Autor: diogo.almeida1979

  • Garotos do Ninho perdem invencibilidade na Gávea

    O domingo de “Clássico dos Milhões” não teve um bom início para o Flamengo. No primeiro duelo entre as equipes, os Garotos do Ninho foram superados pelo Vasco por 1 a 0, no Estádio da Gávea. Com o resultado, o time comandado por Gilmar Popoca perdeu os 100% de aproveitamento em casa, e deixou a zona de classificação das semifinais da Taça Guanabara Sub-20.

    Com as vitórias de Botafogo e Madureira na abertura da 11ª rodada, o Flamengo caiu para a terceira colocação do Grupo A.  Apenas as duas primeiras equipes de cada grupo avançam para as semifinais da Taça Guanabara ao término das 15 rodadas. O próximo compromisso dos Garotos do Ninho será na quarta (29), às 19h30, no Estádio da Cidadania, contra o Volta Redonda.

    O JOGO

    Diferentemente dos outros jogos quando conseguiu seis vitórias em casa, o Flamengo não fez uma boa apresentação na Gávea. No primeiro tempo as melhores chances do Rubro-Negro foram criadas pelo lado direito com o lateral Kleber. Em uma das poucas chegadas ao ataque o artilheiro Loran ficou de frente com o goleiro João Pedro, e sem marcação, chutou pra fora, aos 14 minutos. Já no final da etapa inicial o Vasco era quem dominava a partida obrigando o goleiro Gabriel Batista fazer duas boas defesas: a primeira na cabeçada de Robinho, e logo em seguida, num chute de fora da área de Mateus Vital.

    Na melhor oportunidade do Flamengo, Jean Lucas arriscou de fora da área, aos quatro minutos do segundo tempo. João Pedro teve que se esticar para evitar o gol rubro-negro. Apesar do maior volume de jogo, o Flamengo tinha pouca objetividade. Já o Vasco era perigoso nos contra-ataques, e assim chegou ao seu gol. Aos 10 minutos da etapa final, Dudu lançou Robinho no ataque, que por sua vez ganhou da marcação e rolou para Paulo Victor abrir o placar na Gávea. Vasco 1×0.

    Diante da desvantagem, o técnico Gilmar Popoca promoveu algumas mudanças na equipe. Loran e Gabriel Silva saíram para as entradas de Vinícius Souza e João Pedro, respectivamente. Ainda no intervalo Bill havia entrado no lugar de Patrick. As alterações não surtiram o efeito esperado pelo treinador. O Flamengo até tentou pressionar com bolas levantadas na área, mas não foi o suficiente para evitar a primeira derrota na Gávea.

    Flamengo: Gabriel Batista; Kleber, Bernardo, Rafael e Michael; Hugo Moura, Jean Lucas e Patrick (Bill); Gabriel Silva (João Pedro), Loran (Vinicius Souza) e Lucas Silva. Técnico: Gilmar Popoca.

    Vasco: João Pedro, Cayo Tenório (Rafael França), Mayck, Ricardo e Alan Cardoso; Andrey, Bruno Cosendey, Dudu (Vagner) e Mateus Vital (Luiz Henrique); Robinho e Paulo Vitor. Treinador: Marcus Alexandre.

    Foto: Paulo Fernandes/ Vasco da Gama

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  • Invictos na Gávea, Garotos do Ninho recebem o Vasco neste domingo

    Domingo é dia de Clássico dos Milhões! Se pela categoria profissional o jogo vai acontecer em Brasília, os cariocas terão a chance de acompanhar de perto o duelo válido pela 11ª rodada da Taça Guanabara Sub-20. Os juniores de Flamengo e Vasco se enfrentam pela primeira vez na temporada neste domingo, às 10 horas, na Gávea. O clássico terá transmissão da Rádio Frequência Máxima e Tempo Real do Mundo Bola. A entrada é franca!

    Embalado com três vitórias seguidas, o Flamengo o único time com 100% de aproveitamento em casa. No Estádio da Gávea, os Garotos do Ninho conquistaram 18 dos 22 pontos que possuem na tabela de classificação. Foram 6 vitórias conquistadas, 22 gols marcados e apenas 5 sofridos em território rubro-negro. Após a goleada por 4 a o sobre o Bangu na última quarta (22), o técnico Gilmar Popoca falou sobre o bom momento que sua equipe vive na competição.

    “Nossa equipe vem numa evolução constante dentro da competição. Nossos atletas entendem com maestria nossa filosofia e nosso conceito de jogo, e isso é primordial. Quando jogamos coletivamente, o individual sempre vai aparecer. Essa é a nossa prioridade”, disse Popoca ao site do clube.

    Na abertura da rodada, o Madureira venceu a Cabofriense por 3 a 1, fora de casa, e assumiu provisoriamente a liderança do Grupo A, com 23 pontos. Se vencer o clássico, o Flamengo volta à primeira colocação do grupo. Em caso de empate, o Rubro-Negro passa o Madureira, mas dependerá o resultado do Botafogo, que joga fora de casa contra o Bangu, para reassumir a ponta da tabela. Cabe ressaltar que apenas as duas melhores equipes de cada chave avançarão às semifinais da Taça Guanabara ao término das 15 rodadas.

    O Vasco vai para o seu terceiro clássico na temporada na esperança de conquistar a primeira vitória. Contra o Fluminense e o Botafogo, o time da Colina empatou em 1 a 1.  Com a derrota do Volta Redonda na abertura da rodada, o Cruzmaltino pode retornar à zona de classificação do Grupo B se vencer o Flamengo. Machucado, o artilheiro Hugo Borges segue de fora do time.

    O último encontro entre Flamengo e Vasco foi na decisão do Torneio Otávio Pinto Guimarães, em novembro de 2016. Com uma bela apresentação do meia Matheus Sávio, o Rubro-Negro derrotou o Vasco em São Januário, e conquistou pela nona vez o torneio. Ao todo, o Clássico dos Milhões foi disputado seis vezes na última temporada com: quatro vitórias do Fla, uma do Vasco e um empate.

    Resultados 

    Pela segunda rodada da Taça Guanabara das categorias Sub-15 e 17, o Flamengo superou a Portuguesa em ambos os duelos. Jogando no CT do Artsul, em Queimados, tanto o time infantil quanto o juvenil venceram a Lusa por 4 a 1, na manhã deste sábado (25).

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  • Flamengo/Marinha: compromisso em Araraquara nessa segunda-feira

    Nesta segunda-feira, dia 27, às 15h30, o Flamengo/Marinha enfrentará a Ferroviária-SP, em jogo válido pela 3ª rodada da primeira fase do Campeonato Brasileiro Feminino A1 2017. O duelo será realizado na Arena da Fonte, em Araraquara-SP. O SporTV transmitirá o duelo entre paulistas e cariocas ao vivo.

    O Flamengo/Marinha vem de 2 vitórias em 2 jogos na competição (diante Vitória e São José). Atual líder do grupo 2, juntamente com o Rio Preto-SP, o Mengão anotou 4 gols e não sofreu nenhum. Já a Ferroviária, contabiliza 1 vitória (sobre o Foz Cataratas) e 1 derrota (diante do Rio Preto), marcando 1 gol e sofrendo 3.

    A entrada é gratuita para TODOS e não há separação entre as torcidas na arquibancada. Os portões serão abertos entre 14h50 e 15h.

    O duelo será conduzido pela árbitra Katiucia da Mota Lima, auxiliada por Marcela de Almeida Silva e Patricia Carla de Oliveira. O time titular para esse jogo ainda não foi definido pelo técnico Ricardo Abrantes, mas não deve fugir muito do 11 inicial dos jogos anteriores: Kaka; Raquelzinha, Tânia Maranhão, Ana Carol e Roberta Emilião; Juliana, Diany, Jane e Bárbara; Larissa e Flávia (Pâmela). 

    O Flamengo/Marinha está no grupo 2, com Ferroviária-SP, Foz Cataratas-PR, Ponte Preta-SP, Rio Preto-SP, Santos-SP, São José-SP e Vitória-BA. Os times de cada grupo se enfrentam em turno e returno, totalizando 14 partidas. Os quatro melhores se classificam às quartas de final, os vencedores dos confrontos avançam às semifinais e estes, à grande final. A partir das quartas de final, sempre jogos de ida e volta. Atualmente, estamos na primeira colocação do grupo, junto com a equipe do Rio Preto.

     

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  • Quem pode se interessar pelo Maracanã sem o Flamengo?

    O texto de hoje se resume a alguns números e uma pergunta.

    Levantamento com os borderôs de todos os jogos de clubes disputados no Maracanã desde que o estádio foi assumido pelo consórcio Maracanã mostra o seguinte:

    – Os jogos produziram uma renda bruta de R$ 193.581.761. Deste total, R$ 104.843.574 foram obtidos em jogos do Flamengo, ou 54,16%. Sozinho, o Flamengo produziu R$ 16.105.387 a mais de renda do que os três rivais somados. Só a diferença é maior do que a quantia obtida por Vasco, Botafogo ou Fluminense em seus anos de maior arrecadação.

    – O total de renda produzido pelo Vasco (R$ 28.220.911) e pelo Botafogo (R$ 28.380.283) desde 2013 é inferior ao obtido pelo Flamengo apenas no primeiro ano (R$ 28.556.653)

    – O total de renda produzido pelo Fluminense (R$ 32.136.993) é inferior ao obtido pelo Flamengo no seu melhor ano, 2014 (R$ 32.596.352,50).

    – Apesar de ser o clube que jogou mais vezes no novo Maracanã (88), o que inclui jogos de pouco interesse de público – ao contrário do Vasco, que só joga clássicos e jogos de maior apelo, e do Botafogo, que desde 2015 só joga clássicos -, o Flamengo tem de longe a maior média de renda no estádio, R$ 1.191.404,25. O Vasco é o segundo, com R$ 762.727,34, o Botafogo vem atrás com R$ 579.189,45 e o Fluminense é quem arrecada menos, com R$ 417.363,55.

    – Para conseguir a mesma renda que o Flamengo obteve em 88 partidas, mantidas as médias atuais, o Vasco precisaria jogar 138 partidas, o Botafogo, 182, e o Fluminense, 252. Esses clubes ainda são beneficiados porque parte da renda produzida do Flamengo é contada para eles (nos clássicos, adotei a seguinte metodologia: atribuí a renda dos respectivos setores exclusivos e dos sócios-torcedores do time mandante para o respectivo time e dividi o resto da renda por 2, por conta de ser impossível definir a presença de cada torcida nos setores mistos, mas é sabido que a torcida do Flamengo é ampla maioria nestes setores na totalidade das partidas).

    – Das dez maiores rendas do novo Maracanã, apenas uma não teve a participação do Flamengo: o jogo de volta da decisão do Campeonato Carioca de 2015 entre Botafogo e Vasco, com a quinta maior renda (R$ 3.286.580). Das nove partidas restantes, apenas três são clássicos, dois Flamengo x Botafogo em 7º e 8º lugar e um Flamengo x Vasco em 10º. O Fluminense não aparece nenhuma vez entre as dez maiores rendas. Abaixo a lista completa:

    Diante desse cenário, fica a pergunta: como pode uma empresa se manter legitimamente interessada em assumir a concessão do Maracanã sem a realização de jogos do Flamengo, como faz a Lagardère? Ou não pode?

     
     
    Rodrigo Rötzsch é jornalista e coeditor do Mundo Bola. Siga-o no Twitter: @rodrigorotzsch.
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  • Zé Ricardo não dá prazo para Ederson retornar

    Apesar de já estar participando de alguns treinamentos normalmente, junto com os demais companheiros, o meia-atacante Ederson ainda não tem data para voltar a jogar, segundo afirmou na coletiva de hoje o técnico Zé Ricardo:

    – Eu tenho contato diário com o departamento médico. As informações que nós temos dele, do Conca, são que eles ainda têm ainda têm etapas a cumprir. Tanto o Ederson quanto o Conca ainda precisam além da questão clínica a questão de recondicionamento. Eu não tenho uma previsão ainda, a torcida é para que eles estejam disponíveis para gente o quanto antes.

    O técnico prometeu dar uma posição mais detalhada sobre o retorno do atleta semana que vem, após uma conversa com o médico Marcio Tannure.

    Ederson está há quase nove meses sem jogar, desde que sofreu uma entrada violenta do lateral Fágner na partida contra o Corinthians, em 3 de julho no ano passado. O meia-atacante sofreu um edema ósseo que demorou a regredir. Desde o início da semana passada, ele já está participando normalmente de alguns treinos com bola com os demais companheiros, o que gerou expectativa de que pudesse voltar a ser relacionado em breve. As declarações do técnico Zé Ricardo mostram que o torcedor ainda terá de esperar mais um pouco para ter o jogador de volta em ação.

    Contratado em 2015, Ederson também passou um longo período afastado dos gramados entre o fim daquele ano e o início de 2016. As graves lesões são rotina na sua carreira há muitos anos, desde os tempos de Lyon. Em 20 meses de clube, Ederson disputou apenas 32 jogos e marcou 4 gols.

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  • O Maracanã e o desperdício

    O Flamengo tem como sua “casa”, o Maracanã. Nunca foi nosso no papel, mas sentamos no melhor lado, temos mais jogos, gols, vitórias, títulos que os rivais e tudo que for possível contabilizar num Estádio de Futebol. Inclusive o maior artilheiro, o Rei do Maracanã e da Nação Rubro-Negra, homem que dá nome a meu filho: Arthur!

    O Flamengo tem a maioria dos seus títulos decidindo o jogo em “casa”. O famoso jogo de volta. Quando a “Maior Torcida do Mundo Faz a Diferença”. E essa estatística responde em muito pelo ex maior estádio do mundo.

    Construído para a Copa de 1950, inaugurado há 67 anos, o estádio custou 250 milhões de cruzeiros, o que equivaleria hoje a pouco mais de R$ 235,5 milhões, valor corrigido através de um aplicativo do site do Banco Central, segundo matéria de O Globo.

    O estádio que já não existe mais

    Atualmente, o Maracanã (ou o que restou dele, já que se encontra desfigurado do projeto original) está FECHADO. A empresa que venceu a licitação em 2013 está comprometida na Operação Lava-Jato e está encerrando todas as atividades que lhe são deficitárias, pois está com seus canteiros de obra paralisados pelo Brasil e todo o mundo. Para jogos pontuais, Flamengo fecha acordos onde opera sozinho a partida, como fez no fim de 2015 nos 4 jogos finais em casa e também na estreia na Libertadores 2017, quando venceu o San Lorenzo da Argentina por 4×0 e com 60 mil rubro-negros presentes.

    O místico Estádio do povo virou uma Arena, e como toda Arena, tem custos altíssimos de manutenção, como modernos sistemas de som, telões, irrigação, iluminação, elétrica, monitoramento de câmeras e outros.

    E toda essa reforma que custou R$ 1,266 bilhão não foi a primeira, deixando o Flamengo “sem casa” entre setembro de 2010 e maio de 2013, quando o clube jogou no Engenhão.

    O estádio também foi reformado para os Jogos Pan-americanos de 2007 ao custo total de R$ 304 milhões de reais, quando perdeu a geral (e a identidade), que deu lugar às cadeiras numeradas até a beira do campo, encostando no fosso. O custo foi 10x maior do que o divulgado no programa paraolímpico durante a candidatura. O campo foi rebaixado em 1,40m, foram criadas mais duas rampas de acesso, além das duas já existentes, dois telões de alta definição foram instalados e os acessos às arquibancadas, alargados. Parque Aquático Julio Delamare e Estádio de Atletismo Célio de Barros também sofreram pequenas intervenções. A obra principal durou de 2005 a 2007, porém a partir de agosto de 2003 já tivemos fechamentos parciais de áreas do estádio para intervenções menores.

    E não para por aí. Para o Mundial de Clubes FIFA de 2000, o Maracanã também passou por reformas para ser inaugurado em 1999, quando o estádio se preparava para receber a primeira edição do Mundial de Clubes da Fifa, no ano seguinte. As arquibancadas receberam assentos de plástico, e foram construídos os camarotes. Calculada inicialmente em R$ 52 milhões, a reforma custou R$ 106 milhões. Esses camarotes fecharam e obstruíram o acesso superior do Maracanã pelas rampas monumentais.

    A maior semelhança entre essas três reformas, é que em todas elas os orçamentos praticamente duplicaram e o dinheiro público escoou pelo ralo, e provavelmente nem sempre foi lícito, conforme temos visto com a prisão do ex-governador vascaíno e do presidente da empreiteira que comanda o estádio.

    Quais reformas mesmo?

    Mas não são apenas essas três reformas. Antes delas, desde 85 passamos por várias outras, só que todas emergenciais devido à falta de manutenção do estádio.

    O Maracanã vinha dando sinais de desgaste e má conservação desde a década de 1980. A primeira grande reforma foi realizada em 1985, com a elevação do piso da geral em 45 cm e a recuperação das marquises, que fechou a geral por um ano e provocou interdições parciais do anel superior da arquibancada até o fim da obra, quase 2 anos depois.

    Em 1990, durante o jogo entre Flamengo e Corinthians, um sentimento generalizado de receio em relação ao tremor do estádio durante a vibração da torcida do Flamengo. Houve a interdição e uma série de análises de engenheiros da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) até sobre o risco de desabamento. Posteriormente, 72 pilares de 20 cm foram instalados para escorar as arquibancadas e diminuir o desconforto. Um ano antes, dirigentes da Fifa já haviam reprovado o local em uma avaliação sobre uma candidatura brasileira para a Copa do Mundo de 1994, que não foi a frente. Essa obra também provocou interdições parciais por mais de 1 ano.

    Ainda assim, o Maracanã foi liberado para o Rock in Rio de 1991. Depois do evento, um novo momento de reformas. Além da instalação de um novo gramado trazido direto do interior de São Paulo, especialistas partiram para novas análises das instalações envelhecidas do estádio e constaram que eram necessárias novas intervenções.

    Durante o Campeonato Brasileiro de 1992 e a arrancada histórica do Flamengo rumo ao título, a torcida rubro-negra lotou e fez tremer o Maracanã, e o envelhecido estádio cobrou seu preço: tragédia que vitimou oito rubro-negros na final entre Flamengo x Botafogo, pouco antes da partida começar. O acidente de 1992 deixou o Maracanã fechado por cerca de sete meses e causou uma ferrenha troca de farpas entre políticos e dirigentes na época, em função do objetivo do estádio em receber a partida entre Brasil e Uruguai, pelas Eliminatórias da Copa de 1994. O governador do Rio de Janeiro, Leonel Brizola, chegou a declarar que o Estado tinha outras prioridades em relação ao amado palco futebolístico. Mesmo assim, milhões de cruzeiros foram gastos na recuperação do estádio que viu sua lotação máxima cair de 200 mil para 100 mil lugares. Nova reforma com substituição dos guarda-corpos e escoras, com intervenções parciais após a reabertura do estádio.

    E para encerrar, o Maracanã também fechou em dezembro de 2015 para ser reaberto apenas em agosto de 2016 para os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, e desde então permanece fechado pois o Comitê Rio 2016 e o Consórcio Maracanã não se entendem sobre as condições em que o estádio foi devolvido. Para esclarecer, depois de todas as reformas estruturais, o Maracanã ainda não atendia ao caderno de encargos do COI e precisou ter túneis alargados, modificação na cobertura para receber nova carga de peso, sinalização e outros pormenores, mas não menos dispendiosos.

    O Maracanã esteve fechado também para outros eventos diversas vezes, seja para grandes shows como o já citado Rock in Rio, seja para os também citados Jogos Olímpicos, Copa do Mundo etc.

    O Flamengo sempre ficou na mão

    Então, podemos perceber que desde 1985, o Flamengo não pôde contar com o estádio integralmente em 85, 86, 90, 91, 93, 94, 97, 98, 99, 2005, 06, 07, 10, 11, 12, 13, 16. Em 2015 o fechamento deu-se após a última partida do Flamengo pelo Brasileiro em casa.

    São 17 temporadas nas últimas 32, mais da METADE, com o estádio aberto parcialmente, em obras ou até mesmo interditado. Claro, nenhuma das vezes foi tão absurda como a atual, quando ele tem condições de jogo – ótimas por sinal – e não é liberado pela empresa que o gere, empresa essa que envolvida em corrupção, ainda vai escolher quem vai assumir a operação do estádio.

    Vivemos numa época de absurdos, mas apesar de todo rubro-negro carioca vivo ter formado-se torcedor no Maracanã, é chegada a hora de dar o passo à frente.

    O Maracanã será para sempre o melhor estádio de todos. Fica em um ponto central da cidade, tem acesso de metrô dos dois lados (São Cristóvão e Maracanã), acesso de trem (Maracanã), pontos de ônibus pela Radial Oeste e Avenida Maracanã. Mas se o Estado do Rio não faz força para que o estádio possa receber seu maior ativo – e que comprovadamente sustenta o complexo – que apoiemos nossa diretoria rumo à construção de nossa própria casa.

    Este ano, partimos para a mesma solução de 2005, quando foi erguida na Portuguesa da Ilha do Governador a Arena Petrobrás. Dessa vez, o contrato de locação do espaço é de três anos extensíveis a mais três, e a estrutura de vestiários, acesso, sala de imprensa, pavimentação, iluminação, irrigação e gramado são definitivas, ficarão como legado para a Portuguesa. Temporárias, apenas os 4 módulos de arquibancadas (Norte, Leste, Sul e Sul/Visitantes). Curiosamente, seis anos é a previsão do clube para chegar à sonhada dívida zero, que trato em outro texto chamado: “Os anos mágicos estão chegando”.

    A realidade é que com essa pequena casa para 20.500 pessoas, o Flamengo não tornar-se-á refém do Consórcio que assumir o Maracanã. Teremos tempo para pensar e negociar bem a aquisição de um terreno digno para a construção de um estádio que comporte a média de nossa torcida (outro ponto interessante para uma próxima coluna) e que não se torne um calcanhar de Aquiles nas finanças do clube.

    A pergunta é: o Rio de Janeiro tem algum terreno grande e bom o suficiente para levantar o estádio do Flamengo? Saberemos nos próximos anos.

    Saudações Rubro-Negras!

    Bruno de Laurentis escreve todas as sextas-feiras. Siga-o no Twitter: @b_delaurentis


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  • Flamengo inaugura novo campo no Ninho

    Pouco mais de três meses após a inauguração do módulo profissional do CT, o Flamengo enfim estreou o campo 5, que fica em frente ao prédio onde os jogadores se concentram e realizam outras atividades. O treino desta sexta-feira para o clássico contra o Vasco já foi realizado no novo campo, que tem gramado igual ao do Maracanã e do estádio da Ilha do Governador.

    Como fica no limite do terreno e as atividades poderiam ser observadas por vizinhos, o Flamengo instalou painéis em volta do campo para impedir a visão externa.

    Com a inauguração do campo 5, o campo 4, que vinha sendo usado para os treinos do time, passará a ser usado prioritariamente para o treinamento dos goleiros.

    Os outros campos do Ninho, que receberam os treinamentos do Flamengo enquanto a obra do módulo profissional era realizada, são dedicados agora aos treinamentos das categorias de base.

     
     
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  • Opções ao Maracanã: últimos passos na busca por estádio próprio

    Com a indefinição sobre o Maracanã e a possibilidade crescente de que o estádio viesse parar na mão da Lagardère, empresa com a qual o Flamengo se recusa a ter opções comerciais, o Flamengo intensificou nos últimos meses a busca por um estádio próprio, em várias frentes. Relembre o que está em andamento — ao menos o que já foi noticiado pela empresa e confirmado por dirigentes.

    ILHA

    O Flamengo fechou contrato de aluguel por três anos, renovável por mais três, do estádio da Portuguesa na Ilha do Governador. Sem Maracanã, o estádio pode se tornar o palco de todos os jogos do Flamengo até a conclusão da casa própria. O Flamengo irá pagar R$ 7 milhões pelo aluguel nos próximos três anos e está investindo cerca de R$ 12 milhões na reforma.

    GÁVEA

    Em novembro do ano passado, o Flamengo apresentou à prefeitura um projeto arquitetônico para que seja realizado um estudo de viabilidade para a reforma do estádio da Gávea, ampliando sua capacidade para cerca de 20 mil pessoas. A diretoria estima que, se aprovado, o projeto custaria cerca de R$ 300 milhões e que o Flamengo teria meios de buscar o financiamento no mercado. O Flamengo, porém, trabalha o projeto desse estádio como complementar ao Maracanã ou a um estádio maior. Se tiver que partir para a construção de outra arena, o projeto de reforma da Gávea deve ser adiado.

    BARRA DA TIJUCA

    O Flamengo recebeu no fim do ano passado duas propostas de trocas do prédio do Morro da Viúva por terrenos na Zona Oeste para a construção do estádio. Em novembro, dirigentes sobrevoaram os terrenos. Em janeiro, o vice-presidente de Patrimônio, Alexandre Wrobel, confirmou que o Flamengo está discutindo a possível aquisição de um terreno de 120 mil metros quadrados na Barra da Tijuca. O local exato não foi revelado.

    NITERÓI

    No mês passado, o presidente Eduardo Bandeira de Mello se reuniu com o prefeito de Niterói para discutir a possibilidade de construção de um estádio no Caminho Niemeyer, próximo às barcas e à Ponte Rio-Niterói.

    PEDRA DE GUARATIBA

    O ex-candidato à Presidência do Flamengo Mauricio Rodrigues firmou acordo com um grupo de empresários que estariam interessados em construir o estádio do Flamengo em um terreno em Pedra de Guaratiba. A diretoria, porém, acredita que há opções melhores para localização do futuro estádio e não avançou no acordo.

     


  • Flamengo reafirma que não aceita negociar com Lagardère

    Após GL Events e CSM, que tinham um acordo para que o clube jogasse no Maracanã caso as empresas comprassem a concessão do estádio, desistirem da negociação com a Odebrecht, o Flamengo divulgou nota reiterando que não aceitará negociar com a Lagardère, que passou a ser a única interessada no negócio. O clube voltou a defender a realização de uma nova licitação e pediu apoio da torcida à posição de não aceitar negociar. Leia a íntegra da nota publicada no site do Flamengo:

    Sobre o posicionamento das empresas GL e CSM em relação ao Maracanã, o Clube de Regatas do Flamengo afirma que:

    1) O Flamengo entende a decisão da GL e da CSM de desistir do processo de concorrência para assumir o contrato de concessão do Maracanã e compartilha os argumentos apresentados pelas referidas empresas.

    2) Desde abril de 2016, quando publicou nota oficial a esse respeito, o Clube deixou claro e, de forma reiterada, sua posição de que o melhor caminho para o futuro do Maracanã é um novo processo licitatório, feito com regras claras e que permita a participação direta dos clubes, que são os responsáveis pelo principal produto do Maracanã: o futebol.

    3) O Flamengo reforça mais uma vez que não fará nenhum tipo de negociação com a Lagardère e seus parceiros comerciais. Nossa experiência com eles evidencia uma total incompatibilidade com os princípios e valores do Flamengo.

    4) Por fim, o Flamengo espera que os torcedores e associados apoiem o Clube e acreditem que vamos sempre defender os direitos de nosso maior patrimônio: a Nação Rubro-Negra.

     
     
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  • Parceiras do Flamengo desistem de comprar concessão do Maracanã

    A GL Events e a CSM, que chegaram a um pré-acordo com o Flamengo para o clube mandar seus jogos no Maracanã pelas próximas três décadas caso assumissem a concessão do estádio, anunciaram em nota oficial que desistiram de comprar a operação da Odebrecht, embora ainda tenham interesse no complexo caso ele seja alvo de uma nova licitação.

    “A GL Events e a CSM informam que, por conta de não terem sido apresentadas garantias adequadas de segurança jurídica e contratual, deram por encerradas as negociações de compra do controle acionário da Concessionária Complexo Maracanã Entretenimento S/A. As empresas reafirmam, porém, seu interesse em participar da concorrência pela gestão do Maracanã caso o Governo do Estado do Rio de Janeiro tome a decisão de promover uma licitação que proporcione a indispensável segurança jurídica e financeira aos investidores”, diz a nota oficial.

    Recentemente, o Tribunal de Contas do Estado determinou que o dinheiro de uma possível venda fosse arrestado e recomendou ao governo que anulasse a licitação que deu o controle do estádio à Odebrecht, em 2013, por suspeitas de que houve pagamento de propina — como já foi comprovado que aconteceu na licitação para a reforma do estádio, também vencida pela Odebrecht, juntamente com outras empreiteiras.

    Com a desistência da parceria GL-CSM, apenas a dupla Lagardère-BWA continua na disputa pela compra da concessão. O Flamengo já declarou reiteradas vezes que não pretende mais jogar no Maracanã e partirá para a construção do estádio próprio caso esse grupo assuma a administração do complexo. Flamengo, governo do Estado e a Odebrecht ainda não se pronunciaram sobre a nota de GL e CSM.

    Enquanto a concessão não é repassada, informações na imprensa dão conta de que o Flamengo chegou a um novo acordo pontual com a Odebrecht para mandar o jogo contra o Atlético-PR, pela Libertadores, no Maracanã, assim como aconteceu com a partida contra o San Lorenzo.

     
     
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