Autor: diogo.almeida1979

  • FIFA suspende Guerrero por um ano

    A FIFA anunciou a punição para o atacante Paolo Guerrero. O atacante está suspenso por um ano dos campos devido teste positivo em exame antidoping, realizado na partida da seleção peruana contra a Argentina, pelas eliminatórias da Copa do Mundo 2018, em outubro.

    Suspenso desde o dia 3 de novembro, o atacante não atua pelo Flamengo desde outubro. Seu contrato com o Mais Querido vai até o dia 10 de Agosto de 2018. O clube carioca ainda não se pronunciou sobre a decisão, mas há um indicativo de rescisão amigável. Com a suspensão, Guerrero também estará de fora da Copa do Mundo, onde foi peça importante para a classificação do Peru.

    O defesa do atacante já anunciou que vai entrar com recurso na Corte Arbitral do Esporte. O órgão leva em média oito meses para realizar seus julgamentos, mas também pode dar prioridade ao caso por causa da Copa do Mundo, fazendo seu trâmite ocorrer num período menor que a média. Os advogados do peruano têm prazo de um mês para apresentar a defesa na CAS.

    Veja o comunicado da FIFA

    “Em 7 de dezembro de 2017, o Comitê Disciplinar da FIFA decidiu, depois de analisar todas as circunstâncias específicas do caso, suspender o jogador internacional peruano Paolo Guerrero por um ano. O jogador testou positivo para o metabólito de cocaína, a benzoilecgonina, uma substância inclusa na Lista de Proibições de 2017 da WADA sob a classe “S6 – Estimulantes”, após um teste de controle de doping realizado após o confronto da competição preliminar da Copa do Mundo de 2018, em Buenos Aires, contra a Argentina, dia 5 de outubro de 2017.

    Ao testar positivo para uma substância proibida, o jogador violou o artigo 6 do Regulamento Antidopagem da FIFA e, como tal, violou o artigo 63 do Código Disciplinar da FIFA.

    O período de suspensão começa dia 3 de novembro de 2017, data em que o jogador foi suspenso provisoriamente pelo presidente do Comitê Disciplinar da FIFA. Em conformidade com o artigo 29 do Regulamento antidopagem da FIFA, a suspensão abrange, entre outros, todos os tipos de correspondências, incluindo jogos nacionais, internacionais, amistosos e oficiais. As partes da decisão foram devidamente notificadas hoje.”

    Representado em todo o caso pelo escritório Bichara e Motta Advogados, o Dr. Marcos Motta se pronunciou em seu Twitter sobre a decisão da entidade máxima.

  • Gritem Mengo

    Era assim.

     
    A arquibancada começava a encher, o burburinho crescia. Quando se ouvia o som ambiente com a mesma intensidade do bate papo com os camaradas ao redor, era a hora do primeiro teste. Vinha lá da Raça: palmas sincopadas e Meeengôoo… Meeengôoo… Passagem de som feita, entregávamo-nos à expectativa que antecedia o momento mágico da entrada em campo. Espalhavam-se rádios portáteis, chamados de mini, bem maiores que qualquer celular de hoje. Sem fones de ouvido, era possível ouvir aqui e ali o que se dizia na Tupi, na Globo, na Nacional, na JB.

    Então o velho estádio estava cheio e o Flamengo apontava na boca do túnel. Clap clap clap Meeengôoo… Meeengôoo… Clap clap clap Meeengôoo… Meeengôoo… O time pisava o gramado e o nosso grito de guerra girava no alto da arquibancada como uma ciranda sonora, uma evocação, uma libertação.

    O som que girava no alto se esparramava na geral e na cancha de jogo e aumentava quando a bola rolava. O adversário ficava tonto. Baratas perdidas entre aqueles homens de vermelho e preto. Clap clap clap Meeengôoo… Meeengôoo… Clap clap clap Meeengôoo… Meeengôoo… E assim atordoados, viravam alvos para as estocadas rubro-negras, uma investida de Zico, uma explosão de Nunes, um peixinho de Adílio.
    Quando o time mais precisava, não havia dúvida: Clap clap clap Meeengôoo… Meeengôoo… Clap clap clap Meeengôoo… Meeengôoo…

    O som batia no teto, voltava, girava.

    Clap clap clap Meeengôoo… Meeengôoo… Clap clap clap Meeengôoo… Meeengôoo…

     
    Assim entrávamos em campo junto com os onze.

    Havia canções, o hino, o acima de tudo, um samba-enredo para dizer que é hoje o dia da alegria, mas soberanamente havia o grito de Mengo. Assim como as camisas listradas em vermelho e preto, gritar Mengo nos tornava iguais, brothers in arms, defensores da tradição de sermos uma torcida que tinha um time e não um time que tinha uma torcida.

    O mundo mudou. Não estou aqui para dizer que foi para pior, embora eu sinta uma certa compaixão por quem não viu o velho Maracanã balançando sob nossas palmas e nossas vozes e o grito de Mengo.
    Ao escrever estas palavras, soa especialmente cruel Belchior cantando que o passado é uma roupa que não nos serve mais. Adaptar-se foi preciso. Ter paciência foi preciso. Até mesmo para aquilo que não posso compreender, como o que raios faz com que vocês, jovens, precisem cantar “isso aqui não é Vasco”, foi preciso adaptação e paciência.

    Mas, parêntesis, respondam-me. Por que vocês cantam que isso aqui não é Vasco? Alguém da nova geração poderia se confundir?

    Ou, por outra, não me respondam. Cantem suas musiquinhas novas, copiadas, com erro de concordância: vamos ser campeão, vamos Flamengo. Façam seus mosaicos, meu maior respeito pela molecada que chega cedo para montar os mosaicos. Fica lindo, ainda que um mosaico sem o grito de Mengo seja um corpo sem alma, um espírito errante, fica lindo.

    Façam o que quiserem, mas voltem a gritar Mengo. Vocês querem um Flamengo pleno, forte, encurralando o Independiente a partir da força ancestral que trazemos no peito? Gritem Mengo.

    Não precisa nem ensaiar. É um pouco complicado porque não dá para fazer selfies durante, mas vocês haverão de conseguir. Celulares nos bolsos. Fechem os olhos. Deixem vir:

    Clap clap clap Meeengôoo… Meeengôoo… Clap clap clap Meeengôoo… Meeengôoo…

     
    Vamos gritar Mengo, vamos empalar o Independiente, vamos ser campeões.

    Era assim. E isso, apenas isso, talvez só isso não precisasse ter mudado.
     


    Mauricio Neves é autor do livro “1981 – O primeiro ano do resto de nossas vidas” e escreve no Mundo Bola todas as sextas-feiras. Siga-o no Twitter: @flapravaler

     

    Imagem usada no post e nas redes sociais: Henfil

  • Maior estrela do eSports nacional é do Flamengo

    O Flamengo anunciou nesta quinta (7), a sua principal estrela para o time de League of Legends, Felipe “brTT” Golçalves. Após a estreia com derrota da equipe, o Rubro-Negro divulgou a contratação do maior jogador de LoL brasileiro, brTT se junta ao trio anunciado esta semana, Thulio “SirT”, Danniel “Evrot” e André “esA”, e será comandado por Gabriel “MiT”.

    Nascido no Rio de Janeiro e declaradamente flamenguista, brTT tem despertado ainda mais atenção dos fãs sobre seu futuro. Vencedor dos prêmios de “Craque da Galera” e melhor atirador do CBLoL. Felipe conquistou o tetracampeonato brasileiro de LoL no último ano e disputou o Mundial em 2015 como atirador. O cyber atleta é uma verdadeira celebridade digital, com a maior base de fãs em todo o cenário de eSports do Brasil. São mais de 1,5 milhão de seguidores em suas redes sociais, três vezes mais do que Éverton Ribeiro possui em seu Facebook.

    brTT começou sua carreira no League of Legends em 2012, jogando pela paiN Gaming, antes disso Felipe dividia seu sonho de ser pro player entre Counter-Strike e Dota, jogo no mesmo estilo MOBA. Pela equipe rubra, brTT conquistou dois campeonatos brasileiros, além de ter feito parte da melhor campanha de um time brasileiro em mundias. Os outros dois títulos nacionais vieram pela Vivo Keyd e pela Red Canids.

    https://www.facebook.com/felipebrTT/photos/a.381046088631542.85524.269614676441351/1603820789687393/?type=3&theater

    Como uma das grandes estrelas do cenário brasileiro, o carioca participou de um documentário da Riot Games, dona do jogo, sobre sua carreia de pro player. No total foram dois episódios sobre o atleta, de um total de seis sobre outros cyber atletas ao redor do mundo. Os episódios que o novo carregador Rubro-Negro aparecem podem ser encontrados no YouTube: Episódio 2 e Episódio 5.

    Neste quinta também ocorreu a estreia do time de eSports Rubro-Negro. Em um torneio amistoso na Comic Con Experience, a equipe foi derrotada na serie contra a IDM Gaming, por dois jogos a zero, vale lembrar que o time da Gávea teve apenas essa semana de treinos, além de ter utilizado dois suplentes, já que brTT está no All-Star da Riot Games, e o Top Laner ainda não foi anunciado.

    Agora resta apenas uma posição para fechar a line-up do Flamengo para a disputa do Circuito Desafiante.

    Equipe Fla eSports

    Caçador – Thulio “Sirt”
    Mid Laner – Danniel “Evrot”
    Atirador – Felipe “brTT”
    Suporte – André “esA”
    Técnico – Gabriel “MiT”

     

  • Independiente 2 x 1 Flamengo – Na pressão

    Independiente e Flamengo fizeram um bom jogo. Como se devia esperar. Decisão, adrenalina, tensão.

     
    Os finalistas entraram em campo como seria esperado. Independiente na pressão e Flamengo tentando tocar a bola e arrumar cruzamentos para área.

    Favorecido por ficar uma semana “descansado”, o time de Avellaneda imprimiu um ritmo fulminante no jogo. Sua marcação era implacável e incansável, e sem ser maldosa, diga-se. Tem alguns bons jogadores como Barco (de apenas 18 anos) e Meza. Barco infernizou a defesa do Flamengo com seus dribles, passes e deslocamentos insanos. Certamente estará na Europa em pouco tempo, abduzido por um daqueles clubes grandes que recebem grana espetacular em euros.
    (Nota do Editor: clube e jogador estão acertando sua transferência para o Atlanta United).

    Primeiro tempo acuado

    O Flamengo acuado e com Arão em modo aéreo na maior parte do tempo, errando muitos passes, via a bola circular à sua frente, seguida de cruzamentos e ficava rebatendo tal como um jogo de frescobol, mas sem direção. O que proporcionava poucos contra-ataques.

    Mas foi o Flamengo que achou seu primeiro gol. Em um lindo cruzamento em curva do Trauco, este achou a cabeça do Rever, que guardou. Flamengo 1 x 0. O que fez o time deles correr ainda mais.

    Flamengo tinha um problema de articulação. Diego muito bem marcado, e Éverton Ribeiro meio perdido e mesmo isolado no ataque. Tentava jogadas mas sempre distante, errava muitos passes. Paquetá não fazia bom jogo, embora corresse muito. Deixava Trauco bem exposto na marcação. Cuéllar, um leão pelo meio, fazia bem a saída de bola. Vizeu também sem estar inspirado, participava de lances inócuos como centroavante. Pará também estava sobrecarregado na marcação, e Juan e Réver recebiam toda a carga ofensiva. César passando segurança.

    Mas foi através do meio que Independiente chegou ao seu primeiro gol. Em jogada muito rápida, estilo “hóquei na grama”, que era a especialidade do técnico do time até pouco tempo, chegou com uma troca de passes rápida na frente, a bola sobrou pro centroavante deles chutar livre, sem chances de defesa para o César. 1 a 1. Empate, sendo sincero, mais que merecido.

    Torcida em festa. Independiente aumenta a pressão. Na verdade oferecendo pouco perigo de gol devido a boa marcação da primeira linha do Flamengo. Aliás, vendo pela TV, a defesa do Flamengo parece bem organizada. Duas linhas de 4 e dois sempre na frente, para tentar dificultar a jogada de saída de bola deles.

    Na etapa final, o Fla melhora com entrada de Éverton e Vinícius Júnior

    Veio o segundo tempo. Independiente antes dos 10 minutos faz seu segundo gol, que foi uma pintura. Pelo lado do Pará, Barco faz uma linda jogada e cruza com perfeição da linha de fundo, em curva para Meza, que de primeira emenda para o gol, rente a trave. César foi na bola mas não tinha como. Independiente 2 x 1.

    Rueda colocou Éverton no lugar do Paquetá quase em seguida. O que melhorou demais a marcação do Flamengo pelo nosso lado esquerdo. Além de ser mais agudo pela ponta que Paquetá. Éverton fez algumas boas jogadas e o jogo se equilibrou. Independiente cansou também. O ritmo alucinante não pode se manter tanto tempo. E com Independiente já cansado, Rueda lança Vinícius Jr. O próprio jogo do Arão melhora. Desperta no jogo.

    Flamengo passa a atacar mas sem nenhum lance de grande perigo.

    Enfim, derrota de 2 a 1. Triste, mas é apenas o primeiro tempo de um jogo de 180 minutos. Agora levamos a decisão para o Maracanã, tendo que ganhar deles por dois gols de diferença para não ir à prorrogação ou pênaltis, que, ultimamente, não é nossa praia. Acho até bom. Flamengo cresce quando entra com desvantagem.
     


    Flávio H. de Souza escreve no Blog Pedrada Rubro-Negra. Siga-o no Twitter: @PedradaRN

     

    Imagem destacada no post e nas redes sociais: Gilvan de Souza / Flamengo

  • Oito das principais peças do Fla nunca jogaram tanto com em 2017

    Na última quarta-feira (06), o Flamengo saiu derrotado em Avellaneda pela primeira mão da final da Copa Sul-Americana. Durante a partida, torcedores e especialistas levantaram o desgaste do rubro-negro, que em 2017 vive seu maior número de jogos na história. Consequentemente, algumas das peças mais importantes do clube passa pelo mesmo momento.

    Pará, Réver, Rafael Vaz, Trauco, Cuéllar, Arão, Diego e Éverton nunca jogaram tanto em suas carreiras quanto nesta temporada. Todos são peças cruciais no onze inicial do Flamengo, sendo bastante usados tanto por Rueda quanto por seu antecessor Zé Ricardo.

    Pará

    O lateral-direto jogou 63 das 82 partidas do Flamengo em 2017. Em 2010, pelo Santos, foram 62 partidas acumuladas, uma a mais que as 61 em 2013 defendendo o Grêmio. Mesmo que por poucos jogos, a atual temporada é um recorde para o camisa 21.

    Réver

    O capitão do Mengão acumula 58 partidas no ano. Mesmo sofrendo algumas lesões, é disparada a sua temporada com mais partidas jogadas. Em 2013, quando foi campeão da Libertadores pelo Atlético Mineiro, Réver entrou em campo 51 vezes. Em 2009, pelo Grêmio, foram 52 partidas, chegando à semifinal da principal competição do continente.

    Rafael Vaz

    O criticado Rafael Vaz acumula 47 jogos na temporada atual. Em 2016, por Vasco e Flamengo, foram 43 partidas. O antigo recorde, no entanto, foi em 2013, quando somou 44 partidas, três a menos em neste anos, jogando por Vasco e, principalmente, pelo Ceará.

    Trauco

    O lateral-esquerdo chegou esta temporada e certamente tem sentido o quão frenético é o calendário brasileiro. Em 2016, pelo Universitário, onde chamou atenção da comissão técnica rubro-negra, o peruano acumulou 41 partidas. Neste ano são 11 jogos a mais, ou seja, entrou em campo 52 vezes pelo Flamengo. Contando com os duelos pela seleção, este número sobe para 62.

    Cuéllar

    O volante nem era titular com Zé Ricardo. Com a chegada de Rueda, no entanto, o colombiano arrancou no número de jogos. São 50 até aqui, três a mais que os 47 em 2015, pelo Junior Barranquilla. Destes 50, apenas nove foi como substituto. Em 2016, também pelo Flamengo, foram 33 jogos e 12 entrando ao longo dos 90 minutos.

    Arão

    O camisa 5 rubro-negro tem incríveis 66 jogos em 2017, mais que qualquer outro do elenco na temporada. São 247 partidas na carreira, 128 nas duas temporada defendendo o Mais Querido do Brasil. No ano passado foram 62 jogos, que era o seu recorde.

    Diego

    O principal jogador do Flamengo chegou a seu jogo de número 52 contra o Independiente. De todos, ele é o único que está empatado com a temporada em que mais jogou. Em 2003, ainda um “garoto da vila” aos 18 anos, Diego também entrou em campo 52 vezes. Acontece que ainda falta uma partida, a decisão da Sul-Americana, que acontecerá na próxima quarta (13). Como deve ser novamente titular, o camisa 35 chegará a 53 partidas jogadas.

    Éverton

    Fora há quase um mês, Éverton voltou na partida de ida contra o Independiente. Com mais este jogo, o camisa 22 chegou aos 55, seis a mais que em 2014, quando entrou em campo por 49 oportunidades. O ponta esquerda está a um gol de sua temporada mais goleadora. Atualmente tem 10 gols, mesmo número que há 3 anos, ou seja, mais um recorde que pode vir a ser derrubado pelo atleta de 28 anos.

    Outros nomes…

    Além destes sete citados, atletas como Berrío, que se lesionou gravemente, e Guerrero, por conta da suspensão imposta pela FIFA, por muito pouco não viveram a sua temporada com mais jogos. O atacante peruano ficou a um jogo de igualar as 52 partidas de 2013. No entanto, supondo que ele não se lesionaria, este número seria superado com folgas com o número de partidas desde a acusação de doping.

    Base

    Os jovens da base também vivem temporadas intensas. Paquetá, Vinícius Júnior e Felipe Vizeu, principalmente, têm um alto número de partidas jogadas em 2017. Vinícius, que subiu este ano, entrou em campo 36 vezes, mesmo número que Lucas Paquetá, nome forte de Rueda e um dos destaques desta reta final.

    Já Vizeu, que havia sido integrado ao elenco principal junto com Paquetá, ainda no ano passado, mas que teve muito mais chances com Zé Ricardo, soma 37 partidas. São 11 a mais que no anterior, além de ter marcado 9 gols em 2017 contra 8 em 2016.

    O Flamengo ainda tem um jogo no ano. No Maracanã já com ingressos esgotados, o rubro-negro precisa vencer por dois gols de diferença para levantar o título da Copa Sul-Americana. A partida será na próxima quarta-feira (13), às 21h45 (de Brasília).

    *Créditos da imagem destacada: Gilvan de Souza/Flamengo

  • O Galinho de Liverpool

    Acabou mesmo em derrota. Mas ainda pode ser vitória. Mais um título. E nem é preciso Zico voltar a campo.

     
    Só deu para conectar a transmissão via laptop via catnet aos 26 minutos. Réver já havia aberto o placar em Avellaneda em bela cabeçada contra o Rey de Copas Libertadores. Melhor que a encomenda o gol cedo e até então, pelos relatos, a atuação rubro-negra.

    No lobby do hotel Pullman (que não é o pão do Neto), enfim se ajeita na poltrona e passa a ansiedade o cara que fez infeliz a cidade onde estamos para transmitir a Champions. Em 13 de dezembro de 1981, o Liverpool caía diante de Zico e do melhor Flamengo (e também melhor time) que vi. Reds com história tão rica na Europa e ainda mais no mundo que os rojos de Avellaneda.

    Mas que foram em 1981 empacotados e despachados por Zico e companhia ilimitada do Japão para a Inglaterra. Do jeito (mesmo sem tanto jeito) que o Flamengo ainda pode devolver o Independiente no retorno no Rio sem a Copa Sul-Americana. Há como devolver o 2 x 1 com juros e correção futebolística. Há como refazer no Maracanã o espírito rubro-negro. Desde que se jogue um tanto mais. E com a alma de meu companheiro de transmissão no Esporte Interativo.

    O Zico torcedor rubro-negro é um rubro-negro típico. Xinga quem merece, corneta quem deve, sugere o que pode, vê o que quase ninguém enxerga. Lamenta a fase de Everton Ribeiro. Quer mais gente na frente além de Vizeu. Cogita começar com Vinicius Jr. E ainda quer estar lá dentro. Como ninguém esteve melhor do que ele em qualquer esporte do clube desde 1895.

    Numa falta próxima da área, depois da bela virada platina, e quando o Flamengo já havia se arrumado e jogava melhor, o Galinho de Liverpool pensou como milhões. Mas falou a frase que só ele pode falar desse modo:

    – Baixa o meu espírito em alguém! Baixa o meu espirito!

     
    Não havia como. Não se batem mais faltas como Zico – não tantas. Poucos jogaram e ainda menos jogam do que ele.

    E ainda menos vibram hoje como ele honrou sempre.

    Cuellar até bateu bem como tem jogado. Mas não deu. A posição era parecida com aquele gol decisivo de Zico contra o Cobreloa. O que levou ao Japão em 1981. O que traria o mundo para a Gávea.

    Acabou mesmo em derrota. Mas ainda pode ser vitória. Mais um título. E nem é preciso Zico voltar a campo. Basta ter mais gente de vermelho e preto torcendo e jogando junto com o espírito dele. A alma do Flamengo.
     
     


    Mauro Beting, 51, não é Flamengo. Mas foi um pouco por Zico e em nome do melhor time que viu na vida (o Flamengo de 1981-82), que inspirou o melhor Brasil pelo qual torceu (o de 1982). Comenta futebol no UOL, Esporte Interativo e Jovem Pan. Diretor de documentários esportivos, escreveu 16 livros. Curador do Museu da Seleção e do Museu Pelé. Desde 2010 é comentarista do videogame PES. Desde 2017 corneta por aqui. Siga-o no Twitter: @Mauro_Beting.

     
     
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  • Independiente 2×1 Flamengo – As ideias por trás das avenidas

    Rueda terá uma semana para estudar melhor o Independiente

    Há uma rota clara para o gol do Flamengo. Não precisa de GPS, pois todo mundo conhece. A Avenida Pará é um pouco mais cosgestionada, mas chega ao destino. Na Autoestrada Miguel Trauco, por outro lado, o trânsito flui sempre sem grandes dificuldades.

    Há um motivo técnico, claro, para os momentos de calafrio que a torcida passa quando o adversário chega pelos lados. Pará tem suas limitações, e Trauco tem enormes dificuldades para fechar a defesa. Se posiciona mal, demora para reagir, não consegue antecipar o movimento do adversário e é fraco tanto no bote quanto na recuperação.

    Mas, além de tudo isso, há também um motivo tático. E é esse lado que vamos olhar.

    Antes e depois de Rueda

    Se há um setor que sofreu uma reviravolta com a saída de Zé Ricardo e a chegada de Rueda, foi a linha defensiva. Rafael Vaz e Márcio Araújo foram trocados por Juan e Cuellar, possivelmente os melhores do time nos últimos meses, mas o posicionamento também mudou bastante.

    Com Zé Ricardo, o Flamengo iniciava a marcação no meio-campo, avançando algumas vezes para o campo de ataque, principalmente na tentativa de ceder pouco tempo na bola aos laterais adversários. Com isso, a linha de defesa também era obrigada a se adiantar, mantendo o time em um bloco razoavelmente sólido.

    Primeiro sofremos com os cruzamentos. A defesa mal posicionada, correndo de costas, não conseguia neutralizar esse tipo de jogada. Caímos na Libertadores tomando sete gols em seis jogo, todos eles em cruzamentos. O treinador conseguiu corrigir o problema colando os nossos laterais nos pontas adversários e fazendo pressão na origem do cruzamento. Com isso, se iniciou a era dos gols por trás da defesa. Contra Palmeiras, Cruzeiro e Coritiba levamos quatro gols iguais, sempre entre o lateral e o zagueiro.

    Rueda chegou e logo mudou a filosofia. Passou a jogar com uma linha de defesa muito recuada, quase sempre dentro da própria área. Minimizou assim os problemas gerados pela lentidão dos zagueiros, aproveitando o bom posicionamento e potência aérea deles.

    Além disso, diminuiu a distância entre as linhas. Antes, mesmo com a defesa jogando adiantada, ainda havia muito espaço entre os zagueiros e os meias, demandando uma cobertura constante. Essa inclusive sempre foi a justificativa de Zé Ricardo para manter Márcio Araújo no time. Rueda então espremeu as duas linhas. Quando o time perde a bola, o meio-campo corre para trás, fixando uma segunda linha poucos metros à frente da defesa.  O Flamengo entrega muito terreno ao adversário em troca de anular qualquer espaço para jogar por trás dos volantes.

    Por último, o treinador montou uma linha de defesa estreita, diminuindo a distância entre um lateral e outro. Em geral, Trauco e Pará ficam a uma distância equivalente à largura da grande área, com Juan e Rever entre eles. Assim, não há bola enfiada pelo meio da defesa.

    Os laterais não desmontam esse posicionamento nem quando há um ponta aberto em condições de receber a bola. A marcação só acontece quando o jogador de fato recebe, pois a prioridade é fechar a casinha.

    Mas futebol é um jogo de cobertor curto. Não tem jeito. Quando o time cobre um lado, necessariamente deixa outro frágil.

    O mapa da mina

    Com o miolo congestionado, sem opção de pivô e com um bloqueio na entrada da área, resta ao adversário explorar os corredores.

    Os laterais do Flamengo marcam mal, é verdade, mas parte do desespero é culpa do posicionamento. Por precisarem manter uma defesa estreita o tempo todo, Pará e Trauco só partem para o enfrentamento dos pontas quando o adversário já tem a bola sob controle e, por isso, muitas vezes já chegam levemente vendidos no lance.

    É importante notar que apesar do bumba-meu-boi causado pelos lados, o Flamengo só perdeu a disputa de um cruzamento na área uma vez: quando Gigliotti furou na cara do gol e Pará travou bravamente o rebote na marca do pênalti. Exatamente como a estratégia de Rueda prevê. O torcedor pode concordar com ela ou não, mas é importante identificar as ideias por trás do jogo do Flamengo.

    Mas o Independiente, diferentemente do Barranquilla, também encontrou uma alternativa para atacar o Flamengo pelo meio.

    A única situação que não pode acontecer de jeito nenhum na defesa do Flamengo é um dois-contra-um pelo lado, portanto Éverton Ribeiro e Paquetá têm a obrigação de vigiar os laterais adversários bem de perto. O time argentino abriu muito não só seus pontas, mas também seus laterais, que jogavam colados nas linhas de lado, esticando o campo de jogo. Nossos pontas precisavam, então, fechar esse corredor, se afastando muito da zona central, e esgarçando a segunda linha de marcação. Arão e Cuellar tinham muito campo para cobrir, e a subida de um dos volantes deles causava problemas por ali.

    Para aumentar essa sobrecarga sobre os volantes do Flamengo, Gastón Silva, teoricamente o zagueiro pela esquerda, passou a fazer corridas constantes pelo meio no início do segundo tempo, criando muitos problemas. Antes do segundo gol, que saiu aos sete minutos, Silva finalizou duas vezes.

    O segundo gol aconteceu justamente pelo posicionamento de Silva. O cruzamento não chegou na área, onde Juan e Rever eram soberanos pelo alto. Quando Barco fez o drible em Éverton Ribeiro e Arão, Cuellar ficou na dúvida se deveria manter a marcação em Meza ou fazer a cobertura da ultrapassagem de Silva, que vinha entrando na área pela esquerda. A indecisão deixou o volante no meio do caminho e o resto da história já conhecemos.

    Jogo da volta

    O confronto está aberto. Rueda definiu uma estratégia, com seus pontos fortes e fracos que Ariel Holan soube explorar. O jogo do Maracanã será provavelmente muito diferente, com um Independiente muito mais fechado e apostando nos contra-ataques, provavelmente nas costas de Pará e Trauco, mas sem tanta posse de bola e sem desbalancear tanto o meio-campo do Flamengo.

    Será um duelo tático interessante. Às vezes parece que o futebol se define apenas pela atuação individual de cada jogador: Trauco foi mal, Arão também. Mas normalmente há motivos mais sutis para isso.

    Rueda terá uma semana para estudar melhor o Independiente, bloquear as avenidas pelos lados explorando também a fragilidade deles. Se futebol é mesmo cobertor curto, os argentinos terão que fazer escolhas e ficarão também vulneráveis. Como o Flamengo vai aproveitar?

    Afinal, é vencer ou vencer.


    Téo Ferraz Benjamin escreve as análises táticas do Mundo Bola. Siga-o no Twitter: @teofb
  • Análise do jogo: Independiente 2 x 1 Flamengo

    Desvantagem reversível

    Fla precisará do carinho e do grito do seu torcedor. De tranquilidade para não se expôr. E uma melhor atuação de Diego e Éverton Ribeiro.

    Fla começa bem mas cede espaços pela esquerda

    Muito boa a primeira partida da decisão da Copa Sul-Americana. Jogada exclusivamente na bola. Sem pontapés. Sem guerra. O Flamengo começou como se estivesse no Maracanã. Controlou a bola. Não tomou sufoco. E foi a frente jogar. Numa dessas investidas, aos 8 minutos, Trauco cobrou falta. Réver foi no oitavo andar e testou firme para abrir o marcador. Um lance que deve ser repetido e ainda melhor aproveitado na semana que vem.

    Até os 20, 25 minutos, o Rei de Copas pouco fez. Só quando Meza foi jogar mais na direita, em cima de Trauco (que a esta altura não contava com o apoio e o fôlego de Lucas Paquetá, já que Rueda mandou ele e Éverton Ribeiro inverterem de lado). Foram sucessivas jogadas, cruzamentos e lances perigosos por aquele setor. Aliás, impressiona muito as variações táticas, a intensidade, a velocidade e como se movimenta e troca de posições o time hermano.
    Curiosamente, o empate argentino saiu já com a inversão desfeita. Everton Ribeiro, muito devagar no primeiro tempo, tentou o toque de letra e deu o contra-ataque. A jogada chegou no campo ofensivo e o passe saiu no meio da zaga. Benitez, mesmo caído, ajeitou para Gigliotti bater e deixar tudo igual. Empolgado, o Independiente pressionou até o fim dos 45 minutos iniciais. Porém, nada conseguiu.

    No início da etapa final, um Independiente intenso garante a vitória

    Menos desgastado fisicamente por não ter jogado no fim de semana, os donos da casa mantiveram a pegada no começo da etapa complementar. E viraram o marcador logo aos 8 minutos. Barco passou como quis por William Arão e Éverton Ribeiro com apenas um toque. O ótimo Meza pegou de primeira e marcou um belo gol. Dois a um.
    Rueda pôs em campo Éverton e Vinícius Júnior nos lugares de Lucas Paquetá e Diego (extremamente desgastado). Centralizou Éverton Ribeiro, que passou a participar mais do jogo. E o Flamengo cresceu. A ponto de obrigar o time argentino a fazer substituições defensivas. E formar uma linha de cinco defensores. Uma pena que os cariocas tenham dominado, mas pouco criaram e finalizaram.

    Para quarta que vem está tudo aberto. É lógico que por jogar por dois resultados, o Independiente leva certo favoritismo. Deve atuar fechado, com uma linha de cinco. E usar e abusar da velocidade de seus jogadores do meio para frente. O Flamengo precisará do carinho e do grito do seu torcedor. De tranquilidade para não se expôr de qualquer maneira e dar espaço para o adversário. Explorar as bolas aéreas. E principalmente, uma melhor atuação de Diego e Éverton Ribeiro. Contudo, neste momento, creio que Rueda deve estar com um dilema em sua cabeça. Escala e mantém os desgastados meio-campistas ou começa a decisão com os garotos da base? Acredito que ele irá optar pela primeira opção. Com uma semana de descanso, o resultado ainda é plenamente reversível.

    Veja a análise de Gustavo Roman em vídeo:

    https://m.youtube.com/watch?v=acNkas1yI_w
     

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    Gustavo Roman é jornalista, historiador e escritor. Autor dos livros “No campo e na moral – Flamengo campeão brasileiro de 1987”, “Sarriá 82 – O que faltou ao futebol-arte?” e “150 Curiosidades das Copas do Mundo”. Também escreve para o Blog do Mauro Beting.

     

    Imagem destacada no post e redes sociais: Gilvan de Souza / Flamengo

  • Análise estatística – Flamengo no Campeonato Brasileiro 2017

    No último domingo (3), o Flamengo encerrou sua participação no Campeonato Brasileiro 2017, com uma vitória de virada (a única na competição) sobre o Esporte Clube Vitória. O resultado deixou a equipe na 6ª colocação, com 56 pontos, garantindo vaga direta na fase de grupos da Libertadores 2018.

    Números finais – Flamengo no Brasileirão 2017

    38 Jogos – 15 Vitórias – 11 Empates – 12 Derrotas – 49 Gols Marcados – 38 Gols Sofridos – aproveitamento de 49,12%

    74 Cartões Amarelos – 2 Cartões Vermelhos

     

    Jogos

    33 jogadores foram utilizados pelos três treinadores (Zé Ricardo, Jayme de Almeida e Reinaldo Rueda) no Brasileirão 2017. Destes total de atletas, 18 disputaram o Brasileiro 2016 pelo Flamengo. Willian Arão, assim como em 2016, foi o atleta rubro-negro com mais partidas no campeonato: 30 jogos. Nove jogadorrs oriundos da base. Vinicius Jr foi o que mais entrou no decorrer dos jogos, com 21 participações.

    Realizando uma breve comparação com a temporada passada, percebemos um ligeiro aumento no número de atletas utilizados (33×31) e promovidos da base (9×8), e que houve um rodízio maior entre os jogadores, pois em 2016, cinco deles passaram das 30 partidas disputadas, já nessa, apenas Willian Arão atingiu essa marca.

     

     

    Gols

    17 jogadores marcaram os 49 gols do Flamengo nesta edição do Brasileirão. Diego sagrou-se o artilheiro da equipe no campeonato, com dez tentos em 27 jogos.

     

     

    Assistências

    Éverton Cardoso, pelo 2º Campeonato Brasileiro consecutivo, foi o líder no quesito assistências. Igualou o número de passes que resultaram em gol no Brasileirão 2016: sete assistências. Éverton Ribeiro e Willian Arão completam o Top 3, com quatro assistências cada.

     

    Cartões

    74 cartões amarelos e 2 vermelhos foram distribuídos entre 24 atletas. O Flamengo foi a 3ª equipe com menos cartões amarelos no Brasileirão 2017, perdendo apenas para Grêmio e São Paulo. Na temporada passada, foram 62 cartões amarelos e 5 vermelhos.

     

    Nação Rubro-Negra – como mandante

    A média de público não ultrapassou 20 mil torcedores. Como sabemos, a capacidade da Ilha do Urubu (onde o Flamengo mandou a maioria de seus jogos) e os ingressos não tão acessíveis, resultaram em  números relativamente baixos.

    Nação Rubro-Negra – como visitante

     

     

    Comparações

    O aproveitamento desta temporada foi inferior a de 2016. Gols marcados e sofridos tiveram poucas alterações, mas o número de vitória abaixou consideravelmente, resultando na sexta posição na classificação, sem chegar perto da possibilidade de alcançar terceira posição de 2016.

     

    Os desempenhos como mandante e visitante também foram menores que na temporada passada. Principalmente fora de casa, onde o Flamengo conquistou apenas 20 dos 57 pontos disputados.

    Desempenho – por técnico

     

    Adriano Skrzypa é estudante de Educação Física e apaixonado por números no futebol. Siga-o no Twitter: @FlamengoNumeros


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  • Flamengo sofre virada do Independiente na final da Copa Sul-Americana

    Tensão, faltas demasiadas, reclamações, torcida pulsante e virada no placar. O primeiro jogo da decisão da Copa Sul-Americana teve todos os ingredientes de uma grande final. Nesta quarta-feira (6), o Independiente derrotou o Flamengo, por 2 a 1, de virada, em Avellaneda, na Argentina.

    O Rubro-Negro abriu o placar com com Réver, dando a impressão de que conquistaria um daqueles resultados improváveis. No entanto, os argentinos contaram com o apoio de sua vibrante torcida para virar o marcador com Gigliotti e Meza. O resultado coloca o ‘Rei de Copas’ a um empate do seu segundo título da competição. O Flamengo, por sua vez, precisa de uma vitória por dois gols de diferença para conquistar o título no tempo normal. Caso o triunfo venha pela vantagem mínima, o título será definido na prorrogação e pênaltis. 

    A partida de volta será disputada na próxima quarta-feira (13), no Maracanã, às 21h45 (de Brasília). Todos os ingressos colocados à disposição da Nação Rubro-Negra foram comercializados.

    O jogo

    Como já era esperado, Independiente e Flamengo fizeram um início de jogo bastante equilibrado em Avellaneda. O Rubro-Negro chamou para si a responsabilidade, e conseguiu manter a posse de bola em seu campo ofensivo nos primeiros minutos. Embora faltasse agressividade, o Flamengo mantinha o adversário sempre atrás da bola. Aos sete minutos, enquanto tentava progredir pelo setor esquerdo, Lucas Paquetá foi derrubado, e a infração foi assinalada. Trauco cobrou a falta na área, e o capitão Réver subiu muito alto, inaugurando o placar em Buenos Aires, aos oito minutos. 

    O tento rubro-negro abalou a equipe da casa por alguns momentos, mas logo os ‘Diabos Vermelhos’ retomaram a pressão. O Independiente descobriu em Trauco o ponto frágil da defesa rubro-negra. Desta forma, o time argentino cresceu na partida, valendo-se principalmente de jogadas em cima do lateral peruano. O Flamengo, por sua vez, estava pronto para contra-atacar. No entanto, não o fez com eficiência quando teve oportunidade. Com o meio-campo pouco produtivo, os lançamentos da defesa para o ataque foi o caminho encontrado pelo time carioca.

    Com a torcida inflamada, o time argentino aumentou o ímpeto ofensivo. As bolas aéreas se intensificaram, passando a exigir mais atenção da zaga flamenguista. William Arão evitou o empate no minuto 21, quando Sanchez Miño apareceu com perigo na área tentando cabecear. O goleiro César apareceu com uma bela defesa na falta cobrada por Gastón Silva. Completamente exposto, o Mais Querido não conseguia diminuir a pressão dos anfitriões e tampouco ameaçar a meta defendida por Campaña.

    Após tanto bombardeio, o Independiente conseguiu o empate. Aos 28 minutos, no primeiro contra-ataque dos argentinos, Meza enfiou linda bola para Gigliotti, que ganhou da marcação carioca e chutou no canto esquerdo de César. Depois do placar igualado, o Independiente continuou impondo seu ritmo na partida, mas o Rubro-Negro segurou o empate até o intervalo.

    As equipes voltaram para o segundo tempo sem modificações. Novamente os comandados de Reinaldo Rueda largaram melhor, chegando ao ataque logo no primeiro lance, em tabela de Trauco e Vizeu. Mesmo tendo a bola, o Flamengo apresentava dificuldades de criação, enquanto o seu adversário, sem entrar em desespero, fazia uma boa marcação. Entretanto, os donos da casa não se restringiram ao setor defensivo.

    Livre de marcação, Ezequiel Barco passou como quis por William Arão e cruzou para Maximiliano Meza acertar um chute de raríssima felicidade, virando o placar. Em desvantagem, o Flamengo foi obrigado a acelerar o jogo, mas não obteve sucesso. O técnico Reinaldo Rueda não demorou para mexer em sua equipe. Everton entrou no lugar de Lucas Paquetá, enquanto Diego, desgastado pela maratona de jogos, saiu para entrada de Vinicius Junior.

    A entrada dos dois atacantes aumentou o poderio ofensivo rubro-negro, mas apesar da maior posse de bola e agressividade do ataque, poucas chances reais foram criadas. Sendo assim, a equipe carioca sofreu a primeira derrota na Copa Sul-Americana 2017. 

    Ficha Técnica

    Final da Copa Sul-Americana / Jogo de ida

    Independiente 2 x 1 Flamengo

    Data: 06 de dezembro de 2017

    Local: Estádio Libertadores de América, em Avellaneda, Buenos Aires, Argentina.

    Independiente: Campaña; Bustos, Alan Franco (Amorebieta) , Gastón Silva e Tagliafico; Diego Rodriguez e Sánchez Miño; Ezequiel Barco, Maxi Meza (Domingo) e Benítez (Juan Martínez); Gigliotti.

    Flamengo: César; Pará, Réver, Juan e Miguel Trauco; Willian Arão e Cuéllar; Éverton Ribeiro, Diego (Vinicius Junior) e Lucas Paquetá (Everton); Felipe Vizeu.

    Árbitro: Mario Diaz de Vivar (PAR)

    Cartões amarelos: Amorebieta, Bustos e Tagliafico (IND); Diego (FLA).

    Gols: 0-1, Réver (8’/1º) || 1-1, Gigliotti (28’/1º) || 2-1, Meza (8’/2º).

    Fotos: Gilvan de Souza / Flamengo