Autor: diogo.almeida1979

  • Para transformar o sonho em realidade

    Por Valdemir Henrique Neto
     

    Saudações rubro-negras, Nação!

    Mais um ano se passou, nenhum título se ganhou e fica o questionamento na cabeça de todos: como transformar o alto investimento em títulos?

    Bem, não sou nenhum profissional do mercado (o que, vamos combinar, até legitima meus argumentos, considerando os últimos trabalhos realizados no Flamengo).

    Em primeiro lugar, quando o assunto é dinheiro não importa se é uma pessoa, família, empresa ou clube, é preciso ter CRITÉRIO para se gastar, do contrário os resultados serão ruins e a saúde financeira será comprometida a médio/longo prazo. Como diz a música, dinheiro na mão é vendaval.

    Desde 2015 o Flamengo tem feito contratações buscando quase que exclusivamente as “oportunidades de mercado”. O jogador tem nome? É fácil de contratar? Tá em final de contrato? Então pode trazer!

    O problema dessa abordagem é que se gasta muito na compra de um passado, ignorando o que o atleta está jogando atualmente e o que ele ainda pode render. Com o processo conduzido dessa forma cada contratação se torna uma aposta de alto risco, não se cria um perfil e o elenco fica desequilibrado, pois as oportunidades na maioria das vezes não preencherão as necessidades do elenco e não se enquadrarão no perfil condizente com as tradições do clube, podendo gerar uma incompatibilidade entre jogadores e torcedores.

    Para evitar esses problemas é preciso ter um modelo baseado em dois pilares:

    1. Estabelecer um perfil de atleta baseado em alguns critérios, requisitos mínimos para qualquer contratação;
    2. Mapeamento de mercado para busca de jogadores que se enquadrem no perfil do clube.

    O perfil dos atletas se basearia em três critérios fundamentais: técnica, comportamento e idade/parte física. Dessa forma qualquer atleta pretendido teria que preencher esses requisitos mínimos.

    Para jogar no Flamengo o atleta precisaria ter boa técnica para não comprometer o time; um comportamento aguerrido a altura das nossas tradições e ser jovem para não sofrer com queda de rendimento e lesões na reta final das competições mais importantes.

    O mapeamento de mercado é fundamental para diminuir os gastos com a contratação de atletas renomados e aumentar a margem de acerto nas aquisições de jogadores pouco conhecidos, obtendo assim um melhor retorno técnico e financeiro.

    Por isso é vital ter um departamento de inteligência de mercado, com todo o investimento possível em profissionais e ferramentas para que desenvolvam seu trabalho da melhor forma possível.

    Muitos se perguntarão:
    – Mas e o CIM?

    Creio que o problema não está no CIM mas no organograma do clube, pois até hoje esse departamento está subordinado ao diretor executivo e, muitas vezes
    ao longo dos anos, jogadores foram contratados sem passar pelo Centro de Inteligência e Mercado e até com relatórios do mesmo reprovando a contratação, tudo porque o diretor executivo queria o atleta.

    Wellington Salles é um dos analistas de desempenho do Flamengo. Foto: Site Oficial

    Na minha visão e de tantos outros rubro-negros, o CIM deveria estar acima de todo o Departamento de Futebol, pois são centenas de milhões de reais movimentados pelo Flamengo e até para resguardar o clube esse valor não poderia estar sob os cuidados de um único profissional que pode ter interesses diferentes dos do clube. Até porque esse profissional pode sair, mas os atletas permanecerão, o que gerará grandes custos, pois a instituição terá que arcar com as despesas dos atletas que não deram certo e na aquisição de outros que possam suprir as necessidades do elenco.

    É preciso que se estabeleçam diretrizes claras para o Departamento de Futebol para que ele não fique entregue ao acaso e passe a ter uma postura proativa para que os objetivos sejam alcançados com base num trabalho bem estruturado e não por uma combinação de fatores que podem dar certo uma vez mas dar errado em tantas outras.

    Tudo o que foi dito aqui não tem nada de mirabolante e pode ser colocado em prática, basta apenas a diretoria querer.

    Para fazer esse texto não precisei olhar outros clubes, bastou ver as outras áreas do Flamengo e como elas trabalharam.

    Que o novo presidente aplique no Departamento de Futebol o mesmo método que é usado nas demais áreas do clube, afinal, somos 40 milhões de torcedores por conta do futebol e para chegarmos ao topo do mundo novamente precisaremos ser referência na gestão do futebol tanto quanto somos nas outras áreas.

    Mengão sempre!
     

    Elogios, criticas, sugestões ou só para trocar uma ideia é só ir lá no Twitter @netobygu
     

  • Grazie, Lucas! Números de Paquetá pelo Flamengo

    12 anos de Flamengo. Nas categorias de base, títulos e mais títulos pelo clube que o formou para o futebol, além de várias convocações para a Seleção Brasileira. Pelo elenco profissional, apenas o Campeonato Carioca 2017 e a Taça Guanabara 2018. Foi um dos protagonistas em duas outras finais no ano de 2017, porém, o título não veio. Nesta temporada, acertou sua transferência para outro Rubro-Negro: o Milan, da Itália. Prazer, Lucas Paquetá.

    2016 foi o ano da descoberta. O título da Copa São Paulo de Futebol Júnior, diante do Corinthians, abrilhantou os olhos da Nação Rubro-Negra. Dentre os destaques, o menino Lucas Tolentino Coelho de Lima, chamado apenas de Lucas Paquetá: quatro gols e uma assistência em oito jogos.

    Continuou destacando-se pelos juniores e foi incorporado ao elenco profissional ainda no primeiro semestre, estreando no dia 05 de março de 2016, entrando na segunda etapa do jogo contra o Bangu, pelo Campeonato Carioca e, talvez pelo nervosismo da estreia, recebendo cartão amarelo. Neste ano, Paquetá ainda disputou mais um jogo pelos profissionais, no empate em 1 a 1 com o Figueirense, pela Primeira Liga.

    Em 2017, o ano da afirmação (principalmente no segundo semestre). Lucas disputou apenas 11 jogos sob o comando do técnico Zé Ricardo, com quem havia sido campeão da Copinha 2016, sendo apenas um como titular. Mesmo assim, fez dois golaços: um por cobertura, diante do Madureira, e outro em bela cobrança de falta, contra a Portuguesa.

    Estes são os números de Lucas Paquetá pelos profissionais do Flamengo. Créditos: Adriano Skrzypa

    Com Reinaldo Rueda, Paquetá disputou 26 partidas (17 como titular) e enfim teve destaque reconhecido no Flamengo. Marcou poucos gols (quatro), porém, alguns em jogos decisivos: um na final da Copa do Brasil, sobre o Cruzeiro, e outro na final da Sul Americana, contra o Independiente. O resultado final, já sabemos.

    As vítimas dos 18 gols de Lucas Paquetá pelo Flamengo. Créditos: Adriano Skrzypa

    Em 2018, Paquetá foi um dos protagonistas da equipe. Embora perceba que seu rendimento tenha caído a partir do segundo semestre, participou de 56 dos 67 jogos oficiais do Flamengo na temporada, e foi convocado para a Seleção Brasileira, participando por alguns minutos. Ainda pelo Rubro-Negro, Lucas sagrou-se o artilheiro em 2018, com 12 gols (empatado com Henrique Dourado) e vice-líder no quesito assistências (seis). Pecou, porém, em advertências: foram 15 cartões amarelos e uma expulsão no ano.

    Em janeiro de 2019, já apresenta-se ao Milan, um dos gigantes europeus, detentor de 7 títulos da Liga dos Campeões. O meia deixou claro que ainda pretende voltar ao Flamengo, em breve. Se voltará ou não, só o tempo dirá. Estaremos torcendo por seu sucesso, garoto.

    Adriano Skrzypa é professor de Educação Física e apaixonado por números no futebol. Siga-o no Twitter: @FlamengoNumeros


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  • Análise estatística – Flamengo/Marinha em 2018

    A quarta temporada da parceria envolvendo o Clube de Regatas do Flamengo e a Marinha do Brasil resultou em mais um título conquistado de maneira invicta e uma eliminação dolorida nas semifinais. O Futebol Feminino Rubro-Negro manteve a média de conquistar ao menos um título por temporada: foram nove competições disputadas e cinco títulos alcançados (um em 2015, dois em 2016, um em 2017 e um em 2018).

    Com apenas dois torneios nesta temporada, o Flamengo/Marinha sagrou-se tetracampeão estadual – de forma invicta e sem sofrer gols – , e foi eliminado nas semifinais do Campeonato Brasileiro A1, diante do Corinthians.

    Estatísticas – Flamengo/Marinha em 2018

    26 Jogos – 18 Vitórias (2 por W.O) – 3 Empates – 5 Derrotas – 77 Gols Marcados – 23 Gols Sofridos

    73,07% de aproveitamento

     

    Jogos

    O Tenente Ricardo Abrantes, técnico da equipe, utilizou 34 atletas ao longo da temporada (10 a mais do que em relação à 2017). A lateral Fernanda Palermo foi a atleta que mais disputou partidas pela equipe, com 23 jogos disputados. A zagueira Day e a atacante Larissa aparecem logo em seguida, com 21 jogos cada.

     

     

    Gols e Cartões

    Com média de quase três gols por partida (77 tentos em 26 jogos), o Flamengo/Marinha deu show no setor ofensivo em 2018. A atacante Dany Helena, uma das contratações da equipe para a temporada, sagrou-se a artilheira da equipe na temporada, com 19 gols. Além disso, Dany foi convocada para a Seleção Feminina Principal, após belíssima participação no Brasileirão, sendo a artilheira com 15 gols. Flávia acabou na vice-liderança, com 12 gols (um a mais do que em 2017). A atacante Larissa completa o Top 3, tendo balançado as redes nove vezes em 2018.

    Bia Menezes e Day foram as atletas que mais receberam cartões amarelos – três cada- na temporada. No total, foram 22 cartões amarelos e 2 vermelhos distribuídos (entre 14 atletas da equipe). Assistências não foram computadas, devido à falta de material para análise da mesma.

     

    Comparação em relação aos anos anteriores

     

    Aproveitamento ligeiramente superior em relação ao ano passado. Vale destacar a mesma quantia de empates e derrotas, desde 2016. Assim como em 2017, conquistamos o Carioca, e acabamos não chegando à final do Campeonato Brasileiro. Houve uma redução no número de cartões amarelos, mas ocorreram as duas primeiras expulsões na história da equipe.

    Adriano Skrzypa é professor de Educação Física e apaixonado por números no futebol. Siga-o no 

  • Sem Renato Gaúcho, quais são os técnicos que poderiam assumir o Flamengo em 2019

    O Flamengo até tentou Renato Gaúcho, mas pela segunda vez o técnico do Grêmio preferiu renovar com sua atual equipe e ficar no Rio Grande do Sul. Em abril, após a demissão de Paulo César Carpegiani, o Rubro-Negro procurou o treinador após o fim dos Campeonatos Estaduais, mas a proposta também foi recusada. Mais uma vez sem o plano A, as chapas que disputarão a eleição no dia 8 de dezembro precisam definir um nome o mais rápido possível, para que não haja um ‘efeito Rueda’ em 2019.

    Seguindo a mesma linha utilizada na demissão de Carpegiani, o Mundo Rubro-Negro elaborou uma lista com 15 nomes de técnicos, entre brasileiros e estrangeiros, de perfis diferentes, que já passaram ou não pelo país, e que poderiam ajudar o Flamengo na temporada de 2019. Confira a nossa lista:

    • Abel Braga – um dos principais nomes e um dos favoritos de várias chapas, Abel tem currículo vencedor: campeão da Libertadores e do Mundial (2006), Brasileiro (2012), além de ser diversas vezes campeão estadual. Com passagens por clubes como Internacional, Vasco, Atlético-PR, e o próprio Flamengo, Abel está desempregado desde a saída do Fluminense, em julho de 2018. Com o estilo mais ‘paizão’, o treinador surpreendeu muita gente ao conseguir fazer o time tricolor render sem tantas peças de qualidade. Qual motivo faz dele um candidato? Sem emprego, pode facilmente ser atraído pelo projeto do Flamengo em 2019. Seu filho, e também empresário do treinador, já disse que Abel estará em um time grande em 2019. O Santos disputa o treinador com o Rubro-Negro.
    • Ariel Holan – conhecido da torcida do Flamengo, Ariel Holan é o treinador do Independiente, da Argentina. Sua carreira de técnico iniciou no hóquei com a seleção feminina uruguaia. No futebol, trabalhou como assistente com Jorge Burruchaga e Matías Almeyda, que treinavam Arsenal de Sarandí e River Plate. Apesar da curta carreira como treinador de futebol, Ariel já se mostrou muito inteligente, centrado, de cabeça boa, e principalmente vencedor, sendo campeão da Sul-Americana e da Copa Suruga em 2017 e 2018 respectivamente. Qual motivo faz dele um candidato? No final do ano passado, Holan havia dito que estava de saída do clube por conta de um problema que aconteceu em outubro: um caso de extorção por parte de um torcedor. À partir disso, Holan começou a ser ameaçado diversas vezes, mas renovou seu contrato.
    • Diego Aguirre – recém-demitido do São Paulo, Aguirre conseguiu colocar o Tricolor Paulista nas primeiras colocações. Sua demissão foi pouco entendida pela imprensa e sua queda de rendimento teve muito a ver com a lesão de Éverton, ex-Fla. Com estilo de jogo intenso, o uruguaio privilegia a defesa e gosta do contra-ataque. Qual motivo faz dele um candidato? Desempregado, já conhece o país e como o futebol é jogado aqui; uma proposta do Flamengo poderia convence-lo de voltar ao Brasil.
    • Dorival Júnior – o segundo nome mais falado depois de Abel Braga. Já treinador no Flamengo, Dorival pode ser mantido pela nova diretoria após a permanência de Renato Gaúcho no Grêmio. Qual motivo faz dele um candidato? Já está no clube, e mal ou bem, levou o Flamengo a briga pelo título no pouco tempo que ficou à frente do time.
    • Edgardo Bauza – hoje no Rosário Central, Patón, como é conhecido, já treinou clubes como LDU, San Lorenzo, São Paulo, entre outros. Bicampeão da Libertadores pela LDU e pelo San Lorenzo, Bauza já foi semifinalista com o São Paulo. Logo depois, assumiu a Seleção Argentina, mas teve rendimento abaixo do esperado – oito jogos: três vitórias, dois empates e três derrotas. Qual motivo faz dele um candidato? Sem uma temporada brilhante no Rosário, Bauza já conhece como funciona o Brasil, e uma proposta do Flamengo poderia seduzi-lo.
    • Fábio Carille – é verdade que o treinador tem conversas já bem adiantadas com o Corinthians, mas é verdade também que Carille quer voltar ao Brasil de qualquer jeito. Campeão do Brasileiro em 2017 pelo Corinthians, Carille estava na comissão técnica de Tite, em 2012, nos títulos da Libertadores e Mundial; também participou da conquista da Copa do Brasil, em 2009, dos Brasileiros de 2011 e 2015 e da Recopa em 2015. Qual motivo faz dele um candidato? Apesar das conversas bem adiantadas, Carille já teve problemas de relacionamento com Andrés Sanchez antes de sair para a Arábia Saudita. Caso o negócio entre Carille e Corinthians não dê em nada, uma proposta do Flamengo poderia agradar o treinador.
    • Guilhermo Schelotto – técnico com grande renome no futebol sul-americano. Schelotto está no Boca desde 2016, após tentativa frustada de treinar o Palermo, da Itália – o treinador não tinha a licença exigida pela UEFA. Na Argentina, foi campeão nacional no ano passado com o Boca, da Sul-Americana com o Lanús em 2013 e pode ser campeão da Libertadores esse ano. Qual motivo faz dele um candidato? O grande nome e o status que adquiriu em tão pouco tempo são validadores do porquê Schelotto é um bom nome, apesar disso, é muito difícil ver o técnico saindo de um Boca já consolidado.
    • Jair Ventura – segue na contramão de Carille, citado acima. Enquanto o Corinthians segue as conversas com o antigo treinador, Jair Ventura cada vez mais fica fora dos planos do Timão. Apesar de não ter conseguido ir bem no Santos e no Corinthians, Jair conseguiu levar o Botafogo de Bruno Silva e Pimpão as quartas da Libertadores em 2017. Qual motivo faz dele um candidato? Caso Carille acerte com o Corinthians, Jair estará livre para assinar com outro time.
    • Jorge Sampaoli – o nome internacional mais pedido pelo torcedores do Flamengo a cada demissão de técnico. Hoje sem clube, Sampaoli possui números muito bons por onde passou. Apesar da pífia Copa do Mundo com a Argentina, Sampaoli é um técnico consolidado no mercado e considerado grande – foi eleito o técnico sul-americano do ano em 2015, quando foi campeão da Copa América com o Chile. Qual motivo faz dele um candidato? Desempregado, Sampaoli sempre pinta como nome pedido pela torcida, o que pode ser determinante em ano de eleição.
    • José Pekerman – outro grande nome sul-americano, Pekerman está sem clube/seleção desde a demissão da seleção colombiana. O técnico ficou seis anos no comando da Colômbia, e foi o principal responsável pela significativa melhora técnica e tática da seleção, hoje uma das mais temidas da América do Sul. Foi também treinador da Seleção Argentina e por clubes, passou por Tigres e Toluca. Qual motivo faz dele um candidato? Desempregado, apenas isso; Pekerman deve esperar alguma proposta para dirigir seleções.
    • Marcelo Gallardo – pivô de várias confusões na Libertadores desse ano, Gallardo é mais um caso de técnico com status de vencedor. Cria do River Plate, Gallardo treinou apenas dois clubes: Nacional (URU) e o próprio River Plate. Ao todo são dez títulos em oito anos como treinador, entre eles estão Libertadores, Copa e Recopa Sul-Americana, Campeonatos Argentinos e Uruguaios, Copa e Supercopa Argentina, entre outros. Qual motivo faz dele um candidato? Assim como Sampaoli, Gallardo já foi nome gritado pela torcida, apesar disso, é muito difícil ver Gallardo longe do River devido a estabilidade e o status que ele possui no clube argentino.
    • Marcelo Oliveira – bicampeão do Brasileiro pelo Cruzeiro em 2013 e 2014, Marcelo Oliveira acabou de ser demitido do Fluminense. Com uma carreira já extensa, o técnico não conseguiu desempenhar bons trabalhos desde o Palmeiras, campeão da Copa do Brasil em 2015. Multicampeão por diversos clubes, Marcelo Oliveira faz parte da ala de treinadores mais antigos, mas ainda pode render. Qual motivo faz dele um candidato? Desempregado e acessível.
    • Roger Machado – despontou em 2015 quando treinava o Grêmio mesmo sem ter ganho nenhum título. De promissor, passou a ser tratado já como consolidado. Chegou ao Palmeiras em 2017 e durou seis meses no cargo. No Galo, foi campeão mineiro, mas também não conseguiu o mesmo sucesso conquistado naquele Grêmio. Quando as conversas entre Flamengo e Renato se iniciaram, o Grêmio via em Roger o substituto a altura. Qual motivo faz dele um candidato? Desempregado, acessível e querendo trabalhar.
    • Thiago Larghi – da safra dos novos técnicos brasileiro, Thiago Larghi comandou o Atlético-MG por oito meses esse ano – estava desde fevereiro no Galo. Aos 37 anos, Larghi foi responsável por 23 vitórias, 12 empates e 14 derrotas em 49 jogos. A demissão aconteceu por conta do péssimo rendimento do Galo após a Copa. Vale lembrar que após o período do Mundial, Larghi perdeu seis jogadores, incluindo Roger Guedes, artilheiro da equipe. Qual motivo faz dele um candidato? Desempregado e acessível.
    • Tiago Nunes – atual treinador do Atlético-PR, Tiago colocou o Furacão na final da Copa Sul-Americana e na sétima colocação do Brasileiro em um ano que começou conturbado para a equipe paranaense chegando a ocupar a lanterna do principal torneio nacional. Apesar de aparecer recentemente para a elite, Thiago já passou por 22 clubes em oito estados, alguns na categoria de base. Qual motivo faz dele um candidato? Apesar da campanha de recuperação e dos ótimos números apresentados desde julho, Tiago ainda não foi efetivado pelo Atlético-PR e uma proposta poderia seduzir o então interino.

     

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  • Fla eSports anuncia o suporte coreano Luci e renova com Goku

    Após muitas especulações, o Flamengo eSports revelou o destino de mais duas posições da sua line-up para o CBLOL 2019. Muito se falava sobre a contratação de mais um sul coreano para meio ou suporte, e os rumores eram reais.

    Hoje (27), o Twitter do time divulgou que o suporte Han “Luci” Chang-hoon foi o escolhido para a posição de suporte do time. Luci (outrora conhecido como Lucifer), vem de uma boa passagem pela segunda divisão coreana, tendo inclusive conquistado o titulo da liga no primeiro split e um vice-campeonato no segundo split.

    Já para a posição de meio, o time renovou com Bruno “Goku” Miyaguchi. O jogador sofreu com desconfiança no inicio de sua passagem pelo Flamengo, mas boas atuações no CBLOL o fizeram cair nas graças da torcida.

    O CBLOL 2019 ainda não tem data prevista para inicio.

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  • Fim da linha: elegemos os seis jogos que definiram o fracasso do Flamengo no Brasileiro

    Chegou ao fim. Mais uma temporada se encerrou para o Flamengo e mais uma vez o time bateu na trave no Campeonato Brasileiro. Do elenco caracterizado como um dos melhores do Brasil ao chamado de ‘banana’ por vários torcedores, o Flamengo viu mais uma vez o Palmeiras ser campeão nacional. Melhor elenco ou não, banana ou não, a verdade é que o Rubro-Negro deixou escapar de suas mãos mais um título. Nessa temática, nós do Mundo Bola elegemos os seis jogos que definiram o fracasso do Mais Querido nessa campanha pelo Brasileiro. Confira:

    Flamengo 0x1 São Paulo

    Décima terceira rodada, volta do Campeonato Brasileiro após a parada para a Copa do Mundo. Com o time na liderança, mais de 51 mil pagantes viram o então vice-líder ganhar de 1 a 0 do Flamengo dentro do Maracanã. O gol de Éverton, ex-Flamengo, dava a tônica do que seria a volta daquele time sem sua principal estrela: Vinicius Junior. Mas como todo bom brasileiro, havia quem pensasse no lado positivo: ‘ainda estamos na liderança’. Pois é, por um ponto.

    Grêmio 2×0 Flamengo

    Três rodadas depois da derrota para o São Paulo, o Flamengo ainda estava na liderança, tudo em função das duas vitórias e um empate conquistados sobre Botafogo, Sport e Santos. Mas tudo acabou na 17ª rodada, após os gols de Jael e Marinho para o Grêmio. Com a derrota no sábado e a vitória do São Paulo por 2 a 1 sobre o Vasco no domingo, o Rubro-Negro caiu de vez para a segunda posição, e de lá foi ladeira abaixo – chegou a cair para terceiro duas rodadas depois, na derrota para o Furacão por 3 a 0.

    Internacional 2×1 Flamengo

    Em um jogo com caráter de final, o Rubro-Negro assistiu o Inter em campo. Pottker marcou em uma falha de Léo Duarte e Marlos desperdiçou duas ótimas chances que poderiam mudar o rumo daquela partida. Após o apito final, o Inter assumiu a liderança e o Palmeiras, então quarto colocado, ultrapassou o Flamengo, deixando-o na quarta colocação.

    Flamengo 1×1 Palmeiras

    Muito tempo depois, entre demissões e contratações na comissão técnica, o Flamengo teve seu primeiro grande embate para tentar diminuir a vantagem, naquele momento, de quatro pontos para o líder Palmeiras. Não deu mais uma vez. Paquetá desperdiçou uma chance de ouro, na frente de Weverton, imperdoável para quem precisava dos três pontos, e o Rubro-Negro mais uma vez via o sonho se tornando distante.

    São Paulo 2×2 Flamengo

    O Flamengo precisava continuar colado no Palmeiras. Por mais que tivesse perdido a chance de ficar a um ponto do Alviverde na rodada anterior, o ideal era não se distanciar tanto. Coisa que não aconteceu. O São Paulo começou na frente com Diego Souza e depois contou com um belíssimo chute do jovem Helinho, de 17 anos, para virar o jogo; Rodinei empatou no fim. Foi nesse jogo, também, que Vitinho perdeu gol monumental, daqueles inacreditáveis, e que fez muita falta no fim das contas. Com isso, o Palmeiras abriu seis de vantagem para o Flamengo e tudo caminhava para um fim de ano difícil.

    Botafogo 2×1 Flamengo

    Poderia ter sido a chance. Palmeiras e Inter empataram em seus respectivos jogos, com Atlético-MG (1-1) e Ceará (1-1) respectivamente, mas o Flamengo havia perdido um dia antes para um Botafogo com muito mais vontade – parecia que o Alvinegro era quem disputava o título. Caso tivesse vencido o jogo contra o rival um dia antes, o Rubro-Negro teria mais estofo para iniciar uma caminhada de superação em busca do título e, lógico, teria que tirar uma diferença menor. A partir dali tudo ficou mais difícil.


    Créditos imagens destacadas no post e redes sociais: Gilvan de Souza/Flamengo

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  • Três eliminações e um segundo lugar: quanto o Flamengo deixou de faturar no ano por conta de suas colocações

    Ainda falta um jogo para terminar a temporada. Flamengo e Atlético-PR se enfrentam no Maracanã no próximo domingo, mas para o rubro-negro carioca não há mais para onde ir. Com a vitória do Palmeiras sobre o Vasco e o título do Brasileiro definido e sem poder ser ultrapassado pelo Internacional, só resta ao Flamengo projetar o próximo ano.

    Para um bom planejamento de futebol, entre outras questões, não pode-se rasgar dinheiro, muito menos perder. Pensando nisso, o Mundo Bola levantou o quanto o Flamengo deixou de ganhar em competições devido a segunda colocação no Brasileiro, que passa a se somar às eliminações no Estadual, Libertadores e Copa do Brasil. Confira:

    Estadual e Campeonato Brasileiro: R$ 11,350 milhões

    Por ter vencido a Taça Guanabara o Flamengo embolsou R$ 1 milhão, decorrentes de R$ 150 mil dado pela classificação a semifinal e R$ 850 mil pelo título. Já na Taça Rio, o Rubro-Negro caiu após o empate com o Fluminense ainda na semifinal, ficando somente com os R$ 150 mil referentes à classificação para as semifinais. Nas semifinais valendo vaga para a final do estadual, o Flamengo caiu diante do Botafogo e, caso tivesse sido campeão, embolsaria R$ 3,5 milhões; em caso de vice, ficaria com R$ 1,5 milhão. Ou seja, pelo Carioca, deixou de ganhar R$ 4,350 milhões – R$ 850 mil referentes ao título da Taça Rio e R$ 3,5 milhões referentes ao título estadual. Já no Brasileiro a conta é mais simples. Pela segunda colocação o Flamengo receberá o equivalente a R$ 11 milhões, enquanto o primeiro colocado Palmeiras receberá R$ 7 milhões a mais – R$ 18 milhões no total.

    Copa Libertadores: R$ 33,2 milhões

    A conta na Libertadores ainda é simples, mas exige um pouco de raciocínio. Por cada partida jogada em casa na fase de grupos o Flamengo recebeu R$ 2,4 milhões, um total de R$ 7,2 milhões pelas três partidas. Pela classificação para as oitavas o Rubro-Negro ganhou mais R$ 3 milhões. Porém, por ter sido eliminado nas oitavas, consequentemente não jogando as quartas, as semis e a final, o Flamengo deixou de embolsar R$ 33,2 milhões se tivesse sido campeão; em caso de vice-campeonato o valor seria de R$ 21,2 milhões e se chegasse só até as semifinais ganharia R$ 9 milhões.

    Copa do Brasil: R$ 50 milhões

    Por ter começado já na fase das oitavas, o Flamengo arrecadou cerca de R$ 11,9 milhões referentes a disputa das oitavas, quartas e semifinais. Entretanto, além do título e a vaga direta para a Libertadores, a Copa do Brasil despertou interesse também pela alta quantia recebida pelo vice e, principalmente, pelo campeão. Após a derrota para o Corinthians nas semifinais, o Rubro-Negro também deixava de faturar pelo menos R$ 20 milhões, valor entregue ao vice-campeão. Em caso de título e vaga na Libertadores, o Fla teria direito a R$ 50 milhões. Vale lembrar que o alarde feito em cima de possíveis R$ 67,1 milhões totais seria em caso do time campeão ter passado por todas as fases da competição.


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  • Pontos cruciais: sucessão de erros da diretoria faz Flamengo bater na trave mais uma vez

    Na tarde de ontem o Palmeiras se sagrou campeão Brasileiro de 2018. Com uma rodada de antecedência o time quase invicto comandado por Felipão venceu o Vasco por 1 a 0 em São Januário. Mesmo vencendo o Cruzeiro no Mineirão por 2 a 0 com uma belíssima atuação de Éverton Ribeiro, autor de dois gols, o Flamengo não conseguiu adiar o inadiável.

    Ao contrário do que a tabela indica, não foram cinco pontos que deixaram o Flamengo no quase. Foram dez pontos – cinco da tabela, cinco da diretoria. A postura no início do ano, refém da indecisão do então técnico Reinaldo Rueda; a efetivação de Carpegiani que havia sido contratado para ser diretor; a aposta em um auxiliar como Barbieri; a demora em trazer reforços para as posições mais carentes; e por fim, mas não menos importante, a acomodação diante dos fracassos.

    Incerteza de Rueda e passividade da diretoria atrapalharam planejamento para 2018

    Rueda assumiu o Flamengo no meio do ano passado. Quando chegou Rueda precisava, além de aplicar sua forma de jogar, consertar alguns problemas deixados pelo treinador Zé Ricardo. No Flamengo de Zé havia pouco padrão de jogo, muitos vícios na escalação e na forma como o time jogava e principalmente o protecionismo já característico da direção – já no time do colombiano as primeiras impressões eram boas. Cuéllar ganhava a vaga de Márcio Araújo, Willian Arão perdia espaço junto com Rafael Vaz e Geuvânio, e a dupla Paquetá-Vinicius Junior começava a ganhar tempo de jogo.

    De um elenco desacreditado pela torcida devido ao fracasso na Libertadores e a má colocação no Campeonato Brasileiro, Rueda fez renascer um time forte, liberto de vícios e de jogadores que a torcida pegava no pé – chegou inclusive a duas finais de Sul-Americana e Copa do Brasil, terminou em segundo nas duas. Mas o fim do ano chegou e com ele a esperança por uma boa pré-temporada com o colombiano à frente das decisões de montagem do elenco não aconteceu. A proposta para treinar a seleção chilena foi um balde de água fria tanto na diretoria quanto na torcida. Passiva e observando de longe, a direção rubro-negra ficou refém do treinador – por vezes ambas as partes davam declarações que rumavam para a permanência do treinador. Falha grave que comprometeu um bom tempo do planejamento para 2018.

    Carpegiani confirmado como técnico. Mas não era para ser diretor?

    O ano de 2018 começou e o Flamengo não tinha mais Reinaldo Rueda. Após o ‘chapéu’ dado pelo treinador, a diretoria decidiu efetivar Paulo César Carpegiani que acabava de chegar ao clube para ser coordenador de futebol, cargo totalmente oposto ao de treinador – para quem pensa grande, em Libertadores, Copa do Brasil e Brasileirão, a decisão soou quase como amadora por parte de uma diretoria já mal vista por parte da torcida. Por mais que Carpegiani tivesse toda a competência do mundo como treinador, o foco dele no clube não era aquele. Por mais que participasse da montagem do elenco para 2019, o então ‘ex-coordenador/novo técnico’ não conhecia de perto o atual elenco – até mesmo Marlos, um dos primeiros anúncios do ano, foi indicado por Rueda, que saiu antes mesmo de Marlos vestir a camisa de treino.

    Era a mistura perfeita para a confusão. O treinador campeão mundial em 1981 pelo Flamengo não conseguiu suportar a pressão e caiu após 17 jogos em menos de três meses, na derrota para o Botafogo na semifinal do Carioca. Naquela ocasião o então vice-presidente Ricardo Lomba foi o primeiro a ‘sair do padrão’ e qualificou a derrota como vergonhosa, o que criou uma espécie de pressão e colapso nos bastidores do clube. Pressionada, a diretoria resolveu trocar cargos no departamento de futebol, saía de cena, além de Carpegiani, Rodrigo Caetano, então diretor de futebol. Vale lembrar que Carpegiani, contratado para ser uma espécie de gestor, nem nos bastidores ficou após a demissão como técnico.

    Diretoria perdida e efetivação de Barbieri

    Comandando o Flamengo desde o fim de março, época em que Carpegiani foi demitido, Barbieri só foi efetivado no final de junho – quase três meses com um interino à frente do clube com um dos maiores poderios para investimento no Brasil. A indecisão pela efetivação ou não de Barbieri era pauta discutível, afinal seria o segundo treinador que precisaria se adaptar rapidamente a um elenco que não foi montado por ele e muito menos para ele. Apesar de ser considerado ‘estudioso e didático’, era nítido que Barbieri não tinha o estofo necessário para gerir um elenco com grandes estrelas. Diante de tudo isso, a demissão de Barbieri no final de setembro mostrou como o alto escalão do Flamengo estava perdido e de mãos atadas, afinal era o terceiro treinador em que a diretoria confiava, bancava, mas no fim demitia.

    A demora para trazer reforços e setores intocáveis

    Sem poder contar com Guerrero, então suspenso pela Fifa, o Flamengo precisava de um atacante. A diretoria então foi atrás do artilheiro rival, Henrique Dourado. O que parece não ter sido discutido era que Dourado tinha uma característica totalmente diferente da de Guerrero. Enquanto o peruano fazia o pivô, Dourado não conseguia segurar uma bola no ataque. E foi assim, aos trancos e contando com a estrela de Vinicius Júnior, Paquetá e Vizeu, todos garotos da base, que o Flamengo chegou à liderança antes da parada para a Copa do Mundo.

    Ciente da saída de Vinicius Júnior para o Real Madrid e da saída de Vizeu para a Udinese, a diretoria demorou, e muito, para buscar soluções para o ataque rubro-negro. Uribe foi contratado, mas se assemelhava a Dourado – um atacante com lampejos, com extrema dificuldade de se adaptar ao futebol jogado no Flamengo. Durante a parada para a Copa, dezenas de nomes foram especulados para a vaga de Vinicius Júnior, o Flamengo resolveu por trazer Vitinho por R$ 43 milhões de reais às vésperas do mercado fechar, após tentativa frustrada de trazer o holandês Ryan Babel – negociação que tomou muito tempo. A indefinição pelo nome do substituto de um garoto de 18 anos custou caro. Para as laterais e para a zaga, setores também deficitários desse Flamengo, nenhum nome foi posto em pauta.

    Acomodação diante dos fracassos

    Por fim, a pecha de time ‘amarelão’, ‘banana’, ‘acomodado’, ‘arame liso’, entre outros termos usados pela torcida se fizeram valer. Com o maior investimento da Série A em reforços, superior ao do campeão Palmeiras, o Flamengo colecionou fracassos esse ano. A eliminação diante do Botafogo no Carioca resultou na saída de Carpegiani e Rodrigo Caetano. A eliminação na Libertadores para o Cruzeiro não gerou nenhuma atitude da então diretoria, a derrota por 2 a 0 em pleno Maracanã no jogo de ida pareceu apenas uma infelicidade. O zero a zero diante do fraco time do Corinthians no Maracanã e a derrota por 2 a 1 em Itaquera foram sinais de que o Fla errou em escolher um auxiliar recém-chegado no clube e, depois da efetivação, a demora em demiti-lo quando ficou evidente sua dificuldade em extrair mais do time. Muitos foram os sinais de corda esticada.

    – Ficamos tristes pela eliminação, mas temos que enaltecer a entrega do time, com muita vontade, garra e dedicação -, declarou com resignação o vice-presidente de Futebol, Ricardo Lomba, que também é candidato a presidente pela atual Situação.

    – Tomamos um gol que desarrumou o comportamento do time. Tentamos ir de qualquer jeito, ansiosos no passe. Não conseguimos o empate. Agora é buscar o Brasileiro para brigar pelo título -, analisou o capitão Réver, após nova eliminação, agora pela Copa do Brasil, apesar do favoritismo diante do fraco Corinthians.

    Após a declaração do zagueiro, o time perdeu pontos nos empates Bahia, Palmeiras, São Paulo e na derrota para o Botafogo, totalizando nove pontos. Com uma rodada de antecipação, o campeão Palmeiras sagrou-se campeão com 77 pontos, cinco a mais que o Flamengo. O time não buscou também o Brasileiro.

    Em resumo

    Entre erros e acertos de jogadores dentro de campo, a diretoria rubro-negra tem grande parcela de culpa pela temporada ruim que o Flamengo fez. Foram R$ 65,5 milhões investidos em apenas quatro reforços, nenhum deles termina o ano como incontestável. Foram quatro competições, três eliminações e um vice-campeonato tendo um dos elencos mais caros do Brasil. As indecisões, as atitudes não tomadas, a acomodação diante do fracasso e o péssimo gerenciamento da equipe dentro e fora de campo contribuíram e muito para mais uma derrocada.
     

    Créditos imagem destacada no post e redes sociais: Gilvan de Souza/Flamengo

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  • Recordar é viver: pelo Flamengo, Thiago Neves foi protagonista em goleada diante do Cruzeiro

    Com aquele time de Ronaldinho Gaúcho, Thiago Neves e Deivid, o Flamengo bateu o Cruzeiro por 5 a 1 em pleno Engenhão, e naquela ocasião, se manteve na briga pelo título, que no fim do ano ficou com o Corinthians. Hoje do outro lado da história, o meia Thiago Neves foi um dos protagonistas daquele jogo, ao marcar três dos cinco gols – os outros foram marcados por Deivid (duas vezes) e Muralha (uma vez). A partida marcou a volta do Flamengo ao G5 naquele momento.

    Naquele dia 06 de novembro, o time de Ronaldinho e companhia sofreu para montar jogadas no início do jogo e apesar do resultado expressivo, foi ele quem saiu atrás. Após uma cobrança de escanteio, Farías escorou para Anselmo Ramon abrir o placar. O gol de empate só foi sair aos 35 do primeiro tempo, logo depois do chute de Deivid que bateu na trave e voltou no goleiro Fábio. À partir dali só deu Flamengo. Nos 12 primeiros minutos de segundo tempo o jogo já estava 4 a 1. Com dois de Thiago Neves, um de Muralha e uma tentativa de gol sem olhar para a bola de Ronaldinho, o Flamengo aniquilou o Cruzeiro de forma rápida. Ainda sobrou tempo para Thiago Neves marcar mais um – o terceiro dele na partida.

    Remanescentes daquele time do Cruzeiro, Fábio e Léo jogarão contra o Flamengo neste domingo no Mineirão, além de Thiago Neves, que hoje atua do outro lado. Já campeões da Copa do Brasil e com a vaga garantida na Libertadores, o Cruzeiro pode acabar com a remota chance de título do Rubro-Negro. Vale lembrar que mesmo que ganhe a partida, o Flamengo terá que torcer para o rival Vasco vencer o Palmeiras em São Januário, também no domingo às 17h.

     

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  • Conexão Flamengo-Colômbia: estrangeiros do Fla participam de mais da metade dos gols nos últimos cinco jogos

    A duas rodadas do fim, e precisando tirar uma vantagem de cinco pontos, o Flamengo enfrentará o Cruzeiro neste domingo (25) no Mineirão com a necessidade de vencer para continuar na briga pelo título do Campeonato Brasileiro. O Rubro-Negro terá que contar com força máxima, e um pouco de estrela. Para isso o técnico Dorival Júnior precisará utilizar muito bem os estrangeiros do time, principalmente dois colombianos que estão se destacando nos últimos jogos. Explica-se.

    Que o volante Cuéllar é um dos mais querido, se não o mais querido, pela Nação Rubro-Negra é fato. Que o camisa 26 está já há um bom tempo se destacando no time principal também é fato. Mas, outros dois compatriotas do colombiano vivem bons momentos com a camisa do Flamengo, são eles Uribe e Berrío, ambos que pouco apareceram na temporada – um por opção e o outro por lesão.

    Nos últimos cinco jogos, Uribe e Berrío, juntos, participaram de pouco mais de 57% das jogadas de gol do Flamengo, seja com assistências ou gols. Enquanto Uribe marcou diante de São Paulo (2-2)  e Grêmio (2-0), Berrío serviu Dourado e Diego nas partidas contra Santos (1-0) e Grêmio (2-0), respectivamente. Foram cinco partidas, sete gols e quatro participações diretas – vale destacar que Berrío jogou em apenas três, vindo do banco em todas as oportunidades; já Uribe ficou de fora do jogo diante do Sport.

    Ano para os colombianos era ruim até agora

    Desde a volta da parada para a Copa do Mundo no Flamengo, o atacante Fernando Uribe não vinha aparecendo. Quando chegou, o colombiano logo foi utilizado com titular em algumas partidas, mas pouco rendeu nas mãos de Maurício Barbieri, antigo treinador. No total foram 13 jogos e apenas um gol marcado – sob a batuta de Dorival já são oito jogos, cinco gols e principalmente a definição de que Uribe é, de fato, o titular do ataque rubro-negro nessa reta final.

    O caso de Berrío é mais icônico. Após sofrer uma grave lesão no joelho, a mesma que Ronaldo sofreu pela Inter de Milão, Berrío ficou um total de dez meses sem atuar pelo Flamengo, só fazendo fisioterapia e em certos momentos treino regenerativo, nada intenso. Agora já recuperado, o ‘Bolt da Gávea’ corre para tentar recuperar o tempo perdido. São 105 minutos apenas em campo no ano, mas nos últimos três jogos o colombiano demonstrou em campo toda a força que teve na recuperação e sempre que entrou mudou o jogo.

    Créditos imagem destacada: Gilvan de Souza/Flamengo