O Flamengo perderá mais um centroavante para o restante da temporada. Após negociar Henrique Dourado com o futebol chinês durante o Estadual, o Rubro-Nergo acertou a venda do colombiano Fernando Uribe para o Santos.
O clube paulista irá pagar R$ 5 milhões pela compra do jogador, fazendo o Flamengo recuperar toda quantia investida no atleta em 2018, com pagamentos de luvas e intermediários.
Uribe iniciou 2019 como titular na equipe de Abel Braga, mas perdeu espaço com a chegada de Gabigol. O atacante fez quatro gols no ano, dois desses contra o Ajax, na Flórida Cup. Ao todo, são 10 gols com a camisa rubro-negra, mas sem deixar muitas saudades. O jogador já está liberado para viajar e assinar o contrato com seu novo clube.
Para a posição de camisa 9, Abel Braga agora só conta no elenco com Gabigol e Lincoln.
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Créditos de imagem destacada e nas redes sociais: Flamengo/Divulgação
Vale a pena recordar que nas últimas vezes que apoiamos o Flamengo incondicionalmente, a recompensa veio em forma de caneco!
Se há uma coisa que se repete a
cada temporada é a dança dos técnicos de futebol. E se a manutenção de um
treinador não é garantia de conquistas, a sequência de trocas de comando
costuma ser meio caminho para o fracasso.
Mano Menezes, Geninho e Abel
sofrem por diferentes motivos. Porém torço para que os dirigentes dos clubes
possam adquirir a sabedoria que o grande acerto está na escolha, seja no
momento que for. Não é proibido demitir ou substituir um treinador de futebol.
O problema é tornar isso uma constante e gerar um ciclo vicioso.
Não me interessa aprofundar, ou
tentar resolver as contingências de outros clubes. Já temos conflitos de mais.
A instabilidade derivada de maus resultados e a ausência de uma solução permanente
é problema de cada um. Na Gávea, o que eu sempre testemunhei foi a forma “Flamengo”
de dar satisfações para a Magnética. O saudoso Carlinhos foi a nossa solução
caseira mais apaixonante. Quem viu o Violino jogar certamente imagina que ele
sempre queria que seus comandados apresentassem um futebol bonito. Vencer
convencendo. Com ele ganhamos dois Campeonatos Brasileiros, uma Mercosul e,
dentre vários Cariocas, aquele com o golaço do Pet…
Somados os tempos de jogador e
treinador, Carlinhos possui 27 taças conquistadas, incluindo uma Pepsi Cup.
Faço questão de destacar essa copa, para chamar a atenção que, em um dado
momento de nossa história, vários torneios eram comumente enaltecidos.
Renê e Everton Ribeiro comemoram gol de empate com Bruno Henrique. Foto: Alexandre Vidal / Flamengo
Para não dizerem que estou dando
ênfase a competições sem importância, faço questão de remeter que uma das
maiores façanhas da história do Flamengo foi justamente em um Torneio, o Palma
de Mallorca. Uma vitória sobre o poderosos Real Madrid por 2×1, com apenas 8
jogadores rubro-negros em campo, pois o árbitro expulsara até o banco de
reservas do Flamengo. Aquele Flamengo venceu na raça, com um detalhe, sem a
presença de Zico.
Como não conseguiria de falar de
todos que fizeram história no Mengão, o meu destaque vai também para Andrade e
Jayme de Almeida, ex-jogadores rubro-negros que foram campeões como treinadores
no Flamengo. Se puxarem pela memória lembrarão de que foram conquistas mágicas,
de tão improváveis.
Fora do âmbito de ex-jogadores,
Joel Santana tem histórias para contar. Suficientes para rir e para chorar.
Joel foi solução recorrente. Por duas ocasiões nos livrou do rebaixamento.
Hoje, por mais que eu goste da figura do Papai Joel, e por mais gratidão que
lhe tenha, eu não defendo a contratação dele, ou de qualquer outro treinador
semelhante. O futebol mudou. Técnico de futebol sozinho pouco faz. Uma Comissão
Técnica competente aliada a tecnologia é o que pode gerar equipes competitivas.
Talvez por isso achemos Abel
ultrapassado. Mas vou colocar o dedo na ferida. A hostilização ao treinador do
Flamengo possui uma raiz histórica que nos remete a derrota histórica, em pleno
Maracanã, para um clube “não grande” do futebol brasileiro. Falo isso com toda
a propriedade de quem não tinha Abel Braga como sonho de consumo para dirigir o
Flamengo de 2019. Mas aí fica a grande pergunta: quem poderia ser o grande
treinador para a Seleção Rubro-Negra contemporânea?
Imagem: Reprodução
Se alguém acredita que a atual
diretoria seria capaz de, em plena metade da temporada, nos trazer alguém com
capacidade de levar o atual elenco a um grande título em 2019, então que
continue insistindo no “Fora Abel”. Eu não tenho essa convicção. Confesso que
sonho com um Flamengo que mantenha um elenco de qualidade com um bom treinador
no longo prazo.Provavelmente Abel não seja esse profissional. Porém uma mágica
aconteceu no sábado passado. Espero de coração que o atual grupo de jogadores
do Flamengo transforme o abraço coletivo a Abel após uma vitória na raça sobre
o CAP em um constante bom futebol capaz de ser campeão de tudo em 2019.
Seis pontos atrás do
líder na sexta rodada
Flamengo 3×2 CAP
Foi um jogo estranho. Na verdade,
começou estranho. E permaneceu estranho a maior parte do tempo. Os erros
proporcionaram as oportunidades de gol, que nem foram muitas no primeiro tempo.
O gol do Flamengo surge em um desses erros. Gabriel recebe um passe do
horroroso Madson e sai na cara do gol. Adianta um pouco a bola e sofre pênalti.
Em um primeiro momento pensei que não fosse. Depois na repetição observei com
clareza o joelho do goleiro que desequilibrou o atacante do Mais Querido.
Com o início de segundo tempo a
impressão era de que o empate da equipe visitante era uma questão de tempo. Deu
angústia ver a dificuldade do Flamengo em sair jogando. E o gol veio do outrora
também hostilizado Marcelo Cirino. Ele foi o autor do gol de empate e o da
virada. O segundo veio por meio de uma penalidade apenas visível no VAR, pois
Bruno Henrique derrubou o jogador paranaense em um toque por cima, difícil de
perceber com o lance rápido.
Quando parecia que mais uma vez a vaca iria para o brejo e consolidaríamos a nossa freguesia diante do CAP, Abel Braga, contrariando a tudo e a todos lança Rodinei e Lincoln para mudar o rumo da prosa. A Magnética não ficou nada contente e passou a xingar o treinador. Era o prenúncio de algo trágico ou heroico. E o futebol fez das suas. Primeiro por premiar os melhores jogadores do Flamengo na temporada, Everton Ribeiro e Bruno Henrique, que juntos fizeram o segundo do Mengão com bastante lucidez.
A mágica viria a seguir, dentro de uma imprevisibilidade digna de nos fazer lembrar do histórico gol de Rondinelli em 1979. Primeiro Renê monstro evitando o terceiro gol do CAP. Na sequência o mesmo Renê cruza a bola para o cabeceio da mesma camisa de número 3. Renê merece uma menção honrosa. Ele é um operário nesse time. Ele não possui os recursos técnicos de Trauco. Por muito tempo também foi hostilizado. Mas peço ao leitor para puxar na memória das vezes que Renê nos salvou nessa temporada.
Ao fazer o gol da vitória,
Rodrigo Caio demonstrou que vive um momento extraordinário em sua carreira.
Demonstra motivação e liderança. Por isso vou deixar passar, só dessa vez, o
fato dele tirar a camisa na comemoração. Comemorei bastante. Essa vitória, se
por um lado gerou irritação e consequentes protestos pelas dificuldades encontradas
diante de um adversário repleto de reservas, por outro comprovou que aquele
Flamengo que se entregava fácil ao oponente diante da adversidade, atualmente
luta até o último minuto.
Diego Alves saiu como um dos melhores em campo. Foto: Alexandre Vidal / Flamengo
Estamos a seis pontos do líder e
a sete do lanterninha do campeonato. Céu e Inferno estão praticamente
equidistantes na tabela. E isso parece refletir o destino de Abel Braga, que
terá se reinventar para acalmar a Torcida e parte da imprensa esportiva. Ao
contrário de alguns, eu não torço contra o Flamengo, para que o técnico seja
mandado embora. Como sempre afirmo, eu torço para o Flamengo
incondicionalmente. Experimente fazer o mesmo. Torcer é acreditar
reiteradamente no improvável, quiçá, no impossível…
E os outros?
Botafogo 0x1
Palmeiras
Seria equivocado de minha parte
falar de um jogo que não vi. Mas o poderoso Verdão vencer o Foguinho por um
placar magro, oriundo de uma penalidade questionável (a meu ver), nos concede o
direito de acreditar que ainda temos muita chance no Brasileirão de 2019. Levar
esse jogo para Brasília foi um tiro no pé e uns cobres no bolso para os
alvinegros.
Grêmio 1×0 Atlético
Mineiro
Vizeu fez um belo gol. Fosse aqui
em Belo Horizonte, logo alguém diria que era vingança. Na prática a vitória da
equipe gaúcha alivia a pressão em cima de uma das equipes favoritas a títulos
na temporada. O resultado foi justo e poderia ser maior não fossem as grandes
defesas de Victor e a ruindade do atacante André. Já o Galo segue sem fazer
boas apresentações convincentes. Mesmo na vitória sobre o nosso Flamengo, eles
foram muito mais coração do que técnica.
Santos 0x0
Internacional
Podem falar o que bem entenderem,
mas eu vi pênalti no lance anulado com o auxílio do VAR. Não obstante, o Santos
segue também irregular. Só mesmo os bairristas para acreditarem que o time de
Sampaoli joga o melhor futebol do Brasil na atualidade.
Cruzeiro 1×2
Chapecoense
Céu de nuvens carregadas sobre a
Toca da Raposa. Escândalos da cartolagem acompanham um declínio do ferrolho do
Manobol. A crise chega com força contra a equipe celeste. Não falarei dos
delicados assuntos que envolvem a diretoria cruzeirense, mas enfatizo que a
imprensa esportiva mineira pouco, ou nada falou sobre os problemas que agora
foram revelados por reportagens do jornalismo nacional. E a Chape, que não tem
nada com isso, segue em sua habitual estratégia para se manter na elite do
futebol brasileiro, apesar de Ney Franco.
Fortaleza 1×1 Vasco
Luxemburgo terá que viajar no
tempo e retornar para seus anos de melhor treinador do futebol brasileiro.
Falar em título com um Vasco tão destruído pelo EuriquismoMirandismo chega ao
nível da alucinação. Tá certo que é futebol, mas justamente por não apresentar
um futebol minimamente competitivo, que nesse momento considero a equipe de São
Januário forte candidata ao rebaixamento. O Fortaleza demonstra organização,
mas falta qualidade e inspiração.
Corinthians 1×0 São
Paulo
Esse jogo serviu para comprovar o quanto o tricolor paulista ainda está longe de apresentar um futebol decente. O São Paulo me lembra muito um Flamengo relativamente recente. Contrata um monte de jogadores em cima da hora e o treinador que se vire. Cuca ainda vai penar para fazer sua equipe jogar bola. Já o Corinthians de Carille detém pragmatismo suficiente para disputar o G4. Se tirar pelo menos 4 pontos do Palmeiras terá o meu respeito.
Bahia 3×2 Fluminense
Os Orixás afro-brasileiros superaram o Sobrenatural de
Almeida. Boleiros entenderão…
Avaí 1×2 Ceará
Só vi o segundo tempo. Dizem que
o Avaí do técnico Geninho jogou melhor no primeiro tempo. No segundo, o Ceará
mereceu o resultado. Fez dois gols com Thiago Galhardo, que saiu recentemente
do Vasco. Os torcedores vascaínos devem lamentar muito a perda.
CSA 1×0 Goiás
O que esperar quando não está se esperando nada? Ainda não sei dizer o que essas equipes pretendem no campeonato, mas confesso que sou grato pelos dois pontos que a equipe alagoana tirou do líder Palmeiras. Espero que os esmeraldinos façam o mesmo. O jogo foi até interessante, bem disputado debaixo de um temporal. O goleiro do CSA garantiu a primeira vitória de seu time no Brasileirão de pontos corridos. Um resultado histórico.
***
E concluo com o apelo para que a Magnética exerça o direito de apoiar ou criticar quem quer que seja. Mas o ser humano deve ser respeitado. Vale a pena recordar que nas últimas vezes que apoiamos o Flamengo incondicionalmente, a recompensa veio em forma de caneco!
Jogadores abraçam Abel Braga ao fim do jogo. Foto: Alexandre Vidal / Flamengo
Meus amigos, o Flamengo é nosso. É mais nosso do que dessa trupe que usa a caneta para gastar o dinheiro que geramos.
Na calada da noite eles chegam e roubam o que é nosso.
Roubam nossos direitos, roubam nossos amores. Tiram de nós tudo aquilo que temos de mais íntimo.
Nós, a gente, fica assim. Sem reação. Apenas olhando e torcendo para que alguma migalha sobre no prato.
Poderia estar falando do Brasil, mas não. Desta vez é o Flamengo.
Que gente estranha essa que toma conta do Mais Querido.
Povo que se desfaz do SEU POVO.
Primeiro dizem que somos burros, depois que só os que frequentam o Maracanã podem reclamar e agora, diante de tudo, ignoram nosso grito.
Meus amigos, o Flamengo é nosso. É mais nosso do que dessa trupe que usa a caneta para gastar o dinheiro que geramos.
Nossa voz precisa ser ouvida.
São as trincheiras mais distantes, no lado escuro, que fazem o Flamengo ser gigante.
Engana-se quem acha que o Flamengo são os 50 mil que lotam o Maracanã.
Nós, aqui de longe, de São Paulo, Brasília, Ceará, Bahia, Rio Grande do Norte, Acre e todos os outros cantos deste Brasil enorme, todos nós somos importantes. Todas essas vozes tem valor. E algumas vão se calar. Não por medo, mas por se sentir enfraquecida.
Os que sobreviverem a esse Flamengo, continuaram aqui, aguardando que alguém entenda, por mais simples que pareça, que o Flamengo é enorme e não fica só no Rio de Janeiro.
Por fim…
Que gente estranha essa que toma conta do Mais Querido.
***
ABEL BRAGA – A atitude mais correta seria assumir o erro e se demitir. Como não fez até agora, caberia a diretoria assumir que falhou e demiti-lo imediatamente.
TORCIDA – Não importa se estavam ou não tirando os jogadores do campo para evitar uma briga. Os jogadores tinham a obrigação de saudar a torcida após a vitória do último domingo. Era um dever. O Flamengo não são os 11 em campo. O Flamengo somos nós.
PENSAMENTO – O honesto acredita que todo mundo é honesto.
O Flamengo contou com uma torcida em especial na vitória no último domingo, por 3 a 2 contra o Athletico-PR, no Maracanã. O meia e destaque do Libertad-PAR, Rodrigo Bogarín, esteve no estádio vestindo a camisa do Rubro-Negro ao lado de sua namorada.
Em entrevista ao site do Fox Sports, o jogador comentou sobre a sensação de ver a torcida do Flamengo de perto: ”Como gosto muito de futebol, decidi ir ver o jogo de ontem. Eu estava pensando que seria um jogo quieto, ficaria sentado lá, mas os torcedores eram incríveis e foi muito contagiante. Por isso, até comprei para mim a camisa do Flamengo”.
Bogarín postou em seu perfil no Instagram as fotos no estádio, incluindo uma com seu amigo Piris da Motta, nesta segunda-feira (27).
O Flamengo pode enfrentar Rodrigo Bogarín em uma possível semifinal de Libertadores. O Libertad está no mesmo lado do chaveamento do clube carioca. Os clubes poderiam duelar caso passem das próximas duas fases da competição.
Corre para a beira do gramado e deixa-se quedar sobre o palco de seu triunfo. É coberto pelos companheiros. É coberto pela torcida.
Por Rodrigo Rötzsch, do blog Preto no Vermelho
Há muito tempo atrás, numa galáxia muito distante, nos primórdios da internet brasileira, existiu um site de futebol chamado Futbrasil, que reuniu torcedores e aspirantes a jornalistas do Brasil inteiro para publicar notícias e opiniões sobre futebol, Foi lá que começou, por exemplo, Leonardo Bertozzi, hoje comentarista dos canais ESPN. Outros de nós seguiram outros caminhos, como eu, que enveredei pelo jornalismo, mas não cheguei a trabalhar longamente no jornalismo esportivo. Em 2001, porém, com 18 anos, eu era um dos colunistas semanais do Futbrasil, e no dia 30 de maio daquele ano publiquei este texto que segue sobre o gol do Pet – não preciso dizer qual – que está completando hoje os mesmos 18 anos que eu tinha na época. Acho que, apesar de escrito por uma pena juvenil, o texto resistu bem ao passar do tempo e foi bem certeiro ao julgar que aquele gol ficaria escrito na eternidade. O Futbrasil, infelizmente, não ficou, e hoje em dia não está mais na internet. Mas para que este texto volte a estar, eu sacudo a poeira aqui do blog Preto no Vermelho e o republico, na íntegra, como foi escrito e publicado há 18 anos. E acrescento: obrigado, Pet, por estes segundos eternos.
Quarta, 30/05/2001
Quarenta e dois minutos do segundo tempo. O Flamengo vence o Vasco por dois a um. Placar insuficiente para ser tricampeão. O tempo se esvai, mas a torcida rubro-negra não sai do estádio. Porque acredita.
Acredita pois aprendeu a crer no possível e no impossível, acredita na mística da camisa, acredita que, mais que ninguém, ela merece aquele título. Acredita porque viu um time com raça, característica que acompanhou o Flamengo em todas suas grandes conquistas, se impor sobre um Vasco de quem se insiste dizer ser superior na qualidade técnica, mas que mais uma vez acovardara-se, apequenara-se ante ao rival. A torcida acredita, enfim, porque é Flamengo. Porque dela nascem os milagres. E sabe que o Flamengo não irá decepcioná-la.
Não podia ter mais razão. A torcida do Flamengo, ritualmente, balança as mãos. Sabe que aquela é a hora.
Quarenta e dois minutos, vê Zagallo em seu relógio. Coça a cabeça, segura a imagem de Santo Antônio de Pádua. Rege a reza das arquibancadas. O comentarista Washington Rodrigues, rubro-negro confesso, tem a visão: “Acaba de chegar no estádio São Judas Tadeu”.
Não podia ter mais razão. A torcida do Flamengo, ritualmente, balança as mãos. Sabe que aquela é a hora. Aquela ou nenhuma outra. Os jogadores também sabem. Edílson, artilheiro do campeonato, autor dos dois gols do jogo, aproxima-se daquele que vai cobrar a falta. “Você está se sentindo bem? Porque se não estiver, toca pra mim que eu entro na área e faço o gol. Se tiver, cobra a falta. Mas decide essa p…”.
O cobrador ouve. Ele está bem. Já simulou esse momento várias vezes, quando no treino seus companheiros diziam: Finja que essa é a última falta no último momento do campeonato. Invariavelmente convertia. Mas agora era a vida e a morte. Era a falta.
Vestia a camisa 10, o cobrador. A mesma camisa que imortalizara Zico nos corações rubro-negros, que antes do Galinho fora de Dida, herói do segundo tri. A mesma camisa que se imortalizara com seus donos, que tinha uma mística própria, a mesma camisa que vestia Rodrigo Mendes ao marcar o gol do título em 1999, o título que em primeiro lugar proporcionara estar em jogo ali um tricampeonato. Vestia, enfim, a mais tradicional camisa do mais tradicional dos clubes do Brasil. E tinha que honrá-la, tinha que imortalizá-la mais uma vez, mais que isso, tinha que imortalizar-se vestindo-a.
Já quarenta e três minutos. O cobrador, Dejan Petkovic, eis seu nome, avança para a bola. Chuta, com seu pé direito. Segundos eternos conduzem a bola ao gol. O goleiro cruzmaltino Hélton se estica, pula, faz o possível. Não é suficiente para conter a cobrança perfeita do camisa 10 da Gávea. Entre a mão de Hélton e o travessão, a bola entra no único espaço possível.
É gol. Gol da camisa 10. Gol de Petkovic. Gol do Flamengo. Gol do tricampeonato.
Foto: Flamengo / Divulgação
A torcida explode. Chora, ajoelha-se, agradece. Do outro lado do Estádio Mário Filho, os vascaínos, que jamais compreenderão o que é Flamengo, que jamais aceitarão a mística de seu manto, observam, assombrados. Boquiabertos. Naqueles segundos eternos, o título muda de dono, o sonho do tri torna-se real, e o tri-vice-campeonato do time da Cruz de Malta, a dura realidade com a qual seus torcedores terão de viver.
A torcida explode. Chora, ajoelha-se, agradece. Do outro lado do Estádio Mário Filho, os vascaínos, que jamais compreenderão o que é Flamengo, que jamais aceitarão a mística de seu manto, observam, assombrados.
O artífice dessa desilusão de um lado, e da explosão de júbilo do outro, ainda não acredita no seu feito. Crê, modestamente, que sua bola bateu no lado de fora da rede. A comoção das arquibancadas, uníssona àquela de 35 milhões de torcedores, o traz à doce realidade. A bola tocara a rede, mas do lado de dentro. Ele a podia ver, descansando atrás da linha da meta de Hélton.
É a vez do craque explodir em júbilo. Corre para a beira do gramado e deixa-se quedar sobre o palco de seu triunfo. É coberto pelos companheiros, que celebram o feito do novo imortal rubro-negro. É coberto pela torcida, que para sempre guardará o feito de Pet, carinhoso apelido que não espelha a grandeza de seu gol, na memória e no coração.
Quarenta e quatro minutos. O placar marca, Vasco 1, Flamengo 3. Zagallo beija o santo, vê que a fé compensa. Petkovic ergue-se do gramado. A torcida vascaína deixa o estádio, o jogo se reinicia. Cinco minutos depois, nova explosão. Fim do jogo, Flamengo tricampeão. Nada mais importa agora. A cidade pode vestir-se de vermelho e preto e celebrar seu novo rei. E tanto ele quanto ela irão ser capazes para sempre de recordar-se dos segundos eternos de Dejan Petkovic, os segundos eternos do Flamengo.
Uma coletiva complementou a outra após a vitória do Flamengo no Maracanã, contra o Athletico-PR. Abel Braga elogiou Tiago Nunes pela entrada do zagueiro Paulo André no final da partida, e disse que faria a mesma alteração caso estivesse vencendo. Porém, o treinador do Furacão afirmou que seu erro na partida foi exatamente ter colocado o experiente zagueiro, no lugar do atacante Braian Romero, chamando o Flamengo para o seu campo.
”O que o Tiago Nunes fez, eu também faria. Colocou um terceiro zagueiro aos 45 minutos, quando estavam vencendo. Mostrou que ele é um ótimo treinador”, disse o comandante do Flamengo. Tiago Nunes foi contra a opinião de Abel.
”Assumo toda a responsabilidade da derrota. Principalmente pela opção tática com a substituição do Paulo André, de defender mais do que atacar, o que geralmente não é nossa característica”, afirmou Nunes.
Em uma partida eletrizante, o Flamengo venceu o Athletico-PR de virada no Maracanã por 3 a 2, com gol de Rodrigo Caio no último minuto. Porém, a torcida rubro-negra não ficou nada satisfeita com o desempenho da equipe e pediu a saída do técnico Abel Braga durante os 90 minutos. O protesto continuou na saída do estádio. Confira.
Gritos de ”Abel, vai se f…, o meu Flamengo não precisa de você”, foi o mais ecoado entre os torcedores.
Com o resultado positivo, o Flamengo entrou no G-6 e está no sexto lugar na tabela de classificação. O Rubro-Negro enfrenta o Fortaleza no próximo sábado, no Engenhão.
As entrevistas pós-jogo de Abel Braga e a polêmica nota oficial do clube engrandecendo as conquistas da Flórida Cup, Taça Rio e Carioca, deixaram de ser ironizadas apenas em território nacional e chegou até a Argentina. Um programa esportivo do canal TyC Sports, comentou com sarcasmo as declarações do treinador e colocou no GC: ”Esto es Flamengo”.
Enquanto isso, na Argentina, riem do Flamengo graças àquela bizarra nota oficial dos dirigentes somada às patéticas declarações de seu técnico (na @TyCSports) pic.twitter.com/rjuuHj1qsm
Após a derrota para o Atlético-MG no último sábado, Abel voltou a comentar sobre as conquistas do clube na temporada para defender o resultado negativo: ”Jogou uma Flórida Cup e ganhou, Taça Rio e ganhou, Carioca também ganhou, só não ganhamos Taça Guanabara. Você perder para o Atlético aqui, como perdemos para o Inter lá (no Beira-Rio), são resultados normais”.
O Flamengo enfrenta neste domingo o Athletico-PR no Maracanã, tentando se recuperar da derrota da última rodada. A bola rola às 16h.
O atacante e ídolo do Atlético de Madrid, Diego Costa, é naturalizado espanhol mas sempre deixou claro a vontade em jogar no Brasil, país onde nasceu. E a aproximação com o Flamengo aconteceu desde a chegada de seu amigo Diego no Rubro-Negro. Os dois atuaram juntos na equipe de Madri. Em entrevista ao canal Barbaridade, no YouTube, o centroavante relembrou a partida que foi ao Maracanã assistir seu ex-companheiro de equipe jogar.
”Fui pé quente naquele dia e ganhamos. E agora espero que o Flamengo continue avançando na Libertadores”, disse o atacante. Diego Costa foi acompanhar a partida entre Fla e Botafogo na semifinal da Copa do Brasil de 2017, onde o Mengo se classificou com gol de Diego.
Costa explicou sua amizade com o meia: ”Tive o prazer de jogar junto com ele, é um craque. É um dos jogadores mais resenhas que tem, nem parece ser sério. Uma pessoa excepcional e como jogador nem se fala. Está vestindo a 10 do Mengão e não é para qualquer um”.
Com 30 anos de idade, Diego Costa tem contrato com o Atlético de Madrid até junho de 2021. Após o término de seu compromisso no futebol espanhol, uma vinda ao futebol brasileiro onde nunca atuou, pode ser possível. Em conversa com a imprensa em 2017 no Maracanã, ele chegou a declarar que no futuro isto podeira acontecer: ”Tenho vontade de jogar no Brasil, não sei qual seria o time ideal… Mas lá na frente, não sei o que pode acontecer. Eu acho que um espacinho sempre eu tenho (risos). Mas o Flamengo tem um grande elenco, então quem sabe no futuro”.
A desenvolvedora Riot Games, na tarde da última sexta (24), anunciou em suas redes as escalações oficiais dos times e o calendário de partidas da segunda Etapa do CBLOL.
O Flamengo eSports manterá completa a escalação que fez uma campanha histórica na fase de pontos, mas que amargou o segundo vice na competição, dessa vez para a INTZ. A unica alteração notável no time foi a inscrição do analista Sang “Reven” Sung na posição de suporte, o que possibilita a ele disputar partidas pela equipe caso seja a vontade da comissão técnica, que também permanece a mesma: Gabriel “Von” Barbosa e Jordan “Grey” Corb.
A escalação que disputará a competição é formada por: Topo: Leonardo “Robo” Souza Caçador: Byeonghoon “Shrimp” Lee Meio: Bruno “Goku” Miyaguchi Atirador: Felipe “brTT” Gonçalves Atirador: Gabriel “juzinho” Nishimura Suporte: Chang “Luci” Han Suporte: Sang “Reven” Sung
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Além disso, a tabela de jogos oficial da competição foi divulgada. O esperado confronto entre as duas maiores torcidas do League of Legends brasileiro será a abertura da competição no dia 01/06: Flamengo eSports x Pain Gaming.
O CBLOL manterá o formato utilizado na primeira etapa da competição: Jogos únicos (md1) divididos em três turnos. Todos os times jogarão no sábado e no domingo e enfrentarão duas equipes diferentes por semana, classificando‐se para a fase eliminatória os quatro melhores times. Nessa fase, as equipes se enfrentarão em séries de cinco jogos (md5) para decidir os finalistas e o campeão, que além do titulo será credenciado a representar o Brasil no Mundial da modalidade.
Confira o calendário completo:
Créditos: Riot Games Brasil
Os jogos serão transmitidos nos canais oficiais da Riot Games, nos canais SporTV e terão tempo real no twitter do Mundo Bola.