Autor: diogo.almeida1979

  • Poucos nomes no Brasil e boas alternativas no estrangeiro: 25 nomes para comandar o time do Flamengo

    A palavra do momento no Flamengo é MUDANÇA. Após eliminação na semifinal do Campeonato Carioca diante do Botafogo, seis membros do departamento de futebol do clube foram demitidos. Entre os principais nomes estão Rodrigo Caetano, diretor de futebol que estava no cargo desde 2014, e Paulo César Carpegiani, que desde o início do ano era o treinador do clube.

    Como de praxe após a demissão de um treinador, surgem possíveis favoritos a assumirem o cargo. A imprensa brasileira, apaixonada por especulações, coloca nomes na pauta da diretoria a todo momento. Desta vez, porém, a situação é mais complicada do que parece. O mercado é complicado, faltam nomes até pros melhores especuladores.

    O Mundo Bola foi distante. Pensou, pesquisou e trouxe uma extensa lista com possíveis candidatos, dentre eles treinadores com grandes currículos e multicampeões; novos nomes e grandes estudiosos.

    Confira a nossa lista:
      • Alejandro Sabella O ex-Treinador da seleção argentina é um nome expressivo no continente, mas treinou apenas dois times. Em seu primeiro trabalho, foi campeão da Libertadores com o Estudiantes, quebrando tabu de 39 anos. Após dois anos no comando do tetracampeão do continente, Sabella assumiu a Argentina. No comando dos hermanos se classificou para a Copa do Mundo de 2014 em primeiro lugar. Na competição chegou ao vice-campeonato, perdendo para a Alemanha na prorrogação. Após o segundo lugar, ele decidiu deixar a seleção, indo de encontro à vontade da Federação, e desde então está desempregado. Qual motivo faz dele um candidato? Está desempregado e tem um conhecimento do futebol brasileiro e da língua portuguesa por já ter sido auxiliar-técnico do Corinthians (foi muito elogiado no período);
      • Andrade – Campeão brasileiro em 2009, derrubando tabu de 17 anos. O Hexacampeão tinha 70% de aproveitamento à frente do Flamengo quando foi demitido por crise interna ou, como o próprio afirmou, “por questões políticas”. Andrade teve trabalhos curtos em times de menor expressão e já manifestou interesse em voltar ao rubro-negro. Qual motivo faz dele um candidato? Identificação, bom desempenho na primeira passagem e atualmente desempregado;
      • André Villas-Boas – Dificilmente se interessaria por um movimento rumo ao Brasil. Apesar de bem jovem, o português tem bom currículo com passagens por equipes tradicionais da Europa. Foi por vários anos o homem de confiança de José Mourinho até decidir virar treinador. Multicampeão no Porto (Liga e Liga Europa), montou o Chelsea, que deixou nas oitavas-de-final da Liga dos Campeões, e que veio a conseguir o feito inédito de ser campeão europeu com Roberto Di Matteo. Além disso foi campeão da Liga, Copa e Supercopa russa com o Zenit. Qual motivo faz dele um candidato? Grande nome, atualmente desempregado e que tem proximidade com a língua;
      • Ariel Holan – Carreira curta (Independiente é o seu segundo clube) mas já conhecido dos brasileiros após derrotar o próprio Flamengo na final da Copa Sul-Americana em 2017. Pelo clube de Avellaneda são 52 jogos, 27 vitórias, 18 empates e 7 derrotas. Qual motivo faz dele um candidato? Já se especula a chance de ele deixar o clube pelos bons desempenhos. O Fla, por sua grandeza, certamente irá atrair ele, além do fator financeiro, que no Brasil e no rubro-negro é bem maior;
      • Chiqui Arce – Ídolo de Grêmio, Palmeiras e Paraguai, o ex-Lateral virou treinador em 2007. Comandou equipes tradicionais do seu país de origem e até sua seleção local. Venceu 3 Clausuras paraguaios e já disse ter o sonho de retornar ao Brasil. Qual motivo faz dele um candidato? Conhece o país, tem um estilo que provavelmente agradará o rubro-negro (raçudo, grita muito) e treina uma equipe não tão expressiva no momento;
      • Cuca – Recentemente campeão da Libertadores pelo Atlético Mineiro e do Campeonato Brasileiro com o Palmeiras. Montou bons times, apesar de muitas críticas ao seu estilo de jogo mais “feio”. No seu último trabalho, um retorno ao alviverde paulista, mau desempenho e problemas com jogadores. O relacionamento com o elenco, inclusive, é um ponto negativo na carreira de Cuca, além de ter pesado na sua demissão em sua segunda passagem pelo Flamengo, em 2009. Qual motivo faz dele um candidato? Grandes sucessos nos últimos anos, dois grandes títulos… Atualmente desempregado e certamente o clube o atrai. No entanto, Cuca já disse não ter interesse de assumir novos trabalhos até o final da Copa do Mundo;
      • Dorival Júnior – Talvez o melhor nome dentre os brasileiros disponíveis. Dorival normalmente tem bons desempenhos por onde passa e recentemente foi muito bem no Santos, com um time em fase difícil e um elenco repleto de deficiências. Qual motivo faz dele um candidato? Desempregado e acessível;
      • Dunga – Um nome que provavelmente vai ter enorme rejeição. Dunga teve uma primeira passagem boa pela seleção brasileira. No Internacional, único clube em que trabalhou, chegou a ser campeão gaúcho, teve até um bom desempenho mas uma sequência ruim acabou com o trabalho. Em sua segunda passagem pela seleção canarinho um desempenho bem abaixo. Em termos de número o tetracampeão mundial vai bem, mas o seu grande problema (opinião de boa parte dos torcedores e especialistas) é a falta de um padrão tático. Qual motivo faz dele um candidato? Ele já se mostrou capaz, é um cara que demonstra vontade e não se curva diante de algumas exigências comuns. Desempregado e certamente sonha com uma nova chance;
      • Edgardo Bauza – O Patón é bicampeão da Libertadores com LDU (com quem venceu duas ligas) e San Lorenzo. Em seu último trabalho a frente de um clube, foi semifinalista da principal competição do continente com o São Paulo. Foi demitido do tricolor paulista após péssima sequência. Em seguida assumiu a Argentina e teve um desempenho muito abaixo, colocando a seleção fora do grupo que se classifica para a Copa. Foi demitido e ainda passou pelas seleções dos Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita. Qual motivo faz dele um candidato? Acessível, desempregado e reconhecido, mesmo após os recentes desempenhos estarem bem abaixo;
      • Eduardo Berizzo – Nome jovem, estreou como treinador há 7 anos comandando o Estudiantes. Em pouco tempo assumiu o O’Higgins, do Chile, com quem venceu um Apertura histórico, interrompendo uma sequência de títulos que revezavam entre os principais times do país. Assumiu o Celta de Vigo e conseguiu campanhas históricas na equipe, chegando ao ponto de assumir o Sevilla, substituindo Jorge Sampaolli. Com 14 vitórias, 5 empates e 7 derrotas, foi demitido antes da pausa do meio do ano por conta da oscilação do time. Qual motivo faz dele um candidato? Jovem com a mente fresca, teve bom desempenho na primeira divisão espanhola e atualmente desempregado;
      • Eduardo Coudet – Está apenas no seu terceiro trabalho. Começou a carreira de treinador no tradicional Rosário Central, passou pelo Tijuana – inclusive contratou o zagueiro Donatti, que pertencia ao Flamengo – e atualmente está no forte Racing, onde vem tendo um ótimo desempenho com 7 vitórias, 1 empate e 1 derrota. É jovem e tem boas ideias de jogo. Qual motivo faz dele um candidato? Mente fresca e aberta. É um treinador do estilo reclamão, que pula na beira do gramado e joga junto com o time. Chegou até a ser comparado a Bielsa e Klopp. O bom momento e a recente chegada ao clube argentino faz do negócio algo bem complicado;
      • Felipão – Poderia ser um nome excluído da lista junto a Oswaldo de Oliveira, Joel Santana ou Luxemburgo, mas o atual momento é expressivo. Após o vexame na Copa do Mundo de 2014, Felipão rumou para a China onde é o atual tricampeão nacional e três vezes eleito o melhor treinador do país. É fato que o nível é mais baixo, mas outros grandes nomes já passaram por lá e não conseguiram grandes feitos. Qual motivo faz dele um candidato? O momento realmente pesa a favor, além de seu currículo extremamente renomado. Porém, as altas cifras chinesas e o nome desgastado no país dificilmente fará com que ele opte por retornar ao Brasil;
      • Guillermo Barros Schelotto – Um dos grandes nomes em um dos maiores clubes do continente. Schelotto atualmente treina o Boca Juniors. Foi campeão argentino na temporada passada e tem batido recordes a frente da equipe de La Bombonera. Jovem, conquistou também a Copa Sul-Americana de 2013, quando comandava o Lanús. Qual motivo faz dele um candidato? É muito jovem, cabeça fresca e coloca o seu time pra jogar bonito, buscando sempre vencer com estilo. Montou um Boca Juniors muito forte. Porém, é muito difícil aceitar o risco de sair de um time onde está consolidado;
      • Gustavo Costas – Rodado, treinou grandes equipes do continente. É ídolo do Alianza Lima, clube que revelou Paolo Guerrero, onde foi bicampeão peruano. O mesmo com o Santa Fé, que se encontra no grupo do Flamengo na Libertadores, onde também ganhou dois títulos da liga nacional. Além disso venceu um campeonato paraguaio com o Cerro Porteño e equatoriano com o Barcelona de Guayaquil. Qual motivo faz dele um candidato? Nome grande, experiente e multicampeão. Atualmente treina o Al-Feiha e provavelmente se sentiria atraído pelo Flamengo;
      • Jair Ventura – Grande revelação da função nos últimos anos, Jair Ventura se consolidou como um bom treinador já em seu primeiro trabalho a frente do Botafogo. Inexperiente, conseguiu tirar leite de pedra de um alvinegro fraco e sem condições de montar um grande elenco. Ainda assim conseguiu campanha histórica tirando o time de candidato a rebaixamento para um dos classificados à Libertadores. Jair deixou o clube carioca no final de 2017 para assumir o Santos, onde tem oscilado bastante, somando 7 vitórias, 5 empates e 6 derrotas. Qual motivo faz dele um candidato? Tem grandes noções táticas, estuda bem o adversário e mostrou ser um ótimo estrategista. Contrato recente com o clube paulista dificultaria uma possível negociação;
      • Jorge Almirón – Mais um nome jovem no mercado. Em 2017 foi vice-campeão da Libertadores com o Lanús, time pelo qual conquistou um título de liga nacional. Atualmente comanda o Atlético Nacional, onde tem 9 vitórias, 4 empates e 2 derrotas. Qual motivo faz dele um candidato? Trata-se de um jovem treinador com boas ideias táticas. Foi muito bem no Lanús e por pouco não foi para o Campeonato Espanhol. Despertou interesse do Atlético Nacional, equipe que segue uma linha de treinadores do nível de Osório e Rueda, grandes nomes recentes do continente. Seu contrato recente com uma equipe tradicional dificultaria uma possível oferta;
      • Jorge Luís Pinto – O homem é um verdadeiro multicampeão. Venceu competições na Venezuela, Peru e Costa Rica. Comandou a seleção costarriquenha na histórica e emocionante campanha na última Copa, em que eliminaram gigantes equipes. Recentemente deixou a seleção de Honduras, após 4 anos. Qual motivo faz dele um candidato? Currículo renomado, inspiração para vários treinadores do continente e a chance de acrescentar ao seu nome um título com uma equipe brasileira. Desempregado, teria no Flamengo sua maior oportunidade;
      • Levir Culpi – Nome tradicional no futebol brasileiro, Levir divide opiniões na torcida do Flamengo. Inegável bom treinador e sempre bem-humorado e bom de respostas nas coletivas de imprensa, teve seu último grande sucesso no Atlético Mineiro, onde é o terceiro treinador com mais jogos no clube, com a conquista da Copa do Brasil em 2014 (a sua segunda). Após o Galo, teve passagens turbulentas por Fluminense e Santos. Atualmente treina o Gamba Osaka, tradicional equipe japonesa. Qual motivo faz dele um candidato? Levir tem feito bons trabalhos, com aproveitamentos por volta de 60%. Tem capacidade de fazer o Flamengo evoluir bastante. Seus times costumam ser ofensivos e competentes defensivamente;
      • Marcelo Bielsa – El Loco, como é conhecido, vem de trabalhos fracos apesar de todo nome que carrega. Tem três títulos de campeão argentino e uma medalha de ouro comandando a Argentina nas Olímpiadas de 2004. Bielsa vem de um péssimo trabalho no Lille, longe do ótimo desempenho que teve no Athletic Bilbao, clube que ele levou para a final da Liga Europa e Copa do Rei. Qual motivo faz dele um candidato? Sua energia na beira do campo é estímulo. Seu conhecimento tático é enorme e ele é um dos maiores peritos neste quesito em todo o mundo. Atualmente desempregado;
      • Marcelo Oliveira – Conseguiu grandes feitos de 2011 à 2015. Levou o Coritiba a duas finais de Copa do Brasil, foi bicampeão brasileiro com o Cruzeiro em 2013 e 2014, e campeão da Copa do Brasil com o Palmeiras em 2015. No entanto, desde o trabalho no alviverde paulista que Marcelo tem mostrado uma deficiência que se repetiu nos trabalhos seguintes: times mal montados taticamente e fracos defensivamente. Qual motivo faz dele um candidato? É um dos grandes nomes da década e pode ter lampejos do grande treinador que conseguiu dois títulos brasileiros. Atualmente está desempregado e tem salário acessível;
      • Miguel Angel Russo – Experiente, o treinador conseguiu montar bons times ao longo dos seus mais de 30 anos de carreira. Venceu duas segundas divisões argentinas, com Lanús e Rosário Central. Seu maior feito foi vencer a Libertadores, em 2007, quando comandava o Boca Juniors. Começou a remontada com o Rosário Central, após queda para segunda divisão, conseguindo o acesso e um vice na Copa da Argentina. Hoje no Millionários, é o atual campeão colombiano. Qual motivo faz dele um candidato? É um bom treinador, com currículo vasto e referência no continente. Com trabalhos em vários lugares, provavelmente ficaria grato em ir para o Flamengo e tentar vencer títulos por um clube brasileiro;
      • Oswaldo de Oliveira – Teve passagem recente pelo Flamengo e não deixou muitas saudades. Após um começo avassalador, o time caiu brutalmente de desempenho até a sua demissão. Há muito tempo Oswaldo não tem um grande trabalho, e recentemente foi demitido do Atlético Mineiro após episódio ridículo de discussão com um repórter. Qual motivo faz dele um candidato? Oswaldo é bom treinador e já montou boas equipes no Brasil. No clube mineiro vinha tendo campanha regular, mas com um desempenho que não agradava tanto. Atualmente está desempregado;
      • Ramón Díaz – Foi muitas vezes campeão pelo River Plate na década de 90. Só na Argentina ele acumula 4 Clausura, 2 Apertura e 1 Copa. Hoje no Al-Hilal, é o atual campeão da Arábia Saudita. Seu maior feito, no entanto, foi em 1996, quando conquistou a Libertadores com Hernán Crespo e Ortega no time. Qual motivo faz dele um candidato? Grande nome, já venceu a competição mais cobiçada pelos flamenguistas e costuma fazer bons trabalhos. Recentemente foi treinador da seleção paraguaia. Uma volta à América do Sul deve ser vista com bons olhos;
      • Renato Gaúcho – Pelas movimentações nas redes sociais parece ser o nome favorito da torcida. Renato é ídolo do Flamengo e nunca treinou a equipe. Atualmente está na primeira prateleira dos treinadores brasileiros, após conquista a Copa do Brasil em 2016 e a Libertadores de 2017 com o Grêmio. Portaluppi também conquistou a Copa do Brasil de 2007 com o Fluminense e acabou vice-campeão da competição continental com o tricolor. Foi também vice da Copa nacional com o Vasco, em 2006, e do Brasileirão em 2013 com o próprio Grêmio. Qual motivo faz dele um candidato? Joga junto, é um motivador e tem total identificação com o clube. Seu atual time, o Grêmio, joga um dos melhores futebol no continente, com muito toque de bola, ofensivo e bem postado atrás. Pelo seu atual sucesso um negócio é difícil, mas não seria surpresa se Renato Gaúcho topasse rumar para o Rio de Janeiro, para um estado e um time que ele ama;
      • Tuca Ferretti – Um dos maiores nomes do México. Tuca é brasileiro, mas fez toda sua carreira como treinador no país. Atualmente comanda o Tigres, um dos melhores clubes mexicanos da atualidade. Já conquistou 7 competições mexicanas e 2 da CONCACAF, chegando até a ser técnico interino da seleção local. Qual motivo faz dele um candidato? Seu currículo é impressionante, com muitos títulos e ótimos trabalhos. No entanto, seria uma negociação extremamente difícil, já que ele é mais do que consolidado no México e até já admitiu, em 2015, não ter nenhum interesse em ser treinador no Brasil.

    A lista é extensa. 25 nomes para todos os gostos. Ao todo, são 15 estrangeiros (contando com Tuca Ferretti) e 10 brasileiros. Escolha o seu preferido!


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  • Flamengo supera Paysandu fora de casa e avança às oitavas da Copa do Brasil Sub-20


    Paciência, frieza e efetividade. Assim os Garotos do Ninho se comportaram nesta quinta-feira (29), diante do Paysandu-PA. Em jogo válido pela primeira fase da Copa do Brasil Sub-20, o Flamengo superou o Papão, por 2 a 0, no Estádio da Curuzu.

    Na primeira etapa do duelo aconteceram poucas emoções. O Rubro-Negro teve Vitor Gabriel e Luiz Henrique comandando as ações ofensivas, enquanto Hugo Moura e Matheus Alves marcavam bem, não deixando o time sofrer perigo. Os gols foram marcados no segundo tempo. O zagueiro Patrick abriu o placar em jogada de bola aérea, aos 19 minutos.  Já aos 22′, Lucas Silva confirmou o triunfo com um golaço de placa, pegando de primeira de fora da área.

    Por ter vencido fora de casa por dois gols de diferença, o Rubro-Negro eliminou a necessidade da partida de volta, que seria realizada na próxima quinta-feira. O adversário nas oitavas de final sairá do duelo entre Vitória x Internacional. No primeiro jogo, a equipe baiana venceu por 3 a 1, em Salvador.

    Agora, os Garotos do Ninho voltam as atenções para o Campeonato Carioca. Na terceira colocação do Grupo A da Taça Rio, com nove pontos, atrás apenas de Vasco da Gama e Resende (10 pontos), o Mais Querido entra em campo no próximo domingo (1º), contra a Portuguesa, no estádio Nivaldo Pereira, em Austin – Nova Iguaçu.

    Foto: Fernando Torres/Paysandu


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  • Redes sociais se agitam com “Tsunami Rubro-Negro” e VP de Futebol vira meme

    Um dia após o vexame da eliminação contra o fraco time do Botafogo, pela semifinal da Campeonato Carioca 2018, um tsunami passou pelo Ninho do Urubu, varrendo funcionários, dirigentes e se a onda continuar sua invasão, promete até mesmo atingir jogadores do elenco profissional.

    Mauro Beting no Mundo Bola: Paulo César, Rodrigo, Mozer, Jaime, Martorelli, seu Waldemar, você e eu, eu e você

    Prestes a completar seis meses à frente da vice-presidência de Futebol do Flamengo, Ricardo Lomba (49) foi o grande articulador de um memorável dia para a torcida. Um vendaval de mudanças que começou no início da tarde, quando Lomba ganhou a queda de braço com o presidente Eduardo Bandeira de Mello, mentor do atual staff e adepto de sua continuidade, e, com apoio de outros vice-presidentes e do seu grupo político de sustentação Sócios pelo Flamengo (SóFLA), acionou a onda de remoções em Vargem Grande.

    Apesar dos rumores ao longo de todo o dia, apenas no fim da tarde o clube oficializou a saída de Rodrigo Caetano. A redes sociais ainda comemoravam quando o site oficial publicou a nota de saída de Carpegiani. Por fim, o tsunami pegou Jayme de Almeida, Mozer e o preparador físico Marcelo Martorelli. Além disso, notícias dão conta de que Lomba exigiu o afastamento do CEO Fred Luz do Futebol. E há ainda informações de que jogadores também poderão ser afastados.

     

    Não poderia ser diferente e a irreverência tomou conta das redes sociais. Memes e postagens brincaram com a atuação de Ricardo Lomba.
     

     

    https://twitter.com/zenson14/status/979544731603611648
     

    https://twitter.com/PeriniFla/status/979532626108305408
     

    https://twitter.com/PoetasFla/status/979718697546854400

     

    https://twitter.com/patycastelan/status/979522741429784576
     

     

    https://twitter.com/CRFlamenguismo/status/979478821375225856
     

    https://twitter.com/b_delaurentis/status/979495951923601413
     

     

     

    Provavelmente ainda há muita coisa para ser reformulada, no entanto, a saída de Rodrigo Caetano, principalmente, trouxe um alento para a torcida que convive com três anos de vexames, naquela que já pode ser chamada de a Era do Fracasso: Muito dinheiro, pouco futebol e nenhuma cobrança após as derrotas. Hoje, pelo menos hoje, foi diferente.
     

    Imagens: Reprodução Internet.
     


     


  • Paulo César, Rodrigo, Mozer, Jayme, Martorelli, seu Waldemar, você e eu, eu e você

    O Flamengo demite o treinador que havia chegado para ser coordenador e é demitido de tudo na Gávea. Carpegiani campeão de tudo como técnico e quase tudo como atleta na Gávea.

    Direção aproveita e passa o rodo na comissão técnica que começou atrasado o trabalho e o planejamento em 2018 pela indefinição causada por Reinaldo Rueda.

    No blog: Vinicius Sênior. Que show no Equador!

    Em campanha eleitoral, oferece nomes que muita gente já não queria no clube nem pintada de vermelho e preto.

    Mas vai mudar mesmo o Flamengo?

    É preciso jogar mais. Muito mais pelo elenco que tem.

    (A frase que desde a metade de 2016 falamos. E devemos mesmo cobrar. Ou conjecturar.).

    Quem vem? Não sei. Só sei que quem deveria saber não sabe. Ou também foi demitido.


    Mauro Beting, 51, não é Flamengo. Mas foi um pouco por Zico e em nome do melhor time que viu na vida (o Flamengo de 1981-82), que inspirou o melhor Brasil pelo qual torceu (o de 1982). Comenta futebol no UOL, Esporte Interativo e Jovem Pan. Diretor de documentários esportivos, escreveu 16 livros. Curador do Museu da Seleção e do Museu Pelé. Desde 2010 é comentarista do videogame PES. Desde 2017 corneta por aqui. Siga-o no Twitter: @Mauro_Beting.<

    Foto: Gilvan de Souza / Flamengo


     

    [learn_more caption=”:: LEIA MAIS DO BLOG MAURO BETING NO Mundo Bola ::”]

    Vinicius Sênior. Que show no Equador!

    Flamengo campeão da GB ainda não precisa ser tão preciso

    Eu venderia Vizeu. E compraria Ceifador

    O Flamengo é você

    O novo treinador é o senhor…

    Flamengo não pode esperar tanto por Rueda. E nem por Guardiola

    Não foi. Mas ainda vai.

    O Galinho de Liverpool
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  • TEM MAIS MUDANÇA! Flamengo anuncia saídas de Jayme, Mozer e Martorelli

    A eliminação na semifinal do Campeonato Carioca segue movimentando o Departamento de Futebol do Flamengo. Após o anúncio das saídas de Rodrigo Caetano, diretor de futebol desde 2014, e do treinador Paulo César Carpegiani, o rubro-negro desligou três membros da comissão técnica do clube: Jayme de Almeida, Mozer e Marcelo Martorelli.

    Jayme de Almeida foi campeão da Copa do Brasil em 2013 e Carioca em 2014. Imaginava-se que ele assumiria os treinos até a chegada de um novo treinador. No entanto, Maurício Barbieri comandará a equipe até que um novo técnico seja anunciado. Jayme já vinha convivendo com um eventual desligamento há algum tempo, com fortes especulações acontecendo no início do ano.

    Mozer chegou em 2016 e seus quase dois anos de trabalho ficaram longe de satisfazer diretoria e torcida. Um dos grandes nomes da história do Mengão, o ex-Zagueiro assumiu o cargo de gerente de futebol, fazendo uma ligação entre jogadores e diretoria. Marcelo Martorelli esteve no Flamengo ao longo de 28 anos. O clube agradeceu à todos pelos serviços prestados.

    O anúncio foi feito em seu site oficial. Parte da diretoria flamenga considera este o momento ideal para grandes mudanças visando o fim de grandes vexames que se tornaram comuns desde a chegada de Eduardo Bandeira de Mello.


     


  • Rodrigo Caetano é demitido do Flamengo

    Rodrigo Caetano não é mais o diretor executivo do Flamengo. A decisão foi tomada pelo vice-presidente de Futebol, Ricardo Lomba, e contou com o aval do presidente do clube, Eduardo Bandeira de Melo. O dirigente gaúcho chegou ao Flamengo em dezembro de 2014, após uma passagem pelo Vasco, com a promessa de elevar o profissionalismo e eficiência do departamento de futebol, que era comandado por Felipe Ximenez. Porém o desempenho do departamento de futebol sob sua direção ficou longe da eficácia prometida, foram três anos e quatro meses com um dos maiores orçamentos do futebol brasileiro tendo angariado no período apenas o Campeonato Carioca de 2017.

    Caetano é o responsável pela contratação mais cara da história do Flamengo: Everton Ribeiro, por 22 milhões de reais junto ao Al Ahli, dos Emirados Árabes, em junho de 2017. Além do meia, Diego, Guerrero, Geuvânio, Rômulo, Cuéllar são todos contratações feitas pelo dirigente e que tornam o Flamengo segundo time brasileiro que mais investiu em contratações para seu futebol nos últimos 4 anos (perdendo apenas para o Palmeiras), além ter fechado 2017 com uma folha salarial de R$ 9 milhões, a quarta maior do país. Fora os jogadores que vieram da base, do elenco atual apenas Éverton Cardoso não foi contratado por Caetano, tendo chegado pelo segunda vez à Gávea em dezembro de 2013.

    O ex-diretor executivo foi o responsável por gerenciar crises como:

    • A repentina saída de Muricy Ramalho, por ter sido acometido por uma arritmia cardíaca e a promoção de Zé Ricardo.
    • A contratação de Marcelo Cirino, que, seguindo o rumo atual, ainda demandará um pagamento de R$ 15 milhões à empresa Doyen.
    • A manutenção de Zé Ricardo como técnico do time após eliminação na primeira fase da Libertadores 2017.
    • A falta de goleiros confiáveis nesse mesmo ano, quando o Flamengo estava brigando nas fases finais na Copa do Brasil e na Sul-Americana, além de também estar na briga pela classificação à Libertadores no Campeonato Brasileiro.
    • E atualmente a falta de um lateral experiente e confiável no elenco do Flamengo.
  • O FlaBasquete continua vencendo nos Estaduais das categorias de base

    No último final de semana, as categorias de base do FlaBasquete entraram mais uma vez em quadra pelo Campeonato Estadual de 2018. Jogando em São Januário, o Rubro-Negro teve três confrontos diante do Vasco da Gama, pelo sub-13, sub-15 e sub-19, conquistando duas vitórias no Clássico dos Milhões.

    O sub-13 iniciou a semana de rivalidade sendo derrotado pelo cruzmaltino, em jogo disputado, o Mais Querido teve o único revez do dia, perdendo por 73 a 40. O sub-15 conseguiu o triunfo em partida acirrada, por 55 a 41. O cestinha da partida foi o rubro-negro Jonathan Ferreira com 11 pontos, João Crivellari e Miguelzinho também contribuíram com a vitória, anotando 10 e 9 pontos, respectivamente.

    O Sub-19 segue muito bem na competição. O Flamengo manteve a sua invencibilidade no torneio. Jogando um basquete refinado, o Mai Querido venceu o Clássico dos Milhões por 60 a 40. Thiago de Carvalho foi o principal destaque com 10 pontos e 9 rebotes.

    Quanto aos profissionais, o Orgulho da Nação segue aguardando a definição dos playoffs para saber seu adversário no Novo Basquete Brasil, enquanto isso, as categorias de base voltam às quadras no dia 6 de abril, no Ginásio Tijuca Tênis Clube, antiga casa do Flamengo no NBB, para os confrontos diante do Tijuca.


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  • “Não dá para continuar do jeito que foi. O que aconteceu hoje é uma vergonha”

    O apito final do juiz Marcelo de Lima Henrique não decretou apenas a derrota do Flamengo para o Botafogo por 1 a 0, mas também o início de declarações que evidenciaram que alguma dos pilares do departamento de futebol da Gávea não estão alinhados quanto a qualidade do trabalho desenvolvido e se há necessidade de mudanças no futebol da Gáves. Evidenciado insatisfação de alguns e conformismo de outros.

    A voz de maior peso e que sinalizou logo após a partida que mudanças devem ocorrer foi a do vice-presidente de Futebol, Ricardo Lomba. Em entrevista para o Esporte Interativo, o dirigente mostrou insatisfação com o trabalho do departamento de futebol e, consequentemente, com o desempenho da equipe em campo. “Há o vice-presidente, o CEO, diretor-executivo, o departamento de futebol, os jogadores. Todos eles tem que ser avaliados. Se conseguirmos avaliar a causa do problema que aconteceu certamente será reavaliado, porque não dá. A única coisa que tenho certeza absoluta é: não dá para continuar do jeito que foi. O que aconteceu hoje é uma vergonha”, afirmou o dirigente, o qual também afirmou que o time teve menos empenho que Botafogo e Fluminense nos últimos dois clássicos de 2018. “Respeito o Botafogo, que foi melhor que o Flamengo, mas eu não posso perder correndo menos que o adversários, me empenhando menos como foi contra o Botafogo e como foi contra o Fluminense. Mais uma vez peço desculpas à torcida rubro-negra, pois isso é um absurdo.”

    A verdade é que a insatisfação com o futebol apresentado não começou com Lomba, o primeiro a mostrar contrariedade com o que foi apresentado no Maracanã foi Réver, o capitão da equipe. “Acho que a gente tem que ter estratégias durante a partida para que isso não venha acontecer. Que sirva de lição”, afirmou o zagueiro na saída de campo. A frase atinge diretamente o trabalho do técnico Paulo César Carpegiani após um jogo em que o Flamengo fez nada menos do que 45 cruzamentos, sendo que 39 errados.

    Carpegiani, por sua vez, tentou amenizar as consequências da derrota e eliminação do Estadual, saindo em defesa do planejamento do clube. “Não é falta de planejamento. O Flamengo tem demonstrado nos últimos anos que faz as coisas dentro de uma condição perfeitamente ajustada e adequada. O clube está aí. Não é fato de o clube ter sido eliminado que vocês podem julgar o planejamento”, afirmou na entrevista coletiva após a partida.

     


     


  • Em busca de primeira final, Flamengo eSports encara a TShow

    O Flamengo eSports disputará hoje a chance de chegar à primeira final de sua história, logo no seu torneio de estreia, o split incial do Circuito Desafiante 2017. O time enfrenta hoje (29) às 17 horas, fazendo sua estréia no Rio de Janeiro, a equipe da TShow em busca da vaga na final, além de ficar mais perto do CBLOL (elite do League of Legends brasileiro)  pois mesmo em caso de derrota na fase posterior, o Rubro-Negro terá a chance de disputar uma vaga contra o pior da primeira divisão. Já em caso de título, o acesso automático é garantido.

    Além de todos os fatores que envolvem um jogo desse porte, a emoção é garantida pois as duas equipes se envolveram em uma pequena polêmica nem seu primeiro encontro. Uma afirmação de Igor “DudsTheBoy” Lima, o atirador dos Bodes, em entrevista para o portal ESPN, de que a organização que ele faz parte possuía os melhores jogadores de cada rota do Circuito Desafiante, não agradou aos rubro-negros, e após a vitória por 2 x 0 incontestável do Fla (com direito a um belo pentakill do Evrot) o atirador Felipe “brTT” Gonçalves, conhecido pelo estilo provocador, e o técnico Gabriel “miT” Souza ironizaram e comentaram as declarações dos adversários em seus perfis no Twitter.

    O grande destaque do Flamengo, além dos sempre perigosos em partidas decisivas brTT e Thulio “sirT” Carlos, é o meio Danniel “Evrot” Franco, que teve grandes atuações nas ultimas rodadas utilizando os campeões Azir (uma marca registrada do time nesse Circuito Desafiante, tanto pelas boas partidas que o meio teve com ela quanto pela brincadeira com o fato de o campeão ser a representação de um imperador, lembrando os bons tempos de Adriano Imperador na equipe de futebol.) e Cassiopeia. Já do lado dos Bodes, o topo Renan “Nyu” Silva é sempre um perigo constante, e promete dificultar a vida de Park “Jisu” Jin-cheol.

    A equipe já sabe quem é o adversário a encarar caso consiga vencer 3 partidas na série de hoje a tarde (a semifinal será disputada em melhor de 5): a IDM Gaming, um velho conhecido dos Urubus, visto que foi o adversário da estreia oficial do time, uma virada incrível com direito a roubo do barão pelo caçador sirT.

    O jogo será realizado nos estúdios da PromoArena no Rio de Janeiro, e terá transmissão no canal da empresa na plataforma Twitch.


     


  • Flamengo 0 x 1 Botafogo. Adeus carioquinha 2018. Vá pela sombra.

    E o Flamengo não ganhou, nem ganhará o carioquinha 2018. O torneio que convencionou-se que não é para ser prioritário, mas é. Se perde, crise, se ganha, f…, digo, dane-se. Numa espécie de contra senso dialético. Afinal, deve-se ou não deve-se dar prioridade a esta m…, digo, torneio? Não é uma oportunidade de revelar novos valores? De colocar em campo, jogadores, digamos, mais “questionados” e ver o que se pode arrancar deles? Fazer como o Atlético-PR que joga com time B mesmo e se não gosta não assiste, enquanto o time principal treina e fica calibrado para o Brasileiro? Enfim, são aquelas questões que invariavelmente aparecem anualmente ao disputar este torneio da FERJ, que, merecidamente, ganha o prêmio “estocagem de vento” para o regulamento mais esdrúxulo. Agora, como o Vasco disputa a Libertadores, liberaram o uso de mais jogadores sub-20. E o que fez o Flamengo? Pôs a molecada para jogar? Sim. Um ou dois jogos. E só. Sem comentários.

    Enfim, e a partida de ontem? No “ah ah uh uh o Maraca é nosso” e tudo e com preços mais em conta? Diria que a escalação inicial foi um claro indício de auto-sabotagem do Carpegiani. Indicaria mesmo um terapeuta. Como um técnico pode simplesmente modificar a estrutura do time titular, que vinha de algumas boas apresentações, para fazer um time travado, sem saída de bola, sem jogadas, como foi o Flamengo do primeiro tempo? Colocou o Arão. Um jogador que se perdeu desde 2016. Não mostra mais nada que o faça ser jogador do Flamengo. Mas deve ter um imenso prestígio junto ao Futebol. Deve ser um cara muito gente boa. Relacionamentos importantes. Ou uma liderança de vestiário incomum. Alguma coisa extra-campo o sujeito tem. Porque bola não tem mais. Sua presença em campo é uma espécie de buraco negro dentro do time, em que toda luz desaparece.

    Aí que digo, na escalação se vê que vai dar merda. Jonas e Arão e sem ER7? Meio de campo ficará um esculacho. Junte-se a isto a ausência do motorzinho do time (Everton) mais à frente e teremos Paquetá e Diego zanzando o tempo todo, e jogadas esparsas no ataque. Fora que, no momento crucial do jogo, o atacante do Botafogo avança pela direita. Quem está dando o combate direto? Justamente Paquetá… que deveria fazer parte no máximo de uma segunda linha defensiva… Ele passa pelo Paquetá, cruza para dentro e o Luiz Fernando dá um belo chute quase sem ângulo e, claro, a bola entra. Sempre assim. Mas era o preço que o Flamengo pagava pela armação do time no primeiro tempo. Que só tinha Vinicius Junior tentando algo, mas muito bem marcado nada conseguia fazer.

    Aí é claro. Vem a revolta. Mas a rigor era só olhar a escalação inicial do Carpegiani e ver que daria merda. Não entendo isto. Acontece tantas e tantas vezes com tantos técnicos diferentes. Não sou nenhum gênio da raça, talento tático iluminado para antever e antecipar brilhantemente o que irá ocorrer. Cara, é só olhar o elenco, saber como os caras jogam e estão jogando. Não é possível. Parece que uma sombra se instala no cérebro dos técnicos e deixam de ver o óbvio.

    Enfim, vamos ao segundo tempo. Carpegiani surpreende e faz logo duas mudanças. Tira Jonas e Arão. Os dois volantes. E coloca Cuéllar e Geuvânio. Absurdo Cuéllar ter ficado de fora. Ao menos entraremos em campo no segundo tempo. E Geuvânio, bem, pode ajudar mas não irá resolver a falta de jogadas pelo meio. Paquetá e Diego, ao meu ver, pareceram perdidos sem a referência que Everton Ribeiro dá no meio de campo. E a ausência dele continuou perturbando a noite. Paquetá, então, parecia um daqueles cãezinhos que fica correndo atrás da bola em pelada. Não apresentou nada. Vinicius Jr continuava tentando jogadas pela ponta. Agora na esquerda. Muitas cheias de efeito, mas muito bem marcado, inócuas. Botafogo compactou as linhas, defendeu-se muito bem, e isto dificultou tudo pro Flamengo. O Ceifador, espectador privilegiado da partida, ao menos conseguiu uma boa cabeçada na trave. Nosso melhor lance de ataque. De resto nenhuma boa defesa de destaque do goleiro Jefferson do Botafogo. O que faz destacar o arame liso do ataque ontem.

    E no momento “assina aí professor Pardal”, Carpegiani se prepara para mais uma substituição. Tira o perdido Paquetá por Éverton Ribeiro, para, finalmente, acertar o meio? Não….coloca mais um jogador de ponta (What?) e, como cereja deste bolo estragado, sem qualquer ritmo de jogo, coloca o Marlos. Eu não entendi. Você entendeu? E ficamos com mais uma versão de Paquetá em campo. Mais um jogador perdido e desta vez sem qualquer ritmo de jogo. Se embolando pela ponta com Geuvânio. Evidente que não resolveu o problema do Flamengo, sem articulações pelo meio, em que pese o futebol de qualidade do Cuéllar ali por trás, que substitui com sobras e vantagens, o somatório de futebol de Jonas e Arão.

    Enfim, o jogo chegou ao fim. Botafogo justamente venceu. Flamengo tem elenco de sobra para ter ganho a partida, mas o time disposto em campo não. Futebol são dois times jogando. Time é conjunto. E, ao menos, no fim da partida, tivemos um diferencial que pode, em tese, reverter em algo positivo. O Lomba, VP de Futebol, muito bolado na entrevista. Dizendo que o time “não correu como o Botafogo”, o que discordo. Ao menos do ponto de vista de ver pela televisão. Em estádio pode-se ter outra percepção. E que o resultado é “vergonhoso”. O que concordo pelo momento atual dos dois clubes. Embora clássico seja clássico. Acontece isto e frequentemente. Seja o Botafogo com melhor elenco ou o Flamengo. Enfim, ao menos saiu daquele marasmo declaratório de sempre, à feição de Rodrigo Caetano. Aquela coisa anódina sem cobranças. Que o bicho pegue no futebol do Flamengo. Chega de amiguismos, chega de não termos os melhores profissionais do mercado no departamento. É hora de uma mudança faca nos dentes no futebol. Não poupe nomes, Lomba. Quem não entrega está na prancha.
     

    Imagem destacada: Gilvan de Souza / Flamengo
     

    Flávio H. de Souza escreve no Blog Pedrada Rubro-Negra. Siga-o no Twitter: @PedradaRN
     


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