O duelo contra o Corinthians na noite desta terça-feira no Maracanã vale para o Flamengo a passagem para as quartas de final na Copa do Brasil, R$ 3,15 milhões em premiação e a vingança da eliminação do ano passado pelo mesmo adversário na mesma competição.
Não é só isso, porém. Está em jogo também, caso a partida não termine empatada, a liderança no histórico geral do confronto entre as duas equipes de mais torcida no Brasil, cuja primeira partida foi disputada em 1918.
Com a vitória de 1×0 no jogo de ida, o Flamengo igualou a disputa, que nos últimos anos favorecia o time paulista. Em 136 jogos, cada time tem 53 vitórias — já aconteceram 30 empates entre as duas equipes. O Flamengo tem vantagem mínima no número de gols marcados: balançou as redes corintianas 207 vezes e foi vazado 206.
Arão comemora o gol da vitória na partida de ida, que representou a 53ª vitória do Flamengo em 136 jogos contra o Corinthians, igualando o confronto. Foto: Alexandre Vidal/Flamengo
O Flamengo deixou de liderar a série histórica em 2012. Na ocasião, o Corinthians, com uma vitória por 3×2 no Pacaembu, empatou o histórico geral em 47 vitórias para cada lado. Em 2016, o time paulista chegou a abrir três vitórias de vantagem para o rubro-negro.
Com 4 vitórias e apenas 1 derrota desde 2017, porém, o Flamengo voltou a empatar a série com o triunfo por 1×0 na Arena Corinthians há 3 semanas. Hoje, tem a oportunidade de reaver a vantagem sobre um de seus maiores rivais. Caso consiga, garantirá também a classificação, já que se classifica com qualquer vitória — ou empate.
O primeiro jogo do Flamengo como mandante fora do Maracanã acabou com os três pontos na conta, mas prejuízo nos cofres. Obrigado a jogar fora do estádio Mário Filho devido a acordo com a CBF e a Conmebol para preservar o gramado para a disputa da Copa América, o Flamengo optou por jogar no Engenhão contra o Fortaleza para não ter um desgaste adicional com viagem antes da partida decisiva desta terça contra o Corinthians na Copa do Brasil. Se dentro do campo a estratégia foi um sucesso, no borderô o Flamengo saiu perdendo.
Obrigado pelo termo de concessão temporária do Maracanã a cobrar R$ 90 mil de aluguel a outros times do Rio que queiram mandar partidas no estádio, o Flamengo não encontrou reciprocidade no Engenhão, estádio que também pertence ao contribuinte carioca. O borderô da partida revela que o Flamengo teve que pagar ao Botafogo R$ 150 mil de aluguel.
Somando os outros custos da partida, a receita de R$ 458.146 — mais baixa do Flamengo no campeonato, devido à promoção nos preços dos ingressos e à baixa capacidade do estádio em relação ao Maracanã –, não foi suficiente para cobrir as despesas de R$ 734.992,54, e o Flamengo teve um prejuízo total de R$ 276.846,54.
Gabigol marcou os dois gol da vitória contra o Fortaleza, no Engenhão. Foto: Alexandre Vidal / Flamengo
Além de pagar para jogar no Engenhão, o Flamengo ainda perdeu a oportunidade de arrecadar no Maracanã embora tenha que arcar com as despesas de manutenção do estádio mesmo quando não há partida — juntamente com o Fluminense, com quem divide a concessão temporária de 180 dias. Nas três partidas do Brasileiro no Maracanã até aqui, o Flamengo soma uma renda líquida de R$ 1.446.451,96 — média de R$ 482.150,65. É possível estimar que, entre o prejuízo no Engenhão e o que deixou de arrecadar no Maracanã, a transferência causou uma perda de mais de R$ 700 mil aos cofres rubro-negros.
O Flamengo volta ao Maracanã nesta terça para enfrentar o Corinthians.
O técnico Jorge Jesus terá seu início de trabalho dentro do Flamengo no dia 20 de junho, porém, já ”arregaçou as mangas” em prol do clube carioca. O português definiu que chega no Mengo com o auxiliar João de Deus, o preparador Mário Monteiro, o coaching Evandro Mota, e Marcio Sampaio, que faz um trabalho voltado para prevenção e recuperação de lesões. Evandro Mota deu uma entrevista ao site GloboEsporte.com e já mandou um recado para a torcida rubro-negra.
”O torcedor do Flamengo pode esperar o time que gosta de ver em campo: com intensidade, entrega e ataque”. O coaching que trabalhou com Jesus no Benfica e que foi campeão do Mundo em 1994 com a seleção brasileira, revelou outras identidades do treinador e ainda disse qual seria seu papel na comissão técnica do Fla.
”O Jorge Jesus consegue tirar o melhor de cada jogador. Faz um trabalho minucioso, baseado no conjunto, no qual todos os atletas, titulares ou reservas, precisam entender suas ideias. É um apaixonado por futebol, que vive o trabalho de forma intensa. Tanto que sua equipe técnica precisa estar à disposição as 24 horas do dia. A qualquer momento ele pode ligar para falar sobre uma ideia”.
”Resumidamente, meu trabalho será ajudar o Jorge Jesus a implementar a formação de uma cultura da excelência, de uma mentalidade campeã. Mostrar aos jogadores onde eles podem chegar e o preço a ser pago. Vamos mostrar depoimentos de atletas que trabalharam com o Jorge, isso é melhor do que qualquer outro discurso. Temos uma abordagem a fazer com uma metodologia de trabalho de aperfeiçoamento de crescimento. Essa será a primeira tarefa”.
Jorge Jesus é esperado neste final de semana no Rio de Janeiro, para assinar contra com o Flamengo e assistir o clássico contra o Fluminense no Maracanã, domingo. O treinador também acompanhará a partida contra o CSA em Brasília, antes de voltar para Portugal e retornar ao Ninho do Urubu no dia 20.
O adversário do Flamengo na noite desta terça-feira (4), pelas oitavas de finais da Copa do Brasil, irá perder por lesão um de seus principais jogadores do elenco. O lateral-direito Fagner, com dores na coxa esquerda, não entrará em campo pelo Corinthians.
Fagner, que é o capitão do clube paulista, sequer viajou com a delegação alvinegra para o Rio de Janeiro. Michel Macedo será o titular.
O Flamengo terá os desfalques de Arrascaeta, Cuéllar e Trauco – todos convocados por suas seleções para disputa da Copa América. Marcelo Salles deverá mandar a campo a seguinte equipe: Diego Alves, Pará, Rodrigo Caio, Léo Duarte, Renê, Piris da Motta, Arão, Diego, Bruno Henrique, Everton Ribeiro e Gabigol. O Rubro-Negro venceu a ida por 1 a 0 e joga por um empate, para se classificar. A bola rola às 21h30, no Maracanã.
Empolgado com o podcast do Mundo Bola sobre a criação de uma “super” Libertadores, decidi revisar e repostar um texto meu de 2017. Esta é também a tentativa de voltar aos poucos a escrever aqui. Eu gosto de escrever, muitas vezes não consigo, prometo ao menos tentar. Se tratava do último post de uma série que tinha como tema a reformulação do calendário do futebol sul-americano desde a CONMEBOL até a FFERJ, o nível mais baixo. Reitero que ficarei apenas aqui, no continente. Vamos lá.
A Conmebol e suas 10 federações nacionais com a Concacaf e suas 35 federações, poderiam criar, e têm todas as condições para isso, a Fifam (FIFA Américas): inspirada na administradora do basquete do continente (a FIBA – Federação Internacional de Basquete, Fiba Américas).
Com 44 federações e seleções de um continente unido, ficaria mais transparente a relação com a Fifa. Seria um ganho organizacional mesmo que o trabalho aumente um pouco em seu início, além da adição de México e EUA nas competições, com maior valor a todos, de lá e de cá.
Assim, se promove o intercâmbio com a união, a abertura de um novo e gigantesco mercado, com o desenvolvimento de todos, principalmente das federações de pouca tradição.
Vale destacar que eu considero uma federação única para disputas de clubes, as confederações de EUA e Canadá, por conta da MLS, a liga mais forte da América do Norte, com clubes dos dois países em um único torneio. Para disputa de seleções, elas podem normalmente andar sozinhas, competindo entre si. Observando a questão comercial, os clubes dos dois países se estabeleceriam de forma mais forte se juntos, na liga em que participam.
Reprodução / Autor desconhecido
Pois bem, o mais difícil seria
a distribuição das vagas nas competições, principalmente nas fases de
classificação, visto o que acontece nos continente asiático, no africano e no
europeu. Haveria um inchaço natural na fase de Pré-Libertadores, com amplas
possibilidades para os eliminados de se classificar para a copa Pan-americana
por meio de um ranqueamento, que daria menos vagas para os países que participam
da atual Taça Libertadores, sendo taças amplas. Vamos às competições:
Eliminatórias da Copa do Mundo 2026
No caso das seleções, o ranqueamento não seria necessário. Já que a FIFA desconfigurou por completo a Copa do Mundo de 2026 com as 48 vagas. A nova Copa do Mundo reformulada mexeria nas eliminatórias, unindo as seis vagas da América do Sul com as seis vagas da América do Norte, 12 na Confederação unificada. Com três países-sede estando no continente, três vagas estariam garantidas, restando 42 seleções competindo por nove vagas. Dividiríamos nove grupos de cinco seleções com as sedes entrando no pote dois do torneio, trazendo competitividade aos países sede. Objetivamente, 45 seleções em nove grupos.
A base decisória e de
classificação se daria por tradição, títulos recentes e o Ranking da FIFA, o
que normalmente acontece para ordenamento de cabeças de chave (o mesmo valeria
para as competições de clubes, a serem explicadas mais a frente). As seleções
de melhor classificação no ranking da FIFA teriam a vantagem encabeçar os
grupos. Os campeões de cada grupo garantem a vaga para a Copa do mundo de
2026.
Pote 1 – Brasil, Argentina, Chile, Uruguai, Equador, Colômbia,
Peru, Venezuela, Paraguai;
Pote 2 – México, EUA e Canadá (donos da casa), Bolívia, Panamá,
Costa Rica, Honduras, Jamaica, Haiti;
Pote 3 – Trinidad e Tobago, El Salvador, Cuba, Guatemala,
Republica Dominicana, Suriname, Antigua e Barbuda, Granada, Porto Rico;
Pote 4 – Guiana, Belize,
São Vicente e Granadina, São Cristovão e Nevis, Santa Lúcia, Barbados, Aruba,
Nicarágua, Bermudas;
Disputa em 2023 com os 15 melhores do mesmo ranking sendo cabeças de chave de pequenos grupos com três seleções numa eliminatória rápida. O campeão de cada grupo mais o país sede se classificarão para a fase final da competição.
Libertadores das Américas + Copa Pan-americana
A Taça Libertadores, se regulada por um ranking por causa do grande número de filiados, ampliaria seu status de principal competição do continente. O ranking classificatório é inspirado no sistema de classificação da UEFA para a Liga dos Campeões. Seriam cinco fases de Play-off para classificação até a fase de grupos da Taça Libertadores das Américas. Os derrotados nos play-offs ainda teriam a possibilidade de tentar vagas na competição posterior, a Copa Pan-americana, disputada simultaneamente à Libertadores (Libertadores disputadas às terças e quartas e a Pan-americana às quintas-feiras, na “semana continental”). O coeficiente para definição das vagas se daria por critérios de tradição, conquistas, ranking continental (aqui utilizei também para me basear, o ranking da FIFA, mas um outro ranking poderia ser criado para a posteridade e a paridade, como ocorre em outras Confederações continentais).
Lista de acesso à edição 2020 da Taça Libertadores das Américas:
Abreviaturas: PO1: PLAY-OFF1; PO2: PLAY-OFF 2; PO3: PLAY-OFF 3; PO4: PLAY-OFF 4; PO5 PLAY-OFF 5; Grupos: Fase de Grupos; CN: Campeão Nacional; N2: Vice-campeão nacional; N3: Terceiro Nacional, N4: Quarto Nacional; N5 Quinto Nacional.
Modo de disputa:
Quatro vagas para Brasil e Argentina; três vagas para Chile, Uruguai, Equador, Colômbia, Peru, Venezuela, Paraguai, México, EUA/Canadá, Bolívia, Panamá, Costa Rica; duas vagas para Honduras, Jamaica, Haiti, Trinidad e Tobago, El Salvador, Cuba, Guatemala, República Dominicana; uma vaga para campeões nacionais dos demais países.
O Ranking da Copa
Pan-americana é um pouco diferente da Libertadores, dando um pouco mais de peso
para as federações de menor tradição. Além disso, existem mais vagas na
competição, com mais oportunidade e visibilidade. Os eliminados na Libertadores
entram já na próxima fase da Pan-Americana. Classificam-se para a competição os
vencedores de Taças Nacionais (Copa do Brasil).
Três vagas por ranking para Brasil, Argentina, Chile, Uruguai, Equador, Colômbia, Peru, Venezuela, Paraguai, México, EUA/Canadá; duas vagas para Bolívia, Panamá, Costa Rica; duas vagas para Honduras, Jamaica, Haiti, Trinidad e Tobago, El Salvador, Cuba, Guatemala, República Dominicana, Suriname, Antigua e Barbuda, Granada, Porto Rico, Guiana, Belize; uma vaga para campeões nacionais dos demais países.
O Brasil com isso teria sete
vagas para as copas continentais, os seis primeiros classificados no Campeonato
Brasileiro mais o campeão da Copa do Brasil, que iria para a Copa
Pan-Americana. Caso o campeão da Copa do Brasil se classifique para a Copa
Libertadores via Brasileiro, o vice-campeão irá para a taça Sul-americana, caso
também o vice-campeão obtenha uma das vagas, o subsequente do Campeonato
Brasileiro herda a posição automaticamente. Todos os países-membros teriam
direito a pelo menos duas vagas nas competições continentais.
A integração faria certa
justiça as tradições e classificações em competições recentes. Também com o
passar do tempo se provaria, já que o ranking começaria assim para ser
integrado em 2020, numa equalização de calendários e competições. Até que se
iniciem os torneios seriam contabilizados pontos para 2020 (desde 2015) e
valeriam para cada 5 temporadas. Caso seleções e clubes tenham desempenho
diferente, suas vagas teriam mais ou menos peso. Para a união se fazer
presente, será necessária a integração total das competições e um novo
calendário em âmbito regional e mundial, falando de seleções e clubes.
Em relação a TaçaLibertadores, Copa Sul-americana e a
Copa América, em nível de seleções, a integração traria desenvolvimento
financeiro e técnico com os Americanos da CONCACAF. Existem precedentes em
nível individual, com países aderindo a confederações diferentes, por que não a
união? O intercâmbio é excelente e o futebol cresce com isso, vide a UEFA que
incluiu em sua confederação países como Israel, Azerbaidjão e Cazaquistão por
exemplo e a Confederação Asiática que incluiu a Austrália, um ganho técnico, e
principalmente financeiro para todo o continente.
O Flamengo eSports teve o melhor inicio possível no Campeonato Brasileiro de League of Legends: duas vitórias em dois jogos. O time está empatado com KaBuM e Uppercut com 2 pontos e ocupa provisoriamente a terceira colocação, em razão do critério de desempate (tempo de vitórias).
Se ambas as partidas terminaram bem, os jogos em si foram bem diferentes. No sábado, um confronto esperado abriu a competição: os rubro-negros enfrentaram tradicional paiN Gaming, no jogo que marcou o primeiro encontro entre os dois clubes de maior torcida do LoL brasileiro, e o retorno da tradicional organização paulista a elite do esporte eletrônico. No Rift, a paiN tentou surpreender o Flamengo com uma inversão de posições do meio TinOwns com o topo Yang, mas a estratégia não deu muito certo. A Irelia do meio Goku conseguiu um abate no 1v1 logo cedo, e um triple kill nas mãos dele momentos depois deixaram tudo mais fácil para o Flamengo, que abusou das lutas graças ao forte poder de teamfight de sua composição, e após conquistar um Barão graças a uma sequência de pickoffs, os Urubus partiram tranquilos para a base inimiga pra encerrar a partida e conquistar seu primeiro ponto na competição.
Já no domingo, as coisas foram um pouco mais difíceis. O Flamengo voltou a enfrentar a algoz da final do primeiro split, a INTZ, e o começo de jogo parecia uma repetição do que aconteceu na final: os rubro-negros perdidos, o caçador Shrimp apagado e a INTZ encaixando abates atrás de abates. Tudo parecia perdido, até que os adversários iniciaram um Barão de maneira arriscada, que foi prontamente contestado pelo Flamengo que ficou com o bônus e alguns abates, diminuindo a diferença na partida.
E outra chamada de Barão, dessa vez do Flamengo, começou a pavimentar a virada: os Intrépidos desceram todos pra rota inferior buscando o abate em cima do Robô, e graças a essa movimentação os Urubus conseguiram executar de maneira limpa o bônus. Depois disso, uma belíssima chamada encerrou a partida: combinando as forças da composição, o Flamengo lutou em duas frentes e conseguiu atrasar o retorno da INTZ pra sua base, deixando Goku e Robô em excelente posição pra destruir o Nexus adversário.
Após a segunda partida, o atirador BrTT deixou claro a insatisfação da equipe com relação ao desempenho e a escolha de campeões no segundo jogo, apesar da vitória:
Sei lá draftamos igual um lixo e joguei mt mal Sorry, gg intz. Obrigado pela torcida de sempre nação ?⚫️#GOFLA
O time retorna a competição no sábado contra a CNB, e no domingo enfrenta a Redemption. Ambos os confrontos serão transmitidos nos canais oficiais da Riot Games e terão tempo real no twitter do Mundo Bola.
Após dois jogos em Franca onde a defesa do Flamengo foi mal, a equipe voltou a mostrar o motivo de ter os melhores números do campeonato no setor, tomando menos de 65 pontos e empatando a série em 2 x 2, depois de vencer o jogo 4 no Maracanãzinho por 76 x 62. O quinto e último jogo da série voltará a ser no interior paulista, no Ginásio Pedrocão, no próximo sábado (8).
O Orgulho da Nação mostrou que não tem nada perdido. Precisando do resultado, se impôs desde o início, frustrando os planos dos torcedores paulistas que faziam bastante barulho no ginásio. A equipe francana até se recuperou ainda no primeiro quarto, onde de 10 x 2, conseguiu virar para 13 x 12, botando medo nos flamenguistas presentes nas arquibancadas. No entanto, o susto não foi muito longe.
O Mais Querido ganhou o quarto por 19 x 16, e começou a abrir distância nos períodos seguintes de jogo. Principalmente já no segundo tempo de partida, à partir do terceiro quarto, momento crucial para a vitória Rubro-Negra, onde o time saiu de quadra com o placar eletrônico marcando 56 x 44, 11 pontos de vantagem para os jogadores comandados por Gustavinho.
No último quarto foi a administração, festa da torcida e ídolos sendo ovacionados ao deixarem o lendário Maracanãzinho. Pouco antes da vitória por 76 x 62 ser confirmada ao estouro do cronômetro, o ex-zagueiro Juan, o ídolo do FlaBasquete Marcelinho e o lutador José Aldo, torcedor ferrenho do Mengão, iam se encaminhando para a saída enquanto ouviam a torcida gritar alto seus nomes, e agradeciam o carinho.
Nos acostumamos a ver um jogador importante inspirado e outro apagado nos últimos jogos do Basquete Rubro-Negro.
Hoje foi um pouco diferente. Ainda que nem todos que poderiam brilhar tenham brilhado, a vitória veio no coletivo. Mesmo com Marquinhos liderando os números, a raça de Olivinha não deixou de aparecer, e Varejão voltou com tudo no segundo tempo de partida. Apagado e até mal na primeira etapa, o pivô campeão da NBA voltou com sangue nos olhos e também deu seus números ao jogo. Avassalador no garrafão da equipe de Helinho, anotou 13 pontos e liderou a eficiência, com 19, além de cinco de seis arremessos tentados. O já citado Marquinhos foi o cestinha com 25 pontos, e ainda deu duas assistências e dois rebotes. O último atributo muito bem trabalhado pelos cariocas hoje. Se para o técnico Gustavo de Conti, “defesa ganha jogo e rebote ganha campeonato”, seu time terá uma mão na taça caso repita o desempenho no jogo 5.
Imagem: LNB / Divulgação.
Cabeça para o desafio final
No fim da partida, o papo na zona mista foi a cabeça e o emocional para a partida decisiva. Jhonatan Luz enxerga que o time tem que conseguir se fechar, focando somente em uns aos outros dentro de quadra, esquecendo a interferência externa. Confira o que disse o camisa 7: “Temos que nos unir. Conhecemos a nossa energia de dentro pra fora. Se conseguirmos focar na gente, sabendo que tem um do lado do outro, apoiando, acho que vai calar o Pedrocão e vamos sair com a vitória”.
Olivinha, conhecido como o Deus da Raça Rubro-Negra do FlaBasquete, também comentou o assunto. Abre aspas para o vibrante ala-pivô: “Sem dúvida que vamos com uma confiança muito maior para Franca. Depois dessa partida de hoje com uma diferença muito gande, assim como foi o jogo 1, deu tudo certo pra gente, então com certeza vamos muito motivados e confiantes, e espero que dê tudo certo lá em Franca pra gente também. Pode ter certeza que vamos em busca de mais um título pro Flamengo”.
— Mundo Bola – Notícias do Flamengo (@Mundo Bola_CRF) June 1, 2019
Essas foram as palavras de Olivinha, concedidas à imprensa na zona mista. O atleta falou sobre a confiança para o jogo 5 da final do @NBB, em Franca. pic.twitter.com/EJlcy14HiS
— Mundo Bola – Notícias do Flamengo (@Mundo Bola_CRF) June 1, 2019
Após a vitória do Flamengo por 2 a 0 contra o Fortaleza, no estádio Nilton Santos, o atacante Gabriel Barbosa – autor dos dois gols do triunfo, concedeu entrevista na zona mista e comentou sobre a chegada do novo treinador, Jorge Jesus. O jogador até revelou ter recebido uma ligação do português, quando atuava na Inter de Milão.
”Não tive oportunidade de trabalhar com ele. Quando eu estava na Inter, a gente se falou por telefone, ele queria que eu fosse para o Sporting. Acabou que fui para o rival. Estou muito ansioso, já que na primeira vez não deu certo”.
Gabriel acabou acertando sua ida para o Benfica, quando Jesus treinava o Sporting, e teve poucas oportunidades na equipe do Estádio da Luz.
Em uma tarde com o Nilton Santos recebendo 36 mil pessoas (maior público do estádio no ano), o Flamengo venceu o Fortaleza por 2 a 0, com dois gols de Gabigol e duas assistências de Arrascaeta.
Com o resultado positivo, o Flamengo chegou a vice-liderança com 13 pontos conquistados. Foi a primeira partida no comando do treinador interino Marcelo Salles, o ”Fera”, que ficará até a parada para a Copa América.
Em meados de junho assume o técnico português Jorge Jesus