Autor: diogo.almeida1979

  • Um time forte em quatro atos

    A vitória contra a Chape é para dar moral ao grupo, que precisava disso para engrenar. O Flamengo tem um bom elenco e tem o dever de estar brigando por todos os títulos que disputar. O time está no caminho certo, até porque o problema é mais psicológico do que técnico ou tático. O jogo de quinta nos dá a falsa impressão de que tudo se acertou, o que não é verdade. O placar de 5×1 não reflete o que foi o jogo, a meu ver, 3×1 seria um placar mais justo a partida. Ocorre que no futebol, nem sempre a justiça prevalece.

    O time do Flamengo tem muito para evoluir. Infelizmente ele nem sempre apresenta o ótimo desta rodada no aproveitamento nas finalizações. Com esse aproveitamento, que construiu a bela goleada diante dos catarinenses, com certeza estaríamos classificados para as oitavas de finais da Libertadores. Sim, a Libertadores tem que ser constantemente lembrada. Não como cobrança, como tem sido feito por boa parte da torcida, mas sim para que o time possa não cometer os mesmos erros na Libertadores 2018. Sim, eu acredito que estaremos na Libertadores ano que vem, mas isso é assunto para outro dia.

    O Flamengo precisa dar fim a quatro problemas graves e que vêm fazendo com que o time não apresente o futebol de nível que deveria apresentar com esse elenco.

    O primeiro problema que o time precisa resolver é a questão psicológica, abalada após a eliminação da Libertadores, e uma vitória como esta última serve para dar moral. Acredito que uma sequência de bons resultados, restabelecerá a confiança perdida. Confiança no futebol é importante, ou acham que sem confiança o Diego faria aquele primeiro gol? Com confiança, o futebol de bons jogadores fluem melhor, não os deixando presos.

    O que demonstra que a falta de confiança do time, foi o apagão que o time demonstrou após tomar o gol. O time ficou perdido por cerca de 10 minutos, sofrendo uma pressão da Chapecoense, sem que conseguisse sair da defesa.

    O segundo problema é a teimosia do Zé Ricardo em insistir em determinados jogadores. Não é porque o time goleou, que vamos nos esquecer de sua fixação pelo Márcio Araújo. O time precisa de volantes que além de marcar, tenham bom passe e boa presença ofensiva. Cuéllar fez duas boas partidas, não me convencendo as justificativas do Zé Ricardo para saída do camisa 26 do time titular. A palavra que vem sendo constantemente repetida e falta ao nosso treinador é Meritocracia. Afinal, como os jogadores que estiverem treinando bem ou disputando boas partidas vão chegar ao time titular?

    O terceiro problema é falta de definição de um time titular. Entendo que se troque um jogador ou outro dependendo do adversário, mas para isso o time tem que estar entrosado para que não sinta essa mudança. Quem é capaz de escalar o time titular do Flamengo hoje? Acredito que nem o próprio Zé Ricardo é capaz.

    O quarto e o último problema é falta de variações táticas e jogadas ensaiadas. Hoje o Flamengo parece um time inglês dos anos 80 que buscava jogadas laterais para cruzamentos na área do adversário. Além disso, hoje o Flamengo somente joga com uma formação. Salvo engano, não vi o Flamengo jogar no 4-4-2 com Zé Ricardo. O Flamengo tem um bom elenco, basta nosso treinador saber trabalhar melhor com os jogadores que tem.

    Acredito que estamos prestes a passar pelo primeiro dos quatro atos de nossos problemas. Hoje com mais calma e após passar o efeito da goleada, consigo enxergar isso melhor, pois nós Rubro-Negros temos esse defeito de ver o time como oito ou oitenta.

    Saudações Rubro-Negras,

     
    Bruno Baesso escreve no Blog Cultura RN. Siga-o no Twitter: @BrunoCBB55

     


     

     

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  • Popoca comenta vitória em clássico e projeta estreia no Brasileiro

    Na manhã deste sábado (24), na Gávea, o Flamengo garantiu classificação para a decisão da Taça Rio Sub-20, ao derrotar o Fluminense por 1 a 0. Após o jogo, o técnico Gilmar Popoca conversou com Mundo Bola e comentou sobre a vitória rubro-negra no clássico. Popoca também contou como fez para recuperar os jogadores após a derrota nos pênaltis na decisão da Copa do Brasil e projetou a estreia dos Garotos do Ninho no Campeonato Brasileiro.

    O treinador rubro-negro reconheceu que sua equipe teve uma atuação ruim no primeiro tempo do clássico. Apesar da vitória por 1 a 0, o goleiro Gabriel Batista foi o melhor jogador em campo, com três excelentes defesas, que garantiram a classificação dos Garotos do Ninho.

    “Nós sabíamos que hoje o jogo seria dificílimo. Foi muito mais emocional do que propriamente físico. Fizemos um primeiro tempo muito ruim, com a marcação muito errada, desencontrada. O Fluminense conseguia jogar entre as nossas linhas, entre os volantes e os nossos zagueiros. O Gabriel Batista fez um grandioso jogo. E no segundo tempo equilibramos um pouco as ações, recuperamos a posso de bola no meio-campo, começamos a organizar melhor a marcação. Com isso a equipe cresceu e tomou conta do jogo. Poderíamos até ter feito um resultado maior. Mas foi um jogo difícil. Clássico é clássico”, declarou.

    Popoca contou como foi o trabalho da comissão técnica para recuperar emocionalmente os jogadores após a derrota nos pênaltis para o Atlético-MG na decisão da Copa do Brasil.

    “Foi uma semana de bastante conversa. Procuramos deixar o ambiente muito leve. Conscientizamos os jogadores de que eles fizeram uma excelente campanha e que a temporada continua. Eu mesmo, com toda a minha experiência, fiquei um pouco ressentido, principalmente depois que assisti os lances e vi que tínhamos tudo para vencer. Houve até um pênalti a nosso favor. Eu não sou muito de reclamar de arbitragem, mas foi um pênalti claríssimo. O árbitro estava no lance e não sei porque não quis marcar. Então foi todo um trabalho durante a semana para que a cabeça deles voltassem para outra competição, que também é muito importante para nós”, disse.

    Em meio a semana de jogos decisivos da Taça Rio, o Flamengo fará sua estreia no Campeonato Brasileiro Sub-20. A delegação rubro-negra viaja na terça-feira para Curitiba, onde enfrenta o Coritiba, na quarta (28), no Estádio Couto Pereira. Popoca não pretende poupar nenhum atleta para este confronto, mesmo tendo uma decisão para disputar três/quatro (ainda não foi definido) dias depois.

    “Vamos para Curitiba com o que temos de melhor. Nossos jogadores sabem que a vida de quem joga em time grande é dura. Não temos descanso. Remamos desde o início da Copa do Brasil e agora vamos buscar a classificação no Campeonato Brasileiro também. Viajaremos terça, jogaremos na quarta, na quinta será o retorno e na sexta faremos um trabalho regenerativo, já pensando na final da Taça Rio no fim de semana”, finalizou  o treinador.

    O adversário do Flamengo na decisão da Taça Rio sairá do duelo entre Vasco e Nova Iguaçu, que jogam nesse domingo (25), em São Januário. A grande final será disputada no próximo fim de semana. Haverá um sorteio para definir qual clube terá o mando de campo da partida.

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    Foto: Gilvan de Souza 

     


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  • Com gol de Kleber, Flamengo vence o Flu na Gávea e avança à final da Taça Rio

    Apenas o empate bastava para o Flamengo avançar à decisão da Taça Rio Sub-20, mas o talento individual de Kleber e as brilhantes defesas do goleiro Gabriel Batista deram ao Mais Querido a vitória sobre o Fluminense, por 1 a o, na Gávea, na manhã deste sábado (24).

    Com o resultado, os Garotos do Ninho disputarão pelo terceiro ano seguido a final do segundo turno do Campeonato Carioca Sub-20. O adversário na decisão sairá do duelo entre Vasco e Nova Iguaçu, que jogam nesse domingo (25), em São Januário. A grande final da Taça Rio será disputada no próximo fim de semana. Haverá um sorteio para definir qual clube terá o mando de campo da partida.

    Antes de disputar a decisão da Taça Rio, porém, o Flamengo estreia no Campeonato Brasileiro Sub-20. O Rubro-Negro enfrenta o Coritiba, na próxima quarta-feira (28), fora de casa.

    O  jogo

    Precisando do resultado para continuar vivo no campeonato, o Fluminense  começou o clássico atacando fortemente o Flamengo, que não conseguia encaixar a marcação no meio-campo. Evanilson, o camisa 7 tricolor, era quem comandava as ações. Em menos de 10 minutos de jogo, o  time visitante obrigou o goleiro Gabriel Batista a fazer duas excelentes defesas. Na primeira, aos nove minutos, Gabriel defendeu o chute de Ramon. E na segunda, aos 13’, o arqueiro rubro-negro apareceu novamente após o camisa 9 do Tricolor pegar o rebote de uma cobrança de falta.

    Em uma escapada pela esquerda, Kleber avançou com a bola, cortou para o meio, e mesmo tendo podendo dar o passe para João Pedro, que estava mais à frente, preferiu arriscar o chute e abriu o placar na Gávea, aos 20 minutos. O Fluminense continuou pressionando em busca do gol, mas os Garotos do Ninho souberam como suportar defensivamente. No final do primeiro tempo, após cobrança de escanteio, empatou a partida. A bandeirinha, porém, assinalou impedimento na jogada.

    Para reforçar a marcação no meio campo, o Flamengo voltou para o segundo tempo com Vinicius Souza no lugar de João Pedro. A estratégia do treinador deu resultado. O Fluminense já não conseguia criar com tanta liberdade. A melhor chance do segundo tempo, inclusive, foi do Rubro-Negro. Após jogada de Gabriel Silva pela esquerda, Lincoln, embaixo do gol, perdeu a chance de ampliar. Com um Fluminense pouco efetivo, o Mais Querido apenas administrou o resultado até o final da partida. Flamengo 1 x 0 Fluminense.

    Flamengo: Gabriel Batista (Hugo), Kleber (Juninho), Bernardo, Rafael, Michael, Theo, Jean Lucas, Lucas Silva, Gabriel Silva, João Pedro (Vinícius Souza) e Lincoln. Treinador: Gilmar Popoca.

    Atualização: 25/06/2017 às 18h26

    O Vasco derrotou o Nova Iguaçu por 3 a 1, e será o adversário do Flamengo na decisão da Taça Rio. Data, horário e local da partida ainda serão definidos pela FERJ. Com as eliminações de Fluminense e Nova Iguaçu, o Madureira está mantido como adversário do Mais Querido na semifinal do Estadual.

    Foto: Staff Images 

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  • Neste final de semana, acontece o 9° Encontro das Embaixadas do Nordeste

    No próximo domingo (25), rubro-negros de todo o nordeste vão se deslocar rumo a Salvador para apoiar o Flamengo no duelo contra o Bahia. Esta mobilização acontece todos os anos quando o Mais Querido joga em território soteropolitano e acabou dando origem a um dos maiores eventos organizados por Embaixadas do Flamengo.

    Desde 2008, a Fla Bahia organiza o Encontro das Embaixadas do Nordeste, onde torcedores de toda região podem festejar e socializar, antes de ir para o estádio acompanhar o Flamengo. Neste ano, o evento chega a sua 9° edição.

    – Como a Bahia tem muitos flamenguistas, Embaixadas e Consulados no interior do Estado, surgiu essa demanda espontânea. Sempre que tinha jogos aqui em Salvador, eles procuravam a Flabahia  pra ajudar na logística, local pra ficar, entre outros pedidos. Percebemos que tinha uma necessidade de dar um suporte maior pra esse pessoal (local pra tomar um banho, se alimentar), de entreter e ter onde ficar até a hora de ir ao estádio. Geralmente as viagens são longas, muitos passam a madrugada toda na estrada. O encontro dá todo esse suporte e temos a chance de conhecer muita gente boa que eleva o nome do Flamengo em nossa região – afirmou Lucas Lubrial, um dos diretores da Flabahia.

    O 9° Encontro das Embaixadas acontece no Boteco do Caranguejo, espaço alugado exclusivamente para o evento, das 10h às 16h. A entrada custa R$10,00 (sócios-torcedores pagam meia; crianças e idosos não pagam). No local, haverá sorteios de produtos oficiais do Flamengo e show de uma banda de samba. Até o momento, mais de 500 rubro-negros confirmaram presença no evento.

    Edição passada reuniu mais de 800 rubro-negros.

    – São mais de 20 Embaixadas e Consulados que estarão presentes. Não quero ser injusto e posso esquecer o nome de alguma, mas são várias do interior da Bahia, algumas de Sergipe, Piauí, Rio Grande do Norte, entre outros – destaca Lucas.

    Após o encontro, os torcedores vão se deslocar rumo a Fonte Nova, onde acompanharão o jogo entre Flamengo x Bahia, válido pela 10° rodada do Campeonato Brasileiro.

     Contato da Embaixada Flabahia

    Presidente: Vinícius Araújo
    Localidade: Salvador/BA
    Tel: (71) 988236348 / 982437868/ 991588434 / 999814389 / 991959176
    E-mail: flabahia@flabahia.com.br
    Site: www.flabahia.com.br

     


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  • Boletim da Base: sub-20 joga por vaga na final da Taça Rio, sub-15 e sub-17 disputam semis da Taça GB

    O Estádio José Bastos Padilha, na Gávea, vai respirar muito futebol nesse fim de semana. Com o time profissional atuando em Salvador, as categorias serão a atração dos rubro-negros no Rio Janeiro. As equipes sub-15, sub-17 e sub-20, disputarão importantes jogos pelo Campeonato Carioca. Os torcedores poderão acompanhar todas as partidas. A entrada na Gávea será gratuita. O Mundo Bola vai acompanhar todos os clássicos em Tempo Real.

    O time juniores abrirá os trabalhos contra o Fluminense, nesse sábado (23), às 10h, pela semifinal da Taça Rio Sub-20. Um pouco mais tarde, às 15h, será a vez do sub-17 enfrentar o Tricolor das Laranjeiras pela semifinal da Taça Guanabara. Por último, mas não menos importante, a equipe infantil duelará contra o Vasco, no domingo (25), às 10h. O Clássico dos Milhões é válido pela semifinal da Taça Guanabara Sub-15.

    Não é por acaso que todos os jogos acontecerão na Gávea. Os times sub-17 e sub-20 garantiram vagas nas semifinais das Taças Guanabara e Rio, respectivamente, ao serem os melhores colocados na fase classificatória. A equipe infantil também fez uma boa campanha, ficando em segundo lugar em seu grupo, e por isso receberá o Vasco em casa. Além de jogarem na Gávea, os três times têm a vantagem do empate.

    Sub-20

    Ao vencer o Nova Iguaçu, na última quarta-feira (21), o sub-20 garantiu a primeira colocação do Grupo A da Taça Rio, com 17 pontos.  Na campanha do segundo turno, o Mais Querido venceu cinco jogos e empatou apenas dois. Marcou 16 gols e sofreu seis. O bom desempenho na Taça Rio deu ao Flamengo a liderança da classificação geral. Com isso, o Rubro-Negro obteve todas as vantagens até que o regulamento oferecia.

    Contra o adversário desse sábado, os Garotos do Ninho levam vantagem na temporada. Contando com excelentes atuações de Vinicius Junior, o Flamengo venceu os dois clássicos  diante do Fluminense. Nas Laranjeiras, vitória de virada por 3 a 1. Já na Gávea, outro placar contundente: 4 a 0. Com a quinta colocação na classificação geral, o Fluminense só continuará vivo na competição caso derrote o rival. O zagueiro Dener e o volante Hugo Moura são os únicos desfalques do Flamengo para o clássico, que terá transmissão da FlaTV. Vasco e Nova Iguaçu disputam a outra semifinal.

    Sub-17

    Melhor campanha da Taça Guanabara, com onze vitórias e dois empates em 13 jogos, o time juvenil chega como favorito para o clássico desse sábado. No último encontro entre as equipes, o Rubro-Negro levou a melhor por 2 a 1, em partida realizada na Gávea. Se avançar à decisão do primeiro turno, o Flamengo enfrentará o vencedor do confronto entre Vasco e Botafogo. A final acontecerá em dois jogos, e o clube campeão garantirá vaga na decisão do Estadual.

    Ao site do clube, o técnico Márcio Torres projetou o clássico com o  Tricolor.“Sobre a semifinal contra o Fluminense, estamos nos preparando para fazermos o melhor. A equipe adversária também é qualificada, mas estamos confiantes e trabalhando muito duro para levarmos o Flamengo a mais uma final e, consequentemente, conquistarmos mais um título para a nação Rubro-Negra”, disse.

    Sub-15

    O time infantil fez a segunda melhor campanha da fase de classificação da Taça Guanabara, conquistando 11 vitórias, um empate e uma derrota, em 13 jogos. Na fase de classificação, o Mais Querido derrotou o Vasco, adversário desse domingo, por 2 a 1.  Avançando à decisão da Taça GB, o Flamengo  terá como adversário o vencedor do duelo entre Fluminense e Nova Iguaçu. A final acontecerá em dois jogos, e o clube campeão garantirá vaga na decisão do Estadual.

    Treinador da equipe, Ramon Lima falou sobre a evolução de seus comandados na temporada. “Apesar de neste campeonato termos acumulado alguns jogos de outra competição, como o torneio na Itália e a Copa Nike, tivemos bom desempenho na fase de classificação. Conseguimos utilizar todos os atletas do plantel Sub-15 e, em muitos jogos, oportunizamos e observamos atletas do Sub-14 também, o que é muito importante para a evolução deles. Nossa equipe vem demonstrando um futebol ofensivo e equilibrado defensivamente. Estamos buscando melhorar a cada jogo enquanto equipe. Esse é nosso desafio diário, para que estes atletas possam ser promovidos ao Juvenil em condições muito satisfatórias”, declarou ao site do clube.

    Foto: Gilvan de Souza /Flamengo 

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  • Em parceria com o Fla Master, Flamengo fará doação para lar de idosos

    Na próxima segunda-feira (26), o Flamengo, representado pelo vice-presidente geral Maurício Gomes de Mattos, participará de um evento solidário em Nova Friburgo. No local, o clube fará uma doação de R$10 mil ao Lar Abrigo Amor a Jesus (LAJE). A entidade filantrópica cuida de mais de 80 idosos carentes e depende de contribuições para manter o trabalho ativo. O Fla também doará três camisas para o abrigo organizar uma rifa e buscar mais fundos.

    O dinheiro destinado à entidade foi arrecadado durante um show do humorista Paulinho Gogó, no salão nobre da Gávea. O comediante estará presente no local. Além dele, Adílio, Uri Geller, Leandro Rondinelli, Tita e Silva Batuta, eternos ídolos, também confirmaram presença.

    A ação será aberta ao público e os torcedores poderão bater um papo com os ídolos do Fla Master. Para participar, basta levar 1kg de alimento não perecível. O evento acontecerá das 15h às 17h.

    Murilo e Chê

    Em 25 de janeiro deste ano, Maurício Gomes de Mattos e o Fla Master estiveram no local para visitar dois moradores do LAJE que possuem o passado intimamente ligado ao Fla: Murilo e Chê.

    Com 448 jogos no Flamengo, o ex zagueiro Murilo é um símbolo rubro-negro e está entre os jogadores que mais atuaram pelo clube. Na Gávea, ele jogou ao lado de Evaristo de Macedo, Carlinhos, Dida, Ubirajara, Fio e tantos outros nomes históricos.

     

    Da esquerda para a direita: Silva Batuta, Maurício Gomes de Mattos, Uri Geller, Leandro, Paulo Henrique, Murilo e Rondinelli, durante a última visita ao LAJE.

     

    Grande nome do fotojornalismo no Brasil, o uruguaio Rubens Walter Etcheverria, mais conhecido como Chê, era figurinha carimbada nos jogos e treinos do Flamengo. Em 1978, durante um final de Campeonato Carioca entre Flamengo x Vasco, de forma curiosa, acabou  virando personagem da decisão.

    – Eu estava trabalhando, fotografando. E o Vasco era campeão com o resultado que estava (0 a 0). O Zico na minha frente e eu disse: “Galo, vai você mesmo. Está na hora, está acabando”. E joguei a bola. Ele pegou, começou a andar para o córner. Voltei para o meu lugar. A bola veio, Rondinelli entra e cabeceia, tum! – gostava de relembrar.

    Infelizmente, Chê faleceu no último dia 14 junho.

     

    Chê (sentado) ao lado de Júlio César, Maurício Gomes de Mattos, Leandro e Paulo Henrique

     

     


     

     

  • Análise tática: como se desenhou a goleada rubro-negra sobre a Chapecoense

    Dizem por aí que o futebol pode ser dividido em quatro dimensões: técnica, tática, física e psicológica. A atuação de um time é o balanço entre esses quatro aspectos e, muitas vezes, uma equipe pode usar a sobrecarga física ou psicológica para vencer uma outra que é tecnicamente superior.

    A goleada de ontem na Ilha sublinhou duas dessas características. A parte mais interessante do jogo se deu na disputa técnica e psicológica. Tecnicamente o Flamengo foi superior durante todo o jogo e contou com uma noite inspirada de seus principais jogadores. O componente psicológico ficou para o início do segundo tempo, quando Thiago falhou no gol e o jogo, já desenhado para uma vitória tranquila ganhou contornos de drama, com o Flamengo tomando pressão por quinze minutos.

    No plano tático, foi um jogo bem simples, com dois times usando esquemas bastante parecidos e sem nenhuma variação importante – pelo menos enquanto o resultado estava em disputa. O mais interessante da parte tática ficou por conta de quatro duelos que definiram o posicionamento das duas equipes e acabaram definindo o placar.

    Diego x Andrei Girotto

    Zé Ricardo disse na entrevista após o jogo que, com o intuito de bloquear as subidas de Luiz Antônio e Andrei Girotto, pediu para Diego formar uma linha de quatro no meio campo ao lado de Arão, com Berrío e Everton abertos na mesma linha. O que se viu no jogo, no entanto, foi um pouco diferente.

    Diego caía mais pela esquerda e Arão ficava mais preso do lado direito. O meio-campo jogava em bloco, coisa que não era comum nos últimos tempos no Flamengo. Em vários momentos vimos Diego recuando até a entrada da área para disputar a segunda bola em cruzamentos da Chape, mas ele não jogava exatamente ao lado de Arão. Diego estava sempre um pouco mais adiantado.

    Para o torcedor acostumado ao Championship Manager ou com os comentaristas da Globo, Diego é meia e Arão é volante, portanto é um absurdo colocá-los em posições similares. Na verdade, pedir para o meia fechar a linha de do meio-campo é a coisa mais normal do mundo hoje. O posicionamento adiantado não se deve apenas à característica de cada jogador.

    Da mesma forma que Diego acompanhava Andrei Girotto, o jogador da Chape tinha a missão de guardar o craque do Flamengo. Surge aí o dilema do ovo e da galinha. Quem veio primeiro? Se Girotto avança, Diego tem que acompanhá-lo. Mas se Diego não acompanha, Girotto não pode subir, pois deixará espaço às suas costas.

    Percebendo a marcação quase individual, Diego mostrou sua inteligência. Acompanhou as subidas de Girotto sim, mas se adiantou na saída de bola da Chape para forçar o volante a não subir tanto. Marcar nem sempre é dar carrinho.

    Berrío x Reinaldo

    Uma das principais jogadas da Chape é a subida simultânea dos dois laterais, Apodi pela direita e Reinado pela esquerda. Quando o time catarinense sai com a bola, os laterais se posicionam “alto” no campo, ou seja, bem adiantados. Berrío e Everton tinham a missão de acompanhá-los.

    O colombiano fez seu papel, marcando Reinado de perto. Isso fez com que ele não participasse tanto da marcação pressão lá na frente, o que irritou a torcida em alguns momentos, mas sua missão não era essa.

    O interessante, porém, é que Berrío só acompanhava o lateral até a intermediária de defesa do Flamengo. No último terço do campo, Arão colava por ali e Berrío, em vez de acompanhar, se projetava no espaço vazio deixado pelo lateral adversário.

    Em alguns momentos, vimos Reinaldo e Artur tentando construir jogadas pela esquerda, marcados por Rodinei e Arão, com Berrío mais adiantado e aparentemente só olhando. Dessa vez, não pareceu preguiça, mas estratégia. O Flamengo até conseguiu puxar alguns contra-ataques por ali.

    Trauco x Rossi

    O jogador mais perigoso da Chapecoense era o ponta direita Rossi. Rápido e habilidoso, ele deu trabalho por ali. Coincidência ou não, ele jogava em cima do jogador defensivamente mais frágil do Flamengo.

    Trauco é bom jogador, bate bem na bola e está começando a soltar a perna nos chutes. Por outro lado, tem um péssimo posicionamento na defesa. Ele precisa de cobertura sempre, mesmo quando está posicionado. Não é incomum surgir um lançamento em suas costas com a defesa completamente montada.

    Foi nisso que a Vagner Mancini apostou. A grande esperança da Chape, além das bolas paradas, era o um-contra-um entre Rossi e Trauco.

    O peruano acabou ficando preso, sem poder subir muito, mas foi bem defensivamente, realizando cinco desarmes no jogo (ele tinha dois desarmes em quatro jogos no campeonato). Boa parte desse desempenho se deu pela cobertura defensiva. Juan teve que sair várias vezes para ajudar, mas quem mais deu suporte foi Márcio Araújo.

    Para mim, o camisa 8 foi o pior do Flamengo em campo. Com a bola, não produziu nada. Ao fim do jogo, Zé Ricardo disse que precisava de um volante rápido para cobrir as inversões de jogo do adversário. Não quero argumentar que Cuellar não tivesse condições de fazer isso, mas a preocupação era verdadeira. Quando a bola chegava a Rossi, Márcio Araújo já disparava na cobertura.

    Trauco, Márcio Araújo e Juan fizeram, juntos, onze desarmes e apenas duas faltas, efetivamente parando o lado forte do adversário.

    O desenho tático

    Esses três duelos definiram o jogo taticamente. Diego um pouco mais adiantado, Arão bastante pela direita, com Berrío aberto por ali e Márcio Araújo fazendo a cobertura pelo lado esquerdo. 

    Um último duelo foi determinante. Não tanto na parte tática, mas acabou definindo o placar.

    Guerrero x Victor Ramos

    Victor Ramos marcava diretamente Guerrero nos três gols – e ainda na bola que ele girou e bateu de fora da área. Guerrero estava inspirado, conseguiu se dar bem no duelo durante os 90 minutos e matou o jogo para o Flamengo. Victor Ramos, mesmo com o gol (de sorte) foi decisivo contra a Chapecoense.

    Conclusões

    Finalmente uma boa partida do Flamengo! Finalmente saímos do estádio com a impressão de que o time todo foi bem. Pelo jogo, merecíamos uma vitória tranquila, mas o placar elástico foi um pouco enganoso. O principal ponto positivo foi ver o Flamengo se impondo tecnicamente contra o adversário. Para um time que é considerado um dos melhores no papel, isso deveria ser mais comum.

    O ponto negativo fica por conta dos quinze minutos de pressão depois do gol. O time parece ter se abalado muito com a falha de Thiago, ficando perdido em campo. Acho que Zé Ricardo deveria ter feito uma substituição ali.

    Voltamos a jogar bem. Mas ainda é muito pouco.

    Foto: Reprodução

    Téo Ferraz Benjamin escreve as análises táticas do Mundo Bola. Siga-o no Twitter: @teofb


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  • Jogo do Corinthians tira a possibilidade de Santos e Flamengo jogarem no Pacaembu

    Para a Polícia Militar de São Paulo é regra: não pode haver dois jogos de clubes rivais na capital paulista e no mesmo horário. Este seria o caso de Santos x Flamengo pela partida de volta da Copa do Brasil. O Peixe, logo que foi sorteado contra o Urubu, afirmou que mandaria o jogo no Pacaembu. Porém, após os sorteios da CBF e Conmebol, houve choque entre as datas envolvendo o jogo dos santistas e o duelo do Corinthians contra o Patriotas pela Copa Sul-Americana.

    Com isso, o Santos foi obrigado a levar o jogo para a Vila Belmiro. A diretoria santista ainda tentou uma mudança na data do duelo com a CBF, mas a entidade acatou o pedido da PM-SP e o duelo continuará sendo no dia 28 de julho, às 21h45, mas ao invés de Pacaembu, o palco do jogo será a Vila Belmiro. O Peixe deve mudar o duelo contra o mesmo Fla pela 18ª rodada do Brasileirão para o Pacaembu no intuito de não deixar os torcedor da capital “na mão”.

    Flamengo e Santos duelam pelas quartas de final da Copa do Brasil. O jogo de ida será na próxima quarta-feira (28), às 21h45, na Ilha do Urubu. Quem se classificar enfrenta o vencedor do duelo entre Botafogo x Atlético Mineiro.


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  • Diretor jurídico do Flamengo fala sobre atraso no envio do ITC de Éverton Ribeiro

    Uma corrida contra o tempo marcou o início da noite da última terça-feira (21). Torcedores e jornalistas atualizaram de forma constante o site do BID (Boletim Informativo Diário), da CBF, para saber se Éverton Ribeiro teria condições de estrear pelo Fla no jogo de hoje, contra a Chapecoense. Mas a documentação não chegou até o horário limite e o primeiro jogo do camisa 7 foi adiado para o próximo domingo. Por causa deste fato, questionamentos sobre uma suposta passividade do Flamengo tomaram conta das redes-sociais – torcedores alegavam que o clube não havia pressionado os árabes para conseguir a liberação.

    O Mundo Bola procurou o diretor jurídico do Flamengo, Bernardo Accioly, que falou sobre o caso.

    – Os procedimentos por parte do Flamengo foram feitos com total diligência. Todos os contratos já estavam assinados. Mas o contrato federativo, que é levado a registro, só pode ser gerado em um sistema eletrônico no próprio dia 20. Ou seja, até o dia 19 só existem contratos em papel em instrumentos particulares. – afirmou.

    Nome de Everton Ribeiro só apareceu no BID na manhã de ontem

    Bernardo também explicou quais são os procedimentos até o nome de um atleta, vindo do exterior, constar no BID.

    – Após a janela abrir, o clube gera o contrato federativo e incluir o mesmo, juntamente com o contrato de transferência, no TMS (sistema de registro de transferências internacionais). Em até 7 dias, o outro clube efetua a contra-ordem. Se ambos os contratos inseridos trazem as mesmas informações, ou seja, se ocorre o “match”, a federação do clube cedente envia o ITC através do sistema. Assim que a CBF visualiza o documento, publica a regularização do atleta no BID. – afirmou

    Após solicitado, o prazo para envio do ITC (documento necessário para o registro da transferência) é de uma semana. No caso do zagueiro Rhodolfo, a Federação Turca foi ágil e enviou o documento em poucas horas – o que possibilitou a regularização do defensor. Já o ITC de Éverton Ribeiro, chegou hoje (22), às 4h da manhã (para jogar contra a Chape, o atleta devia ser inscrito até às 19h de ontem).

    Ainda sobre o caso, a assessoria do Flamengo divulgou uma nota explicando o acontecido.

    “Na abertura da janela de transferências internacionais, o Clube de Regatas do Flamengo solicitou as inscrições do atletas Rhodolfo e Everton Ribeiro. Prontamente a Federação Turca enviou o Certificado de Transferência Internacional (ITC) à CBF, que fez o registro do atleta no BID. Ao mesmo tempo, foi feita a solicitação à Federação dos Emirados Árabes, mas a entidade não enviou o ITC dentro do prazo para que o jogador Everton Ribeiro tivesse condições de jogo para a partida contra a Chapecoense. Vale ressaltar que, além da grande diferença de fuso horário, o país está em período de Ramadã, o que também colaborou para o atraso do processo.”


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  • Flamengo, recuperação e futuro: Rafael Galhardo fala com exclusividade ao Mundo Bola

    “No Flamengo que eu consegui almejar coisas grandes no futebol”. Assim relata Rafael Galhardo, lateral-direito de 25 anos, cria da base rubro-negra. Em recuperação, após romper os ligamentos do joelho no início deste ano, o jogador, que tem contrato com Anderletch, da Bélgica, optou por fazer sua reabilitação no Ninho do Urubu.

    —  Sou muito grato ao Flamengo, no momento mais difícil da minha carreira abriu as portas para que eu pudesse me recuperar. Devo muita coisa ao clube.

     

    Galhardo foi destaque na base rubro-negra, principalmente pela qualidade no apoio e nas bolas paradas. Com as boas atuações, acumulou passagens por várias categorias da seleção brasileira. No time sub 20 do Brasil, foi campeão Sul-Americano e Mundial. Mas na equipe principal do Flamengo não obteve o mesmo sucesso. Disputando vaga com o então titular Léo Moura, Rafael Galhardo teve poucas oportunidades. Ao longo de 4 anos, esteve em campo apenas 32 vezes.

    — Na minha posição tinha um cara que era ídolo da torcida, jogador de muita qualidade, que passou muito tempo no Flamengo e estava vivendo um excelente momento. Então, acho que isso que me atrapalhou um pouco para não ter uma sequência.

     

    No Flamengo ficou até 2012, participou da campanha do Hexa (2009) e foi Campeão Carioca (2011). Além do Anderletch, passou por Santos, Bahia, Grêmio e Atlético PR. No tricolor gaúcho, em 2015, viveu seu melhor momento. Naquele ano, com ótimas atuações, foi eleito o melhor lateral-direito do Campeonato Brasileiro, pela revista Placar.

    Confira a entrevista completa com Rafael Galhardo

    Apesar do destaque na base, você não teve tantas oportunidades no profissional. Acredita que sua passagem pelo Flamengo foi menor do que deveria ser? 

    Fiquei dez anos da minha vida no Flamengo e foi um momento muito bom. Subi para o profissional em 2009, quando tinha de 17 para 18 anos. Então, foi tudo muito rápido pra mim. Joguei 32 partidas, mas na época tinha o Léo Moura que era um ídolo da torcida, grande jogador. Então não pude ter uma grande sequência. Depois que saí e fui para outros clubes, pude ter uma sequência de jogos maior.

    Mesmo sem pertencer ao clube, sua foto de capa no Twitter é dos tempos de Flamengo. Existe um carinho especial pelo Flamengo?

    Nunca escondi que é o clube do meu coração. Foram muitos anos que passei no clube, então conheço muita gente ali dentro. Minha capa no Twitter é uma foto no Flamengo até pelo carinho. Como falei, nesse momento mais difícil da minha carreira, foi o clube que abriu as portas para mim, então tenho um carinho muito grande pelo Fla.

    Tem vontade de retornar ao clube? 

    É o clube do meu coração e me colocou no cenário do futebol. Tenho vontade de voltar e jogar muitos jogos com essa camisa.

    Em 2014, Egídio,, também revelado na base, relatou que alguns problemas extra campo o atrapalharam em sua passagem pelo Flamengo. Com você, teve algo parecido? Alguma situação o atrapalhou?

    Não tive nenhum problema extra campo. É claro que quando você vem da base do Flamengo, um clube muito grande, a cobrança é muito alta. Não sei se foi azar, mas na minha posição tinha um cara que era ídolo da torcida, jogador de muita qualidade, que passou muito tempo no Flamengo e estava vivendo um excelente momento. Então, acho que isso que me atrapalhou um pouco para não ter uma sequência. Foram poucos jogos, mas foi no Flamengo que eu consegui almejar coisas grandes no futebol.

    Quais as principais dificuldades que um garoto formado na base tem ao subir para o profissional?

    Os jogadores da base são muito cobrados pela torcida, até pela identificação que tem no clube. É muito difícil chegar no profissional e se manter no time. Mas, ao mesmo tempo, a torcida tem um grande carinho. Eu, que já saí há 5 anos, recebo muitas mensagens dos torcedores, então, isso é gratificante.

    Você rompeu os ligamento do joelho no início deste ano. Como esta sua recuperação?

    Está indo muito bem, graças a Deus. Vou pro quinto mês de recuperação e estou tendo total apoio do Flamengo, dos fisioterapeutas… a previsão de volta é 13 de agosto, então agora é a reta final. Estou me preparando bem para poder voltar jogando em alto nível.

     Após a recuperação, pretende voltar ao Anderlecht? Ou existe a possibilidade de permanecer no Brasil?

    Tenho mais dois anos de contrato com o Anderlecht, mas ainda não sei como será meu futuro. Não sei se volto para o Brasil, se fico por lá (Europa), não tem nada certo, ainda. Primeiro estou pensando em me recuperar bem para depois pensar em um clube para poder jogar.

    Como surgiu o convite para fazer sua recuperação no Ninho do Urubu?

    Passei dez anos de minha vida no clube, tinha um bom relacionamento com todos ali dentro. Então, eles abriram a porta para que eu pudesse me recuperar. Sou muito grato ao Flamengo.

    Como avalia esta nova estrutura do Flamengo? 

    Estrutura de clube grande, do tamanho do Flamengo. Acho que precisava de um CT desse jeito até pelo tamanho do clube. Tenho certeza que o Flamengo vai conquistar cada vez mais títulos devido a estrutura que tem e, com certeza, vão surgir novos jogadores porque não é só o profissional, a base também tem uma boa estrutura, que eu não tive em minha época, então isso pode acarretar em novos jogadores surgindo.

    Quando você saiu, em 2012, o clube não tinha uma imagem muito positiva no mercado. Como você vê o atual momento do clube? Acredita que o Flamengo está no caminho certo?

    O clube está no caminho certo. Está pagando suas dívidas, investindo no CT, na base. Com certeza irá colher os frutos logo logo. Parabéns à atual gestão, viu o que o Flamengo precisava e está fazendo um excelente trabalho.

    No Santos você jogou ao lado de Neymar; no Flamengo ao lado de Ronaldinho. Como tem visto este início do Vinicius JR? Ele tem potencial para chegar ao nível desses craques?

    Posso falar que sou um privilegiado por ter jogado com vários craques do futebol. Neymar, Ronaldinho, Love, Thiago Neves, Pet, Adriano, enfim, muito jogadores de altíssimo nível. E vejo o Vinícius Jr com ótimo potencial, parece ser um jogador de muita qualidade. Tenho certeza que irá render muito no Flamengo e onde ele for. Com certeza, logo, estará no nível desses caras.

    No Bahia você conseguiu se destacar e no Grêmio acabou sendo eleito o melhor lateral do Campeonato Brasileiro. Na sua opinião, foram os dois melhores momentos da sua carreira?

    No Bahia foi uma situação atípica, cheguei pra jogar, mas, infelizmente, tive algumas lesões que me atrapalharam um pouco. Porém, nos últimos cinco jogos pude fazer boas partidas e consegui chamar atenção de alguns clubes, inclusive do Grêmio. Na minha opinião, o melhor momento da minha carreira foi com a camisa Grêmio, onde joguei 50 jogos em um ano e tive mais sequência. Graças a Deus, acabei sendo eleito o melhor lateral-direito do Campeonato. Então, é um clube que eu tenho no coração, um clube onde fui muito bem.