Autor: diogo.almeida1979

  • Planilha de Especulações 2016/2017

    Fala galera!

    Aqui é o Gustavo Duarte, escrevo pro FlaTrip aqui no Mundo Bola, mas peço licença ao amigo Diogo Almeida para entrar no blog Cultura RN e falar um pouco de uma brincadeira que comecei no final de 2015 e a coisa foi tomando uma proporção interessante ao longo do tempo: a planilha de especulações. Bom, antes de tudo, acho legal começar com um histórico.

    Todo rubro-negro calejado sabe como funciona: a temporada vai chegando ao fim (às vezes nem isso, em setembro/outubro já começa), os campeonatos vão se decidindo e o maior terror da imprensa 7×1 começa a reaparecer: a falta de assunto. Você já deve ter visto matérias como “esposa do jogador Fulano vai pra praia de biquíni” ou “Sicrano faz churrasco com a família”, completamente desinteressantes e com objetivo único de cumprir a cota de matérias do setorista preguiçoso. Mas é dessa falta de temas relevantes que surge a grande pauta da época: as especulações.

    É normal que o Flamengo, clube que atrai mais mídia (e por isso ganha mais que os outros, justo né?) no Brasil desde sempre, seja protagonista desse tipo de matéria. E agora, com o time brigando na ponta dos campeonatos, o que teoricamente será tendência nos próximos anos, isso vai se acentuar. Algumas matérias até fazem sentido se você ligar os pontos, mas outras chegam a dar vergonha alheia de quem escreveu, tipo o Flamengo estar negociando o time X pelo craque Beltrano que, entretanto, só está no time X pois está emprestado pelo time Y. Acho que o time Y deveria ser informado da negociação, né?

    O torcedor, apaixonado e desarmado de qualquer senso crítico racional quando o assunto é Flamengo, acaba surfando em cada onda que vem, não importa se é uma marola de um sub-20 emprestado pra um time pequeno de São Paulo, ou um tsunami de um camisa 10 do Barcelona vindo trocado pelo Marcelo Cirino. Também não posso criticá-lo: ele é torcedor e sua função primordial é torcer. E, dentro desse torcer, está a cornetar. Com ou sem razão, torcedor corneta e temos que aceitar isso.

    Outra coisa que contribui para o tiroteio de nomes é a forma silenciosa e cautelosa que a atual diretoria tem tratado toda e qualquer contratação, minimizando muito os vazamentos. Sentem falta de uma certa raposa felpuda? Até o blog do ex-presidente anda meio paradão…

    Então, ano passado, num misto de ociosidade e incômodo com esse modus operandi da imprensa (aí incluo grandes portais, alguns sites rubro-negros e contas de Twitter metidas a especuladores, todos caça-cliques/curtidas) resolvi criar a hoje famigerada lista de especulações. Foi um sucesso. O Flamengo vinha de um Brasileiro irregular, pós-eleições e sem técnico: um terreno perfeito pra se cultivar especulações sem fundamento. Fundamentos, aliás, que tentei descobrir tentando relacionar os nomes com seus empresários, times, veículos que publicaram as matérias, veículos que desmentiram as matérias… Modéstia a parte, dava um bom TCC de curso de jornalismo, apesar de um engenheiro estar escrevendo pra vocês agora.

    Foram, pasmem, MAIS DE CEM NOMES em apenas uma janela de transferências, pra todas as posições. Na época, o Mundo Bola compilou alguns nomes nessa matéria.

    Os critérios para avaliação das especulações foram os seguintes: configura-se a barrigada quando a matéria informa algo e alguma fonte oficial do clube ou outro jornalista considerado de confiança claramente nega. Site: “Goleiro está negociando com o Flamengo!”. VP do Flamengo: “Não tá, não!”. Plau! Barrigada. Canal de TV: “Flamengo vai atrás de atacante alemão”. Jornalista do mesmíssimo canal que sabidamente tem boas fontes no clube: “Não existe isso”. Sim, olha ela de novo, a barrigada. Claro que não garante 100% de acerto, mas é um critério.

    Também tentei relacionar cada nome ao veículo que postou primeiro a notícia (o famigerado furo), baseado nas datas que o Google informa. Evidente que tenho vida social e um emprego pelo qual prezo, então esse trabalho foi feito meio nas coxas, pode e devem ter muitos erros. Os vários sites Ctrl+C/Ctrl+V também não facilitaram a tarefa. Bom, fica o alerta.

    Pra 2016/2017, o volume de nomes até aqui foi incrivelmente menor, mas há motivos pra isso. A boa campanha do time indicou que grande parte do elenco seria mantido, inclusive o técnico (ano passado foram quase dez nomes só pro dono da prancheta). Somam-se a isso as entrevistas com dirigentes no fim de 2016, sempre dando a entender que as contratações seriam em menor número e pontuais. A tragédia da Chapecoense também consumiu grande tempo nas redações, fazendo que qualquer outro assunto futebolístico perdesse importância.

    Nesse ano, já com a planilha de 2015/2016 como base de comparação, já deu pra concluir algumas coisas:

    • A barrigada não é privilégio de poucos: todo mundo faz. Seja um grande portal ou uma arroba qualquer. O importante é você clicar na matéria dele. Há sempre quem erre menos e na boa índole, mas fica claro quem chuta de sacanagem. É fácil identificar os bons setoristas, quem acompanha as redes sociais sabe quem são;
    • Falta originalidade. Ah, vocês sabem: Eduardo Vargas, Diego Tardelli, Robinho, Diego Souza, Elias, Anderson Martins, Thiago Neves, Felipe Melo… Relaxem, esses nomes estavam nas duas planilhas e estarão na do ano que vem;
    • Existem nomes que surgiram na planilha no início de 2016 e acabaram chegando no meio do ano, casos de Donatti, Rever e Damião. Sinal que o jornalista deve ter acertado mesmo: o clube pode ter realmente tentado os jogadores, mas só conseguiu ou achou melhor deixar pro meio do ano;
    • Fontes internacionais, por mais que a gente não conheça, podem ser de confiança. O furo da vinda do Miguel Trauco foi do site El Bocón, do Peru. Não dá pra levar um site com esse nome a sério, né? Pois é, acertaram;
    • Suspeite de textos do tipo “o jornalista Juan Carlo Cabassita, da rádio El Chapeleta de Montevidéu, informou que…”, por que (PASMEM) tem site que inventa jornalista e portal pra se isentar do chute. É ridículo, mas tem.
    • Além disso tem os sacanas da Internet que inventam pra zoar os jornalistas. O GloboEsporte.com hoje mesmo deu um migué depois de ser enganado.
    • Pra 2016/2017, nenhum técnico foi especulado. Foram 2 goleiros, 3 zagueiros, apenas um lateral direito, 8 esquerdos, 8 volantes, 11 meias e 24 atacantes, totalizando 57 nomes;
    • Dos 57 nomes, considerei confirmados 7: Dener Assunção, Marinho, Rômulo, Podolski e Dominguez, além de Trauco e Conca, estes já anunciados. E as barrigadas até aqui são 8: Felipe Melo, Michel Bastos, Farfán, Neilton, Diego Tardelli, Marcos Guilherme, Mayada e Calleri. Mas com certeza teve bem mais…

    O intuito aqui não é expor jornalistas e portais (até por que os bons não tem nada a temer), mas provocar uma reflexão. Longe de mim privar você de reclamar ou comemorar a especulação, isso é de cada um e eu não tenho nada a ver com isso. Mas entendo que um pouquinho de bom senso e análise crítica do que lemos por aí faz um bem danado, tanto pra avaliar especulação quanto pra qualquer coisa. O excesso de especulações sem pé nem cabeça só interessa pra mesma parcela da imprensa que diz que o Diego não vai ver os filhos, que não sabe de onde vem nosso dinheiro ou que nossa diretoria tem práticas nazistas de precificação de ingressos. E cá pra nós: esses caras já encheram o saco.

    Bom, segue o levantamento atualizado em 04/01/2017. Boa leitura!

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    E aí, curtiram? Esqueci de alguém? Comenta aí!
    Saudações Rubro-Negras!

    Gustavo Duarte
    Twitter: @gunevesduarte

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  • Nossos blogueiros escalam Conca

    O técnico Zé Ricardo admitiu que pode ter que mudar o esquema para inserir o argentino Darío Conca. Comentaristas passam tardes discutindo o tema nos programas de mesa redonda da TV e do rádio. O Mundo Bola resolveu entrar na discussão e resolveu pedir a seus blogueiros – e a um representante dos apoiadores do site – para que se colocassem no lugar do técnico e dissessem o que fariam para encaixar o principal reforço do Flamengo na temporada até agora no time, ainda mais com a peculiaridade que ele não poderá participar da pré-temporada e terá que entrar no time com o bonde andando. Veja o que eles responderam:

    João Luis Jr., blog Último Homem

     

    Imagino duas variações com a chegada do Conca. Uma seria um 4-4-2 com dois volantes, dois meias, e dois atacantes de frente, um mais fixo e outro que se deslocasse mais. Parece muito década de 90? Parece, mas nada está mais na moda hoje em dia do que ressuscitar tática antiga.
    A outra seria tentar manter a dinâmica do esquema atual do Zé, mas com dois meias, e exigiria deslocar o Conca pra uma meia mais pela esquerda, com Diego centralizado e um outro jogador mais agudo na direita, com o Guerrero lá na frente fazendo chover gol.

    George Castro, blog Resenha Rubro Negra

     

    Eu gostaria de ver o Zé Ricardo armar o time no tradicional 4-4-2, em um losango com o Conca a frente do Diego e abrindo mais pela lateral, e com dois volantes fazendo a saída de bola da defesa. No ataque ficaríamos com a opção de usar dois atacantes de área ou um ponta e um atacante, com o Conca fazendo a vez de ponta ou distribuindo bola e entrando na grande área para dar mais opção.

    Daniel Endebo, blog Molambo Racional

     

    Acomodaria o Conca num novo modelo de jogo, onde o setor ofensivo seria composto essencialmente pelo trio Conca-Diego-Guerrero (considerando que não vá chegar nenhum outro reforço pro setor). Nesse modelo, Mancuello e Everton se revezariam na transição pelo lado esquerdo, tal qual faz Arão pela direita. Outra possibilidade é adaptar Diego pra jogar aberto pela direita, fazendo com que o time tenha um 4-1-4-1 com chegada pela esquerda e muita troca de bola pelo meio.

    José Peralta, blog CRFlamenguismo<

     

    Acho que como/onde Conca entrará no time dependerá de vários fatores. Chegarão extremos de alta qualidade? Darío levará quanto tempo pra se recuperar? Voltará ao nível de antes?
    Retornando ao patamar do passado, é titular absoluto. Nesse caso, um dos pontas burocráticos do esquema atual seria sacrificado e ele ou (mais provavelmente) Diego teria que cair mais por um lado do campo. Ano passado, esse esquema que buscava incluir os melhores do elenco no XI titular não deu certo, mas agora as peças serão outras.
    Acho que até um teste no 4-1-4-1, esquema favorito do Zé, poderia ser feito. Rômulo na frente da zaga e uma improvável linha com Conca, Mancuello, Arão e Diego atrás do Paolo.
    Não há uma receita de bolo pronta. Testes haverão que ser feitos quando chegar a hora.

    Luiz Filipe Machado, blog CRF & ETC

     

    ,

    A primeira seria um meio com Rômulo, Arão, Diego e Conca. Com os dois primeiros sendo auxiliados pelos laterais nas jogadas pelos cantos e podendo ficar mais soltos no meio. Na frente eu colocaria Vizeu e Guerrero, com o peruano saindo mais da área.
    A segunda seria abrir o Diego na ponta direita e o Éverton jogar na esquerda com o Conca centralizado. Ano passado o Diego já cobriu algumas subidas do Jorge, que voltava trotando. Pode fazer essa recomposição.

    André Amaral, blog Ninho da Nação

     

    Zé terá dois trabalhos: o primeiro é preparar o time já pensando no Conca e segundo é quando o Conca tiver em condições. E isso tudo com Libertadores em andamento.
    A meu ver, a solução passa pelo Diego. No ano passado, mesmo sem uma preparação física ideal e se adaptando à realidade do futebol brasileiro, ele voltava pra marcar e conseguia fazer a recomposição, ajudando muito na saída de bola e chegando forte no ataque.
    Ele poderá ser esse cara pra fechar a segunda linha de quatro quando o time estiver sem a posse de bola – além de ajudar na transição, e deixar o Conca, voltando de cirurgia, mais solto lá na frente com Guerrero.
    E quando ataca teria o Rômulo fixo, Diego e Conca centralizados, Arão e um ponta que precisa ser contratado abrindo a defesa e Guerrero.

    Léo Leal, blog Mengo, Logo Existo

     

    Mostramos em 2016 uma grande dificuldade em fazer a equipe funcionar no 4-4-2. Seria necessária uma pré-temporada voltada à adaptação da equipe ao esquema. Porém, Conca só estará apto em alguns meses, o que atrapalha tal montagem. Nesse caso, o mais aconselhável seria o 4-1-4-1, semelhante ao esquema do Corinthians campeão brasileiro em 2015. No papel, Conca teria a função de Renato Augusto, enquanto Diego cairia pelo lado, como fazia Jádson.

    Antônio Sérgio, apoiador do Mundo Bola

     

    Conca irá compor o nosso meio campo revezando com o Diego, por vezes abrindo pelas pontas e fechando na recomposição e por vezes se aproximando de Guerrero no comando do ataque e com finalizações próximas à entrada da área. Apesar da idade maior que 30 anos, como Diego, ele possui excelente capacidade física e disciplina tática para a recomposição do meio-campo. A sua entrada melhorará a qualidade dos passes, impedindo contra-ataques, além de favorecer a manutenção da posse de bola. Penso que a dupla de meias irá favorecer a redução do desgaste físico de ambos. Deverá facilitar o crescimento técnico do Willian Arão, com maior possibilidade da sua aproximação no campo adversário, visto que melhora a nossa posse de bola e a recomposição pelo meio.

    Luiz Filho, blog Overlapping

     

    Conca no Flamengo faz com que uma das coisas que sempre pensei sobre Diego se faça mais constante, sua utilização pelos lados. O revezamento e a movimentação não seria fixa, os três jogadores detrás do centroavante jogariam em qualquer das posições. Posições fixas apenas se Arão vier para a linha da frente, num 4-1-4-1 que Zé Ricardo tanto gosta, uma variação. De início vejo a equipe postada num 4-2-3-1.

    Adriano Melo, blog Alfarrábios do Melo

     

    O encaixe de Conca no time do Flamengo parece ser desafiador. Uma solução possível é escalá-lo em um 4-2-3-1, aberto pela esquerda, em uma linha com Diego no meio e outro ponta, com Arão e mais um volante por trás. O próprio treinador deu pistas de que poderá seguir nessa linha. A se confirmar, é bem possível que Everton e/ou o controverso Márcio Araújo sigam habitando assiduamente o onze titular, até porque a primeira linha, com Jorge na lateral, não é tão defensiva. Acredito que a equipe, nesse formato, ganhará muito em qualidade de passe e controle de jogo, mas seguirá tendo problemas na eficiência das finalizações, defeito recorrente em 2016.

    Mauricio Neves, blog Cultura RN

     

    A primeira questão me parece vocacional. Com Diego e Conca o time nasce dotado de uma inequívoca vocação ofensiva. Com duas opções para cada lateral, eu iria de 3-5-2. A questão definitiva é cobertura. Jogaria com Réver-Juan e Vaz flutuando. Rômulo de cão de guarda e com bons reservas. Ressalva: jamais colocaria Conca nas extremidades, o time deve ser formado a partir da benção de dois meias pensantes. Não há porque se reduzir este benefício exilando um dos dois. Conca e Diego chamando os laterais e municiando os dois atacantes, com espaço para eles próprios chegarem à zona de tiro, e tudo isso resguardado por três zagueiros. O resto não precisa desenhar

    Agradecemos aos nossos blogueiros e ao apoiador Antônio Sérgio pelas contribuições.

     
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  • Pra que serve o patrocínio?

    Patrocínios a clubes de futebol costumam girar na casa dos milhões de reais.

    A principal motivação para aceitar um patrocinador costuma ser o dinheiro para investir no time.

    Mas e o que o patrocinador ganha com isso?

    Certamente a primeira coisa que a maioria vai pensar na exposição da marca na camisa do time.

    Mas quem no Brasil não conhece a Caixa? Mesmo assim, ela patrocina vários times.

    Eles precisam transformar o investimento em dinheiro. E só estampar a marca nas propriedades do clube não é o bastante para faturar junto à torcida.

    Quando estudei Teorias Clássicas da Comunicação, na faculdade, eu não dava muito valor à matéria. Achava chata e pouco relevante. Mas uma coisa ficou na minha cabeça. Cada vez é mais difícil convencer alguém a comprar o seu produto.

    Lá no início do século 20, se considerava que todo mundo era manipulável e era só anunciar para convencer as pessoas. Consideravam os indivíduos “indefesos e passivos diante da comunicação. As pessoas são altamente influenciadas.“. Se alguém se interessar, dá uma lida em Teoria Hipodérmica.

    E na época, eles era por aí mesmo. Pela falta de informações e como nunca tinham sido expostos a meios de comunicação de massa, era fácil convencer o seu cliente que seu produto era bom só repetindo isso várias vezes.

    Ou seja, para a Caixa bastaria colocar a marca nas camisas de vários times que o problema estaria resolvido.

    Mas hoje isso não é o bastante. É necessário ativar o patrocínio. Não adianta ser patrocinador, tem que participar.

    Se você comprar todos os intervalos da novela das 9h, pra dizer que a Caixa é o melhor banco do país, não vai fazer ninguém mudar pro banco. Também não é só lançar bonequinhos dos clubes que eles vão abrir mais poupanças lá, mas existe um mix de ações que é necessário para convencer alguém hoje. Estreitar a relação com a torcida do time que patrocina pode ajudar até na simpatia pela marca. Mesmo que você não mude de banco, certamente vai ter uma imagem melhor da Caixa. E isso também tem sua importância.

    A Caixa até faz isso, mas por patrocinar tantos times acaba fazendo comunicações mais amplas, em ações com vários times diferentes.

    Perguntei no Twitter quais eram as ações da Caixa, com o Flamengo, que a torcida lembrava.

    Os poupançudos foram muito lembrados.

    Também foi citada a campanha das camisas, durante a Copa.

    Mas ninguém nem lembrou da #CamisaDosSonhos.

    Claro que a exposição da marca no peito dos jogadores ainda é um grande diferencial para que o banco pague R$ 30mi por ano (valor da provável renovação em 2017).

    Outros patrocinadores precisam ser mais criativos.

    A AMBEV, por exemplo, tem histórico de ajudar na estrutura do clube. O que vem de uma limitação, de empresa de bebidas não poder patrocinar evento esportivo, acabou sendo uma maneira de se aproximar do torcedor de futebol, mesmo sem poder estampar a camisa. Na minha cabeça, a Brahma ainda é a cerveja mais ligada ao futebol. (Se você lembrou da Heineken tá assistindo futebol europeu demais #paz)

    Lembram da Peugeot, depois da Copa do Brasil?

    E quando o motoboy do iFood entregou uma pizza pro Éverton?

    Futebol é emoção. O posicionamento da Caixa é mais global, quase como o patrocinador de todo o futebol brasileiro. Pro público mais fanático talvez não funcione tão bem como essas ações mais focadas. Mas é uma questão de posicionamento da Caixa.

    Eles até poderiam aproveitar rivalidades para fazer ações focadas em menos times. Por exemplo abordar Flamengo, Vasco, Fluminense e Botafogo juntos. Já que patrocinam todo mundo, podem aproveitar para fazer algo que só eles têm a oportunidade.

    Patrocinador que só divulga a marca perde uma chance enorme de fazer o investimento valer ainda mais.

    Luiz Filipe Carneiro Machado
    Twitter: @luizfilipecm

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  • Dois novos ex-sub-20 se apresentam a Zé Ricardo no dia 11

    Enquanto o discurso generalizado dentro do Flamengo é de dar mais oportunidades aos jovens formados no clube, o técnico Zé Ricardo começará a temporada com mais dois jogadores oriundos da base no elenco – e caberá a ele decidir se pretende aproveitá-los ou se eles serão emprestados a outros clubes.

    O meia Gabriel Ramos, por quem o Flamengo pagou luvas de R$ 500 mil para contratá-lo do Bahia no início de 2016, em contrato que acabou vindo a público por ter que ser registrado na Federação Baiana, é um dos jogadores que estarão à disposição de Zé Ricardo. Ele tem contrato até o fim do ano, automaticamente renovável por mais três anos.

    O outro é o atacante Daniel dos Anjos, que chegou do Figueirense em março e foi um dos artilheiros da base em 2016, com 13 gols. Ele tem contrato até o fim de 2018.

    Além dos dois, o meia-atacante Matheus Sávio, que está servindo a Seleção sub-20 no Sul-Americano ao lado de Lucas Paquetá e Felipe Vizeu, deve ser definitivamente incorporado ao elenco profissional no retorno, apesar de ainda ter idade para disputar mais uma temporada pelo sub-20.

    Outros jogadores que estouraram a idade deixaram o clube: o lateral-esquerdo Arthur Bonaldo, campeão da Copinha, o zagueiro Igor Candiota, que estava emprestado pelo Joinville, e o atacante Fabrício, que veio da Portuguesa-RJ.

     

    Daniel dos Anjos, Igor Candiota, Bonaldo, Gabriel Ramos e Fabrício

     

    Meta de 40% do elenco

    O técnico Zé Ricardo disse ontem à Rádio Globo que pretende reduzir o elenco, dos 34 atletas desta temporada para 30 no ano que vem, e ter de 40% a 45% do elenco compostos pela base – o que significaria algo em torno de 12 a 13 jogadores. Na temporada passada, além de Juan e Paulo Victor, de outras gerações e que não costumam ser considerados nessa conta, havia dez jogadores da base no elenco: os goleiros Thiago e João Lopes, o lateral-direito Thiago Ennes, o zagueiro Léo Duarte, o lateral-esquerdo Jorge, o volante Ronaldo, os meias Lucas Paquetá e Adryan e os atacantes Tiago Santos e Felipe Vizeu.

    – Na verdade temos esse número (30) como padrão pra gente, sendo que desses 30 a gente tenha um número considerável de 40% a 45% de atletas formados no clube. A gente tá caminhando para que isso ocorra, até porque a gente tem consciência que temos meninos lá no nosso grupo com potencial muito grande. A maioria deles passou um ano de maturação na categoria profissional e provavelmente essas opções agora vão acontecer.

    A possibilidade de usar jovens jogadores no Carioca cresceu com a mudança no regulamento do Campeonato Carioca, que passou a permitir a inscrição de até dez jogadores de 20 anos ou menores no campeonato, e a utilização de até cinco deles por partida.

     

     


  • Mancuello quer ficar no Flamengo e justificar investimento

    O meia argentino Federico Mancuello não tem nenhuma intenção de deixar o Flamengo e, após uma primeira temporada vista por ele como ano de adaptação, quer justificar o investimento feito nele pelo clube em 2017.

    O Mundo Bola conversou com pessoas próximas ao meia argentino, que garantiram que, ao contrário do que foi publicado, ele não falou com a imprensa mexicana que teria conhecimento do interesse do América do México pelo seu futebol e estaria aguardando uma proposta oficial chegar ao Flamengo. A notícia estaria relacionada a uma retaliação do América ao fato de uma sondagem do Flamengo ao América do México ter encarecido o valor do ponta Cecilio Domínguez, que estava em negociação adiantada com a equipe mexicana.

    Como ex-jogador e torcedor do Independiente, maior campeão da Libertadores, Mancuello tem o sonho de ganhar a competição e está ansioso pela oportunidade de disputá-la pelo Flamengo. A necessidade do técnico Zé Ricardo rever o esquema do time com a chegada de Darío Conca também é vista como possibilidade de maiores oportunidades para o jogador.

    Após o fim do Brasileiro, Mancuello viajou para a Argentina para passar o Natal, mas já voltou ao Rio. Totalmente adaptado à cidade, vem treinando forte três vezes por semana na praia da Barra.

    Uma pessoa ouvida pelo Mundo Bola descreveu que o jogador está com “sangue nos olhos” para 2017, ciente de que foi o maior investimento do Flamengo na temporada passada – o clube investiu US$ 3 milhões em 90% dos direitos econômicos dele, e a maior parcela ainda será paga este ano, o que vem dificultando a chegada de outras contratações.

     

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  • Encaixe de Conca é desafio e solução para Zé Ricardo

    A chegada de Darío Conca dá ao técnico Zé Ricardo a possibilidade de variar o esquema com dois pontas que ficou algo manjado pelos adversários na reta final do último Campeonato Brasileiro. Ao mesmo tempo, o técnico se preocupa em como alcançar equilíbrio defensivo passando a escalar dois meias – o argentino e Diego. Além disso, há um desafio adicional: Conca estará, na melhor das hipóteses, disponível em abril. Antes disso, o Flamengo já terá importantes jogos da Libertadores, além da Primeira Liga e do Carioca – que Zé Ricardo já declarou que pretende ganhar e que vai disputar com força máxima.

    O técnico falou sobre as possibilidades de encaixe do jogador e de mudança de esquema com o jornal “O Globo” e com a Rádio Globo. Ele admitiu que Conca não estava no planejamento inicial e foi uma oportunidade de mercado:

    – O planejamento começou a ocorrer em meados de outubro, pensando já na temporada e a gente colocou antes de sair de férias as necessidades que nós queríamos e algumas possibilidades que poderiam acontecer. O Flamengo, sempre muito centrado naquilo que queria, mas sempre muito atento ao mercado, porque uma situação que aconteceu como a do Conca às vezes foge até um pouquinho do que a gente esperava, porque a gente não esperava que o Conca se colocasse à disposição. Mas aconteceu e a gente acabaou tomando essa decisão de trazê-lo pra gente – afirmou.

    Zé Ricardo disse que tem obrigação de encontrar uma fórmula para os dois meias jogarem juntos:

    – A gente sabia que seria o principal questionamento da torcida. Não tem complicação, pelo contrário, Conca e Diego são jogadores para solucionar problemas. Eu sou partidário de a gente ajeitar o time de acordo com peças que a gente tem no plantel. Ele estando bem – estamos falando de abril, maio talvez – é a preocupação que eu tenho de ter, e eu tenho de resolver, para fazer os dois estarem em campo.

    Mas como seria essa fórmula? Uma possibilidade seria manter o esquema atual, com dois pontas, sacrificando um dos volantes.

    — Diego e Conca teriam funções defensivas a cumprir. Sem a bola, se o time se equilibrar com os dois pontas e um volante, pode funcionar. É meu trabalho ajustar. É perfeitamente possível os dois jogarem juntos – afirmou o técnico.

    Essa possibilidade, porém, deixaria de fora do time titular ou Willian Arão, um dos destaques do Flamengo na última temporada, ou o provável reforço Romulo, o que não faria muito sentido diante do esforço do Flamengo para contratar o volante do Spartak Moscou, que, ao contrário de Conca, deve estar disponível desde o início da temporada.

    – A princípio, ter só um homem (volante) por trás deles (Diego e Conca) pode não ser o ideal – admitiu o técnico.

    Afastada essa hipótese, Zé poderia abandonar um pilar do seu esquema em 2016: os dois pontas abertos, que ajudam tanto na defesa quanto no ataque. Isso explicaria inclusive uma eventual perda de opções no setor: Sheik e Fernandinho já saíram, e o clube negocia com o Internacional a saída de Marcelo Cirino. Até o momento, ninguém chegou para a posição, embora o Flamengo negocie com Marinho, do Vitória, e tenham sido especulados nomes como o de Vitinho, do CSKA, e Cecilio Domínguez, do Cerro Porteño.

    — A ideia tem que ser essa, talvez com a utilização de mais um jogador por trás dos dois. Seria situação totalmente antagônica à que a gente joga hoje, sem a utilização dos externos. Não é fácil, perde-se largura (ocupação dos lados do campo). Mas com sincronismo entre laterais e volantes de lado, pode-se equilibrar.

    O técnico admite testar nos primeiros meses do ano um esquema no qual Conca possa ser encaixado quando estrear, mas ressalva que isso não pode atrapalhar a missão de ganhar os jogos enquanto o argentino não estreia:

    – É uma opção também, a gente já vem pensando algumas formas de utilizar quando o Conca estiver disponível, mas a gente não pode se preocupar só com isso, a gente tem o Campeonato Carioca, a Primeira Liga e a gente não vai estar com a disponibilidade desse jogador. São algumas formas que a gente já está imaginando, discutindo com a comissão técnica e, principalmente, tem que colocar em campo pra ver se nos treinamentos as coisas continuam acontecendo sem que a equipe perca o equilíbrio. Em 2016 brigamos pela melhor defesa e chegamos a ser o segundo ou terceiro melhor ataque. Esse é o equilíbrio que todo treinador procura. Se a gente conseguir manter o equilíbrio com esses jogadores, a gente vai buscar o que tem de melhor

     
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  • Empresário diz que fará “de tudo” para Cirino ir para o Inter

    O empresário do atacante Marcelo Cirino, Pablo Miranda, afirmou que vai “fazer de tudo para viabilizar” a transferência do jogador para o Internacional, mas disse que o negócio é complicado pelas várias partes que têm que ser envolvidas: Flamengo, Atlético-PR e Doyen Sports.

    Doyen e Atlético-PR têm cada um 50% dos direitos econômicos de Cirino, e têm que concordar com a transferência. Já o Flamengo tem um acordo com a Doyen de pagar 3,5 milhões de euros, com juros anuais acumulados de 10%, caso Cirino não seja vendido por um valor superior até o fim do ano – o que dá um total de 4,7 milhões de euros ao fim de 2017. O clube, portanto, precisaria chegar a um acordo sobre a cláusula para aceitar ceder Cirino ao Inter.

    Uma possibilidade é que o zagueiro Réver, emprestado pelo Inter ao Flamengo até o meio do ano, seja envolvido na negociação. Flamengo e Réver desejam estender o vínculo. O empresário de Cirino admitiu que o negócio pode não estar definido até o dia 11, quando Flamengo e Inter se apresentam para a pré-temporada.

    – Não queremos só um ano, queremos algo de futuro. Vamos fazer de tudo para viabilizar este negócio, mas é complicado porque são muitas partes – afirmou o empresário à Rádio Bandeirantes.

    No fim do ano, o empresário já havia dito que a melhor coisa para a carreira de Cirino seria sair do Flamengo, pois a presença de más influências fora de campo teria atrapalhado a adaptação do jogador ao Rio de Janeiro.

    O Flamengo não se pronunciou oficialmente sobre a negociação.

     

     


  • Flamengo estreia hoje na Copa São Paulo Júnior 2017

    Começa hoje a 48ª edição da Copa São Paulo Júnior para o atual campeão da competição de base mais tradicional do país. Às 21h, no estádio Anacleto Campanella, em São Caetano do Sul o time enfrenta o Central-PE. O Mundo Bola vai acompanhar a partida em Tempo Real através de suas redes sociais.

    O Flamengo realizou ontem (03), no Ninho do Urubu, o último treinamento antes de viajar para São Paulo. Sob os olhares do presidente Eduardo Bandeira de Mello e do diretor Carlos Noval, o treinador Gilmar Popoca comandou um treino tático e de finalização. O meia Patrick marcou um belo gol olímpico mostrando  que está muito motivado para o torneio.

    Apesar de chegar como um dos candidatos ao título, o Mais Querido disputará a Copinha com uma equipe bastante modificada em relação a que conquistou o tricampeonato em 2016. Dos jogadores remanescentes, apenas o zagueiro Dener era titular. O goleiro Gabriel Batista, os laterais Michael e Kleber e os meias Patrick e João Pedro também participaram da última conquista rubro-negra no Pacaembu.

    Entre os mais novos estão o meia-acatante Vinicius Junior e o atacante Lincoln, ambos de 16 anos. Os jogadores são destaques nas categorias de base do Flamengo e da Seleção Brasileira. Vinicius Junior e Lincoln foram integrados ao time sub-20 no final da temporada passada quando disputaram a Copa RS.

    Palavras do técnico e do capitão

    — É uma equipe bem jovem. No ano passado, na última competição nós perdemos 50% da equipe. A gente confia muito, a gente não tem que ficar muito preocupado com a idade deles, lógico que a experiência conta bastante, mas a gente tem um grupo muito talentoso e eles já deram provas na Copa RS quando a equipe foi muito bem. O Flamengo nunca tinha passado de fase e chegou à semifinal. É uma expectativa muito grande, pelo talento que esses meninos têm e pela maneira que a gente conseguiu encaixar essa equipe – disse o treinador Gilmar Popoca depois do treinamento.

    O zagueiro Dener é um dos jogadores mais experientes do elenco e vai disputar a sua terceira Copinha pelo Flamengo. Ao Mundo Bola falou sobre a diferença da equipe que conquistou o tri para a que vai em busca do tetra.

    — Esse time na minha opinião é mais qualificado. O pessoal que subiu da categoria 99 veio realmente para somar e estamos fortes para conquistar o bi da Copinha.

    Dener ainda contou como foi para os jogadores o processo de reformulação da equipe.

    — No começo é complicado por causa da questão do entrosamento. Mesmo treinando todos os dias juntos acabamos sentido. Mas o professor Gilmar conseguiu ajustar o time novamente e conseguimos fazer uma boa Copa RS.

    O Flamengo conquistou a Copa SP em três oportunidades: 1990, 2011 e 2016.

    O adversário

    O adversário do Flamengo na estreia da Copinha é o Central-PE. A equipe de Caruaru desembarcou em São Caetano do Sul no dia 31 de dezembro, ou seja, passou o revéillon já concentrada para esse importantíssimo jogo. O Central fez uma boa campanha no último Campeonato Pernambucano Sub-20, terminando na terceira colocação.

    O técnico Erivelton acredita que o tempo de treinamento da equipe pode fazer a diferença para o Alvinegro. “Tivemos um período de treinamento muito bom e estamos confiantes que vamos fazer uma grande competição. Temos uma chave difícil e com ótimos times, mas podem ter certeza que vamos brigar pela classificação”, disse o treinador ao site do clube.

    Regulamento

    Na primeira fase os 120 clubes estão divididos em 30 grupos e jogarão entre si, dentro do grupo, em turno único, classificando-se os dois que obtiveram a maior pontuação em seus respectivos grupos. Passando de fase, o Fla enfrentará quem passar do grupo 24 (Goiás GO- Nacional SP- Cori Sabbá PI – Pérolas Negras- HAI). Excetuando-se a fase de grupos, os demais jogos serão eliminatórios, os que terminarem empatados serão decididos através de disputas de penalidades.

    A novidade para esta edição da Copa SP fica por conta das substituições. Cada técnico poderá fazer seis mudanças por jogo em sua sua equipe, mas em três paradas a fim de manter o ritmo do jogo.

    Ficha técnica

    Copa São Paulo de Futebol – 1ª fase

    Flamengo x Central-PE

    Data: 04 de janeiro de 2016

    Local: Estádio Municipal Anacleto Campanella- São Caetano do Sul- SP

    Horário: 21H (Brasília)

    Arbitragem: Thiago Luis Scarascati, Fabricio Porfirio de Moura e Leonardo Augusto Villa

    Transmissão

    SporTV e Espn Brasil transmitirão a estreia do Fla na Copinha para todo o Brasil.

    O @Mundo Bola_CRF fará o Tempo Real no Twitter.

     

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  • Outdoor e placar devem fechar espaço entre arquibancadas na Ilha

    O Conselho Deliberativo aprovou hoje, com um voto contrário e uma abstenção, o contrato com a Rohr Estruturas Tubulares para a montagem das arquibancadas provisórias que vão ampliar o Estádio Luso-Brasileiro, na Ilha do Governador, para 20,5 mil lugares – dentro da capacidade exigida para realizar jogos da Libertadores até as quartas de final.

    A Rohr tem entre seus projetos a montagem da arena de vôlei de praia na última Olimpíada. O projeto deve custar cerca de R$ 12 milhões – na semana passada, o Conselho de Administração aprovou a tomada de um empréstimo deste montante para pagar a obra, dentro do fluxo de caixa do clube.

    Segundo o vice-presidente de Administração, Rafael Strauch, a arquibancada Leste ficará a seis metros do campo, distância mínima permitida pelas normas da Fifa. Nos setores Norte e em parte do Sul, atrás dos gols, não haverá cadeiras. O que vai separar a torcida do campo é uma grade de cerca de um metro de altura.

    – O projeto talvez tenha um outdoor entre o setor Norte e Leste que melhora muito a acústica da torcida. O placar deve ficar entre o setor Leste e Sul, o que ajudaria na questão acústica, pois como ele é de metal, o som reverbera para dentro do campo. Se você deixa aberto ou bota lona, absorve o som. A gente vai botar para fechar acusticamente e também como um espaço para propaganda – afirmou ao Mundo Bola o vice de Administração Rafael Strauch.

    Contra a exaustão

    O Flamengo decidiu buscar o estádio da Ilha quando ficou claro que o Maracanã poderia mais uma vez ficar indisponível no começo da temporada e após a avaliação que, apesar do recorde de nove vitórias seguidas como mandante, o excesso de viagens acabou custando caro na reta final do Campeonato Brasileiro.

    – A gente teve um ano bastante conturbado, principalmente no que diz respeito à nossa logística. Podia parecer pra muitos uma desculpa, falar de tantas viagens, e por isso ficou meio proibido da gente falar, eu não queria usar isso para que não servisse de muleta principalmente pros atletas. Eu queria que os atletas entendessem que a gente estava fazendo de tudo e aquilo que a gente estava fazendo era suficiente para não deixar a peteca cair. Mas em determinado momento aconteceu. A conta veio e a gente acabou tendo um desgaste mais absoluto, a gente perdeu um pouco de gás no final. Nós também erramos, talvez a gente pudesse em alguns jogos fazer com que alguns atletas que estavam desgastados descansassem um pouco mais. Mas como fazer isso com a equipe crescendo e pontuando e correndo atrás de dois, três adversários? Se a gente fizesse duas, três substituições por jogo e não desse certo, ou viesse uma derrota, provavelmente a gente teria sido rotulado: tá querendo inventar – disse o técnico Zé Ricardo hoje à Rádio Globo.

    Com o projeto aprovado – falta ainda a liberação do Corpo de Bombeiros e da PM -, a diretoria do Flamengo já decidiu que realizará um número mínimo de jogos na Ilha na temporada mesmo que tenha o Maracanã. Essa informação está sendo repassada, inclusive, nas negociações em busca de uma empresa que queira comprar o naming rights do estádio.

    O Flamengo pagará R$ 7 milhões à Portuguesa pelo aluguel do estádio por três anos, prorrogáveis por mais três. Além disso, dois jogadores devem ser emprestados ao time para a disputa do Campeonato Carioca.

    Outras aprovações

    O CoDe também aprovou, por unanimidade, a renovação do contrato de patrocínio com o curso de línguas Yes, que investirá R$ 6 milhões para estampar sua marca na parte inferior das costas até o fim do ano, e a aplicação da marca da Orthopride, que ocupará o mesmo espaço na camisa da base, a partir de amanhã, na estreia da Copinha.

  • Desempenho em 2017 vai decidir se Márcio Araújo continua no time, diz Zé Ricardo

    Muito criticado por parte da torcida por insistir na escalação de Márcio Araújo, o técnico Zé Ricardo voltou a defender a escolha do volante em detrimento do colombiano Gustavo Cuéllar na última temporada, mas afirmou que será o desempenho dos jogadores em 2017 que definirá quem serão os titulares este ano. Existe uma expectativa pela confirmação nos próximos dias da contratação do volante Rômulo, do Spartak Moscou, que chegaria forte na disputa por uma vaga de titular.

    – O Márcio é um atleta que por onde passou, não só no Flamengo, como no Atlético e Palmeiras, sempre mostrou um grau de eficiência muito grande, da maneira como a gente foi pensando a equipe, no treinamento, ele foi aquele que foi dando o maior retorno pra gente. Todos os outros são grandes atletas, o Cuéllar é um excelente atleta também, com participação na seleção nacional colombiana e que tem o seu valor, sem dúvida alguma, mas o treinamento é que me dá o handicap para colocar a equipe em campo, e o Márcio veio aproveitando as oportunidades dele, a equipe que não passava um momento bom até o meio do ano acabou conseguindo uma certa confiança com ele e a gente acabou dando mais condição para que ele jogasse. Mas isso não quer dizer que no próximo ano isso vá acontecer. Eu acho que o que deu sucesso no ano passado não dá certeza para a gente que as coisas vão acontecer da mesma maneira. E a gente tá em constante evolução. Lógico que partindo de alguma coisa de 2016, mas quem estiver melhor em 2017 vai ser o atleta que terá condições maiores em 2017. A gente espera que todo mundo entre com o espírito de competitividade muito alto, porque nós vamos precisar disso – disse Zé Ricardo à Rádio Globo.

    Foi uma mudança de tom em relação a uma entrevista concedida ao Esporte Interativo no fim do ano passado, quando o técnico se disse “muito feliz” com a renovação de Márcio Araújo e disse que esperava que o jogador fosse “ainda mais importante” para o time em 2017.