Autor: diogo.almeida1979

  • Bandeira sobre grupo na Libertadores: “É difícil para nós, mas para eles também”

    O sorteio da Conmebol definiu que o Flamengo estará no grupo 4 da próxima Taça Libertadores da América, ao lado de San Lorenzo (Argentina), Universidad Católica (Chile) e de um entre os cinco seguintes times, que têm que passar pelas fases preliminares: Atlético-PR, Millonarios (Colômbia), Capiatá (Paraguai), Táchira (Venezuela) ou Universitario (Peru), ex-time do recém-contratado lateral Miguel Trauco.

    O presidente Eduardo Bandeira de Mello e o diretor de futebol Rodrigo Caetano repercutiram o sorteio em entrevista à Fox Sports.

    – Qualifico como talvez um dos dois grupos mais difíceis. Mas é reflexo do ranking que hoje o Flamengo tem, dessa nova modalidade adotada pela Conmebol. O Flamengo que retorna, não tem uma boa colocação no ranking, é natural que não seja privilegiado no sorteio. Cabe agora a nós construirmos o nosso caminho, para que façamos uma boa competição e que nos próximos anos tenhamos uma colocação melhor no ranking – disse Caetano. – San Lorenzo além de tradicional, é semifinalista da Sul-Americana, a Universidad Católica tem sido a grande equipe chilena e o Atlético-PR, se eliminar o Millonarios, na outra fase certamente não enfrentará dificuldade. É uma probabilidade grande de termos mais um brasileiro e um grupo altamente nivelado.

    O Flamengo ficou na 37ª posição no ranking da Conmebol divulgado na tarde desta quarta-feira, posição que o acabou colocando no pote 3 do sorteio.

    O presidente Eduardo Bandeira de Mello se mostrou mais otimista do que o diretor de futebol.

    – É difícil para nós, mas é difícil pra eles também. Nosso papel agora é fazer o melhor possível pra passar, apesar de ser um grupo difícil – afirmou.

    Bandeira disse que o Flamengo segue tentando realizar os jogos no Maracanã.

    – O ideal seria encarar os três no Maracanã, e pra isso a gente continua na jogada. Mas como a gente falou, a torcida vai ter que ter paciência, vai ter que ser nossa parceira nessa briga caso a gente não ganhe o Maracanã e seja obrigado a jogar em outros estádios. Nós temos o estádio da Ilha e temos alternativas pelo Brasil, onde a gente vai a gente é bem recebido.

    A estreia do Flamengo será como mandante contra o San Lorenzo, provavelmente no dia 3 de março.

     

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  • Em alta, em baixa ou neutro? Alfarrábios analisa 2017 dos jogadores do Flamengo

    Saudações flamengas a todos. Terminado o ano, e antes que o elenco esteja definitivamente fechado, deixo aqui as avaliações, de cunho individual, dos jogadores que encerraram a temporada fazendo parte do elenco profissional do Flamengo (exceto Thiago e João Lopes, que não atuaram). Enfim, aos nomes:


     

    MURALHA – Aguardou pacientemente sua chance, que surgiu com a troca de treinadores. Após início oscilante, ganhou confiança, firmou-se e conquistou de vez a vaga com atuações seguras e mesmo brilhantes, a ponto de ser lembrado para a Seleção Brasileira. Está em nítida evolução. EM ALTA.

    t1

    PAULO VICTOR – Titular com Muricy, não se recuperou da má temporada de 2015, voltando a apresentar-se irregular, inclusive com atuações abaixo da crítica. Um dos alvos da torcida, perdeu a vaga para Muralha e desmotivou-se. Falhou clamorosamente no jogo de ida contra o Figueirense, pela Sul-Americana, o que fez crescer as vozes pela sua negociação, mesmo tendo se recuperado em ocasiões posteriores. Dificilmente permanecerá. EM BAIXA.

    PARÁ – Um dos membros do infame “Bonde da Stella” de 2015, parecia encostado e relegado no primeiro semestre, em que pouco atuou. Também soube esperar sua chance, que surgiu com Zé Ricardo, e abraçou a oportunidade com dedicação, mostrando até mesmo brilho em alguns jogos. Esforçado e voluntarioso, chegou a ganhar aplausos, revertendo a antipatia de boa parte da torcida. Mas precisará seguir transpirando e sofrendo. EM ALTA.

    t2

    RODINEI – Irrequieto e intenso, desenvolveu um bom primeiro semestre nas mãos de Muricy Ramalho. No entanto, após se lesionar, já com Zé Ricardo, na partida contra o Corinthians em Itaquera, perdeu a vaga e, aparentemente, desmotivou-se. Nas vezes que entrou na equipe, não foi sombra do que é capaz de mostrar. Precisará competir mais pela vaga. NEUTRO.

    REVER – Típica “contratação de oportunidade” (veio por empréstimo), chegou sob desconfiança, pelo seu histórico de lesões e atritos no Internacional. No entanto, superou as mais otimistas expectativas, tomando conta da posição com autoridade e liderança. Logo na estreia, mostrou o cartão de visitas, com um gol e uma atuação irrepreensível. Encaixou-se tão bem no time e no clube que, em poucos meses, já é uma das referências do elenco. É importante que a diretoria trabalhe arduamente para mantê-lo. EM ALTA.

    t3

    RAFAEL VAZ – Uma das mais criticadas contratações do Flamengo para a temporada, chegou, egresso do Vasco, já no meio de uma emergência, com o clube sem dispor de zagueiros para colocar em campo. Praticamente sem treinar, realizou sua estreia. Após um início instável, logo se firmou, barrando o veterano Juan, e desnorteou a torcida com atuações exuberantes, chegando, não raro, a superar o companheiro Rever em alguns jogos. No entanto, na reta final do Brasileiro cometeu falhas individuais graves, acendendo certa apreensão acerca de sua capacidade de lidar com momentos de alta pressão. Já não é unanimidade, embora siga com prestígio. NEUTRO.

    t4

    DONATTI – O Flamengo iniciou a temporada de 2016 anunciando a necessidade de contratar um zagueiro. No entanto, divergências entre a diretoria e a comissão técnica retardaram algumas negociações. Uma delas, a do robusto “xerifão” Donatti que, quando enfim foi apresentado, viu sua vaga já ocupada por Rever. Em sua estreia, entrou frio num jogo complicado, contra o Coritiba (substituindo Juan, lesionado), e até agradou. No entanto, uma falha clamorosa na fatídica derrota para o Figueirense pela Sul-Americana destroçou sua já contestada imagem (é tido como um jogador lento). Nem mesmo a razoável atuação contra o América-MG reverteu o quadro. Anda sendo assediado por clubes estrangeiros e é possível que seja negociado caso o clube consiga manter Rever. Poderá ser útil na Libertadores, entretanto. EM BAIXA.

    JUAN – Outra contratação contestada no início do ano, surpreendeu no Estadual (competição de baixo nível técnico), a ponto de encantar e ser considerado um dos melhores jogadores do time sob o comando de Muricy. Todavia, algumas falhas em clássicos (cometeu erros nos empates contra Vasco e Botafogo) e uma séria contusão na segunda partida do Brasileiro demonstraram que Juan, apesar da ótima postura e capacidade técnica, não reunia condições de disputar, como titular, uma competição tão longa e desgastante. Entrou posteriormente em alguns jogos, sem manter o nível do primeiro semestre, e perdeu a vaga para Rafael Vaz. Sua renovação está longe de ser recebida como unanimidade, embora haja planos para aproveitá-lo fora do campo. EM BAIXA.

    LÉO DUARTE – Foi lançado em uma terrível fogueira, após a prematura dispensa de César Martins e a “renúncia” de Wallace. Nas primeiras partidas agradou, mostrando qualidades. Depois começou a oscilar, e após falhas nas partidas contra Figueirense e Palmeiras, voltou à reserva. Jovem, precisa ser mais utilizado em 2017 para seguir evoluindo. NEUTRO.

    JORGE – Não foi bem no primeiro semestre, com Muricy, apresentando sérios problemas defensivos (muitas vezes decorrentes de má proteção) e uma postura apagada, passiva. Melhorou sensivelmente com Zé Ricardo, que intensificou seu aproveitamento nas ações ofensivas da equipe. Como resultado, passou a ser um dos destaques do rubro-negro, inclusive com gols e assistências. Talvez seja o jogador do elenco mais valorizado pelo mercado. Sua saída parece cada vez mais próxima. EM ALTA.

    t5

    CHIQUINHO – Contratação para “compor elenco”, talvez tenha sido a maior decepção do ano. Não pela expectativa, que já era baixa (foi uma aquisição muito contestada), mas pela visível demonstração de inadequação ao nível do restante do elenco. Salvo uma ou outra atuação razoável em alguma partida periférica no primeiro semestre, colecionou exibições medíocres, especialmente no aspecto defensivo. Não será mantido, e sua posição inclusive já foi reposta com a contratação do peruano Miguel Trauco. EM BAIXA.

    MÁRCIO ARAÚJO – Com a negociação de Wallace e a barração de Paulo Victor, tornou-se o mais controverso e polêmico jogador do elenco. Volante “formiguinha”, “robin-hood” (toma e entrega), “anos 90”, entre outras denominações pejorativas, apresenta severas limitações técnicas e mesmo táticas, irritando parte da torcida, que o elegeu a “bode” da vez. Reserva com Muricy, ascendeu à condição de titular com Zé Ricardo, que nele enxergou condições de desempenhar um papel defensivo que a dupla Arão-Cuellar não vinha desenvolvendo adequadamente. Com os rumores de contratação de reforços para o setor e uma rejeição crescente de (cada vez maior) parte da torcida (sua controversa renovação foi bombardeada nas redes sociais), inicia 2017 muito pressionado. Teoricamente, deverá perder a vaga na equipe. Teoricamente… EM BAIXA.

    t6

    RONALDO – As ótimas atuações na Copa SP fizeram crescer a curiosidade e a expectativa sobre este habilidoso volante. No entanto, somente foi utilizado em poucos minutos, nas partidas contra Bangu e Figueirense, mas mesmo assim agradou, especialmente nesta última, dadas as circunstâncias. Espera-se que ganhe rodagem na próxima temporada. NEUTRO.

    CUELLAR – As excelentes recomendações (jogador de seleção, indicado pelo Celta-ESP, disputado com o Cruzeiro) trouxeram certo entusiasmo, após a frustração pelo insucesso na tentativa de trazer Marcelo Diaz. Logo ganhou a posição com Muricy, e chegou a encantar em suas primeiras atuações (já na estreia, em um Fla-Flu, foi um dos melhores em campo, apesar de expulso). No entanto, com a troca de treinador e o desequilíbrio defensivo da equipe, acabou sacado. Ainda foi utilizado com frequência em alguns jogos, mas aos poucos foi perdendo espaço e motivação. Possui mercado e tem sido assediado. Com a provável chegada de reforços, poderá ter ainda mais dificuldades para se firmar. EM BAIXA.

    WILLIAN ARÃO – Chegou ao Flamengo, egresso do Botafogo (que até hoje não digere sua saída), sob certa desconfiança, logo dissipada com ótimas atuações. “Motorzinho” de ótima chegada à frente e capacidade de desarme, logo tornou-se peça-chave na equipe montada por Muricy. No segundo semestre, seguiu mantendo a importância, mas passou a apresentar certa irregularidade e tendência a sumir em partidas mais difíceis (talvez em função de uma maior demanda defensiva). Com a contratação de Diego, seu jogo perdeu fluidez, situação com a qual Zé Ricardo terá que lidar. Versátil, pode ser usado mais recuado, inclusive, num momento extremo, improvisado na zaga. Anda sendo especulado em possíveis convocações, o que pode aumentar a atração do mercado. EM ALTA.

    t7

    MANCUELLO – Contratação mais rumorosa do primeiro semestre (foi disputado com o Atlético-MG), mostrou futebol e qualidade no início do ano, com Muricy. Vinha se soltando, com um futebol objetivo e agradável, mas uma lesão relativamente séria o tirou de ação. Ao retornar, demorou para recuperar o nível técnico, o que só conseguiu já com Zé Ricardo. Jogador de passe vertical, agudo, tem problemas para se inserir taticamente, o que dificulta sua efetivação como titular. Na reserva, tem se mostrado útil, embora tenha perdido muito espaço. Também anda sendo sondado, mas o Flamengo aparentemente conta com ele. EM BAIXA.

    DIEGO – Veio para ser a estrela, a referência, o líder técnico, o “nome” do time. E não decepcionou. Consciente de seu papel e da pressão com a qual teria que lidar, desde a estreia “tomou a frente” da equipe, sendo (juntamente com Rever) o “plus” que tornou possível ao Flamengo disputar, com reais condições de êxito, o título brasileiro de 2016. Em estado de graça, admite viver um momento especial na carreira, tendo tudo para se tornar ídolo. No entanto, taticamente precisa de alguém para auxiliá-lo nas organização da equipe, até porque parece render melhor manobrando um pouco mais recuado, vindo de trás, tipo o antigo “camisa 8”. EM ALTA.

    t8

    ALAN PATRICK – Qualidade técnica, sempre demonstrou. É o tipo de jogador capaz de reverter uma situação adversa, até em função de seu vasto repertório. No entanto, suas limitações, físicas e mesmo de postura, sempre limitaram sua evolução. No Flamengo não foi diferente, embora tenha sido um jogador importantíssimo (pênalti perdido à parte) no time de Zé Ricardo, antes da vinda de Diego. Espécie de “12º jogador”, perdeu motivação após a confirmação de sua saída (voltará a seu clube, o Shakhtar-UCR). Provavelmente, deverá haver reposição. NEUTRO.

    LUCAS PAQUETÁ – Outro talentoso jovem da base tratado com cuidado para a transição aos profissionais. Destaque na Copa SP, foi utilizado em alguns jogos do Estadual, mostrando um jogo vistoso mas pouco efetivo. No segundo semestre andou se destacando nas Seleções de Base. Tem sido elogiado. Provavelmente deverá receber oportunidades em 2017. NEUTRO.

    GABRIEL – Um dos mais criticados jogadores do time titular, tem apresentado considerável evolução defensiva. No entanto, apesar de alguns gols e assistências, não consegue ser consistente no trabalho ofensivo, o que compromete o poder de fogo da equipe. Há rumores de que poderia ser negociado, embora isso pareça pouco provável. No entanto, dificilmente permanecerá como titular em 2017, já que sua posição é considerada uma das carências da equipe. NEUTRO.

    t9-1

    MARCELO CIRINO – Seu desempenho em 2016 ajudou a dirimir qualquer dúvida sobre a sua capacidade de render em um clube como o Flamengo. Rendimento razoável no Estadual (chegou a marcar gols em clássicos, derrubando um tabu) e absolutamente opaco no Brasileiro, apresentando um futebol omisso e resignado, repetindo, portanto, 2015. Parece fora dos planos do clube, que vem tentando negociá-lo e, assim, minimizar o provável prejuízo colossal decorrente de sua contratação. Mas não está fácil. EM BAIXA.

    THIAGO SANTOS – Tem sido utilizado esporadicamente desde a temporada passada, apresentando pouco mais que voluntarismo, disposição e alguma capacidade de finalização. A boa atuação nos minutos em que esteve em campo contra o América-MG acendeu certa expectativa. Deverá ganhar mais chances. Provável jogador de elenco no futuro. NEUTRO.

    ÉVERTON – Viveu em 2016 uma alucinante gangorra, alternando de peça-chave a negociável em questão de semanas. Mas soube superar a ascensão de Ederson, a perspectiva de uso de Mancuello atuando aberto e mesmo a contratação de Fernandinho para garantir uma vaga na equipe titular. No elenco atual, é o “ponta” mais completo, capaz de realizar com igual intensidade as funções defensivas e ofensivas (em que pese sua dificuldade na leitura de certas situações de jogo). Talvez tenha sido, ao lado de Diego, o jogador que terminou o ano com as melhores atuações. Tem recuperado prestígio, mas precisará seguir em alto nível com o provável aumento de concorrência. EM ALTA.

    t11

    FERNANDINHO – Outra contratação (por empréstimo) massacrada, em função do custo potencialmente alto e das limitações técnicas mostradas em outros clubes. No entanto, apesar da irregularidade, conseguiu encontrar seu espaço no elenco, mostrando-se um reserva útil e mesmo capaz de marcar gols importantes e decisivos, o que fez o Flamengo mostrar interesse por sua permanência (novamente por empréstimo). Com a provável recusa do Grêmio em negociar nesses moldes, não deverá permanecer. Talvez não seja reposto, abrindo vaga para jogadores da base. NEUTRO.

    EDERSON – Iniciou o ano sob a expectativa de que, com a estrutura posta à disposição, enfim conseguisse ser aproveitado. Após um primeiro semestre opaco, em que demonstrou problemas de intensidade e recomposição defensiva, começou a crescer no Brasileiro, entrando aos poucos na equipe e mostrando parte do futebol que o projetou na Europa. Quando parecia ter ganho a posição e vinha no melhor momento, sofreu uma entrada criminosa que o alijou da temporada. Atravessando um demorado processo de recuperação, espera retomar a carreira em 2017. No entanto, caro e pouco produtivo, já tem suscitado manifestações favoráveis a um acordo de rescisão. EM BAIXA.

    ADRYAN – Jogador que ostentou a condição inusitada de retornar de empréstimo, terminou por ocupar a função que seria destinada a Ederson no elenco (meia aberto pela esquerda). Começou a ser lançado e não mostrou muito, mas, estranhamente, logo após sua melhor atuação (contra o Santos) e posterior extensão do vínculo, não recebeu mais oportunidades. Por suas declarações e de seu agente, não parece vislumbrar seu futuro no Flamengo. Provavelmente será emprestado. EM BAIXA.

    GUERRERO – Melhor e mais qualificado atacante do Flamengo, mostrou em 2016 um futebol mais parecido com o que se espera de um jogador de seu nível. Passou a marcar gols com mais regularidade, reduzindo a incidência dos “longos jejuns” que eram explorados à farta pela imprensa, melhorou, em linhas gerais, sua postura em campo, assumindo mesmo certa liderança, e se mostrou taticamente um jogador útil (possui um jogo físico muito forte). Também foi um dos poucos a crescer na reta final. No entanto, precisa ser mais efetivo nas finalizações. Com jogadores mais agudos, tenderá a crescer ainda mais. Termina o ano em paz com a torcida. NEUTRO.

    t10

    LEANDRO DAMIÃO – Contratado para a disputa da Libertadores, tem demonstrado notável vontade de acertar. No entanto, a falta de gols tem incomodado e influído negativamente em seu jogo. Até aqui, não tem justificado o investimento feito pelo clube, e muitos criticam sua vinda, por conta da perda de espaço do promissor Felipe Vizeu. Tem sido especulado em outros clubes. Talvez, com uma pré-temporada adequada, consiga render mais. Vai precisar. EM BAIXA.

    FELIPE VIZEU – Foi o jovem lançado em 2016 que melhor soube aproveitar as oportunidades recebidas. Jogador com notável capacidade de marcar gols (a ponto de chamar a atenção), brilhou na Copa SP e logo mostrou serviço, seja com Muricy, seja com Zé Ricardo. Dificilmente passa mais de três partidas sem deixar sua marca, independente do nível do adversário. Precisa, entretanto, ser mais participativo, reter mais a bola. Apesar da concorrência, deverá seguir ganhando chances. Já começa a ser assediado, especialmente por sua presença nas Seleções da Base. EM ALTA.

    ZÉ RICARDO – O espetacular trabalho na Copa SP chamou a atenção da diretoria que, com os problemas de saúde de Muricy e o irreversível desgaste de Jayme, acenou-lhe com uma oportunidade, talvez prematura, de dirigir a equipe como interino. No entanto, o jovem treinador conseguiu, em pouco tempo, organizar uma proposta de jogo eficiente e funcional, capaz, inclusive, de fazer a equipe atuar com consistência (ao contrário do trabalho de Jayme em 2013, que funcionou enquanto os jogadores atuaram em seu limite). É provável que a demora na sua efetivação (o pensamento da diretoria sinalizava para a contratação de Abel Braga) tenha influído na construção de uma forma de jogo pragmática e cautelosa, da qual Zé Ricardo, mais à frente, não conseguiu se livrar. Se, nos jogos iniciais, o objetivo era sobreviver no cargo, os resultados positivos e a melhora no elenco decorrente da vinda dos reforços transpuseram a equipe de patamar, e Zé Ricardo se viu, subitamente, disputando o título brasileiro, condição que demanda outro tipo de preparo e com a qual o inexperiente treinador demonstrou dificuldades em lidar. Para 2017, tendo participação ativa na regulagem do elenco, na discussão sobre reforços e dispensas e com a possibilidade de trabalhar propostas alternativas de jogo, talvez se avance no sentido de se obter respostas acerca da real capacidade, no estágio atual, de Zé Ricardo em conduzir o Flamengo em sua retomada no caminho do protagonismo. A expectativa, por enquanto, é aparentemente positiva. Mas apenas o tempo dirá.

    “Os Alfarrábios do Melo entram em recesso para as festas do final de ano, com retorno previsto para 11 de janeiro. Um Feliz Natal e um 2017 bastante robusto para todos nós.”

    Adriano Melo
    Twitter: @Adrianomelo72
     
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    Este texto faz parte da plataforma de opinião Mundo Bola Blogs, portanto o conteúdo acima é de responsabilidade expressa de seu autor, assim como o uso de fontes e imagens de terceiros. O Mundo Bola respeita todas as opiniões contrárias. Nossa ideia é sempre promover o fórum sadio de ideias. Email: contato@fla.mundobola.com.

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  • Feliz 2018!

    A temporada 2016 começou promissora. Jogadores chegaram e a pré-temporada parecia caminhar bem. Aí vieram as eliminações na Primeira Liga, Carioca, Copa do Brasil e Sulamericana. Destoando de tudo isso, íamos muito bem no Brasileirão e o Cheirinho de Hepta incomodou muita gente. Após as 38 rodadas, chegamos em terceiro com 71 pontos, melhor campanha do Mengão na história do Campeonato de pontos corridos. Estávamos na fase de grupo da Libertadores desse ano. Sensacional, tendo em vista o quão ruim estava o ano pro torcedor rubro-negro.

    Aí começamos 2017 com a chegada de reforços que subiram ainda mais o nível do elenco. O CT novinho em folha e a força financeira seduziram jogadores de muita qualidade técnica e tudo indicava que partíamos para o tão sonhado ano mágico. As vitórias fáceis sobre os pequenos do Rio, inclusive com jovens da base sendo utilizados em diversos jogos iludiram ainda mais o torcedor.

    Então, clássico. “Faltou disposição”, disse o comentarista. “O time não quis vencer”, soltou um ponderado torcedor no twitter. “Essa bagaça não vai longe de novo”, bradou outro mais irritado. “Essa patota não engana ninguém”, declarou um conhecido por tal forma de falar (Rs). Mais uma vez eliminados nas semifinais do estadual, a torcida fez pouco caso, imaginando que o time não estava dando importância para uma competição a qual fora totalmente desrespeitada pela organização.

    Libertadores da América! Após o fiasco de 2014, o Flamengo voltara a disputar a competição continental com uma força poucas vezes vista. Apontado como um dos favoritos pela imprensa(?) e com estrutura para jogar como tal, o time se classificou com sofrimento, vencendo o último jogo no Pacaembu. Sim no Estadio do Pacaembu. A concessionária hostil assumiu o Maracanã de forma sombria e o torcedor carioca teve que se contentar com os jogos na Ilha do Governador. Infelizmente, após avançar nas quartas, caímos nas semifinais. De novo? “O importante é que agora podemos descansar um pouco mais dessa rotina puxada de jogos”, comentou um integrante do elenco.

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    Guerrero lamenta eliminação na LIbertadores

    Nesse mesmo tempo, mais uma vez a campanha era muito boa no Brasileirão e com a chegada das “Oportunidades de Mercado” na janela do meio do ano, o time ficou ainda mais forte, mesmo o nosso técnico insistindo em jogadores odiados pela torcida e de qualidade técnica questionáveis em relação aos reservas. O Cheirinho de Hepta estava de volta e dessa vez com mais força do que nunca. A torcida lotava todos os jogos em casa e marcava presença sempre fora dela, onde fosse o Mengão.

    Conforme o fim de 2017 se aproximava, o elenco, cansado de mais um ano com muitos jogos, foi sentindo o desgaste e caindo de produção. O cheiro perdia força de novo…pena! Mas, mais uma vez, garantimos vaga na fase de grupos da libertadores 2018. Sensacional! Afinal, o importante é estar sempre disputando o campeonato duríssimo da América do Sul.

    Infelizmente teremos que esperar o ano mágico para 2018. Mais uma vez adiar o sonho de conquistar a América e o mundo. Pelo menos agora temos um técnico experiente e com mais rodagem do que o inexperiente e limitado desse ano. Nos resta torcer.

     

    Feliz 2018!


    Poderia ser real, né!? Ainda bem que não é. O que vai acontecer em 2017 nós felizmente não sabemos, mas não devemos sofrer por antecipação por absolutamente nada. Principalmente quando estamos falando do Flamengo!

     

    Saudações Rubro-Negras e Feliz 2017!!!

     

     
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  • Flamengo vai parabenizar torcedores nas redes sociais

    O Twitter e o Facebook do Flamengo publicaram hoje anúncio de um cadastro que vai até a próxima sexta-feira para parabenizar torcedores pelo aniversário no ano de 2017. O Flamengo avisou que esta será a única oportunidade de cadastro para quem deseja receber os parabéns dos perfis do clube no próximo ano.

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  • Bandeira negocia no Paraguai permanência de Fernandinho

    O presidente Eduardo Bandeira de Mello disse que pretende aproveitar a viagem ao Paraguai para o sorteio da Libertadores para discutir com o seu colega do Grêmio, Romildo Bolzan, que também está no local, a extensão do empréstimo do atacante Fernandinho.

    – É uma excelente oportunidade para conversar sobre este assunto, e como o Fernandinho esteve conosco e foi muito bem, pretendemos ficar com ele. Mas depende de negociação – disse Bandeira à Fox Sports.

    O diretor de futebol Rodrigo Caetano já afirmou que não há possibilidade de o Flamengo comprar os direitos econômicos de Fernandinho, e que a única forma de o atacante permanecer no clube seria a prorrogação do empréstimo.

    O presidente do Grêmio admitiu a possibilidade de atender à vontade do jogador, que é de permanecer no Flamengo.

    – O empresário conversou conosco de fazer manutenção do empréstimo. Mas, se até o dia 31 nada ficar resolvido, se apresenta para começar a pré-temporada. O Renato (Gaúcho, técnico do Grêmio) mostrou simpatia (à volta de Fernandinho) e não sei como vai ser – disse Bolzan também à Fox.

    O Flamengo não deve renovar o contrato de Emerson Sheik, e o empresário de Marcelo Cirino já afirmou hoje que deseja que o atleta deixe o Flamengo. Se Fernandinho não renovar, o Flamengo ficaria somente com Gabriel e Éverton, entre os jogadores da posição que terminaram a temporada no elenco, além de Ederson, que não tem data para voltar a jogar e dos jogadores vindos da base. A diretoria busca reforços para a posição e até agora o nome que vem sendo mais fortemente especulado é Marinho, do Vitória.

     

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  • Empresário quer Cirino fora do Flamengo em 2017

    O empresário do atacante Marcelo Cirino, Pablo Miranda, disse em entrevista à Rádio Brasil que o ideal para o seu cliente seria uma mudança de ares em 2017. Segundo Miranda, o balanço da passagem de Cirino pelo Flamengo em dois anos é negativo.

    – A adaptação dele, mesmo casado e com filha, está difícil. Aparece muita gente ruim fora de campo – afirmou o empresário.

    Em 2015, Cirino se envolveu no episódio do chamado Bonde da Stella e foi afastado do grupo com outros quatro jogadores. Ele acabou sendo reincorporado e o técnico Muricy Ramalho apostou nele como jogador. Cirino chegou a ter uma boa fase no Campeonato Carioca, fazendo gols em clássicos, mas com a saída de Muricy e a entrada de Zé Ricardo, foi perdendo espaço e acabou a temporada na reserva. Marcou apenas dois gols no Brasileiro.

    O nome do atacante foi ventilado numa possível composição para o Flamengo trazer Marinho, mas o empresário descartou a ida dele para o Vitória. Também disse que é difícil que ele volte para o Atlético-PR, por questão financeira, e que o ideal seria que ele fosse para outro grande clube brasileiro.

    Em 2015, o Flamengo adquiriu 50% dos direitos econômicos de Cirino em uma composição com o grupo de investimentos Doyen, que pagou 3,5 milhões de euros ao Atlético-PR. O contrato com o Flamengo prevê que o clube tem que pagar 4,7 milhões de euros no fim de 2017 à Doyen se Cirino não for vendido até lá. Um empréstimo seria a última chance de Cirino mostrar serviço para o Flamengo evitar esse prejuízo.

     

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  • Três últimos campeões podem ser rivais do Flamengo na estreia da Libertadores

    O Flamengo tem 60% de chances de enfrentar um dos três últimos campeões da Libertadores – Atlético Nacional (2016), River Plate (2015) ou San Lorenzo (2014) – na sua estreia na edição de 2017. As outras opções são os uruguaios Peñarol e Nacional, respectivamente pentacampeão e tricampeão do torneio.

    O ranking da Conmebol, divulgado hoje, confirmou que o Flamengo estará no pote 3 do sorteio que acontece hoje à noite. Os times do pote 3 começam a sua campanha em casa contra o cabeça de chave e encerram a primeira fase fora de casa contra o mesmo time. O Flamengo não pode ficar no grupo dos outros três cabeças de chave, os brasileiros Grêmio, Santos e Atlético-MG.

    O ranking leva em conta o desempenho nas últimas dez Libertadores, os títulos nacionais nos últimos dez anos e o desempenho histórico na competição. O Flamengo, que não disputou a Libertadores no ano passado – os resultados recentes têm mais peso na elaboração do ranking – caiu sete posições em relação a 2015 e está em 37º lugar no ranking, à frente apenas da Chapecoense, que nunca disputou a competição, entre os brasileiros já garantidos na fase de grupos.

    conmebol-ranking

    O Flamengo fará jogos intercalados em casa e fora na primeira fase.

    Veja como ficaram os potes do sorteio:

    pote-12

    pote-34

     

     


     

  • Série Política Rubro-Negra #6 – Vice-presidente de Marketing Daniel Orlean (parte 3 – final)

    Na última parte da entrevista ao Mundo Bola, o vice-presidente de Marketing, Daniel Orlean, fala sobre os planos para o Ninho do Urubu, o programa de sócio-torcedor, a importância do Anjo da Guarda e a relação com a FlaTT. “A FlaTT foi uma surpresa. Nós, né? Também sou parte. Somos muito criativos.”


     
     
    Mundo Bola – Qual o significado do Ninho do Urubu para o marketing do Flamengo?

    Daniel Orlean – Talvez o maior legado das últimas décadas do Flamengo. Não pelo passado, mas também pelo futuro. O trabalho que foi feito lá pela nossa Vice-Presidência de Patrimônio, com o envolvimento também de outras áreas do clube, a participação muito forte do Paulo Dutra que é nosso CFO também, é um legado que… É uma identidade própria. É uma marca, é um tom de voz, é uma ambiência: isso é o Ninho.

    É por isso que o Ninho ganhou sua logomarca própria?

    Não é só a logo. A logo é linda. O pessoal chegou lá e falou que quer um produto com essa marca. Produtos já estão sendo negociados.

    Todo mundo quer conhecer o Ninho. A torcida, os sócios, os sócios-torcedores querem conhecer. A dinâmica do Ninho faz com que pelo menos uma vez na semana tenha um dia que ele não é usado, que é o dia de folga dos jogadores. Tem manutenção, claro, mas eles (os jogadores) não estão lá. Vocês estão pensando em um sistema constante de levar sócios-torcedores para conhecer o Ninho nesses dias? Até para que venha ser um novo atrativo para o programa?

    As experiências no Ninho estão sendo desenhadas. A gente já planejava fazer isso, mas com a resposta do público a gente tá querendo acelerar. Claro que inicialmente vai ser uma coisa mais exclusiva, e depois a gente vai abrindo. Desde situações de tour, experiência, até eventualmente alguns jogos com masters e com a base estão dentro desse desenho que a gente pode criar pro nosso torcedor, pro nosso sócio-torcedor, pro nosso sócio, pro nosso conselheiro, pro nosso diretor, pro nosso frequentador do clube, redes sociais, jornalistas, todo mundo que vive esse mundo Flamengo, seja de uma maneira ou de outra, a gente tá incluindo. Pensando em todos.

    Você vê alguma resistência das pessoas, que querem ajudar o clube, mas querem ajudar só o futebol, e por isso não aderem ao programa Anjo da Guarda? Se vocês incluíssem as categorias de base do futebol, por exemplo, que pode ser incentivada, nesse projeto, será que não teria um ganho maior?

    O Anjo da Guarda é para os esportes olímpicos. Mas de uma forma ou de outra, o que você não tira de um bolso sai do outro. Eu posso fazer investimentos na Gávea que saem hoje de um dinheiro que podia ir para o futebol. Mas como são equipamentos que vão ser usados para os esportes olímpicos, poderia sair do Anjo da Guarda. Ao ajudar o esporte olímpico, você está ajudando o futebol indiretamente, não tem mistério. Você ajudando o esporte olímpico, ele vai aparecer mais, vai atrair um patrocinador que também pode vir para o futebol. Tendo o Flamengo forte em outros esportes, temos mais venda de camisas, mais venda de produtos. Isso ajuda o futebol. Evita ter que usar um orçamento para investir num equipamento que poderia eventualmente ir para o futebol. Essa visão tem que ser um pouco mais clarificada para as pessoas.

    O que falta então para o Anjo da Guarda engrenar?

    É importante todo rubro-negro entender que no programa Anjo da Guarda ele pode ajudar o esporte olímpico sem gastar um centavo. É só ele fazer um cálculo simples. A gente tem trabalhado bastante a divulgação, mas eu não sei se está chegando, eu espero que vocês nos ajudem nisso. A gente tem que ainda desatarrachar o que funciona nesse programa Anjo da Guarda. Precisamos desatar o nó. Hoje a gente sabe que qualquer rubro-negro, do mais abastado ao menos abastado, desde que pague imposto de renda… Se você paga imposto de renda, você pode pegar um pedacinho do seu imposto de renda, direcionar e receber ele de novo.

    Mas a gente está trabalhando para usar esses últimos dez dias para inundar o mundo com a ideia de que qualquer um que declare imposto de renda pode dar 150 reais, 200 reais, 500 reais, mil reais, 10 mil reais, dependendo da sua renda, pro Flamengo e não gastar com isso.

    Vamos falar um pouco da questão do sócio-torcedor. Vocês realmente pensam em lançar um pacote exclusivo para as mulheres?

    A primeira coisa que fizemos foi deixar mais claro quais são os benefícios para o público feminino na nossa rede de descontos. Hoje temos aproximadamente 7% de mulheres, talvez um pouco menos, por conta do crescimento nos últimos meses do ano, aí a gente não refez a conta. Mas era 7% antes desse crescimento dos últimos dois meses. Realmente, a mulher procura algo no futebol. Não é sexismo. Ela procura algo diferente. Ela gosta de ir com uma amiga, ela gosta de ir em grupo. O homem às vezes ele vai e encontra o pessoal dele lá, vai na torcida organizada e tal. É cultura, é comportamento, não é gênero.

    Ela valoriza um produto feminino, e hoje o Flamengo tem poucos produtos femininos na sua linha e nos nossos benefícios. Estamos fazendo licenciamento para produtos femininos que vão ter desconto para sócias-torcedoras e estes produtos estarão incluídos na rede de descontos. Também fizemos ativações em rede social, funil de vendas para o público feminino, e deu resultado. É preciso mais, sem dúvida. Aquelas matérias que vocês colocaram no site de vocês* são uma base que a gente tem usado. Entre o Natal e o Ano-Novo eu vou sentar com a equipe e falar de ecossistema digital, aplicativos e tudo mais, e sócio-torcedor. É isso que eu vou fazer.

    Em relação ao sócio off-Rio. Os clubes em geral vinculam muito o programa de ST ao estádio, mas o Flamengo tem um perfil de distribuição de torcida único. O Flamengo tem muita torcida concentrada fora do Rio, fora do estádio-sede. E essa torcida tem um potencial incrível, mas não se sente atendida pelo sócio-torcedor. Como está hoje sua divisão de on-Rio e off-Rio?

    Um terço do nosso público é fora do Rio, fora da cidade do Rio.

    E na torcida a estimativa deve estar em 80% de off Rio. Vocês pensam alguma coisa específica para esse público?

    A gente está pensando muita coisa. Algumas a gente ainda tem restrições legais. Mas estamos pensando em muita coisa que traga esse torcedor para mais perto do Flamengo, mesmo que ele não tenha condição de ir pro estádio. Trabalhando em conteúdo, em experiências, em rede de descontos. Linkando com as Embaixadas da Nação principalmente. A gente não está dando divulgação para muitas coisas porque ainda está muito incipiente. Posso adiantar que usaremos as Embaixadas para captação de sócios-torcedores e de talentos para o futebol. Estamos fazendo um trabalho de formiguinha para nos aproximar das Embaixadas e a entrada do Eduardo Barbosa (responsável no marketing exclusivamente pelo relacionamento com as embaixadas) foi fundamental, e a gente tem conseguido um bom retorno.

    Mas vocês não pensam numa modalidade de ST exclusiva para off-Rio?

    Sim, pensamos. O cuidado, sendo bem transparente com vocês, é não lançar um programa de 10 reais e hoje quem paga 29,90 migrar. Vai surgir um buraco no nosso orçamento e eu não poderei fazer mais contratações. Então o que nós precisamos é criar novos produtos.

    Para fechar a questão do ST: quando vocês colocam no orçamento que tem uma estimativa de ganhar R$ 38 milhões, qual é a meta em 2017? Terminar o anos com quantos sócios-torcedores?

    Próximo de 100 mil sócios-torcedores. Um pouco mais.

    O Flamengo está capacitado a receber verba via Lei Rouanet. Você já começou a se inteirar sobre isso para que o Flamengo comece a trabalhar a cultura rubro-negra de forma comercial? O Flamengo pode trabalhar com peça de teatro, pode fazer documentário, cinema, livro, pensar em uma estrutura de visitação da memória do tamanho da história do clube…

    A área de Patrimônio Histórico é uma área que está crescendo bem. Está trazendo resultados bem legais. comparativamente obviamente com as restrições que eles têm de equipe. Eu vou dar toda a força possível que o marketing puder dar. Hoje a gente ainda não trabalhou com Lei Rouanet, mas eu já conversei com o Rosenblatt e ele está vendo quais são as possibilidades.

    Eu acredito que o time dele vai conseguir dar passos em frente quanto a isso. Não só no Fla-Memória, que já teve uma evolução incrível – já é autossustentável. O Flamengo é patrimônio imaterial turístico. A Gávea, o CT e eventualmente nossos futuros estádios. É questão de ter esses ativos e eles estarem rodando. E hoje o Fla-Memória já é autossustentável, já tem receita própria, não só dos parceiros, mas dos próprios ingressos.

    Fala pra gente um pouco sobre os licenciamentos de produtos.

    Silenciosamente, hoje o Flamengo tem quase mil produtos licenciados. A rede de lojas, que é um patrimônio, já superou a meta desse ano. Abrimos uma loja semana passada na rodoviária Novo Rio e estamos abrindo outra no aeroporto Tom Jobim.

    Você é um cara de redes sociais. O VP foi anunciado e de repente estava no Twitter conversando com todo mundo! (risos). E você continuou, não mudou em nada, continuou navegando normalmente com a galera. Isso é um diferencial bem interessante…

    A questão é que eu acho que o Flamengo… Como eu sou torcedor, eu sou um entre 40 milhões e a gente tem muitos perfis de torcedores diferentes. E o que eu mais posso desenvolver como VP é tentar entender como o torcedor pensa. Então eu não vou fechar um canal. Eu lembro no início que eu apanhei pra caramba, teve gente me xingando, por conta de elenco e tal, eu falei: galera, eu não escalo elenco, não vou escalar elenco, não nego que eu dou meu palpite, no jogo, na reunião, que eu converso com os caras, com o Godinho, com o Rodrigo Caetano, que eu tiro mais dúvida do que falo a maioria das vezes. Eu quero ouvir o pulso da torcida. O pulso no Maracanã, mas o pulso na rede social, o pulso no Facebook, no Twitter, nos comentários dos sites da mídia.

    O que você pode falar da FlaTT?

    Eu acho interessante. É um fenômeno interessante. Nós, né, somos muito criativos. Eu fui pra China, e juro pra vocês, eu fui como empreendedor, é claro que eu aproveitei um espaço ou outro, um encontro ou outro, para identificar uma oportunidade pro Flamengo. Tem coisas bacanas em médio prazo que a gente está construindo que tem um pouco a ver com quem eu conversei lá, com a minha viagem e tal… Mas eu não fui trazer jogador, e eu falei isso desde o inicio.

    Se o Conca vier, vão falar que tudo começou lá.

    Já falaram. E ele nem veio. Quando eu fui com meu filho pra Gávea, meu filho tem um ano e meio, e meu filho estava naquela casinha do parquinho eu botei um post “o bom filho à”, eu ia botar “à casa chega”, eu não podia botar “à casa torna”, tipo para falar que meu filho, futura geração, tá lá no Flamengo, tá respirando o ar rubro-negro. Aí o pessoal já começou: tão trazendo fulano, siclano, grande craque… Não, gente! É só meu filho que tá na Gávea! Às vezes, pingo é letra. Não, pingo é tweet! (risos) E eu tento manter um contato legal, eu não bloqueio ninguém.

    Você já acompanhava o Flamengo nas redes sociais?

    Eu acompanhava mais outras redes, a FlaTV, sites como os de vocês, Facebook, participava de grupos no Whatsapp… A FlaTT foi meio uma surpresa. É realmente muito diferente, uma dinâmica muito diferente. E é muito legal porque se toma conhecimento de coisas que nem você sabe que estão acontecendo. E às vezes coisas que você sabe que não estão acontecendo.

    Pra encerrar, tem alguma coisa que a gente não perguntou que você gostaria de dizer?

    O principal que eu queria deixar de recado é exatamente dessa nova era de marketing no clube que eu acredito. Muita gente cobra patrocínio, mas o manancial que a gente tem para trabalhar não só em patrocínio na camisa, além da camisa, novos canais de comunicação…

    Eu não quero ser um vendedor de mídia, como VP de marketing do Flamengo. Eu quero ser, com o perdão do clichê, um parceiro estratégico de quem está acreditando nessa plataforma esporte, futebol profissional, esportes olímpicos. Quem estiver acreditando nessa plataforma esporte eu quero, como Flamengo, estar junto e fazer o cara vender muito mais, posicionar a marca dele muito melhor, e tem empresas que estão acreditando nisso. E elas estão vindo, virão com força, com intensidade, e o Flamengo é a primeira escolha. O marketing do Flamengo irá para além da camisa. Queremos o marketing do Flamengo como parceiro estratégico das grandes marcas brasileiras e das grandes empresas do mundo.
     
     
     
    Leia a primeira e a segunda parte desta entrevista:

    Política Rubro-Negra #6 – VP de Marketing Daniel Orlean (parte 1): Carreira, pensamento e estratégias para o Flamengo
    Política Rubro-Negra #6 – VP de Marketing Daniel Orlean (parte 2): Patrocínio (master futebol, basquete, redes sociais etc), estádio próprio, Adidas, Caixa, orçamento etc
     
     

    Agradecimentos

    Dois fatores atuaram para que essa entrevista saísse exatamente da forma que o Conselho Editorial do Mundo Bola quis: 1) a imensa boa vontade do Daniel Orlean em nos receber. A entrevista se estendeu por meia hora além do tempo acordado e mesmo assim conseguimos respostas para todas as nossas perguntas. Daniel, muito obrigado! Temos certeza que a Nação Rubro-Negra saboreou o conteúdo que o Mundo Bola mais uma vez conseguiu concretizar, inclusive servindo de pauta para grandes veículos, o que nos motiva e gera satisfação; 2) o apoio financeiro gerado através da nossa campanha no apoia.se/Mundo Bola. O Patreon é o que de mais novo e moderno existe no campo da viabilização de projetos independentes. Agradecemos todos os nossos Apoiadores não só pela contribuição financeira como também pelo apoio com palpites de pauta, perguntas para entrevistas (inclusive esta) e palavras de força que mantêm nosso time motivado.

    *Matérias citadas pelo vice-presidente (Blog CRF & ETC – por Luiz Filipe Carneiro Machado).
    Do que as mulheres não gostam e o que elas gostariam no Programa de Sócio-Torcedor do Flamengo
    O que o Inter tem – Porque as coloradas se associam
    Ex-sócia-torcedora explica porque abandonou o Programa Nação Rubro-Negra

    Leia outras entrevistas da séria Política Rubro-Negra
     
    O que você pensa sobre isso?


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  • Deivid lamenta ser lembrado no Brasil por gol perdido contra o Vasco

    Em participação no programa Bate-Bola da ESPN, o hoje técnico Deivid, ex-atacante do Flamengo entre 2010 e 2012, brincou com o fato de ter ficado marcado no Brasil pelo inacreditável gol perdido contra o Vasco, pela semifinal da Taça Guanabara de 2012, em vez de pelos muitos gols que fez na carreira.

    – Tem até um amigo meu que fala o seguinte: o gol que eu fiz contra o Chelsea (jogando pelo Fenerbahce na Champions League) eu chego lá em Istambul e falam: “Deivid, Chelsea, Chelsea”, aí um amigo meu fala: mora aqui, pô, porque lá nego lembra o gol que tu perdeu. Eu fiz 21 gols (em um Campeonato Brasileiro), aí lembram o gol que eu perdi. Aí, hoje o artilheiro fez quantos? Catorze.

    Relembre os dois momentos inesquecíveis da carreira de Deivid:

     

     

  • Godinho revela que tentou trazer Oscar do Chelsea

    Em entrevista ao jornal Lance!, o vice-presidente de futebol Flávio Godinho disse que o Flamengo chegou a ensaiar uma tentativa de repatriar o meia Oscar, do Chelsea e da seleção brasileira que disputou a última Copa do Mundo, antes de ele acertar sua transferência para o futebol chinês – ironicamente, a ida de Oscar para o Shanghai SIPG deve abrir o caminho para que o argentino Darío Conca reforce o Flamengo na próxima temporada.

    – Você tem que ficar como aquele porco caçador de trufa cheirando o mercado. Vou te dar outro exemplo. Eu estava de olho no Oscar, que estava sendo contratado por um clube chinês. Existia a possibilidade de o Oscar voltar para o Brasil. Se isso fosse materializado, seria uma contratação de fechar aeroporto – disse Godinho.

    O negócio, como é sabido, acabou não acontecendo. Godinho falou sobre a possibilidade de fazer outras contratações do tipo mesmo sem ter dinheiro em caixa para grandes aquisições:

    – Cabe ao vice de futebol usar a criatividade para com um orçamento limitado fazer certas contratações. Muitas vezes você faz a prazo. E se excepcionalmente surgir uma contratação que extrapole isso, tem de pedir autorização dos órgãos competentes dentro do clube. Se eles acharem que tem mérito aquela empreitada, vão aprovar.

    O vice-presidente disse que acredita que o Flamengo conquistará títulos na próxima temporada, embora não possa garantir que o time conseguirá o troféu da Libertadores, principal competição do ano:

    – A Libertadores, se você passa sa disputá-la com frequência, chega uma hora que você acaba campeão. O que eu estou muito confiante é que o Flamengo será campeão de alguma das competições que disputará em 2017, tomara que seja a Libertadores, mas não temos como dar garantia disso. Até porque teremos as equipes mais qualificadas do continente com a mesma intenção – disse Godinho, para na sequência afirmar – Eu acho que o perfume do Flamengo é francês, da melhor qualidade, e esse cheirinho vai durar até 2017. Esse cheirinho não acabou e a gente vai com tudo para o ano que vem.

    Ele afirmou que a intenção é anunciar os reforços no início de janeiro para que eles possam participar de toda a pré-temporada, mas admitiu que algumas negociações podem se arrastar além disso.