Autor: diogo.almeida1979

  • Jesus está entre nós

    Acordo fechado. Jorge Jesus vem para o Flamengo para um ano de contrato e com muita expectativa. Não só dentro, mas, e principalmente, fora. Jesus é um profissional com uma temática diferente, com estilo diferente, acostumado a um futebol diferente e que terá um desafio completamente novo na sua carreira.

    Não pretendo aqui dissecar o técnico. Isso já foi feito por muita gente mais gabaritada. O que mais estou pensando nesse papo todo é como será essa ligação do Flamengo com seu treinador. Todos os lados vão aprender e ter que ceder. E o sucesso desta empreitada ditará os rumos futuros do nosso futebol.

    Não é pretensão dizer que o Flamengo está inaugurando um novo capítulo na história. Em 2017, quando contratou Reinaldo Rueda, muitos jornalistas, e até técnicos, torceram o nariz para um “gringo” no comando, sendo que isso passava longe de ser novidade no país. Mas era o Flamengo fazendo. Repercute bem mais, pro bem ou pro mal.

    Landim sacramentou acordo com Jorge Jesus. Foto: Divulgação

    Jesus não é o primeiro nem será o último gringo no comando de uma grande equipe aqui. Mas o fato de ser europeu – e não ser um qualquer – pesa em dobro. É um caminho novo a seguir. Vencendo, poderá abrir portas e ajudar a acabar com um preconceito besta que existe no nosso país. Mesmo depois do 7×1, a grande maioria de jornalistas ainda acha que somos o país do futebol e que ensinamos tudo a todos. Quando confrontamos equipes europeias (que queiram jogar e não só passar o tempo), normalmente o resultado é vexatório. Nossa seleção apanha deles nas Copas desde 2002. Mas ainda tem gente dizendo que não precisamos mudar nada, que tá tudo bem. Na verdade, não é nada disso. É o medo de ter que trabalhar com um sistema novo. Estudos já provaram que numa situação nova, tendemos a querer continuar com o que temos, por receio do que pode acontecer. O técnico também precisa mudar alguns conceitos e aprender a viver o futebol brasileiro.

    Imprensa: os jornalistas se verão diante de um novo parâmetro. Como são seus treinos? Abre, fecha? Deixa filmar? Quantos períodos? Coletivas acontecem? Qual o nível da liberdade dos jornalistas? E o técnico, como ele lida com a imprensa? Como é na Europa e como ele acha que será no Brasil.

    Jogadores: muitos são rodados na Europa, mas sabem que o estilo é diferente. Gostem ou não, estão em outro país e com outros costumes. Já é sabido que o Flamengo tem lá sua panela. Eles vão comprar a ideia do técnico? Porque este grupo é, em parte, responsável pela saída do paizão Abel. Afinal, eles não obtiveram os resultados. O técnico também não pode chegar chegando e querendo mudar o mundo. Tem gente ali que não conhece esses métodos. Um choque poderá colocar tudo a perder, ainda mais se os resultados não vierem. Não adiante ser ditador autoritário. A carta branca existe até a página dois e a desconfiança dos atletas é natural. O técnico conhece o time?

    jorge jesus flamengo
    Em busca de um recomeço, Flamengo foi ao Velho Continente. Foto: Divulgação / Sporting

    Diretoria: a política do clube terá paciência? Não se enganem. Aquele discurso de “todos torcemos” morre ali na saída da Gilberto Cardoso. Tem muita gente lá dentro que trabalha contra e faz de tudo para minar o sucesso dos outros. É bizarro, mas real. Uma simples negativa pode gerar toda uma traição. E para continuar sendo fonte de jornalista, para manter amizades, para ter laços políticos mantidos vale tudo, até fazer campanha contra o Zico, como já fizeram uma vez.

    Torcida: aqui é aquilo. Ganhou três, Rumo a Tóquio. Perdeu três, libertem o Barrabás. Hoje o cenário é de quase total apoio. O rubro-negro está feliz e confiante. Mesmo uma eliminação contra o Corinthians não cairá na conta do técnico. Pelo contrário. O time que ficará em xeque e terá que se provar. Só saberemos mesmo a partir de julho.

    O que podemos garantir é que o primeiro encontro de Jesus com seus seguidores no Maracanã, o tempo do futebol, será assunto universal.  


  • Especulado no Fla e sem clube, Ramires elogia Jorge Jesus: ”Entendimento tático diferenciado”

    O Flamengo acertou neste sábado (1) a contratação do técnico português Jorge Jesus, ex-Benfica e Sporting. E o volante brasileiro Ramires, que já trabalhou com o treinador no clube do Estádio da Luz, fez elogios aos métodos de trabalho do comandante.

    Sempre tive uma ótima relação com Jorge Jesus. Não sei se ele mudou muito sua metodologia, mas me recordo que ele era muito atencioso com a parte física, gostava que evoluísse junto com o desenvolvimento técnico. O entendimento tático dele é diferenciado, tanto é que ele tem a fama em Portugal de pegar times que não estão indo tão bem e melhorar o futebol dessas equipes. Com o Benfica mesmo foi dessa maneira.

    Antes dele chegar a equipe não vinha muito bem e depois se encaixou e se tornou aquele time que todos gostavam de ver atuar, com um futebol bastante competitivo. Acredito que ele tem tudo para dar certo e para acrescentar ao Flamengo e ao futebol brasileiro. Vai ser uma troca de experiências interessante para os dois”, disse Ramires em entrevista ao site GloboEsporte.com.

    Foto: Divulgação

    O volante de 32 anos está sem clube desde maio, quando rescindiu contrato com o Jiang Suning, da China. O Flamengo que busca um segundo volante, chegou a ter interesse na contratação do jogador. Com a chegada de Jesus e pelo fato de já ter trabalhado com o Ramires, crescem os rumores da possível chegada do atleta ao Rubro-Negro.


    Leia também

    Foto: Divulgação

  • Oficial: conheça o multicampeão Jorge Jesus, anunciado como novo técnico do Flamengo

    64 anos, 14 títulos na carreira, fez história no Benfica conquistando três Ligas Portuguesas: este é Jorge Jesus, anunciado na manha deste sábado (01) como novo treinador do Flamengo. Em acordo finalizado com o presidente Rodolfo Landim em Madri, o técnico fechou contrato de um ano com o Rubro-Negro. O português chegará no Rio de Janeiro em meados deste mês.

    Após a reunião, o novo comandante do Flamengo celebrou:

    O que me convenceu principalmente foi a grandeza do Flamengo. São quatro os clubes mais famosos do mundo: Flamengo, Boca Juniors, Barcelona e Real Madrid. Portanto foi um dos motivos para eu aceitar, além de ganhar títulos. O Flamengo me dará uma possibilidade de ganhar a Libertadores, de ganhar o Mundial. Fiquei muitos anos no Benfica e ganhei tudo. E esse é o objetivo maior que fez com que eu aceitasse o desafio do Flamengo”, disse Jesus em entrevista ao site GloboEsporte.com.

    O novo treinador ainda fez um comentário sobre o elenco Rubro-Negro:

    É verdade que o Flamengo não é campeão (brasileiro) há 10 anos. Mas é o Flamengo. É um clube que tem estrutura, qualidade, bons jogadores, e podemos formar na minha opinião uma boa equipe. Acredito que vai contratar um ou outro jogador que considere importantes. Difícil levar jogadores portugueses por questões financeiras. Jogadores têm carreiras curtas, e financeiramente não vale ir para o Brasil. Eles têm uma carreira muito mais curta que a minha, que sou treinador. Então é difícil. Mas hoje o jogador brasileiro recebe um salário que pode competir com muitos países. Não digo Inglaterra, mas em outros países da Europa”.

    Conheça Jorge Jesus

    Os títulos do treinador: 1 UEFA Intertoto Cup, 3 Ligas Portuguesas, 6 Copas da Liga de Portugal, 1 Copa de Portugal, 2 Supercopas de Portugal e 1 Supercopa da Arábia Saudita. Jesus ainda levou o Benfica a duas finais da UEFA Europa League, nas edições 12/2013 e 13/2014, mas perdeu para o Chelsea e Sevilla, respectivamente.

    O portal português Sapo.pt, conversou com os olheiros Rui Malheiro e Tiago Maia, que já trabalharam no Benfica, Sporting e outros clubes do país, que esclareceram o formato de jogo que Jesus gosta de implantar. Uma defesa organizada com um bom volume ofensivo.

    Sobre o sistema defensivo, os analistas observaram a capacidade dos times de Jorge Jesus em jogar com um quarteto defensivo frequentemente sobre a linha do meio-campo.

    Isso lhe dá uma vantagem numérica dentro da área, ao mesmo que ajuda a impedir que o adversário explore o terreno livre entre o goleiro e a defesa. Jorge Jesus faz claramente a diferença nos jogos mas sobretudo nos treinos”, disse Tiago Maia.

    Diferente de Abel, Jesus tem o objetivo de deixar quatro ou cinco jogadores na grande área ofensiva. Outra característica revelado pelo analista Rui Malheiro é a “mudança de atitude” dos jogadores após a recuperação da bola, com a equipe conseguindo se mexer em bloco para chegar rapidamente na área. Uma equipe que busca sempre o gol.

    Se a jogada começa numa zona recuada do campo, o meia mais defensivo se aproxima dos centrais para permitir que os laterais se ‘soltem’ no ataque. Os atacantes aproveitam para explorar a zona central e dar apoio com troca de passes curtos no espaço entre os meias e os defensores rivais, com pelo menos um dos atacantes a complementar essa mobilidade coletiva”, disse Rui.

    Confira os últimos trabalhos de Jesus:

    Al Hilal – 20 jogos / 15 vitórias / 4 empates / 1 derrota;

    Sporting – 158 jogos / 101 vitórias / 24 empates / 33 derrotas;

    Benfica – 321 jogos /227 vitória s/47 empates / 47 derrotas;

    Braga – 47 jogos /23 vitórias / 13 empates / 11 derrotas;


    Leia também

    Foto: Divulgação/Flamengo

  • O que o Flamengo pode aprender em Madri… com o dono do Liverpool!

    Lucas Tinôco. Twitter: @lucastinocof

    ATENÇÃO: ESSE TEXTO FOI ESCRITO ANTES DO FLAMENGO ANUNCIAR A CONTRATAÇÃO DE JORGE JESUS COMO NOVO TREINADOR DA EQUIPE. PREFERI NÃO FAZER ALTERAÇÕES COM O INTUITO DE NÃO DIFICULTAR O ENTENDIMENTO.

    A diretoria rubro-negra está em Madri tratando de possíveis novos reforços e também de um novo treinador, após a saída de Abel Braga. Também na capital espanhola, haverá a grande final da Liga dos Campeões, que terá como um dos participantes o Liverpool, cujo dono deu uma entrevista que poderia…bem…cair nos ouvidos dos mandatários rubro-negros.

    A Fenway Sports Group (FSG), comprou os Reds em 2010, após os donos anteriores terem se tornado extremamente impopulares para o torcedor. Desde então, os também donos do Boston Red Sox trouxeram novos ares à Anfield e, com um investimento contínuo e total respeito às raízes e tradições do clube, se tornaram queridos pelos “supporters”. Em entrevista realizada nesta sexta-feira (31) John Henry, principal proprietário do clube inglês, elogiou a escolha por Jurgen Klopp como treinador – que teve o seu aval – e também sobre os atletas que os vermelhos têm contratado.

    “Ele também fez a escolha certa! A personalidade dele e o tipo de futebol que ele quer jogar foram a combinação perfeita [com o Liverpool FC]”, disse Henry. A fala dele trata sobre DNA e como as escolhas de um dono, seus diretores e manager devem respeitar uma filosofia. Liverpool é loucura, euforia, e Klopp é o encaixe perfeito. Não foi uma escolha à toa. O mesmo acontece nas escolhas do comandante alemão com seus jogadores. Seus atletas têm sempre que se doar ao máximo, jogando um futebol que case com as raízes do clube.

    Neste ano, o Liverpool de Klopp chega à sua segunda final de Liga dos Campeões consecutiva. Além disso, somou 97 pontos no Campeonato Inglês, perdendo o título por apenas um ponto para o Manchester City de Pep Guardiola. Este é o quarto ano do alemão no comando dos Reds, nenhum título foi conquistado e mesmo assim a torcida o apoia incondicionalmente.

    Trata-se de boas escolhas, coisa que o Flamengo não tem feito tão bem. As contratações para o comando do clube nos últimos anos vão na mão contrária ao seu DNA. A última delas, de Abel Braga, se mostrou falha desde o início. Identificado com um grande rival, estilo de jogo retraído e constante complacência com os maus desempenhos “fritaram” o medalhão em 5 meses de trabalho.

    Engana-se, no entanto, quem pensa que o problema só está no treinador. O elenco recheado e poderoso do rubro-negro contém diversos perfis diferentes. Têm os que gostam de serem mimados e os que odeiam paparicagem. Têm os que correm por todos em campo e os que andam. A falta de perfis semelhantes fez com que o clube do “deixou chegar” se tornasse o do “cheirinho”, e aquele DNA rubro-negro hoje só existe na lembrança e nos gritos raivosos do torcedor.

    Para o futuro, o Flamengo tem que contratar um treinador que reclame do passe errado, que não ache comum ser derrotado mesmo que contra um time mais forte e jogando como visitante, que barre quem não dá o sangue e que prefere criar rixa entre comandante e comandados. Mais do que isso: que ele tenha tempo e respaldo para criar uma atmosfera agradável e pulsante, como Klopp tem feito com o Liverpool. Seja ganhando ou não títulos. Seja gastando muito ou pouco. Alguém com o tão sonhado DNA rubro-negro vai ter o apoio da Nação.

    E que seja estrangeiro…

    No Brasil a formação de novos treinadores tem se mostrado fraca, com raras exceções que precisam de apoio e paciência jamais vistos no futebol nacional. A pressão é necessária, mas ela em excesso é prejudicial. O torcedor precisa cobrar por desempenho antes do resultado.

    Fernando Diniz é um exemplo, quer você goste ou não do estilo de jogo dele. Se aperfeiçoou e apanhou muito até chegar no Fluminense colocando em prática um futebol mais vistoso e com pouco espaço para erros. O problema é a falta de peças, mas essa também é a solução. Sem um time tão badalado, as expectativas são menores e o tempo para desenvolver um trabalho interessante aparece.

    O fato de Diniz ter aprendido com os seus erros já o diferencia dos medalhões. O mesmo acontece com Roger Machado, que depois de um ótimo início no Novo Hamburgo e Grêmio, não conseguiu desenvolver Palmeiras e Atlético-MG. Hoje em um time de massa, mas talvez sem tanta pressão, vem fazendo o Bahia jogar um futebol interessante.

    Mas como disse… Raras exceções!

    Cá preferem o medalhão para, como um grande amigo me disse, “servir de escudo das críticas”. A escolha por Abéis, Luxemburgos e Felipões se dá pelo fato de que os olhares automaticamente passam da escolha da diretoria para a escolha dos experientes treinadores. E eles falham. Podem até conquistar títulos, mas falham.

    O pragmatismo é o maior dos malefícios. Times mal treinados, sem variações e criatividade. Com o mesmo tipo de jogo para enfrentar o último e o primeiro colocados.

    É por esse péssimo mercado que treinadores espontâneos e autênticos como Sampaoli chamam tanta atenção. E nem é tão difícil. Nem precisa mostrar muito, mas só algo de diferente.

    Sem treinador o Flamengo ganhou especulações de Eduardo Coudet, Sebastián Beccacece e Jorge Jesus. Há divergências quanto aos preços, métodos de treino e estilos de jogo, mas qualquer um dos três causaria impacto imediato no Brasil.

    Principal nome entre os especulados, Jorge Jesus já mostrou ter o tal DNA rubro-negro. Exaltando a história e grandeza do clube, o treinador, que colocou o Benfica de volta aos trilhos de 2009 à 2015 (e seu trabalho perdura mesmo 4 anos depois), é obcecado por vitórias. “A prioridade é ter equipes que me possam proporcionar ganhar títulos, como é o caso do Flamengo. O que disse foi sempre que só aceitava equipes que disputassem títulos, o Flamengo disputa títulos e até posso disputar a final do campeonato do Mundo”, disse o português.

    O discurso gera o entendimento de que nada deve ser obstáculo para um time como o Flamengo na sua incessante busca por títulos. Nem jogadores ruins, nem adversários, nem o estádio desses adversários. Uma diferença gritante para o último comandante do Flamengo.

    Portugal, aliás, tem uma das mais respeitadas escolas de treinadores do mundo. O impacto que um Jorge Jesus causaria no Flamengo e no Brasil como um todo vai muito além do que o seu especulado salário de 1,5 milhão de reais por mês. O Flamengo pode pagar. Faço das minhas as palavras de Leonardo Bertozzi, comentarista da ESPN Brasil:

    “Eu acho o Jorge Jesus um treinador excelente. Tem outros que gosto, como Beccacece e Ariel Holán. Mas Jorge Jesus é de outro calibre. É um treinador que já esteve na mira de PSG e Milan. Se cabe no orçamento, faz o investimento. Clube não é banco.”.

    Jorge Jesus poderia falhar miseravelmente no Flamengo? Poderia sim. Contudo, seu impacto imediato tiraria os pragmáticos treinadores brasileiros da sua zona de conforto. Precisaria de paciência, tal qual Klopp e Pochettino vêm tendo em Liverpool e Tottenham respectivamente.


  • Braz confirma negociação com Jemerson e Zapata: ”É um ou outro”

    O vice-presidente de futebol do Flamengo, Marcos Braz, voltou da Europa na última quinta-feira (30) e concedeu uma entrevista coletiva no Ninho do Urubu, na tarde desta sexta. Perguntado pelos jornalistas sobre o novo zagueiro, Braz confirmou as negociações com Jemerson e Zapata.

    Esses dois jogadores procedem, estou confirmando, aqui a gente não mente. É um ou outro, o Flamengo terá calma. A gente entende que tem que contratar para reforçar ainda mais o elenco. Vamos ter 4 jogos aqui e o prazo para fazer as contratações“.

    Jemerson tem mais um ano de contrato com o Mônaco, que só aceita negociar o jogador em definitivo. O interesse do Rubro-Negro seria o empréstimo e as conversas seguem. Zapata tem 32 anos e atua no Milan. O equatoriano termina seu contrato com o clube da Itália no final de junho, e ficará livre no mercado. O defensor foi oferecido ao Flamengo, mas teria pedido um valor alto de luvas. As tratativas continuam.


    Leia também

    Foto: Divulgação

  • Negociando com o Flamengo, Thiago Maia posta foto vestindo camisa do clube em pelada

    Thiago Maia é sonho antigo do Flamengo, e o jogador também nunca escondeu a vontade de vestir a camisa do Mais Querido, em postagens nas redes sociais, Maia interage constantemente com seus ex-colegas de Santos, Bruno Henrique e Gabriel. 

    É de Bruno Henrique inclusive, a camisa que Thiago usa em seu ‘stories’. O nome do volante é pauta no ‘mochilão’ de Bruno Spindel e Marcos Braz pela Europa, Maia tem apenas 22 anos e chegaria para disputar posição com Willian Arão que não é unanimidade entre a torcida. 

    Foto: Reprodução

    Pelo Lille, Maia fez 58 partidas, 38 como titular, deu 2.297 passes e tem média de 57% de aproveitamento nos desarmes. O volante não balançou as redes com a camisa do clube francês, e deu apenas uma assistência.  

    Thiago chegou ao futebol francês em julho de 2017, o Lille desembolsou cerca de 14 milhões de euros (R$ 51 milhões), pelo jogador.



  • Negociação avança, Jesus se interessa por proposta e diz: ”Flamengo é Flamengo”

    A negociação entre o Flamengo e o técnico Jorge Jesus avançou nas últimas horas. De acordo com publicação do site GloboEsporte.com, o contrato do português com o Rubro-Negro está próximo de ser fechado e deve ter duração de 12 meses. Jesus está animado com a possibilidade, e segundo o jornal Tribuna, de Portugal, teria dito a amigos próximos: ”Flamengo é o Flamengo”.

    O técnico de 64 anos recusou ofertas do Atlético-MG e do Vasco nas últimas semanas, com a justificativa de que queria treinar um clube com possibilidade de ser campeão, e o Flamengo atendeu suas expectativas. Ainda de acordo com o jornal português, o presidente do clube da Gávea, Rodolfo Landim, irá viajar para a Europa ainda nesta sexta e se encontrará com Jesus no fim de semana, para sacramentar a negociação.

    Fontes próximas a Jorge Jesus garantem que o futuro do treinador deve ser o Fla. Internamente, o Rubro-Negro deseja que o português comece a trabalhar dia 20.


    Leia também

    Foto: Divulgação

  • Renê Simões rasga elogios a Jorge Jesus: ”Esse eu conheço, vale a pena”

    O Flamengo está no mercado em busca de um novo treinador, e um dos nomes mais comentados dentro do clube é o de Jorge Jesus. Em um vídeo que circula nas redes sociais desde a manhã desta sexta (30), o ex-técnico que trabalha atualmente como coach, Renê Simões, fez grandes elogios ao português que está negociando com o rubro-negro. Confira.

    As conversas com o treinador português de 64 anos estão avançando. Marcos Braz segue na Europa, e está a frente da negociação. Há otimismo em relação ao acerto, e a expectativa é que Jesus assuma o comando do Flamengo durante a Copa América.

    Jorge Jesus esteve no Brasil recentemente, e acompanhou uma partida do rubro-negro no estádio. O treinador esteve no Independência assistindo a derrota para o Atlético-MG, por 2 a 1. Jesus deixou o comando do Al-Hilal, da Arábia Saudita, em janeiro deste ano. Por lá, foi campeão da Supertaça da Arábia, em 2018.

    No futebol português, o técnico pelo Benfica venceu três vezes o Campeonato Português, cinco vezes a Taça da Liga Portuguesa e uma vez a Taça de Portugal. Em sua passagem pelo Sporting, Jesus fez o time alcançar sua maior pontuação na história da Liga, além de levar o clube à conquista da Supertaça e da Taça da Liga.

    Leia também


    Foto: Reprodução

  • E Abel Braga saiu do Flamengo

    Os problemas no futebol do Flamengo não são surpreendentes, pois a montagem foi fortemente amadora para “garantir a cobrança” prometida.

    E em mais um episódio dramático envolvendo o Flamengo, o treinador Abel pega o boné e sai. Não antes de acusar o atual presidente Landim e o dono do futebol, o Bap, de mentirosos por terem supostamente garantido a ele que não estavam procurando alguém. Mas estavam atrás de Jesus. Ele sabia desta informação devido as suas fontes em Portugal que denunciaram esta movimentação do Flamengo. A presença de Jorge Jesus, treinador de sucesso em Portugal junto ao Benfica, onde ganhou títulos importantes, no jogo contra o Atlético-MG, certamente ligou vários alarmes sonoros.

    Landim, falando em coletiva que Abel saiu por “motivos pessoais” foi outra bola fora. Foi desmentido por Abel, que assim sinalizou que volta ao mercado, e ainda chamado de traíra. A Comunicação é um enorme problema nesta gestão. Do presidente até a última ponta. 

    E o problema no futebol, o qual nem posso dizer que é surpreendente, pois durante a campanha a montagem de um futebol fortemente amador para “garantir cobrança” foi prometida. Os associados e a torcida compraram esta ideia. E agora temos um homem forte no futebol, o Bap, que rege o departamento através de terceirizados como Marcos Braz, o VP de futebol viajante, mais o conselhinho de palpiteiros.

    Junte a isto Pelaipe, que não tem histórico de estruturação profissional do Departamento e mais Noval, que deveria estar fixo na base mas paira no futebol profissional ainda que não demonstre publicamente qualquer liderança no setor – parece ser mais uma eminência parda tão ao agrado do verdadeiro “dono”, o Bap.

    Marcos Braz, dirigente amador notório pela conquista de 2009 onde contou com a benesse da fortuna que proporcionou um time do Flamengo com um centroavante espetacular como Adriano mais o Pet em seu canto de cisne final da carreira, em um ano com vários problemas de gestão em que o técnico Cuca saiu do time e o Flamengo teve que contar com interino a partir em diante. 

    À partir daí Marcos Braz ficou afastado do futebol (em 2010 onde o departamento de futebol ficou uma zona e acabou sendo demitido) e sequer se ouvia sua voz a respeito do futebol contemporâneo.

    Chamado por esta gestão eleita para ser o VP de Futebol, ligado ao Bap, logo agiu como o esperado. Chamou profissionais amigos para trabalhar. Alexandre Sanz, afastado do mercado, trabalhando em clínicas na praia, veio a ser o preparador físico principal de um elenco milionário e que deveria ser muito competitivo. E o Marcelo Salles, o “Fera”, como auxiliar técnico da comissão técnica permanente. Auxiliar de Andrade em 2009 nunca mais teve qualquer outro brilho. Técnico fracassado no Nova Iguaçu, mas, por amizade, chamado a compor o staff profissional do clube. E assim vai o Flamengo. Conselhinho de palpiteiros, badalos de Bap, dirigente amador com uma ideia de profissionalismo bem arcaica, gerentão de futebol e o Bap dando a ultima palavra.

    marcelo salles
    Marcelo Salles em seu último trabalho como treinador, no Nova Iguaçu. Foto: Bernardo Gleizer / NIFC.

    Não tem como dar certo. Penso eu. Mas ainda assim montou um elenco muito forte. E no afã de ter um técnico mais motivador contratou Abel Braga. Técnico totalmente fora do esquadro em relação ao elenco contratado. Reativo, em declínio tático evidente, Flamengo jogava sob a ira da torcida indignada com atuações tão ruins de um elenco sabidamente de bom nível. E se notava que o problema não estava nos jogadores. Pois atuavam com vontade. Mas sim porque o Flamengo prescindia de esquema tático com mínima qualidade.  Zaga ficava sempre exposta, não tinha qualquer compactação nem triangulação de jogadas, parecendo realmente ser verdadeira a acusação que o Flamengo “não treinava”.

    A diretoria então se viu forçada a procurar outro treinador. Certamente queria aproveitar o momento da parada da Copa América para fazer a troca. Mas procurar técnico no futebol é tão silencioso quanto elefante passeando em loja de cristais. Todo mundo fica sabendo. Whatsapps correm soltos. E aí o desastre é formado. Abel não queria classificar o time e o bônus ficar com outro treinador. Também não queria desclassificar e ser feito o vilão de tudo. Entendeu que perdeu o suporte e saiu. 

    Em mais este problema no Departamento de Futebol, é hora de procurar outro treinador. Agora, finalmente, com o perfil mais adequado para o elenco. Não será fácil. Será muito caro. Mas é a vida. E contar com um auxiliar técnico contratado não pela qualidade mas pela amizade para dirigir o time em partidas importantes e torcer pelo sucesso do mesmo neste período.


  • Casamentos também acabam

    A despedida não causa tristeza, a torcida já não queria o vitorioso treinador, mas as palavras de Abel machucam quem admirava seu caráter.

    Oito de cada 10 casamentos que terminam possuem o mesmo roteiro no apagar das luzes.

    Traição, falta de carinho e pouca atenção são alguns dos “agrados” feitos uns aos outros durante comentários explicando o fim.

    Sim, falei que 8 de cada 10, ou seja, sempre existem os 2 que possuem maturidade para aceitar que nada dura pra sempre.

    Feito a ressalva do mais ou menos, dedilhada no boteco do seu Armando, vamos ao que interessa.

    Abel saiu, pulou fora e, de arma engatilhada, atirou na diretoria e no Flamengo.

    Tal qual meu amigo, que não citarei o nome, alegou que foi traído e não tinha carinho da companheira ao fim do casamento. No caso de Abel, o déficit de sentimento partiu do clube.

    Quando contratado, de tudo que não o credenciava ao cargo, a única coisa que salvava Abel era o histórico de ótimas relações com o grupo e com o Clube.

    Abel Braga sempre foi um “dono do vestiário”. A figura paternalista encanta jogadores e dirigentes, que sempre tiveram nele o respaldo para erros administrativos e individuais em campo.

    Foto: Alexandre Vidal / Flamengo

    Eis que o mágico traiu a plateia. A despedida não causa tristeza, a torcida já não queria mais o vitorioso treinador, mas as palavras ditas a um colunista, essas sim machucam quem admirava o caráter do mesmo.

    O Flamengo seguirá sua vida. Em meio ao turbilhão de emoções que viverá este ano.

    Dizem que já existe nome em pauta. Se existir, o que não é falta de ética e nem de respeito, será um acerto da direção.

    Afinal, no seu trabalho, o seu chefe não avisa que está procurando alguém para o teu cargo. Assim é a vida aqui fora. Assim é a rotina de quem paga a conta de treinadores e jogadores.

    Se o Flamengo seguirá sua vida, e sim, vai seguir…

    O que esperar de Abel Braga agora?

    Desejo do fundo de meu coração que o treinador encontre a paz e a tranquilidade para seguir o caminho que escolher. E se fossemos amigos e ele pedisse um conselho, ouviria o seguinte:

    “Você já fez muito. Seu nome estará na história. Tem títulos, tem glórias, alegrias e tristezas. Tem dias que a bola entra e dias que ela bate na trave. Pra mim, com 32 anos, ainda vale a pena insistir no chute, mesmo que nem sempre saia o gol. Agora, pra você, realizado e seguro financeiramente, seria interessante sair do papel de vidraça e virar pedra.”

    Que São Judas Tadeu olhe por nós.