Autor: diogo.almeida1979

  • Zé sobre Berrío: “É questão de tempo para que ele melhore cada vez mais”

    Após a partida contra o San Lorenzo, Zé Ricardo foi questionado se não é hora de promover a entrada do colombiano Orlando Berrío no time titular. A substituição de Mancuello, que saiu contundido, por Berrío, ainda no fim do primeiro tempo, ajudou a abrir o jogo para o Flamengo e a construir a goleada por 4 a 0 na segunda etapa após um primeiro tempo de poucas oportunidades:

    – No nosso elenco praticamente todos os atletas têm a condição de vestir a camisa titular do Flamengo. O Berrío com certeza foi uma aquisição muito produtiva, muito valiosa pro clube. A gente tinha uma estratégia de utilizá-lo no decorrer do jogo em virtude do espaço que poderia ser utilizado nas costas do lateral-esquerdo. Acabamos antecipando a entrada dele, a estratégia acabou sendo antecipada em virtude da contusão do Mancuello. E ele tem tudo para ser útil na temporada. A questão de ser titular ou não vai muito de jogo pra jogo, a gente espera que ele cada vez mais se sinta à vontade no grupo. Ele está fazendo um esforço muito grande para se sentir cada vez mais familiarizado com o clube, com a língua também, totalmente adaptado ao nosso grupo já. Agora é uma questão de tempo para que ele melhore cada vez mais o rendimento dele.

    Berrío foi um dos grandes destaques da campanha do título do Atlético Nacional na Libertadores passada, inclusive marcando gols decisivos. No Flamengo, ele até agora só balançou as redes contra o Grêmio, pela Primeira Liga, logo na sua estreia.

  • “Com a festa que a torcida fez, não tinha como não jogarmos no nosso limite máximo”

    O técnico Zé Ricardo disse que a grande festa que a torcida do Flamengo fez na partida contra o San Lorenzo foi um grande motivador para que a equipe conseguisse a goleada por 4×0 contra a equipe argentina, mais até do que o fato de o rival estar realizando sua primeira partida oficial na temporada por conta da greve que atrasou o reinício do Campeonato Argentino:

    – Difícil mensurar até que ponto isso interferiu no rendimento da equipe deles. O que eu posso falar é que nossa equipe conseguiu fazer uma partida organizada, principalmente no segundo tempo. Primeiro tempo a equipe do San Lorenzo veio com uma proposta de marcação mais baixa esperando nosso erro e a gente cuidou de não dar essa oportunidade para eles. A partir do segundo tempo, quando nós fizemos o primeiro gol do Diego, eles tiveram que abrir um pouquinho mais e a gente conseguiu com os espaços que eles deixaram ampliar o placar. Tá todo mundo de parabéns, foi uma partida inesquecível, também para nós. A festa que a torcida fez, o mosaico maravilhoso que eles colocaram ali, não tinha como a gente não fazer uma partida no nosso limite máximo. Foi isso que a gente fez e tá todo mundo de parabéns.

    O treinador disse que não precisou conversar com o time sobre os muitos erros de defesa no empate em 3×3 com o Fluminense que acabou custando o título da Taça Guanabara com a derrota nos pênaltis.

    – Eu não tive nenhum papo especial com a equipe quando acabou o jogo com o Fluminense, nem nos treinos que tivemos depois, porque com o grupo inteligente e experiente que nós temosm com certeza foram eles que se cobraram mais após a partida. Eu deixei bem claro que dificilmente repetiríamos o primeiro tempo que fizemos contra o Fluminense, porque é uma equipe que é marcada pela concentração e a organização no jogo, e isso a gente se cobra bastante. Não falei nada com o Vaz, nem com o Réver, porque não vi necessidade alguma de fazer isso

  • Fla estreia na Libertadores com maior vitória dos últimos 24 anos

    Há 24 anos e 49 jogos, o Flamengo não vencia com uma margem de gols tão folgada na Libertadores.

    Desde a goleada por 8×2 contra o Minerven, da Venezuela, o máximo que o Flamengo havia conseguido eram vitórias por 3 gols de diferença em três ocasiões diferentes:

    • 4×1 contra o Once Caldas (Colômbia) em 2002, 
    • 3×0 contra o Cienciano (Peru) em 2008 
    • 3×0 contra o Lanús (Argentina) em 2012.

    Os 4×0 contra o San Lorenzo foram também a maior vitória do Flamengo numa estreia da Libertadores, superando os 4×1 contra o Santos em 1984.

    No cômputo geral, foi a quinta maior vitória do Flamengo na história da Libertadores, empatada com o triunfo contra o Nacional, do Uruguai, em 1991.

    Além da goleada contra o Minerven em 1993, a maior do Flamengo na Libertadores, superam a vitória desta quarta-feira: os 7×1 contra o Blooming (Bolívia), em 1983; e os 5×0 contra o Santos, em 1984, e contra o Deportivo Táchira (Venezuela), em 1991.

    Foi também simplesmente a maior derrota do San Lorenzo na história da Libertadores, em 15 participações, igualando o resultado imposto pelo Newell’s Old Boys em 1992.

     


     


  • Réver: “Não podemos entrar na euforia que o torcedor saiu daqui”

    Capitão da equipe, o zagueiro Réver comandou o sistema defensivo do Flamengo numa satisfação à torcida depois das muitas falhas no empate em 3×3 com o Fluminense, no domingo. Contra o San Lorenzo, a defesa deu poucos sustos e garantiu o zero no placar, e o lateral-esquerdo Trauco e o volante Rômulo, muito criticados no domingo, ainda apareceram na frente para fazer dois dos quatro gols da vitória. Réver alertou, porém, que não é hora de euforia:

    – Nós não podemos entrar na euforia que o torcedor acabou saindo daqui. O torcedor está no seu direito de sair da partida feliz e comemorar bastante, até porque tinha muito tempo que o torcedor não via uma estreia como a de hoje. Nós temos que frisar que no primeiro tempo nós sofremos um pouquinho, acabamos não conseguindo criar muita coisa. E o segundo tempo foi diferente. Então nós temos que manter os pés no chão, não conquistamos nada, foi só a primeira partida, tem muita coisa para acontecer. Mas se nós conseguirmos manter esse ritmo que nós tivemos aqui hoje, nós temos boa coisa pela frente.

    Ele afirmou que a diferença das duas partidas foi que desta vez o Flamengo soube conter os contra-ataques do San Lorenzo, o que não aconteceu no domingo:

    – São jogos diferentes. No jogo de domingo nós sabíamos que o Fluminense ia explorar o contra-ataque, aqui hoje da mesma maneira. E hoje tivemos alguns contra-ataques quando estávamos atacando com bola parada. No jogo de domingo nós tomamos dois gols desta maneira e isso acabou dificultando o trabalho. Então quando você é alertado de alguma situação durante a partida e acaba vendo as coisas de que você é alertado acontecerem, acaba ficando um pouquinho difícil. Mas faz parte do passado o jogo do Fluminense, o jogo de hoje, a partir de amanhã é já pensar no jogo da Taça Rio (sábado contra a Portuguesa) para que nós possamos dar sequência ao nosso trabalho.

  • Diego: “É um dos melhores momentos da minha vida”

    Eleito o melhor em campo na goleada contra o San Lorenzo, o meia Diego falou na entrevista coletiva após a partida sobre o momento especial que vive no Flamengo. O gol de falta que abriu o placar foi o 11º de sua ainda curta passagem pela Gávea, coroada na semana passada com a volta à seleção em jogos oficiais após nove anos.

    – Sem dúvida nenhuma é um dos melhores momentos da minha vida como profissional e como pessoa. O desafio de um jogador de futebol é se manter motivado, se reinventando, se superando a cada dia, e com 32 anos, graças a Deus e graças ao Flamengo eu tenho conseguido isso. Encontrei uma equipe muito bem estruturada, muito bem comandada, que tem facilitado todo o meu trabalho. E o trabalho coletivo bem feito acaba gerando esse brilho individual também. Então eu tô aqui sim para ocupar uma posição importante na equipe, mas sou completamente dependente deles, e a equipe tem me ajudado. Então eu classifico esse momento como, é difícil dizer o melhor, mas um dos melhores, sem dúvida. E retornar à seleção brasileira significa muito para mim. Muito mais do que estar entre os melhores, na seleção mais concorrida do mundo. Significa isso que eu falei. Estou com 32 anos, comecei minha carreira profissional com 16, e retornar ao meu país, a um clube extraordinário como o Flamengo, e viver tudo isso, é um privilégio e eu tenho trabalhado para cada vez prolongar mais essa fase maravilhosa.

    Diego sofreu apenas uma derrota desde que estreou, em julho, contra o Internacional, em outubro. Esta foi também a última derrota do Flamengo em jogos oficiais.

  • Fla tem segundo maior público em primeiro jogo em casa na Libertadores

    O Flamengo anunciou que os ingressos para a partida contra o San Lorenzo, hoje à noite, estão esgotados. Serão mais de 52 mil pagantes no Maracanã, sem contar os torcedores do San Lorenzo. Com isso, o Flamengo garante o segundo maior público na sua história na primeira partida em casa na Libertadores. Só em 1982, quando o Flamengo, então campeão, estreou já na fase semifinal (num triangular contra Peñarol e River Plate), o público do primeiro jogo em casa foi superior: 67.391 torcedores pagaram ingresso para ver a partida contra o River.

    Em todas as outras edições, o público da primeira partida do Flamengo em casa foi bem inferior ao de hoje: o mais alto foi em 1984, contra o Santos, quando 37.682 pessoas foram ao Maracanã. Daquela vez, como hoje, o jogo marcava a estreia rubro-negra na competição. Só em 1991 e 2010, o time também fez a estreia em casa — em 1991, o jogo aconteceu em Cuiabá e o público não foi divulgado, mas a capacidade do estádio José Fragelli era inferior aos 52 mil ingressos já vendidos hoje.

    A cifra de hoje é sinal de que a torcida está dando uma importância inédita para a estreia da Libertadores.

    Veja o ranking de público nas primeiras partidas do Flamengo em casa em todas as participações na Libertadores até hoje:

    ATUALIZAÇÃO: O público final da partida de ontem foi de 60.089 presentes, confirmando o segundo lugar na lista.

  • Medidas que poderão significar a glória ou o desastre

    Enfim, chega a hora da verdade.

    O momento receado por todos, embora coalhado de avisos, advertências e análises “científicas”, que, de alguma forma, preconizavam a situação com a qual o Flamengo agora terá de conviver. E, mais que isso, lidar com a perspectiva de tomar decisões cruciais. Medidas que poderão significar a glória ou o desastre. O Éden ou o limbo.

    Até aqui, a temporada tem sido dura, mas o rubro-negro vem sendo relativamente bem-sucedido. Conquistou a Taça Guanabara com uma campanha convincente, depois enfrentou dificuldades com a inesperada e intempestiva demissão de Dino Sani, e sua equipe precisou de alguns jogos para se adaptar à filosofia do novo treinador, o ex-jogador Carpegiani, novato na função. Em paralelo, atravessou com sucesso a duríssima, nervosa e catimbada Primeira Fase da Libertadores, vencendo um encarniçado duelo contra o Atlético-MG, cuja equipe foi (novamente) traída pelos nervos no duelo decisivo final. Mas o desgaste na competição continental cobrou seu preço. O time, cansado, não foi bem no Segundo Turno e, embora já tenha mostrado alguns lampejos do que poderia ser capaz (nas contundentes vitórias por 3-1 sobre o América e o baile no Bangu de Castor, 4-0 em plena Moça Bonita), perdeu vários pontos importantes e sofreu nos clássicos (arrancou empates em 1-1 com Vasco e Fluminense, sendo superado pelos adversários nos dois jogos), até sair da disputa após uma derrota (1-2) para o Botafogo, numa noite gelada de sábado, resultado que deu o título do turno para o Vasco.

    Agora, o Flamengo se vê às voltas com a disputa das Semifinais da Libertadores (onde irá enfrentar o perigoso Deportivo Cali-COL e o modesto Jorge Wilstermann-BOL na altitude de Cochabamba) e com o Terceiro Turno do Estadual. Os jogos irão se encavalar inapelavelmente. É o momento de definir qual competição priorizar.

    A diretoria se divide. Uma corrente, liderada pelo presidente, defende que o Flamengo deveria disputar o Terceiro Turno com uma equipe mista, priorizando a Libertadores, que dará prestígio internacional, valorizando a marca. No entanto, outra ala entende que o rubro-negro possui elenco suficiente para enfrentar simultaneamente os dois campeonatos, e abrir mão de um deles tiraria a competitividade dos jogadores, além de dar margem ao risco real da realização de jogos vazios e deficitários.

    A perspectiva de prejuízos assombra o Flamengo, que tem realizado esforços descomunais para manter seu elenco (a renovação de Zico, por exemplo, arrastou-se por meses, até se celebrar um contrato milionário, quase fora dos padrões brasileiros). O clube não vive um momento propriamente tranquilo. Estudos da diretoria estimam que o Flamengo somente fechará a temporada com lucro se chegar às Finais da Libertadores e do Estadual, e ainda assim precisa que todos os clássicos apresentem gordas rendas, algo impensável caso o time vá a campo com reservas.

    No entanto, confronta-se a análise financeira com a questão física. O plantel apresenta visíveis sinais de desgaste. Nunes está às voltas com uma suspeita (depois não confirmada) de torção no joelho. Andrade tem sentido cansaço muscular. Leandro anda terminando as partidas com dores no joelho. Baroninho se queixa de um problema na virilha. O ponta-direita Chiquinho também está lesionado. Ademais, dois jogadores estão fora da temporada, o lateral Carlos Alberto (lesão nos ligamentos do joelho) e o volante Vítor (distensão na virilha). Para complicar, os principais jogadores (Zico, Júnior e Leandro) são figuras certas nos amistosos da Seleção de Telê, em franca preparação para a Copa do Mundo.

    A discussão acerca de escalar ou não uma equipe mista chega à comissão técnica e aos jogadores. Zico e Raul são favoráveis à priorização da Libertadores, entendendo que é uma conquista inédita, ao contrário do Estadual, “que a gente ganha toda hora”. Mas o Supervisor Domingos Bosco prefere a escalação dos titulares, “para manter a torcida mobilizada”. E Carpegiani também repele a ideia da equipe mista, pois teme perder ritmo de jogo e competição. “Quem se desgastar mais a gente vai poupando”.

    No início ainda é possível conciliar, mesmo com esforço, as duas competições. O Flamengo arranca uma vitória importantíssima na “Batalha de Cali”, ao derrotar o Deportivo Cali por 1-0 (gol de Nunes) num caldeirão lotado, feito comemorado com festa e champanhe no voo de volta ao Rio. No Turno, as partidas iniciais, contra adversários fracos, são vencidas com tranquilidade por titulares em ritmo de treino (4-0 Olaria, 3-0 Madureira). Mas os problemas físicos vão crescendo. Contra o Madureira, por exemplo, Carpegiani não tem volantes para colocar em campo e acaba improvisando Tita na função. “Em algum momento, vão estourar”, as vozes vão ganhando corpo.

    Em outra partida complicada, o Flamengo enfrenta os 2.600 m de altitude de Cochabamba e o espevitado adversário. Desafia a escrita (o adversário, em 13 partidas em casa, venceu 11), arranca um suado 2-1 e praticamente encaminha a vaga para a Final. O destaque nessa partida é o meia Lico, que estava encostado mas, com as várias lesões do elenco, ganha uma vaguinha no banco, entra no meio da partida e, com ótima atuação, participa do lance que dá origem ao gol da vitória flamenga.

    Cinco dias após enfrentar os bolivianos, o Flamengo está novamente em campo, agora para o jogo contra o Bangu, no Maracanã. O time, visivelmente esgotado, arrasta-se em campo, é controlado pelo adversário e, não fosse o excesso de respeito dos de Moça Bonita, teria saído de campo derrotado. O chocho 0-0 é crivado de vaias ao apito final.

    A péssima atuação contra os banguenses logo tem consequências. A diretoria se reúne com a comissão técnica e, após várias argumentações, contrarrazões e ponderações, resolve-se. O time titular do Flamengo está fora do Terceiro Turno do Estadual. O rubro-negro irá para os jogos com uma equipe mista. Apenas Zico será escalado, para garantir bom público e arrecadações. O restante do elenco titular será preservado para a Libertadores.

    Assim, o Flamengo sacramenta de vez a vaga para a Final da competição continental ao derrotar, sem dificuldades, o Deportivo Cali no Maracanã (3-0), em ritmo lento, quase desinteressado, que chega a provocar vaias do público de 28 mil pagantes. Mal parece que aquela partida, em clima quase de amistoso, define a presença do rubro-negro na mais importante, até aqui, decisão de sua história.

    Menos de 48 horas após derrotar os colombianos, o Flamengo está em campo novamente, agora no escaldante Ítalo del Cima, contra o Campo Grande. Apenas quatro titulares estão escalados: Marinho, Andrade, Tita. E, naturalmente, Zico.

    A atuação do “mistão” é desastrosa. O time é inteiramente dominado pelo Campusca, sofre um gol, bola na trave e segue perdendo até os 30 da segunda etapa. Somente após a entrada de Lico o Flamengo reage. Lico está sem contrato e a diretoria não parece muito interessada na renovação. Mas o jogador aceita atuar sob seguro. Entra no final do jogo. Come a bola. Em pouco mais de quinze minutos, dá uma assistência e marca o gol da virada (2-1), já a quatro minutos do fim. Após o jogo, recebe um recado da diretoria: “precisamos conversar sobre aquele contrato…”;

    Assustado com a deprimente atuação da equipe mista, Carpegiani volta a questionar a iniciativa. Pede nova reunião com a diretoria. Argumenta, expõe a necessidade de manter os titulares em atividade. Os dirigentes, não muito satisfeitos com o que viram em Campo Grande, acedem às argumentações. E o Flamengo anuncia o fim do time misto.

    O Flamengo pensava em programar uma extravagante rodada dupla, com os reservas atuando na preliminar contra o Americano e os titulares no jogo principal, contra o Wilstermann, pela Libertadores. No entanto, com a decisão de abolir o “mistão”, a ideia é descartada e o jogo contra o Americano, adiado.

    Enquanto o Flamengo segue discutindo o que fazer com o elenco, uma bomba estoura na Federação. O presidente do Botafogo vai aos jornais “denunciar” um “complô” destinado exclusivamente a prejudicar o seu time. “O Botafogo está sendo perseguido acintosamente pelas arbitragens”. O efeito prático da presepada é a deflagração de uma greve dos árbitros cariocas, que não mais aceitam apitar os jogos do Estadual (serão substituídos por goianos e mineiros). A diretoria do Flamengo tenta aproveitar o factoide para paralisar o Estadual, dando assim tempo para o time descansar. Mas não logra êxito, até porque, interpelado judicialmente pelo Sindicato de Árbitros, o dirigente botafoguense, em juízo, nega as declarações, “não foi bem assim”, o que esfria o caso.

    Os dirigentes do Flamengo seguem agindo nos bastidores. Na outra chave das Semifinais, o Cobreloa-CHI impõe-se sobre os favoritos uruguaios Nacional e Peñarol e conquista a outra vaga para a Final da Libertadores. Os chilenos pretendem mandar seu jogo no apertado alçapão de Calama, onde há registros de intimidações, pedradas e invasões de campo. O Flamengo bate o pé e exige que os chilenos atuem em Santiago. “Se o jogo for em Calama, aqui vão jogar na Gávea”. Não é uma bravata ao todo vazia. A Gávea acaba de ser reformada e o clube avisa que pode colocar arquibancadas tubulares em tempo recorde, para suprir a capacidade mínima. Após muita polêmica, a CSF (Confederação Sul-Americana) confirma as finais para Maracanã e Nacional de Santiago, minimizando assim mais uma fonte de desgaste físico para a equipe.

    Enquanto isso, a roda segue girando. Sem Zico e Leandro (que atuaram na véspera pela Seleção), mas com Júnior (que também jogou, mas teve que entrar em campo por não haver reservas a serem escalados), o Flamengo derrota o Wilstermann por 4-1, finalizando as Semifinais com 100% de aproveitamento. A seguir, o time titular, já mais descansado, atropela o América (4-0) e arranca um penoso empate (1-1) contra o Serrano, no acanhado Atílio Marotti (de lembranças sombrias).

    Agora, a porca irá apertar de vez. É novembro. A tabela marca: Botafogo (dia 08), Americano (10), Final com o Cobreloa (13), Fla-Flu (15), Final com o Cobreloa (20). Cinco jogos em 12 dias, sendo dois clássicos e duas finais de Libertadores. Um “match schedule” quase desumano, praticamente intransponível para os mortais.

    O primeiro embate vai começar. Flamengo x Botafogo.

    Que a história seja escrita.
    Adriano Melo escreve seus Alfarrábios todas as quartas-feiras aqui no Mundo Bola e também no Buteco do Flamengo.
    Siga-o no Twitter: @Adrianomelo72

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  • Duas escalações: banco da Libertadores só permite sete jogadores

    Sem problemas de contusão, o mais provável é que o técnico Zé Ricardo mantenha hoje o time titular que vem escalando nesta temporada e que o rubro-negro já começa a saber recitar de cor, mesmo com as preocupações defensivas trazidas pelos três gols sofridos no primeiro tempo do clássico contra o Fluminense. Muralha; Pará, Réver, Rafael Vaz e Trauco; Rômulo, Willian Arão, Diego, Mancuello e Éverton; Guerrero. Esses devem ser os 11 atletas a começar a partida.

    Mas Zé Ricardo também terá que fazer uma segunda “escalação”. Na Libertadores, assim como no Carioca e diferentemente do Brasileiro, apenas sete atletas podem ficar no banco de reservas. Isso limita as opções para pensar as substituições de acordo com a partida e faz que a montagem do banco seja um quebra-cabeça delicado.

    Dos atletas que já atuaram nesta temporada, apenas Leandro Damião, que ainda se recupera de lesão no tornozelo, não está disponível. Além dele, Ederson e Conca, que se recuperam de graves lesões, ainda não têm condições de jogo. Já Marcelo Cirino não treina com o grupo há bastante tempo porque tinha sido liberado para o nascimento da filha e para acertar a transferência para o Internacional. Como o negócio não aconteceu, ele se reapresenta hoje, mas não deve ser relacionado nesta partida.

    Isso reduz as opções de Zé Ricardo a 15 jogadores para ocupar as sete vagas do banco. No domingo, contra o Fluminense, os escolhidos foram Thiago, Rodinei, Juan, Márcio Araújo, Gabriel, Berrío e Felipe Vizeu. Os quatro últimos muito dificilmente ficarão de fora. No gol, neste momento, Thiago ainda parece ter a preferência sobre César, cujo retorno de empréstimo da Ferroviária foi pedido pelo técnico Zé Ricardo. Já Rodinei e Juan concorrem com Renê e Donatti. A presença de Cuéllar é improvável. Já a de outros jogadores formados na base que compõem o elenco, além de Thiago e Vizeu, está praticamente descartada.

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  • Garotos do Ninho brilham na frente, mas defesa cede empate

    O Brasil fazia seu melhor jogo no Sul-Americano sub-17 e vencia o Paraguai com facilidade, sem ser ameaçado. Em dois minutos, porém, a defesa falhou duas vezes e permitiu o empate da seleção paraguaia na abertura do hexagonal final, atrapalhando as pretensões brasileiras de buscar o título da competição disputada no Chile.

    Foi o segundo empate com o Paraguai. Na primeira fase, as seleções já haviam empatado em 1×1.

    No ataque, os Garotos do Ninho fizeram sua parte. O primeiro gol foi 100% rubro-negro. Wesley arrancou com a bola, caiu, se levantou e tocou para Vinicius Júnior, que cruzou na cabeça de Lincoln.

    O segundo gol também foi de Lincoln. Ele tocou para Paulinho, que foi derrubado e sofreu pênalti. O próprio Lincoln converteu. Foi o terceiro gol do centroavante na competição, ultrapassando Vinícius Júnior e se isolando como artilheiro do Brasil.

    Além da assistência, Vinícius Júnior exibiu seu vasto repertório de dribles. No mesmo lance, deu três chapéus. Depois, aplicou um elástico.

    O Brasil teve chances de ampliar, mas não aproveitou. E em três minutos, tomou o empate. Aos 34, Sánchez, que já havia marcado no empate da primeira fase, descontou. Dois minutos depois, o zagueiro Fernández empatou em lance de bola parada. O Brasil ainda tentou buscar a vitória, mas não teve forças.

    Com isso, o Brasil larga atrás do Chile, que venceu a Venezuela, e da Colômbia, que derrotou o Equador. Na sexta-feira, o Brasil enfrenta os venezuelanos. Na primeira fase, vitória brasileira por 1×0 num jogo muito duro. Agora, repetir o resultado será fundamental para continuar pensando no título.

     
     
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  • Com gol de emprestado pelo Fla, Chape consegue vitória histórica na Libertadores

    Emprestado e com os salários pagos pelo Flamengo, o volante Luiz Antônio marcou o segundo gol da vitória da Chapecoense, fora de casa, em sua estreia na Libertadores. Reinaldo abriu o placar para o time brasileiro, e o veteraníssimo Arango descontou para o venezuelano Zulia.

    Foi o primeiro jogo do time catarinense na Libertadores na história, competição para a qual se classificou em trágicas circunstâncias – com o acidente aéreo que matou 71 pessoas, incluindo 16 jogadores, quando o time viajava para a final da Copa Sul-Americana contra o Atlético Nacional. Como o time colombiano abriu mão de disputar a final em solidariedade aos brasileiros, a Conmebol decretou a Chape campeã da Sul-Americana, carimbando a vaga na Libertadores.

    Após perder praticamente seu time todo, além da comissão técnica, a Chape teve que montar um novo time às pressas, contando com a boa vontade de outros times brasileiros, inclusive o Flamengo, que colocou uma lista de jogadores à disposição. A Chape escolheu Luiz Antônio, que já tinha passado o ano passado emprestado a Sport e Bahia.

    O volante escolheu não renovar com o Flamengo e estará livre para continuar na Chape ou ir para outro clube ao fim do empréstimo de um ano. Esta é a segunda Libertadores de Luiz Antônio, revelado pelo Flamengo – a primeira foi em 2012. Em 2014, ele perdeu a oportunidade de disputar a competição ao tentar se desvincular do Flamengo na Justiça trabalhista. Após ter seu pedido negado diversas vezes pelos magistrados, acabou voltando para o clube, mas depois das inscrições na competição terem se encerrado. Como o Flamengo não se classificou para a segunda fase, ele não pôde ser incluído na lista.

     
     
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