De cabeça mais fria, consigo escrever um pouco sobre a eliminação na Libertadores. Uma tragédia foi sendo anunciada aos poucos e teve um fim de cinema – pena que o final feliz não foi pra gente.
No meu texto de estreia no Mundo Bola, elogiei Zé Ricardo com ressalvas. E quase todas essas ressalvas vêm dos jogos da competição mais importante do ano. A meu ver, Zé tem culpa no cartório.
Empate fora de casa na Libertadores é bom resultado. E o Flamengo não conseguiu nenhum. Perdeu todos os jogos os jogos fora, e olhando para cada um com cuidado podemos perceber os detalhes que valeram a classificação.
Ah, só mais um detalhe antes de começar: o Flamengo tomou 7 gols em 6 jogos. Todos em cruzamentos. Se isso não é um padrão, eu não sei o que é.
Universidad Católica 1 x 0 Flamengo – A estreia fora
Ainda com Diego, o Flamengo foi ao Chile e dominou o jogo. O desespero da torcida não foi pouco quando viu a escalação com Márcio Araújo, Arão e Rômulo, mas a escolha de Zé Ricardo se mostrou acertada: Arão e Rômulo faziam uma marcação adiantada e não deixavam os volantes adversários jogarem, enquanto Márcio Araújo fazia o trabalho sujo na frente da defesa. Everton jogava pela esquerda, mas não havia um ponta direita. Entramos com um time assimétrico, o que não é comum hoje em dia.
No primeiro tempo, tomamos conta do meio-campo, controlamos o adversário, criamos algumas chances e mostramos ao mundo a maior deficiência desse time: perdemos um caminhão de gols. Não foi um massacre, mas para uma estreia fora de casa, estava ótimo.
Perto dos 15 minutos do segundo tempo, a confiança na boa atuação fez o treinador avançar o time, colocando Berrío no lugar de Rômulo e mudando o esquema para um 4-2-3-1
A pressão aumentou, mas aos 28 começou o pesadelo. Com alguma ideia incompreensível na cabeça, Zé Ricardo sacou Everton (que não fazia uma ótima partida, mas sempre é uma boa válvula de escape) e para colocar Gabriel, famoso por cumprir a função de acompanhar o lateral e nada mais que isso.
Um minuto depois, Diego fez uma falta desnecessária na lateral do campo, o cruzamento saiu, Santiago Silva cabeceou de longe, Muralha caiu um pouco atrasado e a bola estufou as redes.
Todo torcedor conhecia a dificuldade do Flamengo de furar retrancas. Com Berrío e Gabriel pelos lados, as chances não seriam muitas. Mas nada é tão ruim que não possa piorar. A Católica começou a se fechar, colocando mais um zagueiro e recuando o time todo. O Flamengo colocou Damião no lugar de Arão, partindo para um 4-1-3-2 e, logo depois, Berrío foi expulso.
Nos 20 minutos posteriores ao gol adversário, o Flamengo não deu um único chute na direção do gol.
A escalação inicial funcionou, as substituições pioraram o time e tivemos certo azar com o gol e com a expulsão.
Atlético-PR 2 x 1 Flamengo – Uma espera sem fim
Fomos a Curitiba enfrentar o Atlético. Os dois times jogaram duas semanas antes no Maracanã e a vitória do Flamengo deixou claro: o empate era um ótimo negócio.
Sem Diego, Everton e Berrío, Zé optou por repetir a escalação com três volantes, mas com Gabriel e Trauco nas pontas. Uma promessa de 4-3-3 com cara de 4-1-4-1.
O começo foi desesperador. A marcação adiantada do Atlético fez com que o Flamengo não trocasse dois passes seguidos nos primeiros dez minutos e parecia que uma pressão se instalaria. Mas Arão foi no fundo e cruzou para Guerrero, travado no chute. No escanteio, Rômulo quase fez. Um minuto depois a bola sobrou no mano a mano para Guerrero, que passou por Thiago Heleno com extrema facilidade e bateu com capricho. Capricho demais…
O susto era tudo que o Flamengo precisava. A pressão inicial foi desmontada e o jogo ficou calmo, relativamente controlado. Os dois times abusavam dos chutões e o Flamengo até ameaçava mais.
Aos 35, mais uma falta lateral – aquela jogada que Rever diz que o Flamengo não costuma tomar gols – e Thiago Heleno subiu no décimo andar para encobrir Muralha, mal posicionado.
No início do segundo tempo o Flamengo até ensaiou uma pressão. Guerrero chegou a empatar, mas o gol foi bem anulado. Autori continuou recuando o time, passando para um 4-1-4-1 muito compacto. Guerrero, encaixotado no meio da defesa atleticana, sumiu do jogo e o Flamengo parou.
A saída àquela altura era óbvia. O Flamengo tinha espaço pelos lados. O Atlético tinha um caminhão de gente dentro da área e na frente dela. A pressão era toda nossa, mas continuávamos com três volantes e um lateral que pouco atacava. Não havia um único torcedor do Flamengo vivo que não pedisse a entrada de mais um atacante. Aconteceu, mas só aos 25 minutos do segundo tempo, depois de uma longa, longa espera.
Matheus Sávio no lugar de Renê e Damião no lugar de Rômulo. A transformação foi imediata. O Flamengo passou a ser agudo, incisivo e, como resultado, criou chance atrás de chance. Matheus Sávio fez em 10 minutos mais do que Gabriel fez em 200 jogos pelo Flamengo. Damião teve três chances claras, Weverton fez um milagre em cabeçada de Guerrero.
Pressão total. Autuori colocou mais um zagueiro. Zé Ricardo adiantou os laterais, liberou Arão e espetou os pontas. Damião era uma preocupação constante. Mais uma vez, a bola não entrava.
Mas Zé queria mais pressão: tirou o único jogador que cuidava da entrada da área e limpava os eventuais contra-ataques, Márcio Araújo, e colocou Mancuello. Talvez a esperança fosse uma bola parada, ou uma saída mais qualificada. O resultado foi o gol do Atlético exatamente na posição que deveria ser ocupada por Márcio Araújo, feito exatamente pelo jogador que ele tomava conta.
O Flamengo até descontou no placar – em uma bola parada (qualificada) de Mancuello. Mas já era tarde demais.
As substituições funcionaram, mas demoraram demais.
San Lorenzo 2 x 1 Flamengo – Uma profecia certeira
Zé Ricardo surpreendeu: começou num 4-4-1-1, com Gabriel se aproximando de Guerrero e com Everton e Berrío abertos. Escolheu Trauco, o lateral que não sabe marcar, em vez de Renê, o que só sabe defender – uma escolha no mínimo estranha.
Começamos com um golpe de sorte: Rodinei abriu o placar logo no começo. Além disso, a Católica vencia no Chile e garantia a vaga do Flamengo.
O jogo ficou morno. Nenhum dos times conseguia manter a bola e nem ameaçar o adversário. O Flamengo estava em situação confortável e o San Lorenzo parecia não ter forças para reagir. No intervalo, ninguém mudou e o panorama continuou amplamente favorável. Zé resolveu garantir ainda mais o resultado e colocou Rômulo aos 15 minutos, mudando o time para um 4-1-4-1, agora com Gabriel pela direita. Melhor prevenir do que remediar, deve ter pensado o treinador. Guerrero fica ainda mais isolado e o Flamengo passou a rifar a bola em sua direção.
A mudança essencial do San Lorenzo se deu na marcação da nossa saída de bola. A linha de frente passou a fazer forte pressão no homem da bola, evitando que os lançamentos saíssem com precisão. Nem mesmo o tiro de meta curto, de pé em pé, que é marca desse time, tinha espaço para acontecer. Quando eventualmente a bola chegava a Guerrero, a zaga argentina usava a melhor estratégia para marcar um atacante que sai muito da área jogando de costas: a falta cínica.
Nas poucas vezes que Guerrero conseguiu ficar com a bola, não havia opções. Everton pela esquerda e Gabriel pela direita davam largura, mas não profundidade. Quando os pontas recebiam, buscavam a linha de fundo. Sem aproximação, havia um deserto monstruoso na linha de ataque. Um espaço vazio que tornava qualquer jogada infrutífera.
O que poderia ter feito Zé Ricardo? Poderia ter colocado Matheus Sávio ou Ederson (ou mesmo Gabriel) pelo lado esquerdo, invertendo Everton pela direita. Assim, Guerrero teria companheiros se aproximando em diagonal, na direção do gol, com a possibilidade de uma jogada mais aguda.
O espaço vazio no ataque e como poderia ser fechado
Zé Ricardo decidiu dar sangue novo e colocou Matheus Sávio. A substituição se mostrou catastrófica, é verdade. O garoto falhou nos dois gols. De fato, parecia que aquele não era um jogo para o jovem, mas não era possível prever um impacto tão grande no resultado. Ninguém tem bola de cristal.
O que poderia se saber, sim, é que o Flamengo não criaria nada com essa formação. Com a incapacidade de manter a bola no ataque, o San Lorenzo foi avançando. E quanto mais avançava, mais o Flamengo recuava. Aguirre, obviamente, adorou.
No final do jogo, Everton deu lugar a Juan. A ideia era popular a área e não sofrer com a bola aérea. Mas isso abriu completamente os lados para que os cruzamentos saíssem. “Água mole em pedra dura”, diz o ditado… O time, que não consegue fazer seu papel lá na frente nos momentos decisivos, também se mostrou terrível lá atrás. Mais uma vez, em um cruzamento.
A escalação inicial tinha pouca chance de sucesso e as substituições foram criando os espaços que o adversário precisava.
Conclusão
O grande problema do Flamengo parece ser poder de decisão. O time tem dificuldades para matar o jogo, perde muitos gols e às vezes sofre para segurar o resultado. Até Guerrero, que vive grande fase, não é um jogador decisivo.
Sem Diego, o centro-avante peruano passou a jogar muito isolado e o treinador não conseguiu encontrar uma saída. Insistiu com Gabriel centralizado e viu a aposta dar errado repetidamente. A Libertadores é um torneio difícil, com muita pressão. Todo jogo é decisivo. Zé Ricardo, que é muito estudioso taticamente, não conseguiu criar uma proposta robusta para jogar fora de casa.
Não é muito útil falar em uma escalação ou substituição necessariamente boa ou ruim. Analisando depois, é muito fácil apontar o que deu certo e o que não deu. O importante é tentar se colocar na cabeça do treinador no momento da escolha – sem ainda saber o resultado – para entender o que fazia sentido ou não. Nesse sentido, cada derrota teve a sua história, mas Zé acabou errando em todos os jogos.
Téo Ferraz Benjamin escreve as análises táticas do Mundo Bola. Siga-o no Twitter: @teofb
Foto: Staff Images/ Flamengo
Este texto faz parte da plataforma de opinião Mundo Bola Blogs, portanto o conteúdo acima é de responsabilidade expressa de seu autor, assim como o uso de fontes e imagens de terceiros. O Mundo Bola respeita todas as opiniões contrárias. Nossa ideia é sempre promover o fórum sadio de ideias. Email:contato@fla.mundobola.com.
A vitória na partida de ontem, contra o Atlético-GO, por 3 a 0 (gols de Éverton, Leandro Damião e Rodinei), acabou com um jejum de 10 anos do Flamengo em disputa de Campeonato Brasileiro. Esse foi o intervalo de tempo entre as duas últimas vitórias do Flamengo na segunda rodada da competição.
Exatamente no dia 20 de maio de 2007, o Flamengo foi até Goiânia, para enfrentar o Goiás Esporte Clube, pela 2ª rodada do Campeonato Brasileiro de 2007 (claro). O Mengão não tomou conhecimento do clube goiano e aplicou 3-1, com gols de Irineu, Juan e Léo Moura.
ESCALAÇÃO FLAMENGO
Bruno; Ronaldo Angelim, Thiago e Irineu; Leonardo Moura (Jailton), Paulinho, Claiton, Renato, Renato Augusto e Juan; Souza. Técnico: Ney Franco.
20/05/2007, Campeonato Brasileiro / Flamengo X Goías – Lance do jogo entre o Flamengo X Goiais pelo Campeonato Brasileiro 2007, no Estádio do Serra Dourado em Goiais . Foto: Wagnas Cabral / O Popular / Agência O Globo
10 anos depois, dia 20 de maio de 2017, o Flamengo volta a vencer na segunda rodada do Campeonato Brasileiro. Novamente no Estádio Serra Dourada, o Mengão aplica 3-0, dessa vez no Atlético-GO. Gols de Éverton, Leandro Damião e Rodinei.
ESCALAÇÃO FLAMENGO
Alex Muralha, Pará, Rafael Vaz, Réver e Miguel Trauco; Márcio Araújo, Willian Arão, Ederson (Vinicius Jr) e Éverton (Rodinei); Gabriel (Matheus Sávio) e Leandro Damião. Técnico: Zé Ricardo.
Outras formas de ajudar este projeto:
– Nosso site faz parte do plano de afiliados do Nação, o programa de sócio-torcedor do Flamengo. Se você clicar em bit.ly/STdoMundo Bola e aderir ao programa, ou até mesmo renovar seu atual plano, o Mundo Bola ganha 50% da sua primeira mensalidade.
Não estou aqui pra falar o que está certo e sim o que está errado. Esta coluna não comemora vitórias, apenas títulos. A visão será sempre crítica. Alguns, empolgados pela vitória efêmera, vão me acusar de pessimista e corneta. Não importa. Apenas títulos importam. O resto é fracasso.
Diogo Almeida
Atlético Goianiense 0 x 3 Flamengo – 2ª Rodada do Brasileiro-2017
O curioso caso de Gabriel
Hoje é o pior jogador do elenco. Disparado. Não produz absolutamente nada. É incrível como os comentaristas nos jogos não enxergam isso. Gabriel é a refinaria de Pasadena do Flamengo: custou caro, produz pouco e ninguém consegue se livrar. Se as estatísticas de Gabriel fossem medíocres estaríamos felizes. Ele quase nunca faz gol, não descola um último passe, nunca consegue driblar, passe longo nem pensar. É o chamado jogador físico, para momentos que precisamos de força? Não. Gabriel é peso galo, perde no pé-de-ferro. No futebol onde se encontra eufemismos para a ruindade, Gabriel está na prateleira “ocupa espaço/fecha o corredor”.
Gabriel não é jogador para o Flamengo. E teve seu contrato renovado. A torcida começou tardiamente um movimento #ForaGabriel. Gabriel é o próximo a cair em desgraça com a torcida. Como Paulo Victor e Wallace, precisará Gabriel ser ridicularizado, memetizado e bagunçado pela torcida através das redes sociais? Não é melhor Rodrigo Caetano começar a trabalhar?
Dica: empreste o jogador para um time da segunda divisão e consiga uma promessa de 18 a 20 anos em troca. Pelo menos tente. Explique para o Gabriel que é bem melhor tentar ser feliz em um clube menor do que ser desfeitiado através das vaias, pois elas chegarão. Outra opção me ocorreu neste momento. Quem sabe um retorno ao seu amado Bahia? Saiu precoce e com aura de protocraque de lá. A maresia da baía de Todos-os-Santos pode fazer muito bem ao jogador.
Muralha de oco concreto
Infelizmente Muralha não consegue encontrar sua antiga fortaleza. É hora do banco. É hora de contratar um novo goleiro, ou ousar Thiago na terceira rodada. Se o campeão da Copinha for bem, revisaremos aquela boa sensação sentida quando Júlio César virou projeto de ídolo aos 17 anos. Thiago é o reserva, treina desde a temporada passada com o profissional e foi bem quando teve a oportunidade contra pequenos no Carioca 2017. A possibilidade de dar errado é grande. E se der certo? Evitaremos menos uma contratação, economizaremos. Não é pra isso que formamos goleiro em nossa base? Vamos parar de mimimi, contemporizações e problematizações. É simples. Só é preciso convicção, independência e coragem do treinador e sua comissão técnica.
Zé Ricardo monotemático
Um samba de uma nota só. Está ficando chato demais ver um time que só sabe jogar de uma maneira. O primeiro gol do Flamengo, diante do maior candidato ao descenso desse campeonato, só aconteceu aos 40 minutos da primeira etapa. Antes o que o time fez? O de sempre: posse de bola conquistada por meio de intermináveis toques laterais. Quando o ridículo time goiano se cansava e atacava o homem da bola aconteciam duas coisas: ou o Flamengo perdia a posse ou arrumava um cruzamento da intermediária. Zé Ricardo ainda não conseguiu empreender novas maneiras de encarar um adversário. Contra péssimos conjuntos técnicos o gol acaba pintando, como o de Everton. O segundo gol, de Leandro Damião, com lançamento de trinta metros de Trauco e ajeitada de peito de Arão será improvável de ser repetido contra times mais fortes.
Conclusões pragmáticas
A vitória, como qualquer uma, é mais do que obrigação de um time que investe milhares de reais a mais do que o adversário e tem ótima estrutura de treinos. Porém, a torcida não pode se deixar ficar satisfeita com o resultado. O time do Atlético-GO é horroroso e nem brio de mandante teve. A escalação de Gabriel é um insulto. O time de Zé Ricardo em campo não mostra dinamismo tático – é o mesmo “jogo marcado” da reta final do BR-2016. Outra vitória, de inúmeras outras, facilitada por um primeiro gol achado.
***
Participe da próxima coluna
Você é mais um torcedor atormentado? Claro que sempre alguns outros pontos ficarão de fora do post. E é aí que eu conto com você também. O que você mais te incomodou no jogo entre Flamengo e Atlético-GO, mesmo com os três pontos na conta? Escreva no campo de comentários abaixo. Vou escolher a melhor resenha, que será publicada no próximo post!
SRN
Diogo Almeida é um ex-beatnick boleiro. Escreve no Cultura RN quando consegue colocar as ideias no lugar. Siga-o no Twitter: @DidaZico. Deixe seu comentário!
Este texto faz parte da plataforma de opinião Mundo Bola Blogs, portanto o conteúdo acima é de responsabilidade expressa de seu autor, assim como o uso de fontes e imagens de terceiros. O Mundo Bola respeita todas as opiniões contrárias. Nossa ideia é sempre promover o fórum sadio de ideias. Email: contato@fla.mundobola.com.
Outras formas de ajudar este projeto:
– Nosso site faz parte do plano de afiliados do Nação, o programa de sócio-torcedor do Flamengo. Se você clicar em bit.ly/STdoMundo Bola e aderir ao programa, ou até mesmo renovar seu atual plano, o Mundo Bola ganha 50% da sua primeira mensalidade.
No jogo da segunda rodada do Campeonato Brasileiro de 2017, o Flamengo irá enfrentar o Atlético-GO, no próximo sábado (20), às 19h, no Serra Dourada, em Goiás. Para apitar a partida, a CBF escalou o árbitro Igor Junio Benevenuto (MG/CBF) e os auxiliares Marcio Eustaquio S. Santiago (MG/CBF) e Celso Luiz da Silva (MG/CBF).
Em 2015, o juiz mineiro esteve no jogo entre Flamengo e Palmeiras, que terminou em 4 a 2 para a equipe paulista, naquela ocasião, o Mengão se sentiu muito prejudicado pela arbitragem, reclamando de dois pênaltis que o arbitro deveria ter marcado.
Histórico em jogos do Flamengo
Igor Junio Benevenuto apitou apenas quatro jogos do Rubro Negro nos últimos dois anos, sendo dois em 2015 e os outros dois em 2016. Nos seus últimos jogos, o arbitro tem uma média de 6 cartões por jogo, sendo todos amarelos, apitando jogos da Copa do Brasil, Copa Nordeste, e Campeonato Brasileiro.
O último encontro do árbitro com o Flamengo foi durante o Campeonato Brasileiro de 2016, no duelo contra o Cruzeiro, pela oitava rodada do primeiro turno. No duelo o Mais Queriso saiu vitorioso do Mineirão, com gol do estreante Réver sob o comando de Zé Ricardo, ainda interino na época. Antes disso no mesmo ano, o árbitro havia apitado outra vitória do Rubro-Negro, diante do Vitoria em Volta Redonda, por 1 a 0.
Outras formas de ajudar este projeto:
– Nosso site faz parte do plano de afiliados do Nação, o programa de sócio-torcedor do Flamengo. Se você clicar em bit.ly/STdoMundo Bola e aderir ao programa, ou até mesmo renovar seu atual plano, o Mundo Bola ganha 50% da sua primeira mensalidade.
A vida continua! Tentando cicatrizar a ferida aberta pela precoce eliminação na Copa Libertadores, o Flamengo volta as atenções para o Campeonato Brasileiro. Pela segunda rodada do certamente nacional, o Mais Querido enfrenta o Atlético-GO, neste sábado (20), às 19h (Brasília), no estádio Serra Dourada, em Goiânia.
Ainda abalado pela queda na competição sul-americana, o Flamengo terá a chance de dar uma resposta ao torcedor, além de somar pontos. Na primeira rodada do Brasileirão 2017, em um clássico disputadíssimo no Maracanã, Flamengo e Atlético-MG empataram em 1 a 1.
No último treino antes de enfrentar o Atlético-GO, o técnico Zé Ricardo comandou uma atividade técnica, onde fez orientações ao grupo em relação ao posicionamento nos momentos ofensivos e defensivos. O atacante Guerrero não treinou com bola, mas seguiu com a delegação rumo a Goiânia. O mesmo não aconteceu com Berrío e Felipe Vizeu. O primeiro sentiu dores na coxa direita, já Vizeu apresentou um desconforto no joelho.
Após as atividades no Ninho do Urubu, Rodrigo Caetano foi quem apareceu para falar com os jornalistas. O diretor executivo repercutiu a eliminação do Mais Querido na Copa Libertadores. Confira um pequeno trecho da entrevista.
“Tivemos superioridade contra os nossos três adversários no Maracanã, e tem o componente do nosso torcedor, que realmente faz toda a diferença nos jogos em casa, e do torcedor que nos acompanha nos jogos fora. Hoje, está frustrado e magoado como todos nós. Isso é uma certeza que eu gostaria que eles tivessem de todos nós, comissão técnica, diretoria e atletas, porque a frustração é muito grande. Nós entendíamos que tínhamos totais condições de seguir adiante. E se a frustração é grande, é porque a expectativa também foi grande”, disse o dirigente.
Relacionados
Goleiros: Alex Muralha e Thiago
Laterais: Pará, Trauco, Renê e Rodinei.
Zagueiros: Rafael Vaz, Réver e Juan.
Meio-campo: Márcio Araújo, Willian Arão, Rômulo, Cuéllar, Mancuello, Lucas Paquetá, Gabriel, Ederson e Matheus Sávio.
Atacantes: Guerrero, Everton, Vinicius Junior e Leandro Damião.
O adversário
Após a derrota por 4 a 1 para o Coritiba, pela primeira rodada do Campeonato Brasileiro, o Atlético-GO apresentou oficialmente dois reforços para o setor de marcação. Trata-se do zagueiro Eduardo Bauermann e do volante André Castro. O meia Andrigo, emprestado pelo Internacional até o final do ano, também foi apresentado nesta semana. Os três jogadores foram relacionados para a partida contra o Flamengo.
O técnico Marcelo Cabo falou sobre a preparação de sua equipe para enfrentar o Mais Querido.“Foi uma ótima semana de trabalho. Todo o time está muito bem psicologicamente e com a atitude certa para sairmos com um bom resultado. Sou amigo do Zé (referindo-se ao treinador do Flamengo), ele foi treinador dos meus filhos na base e tenho uma grande honra por isso, mas agora é cada um defendo o seu”, declarou o comandante do Dragão.
Relacionados
Goleiros: Felipe e Marcos.
Zagueiros: Ricardo Silva, Roger Carvalho e Eduardo Bauermann.
Laterais: Jonathan, Eduardo e Bruno Pacheco.
Volantes Silva, Igor, André Castro e Marcão.
Meias: Andrigo, Luiz Fernando e Jorginho.
Atacantes: João Pedro, Walterson, Júnior Viçosa, Everaldo e Walter .
Retrospecto do confronto
Na história do duelo, Flamengo e Atlético-GO já se enfrentaram 11 vezes, com sete vitórias para o Mais Querido, três empates e apenas um triunfo para o Dragão. O último encontro entre os times aconteceu há dez dias, pelo jogo de ida das oitavas de final da Copa do Brasil. Na oportunidade, as equipes rubro-negras empataram sem gols no Maracanã. Já pelo Campeonato Brasileiro, Flamengo e Atlético-GO se viram pela última vez em 2012. Com gols de Liedson e Cleber Santana, o Mengão bateu o time goiano por 2 a 1, no estádio Serra Dourada.
Outras formas de ajudar este projeto:
– Nosso site faz parte do plano de afiliados do Nação, o programa de sócio-torcedor do Flamengo. Se você clicar em bit.ly/STdoMundo Bola e aderir ao programa, ou até mesmo renovar seu atual plano, o Mundo Bola ganha 50% da sua primeira mensalidade.
Tá doendo a cabeça até agora! Três derrotas fora de casa foram determinantes para sairmos da Libertadores ainda na primeira fase. É grave? Sim, é muito grave! Com o segundo maior orçamento da competição, não conseguir figurar entre os 16 melhores é uma vergonha sim senhor! Se fosse uma empresa focada em resultados, cabeças rolariam assim que a delegação chegasse ao Brasil. Quem for podre que se quebre. Não está tudo errado, mas está longe de estar tudo certo!
O que será que falta para perceberem lá nos salões nobres da Gávea que tem algo de errado no planejamento e na execução do Departamento de Futebol?
Temos um Centro de Inteligência que avaliza a contratação de gringos que, ou não conseguem dominar uma bola, ou não conseguem correr com ela; temos um diretor de futebol que não consegue encontrar uma, sequer uma oportunidade dessas que são reveladas nos estaduais, só acerta quando não tem erro (acertar na contratação do Diego é mole, quero ver trazer um Sornoza, um Victor Hugo, um Vítor Bueno. Cadê o bom e barato?); temos um elenco com sérias carências e um treinador que tem medo de perder. Ah! Temos vices-presidentes boquirrotos e um presidente que lida muito mal com críticas. Precisa melhorar isso Bandeira, sugiro um media training.
Não tem como relativizar uma eliminação na fase de grupos contra times, convenhamos, bem meia-boca. Esse era o grupo da morte porque o Flamengo estava nele; tirando o Flamengo, ninguém ali é candidato ao título. E não tem como não perceber que, o plano de montar um elenco para o 2º semestre foi um fracasso. Optamos por passar 6 meses sem um reserva para o Diego, e como o azar sempre procura o incompetente para azucrinar, o nosso craque se contundiu. Zé Ricardo (que ontem errou tudo) até deu um jeito de arrumar o time sem ele, mas ontem, quando precisamos de alguém habilidoso para segurar a bola no ataque, ficamos entre um convalescente (Ederson) e um sub-20 (Matheus Sávio).
Ainda que não seja justo crucificar o menino, não se pode deixar de observar que ele perdeu duas bolas para um atacante com um metro e meio de altura, e com a mesma idade dele. Será que não aprendeu como se joga contra argentinos no Sul-americano sub-20? O que aquela seleção tomou de virada e gol nos últimos minutos já daria para dar uma bagagem ao jovem. Bota pé firme na bola rapaz! Bola pro mato que é jogo de campeonato!
Deixei o último parágrafo para o Zé Ricardo. Quem me acompanha no Twitter, sabe que eu sou um defensor do treinador. Soube armar o time e soube encontrar soluções para as carências do elenco, mas… mas ontem, mais uma vez, resolveu sentar no resultado e passou 48 minutos se dedicando a não tomar gols.
Tirou o protagonismo dos melhores jogadores que temos e entregou ao que temos de pior. Não pode! Nenhum time que se propôs exclusivamente a se defender se deu bem no futebol brasileiro. Nenhum! Não é a nossa vocação! Muito menos no Flamengo. Somos o time do “vai pra cima deles”! Parece que ele espera viajar para desobedecer a torcida e meter uma retranca odiosa e, pra quem gosta de números, fracassada! Tem que ser cobrado, sim!
SRN
Carlos Eduardo Silva é outro rubro-negro indignado. Siga-o no Twitter: @cadumarsilva
Este texto faz parte da plataforma de opinião Mundo Bola Blogs, portanto o conteúdo acima é de responsabilidade expressa de seu autor, assim como o uso de fontes e imagens de terceiros. O Mundo Bola respeita todas as opiniões contrárias. Nossa ideia é sempre promover o fórum sadio de ideias. Email: contato@fla.mundobola.com.
Outra forma de ajudar este projeto:
– Nosso site faz parte do plano de afiliados do Nação, o programa de sócio-torcedor do Flamengo. Se você clicar em bit.ly/STdoMundo Bola e aderir ao programa, ou até mesmo renovar seu atual plano, o Mundo Bola ganha 50% da sua primeira mensalidade.
Vamos fazer uma viagem no tempo e relembrar os últimos 30 anos de Flamengo nas competições sul-americanas incluindo Libertadores, Supercopa, Mercosul e Sul-americana. Além da extinta Copa Conmebol. Nesta retrospectiva, vamos tentar identificar em qual momento e qual fator que fez o Flamengo deixar de ser candidato a títulos internacionais para virar candidato a vexames.
Apertem os cintos e vamos voltar ao ano de 1987/88…
1988 – Neste fatídico ano, apesar do Flamengo ter sido campeão da série A nacional, devido a questões burocráticas e institucionais, o Sport e o Guarani jogaram a Libertadores de 1988. Dizem que aquele elenco do Flamengo tinha totais condições de ser campeão da competição caso a disputasse. Um time recheado de jogadores promissores vindo da base e craques bem entrosados seria muito difícil de ser batido naquele ano, pois essa sempre foi a receita de sucesso da Gávea. Mas infelizmente não disputou a Liberta!
1991 – No ano de 1990, o Flamengo sagrou-se campeão da Copa do Brasil pela primeira vez. O título credenciava o clube a jogar a Libertadores do ano seguinte, 1991. O Flamengo classificou-se em primeiro no grupo que tinha Corinthians, Nacional URU, e Bella Vista URU. Com 3 vitórias e 3 empates, o Flamengo atingiu 9 pontos e passou da primeira fase invicto. Naquele ano, o CRF tinha um time recheado de jogadores prata da casa e algumas contratações pontuais de jogadores experientes. Caímos nas quartas-de-final para o Boca Juniors.
Campanha do Flamengo:
Flamengo 1 x 1 Corinthians
20/02 – Estadio: José Frageli – Cuiabá – MT
Time: Zé Carlos, Ailton, Adilson, Rogério, Piá, Júnior, Charles Guerreiro, Toninho, Marcelinho, Paulo Cesar(Alcindo) e Nélio(Fabinho).
Gol: Marcelinho.
Flamengo 2 x 2 Bella Vista-URU
26/02 – Estadio: Centenário – Montevidéu – Uruguai
Time: Zé Carlos, Ailton, Adilson, Rogério, Piá, Júnior, Charles Guerreiro, Toninho, Marcelinho(Nélio), Alcindo e Gaúcho(Marquinhos).
Gols: Toninho e Júnior.
Público: 1.289
Flamengo 2 x 0 Corinthians
20/03 – Estadio: Pacaembu – São Paulo
Time: Gilmar, Ailton, Adilson, Rogério, Piá, Marquinhos, Júnior, Charles Guerreiro, Marcelinho, Alcindo(Paulo Nunes) e Gaúcho(Nélio).
Gols: Rogério e Gaúcho.
Público: 18.565
Flamengo 1 x 1 Bella Vista-URU
26/03 – Estadio: Mané Garrincha – Brasilia – DF
Time: Gilmar, Ailton, Adilson, Rogério, Piá, Marquinhos, Júnior, Charles Guerreiro(Toninho), Marcelinho, Alcindo(Paulo Nunes) e Gaúcho.
Gol: Marcelinho.
Flamengo 4 x 0 Nacional-URU
02/04 – Estadio: Maracanã – Rio de Janeiro
Time: Gilmar, Ailton, Adilson, Rogério, Piá, Charles Guerreiro, Júnior(Djalminha), Marquinhos(Paulo Nunes), Marcelinho, Alcindo e Gaúcho.
Gols: Gaúcho(2), Marcelinho e Alcindo.
Flamengo 3 x 2 Deportivo Táchira-VEN
18/04 – Estadio: Pueblo Nuevo – San Cristóbal – Venezuela
Time: Gilmar, Ailton, Adilson, Gotardo, Dida, Charles Guerreiro, Júnior, Marquinhos, Marcelinho(Paulo Nunes), Alcindo e Gaúcho(Luís Antonio).
Gols: Gaúcho(3).
Flamengo 5 x 0 Deportivo Táchira-VEN
24/04 – Estadio: Maracanã – Rio de Janeiro
Time: Gilmar, Ailton, Adilson, Gotardo, Piá, Zé Ricardo, Júnior(Djalminha), Marquinhos, Marcelinho(Zinho), Alcindo e Gaúcho.
Gols: Marcelinho(2), Gaúcho, Marquinhos e Zinho
Flamengo 2 x 1 Boca Juniors-ARG
01/05 – Estadio: Maracanã – Rio de Janeiro
Time: Gilmar, Charles Guerreiro, Adilson, Gotardo, Dida, Zé Ricardo, Júnior, Zinho, Marcelinho(Marquinhos), Alcindo e Gaúcho.
Gols: Marquinhos e Gaúcho.
Flamengo 0 x 3 Boca Juniors-ARG
08/05 – Estadio: La Bombonera – Buenos Aires – Argentina
Time: Gilmar, Ailton, Adilson, Gotardo, Dida(Toninho), Charles Guerreiro, Júnior, Marquinhos, Zinho(Rogério), Alcindo e Gaúcho.
1993 – Com o título de campeão brasileiro de 1992, o Flamengo credenciou-se a disputar a Copa Libertadores de 1993. Neste ano, classificamos em primeiro em um grupo que tinha America de Cali, Atlético Nacional e Internacional-RS. Fechamos a fase de grupos com 7 pontos 3V 1E 2D vitória valia 2 pontos ainda).
Avançamos às oitavas-de-final contra o Minerven VEN com um placar agregado de Flamengo 9 x 2 Minerven VEN. Caímos nas quartas de final para o SPFC que viria a ser o campeão daquele ano. Resultado agregado Fla 1 x 3 SPFC.
Campanha do Flamengo:
Flamengo 0 x 0 Internacional
Estádio: Beira Rio – Porto Alegre – RS
Time: Gilmar, Júnior Baiano, Gotardo, Rogério, Fabinho, Marquinhos, Júnior(Renato), Nélio, Piá, Paulo Nunes e Gaúcho.
Flamengo 1 x 3 América-COL
02/03 – Estádio: Maracanã – Rio de Janeiro
Time: Gilmar, Fabinho, Gotardo, Júnior Baiano, Piá, Charles Guerreiro, Júnior, Marquinhos, Nélio(Marcelinho), Gaúcho(Júlio Cesar) e Nilson.
Gol: Nilson.
Público: 21.292
Flamengo 3 x 1 Internacional
10/03 – Estádio: Maracanã – Rio de Janeiro
Time: Gilmar, Charles Guerreiro, Júnior Baiano, Gotardo, Piá, Uidemar, Júnior, Marquinhos, Nélio, Paulo Nunes(Marcelinho) e Nilson(Gaúcho).
Gols: Marquinhos, Paulo Nunes e Marcelinho.
Flamengo 3 x 1 Nacional-COL
19/03 – Estádio: Maracanã – Rio de Janeiro
Time: Gilmar, Charles Guerreiro, Júnior Baiano, Gotardo, Piá, Uidemar, Júnior, Marquinhos, Nélio, Paulo Nunes(Júlio Cesar) e Gaúcho(Marcelinho).
Gols: Júnior, Gotardo e Nélio.
Flamengo 8 x 2 Minerven-VEN
07/04 – Estádio: Maracanã – Rio de Janeiro
Time: Gilmar, Charles Guerreiro, Júnior Baiano, Gotardo, Piá, Uidemar, Marquinhos, Júnior(Djalminha), Nélio, Marcelinho e Gaúcho(Nilson).
Gols: Morales(Contra), Marcelinho, Gaúcho, Nélio, Gotardo, Marquinhos, Djalminha e Nilson.
Público: 4.402
Flamengo 1 x 0 Minerven-VEN
14/04 – Estádio: Hector Thomas – Puerto Ordaz – Venezuela
Time: Gilmar, Charles Guerreiro, Júnior Baiano(Rogério), Gotardo, Andrei, Uidemar, Marquinhos, Júnior, Nélio(Djalminha), Marcelinho e Gaúcho.
Gol: Gaúcho.
Público: 4.290
Flamengo 1 x 1 São Paulo
21/04 – Estádio: Maracanã – Rio de Janeiro
Time: Gilmar, Charles Guerreiro(Fabinho), Gotardo, Rogério, Josecler, Uidemar, Marquinhos, Júnior, Nélio, Paulo Nunes e Gaúcho(Nilson).
Gol: Nélio.
Flamengo 0 x 2 São Paulo
28/04 – Estádio: Morumbi – São Paulo
Time: Gilmar, Gotardo, Júnior Baiano, Rogério, Fabinho, Uidemar(Djalminha), Marquinhos, Júnior, Nélio, Marcelinho(Paulo Nunes) e Gaúcho.
Público: 97.160
1993 – Neste grande ano do futebol brasileiro, Flamengo e SPFC protagonizaram jogos de tirar o fôlego para os seus torcedores. Depois de se cruzarem na Libertadores, foi a vez de se pegarem na Supercopa Libertadores. Era a sexta edição do torneio que reunia os campeões de todas as edições das Libertadores passadas.
Estreamos contra o Olimpia e vencemos com placar agregado de Fla 4 x 2 OLI. Na segunda fase (quartas-de-final), encaramos o River Plate-ARG e passamos nos pênaltis em jogo disputado no Maracanã. Nas semifinais, Flamengo detonou o Nacional-URU com placar agregado de FLA 5 x 2 NAC. Nas finais, encaramos o poderoso SPFC e perdemos nos pênaltis em jogo épico.
Campanha do Flamengo:
Flamengo 0 x 1 Olímpia-PAR
Competição: Supercopa dos Campeões da Libertadores
Estádio: Defensores Del Chaco – Assunção PAR
Time: Gilmar, Jorge Antonio, Júnior Baiano, Rogério, Piá, Fabinho, Charles Guerreiro, Marquinhos (Paulo Nunes), Nélio (Edu Lima), Marcelinho e Casagrande.
Flamengo 3 x 1 Olimpia-PAR
Competição: Supercopa dos Campeões da Libertadores
Estádio: Maracanã
Time: Gilmar, Charles Guerreiro, Júnior Baiano, Rogério, Piá, Fabinho, Marquinhos, Marcelinho, Casagrande, Renato (Magno) e Nélio.
Gols do Flamengo: Renato, Casagrande e Júnior Baiano.
Público: 12.448
Flamengo 1 x 2 River Plate-ARG
Competição: Supercopa dos Campeões da Libertadores
Estádio: Monumental de Nuñez – Buenos Aires ARG
Time: Gilmar, Gelson, Charles Guerreiro, Júnior Baiano, Rogério (Piá), Marcos Adriano, Eder Lopes, Marquinhos, Casagrande, Renato e Marcelinho.
Gol do Flamengo: Rogério.
Flamengo 1 x 0 River Plate-ARG
Desempate: Flamengo 6×5 nos pênaltis
Competição: Supercopa dos Campeões da Libertadores
Estádio: Maracanã
Time: Gilmar, Charles Guerreiro, Gelson, Rogério, Marcos Adriano, Fabinho, Marquinhos, Júlio Cesar (Eder Lopes), Marcelinho, Casagrande (Magno) e Edu Lima.
Gol do Flamengo: Rogério.
Público: 9.845
Flamengo 2 x 1 Nacional-URU
Competição: Supercopa dos Campeões da Libertadores
Estádio: Pacaembu
Time: Gilmar, Charles Guerreiro, Gelson, Rogério, Piá, Fabinho, Marquinhos, Marcelinho, Casagrande, Renato (Magno) e Nélio (Eder Lopes).
Gols do Flamengo: Renato e Casagrande.
Público: 4.234
Flamengo 3 x 0 Nacional-URU
Competição: Supercopa dos Campeões da Libertadores
Estádio: Centenário – Montevidéu URU
Time: Gilmar, Charles Guerreiro, Júnior Baiano, Rogério, Marcos Adriano, Fabinho, Marquinhos, Nélio (Júlio Cesar), Marcelinho (Eder Lopes), Renato e Casagrande.
Gols do Flamengo: Nélio(2) e Renato.
Flamengo 2 x 2 São Paulo
Competição: Supercopa dos Campeões da Libertadores
Estádio: Maracanã
Time: Gilmar, Charles Guerreiro, Júnior Baiano, Rogério, Marcos Adriano, Fabinho, Marquinhos, Casagrande (Gelson), Nélio, Marcelinho e Renato (Piá).
Gols do Flamengo: Marquinhos(2).
Flamengo 2 x 2 São Paulo
Desempate: São Paulo 5×3 nos pênaltis
Competição: Supercopa dos Campeões da Libertadores
Estádio: Morumbi
Time: Gilmar, Charles Guerreiro, Gelson, Rogério, Marcos Adriano, Fabinho, Marquinhos, Marcelinho, Nélio, Renato (Eder Lopes) e Casagrande (Magno).
Gols do Flamengo: Renato e Marquinhos.
Público: 65.355
https://www.youtube.com/watch?v=KT7-FQEx_zE
1995 – No ano do seu centenário, o Flamengo disputou novamente a Supercopa dos Campeões da Libertadores. Estreamos contra o Velez e despachamos os argentinos com placar agregado de 6 x 2.
Na segunda fase eliminamos o Nacional-URU com placar agregado de FLA 2 x 0 NAC. Nas semifinais, foi a vez de eliminarmos o Cruzeiro: FLA 4 x 1 CRU no agregado. Chegamos à final contra o Independiente-ARG e perdemos com placar agregado de FLA 1 x 2 IND.
Campanha do Flamengo:
Flamengo 3 x 2 Vélez Sarsfield-ARG
Competição: Supercopa dos Campeões da Libertadores
Estádio: José Amalfitani – Buenos Aires ARG
Time: Paulo Cesar, Agnaldo, Claudio, Ronaldão, Lira, Pingo, Marcio Costa, Djair (Rodrigo Mendes), Nélio, Edmundo e Sávio.
Gols do Flamengo: Edmundo, Sávio e Rodrigo Mendes.
Flamengo 3 x 0 Vélez Sarsfield-ARG
Competição: Supercopa dos Campeões da Libertadores
Estádio: Parque do Sabiá – Uberlândia MG
Time: Paulo Cesar, Agnaldo (Fabiano), Claudio, Ronaldão, Lira (Pingo), Marcio Costa, Djair, Nélio, Edmundo, Romário e Sávio (Rodrigo Mendes).
Gols do Flamengo: Sávio, Edmundo e Romário.
Flamengo 1 x 0 Nacional-URU
Competição: Supercopa dos Campeões da Libertadores
Estádio: Centenário – Montevidéu URU
Time: Paulo Cesar, Fabiano, Claudio, Agnaldo, Lira (Ueslei), Marcio Costa, Pingo, Djair, Rodrigo Mendes (Herbert), Nélio e Sávio (Aloísio).
Gol do Flamengo: Sávio.
Flamengo 1 x 0 Nacional-URU
Competição: Supercopa dos Campeões da Libertadores
Estádio: Maracanã
Time: Paulo Cesar, Fabiano, Claudio, Ronaldão, Lira, Marcio Costa, Pingo, Djair, Rodrigo Mendes (Marquinhos), Nélio e Sávio.
Gol do Flamengo: Kanapkis(contra).
Público: 11.183
Flamengo 1 x 0 Cruzeiro
Competição: Supercopa dos Campeões da Libertadores
Estádio: Mineirão
Time: Paulo Cesar, Fabiano, Claudio, Ronaldão, Lira, Marcio Costa, Marquinhos, Djair, Nélio, Romário (Pingo) e Sávio.
Gol do Flamengo: Ronaldão.
Público: 47.034
Flamengo 3 x 1 Cruzeiro
Competição: Supercopa dos Campeões da Libertadores
Estádio: Maracanã
Time: Paulo Cesar, Fabiano, Claudio, Ronaldão, Lira, Marcio Costa (Pingo), Marquinhos, Djair, Ueslei, Aloísio (Rodrigo Mendes), Nélio (Agnaldo).
Gols do Flamengo: Aloísio, Marcio Costa e Rodrigo Mendes.
Público: 24.728
Flamengo 0 x 2 Independiente-ARG
Competição: Supercopa dos Campeões da Libertadores
Estádio: Avellaneda – Buenos Aires ARG
Time: Paulo Cesar, Fabiano, Claudio, Ronaldão, Lira, Marcio Costa, Marquinhos, Djair, Nélio (Pingo), Romário e Sávio (Ueslei).
Flamengo 1 x 0 Independiente-ARG
Competição: Supercopa dos Campeões da Libertadores
Estádio: Maracanã
Time: Paulo Cesar, Nélio, Claudio (Aloísio), Ronaldão, Lira, Marcio Costa, Marquinhos, Djair, Rodrigo Mendes (Ueslei), Romário e Sávio.
Gol do Flamengo: Romário.
1996 – Mais uma vez o Flamengo disputou a Supercopa dos Campeões da Libertadores. Desta vez, encarou o Independiente-ARG primeiro e passou com placar agregado de FLA 3 x IND 0.
Na segunda fase, pegamos o Colo Colo do Chile e perdemos com placar agregado de FLA 1 x 2 COL. Fomos eliminados na segunda fase.
Campanha do Flamengo:
Flamengo 0 x 0 Independiente-ARG
Competição: Supercopa dos Campeões da Libertadores
Estádio: Avellaneda – Buenos Aires-ARG
Time: Zé Carlos, Rivera, Fabiano, Ronaldão, Gilberto, Mancuso, Marcio Costa, Fabio Baiano, Marques, Bebeto (Aloísio) e Sávio (Iranildo).
Jogo: Flamengo 1 x 0 Independiente-ARG
Competição: Supercopa dos Campeões da Libertadores
Estádio: Mané Garrincha – Brasília-DF
Time: Zé Carlos, Rivera, Fabiano, Ronaldão, Gilberto, Mancuso, Marcio Costa, Fabio Baiano (Iranildo), Marques (Athirson), Bebeto e Sávio.
Gol do Flamengo: Fabio Baiano.
Público: 19.172
Flamengo 1 x 1 Colo-Colo-CHI
Competição: Supercopa dos Campeões da Libertadores
Estádio: Benedito Teixeira – São José do Rio Preto-SP
Time: Zé Carlos, Rivera, Júnior Baiano, Ronaldão, Gilberto, Marcio Costa (Iranildo), Mancuso, Nélio, Marques, Bebeto e Aloísio.
Gol do Flamengo: Júnior Baiano.
Público: 1.951
Flamengo 0 x 1 Colo-Colo-CHI
Competição: Supercopa dos Campeões da Libertadores
Estádio: Nacional – Santiago CHI
Time: Zé Carlos, Rivera, Júnior Baiano, Ronaldão, Alexandre, Mancuso, Marcio Costa (Fabio Baiano), Nélio, Marques, Bebeto e Aloísio (Iranildo).
1999 – No ano de 1998, foi criada a Copa Mercosul que englobava os melhores times do cone sul. O Flamengo que tinha um time repleto de jovens promessas e o magistral Romário, fez bonito e foi campeão fazendo uma bela campanha com goleadas e jogos eletrizantes.
Campanha do Flamengo:
Flamengo 2 x 1 Olimpia-PAR
Gols: Romário (2)
Estádio: Maracanã.
Flamengo 4 x 0 Colo-Colo-CHI
Gols: Rodrigo Mendes (2), Romário e Fabio Baiano
Estádio: Monumental de Santiago.
Flamengo 0 x 2 Universidad del Chile-CHI
Estádio: Nacional de Santiago.
Flamengo 1 x 3 Olimpia-PAR
Gol: Leonardo Inácio
Estádio: Defensores del Chaco.
Flamengo 2 x 2 Colo-Colo-CHI
Gols: Caio e Marco Antonio
Estádio: Maracanã.
Flamengo 7 x 0 Universidad do Chile-CHI)
Gols: Romário (4), Caio, Marco Antonio e Rodrigo Mendes
Estádio: Maracanã.
Flamengo 1 x 1 Independiente-ARG
Gol: Fabio Baiano
Estádio: Avellaneda
Flamengo 4 x 0 Independiente-ARG
Gols: Leandro Machado (2), Fabio Baiano e Romário
Estádio: Maracanã.
Flamengo 3 x 0 Peñarol-URU
Gols: Leandro Machado, Maurinho e Lê
Estádio: Maracanã.
Flamengo 2 x 3 Peñarol-URU
Gols: Athirson e Reinaldo
Estádio: Centenário, Montevidéu.
Flamengo 4 x 3 Palmeiras
Gols: Caio (2), Juan e Reinaldo
Estádio: Maracanã.
Flamengo 3 x 3 Palmeiras
Gols: Caio, Rodrigo Mendes e Lê
Estádio: Parque Antarctica.
Este foi o último título do Flamengo no continente.
2000 – Por ter sido o campeão em 99, o Flamengo disputou a Copa Mercosul de 2000 mas não foi muito longe. Com um time modificado, com Pet mas sem Romário, o Flamengo não passou do River Plate na segunda fase.
Campanha do Flamengo (sem especificação do estádio do mandante):
Flamengo 1 x 2 River Plate-ARG
Flamengo 4 x 0 Universidad de Chile-CHI
Flamengo 1 x 1 Velez Sarsfield-ARG
Flamengo 2 x 0 Universidad de Chile-CHI
Flamengo 0 x 0 River Plate-ARG
Flamengo 2 x 0 Velez Sarsfield-ARG
Flamengo 1 x 2 River Plate-ARG
Flamengo 3 x 4 River Plate-ARG
2001 – Neste ano o Flamengo que vinha embalado com bom time e título conquistado em cima do Vasco no famoso tri campeonato carioca com gol de Pet, fez seu caminho até a final de mais uma Copa Mercosul.
Desta vez o Flamengo encarava o San Lorenzo que debutava no cenário internacional. O Flamengo foi a campo na final com: Júlio César, Édson, Juan, Fernando (André Bahia) e Cássio; Leandro Ávila, Jorginho, Rocha (Andrezinho) e Petkovic; Roma e Leandro Machado (Jackson). Técnico: Carlos Alberto Torres.
2002 – Neste ano, a coisa começou a mudar de figura e o Flamengo fez sua pior campanha em Libertadores de toda a sua história. Ficando em último no seu grupo que tinha Olimpia-PAR, Universidad Católica CHI, Once Caldas COL e Flamengo.
Com apenas uma vitória e um empate, o CRF se despediu com apenas 4 pontos conquistados.
ESTE PODE SER CONSIDERADO O PRIMEIRO VEXAME DO FLAMENGO EM LIBERTADORES DA AMÉRICA.
Campanha do Flamengo:
Flamengo 0 x 1 Once Caldas-COL
Estádio: Palogrande – Manizales-COL
Time: Clemer, Maurinho, Fernando, Valney, Anderson, Leandro Ávila, Jorginho(Roma), Leonardo(Rocha), Felipe Melo, Andrezinho(Tuta) e Leandro Machado
Flamengo 1 x 3 Universidad Católica-CHI
Estádio: Maracanã – Rio de Janeiro
Time: Júlio Cesar, Maurinho (Roma), Juan, Fernando, Athirson (Andrezinho), Leandro Ávila, Felipe Melo, Rocha, Juninho, Petkovic e Leandro Machado (Tuta)
Gol: Felipe Melo
Flamengo 4 x 1 Once Caldas-COL
Estádio: Maracanã – Rio de Janeiro Time: Júlio Cesar, Fernando, Juan, Valnei, Rocha, Athirson (Anderson), Leandro Ávila, Felipe Melo, Petkovic (Roma), Juninho e Andrezinho (Carlinhos)
Gols: Fernando, Roma e Juninho (2)
Flamengo 0 x 0 Olimpia-PAR
Estádio: Maracanã – Rio de Janeiro
Time: Júlio Cesar, Rocha (Roma), Valnei, Fernando, Anderson (Jorginho), Leandro Ávila, Maurinho, Felipe Melo, Juninho, Andrezinho e Leandro Machado (Edmilson)
Universidad Católica-CHI x Flamengo 1 x 2
Estádio: San Carlos de Apoquindo – Santiago – Chile
Time: Júlio Cesar, Juan, Valnei, Fernando, Maurinho, Athirson (Andrezinho), Leandro Ávila (Rocha), Felipe Melo, Juninho, Petkovic (Roma) e Leandro Machado
Gol: Felipe Melo
Flamengo 0 x 2 Olímpia-PAR
Estádio: Defensores Del Chaco – Assunção – Paraguai
Time: Júlio Cesar, Maurinho, Flavio, Fernando, Athirson, Rocha, Carlinhos, Felipe Melo, Juninho, Andrezinho e Roma (Edmilson)
2007 – Depois de 5 anos sem figurar no cenário sul-americano, O Flamengo voltava a jogar a Libertadores da América após ser campeão da Copa do Brasil de 2006. Com um time mais qualificado, o Flamengo prometia uma boa campanha naquele ano mas que não aconteceu pois o time foi eliminado pelo desconhecido Defensor-URU nas oitavas-de-final.
Campanha do Flamengo:
Flamengo 2×2 Real Potosí-BOL
Estádio: Mario Mercado – Potosí-BOL
Time: Bruno, Moisés, Thiago Gosling (Juninho Paulista), Ronaldo Angelim, Léo Moura, Paulinho, Claiton, Renato, Renato Augusto, Juan (Roni), Obina (Souza)
Gols: Roni, Obina
2008 – Com a famosa arrancada de 2007 no Brasileirão, o Flamengo credenciou-se a vaga na Libertadores de 2008. Com um time em evolução e reforços importantes como Marcinho, Tardelli, Kleberson e Ibson, o Flamengo entrou na competição como favorito ao título daquele ano.
Porém, depois de ganhar com facilidade do América, no México, por 4 a 2, o CRF recebeu o time mexicano no Maracanã achando que a vaga estava garantida mas se deu mal, pois um tal Cabañas meteu 3 gols e calou o Maracanã naquela noite.
PODEMOS DIZER QUE ESSE FOI O SEGUNDO VEXAME DO FLAMENGO NA LIBERTADORES DA AMÉRICA.
Campanha do Flamengo:
Coronel Bolognesi-PER 0 x 0 Flamengo
Estádio: Jorge Basadre (Tacna-PER)
Time: Bruno, Léo Moura, Fábio Luciano, Ronaldo Angelim e Juan; Jaílton, Jonatas, Ibson e Toró (Kléberson); Diego Tardelli (Obina) e Souza (Marcinho)
Flamengo 2 x 1 Cienciano-PER
Estádio: Maracanã
Time: Bruno, Léo Moura, Fábio Luciano, Ronaldo Angelim e Juan; Cristian (Marcinho), Toró (Jonatas), Ibson e Kléberson; Diego Tardelli (Obina) e Souza.
Gols do Flamengo: Souza e Marcinho.
Público: 31.221
Nacional-URU 3 x 0 Flamengo
Estádio: Parque Central, Uruguai
Time: Bruno, Léo Moura, Fábio Luciano, Ronaldo Angelim e Juan; Cristian, Toró, Ibson e Kléberson (Jonatas); Diego Tardelli (Marcinho) e Souza (Jaílton)
Flamengo 2 x 0 Nacional-URU
Estádio: Maracanã
Time: Bruno, Luizinho, Fábio Luciano, Ronaldo Angelim e Juan; Cristian, Kleberson, Ibson e Renato Augusto; Marcinho (Maxi) e Souza (Obina)
Gols do Flamengo: Marcinho(2)
Público: 51.363
Cienciano-PER 0 x 3 Flamengo
Estádio: Garcilaso de la Vega-PER
Time: Bruno, Léo Moura, Fábio Luciano, Ronaldo Angelim e Juan; Cristian, Kléberson, Toró e Ibson (Jaílton); Renato Augusto (Marcinho) e Souza (Obina).
Gols do Flamengo: Renato Augusto, Toró e Juan
Flamengo 2 x 0 Coronel Bolognesi-BOL
Estádio: Maracanã
Time: Bruno, Léo Moura, Fábio Luciano, Ronaldo Angelim e Juan; Cristian (Diego Tardelli), Jaílton, Kléberson e Toró (Obina); Marcinho e Souza (Gávilan).
Gols: Bruno e Obina
Público: 28.881
América-MEX 2 x 4 Flamengo
Estádio: Estádio Azteca
Time: Bruno, Luizinho, Fábio Luciano, Ronaldo Angelim e Juan (Léo Moura); Jailton (Diego Tardelli), Cristian, Ibson e Kléberson; Marcinho e Souza (Obina). Gols do Flamengo: Marcinho (2), Diego Tardelli e Léo Moura
Flamengo 0 x 3 América-MEX
Estádio: Maracanã
Time: Bruno, Léo Moura, Leonardo, Ronaldo Angelim e Juan; Jailton (Renato Augusto), Toró, Ibson e Kléberson (Obina); Marcinho e Souza (Diego Tardelli)
Público: 50.936
2010 – Lá estávamos nós de novo na Libertadores. Desta vez éramos favoritos de verdade, pois havíamos conquistado o Hexa e tínhamos um time que passava confiança para a torcida e causava tremor nos adversários.
Passamos com facilidade pela fase de grupos e eliminamos o bom time do Corinthians nas oitavas. O Flamengo enfim chegava novamente as quartas-de-final de uma competição internacional. Nosso adversário era o bom time da Universidad de Chile, treinado por Sampaoli. Flamengo que perdeu em casa pros chilenos de forma absurda, com direito a chegar atrasado no Maracanã porque teve que pegar a presidente Patrícia Amorim na Gávea. O time entrou em campo às pressas e logo aos quatro minutos tomou o primeiro gol. Acabou levando mais dois, perdendo por 2 x 3.
Foi decidir a vaga fora de casa precisando de 2 gols de diferença para passar. Ganhávamos de 2 x 0 quando Montillo fez lindo gol de cobertura em Bruno, eliminando o Flamengo mais uma vez.
PODEMOS DIZER QUE ESSE FOI O TERCEIRO VEXAME DO FLAMENGO EM LIBERTADORES DA AMÉRICA.
Campanha do Flamengo:
Flamengo 2 x 0 Universidad Católica-CHI
Estádio: Maracanã
Time: Marcelo Lomba; Léo Moura (Everton Silva), Álvaro, Fabrício e Juan; Toró, Wilians, Kléberson e Vinícius Pacheco (Fernando); Vágner Love (Petkovic) e Adriano
Gols: Léo Moura e Adriano
Público: 30.930
Caracas-VEN 1 x 3 Flamengo
Estádio: Olímpico de Caracas-VEN
Time: Bruno; Léo Moura, Álvaro, Fabrício e Juan; Toró, Fernando (Rodrigo Alvim), Kléberson e Petkovic (Ronaldo Angelim); Vinícius Pacheco (Fierro) e Vágner Love
Gols: Vágner Love (2) e Rodrigo Alvim
Universidad de Chile-CHI 2 x 1 Flamengo
Estádio: Monumental -CHI
Time: Bruno; Léo Moura, Álvaro, Fabrício e Juan; Rodrigo Alvim, Willians, Kléberson (Fierro) e Vinícius Pacheco (Petkovic); Vágner Love e Adriano
Gol: Rodrigo Alvim
Flamengo 2 x 2 Universidad de Chile-CHI
Estádio: Maracanã
Time: Bruno; Léo Moura, Álvaro, Ronaldo Angelim e Juan; Toró, Willians, Kleberson (Bruno Mezenga) e Michael; Vinícius Pacheco (Petkovic) e Vágner Love
Gols: Michael e Léo Moura
Público: 15.361
Universidad Católica-CHI 2 x 0 Flamengo
Estádio: San Carlos de Apoquino-CHI
Time: Bruno, Léo Moura, Álvaro (Fabrício), Ronaldo Angelim e Juan; Toró, Maldonado, Willians (Fierro), Petkovic (Vinícius Pacheco); Vágner Love e Bruno Mezenga
Flamengo 3 x 2 Caracas
Estádio: Maracanã
Time: Bruno; Léo Moura, David, Ronaldo Angelim e Juan; Maldonado (Kléberson), Willians, Michael (Fierro) e Vinícius Pacheco (Petkovic); Vágner Love e Adriano
Gols: Ronaldo Angelim, Michael e David
Público: 27.513
Oitavas-de-final
Flamengo 1 x 0 Corinthians (0x0)
Estádio: Maracanã
Time: Bruno; Léo Moura, David, Ronaldo Angelim e Juan; Rômulo, Maldonado (Toró), Willians (Fierro) e Michael; Vágner Love (Vinícius Pacheco) e Adriano
Gol do Flamengo: Adriano
Público: 62.247
Corinthians 2 x 1 Flamengo
Estádio: Pacaembu
Time: Bruno; Léo Moura, David, Ronaldo Angelim e Juan; Rômulo, Maldonado (Toró), Willians e Vinícius Pacheco (Kléberson); Vágner Love (Fierro) e Adriano. Gol do Flamengo: Vágner Love
Quartas-de-final
Flamengo 2 x 3 Universidad de Chile-CHI
Estádio: Maracanã
Time: Bruno; Léo Moura, David, Ronaldo Angelim e Juan; Rômulo (Michael), Maldonado (Petkovic), Willians e Kléberson (Dênis Marques); Adriano e Vágner Love
Gols do Flamengo: Adriano e Juan
Público: 72.442
Universidad de Chile-CHI 1 x 2 Flamengo
Estádio: Santa Laura -CHI
Time: Bruno; Léo Moura, David, Ronaldo Angelim e Juan; Toró (Vinícius Pacheco), Willians, Kléberson (Bruno Mezenga) e Michael (Petkovic); Vágner Love e Adriano.
Gols do Flamengo: Vágner Love e Adriano
https://www.youtube.com/watch?v=hYC10AefeYQ
2012 – Dois anos depois, o CRF que havia feito grande campanha no Brasileirão De 2011, credenciou-se para a disputa de uma vaga na chamada Pré-Libertadores.
Com um bom elenco, que contava com Ronaldinho Gaúcho e Vagner Love, o Fla despachou Real Potosi mesmo jogando em Cuzco a 4000 metros de altitude.
Na fase de Grupos, caiu em um grupo considerado fácil, com Olimpia-PAR, Emelec-ECU e Lanús-ARG. Porém o time não conseguiu boa campanha na fase de grupos e foi para o último jogo dependendo de resultados para se classificar. O Flamengo fez sua parte, venceu o Lanús no Maracanã, mas era tarde demais para a reação. Dependendo dos outros, viu-se eliminado quando o Emelec arrancou um empate nos minutos finais contra o Olimpia.
PODEMOS DIZER QUE ESSE FOI O QUARTO VEXAME DO FLAMENGO NA LIBERTADORES DA AMÉRICA.
Campanha do Flamengo:
Real Potosí-BOL 2 x 1 Flamengo
Estádio: Víctor Agustín Ugarte – Potosí – Bolívia
Time: Felipe, Léo Moura, Welinton, David e Júnior César; Aírton (Bottinelli), Willians (Camacho), Luiz Antônio e Renato; Ronaldinho e Deivid (Negueba)
Gol: Luiz Antônio
Flamengo 2 x 0 Real Potosí-BOL
Estádio: Engenhão
Time: Felipe, Léo Moura, Welinton, David e Júnior César; Willians, Luiz Antônio, Renato (Muralha) e Bottinelli (Camacho); Ronaldinho e Deivid (Negueba)
Gols do Flamengo: Léo Moura e Ronaldinho Gaúcho
Público: 32.004
Lanús-ARG 1 x 1 Flamengo
Estádio: La Fortaleza – Buenos Aires – Argentina
Time: Felipe, Léo Moura, Welinton, David e Júnior César; Aírton (Bottinelli), Maldonado, Willians e Renato (Luiz Antônio); Ronaldinho e Deivid (Negueba)
Gol: Léo Moura.
Flamengo 1 x 0 Emelec -ECU
Estádio: Engenhão
Time: Paulo Victor, Welinton (Deivid), Marcos González e David; Léo Moura (Negueba), Muralha, Luiz Antônio, Bottinelli e Júnior César; Ronaldinho e Vágner Love
Gol: Vágner Love
Público: 31.859
Flamengo 3 x 3 Olimpia-PAR
Estádio: Engenhão
Time: Paulo Victor, Galhardo, Marcos González, David e Júnior César; Muralha, Luiz Antônio, Bottinelli; Ronaldinho, Thomás (Negueba) e Vágner Love
Gols: Bottinelli, Luiz Antônio e Ronaldinho Gaúcho
Público: 30.755
Olimpia-PAR 3 x 2 Flamengo
Estádio: Defensores del Chaco – Assunção – Paraguai
Time: Felipe, Léo Moura, Marcos González, David (Welinton) e Júnior César; Muralha (Deivid), Willians, Luiz Antônio e Bottinelli; Ronaldinho e Vágner Love
Gols: Bottinelli e Vágner Love
Emelec-ECU 3 x 2 Flamengo
Estádio: George Capwell – Guayaquil – Equador
Time: Felipe, Léo Moura, Welinton, Marcos González e Júnior César; Muralha (Luiz Antônio), Willians e Bottinelli (Magal); Ronaldinho, Deivid (Gustavo) e Vágner Love
Gols: Léo Moura e Deivid
Flamengo 3 x 0 Lanús-ARG
Estádio: Engenhão
Time: Felipe, Léo Moura, Welinton, Marcos González e Júnior César; Luiz Antônio, Willians (Muralha) e Bottinelli (Camacho); Ronaldinho, Deivid (Thomás) e Vágner Love
Gols: Welinton, Deivid e Luiz Antônio
Público: 15.932
https://www.youtube.com/watch?v=xRSvjqjCMIU
2014 – Surpeendente campeão da Copa do Brasil 2013, o Flamengo que iniciava sua recuperação econômica através de EBM tinha um time ainda frágil, como suas finanças. A torcida pensou que apesar das dificuldades, estaria presenciando o início de uma nova era, livre dos vexames internacionais recorrentes.
Pois bem… O Flamengo, que não se reforçou à altura para uma Libertadores, caiu em um grupo teoricamente fácil – no entanto, na realidade muito complicado. Um desconhecido León-MEX, que se mostraria franco-atirador, o bem treinado Bolívar e, novamente, a pedra no sapato Emelec-ECU. Com uma campanha bem fraca, o Flamengo não conseguiu classificar-se no seu grupo.
PODEMOS DIZER QUE ESSE FOI QUINTO VEXAME DO CLUBE EM LIBERTADORES DA AMÉRICA.
Campanha do Flamengo:
León-MEX 2 x 1 Flamengo
Estádio: León – León – México
Time: Felipe, Léo Moura, Wallace, Samir e André Santos; Amaral, Cáceres, Elano (Muralha), Lucas Mugni (Alecsandro) e Everton (Paulinho); Hernane
Gol do Flamengo: Cáceres
Flamengo 3 x 1 Emelec-ECU
Estádio: Maracanã
Time: Felipe, Léo Moura, Wallace, Samir e André Santos; Cáceres, Muralha (Feijão), Elano (Alecsandro), Lucas Mugni (Gabriel) e Éverton; Hernane
Gols: Elano, Hernane e Éverton
Público: 39.188
Flamengo 2 x 2 Bolívar-BOL
Estádio: Maracanã
Time: Felipe, Léo (Paulinho), Wallace, Samir e João Paulo; Cáceres (Carlos Eduardo), Muralha, Elano (Alecsandro), Gabriel e Éverton; Hernane. Gols do Flamengo: Éverton (2)
Público: 42.971
Bolívar-BOL 1 x 0 Flamengo
Estádio: Hernando Siles – La Paz – Bolívia
Time: Felipe, Léo Moura, Wallace, Samir e André Santos (Alecsandro); Amaral, Muralha, Gabriel (Paulinho), Carlos Eduardo (Lucas Mugni) e Éverton; Hernane
Emelec-ECU 1 x 2 Flamengo
Estádio: George Capwell – Guayaquil – Equador
Time: Felipe, Welinton (Chicão), Wallace, Samir e João Paulo; Amaral, Muralha (Recife), Gabriel e Éverton (Negueba); Paulinho e Alecsandro
Gols: Alecsandro e Paulinho
Flamengo 2 x 3 León
Estádio: Maracanã Time: Felipe, Léo Moura, Wallace, Samir e André Santos (Negueba); Amaral, Muralha, Elano (Gabriel) e Éverton; Paulinho (Nixon) e Alecsandro
Gols: André Santos e Alecsandro
Público: 60.451
2017 – Nesta última edição, tudo parecia, de fato, diferente.
O Flamengo virou uma potência econômica no cenário sul-americano, com folha salarial beirando os 10 milhões de reais, o time fez bela campanha no Brasileiro de 2016 e tinha todas as credenciais para ser favorito ao bicampeonato da Libertadores.
Com elenco equilibrado e cheio de jogadores consagrados, o Flamengo caiu no grupo da morte. San Lorenzo-ARG, Universidad Católica-CHI, e Atlético-PR. Este último oriundo da repescagem (pré-Libertadores).
O Flamengo venceu os 3 jogos dentro de casa com certa facilidade, podemos nos arriscar a dizer. O problema foi não conseguir um ponto sequer fora de casa. E foi este ponto que fez falta na fatídica última rodada. Com a surreal vitória do CAP diante da Católica, no Chile e o gol da virada do San Lorenzo nos acréscimos, o Flamengo se despedia de mais uma Libertadores na fase de grupos.
PODEMOS DIZER QUE ESSE FOI O SEXTO VEXAME DO FLAMENGO EM LIBERTADORES DA AMÉRICA.
Segue a campanha (sem especificação do estádio do mandante):
Data e horário dos jogos do Flamengo na Copa Libertadores da América 2017
Fase de Grupos – Grupo 4
Jogo – Data – Horário – Estádio – Cidade – País
Flamengo 4 x 0 San Lorenzo
Estádio: Maracanã
Universidad Católica 1 x 0 Flamengo
Estádio: San Carlos de Apoquindo – Santiago – Chile
Flamengo 2 x 1 Atlético Paranaense
Estádio Maracanã
Atlético Paranaense 2 x 1 Flamengo
Estádio: Arena da Baixada
Flamengo 3 x 1 Universidad Católica
Estádio: Maracanã
San Lorenzo 2 x 1 Flamengo
Estádio: Nuevo Gasómetro
https://www.youtube.com/watch?v=riFUmlDfVEA
————————————————————
Analisando todas as campanhas expostas aqui nos últimos 30 anos, podemos constatar alguns fatores determinantes para essa decadência flamenga no século XXI em competições internacionais:
De 2002 pra frente o CRF acumulou 6 vexames nas participações que teve na Copa Libertadores. Ao mesmo tempo, podemos observar que foi justamente nesse período que o Flamengo alterou um dos seus maiores princípios. Aquele que diz que craque o Flamengo faz em casa. Tudo bem que nesse período foram poucos atletas da base que se destacaram, mas foi o período que o Flamengo contratou mais jogadores de fora e diminuiu drasticamente o espaço no time titular dos seus atletas formados no clube. Com isso, aumentou-se o endividamento por conta de maus negócios, de altos salários, de rescisões mal feitas que renderam um alto passivo trabalhista e gerou um prejuízo técnico porque vários atletas simplesmente não conseguiram desempenhar seus melhores dias no clube de maior torcida e maior pressão do Brasil.
Ao abandonar a prioridade pela base, o CRF perdeu três elementos de uma só vez:
1- A identificação do atleta com as tradições do clube;
2- A entrega em campo pelos atletas que compreendiam a grandeza do clube;
3- As boas vendas dos atletas formados no clube que se destacavam no time titular.
Então podemos concluir que o ditado “Craque o Flamengo faz em casa” não é apenas um clichê barato, mas sim um elemento crucial nas conquistas do clube e no seu equilíbrio financeiro.
Logicamente que, quando se fala em dar mais espaço para base, não é lançar os garotos na fogueira, mas sim contar com eles como primeira opção no banco de reservas desde o início da temporada, seja em jogos fáceis ou jogos difíceis, pois assim, o preparo será natural e espontâneo. Sendo que alguns vingam e outros não. Mas preservar os atletas da base e relegá-los à terceira opção não parece ser estratégia inteligente.
“Queimar um garoto da base” é muito subjetivo, claro. Nos anos mais vitoriosos do Flamengo, muitos garotos participaram intensamente dessas campanhas e foram questionados e pressionados também. Todavia, nestes períodos felizes, clube e torcida tinham amor pelos meninos e consideravam esses atletas verdadeiros xodós. Havia maior tolerância.
Ao montar elencos caros e cheios de medalhões, o Flamengo se afasta cada vez mais de suas origens e isso tem se provado em campo quando vemos times descompromissados com a famosa Raça Rubro-Negra. Não a torcida organizada, mas sim a mística que tomava conta dos nossos jogadores e inflamava jogos que pareciam impossíveis de se ganhar.
Então, como última conclusão, pode-se dizer que o elenco ideal para um Flamengo forte e competitivo seria formado por uma espinha dorsal experiente e vencedora, e outra metade composta por pratas da casa que sabem bem o que é vestir o manto sagrado, e que, historicamente sempre nos representou bem — como em 1992, 1999 e 2001. Fora os títulos dos anos 80 que por se tratarem de uma época bem diferente da atual, não foi trazida nesta matéria para efeito de análise e comparação.
SRN
Leonardo Prado é diretor da Embaixada Fla-Usa, sediada em New Jersey. Siga-o no Twitter:
Outras formas de ajudar este projeto:
– Nosso site faz parte do plano de afiliados do Nação, o programa de sócio-torcedor do Flamengo. Se você clicar em bit.ly/STdoMundo Bola e aderir ao programa, ou até mesmo renovar seu atual plano, o Mundo Bola ganha 50% da sua primeira mensalidade.
O Flamengo foi eliminado, mais uma vez, numa competição internacional, de forma vexatória, ao perder para o San Lorenzo, por 2 x 1.
Não vou aqui ficar perdendo tempo lembrando, dentre outros, que já caímos diante do América do México, do Defensores, do Uruguai, e do grande time do Palestino, uma espécie de São Cristóvão chileno.
Neste século XXI, o Flamengo só passou vergonha a nível internacional.
Algumas perguntas ficam no ar…
Por que o Argentino Mancuello, cascudo, acostumado à pressão dos estádios portenhos, não foi relacionado para o jogo?
Por que escalar Gabriel, se estava dando certo a dobradinha Renê-Trauco?
Por que tanta demora em se tirar Berrío de campo?
Por que colocar um menino como Matheus Sávio numa fogueira dessa? O garoto acabou sendo o “culpado” pelo gol de empate dos argentinos.
Por que o Flamengo, ganhando, decide recuar, numa atitude covarde, chamando o San Lorenzo para a pressão? Foi uma atitude digna de um timeco de terceira divisão. O Flamengo só se dá bem quando é Flamengo, quando ELE é quem faz a pressão. E abriu mão disso.
Por que o Flamengo jogou três vezes fora de casa e só marcou dois gols? E olha que teve o ataque mais positivo do grupo e a defesa menos vazada.
Por que o Flamengo perdeu três vezes fora de casa, quando em duas delas dominou o adversário? É time só no Maracanã?
Por fim, por que os jogadores do Flamengo amarelam em jogos internacionais?
Não se classificou por soberba e covardia. Pra mim, até por falta de seriedade e sangue nas veias.
Cadê a nossa mítica raça, que não entrou em campo desta vez?
E, repito, não me venham falar que o Diego fez falta, porque ele está machucado há muito tempo e o Flamengo vinha jogando muito bem. Claro que com ele seria melhor ainda.
O Flamengo tem um dos melhores elencos do Brasil (dos mais caros), mas ainda falta um goleiro, já que a queda de rendimento do Muralha é evidente, apesar dele ter feito uma bela defesa no final do jogo de ontem.
Quando o Paulo Victor volta?
Sem falar no Márcio Caramujo, que só desarma e dá passes errados, e no Willian Arão, que parece ter esquecido seu futebol.
O Guerrero está nitidamente esgotado e tem terminado os jogos mancando. Também, fica isolado, recebendo a bola, esperando seus companheiros chegarem e tomando pancadas por trás.
E ainda precisamos de alguém que decida dentro da área. Criamos situações de gols em vários jogos e o desperdício tem sido enorme. Não temos ninguém que saiba finalizar de verdade. Outra falha de nosso elenco.
Culpar o técnico? Não seria bem o caso. Ele tem feito um bom trabalho. Erra aqui e ali, como qualquer outro. Por isso sou a favor de sua continuidade, mas que ele errou demais neste jogo diante do San Lorenzo, disso ninguém tem dúvida.
O presidente Eduardo Bandeira de Melo e sua diretoria arrumaram financeiramente a casa, mas o time não tem correspondido em campo.
Vou bater nessa tecla sempre: cadê a raça?
Agora, vamos disputar a Sul-Americana, que nada mais é do que a Segunda Divisão da Libertadores.
Isso não é o Flamengo.
Enquanto isso, vamos chorar na cama, que é um lugar quente…
Paschoal Ambrósio Filho é jornalista e autor dos livros 6x Mengão, 100 Anos de Bola, Raça e Paixão e PentaTri
Este texto faz parte da plataforma de opinião Mundo Bola Blogs, portanto o conteúdo acima é de responsabilidade expressa de seu autor, assim como o uso de fontes e imagens de terceiros. O Mundo Bola respeita todas as opiniões contrárias. Nossa ideia é sempre promover o fórum sadio de ideias. Email: contato@fla.mundobola.com.
Outra forma de ajudar este projeto:
– Nosso site faz parte do plano de afiliados do Nação, o programa de sócio-torcedor do Flamengo. Se você clicar em bit.ly/STdoMundo Bola e aderir ao programa, ou até mesmo renovar seu atual plano, o Mundo Bola ganha 50% da sua primeira mensalidade.
Na noite de ontem (17), o Flamengo perdeu de virada para o San Lorenzo, por 2 a 1, jogando em Buenos Aires, dando adeus à Libertadores 2017. A equipe, que positivamente, teve aproveitamento de 100% em 3 jogos em casa, negativamente, teve 0% de aproveitamento jogando como visitante.
O Flamengo chegou na última rodada com boas chances de classificação. A única forma de ser eliminado, era perdendo e o Atlético-PR vencer a Universidad Católica. O Mengão vencia até os 30 do segundo tempo. Depois disso, permitiu a virada do San Lorenzo, e ainda viu o Atlético-PR vencer seu jogo por 3 a 2.
Números da campanha
6 Jogos – 3 Vitórias – 3 Derrotas – 11 Gols Marcados e 7 Gols Sofridos
Jogos
22 jogadores utilizados;
Éverton e Gabriel tinham participado da Libertadores 2014;
6 atletas “estrangeiros”
Gols, Assistências e Cartões
Artilheiros: Diego, Guerrero, Rodinei e Miguel Trauco, com 2 gols cada;
Assistências: Diego e Willian Arão, com 2 cada;
Cartões Amarelos: Pará, com 3;
Gols Marcados e Gols Sofridos
Comparação – Libertadores 2014 e 2017
Adriano Skrzypa é estudante de educação física e adora números.
Siga-o no Twitter: @FlamengoNumeros Deixe seu comentário!
Este texto faz parte da plataforma de opinião Mundo Bola Blogs, portanto o conteúdo acima é de responsabilidade expressa de seu autor, assim como o uso de fontes e imagens de terceiros. O Mundo Bola respeita todas as opiniões contrárias. Nossa ideia é sempre promover o fórum sadio de ideias. Email: contato@fla.mundobola.com.
Outras formas de ajudar este projeto:
– Nosso site faz parte do plano de afiliados do Nação, o programa de sócio-torcedor do Flamengo. Se você clicar em bit.ly/STdoMundo Bola e aderir ao programa, ou até mesmo renovar seu atual plano, o Mundo Bola ganha 50% da sua primeira mensalidade.
Vergonhosa. Patética. Triste. Mas justa. Assim foi a eliminação do Flamengo na noite de ontem. A Taça Libertadores da América acabou para o nosso time. Aprendi que, na vida, acabamos aprendendo mais nas derrotas do que nas conquistas. A derrota, principalmente quando inesperada, nos faz “remoer”. Essa reflexão forçada acaba por nos ensinar muitas coisas.
Porém, cabe ressaltar que a lição está aí, mas só se aprende se quiser. Esse mesmo Flamengo (dirigentes, comissão técnica e jogadores) já foi eliminado de maneira vexatória outras vezes. Mas parece não ter aprendido a lição.
O time fez, ontem, a pior partida da Libertadores. Se merecia melhor sorte nos dois primeiros jogos fora de casa, ontem, sinceramente, até demorou para sofrer a virada. Estava muito claro que só um milagre manteria a nossa vitória ou um empate. E isso se deve porque jogamos como time pequeno. Mesmo desfalcados, somos melhores que o San Lorenzo. Alguém duvida disso? Mas nos portamos como muito inferiores. Pagamos esse preço.
Quanto ao jogo de ontem, dentro do campo, a culpa deve ser dividida entre o técnico, que se mostrou covarde na maior parte do tempo (e quem me conhece sabe que sempre o defendi) e o time, que errou tudo que tentou. Ninguém foi bem. Talvez o Rever, o Guerrero e o Rodinei. Mesmo assim, longe de suas melhores atuações.
Fora de campo, precisamos avaliar o que acontece. Se financeira e administrativamente parecemos caminhar a passos largos para um clube próspero, o despreparo dessa diretoria com o futebol é preocupante. Os gringos que contratamos parecem não entender o tamanho do nosso clube. Até o departamento médico, antes laureado, começa a sofrer críticas por não apresentar melhores resultados na recuperação dos jogadores.
E ontem, para piorar ainda mais a situação, ficou clara a falta que faz um VP de Futebol, que conheça as artimanhas do meio campo, entre o jogo e os bastidores. Esse VP que deveria dar entrevistas após os jogos. Esse VP existia, mas não existe mais. Por problemas que, inclusive, maculam o nome do nosso clube. Como ele não existe (o Bandeira acumula o cargo), o Presidente assumiu esse papel. E foi muito mal, pelo menos ontem.
Bandeira respondia as questões de maneira branda, até a pergunta do Mauro Cesar Pereira. Mauro instigou, verdade. Mas o jornalista fez exatamente o que se espera dele. Ele não é obrigado a fazer perguntas protocolares. Ao contrário. Já Bandeira deve se portar, sempre, como Presidente da Instituição. E ontem ele deixou a dor da derrota se misturar com seu cargo e foi mal na resposta. Não apaga todas as suas boas ações, mas foi uma tremenda bola fora. Que tenha humildade e reveja seu posicionamento.
Levantaremos a cabeça, sem dúvidas. Hoje, ao acordar, já vi alguns torcedores com o Manto Sagrado. Essa torcida é sensacional. Ela não mereceu o que aconteceu. Ela carrega o Flamengo, ela é uma Nação, no melhor sentido da palavra. E dentro dela, tem os que apoiam a atual gestão e tem os que são contra. Tem os que apoiam, mas também criticam. Democracia. A crítica é extremamente válida, a qualquer tempo. A crítica nos tira do perigoso conforto. E está mais que na hora do Flamengo aprender a lidar, da melhor forma, com elas.
Felipe Foureaux escreve todas as quintas-feiras. Siga-o no Twitter: @FoureauxFla
Este texto faz parte da plataforma de opinião Mundo Bola Blogs, portanto o conteúdo acima é de responsabilidade expressa de seu autor, assim como o uso de fontes e imagens de terceiros. O Mundo Bola respeita todas as opiniões contrárias. Nossa ideia é sempre promover o fórum sadio de ideias. Email: contato@fla.mundobola.com.
Outra forma de ajudar este projeto:
– Nosso site faz parte do plano de afiliados do Nação, o programa de sócio-torcedor do Flamengo. Se você clicar em bit.ly/STdoMundo Bola e aderir ao programa, ou até mesmo renovar seu atual plano, o Mundo Bola ganha 50% da sua primeira mensalidade.