Autor: diogo.almeida1979

  • O gol da perseverança

    Lembro-me até hoje de um dos primeiros jogos de Cuellar pelo Flamengo. Foi um Fla-Flu disputado em Brasília. Cuellar fez um jogo muito bom e encheu de esperanças o coração dos rubro-negros que já, à época, costumavam reclamar do Márcio Araujo. O Flamengo venceu, Cuellar terminou expulso e eu pensei ao final do jogo: temos um volante.

    De lá pra cá, passaram-se 14 meses. Isso mesmo, 14 meses em que Cuellar nunca se firmou no time titular do Flamengo. Sempre foi visto como injustiçado por parte da torcida, mas na verdade, por algumas vezes quando entrou, alternou jogos muito bons com outros marcados por erros de passe e botes não tão certeiros nos adversários. Os defensores do volante falarão que ele nunca teve uma sequência para mostrar seu futebol. E eles tem toda razão.

    Parece que chegou a hora. Cuellar entrou há alguns jogos e foi bem em todos eles. Saiu do time nas duas últimas partidas e ninguém entendeu o porquê. Até que ontem voltou. Voltou melhor ainda do que estava antes. Roubadas de bola, movimentação em campo, coberturas perfeitas e um golaço que apenas grandes jogadores são capazes de fazer. Ninguém nem lembra de um ou dois passes errados no início do jogo. Foi uma atuação de gala.

    Hoje o texto é curto. É só para comemorar que, talvez, um grande reforço para a nossa marcação do meio-de-campo já esteja no elenco. Que o Zé Ricardo tenha a sabedoria de utilizá-lo da melhor forma e em melhor companhia, se é que vocês me entendem. Saudações Rubro-Negras.

     

    Felipe Foureaux escreve todas as quintas-feiras. Siga-o no Twitter: @FoureauxFla


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  • As notas dos apoiadores | Flamengo 2 x 0 Santos

    Confira abaixo as notas dos nossos apoiadores Bruno Baesso (Twitter: @brunocbb55) e Gil Honigman (Twitter: @Gil_Honigman).

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    Notas do Bruno Baesso

    Thiago 6,0
    Goleiro não teve muitas dificuldades com chutes do Santos, foi bem quando exigido.

    Pará – 6,0
    Discreto ofensivamente e bem na defesa, onde conseguiu bons lances.

    Réver – 7,0
    Bem na defesa, deu o passe que começou a jogada do gol de Everton.

    Juan – 7,0
    Fez boa partida, principalmente na cobertura de Trauco. Muito seguro, conseguiu afastar o perigo na maioria das jogadas.

    Trauco – 6,0
    Não apresentou o bom futebol de outras partidas.

    Márcio Araújo – 5,0
    Arriscou algumas saídas rápidas com a bola no pé, mas sem sucesso. Fez algumas faltas bobas e levou amarelo.

    Cuéllar – 7,5
    Conseguiu alguns desarmes importantes e deu dinâmica na saída de bola. No final da partida, fez um golaço de fora da área que sacramentou o placar.

     

    Diego – 7,0
    Conseguiu dar bons passes para os companheiros e mostrou a garra de sempre.

    Berrío – 8,5
    Melhor partida desde que chegou. Levou perigo no ataque, mas acabou parando em Vanderlei, em noite inspirada.

    Everton – 7,5
    Boa atuação, dando muita velocidade aos ataques rubro-negros.

    Guerrero – 7,5
    Lutou muito com os defensores do Santos e deu os passes para os dois gols do Flamengo.

    Rafael Vaz – 6,0
    Entrou no lugar de Juan, que sentiu o desgaste da partida e não comprometeu. Fez o simples e não comprometeu.

    Vinicius Jr  – 6,0
    Substituiu Berrío, sem manter o nível de atuação.

    Leandro Damião – X
    Sem tempo para mostra algo.

    Zé Ricardo – 6,5
    O time mostrou um bom futebol, mas insiste em escalar Márcio Araújo mesmo tendo melhores opções no banco de reservas.

    Notas do Gil Honigman

    Thiago – 5,0 

    Não foi muito exigido, mas demonstrou a insegurança natural para um jovem goleiro em lances do jogo. Fla precisa de um goleiro pronto.

    Pará – 6,0

    Partida defensiva segura do LD, que foi bem nas coberturas, porém pouco produtivo no ataque.

    Réver – 7,5 

    Muito firme nos desarmes, eficiente no jogo aéreo e ainda iniciou a jogada do primeiro gol com passe para Guerrero.

    Juan – 7,0 

    Compensa a limitação física em função da idade – 38 anos – pela técnica apurada. Saiu com dores musculares.

    Rafael Vaz – 5,5

    Jogou cerca de 20 minutos e não comprometeu. Não transmite a segurança da dupla acima, nem possui a mesma categoria para sair jogando.

    Trauco – 5,0 

    Partida apagada do bom lateral peruano. Sofreu com o veloz ataque santista no primeiro tempo e não conseguiu arriscar nenhum potente chute a gol com seu pé esquerdo.

    Márcio Araújo – 5,0 

    O contestado volante comprovou novamente sua limitação com a bola nos pés. A saída de bola da defesa do Flamengo fica comprometida pela deficiência do passe de MA.

    Cuéllar – 8,0

    Começou errando passes, mas logo se encontrou em campo, fez vários desarmes, distribuiu o jogo e marcou seu primeiro gol pelo Flamengo (e que golaço!!!) que sacramentou a boa vitória sobre o Santos.

    Diego – 7,5

    Dita o ritmo do jogo. Muito participativo e dinâmico, volta para buscar jogo, desarma, deu um preciso lançamento para Berrío quase marcar um golaço.

    Berrío – 7,5

    Está ganhando confiança a cada partida. Não é virtuoso, porém tem velocidade, força e capacidade de decisão. Teve três oportunidades claras de gol, sairia glorificado não fosse o goleiro Vanderlei.

    Guerrero – 8,0

    Como afirmou em entrevista ao longo da semana, o peruano é um centroavante que joga para o time. Participou diretamente dos 2 gols.

    Éverton – 7,5

    Sempre importante taticamente, concluiu com maestria o passe de calcanhar de Guerrero no primeiro gol. Teve chance de marcar outro num contra ataque, mas Vanderlei impediu.

    Vinicius JR – 6,5

    Entrou no lugar do extenuado Berrío pela ponta direita. Sua qualidade técnica é indiscutível, a parte física ainda impede de deslanchar nos profissionais.

    Leandro Damião – Sem nota

    Substituiu Guerrero. Não teve tempo suficiente em campo para ser avaliado.

    Zé Ricardo – 7,0

    O criticado treinador ontem conseguiu fazer boa leitura do jogo, o time esteve organizado e apresentou maior repertório, escalou Pará por seu maior poder de marcação. Sua teimosia em manter MA se mantém.

     
    Fotos: Gilvan de Souza/ Flamengo


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  • Uma sugestão para Zé Ricardo

    Nunca te julguei e nem te julgarei apenas pelos resultados, Zé Ricardo. Não é a toa que já te elogiei depois de um empate em casa e demonstrei toda a minha decepção depois de uma vitória fora. Depois desse último texto, inclusive, muita gente comentou pedindo a sua cabeça.

    Não farei parte dessa cruzada. Deixarei minha tocha e meu garfo de três dentes guardados. Concordo que o mercado está ruim e que você ainda tem potencial – apesar de concordar também que o Rueda seria uma boa saída agora. Talvez você caia, talvez não. Essa não é minha disputa. Eu quero ver o Flamengo jogando bem. Críticas podem ser saudáveis e você está merecendo muitas. Isso não significa esculachar o seu trabalho, mas tá difícil te defender, Zé. O pior é que você sabe os motivos.

    Você adora usar a palavra “convicção”, mas todo torcedor rubro-negro já está vendo aí um bocado de teimosia. A palavra “Zéritocracia” já ganhou as redes porque realmente está difícil de explicar a continuidade de alguns jogadores. Lealdade foi a pior justificativa que você poderia ter dado. Afinal, essa lealdade com dois ou três marmanjos é uma punhalada em quarenta milhões. O Flamengo somos nós, não eles.

    Aliás, a primeira coisa que gostei em você foram as suas entrevistas após os jogos. Mas nós dois temos que concordar que de um tempo para cá você se perdeu um pouco. A explicação sobre a escalação contra o Bahia foi uma macarronada difícil de entender.

    Acredito que os nossos problemas sejam mais profundos do que a escalação de um ou outro jogador. O time do Flamengo hoje tem alguns buracos estruturais que precisam ser corrigidos o quanto antes. Acredito também que a sua formação preferida – esse 4-2-3-1 que às vezes vira 4-4-1-1 e às vezes 4-1-4-1 – não ajuda a consertar esses defeitos.

    Como já escrevi aqui no Mundo Bola, futebol é um jogo de cobertor curto: quando você cobre aqui, deixa descoberto ali. Dito isso, sei que nenhum time é perfeito e que é muito difícil aproveitar ao máximo cada característica de cada jogador, mas estamos, muito, muito, muito longe disso. A verdade é que estamos jogando muito mal e isso já vem de um tempo.

    Por isso tudo, tomo a liberdade de deixar aqui uma sugestão de como o Flamengo poderia jogar e uma justificativa para cada escolha. Você pode não gostar, pode discordar, mas peço que reflita um pouquinho sobre cada um dos pontos.

    1- A zaga: Rhodolfo parece ter vindo para ficar. É bom esperarmos, porque muitos também declamaram poemas para César Martins depois dos primeiros jogos e David Braz foi considerado grande reposição para a saída de Fábio Luciano. Um pouco de desconfiança com zagueiros é sempre saudável. A grande preocupação com essa linha de defesa seria do lado esquerdo, já que Trauco precisa de cobertura constante e talvez Réver e Rhodolfo não tenham mobilidade o suficiente para cobrir o tempo todo. Caso isso se torne um problema, a melhor solução é a volta de Vaz.

    2- A articulação das jogadas: Um dos problemas estruturais do Flamengo é a lentidão na saída de bola. O time é extremamente previsível e já não surpreendemos ninguém há um tempo. A gente vê a torcida reclamando que Diego tem que voltar toda hora para buscar a bola dos zagueiros. Há duas semanas, sugeri que Conca pode ser a chave organizando as jogadas e ditando o ritmo, deixando Diego mais livre para se movimentar buscando o espaço para ser decisivo: o homem dos gols e do último passe. Ele ainda não está pronto, é verdade, mas só vai ficar pronto jogando. Mancuello ou Paquetá podem quebrar um galho por ali enquanto isso.

    3- Os volantes: Márcio Araújo precisa sair do time. Ele pode até voltar depois, mas neste momento precisa sentar fora. Romulo foi muito mal quando entrou, mas jogá-lo para escanteio depois de meia dúzia de partidas é admitir uma falha grosseira de avaliação do mercado. Talvez, jogando entre as linhas e mais protegido, ele consiga evoluir. Além disso, sua estatura somada à de Rhodolfo e Rever faria com que o Flamengo pudesse pressionar lá na frente para forçar a bola longa do adversário, ganhando todas as disputas pelo alto lá atrás. Cuellar tem características diferentes, mas pode jogar ali se parar de fazer faltas. O ganho seria uma melhor cobertura dos laterais. Ronaldo também merece um teste. Coloquei Arão como titular mas, assim como Conca, isso deve ser construído aos poucos. Ele não pode entrar jogando nesse momento, pois está em péssima fase. Cuellar pode na vaga de Arão também.

    4- Diego: Quando o camisa 35 vai bem, o Flamengo vai bem. Tem sido assim há um bom tempo e associar a queda de rendimento à lesão de Diego não é loucura. O problema é que o craque do time hoje fica encaixotado. Atrás dele temos dois volantes que organizam pouco. Dos dois lados, pontas que só correm. À sua frente, um atacante que não pode se movimentar tanto. Diego fica encaixotado, sem liberdade de movimentos. Por causa disso, quando é bem marcado de maneira individual, o Flamengo pifa. Com esse esquema, ele teria mais espaço aberto para se movimentar e poderia eventualmente trocar de posição com Éverton Ribeiro ou Conca para confundir a defesa adversária.

    5- Éverton Ribeiro e Vinicius Junior: O camisa 7 ficou famoso jogando do lado direito. Mas a verdade é que no Cruzeiro ele tinha muita liberdade para se mexer. Partindo daquele lado, ele pode abrir pelo flanco, centralizar, fazer o facão na área ou até cair na outra ponta para quebrar a linha adversária. É o que lá foram chamam de “free role” (função livre). Além disso, temos que parar com essa ideia brasileira de que garotos da base devem começar no profissional como pontinha. Vinicius pode ser o reserva imediato nessa formação. O garoto não ficava restrito ao lado do campo nos juniores e também pode render melhor nos profissionais se orbitar livremente ao redor de Guerrero.

    6- Fazer gols: É um problema crônico do Flamengo em 2017. Em grande medida, foi o que nos tirou da Libertadores. Guerrero é bom em tudo, menos em estufar as redes. Com essa formação, ele teria muito mais jogadores se aproximando dele dentro da área para finalizar. São jogadores que sabem fazer gols, ao contrário dos nossos pontas. Jogando assim Guerrero não precisa ficar confinado entre os zagueiros e isso facilitaria as situações de jogo nas quais ele deve jogar com um outro centro-avante ao seu lado, pedido constante da torcida. Por fim, o fato é que todos os times do campeonato brasileiro utilizam uma linha de quatro na defesa e a melhor forma de quebrar essa marcação é com dois atacantes. Afinal, hoje cada ponta é marcado por um lateral e Guerrero é vigiado por um zagueiro com uma sobra. Com dois atacantes por dentro, você mata a sobra.

    7- O time reserva: O Flamengo tem um elenco desequilibrado. Mas se você parar para pensar, esse time aí em cima tem pelo menos um reserva por posição. Temos jogadores que se encaixariam facilmente em caso de lesões ou suspensões: Pará, Juan, Vaz, Renê, Ronaldo, Cuellar, Mancuello, Ederson, Vinicius e Vizeu. Os pontas Berrío e Everton passariam a ser opções para mudar o jogo em situações específicas, não jogadores dos quais a gente depende. O último pode, inclusive, até disputar a posição na lateral esquerda.

    Conclusões

    Dificilmente você vai jogar assim, Zé. Suas convicções são grandes demais para uma mudança estrutural como essa. A cada dia você mostra que o seu fascínio pelos pontas não pode ser corrompido. De qualquer maneira, deixo aqui a minha sugestão. Esses são problemas graves que o Flamengo tem hoje e através desses sete pontos acredito ter mostrado que as soluções estão guardadas dentro do próprio elenco.

    SRN,

    Téo

    Téo Ferraz Benjamin escreve as análises táticas do Mundo Bola. Siga-o no Twitter: @teofb


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  • Flamengo é superado pelo Coritiba na estreia do Brasileirão Sub-20

    Não foi das melhores a estreia do Flamengo no Campeonato Brasileiro Sub-20. Jogando no Ecoestádio Janguito Malucelli, em Curitiba, na tarde desta quarta-feira (28), os Garotos do Ninho foram superados pelo Coritiba por 1 a 0. Gustavo Mosquito marcou para os donos da casa no primeiro lance de ataque do segundo tempo.

    Com o revés na capital paranaense, o Sub-20 perdeu a invencibilidade de 15 jogos na temporada. Ainda pelo Grupo C, o Grêmio derrotou o Corinthians por 3 a 1, e lidera a classificação da chave. O Goiás, que folgou na primeira rodada, é o próximo adversário do Flamengo no Brasileirão. O jogo diante do Esmeraldino será disputado no 12 de julho, às 15h, na Ilha do Urubu.

    Entretanto, antes de voltar a pensar no Campeonato Brasileiro, o Flamengo disputa a decisão da Taça Rio Sub-20. No próximo domingo (02), às 10h, em São Januário, o Mais Querido enfrenta o Vasco, na disputa pelo título do segundo turno do Campeonato Carioca.

    O Brasileirão juniores reúne 20 clubes que estão divididos em quatro grupos de cinco equipes. Os dois primeiros colocados de cada chave avançam para uma nova fase, onde haverá um sorteio para formar dois grupos com quatro times. Novamente apenas os dois melhores avançam para as semifinais. A equipe vencedora disputará um torneio contra o Atlético-MG (campeão da Copa do Brasil), em confronto que definirá o representante do Brasil na Libertadores Sub-20 de 2018.

    Flamengo entrou em campo com: Gabriel Batista; Kleber, Bernardo, André Baumer e Michael; Theo, Jean Lucas e Luiz Henrique; Lucas Silva, Gabriel Silva e Loran. Entraram no decorrer do jogo: João Pedro, Patrick, Vinicius Souza, Fabricio e Jardeu. Treinador: Gilmar Popoca.

    Foto: Coritiba FC


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  • Queremos uma orquestra

    O Flamengo vem pecando demais nas finalizações e na falta de jogadas armadas.

    Contra o Bahia, por exemplo, ganhamos o jogo, por 1 x 0, mas não jogamos bem.

    Na goleada, por 5 x 1, que o Flamengo aplicou em cima da Chapecoense, Guerrero fez três gols, na base da raça, do “bumba meu boi”, mas perdeu outros dois feitos.

    Só ganhamos este jogo porque Guerrero e Diego fizeram a diferença, mas o Fla não tinha esquema tático.

    Só sabem fazer cruzamentos?

    De que adianta você ter uma orquestra, com alguns dos melhores músicos do mundo, se esta orquestra não tem repertório e, ainda por cima, meia dúzia destes músicos erram sempre, desafinam?

    Esse é o Flamengo.

    Tem um tremendo elenco, mas não tem repertório de jogadas.

    Dependemos de cruzamentos e mais cruzamentos sobre a área ou de jogadas individuais de nossos craques.

    Não parece um time.

    O nosso maestro, o Zé Ricardo, tem um material humano que há muito tempo o Flamengo não tinha.

    Então, cabe a ele criar o repertório e exigir, impor aos jogadores, que cumpram suas determinações.

    Não vamos aceitar sapatinho alto.

    Com o elenco que temos, dá para brigar fácil pela conquista do Brasileirão, com certeza.

    O que precisamos é que William Arão volte a jogar bola, que o Muralha volte a ser o goleiro que era, que o Rafael Vaz seja mais sério e não vacile tanto…

    E o Márcio Araújo? Pensaram que esqueci? Manda ele pra outro clube, de graça. E olha que de graça é caro, já que ele recebe um bom salário.

    Esse Caramujo erra passes dos mais fáceis. De que adianta roubar a bola (nem sempre rouba) e dar um toquinho pra trás ou devolver para o adversário?

    A dupla de volantes tem que ser Cuéllar e Arão.

    E a garotada precisa ser mais aproveitada. Tem que dar quilometragem pra eles.

    Nesta quarta-feira temos um embate contra o Santos, pela Copa do Brasil.

    Vamos ver se a coisa começa a melhorar.

    Como está, fica complicado aturar.

    Queremos uma orquestra e não uma bandinha desafinada de inauguração de loja do interior.

     
    Paschoal Ambrósio Filho é jornalista e autor dos livros 6x Mengão, 100 Anos de Bola, Raça e Paixão e PentaTri


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  • Justiça nega pedido do MP e torcida mista ainda vive no RJ

    Dia 05 de março, final da Taça Guanabara, Engenhão com torcida dividida, espetáculo em campo e nas arquibancadas. As torcidas de Flamengo e Fluminense puderam ir ao Nilton Santos e apoiar seus respectivos times graças ao desembargador Gilberto Clovis Farias Matos, que no dia 03 do mesmo mês permitiu a venda para que as duas torcidas pudessem comparecer ao estádio e assistir a final da primeira etapa do Carioca 2017.

    Desde essa decisão, os clássicos do Rio de Janeiro foram com torcidas divididas e muita festa nas arquibancadas. O charmoso futebol carioca, com isso, ganhou um tubo de oxigênio para ajudá-lo a respirar. Para o Brasileirão, no entanto, um enfermeiro mal quis acabar com essa “mamata”: o Ministério Público, que tentou derrubar a liminar que garantia torcidas mistas nos dérbis cariocas.

    O MP pediu a transferência do caso para uma das Câmaras Especializadas em Direito do Consumidor do órgão. A 15ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) negou o pedido e manteve a decisão do desembargador, além de afirmar que a Câmara Cível tem totais condições de julgar o assunto.

    Com isso os recursos dos clubes e da federação carioca também serão julgados pela 15ª Câmara Cível com a data ainda a ser marcada.

    *Crédito da imagem destacada: Bruno Giufrida


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  • Quando todos avisaram para Caio Jr. que com Jaílton não ia dar certo

    Chega ao Flamengo em 2007.

    Vem indicado pelo treinador Ney Franco, juntamente com outros atletas egressos do Ipatinga FC, Campeão Mineiro de 2004 e Semifinalista da Copa do Brasil do ano anterior. Além dele, em momentos diferentes, desembarcam na Gávea o meia Walter Minhoca, os volantes Leandro Salino, Paulinho e Léo Medeiros, o lateral Luizinho, o zagueiro Irineu e o atacante Diego Silva. Grupo apelidado jocosamente de “República do Pão de Queijo”.

    Nenhum conseguirá mostrar condições de desenvolver uma longa sequência como titular.

    Exceto ele. Justamente o menos cotado.

    No início, mantém-se na reserva de uma equipe montada com três volantes (Paulinho, Claiton e Renato Abreu). Entra esporadicamente em uma ou outra partida, normalmente com a função de segurar alguma vitória, papel revezado com Toró e Léo Medeiros, num setor onde se vislumbra forte concorrência e aridez de talento.

    O Flamengo, apesar de uma campanha discreta, conquista o Estadual. Na Libertadores faz Primeira Fase melhor que o esperado, mas sucumbe diante do subestimado Defensor-URU. A derrota abate a equipe, que inicia muito mal o Brasileiro (o que se agrava com a saída de Renato Abreu, em grande fase, negociado com o exterior). Desgastado e já vivendo atritos com o elenco, Ney Franco não resiste à péssima campanha e é demitido com a equipe na Zona de Rebaixamento.

    Assume Joel Santana, que logo identifica severos problemas no sistema defensivo. Afasta alguns zagueiros, recebe reforços e remonta a equipe. Mantém a ideia do antecessor de utilizar os laterais Léo Moura e Juan como os pilares ofensivos do time, mas cria um cinturão no meio-campo para que a dupla possa atuar com inteira liberdade. É um meio-campo com nada menos que quatro volantes (Rômulo, Cristian, Toró e Ibson). Nasce a Tropa de Elite.

    Com o novo conceito de montagem da equipe, o volante enfim começa a ganhar oportunidades. Seu futebol duro, fortemente físico e de viva aplicação tática agradam o novo treinador, que o “promove” a reserva imediato. O volante começa a frequentar o time quando algum dos titulares se lesiona ou está suspenso.

    Na reta final do Brasileiro, o jovem volante Rômulo sofre séria lesão. É a chance que enfim surge.

    JAÍLTON é o novo membro da Tropa de Elite. E, como titular, ajuda a equipe a conquistar a vaga para a Libertadores, numa façanha espetacular e inimaginável meses antes.

    No ano seguinte, o Flamengo pensa em conquistar a Libertadores e o Brasileiro. Avalia-se a necessidade de se contar com peças que deem mais opções ofensivas. Entende-se que, apesar de muito bem executado, o Esquema da “Tropa de Elite” é previsível. Assim, desembarcam jogadores como o volante Kleberson (de futebol mais técnico) e os atacantes Diego Tardelli e Marcinho, entre outros reforços para composição do elenco.

    A chegada dos reforços sacrifica um dos volantes. E o “escolhido” é exatamente Jaílton, que perde a vaga de titular, em uma formação-base que conta com Cristian, Toró, Ibson e Kleberson. No entanto, recupera a vaga na reta final do semestre, quando Joel opta por formações mais conservadoras. O Flamengo conquista o Bi Estadual ao bater novamente o Botafogo nas Finais, mas protagoniza um dos maiores vexames de sua história, ao perder de forma inacreditável a vaga nas Quartas-de-Final da Libertadores para o América-MEX, em partida que assinala a despedida de Joel Santana, que assume a Seleção da África do Sul.

    O novo treinador, Caio Júnior, chega com a intenção de montar uma equipe fundamentada numa filosofia de jogo mais moderna, baseada na posse de bola e marcação alta, sem abrir mão de um jogo veloz e intenso. Mantém boa parte da base deixada por Joel, mas traz Renato Augusto para o meio-campo (o jogador, com Joel, atuava como falso atacante, opção muito criticada pela torcida) e passa a utilizar dois atacantes de ofício (Marcinho ou Tardelli juntamente com Souza). Com isso, resolve montar um sistema defensivo mais pesado, e com isso mantém Jaílton na equipe. Com um meio-campo formado por Jaílton, Ibson, Kleberson (Cristian) e Renato Augusto, o Flamengo voa nas rodadas iniciais e assume a liderança isolada do Brasileiro, praticando um futebol vistoso e extremamente eficiente.

    Os problemas começam na janela de transferências.

    O Flamengo perde de uma só vez seu tripé ofensivo (Renato Augusto, Marcinho e Souza). Vê Caio Jr. ser assediado por uma suposta oferta do futebol árabe, e equipara seus vencimentos aos de treinadores de primeira linha. O volante Cristian entra em choque com o treinador e é negociado com o Corinthians. O atacante Diego Tardelli, que já dava mostras de não conseguir assumir a responsabilidade de, sozinho, comandar o ataque rubro-negro, sofre séria lesão e se afasta por três meses. Com tantos problemas, o rendimento do Flamengo desaba, e o clube vive uma penosa sequência de sete jogos sem vitórias, o que provoca uma crise quase incontrolável.

    Já sem muita paciência e traumatizada com o vexame na Libertadores, a torcida reage com fúria. Entre vaias ostensivas, críticas estridentes e mesmo uma invasão à Gávea em que chega a atirar bombas no campo de treinamento, a massa avisa que o copo transbordou e a paciência está no fim.

    Nesse contexto, rapidamente aparece o bode.

    Outros nomes já haviam ensaiado exercer o papel expiatório tão comum nos momentos difíceis. Juan (sempre criticado), Kleberson (tido como “sem sangue”), Toró (pela insipiência técnica de seu jogo) e mesmo Bruno (por algumas falhas em jogos pontuais) andaram roçando o papel de vilões, mas o “eleito” pela torcida é mesmo Jaílton.

    Não sem fundamento.

    Com efeito, nos tempos da “Tropa de Elite”, em que o time praticava um futebol de transpiração, as limitações técnicas do volante eram mitigadas pelo próprio perfil do “onze” titular. Sob Caio Júnior, cuja proposta é um jogo mais de toque de bola, voltado para o gol, a relação estritamente formal de Jaílton com a bola passa a ser mais exposta. Com sólidas dificuldades para executar passes simples e mesmo dominar uma bola, o volante, até então, justificara sua presença no time titular pelos bons números defensivos (é o líder de desarmes da equipe no Brasileiro). No entanto, Caio Jr, buscando encontrar alternativas para a falta de opções ofensivas do Flamengo, agora recua Jaílton para a zaga, formando um esquema com três zagueiros com a ideia de voltar a usar os laterais Léo Moura e Juan como o esteio ofensivo do time.

    O resultado é desastroso.

    Sem o menor cacoete para atuar na zaga, Jaílton se atrapalha na execução de noções básicas de combate e cobertura. Erra vários botes. É envolvido no combate direto a atacantes mais velozes e ágeis.

    E passa a falhar sistematicamente.

    Erra contra Vitória, Palmeiras, Goiás, Santos, Portuguesa, Fluminense. Falhas que tiram pontos preciosos da equipe. Erros que não passam despercebidos por uma torcida ansiosa por uma cabeça que possa pregar em uma estaca. E tem início um verdadeiro massacre.

    Jaílton é ostensivamente vaiado sempre que entra em campo. É vaiado ao tocar na bola. Vaiado ao dar um carrinho. Escorraçado ao menor erro. A rejeição ao volante é verborrágica e logo transborda as quatro linhas. Comentaristas esportivos analisam a função tática do jogador, e muitos engrossam as críticas da torcida. Irritado, Caio Jr reage mencionando a “ignorância alheia” para defender a escalação do jogador. Encontra coro nos líderes do elenco, como Bruno e Fábio Luciano, que se referem a Jaílton como “o ponto de equilíbrio da equipe”.

    No entanto, levantamento feito pelo Jornal O Globo na reta final do Brasileiro apura que, dos 43 gols sofridos pelo Flamengo até então, Jaílton pode ser responsabilizado direta ou indiretamente por 22 deles. Números acintosos, incompatíveis com a condição de “ponto de equilíbrio” imputada pelos colegas. Aliás, a manutenção do volante entre os titulares se torna tão inexplicável que logo espocam teorias acerca de influências externas para a escalação do jogador, especialmente por parte dos líderes do time sobre o jovem e pouco hábil treinador. Com efeito, Jaílton é daqueles que “correm pros outros”, executando o serviço sujo, algo particularmente importante numa formação desequilibrada, com um meio-campo leve, laterais que não marcam e zagueiros veteranos.

    Chegam reforços para reposição. Os atacantes Marcelinho Paraíba, Vandinho e Fernandão. Os meias Fierro, Everton e Sambueza. O lateral Eltinho e outros menos cotados. O time reage, volta a vencer jogos e se aproxima do topo da tabela. Jaílton vive um breve momento de redenção, ao marcar, de cabeça, o gol da vitória contra o Atlético-PR, quebrando o incômodo jejum de sete jogos. Na comemoração, é puxado pelos companheiros, que impedem que vá comemorar junto à torcida.

    Mas o novo Flamengo de Caio Júnior está longe da equipe azeitada do início da competição. É frágil defensivamente. Marca e sofre muitos gols. Não transmite, em nenhum momento, a sensação de que será um sério postulante ao título. No entanto, a vaga para a Libertadores, destinada aos quatro primeiros colocados, parece um objetivo bem mais viável.

    Mas Jaílton continua falhando e acumulando atuações ruins. E a irritação da torcida aumenta quando se percebe que seu reserva imediato, o jovem volante Airton, demonstra nítida superioridade em capacidade técnica e tática. Com Aírton, a equipe é mais bem defendida e funciona com mais fluidez no meio. Aírton está em campo nas melhores partidas do Flamengo na competição, a contundente vitória sobre o Vasco (3-1) e as goleadas sobre Coritiba (5-0) e Palmeiras (5-2).

    No entanto, Caio Jr. não dá o mais remoto sinal de que pretende promover mudanças no setor defensivo. O Flamengo segue sua instabilidade, exposta em uma crua estatística. Nas últimas seis partidas do Brasileiro, sofre assombrosos 15 gols. Uma inacreditável média de 2,5 gols sofridos por jogo. Alguém vaticina: “Caio Jr. e Jaílton vão morrer abraçados”.

    Numa delas, a partida que efetivamente define a sorte do Flamengo na briga pela vaga na Libertadores, o rubro-negro, em 35 minutos, abre 3-0 contra um desinteressado Goiás, no Maracanã. A partida parece tranquila, mas Jaílton comete um pênalti infantil ainda na primeira etapa. O volante falha novamente antes do intervalo, e, na segunda etapa, o Goiás chega ao vergonhoso 3-3 que virtualmente elimina o Flamengo da disputa pelo torneio continental.

    Ratificada a desclassificação na última rodada (constrangedores 3-5 na Arena da Baixada, jogo em que Jaílton comete mais um punhado de falhas), a Diretoria do Flamengo acena com um discurso de mudanças e reformulação. O treinador Caio Jr é demitido. Jaílton não tem seu contrato renovado. Vai atuar no Fluminense, onde se lesiona. Acaba transferido para o Coritiba, onde participará da campanha do rebaixamento da equipe paranaense para a Série B. O goleiro Bruno e o capitão Fábio Luciano, principais líderes do elenco, são mantidos.

    E o vaticínio se consuma.

     
    Adriano Melo escreve seus Alfarrábios todas as quartas-feiras aqui no Mundo Bola e também no Buteco do Flamengo. Siga-o no Twitter: @Adrianomelo72


     


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  • Donatti é oficializado em clube mexicano e se torna a primeira venda do Fla na janela atual

    Alejandro Donatti, 31 anos, zagueiro e primeira venda do Flamengo na janela de transferências atual. Há alguns dias foi confirmado o seu acerto com o Tijuana, do México, mas apenas no final da noite de ontem ele foi oficializado pelos Xolos.

    O argentino chegou ao Flamengo vindo do Rosário Central há quase um ano, mas não conseguiu sequência em nenhum momento, fato que fez o torcedor dizer que ele foi “injustiçado”. Quando entrou em campo, não fez o suficiente para ganhar espaço na dupla de zaga titular. Em 2017, após Rafael Vaz ser muito criticado, ele ganhou algumas chances, foi bem, conseguiu enfim a oportunidade esperada mas se lesionou e ficou de fora um bom tempo.

    Agora no Tijuana, Donatti reencontrará Eduardo Coudet, seu treinador nos tempos de Rosário. O Flamengo conseguiu os mesmos R$ 5,45 milhões investidos no zagueiro em julho do ano passado. Ele se junta a Antonio Rodríguez, Mauricio Cuero, Luis Mendoza, Enzo Kalinski e Gustavo Bou como reforços para a nova temporada.

    O clube mexicano fez um breve destaque sobre o seu novo reforço: “Apesar de ser forte defensivamente, Donatti se caracteriza por seu olfato goleador quando vai ao ataque. O zagueiro soma 31 gols em sua carreira, a qual foi iniciada no Club 9 de Julio, da Argentina, no ano 2000”.

    O site Estadio Deportes colocou o seguinte no seu subtítulo da matéria informando o novo reforço do Tijuana: “‘La Jauría’ acerta com mais um reforço, o qual poderia jogar como meio-campista”.

    Essa é a primeira venda do Flamengo na janela. Nomes como o de Gabriel são constantemente ventilados como uma possível venda do rubro-negro.


     

  • Livro sobre a Copa União pode não ser publicado por falta de arrecadação

    O assunto está longe de esgotado. Se no passado o clube não teve a percepção de que poderia perder algo que era tão notoriamente seu, cabe à torcida, como entidade coletiva legítima, lutar contra um revisionismo histórico que atenta à sua memória. E que infelizmente conta com a maldade clubista de milhões de torcedores de outros clubes, assim como a traição de antigos aliados.

    Se outrora o futebol brasileiro teve o Flamengo como um líder e principal artífice na salvação de um ano que prometia ser trágico, visto que a entidade responsável por organizar o campeonato brasileiro simplesmente desistiu de fazê-lo. Sem poder contar com as importantes rendas de bilheterias, e com salários por pagar, o futebol brasileiro em 1987 estava a um passo do abismo. E foi Copa União que impediu a quebradeira e milhares de atrasos de salários. Coube ao clube de maior torcida e maior apelo midiático mitigar vaidades várias e concretizar um plano emergencial que se mostrou um sucesso.

    Saiba como ajudar na publicação do livro A VERDADEIRA HISTÓRIA DO CAMPEONATO DE 87

    Pablo Duarte Cardoso não escreveu um livro contando toda a história do título do Flamengo e o imbróglio advindo com o entendimento do Sport Clube Recife de que ele sim era o campeão. Não são páginas subservientes à crônica pró Flamengo ou pró Sport. O que Pablo fez em “A VERDADEIRA HISTÓRIA DO CAMPEONATO DE 87” foi uma análise como nunca antes se fez sobre um episódio de justiça desportiva.

    Lançamento do livro depende da nossa contribuição

    Como diz o release sobre o livro, o autor “o autor vai buscar no Estado Novo e no regime militar de 1964-1984, os vícios contra os quais os grandes clubes de futebol se rebelaram em 1987. Conta como, capitaneados pelo Flamengo, São Paulo, Grêmio e Vasco da Gama, os treze maiores clubes do país organizaram por conta própria o campeonato nacional, contra as resistências da CBF, federações estaduais e clubes menores, e como viabilizaram no mercado o primeiro evento esportivo inteiramente custeado por patrocinadores privados no Brasil: a Copa União. Nesse sentido, é uma aula de marketing esportivo”.

    Saiba como ajudar na publicação do livro A VERDADEIRA HISTÓRIA DO CAMPEONATO DE 87

    Este complexo exercício investigativo transforma um livro que tem tudo para ser panfletariamente rubro-negro, em um arquivo social, um relatório do coronelismo no futebol brasileiro; e como o maior vislumbre de uma revolução se perdeu nas vaidades da cartolagem.

    O grande problema é que um livro que deveria ser erigido como um monumento histórico na casa de todos os rubro-negros, não consegue ser publicado. Como todos sabem, o mercado editorial cada vez está mais comprimido. É preciso que a torcida faça acontecer este lançamento, pela honra e felicidade geral dela mesmo. Vocês estão convocados a ajudarem na luta por este lançamento. O livro está pronto mas o lançamento depende das contribuições, que até agora não bateram a meta necessária traçada pelos editores.

    LEIA NOSSA CRÍTICA: O LIVRO QUE ENSINA A TER ORGULHO DO ASTERISCO

    Com a palavra, Pablo Duarte Cardoso:

    O assunto mais polêmico de 120 anos de futebol brasileiro

    Nesse livro eu conto, como nunca se contou antes, a história do assunto mais polêmico de 120 de futebol brasileiro. No livro eu busco resgatar um aspecto essencial dessa história, que com o passar dos anos acabou esquecido: como a briga dos grandes clubes em 1987 estava intimamente ligada ao processo de reconstrução da democracia do Brasil

    30 anos depois

    Agora, quando até o Superior Tribunal de Justiça se meteu nesse assunto, eu achei que era importante resgatar a essência dessa. Para que a verdade histórica não ficasse perdida pra sempre em meio às páginas empoeiradas dos processos.

    A verdade histórica e a falta de cuidado do clube

    É simples. O Flamengo foi o legítimo campeão brasileiro de 1987. E teria sido reconhecido campeão, se, lá atrás, tivesse tratado o processo com um mínimo de cuidado. Esta lá contato no livro, como nunca se contou antes. Para ilustração não só para os torcedores do Flamengo, mas de todos aqueles que ainda acham que os grandes clubes de futebol devem ser donos do seu próprio destino.

    Para que este livro tão caro à preservação da memória do nosso futebol chegue às livrarias, é necessário que você contribua. A meta é chegar aos R$70 mil e até agora apenas QUATRO pessoas contribuíram, somando apenas R$600.

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    Como contribuir e as recompensas

    Existem diversas maneiras de se apoiar este projeto no Catarse:

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    O comprovante de depósito, junto com nome e endereços completos do torcedor, deverá ser enviado para o
    e-mail abaixo, sob o título CLUBE DA VERDADE 1987: contato@maquinariaeditora.com.br

    Quem quiser referências sobre o trabalho da Maquinária Editora, basta visitar seu site em maquinariaeditora.com.br. Curta e acompanhe a fanpage também: Maquinária no Facebook.

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    Observação: Encontro de vídeo conferência com data e horário à definir.
    Os nomes impressos nos livros serão confirmados pelo e-mail cadastrado dos apoiadores e serão inseridos numa seção especial do livro.

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  • Fla New York e Fla New Jersey recebem a visita de Walim Vasconcellos

    Na noite de hoje, a Embaixada Fla New Jersey e o Consulado Fla New York se reunirão para acompanhar o duelo entre Flamengo x Santos, válido pelas quartas de final da Copa do Brasil. O encontro acontecerá no Legends Bar, em Nova Iorque. No local, eles também receberão a visita de Walim Vasconcellos, ex-vice-presidente do Flamengo.

    Um dos responsáveis pela criação da chapa que elegeu Eduardo Bandeira de Mello (2012), Walim, agora, é oposição ao atual mandatário. Visitando os EUA, optou por acompanhar o jogo ao lado dos rubro-negros locais.

    Os torcedores do Flamengo que estiverem em Nova Ioque ou nas proximidades serão bem-vindos no evento.

    Local de encontro: Legends Bar, 6 West 33rd Street, New York, NY 10001.

     O Fla Usa

    Atualmente, entre Consulados e Embaixadas, existem seis sedes oficiais nos Estados Unidos (Fla New Jersey, Fla New York, Fla Boston, Fla Orlando, Fla Pompano Beach, Fla Lake City), e estes grupos uniram forças em busca de um objetivo comum: divulgar o nome do Flamengo no país. A ideia do Fla Usa é aproximar os torcedores que vivem nos Estados Unidos e também servir como um ponto de encontro para os turistas rubro-negros.

    Recentemente, Fla New York e Fla New Jersey receberam a visita de Joel Santana no Legens Bar.

    Joel Santana ao lado dos membros do Consulado Fla New York.

    Contatos:

    Fla New York
    Manhattan NY

    Presidente: Uriah Nogueira / Email: uriahcunha@ibest.com.br

    Telefone: (347) 855-0277. Local de encontros: Legends Bar, 6 West 33rd Street, New York, NY 10001
    Fla New Jersey 
    Presidente:Marcelo Barreto / Email: contato@flanewjersey.com
    Telefone: +1 (908)414-6070. Local de encontros: Rio Lounge 618 Market st, Newark NJ 07105

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