Autor: diogo.almeida1979

  • Flamengo eSports é acusado de irregularidades em negociações com brTT e Nyu

    O Flamengo eSports está sendo acusada de má conduta com relação a duas contratações para atletas que formarão o time de League of Legends Rubro-Negro.

    A primeira vem da Red Canids: a equipe acusa o Clube da Gávea de não ter pago os valores referentes a transferência do AD Carry, Felipe “brTT” Gonçalves. Segundo a equipe paulista, não foi efetuado um pagamento acertado via e-mail entre as partes, que permitiu a negociação com o atirador. O montante dava exclusividade ao Flamengo nas conversas com o atleta. A direção do time carioca, se manifestou em nota dizendo que todo o processo de contratação foi feito após o fim do contrato de brTT, de forma a não se fazer necessário pagamento de multa.

    A segunda vem da TShow, acusando o rubro-negro de aliciar sem conhecimento dos mesmos o top laner, Renan “Nyu” Augusto, para completar sua equipe. Já a direção do Rubro-Negro alega que os contatos com o jogador foram feitos com o conhecimento da equipe e com aval da desenvolvedora e organizadora dos campeonatos, Riot Games. A mesma se manifestou dizendo que não comenta casos isolados, mas que espera dos times que eles sigam a boa-fé nas contratações, visto que a politica anti-aliciamento vigente no CBLOL não se aplica ao Circuito Desafiante, competição que o Mais Querido disputará visando a vaga para disputar a elite brasileira no segundo semestre.

    Não é a primeira vez que o time se envolve em polêmicas, visto que em outubro houve a acusação de, juntamente com a Cursor E-Sports (parceira no gerenciamento da equipe), terem aliciado, através do agora técnico Rubro Negro Gabriel “Mit” Souza, diversos atletas de destaque sem o conhecimento dos times, incluindo o mid laner Gabriel “Kami” Bohm.

    Seguem as notas oficiais emitidas pelo Clube:

    Caso brTT:

    “O Clube de Regatas do Flamengo garante que todas as negociações para sua equipe de League of Legends, inclusive com o atleta de eSports ‘brTT’, foram feitas com respeito total às regras aplicadas no mercado de games. A contratação do profissional em questão foi concretizada após o vencimento do contrato do atleta com seu antigo empregador e, portanto, sem o vínculo, não havia multa a ser aplicada. Assim como em qualquer outra modalidade esportiva, o Flamengo trabalha sempre pautado por responsabilidade, seriedade e transparência.”

    Caso Nyu:

    “Diante das recentes acusações levianas levadas à imprensa especializada em esportes eletrônicos nos últimos dias, o Clube de Regatas do Flamengo reitera que todas as negociações para contratação de reforços para sua equipe de League of Legends foram feitas com respeito total às regras aplicadas no mercado de games. Sobre a negociação com ‘Nyu’ é importante esclarecer que, além da TShow estar ciente da aproximação do Flamengo com o atleta e chegar a ter oferecido o referido profissional ao clube, as negociações foram dentro das regras, mas, mediante exigências da equipe do atleta, acabaram não se concretizando.

    As regras para consulta à situação de jogadores e negociações de contratações são diferentes para o Circuito Desafiante, tornando infundadas as acusações de aliciamento; cabe ressaltar que todos os atletas do Flamengo estão contratados dentro das regras vigentes no setor, com contrato de CLT e direitos de imagem, cumprindo a legislação vigente.

    O Clube de Regatas do Flamengo, ao lado da Cursor, nossa parceira nesta empreitada, sempre se reporta à Riot Games antes de qualquer movimento relacionado a contratações de atletas de esportes eletrônicos. Todas as ações estão alinhadas junto à Riot com total segurança, já que estão documentadas todas as autorizações e comunicações. O clube repudia as denúncias infundadas supracitadas e irá tomar as medidas jurídicas necessárias se for preciso.”

     

  • Peraltadas #30 – Ninguém será identificado?

    Basta!

    Finalmente o Flamengo resolveu acabar com o ST corporativo, usado por TOs acusadas de homicídio, tráfico de drogas e ligação com milícia, mas isso é pouco. A facção TJF, por exemplo, tem que ser extirpada da vida do clube. O próprio Flamengo tem que colaborar com as autoridades no combate a essa “torcida”, que já foi definida pela PCERJ como organização criminosa.

    Canalhas

    A operação da partida era do Flamengo. Assim, apesar de vítima, também tem parcela de culpa pelo que ocorreu, mas adianta punir o clube, seja ele qual for, e deixar o bandido que se diz torcedor solto? O clube perde mando, dinheiro e sua força. Já o vagabundo segue sua vida, tirando onda na rede social e pronto para agir novamente. Afinal, em sua cabeça doente, o time que é sem vergonha.

    Calhordas

    Milhares de pessoas invadiram o Maracanã e foram responsáveis por 95% de toda confusão que ocorreu. Não é possível que nenhuma será identificada e presa. Só no Twitter vimos pelo menos meia dúzia se vangloriando do feito. E o clube também deve agir. Se houver punição pela Conmebol, o Flamengo deveria ajuizar ações cíveis para cobrar desses pulhas o prejuízo.

    Efetivinho

    Agora vamos falar da PMERJ também. A gente sabe que o estado tá falido e tudo mais, mas menos de 500 homens designados para esse jogo é brincadeira. Cruzeiro x Flamengo pela Copa do Brasil teve 2.500.

    Falando um pouco de futebol…

    Espero que realmente que o bom senso supere o amadorismo/pensamento medíocre do Rodrigo Caetano e o Flamengo entre no Ferjão apenas com garotos, perebas que o clube não negociar e atletas que jogaram pouco esse ano. Titulares só em jogos em que o treinador achar importante para a montagem do time. É para usar o Ferjão e não para disputa-lo.

    E falando em elenco…

    Todo mundo tem sua barca, mas se ela não começar com Alex, Vaz, Márcio e Gabriel não está certo. Não adianta negociar Rômulo ou Mancuello e deixar o capir8 lá no colinho do Caetano.

    E para não dizer que não falei de audiência…

    47 pontos com 66% de share na Globo Rio e 29 com 42% na Globo SP. Foi disparada a maior audiência do ano. O Flamengo dá tanto Ibope pra Globo que ela poderia nos poupar de Juninhos, Gallindos e matérias especiais no Fantástico.

     


    José Peralta não é apenas mais um rostinho bonito cornetando o time. Toda segunda-feira suas peraltadas estão aqui no Blog CRFlamenguismo.

  • Flamengo tem melhor marca de gols no século XXI

    A alta quantidade de jogos em 2017 fez do ano o com mais gols marcados pelo Flamengo desde a virada do século. Ao todo foram 136 vezes que atletas rubro-negros balançaram as redes. Alguns deles, inclusive, viveram um ano de recorde de gols no âmbito individual.

    O número é o maior do século XXI. Antes dos 136 em 2017, a melhor marca foram os 127 gols em 2002, seguida pelos 126 tentos de 2008. Nesta década, o ano mais positivo foi 2014, com 108 gols flamenguistas. O ano com melhor média foi 2008, com 1,90 tentos por jogos. Em 2002 a média foi de 1,62, enquanto em 2017 foi de 1,61.

    Apesar de ótimos, os números estão bem distantes das 10 melhores marcas. O Mundo Bola usou como base os números do Fla-Estatística e separou o Top 10 dos anos com mais gols do Flamengo:

    Top 10

    1 – 1979 – 205 gols marcados;

    2 – 1950 – 200 gols marcados;

    3 – 1949 – 185 gols marcados;

    4 – 1976 – 185 gols marcados;

    5 – 1956 – 180 gols marcados;

    6 – 1993 – 179 gols marcados;

    7 – 1959 – 177 gols marcados;

    8 – 1995 – 175 gols marcados;

    9 – 1990 – 168 gols marcados;

    10 – 1951 – 166 gols marcados.

    Conforme já citado, alguns jogadores atingiram suas melhores marcas de gols em suas respectivas carreiras. Dentre o Top 10 dos goleadores de 2017, Guerrero (20), Éverton (10, assim como em 2014), Vizeu (9), Arão (9) e Réver (7, empatado com 2009, 2012 e 2013) viveram seus melhores anos quando se trata de balançar as redes. 

    Paquetá, que viveu seu primeiro ano com uma boa sequência de jogos, consequentemente teve o seu maior número de gols marcados. Diego, que marcou 18 gols, ficou a três da sua melhor marca, que aconteceu em 2008/09, enquanto atuava pelo Werder Bremen.

    Confira os 10 artilheiros do Flamengo em 2017:

    1 – Guerrero – 20 gols

    2 – Diego – 18 gols

    3 – Éverton – 10 gols

    4 – Damião – 9 gols

    5 – Vizeu – 9 gols

    6 – Arão – 9 gols

    7 – Éverton Ribeiro – 7 gols

    8 – Réver – 7 gols

    9 – Paquetá – 6 gols

    10 – Berrío – 6 gols

  • Orgulho da Nação vence a quarta seguida e sobe na classificação

    Enquanto a temporada para o futebol flamenguista acabou, a do basquete só está no início. O Orgulho da Nação entrou em quadra nesta sexta-feira (15), contra o Minas Tênis Clube, e saiu com a sua quarta vitória consecutiva. O resultado fez com que o Flamengo subisse para a terceira colocação no NBB.

    O FlaBasquete saiu derrotado no primeiro quarto, no entanto, venceu o segundo e o terceiro com 11 e 5 pontos de vantagem respectivamente, chegando no último quarto vencendo por 63 a 49. No período final, os atletas do Mais Querido do Brasil diminuíram o ritmo e viram os donos da casa cortarem a diferença para cinco pontos. No entanto, seguiu fazendo cestas importantes e não deixou o Minas ficar a uma posse do empate ou virada, vencendo o jogo por 83 a 76.

    Todo o quinteto inicial do rubro-negro marcou mais de 10 pontos: JP Batista anotou 13 pontos; Olivinha anotou 10 pontos e 10 rebotes; Marquinhos, melhor em quadra, anotou 19 pontos, 8 rebotes e 4 assistências; Cubillán, anotou 14 pontos; e Ronald Ramon 13 pontos.

    O Fla segue em ótima fase depois de perder para o Paulistano na estreia do NBB 10. Desde então são quatro vitórias consecutivas, sobre Campo Mourão, Caxias do Sul, Joinville e o Minas. Atualmente é o 3º colocado, com 4 vitórias e 1 derrota. Na frente estão o Mogi das Cruzes e o Pinheiros, com 7 vitórias e 1 derrota cada.

    Os comandados de José Neto voltam a quadra na próxima quinta-feira (21), para enfrentar o Bauru, 4º colocado, no Ginásio Milton Olaio Filho. O duelo terá transmissão ao vivo na página do NBB no Facebook.

  • Com recorde de jogos em 2017, saiba quais jogadores formam o onze mais usado no ano

    O ano do Flamengo chegou ao fim depois dos 83 jogos oficiais, recorde na história do time. Foram incríveis seis competições disputadas: Carioca, Primeira Liga, Libertadores, Copa do Brasil, Campeonato Brasileiro e Sul-Americana, e em meio a um número tão alto de partidas jogadas, a temporada contou com muita rotação. O Mundo Bola separou o onze mais usado em 2017.

    Por conta da dificuldade de cada competição, dividimos a seleção com mais jogos no ano (números totais) e a com mais jogos nos principais torneios (excluindo Carioca e Primeira Liga).

    XI do ano:

    Goleiro – Muralha (38 jogos);

    Lateral Direito – Pará (64 jogos);

    Zagueiros – Réver (59 jogos) e Rafael Vaz (47 jogos);

    Lateral Esquerdo – Trauco (53 jogos);

    Meias – Márcio Araújo (55 jogos), Willian Arão (67 jogos) e Diego (53 jogos);

    Atacantes – Berrío (46 jogos), Éverton (56 jogos) e Guerrero (44 jogos);

     

    Suplentes:

    Goleiro – Diego Alves (24 jogos);

    Lateral Direito – Rodinei (41 jogos);

    Zagueiro – Juan (35 jogos) e Rhodolfo (23 jogos);

    Lateral Esquerdo – Renê (34 jogos);

    Meias – Cuéllar (51 jogos), Mancuello (30 jogos) e Lucas Paquetá (37 jogos);

    Atacantes – Éverton Ribeiro (40 jogos), Vinícius Júnior (37 jogos) e Felipe Vizeu (38 jogos).

    Assim como em 2016, quando entrou em campo 62 vezes, Willian Arão foi o atleta com mais partidas no ano novamente em 2017, com 67 jogos. Em relação ao Top 10, os únicos que estiveram nos duas temporadas foram, além de Arão, Márcio Araújo (de 51 para 55 jogos) e Éverton (de 41 para 56 jogos).

    A seleção, sem contar o Campeonato Carioca e a Primeira Liga, tem algumas mudanças.

    XI das principais competições:

    Goleiro – Diego Alves (24 jogos);

    Lateral Direito – Pará (40 jogos);

    Zagueiros – Réver (45 jogos) e Rafael Vaz (32 jogos);

    Lateral Esquerdo – Trauco (40 jogos);

    Meias – Cuéllar (43 jogos), Willian Arão (52 jogos) e Diego (44 jogos);

    Atacantes – Éverton Ribeiro (39 jogos), Éverton (44 jogos) e Guerrero (32 jogos).

     

    Suplentes:

    Goleiro – Muralha (20 jogos);

    Lateral Direito – Rodinei (31 jogos);

    Zagueiros – Juan (29 jogos) e Rhodolfo (23 jogos);

    Lateral Esquerdo – Renê (25 jogos);

    Meias – Márcio Araújo (40 jogos), Mancuello/Rômulo (15 jogos) e Lucas Paquetá (29 jogos);

    Atacantes – Berrío (32 jogos), Vinícius Júnior (36 jogos) e Felipe Vizeu (28 jogos).

    Há três mudanças no time “titular” contando apenas as competições mais importantes e difíceis do ano: Diego Alves na vaga de Muralha; Cuéllar na vaga de Márcio Araújo; e Éverton Ribeiro na vaga de Berrío.

    Apesar de, efetivamente, apenas os três nomes terem sido alterados, diminui absurdamente a disparidade de jogos entre outros atletas. A diferença entre Pará e Rodinei caiu de 23 para nove jogos e a de Rafael Vaz para Juan caiu de 12 para três.

    Outro destaque é o controverso número de jogos dos atletas da base. O comum é que tenham mais oportunidades durante as competições do primeiro semestre, no entanto, a quantidade de partidas nas competições importantes é mais alta do que o Carioca e Primeira Liga somados. Mostrando o aumento de chances com a chegada de Rueda, enquanto Zé Ricardo preferia apostar nos jogadores mais experientes na maioria das vezes. Paquetá teve apenas oito jogos a menos, enquanto Vizeu teve 10. Já Vinícius Júnior estreou apenas no Brasileirão, e o número praticamente não mudou, exceto pelo duelo contra o Paraná, já no fim do mês de agosto.

    Entre os treinadores, Zé Ricardo comandou um total de 50 partidas, 30 sem contar Carioca e Primeira Liga. Já Reinaldo Rueda comando um total de 31 jogos, com os mesmos 30 do seu antecessor excluindo a única partida da Primeira Liga que comandou, contra o Paraná.

    *Créditos da imagem destacada: Gilvan de Souza/Flamengo

  • Flamengo volta às quadras diante do Minas

    O Orgulho da Nação volta à quadra na sexta (15), às 19h45, diante do Minas Tênis Clube, em Belo Horizonte. O Rubro Negro vai em busca da sua quarta vitoria consecutiva.

    O FlaBasquete conquistou três placares positivos seguidos. Após começar o NBB com derrota enfrentando o Paulistano, o Mais Querido se encontrou diante de Campo Mourão, e embalou com as vitórias sobre Caxias do Sul e Joinville. Na última, diante da equipe catarinense, o Rubro-Negro venceu por 86 a 75. Marquinhos, com 17 pontos, foi o destaque do time da Gávea na partida.

    O Minas tem o melhor início de temporada da sua história no NBB. Com Gegê e do norte-americano Roquemore liderando a equipe, o time da capital mineira venceu cinco das seis partidas disputadas no torneio, chegando na terceira colocação. Na última partida, bateu o Joinville pelo placar de 69 a 52. Vivendo grande momento na temporada, algum dos dois times terá sua sequência de três vitórias consecutivas quebradas.

    Flamengo e Minas estão presentes no NBB desde a primeira edição, os clubes já se confrontaram 18 vezes, nunca se enfrentaram em playoffs. O Rubro-Negro domina o confronto com ampla vantagem, são 15 vitórias para o Mengão, contra apenas três da equipe mineira. Nas últimas cinco partidas, o time carioca venceu todas. Apesar do histórico vencedor, o Orgulho da Nação irá enfrentar uma equipe que esta invicta jogando em casa na atual temporada.

    Dentro do confronto, alguns atletas da equipe mineira já atuaram pelo Rubro-Negro. O armador Gegê, chegou a ser tetracampeão da competição pelo Flamengo. O pivô Teichmann também atuou algumas temporadas na equipe carioca, o mais recente, Lelê jogou pelo Mengão nas duas últimas temporadas, disputando a Liga de Desenvolvimento de Basquete 2016 e a última edição do NBB.

    O jogo também marca o reencontro entre Marcelinho Machado e Gegê, dois pentacampeões. A relação entre os atletas é antiga, o ex-armador do Flamengo, inclusive tem Machado como um dos seus ídolos no esporte. Ambos jogaram juntos no Flamengo por quatro temporadas e neste período conquistaram tudo que puderem, com quatro títulos do NBB, uma Liga das Américas, além do Mundial de Clubes em 2014. O armador foi campeão no último ano pelo Bauru.

    O confronto será transmitivo ao vivo pelo SporTV 2.

  • Após ano frustrado, atletas esperam 2018 diferente

    O ano do Rubro-Negro acabou com o Flamengo perdendo o título da Copa Sul-americana. Apesar do empate no Maracanã, o Mais Querido precisava da vitória, após ser derrotado na Argentina. Depois do insucesso em mais uma competição, o time da Gávea conclui um ano com bastante frustração e vira a chave para um 2018 diferente.

    O camisa 10 do Mengão, Diego, saiu decepcionado por não retribuir o apoio da Nação.

    “O torcedor fez a parte dele, tem todo o direito de expressar a sua frustração, a gente também. Não era assim que a gente queria retribuir. Tem de continuar e ter esperança de que as coisas vão melhorar.” comentou o meia.

    Cuellár, um dos mais revoltados com a derrota do Flamengo, foi expulso após o apito final, e falou sobre os protestos da torcida depois do fim do jogo.

    “O time se entregou, mas escutar isso é complicado. Estamos no maior time do Brasil, e futebol é assim. Vamos tentar mais títulos no ano que vem.” falou o colombiano, bem cabisbaixo.

    O zagueiro cria da Gávea, Juan, compreendeu as vaias da torcida após o jogo.

    “É triste. Entendemos a frustração da torcida. Estávamos bem no jogo, tivemos algumas oportunidades… Depois eles souberam aproveitar” , resumiu o zagueiro Juan ao Fox Sports.

    William Arão comentou sobre o ano de 2017 do Flamengo, acreditando em uma boa temporada, diferente de boa parte da Nação.

    “Difícil falar aquém porque chegamos a três finais. Conquistamos um título carioca que, por mais que para algumas pessoas não vale nada, se a gente perde valeria muita coisa. Nas outras duas finais, em uma a gente não perdeu, foi nos pênaltis, e essa sim, perdemos um jogo. Acho que temos time para dar mais, conquistar títulos, infelizmente não conseguimos. Serve de aprendizado, rever as coisas, continuar fazendo o que a gente fez certo e corrigir os erros” afirmou o volante.

    O capitão, Réver, reclamou bastante da arbitragem colombiana, principalmente sobre o pênalti para os argentinos.

    “Um pênalti duvidoso. Pedimos para ele consultar no vídeo, e disse que consultou, mas não foi ver o vídeo. Essas coisas acontecem aqui dentro de casa e nós não entendemos porque. Colocaram recursos para ajudar o árbitro, mas parece que ninguém consulta ninguém. Ele na hora falou que o Cuéllar puxou o atacante deles, mas durante o jogo foi mudando de versão.” finalizou o zagueiro.

    O elenco do Flamengo entrou de férias, e volta a se apresentar em Janeiro de 2018.

    (Foto: Amanda Kestelman / GloboEsporte)

  • A hora de acordar e crescer

    Rodrigo Caetano, Fernando Gonçalves, Victor Hugo, Mozer e o “Centro de Inteligência de Mercado”. Peças ineficientes e caras em um departamento ineficiente.

     
    Escrevo esse texto com um gosto amargo na boca, um sentimento que deve estar presente em cada flamenguista hoje.

    O ano que deveria ser mágico na verdade foi trágico e só não foi pior porque uma mão na bola no último jogo do Brasileirão nos deu a classificação direta para a Libertadores. E até isso foi de forma vergonhosa para o Flamengo, se classificando em 6º lugar devido ao título do Grêmio na Libertadores.

    Tá na hora da nossa torcida acordar para a realidade, estamos vivendo de soberba há tempo demais. Vivemos das nossas glórias até a década de 80, já que de 1993 pra cá o Flamengo é outro. Um time que vacila em momentos decisivos e vive de títulos esporádicos e sem planejamento.

    Esqueçam o tri rebaixamento do vasco, a série C do fluminense, os 22 anos sem título expressivo do botafogo. Nada disso importa, tudo isso é pequeno diante do Flamengo. Enquanto nós flamenguistas não acordarmos para a realidade do Flamengo, vamos viver de coisas pequenas como zoar esses pequenos rivais que temos.

    Tá na hora de ligar o sapatinho máximo, assim como foi em 2009. Baixar a bola um pouco e focar no que realmente interessa: ter um Flamengo forte e vencedor. Eu gostaria de ver a torcida se perguntando o porquê de um ano tão fracassado. Com um elenco cheio de “craques”, o ano não deu certo por quê?

    O ano deu errado devido ao péssimo planejamento e gestão do departamento de futebol do clube. Um departamento que deveria ser de excelência, com metas baseadas em títulos e não em vagas, com avaliação constante e realista do trabalho de cada funcionário. EBM e Fred Luz transformaram o setor num Clube do Bolinha, onde quem está lá só está porque agrada o chefe de alguma maneira e não porque é bom no que faz.

    Rodrigo Caetano, Fernando Gonçalves, Victor Hugo, Mozer e o “Centro de Inteligência de Mercado”. Peças ineficientes e caras em um departamento ineficiente.

    Rodrigo Caetano só acumulou vexames pelo Flamengo. Em 2015 tivemos um recorde de derrotas no Brasileirão (foram 19). Em 2016 fomos eliminados de tudo e não tivemos personalidade para brigar pelo título do BR no fim. Em 2017 fomos eliminados na primeira fase da Libertadores e levamos dois vices. E zero títulos grandes no período. Mas ele continua lá com carta branca para montar o elenco do Flamengo por mais um ano.

    Eu já considero esse 2017 um ano de rebaixamento, a vergonha e a tristeza são equiparáveis a isso. A torcida precisa acordar logo, acordar pra fazer o Flamengo crescer e assumir seu posto de grande clube. Chega de comemorar jogador, chega de “homão da porra” e “presidente mito”, enquanto o Flamengo não ganhar títulos a torcida tem que manter a cobrança e a disciplina. Não há o que comemorar antes da vitória, antes das taças.

    Espero que 2017 sirva de reflexão para todos nós, não podemos ter outro ano assim. Não podemos ter outra cena ridícula de dirigentes indo a campo comemorar 6º lugar e vaga na Libertadores. Ou nós torcida começamos a entender o nosso papel nesse momento ou nada irá mudar.

    SRN.
     

    Sou colaborador do Mundo Bola desde os primeiros dias. Já publiquei matérias no Mundo Bola Informação e agora traço minhas opiniões aqui no Blog Resenha Rubro-Negra. Siga-me no Twitter: @George_CRF e @RESENHA_Mundo Bola

     

    Foto destacada nas redes sociais: Gilvan de Souza

  • Flamengo 1×1 Independiente – Nada é por acaso

    O Flamengo não é obrigado a vencer. A sensação geral, no entanto, é de cansaço. A desconexão entre clube e torcida é preocupante.

    Se tem um comportamento corrosivo por aí, é o tão famoso e comum “eu avisei”. Essa é uma frase que se houve quase todo dia, mas não leva a lugar nenhum. Não ajuda, não constrói, não soma nada. É apenas uma maneira de se sentir superior, de tirar uma onda no Twitter. E, convenhamos, é uma das bases do jornalismo esportivo atual.

    Não se ganha nada com esse tipo de comportamento. Mas precisamos assumir: esse final de ano melancólico vem de uma sequência de erros, vacilos e imprudências que não começou ontem. 

    O juizão atrapalhou, amarrou o jogo, voltou faltas, deixou de marcar um monte de coisa e deu pouco tempo de acréscimo. Um pênalti mal marcado deu o gol do título ao Independiente. Tudo isso é verdade. Mas a verdade mais profunda e mais dolorida é a seguinte: o time do Flamengo simplesmente não é bom o suficiente.

    Os argentinos jogaram mais, dentro das suas possibilidades e do que o jogo pediu. Entraram de um jeito no primeiro tempo lá na Argentina, mudaram no intervalo, recuaram no fim. Aqui, entraram com outra formação e, de novo, mudaram no meio do caminho. Souberam se adaptar. Um time flúido, que não é maravilhoso, mas soube jogar o jogo. Sempre pareceram em controle de suas ações. Se o pênalti não fosse marcado, possivelmente teriam conseguido empatar de outra forma.

    Já o Flamengo é o contrário. Cometemos erros banais na principal competição do ano e não soubemos corrigí-los. Pelo contrário, criamos o mito de um grande elenco e vivemos disso. Insistimos nos mesmos erros de novo e de novo. Nossos vilões pareciam personagens de desenho animado de tão caricatos que eram.

    Mesmo jogando oitenta e tantos jogos no ano, o Flamengo não fez nem cinco boas partidas. Mesmo vencendo, conseguia desesperar a torcida. E quando não era desespero, era indiferença. Os jogos do Flamengo se tornaram mais do mesmo: decididos no talento individual que aparecia de vez em quando em um futebol completamente aleatório. Vivemos de lampejos. Quando os melhores do time iam bem, vencíamos. Quando iam mal, perdíamos. E a vida segue.

    Não aprendemos nada com os melhores times do continente e do planeta. Em um Campeonato Brasileiro de baixíssimo nível, não oferecemos nada de diferente. Jogamos um falso futebol, ruim nos resultados, mas pior nas atuações. Um time pobre de ideias que parecia sempre meio perdido, meio desligado, meio à deriva. Continuamos tomando gols previsíveis e perdendo jogos iguais.

    Os resultados eram ruins, mas pior foi não sabermos lidar com os nossos erros. Elenco e diretoria se uniram em um discurso cínico, sem nenhuma capacidade de autocrítica. Se ao menos uma vez assumissem que as coisas não estavam bem e chamassem a torcida para a missão de reeguer o time, haveria comoção.

    Em vez disso, viveram de podres ilusões. A maior delas é a ideia de que o balanço econômico do Flamengo não é um meio, mas sim o objetivo mais importante do clube. O torcedor foi maltratado, acoado, e na hora das finais teve que pagar caro demais para ver um time sem futebol algum. A grana venceu a gana, definitivamente.

    O Flamengo não é obrigado a vencer. Já vimos derrotas muito piores e continuamos de pé, na chuva e no sol, levando o clube em frente. A sensação geral, no entando, é de cansaço. Um ano vivido em loop, como um disco arranhado, repetindo os mesmos problemas infinitamente. Agora, a desconexão entre clube e torcida é preocupante.

    O fim de ano melancólico chegou, e não foi por acaso.
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    Escrevo as análises táticas do Mundo Bola porque futebol se estuda sim! De vez em quando peço licença para escrever sobre outros assuntos também. Twitter: @teofbImagem destacada no post e redes sociais: Gilvan de Souza / Flamengo
  • Análise estatística – Flamengo na Sul-Americana 2017

    Na quarta-feira (13), o Flamengo encerrou sua participação na Copa Sul Americana 2017, com um empate em 1 a 1 com o Independiente, da Argentina. O resultado deixou a equipe na segunda colocação do torneio, já que, no jogo de ida, os argentinos venceram em casa por 2 a 1. Foi a melhor participação do Rubro-Negro na história da competição.

     

    Números finais – Flamengo na Sul Americana 2017

    10 Jogos – 6 Vitórias – 3 Empates – 1 Derrota – 24 Gols Marcados – 9 Gols Sofridos – aproveitamento de 70%

     

    Jogos

    Panorama idêntico ao do Campeonato Brasileiro, 29 jogadores foram utilizados pelos três treinadores (Zé Ricardo, Jayme de Almeida e Reinaldo Rueda) na Copa Sul Americana 2017. Willian Arão – assim como no Brasileirão – e Éverton Ribeiro, foram os atletas rubro-negros com mais partidas no campeonato: ambos participaram de 10. Sete jogadores oriundos da base envergaram o Manto no torneio. Vinicius Jr foi o que mais entrou no decorrer dos jogos, com 7 participações.

     

    Gols

    14 jogadores marcaram os 24 gols do Flamengo nesta edição da competição, sendo a equipe com mais gols na mesma. Felipe Vizeu sagrou-se o artilheiro da equipe (e do campeonato), com cinco tentos em 8 jogos.

     

    Assistências

    Everton Cardoso, assim como no Campeonato Brasileiro, foi o líder no quesito assistências: quatro passes para gol. Miguel Trauco aparece em segundo, com três assistências.

    Cartões

    20 cartões amarelos foram distribuídos entre 15 atletas. Éverton Ribeiro foi o líder no quesito, com 3 advertências. Após o término do último jogo, houve relatos de que um atleta do Flamengo foi expulso, no momento da premiação. Porém, não foi computada na tabela abaixo.

     

    Público

    Média de público pagante: 27856. Média de público presente: 32714. Percebe-se o aumento de torcedores conforme as classificações do time para as fases finais da competição.

     

    Créditos imagem destacada: Gilvan de Souza/Flamengo

    Adriano Skrzypa é estudante de Educação Física e apaixonado por números no futebol. Siga-o no Twitter: @FlamengoNumeros


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