudio, em situações pontuais. Mas depois que a gente toma uma decisão como grupo, aquela é uma decisão pro Flamengo, eu não vou sair por aí dizendo “eu votei contra”, não. Se a gente decidiu por isso, é aquilo que vai ser para o Flamengo. E isso tem sido muito respeitado. Pra mim é fundamental ter um time unido.

    Eu não estava em momentos eleitorais, eu nunca vivi a política do clube, apesar de ser Flamengo há 38 anos. E acho que a filosofia dessa galera que está lá hoje, que é o resultado da eleição da chapa azul, eu tomei para mim como uma crença. O que os caras estão fazendo ali é um trabalho em prol do clube. E não é um trabalho em prol do clube na semana que vem. Isso que é o mais legal. Porque ser populista é fácil. Dizer: vamos trazer fulano, vamos não sei o quê, vamos abrir o estádio para todo mundo entrar de graça, é fácil na primeira semana, na segunda, na terceira. Só que vai cobrar o preço daqui a seis meses, daqui a um ano, daqui a três anos, daqui a trinta, como estava sendo cobrado. Quando esse pessoal que hoje eu tenho orgulho de fazer parte entrou, a dívida do Flamengo era 800 e tantos milhões, o faturamento era 200 e poucos milhões. Quando você vê o que foi feito com essa dívida e esse faturamento, e hoje o Flamengo começa a se reposicionar como uma potência.

    Antes o Flamengo tinha um passado glorioso, uma torcida apaixonada. Hoje a gente tem uma máquina.

    Claro que é péssimo não ter ganho vários títulos em 2016. Por outro lado é visível a evolução, principalmente no segundo semestre. Os esportes olímpicos ganharam muitos títulos, a base do futebol ganhou uma solidez. E pode anotar: a gente ano que vem vai ter um aproveitamento de vários atletas que foram criados na base. Retomar aquela tradição de que a gente faz craque.

    Agora, é muita gente sendo formada. Vai ter gente que vai ser emprestada, vai ter gente que vai ser vendida. Não dá para montar um time só de garotos. Para jogar um campeonato como a Libertadores tem que mesclar. Ganhar Libertadores não é só ter o melhor time, é ter tarimba de jogar a Libertadores todo ano, estar ali, mordendo, ganhando, não caindo na catimba, não tomando cartão à toa, não perdendo jogo na altitude. Isso é fundamental e eu acho que o Flamengo financeiramente, do ponto de vista de marketing, do ponto de vista de governança, do ponto de vista esportivo está se tornando uma grande máquina. E o resultado está vindo. Ele não veio no primeiro semestre, ele veio um pouquinho no segundo semestre. Não foi um campeonato, mas foi uma campanha boa no Brasileiro. A gente fez mais pontos, mais vitórias, mais gols do que a gente fez quando foi campeão.

    Vamos entrar o ano que vem para tentar ganhar tudo. Então, as reuniões de segunda, voltando ao assunto: é legal porque é muita gente com cabeça diferente, mas com valores alinhados. É gente como a gente, com trajetórias de sucesso em áreas muito diferentes. Tem gente de banco, tem gente de tecnologia, tem gente de varejo, gente boa, bacana, que conquistou, que trilhou o próprio caminho e de diversas faixas etárias também. Tem VP de 30 e poucos e de 70 e poucos anos.

    E o presidente, qual é o papel dele nesse arranjo?

    O Eduardo é um grande democrata. Ele é um aglutinador dessa galera, ele respeita muito tudo que se fala. Ele ouve todo mundo. Eu cheguei, no primeiro dia ele já estava me ouvindo, ele já estava querendo saber minha opinião, já estava querendo saber qual era a melhor forma de anunciar o Diego. Eu nem tinha entrado na verdade. Eu fui almoçar com eles no dia em que a contratação do Diego estava sendo feita, eu fui ser nomeado VP só um mês e pouco depois. Eu fui almoçar e por acaso, como eu estava sendo cogitado, eu acompanhei, obviamente mantive a confidencialidade de tudo, e ele me perguntou como eu achava que devia ser, me ouviu, como ele ouviu o Tabet, como ele ouviu o próprio Diego, como ele ouviu todo mundo ali. Ele ouve muito. É óbvio que ele tem os valores, ele tem as coisas que ele não abre mão. Isso eu acho que é muito legal no presidente. Ele não abre mão daquilo que ele acredita que é o certo. Ele acredita em fazer aquilo que foi combinado com a torcida, com os sócios. Mas ele ouve todo mundo. Ele tenta juntar todo mundo, ele tenta ser um grande mediador. Eu nunca vi, nesses quatro, cinco meses que eu estou, ele impor uma decisão. Ele é muito persuasivo, muito convincente, mas é um cara que ouve, que faz essa democracia funcionar lá dentro.

    Você já viu o contrário, alguma coisa que ele era claramente contra e foi adotada como postura do clube e ele abraçou aquilo?

    Sem entrar numa de ser voto vencido ou não, quem votou no quê, se foi uma coisa… Tem coisa que é decisão do presidente. Tem decisões que são prerrogativa dele que não têm que ir para votação. Como tem coisa que é prerrogativa do marketing. As decisões que são da pasta a gente tem autonomia para tomar sozinho. Só que tem coisas que vão além da pasta, são coisas do Flamengo. Muitas vezes eu levo um assunto, que eu poderia tomar uma decisão autocrática, digamos assim, mas como eu sei que aquela decisão vai impactar, eu quero ouvir.

    Você leva para o plenário.

    Eu levo pro plenário. Eu quero ouvir. E às vezes uma opinião do VP Financeiro, do VP de Futebol ou do VP de Esportes Olímpicos tira aquilo de quem está dentro apenas do marketing, e leva aquilo prum âmbito maior, prum âmbito Flamengo, e isso é muito interessante. E a decisão final acaba sendo do marketing, se for uma questão da pasta. Mas situações que são decisões do presidente ele toma a decisão. O marketing tem relação com todas as áreas. Eu dependo do futebol, eu dependo do financeiro, da TI e vice-versa.

    Você tem algum tipo de relação com o ex-vice-presidente Luiz Eduardo Baptista? Trocou algum tipo de experiência com ele?

    Eu respeito muito o Bap como profissional, a sua carreira na Sky. Ele teve uma importância no Flamengo junto com o grupo todo. As conquistas do Flamengo não são conquistas individuais, elas são conquistas do grupo. Porque foi um grupo que foi eleito. Um com papel de presidente, outro com o papel de VP de Marketing, outro com o papel de VP Financeiro… O grupo conquista, ninguém conquista sozinho. O caso do CT, por exemplo, o Wrobel foi nosso grande líder, mas é óbvio que tem um envolvimento do Financeiro, um envolvimento do Marketing, um envolvimento de várias outras pastas para fazer aquilo ser realidade.

    Eu respeito muito o Bap como profissional. Agora, eu não tenho nenhuma relação com ele, nada. A única coisa que eu fiz foi dar boas-vindas quando ele entrou no Twitter. E pessoas que foram da equipe dele que me procuraram, que conversaram, que vêm trocar ideias, dar sugestões, e eu sou muito aberto a ideias e sugestões, eu ouço.

    Agora, eu não sou o Bap, e eu não serei o Bap. Acho que eu sou o oposto do Bap em muita coisa. Eu também tive uma carreira, eu também tive uma trajetória, não sou presidente de uma empresa que está na mídia como a dele, mas eu criei a minha empresa, eu criei minha empresa do zero, eu cheguei a faturamento grande em minha empresa vindo do zero. Eu fiz muito marketing para grandes empresas, eu trabalhei com muita coisa inovadora. Então, eu vou dar a minha marca. Claro que não é só a minha marca, é a marca da gestão como um todo. Respeito o Bap, nunca encontrei com ele. Acompanho, leio, leio a história do Flamengo, a história da gestão dele. Mas a roda girou. Passou.

    Quem está lá hoje é um grupo muito competente, muito mesmo. Eu não estava nas reuniões de segunda-feira na época em que o Bap estava, então não posso falar sobre isso. Mas eu sei que hoje a gente tem um equilíbrio, uma harmonia muito bacana. Está todo mundo ali pelo Flamengo, todo mundo sem esperar nada em troca. É claro que o resultado final acaba vindo, de satisfação, gratificação. Foi o que eu falei quando eu entrei.

    Eu não sou o Bap, eu não sou o Sabino, eu sou o Daniel Orlean e eu quero construir olhando para daqui a 20 anos. Eu quero fechar o master para o ano que vem, o app, o game, o e-sports, eu quero melhorar muito o sócio-torcedor, que tem muito espaço para melhoria.
     
     
    Leia a parte 2

    Leia a parte 3

    A Série Política Rubro-Negra tem como objetivo entrevistar dirigentes do Flamengo do passado e do presente e políticos que se envolvem em ações públicas que afetem os interesses do Flamengo.

    Leia as outras entrevistas da série Política Rubro-Negra:

    Política Rubro-Negra #1
    César Maia fala sobre o Maracanã e estádio próprio na Gávea

    Política Rubro-Negra #2
    Deputado Federal Otávio Leite fala sobre Profut, Maracanã e Flamengobit.ly/1SWwGTT

    Política Rubro-Negra #3
    Alexandre Wrobel – VP de Patrimônio fala sobre Estádio, CT, Arena Multiuso e muito mais

    Política Rubro-Negra #4
    Presidente Eduardo Bandeira de Mello

    Política Rubro-Negra #5
    Vice-presidente de Esportes Olímpicos Alexandre Póvoa

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  • Conselho aprova aluguel de estádio da Portuguesa

    O Conselho Deliberativo aprovou nesta segunda-feira à noite o contrato de aluguel do estádio da Portuguesa da Ilha pelos próximos três anos, renováveis por mais três. O estádio, usado pelo Botafogo no último Brasileiro, foi procurado pelo Flamengo como opção caso a situação do Maracanã continue indefinida ao longo da próxima temporada.

    O projeto do Flamengo para o estádio prevê entre 20 e 22 mil lugares, a depender da liberação do Corpo dos Bombeiros. O projeto será oficialmente apresentado após a obtenção da licença. As obras devem começar no início de janeiro e durar por volta de 60 dias, na estimativa do vice-presidente de Patrimônio, Alexandre Wrobel.

    A sessão de votação da parceria no CoDe foi marcada por uma polêmica. A comissão de marketing do Conselho – que não tem vinculação com o departamento de marketing do clube – apresentou parecer contrário à aprovação, por considerar que o estádio não estava à altura da grandeza do Flamengo. Mesmo assim, o acordo foi aprovado com apenas quatro votos contrários.

  • Comentarista do Sportv questiona origem do dinheiro do Flamengo

    Dois dias após Paulo Massini acusar no Twitter o Flamengo de mamar nas tetas do Estado, outro comentarista do Sportv fez insinuações levianas contra o clube. Durante o programa “Seleção Sportv” desta segunda-feira, André Loffredo perguntou “de onde vem o dinheiro do Flamengo” para a possível contratação do argentino Darío Conca, que na opinião dele seria reserva. Quando o apresentador Marcelo Barreto respondeu que o dinheiro vem da boa administração do clube, Loffredo duvidou e disse que “nenhuma boa administração gasta R$ 500 mil num reserva”.

    Como no caso de Paulo Massini, o Flamengo mais uma vez usou o Twitter para responder o jornalista.

    Em seu Twitter pessoal, o vice-presidente de Comunicação, Antonio Tabet, foi bem mais duro na resposta.

    tabet-loffredo

    Segundo a revista Vip, que em 2012 publicou reportagem sobre o time de alguns dos principais jornalistas esportivos do país, Loffredo torce para o Corinthians, que sofre com má administração e graves problemas financeiros – tendo recentemente atrasado salário de jogadores e estando inadimplente no pagamento das parcelas da Arena Corinthians.