Autor: diogo.almeida1979

  • Aos 40, Léo Moura elogia escolha por Abel e sonha em encerrar carreira no Flamengo

    Durante a noite desta segunda (10), o lateral-direito Léo Moura esteve no programa “Jogo Sagrado” do FoxSports e falou sobre seu futuro e sobre a decisão da nova diretoria em contratar Abel Braga como novo treinador do Flamengo.

    Perguntado se ele ainda sonha em voltar para o Flamengo, o atleta de 40 anos não titubeou: 

    “Eu nunca escondi isso de ninguém, porque é o meu time de coração. Já joguei em outros times mas o Flamengo sempre vai ser meu time de coração. Eu sou torcedor desde pequeno, nasci flamenguista e vou morrer flamenguista. Então eu tenho esse sonho. Qual jogador não sonha em encerrar a carreira no seu time do coração? Eu tenho. É o meu objetivo”.

    Campeão Brasileiro em 2009 vestindo o Manto Sagrado, Léo Moura falou que pretende jogar por mais duas temporadas. No Flamengo fora 519 jogos (o 7º que mais vezes atuou pelo Mais Querido), com 248 vitórias, 138 empates, 133 derrotas, 47 gols marcados e diversos títulos, entre eles o já citado Brasileirão, duas Copas do Brasil e cinco cariocas.

    Além de comentar sobre o sonho de encerrar a carreira no clube do coração, o lateral falou sobre a contratação de Abel Braga como novo treinador do rubro-negro, informação ainda não oficializada pelo clube. Para ele, é uma decisão acertada.

    “É um cara excepcional, um grande treinador, vitorioso. Então a diretoria do Flamengo tá de parabéns”.


    *Créditos da imagem destacada: Gilvan de Souza/Flamengo

     

  • Análise estatística – Flamengo no Campeonato Brasileiro 2018

    No primeiro sábado do mês de dezembro (1), o Flamengo encerrou sua participação no Campeonato Brasileiro 2018, com uma derrota de virada, diante do Atlético Paranaense. A equipe finalizou a competição na 2ª colocação, com 72 pontos (16 a mais em relação à 2017), garantindo vaga direta na fase de grupos da Libertadores pelo terceiro ano consecutivo.

    Números finais – Flamengo no Brasileirão 2018

    38 Jogos – 21 Vitórias – 9 Empates – 8 Derrotas – 59 Gols Marcados – 29 Gols Sofridos – aproveitamento de 63,15%

    82 Cartões Amarelos – 10 Cartões Vermelhos

    Como MANDANTE: 14 vitórias, 2 empates e 3 derrotas; 30 gols marcados e 8 sofridos. Como VISITANTE: 7 vitórias, 7 empates e 5 derrotas; 29 gols marcados e 21 sofridos.

    Jogos

    32 jogadores foram utilizados pelos dois treinadores (Mauricio Barbieri e Dorival Junior) no Brasileirão 2018. Destes total de atletas, 23 disputaram o Brasileiro 2017 pelo Flamengo. Nesta edição do Campeonato Brasileiro, o meia Everton Ribeiro foi o atleta que mais entrou em campo, com 35 jogos disputados. Onze jogadores oriundos da base. Marlos Moreno foi o jogador que mais entrou no decorrer das partidas, com 15 participações.

    Realizando uma breve comparação com a temporada passada, percebemos uma pequena redução no número de atletas utilizados (32×33) e um ligeiro aumento em relação aos atletas promovidos da base (11×9). Em 2018, quatro atletas (Ribeiro, Renê, Léo Duarte e Paquetá) ultrapassaram a marca de 30 jogos disputados, enquanto em 2017, apenas Willian Arão atingiu essa marca.

    Gols, Assistências e Cartões

    19 jogadores marcaram os 59 gols do Flamengo nesta edição do Brasileirão. O Mengão marcou gols em todos os 19 adversários nesta temporada. Lucas Paquetá sagrou-se o artilheiro da equipe no campeonato, com dez tentos em 32 jogos. O atacante Vitinho, que chegou no decorrer da competição, vindo do CSKA, da Rússia, foi o líder no quesito assistências: seis passes que resultaram em gol.

    82 cartões amarelos e 10 vermelhos foram distribuídos entre 28 atletas. O Flamengo foi a 4ª equipe com menos cartões amarelos no Brasileirão 2018, porém foi o líder nas expulsões.

    Nação Rubro-Negra – como mandante

    Com todos os jogos como mandante realizados no Maracanã e ingressos acessíveis, a Nação Rubro-Negra deu show: melhor média disparada de público pagante e presente da competição: quatro deles passaram dos 60 mil presentes.

    Nação Rubro-Negra – como visitante

    Comparações

    O aproveitamento desta temporada foi superior a de 2017. Mais gols marcados e menos gols sofridos, além do número de vitórias aumentarem consideravelmente, resultando na segunda posição na classificação.

    Os desempenhos como mandante e visitante também foram menores que na temporada passada. Principalmente fora de casa, onde o Flamengo conquistou apenas 20 dos 57 pontos disputados.

    Desempenho – por técnico

    Adriano Skrzypa é professor de Educação Física e apaixonado por números no futebol. Siga-o no Twitter: @FlamengoNumeros


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  • Em entrevista, Abel deixa implícito acerto com o Flamengo

     

    A expectativa quanto ao anúncio de quem comandará a equipe do Flamengo para 2019 é grande e parece que terá um fim ainda nesta semana. Após as eleições que culminaram com a vitória de Rodolfo Landim como novo presidente rubro-negro, Abel Braga deu uma entrevista ao jornalista Renato Maurício Prado, em sua coluna no “UOL”, e deixou subtendido que voltará ao clube após quase 15 anos.

    A especulação de que o técnico poderia assumir o Mais Querido já faz alguns meses. Informações antes das eleições afirmavam que a oposição já tinha um acordo verbal com Abel e, em caso de vitória, este assumiria o comando do clube em que foi demitido no dia 18 de julho de 2004, após vice-campeonato da Copa do Brasil diante do Santo André em pleno Maracanã lotado.

    De acordo com o jornalista Marcelo Baltar, do GloboEsporte.com, Landim e Abel se reunirão na noite desta segunda (10) para acerto e alguns possíveis reforços já serão mostrados para o aval do treinador.

    Durante a entrevista à RMP, Abel afirmou com todas as letras: “vou dar a vida pra ganhar essa Libertadores”. A frase deixa implícito que há realmente um acordo para assumir o rubro-negro, visto que a outra equipe na qual o treinador era ventilado (o Santos), não conseguiu a vaga na principal competição do continente.

    Passagem pelo Flamengo

    Abel assumiu o Flamengo não sendo unânime e nem primeira opção da diretoria que, na época, tinha “O Maestro” Júnior como diretor-técnico. Ao longo dos seus sete meses a frente do rubro-negro, o treinador bradava que tinha um elenco fraco. O clube, no entanto, não tinha possibilidade de investir em reforços.

    Abel conseguiu conquistar o Campeonato Carioca de 2004 e poderia ter conquistado a Copa do Brasil daquele ano, se não fosse um dos maiores vexames da história do clube. Em pleno Maracanã lotado, o Flamengo recebia o Santo André para o jogo de volta da final da competição (a ida havia terminado em 2 a 2). O Mais Querido era favorito mas sofreu uma dura derrota por 0 a 2, acabando com o vice-campeonato que criou uma relutância por parte dos flamenguistas com o treinador.

    Na sequência do vice, a equipe emplacou um série de derrotas e acabou caindo para a lanterna do Brasileirão daquele ano. No dia 18 de julho a saída de Abel foi comunicada.

    Ao todo foram 44 jogos, com 19 vitórias, 12 empates, 13 derrotas, com 70 gols marcados e 56 sofridos.

    Quando foi demitido do Flamengo, Abel tinha apenas quatro títulos estaduais no currículo. Desde então conquistou Libertadores, Mundial e Brasileirão, além de títulos nos Emirados Árabes Unidos e mais quatro estaduais.


     

     

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  • TV Mundo Bola entrevista Daniel Orlean, VP de Marketing do Flamengo

    Responsável por uma das mais importantes áreas de interesse da torcida depois do Futebol, Daniel Orlean completa seu primeiro ciclo à frente da pasta. Nesta entrevista vamos falar sobre as perspectivas para o ano que vem a partir de três eixos: receitas, projetos e política.

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  • TV Mundo Bola entrevista Alexandre Póvoa, candidato a presidente do Conselho Deliberativo do Flamengo

    “Após 6 anos de transformações nos esportes olímpicos, é hora de fazer com que o Conselho Deliberativo do Flamengo acompanhe a evolução do clube. Vamos tornar com que o CODE retome o seu papel legislativo independente do Conselho Diretor”, é assim que Alexandre Póvoa, atual vice-presidente de Esportes Olímpicos, pede o voto dos conselheiros do Flamengo. A votação ocorre três dias após a eleição presidencial.

    A TV recebe este importante dirigente para saber seus planos para comandar o segundo conselho mais importante do Clube de Regatas do Flamengo.

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  • TV Mundo Bola entrevista Marcelo Vargas, candidato a presidente do Flamengo

    A TV Mundo Bola recebe Marcelos Vargas, candidato a presidente do Flamengo pela Chapa Branca. As eleições do Flamengo acontecerão no próximo domingo, 09/12. Vargas concorre com Ricardo Lomba, Rodolfo Landim e José Carlos Peruano.

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  • Napoli Football Club entra em nova parceria de apostas para a América Latina

    O clube de futebol italiano Napoli fechou um novo contrato com a empresa de apostas KTO, que atuará como seu parceiro regional de apostas na América Latina e na África. De acordo com observadores da indústria, o momento da parceria não é inesperado, uma vez que a KTO está tentando capitalizar os crescentes interesses do jogo em ambas as regiões.

     
    Michael Rasmussen, consultor sênior de marketing da KTO, disse à imprensa: “Os torcedores napolitanos são muitos, especialmente na América Latina, onde o SSC Napoli conta com mais de dez milhões de fãs ávidos. Por isso, não é coincidência que, ao associarmos a KTO ao Napoli, tenhamos um excelente jogo”.

    “Tornar-se o parceiro de apostas regional de um grande clube europeu com uma história tão rica, sempre no topo da Série A e sempre participando de competições da UEFA nos últimos 9 anos, é um verdadeiro reflexo do que a KTO vai oferecer como marca”, acrescentou Rasmussen.

    Napoli está disputando sua terceira Champions League consecutiva e vem fazendo uma boa campanha até o momento. A equipe se encontra em segundo lugar no Grupo C, na frente do PSG e atrás do Liverpool, atual vice campeão da competição. O clube também faz uma boa campanha no Campeonato Italiano, no qual ocupa a terceira posição: 6 pontos atrás do líder Juventus e empatado com o Inter de Milão, que está na segunda colocação.

    Serena Salvione, chefe de desenvolvimento de negócios internacionais do clube de futebol italiano, observou: “Esta parceria representa para o nosso clube um passo importante no desenvolvimento de nossa estratégia comercial internacional”.
    Um dos fatores que pode influenciar positivamente essa parceria é a quantidade de jogadores sul-americanos que já vestiram a camisa do Napoli. Dentre eles, podemos destacar

    Caio Ribeiro, Edmundo e Careca. Este último, marcou 96 gols em 221 jogos e foi considerado pelo próprio Maradona o melhor companheiro de ataque da carreira do argentino, justamente no período em que atuaram juntos na equipe italiana. Atualmente, o Napoli conta com Allan em seu elenco, o meio-campo da seleção brasileira.

    “A KTO será um parceiro ideal para alcançar e engajar todos os nossos fãs, especialmente em mercados estratégicos como a América do Sul”, concluiu Salvione.
    Napoli já realiza um trabalho visando o público sul-americano através de suas redes sociais. Através do Twitter e do Facebook, o clube italiano disponibiliza conteúdos diários em espanhol e em português.

  • No Brasileirão, Flamengo tem maior público mas arrecadação com bilheteria é menor que a do Ceará

    Que as finanças do Flamengo estão melhorando a cada ano todo mundo sabe. No Campeonato Brasileiro deste ano, porém, um velho problema voltou a dar o ar das graças: a arrecadação com bilheteria. Mesmo com média de público muito boa, o negócio ruim envolvendo o Maracanã deixou o clube com apenas 13% de renda com os jogos em casa.

    Ver o Maracanã lotado, tomado pela massa rubro-negra, vinha se tornando uma cena cada vez mais escassa. Em 2018, o Flamengo tomou medidas para melhorar o seu público e, quem sabe, a renda com o estádio. No Brasileirão, o clube abaixou o preço dos ingressos, fez boas promoções para o Sócio-Torcedor e conseguiu aumentar a quantidade de torcedores no estádio.

    Tudo isso teria sido ainda mais lindo se tivesse ressoado na renda com a bilheteria. Para a infelicidade vermelha e preta, o contrato com o Maracanã não permite grandes lucros. Despesas fixas como água, luz, aluguel e despesas variáveis como segurança, orientadores, etc, levam boa parte do lucro bruto do time em cada jogo.

    Maracanã lotado foi a tônica de 2018. Foto Gilvan de Souza / Flamengo

    O Flamengo até tentou melhorar a situação com um novo acordo anunciado até o final de 2020, aprovado pelo Conselho Deliberativo em junho. Nele foi estabelecido um repasse de 15% da renda bruta para o aluguel do estádio, com teto máximo de R$ 700 mil e mínimo de R$ 200 mil – reduzido para R$120 mil em jogos de menor apelo.

    Chegado o final do Campeonato Brasileiro, o Flamengo soma uma renda bruta de R$ 25.348.501,50 (a terceira maior do Campeonato), ficando com apenas R$ 3.384.230,67 (apenas o 8º no Brasileirão), ou seja, em torno de 13% de toda a arrecadação, ficando atrás de Palmeiras, São Paulo, Corinthians, Internacional, Grêmio, Ceará e Atlético Mineiro.

    Quanto a média de público a Nação só deu alegria. O público pagante passou dos 890 mil, com uma média de mais de 47 mil pessoas pagando para ir ao estádio todo jogo, disparado o maior público pagante do país, com 12 mil a mais que o São Paulo e 15 mil a mais que Palmeiras e Corinthians.


    *Créditos da imagem destacada no post e nas redes sociais: Gilvan de Souza/Flamengo

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  • Nada a comemorar, muito a desejar

    Foi mais um ano de grandes expectativas e decepções nas mesmas medida e quantidade. 2018 vai se aproximando do seu fim e só o que temos para comemorar é justamente o fato de ele estar acabando.

    Tem algumas coisas desse período do ano que eu detesto. Dentre elas destaco o especial do Roberto Carlos, panetone, amigo oculto e as insuportáveis retrospectivas. Por isso mesmo é que vou poupar vocês de um balanço do ano para o Flamengo. Vocês sabem muito bem como foi. Duvido que precisem de um balanço ou qualquer outra coisa do tipo que os faça lembrar mais ainda do quão decepcionante ele se revelou.

    Sem retrospectivas, talvez o melhor seja fazer umas projeções para 2019, certo? Não. Também não vou fazê-los perder tempo com achismos, os quais sequer serão lembrados daqui a uma semana. No máximo irei expor alguns desejos, que provavelmente são os mesmos que vocês têm. Para início de conversa, desejo que o Flamengo em 2019 seja o Flamengo que poderia ter sido em 2018. E para isso acontecer é preciso haver uma mudança séria na forma como se gerencia pessoas dentro do clube. E com isso chegamos ao único assunto ainda pendente neste ano: a eleição no próximo sábado.

    Devo confessar que não tenho uma opinião formada sobre qual candidato/chapa é melhor. Não vivo o dia a dia do Flamengo, embora quisesse muito. Não conheço nenhum dos envolvidos na corrida presidencial mais de perto. Tudo o que sei deles e dos demais integrantes das chapas é o que vejo nas matérias dos jornais e nas publicações feitas por colegas aqui mesmo do Mundo Bola e de outros sites. Numa análise bem genérica, o que vejo é um clube que chegou a um patamar em termos estruturais, financeiros e administrativos do qual não pode mais recuar. O eleito no próximo pleito, seja lá quem for, terá no mínimo que manter o que a gestão atual conseguiu realizar. As mudanças que de fato têm que ocorrer são aquelas que irão contribuir para que os títulos finalmente venham. O escolhido não terá direito a contar com a paciência que o Bandeira pediu logo assim que assumiu, por exemplo. Esse benefício está descartado. O próximo presidente está desde já obrigado a entregar títulos.

     

    O Brasileiro era a última esperança em 2018

     
    Uma questão comum aos dois principais candidatos e que tem tudo a ver com isso de que estamos falando aqui é essa em torno do nome do futuro técnico. Com a recusa do Renato, Abel parece ter voltado a ser o favorito de ambos. Eu não o acho grande coisa. Mas reconheço que se trata de um treinador muito habilidoso para criar um bom ambiente no vestiário e fazer jogadores medianos ou desacreditados renderem mais do que o normal apenas por conseguir mexer com seu lado emocional. E aí somos forçados a encarar mais uma realidade do nosso futebol, o qual ainda é refém dessa figura do “papaizão”, do técnico paternalista em vez de estrategista, do cara que promove nada de novo ou mesmo de atraente na forma de um time jogar, mas que ainda assim consegue uma ou outra coisa relevante por ser querido pelos jogadores, por falar a língua deles, como se diz por aí. É só mais um dos muitos aspectos que impedem que o nosso futebol saia de vez do século XX, mas que, internamente, ainda trazem alguns resultados.

     

    Pessoalmente, adoraria que o Flamengo não mais tivesse que recorrer a esse tipo de treinador. Queria muito ver meu time ser comandado por alguém com capacidade, competência e talento para fazê-lo jogar futebol de maneira competitiva, dinâmica e ao mesmo tempo agradável de se assistir. Porém tem tanta coisa que precisa acontecer para que algo assim seja viável, e boa parte delas sequer depende da gente, como a construção de um calendário decente, ter à disposição jogadores com a chamada inteligência do jogo, algo cada dia mais raro por aqui, que fica mesmo muito difícil não recorrer a velhos nomes e fórmulas visando única e exclusivamente ao resultado. É uma realidade que se impõe num futebol que em geral cobra um preço muito alto daqueles que tentam fugir dela. E isso é algo que os próximos dirigentes deverão ter em mente na hora de se decidirem por Abel, Dorival ou qualquer outro.
     


    Fabiano Torres, o Tatu, é nascido e criado em Paracambi, onde deu os primeiros passos rumo ao rubronegrismo que o acompanha desde então. É professor de idiomas há mais de 25 anos e já esteve à frente de vários projetos de futebol na Internet, TV e rádio, como a série de documentários Energia das Torcidas, de 2010, o Canal dos Fominhas e o programa Torcedor Esporte Clube, na Rádio UOL. Também escreve no blog Happy Hour da Depressão.

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  • Não queremos mais esperar o amanhã

    “Tecnocracia: modelo de governabilidade funcional fundado na supremacia dos técnicos.”
     

    Saudações flamengas a todos,

    Toda eleição, sem exceção, seja para o que for, é a principal ferramenta à disposição de um regime democrático para ouvir o que pensam e querem os respectivos votantes. É, no caso do Flamengo, onde se estabelece a comunicação entre o corpo dirigente e seus associados. Que indicam, de forma clara e insofismável, o que desejam do clube para os anos vindouros.

    Em 2015, a Situação pleiteava a reeleição de Eduardo Bandeira de Mello, cujo mandato, até então, havia se notabilizado por protagonizar o mais espetacular e bem-sucedido resgate da viabilidade administrativa da Instituição desde o trabalho desenvolvido pela FAF no final dos anos 70. Acenava com a continuidade do projeto de restauração do protagonismo do Flamengo, agora com ênfase no campo esportivo, notadamente no futebol, onde os resultados ainda não refletiam a percepção de excelência auferida em outras áreas da gestão. Para tal, prometia a construção de um Centro de Treinamento de vanguarda, o aprimoramento de equipamentos e instalações, dotando o clube de uma estrutura de primeira linha, a contratação de empresas de consultoria reconhecidas mundialmente, e a montagem de um elenco de profissionais (jogadores e comissão técnica) de nível compatível com a dimensão e o porte de um clube como o CR Flamengo.

    Em contraponto, uma Oposição, liderada pelo grupo que, em 2015, cindiu a dita Chapa Azul original por questões de divergência política, despendia tempo e energia repetindo ao eleitor uma triste história acerca de uma suposta “traição” a um acordo que previa um revezamento no cargo de Presidente. Negava a pecha de “oposição”, com uma mensagem confusa sobre a paternidade de acertos e erros da Diretoria. Criava factoides, “anunciando” o interesse em alguns profissionais, o que era rechaçado pelos mesmos. Notabilizava-se pelo uso de ferramentas controversas de disseminação de mensagens nas redes sociais. Não conseguia ser clara acerca do que queria. Carrancuda, abraçava-se em uma agenda negativa de rancor e ressentimento.

    Diante desse quadro, não foi difícil escolher quem deveria seguir com o mandato de Presidente.

    Passaram-se três anos. E, de fato, os avanços estruturais prometidos pela “Chapa Azul” foram, em grande parte, alcançados. O Flamengo hoje dispõe de dois Centros de Treinamento de bom/ótimo nível, a estrutura de equipamentos posta à disposição dos atletas é reputada como de excelência, o clube se cerca, de fato, de robustos trabalhos de consultoria que efetivamente trouxeram resultados (ao menos enquanto presentes no clube), o elenco realmente foi aprimorado, enfim, os principais pontos da plataforma da campanha “azul” estão aí. Com efeito, cenas como as entrevistas em containers improvisados em meio a lodaçais, ou jogadores sendo removidos de campo carregados em carrinhos de obras, fazem parte de um indesejado passado. O plantel, ao invés de sumidades como Thalysson, Bruninho, Val, Wallace e Feijão, agora conta com Éverton Ribeiro, Vitinho, Diego Alves, Cuéllar, Diego e outros atletas de qualidade.

    No entanto, a avaliação do segundo mandato de Eduardo Bandeira de Mello, em nível global, é a de um perfeito, clamoroso e retumbante fracasso. O que não é difícil constatar, uma vez que a cada jogo do Flamengo no Maracanã o mandatário é agraciado com toda a sorte de xingamentos e impropérios desferidos por quase todo o estádio. E, ao contrário do que sibila o Presidente, são 30, 40, 50 mil vozes espontâneas. Não remuneradas.

    Mas o que deu errado?

    A Chapa Azul, agora transmudada em Rosa, prega, em sua campanha, que pretende alçar o VP de Futebol Ricardo Lomba à Presidência, “Seguir Avançando”. A mensagem parece bastante didática. O clube está no caminho certo e, com a estrutura e os processos já implementados, encontra-se pronto para conseguir as vitórias. Em uma linguagem mais coloquial (que não pode ser estampada em folders e banners), a Diretoria irá se livrar da incômoda presença de Eduardo Bandeira de Mello e colocará, em seu lugar, alguém mais capaz de fazer funcionar todo esse aparato estrutural que já foi aportado no clube.

    É certo que o segundo mandato do atual Presidente terá sido, utilizando uma palavra amena, frustrante. Porque, apesar de toda essa traquitana, dessa numeralha, desses processos e sistemas, o Flamengo não vence. Não “performa”, no linguajar tão caro à Diretoria. Não conquista. Diante da adversidade, soçobra. Perde sistematicamente e com inquietante regularidade todo e qualquer título de expressão que se propõe a disputar. Dizia-se, “jogar no Maracanã é um inferno”. Pois. Se, neste 2018, elaborarmos uma lista de uns nove ou dez jogos de caráter decisivo disputados no Maracanã, veremos que o estrelado elenco do Flamengo terá amealhado o triunfo em dois ou três deles. Uma cifra irrisória e absolutamente inaceitável. O Flamengo, de lema seminal “Tua Glória é Lutar”, transformou-se em um ajuntamento “limpo, recatado e do lar”. Burocrático. Frio. Resignado.

    Pode-se, em uma abordagem superficial e cômoda (embora não necessariamente improcedente) reputar a responsabilidade desse fiasco ao desempenho de seu Presidente, que, com efeito, demonstrou, nesse segundo mandato, não reunir a mais remota condição de liderar qualquer agrupamento que se pretenda vencedor. Ensimesmado em convicções dogmáticas, munido de renhida, quase religiosa, necessidade de se arrogar o monopólio das verdades, impondo suas certezas a opositores e detratores, apondo ao âmbito pessoal toda e qualquer acepção crítica ao seu mandato, desenvolvendo uma relação promíscua com seus subordinados, demonstrando publicamente afeto e apreço por profissionais medíocres, enfim, toda sorte de inapeláveis e inescapáveis sinais de despreparo e falta de estatura compatível com o exercício da presidência de um clube da dimensão que ele mesmo ajudou a erigir no triênio anterior.

    No entanto, em todo regime presidencialista existe uma base política que confere ao detentor da caneta o respaldo e o suporte às suas ações. E, em que pese certos pontos de divergência (alguns deles quase criando dissensões), existe, sim, uma defesa clara do que foi construído no triênio 2015-18. A falta de resultados é mascarada por argumentos digressionistas como “melhor campanha nos pontos corridos”, “participações recorrentes em Libertadores”, temperadas por adágios capazes de desafiar o mais paciente dos monges: “o dia que a bola entrar, ninguém segura”, “se fulano não tivesse perdido aquele gol”, subterfúgios que traduzem a tal “muleta do longo prazo”. Um dia, venceremos. Enquanto isso, vamos distribuindo bônus e premiações por derrotas.

    Mais do que uma necessidade meramente eleitoral de defender suas ações, a Situação realmente reúne a crença de que a excelência de processos, a robustez de dados e estatísticas, a montagem de elencos qualificados e bem remunerados, e a entrega de toda essa estrutura ao comando de profissionais de bom nível, trará, por si só, os resultados desejados. A premissa é estruturar. A intervenção, caso necessária, tem que ser focada no aprimoramento dos meios. A energia está na melhora das condições. E os resultados virão. Um dia.

    Como nas tecnocracias.

    A candidatura de Rodolfo Landim, de uma Oposição que é formada fundamentalmente pelo mesmo grupo dissidente de 2015, mas agora amplificada pelo apoio de vários outros grupos e lideranças, desta vez acena com um tipo de mensagem mais propositiva e menos rancorosa, sugerindo outro tipo de abordagem para a administração do futebol. Transmite um diagnóstico bastante claro e direto: o Flamengo não vence porque não QUER vencer. Porque falta, aos seus Dirigentes, gerir com foco nos resultados. E propõe uma forma de administração mais intervencionista, que deixe menos “solta” a condução do dia-a-dia pelos profissionais da área. Uma administração que não marginalize o conhecimento gerado pela experiência prática da vivência dentro dos gramados. Que confira à expertise de campo valor tão alto quanto à das planilhas e análises teóricas/estatísticas. Que entenda o jogador, além de profissional de futebol, como um boleiro, susceptível a uma liderança típica de um clube de ponta.

    É bem verdade que falta certa coesão à Chapa Verde que virou Roxa. Que a presença de alguns integrantes (que terão voz ativa no cotidiano do clube) inquieta e incomoda. Que mesmo a cúpula, o “núcleo duro” de seus membros dispõe de alguns quadros que, exercendo determinados cargos diretivos, exibiram cintilante incompetência. Que existe o risco real de alguns avanços, notadamente no que diz respeito ao Futebol de Base (o ponto onde a Situação realmente apresenta resultados reais, sólidos e concretos), serem mitigados. Tudo isso corresponde à verdade.

    Mas uma eleição se propõe a mais do que “fulanizar” propostas (até porque a Situação também recebe alguns apoios controversos). O mais importante, o mais relevante, o fundamental, quando se coloca diante das urnas, é avaliar e sopesar qual a mensagem que cada uma das Chapas tem a transmitir para o eleitorado. E, diante de cada posicionamento, optar pela que reúne mais condições de seguir o caminho que se pensa para o clube.

    Particularmente, acredito que o Flamengo ainda pode e deve evoluir, crescer, equipar-se, consolidar-se como ator relevante no nosso futebol. No entanto, penso que nenhum trabalho, nenhum projeto, nenhuma iniciativa em gestão esportiva sobrevive sem auferir RESULTADOS. E, em um clube como o Flamengo, o único resultado a ser perseguido são os TÍTULOS. A Instituição deverá se mover, de forma orgânica e obsessiva, na persecução de TÍTULOS. VITÓRIAS. A busca por TÍTULOS deve ser enérgica e incondicional. Se houver dez títulos a serem disputados, o Flamengo terá que tentar colher os dez. Não ganhará todos. Mas, dentre os eventuais motivos para uma derrota, jamais estará a falta de luta, de ardor, de denodo. Porque isso é o que somos. Nascemos para guerrear os grandes combates. Para os grandes palcos. Para o protagonismo e para a glória. A Glória de Lutar. Lutar, hoje e sempre, por vitórias. Recusar-se a perder. Está na nossa História. Está na nossa alma.

    Não queremos mais esperar o amanhã. O amanhã é hoje. O hoje é agora.

    E, diante disso, foi possível exercer minha escolha.

    Boa semana e boa eleição a quem for votar.
     


    Adriano Melo escreve seus Alfarrábios todas as quartas-feiras aqui no Mundo Bola e também no Buteco do Flamengo. Siga-o no Twitter: @Adrianomelo72
     


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